25/07/2026 04:55h

Governo estadunidense anunciou tarifa adicional de 12,5% sobre exportações brasileiras; medida se soma à sobretaxa de 25% que já entrou em vigor

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Os Estados Unidos anunciaram, nesta quinta-feira (23), uma tarifa adicional de 12,5% sobre exportações brasileiras, sob a alegação de que o Brasil não combate adequadamente o trabalho forçado. A medida se soma à sobretaxa de 25% que entrou em vigor na quarta-feira (22), após uma investigação do governo norte-americano concluir que o país adota práticas consideradas desleais de comércio em relação aos EUA

Diante do aumento das barreiras comerciais, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, afirmou que a principal estratégia para reduzir os impactos sobre a indústria brasileira é manter abertas as negociações entre os dois países

Após reunião com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, nesta quinta-feira, Alban reforçou que o setor produtivo continuará apoiando os esforços do governo brasileiro para buscar uma solução negociada

“Saímos daqui muito satisfeitos com a afirmação categórica do ministro de que o Brasil vai continuar negociando. Essa é a opção número um que existe neste momento: continuar negociando”, disse o presidente da CNI em entrevista coletiva.

Ações emergenciais e de longo prazo

Segundo Alban, governo e setor produtivo definiram uma estratégia em duas frentes: medidas emergenciais e ações estruturantes

No curto prazo, a proposta é oferecer apoio imediato às empresas prejudicadas, em parceria com o MDIC, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a CNI, por meio do Serviço Social da Indústria (SESI), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e do Instituto Euvaldo Lodi (IEL).

Já a frente de longo prazo prevê a criação de uma nova missão do programa Nova Indústria Brasil (NIB) para fortalecer a inserção internacional da indústria brasileira e mitigar os impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos. 

“Começamos uma discussão de — dentro da política industrial — constituir uma sétima missão voltada para as cadeias produtivas internacionais, de forma que possamos ter um projeto contínuo e sempre atualizado de apoio à internacionalização das nossas indústrias no Brasil”, explicou Alban.

Sétima missão

Atualmente, a Nova Indústria Brasil está estruturada em seis missões estratégicas, voltadas para:

  1. cadeias agroindustriais sustentáveis;
  2. complexo econômico-industrial da saúde;
  3. infraestrutura, saneamento, habitação e mobilidade;
  4. transformação digital da indústria;
  5. bioeconomia e transição energética;
  6. tecnologias para soberania e defesa.

A proposta da CNI é criar uma sétima missão, de caráter transitório, destinada a apoiar os setores industriais afetados pelas novas tarifas impostas pelos Estados Unidos e fortalecer a competitividade da indústria brasileira nos mercados internacionais. 

Para isso, segundo Alban, será criado um grupo de trabalho coordenado pela CNI, reunindo os setores industriais mais impactados e as federações estaduais da indústria com atuação no comércio exterior. O MDIC ficará responsável por articular os órgãos públicos que participarão da iniciativa. 

Impactos das novas tarifas

Em junho deste ano, o Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluiu que práticas brasileiras relacionadas a comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, propriedade intelectual, acesso ao etanol e combate ao desmatamento seriam restritivas ao comércio estadunidense. 

Com base nessa avaliação, o governo norte-americano decidiu aplicar a tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, preservando uma lista de 2.126 códigos tarifários. Entre os itens isentos da medida estão café, suco de laranja e carne

Mesmo com as exceções, a CNI estima que cerca de 4 mil produtos brasileiros foram atingidos pela medida, afetando cerca de US$ 12,4 bilhões em exportações para os Estados Unidos, um dos principais destinos das vendas externas da indústria nacional. 

Sobre a nova tarifa de 12,5%, anunciada nesta quinta-feira, Alban afirmou que a entidade ainda avalia seus impactos. “Essa tarifa cria uma falta de competitividade total. E isso, óbvio, se torna mais crítico, principalmente para os produtos manufaturados”, pontuou.

Interesse mútuo

O presidente da CNI informou ainda que a entidade enviou uma carta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendendo a manutenção das negociações entre os dois governos, com participação dos setores industriais dos dois países

"Tem muitos interesses americanos que podem convergir com nossos interesses. Estamos falando de IA, data centers, recursos que envolvem agregação de valor aqui no Brasil. Ninguém vai exportar minerais críticos como se exporta minério de ferro. Obviamente, tem que haver beneficiamento", destacou. 

Dados da CNI mostram que 60,3% das exportações brasileiras atingidas pela tarifa adicional de 25% são compostas por bens intermediários — matérias-primas e componentes utilizados pela própria indústria norte-americana na fabricação de outros produtos. 

"Nós temos pontos para convergir. Os dois países, que são players mundiais, poderão convergir para que essas políticas públicas sejam mais assertivas", concluiu Alban. 

A entrevista coletiva completa está disponível no canal da CNI no Youtube.

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25/07/2026 04:15h

Levantamento da Conta Simples e da Visa mostra que modelo tradicional de fechamento mensal perdeu espaço em um cenário de pagamentos instantâneos

Quase dois terços das empresas brasileiras enfrentam dificuldades para controlar as finanças em tempo real. O problema afeta 63% dos negócios — o equivalente a 12,6 milhões de pequenas e médias empresas —, segundo a 2ª edição do Panorama da Gestão de Despesas Corporativas, levantamento realizado pela Conta Simples em parceria com a Visa.

O estudo mostra que, embora o dinheiro entre e saia diariamente do caixa de 45% das empresas, a falta de visibilidade e previsibilidade sobre as finanças continua sendo um desafio. Em relação a 2024, o percentual de empresas sem acompanhamento financeiro em tempo real aumentou oito pontos percentuais, passando de 55% para 63% ao fim de 2025. 

De acordo com a pesquisa, o modelo tradicional de fechamento mensal perdeu espaço em um cenário marcado por pagamentos instantâneos. Atualmente, 86% das empresas utilizam o Pix e 71% adotam cartões corporativos

Para o CEO e cofundador da Conta Simples, Rodrigo Tognini, a digitalização transformou a dinâmica da gestão financeira, mas exige mecanismos mais sofisticados de controle

“A velocidade não justifica a perda de governança. Hoje, a maturidade financeira é definida pela capacidade de orquestrar e gerenciar transações em larga escala, independentemente de quão descentralizadas elas sejam”, afirma.

Controle ainda ocorre com atraso

A pesquisa também revela que 60% das empresas não acompanham nem aprovam despesas em tempo real, alta de cinco pontos percentuais em relação a 2024. 

Na avaliação do estudo, a digitalização resolveu o problema do "como pagar", mas ampliou o desafio do "como acompanhar". Quando o controle é feito apenas no fechamento do mês, o retrato financeiro já chega defasado, aumentando o risco de decisões baseadas em informações desatualizadas

Segundo a vice-presidente da Visa, Marcela Pinori, a expansão dos meios de pagamento digitais elevou o nível de governança exigido das empresas

A tecnologia precisa funcionar como ferramenta de antecipação, não apenas digitalizar a transação, mas estruturar o fluxo e conectar pagamentos a regras claras de acompanhamento e controle para apoiar decisões estratégicas de crescimento”, afirma.

Tognini ressalta que o impacto da falta de controle vai além da rotina operacional. “A empresa passa a reagir em vez de decidir. Visibilidade devolve tempo e gestão, fatores que potencializam o crescimento com estabilidade”, diz o executivo da Conta Simples.

Cartões corporativos ainda são pouco estruturados 

O levantamento também aponta que o avanço dos meios digitais ainda convive com fragilidades na gestão das despesas. Embora o uso de cartões corporativos tenha crescido, 58% das empresas concentram as operações em apenas um ou dois cartões. Além disso, 51% não estabelecem limites de gastos por área ou finalidade, o que reduz a previsibilidade e enfraquece a governança financeira

Segundo Tognini, a fragmentação das despesas entre diferentes bancos e meios de pagamento dificulta a consolidação das informações e mantém processos excessivamente dependentes de planilhas

“No tempo real, esse modelo simplesmente não se sustenta. É impossível manter processos manuais atualizados diariamente em um cenário de operação cada vez mais dinâmica”, ressalta. 

Para Marcela Pinori, os cartões virtuais surgem como alternativa para aprimorar o controle financeiro. Emitidos instantaneamente para diferentes áreas, equipes ou projetos, eles permitem acompanhar os gastos com maior precisão e transparência

“Não basta digitalizar a transação. É preciso estruturar o fluxo. Empresas que conectam pagamento, limites e leitura contínua reduzem fricção e ganham previsibilidade operacional”, enfatiza a vice-presidente da Visa.

Crédito ganha função estratégica

O estudo mostra ainda um papel estratégico do crédito dentro das empresas. Atualmente, 37% dos negócios já associam o uso de crédito a investimentos planejados, indicando que a gestão financeira deixa de cumprir apenas funções operacionais para apoiar decisões de crescimento

Para Tognini, o diferencial competitivo está na integração entre meios de pagamento e mecanismos de governança. “Transformar o fluxo financeiro em leitura contínua permite antecipação. Quem enxerga antes decide melhor — e isso se traduz em vantagem operacional”, conclui.

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24/07/2026 21:00h

Recuo das ações da Petrobras e da Vale pressionou o principal índice da Bolsa brasileira em meio à queda do petróleo

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O Ibovespa fechou o último pregão aos 174.041 pontos, após queda de 0,88%.

O principal índice da Bolsa brasileira foi pressionado pelo desempenho negativo das ações da Petrobras e da Vale. Os papéis das duas companhias acompanharam o recuo dos preços do petróleo Brent e do minério de ferro no mercado internacional.

Entre os destaques negativos da sessão também esteve a ISA Energia, cujas ações caíram após a companhia concluir uma oferta de papéis no mercado, movimento que repercutiu entre os investidores.

 


Maiores altas e quedas 

Ações em alta no Ibovespa

  • Oncoclinicas do Brasil Servicos Medicos S.A. (ONCO11F) +200,00%

  • Cia. de Fiacao e Tecidos Cedro e Cachoeira Pfd (CEDO4) +19,80%

Ações em queda no Ibovespa

  • Tronox Pigmentos do Brasil SA Pfd Registered Shs B (CRPG6F) −8,32%

  • Sansuy SA Industria de Plasticos Pfd A  (SNSY5F) −8,30%


O volume total negociado na B3 foi de R$ 16.470.932.714, em meio a 2.695.755 em negócios.

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  
 

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.     

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24/07/2026 21:00h

Moeda norte-americana encerrou o dia perto da estabilidade, com investidores atentos ao cenário externo e à agenda econômica brasileira

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O dólar fechou o último pregão cotado a R$ 5,08, após queda de 0,04%.

A moeda norte-americana encerrou a sessão perto da estabilidade, em um dia marcado pelo recuo dos preços do petróleo no mercado internacional. A queda da cotação do barril de Brent ajudou a reduzir a aversão ao risco entre os investidores, após as recentes altas provocadas pelas tensões no Oriente Médio.

No mercado interno, os investidores acompanharam a agenda econômica brasileira, com expectativa em torno da divulgação do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do terceiro bimestre. O cenário político também permaneceu no radar dos agentes financeiros.

Cotação do Euro

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,79.

 

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.

Código     BRL     USD     EUR     GBP     JPY     CHF     CAD     AUD
    BRL 1 0,1968 0,1725 0,1473 32,2397 0,1610 0,2774 0,2810
    USD 5,0824 1 0,8796 0,7508 163,86 0,8185 1,4097 1,4324
    EUR 5,7971 1,1369 1 0,8536 186,29 0,9305 1,6025 1,6285
    GBP 6,7694 1,3319 1,1715 1 218,24 1,0901 1,8775 1,9079
    JPY 0,0310 0,0061 0,0054 0,0046 1 0,4995 0,0086 0,0087
    CHF 6,2093 1,2218 1,0747 0,9174 200,18 1 1,7224 1,7504
    CAD 3,6053 0,7093 0,6238 0,5326 116,24 0,5806 1 1,0160
    AUD 3,5594 0,6982 0,6140 0,5241 114,39 0,5714 0,9841 1
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24/07/2026 04:55h

Sondagem da CNI mostra piora das expectativas para os próximos seis meses, com queda em todos os indicadores do setor

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O desempenho da indústria da construção caiu 1,9 ponto em junho em relação ao mês anterior e passou de 49,1 para 47,2 pontos. O dado é da Sondagem Indústria da Construção, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)

Apesar da retração, o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, destaca que o indicador permaneceu 0,5 ponto acima da média histórica para os meses de junho, de 46,7 pontos

"Em junho, tanto o índice de nível de atividade quanto o índice de evolução do número de empregados das empresas do setor mostraram quedas na comparação com o mês anterior. Mas de qualquer forma, os índices seguem acima das suas respectivas médias históricas por mês”, afirma.

A evolução do número de empregados recuou 0,6 ponto, de 48,5 para 47,9 pontos, mas permaneceu 1,9 ponto acima da média histórica de junho, de 46 pontos. 

Já a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) manteve-se em 67%, mesmo percentual registrado em junho de 2025. Desde o início de 2026, o indicador acumula alta de três pontos percentuais

Condições financeiras continuam desfavoráveis

Segundo o levantamento, as condições financeiras da indústria da construção permaneceram negativas no segundo trimestre, embora alguns indicadores tenham apresentado melhora. 

O índice de satisfação com a situação financeira avançou 0,2 ponto em relação ao primeiro trimestre, alcançando 45,2 pontos. Como permanece abaixo da linha de 50 pontos, o resultado indica que os empresários seguem insatisfeitos com a situação financeira das empresas. 

O índice de facilidade de acesso ao crédito também melhorou, subindo 1,6 ponto, de 37,7 para 39,3 pontos. Apesar da alta, o indicador continua distante dos 50 pontos, refletindo a percepção de dificuldade para obter empréstimos e financiamentos

Na mesma direção, o índice de satisfação com o lucro operacional aumentou 0,4 ponto e atingiu 41,7 pontos. Ainda abaixo da linha divisória, o resultado mostra que os empresários continuam insatisfeitos com as margens de lucro

“De uma forma geral, os índices de situações financeiras aumentaram na passagem do primeiro para o segundo trimestre de 2026, mas não mudam o quadro geral. Ainda há uma insatisfação muito grande dos empresários do setor com relação às margens de lucro, à situação financeira e ao acesso ao crédito”, avalia Azevedo.

Por outro lado, o índice de evolução do preço médio de insumos e matérias-primas caiu 2,2 pontos, para 66,2 pontos. Embora ainda indique aumento dos custos, o resultado mostra que essa pressão foi menos intensa e menos disseminada do que no trimestre anterior. 

Segundo o economista da CNI, a alta dos custos continua comprometendo o desempenho financeiro das empresas

“A situação financeira do setor vem sendo bastante pressionada, não só pelas taxas de juros, que encarecem as dívidas das empresas, mas também por uma elevação consistente dos custos, tanto da mão de obra qualificada e não qualificada, como dos insumos e matérias-primas, problema que se agravou com a guerra no Oriente Médio”, afirma.

Juros elevados seguem como principal obstáculo

Os juros elevados permaneceram como o principal problema enfrentado pela indústria da construção no segundo trimestre. O fator foi citado por 36,2% dos empresários, acima dos 34,9% registrados no trimestre anterior. 

A carga tributária continuou na segunda posição entre os principais entraves, mencionada por 33,6% dos entrevistados, praticamente estável em relação aos 33,9% do primeiro trimestre. 

Na sequência aparecem:

  • falta ou alto custo de mão de obra não qualificada (28,9%);
  • escassez ou elevado custo de trabalhadores qualificados (28,6%);
  • demanda interna insuficiente (17,3%). 

“Muito relacionada às condições financeiras das empresas do setor da construção, os principais problemas enfrentados pelo setor no segundo trimestre permaneceram os mesmos do primeiro trimestre de 2026”, comenta Azevedo.

Expectativas pioram e confiança recua

A sondagem revela que as expectativas da indústria da construção para os próximos seis meses pioraram em julho. Todos os indicadores caíram e ficaram abaixo da linha de 50 pontos, sinalizando perspectiva de retração da atividade. 

  • Nível de atividade: 49,2 pontos (-3,7 pontos);
  • Número de empregados: 49,1 pontos (-3,6 pontos);
  • Novos empreendimentos e serviços: 48,9 pontos (-3,6 pontos);
  • Compra de insumos e matérias-primas: 48,3 pontos (-4,5 pontos).

Os resultados indicam que os empresários passaram a projetar redução da atividade, do emprego, do lançamento de empreendimentos e da compra de insumos. É a primeira vez desde abril de 2020, no início da pandemia de Covid-19, que os quatro indicadores migram simultaneamente do campo positivo para o negativo

O aumento do pessimismo também derrubou o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da construção, que caiu 2,1 pontos em julho, para 45,6 pontos, reforçando a percepção negativa do setor. 

Diante desse cenário, a intenção de investimento também diminuiu. O indicador recuou de 43,7 para 42,4 pontos

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24/07/2026 04:00h

Os pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem

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A CAIXA inicia nesta sexta-feira (24), o pagamento do Bolsa Família referente ao mês de junho para os beneficiários com o Número de Identificação Social (NIS) terminado em 5. 

Os pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem. Com a conta CAIXA Tem, os beneficiários podem pagar contas e fazer transferências diretamente pelo aplicativo no celular. 

O valor também pode ser movimentado com o cartão de débito da conta em comércios, Unidades Lotéricas, Correspondentes CAIXA Aqui, terminais de autoatendimento e Agências da CAIXA. Além disso, é possível realizar saques sem cartão nos terminais de autoatendimento e Unidades Lotéricas, utilizando a identificação biométrica previamente cadastrada em uma agência da CAIXA. 

Para baixar os aplicativos CAIXA Tem e Bolsa Família, basta acessar a loja de aplicativos do seu smartphone. É gratuito. 

O que é Bolsa Família

O Programa Bolsa Família é a transferência mensal de renda do maior programa social do Brasil, reconhecido por tirar milhões de famílias da fome. O modelo atual considera tamanho e características do núcleo familiar: lares com três ou mais pessoas tendem a receber valores maiores do que famílias unipessoais, reforçando a proteção social.

Pagamento do Bolsa Família: objetivos do programa

Além da renda, o Bolsa Família integra políticas públicas para ampliar acesso a saúde, educação e assistência social. O foco é promover dignidade e cidadania, articulando ações complementares (esporte, ciência, trabalho) para a superação da pobreza e a transformação social.

Quem tem direito ao pagamento do Bolsa Família

Para ter direito ao pagamento do Bolsa Família, a renda por pessoa da família deve ser de até R$ 218/mês.

Exemplo: 1 pessoa com salário mínimo (R$ 1.518) em família de 7 integrantes → renda per capita de R$ 216,85. Como está abaixo de R$ 218, a família é elegível ao benefício.

Como receber o pagamento do Bolsa Família (passo a passo)

  1. Inscrição no CadÚnico: mantenha dados corretos e atualizados.
  2. Onde se cadastrar: procure o CRAS ou postos municipais de assistência social.
  3. Documentos: CPF ou título de eleitor.
  4. Seleção mensal automatizada: estar no CadÚnico não garante entrada imediata. Todos os meses o programa identifica e inclui novas famílias que passam a receber o pagamento Bolsa Família.

Quando começa o pagamento Bolsa Família após o cadastro?

Mesmo inscrita no CadÚnico, a família só recebe quando for selecionada pelo sistema do programa. A inclusão é contínua e mensal, de forma automatizada, conforme os critérios de elegibilidade e a atualização cadastral.

Dicas para manter o pagamento do Bolsa Família em dia

  • Atualize o CadÚnico sempre que houver mudança (endereço, renda, composição familiar).
  • Acompanhe o calendário oficial de pagamento e as comunicações do município/CRAS.
  • Guarde seus comprovantes e verifique regularmente a situação do benefício nos canais oficiais.

Bolsa Família: perguntas rápidas (FAQ)

Preciso estar no CadÚnico? Sim, é obrigatório para concorrer ao pagamento do Bolsa Família.

O valor é igual para todos? Não. O modelo considera o tamanho e o perfil familiar, podendo variar.

Cadastro feito = pagamento imediato? Não. A seleção é mensal e automatizada; a família começa a receber quando é incluída.

Onde tirar dúvidas? Procure o CRAS do seu município ou os canais oficiais do programa.

 

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23/07/2026 22:00h

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,80

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O dólar fechou esta quinta-feira em alta, cotado a R$ 5,85.  

O avanço das tensões no Oriente Médio impulsionou o petróleo de volta ao patamar de US$ 100 por barril. 

O índice DXY, que mede a força do dólar frente a outras moedas globais, encerrou o pregão na faixa dos 100,21 pontos. 

 

Cotação do Euro

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,80.

 

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.

 

Código BRL USD EUR GBP JPY CHF CAD AUD
BRL 1 0,1967 0,1723 0,1472 32,2141 0,1606 0,2770 0,2814
USD 5,0852 1 0,8789 0,7509 163,82 0,8167 1,4085 1,4353
EUR 5,8038 1,1378 1 0,8544 186,40 0,9293 1,6024 1,6330
GBP 6,7727 1,3318 1,1704 1 218,17 1,0877 1,8756 1,9114
JPY 0,0310 0,0061 0,0054 0,0046 1 0,4985 0,0086 0,0088
CHF 6,2265 1,2244 1,0761 0,9194 200,58 1 1,7242 1,7573
CAD 3,6103 0,7100 0,6240 0,5332 116,32 0,5799 1 1,0192
AUD 3,5539 0,6968 0,6124 0,5232 114,14 0,5691 0,9813 1

 

Os dados são da Investing.com
 

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23/07/2026 21:40h

O volume total negociado na B3 foi de R$ 21.049.551.461, em meio a 2.736.531 negócios

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O Ibovespa fechou em queda de 0,6% nesta quinta-feira (23), aos 176.480 pontos.

Isso ocorreu porque os investidores reagiram ao aumento das tensões no cenário internacional. 

O agravamento das tensões no Oriente Médio aumentou a busca por ativos considerados mais seguros e impulsionou o preço do petróleo. 

 

Maiores altas e quedas 

Ações em alta no Ibovespa

  • Oncoclinicas do Brasil Servicos Medicos SA (ONCO11) +50,00%
  • Azevedo & Travassos SA (AZEV3F) +29,12%

Ações em queda no Ibovespa

  • Oncoclinicas do Brasil Servicos Medicos SA (ONCO11F) −66,67%
  • Oi S.A.Non-Cum Perp Pfd Registered Shs (OIBR4F) −28,07%

 

O volume total negociado na B3 foi de R$ 21.049.551.461, em meio a 2.736.531 negócios.

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  

 

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23/07/2026 04:55h

Indústria extrativa e agropecuária sustentam a atividade econômica, mas juros elevados, importações e custos de produção devem limitar o desempenho da economia

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O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve crescer 2% em 2026, segundo projeção do Informe Conjuntural do 2º Trimestre da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A estimativa é sustentada por perspectivas positivas para a indústria — especialmente a extrativa — e para a agropecuária, além da resiliência do setor de serviços

A entidade manteve a projeção divulgada no primeiro trimestre, mas o ritmo esperado é inferior ao crescimento de 2,3% registrado pela economia brasileira em 2025. Segundo a CNI, os indicadores parciais do segundo trimestre reforçam os sinais de desaceleração da atividade econômica, movimento que já vinha sendo observado ao longo do ano passado

Na avaliação da confederação, a manutenção dos juros elevados, o aumento dos custos de produção e o avanço das importações devem continuar pressionando o setor produtivo e limitar o desempenho da economia

Indústria

A CNI revisou para cima a projeção de crescimento da indústria em 2026, de 1,6% para 2,1%. A melhora é explicada, principalmente, pelo desempenho da indústria extrativa

Segundo o diretor de Economia da CNI, Mario Sergio Telles, o segmento foi menos afetado pelo cenário de juros elevados e segue impulsionado pelo aumento da produção de petróleo e de minério de ferro

"O grande destaque para esse aumento da projeção é o setor extrativo mineral, que deve crescer mais de 9% em 2026, ligado à produção de petróleo, que tem crescido muito fortemente, e também à produção de minério de ferro", afirma. 

Já a indústria de transformação deve continuar enfrentando dificuldades. A CNI aponta que a combinação entre a entrada expressiva de produtos importados, os juros elevados e o aumento dos custos provocado pela guerra no Oriente Médio deve restringir a atividade do segmento. Ainda assim, a projeção de crescimento foi elevada de 0,3% para 0,6%

Na construção civil, a expectativa também melhorou. A projeção passou de 1,3% para 1,5%, impulsionada por medidas do governo voltadas ao crédito imobiliário, à ampliação do Sistema Financeiro da Habitação, ao programa Reforma Casa Brasil e à continuidade dos investimentos em infraestrutura

Agropecuária

A expectativa para a agropecuária foi revisada para cima pela segunda vez consecutiva. A CNI passou a projetar crescimento de 1,8% em 2026, ante estimativa anterior de 1,1%.

A revisão reflete a perspectiva de mais uma safra recorde, puxada pela soja, além da expansão da produção animal. No fim de 2025, a entidade previa estabilidade para o setor. 

Apesar da alta dos custos dos insumos, pressionados pelo conflito no Oriente Médio, a avaliação é de que o agronegócio continuará sustentando parte do crescimento da economia

Serviços

O PIB do setor de serviços foi o único que teve a projeção revisada para baixo. A estimativa caiu de 2,1% para 1,9% em 2026. 

Segundo a CNI, segmentos como informação e comunicação, comércio varejista e o mercado de trabalho continuam sustentando a atividade, juntamente com medidas de estímulo ao consumo

Mario Sergio Telles destaca que o comércio tem apresentado desempenho positivo para o PIB do setor.

“O comércio tem tido um crescimento de 1,4% nos últimos cinco meses, em relação aos cinco meses anteriores, muito impulsionado por alguns programas de financiamento do governo, como o Carro Sustentável, o Move Brasil”, ressalta.

Por outro lado, o aumento do endividamento e da inadimplência das famílias, aliado à manutenção dos juros elevados, continua limitando a expansão do setor

Segundo Telles, enquanto a indústria e o comércio sofrem os efeitos da política monetária restritiva, a indústria extrativa é menos sensível aos juros e o comércio tem recebido estímulos de programas governamentais, fatores que ajudam a sustentar a projeção de crescimento do PIB

Inflação e contas públicas

A CNI elevou de 4,4% para 5% a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026. A revisão reflete principalmente o aumento dos preços dos alimentos e dos combustíveis, além da persistência da inflação no setor de serviços

No campo fiscal, a entidade prevê crescimento real de 5,8% da receita líquida federal. Ao mesmo tempo, as despesas da União devem avançar 4,5% acima da inflação

Com isso, o déficit primário deve atingir cerca de R$ 55,3 bilhões, patamar semelhante ao observado em 2025. A dívida pública deve encerrar 2026 em 82% do PIB, aumento de 10,3 pontos percentuais em relação ao nível registrado há dez anos. 

Diante da piora do quadro fiscal e da inflação mais resistente, a CNI passou a projetar apenas dois cortes de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, ao longo de 2026, reduzindo-a de 14,25% para 13,75%. No informe anterior, a expectativa era de que a taxa encerrasse o ano em 12,75%. 

“Vale destacar que a taxa de juros neutra, que é aquela que não retrai nem incentiva o crescimento econômico, está em 5%. Se as nossas projeções se confirmarem, os juros reais fechariam 2026 em torno de 9,2%, o que representa uma política monetária extremamente contracionista”, aponta Telles.

Importações em alta e riscos externos

No cenário internacional, a CNI aponta a guerra no Oriente Médio como o principal fator de risco para a economia brasileira. O conflito elevou os custos de combustíveis, energia e fertilizantes no primeiro semestre, embora a entidade avalie que essa pressão possa diminuir ao longo do ano diante da expectativa de maior oferta de petróleo e da desaceleração da demanda chinesa

Outro ponto de preocupação é o crescimento das importações de bens de consumo, que avançaram 16% no primeiro semestre. Segundo a CNI, o aumento ocorre em um contexto de desaceleração da indústria nacional e da demanda por produtos industriais. A projeção é de que as importações brasileiras somem US$ 306 bilhões em 2026, alta de 5,2% em relação ao ano anterior. 

As exportações, por outro lado, devem alcançar US$ 383,9 bilhões, crescimento de 9,5%, favorecidas pelos preços mais elevados de commodities minerais, como o petróleo, e agrícolas, como a soja

Mesmo assim, a CNI alerta que esse cenário poderá ser alterado com a confirmação dos aumentos nas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Ainda assim, a expectativa é de que a balança comercial registre superávit de US$ 77,9 bilhões em 2026, resultado 30,4% superior ao de 2025

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23/07/2026 04:20h

Repasses encerram o ciclo 2025/2026 e contemplam localidades impactadas por ferrovias, portos, dutovias e outras estruturas da mineração

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A Agência Nacional de Mineração (ANM) distribuiu mais de R$ 88 milhões em recursos da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) entre os dias 17 e 20 de julho para municípios afetados pela atividade mineral em todo o país. Os repasses contemplam localidades impactadas pela infraestrutura da mineração, como ferrovias, portos, dutovias, barragens de rejeitos e outras estruturas ligadas à atividade.

A distribuição encerra o ciclo 2025/2026 de repasses da CFEM aos municípios afetados, referente à arrecadação registrada entre maio de 2025 e abril de 2026

Embora os valores correspondentes à arrecadação de abril de 2026 tenham sido pagos apenas em julho, devido à necessidade de adequação dos cálculos a uma decisão judicial, a ANM concluiu o ciclo com a regularização dos repasses e a destinação integral dos recursos aos entes beneficiários

Do total distribuído, mais de R$ 71 milhões foram destinados a 1.747 municípios diretamente afetados pela infraestrutura da mineração, como aqueles cortados por ferrovias, portos e dutovias utilizados no escoamento da produção mineral. 

Clique aqui para conferir a lista de municípios diretamente afetados.

Os outros mais de R$ 17 milhões foram repartidos entre 4.459 municípios vizinhos às áreas de produção mineral, além do Distrito Federal e dos 12 estados produtores, nos casos em que houve valores não destinados aos municípios diretamente afetados. Desse montante, 99% dos recursos foram destinados aos municípios

Clique aqui para conferir a lista de municípios vizinhos e os estados produtores.

Critérios para a distribuição

A destinação de parte da CFEM a municípios onde não há extração mineral, mas que sofrem impactos da atividade, foi instituída pela Lei nº 13.540/2017. A legislação estabelece que 15% da arrecadação da CFEM — neste caso, R$ 88 milhões — sejam destinados ao Distrito Federal e aos municípios afetados por estruturas como ferrovias, dutovias, operações portuárias, pilhas de estéril, barragens de rejeitos e demais instalações vinculadas aos empreendimentos minerários

Os recursos também contemplam os municípios limítrofes — aqueles que fazem divisa com cidades produtoras de minerais —, além do Distrito Federal e dos estados produtores, quando há valores que não  foram repassados aos municípios diretamente afetados.

Regras para a utilização dos recursos da CFEM 

A legislação determina que os valores da CFEM não podem ser usados para o pagamento de dívidas, exceto aquelas contraídas com a União ou com entidades federais. Também é proibido utilizar os recursos para custear despesas permanentes com pessoal

A principal exceção é a área da educação. Nesse caso, os recursos podem financiar despesas educacionais, incluindo o pagamento de professores da rede pública, especialmente os que atuam na educação básica em tempo integral. 

A ANM ressalta que estados, Distrito Federal e municípios beneficiados devem divulgar anualmente a destinação dos valores recebidos. Além disso, pelo menos 20% da receita da CFEM deve ser aplicada em ações voltadas para

  • diversificação da economia;
  • exploração mineral sustentável;
  • pesquisa científica e tecnológica.

A divulgação dessas informações deve seguir as regras da Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011). Os dados detalhados sobre a arrecadação e a distribuição da CFEM podem ser consultados no portal da ANM, enquanto o Banco do Brasil disponibiliza a consulta dos repasses efetuados às contas dos entes federativos.

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