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Baixar áudioA oferta de serviços associados à venda de produtos pela indústria brasileira — como pós-venda, personalização, instalação e manutenção — ainda é limitada e representa uma oportunidade de expansão para o setor. É o que mostra a Sondagem Especial nº 100: Serviços na Indústria, divulgada nesta quinta-feira (21) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Entre as empresas entrevistadas pelo levantamento, 41% afirmaram não oferecer serviço aos clientes, enquanto 40% ofertam, mas apenas 16% cobram por eles.
O especialista em Políticas e Indústria da CNI, Rafael Sales Rios, afirma que países desenvolvidos vêm passando, nas últimas décadas, por um processo de “servitização” da economia — tendência em que os serviços passam a integrar cada vez mais os produtos.
“Para se ter uma ideia, hoje, 40% das receitas de uma empresa de smartphones vem dos serviços associados ao aparelho, e não mais da venda do equipamento em si. Quando o consumidor compra um carro ou uma tv, por exemplo, junto com o produto vem um conjunto de serviços, como assistência técnica avançada, serviços de aplicativo, entre outras coisas que aumentam a qualidade do produto que está sendo comercializado”, explica.
Segundo o especialista, o Brasil vive uma etapa intermediária desse processo.
“Alguns setores estão incorporando muitos serviços de agregação de valor, enquanto alguns ainda não estão nesse mesmo nível. Mas acreditamos que, em um processo estrutural da nossa economia, toda a indústria caminhará para esse processo de servitização, seja colocando mais serviços dentro do processo produtivo, para se tornar mais competitiva e produtiva, seja no desenvolvimento de novos produtos”, destaca.
O estudo também aponta que os gastos da indústria com serviços especializados contribuem tanto para a redução de custos quanto para o aumento do valor agregado dos produtos. A cada R$ 100 faturados, o setor industrial destina R$ 19 à contratação de serviços, sendo que 25% desse total corresponde a serviços industriais especializados.
A pesquisa divide esses serviços em duas categorias: os voltados à agregação de valor e os focados na redução de custos. A maior parte das empresas prioriza os serviços de custo, que tornam a produção mais eficiente, mas têm baixo potencial para agregar valor ao produto, como manutenção e conserto de máquinas e equipamentos. Entre as indústrias de transformação, 72% contrataram esse tipo de serviço.
Já os serviços de maior qualificação e valor agregado — como softwares especializados, computação em nuvem, marketing e publicidade — são utilizados por 58% das empresas.
Entre os serviços industriais especializados mais contratados pelas indústrias estão:
Os segmentos de vestuário; celulose e papel; higiene pessoal, perfumaria e limpeza; farmoquímicos e farmacêuticos; equipamentos de informática e eletrônicos; máquinas e equipamentos; e móveis estão entre os que mais contratam serviços voltados tanto à redução de custos quanto à agregação de valor.
A pesquisa mostra ainda que os serviços industriais especializados estão mais presentes nas empresas voltadas ao mercado internacional, em linha com o observado em outros países.
Entre as indústrias exportadoras, 73% contrataram serviços para aumentar a eficiência da produção, contra 68% das empresas que atuam apenas no mercado interno. A diferença é ainda maior nos serviços voltados à qualificação do produto: 63% das exportadoras utilizam esse tipo de solução, contra 49% das não exportadoras.
As empresas que exportam também destinam uma parcela maior dos gastos à contratação de serviços especializados. Enquanto as indústrias focadas exclusivamente no mercado interno direcionam 23% dessas despesas para esse tipo de serviço, o percentual sobe para 29% entre as exportadoras.
Apesar disso, sete em cada dez empresas industriais relatam enfrentar dificuldades para contratar serviços especializados. Os principais obstáculos apontados são o alto custo (40%), a dificuldade em encontrar o serviço desejado (26%) e a falta de qualidade na entrega (11%).
Para Rafael Sales Rios, ampliar a participação dos serviços na indústria brasileira exige políticas industriais mais modernas e integradas.
“Não só pensando em indústria e não só pensando em serviços [de forma isolada], mas pensando em indústria e serviços [juntos], pois a indústria é uma grande demandante de serviços de alta qualificação e isso pode também transformar o setor de serviços. Uma indústria forte, que demande por mais serviços de alta qualificação, é uma indústria que vai demandar mais empregos e renda de alta qualidade”, reforça.
Segundo ele, muitas empresas ainda não conseguem transformar os serviços agregados aos produtos em fonte de receita — algo já consolidado em diversos mercados internacionais.
“O Brasil também pode explorar esse mercado, se tornar cada vez mais competitivo, inovador e internacionalizar cada vez mais os produtos industriais, se incorporar esses serviços, diferenciar os seus produtos e agregar maior valor”, conclui.
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Baixar áudioA CAIXA inicia nesta sexta-feira (22), o pagamento do Bolsa Família referente ao mês de maio para os beneficiários com o Número de Identificação Social (NIS) terminado em 5.
Os pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem. Com a conta CAIXA Tem, os beneficiários podem pagar contas e fazer transferências diretamente pelo aplicativo no celular.
O benefício também pode ser movimentado com o cartão de débito da conta em comércios, Unidades Lotéricas, Correspondentes CAIXA Aqui, terminais de autoatendimento e Agências da CAIXA. Além disso, é possível realizar saques sem cartão nos terminais de autoatendimento e Unidades Lotéricas, utilizando a identificação biométrica previamente cadastrada em uma agência da CAIXA.
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O Programa Bolsa Família é a transferência mensal de renda do maior programa social do Brasil, reconhecido por tirar milhões de famílias da fome. O modelo atual considera tamanho e características do núcleo familiar: lares com três ou mais pessoas tendem a receber valores maiores do que famílias unipessoais, reforçando a proteção social.
Além da renda, o Bolsa Família integra políticas públicas para ampliar acesso a saúde, educação e assistência social. O foco é promover dignidade e cidadania, articulando ações complementares (esporte, ciência, trabalho) para a superação da pobreza e a transformação social.
Para ter direito ao pagamento do Bolsa Família, a renda por pessoa da família deve ser de até R$ 218/mês.
Exemplo: 1 pessoa com salário mínimo (R$ 1.518) em família de 7 integrantes → renda per capita de R$ 216,85. Como está abaixo de R$ 218, a família é elegível ao benefício.
Mesmo inscrita no CadÚnico, a família só recebe quando for selecionada pelo sistema do programa. A inclusão é contínua e mensal, de forma automatizada, conforme os critérios de elegibilidade e a atualização cadastral.
Preciso estar no CadÚnico? Sim, é obrigatório para concorrer ao pagamento do Bolsa Família.
O valor é igual para todos? Não. O modelo considera o tamanho e o perfil familiar, podendo variar.
Cadastro feito = pagamento imediato? Não. A seleção é mensal e automatizada; a família começa a receber quando é incluída.
Onde tirar dúvidas? Procure o CRAS do seu município ou os canais oficiais do programa.
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Baixar áudioO setor produtivo defende que a atualização dos limites de faturamento anual do microempreendedor individual (MEI), proposto pelo Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2021, seja estendida também às demais faixas de enquadramento do Simples Nacional. A proposta é considerada estratégica para reduzir a informalidade e aliviar a pressão sobre pequenos negócios.
Para o presidente da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro (Acianf), Roosevelt Serafim Concy, a matéria pode corrigir uma distorção tributária e reenquadrar companhias que saíram por aumentos no faturamento apenas pela correção inflacionária, sem ganhos reais.
“O Brasil viveu inflação, aumento de custos, energia mais cara, folha salarial mais cara, aluguel mais caro, matéria-prima mais cara. Muitas empresas faturam mais hoje apenas para sobreviver, não porque ficaram mais ricas. A gente precisa enfrentar isso. Já são mais de oito anos que a gente não tem essa tabela reajustada, e isso está punindo efetivamente essa classe empresarial, que é quem sustenta o país”, afirma Concy.
A deputada federal Soraya Santos (PL-RJ) destaca que as mulheres são as mais prejudicadas pela defasagem na tabela. Ela cita pesquisas que apontam que a população feminina se tornou responsável pela maioria dos negócios abertos no Brasil, a maior parte enquadrada como MEIs ou nas faixas do Simples Nacional e, portanto, a falta de atualização dos faturamentos máximos acaba estrangulando financeiramente as atividades.
“É como se você olhasse assim um teto de vidro e achasse que você pode voar. Aí chega lá: ‘meu limite financeiro tá aqui. Eu preciso romper isso’. Então, ao invés de eu estar ajudando, eu estou só fomentando o quê? A informalidade. Informalidade tira a dignidade da pessoa de poder comprar seu carro, para comprar seu insumo”, diz o parlamentar.
Em março, a Câmara dos Deputados aprovou o regime de urgência para o PLP 108/2021. O texto prevê o aumento do limite de faturamento anual do MEI para até R$ 130 mil e autoriza esse perfil de empreendedor a contratar até dois empregados.
Com a urgência, a matéria poderia seguir diretamente para votação em plenário, sem passar pelas comissões temáticas. No entanto, foi instalada uma comissão especial para aprofundar os debates, reunindo especialistas, representantes do governo e do setor produtivo antes da votação final.
Entidades empresariais defendem a elevação do teto do MEI para aproximadamente R$ 144,9 mil anuais. Para microempresas, o limite sugerido é de cerca de R$ 869,4 mil, enquanto empresas de pequeno porte poderiam alcançar faturamento de até R$ 8,69 milhões. O relator do texto, deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC), sinalizou que deve atender às reivindicações.
Na avaliação do setor produtivo, a atualização permitiria que empresas permanecessem no regime simplificado mesmo após crescimento do faturamento, evitando aumento da carga tributária e incentivando a formalização.
O presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP) e da Associação Comercial de SP (ACSP), Alfredo Cotait Neto, destaca que a medida é essencial para evitar que empresas abandonem o regime simplificado ou migrem para a informalidade.
“O que nós precisamos é conscientizar os nossos políticos da importância da aprovação do aumento do limite do Simples Nacional, pelo menos para o MEI, o microempreendedor individual, e para o micro e a microempresa. Sem isso, as empresas ou vão mudar o seu regime ou vão para informalidade”, afirma.
Criado para simplificar o pagamento de tributos e estimular o empreendedorismo, o Simples Nacional reúne diversos impostos em uma única guia e é hoje o principal regime tributário para pequenos negócios no país.
Os limites de faturamento, em vigor desde 2018, são:
Copiar o textoO euro teve aumento e fechou em torno de R$ 5,83
Baixar áudioO dólar encerrou a quinta-feira (21) praticamente estável, cotado a R$ 4,99, com leve queda de 0,06%. A moeda norte-americana iniciou o dia em alta, mas mudou de direção ao longo da tarde, chegando a ser negociada a R$ 4,98 antes de voltar para perto da estabilidade no fechamento.
Segundo analistas, o movimento foi influenciado principalmente pelo cenário internacional. O mercado reagiu a notícias envolvendo possíveis avanços nas negociações entre Irã e Estados Unidos.
O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado em torno de R$ R$ 5,83.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
| Código | BRL | USD | EUR | GBP | JPY | CHF | CAD | AUD |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BRL | 1 | 0,2001 | 0,1715 | 0,1483 | 31,8029 | 0,1574 | 0,2756 | 0,2787 |
| USD | 4,9986 | 1 | 0,8607 | 0,7444 | 158,97 | 0,7867 | 1,3778 | 1,3987 |
| EUR | 5,8309 | 1,1622 | 1 | 0,8651 | 184,71 | 0,9142 | 1,6008 | 1,6251 |
| GBP | 6,7241 | 1,3434 | 1,1559 | 1 | 213,58 | 1,0566 | 1,8509 | 1,8791 |
| JPY | 0,0314 | 0,0063 | 0,0054 | 0,0047 | 1 | 0,4948 | 0,0087 | 0,0088 |
| CHF | 6,3539 | 1,2712 | 1,0936 | 0,9464 | 202,04 | 1 | 1,7514 | 1,7784 |
| CAD | 3,6280 | 0,7258 | 0,6245 | 0,5403 | 115,38 | 0,5709 | 1 | 1,0151 |
| AUD | 3,5871 | 0,7150 | 0,6153 | 0,5323 | 113,68 | 0,5624 | 0,9850 | 1 |
Os dados são da Investing.com.
Copiar o textoÍndice subiu 0,17% na tarde desta quinta-feira (21)
Baixar áudioO principal índice da bolsa brasileira avançou 0,17%, aos 177.650 pontos, no encerramento do pregão desta quinta-feira (21).
O índice foi influenciado por sinais contraditórios sobre uma possível redução das tensões envolvendo Estados Unidos e Irã.
Segundo analistas, o mercado segue atento aos impactos do conflito sobre o petróleo e a inflação global.
Ações em alta no Ibovespa
Ações em queda no Ibovespa
O volume total negociado na B3 ultrapassou 23 bilhões de reais, em mais de 3 milhões de negócios realizados.
Os dados completos da bolsa podem ser consultados no site da B3.
Copiar o textoO concurso 3010 da Mega-Sena terá um sorteio especial em comemoração aos 30 anos da modalidade. A Mega-Sena 30 Anos ocorre neste domingo (24) e tem prêmio estimado em R$ 150 milhões. O valor não acumula.
De acordo com a CAIXA, a composição do prêmio e o valor destinado ao rateio das faixas de premiação seguirão as regras de concurso especial:
Realizado pela Caixa Econômica Federal, o evento ocorre no Espaço da Sorte, em São Paulo, às 11h, com transmissão ao vivo pelas redes oficiais. As apostas individuais podem ser feitas até as 22h de sábado (23), no horário de Brasília.
Em julho deste ano, a Caixa Econômica Federal reajustou os preços das modalidades lotéricas. Agora, a aposta simples (6 números) custa R$ 6,00. O valor sobe conforme a quantidade de dezenas selecionadas, o que também aumenta drasticamente as chances de ganhar:
| Quantidade de Números | Valor da Aposta (R$) | Probabilidade de Acerto (1 em) |
|---|---|---|
| 6 números | R$ 6,00 | 50.063.860 |
| 7 números | R$ 42,00 | 7.151.980 |
| 10 números | R$ 1.260,00 | 238.399 |
| 15 números | R$ 30.030,00 | 10.003 |
| 20 números | R$ 232.560,00 | 1.292 |
| Números apostados | Probabilidade de acertar 6 dezenas |
|---|---|
| 6 números | 1 em 50.063.860 |
| 7 números | 1 em 7.151.980 |
| 8 números | 1 em 1.787.995 |
| 9 números | 1 em 595.998 |
| 10 números | 1 em 238.399 |
| 15 números | 1 em 10.003 |
Para aumentar as chances de ganhar, é possível participar de bolões organizados pelas lotéricas ou formar um grupo de apostas. O valor mínimo por cota é de R$ 6,00, e o bolão pode ter de 2 a 100 cotas.
Quer apostar sem complicação? Use a Surpresinha e deixe o sistema escolher os números para você — uma forma prática e rápida de participar dos sorteios.
Prefere insistir nos seus números da sorte? Aposte com a Teimosinha e concorra com a mesma combinação por 2, 3, 4, 6, 8, 9 ou até 12 concursos seguidos, aumentando suas chances de ganhar sem precisar refazer a aposta a cada sorteio.
Considerando a taxa Selic atual e as regras de tributação, os rendimentos no primeiro mês seriam aproximadamente:
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Baixar áudioO Brasil chegou, em 2025, ao maior número de cervejarias da série histórica. De acordo com o Anuário da Cerveja 2026 – Ano de Referência 2025, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o país somou 1.954 estabelecimentos, distribuídos em 794 municípios.
O levantamento também registra crescimento no número de produtos e o maior valor já alcançado pelas exportações do setor, que chegaram a US$ 218,4 milhões. Na comparação histórica, o total de cervejarias aumentou 4.785%. Em 2025, o avanço foi de 0,3%, indicando estabilidade no ritmo de expansão.
O documento reúne informações da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa e consolida dados sobre registros de estabelecimentos e produtos, além de indicadores de exportação, importação, emprego e produção.
Em 2025, foram contabilizadas 44.212 cervejas registradas, alta de 2,4% em um ano, com acréscimo de 1.036 novos registros. O número de marcas também subiu e chegou a 56.170, evidenciando a ampliação da variedade no mercado nacional.
Segundo o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Mapa, Hugo Caruso, os números mostram maior inserção da cerveja brasileira no exterior.
“Embora o crescimento interno tenha sido mais contido, o avanço no valor das exportações e o superávit histórico da balança comercial destacam o protagonismo crescente da cerveja brasileira no mercado internacional”, destaca.
Para o presidente-executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), Márcio Maciel, o setor conseguiu se ajustar ao cenário do ano. “Os números do Anuário mostram um setor que segue evoluindo e ampliando sua presença no país”, pontua.
“Nos cenários desafiadores que enfrentamos em 2025, a cerveja provou que pode se reinventar, se adaptar. O brasileiro faz questão da cerveja em seus momentos de celebração e conexão. E isso faz com que ela seja incomparável”, complementa.
São Paulo mantém a liderança nacional entre os estados brasileiros, com 452 cervejarias registradas. O Sudeste concentra 47,2% do total, o equivalente a 923 unidades.
A produção está espalhada por 794 municípios, o que representa 14,3% das cidades brasileiras. Entre eles, a capital paulista lidera, com 61 estabelecimentos. O número de cidades com pelo menos dez cervejarias subiu para 25 em 2025.
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No recorte por população, o país tem em média uma cervejaria para cada 108.794 habitantes. Santa Catarina aparece na frente nesse indicador, com uma para cada 32.625 moradores.
As exportações de cerveja chegaram a 315,5 milhões de litros em 2025, um recuo de 5,1% frente ao ano anterior. Mesmo assim, o faturamento atingiu o maior nível da série, com US$ 218,4 milhões, o que indica valorização do produto no mercado externo.
A cerveja brasileira foi enviada para 77 países, mas quase todo o volume teve destino sul-americano (98,5%). O Paraguai concentrou 62,3% das vendas externas, seguido por Bolívia, Uruguai, Argentina e Chile.
No sentido contrário, as importações cresceram fortemente em volume (+251,4%), saltando de cerca de 7,5 milhões de litros em 2024 para 26,3 milhões em 2025. Em valor, o aumento foi bem menor (+1,7%), chegando a aproximadamente US$ 9,4 milhões, o que sugere queda no preço médio.
Os Estados Unidos responderam pela maior parte das compras externas do Brasil, com 19,5 milhões de litros, equivalentes a 74,2% do total importado. Alemanha, Argentina, Uruguai e Espanha também aparecem na lista.
O setor de bebidas ultrapassou 143 mil empregos diretos em 2025, sendo 41.976 ligados à produção de malte, cerveja e chope.
A produção nacional passou de 15 bilhões de litros de cerveja em 2025, segundo a Declaração Anual de Produção e Estoques. Dentro desse total, 29,2% correspondem a cervejas puro malte.
Uma das novidades do anuário foi a inclusão de mapas de distribuição das cervejarias, feitos em parceria com a Embrapa Territorial, permitindo visualizar melhor a concentração das unidades pelo país.
Outro ponto destacado foi o avanço das cervejas sem glúten, com aumento superior a 400% na produção, acompanhando mudanças no consumo.
O Anuário da Cerveja 2026 reúne dados sobre registros, produção, comércio exterior e emprego e funciona como referência estatística do setor no país.
Copiar o textoOs pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem
Baixar áudioA CAIXA inicia nesta quinta-feira (21), o pagamento do Bolsa Família referente ao mês de maio para os beneficiários com o Número de Identificação Social (NIS) terminado em 4.
Os pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem. Com a conta CAIXA Tem, os beneficiários podem pagar contas e fazer transferências diretamente pelo aplicativo no celular.
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Para baixar os aplicativos CAIXA Tem e Bolsa Família, basta acessar a loja de aplicativos do seu smartphone. É gratuito.
O Programa Bolsa Família é a transferência mensal de renda do maior programa social do Brasil, reconhecido por tirar milhões de famílias da fome. O modelo atual considera tamanho e características do núcleo familiar: lares com três ou mais pessoas tendem a receber valores maiores do que famílias unipessoais, reforçando a proteção social.
Além da renda, o Bolsa Família integra políticas públicas para ampliar acesso a saúde, educação e assistência social. O foco é promover dignidade e cidadania, articulando ações complementares (esporte, ciência, trabalho) para a superação da pobreza e a transformação social.
Para ter direito ao pagamento do Bolsa Família, a renda por pessoa da família deve ser de até R$ 218/mês.
Exemplo: 1 pessoa com salário mínimo (R$ 1.518) em família de 7 integrantes → renda per capita de R$ 216,85. Como está abaixo de R$ 218, a família é elegível ao benefício.
Mesmo inscrita no CadÚnico, a família só recebe quando for selecionada pelo sistema do programa. A inclusão é contínua e mensal, de forma automatizada, conforme os critérios de elegibilidade e a atualização cadastral.
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Baixar áudioA abertura do Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC 2026), realizada nesta semana em São Paulo, reuniu representantes do governo federal, empresários e entidades do setor da construção civil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da cerimônia e tratou do papel econômico e social da área, com foco em geração de empregos e habitação.
Na ocasião, Lula defendeu a construção civil como um setor estratégico para o país, destacando sua capacidade de movimentar a economia de forma rápida. Ele também ressaltou a importância do diálogo entre governo e iniciativa privada e destacou a importância das políticas habitacionais.
“A construção civil é imprescindível para o futuro desse país. Ela gera emprego com rapidez, movimenta a economia e ajuda a melhorar a vida das pessoas. O empresário sério é aquele que apresenta propostas, dialoga e ajuda o país a crescer”, afirmou.
O presidente também relacionou o tema da moradia à qualidade de vida das famílias brasileiras e à experiência de populações de baixa renda. Para ele, o acesso à casa própria tem impacto direto na estabilidade social.
“Quando uma família conquista sua casa, tudo melhora. A moradia traz tranquilidade, cria vínculos e dá perspectiva de futuro. O Estado precisa assumir sua responsabilidade no enfrentamento do déficit habitacional”, declarou.
Lula acrescentou ainda que é necessário modernizar as relações de trabalho e ampliar a presença feminina no setor da construção civil e no ambiente empresarial.
O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Laudemir Muller, também integrou a comitiva de autoridades presentes no evento. Durante o encontro, ele destacou a estratégia de expansão internacional das empresas brasileiras ligadas ao setor.
Muller afirmou que a construção civil nacional passa por um processo de modernização e busca ampliar sua competitividade no exterior, com apoio da agência na abertura de mercados.
“O Brasil possui capacidade técnica, industrial e tecnológica para ampliar sua presença global, tanto em engenharia quanto em materiais e soluções ligadas à construção sustentável. A ApexBrasil atua justamente para conectar essas empresas a novas oportunidades de negócios e mercados internacionais”, pontuou.
"Nós temos 442 empresas que a gente apoia nesse setor, que ano passado exportaram quase 10 bilhões de dólares com investimento nosso, com os nossos projetos setoriais, junto com o setor privado, em torno de 170 milhões. A gente trouxe 8 compradores internacionais que vão negociar com 32 empresas, que vai dar mais ou menos umas 240 reuniões", acrescentou Muller.
A participação da ApexBrasil ocorreu por meio do programa Exporta Mais Construção e de apoio institucional ao encontro. A ação envolve 32 empresas brasileiras em rodadas de negócios com compradores de oito países, abrangendo segmentos como tintas, esquadrias, ferragens, fechaduras e soluções industriais.
A agência tem intensificado iniciativas voltadas à internacionalização da cadeia da construção, com foco em engenharia, inovação e infraestrutura sustentável. Estudos citados pela ApexBrasil indicam que o acordo Mercosul-União Europeia pode ampliar oportunidades para produtos industriais brasileiros, incluindo materiais de construção e equipamentos.
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Esse movimento ocorre em um cenário de maior atração de investimentos estrangeiros para a indústria brasileira. Entre 2021 e 2025, o setor de máquinas industriais, elétricas e eletrônicas recebeu US$ 2,62 bilhões em investimentos vindos da Europa, enquanto os segmentos de produtos químicos, borracha e plástico somaram US$ 4,52 bilhões.
Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que o país atingiu US$ 348,7 bilhões em exportações em 2025, recorde histórico. Dentro desse resultado, empresas ligadas à cadeia da construção vêm ampliando sua inserção externa por meio de feiras, missões comerciais e ações de promoção internacional.
Copiar o textoO euro teve aumento fechou em torno de R$ 5,82
Baixar áudioO dólar cai e fecha último pregão em R$ 4,99.
Segundo analistas, o mercado reagiu ao avanço das conversas para encerrar o conflito no Oriente Médio, fator que aliviou a tensão global.
O índice registrou desvalorização de 0,74%. A moeda americana também perdeu força no mercado internacional frente às principais moedas de países desenvolvidos, refletindo um dia de maior alívio entre os investidores.
O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado em torno de R$ R$ 5,82.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
| Código | 🇧🇷 BRL | 🇺🇸 USD | 🇪🇺 EUR | 🇬🇧 GBP | 🇯🇵 JPY | 🇨🇭 CHF | 🇨🇦 CAD | 🇦🇺 AUD |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 🇧🇷 BRL | 1 | 0,2002 | 0,1716 | 0,1485 | 31,7995 | 0,1575 | 0,2752 | 0,2790 |
| 🇺🇸 USD | 4,9963 | 1 | 0,8602 | 0,7444 | 158,89 | 0,7871 | 1,3748 | 1,3987 |
| 🇪🇺 EUR | 5,8275 | 1,1625 | 1 | 0,8653 | 184,71 | 0,9151 | 1,5980 | 1,6260 |
| 🇬🇧 GBP | 6,7113 | 1,3434 | 1,1557 | 1 | 213,45 | 1,0575 | 1,8468 | 1,8790 |
| 🇯🇵 JPY | 3,14467 | 0,629405 | 0,54142 | 0,468505 | 1 | 0,4954 | 0,86531 | 0,88040 |
| 🇨🇭 CHF | 6,3469 | 1,2704 | 1,0928 | 0,9456 | 201,86 | 1 | 1,7466 | 1,7770 |
| 🇨🇦 CAD | 3,6342 | 0,7274 | 0,6257 | 0,5415 | 115,59 | 0,5726 | 1 | 1,0174 |
| 🇦🇺 AUD | 3,5842 | 0,7150 | 0,6150 | 0,5322 | 113,60 | 0,5628 | 0,9828 | 1 |
Os dados são da Investing.com.
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