Termina no próximo dia 4 de setembro o prazo para inscrição de projetos no Programa Rouanet Nordeste. Lançado no início de agosto, este é o maior edital dos Programas Especiais da Lei Rouanet desde 2023, com um investimento de 40 milhões de reais.
De acordo com o edital, no mínimo 103 projetos culturais receberão incentivos no valor de até 1 milhão de reais cada um. Podem ser inscritos projetos nas áreas de artes cênicas, humanidades, música, artes visuais, audiovisual e patrimônio.
A seleção é aberta a artistas, produtores culturais, fazedores e fazedoras de cultura dos sete estados do Nordeste e de municípios do norte de Minas Gerais e Espírito Santo.
O Rouanet Nordeste é uma iniciativa do Ministério da Cultura para promover a nacionalização e a democratização dos recursos destinados ao setor cultural.
“O Programa Rouanet Nordeste é um programa de indução do investimento em regiões menos favorecidas historicamente com recursos da Lei Rouanet. Isso está sendo feito por recomendação da ministra Margareth Menezes para que a gente possa de fato atingir todos os 27 estados brasileiros”, explica o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do MinC, Henilton Menezes.
O MinC tem outras ações com a mesma finalidade, como os Programas Rouanet Norte, Rouanet nas Favelas e Rouanet da Juventude. O objetivo é abrir oportunidades para agentes culturais que nunca tinham acessado os recursos da lei dentro. Neste caso, eles têm a possibilidade real de contar com esses recursos a partir de investimento de grandes empresas estatais.
“O Programa Nacional de Apoio à Cultura, criado pela Lei Rouanet, é um programa permanente que funciona durante todo o ano, mas ele não garante o investimento quando os projetos são aprovados. No Programa Rouanet Nordeste, o Ministério da Cultura parceriza com empresas e já garante o investimento, caso o projeto seja selecionado pelo edital”.
O programa é resultado de uma parceria inédita do MinC com o Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Caixa Econômica Federal e Emgea.
Para se inscrever, os agentes culturais devem incluir suas propostas até as 23 horas de 59 minutos do dia 4 de setembro no Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (SALIC), no endereço eletrônico.
Novas diretrizes foram publicadas por meio de Instrução Normativa
O Ministério da Cultura divulgou Instrução Normativa com novas regras para o uso dos recursos do Ciclo 1 da Política Nacional Aldir Blanc. A IN nº 25/2025 estabelece regras de transição entre o Ciclo 1 e o Ciclo 2 da política.
O principal destaque está na aplicação dos recursos do Ciclo 1 pelos estados, municípios e Distrito Federal na execução da Política Nacional Aldir Blanc.
“É uma norma necessária porque os entes precisam entender como vão fazer a prestação de informações dos recursos já executados no primeiro ciclo e também como podem utilizar os recursos não executados de um ciclo para o outro”, explica a coordenadora-geral de Instrumentos Técnicos e Jurídicos da Diretoria de Assistência Técnica do MinC, Lais Valente.
As alterações visam garantir ainda mais transparência e melhor uso dos valores da política que apoia ações culturais em todo o Brasil. Entre as mudanças estão medidas que estabelecem prazos, procedimentos e formas de fiscalização sobre a aplicação dos recursos para a cultura.
As novas regras são fundamentais para a aplicação dos recursos nos próximos anos, esclarece Lais Valente. “A norma foi necessária porque atualmente a lei tem uma execução contínua, então os entes vão continuar recebendo os recursos e executando-os de forma continuada”.
A Política Nacional Aldir Blanc é a maior política pública de cultura da história do Brasil. Por meio do Governo Federal, o Ministério da Cultura faz a distribuição, a cada ciclo, de um valor de até 3 bilhões de reais aos estados, municípios e Distrito Federal.
O dinheiro pode ser investido em diferentes ações; apoiar Pontos e Pontões de Cultura, cuidar na manutenção de espaços culturais e até em obras de infraestrutura.
De acordo com o MinC, as novas regras servem para que o dinheiro da cultura seja bem usado, garantindo que cada real destinado chegue a quem faz a cultura acontecer em todo o Brasil.
Serão beneficiados os municípios nos estados do Pará e do Rio Grande do Sul
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Defesa Civil Nacional, autorizou, nesta quinta-feira (28), o repasse de R$ 1.262.826,76 para ações de resposta em cidades afetadas por desastres. Receberão os recursos municípios nos estados do Pará e do Rio Grande do Sul. As portarias com os repasses foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU). Confira:
Os valores destinados a cada município são definidos por critérios técnicos da Defesa Civil Nacional e variam conforme o valor solicitado no plano de trabalho, magnitude do desastre e número de desabrigados e desalojados, entre outros parâmetros.
Municípios que tiverem o reconhecimento federal de situação de emergência ou estado de calamidade pública podem solicitar recursos ao MIDR para ações de defesa civil. As solicitações devem ser realizadas por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). A partir dos planos de trabalho enviados, a equipe técnica da Defesa Civil Nacional avalia as metas e valores propostos. Após a aprovação, os repasses são formalizados por meio de portaria no DOU, liberando os valores correspondentes.
A Defesa Civil Nacional também oferece uma série de cursos a distância para capacitar e qualificar agentes municipais e estaduais no uso do S2iD. O objetivo é preparar os profissionais das três esferas de governo para responderem de forma eficiente às situações de emergência. Confira aqui a lista completa dos cursos.
A expansão do programa do Governo Federal de microcrédito produtivo orientado para pequenos produtores, o AgroAmigo, para as regiões Norte e Centro-Oeste foi tema da entrevista do ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, no programa Bom Dia, Ministro, da EBC, nesta quinta-feira (28). A política pública visa garantir que comunidades indígenas, quilombolas, pescadores artesanais e agricultores familiares tenham acesso efetivo a crédito e assistência técnica.
Com orçamento reforçado em R$ 1 bilhão dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO) e do Centro-Oeste (FCO), a iniciativa busca beneficiar mais de 100 mil famílias. É a primeira vez que os recursos do FNO e do FCO, anteriormente restrito a médias e grandes empresas, são utilizados para atender pequenos produtores.
Waldez Góes também ressaltou que a intenção é aumentar ainda mais o recurso disponível para as operações. “O microcrédito veio para ficar. No ano que vem, o Banco da Amazônia prevê operar R$ 1 bilhão e meio. E nós vamos operar R$ 1 bilhão pela Caixa Econômica. Então, no ano que vem, só na Amazônia, vai chegar em torno de 2 bilhões e meio de reais de microcrédito”, projeta o ministro.
Os valores de crédito variam conforme o perfil do beneficiário: R$ 8 mil para jovens (18 a 29 anos), R$ 12 mil para homens e R$ 15 mil para mulheres, com possibilidade de somar R$ 35 mil por propriedade ao ano. Os recursos podem ser usados para investimento em infraestrutura produtiva — como construção de reservatórios, armazéns, sistemas de irrigação, recuperação de pastagens, aquisição de matrizes e reprodutores, ou montagem de pequenas agroindústrias — e também para custeio de despesas do dia a dia, como compra de sementes, adubos e ração.
De acordo com o ministro, os recursos contam com garantias do próprio fundo constitucional e estão associados a políticas de apoio à agricultura familiar, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), assegurando a compra da produção. “O presidente Lula determinou que o crédito chegue à mão de todos. Não basta produzir: é preciso garantir que haja mercado e renda para essas famílias”, reforçou.
O ministro Waldez Góes explicou que a expansão para o Norte e Centro-Oeste foi pensada para superar barreiras logísticas que antes dificultavam o acesso ao crédito nessas regiões. “As dificuldades que antes poderiam ser barreiras, como distâncias, rios, ramais, igarapés, agora temos tecnologia para isso. Temos parceiros institucionais”, ressaltou Góes.
O programa adota a estratégia de mutirões de crédito e conta com agentes de campo habilitados pela Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Banco da Amazônia. O objetivo é reduzir a burocracia e aproximar as políticas públicas dos cidadãos, garantindo que o beneficiário saia com o crédito contratado e já pronto para produzir.
O acesso ao crédito é feito por meio do aplicativo Conquista+. Após abrir a conta, o agricultor solicita o atendimento de um agente de crédito credenciado, que acompanha todo o processo, da proposta à liberação do recurso, inclusive com visitas às comunidades e propriedades. Cooperativas, associações e sindicatos agrícolas também podem orientar e apoiar na solicitação. “Criamos várias possibilidades para a pessoa acessar o crédito”, ressaltou Waldez Góes. “Se um produtor mora próximo a uma agência bancária, ele pode ir diretamente; se mora longe, ele entra no aplicativo ou participa de um mutirão e um operador de crédito vai até ele. O importante é que o crédito chegue de forma rápida e desburocratizada, permitindo que o agricultor planeje, produza e tenha retorno”, explicou o ministro.
Durante a entrevista, Waldez Góes também falou sobre a chegada do primeiro navio da nova rota entre a China e a Amazônia, no próximo sábado (30). A embarcação vinda do Porto de Gaolan, em Zhuhai, um dos principais terminais da Grande Baía e ponto estratégico para o fortalecimento do comércio com o Brasil, vai atracar no Porto do Amapá. A nova conexão vai reduzir drasticamente o tempo de transporte entre a Amazônia e a China, fortalecendo o comércio internacional com foco no desenvolvimento regional, bioeconomia e integração produtiva.
O Brasil avançou em saneamento nos últimos anos, mas os dados retratam um cenário heterogêneo entre as 27 unidades da federação. O estudo “Avanços do Marco Legal do Saneamento Básico no Brasil de 2025”, elaborado pela GO Associados e divulgado pelo Instituto Trata Brasil, com base em informações do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA), apresenta as evoluções de três indicadores de interesse ao nível estadual, no período de 2019 a 2023: abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto.
Para a presidente executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, os desafios para universalizar o saneamento até 2033 passam pelo aumento dos investimentos e pela regularização dos contratos. “Os principais entraves estão relacionados a ainda existirem contratos irregulares. O estudo apontou que nós temos 363 municípios com contratos irregulares, 6,7 milhões de pessoas vivem nesses municípios com contratos irregulares, onde o investimento médio é de R$ 53 por ano por habitante apenas. Então, esse é um ponto importante porque só haverá perspectiva de universalização nesses locais caso haja um contrato estabelecido, haja um maior aporte de investimentos”, afirma.
Segundo o levantamento, nenhuma unidade da federação brasileira atingiu a meta do Marco Legal do Saneamento Básico de 99% da população coberta com abastecimento de água. A maior evolução registrada foi do Ceará, com um avanço de 19,92%.
O Distrito Federal é a unidade que mais se aproxima da meta, com 97,04%, e o Amapá é o estado com situação mais distante do ideal, com 40,14%.
Os dados mostram que a coleta de esgoto é o ponto mais crítico do saneamento no país. Entre as 27 unidades da federação, apenas São Paulo já alcançou a meta do Marco Legal, com 91,54% da população atendida.
O Piauí foi o estado que mais avançou nos últimos anos, com ganho de 19,24 pontos percentuais. Apesar desse progresso, dois estados da região Norte registraram que menos de 10% da população conta com esgotamento sanitário: Acre, com apenas 8,75%, e Amapá, com 4,93%.
O tratamento de esgoto segue como o indicador mais atrasado entre os avaliados no estudo. Apenas Roraima e o Distrito Federal conseguiram atingir a meta da NBR 9.649/1986, que prevê o tratamento de 80% do volume de água consumida, com índices de 81,96% e 81,26%, respectivamente.
O Rio de Janeiro se destacou pela maior evolução recente, com avanço de 23,51 pontos percentuais. Já o Amapá aparece na outra ponta, sendo o único estado do país que ainda trata menos de 10% do esgoto gerado.
De acordo com o estudo, embora o Marco Legal do Saneamento esteja contribuído aos avanços, para o Brasil atingir a meta de universalizar o saneamento até 2033, será necessário acelerar investimentos, regularizar contratos e reduzir as desigualdades regionais.
Clique aqui para conferir o estudo completo.
Os pequenos produtores rurais das regiões Norte e Centro-Oeste passaram a contar com uma nova modalidade de microcrédito produtivo rural, o AgroAmigo. O programa vai destinar R$ 1 bi dos fundos constitucionais para apoiar produtores rurais das duas regiões.
O lançamento da campanha "AgroAmigo – Microcrédito pertinho da gente" foi realizado pelo governo federal no início desta semana, em Brasília (DF), e contou com a participação do Banco da Amazônia, que deve operacionalizar a nova linha de crédito na Amazônia.
A nova modalidade de microcrédito produtivo rural é voltada a agricultores de baixa renda, cujas famílias tenham renda bruta anual de até R$ 50 mil e que trabalhem em atividades agrícolas como forma de subsistência.
Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), o AgroAmigo pode possibilitar a inclusão de 100 mil famílias das Regiões Norte e Centro-Oeste. A iniciativa foi inspirada no programa de mesmo nome, do Banco do Nordeste (BNB).
Conforme o Banco da Amazônia, o microcrédito rural é destinado a agricultores familiares para estimular a geração de renda e melhorar as condições de vida e trabalho no campo. Inclusive, para a instituição financeira, os produtores rurais de pequeno porte são prioridades para o banco.
Poderão usufruir do crédito agricultores, pecuaristas, pescadores artesanais, indígenas, quilombolas, extrativistas. O subsídio pode ser aplicado em diversas melhorias na propriedade, de forma estrutural, e também no sistema produtivo – como construção de reservatórios e armazéns e na implantação de sistemas de irrigação.
Os recursos também podem ser utilizados pelos produtores rurais em ações voltadas à sustentabilidade – as quais são apoiadas pelo Banco da Amazônia, como a recuperação de pastagens.
O evento contou com a participação do Gerente Executivo de Estratégias de Negócios do Banco da Amazônia (GENEG), Misael Moreno e do Coordenador de Microfinanças (COMIC), Melquesedeque Filho.
Misael Moreno destacou a importância do programa para os produtores rurais da Amazônia.
“Ao levar o AgroAmigo para a Amazônia, o Banco da Amazônia amplia e fortalece a agricultura familiar como pilar estratégico de fomento, reduz as desigualdades regionais e impulsiona a sustentabilidade na Região Norte”, pontuou Misael.
Também participaram do lançamento outros órgãos federais e autoridades, como o Ministro da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR), Waldez Góes; o Secretário do MIDR, Eduardo Tavares; o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA); o Superintendente da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM), Paulo Rocha; a Caixa Econômica Federal (CEF); o Banco do Brasil (BB), entre outros convidados.
De acordo com o governo federal, o Agroamigo abrange grupos diversos, desde assentados, ribeirinhos, comunidades extrativistas e pescadores, a indígenas e quilombolas.
Segundo o Banco da Amazônia, o Agroamigo reconhece as especificidades e vulnerabilidades de diferentes perfis dentro da agricultura familiar. Sendo assim, a linha de crédito deve disponibilizar limites diferenciados conforme o perfil do beneficiário.
Confira a destinação de recursos para cada perfil:
De acordo com a instituição financeira, uma mesma família pode somar até R$ 35 mil em crédito – desde que cada integrante esteja inscrito no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF).
Mais de 40 mil visitantes são esperados durante os principais dias da COP30, em Belém (PA), segundo estimativas da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 será realizada em pouco menos de três meses e os proprietários de estabelecimentos comerciais da região tem se preparado para receber os turistas. É o caso de Almir Serra dos Santos, dono do bar/restaurante Tony Lanches.
O empresário de 38 anos abriu seu próprio negócio em 2019 – um restaurante situado na orla de Icoaraci, um dos pontos turísticos da capital paraense. Por ter uma localização estratégica de negócio e na expectativa para a COP 30, Almir aderiu à linha de crédito Fungetur, por meio do Banco da Amazônia.
O fundo é vinculado ao Ministério do Turismo (MTur) e o empresário buscou a linha de crédito com o objetivo de melhorar o estabelecimento para recepcionar os participantes da Conferência.
Com os recursos, o empresário investiu em melhorias na infraestrutura do local com vistas a modernizar o espaço. O crédito foi destinado à reforma do telhado do estabelecimento para deixar o ambiente mais moderno e confortável para atrair clientes pela localização privilegiada e visitantes com a proximidade da COP30,
Almir recorreu à linha de crédito do Fungetur, operada pelo Banco da Amazônia e vinculada ao Ministério do Turismo. O financiamento teve como objetivo oferecer mais conforto e um ambiente renovado para os clientes durante o evento internacional.
“O valor investido no estabelecimento foi 100% do valor adquirido, fiz melhorias na cozinha e estrutural no telhado; o antigo telhado era muito feio e eu levantei um telhado de estrutura metálica”, conta Almir.
Almir conheceu o Fungetur por meio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), por meio de uma indicação de uma amiga e, logo em seguida, procurou o Banco da Amazônia para aderir ao fundo.
Como as reformas foram estruturais, os benefícios para o empreendimento local vão além do período da COP30. Almir destaca a importância do Fungetur para o seu negócio e diz que está com boas expectativas para a Conferência.
“O Fungetur foi muito importante para essa expansão, nessa nova fase do meu estabelecimento. Foi uma ajuda que caiu do céu e, graças a Deus, está superando minhas expectativas com a nova repaginação que eu dei na casa. Eu estou bem otimista com a COP30. Graças a Fungetur consegui fazer uma atualização no estabelecimento, ficou mais bonito, mais amplo, para poder atender um outro tipo de público. E estamos preparados também para atender a COP30”, salienta o empresário paraense.
O Fungetur é uma linha de crédito destinada a financiar empresas do setor de turismo, vinculado ao Ministério do Turismo. A linha possui orçamento específico, com disposição de patrimônio próprio e autonomia financeira e orçamentária.
O fundo também atua como suporte financeiro no desenvolvimento de políticas públicas voltadas a fomentar a atividade turística.
De acordo com o Banco da Amazônia, podem ser apoiadas atividades turísticas por meio do financiamento de investimentos em capital fixo, bens e capital de giro isolado.
Confira os itens financiados:
O produto é destinado a diversos tipos de negócios, como sociedades empresariais, empresários individuais e Empresas Individuais de Responsabilidade Limitada (EIRELI), legalmente constituídas e com registro no Cadastro dos Prestadores de Serviços Turísticos (CADASTUR).
Além disso, também podem aderir ao fundo os empreendimentos em fase de implantação – que visem financiar investimentos em capital fixo – ou empresas em implantação, para financiamento de bens ou capital de giro isolado.
Entre as atividades econômicas relacionadas à cadeia produtiva do turismo que podem ser contempladas pela linha de crédito, estão as de meios de hospedagem, agências de turismo, transportadoras turísticas, organizadoras de eventos, entre outras.
A taxa de juros do Fungetur é composta pela variação anual do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acrescida da taxa de juros de 5% a.a.
Confira o prazo para pagamento em relação ao item financiado:
Empresas já sinalizam redução de vagas nos próximos seis meses em função do tarifaço dos EUA
A nova política tarifária dos Estados Unidos, com alíquotas de até 50% sobre produtos brasileiros, tem frustrado as expectativas do setor industrial. Pela primeira vez desde novembro de 2023, empresários estimam queda nas exportações para os próximos seis meses, o que indica também que o número de empregos pode diminuir.
Em agosto, sondagem da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelou que o índice de expectativa para exportações nos seis meses seguintes recuou 5,1 pontos, atingindo 46,6 — abaixo da linha neutra de 50 pontos, o que indica pessimismo entre os industriais. Essa inversão de perspectiva não ocorria há quase dois anos, segundo a entidade.
“As expectativas relacionadas à quantidade exportada, número de empregados, compra de insumos e matérias-primas e de nível de atividade para os próximos seis meses recuaram em agosto. Essa piora das expectativas relacionadas às exportações da indústria está muito relacionada às incertezas ligadas ao cenário externo, principalmente em função da nova política comercial adotada pelo governo americano”, aponta Isabella Bianchi, analista de Políticas e Indústria da CNI.
Desde o início do mês, quase metade das exportações brasileiras para os Estados Unidos está sujeita à tarifa combinada de 50%. Em 2024, a venda de produtos nacionais ao mercado norte-americano representou cerca de US$ 17,5 bilhões.
Além das exportações, o indicador de expectativa quanto ao número de empregados também mostra sinais preocupantes. O recuo de dois pontos, atingindo 49,3 — também abaixo dos 50 pontos — sugere que as empresas não projetam aumento, e até uma tímida queda no quadro de trabalhadores até fevereiro de 2026.
“A gente está vendo que os Estados Unidos compram muito mais do Brasil do que o Brasil está comprando os Estados Unidos. Isso faz com que a demanda do brasileiro ao mandar produtos para fora, os Estados Unidos não comprando, vai fazer com que a gente tenha mais produtos para compartilhar com outros países, os Estados Unidos diminuindo a aquisição. Isso é um fator que no Brasil pode aparecer outros players para a gente fechar negócios, mas quem sai prejudicado é a pessoa que produz no Brasil”.
Segundo Sidney Proença, educador financeiro e economista da Firece, o cenário comercial do Brasil ainda é incerto e defende mais “proatividade” e “aproximação” ao negociar a redução das tarifas com Washington. “Entendo que o caminho não é ficar trocando farpas. Vemos que os EUA compram muito mais do Brasil do que o Brasil dos EUA. Se eles não compram da gente, isso faz com que tenhamos mais produtos para compartilhar com outros parceiros comerciais. O problema, com isso, é quem sai prejudicado é a pessoa que produz no Brasil”, argumenta.
Em relação ao pacote de medidas anunciado pelo governo federal para socorrer as empresas exportadoras brasileiras prejudicadas pelo tarifaço, Proença avalia que as medidas, como linhas de crédito e suspensão temporária de tributos, ajudam em curto prazo, mas podem ter um efeito reverso lá na frente.
“As linhas de crédito foram sancionadas pelo governo para não ter desgaste com o governo norte-americano. Só que isso implica mais gasto no bolso do empreendedor, que vai ter um alto custo para passar por essa crise que está sendo vivenciada agora. E aí o que pode acontecer é que o produtor brasileiro vai adicionar esse valor no produto final e, consequentemente, aumentar o custo para o consumidor”, complementa o especialista.
A pesquisa da CNI foi realizada entre 1º e 12 de agosto com 1.500 empresas, sendo 601 pequenas, 518 médias e 381 grandes.
A CAIXA paga nesta sexta-feira (29) para os estudantes nascidos nos meses de setembro e outubro, uma nova parcela do Incentivo Frequência do Programa Pé-de-Meia.
O incentivo será creditado em conta Poupança CAIXA Tem e os valores podem ser movimentados pelo App CAIXA Tem.
Para facilitar ainda mais o dia a dia, é possível solicitar gratuitamente o cartão Pé-de-Meia pelo próprio app CAIXA Tem, permitindo o uso dos recursos em compras e pagamentos.
E tem mais uma boa notícia! Você que foi aprovado na Educação de Jovens e Adultos (EJA), no primeiro semestre de 2025, receberá o crédito do Incentivo Conclusão, neste calendário. O Incentivo será liberado para movimentação após a conclusão do Ensino Médio.
O Programa Pé-de-Meia apoia a permanência e a conclusão escolar dos estudantes matriculados no Ensino Médio da rede pública.
Para mais informações sobre os pagamentos do Pé-de-Meia, acesse o site da Caixa.
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) já repassou, em 2025, R$ 14,6 bilhões a estados, municípios e ao Distrito Federal por meio do Salário-Educação. O valor está disponível para apoiar ações da educação básica pública, como transporte, alimentação escolar, manutenção e infraestrutura. No mês de agosto, foram transferidos R$1,61 bilhão, creditados no último dia 20.
Para o ano de 2025, a previsão orçamentária total do Salário-Educação é 35,5 bilhões, conforme divulgado pelo Ministério da Educação em fevereiro deste ano.
Essas transferências são resultados da contribuição social recolhida mensalmente das empresas vinculadas à Previdência Social, que correspondem a 2,5% da folha de pagamento dos seus empregados. Do montante arrecadado, 60% são destinados diretamente aos entes federados, enquanto os demais 40% permanecem com o FNDE, que os realocam em programas e ações educacionais.
Os valores foram calculados levando em conta dados do Censo Escolar de 2024. Os repasses são realizados em 12 parcelas mensais entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026. As transferências ocorrem até o dia 20 de cada mês
Os pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem.
A CAIXA finaliza nesta sexta-feira (29), o pagamento do Bolsa Família e Auxílio Gás referentes ao mês de agosto para os beneficiários com o Número de Identificação Social (NIS) terminado em 0.
Os pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem. Com a conta CAIXA Tem, os beneficiários podem pagar contas e fazer transferências diretamente pelo aplicativo no celular.
O benefício também pode ser movimentado com o cartão de débito da conta em comércios, Unidades Lotéricas, Correspondentes CAIXA Aqui, terminais de autoatendimento e Agências da CAIXA.
Além disso, é possível realizar saques sem cartão nos terminais de autoatendimento e Unidades Lotéricas, utilizando a identificação biométrica previamente cadastrada em uma agência da CAIXA.
No aplicativo Bolsa Família é possível acompanhar as informações dos benefícios, além de receber atualizações e novidades.
Para baixar os aplicativos CAIXA Tem e Bolsa Família, basta acessar a loja de aplicativos do seu smartphone. É gratuito.
Em missão empresarial, governo brasileiro e empresários buscam fortalecer relações bilaterais
Representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI) participaram esta semana, no México, de uma missão empresarial liderada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Na oportunidade, o governo brasileiro e cerca de 150 empresários discutiram a expansão das relações comerciais entre os países, que registraram um comércio bilateral de US$ 13,6 bilhões em 2024, com superávit brasileiro de aproximadamente US$ 2 bilhões.
CNI: Queda nas exportações pode gerar desemprego no setor industrial
Em meio a um cenário de incerteza internacional devido ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos, o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, avalia que a visita à capital mexicana encurtou o caminho na busca por diversificação de parceiros comerciais. Segundo ele, desde 2023, o México já anunciou aproximadamente US$ 7,9 bilhões (R$ 44 bilhões) em investimentos no Brasil, valor superior ao registrado em toda a década anterior (2012–2022).
“O Brasil se destaca por sua previsibilidade e estabilidade, atributos fundamentais para atrair investimentos sustentáveis”, ressalta.
Para a CNI, embora relevante, a parceria ainda está abaixo do seu potencial. A gerente de Promoção Comercial da entidade, Tatiana Farah, que participou do encontro, elenca como prioridade a negociação de um acordo mercatório mais abrangente, especialmente nos eixos de segurança alimentar, complexo de saúde, tecnologia e serviços, segurança, transição energética e indústria (autopeças, transporte, aeroespacial, máquinas e componentes).
“Nós estamos falando de dois países que juntos representam 55% da economia da região, 52% da população, 66% do comércio e 64% do investimento estrangeiro direto”, resume.
Outro item da pauta bilateral foi a expansão dos itens contemplados pelo Acordo de Complementação Econômica nº 53 (ACE 53), que estabelece a eliminação ou redução de tarifas de importação para um universo de aproximadamente 800 produtos, entre os quais frutas, legumes e minérios.
“A negociação de um novo marco comercial entre Brasil e México é uma demanda prioritária da indústria e ganha ainda mais relevância no contexto atual. Estimamos que um acordo mais amplo e inclusivo pode proporcionar um crescimento adicional de US$ 13,8 bilhões no PIB dos dois países”, pontua o presidente da CNI, Ricardo Alban.
Tatiana Farah acrescenta quais são os próximos passos a serem seguidos para que o pacto saia do papel. “Cumprir e ampliar o acordo de reconhecimento mútuo de operadores econômicos autorizados, eliminar barreiras do comércio bilateral — e aí nós temos alguns setores específicos para os quais a gente precisa trabalhar —, e iniciar as negociações de um acordo de livre comércio entre Brasil e México”.
Potencialmente, os setores aeroespacial, farmacêutico e agroexportador têm margem de expansão no âmbito bilateral, o que pode reduzir a forte dependência comercial dos dois países com Estados Unidos e China.
As associações comerciais têm desempenhado papel cada vez mais relevante na vida dos empresários e no desenvolvimento econômico das cidades brasileiras. Além de apoiar diretamente seus associados, essas entidades têm ampliado sua atuação para transformar as comunidades em que estão inseridas. Esse movimento, conduzido nacionalmente pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), ganha novo fôlego com a tramitação no Congresso Nacional do projeto de lei que institui o Dia Nacional do Associativismo, uma forma de reconhecer a importância dessas organizações para o país.
Um exemplo vem de Barra Mansa (RJ). O vice-presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado do Rio de Janeiro, Matheus Gattás, explica que a Associação Comercial da cidade tem atuado de forma estratégica para unir interesses empresariais e desenvolvimento regional.
“Na associação comercial de Barra Mansa, pensamos de forma plural. Nosso associado vai estar bem quando a cidade e a região estiverem bem”, afirma. “Um dos principais projetos é a participação em uma companhia de desenvolvimento econômico junto com a prefeitura. Compramos terrenos para implantar condomínios industriais, o que favorece o associado com custos subsidiados e atrai empresas, gerando empregos e receitas para o município.”
Já em Marília (SP), a Associação Comercial e de Inovação (ACIM) se tornou referência ao estimular a modernização dos negócios. O presidente da entidade e vice-presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo, Carlos Bittencourt, destaca o papel do Connect Ambiente de Inovação, um hub, uma rede de inovação que já chegou a 12 cidades paulistas.
“O Connect promove inovação por meio de uma aceleradora, uma incubadora e um instituto de pesquisa. É uma rede que está ajudando empresários a transformar ideias em negócios de impacto”, explica.
Atuando em rede e com foco na colaboração entre diferentes públicos e setores, o Connect promove ciência, tecnologia e inovação para transformar projetos em negócios de impacto. Com essa estrutura, empresários, startups e instituições podem se conectar, compartilhar conhecimentos e gerar soluções inovadoras que beneficiam não apenas os negócios, mas toda a comunidade.
Para a CACB, casos como os de Barra Mansa e Marília mostram como o associativismo vai além da defesa de interesses da classe empresarial, refletindo em benefícios para toda a sociedade. Ao estimular inovação, atrair indústrias ou criar empregos, essas associações fortalecem o ambiente de negócios e a qualidade de vida nas cidades.
O Projeto de Lei nº 3245/2025, de autoria do deputado federal Joaquim Passarinho (PL-PA), propõe instituir o Dia Nacional do Associativismo, a ser comemorado anualmente no dia 15 de julho, data escolhida em homenagem à fundação da Associação Comercial da Bahia em 1811 .
O PL foi apresentado em 3 de julho de 2025 e está atualmente na Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados. A proposta, articulada pela CACB, tem como objetivo valorizar a cultura associativista no país, estimular o fortalecimento das associações civis, comerciais, empresariais e comunitárias, e reconhecer o papel do associativismo no desenvolvimento econômico, social e democrático do Brasil — sem gerar feriados ou custos adicionais para o poder público.
Nariz entupido com frequência, perda de olfato e crises respiratórias. Estes sintomas não são apenas incômodos passageiros e podem indicar polipose nasal – uma forma de sinusite crônica marcada pela formação de lesões na cavidade nasal e nos seios da face, chamadas de pólipos. A condição, segundo especialistas, afeta a qualidade de vida. exigindo diagnóstico precoce e tratamento médico para evitar complicações.
Luiz Vicente Rizzo Castanheira, especialista do Hospital Paulista de Otorrinolaringologia, alerta que os sintomas da doença podem ser confundidos com resfriados ou crises de rinite. No entanto, a condição costuma apresentar sintomas mais persistentes e intensos, segundo Castanheira.
Confira os sintomas mais comuns da polipose nasal:
O otorrinolaringologista explica que a polipose nasal ocorre devido a uma inflamação crônica da mucosa da região da face. Quanto mais intensa for a inflamação, completa Castanheira, maior o número e o tamanho dos pólipos.
“A polipose nasal acaba gerando uma obstrução das vias de drenagem dos seios da face. Então mesmo tendo uma sinusite crônica e com essa formação de pólipo, podem acontecer episódios de crises de sinusites agudas decorrentes dessa obstrução da via de drenagem do seio da face que a polipose nasal gera.”
Castanheira destaca que a doença costuma aparecer acompanhada de outras condições respiratórias, como rinite alérgica, asma e sinusites recorrentes.
“A polipose nasal, por ser um processo crônico da mucosa respiratória da via aérea superior, tem relação também com doenças crônicas inflamatórias do trato respiratório inferior. Então tem uma certa associação da polipose nasal com doenças como a asma, por exemplo, que são doenças crônicas inflamatórias da via aérea inferior”, elucida.
Como a polipose nasal afeta o sistema respiratório, o otorrinolaringologista destaca que as pessoas com fatores de risco – como histórico de asma ou alergias respiratórias – devem procurar um especialista assim que os sintomas ficarem frequentes.
Conforme Castanheira, o diagnóstico precoce é fundamental para evitar o avanço da doença.
“Quanto antes a gente consegue fazer o diagnóstico, mais cedo a gente consegue fazer o tratamento e normalmente o tratamento clínico com medicamento de isotópico nasal, por exemplo, acaba sendo suficiente para poder fazer um controle adequado da lesão, evitando que tenha uma maior quantidade de lesões e um maior impacto na qualidade de vida”, aponta Castanheira.
A doença não tem cura, mas pode ser controlada. O tratamento depende da gravidade do quadro do paciente. Segundo Castanheira, os casos mais leves, com poucos pólipos, podem ser tratados com sprays nasais e acompanhamento médico.
“Então, com o uso desse tipo de medicamento, nós conseguimos algumas vezes até reduzir o tamanho do pólipo nasal e conseguir abrir as vias de drenagem dos seios da face, reduzindo os episódios de sinusites agudas”, pondera o otorrinolaringologista.
Já as situações com maior grau de complexidade exigem cirurgia para remoção das lesões.
A indicação do especialista é de que o acompanhamento seja multidisciplinar – envolvendo otorrinos, pneumologistas e alergologistas – especialmente caso haja doenças crônicas associadas.
De acordo com Castanheira, alterações climáticas como tempo seco, frio, úmido ou quente não influenciam na evolução da doença. No entanto, a população deve redobrar os cuidados nos períodos em que a circulação de vírus respiratórios é mais intensa, como no inverno.
“Na época de inverno, por exemplo, em que há uma circulação maior de vírus e bactérias, há um risco maior nessa época do ano de ter mais episódios de agudização, mas não por conta do clima em si, mas por conta da maior circulação de agentes patológicos como vírus e bactérias”, salienta o especialista.
Os recursos foram repassados para 965 municípios e para 11 estados
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) concluiu todas as etapas da operacionalização da distribuição de royalties nesta semana, relacionados à produção de junho de 2025, para os contratos de concessão e de cessão onerosa. O montante repassado aos estados foi no valor de R$ 795,8 milhões (795.848.165,47). Já os municípios receberam R$ 972,5 milhões (972.572.176,22).
Os recursos beneficiaram 965 municípios e 11 estados. Segundo a ANP, além desses entes federativos, algumas parcelas de royalties foram destinadas à União e ao Fundo Especial, conforme a legislação vigente.
Os royalties estão previstos na Lei nº 7.990/1989 e Decreto nº 1/1991 e na Lei nº 9.478/1997 e Decreto nº 2.705/1998.
O assessor de orçamento Cesar Lima destaca que os valores são essenciais para fortalecer a economia dos municípios, aliado a outros repasses federais.
“Então é algo que já vem há bastante tempo e acontece com uma certa frequência. Eles são repassados mensalmente pela agência nacional de petróleo. É mais um recurso para os municípios que ajuda a fortalecer os caixas e a pagar o custeio das máquinas municipais e estaduais”, afirma Cesar.
Os estados e municípios podem conferir os valores de forma detalhada na aba ‘Royalties’ no site oficial da ANP.
De acordo com a agência, os dados referentes ao mês de agosto ainda estão sendo consolidados e devem ser publicados em breve.
Conforme a ANP, pela legislação, não há data estabelecida para o pagamento dos valores referentes aos royalties.
Os valores dos depósitos e os respectivos beneficiários podem ser consultados no sítio eletrônico do Banco do Brasil. Para verificar os Royalties, no campo Fundo, selecione “ANP – ROYALTIES DA ANP”.
O sorteio do concurso especial nº 3480 da Lotofácil, conhecido como Lotofácil da Independência, será realizado no dia 6 de setembro de 2025, às 20h. Até lá, os sorteios da Lotofácil estarão suspensos.
As vendas paralelas para esse concurso começaram no dia 27 de julho, enquanto as vendas exclusivas dia 27 de agosto. A estimativa para o prêmio está em R$ 220 milhões, e o valor não acumula.
Caso não haja vencedores na faixa principal, o prêmio será dividido entre os apostadores que acertarem de 14 a 11 dezenas.
As apostas podem ser feitas até o dia do sorteio, 6 de setembro, às 19h nas lotéricas ou por meio dos canais oficiais da Loterias Caixa.
Na LotoFácil apostador escolhe de 15 a 20 números entre os 25 disponíveis no volante e ganha prêmios ao acertar 11, 12, 13, 14 ou 15 números. Além disso, é possível optar pela Surpresinha, onde o sistema seleciona os números automaticamente, ou utilizar a Teimosinha para participar com a mesma aposta em 3, 6, 12, 18 ou 24 concursos consecutivos.
Veja os valores do café arábica, café robusta, açúcar cristal e do milho no mercado
O preço do café arábica abre esta sexta-feira (29) com alta de 0,09%. A saca de 60 kg negociada a R$ 2.301,68 na cidade de São Paulo.
INDICADOR DO CAFÉ ARÁBICA CEPEA/ESALQ
Data | Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$ |
---|---|---|---|---|
28/08/2025 | 2.301,68 | 0,09% | 27,03% | 425,84 |
27/08/2025 | 2.299,66 | 1,49% | 26,92% | 424,21 |
26/08/2025 | 2.265,81 | -0,95% | 25,05% | 416,89 |
25/08/2025 | 2.287,56 | 2,66% | 26,25% | 422,45 |
22/08/2025 | 2.228,39 | 2,15% | 22,99% | 410,76 |
O café robusta teve baixa de 1,23% no preço e a saca abre o dia comercializada a R$ 1.529,97.
INDICADOR DO CAFÉ ROBUSTA CEPEA/ESALQ
Data | Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$ |
---|---|---|---|---|
28/08/2025 | 1.529,97 | -1,23% | 48,76% | 283,06 |
27/08/2025 | 1.548,95 | 2,52% | 50,61% | 285,73 |
26/08/2025 | 1.510,92 | 2,82% | 46,91% | 278,00 |
25/08/2025 | 1.469,43 | 1,15% | 42,88% | 271,36 |
22/08/2025 | 1.452,77 | 1,99% | 41,26% | 267,79 |
Já o preço do açúcar cristal apresenta variação nas principais praças do estado de São Paulo. Na capital, a saca de 50 kg aponta alta de 0,65%, cotada a R$ 118,60.
INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL BRANCO CEPEA/ESALQ - SÃO PAULO
Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
---|---|---|---|---|
28/08/2025 | 118,60 | 0,65% | -1,54% | 21,94 |
27/08/2025 | 117,83 | -1,02% | -2,18% | 21,74 |
26/08/2025 | 119,04 | -0,42% | -1,17% | 21,90 |
25/08/2025 | 119,54 | -0,73% | -0,76% | 22,08 |
22/08/2025 | 120,42 | 0,17% | -0,02% | 22,20 |
Em Santos (SP), a mercadoria é negociada a R$ 124,46, após desvalorização de 0,71% na média de preços sem impostos.
INDICADOR AÇÚCAR CRISTAL - SANTOS (FOB)
Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
---|---|---|---|---|
28/08/2025 | 124,46 | -0,71% | -2,55% | 23,00 |
27/08/2025 | 125,35 | 0,63% | -1,86% | 23,03 |
26/08/2025 | 124,57 | 0,18% | -2,47% | 22,98 |
25/08/2025 | 124,34 | -0,60% | -2,65% | 22,95 |
22/08/2025 | 125,09 | -0,13% | -2,06% | 23,00 |
A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 64,26, após alta de 0,36%.
INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA
Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
---|---|---|---|---|
28/08/2025 | 64,26 | -0,36% | 1,13% | 11,89 |
27/08/2025 | 64,49 | 0,23% | 1,50% | 11,90 |
26/08/2025 | 64,34 | 0,03% | 1,26% | 11,84 |
25/08/2025 | 64,32 | 0,42% | 1,23% | 11,88 |
22/08/2025 | 64,05 | 0,03% | 0,80% | 11,81 |
Os valores são do Cepea.
Café arábica e café robusta são as duas principais variedades cultivadas e comercializadas no Brasil, ambas medidas em sacas de 60 kg.
A saca de açúcar cristal no Brasil é padronizada em 50 quilos, especialmente para comercialização no mercado atacadista e para uso na indústria alimentícia. Essa unidade de medida é adotada pelo Cepea/Esalq-USP, principal fonte de cotações diárias do açúcar cristal no país.
A saca de milho equivale a 60 kg de grãos, mesmo padrão utilizado para soja e trigo. Essa medida é oficializada por instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Cepea, sendo amplamente usada em negociações e relatórios de preço do milho.
O terceiro decêndio de agosto do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) será transferido nesta sexta-feira (29), totalizando R$ 4,7 bilhões. Entretanto, seis cidades brasileiras não terão acesso aos recursos, pois estão com o repasse bloqueado no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), do Tesouro Nacional.
Quando um município é incluído no Siafi como bloqueado, a prefeitura fica impedida de receber transferências da União, independentemente da modalidade de apoio.
Segundo o assessor de orçamento Cesar Lima, é fundamental que os gestores municipais identifiquem rapidamente a causa da restrição e adotem as medidas necessárias para restabelecer o recebimento dos repasses.
“Então, em relação aos municípios que não estão aptos a receber ou aqueles entes que estão bloqueados, procure a União para saber o motivo do bloqueio e tentar resolver de alguma forma, seja parcelando algum déficit ou mesmo cumprindo com alguma obrigação que o município deixou de cumprir legalmente”, pontua.
O bloqueio do FPM traz impactos diretos às administrações municipais, já que impede o repasse de recursos federais fundamentais para a manutenção de serviços básicos, como saúde, educação e transporte.
Até 26 de agosto, seis cidades estavam impedidas de receber os valores do fundo, sendo quatro delas no Rio Grande do Sul. A lista completa pode ser consultada no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), do Governo Federal:
Com exceção de Cabo Frio (RJ) e Guamaré (RN), todos os municípios entraram na condição de bloqueio há menos de um mês. No caso da cidade fluminense, a situação é mais crítica: desde janeiro, a prefeitura permanece impossibilitada de acessar os repasses. Embora tenha uma receita significativa proveniente dos royalties do petróleo, a retenção do FPM pressiona o equilíbrio financeiro do município.
O bloqueio não significa perda definitiva dos recursos. Os valores ficam apenas retidos até que as pendências sejam solucionadas. Para reverter a situação, é necessário que a prefeitura identifique, junto ao órgão responsável — Receita Federal, INSS ou tribunais —, a causa do impedimento e regularize sua condição.
De acordo com o Tesouro Nacional, mesmo após a resolução das pendências, o desbloqueio não é imediato: o prazo pode chegar a até três dias úteis.
Cotações do frango congelado, frango resfriado, carcaça suína especial e suíno vivo no mercado
O preço do boi gordo inicia esta sexta-feira em alta de 0,02%. Já a arroba abre o dia negociada a R$ 311,40, no estado de São Paulo.
INDICADOR DO BOI GORDO CEPEA/ESALQ
Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
---|---|---|---|---|
28/08/2025 | 311,40 | 0,02% | 5,79% | 57,61 |
27/08/2025 | 311,35 | 0,13% | 5,78% | 57,43 |
26/08/2025 | 310,95 | 0,13% | 5,64% | 57,21 |
25/08/2025 | 310,55 | 0,00% | 5,50% | 57,24 |
22/08/2025 | 310,55 | -0,06% | 5,50% | 57,24 |
Nos atacados da Grande São Paulo, São José do Rio Preto e Descalvado, o preço do frango congelado registrou, no último fechamento, baixa de 0,14%. A cotação do frango resfriado registrou estabilidade. A primeira mercadoria está cotada a R$ 7,18, e a segunda é comercializada a R$ 7,19.
PREÇOS DO FRANGO CONGELADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP
Data | Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês |
---|---|---|---|
28/08/2025 | 7,18 | -0,14% | -0,55% |
27/08/2025 | 7,19 | -0,42% | -0,42% |
26/08/2025 | 7,22 | -0,41% | 0,00% |
25/08/2025 | 7,25 | 0,00% | 0,42% |
22/08/2025 | 7,25 | -0,28% | 0,42% |
PREÇOS DO FRANGO RESFRIADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP
Data | Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês |
---|---|---|---|
28/08/2025 | 7,19 | 0,00% | -0,42% |
27/08/2025 | 7,19 | -0,55% | -0,42% |
26/08/2025 | 7,23 | -0,28% | 0,14% |
25/08/2025 | 7,25 | 0,00% | 0,42% |
22/08/2025 | 7,25 | -0,28% | 0,42% |
A carcaça suína especial registra estabilidade no preço, sendo negociada a R$ 13,65 por quilo nos atacados da Grande São Paulo.
PREÇOS DA CARCAÇA SUÍNA ESPECIAL (R$/kg)
Data | Média | Var./Dia | Var./Mês |
---|---|---|---|
28/08/2025 | 13,65 | 0,00% | 17,47% |
27/08/2025 | 13,65 | 0,00% | 17,47% |
26/08/2025 | 13,65 | 0,59% | 17,47% |
25/08/2025 | 13,57 | 0,59% | 16,78% |
22/08/2025 | 13,49 | 1,81% | 16,09% |
O preço do suíno vivo aponta estabilidade em quase todos os estados, com destaque para Paraná, com baixa de 0,11%, cotado a R$ 8,94.
INDICADOR DO SUÍNO VIVO CEPEA/ESALQ (R$/kg)
Data | Estado | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês |
---|---|---|---|---|
28/08/2025 | MG - posto | 9,14 | 0,00% | 18,39% |
28/08/2025 | PR - a retirar | 8,94 | -0,11% | 18,73% |
28/08/2025 | RS - a retirar | 8,70 | 0,00% | 15,08% |
28/08/2025 | SC - a retirar | 8,72 | 0,00% | 16,27% |
28/08/2025 | SP - posto | 9,38 | 0,00% | 17,40% |
Os valores são do Cepea.
O boi gordo é o bovino macho pronto para o abate, com peso mínimo de 16 arrobas líquidas de carcaça (aproximadamente 240 kg) e até 42 meses de idade. Atende aos padrões do mercado nacional e internacional, incluindo exportações para Europa, China e cota Hilton.
O frango congelado passa por congelamento rápido, com temperaturas abaixo de -12°C, garantindo maior vida útil para armazenamento e transporte a longas distâncias. Já o frango resfriado é mantido entre 0°C e 4°C, com validade de 5 a 7 dias, oferecendo textura e sabor mais próximos do fresco, ideal para consumidores exigentes e restaurantes.
O valor da saca de 60 kg da soja abre esta sexta-feira (29) com variações, no interior do Paraná e no litoral do estado, em Paranaguá.
Na primeira região, o grão teve alta de 0,16% e é negociado a R$ 134,48; na segunda, a queda foi de 0,43%, com a mercadoria cotada a R$ 139,66.
INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANÁ
Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
---|---|---|---|---|
28/08/2025 | 134,48 | 0,16% | 1,20% | 24,88 |
27/08/2025 | 134,27 | -0,15% | 1,05% | 24,77 |
26/08/2025 | 134,47 | -0,06% | 1,20% | 24,74 |
25/08/2025 | 134,55 | -1,03% | 1,26% | 24,85 |
22/08/2025 | 135,95 | -0,64% | 2,31% | 25,06 |
INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANAGUÁ
Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
---|---|---|---|---|
28/08/2025 | 139,66 | -0,43% | 1,04% | 25,84 |
27/08/2025 | 140,26 | 0,44% | 1,48% | 25,87 |
26/08/2025 | 139,65 | -0,63% | 1,03% | 25,70 |
25/08/2025 | 140,54 | -0,95% | 1,68% | 25,95 |
22/08/2025 | 141,89 | -0,72% | 2,66% | 26,16 |
O preço do trigo, por sua vez, registra alta de 0,25% no Paraná e aumento de 0,45% no Rio Grande do Sul. No primeiro estado, a tonelada é vendida a R$ 1.408,30, enquanto no segundo é comercializada a R$ 1.288,81.
PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - PARANÁ
Data | Valor R$/t* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$/t* |
---|---|---|---|---|
28/08/2025 | 1.408,30 | 0,25% | -4,67% | 260,56 |
27/08/2025 | 1.404,77 | -0,21% | -4,91% | 259,13 |
26/08/2025 | 1.407,72 | -0,62% | -4,71% | 259,01 |
25/08/2025 | 1.416,56 | -0,24% | -4,11% | 261,60 |
22/08/2025 | 1.419,96 | 0,03% | -3,88% | 261,74 |
PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - RIO GRANDE DO SUL
Data | Valor R$/t* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$/t* |
---|---|---|---|---|
28/08/2025 | 1.288,81 | 0,45% | -0,76% | 238,45 |
27/08/2025 | 1.283,02 | 0,00% | -1,20% | 236,68 |
26/08/2025 | 1.283,02 | 0,00% | -1,20% | 236,07 |
25/08/2025 | 1.283,02 | 0,00% | -1,20% | 236,94 |
22/08/2025 | 1.283,02 | 0,00% | -1,20% | 236,50 |
Os valores são do Cepea.
A saca de soja e a saca de trigo são as principais unidades de comercialização de grãos no Brasil. Cada saca equivale a 60 quilos, padrão adotado por órgãos oficiais como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Esse formato padronizado facilita o comércio da soja e do trigo, além de permitir um acompanhamento mais preciso das cotações e variações de preços no mercado nacional.
O Brasil ultrapassou a marca de 213,4 milhões de habitantes em 2025, segundo as Estimativas da População divulgadas esta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa crescimento de 0,39% em relação ao ano passado e leva em conta o novo total de 5.571 municípios, após a criação de Boa Esperança do Norte (MT), que já nasce com 5.877 moradores.
As 27 capitais brasileiras concentram 49,3 milhões de pessoas, o equivalente a quase um quarto da população total. No entanto, o crescimento das grandes cidades ficou baixo: apenas Manaus (AM) superou 1%, com 1,05%. O destaque ficou por conta de Boa Vista (RR), que registrou alta de 3,26%, impulsionada pela migração internacional, especialmente de venezuelanos.
Entre as capitais que mais cresceram estão Florianópolis (1,93%), Palmas (1,51%) e Cuiabá (1,31%). Já Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Porto Alegre (RS) e Natal (RN) perderam população no último ano.
Os dados do IBGE não servem apenas para atualizar o mapa populacional: eles também impactam diretamente o orçamento das cidades. Segundo Cesar Lima, assessor de orçamento, as transferências constitucionais dependem da nova contagem.
Com a publicação oficial dessa nova contagem do instituto, “os órgãos responsáveis pelas transferências constitucionais e legais aos estados e municípios vão poder atualizar as suas tabelas”, explica Lima.
“No final do ano — sempre no fim de novembro e início de dezembro —, saem os novos indicadores de quanto cada município e cada estado vai receber de parcelas do FPM [Fundo de Participação dos Municípios] e do FPE [Fundo de Participação dos Estados]. E tudo isso tem como componente a população de cada ente”, conclui.
O aumento populacional não mexe apenas com os recursos do FPM. De acordo com Cesar Lima, saúde e educação também terão os repasses ajustados.
“No caso da saúde, também teremos atualizações dos valores repassados pelo SUS de acordo com a população de cada ente. Se temos novos habitantes, temos mais crianças, mais matrículas, e isso, nas escolas tanto da educação infantil quanto do ensino fundamental e médio, representa um valor maior do Fundeb a ser recebido."
As estimativas de 2025 revelam que o Sudeste segue como região brasileira mais populosa. Já o Centro-Oeste aparece com a maior proporção de municípios que cresceram acima de 1%. Por outro lado, Sul e Nordeste concentram a maior parcela de municípios em queda populacional.
Números por estado, segundo o IBGE
O dólar encerrou o último pregão em baixa de 0,19%, cotado a R$ 4,40. Segunda queda seguida frente ao real.
O desempenho da moeda norte-americana foi influenciado pela expectativa de que o Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos, retome cortes na taxa de juros a partir de setembro.
O euro encerrou o dia com desempenho negativo, cotado a R$ 6,30.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
BRL | USD | CAD | EUR | JPY | GBP | CHF | AUD | |
---|---|---|---|---|---|---|---|---|
BRL | - | 0.1849 | 0.2541 | 0.1582 | 27.1847 | 0.1368 | 0.1481 | 0.2831 |
USD | 5.4040 | - | 1.3754 | 0.8561 | 146.987 | 0.7403 | 0.8017 | 1.5312 |
CAD | 3.9259 | 0.7270 | - | 0.6224 | 106.859 | 0.5382 | 0.5825 | 1.1132 |
EUR | 6.3052 | 1.1680 | 1.6061 | - | 171.676 | 0.8647 | 0.9364 | 1.7886 |
JPY | 0.0368 | 0.0068 | 0.0094 | 0.0058 | - | 0.0050 | 0.0544 | 0.0104 |
GBP | 7.2886 | 1.3507 | 1.8578 | 1.1564 | 198.532 | - | 1.0839 | 2.0684 |
CHF | 6.7319 | 1.2471 | 1.7152 | 1.0677 | 183.308 | 0.9232 | - | 1.9097 |
AUD | 3.5258 | 0.6529 | 0.8980 | 0.5590 | 95.9740 | 0.4834 | 0.5235 | - |
Os dados são da companhia Morningstar.
O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores, encerrou a última sessão em alta de 1,32%, aos 141.049 pontos.
O índice registrou alta, mas o protagonismo ficou com as noticias do governo federal. O destaque negativo veio do Tesouro Nacional: o Governo Central apresentou déficit primário de R$ 59,12 bilhões em julho, reforçando preocupações fiscais.
No entanto, o mercado recebeu sinais positivos do esforço do governo em buscar alternativas diante do aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos, cenário pressiona exportações brasileiras.
Ações em alta no Ibovespa
Ações em queda no Ibovespa
O volume financeiro total negociado na B3 nesta sessão foi de R$ 22,6 bilhões.
O Ibovespa é o principal termômetro do mercado acionário brasileiro calculado pela B3 com base em uma carteira teórica que reúne os papéis mais negociados da bolsa. Essa composição considera critérios de volume e liquidez, englobando aproximadamente 80% de todo o movimento financeiro diário negociado no mercado à vista.
A B3 – Brasil, Bolsa, Balcão é a principal bolsa de valores do Brasil, com sede em São Paulo. Ela atua como plataforma oficial para a negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio, entre outros ativos.
Como uma das maiores bolsas globais em termos de infraestrutura e valor de mercado, a B3 oferece serviços completos que vão desde a negociação até o pós-negociação, registro, custódia e infraestrutura tecnológica robusta.
Com informações da B3.
A primeira declaração ministerial do Grupo de Trabalho de Redução do Risco de Desastres (GTRRD) do G20, que sela o compromisso das nações com o tema, norteou o Bate-Papo com a Defesa Civil nesta quinta-feira (28). O documento, aprovado em novembro do ano passado durante evento do G20 em Belém, no Pará, é um marco na temática da redução de desastres. O encontro foi transmitido pelo canal do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) no YouTube. Mediado pelo chefe de gabinete da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), Rafael Machado, o bate-papo contou com a presença da oficial de programas do Escritório das Nações Unidas para Redução do Risco de Desastres (UNDRR), Adriana Campelo, e da coordenadora de relações institucionais da Sedec, Glaucia Hassler.
A declaração foi aprovada por unanimidade entre os países membros e convidados do GTRRD enquanto o Brasil presidia o grupo. Para Adriana Campelo, a postura brasileira durante as negociações até a aprovação final do documento fez a diferença. “Foi uma declaração histórica. Essa declaração tem um cunho político muito importante e o sucesso dela se deve a habilidade do Brasil de fazer as negociações mesmo com os contextos culturais e interesses prioritários diferentes para cada país”, afirmou.
As dificuldades para chegar ao resultado final foi um dos pontos lembrado pela coordenadora Glaucia Hassler. “Durante a presidência brasileira, nós enfrentamos vários desafios. Tentou-se fazer uma declaração durante a presidência da Índia, país que oficializou e instituiu esse grupo de trabalho, mas, infelizmente, não foi possível dentro dos diversos contextos das nações envolvidas. Acredito que o sucesso da declaração no Brasil se deve ao trabalho de coordenação que foi feito. O secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, é muito conciliador e soube conduzir as discussões de forma a trazer um consenso. Além disso, a sua forma de lidar fez com que os participantes se sentissem pertencentes ao grupo. Portanto, houve muito esforço da parte brasileira, mas também muita receptividade dos outros Estados”, destacou Glaucia.
A coordenadora de relações institucionais da Sedec ressaltou ainda que a aprovação do documento foi uma grande conquista. “Quando recebemos a presidência da Índia, tínhamos algumas prioridades em pauta, como sistemas de alerta precoce efetivos, infraestrutura resiliente, financiamento para a redução do risco de desastres e soluções baseadas na natureza para que isso assegurasse a recuperação, reabilitação e reconstrução, além de trazer mais resiliência para as cidades. No entanto, durante a presidência do Brasil, nós inovamos e trouxemos outro princípio mais importante e transversal a todos, que é o combate às desigualdades para reduzir as vulnerabilidades. Diante disso, o grupo foi extremamente receptivo e a nossa declaração reflete um consenso a respeito dessa prioridade”, completou.
Após a aprovação do documento no ano passado, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, chegou a pedir que a declaração fosse seguida por todos os países. “Nossa intenção é que as nações coloquem esse documento em prática, priorizando a redução do risco de desastres, diminuindo as desigualdades e as vulnerabilidades e mitigando os danos”, afirmou Waldez na época.
Confira a declaração ministerial na íntegra AQUI.
No território catarinense, as chuvas serão notadas em municípios como Barra Velha e Imaruí
No Sul do Brasil, a sexta-feira (29) terá predominância de variação entre muitas e poucas nuvens. Porém, a previsão do tempo indica que haverá chuva isolada mais ao leste do Paraná e de Santa Catarina.
No território catarinense, as chuvas serão notadas em municípios como Barra Velha e Imaruí. Já na área paranaense, deve chover em cidades como Paranaguá e Guaraqueçaba.
Também estão previstas chuvas isoladas em uma pequena parte do nordeste do Rio Grande do Sul, como em Praia Grande. Para o restante da unidade da federação, a previsão é de variação entre muitas e poucas nuvens, sem previsão de chuva.
Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 13°C, em Curitiba. Já a máxima pode chegar a 21°C, em Porto Alegre. A umidade relativa do ar varia entre 60% e 100%.
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
A previsão do tempo para esta sexta-feira (29), no Centro-Oeste brasileiro, indica que haverá pancadas de chuva e trovoadas isoladas em boa parte da região, sobretudo em Mato Grosso do Sul, onde os acumulados atingem a área do centro ao norte da unidade da federação.
Já no Distrito Federal e em quase todo o estado de Goiás, vai predominar a presença de névoa seca, principalmente em cidades como Mutunópolis e Porangatu, mais ao norte. Porém, serão registradas pancadas de chuva isoladas na área mais ao sul do estado.
Em Mato Grosso, a prevalência será de variação entre muitas e poucas nuvens, com chuva prevista apenas para uma pequena área mais ao sul, em municípios como Rondonópolis e Pedra Preta.
Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 16°C, em Brasília. Já a máxima pode chegar a 36°C, em Cuiabá. A umidade relativa do ar varia entre 15% e 70%.
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
No Sudeste do Brasil, a sexta-feira (29) será de chuva na maior parte do estado de São Paulo. Para as regiões de Araçatuba, São José do Rio Preto, Barretos, Franca e Ribeirão Preto, a previsão é de pancadas de chuva e trovoadas isoladas.
A mesma condição será notada mais ao sul de Minas Gerias, assim como na região do Triângulo Mineiro, em municípios como Prata e Santa Vitória.
As chuvas também atingem boa parte do Rio de Janeiro, sobretudo do centro ao sul do estado, onde estão localizadas cidades como Nova Friburgo e Barra do Piraí.
Quanto ao Espírito Santo, a previsão é de chuva isolada em toda costa leste da unidade da federação, da área que liga a cidade de Presidente Kennedy a Conceição da Barra.
Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 15°C, em Belo Horizonte. Já a máxima pode chegar a 27°C, em Vitória. A umidade relativa do ar varia entre 50% e 95%.
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
A sexta-feira (29), no Norte do Brasil, será de chuva em boa parte da região. Para a totalidade do estado do Amapá, são esperadas chuvas isoladas. A mesma condição será notada na área do Baixo Amazonas, no Pará, sobretudo em cidades como Oriximiná e Óbidos.
Também deve chover em todo o território de Roraima e nas regiões de Rio Preto da Eva, Parintins, Itacoatiara, no Amazonas. Para essas áreas, são esperadas pancadas de chuva e trovoadas isoladas.
No entanto, não deve chover no Acre, Rondônia e Tocantins. Nesses estados, deve haver apenas variação entre muitas e poucas nuvens. No sul tocantinense ainda será notada a presença de névoa seca.
Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 18°C, em Rio Branco. Já a máxima pode chegar a 37°C, em Palmas. A umidade relativa do ar varia entre 25% e 95%.
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia.
Pancadas de chuva também devem ser registradas no oeste e norte do Maranhão
A previsão do tempo para o Nordeste brasileiro aponta para prevalência de variação entre muitas e poucas nuvens, nesta sexta-feira (29). Apesar disso, são esperadas chuvas isoladas na costa leste da região. Essa condição será notada, por exemplo, em áreas litorâneas da Bahia, Sergipe e Alagoas.
Alguns acumulados também serão notados em cidades como Ipojuca e Rio Tinto; em Pernambuco e Paraíba, respectivamente. Também deve chover no litoral leste do Rio Grande do Norte, em municípios como Baía Formosa.
Pancadas de chuva também devem ser registradas no oeste e norte do Maranhão. Já para o Ceará e Piauí, assim como para as demais áreas da região, não há previsão de chuva.
Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 21°C, em João Pessoa. Já a máxima pode chegar a 37°C, em Teresina. A umidade relativa do ar varia entre 25% e 100%.
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia.
Sorteio ocorreu nesta quinta-feira (28), no ESPAÇO DA SORTE em São Paulo (SP)
O concurso 2907 da Mega-Sena foi realizado nesta quinta-feira (28/08/2025), no Espaço da Sorte, em São Paulo, e divulgado pela Caixa Econômica Federal. O sorteio não teve vencedores na faixa principal.
O prêmio para o próximo sorteio, marcado para sábado (30), está estimado em R$ 8.000.000,00. Aproveite a oportunidade e faça sua aposta para concorrer.
30 - 33 - 42 - 44 - 52 - 56
As apostas para o próximo concurso podem ser feitas até as 19h do dia do sorteio, em casas lotéricas credenciadas, pelo site das Loterias Caixa ou pelo aplicativo oficial. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 5,00.
Para aumentar as chances de ganhar, é possível participar de bolões organizados pelas lotéricas ou formar um grupo de apostas. O valor mínimo por cota é de R$ 6,00, e o bolão pode ter de 2 a 100 cotas.
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Estão na lista municípios dos estados do Acre, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Defesa Civil Nacional, reconheceu, nesta quinta-feira (28), a situação de emergência em cinco cidades afetadas por desastres nos estados do Acre, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. As portarias com os reconhecimentos foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU). Confira mais detalhes abaixo.
Os municípios de Rio Branco, no Acre; Saboeiro, no Ceará, e Açu, no Rio Grande do Norte, enfrentam a seca, que é um período de ausência de chuva mais prolongado do que a estiagem.
Por outro lado, as cidades de Passa Quatro, em Minas Gerais, e Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, obtiveram o reconhecimento federal de situação de emergência por causa de queda de granizo e fortes chuvas, respectivamente.
Agora, as prefeituras já podem solicitar recursos do Governo Federal para ações de defesa civil, como compra de cestas básicas, água mineral, refeição para trabalhadores e voluntários, kits de limpeza de residência, higiene pessoal e dormitório, entre outros.
Cidades com o reconhecimento federal de situação de emergência ou de estado de calamidade pública podem solicitar ao MIDR recursos para ações de defesa civil. A solicitação pelos municípios em situação de emergência deve ser feita por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). Com base nas informações enviadas nos planos de trabalho, a equipe técnica da Defesa Civil Nacional avalia as metas e os valores solicitados. Com a aprovação, é publicada portaria no DOU com o valor a ser liberado.
A Defesa Civil Nacional oferece uma série de cursos a distância para habilitar e qualificar agentes municipais e estaduais para o uso do S2iD. As capacitações têm como foco os agentes de proteção e defesa civil nas três esferas de governo. Confira neste link a lista completa dos cursos.
“Garantir segurança hídrica é promover dignidade e desenvolvimento”, destacou o secretário Nacional de Segurança Hídrica do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) Giuseppe Vieira, durante a 1º NORVERDE – Conferência e Feira de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste, nesta quarta-feira (27), em Aracaju (SE). Ao participar do painel sobre planejamento e gestão da água, ele ressaltou que o Nordeste é uma região estratégica que exige soluções inovadoras e integradas, alinhadas ao compromisso de reduzir desigualdades e ampliar o acesso à água.
O evento reuniu gestores públicos, especialistas, representantes do setor privado e da sociedade civil para discutir soluções voltadas ao desenvolvimento sustentável da região. A conferência abordou temas como recursos hídricos, energias renováveis, gestão de resíduos e economia circular, reforçando o papel da região como protagonista na agenda ambiental do Brasil. “O NORVERDE não é apenas um encontro de dois dias, é a semente de um movimento que queremos ver florescer em Sergipe e em todo o Nordeste, mostrando que essa região pode e deve ocupar um lugar de destaque nas agendas de sustentabilidade do Brasil e do mundo”, afirmou Rodrigo Cordeiro, CEO da NESTY’ - Dados, Comunidades, Digital e Conteúdo, realizadora do evento.
Representando o MIDR, o secretário Nacional de Segurança Hídrica, Giuseppe Vieira, participou do painel “Summit Recursos Hídricos: Planejar para não faltar – Segurança Hídrica do Nordeste”. O debate trouxe especialistas para tratar da importância do planejamento integrado e de políticas públicas que assegurem água de qualidade e em quantidade para a população nordestina. Vieira destacou a relevância da cooperação entre os diferentes setores para enfrentar os desafios da gestão hídrica e reforçou o papel estratégico do Estado de Sergipe nas agendas ambientais e de desenvolvimento sustentável. “O Nordeste é uma região estratégica que exige soluções inovadoras e integradas”, afirmou.
O secretário destacou, ainda, iniciativas voltadas ao fortalecimento da segurança hídrica e aos investimentos do MIDR em grandes obras estruturantes que asseguram o abastecimento de água e promovem o desenvolvimento regional. Ganharam destaque na apresentação iniciativas como o Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNRH) e o Programa Água para Todos, fundamentais para reduzir desigualdades sociais e ampliar a disponibilidade hídrica no país. “Garantir segurança hídrica é promover dignidade e desenvolvimento. Nossas ações no Nordeste, em Sergipe e em todo o Brasil, estão alinhadas ao compromisso de reduzir desigualdades, ampliar o acesso à água e impulsionar um futuro sustentável para as próximas gerações”, afirmou o secretário.
Além do titular da SNSH, participaram do painel Fernando Vieira, diretor-geral da Iguá Sergipe; Nazareno Marques de Araújo, diretor da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA); Alexandre Kepler, presidente da ABRhidro; e Leonardo Góes Silva, ex-presidente da Embasa. O debate foi moderado por Sandro Costa, diretor do Centro de Apoio Operacional de Proteção dos Recursos Hídricos do Ministério Público de Sergipe.
Com discussões que reforçam a importância do planejamento e da integração de esforços, o NORVERDE consolida-se como um marco para o fortalecimento de práticas sustentáveis no Nordeste, abrindo caminhos para novas parcerias e soluções em prol do desenvolvimento regional. O evento segue até quinta-feira (28), no Vidam Hotel, em Aracaju.
Estimativas da Fundação Getúlio Vargas (FGV) apontam que são esperados mais de 40 mil visitantes durante os principais dias da COP30, em Belém (PA). A Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 será realizada em novembro e os proprietários de estabelecimentos comerciais da região seguem realizando investimentos em seus negócios para receber os turistas. É o caso de Glenda de Castro Alves, CEO do bar e restaurante Marujos – localizado na Estação das Docas, um dos pontos turísticos mais famosos da capital paraense.
O Marujos é um negócio de família com 29 anos de história e, assim como milhares de estabelecimentos, também sofreu os reflexos da pandemia. Além disso, Glenda também relata que entre os desafios para a manutenção de seu negócio, está o cenário econômico brasileiro.
“A nossa marca Marujos tem 29 anos, é consolidada e sobrevive aos percalços de agentes externos, como a pandemia, que foi muito forte, e a própria economia do Brasil, a inflação descontrolada. Esses são os nossos maiores desafios, como a impossibilidade de planejamentos, em médio e longo prazo. E também a questão da tributação, que é bem desleal com os empresários, principalmente na área de alimentação e serviço”, relata a CEO.
Apesar das dificuldades, Glenda afirma que sempre conta com o Banco da Amazônia para realizar contratos de crédito com vistas a investir no negócio da família. Considerando a localização estratégica e a expectativa para recepcionar milhares de turistas durante a COP 30, Glenda aderiu à linha de crédito Fungetur, por meio do Banco da Amazônia.
O fundo é vinculado ao Ministério do Turismo (MTur) e a empresária buscou a linha de crédito com o objetivo de melhorar o estabelecimento para recepcionar os participantes da Conferência.
Glenda destaca as facilidades oferecidas pela instituição financeira, tanto com o Fungetur quanto com relação a outros produtos oferecidos pelo Banco da Amazônia.
“Eu já sou cliente há muitos anos do Banco da Amazônia, há mais de 12 anos, e a gente sempre recorre à questão das taxas menores. Então, foi assim que eu conheci o Fungetur e também com os incentivos das associações que a gente participa e pelo contato com o Ministério do Turismo, já que todos os nossos restaurantes estão em áreas turísticas”, salienta Glenda.
O grupo familiar é integrado por quatro restaurantes Marujos e pelo Café Santo Pizzaria. Glenda compartilha que os recursos do Fungetur foram priorizados para investir no restaurante Marujos da Estação das Docas e do Café Santo, em Belém, por conta da localização e da necessidade de ampliação devido à COP30.
Com os recursos, a empresária investiu em melhorias na infraestrutura do local para deixar o espaço mais acolhedor ao público do evento internacional. Além disso, também comprou equipamentos e alocou recursos para treinar os funcionários.
“Nós conseguimos a linha de crédito do Fungetur no valor de 500 mil reais e isso foi investido tanto em capital de giro como em reforma. A gente priorizou a questão da infraestrutura do restaurante Marujos, da Estação das Docas, e do Café Santo, devido à ampliação e à necessidade da COP30. Investimos também em equipamentos, em renovação de layout das lojas, inovação, comunicação e em treinamento dos funcionários”, diz Glenda.
Na avaliação de Glenda, todos os estabelecimentos localizados em pontos turísticos – especialmente em Belém, deveriam recorrer à linha de crédito Fungetur, por meio do Banco da Amazônia, por conta das taxas reduzidas.
“Eu superindico a qualquer empresa que seja apta a procurar o Fungetur; as taxas são imbatíveis e bem providenciais para investimentos, como o que vai acontecer na COP30, onde Belém vai sediar esse grande evento com fluxo gigantesco de pessoas. Como nós estamos em locais turísticos, a gente precisava urgente resolver essas questões todas de reforma, ampliação e adaptação para o evento. E para continuar realmente a prestar o serviço de qualidade tanto de produto quanto de serviço que a gente sempre se propôs a fazer. Então, foi fundamental para o nosso negócio a linha Fungetur”, pontua Glenda.
O Fungetur é uma linha de crédito voltada a financiar empresas do setor de turismo, vinculado ao Ministério do Turismo. A operação possui orçamento específico, com disposição de patrimônio próprio e autonomia financeira e orçamentária.
O fundo atua, ainda, como suporte financeiro no desenvolvimento de políticas públicas voltadas a fomentar a atividade turística.
Segundo o Banco da Amazônia, podem ser apoiadas atividades turísticas por meio do financiamento de investimentos em capital fixo, bens e capital de giro isolado.
Confira os itens financiados:
Também podem aderir ao fundo os empreendimentos em fase de implantação – que visem financiar investimentos em capital fixo – ou empresas em implantação, para financiamento de bens ou capital de giro isolado.
Entre as atividades econômicas relacionadas à cadeia produtiva do turismo que podem ser contempladas pela linha de crédito, estão as de meios de hospedagem, agências de turismo, transportadoras turísticas, organizadoras de eventos, entre outras.
A taxa de juros do Fungetur é composta pela variação anual do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acrescida da taxa de juros de 5% a.a.
Confira o prazo para pagamento em relação ao item financiado:
A carcaça suína especial registra estabilidade no preço, negociada a R$ 13,65 por quilo
O preço do boi gordo registra alta de 0,13% nesta quinta-feira (28), e a arroba é negociada a R$ 311,35, no estado de São Paulo.
Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
---|---|---|---|---|
27/08/2025 | 311,35 | 0,13% | 5,78% | 57,43 |
26/08/2025 | 310,95 | 0,13% | 5,64% | 57,21 |
25/08/2025 | 310,55 | 0,00% | 5,50% | 57,24 |
22/08/2025 | 310,55 | -0,06% | 5,50% | 57,24 |
21/08/2025 | 310,75 | 0,06% | 5,57% | 56,71 |
Nos atacados da Grande São Paulo, São José do Rio Preto e Descalvado, o preço do frango congelado e do resfriado registram queda de 0,42% e 0,55%, respectivamente, e as duas mercadorias são comercializadas a R$ 7,19.
PREÇOS DO FRANGO CONGELADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP
Data | Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês |
---|---|---|---|
27/08/2025 | 7,19 | -0,42% | -0,42% |
26/08/2025 | 7,22 | -0,41% | 0,00% |
25/08/2025 | 7,25 | 0,00% | 0,42% |
22/08/2025 | 7,25 | -0,28% | 0,42% |
21/08/2025 | 7,27 | 0,00% | 0,69% |
PREÇOS DO FRANGO RESFRIADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP
Data | Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês |
---|---|---|---|
27/08/2025 | 7,19 | -0,55% | -0,42% |
26/08/2025 | 7,23 | -0,28% | 0,14% |
25/08/2025 | 7,25 | 0,00% | 0,42% |
22/08/2025 | 7,25 | -0,28% | 0,42% |
21/08/2025 | 7,27 | 0,00% | 0,69% |
A carcaça suína especial registra estabilidade no preço, sendo negociada a R$ 13,65 por quilo nos atacados da Grande São Paulo.
Data | Média | Var./Dia | Var./Mês |
---|---|---|---|
27/08/2025 | 13,65 | 0,00% | 17,47% |
26/08/2025 | 13,65 | 0,59% | 17,47% |
25/08/2025 | 13,57 | 0,59% | 16,78% |
22/08/2025 | 13,49 | 1,81% | 16,09% |
21/08/2025 | 13,25 | 0,00% | 14,03% |
O preço do suíno vivo aponta estabilidade em quase todos os estados, com destaque para São Paulo, onde o preço é R$ 9,38.
Data | Estado | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês |
---|---|---|---|---|
27/08/2025 | MG - posto | 9,14 | 0,00% | 18,39% |
27/08/2025 | PR - a retirar | 8,95 | 0,22% | 18,86% |
27/08/2025 | RS - a retirar | 8,70 | 0,00% | 15,08% |
27/08/2025 | SC - a retirar | 8,72 | 0,35% | 16,27% |
27/08/2025 | SP - posto | 9,38 | 0,00% | 17,40% |
Os valores são do Cepea.
O boi gordo é o bovino macho pronto para o abate, com peso mínimo de 16 arrobas líquidas de carcaça (aproximadamente 240 kg) e até 42 meses de idade. Atende aos padrões do mercado nacional e internacional, incluindo exportações para Europa, China e cota Hilton.
O frango congelado passa por congelamento rápido, com temperaturas abaixo de -12°C, garantindo maior vida útil para armazenamento e transporte a longas distâncias. Já o frango resfriado é mantido entre 0°C e 4°C, com validade de 5 a 7 dias, oferecendo textura e sabor mais próximos do fresco, ideal para consumidores exigentes e restaurantes.
O café robusta teve aumento de 2,52% no preço, sendo comercializado a R$ 1.548,95.
O preço do café arábica registra alta de 1,49% nesta quinta-feira (28), com a saca de 60 kg negociada a R$ 2.299,66 na cidade de São Paulo.
INDICADOR DO CAFÉ ARÁBICA CEPEA/ESALQ
Data | Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$ |
---|---|---|---|---|
27/08/2025 | 2.299,66 | 1,49% | 26,92% | 424,21 |
26/08/2025 | 2.265,81 | -0,95% | 25,05% | 416,89 |
25/08/2025 | 2.287,56 | 2,66% | 26,25% | 422,45 |
22/08/2025 | 2.228,39 | 2,15% | 22,99% | 410,76 |
21/08/2025 | 2.181,57 | 2,22% | 20,40% | 398,10 |
O café robusta teve aumento de 2,52% no preço, sendo comercializado a R$ 1.548,95.
INDICADOR DO CAFÉ ROBUSTA CEPEA/ESALQ
Data | Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$ |
---|---|---|---|---|
27/08/2025 | 1.548,95 | 2,52% | 50,61% | 285,73 |
26/08/2025 | 1.510,92 | 2,82% | 46,91% | 278,00 |
25/08/2025 | 1.469,43 | 1,15% | 42,88% | 271,36 |
22/08/2025 | 1.452,77 | 1,99% | 41,26% | 267,79 |
21/08/2025 | 1.424,45 | 2,93% | 38,50% | 259,94 |
Já o preço do açúcar cristal apresenta variação nas principais praças do estado de São Paulo. Na capital, a saca de 50 kg aponta baixa de 1,02%, cotada a R$ 117,83.
Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
---|---|---|---|---|
27/08/2025 | 117,83 | -1,02% | -2,18% | 21,74 |
26/08/2025 | 119,04 | -0,42% | -1,17% | 21,90 |
25/08/2025 | 119,54 | -0,73% | -0,76% | 22,08 |
22/08/2025 | 120,42 | 0,17% | -0,02% | 22,20 |
21/08/2025 | 120,21 | 0,73% | -0,20% | 21,94 |
Em Santos (SP), a mercadoria é negociada a R$ 125,35, após elevação de 0,63% na média de preços sem impostos.
Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
---|---|---|---|---|
27/08/2025 | 125,35 | 0,63% | -1,86% | 23,03 |
26/08/2025 | 124,57 | 0,18% | -2,47% | 22,98 |
25/08/2025 | 124,34 | -0,60% | -2,65% | 22,95 |
22/08/2025 | 125,09 | -0,13% | -2,06% | 23,00 |
21/08/2025 | 125,25 | -1,04% | -1,93% | 22,84 |
A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 64,49, após alta de 0,23%.
Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
---|---|---|---|---|
27/08/2025 | 64,49 | 0,23% | 1,50% | 11,90 |
26/08/2025 | 64,34 | 0,03% | 1,26% | 11,84 |
25/08/2025 | 64,32 | 0,42% | 1,23% | 11,88 |
22/08/2025 | 64,05 | 0,03% | 0,80% | 11,81 |
21/08/2025 | 64,03 | 0,25% | 0,77% | 11,68 |
Os valores são do Cepea.
Café arábica e café robusta são as duas principais variedades cultivadas e comercializadas no Brasil, ambas medidas em sacas de 60 kg.
• O café arábica (conhecido também como café Conilon, em algumas regiões) tem sabor mais suave, menor teor de cafeína e alta qualidade sensorial, sendo preferido em cafeterias especializadas e nas exportações de cafés premium. Representa cerca de 70% da produção brasileira, com destaque para estados como Minas Gerais e São Paulo.
• O café robusta, por sua vez, possui sabor mais amargo, maior concentração de cafeína e corpo mais intenso. É amplamente utilizado na produção de café solúvel e blends comerciais. Seus principais polos produtores são o Espírito Santo e Rondônia, e seu preço costuma ser mais baixo em comparação ao arábica, por conta do perfil mais industrial.
A saca de açúcar cristal no Brasil é padronizada em 50 quilos, especialmente para comercialização no mercado atacadista e para uso na indústria alimentícia. Essa unidade de medida é adotada pelo Cepea/Esalq-USP, principal fonte de cotações diárias do açúcar cristal no país.
A saca de milho equivale a 60 kg de grãos, mesmo padrão utilizado para soja e trigo. Essa medida é oficializada por instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Cepea, sendo amplamente usada em negociações e relatórios de preço do milho.
O preço do trigo, por sua vez, registra baixa de 0,21% no Paraná e estabilidade no Rio Grande do Sul
O valor da saca de 60 kg da soja, nesta quinta-feira (28), registra queda no interior do Paraná e alta no litoral do estado, em Paranaguá.
Na primeira região, o grão teve baixa de 0,15% e é negociado a R$ 134,27; na segunda, a elevação foi de 0,44%, com a mercadoria cotada a R$ 140,26.
INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANAGUÁ
Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
---|---|---|---|---|
27/08/2025 | 140,26 | 0,44% | 1,48% | 25,87 |
26/08/2025 | 139,65 | -0,63% | 1,03% | 25,70 |
25/08/2025 | 140,54 | -0,95% | 1,68% | 25,95 |
22/08/2025 | 141,89 | -0,72% | 2,66% | 26,16 |
21/08/2025 | 142,92 | 0,06% | 3,40% | 26,08 |
INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANÁ
Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
---|---|---|---|---|
27/08/2025 | 134,27 | -0,15% | 1,05% | 24,77 |
26/08/2025 | 134,47 | -0,06% | 1,20% | 24,74 |
25/08/2025 | 134,55 | -1,03% | 1,26% | 24,85 |
22/08/2025 | 135,95 | -0,64% | 2,31% | 25,06 |
21/08/2025 | 136,83 | 0,40% | 2,97% | 24,97 |
O preço do trigo, por sua vez, registra baixa de 0,21% no Paraná e estabilidade no Rio Grande do Sul. No primeiro estado, a tonelada é vendida a R$ 1.404,77, enquanto no segundo é comercializada a R$ 1.283,02.
PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - PARANÁ
Data | Valor R$/t* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$/t* |
---|---|---|---|---|
27/08/2025 | 1.404,77 | -0,21% | -4,91% | 259,13 |
26/08/2025 | 1.407,72 | -0,62% | -4,71% | 259,01 |
25/08/2025 | 1.416,56 | -0,24% | -4,11% | 261,60 |
22/08/2025 | 1.419,96 | 0,03% | -3,88% | 261,74 |
21/08/2025 | 1.419,57 | -0,10% | -3,90% | 259,04 |
PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - RIO GRANDE DO SUL
Data | Valor R$/t* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$/t* |
---|---|---|---|---|
27/08/2025 | 1.283,02 | 0,00% | -1,20% | 236,68 |
26/08/2025 | 1.283,02 | 0,00% | -1,20% | 236,07 |
25/08/2025 | 1.283,02 | 0,00% | -1,20% | 236,94 |
22/08/2025 | 1.283,02 | 0,00% | -1,20% | 236,50 |
21/08/2025 | 1.283,02 | -0,14% | -1,20% | 234,13 |
Os valores são do Cepea.
A saca de soja e a saca de trigo são as principais unidades de comercialização de grãos no Brasil. Cada saca equivale a 60 quilos, padrão adotado por órgãos oficiais como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Esse formato padronizado facilita o comércio da soja e do trigo, além de permitir um acompanhamento mais preciso das cotações e variações de preços no mercado nacional.
Desde quarta-feira (27), o Programa Mais Médicos ampliou a cobertura da atenção primária e à saúde da família em 987 municípios e 23 Distritos Sanitários Indígenas (DSEIs), com a chegada de 1.498 profissionais da saúde. Do total, 1.446 médicos foram para as equipes de Saúde da Família e 53 foram para os DSEIs, garantindo o maior acesso e cuidado à saúde indígena.
Distribuição regional dos profissionais
Região | Número de médicos |
---|---|
Sudeste | 461 |
Nordeste | 443 |
Sul | 259 |
Norte | 235 |
Centro-Oeste | 100 |
De acordo com o Ministério da Saúde, a convocação integra a segunda chamada do 41° ciclo do programa. Além de ampliar a cobertura, a pasta mantém o compromisso com a equidade nas políticas de saúde no perfil dos novos médicos: são 46 profissionais com deficiência e 331 pertencentes a grupos étnico-raciais.
Cronograma
Entre os dias 27 de agosto e 5 de setembro, os municípios recebem os médicos formados no Brasil com registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM). Os médicos formados no exterior ou estrangeiros participarão do Módulo de Acolhimento e Avaliação (MAAv), com início previsto a partir de novembro.
Programa Mais Médicos
O Programa Mais Médicos é uma política pública que enfrenta o desafio da melhoria no atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde - SUS. Atualmente, o programa garante assistência a cerca de 67 milhões de pessoas em todo Brasil. Hoje, são aproximadamente 26,4 mil profissionais, distribuídos em 4,5 mil municípios, com a meta de chegar a 28 mil médicos até 2027.
O gasto público federal já ultrapassou R$ 3,4 trilhões em 2025, segundo a plataforma Gasto Brasil, ferramenta criada pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB). O painel reúne dados de todas as esferas do governo, Banco Central e estatais, permitindo acompanhar em tempo real a evolução das despesas.
Para o presidente da Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Agronegócio de Passo Fundo (ACISA), Evandro Silva, a iniciativa tem potencial para transformar informação em cobrança social.
“O Gasto Brasil traz informações valiosas porque reforçam a transparência e aumentam a capacidade de influência do setor produtivo. Se soubermos o custo que está sendo gerado, podemos levar essa informação para a sociedade, que também passa a ter consciência desse gasto público e, aí sim, cobrar resultados”, afirmou.
Segundo ele, o acesso em tempo real amplia o papel fiscalizador da sociedade:
“Não apenas as associações comerciais, mas também as empresas e os cidadãos podem cobrar do poder público a diminuição, o ajuste e o direcionamento correto dos gastos.”
Em Passo Fundo, a ACISA já estuda instalar um painel na fachada da entidade para exibir os números do Gasto Brasil e mobilizar empresários e população.
Autor da proposta que deu origem à plataforma, o consultor Cláudio Queiroz, da CACB e da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), reforça que o desafio vai além da arrecadação.
“É uma ferramenta que ajuda a entender melhor onde e quanto o governo está gastando e se esses gastos fazem sentido do ponto de vista da eficiência e do retorno à sociedade. As novas funcionalidades deixam claro que o problema não está só na receita, mas na má alocação dos recursos. Gastamos muito e, muitas vezes, mal”, afirma.
A ferramenta está em evolução e deve trazer análises sobre a qualidade do gasto, permitindo verificar se o uso dos recursos gera benefícios compatíveis para a sociedade.
O lançamento da plataforma coincide com um debate intenso sobre as contas públicas. No último relatório, a Instituição Fiscal Independente (IFI), do Senado, destacou que a agenda fiscal do governo segue cercada de incertezas.
Para os diretores da IFI, Marcus Pestana e Alexandre Andrade, mudanças como as previstas na PEC 66/2023 (que trata de precatórios e requisições de pequeno valor) e o aumento de tributos, como o IOF, podem ampliar a margem de manobra no curto prazo, mas não resolvem o problema estrutural.
“Na vida real, qualquer despesa é despesa efetiva, independentemente de sua natureza. O que importa é seu impacto no resultado primário e na dinâmica da dívida pública”, pontuaram no relatório de agosto. Eles alertam para o risco de um “alívio ilusório” no ajuste fiscal, caso medidas de médio e longo prazo continuem sendo adiadas.
Com gasto público já trilionário em 2025, a expectativa é de que ferramentas como o Gasto Brasil ajudem a aproximar os cidadãos do debate fiscal. Para Evandro Silva, cabe às entidades atuar como mediadoras nesse processo:
“A entidade é um articulador, o meio de levar a informação até as empresas e à sociedade sobre os gastos que o setor público está tendo”, resume.
Os valores complementares para o pagamento do piso da enfermagem referentes ao mês de agosto já estão disponíveis para consulta. Os montantes foram detalhados na Portaria GM/MS nº 8.013, de 25 de agosto de 2025, publicada pelo Ministério da Saúde no Diário Oficial da União.
A quantia a ser transferida totaliza R$ 802.906.607,83, entre os valores destinados à execução municipal e estadual.
O recurso é repassado aos entes federados mensalmente. O objetivo é que, com a verba, estados e municípios possam efetuar o pagamento do piso de profissionais da categoria.
No entanto, o advogado especialista em direito médico, Josenir Teixeira, afirma que é necessário que a destinação desse dinheiro seja fiscalizada, para garantir que os valores cheguem aos trabalhadores.
“Os profissionais da enfermagem devem ficar atentos a acompanhar o repasse que os municípios irão receber, para que os municípios efetivamente repassem os valores às suas empregadoras, para que, finalmente, as suas empregadoras paguem os valores dentro da folha de pagamento. Vamos ver se realmente esses valores repassados pela União serão suficientes para cumprir o que disse a lei”, aponta Teixeira.
Municípios como Monteiro (PB), Oeiras (PI) e Lucas do Rio Verde (MT), receberão mais de R$ 200 mil, cada. Para Sobral (CE), Teófilo Otoni (MG) e Londrina (PR), a previsão é de destinação de mais de R$ 2 milhões para cada.
Região | UF | Valor Transferido para Estado | Valor Transferido para Município | Valor Transferido em agosto - Total |
---|---|---|---|---|
Centro-Oeste | GO | 5.165.872,03 | 12.432.701,29 | 17.598.573,32 |
Centro-Oeste | MS | 1.839.782,71 | 9.991.835,11 | 11.831.617,82 |
Centro-Oeste | MT | 1.439.594,34 | 9.230.202,64 | 10.669.796,98 |
Centro-Oeste | DF | 362.525,30 | 362.525,30 | |
Nordeste | BA | 28.584.975,94 | 56.419.587,86 | 85.004.563,80 |
Nordeste | PE | 36.031.180,16 | 32.530.496,33 | 68.561.676,49 |
Nordeste | MA | 15.027.761,55 | 45.940.746,13 | 60.968.507,68 |
Nordeste | CE | 5.501.500,25 | 40.049.800,16 | 45.551.300,41 |
Nordeste | PB | 6.603.589,67 | 28.048.898,44 | 34.652.488,11 |
Nordeste | RN | 3.977.415,18 | 17.962.910,32 | 21.940.325,50 |
Nordeste | PI | 3.605.917,90 | 16.861.304,48 | 20.467.222,38 |
Nordeste | AL | 2.061.742,63 | 15.983.173,27 | 18.044.915,90 |
Nordeste | SE | 4.609.375,98 | 5.868.656,04 | 10.478.032,02 |
Norte | PA | 12.658.952,56 | 36.431.193,47 | 49.090.146,03 |
Norte | AM | 10.448.442,47 | 12.744.571,50 | 23.193.013,97 |
Norte | TO | 4.522.216,90 | 6.460.687,23 | 10.982.904,13 |
Norte | RO | 2.123.880,67 | 6.125.005,07 | 8.248.885,74 |
Norte | AP | 522.377,67 | 4.577.003,66 | 5.099.381,33 |
Norte | AC | 1.701.898,76 | 1.155.071,71 | 2.856.970,47 |
Norte | RR | 981.349,10 | 981.349,10 | |
Sudeste | MG | 5.061.347,24 | 108.477.888,51 | 113.539.235,75 |
Sudeste | RJ | 5.036.790,78 | 45.609.323,72 | 50.646.114,50 |
Sudeste | SP | 14.003.097,62 | 30.801.529,59 | 44.804.627,21 |
Sudeste | ES | 9.103.421,81 | 7.839.379,15 | 16.942.800,96 |
Sul | PR | 16.756.848,64 | 13.916.987,41 | 30.673.836,05 |
Sul | RS | 10.462.733,18 | 15.055.969,98 | 25.518.703,16 |
Sul | SC | 8.177.807,43 | 6.019.286,29 | 14.197.093,72 |
Entre os estados, o maior valor foi destinado a Minas Gerais, que conta, no total, com mais de R$ 113,5 milhões. Na sequência aparece Bahia, com cerca de R$ 85 milhões, entre valores de execução estadual e municipal.
O Brasil registrou avanços importantes nos principais indicadores de saneamento básico entre 2019 e 2023, segundo o estudo “Avanços do Marco Legal do Saneamento Básico no Brasil de 2025”, elaborado pela GO Associados, a partir de dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA, 2023), a pedido do Instituto Trata Brasil.
Os números mostram que o Brasil ainda corre atrás quando o assunto é saneamento. Em 2023, apenas 83,1% da população tinha acesso à água tratada, pouco mais da metade (55,2%) contava com rede de esgoto e só 51,8% do volume coletado recebeu tratamento, segundo o SINISA. O desempenho nacional fica atrás até de outros países em desenvolvimento.
Apesar da tendência positiva, o estudo destaca as disparidades regionais. Sul e Sudeste apresentam índices próximos da universalização, com taxas de atendimento de água e esgoto superiores à média nacional. No outro extremo, Norte e Nordeste concentram os maiores déficits. No Norte, apenas 60,9% da população têm acesso à água e 22,84% à coleta de esgoto; no Nordeste, a coleta de esgoto ainda não alcança metade dos habitantes, registrando apenas 33,7%.
Outro indicador crítico é o de perdas de água na distribuição, que seguem elevadas. Embora tenha havido uma melhora (de 39,2% em 2019 para 36,6% em 2023), o índice ainda é considerado alto frente aos padrões internacionais e representa desperdício de recursos e pressão sobre o setor.
O tratamento de esgoto segue como o indicador mais atrasado do saneamento no país. Nenhuma região brasileira atingiu a meta da NBR 9.649/1986, que prevê o tratamento de 80% do volume de água consumida até 2033. Em 2023, o Sudeste foi quem mais se aproximou, com 62,24% de atendimento. A região também registrou o maior avanço no período, com alta de 6,72 pontos percentuais. Já o Norte e o Nordeste tiveram os piores resultados: 22,88% e 34,67%, respectivamente, além de apresentarem piora no índice em vez da melhora esperada.
Para a presidente executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, os desafios para universalizar o saneamento até 2033 passam pelo aumento dos investimentos e pela regularização dos contratos. “Os principais entraves estão relacionados a ainda existirem contratos irregulares. O estudo apontou que nós temos 363 municípios com contratos irregulares, 6,7 milhões de pessoas vivem nesses municípios com contratos irregulares, onde o investimento médio é de R$ 53 por ano por habitante apenas. Então, esse é um ponto importante porque só haverá perspectiva de universalização nesses locais caso haja um contrato estabelecido, haja um maior aporte de investimentos”, afirma.
Luana lembra que o Brasil deveria estar investindo R$ 45 bilhões anuais, mas aplicou apenas R$ 25 bilhões no último ano. Além disso, alerta para as consequências de não cumprir as metas. “Se o Brasil não conseguir cumprir essas metas estabelecidas até 2033, nós temos muitas consequências. A primeira delas, claro, a questão ambiental envolvida. Nós lançamos, por dia, mais de 5.200 piscinas olímpicas de esgoto bruto na natureza. Esse esgoto vai infiltrar no solo, vai chegar nos rios, causando poluição e depois também nos mares. Então temos uma consequência de degradação ambiental de uma maneira geral, mas também temos uma consequência social bastante grande, porque há uma piora na saúde da população, sem saneamento básico”, ressalta.
Segundo a executiva, em 2024, o Brasil registrou 344 mil internações e mais de 11.500 óbitos por Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado (DRSAI). O Instituto Trata Brasil aponta que a ausência de acesso à água tratada e à coleta e tratamento de esgoto favorece a transmissão de doenças e impacta especialmente os grupos mais vulneráveis, como crianças e idosos. “Isso traz prejuízos para o desenvolvimento das crianças, compromete o futuro dessas crianças, traz uma escolaridade média menor, de cerca de 1.8 ano de diferença em crianças que não tiveram acesso ao saneamento”, completa Luana.
O estudo conclui que, embora o Marco Legal do Saneamento esteja estimulando avanços, para o Brasil atingir a meta de universalizar o saneamento até 2033, será necessário acelerar investimentos, regularizar contratos e reduzir as desigualdades regionais.
Clique aqui para conferir o estudo completo.