11/08/2026 21:00h

O volume total negociado na B3 foi de R$ R$ 31.545.714.406, em meio a 4.007.371 negócios

Baixar áudio

O Ibovespa acentuou as perdas nesta terça-feira (11) em queda de 2,59%, aos 167.728,13 pontos

A pressão sobre os ativos aumentou após a divulgação de uma nova pesquisa eleitoral, que apontou uma diferença relevante entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma simulação de segundo turno para a Presidência da República. 

O levantamento repercutiu entre os investidores e ampliou a cautela no mercado doméstico, contribuindo para a desvalorização das ações e para o recuo do índice ao longo da sessão. 

 

Maiores altas e quedas 

Ações em alta no Ibovespa

  • Fiset Fl Ref Pfd (FSRF11F) +28,57%
  • Oncoclinicas do Brasil Servicos Medicos S.A. (ONCO11) +25,00%

Ações em queda no Ibovespa

  • Tecnisa S.A. (TCSA3F) -12,99%
  • Fiset Fl Ref Pfd (FSRF11F) -12,50%

 

O volume total negociado na B3 foi de R$ R$ 31.545.714.406, em meio a 4.007.371 negócios

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  
 

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.   


 

Copiar textoCopiar o texto
11/08/2026 20:30h

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,97

Baixar áudio

O dólar registrou forte alta nesta terça-feira (11) e cotado a R$ 5,16, em meio à movimentação dos mercados financeiros.

Em Nova York, as bolsas operaram próximas da estabilidade, com investidores acompanhando as perspectivas de um possível acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz. A estabilidade das cotações do petróleo ajudou a reduzir parte das preocupações relacionadas à inflação.

Os investidores também adotaram postura de cautela antes da divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos Estados Unidos, prevista para esta quarta-feira (12). O indicador é acompanhado pelo mercado por fornecer novos sinais sobre o comportamento da inflação norte-americana.

O índice DXY, que mede a força do dólar frente a outras moedas globais, fechou aos 99,81 pontos. 

 

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,97.

 

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
 

Código BRL USD EUR GBP JPY CHF CAD AUD
BRL 1 0,1938 0,1674 0,1430 30,8632 0,1571 0,2698 0,2736
USD 5,1610 1 0,8664 0,7404 159,29 0,8110 1,3925 1,4161
EUR 5,9737 1,1542 1 0,8546 183,85 0,9360 1,6071 1,6344
GBP 6,9707 1,3507 1,1702 1 215,15 1,0953 1,8808 1,9127
JPY 0,0324 0,0063 0,0054 0,0046 1 0,5091 0,0087 0,0089
CHF 6,3638 1,2331 1,0684 0,9130 196,42 1 1,7172 1,7462
CAD 3,7063 0,7181 0,6222 0,5317 114,40 0,5824 1 1,0169
AUD 3,6546 0,7062 0,6118 0,5228 112,48 0,5727 0,9833 1

 

Os dados são da Investing.com.
 

Copiar textoCopiar o texto
11/08/2026 04:40h

Empresas do regime regular já devem informar os novos tributos, enquanto cobrança efetiva começa em 2027

Baixar áudio

Desde 3 de agosto de 2026, as empresas enquadradas no regime regular passaram a ser obrigadas a preencher, nos documentos fiscais eletrônicos, os campos referentes ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). As notas fiscais devem trazer as novas informações, incluindo as alíquotas de teste de 1% — sendo 0,1% de IBS e 0,9% de CBS.  

De acordo com a legislação, essa alíquota de teste de 1% não representa aumento da carga tributária. Desde que as empresas cumpram as obrigações acessórias e façam o devido destaque dos tributos nos documentos fiscais, o recolhimento do valor fica dispensado

Mesmo nos casos em que houver pagamento, os valores poderão ser integralmente compensados com os montantes devidos mensalmente pelas empresas a título de PIS e Cofins

Os optantes pelo Simples Nacional, incluindo os microempreendedores individuais (MEIs), não estão sujeitos, em 2026, às alíquotas de teste de 0,1% do IBS e 0,9% da CBS

Cobrança dos novos tributos começa em 2027

A partir de 1º de janeiro de 2027, o PIS e a Cofins serão extintos, e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) será zerado para a maioria dos produtos, com exceção dos fabricados na Zona Franca de Manaus. Com isso, a CBS passará a vigorar com alíquota cheia, estimada em 9,21% pelo Comitê Gestor do IBS.

Já o IBS estadual e municipal permanece em 0,1% em 2027 e 2028. Nesse período, o novo imposto será cobrado simultaneamente ao Imposto sobre Serviços (ISS) e ao Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)

A substituição dos atuais tributos pelo IBS ocorrerá de forma gradual entre 2029 e 2032. Nesse período, as alíquotas do ICMS e do ISS serão reduzidas progressivamente, enquanto a participação do IBS aumentará

  • 2029: 90% de ICMS/ISS e 10% de IBS;
  • 2030: 80% de ICMS/ISS e 20% de IBS;
  • 2031: 70% de ICMS/ISS e 30% de IBS;
  • 2032: 60% de ICMS/ISS e 40% de IBS.

Em 2033, o novo modelo de tributação sobre o consumo entrará em vigor integralmente, com a extinção do ICMS e do ISS e a aplicação plena do IBS

Alíquota estimada chega a 27,91% 

Para 2033, a estimativa mais recente utilizada pelo Comitê Gestor do IBS aponta para uma alíquota conjunta de 27,91% para IBS e CBS. O percentual consta da Resolução nº 14, de 29 de julho de 2026, publicada no Diário Oficial da União.

O valor supera a projeção de 26,5% feita anteriormente pela Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária (Sert), do Ministério da Fazenda. Além disso, a alíquota estimada também ficaria acima da média de 19,4% registrada pelos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) — fórum que reúne 38 países com economias desenvolvidas. 

O percentual de 27,91% não representa uma alíquota definitiva. O valor de referência do novo sistema será calculado e revisado de acordo com as regras previstas na legislação da reforma tributária. 

VEJA MAIS:

Reforma Tributária: veja as principais mudanças
Destaque de IBS e CBS nas notas fiscais será obrigatório a partir de agosto

Copiar textoCopiar o texto
11/08/2026 04:25h

Resolução da Agência também estende prazos de processos afetados por indisponibilidade do sistema Protocolo Digital

Baixar áudio

A Agência Nacional de Mineração (ANM) prorrogou, até 28 de setembro de 2026, o prazo para a divulgação da lista provisória anual dos cálculos da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem), devida aos entes federativos afetados pela atividade de mineração. A medida foi oficializada por meio da publicação da Resolução 246/2026.

Em nota publicada pela Agência CNM de Notícias, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) destacou que a prorrogação da divulgação da lista provisória é importante para os municípios afetados pela atividade minerária, considerando que serve de base para a conferência das informações utilizadas pela ANM. 

Após a publicação da lista, será possível verificar e solicitar eventuais correções de dados ou a revisão dos cálculos, conforme regulamentação da agência. Segundo a entidade, dessa forma, a alteração do cronograma posterga o início dessa etapa de análise e eventual manifestação dos municípios.

Prorrogação de prazos processuais 

A Resolução da ANM também estende prazos processuais devido à indisponibilidade dos sistemas Protocolo Digital, Dados Cadastrais e Dados Minerários ocorrida entre 2 de abril a 13 de julho de 2026.

Pela norma, os prazos processuais com termo final dentro do período de abril a julho de 2026 e cujo cumprimento dependesse da utilização dos sistemas, também ficam prorrogados até 28 de setembro de 2026, às 23h59min59s.

A prorrogação não se aplica a obrigações cujo descumprimento possa gerar riscos à saúde, à vida, ao meio ambiente ou ao patrimônio. Além disso, a medida não afasta a responsabilidade dos titulares de direitos minerários quanto à segurança de suas operações e estruturas.

Confira demais situações alcançadas pela medida:

  • Novos requerimentos minerários sujeitos ao direito de prioridade;
  • Prazos relacionados ao Sistema Integrado de Gestão de Barragens de Mineração (SIGBM);
  • Relatório Anual de Lavra (RAL);
  • Declaração de Investimento em Pesquisa Mineral (DIPEM).

O que é a CFEM?

A Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) foi instituída pela Constituição Federal de 1988 como uma contrapartida financeira paga pelas empresas mineradoras aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios pela exploração econômica dos recursos minerais em seus territórios. 

Regras para a utilização dos recursos da CFEM 

Segundo a ANM, a legislação determina  que a CFEM não pode ser utilizada para pagar dívidas, exceto as contraídas com a União ou com entidades federais. Também é vedada a utilização dos recursos para pagar salários do quadro permanente de pessoal. 

A aplicação dos repasses deve integrar a prestação de contas anual pelos beneficiários. 

Em relação à área da educação, os recursos podem financiar despesas educacionais, incluindo o pagamento de professores da rede pública, especialmente os que atuam na educação básica em tempo integral. 

A ANM ressalta que estados, Distrito Federal e municípios beneficiados devem divulgar anualmente a destinação dos valores recebidos. Além disso, pelo menos 20% da receita da CFEM deve ser aplicada em ações voltadas para: 

  • diversificação da economia;
  • exploração mineral sustentável;
  • pesquisa científica e tecnológica.

A divulgação dessas informações deve seguir as regras da Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011). Os dados detalhados sobre a arrecadação e a distribuição da CFEM podem ser consultados no portal da ANM, enquanto o Banco do Brasil disponibiliza a consulta dos repasses efetuados às contas dos entes federativos. 

Copiar textoCopiar o texto
10/08/2026 22:00h

Moeda norte-americana avançou em meio à valorização do petróleo e às incertezas sobre um possível acordo entre Estados Unidos e Irã.

Baixar áudio

O dólar fechou o último pregão cotado a R$ 5,11, após operar em alta durante a sessão.

A moeda norte-americana acompanhou a valorização do petróleo no mercado internacional. Por volta das 11h40, o dólar registrava alta de 0,27%, negociado a R$ 5,09. No mesmo horário, o barril do petróleo Brent, referência internacional, avançava 2,62%, cotado a US$ 85,74.

A alta da commodity ocorre em meio às incertezas sobre um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã. O presidente americano, Donald Trump, sinalizou que pretende pressionar economicamente o Irã, em vez de realizar novos ataques para tentar forçar a reabertura do Estreito de Ormuz.

Já o governo iraniano afirmou que ainda não estão definidas as condições para um acordo que permita a livre passagem de navios pela região.
 

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,89.

 

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.

 

Código     BRL     USD     EUR     GBP     JPY     CHF     CAD     AUD
    BRL 1 0,1958 0,1696 0,1449 31,1855 0,1586 0,2729 0,2775
    USD 5,1083 1 0,8663 0,7402 159,30 0,8101 1,3938 1,4175
    EUR 5,8962 1,1543 1 0,8545 183,88 0,9352 1,6088 1,6362
    GBP 6,9010 1,3510 1,1703 1 215,20 1,0944 1,8829 1,9150
    JPY 0,0321 0,0063 0,0054 0,0046 1 0,5086 0,0087 0,0089
    CHF 6,3049 1,2343 1,0694 0,9137 196,65 1 1,7204 1,7497
    CAD 3,6647 0,7174 0,6216 0,5311 114,30 0,5813 1 1,0170
    AUD 3,6036 0,7055 0,6112 0,5222 112,38 0,5715 0,9832 1


Os dados são da Investing.com
 

Copiar textoCopiar o texto
10/08/2026 21:55h

Índice abriu em alta, mas perdeu força ao longo do pregão, em meio à cautela nos mercados internacionais e à expectativa por dados de inflação nos Estados Unidos.

Baixar áudio

O Ibovespa fechou o último pregão aos 172.179,93 pontos, após uma sessão marcada por volatilidade.

O principal índice da Bolsa brasileira abriu em alta, impulsionado principalmente pelas ações da Petrobras, mas perdeu força durante a manhã e passou a operar no campo negativo.

No exterior, os investidores acompanharam a queda das principais bolsas de Nova York, pressionadas pelas perdas no setor de tecnologia, pela alta do petróleo e pela expectativa em relação à divulgação de novos dados da economia norte-americana, especialmente os indicadores de inflação.

O Ibovespa vinha de uma queda de cerca de 3% na semana anterior, incluindo recuo de 1,73% na sexta-feira.


Maiores altas e quedas 


Ações em alta no Ibovespa

  • Infracommerce CXAAS SA (IFCM3) +16,48%

  • Infracommerce CXAAS SA. (IFCM3) +11,58%
     

Ações em queda no Ibovespa

  • Refinaria de Petroleos Manguinhos S.A (ARND3) −35,05%

  • Arandu Investimentos S.A (ARND3) −16,07%


O volume total negociado na B3 foi de R$ 23.899.846.520, em meio a 3.518.967 em negócios.
 

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  
 

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.   

Copiar textoCopiar o texto
10/08/2026 04:55h

Financiamentos contemplados pela campanha são a partir de 40 mil reais e com prazo mínimo de 36 meses

Baixar áudio

Motoristas de aplicativo e taxistas cadastrados na plataforma 99 poderão receber 350 reais por mês em cashback ao financiar seu veículo na CAIXA. A medida é resultado de uma parceria entre o banco e a plataforma.

Os financiamentos contemplados pela campanha são a partir de 40 mil reais e com prazo mínimo de 36 meses. O cashback será pago por até 18 meses. 

Para receber o benefício, o motorista precisa contratar o financiamento pelo canal exclusivo da parceria no WhatsApp CAIXA, fazer a adesão à campanha e cumprir ainda as seguintes condições:

  • O motorista precisa estar em dia com a CAIXA, manter chave Pix (CPF e celular) no banco e ter uma conta de depósitos ativa na instituição.
  • Realizar pelo menos 350 viagens na plataforma 99 durante o mês de apuração.

A CAIXA e a 99 vão verificar mensalmente se o motorista atende a todos os critérios da campanha.

Se algum dos requisitos não for cumprido, o cashback não será concedido naquele mês.

O valor do benefício será pago na conta da CAIXA e a recompensa pode chegar à R$ 6.300 durante todo o período da campanha.

Os motoristas também terão acesso a um canal de relacionamento para tratar do financiamento.

Para saber mais sobre a campanha, os motoristas podem consultar o site da CAIXA, o www.caixa.gov.br. Também podem entrar em contato pelo WhatsApp do banco, no número 0800 104 0104, ou procurar uma agência da instituição. 
 

Copiar textoCopiar o texto
10/08/2026 04:40h

Entidade afirma que cenário de inflação mais favorável abre espaço para cortes maiores da taxa básica sem comprometer o controle dos preços

Baixar áudio

Na última quarta-feira (5), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou mais um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic), que atingiu 14% ao ano. Na avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a decisão foi acertada. No entanto, o ritmo de queda ainda é insuficiente diante do atual cenário econômico. Para a entidade, os juros seguem em um patamar elevado, pressionando empresas e consumidores e limitando os investimentos produtivos. 

O especialista em Políticas e Indústria da CNI, Fernando Galvão, afirma que o custo elevado do crédito compromete a capacidade de crescimento das empresas

“As empresas têm comprometido as suas margens de resultado e isso desestimula novos investimentos. Diante desse cenário, a CNI entende que o Banco Central deve considerar cortes mais profundos na taxa de juros para aliviar a pressão sobre a sociedade e estimular a economia, que este ano deve ter um dos resultados mais baixos dos últimos três anos”, destaca.

O economista e pesquisador Felipe Queiroz também avalia que a redução promovida pelo Copom foi tímida. Segundo ele, a desaceleração da inflação abre espaço para uma política monetária menos restritiva

“Além disso, nós temos um cenário macroeconômico desafiador e que demanda uma política monetária mais alinhada às demais políticas macroeconômicas. Hoje estamos ceifando a capacidade de investimento e desenvolvimento do país de médio e longo prazo com uma política monetária muito conservadora. É caro investir no Brasil, especialmente em projetos estruturais, o que impossibilita, inclusive, o aumento do PIB de modo sustentável”, avalia.

Política monetária restritiva

Para a CNI, a melhora das expectativas de inflação reforça a possibilidade de cortes mais intensos na Selic. Embora a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 seja de alta de 5,03%, as estimativas para 2027 e 2028 permanecem dentro do intervalo de tolerância da meta, de acordo com o Boletim Focus

Ao mesmo tempo, os indicadores mostram perda de força da inflação corrente. O IPCA-15 — prévia da inflação oficial calculada pelo IBGE — acumulou alta de 4,52% em 12 meses até julho, abaixo dos 4,8% registrados no mês anterior. Na avaliação da CNI, o resultado indica que os custos de produção deixaram de subir rapidamente e o consumo também está menos aquecido, diminuindo o ritmo de avanço dos preços.

Outro sinal observado pela indústria é a desaceleração dos núcleos de inflação — indicadores, que excluem itens mais voláteis, como alimentos e combustíveis. Em junho, a média desses índices ficou em 4,44%, apontando uma trajetória de convergência para a meta de inflação de 3%, apesar das incertezas geopolíticas e dos riscos climáticos

Felipe Queiroz ressalta que o processo inflacionário que acontece hoje no Brasil não decorre de uma demanda excessivamente aquecida

“A maior parte da inflação que temos é decorrente de efeitos exógenos da economia, como quebra de safra e uma guerra em âmbito internacional. Nesse cenário, a pressão inflacionária não é resolvida com a política monetária que o Banco Central tem adotado. Ou seja, temos uma política monetária que é excessivamente conservadora, mas inócua às causas reais da inflação no país”, afirma.

A CNI também destaca que a política monetária permanece restritiva há 55 meses. Segundo a entidade, a Selic está 3,6 pontos percentuais acima da taxa considerada ideal, calculada em 10,4% com base na Regra de Taylor. Este parâmetro permite calcular uma taxa de juros que proporcione o controle da inflação sem desestimular o crescimento da economia

Já a taxa real de juros, próxima de 10%, permanece muito acima da taxa neutra estimada pelo próprio Banco Central, em torno de 5%. Para a CNI, esse diferencial indica que há margem para cortes mais expressivos da Selic sem comprometer o combate à inflação. 

Endividamento e margens pressionadas

Uma consulta realizada pela CNI aponta que os juros elevados devem continuar pressionando a situação financeira da indústria nos próximos três meses. Mais da metade das empresas (53%) acredita que precisarão aumentar a busca por crédito para financiar contas a pagar, enquanto 47% projetam maior pressão sobre as contas a receber e 42% esperam aumento da necessidade de capital para manter os estoques

Entre as empresas que deverão ampliar a demanda por capital, mais de 55% esperam crédito mais caro, e cerca de 39% projetam aumento do endividamento bancário. Como consequência, 58% estimam redução das margens de lucro, comprometendo a rentabilidade e os investimentos

Para minimizar os impactos, 51% pretendem manter os preços para preservar a competitividade frente aos produtos importados, enquanto 37% afirmam que deverão repassar parte dos custos aos consumidores, o que pode alimentar novas pressões inflacionárias. 

Segundo o gerente de Política Econômica da CNI, Kleber de Castro, embora os juros tenham começado a cair, a política monetária ainda é bastante restritiva, o que ajuda a explicar a percepção dos empresários

“A percepção empresarial de custos financeiros elevados e viés de alta nos juros das operações de crédito é consistente com o ciclo de política monetária em curso: o ritmo de flexibilização é gradual, a taxa de juros real ex-ante segue próxima a dois dígitos e a transmissão da política monetária ao custo do crédito produtivo opera com defasagens que limitam qualquer alívio dentro do horizonte de três meses coberto pela consulta”, aponta.

VEJA MAIS:

Copiar textoCopiar o texto
10/08/2026 04:40h

Gasto Brasil reúne informações oficiais sobre despesas do governo federal, estados e municípios; lançamento ocorrerá em 11 de agosto

Baixar áudio

A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) farão o lançamento nacional da plataforma Gasto Brasil no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, na próxima terça-feira (11), às 15h30. Com dados online, o painel apresenta as despesas dos governos federal, estaduais e municipais

O objetivo da ferramenta, criada em 2025 pela CACB e a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), é ampliar a transparência das contas públicas e facilitar o acompanhamento dos gastos dos três níveis de governo

Na plataforma, é possível consultar dados sobre despesas com pessoal, previdência, encargos sociais e investimentos, incluindo obras, aquisição de imóveis e outros gastos públicos.

Os dados podem ser acessados gratuitamente e de forma online por qualquer cidadão por meio do site do Gasto Brasil.

Segundo o presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, a transparência é um dos principais instrumentos para aprimorar a gestão pública e fortalecer a participação da sociedade. “Não basta arrecadar mais. É preciso gastar melhor, com eficiência, responsabilidade e transparência”.

Recortes 

O Gasto Brasil organiza dados oficiais sobre a execução das despesas públicas em linguagem acessível, sem estabelecer juízo de valor sobre programas, políticas públicas ou escolhas orçamentárias. A plataforma permite consultar recortes por esfera de governo e por grupo de despesa

A ferramenta também reúne informações sobre investimentos e despesas com pessoal, oferecendo uma visão detalhada da execução orçamentária. 

Segundo o coordenador do Gasto Brasil e consultor da CACB, Cláudio Queiroz, o objetivo é reunir dados oficiais em um único ambiente, facilitando a tomada de decisões baseada em evidências

“É uma ferramenta que vem para unificar informações. Ela vem da base oficial, onde nós pegamos informações específicas e deixamos um pouco mais ‘clean’ para que qualquer cidadão consiga navegar no nosso Gasto Brasil e visualizar como está o governo federal, os estados, o município em que ele reside.”

Novas funcionalidades

O lançamento do Painel Gasto Brasil contará com a presença dos presidentes da CACB, Alfredo Cotait Neto, e da CNA, João Martins. Também será inaugurada uma exposição sobre a plataforma, que ficará aberta ao público até 13 de agosto, no Espaço Mário Covas, na Câmara dos Deputados

Durante o evento, serão apresentadas novas funcionalidades da plataforma, incluindo recortes econômicos, detalhamento dos gastos por habitante e um índice de qualidade da informação, ampliando o nível de transparência dos dados públicos.

Segundo a plataforma, a despesa pública primária brasileira já ultrapassa R$ 3,3 trilhões em 2026.

Saiba mais em www.gastobrasil.com.br.

VEJA MAIS:

Copiar textoCopiar o texto
09/08/2026 04:20h

Estudo mostra regulamentação como principal fator de expansão; Entidade contesta valores e critérios da análise

Baixar áudio

As famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões para as bets no ano passado. Os dados constam no Boletim Fiscal dos Estados Brasileiros, divulgado na quinta-feira (6) pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), com base em estatísticas de pagamentos do Banco Central, e considera a diferença entre o dinheiro apostado e o devolvido em forma de prêmio

A média mensal das perdas foi de R$ 4,7 bilhões entre outubro de 2024 e março de 2026, o equivalente a 0,68% do orçamento das famílias brasileiras.

Para os autores, essa transferência de recursos ajuda a explicar porquê o consumo das famílias tem crescido em ritmo menor que o aquecimento do mercado de trabalho e da alta da renda. Para piorar, o relatório destaca que, ao contrário de setores de bens e serviços, as bets têm impacto reduzido sobre a economia, pois geram menos circulação de renda, empregos e atividade econômica.

Pix e renda

De acordo com o levantamento, a regulamentação do setor ampliou as transferências, principalmente via Pix. No acumulado de 2025, os pagamentos instantâneos movimentaram R$ 350,9 bilhões

Em janeiro de 2025, antes da regulamentação das plataformas de apostas, as transferências mensais de pessoas físicas para empresas do segmento giravam em torno de R$ 5 bilhões. Poucos meses depois, esse volume superou R$ 40 bilhões no pico e média de R$ 24,1 bilhões.

Nos últimos meses do ano passado, no entanto, houve uma queda no ritmo de transferências para as plataformas. O fator mais preponderante apontado pelo documento foi a restrição à participação de beneficiários de programas sociais como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) imposta pelo governo federal, a partir de outubro de 2025.

Segundo o relatório, o resultado indica que a medida teve efeitos concretos sobre o volume agregado de transações, sugerindo que as famílias de menor renda tinham participação significativa no mercado de apostas.

Desde 17 de jilho, foi a vez das publicidades do setor sofrerem sanções. Inspirado nas contraindicações ao cigarro e às bebidas alcoólicas, o Ministério da Fazenda obrigou as operadoras a advertir que "apostar faz perder dinheiro", "pode causar dependência" e "não é investimento". Além disso, passaram a ser proibidas publicidades que incentivem apostas com base na expertise de comentaristas, especialistas ou influenciadores.

As penalidades previstas são multas, que podem chegar a 20% do faturamento da operadora limitado a R$ 14 milhões, e suspensão da licença de funcionamento por 180 dias. Em caso de reincidência, pode haver a cassação da autorização para atuação no mercado de apostas online. 

Contestação

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) repudiou o levantamento e afirmou que os números apresentados pelo comitê não representam a realidade do setor regulado de apostas. Segundo a entidade, dados da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA-MF) apontam que a receita bruta de jogos do setor no ano passado foi de R$ 37 bilhões,  40% a menos do que o contabilizado no boletim.

A associação também argumenta que as transações utilizadas no estudo correspondem aos segmentos de artes, cultura, esportes e recreação. Nesse conjunto, segundo a entidade, está incluída uma ampla variedade de prestadores de serviços ligados ao entretenimento, e não somente às empresas de apostas.

Por fim, a ANJL chama atenção para a presença de bets ilegais no mercado brasileiro. Conforme dados da SPA-MF citados pela associação, entre outubro de 2024 e dezembro de 2025, período que coincide ao da análise, 25 mil sites de apostas ilegais foram bloqueados e pelo menos 550 contas bancárias foram encerradas.

Para a entidade, analisar o volume financeiro de forma agregada, reunindo diferentes segmentos econômicos e movimentações potencialmente relacionadas a empresas ilegais, pode gerar uma interpretação distorcida sobre o tamanho e o comportamento do mercado regulado.

Copiar textoCopiar o texto