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Baixar áudioA indústria naval brasileira busca ampliar sua participação em um ciclo de investimentos que pode movimentar US$ 120 bilhões em exploração e produção de petróleo e gás entre 2026 e 2030. No mesmo período, a Petrobras prevê US$ 9,7 bilhões para a construção naval.
Para disputar parte desse mercado, uma delegação com mais de 30 representantes de 20 empresas brasileiras participou, em Hamburgo, na Alemanha, da SMM 2026, uma das principais feiras internacionais do setor marítimo.
A missão faz parte do Invest in Brasil – Shipbuilding & Offshore, iniciativa da Associação Brasileira das Empresas da Economia do Mar (ABEEMAR), da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (SINAVAL). O objetivo é aproximar empresas brasileiras de investidores, fornecedores de tecnologia e potenciais parceiros internacionais.
Durante a feira, a delegação teve acesso a uma programação voltada à geração de negócios. O grupo contou com um estande brasileiro, que serviu para apresentar as empresas e projetos do setor, além de participar de reuniões com companhias internacionais, visitas técnicas e encontros com investidores e possíveis parceiros.
Para o presidente executivo da ABEEMAR, João Azeredo, a participação brasileira na SMM busca transformar a retomada da indústria em contatos comerciais e investimentos.
“Queremos apresentar a nova realidade da indústria naval e offshore brasileira e colocar nossas empresas frente a frente com quem pode investir, fornecer tecnologia, estabelecer uma joint venture ou desenvolver negócios no Brasil”, destaca
A participação brasileira ocorreu em meio à retomada das encomendas e à ampliação da demanda relacionada à construção naval e às atividades offshore no país. O intuito foi apresentar esse mercado a empresas estrangeiras interessadas em estabelecer parcerias comerciais e tecnológicas, criar joint ventures, realizar investimentos produtivos ou iniciar operações no Brasil.
O estande brasileiro na SMM foi utilizado como ponto de encontro da delegação e para a apresentação das empresas participantes. A relação completa das companhias que integraram a missão e estiveram no espaço brasileiro está disponível neste link.
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A programação incluiu ainda visitas a empresas e instalações do setor, além de reuniões previamente organizadas. A ideia foi aproximar os representantes brasileiros de tecnologias, modelos industriais e possíveis parceiros no mercado europeu e em outros mercados internacionais.
A ida à Alemanha é a segunda grande ação do Invest in Brasil – Shipbuilding & Offshore. O projeto foi apresentado durante a Navalshore 2026, realizada no Rio de Janeiro, quando foram promovidas 37 reuniões B2B entre empresas brasileiras e 15 companhias estrangeiras de sete países.
Na ocasião, os participantes indicaram uma expectativa de mais de US$ 18 milhões em negócios e investimentos nos 12 meses seguintes.
Agora, a estratégia foi levar as empresas brasileiras diretamente aos mercados internacionais. Na Navalshore, o projeto buscou trazer representantes estrangeiros para conhecer o mercado nacional. Na SMM, a proposta foi apresentar a indústria brasileira em um dos principais eventos mundiais do setor marítimo.
“A lógica é criar continuidade. Começamos conectando empresas internacionais ao Brasil durante a Navalshore e agora vamos ao encontro do mercado global na SMM. Queremos que cada ação gere relacionamentos que continuem sendo trabalhados depois do evento”, pontua Azeredo.
O Invest in Brasil – Shipbuilding & Offshore prevê ainda missões empresariais, participação em eventos internacionais, reuniões B2B, matchmaking, visitas técnicas e ações de promoção e inteligência de mercado.
O Invest in Brasil – Shipbuilding & Offshore é voltado à promoção internacional da indústria naval e offshore brasileira e à atração de investimentos, tecnologias e parcerias. O projeto busca aproximar estaleiros, fornecedores e empresas brasileiras de investidores e parceiros internacionais, por meio de ações realizadas no Brasil e no exterior.
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Baixar áudioOs brasileiros com 60 anos ou mais têm papel cada vez maior na gestão dos lares. Com renda média mensal de R$ 3.865,00, a mais alta do país, essa parcela da população chefia cerca de 21,6 milhões de domicílios. O número representa 32% dos lares brasileiros. Os dados são do levantamento “Geração 60+: Moradia e Arranjos Familiares”, feito pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados.
O estudo identificou que o papel dos 60+ no orçamento familiar vem, em muitos casos, acompanhado de sobrecarga familiar. Além disso, há informalidade entre aqueles que trabalham.
Apesar da maior renda, o grupo não ganhou mais nos últimos anos. O levantamento aponta que entre 2016 e 2025, o rendimento médio da população 60+ caiu 4% em termos reais. Em contrapartida, no mesmo período, a renda média da população geral cresceu 13%. Ainda assim, com R$ 3.865,00 por mês, a Geração 60+ segue com a maior renda média entre as faixas etárias analisadas.
Segundo a Nexus, as pessoas com 60 anos ou mais são responsáveis pela chefia ou gestão compartilhada do orçamento doméstico em 87% dos lares em que vivem.
O levantamento mostra, ainda, o papel da Geração 60+ na organização financeira das famílias. No estudo, o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, destacou que a participação desse grupo na manutenção dos lares vai além dos benefícios, previdenciários ou não.
“A Geração 60+ contribui diretamente para a manutenção da casa. A dimensão econômica desse grupo dentro dos lares vai além da condição de beneficiário de aposentadorias ou outros rendimentos”, observou Tokarski.
De acordo com a Nexus, 8,5 milhões de pessoas com 60 anos ou mais estão no mercado de trabalho. O número representa 24,4%. Do total, mais da metade é empreendedora (50,6%) – equivalente a 4,3 milhões de pessoas.
O relatório evidencia que a maior parte das atividades acontece sem formalização. Considerando trabalhadores por conta própria e empregadores, 72% dos empreendedores 60+ atuavam sem CNPJ em 2025, totalizando 3,1 milhões de pessoas.
Em uma década, a quantidade de pessoas com 60 anos ou mais vivendo sozinhas cresceu 75%. O movimento é liderado pelas mulheres, que representam 62% do total.
Os dados identificaram que a maior parcela dos chefes de domicílio da Geração 60+ não mora sozinha. Apenas 32% das pessoas dessa faixa etária que chefiam seus domicílios vivem por conta própria, já nos outros 68%, há duas ou mais pessoas morando na mesma residência.
No recorte regional, o maior número de 60+ que moram sozinhas está concentrado nas regiões Sudeste e Nordeste, 4,7 milhões de pessoas – o equivalente a 72,6% do grupo.
As mulheres são maioria em praticamente todas as regiões e chegam a representar 67% das pessoas 60+ que vivem sozinhas no Sul. A única exceção é a Região Norte, onde há equilíbrio entre homens e mulheres: cada grupo representa 50% das pessoas 60+ que moram sozinhas.
Entre as unidades da Federação, as mulheres são maioria em 23 das 27 UFs. São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais concentram, juntos, 45% desse contingente – o que representa 2,89 milhões de pessoas.
O levantamento foi baseado em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A análise da Nexus considerou dados de 2015 a 2025 sobre renda, composição e chefia dos domicílios, arranjos de moradia e participação da população com 60 anos ou mais no mercado de trabalho.
Copiar o textoFieg aponta impacto sobre frigoríficos e recomenda busca por mercados alternativos
Baixar áudioA suspensão das exportações de produtos de origem animal do Brasil para a União Europeia (UE) deve gerar um prejuízo estimado em US$ 16,8 milhões por mês aos exportadores de Goiás. A projeção é de uma análise de impacto elaborada pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg).
Segundo a entidade, em 2025, Goiás exportou US$ 190 milhões em produtos de origem animal para o mercado europeu. Entre janeiro e julho de 2026, as vendas somaram US$ 96 milhões, cerca de 14% abaixo do registrado no mesmo período de 2025. As carnes bovinas responderam por 90% das exportações de 2025, o equivalente a US$ 171 milhões.
A análise da Fieg estima que o potencial de exportação perdido entre setembro e dezembro de 2026 seja de US$ 3,83 milhões por mês. Para 2027, a projeção é de US$ 11,5 milhões mensais. Somados, os valores indicam um impacto potencial de US$ 16,8 milhões por mês, equivalente a 8,1% do valor total das exportações goianas de produtos de origem animal.
Entre os frigoríficos que devem ser mais afetados estão unidades da JBS, em Mozarlândia, e da Minerva Foods, em Palmeiras de Goiás. Segundo a Fieg, as duas empresas têm produção destinada ao mercado europeu de maior valor agregado.
Desde 3 de setembro, produtos brasileiros como carne de aves, bovina e suína, peixes de cultivo (aquicultura), mel, equinos, ovos e envoltórios (tripas) estão restritos de entrar no mercado europeu. A medida decorre da aplicação do Regulamento Delegado (UE) 2023/905, que estabelece restrições ao uso de determinados antimicrobianos na produção animal, incluindo antibióticos.
Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que as exigências estão sendo efetivamente cumpridas ao longo de toda a cadeia produtiva, desde a criação dos animais até o abate.
Em nota, o analista econômico da Fieg, Saulo Nogueira, afirma que a medida pode levar outros países a questionarem as condições de produção e a situação sanitária dos produtos brasileiros, com risco de redução ou até interrupção das importações.
"Além do impacto econômico direto, a sanção pode levar outros países a questionarem a decisão e a adotarem posturas semelhantes, como no caso da Noruega, que também anunciou a mesma restrição por precaução”, destaca.
No setor de carne de frango, a expectativa é de que a suspensão seja revertida em novembro, após a conclusão da auditoria europeia. Para a carne bovina, no entanto, o período de restrição pode ser mais longo.
O produto brasileiro pode permanecer fora do mercado europeu até meados de 2028, em razão do tempo necessário para adaptação da cadeia às novas exigências. O ciclo de vida dos bovinos pode durar de 24 a 36 meses. Por isso, ainda não há previsão de uma auditoria europeia específica, já que o Brasil ainda não teria animais com o ciclo completo após a adoção do novo protocolo.
A sanção deve permanecer em vigor até que o país consiga comprovar o cumprimento das exigências documentais ao longo de todo o ciclo produtivo.
"Cabe destacar que a suspensão se trata de uma questão de capacidade de comprovação documental, e não de questões sanitárias sobre a carne brasileira", salienta Saulo Nogueira.
Segundo a Fieg, as exportações de produtos de origem animal de Goiás e do Brasil para a União Europeia estão em trajetória de crescimento desde 2023. Por isso, a federação avalia que o impacto comercial da restrição sobre o estado pode ser ainda maior do que o estimado inicialmente.
Como alternativa, a federação recomenda que os exportadores goianos busquem diversificar os mercados de destino e redirecionem parte da produção para a China, maior compradora de carne bovina brasileira, além dos Estados Unidos, que vêm ampliando as importações.
A Fieg também cita oportunidades em mercados asiáticos, como Japão, Indonésia e Coreia do Sul, como alternativas para reduzir a dependência do mercado europeu.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou a Portaria SDA nº 1.617/2026, que proíbe o uso de antimicrobianos como aditivos melhoradores de desempenho animal no país e estabelece novos procedimentos de controle para a certificação sanitária.
Desde 3 de setembro, os produtos de origem animal destinados ao mercado europeu só recebem a certificação sanitária internacional mediante comprovação do cumprimento das exigências da União Europeia. O Mapa também se comprometeu a encaminhar ao bloco a documentação atualizada e a reforçar os mecanismos de controle.
Para a Fieg, o setor bovino de Goiás deve destacar ativos que podem facilitar a adaptação às exigências europeias, entre eles a rastreabilidade individual pelo Sisbov, o status de área livre de febre aftosa sem vacinação e a estrutura de controle sanitário reconhecida pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa).
A federação recomenda ainda que os exportadores:
Segundo a entidade, a estratégia pode reduzir os impactos da restrição e diminuir a dependência do mercado europeu.
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Baixar áudioA implantação do split payment pode reduzir o fluxo financeiro disponível para as empresas em até 12% no início da transição para a reforma tributária e chegar a 28% ao final do processo, segundo estimativa apresentada pela Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB) nesta quinta-feira (10), em Brasília. O mecanismo prevê que os tributos sejam segregados e recolhidos no momento em que a operação é liquidada.
Para Anderson Trautman Cardoso, vice-presidente da CACB, um dos principais efeitos do split payment será a redução do período em que os valores dos tributos permanecem temporariamente à disposição das empresas.
“Esse período de fluxo de caixa financiado por valores de tributos é retirado a partir desta mudança que começa em 2027 com a CBS”, afirmou.
A partir de 2027, a CBS substituirá PIS e Cofins, enquanto a transição para o IBS ocorrerá gradualmente. A substituição de ICMS e ISS pelo novo imposto está prevista entre 2029 e 2032, com vigência integral do novo modelo em 2033.
Segundo Trautman, o impacto será diferente conforme o perfil e o regime tributário de cada empresa. Micro e pequenos empreendedores que permanecerem fora do regime de crédito e débito do IBS e da CBS não sofrerão o mesmo efeito do mecanismo. Já as empresas inseridas nesse regime precisarão se adaptar à nova dinâmica de capital de giro.
“De fato, teremos uma perda de fluxo financeiro, o que é inevitável no sistema, mas nós precisamos de segurança”, afirmou.
Previsto na Lei Complementar 214, de janeiro de 2025, e posteriormente alterado pela LC 227/2026, o split payment terá implementação gradual, conforme regulamentação do Comitê Gestor do IBS e da Receita Federal. O novo modelo estabelece a separação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) dos demais recursos da venda.
A discussão sobre os efeitos da mudança ocorreu durante a “Sala Fechada: Split Payment”, promovida pela CACB e pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em parceria com a Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin). O encontro reuniu representantes do setor produtivo, transporte, indústria e agricultura para discutir a implementação do mecanismo e seus impactos sobre as empresas.
Na abertura, o presidente da CACB, da ACSP e da Federação das Associações Comerciais de São Paulo (FACESP), Alfredo Cotait Neto, destacou a necessidade de avaliar os efeitos da nova forma de arrecadação. “Essa reforma não é a reforma dos nossos sonhos. Muitos falam que ela simplificou, mas a minha avaliação é que ela está complicando e não simplificando. Simplificar tributos é uma coisa, complicar a forma como você vai arrecadar e as consequências disso é outra. Isso precisa ser melhor analisado”, afirmou.
A implementação do split payment será gradual. Na primeira funcionalidade apresentada pela Fin durante o encontro, o mecanismo está concentrado nas operações entre empresas, no chamado B2B opcional.
“Uma funcionalidade inicial vai ser voltada para transações feitas entre empresas, apenas transações entre empresas. Não vai afetar, portanto, transações feitas com o consumidor final. E a importância de que ela será opcional a cada transação feita. Terá a opção de escolher com split ou sem split”, explicou Cristiane Coelho, diretora-presidente da Fin.
Segundo Cristiane, esse é o escopo inicial previsto para a primeira fase apresentada durante o debate.
Para a CACB, a adaptação à reforma tributária deve começar antes da entrada em vigor das novas regras. A entidade recomenda que empresas de todos os portes avaliem antecipadamente os efeitos da transição sobre contratos, créditos tributários, cadeia logística, estrutura societária e sistemas.
“A recomendação para todo o setor produtivo é, hoje, especialmente preparação. A reforma tributária que muitos olharam como uma perspectiva de demora para ocorrer ou até uma perspectiva de postergação, adiamento, hoje ela é uma realidade”, afirmou Trautman.
O alerta também se estende aos pequenos negócios, que podem ter menos estrutura para acompanhar as mudanças. Segundo o vice-presidente da CACB, alterações em contratos, fornecedores, cadeia logística e incentivos atingirão as empresas independentemente do porte.
“O fim dos incentivos, tudo isso acaba impactando a cadeia produtiva como um todo e não é diferente para o micro pequeno empreendedor, que, infelizmente, está muito distante ainda das mudanças”, disse.
Além do efeito sobre o fluxo de caixa, o setor produtivo aponta a necessidade de segurança na operação do sistema. A integração entre documentos fiscais, empresas, instituições de pagamento e administração tributária será fundamental para evitar inconsistências que possam gerar impactos financeiros aos contribuintes.
Trautman, da CACB, também chamou atenção para a mudança no papel do documento fiscal. Segundo ele, a nota fiscal emitida no novo modelo terá uma responsabilidade maior para a empresa, que passará a ter de lidar com uma dinâmica diferente de apuração e recolhimento.
A implementação tecnológica ficará concentrada principalmente nas instituições responsáveis pela liquidação financeira das operações. Para as empresas, a transição exigirá adequações nos processos fiscais e financeiros, além de atenção ao impacto da nova dinâmica sobre o capital de giro.
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Baixar áudioO Acordo Mercosul-União Europeia foi tema de uma discussão em Brasília (DF) sobre as oportunidades para micro, pequenas e médias empresas no comércio exterior. Durante o evento “MPMEs no Acordo Mercosul-União Europeia: da Norma à Implementação”, autoridades brasileiras e da Europa trataram da aplicação prática das novas regras comerciais e de como os pequenos negócios podem acessar o mercado europeu.
O evento, realizado no último dia 3 de setembro, foi promovido pelo Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP). Entre os temas discutidos, foram abordadas as exigências regulatórias, o acesso a informações e as ferramentas de apoio à exportação.
Na abertura, a diretora de Negócios da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Maria Paula Velloso, afirmou que o acordo pode ampliar a presença das empresas brasileiras no mercado internacional.
“O acordo tem uma dimensão que não pode ser vista apenas como um conjunto de regras comerciais; ele precisa ser entendido como uma oportunidade concreta de desenvolvimento produtivo, internacionalização, inclusão e aproximação entre os dois blocos”, pontuou.
Na ocasião, Maria Paula citou como exemplo o primeiro embarque de uvas brasileiras realizado sob as novas regras de desgravação tarifária. “O primeiro embarque já saiu com tarifa zero. Isso mostra as oportunidades concretas se firmando”, disse. “É aí que as MPMEs ganham um papel estratégico. A grande maioria das empresas brasileiras são micro, pequenas e médias empresas. Existem muitas oportunidades”, destacou.
As micro e pequenas empresas representam a maior parcela do público atendido pela ApexBrasil. Até junho de 2026, a Agência havia apoiado 8.372 MPEs. O número corresponde a 55,8% do total de empresas atendidas no período.
No Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX), a participação também foi majoritária. Em 2025, 2.250 negócios atendidos pelo programa eram micro e pequenas empresas, o equivalente a 65% do total.
O Acordo Provisório de Comércio inclui uma parte para pequenas e médias empresas. O Capítulo 14 trata do segmento e prevê mecanismos relacionados à disseminação de informações e à redução das dificuldades que podem limitar a participação desses negócios no comércio entre os dois blocos.
“Vai ser possível demonstrar todas as oportunidades voltadas também para micro e pequenas empresas. O próprio acordo tem um capítulo dedicado às MPEs, que é o capítulo 14, e é fundamental um trabalho coordenado de governo entre as instituições e todos os parceiros, para que possamos apresentar para as empresas as oportunidades de negócio. As MPEs são fundamentais nesse processo. Então, precisamos trazer informações e capacitar essas empresas para aumentar cada vez mais a participação delas no comércio internacional”, disse Maria Paulo Vellozo.
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Na avaliação do chefe da Seção de Comércio da Delegação da União Europeia no Brasil, Maurizio Cellini, a existência de um acordo, por si só, não garante que as empresas consigam aproveitar as oportunidades abertas.
“Um acordo comercial abre um mercado no plano jurídico, mas só produz desenvolvimento quando uma empresa identifica a oportunidade, compreende as regras, prepara seus produtos ou serviços, encontra um parceiro e conclui uma venda”, explicou.
Ainda segundo Cellini, a falta de conhecimento sobre procedimentos e exigências pode impactar de maneira mais significativa as empresas menores.
“Para uma micro ou pequena empresa, o custo de cada dúvida, formulário ou exigência desconhecida pesa muito mais. A principal barreira muitas vezes é não saber qual tarifa se aplica ou ter dificuldade para localizar um regulamento técnico”, afirmou.
A gerente de Competitividade da ApexBrasil, Clarissa Furtado, destacou que as estratégias de apoio precisam levar em conta os diferentes estágios em que as empresas se encontram no processo de internacionalização.
“Não existe um único perfil de MPME, e também não existe um único caminho para a internacionalização. Temos empresas que já exportam, mesmo sendo pequenas, e que já atuam no mercado internacional, muitas vezes por meio do comércio eletrônico, mas que precisam de apoio especializado”, avaliou.
Diante disso, para atender empresas com diferentes níveis de experiência no comércio exterior, a ApexBrasil mantém um Acordo de Cooperação Técnica com o Sebrae Nacional e promove os eventos “Conexões Produtivas”. As iniciativas apresentam aos empresários informações sobre o novo marco comercial e ferramentas voltadas à exportação.
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), revelam que 1.503 microempresas e MEIs exportaram para a União Europeia em 2025. Juntas, essas empresas movimentaram US$ 107,5 milhões em vendas ao bloco.
O ministro do MEMP, Paulo Henrique Rodrigues Pereira, afirmou que um dos desafios é fazer com que as normas e procedimentos do comércio internacional sejam compreendidos pelos pequenos empreendedores.
“Os desafios são grandes. Temos um país que é um continente. Quando pensamos no Mercosul, isso é ainda maior, com línguas diferentes, tradições diferentes, culturas diferentes”, observou o ministro. “Precisamos conseguir fazer a difícil transposição dos aparelhos normativos, institucionais e estruturais, que operam em nossas vidas burocráticas, para a realidade dos pequenos e médios empreendedores”, enfatizou.
Já Maurizio Cellini, da União Europeia, destacou que reduzir a complexidade e os custos envolvidos na entrada no mercado europeu é parte fundamental da aplicação do acordo.
“Se conseguirmos tornar essas escolhas menos arriscadas, menos caras e menos complexas, o acordo deixará de ser apenas uma arquitetura comercial. Ele se tornará uma plataforma de oportunidades mais distribuídas, capaz de aproximar pessoas, empresas e regiões dos dois lados do Atlântico”, concluiu.
A ApexBrasil oferece às micro e pequenas empresas serviços distribuídos em quatro frentes: Qualificação Empresarial, Promoção Comercial, Inteligência de Mercado e Expansão Internacional.
A preparação para exportar pode começar pelo PEIEX, que orienta os empresários sobre exigências técnicas, adequação de produtos e barreiras regulatórias.
Em parceria com o Sebrae, a Agência também atua na competitividade dos pequenos negócios e participa de fóruns voltados à política de comércio exterior.
Entre eles estão o Comitê de Acesso a Mercados do Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte e o Comitê Nacional da Política Nacional de Cultura Exportadora (PNCE).
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Baixar áudioEmpreendedoras brasileiras participaram, na última quarta-feira (9), de um encontro internacional em Nova Délhi, na Índia, para discutir temas como tecnologia, acesso a investimentos e desenvolvimento de negócios inovadores. O BRICS WBA Women-Led Development Summit reuniu lideranças empresariais e empreendedoras dos países que integram o bloco, entre eles Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
A programação ocorre às vésperas da 18ª Cúpula do BRICS, marcada para os dias 12 e 13 de setembro, e teve entre os principais temas a participação feminina nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM, na sigla em inglês), além de tecnologias digitais, inovação, startups e acesso a capital.
O Brasil foi representado por uma delegação empresarial formada por 19 integrantes. Entre elas está Ana Claudia Badra Cotait, presidente do Conselho Nacional da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).
Ana Claudia participou do painel “Advancing Women in STEM, Digital Technologies and Innovation: From Classroom to Frontier”, que debateu estratégias para ampliar a presença feminina nas áreas de tecnologia e inovação, desde a formação profissional até o desenvolvimento de novas soluções.
Para a empresária, o desafio vai além de ampliar o número de mulheres que trabalham com tecnologia. Também é preciso garantir que elas ocupem posições de liderança como proprietárias de empresas, criadoras de produtos e protagonistas de negócios com potencial de crescimento.
“Nosso papel aqui é abrir caminhos para que essas mulheres não sejam apenas participantes, mas líderes e agentes de mudança. Não tenhamos medo de abrir novas fronteiras, compartilhar novos palcos e destacar novas líderes. Porque, quando uma mulher avança, ela não ocupa apenas o seu lugar, mas abre caminho para muitas outras”, disse.
A missão empresarial brasileira permanecerá em Nova Délhi entre os dias 8 e 12 de setembro. Além do BRICS WBA Women-Led Development Summit, a agenda inclui o Women’s Business Alliance Annual Meeting, o BRICS Business Council Annual Meeting e o Fórum Empresarial do BRICS 2026.
O Women’s Business Alliance Annual Meeting acontece de 9 a 11 de setembro, também em Nova Délhi. Um dos principais temas da programação é o acesso a investimentos para negócios liderados por mulheres.
Além dos debates, o evento conta com uma exposição de startups comandadas por empreendedoras. A delegação brasileira pretende apresentar a experiência da UpStarts, iniciativa do CMEC voltada à identificação e ao desenvolvimento de negócios liderados por mulheres com potencial de inovação e crescimento.
Em sua terceira edição, realizada em maio deste ano, o programa recebeu mais de 700 pré-inscrições e selecionou 230 participantes. A expectativa é aproveitar o encontro na Índia para aproximar essas empreendedoras de investidores e parceiros internacionais.
“Queremos apresentar startups lideradas por mulheres e identificar investidores-anjos, fundos e apoiadores que possam se aproximar desse universo de empresas. O objetivo é fazer com que essas conexões continuem depois do Summit e possam gerar negócios”, afirmou Beatriz Guimarães, vice-presidente do CMEC Nacional e presidente do CMEC-DF, que também integra a missão brasileira.
A missão empresarial brasileira também pretende conhecer a experiência da Índia no setor de games, mercado diretamente relacionado à programação, ao desenvolvimento de software, à criatividade e à economia digital.
A delegação busca conhecer iniciativas indianas de formação profissional e desenvolvimento de empresas de tecnologia, além de identificar práticas que possam contribuir para o crescimento do ecossistema de games no Brasil.
“Queremos conhecer as boas práticas da Índia e entender como elas podem contribuir para o desenvolvimento do ecossistema brasileiro de games, especialmente para ampliar a participação das mulheres”, acrescentou Beatriz Guimarães.
No Brasil, o CMEC apoia a participação feminina nesse setor por meio do Brasília Game Hub (BGH), polo de desenvolvimento, incubação e investimento em jogos eletrônicos do Distrito Federal.
Além dos games, a agenda da missão inclui temas como STEM, design autoral, inovação e internacionalização de empresas lideradas por mulheres.
Para Ana Claudia Cotait, a expectativa da missão é estabelecer relações com empreendedoras, empresas, investidores e organizações dos demais países do BRICS, ampliando as possibilidades de parcerias, rodadas de negócios, intercâmbio de conhecimento e acesso a novos mercados.
“Uma participação internacional só faz sentido quando conseguimos transformar relacionamento em oportunidade. Queremos voltar com conexões que possam gerar parcerias, investimentos, intercâmbio de conhecimento e novos caminhos para que empresas brasileiras possam acessar outros mercados”, afirmou.
Segundo ela, a participação no encontro também permite às empreendedoras brasileiras conhecer as experiências de outros países na criação de ambientes mais favoráveis ao desenvolvimento de negócios de base tecnológica liderados por mulheres e à expansão dessas empresas.
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Copiar o textoO euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,94
Baixar áudioO dólar fechou esta quarta-feira (9) em alta de 0,38%, negociado a R$ 5,10. A moeda americana registrou leve valorização frente ao real nesta manhã, acompanhando o fortalecimento da moeda americana no exterior. O movimento ocorre em um cenário de maior cautela nos mercados, com o petróleo negociado acima dos US$ 100 por barril.
A alta da commodity ocorre em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio e amplia as preocupações dos investidores com os efeitos sobre a inflação mundial. O encarecimento da energia pode pressionar preços e influenciar as decisões dos principais bancos centrais.
Nos Estados Unidos, os rendimentos dos Treasuries, títulos do Tesouro americano, avançaram ao longo da curva. Juros mais elevados no país tendem a aumentar a procura por ativos denominados em dólar e exercem pressão sobre moedas de mercados emergentes.
Às 10h10, o dólar avançava 0,16% no mercado brasileiro, negociado a R$ 5,09. O cenário internacional contribuiu para o aumento da aversão ao risco, diante da combinação entre tensões geopolíticas, petróleo mais caro e juros elevados nos Estados Unidos.
Apesar da pressão externa, a valorização do dólar frente ao real permanece limitada. O Brasil é exportador de petróleo e pode se beneficiar do aumento das cotações da commodity, com melhora das receitas provenientes das vendas ao exterior. Esse efeito pode favorecer o fluxo de recursos para o país e reduzir parte da pressão sobre o câmbio.
O mercado também acompanha os próximos indicadores de inflação dos Estados Unidos, que podem trazer novas sinalizações sobre a trajetória dos juros americanos e influenciar o comportamento do dólar nos próximos pregões.
O índice DXY, que mede a força do dólar frente a outras moedas globais, fechou aos 98,78 pontos.
O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,94.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
| Código | 🇧🇷 BRL | 🇺🇸 USD | 🇪🇺 EUR | 🇬🇧 GBP | 🇯🇵 JPY | 🇨🇭 CHF | 🇨🇦 CAD | 🇦🇺 AUD |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 🇧🇷 BRL | 1 | 0,1957 | 0,1683 | 0,1445 | 30,0620 | 0,1586 | 0,2702 | 0,2713 |
| 🇺🇸 USD | 5,1091 | 1 | 0,8598 | 0,7382 | 153,59 | 0,8103 | 1,3807 | 1,3857 |
| 🇪🇺 EUR | 5,9419 | 1,1631 | 1 | 0,8586 | 178,65 | 0,9425 | 1,6059 | 1,6117 |
| 🇬🇧 GBP | 6,9185 | 1,3547 | 1,1647 | 1 | 208,06 | 1,0976 | 1,8704 | 1,8770 |
| 🇯🇵 JPY | 3,32642 | 0,651084 | 0,55977 | 0,480631 | 1 | 0,5276 | 0,89895 | 0,90220 |
| 🇨🇭 CHF | 6,3051 | 1,2341 | 1,0610 | 0,9111 | 189,56 | 1 | 1,7039 | 1,7101 |
| 🇨🇦 CAD | 3,7003 | 0,7243 | 0,6227 | 0,5347 | 111,24 | 0,5869 | 1 | 1,0036 |
| 🇦🇺 AUD | 3,6869 | 0,7217 | 0,6205 | 0,5327 | 110,84 | 0,5848 | 0,9964 | 1 |
Os dados são da Investing.com.
Copiar o textoO volume total negociado na B3 foi de R$ 26.504.386.582, em meio a 3.711.972 de negócios
Baixar áudioO Ibovespa operou em queda na manhã desta quarta-feira (9), encerrando o pregão aos 185.608 pontos, pressionado pelo cenário externo e pelo avanço dos juros futuros. Às 10h30, o principal índice da bolsa brasileira recuava 0,41%, aos 186.594 pontos.
O mercado acompanha os efeitos da alta do petróleo, negociado acima dos US$ 100 por barril. A valorização da commodity aumenta as preocupações com a inflação, já que preços mais elevados de energia podem pressionar custos de produção e transporte e influenciar a trajetória dos juros em diferentes economias.
No mercado brasileiro, o movimento favorece as empresas do setor de petróleo. A combinação entre petróleo mais caro, preocupação com a inflação e avanço dos juros mantém os investidores atentos ao cenário internacional e influencia o desempenho das ações ao longo do pregão.
Ações em alta no Ibovespa
Ações em queda no Ibovespa
O volume total negociado na B3 foi de R$ 26.504.386.582, em meio a 3.711.972 de negócios.
Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.
O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.
A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.
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Baixar áudioO dólar fechou o pregão aos R$ 5,08, após iniciar a semana em queda e romper o piso dos R$ 5,10. Durante a sessão, a moeda americana chegou a ser negociada abaixo desse patamar, acompanhando também a movimentação no exterior.
O desempenho foi influenciado principalmente pelo cenário eleitoral brasileiro. Novas pesquisas mostraram uma disputa mais acirrada em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, movimento que manteve vivo o chamado “trade eleitoral” e favoreceu os ativos brasileiros.
Segundo analistas, o câmbio deve continuar equilibrando diferentes fatores. De um lado, a percepção de maior competitividade eleitoral favorece o real. De outro, a valorização do petróleo, os juros americanos elevados e a maior aversão ao risco no mercado internacional podem limitar novas quedas da moeda americana.
O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,91.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
| Código | BRL | USD | EUR | GBP | JPY | CHF | CAD | AUD |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BRL | 1 | 0,1966 | 0,1691 | 0,1452 | 30,2689 | 0,1592 | 0,2709 | 0,2725 |
| USD | 5,0869 | 1 | 0,8603 | 0,7386 | 153,96 | 0,8096 | 1,3780 | 1,3856 |
| EUR | 5,9125 | 1,1624 | 1 | 0,8585 | 178,97 | 0,9411 | 1,6018 | 1,6107 |
| GBP | 6,8851 | 1,3540 | 1,1648 | 1 | 208,46 | 1,0962 | 1,8658 | 1,8761 |
| JPY | 3,30379 | 0,649456 | 0,55872 | 0,479674 | 1 | 0,5258 | 0,89501 | 0,89989 |
| CHF | 6,2832 | 1,2352 | 1,0626 | 0,9123 | 190,17 | 1 | 1,7020 | 1,7113 |
| CAD | 3,6912 | 0,7257 | 0,6243 | 0,5360 | 111,73 | 0,5876 | 1 | 1,0055 |
| AUD | 3,6715 | 0,7217 | 0,6209 | 0,5330 | 111,12 | 0,5843 | 0,9945 | 1 |
Os dados são da Investing.com.
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Baixar áudioO Ibovespa fechou o pregão aos 187.366,84 pontos, mantendo a trajetória de valorização após uma alta de 5,4% na semana passada. O movimento foi influenciado pelo cenário eleitoral e pela valorização das commodities no mercado internacional.
O mercado acompanha novas pesquisas eleitorais que apontam uma disputa mais acirrada para a eleição presidencial. A leitura dos investidores sobre o cenário político continua favorecendo os ativos brasileiros, em meio à expectativa de mudanças na condução da política fiscal.
Entre as ações, a Petrobras (PETR4) avançou durante a sessão, acompanhando a alta do petróleo no exterior. A Prio (PRIO3) também teve valorização.
As empresas voltadas ao consumo interno estiveram entre os destaques positivos. As ações do Magazine Luiza (MGLU3) chegaram a subir 5%, enquanto os papéis da Renner (LREN3) avançaram 3,7%. O setor financeiro também registrou ganhos de forma generalizada.
O mercado segue atento ainda ao comportamento dos juros futuros, ao fluxo de capital estrangeiro e à evolução das commodities, fatores que podem influenciar a continuidade da alta da Bolsa.
Ações em alta no Ibovespa
Ações em queda no Ibovespa
Oncoclinicas do Brasil Servicos Medicos S.A. (ONCO11F) -18,75%
O volume total negociado na B3 foi de R$ 29.759.063.680, em meio a 4.213.283 de negócios.
Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.
O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.
A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.
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