Escola

21/10/2021 17:25h

Plataforma foi desenvolvida pelo MEC e Universidade Federal de Juiz de Fora com o objetivo de personalizar o ensino de acordo com as necessidades de cada aluno

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Estudantes do Ensino Fundamental de mais de 100 mil escolas podem ter os seus níveis de aprendizado avaliados através de nova ferramenta do Ministério da Educação em parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). As nomeadas Avaliações Formativas possibilitam um diagnóstico de aprendizagem a fim de personalizar o ensino, medindo de maneira profunda e individual o processo de cada aluno.

Segundo Victor Godoy, secretário-executivo do Ministério da Educação, após os momentos de dificuldades trazidos pela pandemia da Covid-19 para o ensino são projetos como esse que “renovam as esperanças na educação brasileira.”

“Todos esses esforços do Ministério da Educação pretendem jogar luz sobre esse contexto que enfrentamos. É fundamental que todos nós saibamos em que situação nos encontramos hoje na educação brasileira para que a partir daí possamos superar esse grande desafio que teremos”, completa o secretário.

Para Marcus Vinícius David, reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), é fundamental que o ensino superior ajude em melhorias da educação básica, pois é através de parcerias como essas que o Brasil tem a oportunidade de crescer e, além disso, impulsionar a formação de novos professores.

“Essa oportunidade e experiência de nos aproximar de uma forma tão intensa de redes municipais e estaduais de educação, acompanhando a avaliação e o desempenho dos estudantes dessas redes... isso tudo tem uma riqueza e um potencial muito grande para as instituições de ensino superior nesse processo de formação de professores”, diz o reitor.

As avaliações estão sendo disponibilizadas para toda a rede pública de ensino, mas escolas privadas também podem fazer o uso, desde que cada instituição apresente interesse.

Jogo educativo estimula discussão sobre saneamento entre adolescentes e adultos

Pandemia impõe tarefas extras e professores se superam para garantir qualidade de ensino nas escolas

A ferramenta

O método é considerado diferenciado por não exigir que o estudante reproduza o conteúdo dado em sala de aula, mas sim que demonstre o seu desenvolvimento pessoal.

Neste primeiro ano, a ferramenta contempla os estudantes dos anos iniciais do Fundamental, do 1° ao 5° ano, com as disciplinas de português e matemática. A partir de 2022, alunos do 6° ao 9° ano também poderão realizar a avaliação, com o adicional da disciplina de ciências.

Através da plataforma, os professores e gestores escolares podem se cadastrar, imprimir e aplicar as avaliações. Logo após, é possível monitorar o nível de desempenho de cada aluno, baseado em taxas de aproveitamento e participação. Com esse mapeamento, os profissionais podem entender e elaborar novas abordagens pedagógicas de acordo com a necessidade de cada estudante e turma, promovendo um reforço no aprendizado.

A professora do 3° ano, Cleidioneide Reis, julga a ferramenta como “útil e necessária” para que a educação evolua, principalmente após os efeitos trazidos pela pandemia.

“A gente viu que esses quase dois anos de pandemia trouxeram uma perda educacional muito grande e com essas opções de diagnóstico nós podemos traçar novos caminhos e melhorar o processo de ensino e aprendizagem. As dificuldades educacionais sempre existiram, mas não podemos fechar os olhos, a educação precisa passar por uma evolução”, destaca.

Neide, como prefere ser chamada, diz que, na volta do presencial, notou uma queda na produtividade dos alunos, causada pelo ensino remoto: “Muitos estão apresentando dificuldade no aprendizado e deixando de fazer as atividades de casa. No on-line, era comum alguns deixarem apenas o computador ligado e não prestarem atenção na aula, isso fez com que eles perdessem o rendimento daquele ano e sentissem as consequências atualmente.”

O projeto de criação da ferramenta Avaliações Formativas teve início em novembro de 2020. Na época, São Paulo foi o primeiro a testar a plataforma.

Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (SEDUC-SP) considerou a aplicação do método como um êxito. “Mais de 3 milhões de estudantes foram alcançados e 100 mil profissionais receberam apoio na missão de recuperar o aprendizado destes alunos. Foi um processo de melhoria eficaz ao longo do ano e sua aplicação será mantida ao longo de 2022”.

Impactos do ensino remoto

Em relação às avaliações oficiais de aprendizagem no Brasil durante a pandemia de Covid-19, ainda não é possível medir os impactos do ensino remoto na educação brasileira. É o que diz o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Vitor de Angelo: “Essa medição só será possível quando fizermos uma avaliação nacional comparável de estado com estado, o que ocorrerá apenas no final deste ano com o Saeb.”

O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) é um conjunto de sistemas de avaliação do ensino brasileiro, desenvolvido e gerenciado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Em 2020, não houve a realização do indicador. A edição de 2021 será aplicada entre os meses de novembro e dezembro.

Victor Godoy, secretário-executivo do Ministério da Educação, destaca que a ferramenta de Avaliações Formativas também é um recurso preparatório para o Saeb.

“Ela foi criada justamente para mitigar os efeitos que a pandemia trouxe para a educação. Esse é um projeto que oferece para todas as redes de educação deste país uma ferramenta que auxilia todos os professores e diretores de escolas, ajudando a identificar, de fato, as medidas necessárias para superar esses impactos na educação dos nossos alunos”, diz.

Ensino remoto durante pandemia impactou alfabetização de crianças

Como se cadastrar

Se você é secretário de educação, diretor ou professor, siga os passos abaixo para realizar o seu cadastro na Plataforma de Avaliações Diagnósticas e Formativas:

  1. Clique em “cadastre-se” na página de login;
  2. Preencha os dados solicitados, indicando corretamente as suas informações pessoais e profissionais;
  3. Confira se recebeu, no e-mail informado, uma mensagem de confirmação do cadastro. Lembre-se de checar a sua caixa de spam. Se isso não aconteceu, cadastre-se novamente;
  4. Vá, mais uma vez, para a página de login, e clique em “entrar com gov.br”;
  5. Informe os seus dados de acesso do gov.br e, pronto, estará logado na plataforma!
     
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29/09/2021 20:45h

Os testes serão realizados por amostragem em 1.120 instituições de níveis infantil a médio em 189 municípios paraibanos selecionados por sorteio

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A partir de outubro, o Governo da Paraíba vai começar a realizar testes de antígeno para detectar Covid-19 em alunos e professores de escolas públicas e privadas de todos os níveis de ensino do estado.

A iniciativa faz parte de uma parceria entre as secretarias estaduais da Saúde e da Ciência e Tecnologia e tem como objetivo gerar estimativas de incidência do vírus em estudantes e professores. Além disso, a ação também visa contribuir para a elaboração do cronograma de atividades escolares presenciais esperadas no Plano Educação para Todos em Tempos de Pandemia da Paraíba. 

No total, 41.919 pessoas serão testadas em 120 instituições de níveis infantil a médio nos 189 municípios que foram selecionados por sorteio para a realização do estudo. O número de faculdades ainda não foi definido e em cada unidade de ensino, 20 alunos e 10 docentes vão ser escolhidos para fazerem parte da amostragem. A testagem vai ser feita entre os meses de outubro e dezembro deste ano.

O secretário executivo de Saúde da Paraíba, Daniel Beltrammi, destaca que a ação faz parte do plano de retomada progressiva do ensino presencial, em que é importante mapear a circulação do vírus no ambiente escolar. “Com essas informações será possível oferecer um maior nível de confiabilidade no planejamento e retomada das atividades presenciais, que está sendo gradativa”, afirma.

Ainda segundo o secretário, o teste de antígeno é rápido, indolor e pode detectar a proteína viral do SARS-CoV-2. Se o resultado for positivo, indica infecção viral ativa. Esse tipo de teste é o mais rápido em relação aos demais, com o resultado disponibilizado em poucos minutos. “De posse desses números, adotaremos ações relevantes para garantir a segurança de todos nas localidades mais comprometidas, além de haver uma resposta para as famílias das crianças que foram testadas, em caso de resultado positivo”, explicou Daniel Beltrammi. 

As primeiras unidades a serem visitadas serão as escolas de ensino infantil. A testagem desse público está prevista para ser realizada entre os dias 18 e 22 de outubro. Na sequência, serão atendidas as escolas de ensino fundamental. As séries iniciais participarão entre os dias 1º e 5 de novembro, e as finais de 15 a 19 do mesmo mês. As instituições de ensino médio serão contempladas no período compreendido entre 28 de novembro e 2 de dezembro e, por fim, estudantes e professores de nível superior serão testados entre os dias 12 e 16 de dezembro.

Dados da Covid-19

O Brasil registrou mais 17,756 casos e 697 óbitos por Covid-19, nesta quarta-feira (29), de acordo com o balanço mais recente do Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, mais de 21.399.546 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus. O número de pessoas que morreram pela doença no País é superior a 596.122. 

A quantidade de pessoas recuperadas da doença, por sua vez, chega a 20.404.701 milhões. O Rio de Janeiro ainda é o estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação (5,14%), embora não conte com o maior número de vítimas fatais. O índice médio de letalidade do País é de 2,79%. 

Taxa de letalidade nos estados

  •  SP    3,43%
  • PE    3,18%
  • AM    3,10%
  • MA    2,86%
  • PA    2,82%
  • RJ    5,14%
  • GO    2,72%
  • CE    2,60%
  • AL    2,61%
  • PR    2,59%
  • MS    2,56%
  • MG    2,55%
  • MT    2,54%
  • RO    2,45%
  • RS    2,37%
  • PI    2,19%
  • BA    2,18%
  • SE    2,16%
  • ES    2,14%
  • DF    2,11%
  • PB    2,11%
  • AC    2,09%
  • RN    1,99%
  • TO    1,69%
  • SC    1,62%
  • AP    1,61%
  • RR    1,58%
  • BR     2,79%

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.   

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20/09/2021 03:00h

Pesquisa indica prejuízo na aprendizagem dos estudantes. Profissionais da educação buscam alternativas para reverter o cenário, como o ensino lúdico e criativo

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Utilizado em caráter emergencial após o início da pandemia de Covid-19 no Brasil, o ensino remoto se estabeleceu na rotina de alunos e professores pelo país. Com a chegada dele, crianças entre 6 e 9 anos começaram a apresentar prejuízos na alfabetização. Os motivos são diversos, mas entre eles se destaca a falta de concentração dos estudantes fora do ambiente escolar.

Segundo pesquisa feita pela Fundação Lemann, Itaú Social e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), divulgada em junho deste ano, 88% dos estudantes matriculados no 1º, 2º e 3º anos do Ensino Fundamental estão em processo de alfabetização. Dessa proporção, 51% das crianças ficaram estagnadas no mesmo estágio de aprendizado durante o ensino remoto – 29% não aprendeu nada de novo e 22% desaprendeu parte do que já sabia, de acordo com a percepção dos pais e responsáveis.

Vitor de Angelo, presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), destaca que, por conta da situação urgente que a pandemia trouxe, as novas formas de ensino dependem das condições de se ensinar, “sejam elas boas ou ruins, mas seguindo os protocolos de biossegurança.”

Apesar disso, o presidente reconhece as consequências causadas pelo modo online: “O ensino remoto tornou-se uma necessidade em função das condições que a pandemia nos impôs, mesmo assim, a capacidade de entrega é muito menor [do que a do presencial]. Isso vai se refletir no resultado de aprendizagem mais adiante.”

Impactos

Em agosto, escolas de Itaperuna, município do Rio de Janeiro, tiveram as aulas suspensas após o retorno do presencial. O motivo foi o aumento de casos da Covid-19 e a precaução por conta da variante Delta. As crianças em alfabetização, porém, não foram afetadas por nenhuma suspensão, pois o retorno da faixa etária na rede municipal está previsto apenas para 5 de outubro.

O município contém 140 escolas, entre públicas e privadas, e 10.876 matrículas no Ensino Fundamental, segundo dados do IBGE.

De acordo com Fabiana França, coordenadora geral executiva de Apoio à Política Educacional da prefeitura de Itaperuna, durante o ensino remoto, o município buscou manter contato com todos os matriculados para que estes tivessem acesso ao conteúdo escolar, seja de forma online ou impressa, no caso daqueles que não possuíam internet.

Em relação ao prejuízo na alfabetização, Fabiana acredita que novas metodologias precisam ser reinventadas para a recuperação da aprendizagem, mas sem deixar de lado o contato do professor com o aluno. O tempo para se alcançar esse objetivo depende de caso a caso, como explica a coordenadora.

“Alguns alunos, em poucos meses, terão o seu percurso educacional recuperado, mas outros levarão mais tempo devido a dificuldades maiores. O tempo de aprendizagem de cada aluno é variável, muitas vezes a gente observa a diagnose, traça um percurso formativo, mas esse aluno nos surpreende no processo”, diz.

“Cenário de volta às aulas em 2021 é desafiador”, diz presidente do Consed

Edital do Leilão do 5G traz ajustes para reforçar investimento em educação nos municípios

Entre as crianças que podem levar mais tempo para recuperar os resultados escolares, estão as com transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH). Para a psicóloga Heliane Dantas, a situação do ensino remoto para as crianças com a condição “é um desastre”. Ela completa: “Dentro da própria sala de aula já existe uma dificuldade para os professores conduzirem uma alfabetização para as crianças de TDAH, imagina online! É uma situação difícil e, retornando ao presencial, é necessário um trabalho personalizado e reforço pedagógico para reverter.”

Ensino criativo

A psicóloga comenta, ainda, a possibilidade do ensino lúdico, realizado por meio de brincadeiras, para ajudar a reverter o prejuízo na alfabetização das crianças com déficit de atenção. Porém, ela também aponta que são poucas as escolas que aplicam o método.

“Nós temos que refletir se nós temos unidades escolares suficientes para que reverta o cenário. Se o ensino lúdico existir nelas, aí sim ele tem a capacidade de ajudar não só no TDAH, mas em diversas outras dificuldades escolares que possam existir”, afirma.

Isabelle Reis, 29, é professora do 4° ano em uma escola privada de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. No início da pandemia, ela resolveu postar no YouTube, dicas de como ministrar videoaulas. “Nós, professores, tivemos que virar cinegrafistas, editores de vídeos. A ideia era ajudar pessoas que se sentiam perdidas, assim como eu me senti no início”, relata.

A iniciativa não só deu certo, como foi ampliada. Hoje, Isabelle produz conteúdo para as redes sociais voltado para a alfabetização e ensino lúdico, sempre utilizando formas criativas de ensinar por meio de quebra-cabeças, moldes e jogos.

“Se a gente ensina de forma criativa, com uma brincadeira, uma música, a criança vai assimilar aquilo da maneira mais simples possível e é assim que ela vai acabar aprendendo os conteúdos de uma forma muito mais prazerosa”, declara. “O meu objetivo é que cada dia de aprendizagem seja um dia marcante.”

A professora também destaca que a ludicidade é importante não só para a fase da alfabetização, mas para os anos seguintes. Porém, independente do ano ou idade, o envolvimento dos pais é imprescindível.

“Dá para ver exatamente quais são os pais que abraçam a causa. Se eu estou alfabetizando na escola, é importante que também tenha um estímulo dos pais em casa, de se sentarem com as crianças para fazerem as atividades, os jogos. Se não tem essa parceria dos pais com a escola, nós acabamos demorando mais nessa caminhada”, afirma.

Em Angra dos Reis, os estudantes já estão em ensino híbrido, intercalando o modo remoto e presencial em grupos e semanas. As aulas não foram suspensas em nenhum momento após o retorno em agosto. O município possui 157 escolas, entre públicas e privadas, e 21.746 matrículas no Ensino Fundamental, segundo dados do IBGE.

Projeção no Brasil

Em relação às avaliações oficiais de aprendizagem no Brasil durante a pandemia de Covid-19, é difícil fazer uma projeção de estados mais avançados no ensino. É o que diz o presidente do Consed, Vitor de Angelo: “Essa medição só será possível quando fizermos uma avaliação nacional comparável de estado com estado, o que ocorrerá apenas no final deste ano, com o SAEB.”

O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (SAEB) é um conjunto de sistemas de avaliação do ensino brasileiro, desenvolvido e gerenciado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Em 2020, não houve a realização do indicador. A edição de 2021 será aplicada entre os meses de novembro e dezembro.

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11/09/2021 03:00h

Em entrevista ao portal Brasil61.com o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Vitor de Angelo, disse que cenário educacional em 2021 ainda enfrenta dificuldades, mas gestores locais estão dispostos a mudar esse quadro

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Com o retorno das aulas presenciais após um longo período de ensino remoto, muitos questionamentos ainda perduram sobre como oferecer uma educação de qualidade diante dos desafios que a pandemia da Covid-19 trouxe. Para falar sobre projeções, expectativas e dificuldades do ensino estadual e municipal, o Brasil 61 Entrevista conversou com o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Vitor de Angelo.

Na perspectiva do presidente do Consed, as dificuldades do ano passado ainda persistem em 2021. A diferença é que existe um melhor entendimento sobre o que é o coronavírus e grande disposição dos gestores locais para resolver essas questões.

“Noto que há um interesse muito grande dos gestores em apoiar o secretário de educação local. Agora, lógico, entre a disposição e a concretização disso há um caminho que nem sempre depende da vontade de alguém apoiar e valorizar o trabalho, mas sim, em muitos casos, de condições financeiras, técnicas e políticas para tomar determinadas decisões que podem ser difíceis em um momento tão polarizado como esse”, salienta Vitor de Angelo.

Terceira dose da vacina contra a Covid-19 deve ser aplicada 8 meses após a segunda, diz especialista

Maioria das escolas brasileiras distribuiu kit alimentação durante suspensão das aulas

Com relação ao desenvolvimento dos alunos, Vitor enxerga que existe um déficit educacional, mas que não é possível afirmar com precisão até que estudos do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) sejam publicados. 

Internet e educação

Outro assunto muito discutido enquanto os alunos tinham aulas remotas era a falta de acesso à internet para dar continuidade aos estudos. Agora, com o retorno das atividades presenciais, Vitor destaca que o objetivo atual dos gestores é implementar internet de qualidade e com maior abrangência dentro das escolas, mas é necessário levar em consideração condições geográficas e de infraestrutura.

“É preciso ampliar o horizonte para pensar também o papel do governo federal e do Ministério das Comunicações. Estamos com o edital do 5G acontecendo e esse é um momento importantíssimo, porque significa dar um passo em termos de tecnologia que pode ser decisivo para expandir um acesso de qualidade para todas as escolas públicas, independente se são escolas urbanas ou escolas rurais.”

O presidente do Consed pontua ainda que para superar os desafios estruturais que envolvem a educação no Brasil e construir um ensino de qualidade é necessária uma grande mobilização de atores políticos e da sociedade civil organizada. Confira abaixo a entrevista na íntegra.

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03/09/2021 03:00h

Será possível, por exemplo, levar fibra óptica a municípios que seriam atendidos por satélite e aumentar ainda mais a velocidade daqueles que já possuem atendimento por rede terrestre

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O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou o edital do leilão do 5G, que está previsto para outubro. A regulação, que já previa o atendimento de todas as escolas, foi ajustada recomendando o uso de valores de multas e de outorga para reforçar o atendimento. Com isso, será possível, por exemplo, levar fibra óptica a municípios que seriam atendidos por satélite e aumentar ainda mais a velocidade daqueles que já possuem atendimento por rede terrestre.
 
A pandemia exigiu dos municípios uma capacidade de oferta de serviços públicos que não estava prevista para o momento, devido à falta de estrutura e recursos de investimentos de conectividade. Segundo o Censo Escolar de 2020, menos de um terço das escolas públicas de ensino fundamental tem estrutura para acesso à internet.

O vice-presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e prefeito de Manaquiri (AM), Jair Souto, defende que os municípios tenham acesso ao Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) e de financiamentos para que, de fato, por meio de políticas públicas, os brasileiros possam ter acesso a ensino de qualidade. “A educação de fato, talvez dos piores, é o mais afetado, porque crianças e gerações têm o compromisso muito grande de se preparar, de se formar, e com pouco acesso”, destacou.
 

Cerca de 30% da população ainda não tem 4G, aproximadamente 45 milhões de brasileiros não possuem nenhum tipo de acesso e, desse total, 10 milhões são da região Norte. O vice-presidente da CNM, que conhece a realidade local, pediu atenção para os municípios que compõem a região. 

Segundo o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Leonardo Euler, em termos de localidade, são aproximadamente 10 mil distritos no País sem cobertura de celular de nenhuma geração. “Nós queremos cobrir quase a totalidade das 10 mil vilas, povoados, aglomerados, que muitas vezes tem 300, 600 pessoas, e que não têm atratividade econômica financeira para cobertura”, disse. Regiões remotas, comunidades ribeirinhas e moradores do campo devem ser grandes beneficiados pela implantação da tecnologia.

Leilão do 5G deve acontecer até a primeira quinzena de outubro

Maioria dos estados retoma as aulas presenciais

5G: Lei das Antenas precisa ser regulamentada em âmbito municipal, para receber nova tecnologia
 
O maior leilão de radiofrequência da história das telecomunicações do País será realizado em 16 lotes, divididos entre lotes nacionais e regionais. Serão ofertadas quatro faixas de frequência de internet móvel de quinta geração: 700 MHz; 2,3 GHz; 26 GHz; e 3,5 GHz. O prazo de outorga, que é o direito de exploração das faixas, será de 20 anos. As faixas terão compromissos de investimento como contrapartida, que são obrigações que as operadoras que vencerem o leilão terão de cumprir, como levar internet para as rodovias do País e para locais isolados.

Preços 

As quatro faixas que serão leiloadas na licitação do 5G foram avaliadas inicialmente pela Anatel em R$ 45,6 bilhões, sendo R$ 37 bilhões transformados em compromissos de investimento. Com isso, a previsão inicial era que a União arrecadasse a diferença, em torno de R$ 8,6 bilhões.
 
Contudo, os números podem mudar até a publicação do edital pela Anatel, já que a agência terá de fazer alguns ajustes a pedido dos ministros da Corte. As operadoras de telefonia que vão disputar o direito de explorar as faixas de frequência. Depois, as vencedoras terão de comprar os equipamentos necessários para oferecer a tecnologia aos seus clientes, além de fazer os investimentos previstos no edital como contrapartida.

Cronograma de implantação

Segundo o cronograma de implantação da tecnologia, em municípios com mais de 500 mil habitantes acontecerá até julho de 2025, para aqueles com mais de 200 mil habitantes, o prazo é julho de 2026, e os que tiverem população acima de 100 mil deverão ter o território atendido pela rede até julho de 2027.
 
Com isso, é previsto que 100% dos municípios com menos de 30 mil habitantes sejam atendidos até dezembro de 2029. Segundo o Ministério das Comunicações, após o leilão, 72 mil das 85 mil escolas urbanas do País receberão o 5G e as demais terão atendimento por 4G.  Além disso, as demais escolas rurais que possuem energia elétrica e a infraestrutura necessária receberão banda larga pelo Programa Wi-Fi Brasil, até julho de 2022.
 
Entre as outras obrigações vinculadas ao leilão está também a construção da rede privativa da Administração Pública Federal. A proposta consta no documento como referência à definição de valores para a implantação. A rede privativa tem o objetivo de evitar vazamentos de informação e proteger dados. 
 
Para o prefeito de Cordeirópolis (SP) e vice-presidente da Associação Brasileira dos Municípios (ABM), Adinan Ortolan, os municípios devem ganhar muito ainda em relação à automação dos processos de gestão pública. “Reduzir a burocracia tanto para o cidadão quanto o custo em relação à manutenção dos servidores municipais”, disse.

Lei das antenas

As legislações locais ainda são um desafio para a chegada do 5G. Segundo um levantamento da Associação Brasileira de Infraestrutura de Telecomunicações (Abrintel), há mais de 5 mil protocolos de pedidos de construção de infraestrutura no Brasil ainda pendentes de aprovação junto às prefeituras. Em alguns casos, os processos estão em espera há sete anos. 
 
Apesar do decreto que regulamentou a Lei das Antenas, ainda faltam regras em nível administrativo local. A falta de sintonia entre a legislação federal e a municipal acabam provocando insegurança jurídica na instalação da infraestrutura do 5G nos municípios.

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02/09/2021 03:00h

No período sem aulas, devido à pandemia de Covid-19, apenas 5% das entidades executoras do PNAE não realizaram nenhuma ação para garantir a alimentação dos estudantes

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“Com a paralisação das aulas por conta da Covid-19, fiquei preocupada com a alimentação dos meus filhos, porque eu estava em casa com quatro crianças e não tinha condições, só meu marido estava trabalhando”. Assim como a dona de casa Ariana Leticia da Silva, que vive em Curitiba (PR), muitas famílias também ficaram aflitas em como manter a alimentação dos filhos com o fechamento das escolas no começo da pandemia de coronavírus no Brasil.

No entanto, em março de 2020, a Lei nº 13.987 autorizou, em caráter excepcional, que alimentos comprados com recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) fossem distribuídos aos pais, mães ou responsáveis dos estudantes das escolas públicas de educação básica, garantindo a merenda dos alunos da rede pública.

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) informou que, durante os primeiros meses da pandemia, em 2020, das 3.434 entidades executoras do PNAE avaliadas em todo o País, praticamente todas realizaram alguma ação para distribuição de alimentos e/ou refeições, o que representa 94,6%. Apenas 185 (5%) entidades não realizaram nenhuma ação em prol da garantia da alimentação dos estudantes.

Ariana conta que recebia os kits com a alimentação das escolas em que os filhos são matriculados na capital paranaense a cada 15 dias. Além de arroz e feijão, a cesta vinha com legumes e, às vezes, até carne. “Recebemos os kits no penúltimo dia de aula antes deles pararem de ir para a escola. Fizeram um grupo no Whatsapp para as mães ficarem sabendo o dia certo de pegar os mantimentos e com horário definido para podermos respeitar o distanciamento”, conta.

Agora, com o retorno das aulas nas escolas do Paraná, os filhos de Ariana voltaram a consumir a merenda na escola. “Eu não peguei mais os kits porque como não tenho como colocar eles pra estudar em casa, estão indo diariamente. Mas foi muito bom enquanto eu recebia a alimentação, porque me ajudou muito”, relata.

Os kits alimentação do estado do Paraná iniciaram no dia 26 de março e pararam de ser entregues em 14 de dezembro. No total, foram 19 etapas de distribuição de alimentos que atenderam, em média, 230 mil alunos assistidos pelo programa Bolsa Família. No total, foram mais de 40 milhões de quilos de alimentos entregues.

A representante do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), Andrea Bruginski, explicou que nas primeiras três distribuições foram utilizados alimentos não perecíveis que já estavam estocados, juntamente com os alimentos da agricultura. “É importante destacar que nós compramos de 16 grupos da agricultura, então, não foram apenas itens perecíveis. Foram frutas, hortaliças, legumes, arroz, feijão, farinha, suco, leite e iogurte. Então, o rol de alimentos da agricultura é bastante completo”, destaca.

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Ainda segundo Andrea, a entrega de alimentos aos alunos também garantiu o trabalho de outra ponta vulnerável. “O atendimento da agricultura foi um grande diferencial, pois além da qualidade dos alimentos que chegavam, garantiu-se o sustento das famílias dos agricultores que, atualmente, são em torno de 25 mil famílias. Então, de um lado tivemos as quase 250 mil famílias de alunos e, de outro, as 25 mil famílias de agricultores que continuaram garantindo a sua comercialização”.

Os estudantes que não possuem cadastro no Bolsa Família não foram assistidos pelo governo do Paraná. Andrea Bruginski explicou os motivos dos kits alimentação não contemplarem a todos. “A Educação não tem como definir critérios sociais, ela parte de regras já definidas pelas áreas sociais do governo estadual. Então, foi eleito o Bolsa Família, entendendo que era uma boa referência para trabalhar com o público vulnerável”.

No artigo “Alimentação escolar no contexto de pandemia: a ressignificação e o protagonismo do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE)” é apontado que a oferta de alimentos e/ou concessão financeira apenas à camada mais vulnerável da população fere as premissas de universalidade e direito à alimentação, consagradas pelo PNAE e garantida legalmente pela Constituição Federal do Brasil

A pós-doutoranda em Ciência da Nutrição pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e uma das autoras do artigo, Dayane de Castro Morais, explica que a maioria das escolas, tanto as da rede municipal quanto estadual, não conseguiram cumprir a exigência de uma alimentação adequada e saudável de forma estável.

“Muitos locais ofereceram alimentos de forma esporádica e não contemplando os 200 dias letivos do ano passado, mais os dias letivos deste ano. Mas, pela legislação, é pedido que se siga as recomendações de vigência do PNAE e que seja elaborado pelo nutricionista responsável técnico, pois nós sabemos que, infelizmente, não basta só a elaboração de um kit de forma nominal”. 

Apesar de nem todos os estudantes terem sido contemplados com a merenda escolar durante a pandemia, a pesquisadora destaca que o PNAE é um programa que contribui para a segurança alimentar nutricional.  “O programa veio para auxiliar muitas famílias que precisavam. Antes mesmo da pandemia, a gente sabia que muitas crianças se alimentavam com qualidade na escola, pois em seu ambiente doméstico elas não tinham acesso a uma alimentação adequada”, diz. 

A Resolução CD/FNDE nº 02/2020 concedeu autonomia ao nutricionista responsável técnico pelo PNAE na elaboração dos kits, reconhecendo que a equipe de nutrição conhece as necessidades e a realidade dos estudantes do local em que atuam.  Para   garantir   a   qualidade   nutricional   da alimentação escolar, a oferta semanal de frutas e hortaliças deveriam ser mantidas. Porém, muitos kits ofertados aos estudantes não contemplaram esses itens por serem perecíveis, e, por isso, houve dificuldade no armazenamento e transporte desses gêneros. 

Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE

O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) repassa recursos financeiros federais para oferta de alimentação escolar aos estudantes matriculados em todas as etapas e modalidades da educação básica pública. O objetivo é atender às necessidades nutricionais dos alunos durante a permanência deles em sala de aula.

Para isso, o FNDE transfere recursos financeiros de forma automática para aquisição exclusiva de alimentos às secretarias estaduais de educação, às prefeituras e às unidades gestoras responsáveis pelas escolas federais. O Governo Federal realiza os repasses em 10 parcelas mensais e, no mínimo, 30% do valor repassado deve ser destinado à aquisição de produtos oriundos da agricultura familiar. 

O Ministério da Educação informou que durante o período em que as escolas estavam fechadas, o FNDE manteve regularmente a transferência às entidades executoras de recursos financeiros federais do PNAE, nos termos do art. 47 da Resolução CD/FNDE nº 6/2020, e recentemente autorizou o pagamento de parcelas extras, por meio da Resolução CD/FNDE nº 20/2020. 

Além disso, houve prorrogação dos prazos para o envio das prestações de contas de programas e ações educacionais executadas ao FNDE, como o PNAE, em virtude da pandemia de Covid-19. 

Fortalecimento da agricultura familiar

Como recomendado pela legislação do PNAE, 30% do valor repassado para merenda escolar deve ser destinado à aquisição de produtos vindos da agricultura familiar. Com isso, a prefeitura de Mariana, em Minas Gerais, distribuiu alimentos oriundos da agricultura familiar e kits de higiene pessoal para, aproximadamente, 6.200 alunos matriculados na rede municipal de ensino. Os estudantes da rede estadual de educação também receberam cestas básicas. 

Segundo a prefeitura, os kits começaram a ser preparados e entregues no final do mês de abril de 2020, inicialmente com os produtos que foram recolhidos nos estoques das escolas e, no mês de maio, foram adquiridos as cestas básicas e os kits de higiene pessoal.

As cestas básicas eram entregues a cada 30 dias. Quando ocorria algum atraso na entrega por parte dos fornecedores, o município entregava duas cestas no mês. Os kits de verduras, frutas e legumes da agricultura familiar obedeceram a um cronograma mensal, de modo que ao longo do ano todas as escolas receberam.

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O assessor técnico da Secretaria de Desenvolvimento Rural do município de Mariana (MG), Eduardo Ribeiro, disse que os kits foram importantes para auxiliar a alimentação das famílias de baixa renda. “O pessoal ficou super satisfeito devido à dificuldade deles por possuírem uma renda mais baixa, pai desempregado, mãe desempregada, isso agregou muito e ajudou eles bastante”, disse.

O atendimento da alimentação escolar em Mariana (MG) durante a pandemia foi feito de forma universal para atender todos os alunos matriculados na rede pública municipal, independente de critérios socioeconômicos. A Secretaria de Educação do município informou que todas as famílias que desejaram tiveram acesso à cesta básica fornecida. 

Outro município que também distribuiu cestas da agricultura familiar aos alunos da rede municipal de baixa renda enquanto as aulas estavam suspensas foi Ouro Preto (MG). A parceria realizada entre as secretarias municipais de Agropecuária, de Educação e de Desenvolvimento Social, juntamente com a Cooperativa de Agricultores Familiares de Ouro Preto e Região (Coopafor), distribuiu, no ano passado, 390 kits aos estudantes de baixa renda.  

Para a presidente da Coopafor, Geralda Aparecida Eustaquio, o acordo para a distribuição dos kits garantiu o emprego de muitas famílias agricultoras. “Essa parceria ajudou a avaliarmos a capacidade de inovação, além de amparar os cooperados. Uma vez que a cooperativa, no momento, comercializa apenas para o PNAE e para o PAA”, destaca.

Cada Kit da Agricultura Familiar de Ouro Preto possuía 14 gêneros alimentícios, como alface, banana, batata, biscoito de queijo, broa de erva doce, cebolinha, cenoura amarela, couve, inhame, laranja, mandioca, abóbora moranga, repolho e salsinha. 
 

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31/08/2021 04:00h

Gestores, pais e representantes da educação contam como foram as preparações para o retorno das atividades neste segundo semestre do ano letivo

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Após meses de ensino completamente remoto em 2020 e o avanço da vacinação contra a Covid-19 no Brasil em 2021, escolas de todo o País começaram a tomar os primeiros passos em direção à volta do modo presencial. Para isso, é essencial que uma boa gestão lidere a organização do retorno e passe confiança aos pais e alunos quanto à segurança dos mesmos.

Foi o que fez a prefeita do município de Itapetininga, em São Paulo, Simone Marquetto. Segundo ela, desde o início da pandemia, foi criado um protocolo de intenções junto a representantes das escolas e à equipe de Secretaria da Educação e Saúde para que todas as exigências sanitárias fossem seguidas quando houvesse o retorno nas instituições públicas e privadas.

“Nós criamos regras para todas as escolas. Em relação às escolas particulares, eu também criei esse protocolo. Criei uma comissão também com os diretores e proprietários de escolas particulares seguindo as mesmas regras [que nas escolas públicas], sempre acompanhados da vigilância e também da Secretaria da Saúde. Então, nós fazíamos reuniões periódicas”, destaca.

Simone também explica que, através de suas redes sociais, criou uma rede de contato com os pais dos estudantes, onde mostrava todo o procedimento de limpeza e manutenção das escolas. “Nós temos 85 escolas e, antes do retorno, eu fiz visitas em várias delas. E isso ajudou a estimular os pais, para que eles vissem como estavam separadas as salas, as mesinhas [...] Então, todo o material de estrutura nós mostramos para os pais como estávamos nos organizando.”

Entre as medidas implantadas pela prefeitura estavam a confecção de máscaras, disponibilização de álcool em gel individual por mesa e testagem em massa dos funcionários.

Atualmente, 9 mil alunos em Itapetininga já voltaram às aulas presenciais – o número corresponde a 60% dos estudantes no município. Porém, o retorno continua opcional e a modalidade online permanece para aqueles que ainda não se sentem seguros.

Plano São Paulo

O Plano São Paulo, estratégia de retomada consciente do Governo do Estado paulista, separa a reabertura de setores por fases e diferentes critérios. Na educação, o Plano também foi utilizado como base para a retomada gradual das atividades escolares presenciais. Para isso, a porcentagem de alunos deve ser calculada de acordo com a capacidade total de acolhimento das escolas e não mais de acordo com o número total de matrículas, como o plano indicava no início deste ano.

As fases são separadas em:

  • Fase vermelha ou laranja: presença limitada a até 35% dos alunos – presença opcional
  • Fase amarela: presença limitada a até 70% dos alunos – presença obrigatória 
  • Fase verde: admitida a presença de até 100% do número de alunos – presença obrigatória

No município de Lençóis, em São Paulo, as fases também servem de parâmetro para a retomada escolar. No início deste ano, o município ainda se encontrava na fase laranja e, por conta disso, Eduarda Payão, mãe de Emilly, de 8 anos, optou por manter a filha no ensino remoto. Ela conta como era a rotina de estudos e adaptação da menina, estudante do 2° ano na Escola Municipal Edwaldo Roque Bianchini.

“Eu tentei fazer o máximo com ela, só que não é a mesma coisa da professora ensinando. Teve muita coisa que eu não conseguia explicar da forma correta, então, eu acabava dando a resposta e ela, deduzindo sobre como chegava na resposta. Então, eu acredito que isso a prejudicou. Ela também sentiu muita falta da professora, da forma que ela ensina. Porém, a professora foi presente, ela sempre mandava áudio ajudando”, relata.

Agora em agosto, o presencial ainda está opcional, mas Eduarda sentiu maior segurança em enviar Emilly novamente à escola devido ao avanço da vacinação contra a Covid-19. A decisão melhorou o desempenho da filha: “Ela vai dia sim, dia não. Tem sido tranquilo, eles só estão se sentindo meio presos ainda porque não está podendo interagir 100%, mas, com certeza, melhorou muito o comportamento e o ânimo dela.” 

Segundo Eduarda, a previsão do município é que, a partir de setembro, todas as crianças deverão obrigatoriamente voltar às aulas presenciais no método híbrido.

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Em informações fornecidas pela assessoria da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP), cerca de 60% de alunos do estado estão comparecendo presencialmente nas mais de 5 mil escolas estaduais. Mesmo após o retorno 100% presencial, o objetivo é seguir no modelo híbrido, com aulas remotas via Centro de Mídias de SP. A Seduc afirma, ainda, que cada prefeitura tem autonomia de avaliar a situação da pandemia no município e indicar como deve ser o retorno.

Ensino superior

Em julho, através de decreto divulgado pelo governo paulista, foi autorizado a volta do ensino presencial em instituições de nível superior. Antes disso, apenas os cursos de áreas da saúde estavam permitidos a retornar. O Semesp, associação que representa instituições de ensino superior no Brasil e especialmente em São Paulo, foi uma das responsáveis pela ampliação e, desde o início da pandemia, vem colaborando na construção de propostas para restabelecer as atividades institucionais.

Para Lúcia Teixeira, presidente do Semesp, mesmo com a retomada completa, o futuro da educação “deve ser uma mistura fluida de aulas presenciais e remotas, em que as instituições adotarão modelos que incluam os dois formatos.”

A presidente enfatiza ainda que cada instituição de ensino superior também tem autonomia para a definição e condução do retorno às atividades presenciais, considerando projetos pedagógicos e especificidades de cada curso.

Atualmente, o estado de São Paulo possui 2 milhões de estudantes do ensino superior, segundo dados oficiais do governo.

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Educação
25/08/2021 04:00h

Das 27 unidades da federação, 23 já retornaram ao presencial, e as outras quatro já tem previsão de retorno até o próximo mês. Entre as capitais, 18 já estão funcionando na modalidade de ensino híbrido

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O Brasil foi um dos países onde os alunos ficaram mais tempo fora das escolas, fechadas inicialmente em março de 2020 para conter a transmissão da Covid-19. Com o avanço da vacinação, a grande maioria dos estados já estabeleceu a volta das aulas presenciais por meio do modelo híbrido, com atividades na escola e remotas.
 
Das 27 unidades da federação, 23 já retornaram ao presencial, e as outras quatro já têm previsão de retorno até o próximo mês. Entre as capitais, 18 já estão funcionando na modalidade de ensino híbrido. Outras oito capitais já têm previsão de volta até setembro. Apenas em Cuiabá a estimativa é que as aulas na rede pública municipal de ensino só serão retomadas no mês de outubro, após a vacinação de 100% dos profissionais. 
 

 
Apesar do cenário de retomada e aparente alívio do contágio, a mãe de dois alunos do ensino fundamental, com idades de 7 e 12 anos, Ana Claudia Braz, moradora de Luziânia (GO), ainda não se sente segura para mandar os filhos de volta para o ambiente escolar. As aulas da escola particular voltaram ao modelo híbrido ainda no ano passado e, mesmo com a grande maioria dos colegas já na modalidade presencial, ainda não tem pretensão de estipular quando seus filhos irão retornar. 
 
“Já tem muitas pessoas vacinadas, mas vários ainda não tomaram a segunda dose. Eu, por exemplo, só tomei a primeira e não me sinto segura. Na minha cidade, ainda tem muitos casos todos os dias, os hospitais continuam lotados, então, eu acho que não está na hora de voltar. No início foi muito difícil adaptar as aulas online, mas, agora, já estamos mais acostumados”, contou. 
 
Entre as escolas particulares, a reabertura já aconteceu nas unidades de ensino de todo o País.  Cabe às escolas, de acordo com o contexto local, definir como se dará a retomada conforme as necessidades dos alunos e das famílias. Segundo Ana Cláudia, a escola de seus filhos chegou a insistir várias vezes para que eles voltassem para o presencial, por serem os únicos de suas respectivas turmas ainda no modelo remoto, mas esta decisão cabe apenas aos pais, ao se sentirem seguros. 

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Situação das aulas na rede municipal 

O secretário de Educação do Espírito Santo e presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Vitor de Angelo, defende que o retorno presencial seja uma decisão de cada gestor local. “O enfrentamento da pandemia não foi coordenado nacionalmente e a situação é diferente de um estado para o outro. Então, a partir de uma avaliação regional cada secretário de saúde do estado, assim como o secretário de educação, poderão tomar essa decisão do ponto de vista sanitário e implementá-la dentro das escolas”, afirmou. 

A advogada Camilla Porto, mãe de Laís, que tem 5 anos e está na alfabetização, teve que mandá-la de volta para a escola este mês. Segundo ela, o período em casa foi relativamente tranquilo, mas percebeu que a filha estava bastante desmotivada. Como não era obrigatório, no último ano ela havia optado por cancelar a matrícula, mas agora, com a alfabetização e a sua volta para o trabalho presencial, a única alternativa foi retornar.
 
“É difícil ainda, se eu tivesse opção, ela não teria voltado. Mas, para o aprendizado e para o bem estar na Laís, tirando o medo, foi a melhor decisão. Ela voltou muito mais motivada para estudar, para fazer as atividades, e principalmente para o convívio social, porque ela estava isolada e tinha pouquíssimo contato com outras crianças”, relata.

Orientações para o retorno das aulas presenciais 

Em pronunciamento, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse estar auxiliando os gestores estaduais e municipais, prestando apoio técnico e financeiro a todas as redes educacionais do País. O chefe da pasta reconhece a importância da vacinação, mas, segundo ele, esperar a imunização de toda a comunidade escolar não pode ser condição para a reabertura das escolas, tendo em vista os prejuízos de aprendizagem e socioemocionais dos alunos, sobretudo os mais vulneráveis. “Não podemos mais adiar este momento, o retorno às aulas presenciais é uma necessidade urgente”, disse.
 
O Conselho Nacional de Educação (CNE) publicou diretrizes nacionais que orientam a regularização do calendário escolar da educação básica, superior e educação especial para o retorno gradual às atividades escolares presenciais. As orientações são para escolas públicas e particulares. 
 

 
Para a educação básica, que compreende a educação infantil, ensino fundamental e ensino médio, as diretrizes nacionais determinam que a educação infantil fique dispensada de cumprir o mínimo de dias de trabalho educacional e a carga horária mínima anual. Já os ensinos fundamental e médio ficam dispensados do mínimo de dias de efetivo trabalho escolar, desde que cumprida a carga horária mínima de 800 horas anuais.
 
As instituições de ensino superior ficam dispensadas de cumprir o mínimo de dias de efetivo trabalho acadêmico, desde que seja mantida a carga horária prevista na organização curricular de cada curso e poderão ser adotadas atividades não presenciais em substituição às presenciais.
 
No caso da educação especial, as diretrizes preveem que os estudantes sejam acompanhados de forma mais intensa no processo de saída do isolamento e que haja planejamento para os casos em que o retorno às aulas presenciais não seja possível. Determina também que as escolas garantam aos estudantes acesso às atividades remotas ou presenciais, com especial atenção às condições de acesso aos meios e tecnologias de comunicação e informação, além da continuidade do atendimento com cuidados específicos para cada tipo de deficiência.

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24/08/2021 04:00h

Mesmo com a insegurança por conta da Covid-19, pais e alunos optaram pelo ensino híbrido após sinais de desmotivação e prejuízo na educação das crianças

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Em uma época pré-pandemia, o mês de agosto seria o período em que as atividades escolares já haviam retornado do recesso e oficialmente iniciado o segundo semestre do ano. Porém, em 2021, a conversa é outra. Após um 2020 complicado, meses de ensino completamente remoto e o avanço da vacinação contra a Covid-19 no Brasil, somente agora as escolas começaram a tomar o primeiro passo em direção à volta do modo presencial.

Segundo levantamento do Vozes da Educação, apenas os estados do Acre, Ceará, Paraíba e Roraima ainda não retornaram este mês, tendo a previsão para setembro e, no caso do Ceará, sem data definida este ano. Já a rede municipal, no que diz respeito às capitais brasileiras, apenas seis ainda irão retornar nos próximos meses. Por outro lado, as redes privadas de todo o Brasil já estão funcionando de forma híbrida, ou seja, parte das aulas são remotas e, outra, na escola. A expectativa é que toda a rede pública também passe a aderir ao formato.

Na opinião de Letícia Montandon, diretora do Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF), para que a volta às aulas seja verdadeiramente eficaz, ainda são necessários protocolos específicos de segurança que tornem as ações dos gestores mais ágeis.

“Quando se detecta contaminação em uma escola, como ela irá se comportar? A turma vai fechar? A escola fecha? Também não basta acontecer uma testagem depois que as pessoas estão contaminadas, é necessário que ocorra uma testagem de forma preventiva para que se evite antecipadamente o contágio. Os gestores das escolas precisam ter agilidade nos encaminhamentos quando tiver a suspeita ou a contaminação”, destaca.

Segundo Letícia, tais protocolos não foram inseridos no documento oficial de orientações de volta às aulas divulgado pela Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEDF). Outro ponto enfatizado por ela é a importância de a SEDF divulgar o número de casos confirmados de Covid-19 dentro das escolas após o início das aulas, para que assim, a eficácia do método de retorno seja monitorada.

Segurança

Um fator comum entre as orientações divulgadas pelas escolas públicas e privadas do Distrito Federal estão as boas e tradicionais recomendações que sempre são válidas relembrar: lavar e higienizar sempre as mãos, manter o distanciamento social e utilizar máscara de proteção. Em caso de sintomas e suspeita de Covid-19, os estudantes e funcionários devem ficar em casa e comunicar à direção da escola.

Por outro lado, nota-se algumas diferenças no retorno de ambos os tipos de instituições. Na pública, por exemplo, o sistema híbrido será feito por divisão de turmas e intervalos semanais, ou seja, em uma semana metade da classe estará presencialmente e a outra remotamente, na semana seguinte, a divisão é invertida e assim por diante. Enquanto nas escolas particulares, cada uma terá autonomia de organizar o próprio funcionamento do ensino híbrido.

Isabela Gonçalves Barbosa, de 14 anos, é estudante do 9º ano do CEF 05 de Taguatinga Sul no Distrito Federal. Ela diz que, apesar da insegurança pelo vírus, considera o retorno ao presencial essencial tanto para o seu psicológico, quanto para a educação, pois se sentia desmotivada com as aulas remotas.

“Para mim, psicologicamente, foi necessário a volta às aulas porque eu realmente estava precisando disso. Eu me sentia um pouco desmotivada só com a aula online, é tudo muito monótono, tudo a mesma coisa e isso cansa. E foi bom para mim o retorno das aulas presenciais, mas ainda tem aquela insegurança. Nós ainda não fomos vacinados, eu tenho 14 anos e ainda não chegou a minha idade”, declara.

Em relação aos protocolos de segurança, a estudante afirma que “eles são bem rígidos, ninguém fica sem máscara em momento nenhum”.

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Clara, de 9 anos, é estudante do 4° ano em uma escola particular de Taguatinga. Para a mãe, a fisioterapeuta Rosielen Batista, de 35 anos, a segurança é uma constante preocupação, mesmo com os métodos adotados pela escola. Isso porque após o retorno das aulas no ensino híbrido, uma das alunas na turma da filha teve caso de Covid-19 dentro da família.

“Mesmo com as medidas de segurança adotadas pela escola, cada suspeita, cada caso de Covid nos assusta. Porém, seguimos na esperança de dias mais tranquilos”, ressalta.

Prejuízo

Em relação ao tempo em que a filha estava somente no ensino remoto, Rosielen diz não ter observado um déficit de aprendizado e acredita que isso se deve à metodologia da escola e ao fato da assistência prestada a ela dentro de casa, seja em momentos de dúvidas ou acesso a tecnologias necessárias. A fisioterapeuta notou, no entanto, que Clara passou a apresentar efeitos da falta de interação social: “observamos sinais de irritabilidade, ansiedade e tristeza.”

Já o caso da jornalista Maira Buani foi diferente. Segundo ela, a alfabetização do filho João, estudante de 6 anos na Escola Classe 111 Sul, na Asa Sul, foi muito prejudicada pelo ensino remoto. Isso fez com que ela tomasse outras medidas, como a contratação de professora particular, para que João não sofresse consequências ainda maiores.

“Ele entrou na alfabetização online e não estava conseguindo aprender de jeito nenhum, eu tive que contratar uma professora particular pra dar aula para ele. Está sendo bem difícil, porque o prejuízo ficou, vamos tentar recuperar agora”, conta.

Por outro lado, o prejuízo nas crianças e adolescentes também pode se manifestar através do desinteresse dos mesmos após um período tão longe das escolas. Rafael Parente, PhD em educação pela Universidade de Nova York e ex-secretário de educação do Distrito Federal, ressalta a importância do diálogo entre pais e filhos caso aconteça essa desmotivação dos estudos.

“Na volta às escolas é importante que a gente converse bastante com as crianças e com os jovens sobre a importância da escola, sobre como a escola é um ambiente bom, bacana, prazeroso, como é importante aprender, rever os amigos, poder conhecer coisas novas, poder crescer. E também sobre o prazer da aprendizagem, o prazer de aprender o novo.”

Outro diálogo essencial pontuado por Rafael é o dos pais com os professores, principalmente em relação à saúde emocional das crianças que, muitas vezes, pode estar tão fragilizada quanto a dos adultos.

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23/08/2021 10:30h

Das 143 unidades de ensino que são de responsabilidade do município, cerca de 80% delas devem voltar aos trabalhos presenciais neste primeiro momento

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As aulas presenciais na rede pública municipal de ensino de Maceió foram retomadas nesta segunda-feira (23). O retorno é gradativo, escalonado e no formato híbrido, com atividades na escola e remotas, com um rígido protocolo sanitário para evitar o risco de infecção pela Covid-19. 

Das 143 unidades de ensino que são de responsabilidade do município, cerca de 80% delas devem voltar aos trabalhos presenciais neste primeiro momento, conforme previsão da Secretaria Municipal de Educação (Semed). Algumas estão em fase final de reforma e será marcada uma data para que o novo calendário seja colocado em prática nestes locais, sem prejuízo algum aos matriculados.

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Para receber os alunos e os servidores, após um ano e meio sem atividades presenciais por causa do avanço da pandemia da Covid-19, as escolas passaram por reparos na estrutura, retoques da pintura, limpeza das áreas interna e externa, além de etiquetagem para marcação das mensagens contendo as medidas obrigatórias de higiene a serem seguidas por todos.

O ensino à distância deve continuar para os que apresentem comorbidades ou que os pais ou responsáveis estão receosos e não querem, por enquanto, as atividades presenciais. Para casos assim, o Conselho Nacional de Educação (CNE) emitiu parecer no qual permite esta decisão e orienta a rede a se pautar na formação integral dos estudantes, independentemente da oferta ser presencial ou remota.

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Brasil 61