04/02/2023 15:00h

Endividamentos internos e externos somaram R$ 5,951 trilhões em 2022, 6,02% a mais que em 2021. Apesar do aumento, economista afirma que o crescimento da dívida ficou abaixo do esperado

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A Dívida Pública Federal fechou 2022 em R$ 5,951 trilhões, segundo a Secretaria do Tesouro Nacional, do Ministério da Fazenda. A quantia - que inclui o endividamento externo e interno do país - foi 6,02% maior do que em 2021 (R$ 5,614 trilhões). Comparado ao mês de novembro, que contava com dívida de R$ 5,871 trilhões, o valor cresceu 1,47%.

Apesar do crescimento da dívida pública, o valor ficou abaixo do estabelecido no Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2022, que previa que os gastos poderiam fechar entre R$ 6 trilhões e R$ 6,4 trilhões no ano passado. De acordo com o economista e professor César Bergo, a arrecadação de impostos foi alta em 2022, mas não o suficiente para “fazer frente ao custeio e aos investimentos do governo”.

“Então ele [o governo] teve que recorrer ao mercado para completar o seus gastos e investimentos e emitir os títulos públicos, além de contratos com entidades internacionais, como o Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento… Ou seja, ele buscou esses recursos para complementar todos os seus gastos e investimentos”, explica o economista.

César Bergo observa que o que mais preocupa é o perfil da dívida pública pela redução dos prazos de pagamento da dívida e as taxas flutuantes. “Preocupa porque acaba implicando uma velocidade maior de endividamento.” Segundo o economista, para 2023, o governo pretende reduzir a taxa por meio da adoção de taxa prefixada e alongar os prazos de pagamentos.

Dívidas internas e externas

A dívida pública no mercado interno, conhecida como Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), teve o estoque ampliado em 1,48% em dezembro, de R$ 5,616 trilhões para R$ 5,699 trilhões. Segundo o Tesouro Nacional, esse crescimento da dívida ocorreu devido à apropriação positiva de juros, em R$ 56,3 bilhões - que é quando os juros da dívida são incorporados ao total a cada mês -, e também pela emissão líquida mensal de R$ 26,61 bilhões - isso ocorre quando o Tesouro emite mais títulos do que resgata.

Já o estoque da Dívida Pública Federal Externa (DPFe), atraída do mercado internacional, caiu 0,89% em dezembro, fechando o ano em R$ 252,45 bilhões. A queda de 0,7% do dólar no mês passado foi o motivo principal. 

Perspectivas para 2023

Em coletiva virtual realizada no último dia 26, o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, disse que a expectativa para 2023 é ter um avanço importante tanto na Reforma Tributária quanto no novo arcabouço fiscal junto a outras medidas que possam melhorar o ambiente de negócios e gerar novos investimentos.

“A expectativa é que tenhamos, a partir do segundo semestre, um ambiente econômico mais favorável para voltarmos a trilhar o objetivo de médio e longo prazo para a gestão da dívida pública e a melhoria dessa composição. Então é melhor não forçar uma colocação que não é adequada. Tem que fazer o balanço da eficiência entre o curto, médio e longo prazo.”, afirmou o secretário do Tesouro Nacional.

Emissão de títulos públicos

É por meio da dívida pública que o Tesouro Nacional emite títulos públicos. Funciona da seguinte forma: o governo pega emprestado dinheiro dos investidores para honrar compromissos financeiros. Em troca desse empréstimo, o governo se compromete a devolver esses valores após alguns anos, de acordo com o vencimento do papel, junto a rendimentos. A correção desses valores pode ser feita  pela Selic - que é a taxa de juros básica da economia -, a inflação, o câmbio ou de forma prefixada - ou seja, definida com antecedência.

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03/02/2023 20:14h

Apostas nas duas modalidades podem ser realizadas nas lotéricas, no portal Loterias CAIXA e no app Loterias CAIXA

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A Mega-Sena e a +Milionária vão sortear, neste sábado (4), prêmios que ultrapassam R$160 milhões. A Mega está acumulada e o valor do prêmio será de no mínimo R$ 135 milhões. Já o concurso 37 da +Milionária sorteia o prêmio de R$ 26 milhões, também acumulado. 

Os apostadores têm até às 19h de sábado para apostar nas duas modalidades. O valor da aposta simples na Mega é de R$ 4,50. Na +Milionária, o valor de uma aposta simples, com seis números e dois trevos, custa R$ 6. 

Os grandes prêmios das Loterias CAIXA têm atraído apostadores como o empresário Augusto Henrique Cecilio, de Brasília, Distrito Federal. Ele joga semanalmente nas Loterias e conta o que fará com o dinheiro caso seja o único a acertar os números da Mega-Sena do concurso deste sábado.

"Se tratando desse prêmio da Mega-Sena, de 135 milhões, que é um dinheiro inimaginável, acredito que, primeiramente, comprar uma casa própria, comprar alguns carros que tenho vontade de ter, ajudar principalmente minha família e algumas instituições sociais. Gosto muito de Brasília. Então, provavelmente, tentaria investir na cidade de alguma forma, seja culturalmente, seja via negócios."

Se o Augusto acertar as seis dezenas da Mega-Sena e levar o prêmio sozinho, ao aplicar os R$ 135 milhões na Poupança da CAIXA, receberá R$ 1 milhão de rendimento somente no primeiro mês. 

Já os R$ 26 milhões sorteados pela +Milionária renderiam mais de R$ 192 mil em rendimentos no primeiro mês de aplicação. 

A +Milionária se destaca por oferecer diversos prêmios. Na aposta simples, o apostador precisa marcar seis números e dois “trevos”. Para apostas múltiplas, poderá escolher de 6 a 12 números e de 2 a 6 trevos.  

Conheça mais informações sobre a Mega-Sena, a + Milionária e todas as modalidades das Loterias CAIXA: visite loterias.caixa.gov.br
 

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03/02/2023 19:00h

Segundo dados da Serasa Experian, essa foi a área com maior percentual de débitos pagos; seguida pela Utilities, que inclui contas de água, luz e gás

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Nesta segunda-feira (30), a Serasa Experian divulgou a pesquisa do Indicador de Recuperação de Crédito, realizada em outubro de 2022. Segundo os dados, sete em cada dez dívidas de consumidores endividados foram pagas no setor de Bancos e Cartões em até 60 dias de negativação a partir do mês de referência. 

De acordo com Luiz Rabi, economista-chefe da Serasa Experian, o Indicador de Recuperação de Crédito foi calculado em duas etapas, com a primeira levantando todas as dívidas negativadas, ou seja, que não foram pagas no período determinado e foram incluídas na base do Serasa. Após isso, a equipe olha o que aconteceu com essas dívidas no prazo de até 60 dias após a negativação. 

“Ou seja, se o consumidor, negativado nessa dívida, em 60 dias conseguiu resolvê-la, conseguiu pagar ou renegociar essa dívida, ela sai da lista de inadimplência. Então quando nós olhamos o indicador de recuperação de crédito, nós estamos olhando para as dívidas que foram negativadas em outubro e que foram pagas até o final do mês de dezembro”, explica Rabi.

A pesquisa aponta que a área priorizada foi a de bancos e cartões, com 71,2% de débitos pagos. Em seguida, o Utilities, que inclui contas de água, luz e gás, marcando 66,5%. Somando todos os setores, 59,4% dos débitos foram recuperados.

Para Luiz Rabi, esses são dois segmentos em que as pessoas conseguem pagar as dívidas de uma forma mais rápida por serem setores essenciais para a vida financeira dos cidadãos. “As pessoas quando ficam negativadas no banco ou nos cartões de crédito, elas praticamente perdem o crédito e qualquer acesso a outro tipo de financiamento. E no setor de utilities, é muito difícil imaginar alguém viver sem energia elétrica ou sem fornecimento de água”, aponta.

A região que apresentou a maior concentração de dívidas pagas foi o Sul, com o percentual de 62,5%, seguida pelo Nordeste com 61,2% e Sudeste marcando 59,5%. Em quarto e quinto lugar temos o Centro-Oeste (57,8%) e Norte (50,3%).

Foco em manter o nome limpo
 
 O educador e consultor financeiro, Jônatas Bueno, explica que o primeiro passo para manter o nome limpo é entender o que é considerado uma dívida. “As pessoas têm ideia de que dívidas são, necessariamente, quando elas estão em atraso. Mas qualquer compromisso do passado, qualquer parcela, mesmo de compras ordinárias, mas que foram feitas parcelando, isso constitui dívida. Então, mesmo que esteja conseguindo pagar seus compromissos em dia, essa também é uma pessoa endividada”, informa.

Por isso, o educador financeiro afirma que é necessário encarar o parcelamento de compras do dia a dia como algo ruim. “Elas engessam muito a capacidade de manobra frente a um imprevisto, uma situação não detectada. Por isso, a pessoa acaba precisando optar em deixar de pagar uma conta do cotidiano, como internet ou água, para conseguir quitar uma dívida considerada mais urgente”.

Bueno indica que os cidadãos mantenham os gastos abaixo do valor que recebem. “Então se uma pessoa precisa comprar um bem como smartphone, ou quer fazer uma viagem, o ideal é que ela pense se ela realmente tem condição. Se ela não está conseguindo pagar com o valor do salário, já é um indício que deveria pensar em não comprar aquele bem, não fazer aquele compromisso”, afirma. Caso o gasto seja inadiável, o educador indica que deve ser feito na menor quantidade de parcelas possíveis, para não engessar o orçamento em um imprevisto futuro.

“Aquela pessoa que gasta mais, não poupa, está mais envolvida em viver o presente, muitas vezes, ela está em uma situação financeira ruim. Por uma questão social de influência, a gente acaba imitando esse comportamento e também gastando mais do que deveria”, alerta Bueno. Segundo ele, controlar esses gastos pode gerar um desconforto social, mas é necessário se planejar financeiramente considerando as próprias condições, indiferentemente do que os outros decidem.

O doutor em economia e professor na Universidade Mackenzie, Hugo Garbe, também dá algumas dicas para que os cidadãos consigam manter o nome limpo. De acordo com ele, o consumidor precisa guardar uma parte da renda como reserva de emergência. “Quando acontece alguma coisa na vida das pessoas, você precisa de um dinheiro imediato, problema de saúde, etc, você consegue utilizar essa reserva de emergência e não precisa se endividar”, explica.

Outros pontos levantados pelo economista são: evitar o empréstimo pessoal no banco e utilizar cartão de crédito, além de não atrasar as faturas do mesmo, devido aos juros altos. O professor recomenda ainda  que as pessoas adquiram o hábito de poupar, sempre que possível. Diz ainda que  é importante reduzir o consumo por impulso, como compras desnecessárias em shoppings.

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03/02/2023 16:00h

Acumulado de janeiro a dezembro é o melhor desde 1995. Em dezembro, recolhimento foi de R$ 210,19 bilhões, aumento real de 2,47% em comparação ao mesmo período de 2021

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A arrecadação das receitas federais de janeiro a dezembro de 2022 foi de R$ 2,218 trilhões. Os dados foram divulgados pela Receita Federal no último dia 24. Esse resultado apresenta um aumento real de 8,18% em comparação a 2021, e é o melhor desempenho desde 1995. Ainda de acordo com o levantamento, em dezembro, o recolhimento atingiu R$ 210,19 bilhões, representando um acréscimo real de 2,47% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

O presidente do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Paulo Dantas da Costa, observa que o resultado da arrecadação das receitas federais foi positivo e um pouco acima do esperado. O economista também aponta que esse crescimento se deve a uma expansão da economia.

“O que nós verificamos é que isso responde a uma expansão da economia. Mesmo que não seja uma expansão altamente significativa, mas ela ocorreu. Na esteira dessa realidade, a questão tributária indica e repercute muito bem esse detalhe. O setor produtivo respondeu positivamente no que diz respeito ao desempenho econômico no ano passado”, aponta o presidente da Cofecon.

O coordenador do curso de economia da ESEG - Faculdade do Grupo Etapa, Fernando Umezu, faz essa mesma análise. O economista explica que o resultado da arrecadação das receitas federais para o ano de 2022 está no sentido do que se era esperado devido ao aumento mês a mês da arrecadação no ano passado.

“Todo esse impacto no resultado da arrecadação vem do aumento da base de cálculo. O que seria esse aumento na base de cálculo? Mais produção, como o crescimento do setor produtivo que empregou mais trabalhadores, aumento nas vendas do varejo, crescimento do setor financeiro, uma melhoria do ambiente de negócios”, afirma o economista.

Em relação às receitas administradas, a quantia arrecadada em dezembro alcançou R$ 204 bilhões, apresentando um aumento real de 2,04%. No acumulado de janeiro a dezembro, o recolhimento chegou a R$ 2,09 trilhões, aumento real de 6,64%.

O aumento alcançado em dezembro pode ser justificado, em boa parte, pelo crescimento dos recolhimentos de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL), segundo a Receita Federal.

Como funciona o cálculo?

A especialista em gestão tributária e CEO da Make The Way, empresa de consultoria que une inteligência artificial ao universo corporativo financeiro e tributário, Mônica Cerqueira, explica que esse cálculo da arrecadação federal brasileira é feito pela tributação direta e indireta, ambas informações amparadas no envio de dados ao fisco.

“No caso do ICMS, por exemplo, o tributo está embutido no bem ou no serviço e só tem o fato gerador [arrecadação do imposto] quando a mercadoria circula, é o imposto sobre a circulação de serviço. Então o governo brasileiro segrega as categorias, os fatos geradores, as declarações e também o método de apuração e sua respectiva legislação”, esclarece Mônica Cerqueira.

Expectativas para 2023

Em coletiva de imprensa realizada no último dia 24, o auditor fiscal do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal Claudemir Malaquias afirma que as previsões para o ano de 2023 ainda serão avaliadas, mas que o mês de janeiro vem apresentando bons resultados em comparação com o mesmo período de 2022.

“O resultado de janeiro, que já temos os primeiros dias de janeiro, está vindo bem. Mas a gente ainda não tem elementos que permitam fazer uma conclusão, uma avaliação até o final do ano. Mas as projeções vão ser revistas a partir da nova grade de parâmetros comparando os mais atualizados com base na captação dos cenários atuais, tanto externos como internos”, explica o auditor fiscal da Receita.

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02/02/2023 15:15h

Segundo as instituições financeiras consultadas pelo Banco Central, o IPCA deve encerrar o ano acima da meta. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta deste ano é de 3,25%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos

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O mercado financeiro reajustou para cima a expectativa para a inflação em 2023. A nova previsão é de que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) feche o ano em 5,74%, um aumento de 0,26 ponto porcentual ante os 5,48% da última pesquisa.

A previsão para 2023 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo Banco Central (BC). Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta deste ano é de 3,25%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. 

“Isso tudo é devido a esse cenário de incerteza que você tá vivendo hoje, e esses ruídos do novo governo, o desencontro em relação à prática da política tributária -- se vai haver ou não desoneração, se vai ou não haver aumento do salário mínimo --, então são discussões que acabam, de alguma forma, permeando as expectativas de mercado que já apontam para um aumento também da inflação em 2024 e 2025”, explica o professor e economista Cesar Bergo.

Para 2024, a projeção da inflação ficou em 3,9%, também acima da meta. Em carta ao Ministério da Fazenda, o BC explicou que a inflação só ficará dentro da meta a partir de 2024, cuja projeção é de 3,9%, e em 2025, com 2,8%. Para esses dois anos, o CMN estabelece uma meta de 3% para o IPCA. Para 2025 e 2026, as estimativas são de inflação em 3,5%, para ambos os anos. 

Segundo Bergo, só vai ser possível vislumbrar um cenário positivo quando estiver bem definida a política fiscal do governo. “Então do ponto de vista prático, nós vamos ter que aguardar, verificar se essas medidas do governo realmente se efetivarão, enquanto isso o mercado aponta para um aumento nessa inflação por conta dessa incerteza fiscal e também da resiliência com relação ao preço dos alimentos, sem falar na possibilidade do preço dos combustíveis”, afirma o especialista.

Selic, PIB e câmbio

Além da inflação, o Boletim Focus divulgado semanalmente pelo Banco Central (BC), traz as expectativas de instituições financeiras para os demais principais indicadores econômicos.

Para a taxa básica de juros, a Selic, a expectativa do mercado é de que a taxa encerre 2023 em 12,5% ao ano. O Banco Central usa a Selic como principal instrumento para alcançar a meta de inflação, que atualmente está no maior nível desde janeiro de 2017, a 13,75%.

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira neste ano variou de 0,79% para 0,8%. Para 2024, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) - a soma de todos os bens e serviços produzidos no país - é de crescimento de 1,5%.

Por fim, a expectativa para a cotação do dólar está em R$ 5,25 para o final de 2023. Para o fim de 2024, a previsão é de que a moeda americana fique em R$ 5,30.

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02/02/2023 14:00h

Mais de R$ 800 milhões devem ser destinados para implementação de projetos de cunho social e ambiental na região das hidrelétricas

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A Eletrobras realizou, nessa terça-feira (31), aportes no valor total de R$ 883 milhões para a implementação de projetos de sustentabilidade nas regiões das hidrelétricas pertencentes às empresas Eletrobras Chesf, Furnas e Eletronorte. A medida é decorrente das obrigações previstas nos contratos de concessão celebrados na privatização da empresa.

O valor dos aportes é relativo à parcela de 2023 e é o resultado da aplicação do IPCA, desde a data da assinatura dos contratos, 17 de junho de 2022, ao montante nominal total de R$ 875 milhões.

Os aportes vão ser realizados, anualmente, por um período de 10 anos, sendo R$ 350 milhões da Chesf, destinados à revitalização de bacias hidrográficas do Rio São Francisco e Parnaíba; R$ 295 milhões da Eletronorte, em investimentos para reduzir o custo total de geração na Amazônia Legal; e R$ 230 milhões de Furnas, destinados a bacias das áreas de influência das hidrelétricas das empresas.

Para o economista especialista em bioeconomia Guidi Nunes, os programas podem proporcionar um ganho de valor para o Brasil no aspecto econômico e social.

“Os setores onde tem parte ambiental bem preservada, como é o caso do Brasil, têm um potencial de receber crédito de carbono de várias empresas de setores a nível Internacional. É um volume razoável até 2050, na medida que saibam construir uma cadeia de atividade econômica sustentável que preserve o meio ambiente e garanta inclusive amparo social. As condições são de desenvolvimento social da região, não adianta ter empresas com práticas sustentáveis em determinados municípios e no aspecto social, o município se degradar”, explica.

No projeto a ser implementado a partir do fundo formado para a Eletronorte, pró-Amazônia Legal, está também a melhoria da navegabilidade do Rio Madeira e do Rio Tocantins, além de programas de geração de energia renovável e interligação de sistemas isolados, que reduzam estruturalmente os custos de geração de energia elétrica suportados pela Conta de Consumo de Combustíveis.

Segundo o especialista em gestão e manejo ambiental Charles Dayler, as medidas são importantes, uma vez que a atividade de geração energia hidrelétrica causa grande impacto ambiental. “O meio ambiente, se esses projetos forem bem conduzidos e executados, com certeza vai ganhar e a própria empresa. Então é uma iniciativa muito interessante, considerando o escopo de atuação da empresa, considerando as grandes áreas que ela causa impacto ambiental e considerando o volume de recursos, a questão é: esse recurso tem que ser bem aplicado e esse recurso tem que ter a fiscalização dessa aplicação”, aponta.

Todos os programas são coordenados pelo governo federal, via três comitês gestores, com participação multiministerial e de setores da sociedade civil. A Eletrobras tem a obrigação de propor e implementar as ações aprovadas pelo comitê do fundo de cada subsidiária.

Os projetos de revitalização de bacias hidrográficas são regulamentados pelo Decreto 10838/2021 e envolvem ações que geram recarga das vazões afluentes e ampliam a flexibilidade operativa dos reservatórios, com o objetivo de preservar o uso prioritário e múltiplo das águas.
 

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02/02/2023 09:14h

Em médias móveis trimestrais, recuo foi de 0,9 ponto, pior resultado desde agosto de 2020. No entanto, 11 dos 19 segmentos avaliados apresentaram avanço na confiança

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Em janeiro, o Índice de Confiança da Indústria registrou queda de 0,2 ponto, segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV/Ibre), mantendo-se relativamente estável em 93,1 pontos. Em relação às médias móveis trimestrais, o recuo ficou em 0,9 ponto, o que representa o pior resultado desde agosto de 2020, quando atingiu 88,7 pontos. 

Segundo o economista e professor do Departamento de Planejamento e Análise Econômica da FGV, Renan Gomes de Pieri, a queda na confiança da indústria, apesar de relativamente estável, indica a mudança no cenário econômico nos últimos meses, principalmente em consequência da elevação dos juros.

“A própria inflação se mostrou em um patamar mais alto do que em anos anteriores. A economia global dá sinais de redução de crescimento e, portanto, isso pode afetar o cenário interno também. Então, essa perspectiva de mercado com os juros mais altos, custo do investimento mais alto e o mundo crescendo menos pode explicar essa queda na confiança”, observa Renan Gomes de Pieri.

No entanto, o professor de planejamento e análise econômica da FGV também destaca os fatores sazonais como influência para esse recuo, já que no início do ano a economia tem um comportamento menos aquecido do que no segundo semestre. 

Apesar do decréscimo, 11 dos 19 segmentos analisados pela pesquisa apontaram um avanço na confiança em janeiro. O Índice Situação Atual (ISA) caiu 0,7 ponto, chegando a 93,1 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE) avançou 0,4 ponto, chegando a 93,2 pontos.

O ISA é o indicador que mede a percepção dos empresários em relação à situação atual dos negócios e foi o que mais influenciou o recuo do Índice de Confiança da Indústria em janeiro, ao cair 1,6 ponto, atingindo 90,9 pontos. Houve também leve queda da demanda e aumento do nível de estoques no mês, com variações de 0,2 e 0,5 ponto, chegando a 91,9 e 103,0 pontos, respectivamente. O indicador acima de 100 pontos representa que a indústria está operando com estoques acima do desejável.

Expectativas para o ano

Em relação às expectativas, a tendência de negócios para os próximos seis meses evitou uma queda mais acentuada da confiança no período, pois avançou 2,4 pontos, chegando a 91,9 pontos. No período de três meses, as perspectivas sobre emprego subiram 0,5 ponto, avançando para 95,6 pontos. Já o Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria apresentou recuo de 0,8 ponto percentual e ficou em 78,8%. Esse é o pior resultado desde maio de 2021, quando chegou a 77,8%.

Pieri explica que as expectativas no geral para o ano são de uma redução no crescimento interno e que o Produto Interno Bruto (PIB) deve fechar abaixo do ano passado. “A gente vive o fim de um ciclo positivo de crescimento no Brasil e no mundo, isso pode afetar a atividade industrial. Mas a grande indagação que pode mudar um pouco o cenário é a reforma tributária.”

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02/02/2023 08:30h

Mudança no sistema do Banco Central, que valeria a partir de fevereiro, entrará em vigor em 1º de março. Acesso será feito por meio da conta Gov.br

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O acesso ao Registrato, sistema do Banco Central que concentra diversas informações financeiras do cidadão, vai passar a ser realizado exclusivamente pela conta Gov.br, a partir de 1º de março. A mudança entraria em vigor nesta quarta-feira (1º), mas foi adiada em um mês.

Segundo o BC o adiamento ocorreu para "dar aos cidadãos mais tempo para se adaptar ao novo formato de acesso ao Registrato sem enfrentar maiores transtornos".

Por meio do Registrato, o cidadão pode consultar informações gratuitas e relatórios sobre a sua vida financeira, como explica o chefe adjunto do Departamento de Atendimento Institucional do Banco Central do Brasil (DEATI), Denis Muniz. “Entre outras opções, o sistema Registrato permite a consulta de informações sobre empréstimos que a pessoa tem em seu nome, sobre contas abertas no sistema financeiro e quantas chaves Pix ela tem cadastradas. Estão disponíveis ainda outros relatórios de cheques sem fundos, de créditos não quitados do setor público federal, Cadim e relatório de câmbio e transferências internacionais. Quem ainda não tem sua conta Gov.br, nível prata ou ouro, tem esse período para poder se adaptar e criar sua conta”, explica.

O cadastro na conta Gov.br é gratuito e pode ser realizado a qualquer momento, de forma rápida e simples, na página www.gov.br. O login permite o acesso ao portal, tanto por computador como por dispositivos móveis.

Segundo o especialista em finanças Marcos Mello, a implantação do sistema único deve facilitar os acessos para os cidadãos. “De modo geral, os acessos dos serviços do governo pouco a pouco têm sido colocados dentro do sistema Gov.br e isso é muito interessante porque digitaliza todo tipo de prestação de serviço. Então, num único lugar, ela pode ter acesso a todas essas informações, não apenas do ponto de vista financeiro, como é do Banco Central, mas como também documentos”, aponta.

Com a mudança, o fim do acesso ao Sistema de Informações do Banco Central (Sisbacen) pelas pessoas físicas também foi adiado para 1° de março. Até essa data, os cidadãos poderão continuar acessando o Sisbacen usando o mesmo login do Registrato.

De acordo com o Banco Central, a maioria dos usuários prefere usar a conta Gov.br para acessar os serviços do órgão oferecidos, mesmo existindo outras opções. O login único foi usado em 97% dos acessos ao Fale Conosco, em 94% para o Protocolo Digital e 82% no caso do Registro Declaratório Eletrônico – Investimento Estrangeiro Direto.

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02/02/2023 08:30h

Especialistas do Cepea/Esalq/USP e da Emater enumeram os principais motivos que provocaram o reajuste no preço do leite e derivados no final de 2022 e neste início de 2023

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O preço do leite e derivados continua pesando no bolso das famílias. Neste início de ano, os consumidores encontram o litro do produto por um custo entre R$ 5 e R$ 8, dependendo da região do país.

Se para o consumidor a alta não é uma boa notícia, para o produtor o horizonte também é instável. O aumento no preço comercializado pelo criador de gado impacta no preço e no consumo de toda a cadeia derivada do produto.

A pesquisadora Ana Paula Negri, da equipe do leite do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), esclarece que os novos preços comprometeram a oferta de derivados na média parcial de janeiro deste ano. Segundo ela, a muçarela e o leite em pó (400 gramas) foram negociados esta semana em São Paulo com altas de 2,8% e 1,8%, respectivamente. 

Ana Paula Negri revelou também que alguns colaboradores do Centro de Estudos da Esalq apontaram uma forte queda nos estoques do produto, tanto na indústria quanto nos canais de distribuição, em relação aos meses anteriores. 

“Isso se deve à limitação da oferta. De modo geral, os agentes de mercado analisam que a demanda ainda permanece no mesmo patamar, porque houve uma pequena reação no consumo, em virtude das festas de fim de ano, por exemplo”, esclareceu ela. “Não se pode dizer, no entanto, que haja um incremento consistente na demanda”, arrematou.

Impactos

A subida no preço do leite e derivados lácteos resulta de uma série de motivos. De acordo com o zootecnista Maximiliano Cardoso, coordenador de ruminantes da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF), o criador de gado leiteiro ainda está cauteloso. “O mercado mundial é que rege os preços das comodities, como milho, soja e outros, que impactam o preço da ração e o custo do leite produzido”, explicou.

O zootecnista informou os principais motivos que levam toda a cadeia de produção leiteira a ser impactada pelo aumento no preço do produto. Alguns fatores fizeram melhorar a oferta, como a chegada do período de chuvas e o aumento da importação do leite. No entanto, apesar do aumento da oferta na quantidade do leite cru (comercializado pelos criadores de gado de leite), foi registrada uma alta no preço e as razões desse reajuste são diversas.

Principais causas

“Alguns produtos derivados do leite têm valor mais agregado, onde o consumo é mais um nicho de mercado, como alguns tipos de queijo e iogurtes”, detalhou Maxiliano. Ele observou, no entanto, que no final das contas toda a cadeia do leite é impactada.

“O produtor ainda está sentindo o reflexo do aumento dos insumos, tanto na parte de fertilizantes como na parte de rações, de concentrados à base de milho e soja e núcleo mineral vitamínico”. O zootecnista lembrou que hoje em dia é o mercado mundial que rege o preço do produto: “O impacto ainda é grande para o produtor, fazendo com que ele fique mais cauteloso em [fazer] novos investimentos e em ampliar o rebanho”, afirmou.
 

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02/02/2023 08:30h

Com a alta rotatividade e valores mais acessíveis, apartamentos de até 30m² têm se mostrado um bom investimento para quem deseja aumentar a renda. Já para inquilinos que desejam morar em grandes centros e pagar menos, essa é uma ótima opção para manter o orçamento em dia

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Apartamentos de até 30m² trazem uma rentabilidade de investimento maior do que apartamentos com metragem padrão de dois a quatro quartos, segundo dados divulgados pela imobiliária digital Quinto Andar. De acordo com o levantamento, a rentabilidade anual pode chegar a 6,6% ao ano.

O professor de economia da Universidade de Brasília (UnB), Roberto Piscitelli, explica que os apartamentos menores têm um preço melhor por questões relacionadas, por exemplo, à rotatividade e ao ajuste de valores de acordo com o mercado. 

“Essa questão tem muitos aspectos a serem analisados, mas depois da pandemia houve uma recuperação no sentido de haver uma maior demanda na procura de imóveis menores, um pouco maior que 30m², em relação a imóveis maiores. Muitos investidores tendem a procurar imóveis menores para alugar, principalmente como complemento de renda e, evidentemente, esses imóveis menores são mais baratos, têm mais liquidez, mais facilidade de negociação”, pontua.

Ainda segundo o especialista, um dos principais pontos para que esses imóveis sejam atrativos para investidores é a localização, já que esta é uma das características que os inquilinos buscam na hora de alugar uma moradia. 

“Geralmente, os rodízios são mais rápidos e fáceis, dependendo da localização e mobília. Fica muito mais fácil mobiliar e trocar apartamentos menores, principalmente quando tem espaços coletivos para lavar e passar roupas, já que os inquilinos que procuram por estes imóveis estão atrás de facilidade com transportes públicos, ficar em localizações perto de centros e até do trabalho”, destaca.

Mesmo que imóveis pequenos estejam em alta, é importante conversar com especialistas e comparar qual tipo de investimento é mais adequado a cada realidade.

Confira outras informações na tabela abaixo: 

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Brasil 61