07/10/2022 14:41h

Em todo o Brasil, 21,1 milhões de famílias receberão o benefício a partir do dia 11 de outubro

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O Auxílio Brasil vai chegar a 1,4 mil lares da região Sul em outubro. A informação é da CAIXA e do Ministério da Cidadania. O valor total a ser distribuído no mês às famílias beneficiárias do programa nos três estados da região será de mais de R$ 862 milhões. 

Em todo o Brasil, 21,1 milhões de famílias serão beneficiadas em outubro. A maioria dessas famílias é chefiada por mulheres, como destaca a presidente da CAIXA, Daniella Marques.

“21,1 milhões famílias serão assistidas, lembrando que o auxílio passou de 400 para 600 reais. A maioria das famílias é chefiada por mulheres. Então, são 17 milhões e 225 mil de mulheres que vão estar recebendo o benefício e são mais de R$ 12 bilhões, num total que serão pagos a partir do dia 11." 

O crédito do Auxílio Brasil ocorrerá a partir de 11 de outubro para os beneficiários com final de NIS 1. O pagamento seguirá escalonado, de acordo com o final do NIS do beneficiário, com término previsto para o dia 25 de outubro. 

Os beneficiários podem movimentar os valores pelo aplicativo CAIXA Tem, não sendo necessário ir até uma agência para realizar o saque. 

Podem utilizar o cartão do Auxílio Brasil para realizar compras no débito em estabelecimentos comerciais. 

Também podem sacar o benefício nos terminais de autoatendimento, casas lotéricas, correspondentes CAIXA Aqui, além das agências da CAIXA. 

Quem tiver dúvidas sobre as parcelas ou demais funcionalidades pode acessar os aplicativos Auxílio Brasil e CAIXA Tem, ou ligar para o telefone 111, da CAIXA, e número 121, do Ministério da Cidadania.

O calendário com as datas dos pagamentos do Auxílio Brasil pode ser acessado no site caixa.gov.br.

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07/10/2022 14:31h

Em todo o Brasil, 21,1 milhões de famílias receberão o benefício a partir do dia 11 de outubro

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O Auxílio Brasil vai chegar a 2,5 milhões de lares da região Norte em outubro. A informação é da CAIXA e do Ministério da Cidadania. 

O valor total a ser distribuído no mês às famílias beneficiárias do programa nos sete estados da região será de mais de R$ 1,5 bilhões.

Em todo o Brasil, R$ 21,1 milhões de famílias serão beneficiadas em outubro. A maioria dessas famílias é chefiada por mulheres, como destaca a presidente da CAIXA, Daniella Marques.

“21,1 milhões famílias serão assistidas, lembrando que o auxílio passou de 400 para 600 reais. A maioria das famílias é chefiada por mulheres. Então, são 17 milhões e 225 mil de mulheres que vão estar recebendo o benefício e são mais de R$ 12 bilhões, num total que serão pagos a partir do dia 11." 

O crédito do Auxílio Brasil ocorrerá a partir de 11 de outubro para os beneficiários com final de NIS 1. O pagamento seguirá escalonado, de acordo com o final do NIS do beneficiário, com término previsto para o dia 25 de outubro. 

Os beneficiários podem movimentar os valores pelo aplicativo CAIXA Tem, não sendo necessário ir até uma agência para realizar o saque. 

Podem utilizar o cartão do Auxílio Brasil para realizar compras no débito em estabelecimentos comerciais. 

Também podem sacar o benefício nos terminais de autoatendimento, casas lotéricas, correspondentes CAIXA Aqui, além das agências da CAIXA. 

Quem tiver dúvidas sobre as parcelas ou demais funcionalidades pode acessar os aplicativos Auxílio Brasil e CAIXA Tem, ou ligar para o telefone 111, da CAIXA, e número 121, do Ministério da Cidadania.

O calendário com as datas dos pagamentos do Auxílio Brasil pode ser acessado no site caixa.gov.br.

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07/10/2022 11:20h

O banco lançou produtos e assistências que, além dos tradicionais serviços, oferecem planejamento financeiro, promovem proteção, inclusão e educação financeira ao público feminino

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A CAIXA Seguridade desenvolveu produtos e benefícios para atender necessidades de suas clientes com o objetivo de fornecer facilidades, promover inclusão e educação financeira, e oferecer proteção à família e ao patrimônio das mulheres brasileiras. Os produtos em destaques são: Rapidex Mulher [assistências], Prev Pra Elas [previdência] e o Vida Mulher [seguro de vida].

O Rapidex Mulher é uma cobertura de assistência para casa, carro e moto com serviços de chaveiro, mão de obra hidráulica e elétrica, reboque, troca de pneu e outros. O produto oferece diferenciais exclusivos como apoio jurídico e de proteção à mulher em situação de violência, programa de orientação nutricional e ainda um portal de educação. As clientes do Rapidex Mulher concorrem a sorteios mensais de 10 mil reais e podem contratar o serviço em planos semestral e anual.

“Estamos lançando com exclusividade no mercado o Rapidex Mulher, que é uma cobertura de assistência onde a mulher também pode contar com uma orientação jurídica para serviço de proteção à mulher, por meio de um canal seguro. Além disso, ela pode acessar uma plataforma educacional, com professores online à disposição e um conteúdo programático de todo o ensino fundamental e do ensino médio e até orientação de como ela pode obter a sua formação e também a preparação para o ENEM", explica a diretora comercial de produtos da CAIXA, Agata Janjácomo.

 Outro produto para o público feminino é o seguro Vida Mulher, que oferece cobertura de 20 mil a 2 milhões de reais por morte natural ou acidental, além de indenização de até 50 mil reais nas situações de diagnóstico de câncer de mama, ovário e útero, com garantia da suspensão da cobrança durante o tratamento.
Além disso, o Vida Mulher conta com novas assistências para Pet, Bike, Gestante e consulta via Telemedicina.

O seguro pode ser contratado a partir de 18,96 reais por mês, onde a cliente poderá aproveitar facilidades em sua vida, preservar seus bens, cuidar melhor da sua saúde e da sua família.
A diretora da CAIXA Seguridade, Agata Janjácomo, complementa e destaca o produto de previdência privada da CAIXA para o público feminino, o Prev Pra Elas. "Nós estamos lançando agora, para as ações do Outubro Rosa, o Prev Pra Elas [Previdência Pra Elas], que é um plano de previdência que pode ser contratado a partir de 35 reais e que conta com benefícios específicos para o público feminino como a prevenção ginecológica anual e também descontos na realização de exames para a saúde e bem estar feminino.”

Os benefícios e assistências personalizados para mulheres foram inspirados no programa CAIXA Pra Elas, com foco em soluções que fazem a diferença para os negócios e para as mais de 70 milhões de brasileiras que confiam na CAIXA.

Para mais informações sobre produtos e serviços para mulheres, acesse o site da CAIXA www.caixa.gov.br/caixa-pra-elas

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Economia
07/10/2022 04:30h

Indicadores que medem a confiança e o investimento também subiram, aponta sondagem da CNI

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A atividade e o emprego da indústria da construção cresceram pelo terceiro mês consecutivo. É o que aponta a Sondagem Indústria da Construção de agosto, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A confiança e a intenção de investimento dos empresários do setor também avançaram. 

O levantamento mostra que o nível de atividade da construção chegou aos 55 pontos em agosto. Por estar acima da linha divisória dos 50 pontos, o índice indica que houve expansão do segmento. Segundo a CNI, o resultado é "historicamente elevado para um único mês”. Desde agosto de 2010 que não se observava um crescimento dessa proporção. 

Já o índice que mede a evolução do número de empregados fechou o mês em 53,1 pontos, o que significa a mais forte e disseminada expansão dos postos de trabalho da indústria da construção desde o início da série histórica, que começou em 2011. Para o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, o desempenho positivo do setor é cada vez mais frequente. 

“A pesquisa Sondagem Indústria da Construção mostra a melhora da indústria da construção como um todo há alguns meses. Já são três meses de um bom crescimento do nível de atividade e do emprego. Esse ritmo de crescimento está ficando cada vez mais disseminado, mais forte entre as empresas do setor”, avalia. 

Preços da construção civil atingem segunda menor taxa do ano e fecham agosto com variação de 0,58%

Confiança

A sondagem aponta que todos os subsetores da construção se expandiram, mas que o de construção de edifícios se destacou e puxou o resultado geral para cima. Já a Utilização da Capacidade Instalada (UCI), indicador que ajuda a medir a produtividade da indústria, não variou em relação a julho. A UCI permanece em 68%, maior patamar para o mês de agosto desde 2013. 

Outros indicadores relacionados à indústria da construção também ajudam a reforçar o otimismo dos empresários, explica Azevedo. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da Indústria da Construção aumentou na passagem de agosto para setembro, muito pela avaliação das condições atuais, tanto dos negócios como da economia brasileira, mas também pelas expectativas para os próximos meses. Com esse cenário positivo, a intenção de investir também vem aumentando para os empresários da indústria da construção”, analisa. 

O ICEI avançou 2,7 pontos, para 62,7 pontos. O componente de condições atuais subiu 5,1 pontos, com destaque para a confiança crescente na economia brasileira, na comparação com os últimos seis meses. Já o componente que mede as expectativas para o próximo semestre cresceu 1,4 ponto, e chegou aos 64,7 pontos. 

Ainda segundo a pesquisa, a intenção de investimento dos industriais da construção aumentou 0,9 ponto em setembro, atingindo o maior patamar desde julho de 2014. Assim como os indicadores que medem a atividade e o emprego, a intenção de investimento registrou alta pelo terceiro mês consecutivo. 

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06/10/2022 04:00h

Trata-se do primeiro trimestre de alta do indicador desde o terceiro trimestre de 2020, interrompendo uma sequência de seis trimestres de redução

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A produtividade do trabalho na indústria de transformação brasileira registrou elevação de 2,3% no segundo trimestre de 2022, em relação ao primeiro trimestre do ano. O resultado levou em conta a série livre de efeitos sazonais. Os dados constam em estudo divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

De acordo com o levantamento, trata-se do primeiro trimestre de alta do indicador desde o terceiro trimestre de 2020, interrompendo uma sequência de seis trimestres de redução.

O quadro é apresentado em um momento de aquecimento do mercado de trabalho, com a recuperação do emprego e do rendimento, assim como pela redução das dificuldades de se obter insumos e matérias-primas.

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O engenheiro mecânico industrial Francisco Oliver, de 62 anos, comemora o resultado. Na avaliação dele, se o país passar a investir mais na área, o desempenho será cada vez melhor.

“A indústria da transformação tem muito a contribuir para o desenvolvimento do país, por ser um setor um segmento muito empregador, desenvolver novas tecnologias e inovações, e sempre oferecer treinamento específico para a mão de obra. Em suma, se a economia voltar a crescer um pouco, esse desempenho pode melhorar ainda mais”, acredita.

Massa salarial

A massa salarial real da indústria de transformação na série livre de efeitos sazonais aumentou 1,3% em julho, na comparação com junho de 2022. O aumento acumulado entre junho e julho totaliza 3,8%. Com o salto, a massa salarial chegou ao ponto máximo desde março de 2020. Na comparação com julho de 2021, a alta é de 7,3%. 

O economista e professor da FGV-EAESP, Renan Pieri, analisa que a massa salarial depende do nível de qualificação dos profissionais, mas também do retorno que a empresa tem com as contratações. Ele explica que a produtividade na indústria, em geral, supera a dos outros setores, o que gera maiores receitas e melhores salários. 

“A indústria é fundamental para o desempenho da economia, possibilita bons trabalhos formais que geram impactos positivos em toda a economia. A indústria tem um potencial de crescimento no Brasil, apesar de alguns gargalos que vão desde a infraestrutura, complexidade tributária e a própria falta de mão-de-obra qualificada. Mas, certamente, o setor tem um potencial grande”, pontua.   

O rendimento médio real dos trabalhadores da indústria de transformação na série livre de efeitos sazonais, por sua vez, subiu 1% em julho de 2022, em relação ao mês de junho. O balanço mostra que houve uma recuperação recente, com alta de 2,8% no acumulado entre junho e julho. 
 

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05/10/2022 13:20h

Ao todo, o Brasil teve saldo positivo de 278.639 empregos com carteira assinada em agosto de 2022. O resultado é a diferença entre 2.051.800 contratações e 1.773.161 desligamentos

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O Brasil teve saldo positivo de 278.639 empregos com carteira assinada em agosto, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O resultado é a diferença entre 2.051.800 contratações e 1.773.161 desligamentos. O balanço foi divulgado na última quinta-feira (29). O setor de serviços foi o que mais contratou, seguido pela indústria.

Empregos por setor

  • Serviços (141.113)
  • Indústria (52.760)
  • Comércio (41.886)
  • Construção (35.156)
  • Agropecuária (7.724)

“Mais uma vez, as 27 Unidades da Federação contribuíram para que os empregos fossem criados. Aproveito para ressaltar a importância da indústria. É o terceiro mês de crescimento do setor. Isso quer dizer que estamos retomando o crescimento da indústria. Isso é relevante porque traz um valor agregado aos nossos produtos e consequentemente, faz com que a balança comercial brasileira tenha um resultado muito mais favorável”, explica o ministro do Trabalho e Previdência, José Carlos Oliveira.

O resultado representa um salto na comparação com julho de 2022, quando foram abertas 202.902 vagas. Além disso, o salário médio de contrações aumentou, já que passou de R$ 1.920,57 em julho, para R$ 1.949,84 em agosto. Em agosto de 2021, o valor estava em R$ 1.951,30.

Indústria geral

Na avaliação de técnicos do governo, desde junho, a indústria se destaca nas contratações. O saldo foi de 52.760 admissões em agosto.  A expectativa é de que haja um saldo positivo de aproximadamente 200 mil postos de trabalho entre agosto e novembro de 2022.

O resultado pode, inclusive, contribuir para o aumento da média salarial, uma vez que os profissionais do setor costumam ter maior qualificação. É o caso do mineiro de Belo Horizonte Dalison Silva, de 37 anos, que buscou formação como técnico de refrigeração e climatização. 

“Graças a essa certificação, trilhei meu caminho profissional. Atualmente, estou me preparando para internacionalizar minha empresa. Darei continuidade à minha carreira profissional, aplicando meus conhecimentos adquiridos pelo SENAI e ao longo dos 19 anos de carreira profissional atuando no Brasil, expandindo ao mercado americano”, relata.  

Confiança aumenta em 27 dos 29 setores da indústria no mês de setembro

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Em dois meses, Pronampe e Peac concedem mais de R$ 32 bilhões em crédito

De acordo com o Mapa do Trabalho Industrial, compilado pelo Observatório Nacional da Indústria, o setor vai demandar ainda 9,6 milhões de trabalhadores qualificados em ocupações industriais até 2025. As áreas com maior demanda por formação são: transversais; metalmecânica; construção; logística e transporte; e alimentos e bebidas. 
 

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Economia
05/10/2022 04:30h

Após 12 altas consecutivas, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a Selic, a taxa básica de juros da economia, em 13,75%

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Com a colaboração de Karenina Moss

Após 12 altas consecutivas, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a Selic, a taxa básica de juros da economia, em 13,75%. O resultado interrompe um ciclo de alta da Selic que começou em março do ano passado. Ao Brasil 61, especialistas afirmaram que a decisão significa a reversão dessa tendência, ou seja, que a taxa deve permanecer estável nos próximos meses e começar a cair no próximo ano. 

A interrupção do ciclo de alta da taxa básica de juros da economia não foi unânime, já que dois integrantes do Copom votaram pela sua elevação em 0,25%, o que faria a Selic alcançar os 14% ao ano. No entanto, prevaleceu a posição da maioria do colegiado, que entendeu ser a hora de frear a Selic. 

Segundo o especialista Marcos Sarmento Melo, o cenário atual é melhor do que o previsto. “No início de 2022, havia uma perspectiva de crescimento baixo e inflação elevada. Agora, a situação se reverteu”.  

Para o especialista em finanças Gabriel Rodrigues, o cenário indica estabilidade. “Existe uma previsão para queda nos juros para os próximos anos. Isso se traduz em créditos mais baixos e investimentos em potencial. A queda do dólar em 0,6% também é um fator para o fortalecimento da moeda nacional. Vivemos um momento favorável para nossas commodities, ações, e a tendência é atrair novos investidores,” comenta.

Em seu posicionamento, o Copom não garantiu que vai começar a ajustar a Selic para baixo nas próximas reuniões. O recado é de que se manterá vigilante antes de optar pela diminuição da taxa de juros. Mas o mercado aposta que isso deve ocorrer a partir do ano que vem. A projeção é de que o indicador encerre 2023 em 11,25%, segundo o último relatório do Boletim Focus. 

“Na minha opinião, a decisão do Copom foi positiva. O Bacen vai esperar esse quarto trimestre antes de decidir se começa a reduzir a taxa de juros e liberar a atividade econômica”, avalia Eduardo Fayet, da Fundação da Liberdade Econômica. 

Fayet explica que como alguns indicadores econômicos, principalmente aqueles relacionados às cadeias produtivas globais, oscilam, a decisão de manter a Selic neste patamar antes de ajustá-la para baixo é correta. 

Para Frederico Gomes,  professor de Economia do Ibmec Brasília, a manutenção da Selic aponta para o fim do ciclo de alta. “Eu creio que a gente vai ver esses 13,75% por algum tempo. O fato de a decisão não ter sido unânime passa uma mensagem de que o Banco Central ainda está preocupado com a inflação, que vem caindo, mas vem caindo de uma forma muito localizada, ainda não de uma forma espalhada”, explica. 

Nos últimos dois meses, o Brasil viu a inflação recuar. Em julho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu 0,68%, o maior tombo desde 1980, segundo o IBGE. Em agosto, a inflação caiu 0,36%. São, portanto, dois meses de deflação, ou seja, em que os preços, na média, caíram.  No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação está em 8,73%. 

A avaliação dos especialistas é de que a queda da inflação é consequência também da elevação da taxa de juros pelo Copom nos últimos meses. Ou seja, a Selic cumpriu seu papel de frear a atividade econômica com o objetivo de diminuir a inflação. “Ela não deixou com que a economia avançasse sem controle”, analisa Fayet. 

Inflação cai 0,36% em agosto e impacta no cotidiano dos brasileiros

Entenda impactos do aumento da taxa Selic

Contas no azul

Outro ponto que deve ser celebrado, de acordo com Sarmento, são as contas do governo este ano. Em 2020, a dívida interna chegou a bater 90% proporcionalmente ao PIB, com déficit histórico de R$ 743 bilhões. Recentemente, o Ministério da Economia anunciou um superávit primário de R$ 13,5 bilhões para 2022. 

Isso indica que o governo vai arrecadar mais do que gastar este ano. “Estamos gerando superávit, ou seja, não estamos com todo esse problema como imaginamos no início,” finaliza Marcos Sarmento.

Cautela

O Copom avalia que a conjuntura ainda é “particularmente incerta e volátil'', o que requer “serenidade na avaliação dos riscos”. O Comitê acredita que há fatores que podem contribuir tanto para o aumento quanto para a queda da inflação nos próximos meses. Entre os itens que podem gerar inflação no Brasil está a persistência das pressões inflacionárias globais e a incerteza sobre a saúde das contas públicas. 

Por outro lado, uma queda adicional nos preços das commodities internacionais, uma desaceleração da economia global maior do que a projetada atualmente e a manutenção dos cortes de impostos previstos até o fim deste ano podem ajudar a diminuir a inflação. 

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Economia
05/10/2022 04:15h

Até agosto, dez debêntures foram emitidas no valor total de R$ 5,2 bi

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O Ministério da Infraestrutura (MInfra) autorizou a emissão de debêntures incentivadas para obras na Rodovia Fernão Dias e em sete aeroportos da região Norte. Com isso, as empresas que são concessionárias desses empreendimentos vão poder emitir títulos de crédito para investir nesses ativos. 

Segundo o Ministério da Infraestrutura, no caso da BR 381/MG/SP, que liga Belo Horizonte (MG) a São Paulo (SP), o projeto de investimento proposto pela empresa Autopista Fernão Dias S.A. trata de serviços de recuperação, conservação, operação, ampliação, melhorias e exploração do lote rodoviário 5. A Fernão Dias tem 562,1 quilômetros de extensão. A ideia da concessionária é implantar 47,6 quilômetros de terceiras faixas e fazer obras de artes especiais e passarelas sobre pistas duplas. 

O MInfra também autorizou a emissão de debêntures incentivadas pela concessionária que detém sete aeroportos na região Norte do país, localizados em Porto Velho (RO), Rio Branco e Cruzeiro do Sul (AC), Boa Vista (RR),  Manaus, Tabatinga e Tefé (AM). O projeto aborda a manutenção, ampliação e exploração desses terminais. 

O secretário de Fomento, Planejamento e Parcerias da pasta, Rafael Furtado, disse que a autorização é importante para garantir a modernização dos aeroportos do Bloco Norte. “A [empresa do Bloco Norte] tem o desafio de realizar uma série de investimentos iniciais, que estão previstos para mais de um bilhão de reais [para os aeroportos] do Bloco Norte, e que, obviamente, vão colocar a infraestrutura aeroportuária da região Norte num patamar superior àquele que a gente encontra hoje. O contrato de concessão é de 30 anos, e os trabalhos iniciais são os mais importantes para garantir a operação dos aeroportos”, afirma. 

ENTREVISTA: Ministério vai buscar aprovação de PL das Debêntures de Infraestrutura até o fim do ano, garante secretário

PL que incentiva emissão de debêntures de infraestrutura pode suprir baixa capacidade de investimento público no setor

O que são debêntures

José Carneiro, professor do Departamento de Administração da Universidade de Brasília (UnB), explica que uma debênture é como uma dívida. Quando uma empresa precisa de dinheiro para investir, em vez de pegar emprestado com um banco, ela pode emitir um título de dívida. Assim, quem compra a debênture ajuda a empresa a obter os recursos e, em contrapartida, recebe o valor investido acrescido de juros, no futuro. 

As debêntures incentivadas são um dos tipos de debêntures e foram criadas para fomentar o investimento em infraestrutura no Brasil. O principal atrativo é a isenção do Imposto de Renda para os investidores. “É mais ou menos o seguinte: tem uma empresa que está fazendo um projeto de urbanização em alguma cidade. Ela pode emitir uma debênture incentivada para custear esse projeto. A ideia é que como esse projeto de urbanização melhora a vida da sociedade, aquele financiador passa a ser isento de Imposto de Renda”, explica. 

Em tese, é positivo para todas as partes. Ou seja, a empresa emite as debêntures e consegue os recursos necessários para investir em seus objetivos; o investidor empresta o dinheiro e recebe um valor maior, no futuro; e o governo abre mão de receita com IR, mas vê a infraestrutura do país se modernizar. 

Vale lembrar que a isenção do IR só vale para pessoas físicas. Pessoas jurídicas pagam 15% sobre a rentabilidade da debênture incentivada. 

Debêntures de infraestrutura

Em paralelo às autorizações para emissão de debêntures incentivadas, o Ministério da Infraestrutura trabalha para aprovar ainda este ano o Projeto de Lei 2.646/2020, conhecido como PL das Debêntures de Infraestrutura. Já aprovado na Câmara, mas parado há um ano no Senado, o texto cria um novo tipo de debênture voltada para o setor. 

O PL direciona os incentivos fiscais para as empresas que precisam de crédito para projetos de infraestrutura. Segundo a proposta, elas poderiam deduzir da base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) os juros pagos aos investidores quando do vencimentos das debêntures. 

O secretário Rafael Furtado explica que a ideia é que, com o incentivo, as empresas ofereçam mais rentabilidade aos investidores e atraiam mais recursos. “Ou seja, se ele estaria disposto, numa debênture comum, a pagar, por exemplo, um juro de 5%, com o benefício fiscal ele poderia pagar até 5,5%, 6%, de maneira que aquelas debêntures se tornam mais atrativas para o mercado. A gente acha que tem o benefício para o emissor, quando ele deixa de pagar o Imposto de Renda, e tem o benefício para o adquirente, quando ele tem um ganho superior à média do mercado. A gente está completamente de acordo e estamos buscando a aprovação deste projeto ainda este ano”. 

Até agosto deste ano, foram emitidas dez debêntures incentivadas no valor total de R$ 5,2 bilhões. Foram seis projetos no modal rodoviário; dois no aeroportuário; e dois no portuário. Desde 2019, são 54 emissões de títulos de crédito, que somam R$ 27,9 bilhões. 

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04/10/2022 04:30h

Segundo o Ipea, a produção interna destinada ao mercado nacional cresceu 0,8% e as importações de bens industriais aumentaram 9,8%

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A demanda por bens industriais teve crescimento de 2,4% no trimestre móvel encerrado em julho, aponta o Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Na comparação com junho, o avanço foi de 2,1%. De acordo com o indicador, a produção interna destinada ao mercado nacional, os bens nacionais, cresceu 0,8% e as importações de bens industriais aumentaram 9,8% em julho. 

O acumulado de doze meses também é positivo. Na comparação com julho de 2021, a demanda por bens industriais cresceu 1,9%. “Os destaques positivos do mês de julho ficaram por conta dos segmentos farmoquímicos e da demanda de outros equipamentos de transporte, que engloba a produção de aviões, plataformas de petróleo e embarcações", explica Leonardo Carvalho, pesquisador do Ipea. 

Desempenho por categoria

Na análise do trimestre móvel encerrado em julho, os grupos econômicos de bens de capital e de consumo, semi e não duráveis, tiveram variação positiva. Quando analisado o mês de julho especificamente, o cenário é levemente diferente. A demanda por bens de capital retrocedeu pelo segundo mês consecutivo, com recuo de 2%, e os segmentos de bens de consumo semi e não duráveis tiveram variação positiva, com altas de 2,1% e 2,8%, respectivamente. 

Os bens de capital são bens intermediários necessários para a produção de outros bens e mercadorias, como equipamentos e instalações. Já os bens de consumo são os produtos finais, que completaram o ciclo de produção e são utilizados pelos indivíduos. Os de consumo duráveis são aqueles que podem ser utilizados por períodos longos, como automóveis, móveis, eletrodomésticos, e os não duráveis são os destinados à utilização imediata, como os alimentos.  

“Essa questão ligada ao consumo de bens industriais, sobretudo relacionado à importação de bens semifaturados ou de bens intermediários, que foi de alguma forma foi ajudado pelo comportamento da moeda americana no mês de julho apresentou queda, fez com que houvesse ajustes na demanda industrial. É o que nós podemos observar no trimestre encerrado em julho”, avalia o economista César Bergo.

Para Bergo, há otimismo para o setor industrial até o final de 2022. “A perspectiva para o ano é positiva. O setor industrial vem melhorando seu desempenho, sobretudo em determinadas áreas, e isso é importante para geração de emprego e de renda de qualidade. Aguardamos que, em função desses números, haja recuperação do setor industrial no segundo semestre e que a contribuição dele para o setor econômico seja muito positiva”, conclui.

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04/10/2022 04:15h

Instituições financeiras projetam queda para o IPCA pela 13ª semana consecutiva

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Pela 13ª semana consecutiva, o mercado financeiro reduziu a expectativa da inflação para 2022 e 2023 e elevou a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano, de acordo com dados do último Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central na última segunda-feira (26). A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para o fim deste ano caiu de 6% para 5,88% e a previsão para 2023 diminuiu de 5,01% para 5%.

Em agosto, o IPCA teve o segundo mês consecutivo de queda, com baixa de 0,36%. Em julho, a deflação havia sido de 0,68%. O PIB, por outro lado, teve a projeção de alta aumentada, passando de 2,65% para 2,67% neste ano. Para 2023, foi mantida em 0,50%. 

“Isso [a redução] é importante pois a inflação começa a aproximar-se da meta estabelecida mesmo que não seja o centro da meta. Representa um ganho positivo contra a incerteza da economia, com a valorização do poder de compra das famílias, dando a possibilidade delas poderem planejar seu futuro com a valorização do seu poder de compra”, avalia Alessandro Azzoni, advogado, economista e conselheiro deliberativo da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). 

Mesmo com a perspectiva positiva, o advogado e economista alerta para interferências internacionais. “Acredito que a tendência de queda ainda permaneça e a redução dos preços dos combustíveis atingindo diesel deverá impactar na redução dos preços dos produtos, alimentos e serviços, acentuando ainda mais a queda da inflação. Mas como a economia depende sempre de vários fatores, temos que ficar atentos ao mercado externo, pois a guerra da Ucrânia e Rússia ainda impacta as economias globais e o cenário interno das eleições”, conclui. 

Para o doutor em economia e professor da Universidade Mackenzie, Hugo Garbe, recentes medidas do governo federal tiveram impacto direto na deflação brasileira. “Os fatores que levam à previsão da redução da inflação são que, primeiro, houve redução significativa de impostos dos principais produtos que compõem a inflação, por exemplo, ICMS dos combustíveis. Outro ponto importante é a taxa de juros. O Banco Central do Brasil foi o primeiro a subir a taxa, ainda em meados da pandemia. Quando tem politica monetaria contracionista, reduz o ímpeto de consumo e tomada de crédito”, opina. 

Histórico

Desde 1999, o Brasil adota o regime de metas inflacionárias, onde fica estabelecido o desvio de 1,5 ponto percentual para cima e para baixo do foco da inflação a ser alcançada. Esse foco é sempre o IPCA. Em 2022, o Conselho Monetário Nacional fixou a meta para o índice  em 3,5%. Aplicando o desvio, a inflação poderia ficar entre 2% e 5% e, para isso, o Banco Central utiliza de ferramentas monetárias para manter essa meta. Uma das mais utilizadas é o aumento na taxa básica de juros, a Selic. 

O IPCA tem um espectro maior e analisa o poder de compra das famílias com renda até 40 salários mínimos em todo o território nacional, diferentemente do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) que leva em conta o poder de compra das famílias até cinco salários mínimos. Com isso, o Banco Central pode definir o viés de alta ou de baixa da taxa básica de juros, a fim de trazer a inflação para o centro da meta. 
 

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Brasil 61