24/06/2026 17:58h

Propostas apresentadas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) aos pré-candidatos à Presidência incluem revisão de benefícios e fortalecimento de garantias para empréstimos

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Na última segunda-feira (22), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou aos pré-candidatos à Presidência da República e a representantes do setor produtivo uma agenda de propostas voltadas à retomada do crescimento sustentável da economia brasileira

Reunidas no documento "Construindo o Brasil 2050: a indústria na agenda dos presidenciáveis", as recomendações buscam enfrentar dois dos principais desafios ao desenvolvimento do país: o desequilíbrio das contas públicas e as dificuldades de acesso ao crédito enfrentadas pelo setor produtivo.

Segundo a entidade, a combinação entre gastos públicos crescentes, juros elevados e crédito caro reduz a capacidade de investimento das empresas e limita os ganhos de produtividade da economia

Ajuste fiscal

Para a CNI, o próximo chefe do Executivo deve se preocupar em reconstruir a credibilidade da política fiscal para retomar o crescimento econômico do país. Segundo o documento, a dívida pública brasileira passou de 71,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022 para 78,6% do PIB em 2025. Na avaliação da entidade, o atual arcabouço fiscal não é suficiente para conter o avanço das despesas obrigatórias

O diretor-adjunto de Desenvolvimento Industrial da CNI, Mario Sergio Telles, afirma que o crescimento contínuo dos gastos públicos compromete o equilíbrio das contas e dificulta a redução dos juros

“Os gastos [públicos] não param de crescer, e isso leva ao desequilíbrio das contas públicas e ao aumento da taxa de juros para conter a inflação. Com esse cenário, não tem política de desenvolvimento produtivo ou de redução do Custo Brasil que faça com que o Brasil cresça”, afirma.

Entre as medidas propostas para reverter esse cenário estão:

  • revisão de programas e benefícios
  • eliminação de mecanismos que promovem o crescimento automático das despesas;
  • criação de um plano plurianual de consolidação fiscal, com metas para resultado primário, despesas, receitas e dívida pública.

A agenda inclui ainda o redesenho do Benefício de Prestação Continuada (BPC), com a criação de uma regra própria para reajuste do benefício, distinta do piso previdenciário. A CNI também propõe a revisão ou extinção do abono salarial e a discussão de alternativas para desvincular os benefícios previdenciários da política de valorização do salário mínimo

Outra sugestão é a unificação dos pisos constitucionais de saúde e educação em um único piso social. Segundo a entidade, a medida ampliaria a flexibilidade orçamentária e permitiria adequar a alocação de recursos às mudanças demográficas e às novas demandas da população

Crédito mais barato e acessível

O segundo eixo da proposta é a ampliação do financiamento ao setor produtivo. Embora reconheça avanços recentes, como a modernização do Marco de Garantias, a expansão do open finance, a criação do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) e o fortalecimento dos fundos garantidores, a CNI avalia que o crédito no Brasil continua caro e insuficiente

Em 2024, a oferta de crédito ao setor privado correspondia a 75,6% do PIB, enquanto a média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) alcançava 150,5% do PIB. 

Além disso, o spread bancário — diferença entre os juros cobrados nos empréstimos e os pagos aos depositantes — chegou a 32,5 pontos percentuais, patamar significativamente superior ao observado em outras economias emergentes

As dificuldades são mais intensas entre micro, pequenas e médias empresas, que enfrentam barreiras para oferecer garantias e acessar linhas de financiamento em condições competitivas. 

Segundo Mario Sergio Telles, ampliar o acesso ao crédito exige avanços em duas frentes.

“Primeiro, é necessária uma mudança na agenda macroeconômica que permita uma taxa básica de juros mais baixa. Segundo, é preciso reduzir o spread bancário por meio do aumento da competição no sistema financeiro — que é baixa. É preciso reduzir a insegurança na concessão de crédito, além de melhorar as condições de garantia e reduzir os impostos sobre a intermediação financeira”, afirma. 

Entre as propostas da entidade está a autorização para que recebíveis de Pix sejam utilizados como garantia em operações de crédito, nos moldes do que já ocorre com recebíveis de cartões de crédito. A CNI também defende a implementação da duplicata escritural, mecanismo que facilita o uso de recebíveis como garantia e reduz riscos de fraude. 

Outra medida sugerida é a extinção do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incidente sobre operações de crédito. Segundo a entidade, além de encarecer empréstimos e financiamentos, o tributo gera insegurança jurídica ao permitir alterações de alíquotas por decreto. 

A agenda também prevê a redução ou otimização do depósito compulsório, mecanismo que obriga os bancos a manter parte dos recursos captados junto ao Banco Central. Na avaliação da CNI, a medida ampliaria a oferta de crédito e contribuiria para a redução das taxas de juros

Completam o conjunto de propostas ações voltadas ao aumento da concorrência no sistema financeiro, como: 

  • padronização dos documentos exigidos para abertura de relacionamento bancário;
  • maior transparência na cobrança de tarifas;
  • fortalecimento de fontes alternativas de financiamento, especialmente o mercado de capitais. 

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24/06/2026 04:50h

Fórum promovido pela ApexBrasil, União Europeia e CEBRI discute investimentos e cadeias produtivas

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A transição energética, a infraestrutura digital, os minerais críticos e as cadeias de valor sustentáveis estiveram no centro do II Fórum de Investimentos Brasil–União Europeia, realizado nesta terça-feira (23), em Brasília. 

O encontro foi promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e pela União Europeia, em parceria com o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI). O evento tratou de oportunidades ligadas à economia de dados, em linha com a agenda Global Gateway, da União Europeia. 

“Esse é o nosso papel. Nós queremos cada vez mais facilitar e acelerar os investimentos exteriores aqui no Brasil, destacadamente os investimentos europeus”, destacou o do presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller.

A abertura do evento contou com a presença do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Fernando Elias Rosa; da ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck; do comissário europeu Jozef Síkela; além de outros ministros de Estado e integrantes da comitiva diplomática europeia.

Também presente no evento, o presidente do Conselho Curador do CEBRI, José Pio Borges, destacou o papel estratégico do Fórum na aproximação entre os dois mercados. "O Fórum é parte do Diálogo de Investimentos Brasil e União Europeia, iniciativa cujo objetivo é simples e ambicioso, fortalecer os laços econômicos entre as duas regiões, estimular investimentos produtivos e criar um ambiente favorável à inovação, à competitividade e ao desenvolvimento de longo prazo", pontuou.

Minerais críticos

Um dos painéis do fórum foi dedicado à cadeia de minerais críticos e discutiu o papel do Brasil na transição de exportador de matérias-primas para um polo de processamento industrial com maior valor agregado. O debate também tratou de como o financiamento europeu pode apoiar o desenvolvimento tecnológico voltado à eficiência energética e à descarbonização.

Com mediação de Maria Paula Velloso, diretora de Negócios da ApexBrasil, a mesa reunirá Rodrigo Madrazo, CEO da European Development Finance Institutions Management Company (EDFI MC); Pablo Cesário, presidente do Conselho de Administração do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM); Rafael Moreno, CEO da Viridis; Flávio Motta, chefe do Departamento de Indústria de Base e Extrativa do BNDES; e Ana Paula Bittencourt, secretária nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia (MME).

Neoindustrialização e comércio internacional

A programação incluiu debates sobre investimentos em neoindustrialização e comércio internacional. O Acordo Mercosul–União Europeia integrou os temas, com apresentação de estudos sobre impactos macroeconômicos e redução tarifária.

A embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, afirmou que o avanço das negociações pode abrir nova etapa na relação econômica entre os blocos, mas ressaltou que os efeitos dependem da implementação de projetos.

"O acordo pode ser um divisor de águas, porque ajuda a criar um quadro mais previsível, competitivo e estratégico. Mas devemos ser claros, acordos não geram resultados por si só. Eles criam oportunidades, confiança e um quadro de referência, e cabe aos governos, às empresas, às instituições financeiras e a outros parceiros transformar esse potencial em investimentos, projetos e resultados concretos", considerou.

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A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, afirmou que o governo brasileiro busca ampliar capacidades estatais por meio de diálogo internacional e melhoria do ambiente de negócios. "A gente tem uma lógica, que temos buscado, justamente de contribuir para o aumento das capacidades estatais do nosso país, dialogando bastante com esses países. Uma lógica que é a melhoria das capacidades dos estados de proverem um ambiente mais positivo para o florescimento dos negócios", destacou.

Ao comentar o cenário de atração de investimentos e a retomada da atividade econômica no país, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, destacou o papel dos investimentos estrangeiros e das reformas estruturais recentes no fortalecimento da economia brasileira. "O Brasil tem sido destinatário de investimentos estrangeiros diretos, históricos, e assistimos de novo à retomada do crescimento da formação bruta de capital fixo, que é absolutamente fundamental para que o país volte a crescer. Isso só ocorre porque nós fomos capazes de promover reformas estruturantes fundamentais para a atividade econômica", reforçou.

Global Gateway

Outros painéis trataram da indústria verde e do programa Global Gateway, conectando o potencial brasileiro a fundos europeus voltados à bioeconomia. Nesse contexto, o comissário Europeu para Parcerias Internacionais, Jozef Síkela, ressaltou o foco em modelos de cooperação que vão além da extração de recursos.

"Com a Global Gateway, estamos prontos para suportar essa ambição de construir redes de valor realmente sustentáveis. Ao contrário dos outros atores, não investimos apenas em extração, também investimos em processos locais, refinação e reciclamento", afirmou.

O fórum ainda discutiu caminhos para a modernização do transporte, de complexos portuários e da infraestrutura digital no país.
 

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24/06/2026 04:45h

Os pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem

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A CAIXA inicia nesta quarta-feira (24), o pagamento do Bolsa Família referente ao mês de junho para os beneficiários com o Número de Identificação Social (NIS) terminado em 6. 

Os pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem. Com a conta CAIXA Tem, os beneficiários podem pagar contas e fazer transferências diretamente pelo aplicativo no celular.

O benefício também pode ser movimentado com o cartão de débito da conta em comércios, Unidades Lotéricas, Correspondentes CAIXA Aqui, terminais de autoatendimento e Agências da CAIXA. Além disso, é possível realizar saques sem cartão nos terminais de autoatendimento e Unidades Lotéricas, utilizando a identificação biométrica previamente cadastrada em uma agência da CAIXA.

Chegou o novo aplicativo do Bolsa Família, mais completo e fácil de usar! Acompanhe a data do seu pagamento, consulte seus benefícios e fique por dentro de todas as novidades do programa.

Para baixar os aplicativos CAIXA Tem e Bolsa Família, basta acessar a loja de aplicativos do seu smartphone. É gratuito.  

O que é Bolsa Família

O Programa Bolsa Família é a transferência mensal de renda do maior programa social do Brasil, reconhecido por tirar milhões de famílias da fome. O modelo atual considera tamanho e características do núcleo familiar: lares com três ou mais pessoas tendem a receber valores maiores do que famílias unipessoais, reforçando a proteção social.

Pagamento do Bolsa Família: objetivos do programa

Além da renda, o Bolsa Família integra políticas públicas para ampliar acesso a saúde, educação e assistência social. O foco é promover dignidade e cidadania, articulando ações complementares (esporte, ciência, trabalho) para a superação da pobreza e a transformação social.

Quem tem direito ao pagamento do Bolsa Família

Para ter direito ao pagamento do Bolsa Família, a renda por pessoa da família deve ser de até R$ 218/mês.

Exemplo: 1 pessoa com salário mínimo (R$ 1.518) em família de 7 integrantes → renda per capita de R$ 216,85. Como está abaixo de R$ 218, a família é elegível ao benefício.

Como receber o pagamento do Bolsa Família (passo a passo)

  1. Inscrição no CadÚnico: mantenha dados corretos e atualizados.
  2. Onde se cadastrar: procure o CRAS ou postos municipais de assistência social.
  3. Documentos: CPF ou título de eleitor.
  4. Seleção mensal automatizada: estar no CadÚnico não garante entrada imediata. Todos os meses o programa identifica e inclui novas famílias que passam a receber o pagamento Bolsa Família.

Quando começa o pagamento Bolsa Família após o cadastro?

Mesmo inscrita no CadÚnico, a família só recebe quando for selecionada pelo sistema do programa. A inclusão é contínua e mensal, de forma automatizada, conforme os critérios de elegibilidade e a atualização cadastral.

Dicas para manter o pagamento do Bolsa Família em dia

  • Atualize o CadÚnico sempre que houver mudança (endereço, renda, composição familiar).
  • Acompanhe o calendário oficial de pagamento e as comunicações do município/CRAS.
  • Guarde seus comprovantes e verifique regularmente a situação do benefício nos canais oficiais.

Bolsa Família: perguntas rápidas (FAQ)

Preciso estar no CadÚnico? Sim, é obrigatório para concorrer ao pagamento do Bolsa Família.

O valor é igual para todos? Não. O modelo considera o tamanho e o perfil familiar, podendo variar.

Cadastro feito = pagamento imediato? Não. A seleção é mensal e automatizada; a família começa a receber quando é incluída.

Onde tirar dúvidas? Procure o CRAS do seu município ou os canais oficiais do programa.

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24/06/2026 04:00h

Alíquota teste de 1% será informada nos documentos, mas sem aumento da carga tributária para as empresas

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A partir de 3 de agosto de 2026, empresas enquadradas no regime regular não terão mais permissão para emitir documentos fiscais eletrônicos sem o preenchimento dos campos referentes ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Todas as notas fiscais deverão conter as novas informações, incluindo a alíquota de teste de 1% — sendo 0,1% de IBS e 0,9% de CBS

As novas regras da reforma tributária sobre o consumo ainda não estão sendo aplicadas devido à flexibilização concedida pela Receita Federal e pelo Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) por meio do Ato Conjunto nº 01/2025

A norma adia o início da aplicação de penalidades para empresas e profissionais autônomos que deixarem de destacar IBS e CBS nos documentos fiscais até o primeiro dia do quarto mês subsequente à publicação dos regulamentos do IBS e da CBS. A medida busca permitir que contribuintes e administrações tributárias testem e validem os novos procedimentos de apuração, reduzindo riscos operacionais e inconsistências no sistema.

Apesar da dispensa temporária de multas, a obrigatoriedade de preenchimento dos campos passa a ter caráter operacional. A partir de agosto, documentos fiscais emitidos sem as informações de IBS e CBS serão automaticamente rejeitados pelos sistemas, impedindo a emissão da nota. 

Alíquota teste

A reforma tributária sobre o consumo prevê a substituição gradual de cinco tributos — IPI, PIS, Cofins, ICMS e ISS — pelo modelo de IVA dual, composto pelo IBS, de competência de estados e municípios, e pela CBS, administrada pela União

No entanto, os tributos antigos não serão extintos de imediato e a cobrança da alíquota de teste de 1% não representa aumento da carga tributária. De acordo com a legislação, os valores recolhidos a título de IBS e CBS poderão ser integralmente compensados com os montantes pagos de PIS e Cofins

Na prática, o contribuinte recolhe os novos tributos, mas desconta esse valor das contribuições federais já devidas, mantendo inalterado o desembolso total. 

O objetivo dessa fase é testar, em ambiente real, o funcionamento do novo sistema de arrecadação e repartição de receitas entre União, estados e municípios, sem gerar impacto financeiro relevante para os contribuintes. 

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23/06/2026 22:30h

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,92

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O dólar fechou o último pregão cotado aos R$ 5,15.

O resultado foi registrado com a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Na última semana, o colegiado optou por promover mais uma queda de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, que passou para 14,25% ao ano.

A movimentação tem sido interpretada por parte do mercado como um ato de flexibilidade, mesmo com a compreensão de que a inflação siga elevada.

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,92.

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.

 

Código BRL USD EUR GBP JPY CHF CAD AUD
BRL 1 0,1931 0,1689 0,1456 31,1920 0,1563 0,2743 0,2780
USD 5,1797 1 0,8784 0,7574 161,57 0,8096 1,4210 1,4454
EUR 5,9207 1,1384 1 0,8622 183,91 0,9216 1,6176 1,6455
GBP 6,8447 1,3203 1,1599 1 213,32 1,0690 1,8759 1,9084
JPY 3,20585 0,618946 0,54367 0,468747 1 0,5011 0,87946 0,89454
CHF 6,3979 1,2352 1,0847 0,9352 199,60 1 1,7545 1,7851
CAD 3,6451 0,7038 0,6183 0,5330 113,72 0,5699 1 1,0175
AUD 3,5981 0,6919 0,6078 0,5240 111,79 0,5600 0,9828 1

Os dados são da Investing.com.      
  
 

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23/06/2026 22:00h

O volume total negociado na B3 foi de R$ 21.704.669.966, em meio a 2.867.070 negócios

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O índice da bolsa de valores brasileira (Ibovespa) fechou o último pregão aos 171.258 pontos. 

O desempenho foi influenciado pela divulgação da ata da mais recente reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central. Na semana passada, o colegiado decidiu reduzir a taxa Selic em mais zero vírgula vinte e cinco ponto percentual, levando os juros básicos para quatorze vírgula vinte e cinco por cento ao ano.

A decisão foi vista por parte do mercado como um sinal de maior flexibilidade por parte da autoridade monetária, embora persista a avaliação de que a inflação segue em patamar elevado.

Maiores altas e quedas 

Ações em alta no Ibovespa

  • General Shopping e Outlets do Brasil S.A. (GSHP3) +40,07%
  • Fiset Fl Ref Pfd (FSRF11) +14,29%

Ações em queda no Ibovespa

  • Manufatura de Brinquedos Estrela SA Pfd (ESTR4) −22,06%
  • Fundo de Investimento Setoriais Fiset Turismo (FSTU11) −20,00%

O volume total negociado na B3 foi de R$ 21.704.669.966, em meio a 2.867.070 negócios.

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.      
  
 

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23/06/2026 04:50h

Os pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem

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A CAIXA inicia nesta terça-feira (23), o pagamento do Bolsa Família referente ao mês de junho para os beneficiários com o Número de Identificação Social (NIS) terminado em 5. 

Os pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem. Com a conta CAIXA Tem, os beneficiários podem pagar contas e fazer transferências diretamente pelo aplicativo no celular.

O benefício também pode ser movimentado com o cartão de débito da conta em comércios, Unidades Lotéricas, Correspondentes CAIXA Aqui, terminais de autoatendimento e Agências da CAIXA. Além disso, é possível realizar saques sem cartão nos terminais de autoatendimento e Unidades Lotéricas, utilizando a identificação biométrica previamente cadastrada em uma agência da CAIXA.

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Para baixar os aplicativos CAIXA Tem e Bolsa Família, basta acessar a loja de aplicativos do seu smartphone. É gratuito.  

O que é Bolsa Família

O Programa Bolsa Família é a transferência mensal de renda do maior programa social do Brasil, reconhecido por tirar milhões de famílias da fome. O modelo atual considera tamanho e características do núcleo familiar: lares com três ou mais pessoas tendem a receber valores maiores do que famílias unipessoais, reforçando a proteção social.

Pagamento do Bolsa Família: objetivos do programa

Além da renda, o Bolsa Família integra políticas públicas para ampliar acesso a saúde, educação e assistência social. O foco é promover dignidade e cidadania, articulando ações complementares (esporte, ciência, trabalho) para a superação da pobreza e a transformação social.

Quem tem direito ao pagamento do Bolsa Família

Para ter direito ao pagamento do Bolsa Família, a renda por pessoa da família deve ser de até R$ 218/mês.

Exemplo: 1 pessoa com salário mínimo (R$ 1.518) em família de 7 integrantes → renda per capita de R$ 216,85. Como está abaixo de R$ 218, a família é elegível ao benefício.

Como receber o pagamento do Bolsa Família (passo a passo)

  1. Inscrição no CadÚnico: mantenha dados corretos e atualizados.
  2. Onde se cadastrar: procure o CRAS ou postos municipais de assistência social.
  3. Documentos: CPF ou título de eleitor.
  4. Seleção mensal automatizada: estar no CadÚnico não garante entrada imediata. Todos os meses o programa identifica e inclui novas famílias que passam a receber o pagamento Bolsa Família.

Quando começa o pagamento Bolsa Família após o cadastro?

Mesmo inscrita no CadÚnico, a família só recebe quando for selecionada pelo sistema do programa. A inclusão é contínua e mensal, de forma automatizada, conforme os critérios de elegibilidade e a atualização cadastral.

Dicas para manter o pagamento do Bolsa Família em dia

  • Atualize o CadÚnico sempre que houver mudança (endereço, renda, composição familiar).
  • Acompanhe o calendário oficial de pagamento e as comunicações do município/CRAS.
  • Guarde seus comprovantes e verifique regularmente a situação do benefício nos canais oficiais.

Bolsa Família: perguntas rápidas (FAQ)

Preciso estar no CadÚnico? Sim, é obrigatório para concorrer ao pagamento do Bolsa Família.

O valor é igual para todos? Não. O modelo considera o tamanho e o perfil familiar, podendo variar.

Cadastro feito = pagamento imediato? Não. A seleção é mensal e automatizada; a família começa a receber quando é incluída.

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22/06/2026 19:25h

Pesquisa mostra preocupação com o Custo Brasil e aponta carga tributária, juros e crédito como entraves à competitividade

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Às vésperas da corrida presidencial, a redução dos impostos e a consolidação da reforma tributária despontam como as principais demandas da indústria para o próximo presidente eleito. Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada nesta segunda-feira (22), mostra que 29% dos empresários apontam essa agenda como prioridade para os próximos quatro anos

Na sequência, aparecem o equilíbrio fiscal e a melhoria da gestão pública, apontados por 22% dos entrevistados. Medidas de incentivo à indústria e à produção ocupam a terceira posição, sendo consideradas prioritárias por 21% dos empresários

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, o desenvolvimento produtivo depende de maior alinhamento entre as políticas fiscal e monetária

A indústria está pronta para fazer sua parte, mas precisamos de um Estado que escolha induzir o investimento produtivo, planeje o desenvolvimento, fortaleça a produção e abra caminho para um Brasil mais próspero, inovador e de renda mais alta”, afirma. 

Prioridades para diferentes áreas do governo

A pesquisa também investigou quais devem ser as principais prioridades do poder público em diferentes áreas de atuação. Considerando a soma da primeira e da segunda opção dos entrevistados, os resultados foram: 

  • Empregos: 71% defendem a redução dos impostos sobre a folha de pagamento;
  • Saúde: 48% apontam o combate à corrupção e ao desvio de verbas do Sistema Único de Saúde (SUS);
  • Segurança: 45% citam o combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado;
  • Economia: 42% mencionam o controle dos gastos públicos e a redução de impostos;
  • Educação: 38% destacam a necessidade de melhorar a capacitação dos professores.

Ambiente de negócios e Custo Brasil

O  superintendente de Economia da CNI, Márcio Guerra, destaca que, entre as prioridades para a melhoria do ambiente de negócios e para as próprias empresas, predominam fatores associados ao chamado Custo Brasil — conjunto de entraves estruturais, burocráticos e econômicos que elevam os custos de produção no país

“Há preocupações relacionadas a emprego, segurança, gastos públicos, juros, crédito, e como isso tem impactado a dinâmica dos negócios. Em outras palavras, trata-se do Custo Brasil e de fatores relacionados ao ambiente de negócios”, afirma. 

Nesse contexto, a redução dos impostos e a consolidação da reforma tributária aparecem no topo das demandas do setor empresarial para o próximo presidente. O ranking elaborado pela CNI mostra ainda a preocupação dos industriais com o custo do crédito, os estímulos à produção e a disponibilidade de mão de obra

  • Redução dos impostos e a consolidação da reforma tributária: 45%;
  • Redução de juros e ampliação da oferta de crédito: 26%;
  • Incentivo à indústria e à produção: 21%
  • Legislação trabalhista e emprego: 11%
  • Qualificação de mão de obra: 9%

Fatores que mais prejudicaram a indústria 

Ao avaliarem os últimos 12 meses, os empresários apontaram a elevada carga tributária, a escassez de mão de obra, os juros altos e a instabilidade política como os fatores que mais impactaram negativamente seus negócios

Em uma escala de 1 a 5, em que 1 significa “não afetou” e 5 “afetou muito”, os fatores receberam as seguintes notas médias: 

  • Alta carga tributária: 4.4
  • indisponibilidade de mão de obra: 4.1
  • Taxa de juros elevada: 4.1
  • Instabilidade política: 4.0

Juros e investimento 

A pesquisa também revela a preocupação do setor com a taxa de juros. Para 72% dos industriais, a principal medida para permitir uma redução sustentável das taxas de juros no país é o corte de gastos para reduzir a dívida pública. A autonomia do Banco Central foi apontada por 11% dos entrevistados, enquanto 6% defenderam maior concorrência entre as instituições financeiras

“A sociedade brasileira espera respostas para termos um país mais justo, com mais oportunidades e menos desigualdade, mas, ao mesmo tempo, não pode conviver com riscos de manutenção de juros estratosféricos e excessos de gastos públicos. Se não houver correção de rumo, cada vez mais vai aumentar a distância do país rumo ao desenvolvimento sustentável, resultando em perdas para o empresariado, para a economia brasileira e para a população”, destaca Ricardo Alban.

Em relação aos investimentos nos próximos quatro anos, 41% dos empresários pretendem manter o nível atual de aportes, enquanto 28% afirmam que pretendem ampliar os investimentos. Outros 9% projetam redução, e 20% disseram que não pretendem investir no período. 

A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis

Os resultados da pesquisa reforçam as propostas que a CNI apresentou nesta segunda-feira (22) a pré-candidatos à Presidência da República e lideranças empresariais durante o evento A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

Segundo Márcio Guerra, o encontro permite aproximar os pré-candidatos das demandas do setor industrial e apresentar as prioridades consideradas fundamentais para a construção de um país mais competitivo e desenvolvido nas próximas décadas. 

“Essa pesquisa tem como objetivo dar voz ao empresário industrial. Ali tem uma fotografia muito importante para que os pré-candidatos leiam o que o empresário industrial espera deles nesse próximo mandato”, ressalta. 

As sugestões integram o documento Construindo o Brasil 2050, que reúne recomendações para áreas estratégicas, como agenda macroeconômica, política industrial, inovação, cooperação internacional, energia, infraestrutura de transportes, sustentabilidade, sistema tributário, segurança jurídica, entre outros temas essenciais para o fortalecimento da economia e a competitividade do Brasil.

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22/06/2026 04:00h

Os pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem

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A CAIXA inicia nesta segunda-feira (22), o pagamento do Bolsa Família referente ao mês de junho para os beneficiários com o Número de Identificação Social (NIS) terminado em 4. 

Os pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem. Com a conta CAIXA Tem, os beneficiários podem pagar contas e fazer transferências diretamente pelo aplicativo no celular.

O benefício também pode ser movimentado com o cartão de débito da conta em comércios, Unidades Lotéricas, Correspondentes CAIXA Aqui, terminais de autoatendimento e Agências da CAIXA. Além disso, é possível realizar saques sem cartão nos terminais de autoatendimento e Unidades Lotéricas, utilizando a identificação biométrica previamente cadastrada em uma agência da CAIXA.

Chegou o novo aplicativo do Bolsa Família, mais completo e fácil de usar! Acompanhe a data do seu pagamento, consulte seus benefícios e fique por dentro de todas as novidades do programa.

Para baixar os aplicativos CAIXA Tem e Bolsa Família, basta acessar a loja de aplicativos do seu smartphone. É gratuito.  
 

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22/06/2026 01:58h

Impostos passarão a ser recolhidos onde os serviços são consumidos, fortalecendo destinos turísticos

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A Reforma Tributária deve ampliar a arrecadação de cidades que têm no turismo uma de suas principais atividades econômicas. Com a adoção do modelo de tributação no destino, os impostos passarão a ser recolhidos no local onde bens e serviços são consumidos, o que tende a beneficiar municípios que recebem grande fluxo de visitantes.

De acordo com a Confederação Nacional de Municípios (CNM), a mudança reforça a importância econômica dos destinos turísticos dentro do novo sistema tributário.

Para as administrações municipais, o principal impacto será a substituição gradual do Imposto Sobre Serviços (ISS) pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

Pelas novas regras, a arrecadação será destinada ao município onde o serviço é consumido, e não mais à cidade onde a empresa está sediada. A alteração busca corrigir uma distorção histórica do sistema tributário brasileiro, que frequentemente fazia com que municípios com forte atividade turística recebessem menos do que o volume de tributos gerados em seus territórios.

Na prática, a expectativa é que localidades que concentram visitantes passem a se beneficiar mais diretamente da movimentação econômica do turismo. Gastos com hospedagem, alimentação, transporte, eventos, meios de pagamento e outros serviços ligados ao setor deverão ter maior peso na composição das receitas municipais.

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A área técnica de Turismo da CNM destaca que o setor movimenta uma ampla cadeia de serviços e tem participação relevante na economia local. Com a aplicação do princípio da tributação no destino, previsto na Reforma Tributária, a expectativa é de que os municípios turísticos ampliem gradualmente sua participação na arrecadação durante a transição para o novo modelo.

A transição para o novo modelo será feita gradualmente, e a repartição das receitas passará por uma fase de ajustes. Durante esse período, mecanismos de compensação e indicadores baseados no histórico de arrecadação serão adotados para evitar perdas significativas aos entes federativos.

Gestão fiscal

Além das oportunidades de aumento de arrecadação, a reforma exigirá adaptações por parte das administrações municipais. A qualidade dos dados fiscais e o acompanhamento das atividades econômicas locais terão papel fundamental para assegurar uma participação adequada na distribuição das receitas.

Diante desse cenário, municípios com vocação turística precisarão atualizar seus cadastros, fortalecer a fiscalização e ampliar o controle sobre os serviços oferecidos em seus territórios. Recursos como a emissão eletrônica de notas fiscais e sistemas de monitoramento da movimentação econômica local devem se tornar ainda mais estratégicos.

As regras que regulamentam a reforma também incluem medidas para estimular o turismo internacional. Entre elas está a devolução de tributos incidentes sobre determinadas compras realizadas por visitantes estrangeiros, mecanismo que busca aumentar a competitividade do Brasil frente a países que já adotam modelos semelhantes.

Embora os impactos mais expressivos devam ser percebidos apenas ao longo da transição prevista para as próximas décadas, a recomendação é que os gestores municipais comecem desde já a se preparar para as mudanças. A orientação da CNM é que as administrações promovam os ajustes internos necessários para aproveitar o potencial de crescimento das receitas ligadas ao turismo e transformá-lo em benefícios para a população.
 

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