Educação
11/09/2022 17:10h

Erro no sistema duplicou as vagas, assumiu a pasta. Exclusão foi adotada para "garantir equidade das condições previstas no edital"

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O Ministério da Educação (MEC) excluiu 257 bolsas de estudos ofertadas na segunda chamada do Programa Universidade Para Todos (Prouni). A medida foi adotada pela pasta na última quinta-feira (8) após uma varredura no sistema do Prouni identificar inconsistências que resultaram na oferta de bolsas duplicadas. 

Segundo o MEC, para garantir que as regras previstas no edital do Programa fossem cumpridas e de acordo com orientação da própria área jurídica da pasta, foi necessário apagar as bolsas geradas equivocadamente pelo sistema. 

Das 200.335 bolsas ofertadas, 257, ou seja, 0,12% foram duplicadas. A pasta também disse que a decisão pela exclusão das bolsas duplicadas foi tomada logo após a situação ser observada com o objetivo de "garantir a equidade das condições previstas no edital". 

Acessibilidade do ensino técnico pode contribuir para o desenvolvimento profissional

Profissões do futuro: conheça as tendências e os desafios para os próximos anos

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24/08/2022 04:45h

Para especialista, combinação de teoria e prática prepara estudantes para desenvolvimento de novas habilidades

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O ensino técnico pode exercer papel de destaque no desenvolvimento de interesses e habilidades profissionais e, consequentemente, impactar na qualidade dos novos trabalhadores inseridos no mercado. O número de matrículas nessa modalidade de ensino cresceu 17% em sete anos no Brasil, segundo dados do Ministério da Educação de 2021.  

Para a psicóloga com atuação na área de orientação profissional, Lorena Alencar, a acessibilidade dos cursos técnicos é um diferencial. “Os cursos profissionalizantes custam menos que as graduações tradicionais. Essa acessibilidade contribui para o interesse de grande parte da população. Com eles, o jovem ou o adulto consegue desenvolver novas habilidades e conhecimentos”, opina.

Lorena explica ainda que o estilo dessa modalidade de ensino é voltado ao preparo dos estudantes para o mercado. “[Os cursos técnicos] combinam teoria e prática e preparam o estudante para atuar em um campo específico e, em consequência disso, se sente muito mais seguro para se posicionar profissionalmente no mercado de trabalho”, conclui. 

Em um cenário em que as constantes inovações tecnológicas exigem profissionais mais capacitados para trabalhar em um setor produtivo competitivo, a psicóloga avalia que se destacar com repertório de competências tornou-se mecanismo de sobrevivência dos trabalhadores. Para ela, a busca por desenvolvimento profissional por meio de ações educacionais, independentemente de já estar empregado, é pré-requisito para permanência nas empresas.

Ensino em unidades móveis

Nessa linha do ensino técnico, o Serviço Nacional de Aprendizagem (SENAI) oferece educação em escolas itinerantes. São mais de 400 unidades móveis do SENAI que vão às instalações de empresas industriais que contratam os cursos e também a comunidades em pontos remotos do país. 

Segundo o SENAI, os cursos oferecidos são, prioritariamente, de curta duração, de 40 a 160 horas, para áreas como panificação, confecção, soldagem, usinagem, automação, mineração, construção civil e nanotecnologia. Atualmente, há oportunidades em dez estados: Amazonas, Maranhão, Tocantins, Sergipe, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. 

“As unidades móveis do SENAI funcionam como verdadeiras escolas, com salas de aula e laboratórios para oferta de cursos de curta e média duração. Geralmente, ficam em determinado período em municípios onde não temos unidades fixas para atendimento às demandas do mercado local”, explica Mateus Simões de Freitas, gerente de Educação Profissional e Superior do SENAI. 

São oferecidos cursos de iniciação, qualificação, aperfeiçoamento e especialização profissional. Veja aqui mais informações sobre as unidades móveis. 

Aplicativo auxilia na escolha de cursos

No primeiro semestre deste ano, o Ministério da Educação lançou o SouTec, ferramenta para auxiliar estudantes e demais cidadãos na escolha de cursos técnicos, voltados ao ensino tecnológico e profissional. De acordo com a pasta, desde o lançamento, já foram mais de 200 mil downloads. 

O SouTec é composto por 72 questões que avaliam as preferências do aluno. Após todas as questões respondidas, o estudante terá acesso a um resumo e um relatório completo sobre o seu perfil profissional. O programa também disponibiliza, a partir das respostas dos alunos, roteiros de estudo e indica cursos técnicos para que possam se preparar para a vida profissional.

A internet é necessária apenas para o download do programa. Para utilizar o aplicativo, não é preciso conexão. O estudante consegue responder às perguntas e ter acesso ao relatório mesmo estando offline. 

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23/08/2022 04:00h

Transformação digital exige investimento em capacitação profissional para manter a competitividade das empresas

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O perfil do mercado de trabalho muda constantemente conforme avançam as tecnologias e as demandas da sociedade. Até o final do século 19, existia a profissão de acendedor de poste, que perdeu a função com a chegada das primeiras luzes elétricas. Com o atual aumento da digitalização e da automação, a tendência é que surjam novas profissões e, com elas, novos desafios, conforme explica a especialista em carreiras Juliana Guimarães.

“As mudanças macroambientais nos permitem identificar possíveis postos de trabalho que estão a caminho, porque eles estão intimamente ligados à combinação de tecnologia e informação, ou seja, a colaboração entre pessoas e máquinas; seja por meio de inteligência artificial, big data, internet das coisas ou machine learning.”

Segundo a especialista, a transformação digital é o principal desafio das empresas para a manutenção da competitividade. Para isso, é necessário investir em capacitação.
“Os profissionais das mais diversas áreas vão ter que se adaptar ao uso massivo de dados e seu uso de forma estratégica nos próximos anos. Isso quer dizer que esses profissionais têm que estar qualificados com todas as atualizações das novas tecnologias. Ou seja, ele tem que estar preparado para ser um lifelong learning, que é aquele que vai ser um eterno aprendiz.”

De acordo com a especialista, algumas das novas oportunidades de trabalho surgirão no Metaverso, que é um ambiente virtual, onde os seres humanos podem interagir socialmente, e até economicamente, por meio de realidade aumentada. Ela cita profissões com aumento da demanda. 

“Nesse contexto, podemos falar que começam a surgir alguns novos postos de trabalho como, por exemplo, o gestor de novos negócios de inteligência artificial, analista de dados com foco em internet das coisas, gestão de influenciadores digitais, agricultor digital, especialista em impressão 3D de grande porte. E tem todo um universo sendo criado dentro do Metaverso que dá a possibilidade, por exemplo, de ter corretores imobiliários especializados no ambiente digital.” 

Juliana Guimarães ressalta que, paralelamente ao avanço das máquinas, o profissional precisa desenvolver suas habilidades humanas, conhecidas como soft skills, que são inteligência emocional, pensamento crítico, flexibilidade, resiliência, foco em resolução de problemas, consciência social e autogestão. 

Para quem se preocupa com o desemprego, a especialista em carreiras afirma que, na medida que alguns postos de trabalho caminham para a extinção, outros vão surgindo. 

“A era do emprego como conhecemos, aquela lógica de vender seu tempo para entregar algumas tarefas em troca, não existe mais. A questão é como vamos capacitar as pessoas para essa nova realidade de mercado. Até hoje nos adaptamos bem. E agora, em um mercado que exige um profissional preparado para se atualizar o tempo inteiro, além de ter o desenvolvimento soft skills?”

Principais áreas

A professora do Departamento de Administração da Universidade de Brasília (UnB), Débora Barem, classifica as profissões com maior demanda em bolsões ou áreas de atuação. Dentre elas, a especialista destaca as profissões baseadas em novas tecnologias.

“Todos os profissionais que viabilizem a redução de barreiras entre o mundo virtual e o físico vão ser muito muito solicitados, seja de gerenciamento de banco de dados, segurança de dados e informações, desenvolvimento de aplicativos. Além das profissões que nós já temos tradicionalmente como analista de sistemas, engenharia de computação, engenharia de software.”

Laura Jorge Donato é analista e desenvolvedora de sistemas em Mococa, interior de São Paulo. Formada há quatro anos em nível superior, ela conta o que a motivou a entrar na área de tecnologia da informação.

“A área de tecnologia da informação segue crescendo muito. Hoje, existem muitas oportunidades no mercado, mas não tem profissionais o suficiente para suprir a demanda. Minha primeira oportunidade foi na faculdade, como estagiária. E hoje tenho quatro anos e quatro meses de empresa.”

Barem também cita a área de fidelização do consumidor, como personal shopper, design de experiências, marketing digital e gerenciamento de mídias sociais. Já na saúde, destacam-se as profissões relacionadas ao bem-estar do indivíduo como um todo, como nutricionista e personal trainer.

Outra área em evidência são as profissões que envolvem meio ambiente e sustentabilidade. “Toda essa parte de gerenciamento do lixo, de novos formatos para nos relacionarmos com o meio ambiente, [profissões] relacionadas a novas energias”, afirma.

Segundo a professora da UnB, as empresas também demandam, cada vez mais, profissionais que possam lidar com gerenciamento de crise, ética, governança e combate à corrupção empresarial.

Profissões na Indústria

A indústria é o terceiro setor que mais emprega atualmente, com 8.143.560 empregos acumulados em junho de 2022, e o segundo que paga os maiores salários de admissão, com uma média de R$ 1.991,28. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

De acordo com o Mapa do Trabalho Industrial, compilado pelo Observatório Nacional da Indústria, o setor vai demandar ainda 9,6 milhões de trabalhadores qualificados em ocupações industriais até 2025.

As áreas com maior demanda por formação são: transversais; metalmecânica; construção; logística e transporte; e alimentos e bebidas. 

Formação inicial

  • Transversais (411.149) 
  • Construção (346.145) 
  • Metalmecânica (231.619) 
  • Logística e Transporte (194.898) 
  • Alimentos e Bebidas (181.117) 
  • Têxtil e Vestuário (137.996) 
  • Automotiva (92.004) 
  • Tecnologia da Informação (76.656) 
  • Eletroeletrônica (55.747) 
  • Couro e calçados (48.868) 

Formação continuada 

  • Transversais (1.393.283) 
  • Metalmecânica (1.300.675) 
  • Logística e Transporte (1.095.765) 
  • Construção (780.504)  
  • Alimentos e Bebidas (583.685) 
  • Têxtil e vestuário (509.354) 
  • Tecnologia da Informação (397.836) 
  • Eletroeletrônica (248.790) 
  • Gestão (226.176) 
  • Automotiva (208.317) 

O gerente executivo do Observatório Nacional da Indústria, Márcio Guerra, destaca a relevância das ocupações nas áreas transversais. “Ou seja, aquelas ocupações coringas, aquelas profissões que são absorvidas por diversos setores da economia, que vão desde o setor automotivo até o setor de alimentos. No que diz respeito às áreas, vale destacar também aquelas profissões que estão relacionadas com a indústria 4.0, relacionada a automação de processos industriais.”

Brasil precisa qualificar 9,6 milhões de trabalhadores em ocupações industriais até 2025

INDÚSTRIA: Demanda por profissionais com nível superior deve crescer 8,7% até 2025

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18/08/2022 16:50h

Resultado do 2º semestre está disponível

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Os universitários aprovados no Fundo de Financiamento Estudantil (FIES)  devem completar a inscrição até sexta-feira (19). Os candidatos podem consultar o resultado do segundo semestre no portal acessounico.mec.gov.br. Durante este ano, foram ofertadas 110.925 vagas para o financiamento.

Após essa etapa, é necessário validar as informações declaradas na inscrição. O candidato tem até cinco dias úteis para apresentar a documentação exigida junto à instituição de ensino para a qual foi pré-selecionado. Depois, em até dez dias úteis, deve comparecer à Caixa Econômica para formalizar o contrato de financiamento.

Quem não for pré-selecionado na chamada única, concorre automaticamente a uma vaga na lista de espera. As convocações serão realizadas entre 22 de agosto e 22 de setembro.

Fies

O Fies é um programa do Ministério da Educação (MEC) que tem como objetivo financiar mensalidades em instituições de ensino superior não gratuitas, por meio da nota do Exame Nacional (Enem).

Karina Tomiasi, 25, foi selecionada pelo Fies no primeiro semestre de 2014, para cursar medicina na Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), em Presidente Prudente (SP). O programa garantiu que ela ingressasse no curso superior. “Na época minha família não teria dinheiro nem para me manter em outra cidade para cursar na faculdade pública, e eu também não tinha condições de pagar curso particular”, explica.

Fernando Oliveira, de 26 anos, também ingressou na Universidade Guarulhos (UNG) no primeiro semestre de 2016, graças ao programa. “Me ajudou bastante, porque eu queria cursar engenharia civil e tinha saído do meu emprego no ano anterior, então a mensalidade tava muito fora da minha realidade”, afirma. 

De acordo com Fernando, o Fies é importante porque diminui a desigualdade social, é mais uma opção de acesso ao ensino superior.
 

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17/08/2022 11:10h

Além de expandir qualificação profissional no interior da Bahia, projeto auxilia as cidades a aproveitarem os recursos públicos que já estão disponíveis

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Qualificação profissional de mais de 20 mil pessoas e geração de renda e emprego. Esse é o resultado de um trabalho de três anos de parcerias entre o Senai Bahia e as prefeituras do interior do estado, que busca identificar as demandas profissionais e realizar a inserção de pessoas capacitadas no mercado local. O projeto aproveita os recursos públicos que já estão disponíveis nesses municípios, provenientes dos ministérios da Cidadania e da Educação.

O modelo começou na unidade de Feira de Santana e a articulação do Senai com o poder público mostrou tantos resultados positivos que o projeto foi implementado nas outras 21 unidades, com capacidade de atuar em todos os 417 municípios baianos. Desde então, por meio da Gerência Comercial de Órgãos Públicos, o Senai Bahia vem ampliando a execução de cursos profissionalizantes com a ajuda de mapeamento de potencialidades e a identificação de áreas carentes.

Bianca Oliveira, gerente comercial de órgãos públicos do Senai Bahia, explica que atualmente o trabalho é mais proativo do que reativo, já que o Senai faz prospecções e visitas aos municípios, mostrando aos entes públicos daquela localidade as oportunidades que poderiam ser aproveitadas com os recursos já disponíveis. Alguns municípios, no entanto, procuram o Senai já sabendo do projeto para também elaborarem os planos de ação.

“Desde 2018 mais de 100 prefeituras já foram atendidas. Há ainda quase 50 atualmente em atendimento e outras 102 em prospecção”, conta Bianca.

Uma equipe capacitada e em constante atualização do Senai é a responsável por levar as soluções às prefeituras. Assim, toda a proposta já chega amparada com estudos, o demonstrativo da demanda profissional que já existe naquela localidade e os indicadores que podem evoluir em virtude da qualificação profissional. Mesmo porque são muitas as prefeituras que, por falta de pessoal ou recursos, não conseguem identificar essas oportunidades ou projetos que se adequem a esses recursos parados. Recursos esses que podem acabar voltando ao governo federal caso não sejam aproveitados pela prefeitura.

“A gente faz uma apresentação das qualificações profissionais que estão com demanda alta no mercado de trabalho, apresentamos também estudos de demanda futura. É quase que uma consultoria às prefeituras, informando quais são os segmentos que vão precisar de profissionais, sem esquecer da vocação econômica daquele território”, explica a gerente do Senai Bahia.

Guanambi, por exemplo, tinha à disposição mais de R$ 47 mil em recursos próprios, do Fundo de Participação dos Municípios, e foi identificada uma grande demanda de profissionais para trabalhar na concessionária de energia do município. Junto com a empresa, o Senai fez uma captação de vagas e informou à prefeitura sobre a necessidade de pessoas formadas em rede de distribuição de energia.

“Montamos uma reunião em conjunto, prefeitura, empresa e Senai. Esse é o projeto ideal, quando a gente encontra as vagas de mercado, através de estudo vocacional, aciona o poder público, mostrando que há vagas e recursos, e o Senai entra como principal executor. Esse é o casamento perfeito”, pontua.

Dessa turma que foi capacitada na área de elétrica pelo Senai, formada por 25 habitantes de Guanambi, 18 foram contratados por empreiteiras prestadoras de serviços da concessionária.

Bianca destaca que a qualificação profissional não só ajuda os municípios a gerarem mais emprego e renda, como o trabalho acaba refletindo em todo o estado baiano, melhorando índices, aproveitando melhor os recursos e abrindo portas para o empreendedorismo.

“A grande importância hoje da formação profissional é, em primeiro lugar, contribuir para o desenvolvimento sustentável daquela região, seja prefeitura, seja em nível de estado, porque a soma dessas prefeituras acaba desaguando num indicador maior de melhoria da empregabilidade. Então, a formação profissional hoje supre essa necessidade. Muitas vagas estão aí porque não tem pessoal capacitado”, analisa. 

Da qualificação ao empreendedorismo

Em Serrinha, interior baiano, o montante de R$ 335 mil em recursos precatórios do Fundeb foi utilizado para atender 500 pessoas num projeto para Educação de Jovens e Adultos (EJA) associado à capacitação profissional. O projeto ajudou a baixar o índice de evasão no município para este tipo de formação, de 25% para 4,9%, e a utilização correta dos recursos parados fez o município passar a receber um volume maior de repasses do governo para este fim.

E a capacitação profissional não apenas ajudou moradores de Serrinha, como também plantou a semente do empreendedorismo. Darlan Araújo da Silva, 39 anos, revela que a qualificação profissional trouxe oportunidades que antes pareciam impossíveis. Ele conseguiu tanto se qualificar como também gerar novos empregos com seu empreendimento.

“No primeiro momento eu não tinha nenhuma noção do que é a área industrial. Quando eu entrei no Senai, abriu muito a visão, a mente, do que é se profissionalizar. E com isso, veio o reconhecimento. Praticamente você já sai trabalhando. O Senai tem tudo para você já sair pronto, você já entra na indústria com toda a capacidade”, conta Darlan, que fez diversos cursos em Salvador, Feira de Santana e Serrinha, em áreas como elétrica e refrigeração. Atualmente, como empreendedor, está empregando outras pessoas que trilharam o mesmo caminho no Senai.

“Hoje tenho cinco colaboradores na minha equipe e todos eles têm o curso do Senai. Agora estamos tratando de reciclagens na área de segurança e planejando bolsa de estudos para cada um, pelo bom desempenho que tiveram, para fazerem mais cursos técnicos”, conclui.

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Barrocas

O município de Barrocas também foi beneficiado com o projeto. Segundo a unidade do Senai Bahia localizada na cidade, o índice de alfabetização de Barrocas é de quase 99%, mas a renda média é de apenas três salários mínimos, uma realidade que pode e vem sendo melhorada com a qualificação profissional.

O prefeito Jai de Barrocas explica que mais de 537 pessoas foram profissionalizadas pelo Senai nesses últimos anos e a parceria continua sendo fundamental para o município ao dar capacitação e resolver demandas importantes da cidade.

“Estamos pensando em contratar outros cursos porque isso é de uma importância muito grande. Gera renda e emprego, desafoga os problemas da prefeitura, já que por ser uma cidade pequena, as pessoas vivem em função da prefeitura mesmo. Então, isso é até uma forma de a gente gerar emprego”, relata o prefeito.

Além de Serrinha e Barrocas, vários outros municípios se beneficiaram com a parceria entre a prefeitura e o Senai. Em Vitória da Conquista, por exemplo, mais de R$ 1,3 milhão dos recursos PTS (Projeto Técnico Social) do Minha Casa Verde e Amarela foram direcionados a 4.481 famílias com ações socioeducativas e possibilitaram a formação profissional de 2.447 alunos, em cursos como panificação.

O Senai Bahia tem, ainda, uma Fábrica de Kits de educação profissional, os quais são utilizados em diversas das formações que oferece, aproveitando sua estrutura, profissionais qualificados e experiência.

E o modelo pioneiro de parceria com as prefeituras, segundo Bianca Oliveira, virou uma referência para outros departamentos regionais do Senai. Atualmente, a unidade baiana recebe equipes de unidades de todo o país que desejam conhecer melhor o modelo para replicar o sucesso do empreendimento em seus estados.

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Educação
17/08/2022 04:30h

Antes de chegar à Akademia High School, na Polônia, jovem da Bahia foi o único brasileiro a integrar como bolsista integral o programa The School of the New York Times, nos EUA. A bolsa é uma conquista pela participação no Programa de Iniciação Científica do SESI Bahia

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O jovem Juan Teles, de 17 anos, embarcou para os Estados Unidos para participar do The School of the New York Times. Ele é o único brasileiro com bolsa completa neste programa, que conta também com aulas nas principais universidades de Nova Iorque, como Columbia e Fordham University. O prêmio maior vem na sequência, quando se muda para Varsóvia, na Polônia. Lá, o estudante de Salvador (BA) vai integrar como bolsista, pelos próximos dois anos, a Akademia High School, uma das principais escolas técnicas da Europa, onde vai terminar a escolarização.

“Vai ser uma imersão, uma experiência que vai mudar minha vida, minha carreira e minhas perspectivas. Eu espero cursar relações internacionais e seguir na diplomacia brasileira. Tudo isso pode ser conquistado a partir da minha experiência de estudo que vou ter na Polônia. O que eu mais espero é a concretização de planos.” 

Juan começou a ter contato com a pesquisa pelo Programa de Iniciação Científica (IC) da Rede SESI Bahia de Educação, no 1º ano do ensino médio, e teve como grande destaque a participação em um projeto de análise socioespacial no Porto das Sardinhas. O estudante da Escola SESI Reitor Miguel Calmon, em Salvador, conta que o grupo trabalhou com cerca de três mil mulheres que tiram o sustento do tratamento da sardinha em jornadas que chegam a 12 horas de trabalho. 

Como foi identificado potencial de sustentabilidade na atividade, foi proposto um trabalho de reaproveitamento dos restos dos peixes para a elaboração de uma ração para pets. O lucro dessa farinha proteica será revertido a essas mulheres, já que a remuneração no processamento e ensacamento da sardinha paga muito pouco.

“Elas não veem solução para aquela situação, para aquele contexto em que elas estão. É um ciclo constante. Vi as mães, as filhas, gerações de avó, mãe, neta trabalhando no mesmo local, sem chance de estudo ou melhora de vida. E uma das motivações do projeto foi ver como podemos trazer um benefício socioeconômico para essas mulheres. Foi a partir daí que a gente viu os resíduos da sardinha como alternativa”, explica Juan.

O projeto tem parceria com técnicos do SENAI CIMATEC, mas ainda precisa de um parceiro comercial para que se viabilize economicamente e passe a ajudar as mulheres do Porto das Sardinhas. Anderson dos Santos Rodrigues, professor de Geografia na Escola Reitor Miguel Calmon, foi orientador no projeto de Juan. Ele explica que o nível do trabalho de pesquisa contribui significativamente para a formação e que os jovens conseguem desenvolver de forma muito mais acentuada esse perfil protagonista e autônomo de estudo e empenho científico no programa.

“A pesquisa aqui no SESI busca lapidar isso, como a escrita, a leitura. E as suas ações podem abrir portas para o mundo. Para Juan não foi diferente. Juan soube aproveitar isso muito bem, mesmo no contexto pandêmico, e sempre esteve com a mente aberta para participar de seleções, concursos, chamadas de editais mundo afora. Ele investiu na língua estrangeira, no caso inglês e espanhol, e agora está estudando francês. Ele conseguiu, dentro da IC, desenvolver isso de forma brilhante”, relata o professor.

Segundo Fernando Moutinho, gerente de Educação Científica e Tecnológica, a Iniciação Científica da Rede SESI Bahia de Educação desenvolve a ciência, o empreendedorismo e a inovação de forma prática e integrada. Ele conta que o resultado do programa é cada vez mais significativo nas principais feiras e eventos científicos nacionais e internacionais, com premiações e bolsas importantes conquistadas por alunos em grandes universidades fora do país. É o caso de Juan.

“Além de ele estar desenvolvendo todas as habilidades e potencializando o que ele traz consigo, como caraterística do seu contexto, a iniciação científica promoveu também a construção do projeto de vida e carreira. Esse movimento que ele está fazendo agora é justamente o projeto de vida e carreira que ele desenvolveu através das habilidades e conhecimentos que a iniciação científica proporcionou a ele.”

Programa de Iniciação Científica 

Os projetos de iniciação científica com os alunos da Rede SESI de Educação na Bahia mostram resultados positivos desde o início, em 2016. No estado, as escolas do SESI são as únicas da rede privada de ensino com um programa desta natureza.

São mais de mil estudantes do ensino médio, do 1º ao 3º ano, em dez escolas, integrados às mais diversas áreas de pesquisa, como ciências da natureza, ciências humanas, linguagens, matemática e engenharia. Além de propor temas de investigação para problemas reais e que fazem parte da sua realidade, os estudantes desenvolvem competências e habilidades do século XXI: autogestão, investigação, resolução de problemas e habilidades de comunicação.

A proposta do programa é que, a partir de problemáticas locais e globais, os estudantes utilizem seus conhecimentos sobre ciência, tecnologia, engenharia e matemática na construção de soluções aplicáveis para os desafios do cotidiano e da indústria. O programa pretende, assim, preparar os estudantes para o mundo do trabalho e o ingresso em uma universidade, além de formar cidadãos protagonistas e atuantes diante dos desafios do século XXI. 

Prêmios

Além de toda a experiência acadêmica e pessoal transmitida aos alunos, os projetos realizados vêm mostrando também excelência científica. Em junho, a Rede SESI Bahia de Educação foi destaque na edição 2022 da Feira Brasileira de Jovens Cientistas, evento científico pré-universitário voltado para estudantes do ensino médio de todo o país. Com 22 projetos submetidos, os estudantes das escolas da capital e do interior conquistaram dez premiações em diferentes categorias. Dentre as conquistas, destaca-se uma credencial para a Mostratec, o maior evento do gênero do país e que seleciona projetos de iniciação científica para mostras internacionais.
 

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16/08/2022 11:30h

Em 18 de agosto se comemora o Dia do Estagiário. O estágio é etapa fundamental na formação do estudante e ferramenta indispensável para qualificação, formação e crescimento na futura carreira

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Em 18 de agosto se comemora o Dia do Estagiário. A prática do estágio se configura em uma das ferramentas mais indispensáveis para a qualificação, formação e crescimento dos futuros trabalhadores, e instrumento fundamental para os empreendimentos, que aguardam profissionais preparados e com novas ideias no mercado. 

A data faz referência à publicação da Lei de Estágio, que regulamentou a prática no Brasil, definindo regras como pagamento de bolsa, férias, carga horária e auxílios. E, se durante a pandemia a contratação de estudantes foi prejudicada, agora as contratações foram retomadas pelas empresas. Somente no primeiro semestre de 2022, o Instituto Euvaldo Lodi (IEL Bahia) inseriu mais de 7.700 estagiários no mercado.

Foi por meio do IEL que Laina Barbosa, 33 anos, conseguiu uma oportunidade em Camaçari (BA). A estudante do 8º semestre de administração se identificou com uma vaga no Sebrae e foi contratada em fevereiro de 2021, onde está até hoje. Ela explica que a experiência não apenas ratificou o que ela aprendeu em sala de aula como também permitiu o desenvolvimento de outras competências.

“Eu acredito que tem dois aspectos, você poder aliar teoria e prática, porque só a teoria não dá a base e a vivência que o estágio dá, e a questão de relacionamento interpessoal também. São os dois fatores-chave, o relacionamento interpessoal e você poder correlacionar teoria e prática. Porque às vezes a teoria fica tão distante, mas, na prática, a gente consegue aplicar vários conteúdos e fundamentos da administração de forma bem simples”, destaca a estudante.

Laina também acredita que essa bagagem adquirida na empresa enquanto estuda será fundamental para abrir portas na hora de buscar um emprego efetivo em sua área.

“As empresas procuram muito esse perfil de conseguir aproveitar aprendiz, estagiário e trainee. Eu acredito que quando você vai participar de uma seleção para uma vaga efetiva e pode citar que passou um período em uma determinada empresa, que tem um nome no mercado, já é um diferencial, ou seja, ter passado por uma experiência dessa enquanto ainda em formação”, aponta a estudante.

Edneide Lima, gerente de Desenvolvimento de Carreiras e Empresarial do IEL Bahia, explica que além de ajudar na formação profissional, o estágio é o momento para reconhecimento de campo, ou seja, oportunidade para testar e errar antes de engatar em uma carreira. Carreira essa que será de sucesso se for realmente a que o estudante escolheu e que se sente bem e preparado para exercer.

“O que é uma carreira de sucesso? É aquela em que a pessoa vai se realizar, fazer aquilo que gosta, que escolheu, e vai fazer muito bem. Então, a chance de ter sucesso nessa carreira é muito grande. É onde entra o estágio. É esse momento que cria a oportunidade de testar”, diz Edneide. “Quando você realmente já escolheu uma carreira sólida, claro que você pode mudar a qualquer momento, mas fica um pouco mais custoso. Essa mudança acaba ficando mais morosa.”

Maiores demandas e competências procuradas

Historicamente algumas áreas demandam mais estagiários, como administração, engenharia, marketing e ciências contábeis. Mas, segundo Edneide, outras ganharam força no mercado nos últimos dois anos.

“Com esse momento que vivemos, de ainda estarmos em uma pandemia, as empresas têm tido necessidade de implementar sua área tecnológica, então tem crescido muito a necessidade de ter pessoas da área de tecnologia da informação, marketing digital, áreas com volume de vagas muito grande e com oportunidades muito boas de conhecimento, de ser efetivado na empresa, de ter experiências que vão fazer com que essa pessoa tenha grandes oportunidades depois”, destaca a gerente do IEL.

Edneide também aponta que além da capacidade técnica e do conhecimento adquirido na instituição de ensino, outras competências são observadas pelas empresas nos processos de seleção, como proatividade, relacionamento com demais funcionários e novas ideias.

“A empresa busca principalmente a questão comportamental. Qual é a atitude que aquela pessoa tem, qual é a vontade dela em participar da empresa, qual a vontade que tem de contribuir e de crescer. Porque o estágio é um espaço, um momento onde a pessoa vai adquirir muito conhecimento, confiança, experiência, mas é um momento também de troca, onde esse estagiário vai entregar suas qualidades, vai trazer as novidades que está vendo para dentro da empresa”, destaca.

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Dicas para a seleção

Além de identificar a área que lhe traz mais afinidade e demonstrar conhecimento, o candidato à vaga de estágio deve demonstrar interesse e se preparar. A gerente de Desenvolvimento de Carreiras e Empresarial do IEL Bahia lista algumas dicas para obter sucesso na empreitada, tanto na busca quanto na realização da experiência:

  • Procure uma vaga na qual você tenha afinidade, algo que realmente queira fazer, aprender, testar. Um dos maiores erros é buscar o estágio pelo valor da bolsa;
  • Busque o máximo possível de informações dessa empresa que está oferecendo o estágio. Isso vai fazer com que, no processo de seleção, você esteja munido de informação, que mostra interesse;
  • Ao ser contratado, mostre todo seu potencial. Quanto mais você mostra, mais desafios surgem e são eles que trazem o aprendizado. Se a empresa te dá muitas tarefas é porque ela confia no seu potencial;
  • Trabalhe sempre em equipe e contribua com o trabalho do colega. Sempre que você contribui, aprende com a experiência;
  • Dê o feedback ao supervisor. Mostre o que aprendeu e pergunte sobre o que mais pode aprender, ou se pode aplicar tal conhecimento de outra maneira. É justamente essa troca de experiências que enriquece a formação do jovem, bem como ajuda o empreendimento.

 
Prêmio IEL de Carreiras

O Prêmio Melhores Práticas de Estágio surgiu em 2004 e visa estimular a inovação e o desempenho, identificar as melhores práticas de estágio e premiar os projetos inovadores, executados pelas empresas, estudantes e instituições de ensino. O Prêmio IEL de Carreiras, como também é conhecido, também promove a interação com grandes empresas que entendem a necessidade de abrir as portas aos jovens.

Os vencedores de cada estado participam também de uma premiação nacional. Na edição de 2022, o IEL está no momento de avaliação, tanto dos estagiários quanto das empresas e instituições de ensino. Os campeões estaduais serão conhecidos até o fim de setembro e a premiação nacional está prevista para ocorrer em outubro.

Edneide Lima ainda destaca que, além de premiar, é importante comemorar a data porque mostra como essa prática do estágio, quando é bem feita, pode mudar a realidade de pessoas e empreendimentos. “O estágio de qualidade transforma a vida desses estagiários, fazendo com que um estudante se torne um profissional, e transforma também a empresa que abre as portas, porque ela está dando oportunidade de qualificação, mas também está abrindo portas para a entrada de novos talentos, de novas ideias e de novas formas de trabalho”, conclui.

O IEL existe desde 1969 e tem como objetivo principal criar essa conexão entre os jovens que estão buscando desenvolver a carreira e as organizações, em todos os estados, que procuram esses talentos. 
 

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10/08/2022 21:00h

Prazo termina às 23h59 do dia 12 de agosto

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O processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do segundo semestre de 2022 abriu inscrições nesta terça-feira (9). Os interessados têm até 12 de agosto, às 23h59, para se inscreverem no Portal Acesso Único. No dia 16 de agosto, o resultado será divulgado em chamada única. Os não selecionados serão incluídos automaticamente na lista de espera.

Para concorrer ao financiamento, o estudante precisa ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de qualquer edição a partir de 2010. A média mínima do candidato deve ser de 450 pontos nas provas do exame, com nota da redação superior a zero. Quem optou pela opção treineiro não poderá participar do processo seletivo. Além da pontuação no exame, será necessário comprovar renda mensal familiar per capita de até três salários mínimos.

Resultado do Prouni sai nesta terça-feita (9)

Calendário do Fies

  • 9 a 12/08: Inscrição;
  • 16/08: Resultado da chamada única e lista de espera; 
  • 17 a 19/08: prazo para complementação das inscrições dos pré-selecionados na chamada regular;
  • 22/08 a 22/09: Prazo para convocação dos pré-selecionados por meio da lista de espera. 

O historiador e pedagogo especialista em orientação educacional, Admilson Costa, relembra que um dos pilares do programa é ser um empréstimo para o aluno, e não uma bolsa de estudos.

“Trata-se de um empréstimo. Porém, com o decorrer do curso e os acessos que o aluno agora tem com um curso superior, ele conseguirá, a partir de sua formação, arcar com as mensalidades desta faculdade”.

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O ranqueamento do Fies é feito com as médias mais altas. A nota de redação é o principal critério de desempate. O candidato deve estar ciente da diferença de cada certame de prova e como as notas se diferenciam. 

“Eu sugiro ao aluno escolher a sua maior nota somando logicamente a sua média e também a nota da sua redação. Uma outra coisa importante é perceber que pode acontecer uma variação de notas, porque existe a teoria de resposta ao item como baliza para o resultado do Enem. De um ano para o outro, pode acontecer uma mudança do perfil dos candidatos, pode acontecer uma mudança do perfil de preparação e pode sim ocorrer alteração nas notas”, pontua o pedagogo.

A segunda edição de 2022 oferece mais de 44 mil vagas. Somadas com as do primeiro processo do ano, 110,9 mil vagas foram disponibilizadas pelo programa em 2022. As demais informações sobre o processo seletivo do Fies podem ser encontradas no edital.

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01/08/2022 03:30h

Programa oferece bolsas parciais, de 50%, e integrais. Interessados podem se inscrever até 4 de agosto

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Começa nesta segunda-feira (1) o período de inscrições do segundo semestre do Programa Universidade para Todos (ProUni). O prazo fica aberto até 4 de agosto. O Prouni oferece bolsas parciais, de até 50%, e integrais. Os descontos são válidos para cursos de graduação e sequenciais de formação específica em instituições privadas de educação superior.  

Há alguns requisitos para quem tem interesse em se inscrever. É necessário ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2020 ou 2021 e ter atingido, pelo menos, 450 pontos em cada matéria da prova. O candidato também não pode ter zerado a redação e nem ter participado como treineiro.

Nesta edição do ProUni, a inscrição deverá ser feita por tipo de modalidade de concorrência, que pode ser ampla concorrência ou ações afirmativas. A ordem de prioridade na chamada varia de acordo com a categoria da inscrição.

Para concorrer a uma bolsa integral, estão aptos os estudantes com renda de até um salário mínimo e meio por pessoa. Já para a bolsa parcial, a renda deve ser de até três salários mínimos. Os candidatos também devem ter cursado o ensino médio em escola pública ou como bolsista em instituição particular. 

Interessados podem conferir mais informações em acessounico.mec.gov.br/prouni

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28/07/2022 04:30h

Especialistas explicam como coleta de informações de estados e municípios é fundamental para o direcionamento de verbas e políticas públicas

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Gestores municipais e estaduais têm até 1º de agosto para preencher informações sobre a primeira etapa do Censo Escolar 2022. O acesso deve ser feito no Sistema Educacenso, que solicita dados da Matrícula Inicial, como informações de escolas, turmas, alunos e profissionais da educação em sala de aula, de todos os estabelecimentos públicos e privados, de educação básica e educação profissional.

O Censo Escolar é definido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que coordena a atividade, como o principal instrumento de coleta de informações da educação básica. Os resultados desse levantamento acabam se tornando a mais importante pesquisa estatística educacional brasileira. 

Para Francisco Thiago Silva, professor doutor da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB), é o primeiro passo para entender os cenários das escolas e investir em pontos de atenção. “Essa coleta de informação é fundamental para que a gente entenda o ciclo de políticas públicas para a educação brasileira, para que se identifiquem possíveis falhas na distribuição e no gerenciamento de verbas públicas e, o mais importante, para que isso traga um panorama de onde se precisa ainda investir na educação brasileira”, avalia.

São duas etapas principais. A primeira consiste nos dados sobre a Matrícula Inicial, com a coleta de informações sobre os estabelecimentos de ensino, gestores, turmas, alunos e profissionais escolares em sala de aula. A segunda diz respeito à Situação do Aluno, ou seja, os dados sobre o movimento e rendimento escolar dos estudantes, ao final do ano letivo.

A coleta de dados da primeira etapa começou em 25 de maio, pelo diretor/responsável pela escola ou via exportação dos dados e pelos gestores dos municípios, dos estados e do Distrito Federal. A segunda etapa, com a disponibilização do módulo Situação do Aluno no Sistema Educacenso para declaração de dados, ocorre em fevereiro de 2023 e a divulgação final dos dados em 19 de maio de 2023.

Chefe da unidade de Educação Básica de Coordenação Regional na capital do país, Claudimary Pires detalha quais são esses dados. “Essas informações vão desde a estrutura física das escolas, suporte pedagógico, materiais de apoio pedagógico, formas de organização escolar adotada pelos estados e municípios, o perfil dos estudantes e dos profissionais que atuam nas escolas”, exemplifica.

“Anualmente esses dados são coletados subsidiando a realização do diagnóstico da pública no Brasil e evidenciando os problemas que a gente convive no cotidiano das escolas. E, a partir desses problemas, que sejam definidas algumas prioridades”, conclui a professora. 

Após esse processo, será realizado o envio dos dados preliminares ao Ministério da Educação para publicação no Diário Oficial da União, prevista para 16 de setembro pela Diretoria de Estatísticas Educacionais (Deed/Inep).

A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) ressaltou em nota a importância de os gestores observarem o prazo de agosto, pontuando que “as informações servem de base para a distribuição dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e dos programas federais da educação, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (Pnate) e Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE)”.
 

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Brasil 61