Dr. Ajuda
10/08/2022 17:00h

Neste episódio o Dr. Fabricio Witzel dá mais detalhes sobre o assunto

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Conversaremos hoje sobre uma das doenças mais graves relacionadas ao olho que existem: o descolamento de retina. Fique atento ao que conversaremos porque isto pode ser muito importante na prevenção desta doença. Neste episódio o Dr. Fabricio Witzel dá mais detalhes sobre o assunto.

A retina é o tecido que está no fundo de olho. É ela que capta as imagens e as leva para o cérebro. Ela age como um filme fotográfico e, se não estiver bem colada no fundo do olho, não funcionará.

É isto que acontece no descolamento de retina por diversos motivos, ela se solta daquela posição normal que ocupa dentro dos olhos.

O descolamento de retina acomete aproximadamente 1 caso em cada 10.000 pessoas no mundo por ano, e é mais comum em indivíduos jovens e míopes. 

Por que a miopia é um fator de risco?

O olho miope é maior em tamanho, e com isso, a retina é esticada para cobrir todo o fundo do olho, ficando fina e frágil, favorecendo o aparecimento do que chamamos de roturas retinianas, que são áreas de falha, buracos na retina. Com esta área de falha, o líquido de dentro do olho, chamado de humor vítreo, entra por dentro desta rotura, descolando a retina. Alguns trabalhos científicos mostram que 70% dos miopes tem alguma lesão que pode se tornar uma rotura e consequentemente evoluir para descolamento de retina.

Outras causas que levam a quebra da retina são traumas como boladas, socos, ou procedimentos cirúrgicos oculares. Existem também descolamentos de retina que aparecem em doenças inflamatórias e infecciosas, bem mais raros, e que precisam do diagnóstico correto da causa para se definir o tratamento. 

Mas aqui vou chegar ao ponto mais importante quando conversamos sobre descolamento de retina. Chama-se prevenção. Existe uma queixa muito comum no consultório do oftalmologista que se chama mosca volante. Isso mesmo, mosca volante, o que é isso? 

Inúmeros pacientes reclamam que vêem pontos escuros voando no campo de visão, especialmente em ambientes claros  Estes pontos são pequenas opacidades que estão presentes no vítreo que está balançando dentro do olho. Quando isto ocorre, é porque o gel, esse vítreo, está solto, ou se soltando dentro do olho. E este gel pode puxar a retina e rasgá-la, provocando aquelas roturas das quais conversamos agora há pouco. Quando o vítreo está puxando a retina inclusive, podemos ver pontos luminosos, como se fossem pequenos raios de luz, relâmpagos. São as chamadas fotopsias.

Por isso, se você vê estes pontos escurecidos flutuando de um lado para o outro no campo de visão, ou raios de luz, procure imediatamente seu oftalmologista. Ele deve dilatar suas pupilas pra fazer o exame de mapeamento de retina, investigando se você tem roturas na retina, que podem, como discutimos, levar ao descolamento de retina e a cegueira.

Para saber mais detalhes sobre o assunto, assista ao vídeo no canal Dr. Ajuda.

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Dr. Ajuda
08/08/2022 17:00h

Neste episódio a Dra. Natalia Andrade dá mais detalhes sobre o assunto

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Você conhece alguém que já teve câncer de boca? Sabe como reconhecer e se prevenir dessa doença? Neste episódio a Dra. Natalia Andrade dá mais detalhes sobre o assunto.

A primeira informação que você deve saber é: quando suspeitar que sua ferida na boca pode ser um câncer de boca?

Principais sinais e sintomas

  • Feridas na boca (que inclui língua, gengiva e palato, popularmente conhecido por céu da boca) e também nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias e que tenham crescimento progressivo ou sangramentos.
  • Manchas vermelhas ou esbranquiçadas persistentes;
  • Dor ou dificuldade para falar, mastigar ou engolir;
  • Nódulos no pescoço. 

Se tiver qualquer um desses sintomas você deve procurar um médico, principalmente se fizer parte dos grupos de risco para ter a doença, que são os fumantes, os consumidores frequentes de bebida alcoólica e as pessoas que se expõem ao sol sem proteção.

Diagnóstico

A suspeita diagnóstica é feita durante o exame clínico, mas a confirmação depende da biópsia. A biópsia consiste em retirar um pedaço pequeno do lugar suspeito e enviar esse tecido para o médico patologista. O patologista olha as células desse tecido e emite o diagnóstico de câncer ou outra lesão. Na grande maioria das vezes esse procedimento pode ser feito de forma ambulatorial, com anestesia local. Certos exames de imagem, como a tomografia computadorizada ou a ressonância nuclear magnética, são importantes principalmente para avaliar a extensão do tumor. Quanto mais precoce o diagnóstico e o tratamento, melhores são as chances de cura!

Tratamento

Na grande maioria das vezes o tratamento é cirúrgico, tanto para lesões menores como para tumores maiores. A cirurgia contempla a retirada do tumor e linfonodos da região do pescoço. Em uma parcela dos casos, haverá a necessidade de algum tipo de reconstrução do defeito cirúrgico, visando a funcionalidade da região acometida. Nos casos mais complexos, além do tratamento cirúrgico, é necessária a realização de radioterapia (com ou sem quimioterapia), após a ressecção do tumor, para complementar o tratamento e obter melhor taxa de cura.

O risco de desenvolver esta neoplasia pode ser reduzido atuando junto aos seguintes fatores de risco:

  • Suspender ou limitar o fumo e o álcool
  • Realizar higiene oral com frequência 
  • Usar dentaduras bem adaptadas: as próteses (ou dentaduras) que não se encaixam corretamente levam a áreas de trauma contínuo na mucosa oral. Este fator aumenta o risco de desenvolver câncer de boca. 
  • Reduzir a exposição à luz ultravioleta. A radiação ultravioleta é um fator de risco importante e evitável para o câncer de lábio. Diminuir o tempo de exposição aos raios ultravioleta, procurar usar chapéu, protetor solar e protetor labial com FPS 30 ou superior são medidas protetivas importantes.
  • Tratar lesões pré-cancerígenas. Áreas de leucoplasia (mancha branca) ou eritroplasia (mancha avermelhada) na boca são consideradas lesões pré-cancerígenas. A remoção dessas áreas diminui o risco de desenvolvimento de um câncer em alguma outra área da boca, mas não impede. 

Portanto, se você tiver qualquer um dos sintomas que eu falei, e principalmente se fizer parte do grupo de risco, não deixe de procurar um médico, de preferência um cirurgião de cabeça e pescoço.

Para saber mais detalhes sobre o assunto, assista ao vídeo no canal Dr. Ajuda.

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Dr. Ajuda
03/08/2022 17:00h

Neste episódio o Dr. Manoel Lobato dá mais detalhes sobre o assunto

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Você sabe o que é um aneurisma? Muitas pessoas já ouviram essa palavra e associam a uma doença potencialmente grave, e é mesmo. Quer entender quando você deve suspeitar, como é feito o diagnóstico e tratamento de um aneurisma? Neste episódio o Dr. Manoel Lobato dará mais detalhes sobre o assunto.

Um aneurisma é uma dilatação de uma parte de um vaso sanguíneo. Geralmente, na região em que há um aumento do tamanho do vaso sanguíneo, a parede desse vaso fica mais fina; é como uma bexiga: quanto mais você enche, maior ela fica, mais fina fica a sua parede e maior a chance de ela estourar. E esse é o maior risco dos aneurismas: estourar e provocar hemorragias que podem ser fatais.

Essa dilatação, ou seja, os aneurismas podem acontecer em qualquer vaso sanguíneo do corpo, os mais comuns são os aneurismas cerebrais e os aneurismas de aorta.

À medida que dilatação da artéria vai aumentando a parede do vaso vai ficando mais fina, mais fina até que estoura. Como tem muito sangue passando pela aorta esse rompimento causa um sangramento ou hemorragia muito grande com risco de morte superior a 90%.

“Então”, quando você deve suspeitar de aneurisma de aorta? Quais são os sintomas?

Esse é um dos pontos mais importantes, porque geralmente o aneurisma não tem nenhum sintoma, e é isso que torna essa doença extremamente perigosa. Ou seja, ela é uma doença silenciosa e que muitas vezes só é descoberta com a rotura do aneurisma. Algumas pessoas mais magras percebem uma bola que pulsa no abdome e acabam fazendo o diagnóstico do aneurisma quando mostram esse achado para o médico. 

Outros recebem o diagnóstico de aneurisma quando fazem exames de ultrassom e tomografia de tórax e abdome para pesquisar outras doenças. Ou seja, não apresentam sintoma nenhum e recebem o diagnóstico do aneurisma por acaso. Já outros pacientes sentem dores abdominais intensas dias ou horas antes do rompimento do aneurisma. Nessa situação, é muito importante procurar imediatamente atendimento médico e, infelizmente, o que acontece com muita gente é a descoberta do aneurisma só quando esse rompe. 

Os sintomas que indicam a rotura do aneurisma são dor súbita que acontece de repente na barriga ou nas costas, pele úmida ou suada, batimento cardíaco acelerado, queda de pressão, desmaios, perda de consciência e até morte súbita.

Qualquer pessoa pode ter aneurisma de aorta, mas se a pessoa tiver alguns fatores esse risco aumenta muito são os chamados fatores de risco. Eu vou destacar 4 deles:

  • Tabagismo. Quem fuma tem 7 vezes mais risco de ter aneurisma do que quem não fuma
  • Pressão alta, principalmente a não controlada 
  • Idade avançada acima de 50 anos 
  • Antecedente familiar de aneurisma. Se você tem ou teve pai, mãe, irmãos ou outros familiares próximos que tiveram aneurisma seu risco é maior.

Na presença de qualquer um desses fatores de risco você deve sempre falar ao médico. Ele irá avaliar a necessidade de exames complementares para o diagnóstico aneurisma. Se tiver antecedente familiar com aneurisma você já deve procurar um Cirurgião Vascular para essa investigação.

Para saber mais detalhes sobre o assunto, assista ao vídeo no canal Dr. Ajuda. 

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Dr. Ajuda
02/08/2022 17:00h

Neste episódio o Dr. Wellington Andraus dá mais detalhes sobre o assunto

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Você conhece alguém que descobriu um nódulo no fígado? O que esse nódulo pode ser e o que fazer? Neste episódio o Dr. Wellington Andraus dá mais detalhes sobre o assunto.

Nódulo no fígado é um problema muito mais frequente do que as pessoas imaginam. Só para você ter uma ideia, estima-se que 15 a 30% da população tenha algum nódulo no fígado. Esse nódulo pode ser um Câncer? Pode ser metástase de um outro tumor?

A resposta é sim. tumores do fígado e mesmo metástases de outros tumores que aparecem no fígado podem se apresentar como nódulo, mas aqui cabe um esclarecimento: na imensa maioria das vezes o nódulo não é câncer! É um nódulo benigno!

Como saber se o nódulo no fígado é benigno ou maligno?

O recomendado é procurar um médico especialista em fígado para essa investigação. Além da história clínica normalmente se faz exames de imagem como tomografia ou ressonância magnética e exames laboratoriais. Em poucos casos é necessária uma biópsia do nódulo para o diagnóstico.

O que fazer após o diagnóstico?

Eu vou começar falando dos tumores benignos. Dentre esses temos 4 mais importantes:

  1. os cistos simples que são nódulos que possuem uma cápsula e conteúdo líquido em seu interior. Esses cistos são normalmente de evolução benigna e só necessitam cirurgia em poucos casos em que se tornam muito grandes.
  2. os hemangiomas que nada mais são que um enovelado de vasos desorganizados. Se for esse o seu caso, saiba que normalmente o tratamento também é a observação, sem necessidade de cirurgia. 
  3. A hiperplasia nodular focal, que é como se fosse um tecido hepático normal, porém desorganizado, como se fosse uma cicatriz no fígado, esse também só necessita observação.
  4. O adenoma que é um nódulo das células do fígado, os hepatócitos e pode estar associado ao uso de anticoncepcional. O adenoma tem um risco de sangramento e também de malignizar, principalmente quando for maior que 5 cm, por isso que o tratamento para os adenomas depende da avaliação caso a caso, mas se tiver mais do que 5 cm de tamanho o tratamento geralmente é cirúrgico.

E se o nódulo for maligno?

Nesse caso é importante saber se é um tumor do próprio fígado que é o que chamamos de hepatocarcinoma, ou se é uma metástase, ou seja, se é tumor originado em outro órgão e que se espalhou para o fígado. 

Não sei se você sabe, mas existem diferentes tipos de tumores que dão metástase para o fígado como estômago, pâncreas, intestino, mama, entre outros.

Para fazer essa diferenciação podem ser necessários exames de sangue e exames de imagem como tomografia e ressonância. Em alguns casos também pode precisar de endoscopia e colonoscopia. Uma vez feito esse diagnóstico deve-se avaliar a extensão da doença (se ela está restrita ao fígado) e o tratamento pode ser desde a ressecção por videolaparoscopia ou cirurgia robótica até o transplante de fígado.  

Sendo metástase o tratamento vai depender do local de origem do tumor. Assim se for um tumor de colón, por exemplo, com metástase para o fígado tem um tratamento, se for do pulmão com metástase para o fígado outro e assim por diante.

Diante dessa diversidade de diagnósticos e de possibilidades de tratamento quero reforçar a importância do diagnóstico correto e acompanhamento do nódulo no fígado.

Para saber mais detalhes sobre o assunto, assista ao vídeo no canal Dr. Ajuda. 

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01/08/2022 19:00h

Neste episódio a Dra. Natalia Andrade dá mais detalhes sobre o assunto

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Você conhece alguém que tem nódulo de tireoide? E você sabe quando deve suspeitar de câncer de tireoide e o que fazer se for esse o diagnóstico? Neste episódio a Dra. Natalia Andrade dará mais detalhes sobre o assunto.

Quando você deve suspeitar que tem um câncer de tireoide? Veja as 3 características mais importantes:

  1. uma massa ou nódulo visível na região da tireoide.
  2. a presença de linfonodos, popularmente conhecidos por ínguas, aumentados na região do pescoço. Aqui cabe um esclarecimento: ter linfonodos aumentados no pescoço é muito comum. Isso pode estar associado a diversos outros problemas muito mais comuns que câncer de tireoide, como dor de garganta, torcicolo, infecção no ouvido, amigdalite, resfriado, mas pode ser também câncer de tireoide. O que estou falando aqui é que se você tem um nódulo suspeito e linfonodos aumentados no pescoço, é importante ficar atento.
  3. sintomas compressivos. Nos casos mais avançados o tumor de tireoide pode comprimir as estruturas ao redor causando rouquidão, falta de ar e até dificuldade em engolir alimentos. 

A maioria dos tumores de tireoide são descobertos na fase inicial, quando esses sintomas que eu falei ainda não apareceram. A pessoa vai fazer algum outro exame de imagem para investigar outro problema e acaba descobrindo que tem um nódulo na tireoide, e é então que surge a suspeita do problema.

Para se considerar um nódulo suspeito deve-se levar em consideração 3 aspectos:

  1. a parte dos sintomas que eu já falei - nódulo palpável e endurecido, linfonodos cervicais e rouquidão persistente
  2. as características dos nódulos vistos no ultrassom – a presença de microcalcificações é a característica mais suspeita, mas outros aspectos como bordas irregulares, vascularização central ou nódulo mais alto do que largo também são sugestivos de malignidade.
  3. também deve-se levar em consideração os fatores de risco, que são principalmente ter feito radioterapia no pescoço por alguma razão e ter histórico familiar dessa doença. ou seja, ter algum parente próximo que já teve a doença. 

Em caso de suspeita, o médico que está acompanhando deve prosseguir a investigação com o que chamamos de Punção Aspirativa por Agulha Fina da lesão, que nada mais é do que introduzir uma agulha no nódulo e tirar um pouco de material para análise no microscópio por um médico chamado patologista.

Esse Patologista que vai avaliar qual a probabilidade de ser câncer. Se for maligno, vai descrever ainda o nome e a agressividade da doença. Só assim conseguimos entender um pouco mais a doença, a ameaça que ela representa e também planejar o tratamento.

Há 4 tipos de Câncer de tireoide: papilífero (é o tipo mais comum e está presente em cerca de 80% das pessoas com câncer de tireoide. geralmente cresce muito lentamente), folicular, medular e anaplásico.

O tratamento de câncer de tireoide é eminentemente cirúrgico. A tireoidectomia (retirada da tireoide) total ou parcial (remoção de um lobo) é o tratamento de escolha para a grande maioria dos casos. 

A depender da extensão da doença e nome do tumor que eu falei pode ser indicada a retirada dos gânglios do pescoço que é o que chamamos de esvaziamento cervical.

Além disso pode ser indicado um tratamento que só se faz para câncer de tireoide chamado radioiodoterapia. 

Para saber mais, assista ao vídeo no canal no Dr.Ajuda.

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Dr. Ajuda
29/07/2022 17:00h

Neste episódio o Dr. Fábio Ortega dá mais detalhes sobre o assunto

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Você já teve infecção urinária? Sabe quais os sintomas e o quando se preocupar? Neste episódio o Dr. Fábio Ortega dará mais detalhes sobre o assunto

Infecçao urinária é um tema bastante amplo porque engloba todas as partes das vias urinárias- rim, ureter, bexiga e uretra. Quando a infecção é na bexiga chamamos de cistite, no rim que é a chamada pielonefrite ou popularmente conhecida por “nefrite” e na uretra, que é o canal da urina, é chamada uretrite.

Todos são chamados de infecção urinária. Elas têm algumas características em comum, mas em geral tem sintomas diferentes. 
 
Quando você deve suspeitar que está com infecção urinária?

Incialmente eu vou destacar os 6 principais sintomas da cistite que é a infecção urinária que atinge a bexiga 

  1. Ardência para urinar – muitas pessoas referem como se estivessem urinando pimenta
  2. Vontade de ir urinar com muita frequência. O relato típico é:  pessoa vai urinar, sai só um pouquinho de urina, muitas vezes com dor e passado pouco tempo vai de novo e é mesma coisa.
  3. Mudança do cheiro da urina. O cheiro da urina varia de pessoa para pessoa. Isso depende também de outros fatores como alimentos que você comeu, quantidade de água que você bebe, dentre outros…o que sugere infecção urinária não é o cheiro forte mas a mudança no padrão do cheiro. 
  4. Urgência miccional que é aquela vontade súbita, de repente, de ter que urinar, com o medo de urinar na roupa
  5. Dor na região da bexiga acima do ossinho do púbis quando a bexiga está cheia ou quando esvazia.
  6. Sangue na urina, o que chamamos de hematúria. 

Em crianças pequenas, que já desfraldaram e já ficam secos sem perda de urina na roupa, um outro sintoma que deve chamar atenção dos pais são novos episódios de perda de urina na roupa. Esses sintomas principalmente a ardência e vontade de urinar mais vezes podem também estar presentes nas uretrites ou infecção do canal da urina. 

E quando você deve procurar o Pronto Socorro por infecção urinária? Se você tiver suspeitando de infecção urinária e tiver alguns dos sintomas de gravidade abaixo: 

  1. Febre temperatura acima de 38 C
  2. Dor as costas especialmente em um dos lados, próximo aos pulmões
  3. Tremores e calafrios.
  4. Cansaço intenso. A pessoa fica prostrada e muitas vezes querendo ficar deitada.
  5. Pode ter náuseas e vômitos associados
  6. Sintoma especial para idoso. Os idosos tem que ter atenção especial porque muitas vezes ao invés de terem esses sintomas que falei apresentam mudança de comportamento, sonolência e confusão mental. 

Esses sintomas sugerem que a infecção urinária chegou no rim causando o que chamamos de Pielonefrite Aguda. 

A principal causa de infecção urinária é bactériana. A principal delas, presente em mais de 80% das cistites e pielonefrites é uma chamada E.coli . Ela está presente no nosso corpo, mas quando chega na bexiga pode causar infecção.

Tratamento

O tratamento é realizado com antibiótico. O tipo de antibiótico e forma de uso se por comprimido ou injeção vai depender da infecção e gravidade do caso. 
Beba muito líquido assim você vai produzir mais urina não fique segurando a urina até ficar muito apertado. Teve vontade, procure urinar e tente esvaziar a bexiga completamente na micção.

Para as mulheres, higiene intima e urinar após a relação sexual também ajuda.

Para saber mais detalhes sobre o assunto, assista ao vídeo no canal Dr. Ajuda.

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Dr. Ajuda
28/07/2022 17:00h

Neste episódio a Dra. Paula Guidi, dá mais detalhes sobre o assunto

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Você sabe se, tomando pílulas ou comprimidos com Vitamina C, Vitamina D, Vitamina K ou mesmo Zinco, isso pode realmente te ajudar a não ficar doente? Neste episódio a Dra. Paula Guidi, dá mais detalhes sobre o assunto.

Vitamina C

A vitamina C ou ácido ascórbico é um nutriente antioxidante e tem papel importante na formação de células de defesa e anticorpos.

Qual a relação então da vitamina C e imunidade? Sabemos que em casos de deficiência de vitamina C o sistema imune pode sim ficar prejudicado. A Vitamina C pode ser encontrada em abundância nas frutas cítricas, mamão, caju, salsa e repolho dentre outros de tal maneira que é muito fácil atingir a meta de consumo diária por meio de uma alimentação saudável. Não é à toa que é muito raro encontrarmos pessoas com deficiência de vitamina C!

Dito isso vale esclarecer uma outra dúvida é: vale a pena suplementar vitamina C ou seja, se você tomar mais vitamina C por comprimidos ou polivitamínicos melhora o sistema imune? Você fica mais protegido?

Alguns trabalhos mostram que a suplementação de 1g de vitamina C ao dia pode levar a redução do tempo de duração de resfriados e gripes, mas ela não foi capaz de reduzir a chance de contrair essas infecções. Por isso seu uso não é recomendado de rotina.

Com relação especificamente ao COVID-19, há algumas evidências que a vitamina C pode ajudar o tratamento de suporte durante a infecção, embora sejam necessários estudos mais longos. Novamente, o uso da vitamina C não foi associado a redução da chance de infecção.  

Vitamina D 

A vitamina D tem papel fundamental na manutenção da saúde dos ossos, dentes e massa muscular. Mais recentemente descobrimos que existe relação entre a vitamina D e o sistema imunológico. Células de defesa como linfócitos e macrófagos, tem receptores de vitamina D na sua membrana.  

Vitamina D e COVID 19: alguns estudos mostram que a hipovitaminose D está associada a maior gravidade nos casos de infecção pelo COVID 19. Outros apontam no sentido de que pacientes com deficiência de vitamina D teriam maior risco de contrair a doença.  Apesar desses dados precisarem ser avaliados mais a longo prazo em estudos maiores, existe sim a recomendação para que todas as pessoas, inclusive crianças, mantenham níveis normais dessa vitamina. 

Diferentemente da vitamina C, a vitamina D não tem sua principal fonte na alimentação. 90% da síntese dessa vitamina se dá através da exposição solar.

A dúvida que quero esclarecer é: Suplementar Vitamina D melhora seu sistema imunológico?

Não! níveis elevados de vitamina D não trazem benefício para o corpo. Sua reposição deve ser realizada com acompanhamento do médico ou nutricionista. 

Vitamina K 

A vitamina K faz parte do processo e coagulação sanguínea e atua na saúde óssea. 

É encontrada em principalmente em folhas verdes como couve espinafre e rúcula, outras fintes são leite, carne, ovos, e óleos como canola de soja 

Muito especulou-se sobre a relação de COVID e vitamina K, pincipalmente após a descoberta de que a infecção por esse vírus, está associada a eventos trombóticos. 

Até o momento não existe evidência nenhuma de que a suplementação de vitamina K possa diminuir a chance de infecção ou melhorar a evolução de pacientes já infectados pelo COVID 

Zinco  

Zinco não é uma vitamina e sim, um oligoelemento. Oligoelementos são minerais presentes em pequenas quantidades no organismo que atuma em diversas reações essenciais. O zinco é determinante para manutenção da função imune inata e adaptativa. 

Nos países desenvolvidos, a deficiência de zinco ocorre com maior frequência em idosos, veganos/vegetarianos e em portadores de doenças crônicas, como doença inflamatória intestinal e cirrose. Mariscos, ostras, carnes vermelhas, fígado, miúdos e ovos são consideradas as melhores fontes de zinco.

Apesar de sabermos que existe ralação entre zinco e sistema imune, até o momento a sua reposição não é recomendada como maneira de prevenção ou tratamento de viroses, incluindo o COVID. Pessoas com diarreia, devem receber uma atenção especial quanto a necessidade reposição de zinco. 

Para saber mais detalhes sobre o assunto, assista ao vídeo no canal Dr. Ajuda. 

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Dr. Ajuda
27/07/2022 17:00h

Neste episódio a Dra. Tatiana Abdo dá mais detalhes sobre o assunto

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Você já teve algum sangramento no nariz? Sabe por que isso acontece e o que fazer para controlar o sangramento? Neste episódio a Dra. Tatiana Abdo dá mais detalhes sobre o assunto.

O sangramento do nariz ou, como chamamos na medicina, epistaxe, é um problema muito comum. Estima-se que 60% das pessoas vão apresentar pelo menos 1 episódio durante a vida.

Isso porque o nariz é uma região do corpo que possui uma grande quantidade de vasos e fica exposta. Ou seja, qualquer machucadinho em algum desses vasos pode sangrar. A primeira informação que você deve saber é: O que fazer nessa situação?

Em primeiro lugar, você deve realizar compressão digital com os dois dedos na forma de pinça.

Em segundo lugar, é preciso inclinar a cabeça da pessoa para frente! Normalmente as pessoas colocam a cabeça para traz. Ao fazer isso o sangue passa a escorrer para a garganta e existe um risco de a pessoa engasgar-se.

E em terceiro lugar, você deve colocar gelo sobre o nariz e observar a evolução. 

Se o sangramento persistir ou se apresentar grande volume de sangue o paciente deve ser encaminhado ao Pronto Socorro para avaliação médica imediatamente

E o que causa sangramento no nariz ou epistaxe? Eu vou destacar as 7 principais causas:

  1. Clima seco (o que causa ressecamento da mucosa nasal). É por isso que se torna mais frequente nos meses de inverno;
  2. Inflamações nasais, como rinites, resfriados e sinusites.;Manipulação, principalmente em crianças que ficam colocando o dedo no nariz para coçar;
  3. Traumas;
  4. Uso de medicamentos como o AAS e anticoagulantes;
  5. Tumores e desvio de septo;
  6. Pressão alta não controlada.

Para saber mais detalhes sobre o assunto, assista ao vídeo no canal Dr. Ajuda.

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21/07/2022 11:39h

Você já teve ou conhece alguém que já teve lesões no pênis ou na vagina e ficou receio de ser herpes? Você já ouviu falar em herpes genital? Nesse episódio a Dra. Helena Rangel dará mais detalhes sobre o assunto

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O herpes genital é uma infecção sexualmente transmissível que pode ser causada por dois tipos de vírus: herpes simplex do tipo 2, o mais comum na região genital, e herpes simplex do tipo 1, principal causador da herpes labial.

Essa doença é muito mais frequente do que grande parte das pessoas imagina.  Só para você ter uma ideia, pelo menos uma em cada seis pessoas jovens tem ou já teve herpes genital. 
Sendo assim tão frequente a primeira informação que você deve saber é: Quando você deve suspeitar que tem herpes genital? Quais são os sintomas? 

Na primeira infecção, algumas semanas após o contato sexual, podem surgir pequenos grupos de bolhas bem pequenas na região genital. Na mulher, elas podem aparecer na vulva, vagina, nádegas e coxas e no homem aparecem no pênis, escroto, ânus e nádegas. Depois de algum tempo, essas bolhas se tornam úlceras/feridas dolorosas.  Após o primeiro contato também podemos ter ínguas (linfonodos aumentados), febre, dor nas articulações e sensação de mal-estar, como quando estamos gripados. Geralmente as lesões que aparecem criam crostas e os sintomas melhoram em 2-3 semanas. Em alguns casos a pessoa pode sentir dor para urinar ou até para evacuar, dependendo de onde estão localizadas as bolhas.

Mas lembre-se: algumas pessoas têm poucos sintomas e não percebem as feridas e outras não sentem nada mesmo na primeira infecção.

 

Depois dessa infecção inicial, o vírus viaja por um ramo nervoso e fica em estado latente ou silencioso na base da coluna vertebral, onde fica por um certo tempo, que pode durar meses ou anos. Nesse período, não sentimos absolutamente nada.

Isso é importante porque você pode ter se infectado com um determinado parceiro ou parceira e só manifestar a presença da doença anos depois quando a pessoa já está em outro relacionamento por exemplo. Falo isso porque isso é motivo que gera bastante confusão, angustia e insegurança na relação.  Então que fique claro: se você tem herpes genital hoje você pode ter pego recentemente, mas pode ter pego há muitos anos e até agora não ter nenhum sintoma.

Muitas pessoas podem ter um segundo episódio, que tende a ser menos intenso e doloroso em relação ao primeiro, mas seguem o mesmo padrão de vermelhidão – surgimento de vesículas que são as pequenas bolinhas e que se unem e formam bolhas e depois estouram e formam as casquinhas que chamamos de crostas.

Você pode pegar herpes genital fazendo sexo vaginal, anal ou oral com alguém que tem a doença.

Se você não tiver herpes, você pode ser infectado se o vírus entrar em contato:

  1. Com uma ferida ou uma bolha herpética;
  2. Com a saliva, se seu parceiro tem uma infecção oral por herpes, ou com secreções genitais, se seu parceiro tiver uma infecção por herpes genital; isso significa que ele não precisa estar com lesão visível ou nem saber que está infectado e transmitir.
  3. Com a pele ao redor da boca, se seu parceiro tiver uma infecção por herpes oral, ou com a pele na área genital, se seu parceiro tiver uma infecção por herpes genital.

É importante lembrar que se você espremer ou tocar na secreção das bolhas/ feridas e depois tocar em alguma outra região do corpo, você pode espalhar o herpes para essa outra região, como por exemplo os olhos. Portanto, sempre lave as mãos após tocar nas lesões para evitar que a infecção seja espalhada.

O diagnóstico é clínico. A partir da sua história e do exame físico, um profissional bem treinado consegue assegurar o diagnóstico. Existem alguns exames que por vezes são solicitados, principalmente as sorologias, que são obtidas pelo sangue e só mostram que a pessoa teve contato com o vírus. Mas esses testes podem mais confundir do que ajudar, principalmente se são realizados em indivíduos sem sintomas. Herpes genital não tem cura. O tratamento é a base de anti- virais, geralmente o recomendado é o comprimido e tem como objetivo reduzir o risco de ter novas lesões de herpes e de encurtar o período de manifestação. 

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20/07/2022 11:06h

Você já ouviu falar que existem doenças que aumentam o seu risco de formar coágulos no sangue, situação conhecida por trombose? Neste episódio o Dr. Antônio Brandao dará mais detalhes sobre o assunto.

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Toda vez que temos um sangramento após um corte ou uma batida, o nosso corpo ativo o sistema de coagulação. Ele aciona diferentes mecanismos para formar um coágulo ou um trombo, que bloqueia o vaso que está sangrando e, assim, interrompe o sangramento. Seria como se fosse uma rolha entupindo um buraco de um cano que está vazando. A trombose surge por um problema na regulação desse mecanismo, gerada por coágulos em excesso! Esses coágulos formados podem bloquear a passagem do sangue na própria veia onde surgiu causando sintomas locais, como na perna, gerando a chamada trombose venosa profunda, ou ser levado pelo sangue seguindo a circulação sanguínea até os pulmões, o chamado tromboembolismo pulmonar.

 

Trombofilia é o termo médico utilizado para denominar as condições que levam o organismo a formar coágulos em maior quantidade do que o normal. As trombofilias podem ter como causas as doenças genéticas e hereditárias, como fator V Leiden e mutação no gene da protrombina e também podem ser doenças que podem surgir ao longo da vida, como a síndrome do anticorpo antifosfolípide.

Quando suspeitar? 

  • Primeiro: tromboses que ocorreram SEM ter algum fator daqueles fatores de risco que falei como viagem prolongada, procedimento cirúrgico, câncer em atividade, gestação e pós-parto.
  • Segundo: tromboses em locais poucos comuns de ocorrer. Os locais mais comuns são perna e pulmão. Quando ocorre uma trombose em lugares diferentes como vasos do sistema nervoso e vasos abdominais isso deve levantar a suspeita.
  • Terceiro: alguém na família que já teve trombose principalmente se teve quando ainda era jovem ou mesmo histórico familiar de trombofilia já diagnosticado.
  • E o quarto é para as mulheres com três ou mais abortos seguidos sem causa aparente. A trombofilia pode ser uma possível causa nesses casos e por isso, nessa situação deve ser investigada. Lembrando que existem muitas outras causas de aborto de repetição.

Se você tiver nessas situações você deve procurar um médico para correta avaliação e possível diagnóstico. O diagnóstico é feito pela história clínica e por exames de sangue específicos a depender do problema como pesquisas genéticas e avaliação detalhada da coagulação.

O tratamento é feito por medicamentos, também conhecidos por anticoagulantes, que diminuem a capacidade de formação de novos coágulos pelo organismo. Pode ser usado por comprimido ou injeção na barriga e, a depender do caso, deve ser usado durante a vida inteira. 

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Brasil 61