VoltarIndicadores Industriais da CNI mostram recuo na atividade industrial no segundo semestre de 2025
Baixar áudioO faturamento da indústria de transformação estagnou em 2025. Após queda de 1,2% em dezembro, o indicador fechou o ano com variação de 0,1% em relação a 2024, consolidando um quadro de estabilidade. Os dados são dos Indicadores Industriais, divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta sexta-feira (6).
A atividade industrial recuou no segundo semestre de 2025, com quatro quedas de faturamento nos últimos seis meses. Até junho do ano passado, as receitas acumulavam alta de 5,7% em relação ao mesmo período de 2024, mas a sequência negativa do indicador reverteu o cenário positivo.
Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI, explica que esse resultado reflete os efeitos da elevada taxa básica de juros, no maior patamar das últimas duas décadas. “A convivência com taxas de juros elevadas, o elevado custo do crédito, a desaceleração da atividade econômica, a forte entrada de bens importados, especialmente de bens de consumo, capturando uma parte importante da demanda doméstica. Todos esses elementos devem permanecer ao longo de 2026, trazendo uma perspectiva que não é das melhores para a indústria de transformação ao longo deste ano”, alerta.
Nocko aponta que o desempenho acima da média em 2024, com alta de 6,2%, melhor marca em 14 anos, é outra causa para essa estabilização do faturamento. “Por isso nós temos alguns resultados mistos. Por exemplo, o emprego e o número de horas trabalhadas na produção ainda registraram um crescimento nessa comparação do ano consolidado de 2025 contra 2024, mas outros indicadores, como o nível de utilização da capacidade instalada, a massa salarial e o rendimento médio dos trabalhadores, mostraram um recuo.”
Em dezembro, o total de horas trabalhadas na produção caiu 1% em relação a novembro, também o quarto resultado negativo no último semestre. Já a utilização da capacidade instalada (UCI) caiu 0,4 ponto percentual, passando de 77,2% para 76,8% em dezembro e fechou 2025 com média 1,2 ponto percentual inferior à registrada no ano anterior.
Emprego
De acordo com o levantamento da CNI, o emprego caiu 0,2% entre novembro e dezembro, quarto resultado negativo consecutivo. Ainda assim, o mercado de trabalho industrial cresceu 1,6% em 2025 frente a 2024.
“É importante destacar que o momento vivido pelo mercado de trabalho ainda é de bastante aquecimento. Agora no final do ano de 2025, os indicadores relacionados ao emprego deram alguns sinais um pouco mais concretos de desaceleração, mas o mercado de trabalho segue em crescimento. No entanto, um crescimento mais fraco do que o apresentado em relação a 2024”, explica Nocko.
A massa salarial real caiu 0,3% no último mês de 2025, a quinta queda do indicador em seis meses. No último semestre do ano passado, a massa salarial subiu apenas em novembro (1,4%). O indicador fechou o ano com queda de 2,1% em relação a 2024.
O rendimento médio real registrou relativa estabilidade (+0,2%) em dezembro, depois de crescer 1,4% em novembro. No entanto, o saldo de 2025 é negativo: queda de 3,6% em relação a 2024.
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O Ibovespa encerrou o último pregão em alta, sustentado pelo bom desempenho de ações de grande representatividade no índice. Mesmo em um ambiente de pressão, com fortes perdas em parte do setor financeiro, o mercado mostrou resiliência e conseguiu avançar.
Segundo especialistas, a alta foi impulsionada pela performance robusta de instituições com grande peso na carteira teórica do índice, o que ajudou a compensar o impacto negativo de bancos que frustraram expectativas ao divulgar projeções consideradas conservadoras para o ano.
O principal indicador da bolsa brasileira avançou 0,48%, encerrando aos 182.949,78 pontos, após oscilar entre a mínima de 181.390,73 pontos e a máxima de 183.262,07 pontos ao longo da sessão.
No acumulado da semana, o Ibovespa garantiu valorização de 0,9%, refletindo a avaliação de especialistas de que o mercado segue atento aos fundamentos das empresas e às perspectivas para o setor financeiro.
Confira as ações com melhor e pior desempenho no último fechamento:
Ações em alta no Ibovespa
Ações em queda no Ibovespa
O volume total negociado na B3 foi de R$29.718.607.065, em meio a 4.094.963 negócios.
Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.
O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.
A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.
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Baixar áudioO dólar encerrou o último pregão em queda de 0,64%, cotado a R$ 5,21. O movimento acompanhou o cenário externo, marcado pela desvalorização da moeda americana frente a outras divisas fortes.
No mercado internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas, recuou 0,35%, refletindo a perda de força da divisa no exterior.
De acordo com especialistas, dados recentes divulgados por relatórios privados indicam sinais de enfraquecimento do mercado de trabalho nos Estados Unidos. Esse cenário pode abrir espaço para uma postura mais flexível do Federal Reserve em relação à política de juros, o que tende a pressionar o dólar globalmente.
Já o euro encerrou o último pregão em baixa, cotado a R$6,16.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
| Código | BRL | USD | EUR | GBP | JPY | CHF | CAD | AUD |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BRL | 1 | 0,1916 | 0,1621 | 0,1407 | 30,1102 | 0,1486 | 0,2617 | 0,2731 |
| USD | 5,2180 | 1 | 0,8459 | 0,7345 | 157,11 | 0,7753 | 1,3658 | 1,4249 |
| EUR | 6,1690 | 1,1822 | 1 | 0,8684 | 185,73 | 0,9164 | 1,6145 | 1,6845 |
| GBP | 7,1066 | 1,3615 | 1,1516 | 1 | 213,90 | 1,0554 | 1,8594 | 1,9400 |
| JPY | 3,32103 | 0,636477 | 0,53839 | 0,467508 | 1 | 0,4934 | 0,86927 | 0,90691 |
| CHF | 6,7303 | 1,2899 | 1,0913 | 0,9475 | 202,66 | 1 | 1,7620 | 1,8382 |
| CAD | 3,8205 | 0,7322 | 0,6193 | 0,5378 | 115,04 | 0,5676 | 1 | 1,0433 |
| AUD | 3,6626 | 0,7018 | 0,5936 | 0,5155 | 110,26 | 0,5440 | 0,9585 | 1 |
Os dados são da Investing.com.
Copiar o textoGoverno federal deve buscar equilíbrio fiscal, orienta IFI
Baixar áudioAs despesas públicas brasileiras já ultrapassaram R$ 560 bilhões em 2026. O dado pode ser acompanhado em tempo real na plataforma Gasto Brasil, ferramenta desenvolvida pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), em parceria com a Associação Comercial e Empresarial de São Paulo (ACSP).
Do total apurado, mais de R$ 230 bilhões correspondem a gastos da União, R$ 160 bilhões dos estados e do Distrito Federal e R$ 175 bilhões dos municípios. Os números foram consolidados na segunda-feira (2) e englobam despesas com pessoal e encargos sociais, investimentos, inversões financeiras e outros gastos correntes.
Na comparação com a arrecadação tributária registrada pelo Impostômetro, também nesta segunda-feira, o Gasto Brasil mostra que a despesa pública já supera a receita. Até o momento, a arrecadação somou cerca de R$ 480 bilhões. O Impostômetro contabiliza todos os tributos recolhidos pelas três esferas de governo, incluindo impostos, taxas, contribuições, multas, juros e correção monetária.
Em ano de eleições e Copa do Mundo, o governo federal deverá concentrar esforços na busca pelo equilíbrio fiscal. É o que orienta o primeiro Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) do ano, divulgado pela Instituição Fiscal Independente (IFI).
Segundo o relatório, em 2025, o déficit primário legal — que desconsidera determinados gastos autorizados pela legislação — foi de R$ 9,5 bilhões, o equivalente a 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado ficou dentro da meta fiscal, que admite déficit ou superávit de até 0,25% do PIB.
Já o déficit efetivo, que considera todas as despesas sem exceções, alcançou R$ 61,7 bilhões, ou 0,5% do PIB. Embora a meta tenha sido formalmente cumprida, a IFI ressalta que o resultado efetivo contribui para o aumento da dívida bruta do governo central.
Para 2026, o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias previa exceções ao arcabouço fiscal equivalentes a 6,7% das despesas. Esse percentual, no entanto, foi ampliado para 8,2% na lei sancionada, o que representa cerca de R$ 230 bilhões em gastos excluídos das regras fiscais.
O diretor da IFI, Alexandre Andrade, alerta para os riscos na execução do orçamento de 2026, especialmente no que se refere às despesas com benefícios previdenciários.
“Os parâmetros utilizados foram relativamente otimistas, e a dotação desta despesa foi reduzida entre a fase de sanção do orçamento e a proposta original. Então, identificamos riscos de aumento de contenções, seja por bloqueios ou contingenciamento de despesas discricionárias”, avalia.
Cláudio Queiroz, coordenador do Gasto Brasil e consultor da CACB, entende ser inevitável, em algum momento, a aprovação de reformas impopulares, como a administrativa e a previdenciária, além da tributária, que começou a vigorar este ano.
“Seja qual for o governo, não importa se ele é de direita, esquerda ou centro. Vai chegar em 2027 e vai ter que mexer com algumas reformas de impacto para tentar equilibrar as contas públicas”, afirma.
A elevada participação das despesas obrigatórias no orçamento também preocupa a IFI. Segundo Andrade, o espaço para despesas discricionárias é limitado, variando entre 5% e 10% do total, o que tem impacto direto sobre os investimentos públicos.
“Esse baixo nível de investimentos do governo afeta a taxa de investimento da economia e limita a capacidade de crescimento do país, ou o que os economistas chamam de PIB potencial”, destaca.
Diante desse cenário, a IFI avalia que, em 2026, o governo federal deverá priorizar uma gestão fiscal de curto prazo e adiar medidas estruturais, tanto de aumento de tributos uanto de cortes expressivos de gastos. Com a dificuldade de obter apoio parlamentar, o objetivo tende a ser zerar o déficit primário, e não alcançar o centro da meta de superávit, fixado em 0,25% do PIB.
Esse patamar, no entanto, ainda está distante do que a IFI considera necessário para estabilizar a trajetória da dívida pública: um superávit primário superior a 2% do PIB.
*Com informações da Senado Notícias
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Baixar áudioLevantamento divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) revela que, em 2025, dos 100 municípios menos endividados do Brasil, a maioria (51) está localizada na Região Sudeste. Em seguida aparece o Sul, com 22 cidades nessa condição. Na sequência vêm o Centro-Oeste e o Norte, com 14 e 7 municípios, respectivamente, seguidos pelo Nordeste, com 6.
O ranking é liderado por Seropédica (RJ). Santa Luzia (MG) ocupa a segunda posição entre as cidades com menor índice de endividamento do país, seguida por Saquarema (RJ). Completam as cinco primeiras colocações Santana de Parnaíba (SP) e Macaé (RJ), em quarto e quinto lugares, respectivamente.
Correção
Anteriormente, o Brasil 61 havia informado que o ranking se referia aos municípios mais endividados. O equívoco ocorreu devido a uma interpretação incorreta da metodologia do estudo, que apresenta os resultados em uma ordem que pode gerar confusão, já que a conclusão deve ser feita no sentido inverso.
De acordo com o relatório, os dados foram normalizados em uma escala de 0 a 100, sempre obedecendo ao critério de que quanto mais próximo de 100, melhor o desempenho.
O estudo integra a sexta edição do Ranking de Competitividade dos Municípios, que avaliou 418 cidades brasileiras — o equivalente a 7,5% do total de municípios do país.
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O recorte considera apenas localidades com mais de 80 mil habitantes, conforme a estimativa populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para 2024.
De acordo com o levantamento, 14 municípios passaram a integrar o grupo analisado nesta edição. São eles: Canaã dos Carajás (PA), Barbalha (CE), Eusébio (CE), Ceará-Mirim (RN), Arcoverde (PE), Belo Jardim (PE), Carpina (PE), Alfenas (MG), Três Rios (RJ), Matão (SP), São Roque (SP), Cianorte (PR), Biguaçu (SC) e Itapema (SC).
Em conjunto, os 418 municípios analisados concentram 60,28% da população brasileira, o equivalente a 128.144.024 habitantes, de um total estimado de 212.577.978 pessoas no país, segundo dados do IBGE referentes a 2024.
Outro levantamento, divulgado no fim do ano passado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), aponta que 1.202 prefeituras (28,8%) enfrentam atrasos no pagamento de fornecedores.
Por outro lado, 2.858 municípios (68,5%) afirmaram manter seus compromissos fiscais em dia. A pesquisa ouviu representantes de 4.172 cidades, entre os 5.568 municípios brasileiros. Outros 112 (2,7%) não responderam a esse questionamento.
O estudo também indica que a escassez de recursos tem reflexos adicionais nas contas públicas. Segundo a CNM, 1.293 prefeituras (31%) empurraram despesas de 2025 para 2026 sem a devida previsão orçamentária, configurando os chamados restos a pagar.
Em contrapartida, 2.623 municípios (62,9%) informaram que não deixariam dívidas sem cobertura orçamentária, enquanto 256 (6,1%) não responderam.
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Baixar áudioO crescimento de 0,6% da produção industrial em 2025, segundo o levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última terça-feira (3), representa uma forte desaceleração em comparação a 2024, período em que o setor apresentou alta de 3,1%. A avaliação é da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que relaciona a perda de ritmo da atividade industrial no último ano ao alto patamar dos juros, à demanda interna insuficiente e ao aumento das importações.
A confederação argumenta que a piora no resultado foi reduzida pelo desempenho da indústria extrativista — relacionada a atividades como mineração e extração de petróleo e gás natural —, que teve crescimento de 4,9% em 2025 e ajudou a compensar a queda de 0,2% da indústria de transformação — responsável por transformar matérias-primas em produtos e que abrange a fabricação de alimentos, vestuário, veículos, eletrônicos, entre outros —, que vinha de um crescimento de 3,7% em 2024.
Mesmo assim, o cenário adverso retratado pela CNI teria impactado o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da confederação, que teve o pior resultado para janeiro em 10 anos e completou 13 meses abaixo da linha de 50 pontos — o que caracteriza quadro persistente de falta de confiança.
A CNI reforçou que a falta de confiança já prejudica a indústria em 2026, pois leva empresários a deixar de investir, produzir e contratar, tendo impacto consequencial na economia brasileira.
Segundo a CNI, a desaceleração industrial observada em 2025 teve início ainda no segundo semestre de 2024, convergindo com o período em que o Banco Central iniciou o ciclo de aumento da taxa Selic. A indústria de transformação, que cresceu 2,3% no primeiro semestre de 2024, subiu somente 1,8% no semestre seguinte e continuou a ser pressionada pelo aumento dos juros — que chegaram ao patamar atual de 15% ao ano na metade de 2025 —, caindo 0,4% no primeiro semestre e 0,8% no segundo semestre de 2025.
O diretor de Economia da CNI, Mário Sérgio Telles, explica que a manutenção da Selic em patamares “punitivos” encareceu o crédito ao setor produtivo, o que resultou na retenção de investimentos e redução do apetite dos consumidores por produtos industriais.
“O prejuízo causado pelos juros altos é enorme: em 2024, com a Selic menor, a demanda doméstica por bens da indústria de transformação cresceu quatro vezes mais do que a demanda registrada até novembro de 2025”, complementa.
A CNI reforça que esse enfraquecimento da demanda encontra respaldo nos dados da Sondagem Industrial da confederação. Empresários industriais argumentam que os estoques ficaram acima do planejado durante o segundo semestre de 2025.
Junto aos juros e à demanda enfraquecida, a CNI destaca o desafio do aumento das importações para a indústria. As compras de bens de consumo, bens de capital e bens intermediários saltaram 15,6%, 7,8% e 5,6%, respectivamente, em 2025, capturando parcela relevante do mercado interno.
As informações são da CNI.
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Baixar áudioO dólar comercial encerrou o último pregão em leve alta de 0,08% frente ao real, cotado a R$5,25, interrompendo o ritmo de perdas das últimas sessões. O câmbio acompanhou a tendência externa, com o indicador DXY — que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais como euro e libra — apresentando alta de 0,20%.
O desempenho da moeda estadunidense foi influenciado pela divulgação de dados de emprego nos Estados Unidos mais fracos do que o esperado e pela liquidação das commodities, com destaque para ouro, prata e petróleo.
Em solo estadunidense, segundo o relatório Jolts, divulgado pelo Escritório de Estatísticas do Trabalho do Departamento do Trabalho, as vagas de emprego em aberto caíram para 6,542 milhões em dezembro — nível mais baixo em mais de cinco anos e 386 mil a menos do que no mês anterior. A previsão de economistas consultados pela Reuters, por exemplo, era de 7,20 milhões de vagas não preenchidas para dezembro.
Além disso, os pedidos de seguro-desemprego na semana encerrada em 31 de janeiro aumentaram mais do que o esperado. O levantamento mostrou que as solicitações aumentaram em 22 mil, para 231 mil, frente às previsões de economistas que eram de 212 mil.
No cenário doméstico, o real perdeu força com a liquidação dos commodities. O contrato futuro do minério de ferro fechou em queda de 1,73%, enquanto o contrato mais líquido do petróleo Brent, para abril, caiu 2,83%.
Na visão de analistas do setor, o comportamento do câmbio segue sendo de queda, apesar da movimentação durante a sessão. Eles argumentam que o dólar segue em um compasso de enfraquecimento global, principalmente ligado às falas do presidente Donald Trump, e que, internamente, não houve nenhum indicador que indicasse maior volatilidade, o que aponta para o movimento da sessão como sendo apenas um ajuste técnico de mercado.
O euro, por sua vez, encerrou a sessão em alta de 0,31%, cotado a R$6,20.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
| Código | BRL | USD | EUR | GBP | JPY | CHF | CAD | AUD |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BRL | 1 | 0,1900 | 0,1612 | 0,1403 | 29,8176 | 0,1477 | 0,2600 | 0,2732 |
| USD | 5,2625 | 1 | 0,8481 | 0,7380 | 156,91 | 0,7772 | 1,3681 | 1,4372 |
| EUR | 6,2035 | 1,1791 | 1 | 0,8702 | 185,00 | 0,9163 | 1,6129 | 1,6948 |
| GBP | 7,1281 | 1,3550 | 1,1492 | 1 | 212,62 | 1,0531 | 1,8537 | 1,9477 |
| JPY | 0,0335 | 0,0064 | 0,0054 | 0,0047 | 1 | 0,4953 | 0,0087 | 0,0092 |
| CHF | 6,7720 | 1,2868 | 1,0913 | 0,9496 | 201,90 | 1 | 1,7603 | 1,8493 |
| CAD | 3,8469 | 0,7310 | 0,6200 | 0,5395 | 114,70 | 0,5681 | 1 | 1,0506 |
| AUD | 3,6606 | 0,6958 | 0,5901 | 0,5135 | 109,16 | 0,5407 | 0,9517 | 1 |
Os dados são da Investing.com
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Baixar áudioO Ibovespa voltou a fechar o pregão em alta de 0,23%, aos 182.127 pontos, após queda considerável na última sessão. O desempenho do índice foi influenciado pela divulgação do balanço do quarto trimestre de 2025 do Itaú, que teve reação positiva do mercado, e contrariou as bolsas de Nova York, que tiveram perdas com os dados de empregos nos EUA abaixo do esperado.
Em solo estadunidense, segundo o relatório Jolts, divulgado pelo Escritório de Estatísticas do Trabalho do Departamento do Trabalho, as vagas de emprego em aberto caíram para 6,542 milhões em dezembro — nível mais baixo em mais de cinco anos e 386 mil a menos do que no mês anterior. A previsão de economistas consultados pela Reuters, por exemplo, era de 7,20 milhões de vagas não preenchidas para dezembro.
Além disso, os pedidos de seguro-desemprego na semana encerrada em 31 de janeiro aumentaram mais do que o esperado. O levantamento mostrou que as solicitações aumentaram em 22 mil, para 231 mil, frente às previsões de economistas, que eram de 212 mil. O cenário levou os índices de Wall Street a fechar em baixa.
No cenário doméstico, o desempenho do Ibovespa foi empurrado pela reação do mercado à divulgação do balanço do quarto trimestre do Itaú Unibanco, que reportou lucro recorde gerencial de R$12,3 bilhões, o que representa uma alta de 13,2% frente ao mesmo período de 2024. O banco teve retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 24,4%, maior patamar desde o segundo trimestre de 2015.
O desempenho do banco compensou até mesmo as perdas de 1,39% nas ações da Petrobras e de 3,44% nas da Vale, que refletiram a liquidação das commodities durante a sessão.
Confira as ações com melhor e pior desempenho no último fechamento:
Ações em alta no Ibovespa
Bombril S.A.Non-Cum Perp Pfd Registered Shs (BOBR4): +15,00%
OSX Brasil S.A. (OSXB3): +12,94%
Ações em queda no Ibovespa
Textil Renauxview SA Pfd (TXRX4): -14,97%
BRB Banco de Brasilia SA (BSLI3): -9,27%
O volume total negociado na B3 foi de R$34.281.864.996, em meio a 4.260.831 negócios.
Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.
O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.
A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.
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O Ibovespa encerrou o último pregão em queda expressiva, refletindo um movimento de realização de lucros após a sequência de recordes registrados recentemente. O principal índice da bolsa brasileira chegou a se aproximar da marca dos 180 mil pontos nos momentos mais negativos do dia, em um cenário de correção generalizada.
Segundo especialistas, o movimento foi puxado principalmente pelo desempenho negativo das ações de bancos, que exerceram forte pressão sobre o índice. Além disso, papéis do setor de tecnologia tiveram destaque negativo, com uma das empresas do segmento registrando queda acentuada, o que contribuiu para ampliar as perdas do mercado.
Ao final do pregão, o índice de referência do mercado acionário brasileiro recuou 2,36%, aos 181.708,23 pontos. Para analistas, o ajuste era esperado após o rali recente e não altera, por enquanto, a avaliação estrutural do mercado, que segue atento aos próximos indicadores e ao comportamento do fluxo de investidores.
Confira as ações com melhor e pior desempenho no último fechamento:
Ações em alta no Ibovespa
Ações em queda no Ibovespa
O volume total negociado na B3 foi de R$35.656.346.431, em meio a 4.314.742 negócios.
Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.
O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.
A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.
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Baixar áudioO dólar encerrou o último pregão praticamente estável, cotado a R$ 5,24. A moeda norte-americana manteve variação próxima de zero ao longo do dia, acompanhando o comportamento do mercado externo.
De acordo com especialistas, o cenário internacional voltou a mostrar sinais de aversão ao risco, com investidores buscando ativos mais seguros. Tensões geopolíticas e ajustes em bolsas internacionais influenciaram o movimento, reforçando a cautela nos mercados emergentes.
No exterior, o índice que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes operava em leve alta, o que contribuiu para a sustentação da cotação. Já no mercado futuro, o contrato do dólar apresentou avanço moderado, refletindo expectativas mais conservadoras para o curto prazo.
Já o euro encerrou o último pregão em baixa, cotado a R$6,19.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
| Código | BRL | USD | EUR | GBP | JPY | CHF | CAD | AUD |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BRL | 1 | 0,1907 | 0,1615 | 0,1396 | 29,9266 | 0,1482 | 0,2608 | 0,2726 |
| USD | 5,2440 | 1 | 0,8473 | 0,7324 | 156,93 | 0,7772 | 1,3674 | 1,4299 |
| EUR | 6,1925 | 1,1802 | 1 | 0,8644 | 185,22 | 0,9172 | 1,6138 | 1,6876 |
| GBP | 7,1656 | 1,3654 | 1,1569 | 1 | 214,28 | 1,0611 | 1,8670 | 1,9524 |
| JPY | 3,34162 | 0,637207 | 0,53990 | 0,466690 | 1 | 0,4952 | 0,87134 | 0,91116 |
| CHF | 6,7473 | 1,2868 | 1,0902 | 0,9424 | 201,94 | 1 | 1,7595 | 1,8400 |
| CAD | 3,8350 | 0,7313 | 0,6196 | 0,5356 | 114,77 | 0,5684 | 1 | 1,0454 |
| AUD | 3,6691 | 0,6994 | 0,5926 | 0,5122 | 109,75 | 0,5435 | 0,9563 | 1 |
Os dados são da Investing.com.
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