Brasil

21/10/2021 17:25h

Plataforma foi desenvolvida pelo MEC e Universidade Federal de Juiz de Fora com o objetivo de personalizar o ensino de acordo com as necessidades de cada aluno

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Estudantes do Ensino Fundamental de mais de 100 mil escolas podem ter os seus níveis de aprendizado avaliados através de nova ferramenta do Ministério da Educação em parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). As nomeadas Avaliações Formativas possibilitam um diagnóstico de aprendizagem a fim de personalizar o ensino, medindo de maneira profunda e individual o processo de cada aluno.

Segundo Victor Godoy, secretário-executivo do Ministério da Educação, após os momentos de dificuldades trazidos pela pandemia da Covid-19 para o ensino são projetos como esse que “renovam as esperanças na educação brasileira.”

“Todos esses esforços do Ministério da Educação pretendem jogar luz sobre esse contexto que enfrentamos. É fundamental que todos nós saibamos em que situação nos encontramos hoje na educação brasileira para que a partir daí possamos superar esse grande desafio que teremos”, completa o secretário.

Para Marcus Vinícius David, reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), é fundamental que o ensino superior ajude em melhorias da educação básica, pois é através de parcerias como essas que o Brasil tem a oportunidade de crescer e, além disso, impulsionar a formação de novos professores.

“Essa oportunidade e experiência de nos aproximar de uma forma tão intensa de redes municipais e estaduais de educação, acompanhando a avaliação e o desempenho dos estudantes dessas redes... isso tudo tem uma riqueza e um potencial muito grande para as instituições de ensino superior nesse processo de formação de professores”, diz o reitor.

As avaliações estão sendo disponibilizadas para toda a rede pública de ensino, mas escolas privadas também podem fazer o uso, desde que cada instituição apresente interesse.

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A ferramenta

O método é considerado diferenciado por não exigir que o estudante reproduza o conteúdo dado em sala de aula, mas sim que demonstre o seu desenvolvimento pessoal.

Neste primeiro ano, a ferramenta contempla os estudantes dos anos iniciais do Fundamental, do 1° ao 5° ano, com as disciplinas de português e matemática. A partir de 2022, alunos do 6° ao 9° ano também poderão realizar a avaliação, com o adicional da disciplina de ciências.

Através da plataforma, os professores e gestores escolares podem se cadastrar, imprimir e aplicar as avaliações. Logo após, é possível monitorar o nível de desempenho de cada aluno, baseado em taxas de aproveitamento e participação. Com esse mapeamento, os profissionais podem entender e elaborar novas abordagens pedagógicas de acordo com a necessidade de cada estudante e turma, promovendo um reforço no aprendizado.

A professora do 3° ano, Cleidioneide Reis, julga a ferramenta como “útil e necessária” para que a educação evolua, principalmente após os efeitos trazidos pela pandemia.

“A gente viu que esses quase dois anos de pandemia trouxeram uma perda educacional muito grande e com essas opções de diagnóstico nós podemos traçar novos caminhos e melhorar o processo de ensino e aprendizagem. As dificuldades educacionais sempre existiram, mas não podemos fechar os olhos, a educação precisa passar por uma evolução”, destaca.

Neide, como prefere ser chamada, diz que, na volta do presencial, notou uma queda na produtividade dos alunos, causada pelo ensino remoto: “Muitos estão apresentando dificuldade no aprendizado e deixando de fazer as atividades de casa. No on-line, era comum alguns deixarem apenas o computador ligado e não prestarem atenção na aula, isso fez com que eles perdessem o rendimento daquele ano e sentissem as consequências atualmente.”

O projeto de criação da ferramenta Avaliações Formativas teve início em novembro de 2020. Na época, São Paulo foi o primeiro a testar a plataforma.

Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (SEDUC-SP) considerou a aplicação do método como um êxito. “Mais de 3 milhões de estudantes foram alcançados e 100 mil profissionais receberam apoio na missão de recuperar o aprendizado destes alunos. Foi um processo de melhoria eficaz ao longo do ano e sua aplicação será mantida ao longo de 2022”.

Impactos do ensino remoto

Em relação às avaliações oficiais de aprendizagem no Brasil durante a pandemia de Covid-19, ainda não é possível medir os impactos do ensino remoto na educação brasileira. É o que diz o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Vitor de Angelo: “Essa medição só será possível quando fizermos uma avaliação nacional comparável de estado com estado, o que ocorrerá apenas no final deste ano com o Saeb.”

O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) é um conjunto de sistemas de avaliação do ensino brasileiro, desenvolvido e gerenciado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Em 2020, não houve a realização do indicador. A edição de 2021 será aplicada entre os meses de novembro e dezembro.

Victor Godoy, secretário-executivo do Ministério da Educação, destaca que a ferramenta de Avaliações Formativas também é um recurso preparatório para o Saeb.

“Ela foi criada justamente para mitigar os efeitos que a pandemia trouxe para a educação. Esse é um projeto que oferece para todas as redes de educação deste país uma ferramenta que auxilia todos os professores e diretores de escolas, ajudando a identificar, de fato, as medidas necessárias para superar esses impactos na educação dos nossos alunos”, diz.

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Como se cadastrar

Se você é secretário de educação, diretor ou professor, siga os passos abaixo para realizar o seu cadastro na Plataforma de Avaliações Diagnósticas e Formativas:

  1. Clique em “cadastre-se” na página de login;
  2. Preencha os dados solicitados, indicando corretamente as suas informações pessoais e profissionais;
  3. Confira se recebeu, no e-mail informado, uma mensagem de confirmação do cadastro. Lembre-se de checar a sua caixa de spam. Se isso não aconteceu, cadastre-se novamente;
  4. Vá, mais uma vez, para a página de login, e clique em “entrar com gov.br”;
  5. Informe os seus dados de acesso do gov.br e, pronto, estará logado na plataforma!
     
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20/10/2021 17:15h

Memorando de Entendimento entre Brasil e Colômbia tem foco especial nas fronteiras do rio Amazonas, na Região Norte do País

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O Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), assinou nesta terça-feira (19), em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, Memorando de Entendimento com o Governo da Colômbia para cooperação bilateral nas áreas de segurança hídrica e saneamento básico. O evento contou com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro.

O documento tem validade de cinco anos e prevê a cooperação entre o MDR, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e os ministérios colombianos de Moradia, Cidade e Território e do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

“Esses memorandos servem para, de forma mútua, levarmos desenvolvimento para os nossos países. Creio que temos muitas experiências a serem trocadas e que podem dar mais qualidade de vida aos nossos povos”, afirmou o presidente Jair Bolsonaro durante a cerimônia de assinatura. Confira neste link a íntegra do evento.

Representante do MDR na cerimônia, o secretário-executivo, Daniel Ferreira, destacou que a proximidade dos dois países com o rio Amazonas foi um dos motivos para a assinatura do Memorando. “Esta parceria vai ter um foco especial na região da fronteira. Os municípios de Letícia, na Colômbia, e Tabatinga, no Brasil, são exemplos de cidades que vão se beneficiar com a realização de estudos sobre a disponibilidade de água na região, o monitoramento da qualidade das águas no rio Amazonas e a universalização dos serviços de saneamento básico”, explicou.

Foram firmados os seguintes compromissos entre os dois países: elaborar estudos de gestão e monitoramento de recursos hídricos; criar iniciativas conjuntas para atrair investimentos privados na universalização e melhoria da qualidade dos serviços de água e saneamento na região; e promover intercâmbio técnico, científico e tecnológico, além de realizar cursos de capacitação e eventos em conjunto.

Na ocasião, os governos de Brasil e Colômbia também assinaram acordos de cooperação nas áreas de agricultura, pesquisa e desenvolvimento, segurança pública, comércio e relações exteriores.

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19/10/2021 17:25h

A plataforma atende usuários das Regiões Sudeste, Norte e Nordeste

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A startup brasileira Minery criada pelo especialista em marketing Raphael Jacob e o engenheiro de minas Eduardo Gama em 2018 tem como objetivo facilitar as negociações entre fornecedores e clientes. A plataforma conecta as duas pontas de forma direta e visa solucionar as transações que emperram nas burocracias. Isso também faz com que operações sejam, muitas vezes, ineficientes, graças aos muitos intermediários que atuam entre as mineradoras menores e os possíveis compradores.

No Brasil, as micro, pequenas e médias mineradoras dominam o mercado, segundo dados do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) e da Agência Nacional de Mineração (ANM). A Minery funciona como um marketplace para essas pequenas mineradoras e, assim, incentiva a competitividade justa entre elas e com as grandes. A plataforma realiza rastreamento das compras, o que confere maior confiança e transparência para as transações realizadas via Minery. 

"Nesse setor, é preciso ter muita prudência. O Certimine avalia mais de 70 parâmetros com base nos princípios dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Todas as mineradoras passam por essa análise antes de serem aprovadas na plataforma e nós levamos em conta, entre outras coisas, a legalidade da empresa, o impacto ambiental, se os trabalhadores usam equipamentos de segurança e se existe trabalho infantil ou escravo", afirma Raphael Jacob. 

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A visão macro da startup é a de que as mineradoras podem e devem atuar dentro da legalidade e ser sustentáveis, utilizando a tecnologia a seu favor. Eduardo Gama explica que "o objetivo da certificação não é fiscalizar e sim auxiliar as mineradoras para que elas encontrem a solução para o problema. Sabemos que muitos mineradores não erram por opção, mas por falta de informação. A Minery quer que eles adequem o trabalho para operar de forma mais saudável e fechar bons negócios. Temos uma vasta experiência em mineração e queremos mostrar para as mineradoras brasileiras que é possível atuar com inovação, eficiência, tecnologia e respeito ao meio ambiente.”

A Minery também oferece consultoria para as mineradoras levando em conta os ODS, a fim de que o mercado de mineração esteja cada vez mais adequado às demandas sustentáveis do planeta. 

"Nossa meta é modernizar o setor, que sempre foi visto como uma atividade prejudicial ao meio ambiente. Só é possível mudar essa visão com uma revolução e, para a Minery, revolução significa trazer sustentabilidade e segurança para as negociações de commodities, que hoje ainda são muito complicadas, especialmente para os menores", finaliza o engenheiro Eduardo Gama.
 

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18/10/2021 18:15h

Pacientes e familiares contam experiências que tiveram com os médicos. Data é comemorada neste 18 de outubro

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O dia do médico é comemorado em 18 de outubro. Apesar disso, pacientes que tiveram suas vidas marcadas por estes profissionais também celebram a profissão em outros dias do ano. Esse é o tema da campanha “Um dia para celebrar todos os outros”, do Conselho Federal de Medicina (CFM), criada para homenagear todos os médicos que, diariamente, dedicam seu tempo a ajudar aqueles que necessitam de atendimento.

Donizetti Dimer, 1º vice-presidente da CFM, destaca a importância de se ter um dia para celebrar os profissionais da medicina: “Essa data representa muito, porque as pessoas sempre tiveram um dia marcante em sua vida onde um médico participou e foi importante nesse ato.”

Para o vice-presidente é preciso de vocação para atuar na profissão: “A medicina vem para trazer saúde, não só para curar doenças. É mais do que uma profissão, o ser médico é um modo de vida, um modo de se dispor ao próximo”, diz Donizetti.

Para Brenda, de 24 anos, o dia do médico vai ser sempre 21 de junho. Na ocasião, a mãe Antônia estava  lutando contra o câncer de mama por 10 anos. Nesse dia, a jovem conta que o médico a aconselhou a aproveitar ao máximo os momentos que ainda tinha com a mãe.

“A forma em que ele cuidou da minha família e de mim foi muito importante pra gente ter força naquele momento. Ele sempre foi muito sincero e é uma pessoa que até hoje eu tenho muita gratidão”, diz Brenda. Um mês após aquele 21 de junho, Antônia faleceu.

Covid-19

Hugo Pádua é músico e, hoje, aos 37 anos, comemora o fato de ter vencido a Covid-19. Para ele, o dia do médico é 5 de julho, data em que recebeu alta do hospital após ter sido entubado.

“Quando foi na madrugada do segundo dia internado, o médico olhou para mim e falou ‘infelizmente vamos ter que entubar você’. Ele não falou mais nada depois disso, mas eu consegui enxergar no olhar dele o desespero pela minha situação”, conta Hugo.

O músico ficou 38 dias no hospital, 20 deles, entubado. A preocupação maior, segundo ele, eram os filhos, mas após todos os cuidados médicos, conseguiu sobreviver. “O dia que eu tive alta foi o dia do meu renascimento”, diz.

“Exercer a medicina na pandemia de Covid-19 é algo angustiante”, é o que relata o médico Glayson Soares. Segundo ele, o pior da situação foi que o coronavírus trouxe o desconhecido para a medicina. “Sempre queremos proporcionar os melhores meios para diagnosticar e tratar os pacientes, mas nem sempre conseguimos isso na pandemia.”

Apesar de tudo, Glayson diz que o comprometimento com a medicina precisa continuar: “Seguimos com o nosso compromisso de sempre proporcionar esperança e alívio do sofrimento humano. Seguimos com as medidas preventivas e a vacina. Assim, superamos logo esse vírus!”

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Brasil

Segundo dados do Conselho Federal de Medicina (CFM), o total de médicos com registro ativo no território brasileiro chega a pouco mais de 572 mil.

Já o maior número de atuantes da profissão estão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, com 159 mil, 68 mil e 61 mil, respectivamente.

Por que dia 18?

A escolha do dia 18 de outubro para homenagear os médicos no Brasil tem origem cristã. Nessa data, a Igreja Católica comemora o Dia de São Lucas, um santo que, em vida, foi médico. Outros países de base cristã como Itália, Portugal, França, Espanha, Bélgica e Polônia também comemoram os profissionais nesta data.

Em alguns países da América Latina, como Argentina, Uruguai e Cuba, o dia do médico é em 3 de dezembro, em homenagem ao médico cubano Dr. Carlos Finlay, responsável por comprovar a teoria de que a febre amarela se propaga através do mosquito Aedes aegypti.

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17/10/2021 18:00h

Segundo a Ecovias do Cerrado, o motivo é a execução das obras de ampliação da ponte no km 56

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A partir de segunda-feira (18), a rodovia BR-364 terá interdição parcial, na altura de Cachoeira Alta (GO), para a execução da nova fase de obras de ampliação da ponte no km 56. Os trabalhos são de responsabilidade da Ecovias do Cerrado.

Segundo a empresa, a via será totalmente bloqueada em quatro momentos distintos, a partir das 11h, para içamento de quatro vigas. Cada bloqueio poderá durar até 45 minutos. Já a partir de terça, o trânsito vai fluir em esquema “Pare-e-Siga”, durante 24 horas. 

As obras e as interdições no tráfego devem durar até dezembro deste ano. O percurso estará sinalizado com placas, cones, barreiras e homens-bandeiras, além de lamelas e dispositivos de iluminação para trabalhos noturnos.

A obra consiste em ampliar a estrutura da ponte do km 56, que vai contar com acostamentos e passeios para pedestres, além de ter sinalização renovada e novos dispositivos de segurança.

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A recomendação aos motoristas é respeitar a sinalização, os limites de velocidade e as orientações dos colaboradores.

As condições do trânsito podem ser acompanhadas pelo Twitter @EcoviasCerrado, no site ou pelo telefone 0800 0364 365.

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17/10/2021 17:24h

No entanto, houve aumento de 3,15% no acumulado do ano. Segundo a Abras, o consumidor passou a optar por produtos e marcas mais baratos

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O consumo dos lares brasileiros caiu 2,33% de julho para agosto, segundo dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Essa é a quinta queda mensal registrada em 2021. Na comparação com agosto do ano passado, o recuo no consumo é de 1,78%. 

Segundo a associação, os números refletem fatores externos, como câmbio, e internos, como alta da inflação, desemprego, geadas e redução do poder aquisitivo da população, especialmente com as mudanças de valores dos auxílios assistenciais.

No entanto, no acumulado de janeiro a agosto de 2021, houve um aumento de 3,15%, se comparado ao mesmo período de 2020. O vice-presidente da Abras, Márcio Milan, afirma que o cenário é caracterizado pela troca de marcas e de produtos.

“Há um movimento intenso dos supermercados em oferecer novas marcas de produtos básicos - como arroz, feijão, café, açúcar, leite longa vida - para que o consumidor tenha uma variedade para fazer as suas escolhas. Ele [consumidor] está trocando produtos, substituindo a carne bovina por frango e ovos, e substituindo marcas.”

Cesta

A cesta com os 35 produtos mais consumidos nos supermercados fechou agosto com preço médio de R$ 675,73, um aumento de 1,07% em relação a julho. Em comparação com agosto do ano passado, o crescimento é de 22,23%, segundo a Abras.

Os produtos que mais encareceram são batata (20,9%), café (10,7%), frango congelado (7,1%), sabonete (4,3%) e ovo (3,7%). Já as quedas de preços são da cebola (-4,9%), refrigerante pet (-2,8%), tomate (-2,3%), farinha de mandioca (-1,7%) e feijão (-1,5%).

Valor médio da cesta, em agosto de 2021, segundo a Abras:

  • Brasília: R$ 755,28
  • Campo Grande: R$ 530,91
  • Cuiabá: R$ 535,93
  • Curitiba: R$ 730,35
  • Fortaleza: R$ 581,89
  • Goiânia: R$ 522,04
  • Grande Belo Horizonte: R$ 594,63
  • Grande Porto Alegre: R$ 775,09
  • Grande Rio de Janeiro: R$ 621,88
  • Grande São Paulo: R$ 680,90
  • Grande Vitória: R$ 615,44
  • Interior de Minas Gerais: R$ 593,56
  • Interior de São Paulo: R$ 686,44
  • Interior do Paraná: R$ 735,11
  • Interior do Rio Grande do Sul: R$ 750,76
  • João Pessoa: R$ 624,45
  • Maceió: R$ 625,16
  • Natal: R$ 601,43
  • Recife: R$ 614,23
  • Salvador: R$ 626,01
  • Santa Catarina: R$ 725,53
  • Nacional: R$ 675,73

Desafios e solidariedade na pandemia

A taxa de desemprego no Brasil é de 13,7%, segundo levantamento do IBGE com dados do trimestre encerrado em julho de 2021. A moradora do Recanto das Emas (DF), Edineide Batista Barbosa de Almeida, faz parte desse percentual. Ela perdeu o emprego durante a pandemia e conta com o apoio da instituição solidária Legião da Boa Vontade (LBV).

“Agora na pandemia, fiquei sem saída, sem emprego, sem nada. Só com os filhos. E a LBV me ajudou com material escolar e cesta básica com tudo. Quando você está desempregado, você não tem condições de comprar máscara, álcool. Você compra o básico do básico. E a cesta da LBV é completa.”

Paulo Araújo, gestor social da LBV em Brasília, conta que, com a pandemia e o isolamento social, a instituição buscou garantir a alimentação de seus atendidos por meio da entrega de cestas básicas.

“As crianças atendidas aqui tinham um local de alimentação. E durante a pandemia, com isolamento social, muitas famílias tiveram que ficar em casa e perderam o emprego. A LBV parte para garantir que essas famílias tenham alimento na mesa.”

No decorrer da pandemia, a instituição também percebeu que muitas famílias possuem dificuldade em manter o processo de higiene e limpeza, por falta de produtos. “Começamos a colocar nas doações um kit de higiene e limpeza, com álcool em gel, água sanitária, sabão, detergente, além dos alimentos.”

Para saber mais sobre o trabalho da Legião da Boa Vontade e como colaborar, acesse o site: lbv.org.

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Otimismo

Os economistas acreditam na recuperação da economia brasileira, especialmente com a queda de casos e óbitos de Covid-19 no país. Inclusive, o Fundo Monetário Internacional (FMI) projetou um crescimento de 5,3% do PIB brasileiro em 2021

O vice-presidente da Abras, Marcio Milan, também está otimista com o aumento do consumo no Brasil. “No segundo semestre, nós temos uma economia destravada, sem restrições e limitações, além da Black Friday e o Natal, que trazem uma movimentação muito grande no mercado. A Abras acredita que teremos um final de ano positivo e mantivemos [a expectativa de] crescimento de 4,5%.”

O economista Benito Salomão ressalta que o décimo terceiro salário é um forte incentivador para o aumento do consumo no final do ano. “Alguns artifícios e incentivos fazem o consumidor comprar mais, como o décimo terceiro. Mas estamos longe de ter um Natal das ‘vacas gordas’”, avalia.

O ex-diretor do Banco Central, economista Carlos Eduardo de Freitas, afirma que podemos olhar com otimismo para o último trimestre de 2021 e para 2022.

“A boa notícia é que a pandemia está sendo vencida; o fluxo de pessoas vai voltar e os serviços vão reagir. Já está chovendo novamente, os preços de energia devem voltar ao normal. O que vai permanecer é o choque do petróleo. Os preços subiram barbaramente e vamos ter que economizar derivados de petróleo.”

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A dica é pesquisar preços

A dica de ouro do vice-presidente da Abras, Marcio Milan, é pesquisar bem os preços na hora de comprar. “Nesse momento, onde temos oscilação de preços associados a outros eventos, como aumento da energia elétrica e do combustível, é importante que o consumidor pesquise. Se ele for ao supermercado hoje, ele vai encontrar arroz de R$ 16 até R$ 29.”

Para driblar a queda do consumo, os supermercados buscaram aumentar a variedade de marcas e produtos, além das ofertas. “Esses movimentos buscam atender o consumidor e o supermercado mantém a fidelidade de seus clientes”, comenta.

Confira a entrevista completa com o vice-presidente da Abras, Marcio Milan.

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17/10/2021 16:53h

No Rio Grande do Sul, combinação de frio e umidade provoca chuvas, neste final de semana

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Em plena primavera no Hemisfério Sul, a tempestade de neve atinge o extremo sul do continente americano, neste final de semana. No Brasil, uma massa de ar frio predomina na Região Sul do Brasil até quarta-feira (20).

No começo da tarde de sábado (16), o aeroporto de Ushuaia, na Argentina, registrava a temperatura entre 0°C e 1°C, com pouca oscilação. O Serviço Meteorológico Nacional do país argentino classificou a nevada como “impressionante” para a segunda metade do mês de outubro.

De acordo com o MetSul Meteorologia, o bolsão de ar gelado que provoca neve no Sul da Argentina deve avançar para o Norte, pelo Oceano Atlântico, margear a costa argentina e chegar ao litoral sul brasileiro na terça (19) e quarta-feira (20).

Oscilação Antártica 

De acordo com meteorologistas, o cenário é provocado pela Oscilação Antártica. O fenômeno está relacionado às mudanças na posição de correntes de jato, sistemas frontais, ciclone e anticiclones. O índice é calculado pela diferença de pressão zonal (oeste-leste) entre as latitudes de 40° e 65° Sul.

Segundo a meteorologista Andrea Ramos, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), quando o índice está positivo, o fluxo de jato é mais zonal e intenso nas proximidades da Antártica, o que não influencia no Brasil.

Já quando o índice está negativo, como acontece neste momento, o fluxo de jato consegue transitar de forma meridional (norte-sul), o que leva frentes frias para Argentina, Uruguai e Sul do Brasil.

Apesar da oscilação estar negativa, a meteorologista explica que a massa de ar frio ainda está mais concentrada no sul da Argentina. “A tendência é seguir esse padrão e não adentrar na Região Sul do país. O máximo que vai acontecer [no Sul do Brasil] é um declínio de temperatura. Ainda sim, é mais de acordo com o anticiclone, em função de uma frente [fria] que passou e, por isso, as temperaturas já estão mais amenas. Segunda e terça tendem a manter esse padrão.”

No entanto, até mesmo os moradores do estado gaúcho estranharam a temperatura mais amena em pleno outubro. “Nessa época do ano não é normal esse frio aqui. Normalmente, aqui já fica na casa dos dois dígitos: mínimas de 12°C e 14°C. É muito difícil ter mínimas de 6°C”, comenta Gabriela Punkslind, moradora de Canela (RS).

Chuvas

Após a passagem do anticiclone, o ar frio do oeste e sul do Rio Grande do Sul encontrou com a alta umidade do ar vinda do nordeste do estado, provocando fortes chuvas na Grande Porto Alegre, na Serra e no Litoral Norte, neste final de semana.

Em Capão da Canoa, no litoral gaúcho, a forte chuva provocou alagamentos.

A previsão do tempo para esta segunda-feira (18), na Região Sul do Brasil é de céu nublado, com possível garoa ao longo do dia por todo o estado do Paraná. No litoral de Santa Catarina, haverá sol entre muitas nuvens e chuva a qualquer hora. O sol aparece entre as nuvens no sudoeste do Paraná, oeste catarinense e litoral do Rio Grande do Sul. 

A temperatura varia entre 6 e 24 graus. Em toda a região a umidade relativa do ar fica entre 40% e 100%. As informações são do Somar Meteorologia.

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16/10/2021 16:15h

O documento foi elaborado com o objetivo de promover uma alimentação adequada e saudável para a população brasileira

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Dia 16 de outubro é celebrado o Dia Mundial da Alimentação, a data foi criada com o intuito de promover uma reflexão sobre o cenário atual da alimentação no mundo. O Guia Alimentar para a População Brasileira é referência mundial, foi considerado o mais sustentável segundo estudo das americanas Selena Ahmed, Shauna Downs e Jessica Fanzo, que avaliaram guias alimentares de outros 11 países.

A nutricionista e pesquisadora do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (Nupens USP), Francine Silva, explica que o Guia Alimentar tem como objetivo promover uma alimentação adequada e saudável. “Ele tem como base um padrão de alimentação que vai além da ingestão de nutrientes, porque considera a relação entre os alimentos e o hábito de comer alinhados com a sustentabilidade ambiental, com orientações mais próximas à realidade alimentar dos brasileiros.”

O Guia Alimentar teve sua primeira edição publicada em 2006 pelo Ministério da Saúde em parceria com o Nupens USP, passou por um processo de atualização em 2011 e sua última versão é de 2014.  A publicação também busca prevenir doenças através de uma alimentação balanceada. “Visa contribuir para o combate das doenças que estão relacionadas com a má alimentação como por exemplo obesidade, hipertensão e diabetes que são algumas das doenças crônicas com maior ocorrência no Brasil”, explica a nutricionista Francine Silva.

A pesquisadora também faz parte do projeto Nutrinet Brasil que vai acompanhar 200 mil pessoas de todas as regiões do país para identificar características da alimentação que aumentam ou diminuem o risco de doenças. A primeira fase do estudo já foi concluída, “comparamos a alimentação dos participantes antes do início da pandemia com os primeiros meses da pandemia no Brasil. Encontramos um aumento, de 40,2% para 44,6%, no consumo de alimentos que indicam uma alimentação saudável como frutas, hortaliças e feijão.” 

Segundo Francine, passar mais tempo em casa fez com que as pessoas preparassem seu próprio alimento, o que acaba sendo mais saudável do que quando optam por comer em restaurantes. Outro motivo para o aumento de consumo de alimentos saudáveis pode ser explicado pela vontade de adquirir defesas imunológicas, esclarece a nutricionista.

Por outro lado, o consumo de alimentos ultraprocessados também aumentou. “Foi observado um aumento no consumo desses produtos nas regiões norte e nordeste e entre aqueles com menor escolaridade, indicando uma desigualdade social na alimentação dos brasileiros em resposta à pandemia”, diz Francine.

Fome no País

Uma outra pesquisa, do Unicef Brasil, também avaliou como a pandemia teve impacto no prato do brasileiro. “A pandemia exacerbou problemas e desafios já existentes, trazendo aumento do desemprego, diminuição da renda das famílias decorrente do distanciamento social e do fechamento de serviços, isso trouxe um impacto direto na alimentação das pessoas”, enfatiza Stephanie Amaral, oficial de Saúde do Unicef no Brasil.

Dentre os impactos estão a falta de dinheiro para comprar alimentos, indisponibilidade de alimentos saudáveis próximos ao domicílio e a mudança no tipo do alimento consumido, segundo a pesquisa  Impactos Primários e Secundários da Covid-19 em Crianças e Adolescentes, realizada pelo Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria), para o Unicef.

O estudo aponta que desde o início da pandemia, até maio de 2021, 17% dos brasileiros deixaram de comer em algum momento porque não havia dinheiro para comprar mais comida. Isso equivale a 27 milhões de brasileiros. “Os mais afetados pela insegurança alimentar foram aqueles que já recebiam menos de um salário-mínimo, famílias de classe D e E. Além disso, as famílias que residem com crianças e adolescentes, e as que vivem nas regiões norte e nordeste do país. Também foi observado que houve uma maior prevalência de pessoas pretas ou pardas quando comparadas a pessoas brancas”, afirma Stephanie Amaral.

O papel do Governo Federal é fundamental para sanar este problema grave, Stephanie enfatiza que políticas públicas a longo prazo devem ser criadas, mas que ações emergenciais são necessárias. “A fome não pode esperar políticas públicas serem estabelecidas. A fome precisa de uma ação imediata e também a manifestação do governo. É importante que toda sociedade seja mobilizada para apoiar essas famílias.”
 

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Agronegócios
15/10/2021 19:45h

Prédio da associação foi invadido, pichado e depredado na quinta-feira (14) por membros ligados ao MST. Entidades e autoridades públicas se posicionaram contra atos de vandalismo

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O vice-presidente da Associação Brasileira de Produtores de Soja (Aprosoja) em Mato Grosso, Lucas Beber, disse que a invasão da sede da entidade, em Brasília, por membros do movimento Via Campesina Brasil na manhã de quinta-feira (14) foi um ato de terrorismo. A declaração foi dada em entrevista ao portal Brasil61.com, nesta sexta (15). 

“A gente espera que as autoridades responsáveis punam, ao rigor da lei, essas pessoas. Não é admissível em um país sério, que diga que tem leis consistentes, que se formem grupos que não são responsabilizados juridicamente. Há que se tratar esses grupos como terroristas, porque quem promove depredação e ataque não é nada mais, nada menos, que terrorista”, disse. 

De acordo com a Polícia Civil, entre 7h e 7h30 de quinta-feira, o grupo ligado ao Movimento Sem Terra (MST) invadiu, pichou e depredou o edifício onde ficam a Aprosoja e outras entidades do agronegócio, como a Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho) e a Associação Brasileira dos Produtores de Sementes de Soja (Abrass).  

À reportagem, a assessoria de imprensa da Aprosoja informou que os funcionários estão trabalhando em regime de home office por conta do ocorrido. Enquanto isso, o prédio passa por reparos nas áreas externa e interna. De acordo com a associação, além da fachada e das paredes pixadas, o grupo danificou o motor do portão de acesso, os sensores de segurança e outros itens. A entidade não soube estimar o valor do prejuízo. 

Em nota divulgada após a invasão, a Aprosoja repudiou os atos e informou que está tomando as “providências cabíveis junto às autoridades policiais para que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados por cada um dos crimes cometidos”. 

A associação confirma que uma funcionária estava no prédio no momento dos ataques e se escondeu no banheiro, pois estava com medo de ser agredida. Na publicação, a entidade afirma que a invasão foi covarde e representa uma “afronta ao Estado Democrático de Direito'', além de colocar “em risco a integridade física de seus colaboradores e associados”.

Lucas Beber, vice-presidente da Aprosoja em Mato Grosso, pondera: “A gente sempre fala em democracia, diálogo e tudo mais. Então, em vez da gente avançar, isso daí retrocede. Diferenças e opiniões sempre vão existir, mas tem que resolver de maneira civilizada e não com agressão ou ameaça.”

A 10ª Delegacia de Polícia, localizada no Lago Sul, investiga o caso como dano ao patrimônio e associação criminosa. 

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Repercussão

Após o ataque, entidades ligadas ao agronegócio e autoridades se posicionaram. À reportagem, a Abramilho, que compartilha o prédio com o Aprosoja, lamentou e repudiou o ocorrido. “Mais do que nunca, o momento do país requer diálogo e respeito às instituições, e ações como esta não contribuem em nada para superação de nossos desafios em favor do desenvolvimento socioeconômico nacional.”

Já a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, disse, por meio de seu perfil no Instagram, que “o vandalismo ultrapassa qualquer limite do sensato, do razoável e do democrático”. Ela também se solidarizou com as entidades e os produtores rurais e destacou que o agronegócio “é um setor importante para a nossa economia, renda e garantia da segurança alimentar”. 

A Frente Parlamentar da Agropecuária ressaltou que o setor ”possui os melhores indicadores econômicos e sociais do país, apresentando a maior geração de novas vagas de trabalho dos últimos 10 anos”. Além disso, pontuou que a divisão não ajuda no desenvolvimento de soluções e políticas que precisamos urgentemente construir, com vistas a um futuro melhor.”
 
O integrante da Frente, o deputado federal Alceu Moreira (MDB/RS) se disse “indignado” com os atos. O parlamentar subiu o tom em vídeo publicado nas redes sociais. “Queremos manifestar a nossa revolta. O nosso país não pode concordar com invasões e badernas dessa natureza. Lugar de bandido é na cadeia”, disse.

Investigação

Ao portal Brasil61.com, o senador Marcos Rogério (DEM/RO) classificou a invasão como “ato tipicamente antidemocrático ao Estado de Direito”. Segundo o parlamentar, é preciso haver reação imediata das forças de segurança para investigar e punir todos os envolvidos na ação. “Já disse e repito: o Brasil precisa avançar, para enquadrar e punir, na sua legislação, esse tipo de situação, de violência, como atos de terrorismo”, reiterou. 

O senador confirmou que pediu à Polícia Federal e ao Ministério da Justiça que também investiguem os ataques. “É algo lamentável e inaceitável, justamente contra um segmento que produz alimentos para o Brasil e para o mundo. Se tem um setor que nós devemos proteger e garantir condições para continuar avançando, é justamente o setor produtivo brasileiro. Portanto, essa violência contra a Aprosoja é uma violência contra o setor produtivo, contra quem trabalha e produz de maneira organizada, de maneira profissional, o setor privado. Não podemos aceitar isso de maneira nenhuma”, disparou. 

Autoria

A Via Campesina Brasil assumiu a autoria dos ataques. De acordo com o MST, a ação faz parte da Jornada Nacional “Soberania Alimentar: contra o Agronegócio para o Brasil não passar fome”.  Os movimentos alegam que o “agronegócio cumpre papel de protagonismo no crescimento da fome, da miséria e no aumento do preço dos alimentos no Brasil”. Por meio de pichações, o grupo também criticou o presidente Jair Bolsonaro. 

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15/10/2021 19:05h

Ministério da Saúde destaca a importância da prevenção para o Dia Nacional de Combate à Sífilis

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No ano de 2020, 115,3 mil brasileiros contraíram sífilis. Desses, 61,4 mil eram gestantes e 22 mil crianças que foram contagiadas na modalidade congênita. Já a sífilis adquirida no conjunto da população apresenta redução nos últimos anos, tendo uma taxa de detecção no país de 54,5%. Os dados são do boletim divulgado pelo Ministério da Saúde para a campanha do Dia Nacional de Combate à Sífilis, comemorado neste sábado (16).

O secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, relembra que em 2018 a sífilis teve um pico de casos e, desde então, apresentou queda. Ele conta que o caso reafirma a importância de se diagnosticar a infecção a tempo.

“Ela [a doença] teve um pico em 2018. Já em 2019 teve uma queda significativa. O que reflete cada vez mais o cuidado da atenção primária, o diagnóstico com tempo correto, de modo que a gente tenha uma segurança cada vez melhor de que o SUS pode dar uma resposta significativa para essa doença.”

Entre as ações do Ministério da Saúde para combater a doença, está a distribuição de testes rápidos para o diagnóstico e de frascos-ampola de penicilina benzatina e penicilina cristalina para o tratamento.

“Trabalhamos arduamente na vigilância da sífilis para controlarmos cada vez mais essa doença, porque isso é possível através do fortalecimento da atenção básica. Esse é o SUS que nós acreditamos e o Brasil que queremos ver livre de grandes agravos e com maior qualidade de vida para a nossa população”, declara Arnaldo Medeiros.

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Incidência pelo Brasil

Pelo país, as regiões Sul e Sudeste são as que registraram maior incidência da doença. As unidades da federação com os índices mais altos foram Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul, no que diz respeito à taxa por 100 mil habitantes, entre 2010 e 2020.

Nesse mesmo período, as faixas etárias com maior incidência foram as de 20 a 29 anos. Em termos de escolaridade, os principais percentuais foram os de pessoas com fundamental incompleto e ensino médio completo.

O funcionário público Carlos Araújo, de 55 anos, morador da capital São Paulo, é portador do HIV há trinta anos e já contraiu sífilis duas vezes. A primeira vez, há dez anos, ocorreu por meio de um parceiro. Ele conta que, na época, surgiu uma ferida na bochecha, mas esta não coçava, nem doía. O que parecia ser uma simples picada de aranha, acabou sendo sífilis. Todo o tratamento de Carlos foi feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Após suas experiências com a infecção, ele acha importante fazer um alerta para a prevenção: "A sífilis é silenciosa e as pessoas acreditam que não têm nada e estão livres de qualquer problema. É melhor tomar cuidado quando se tem uma vida social e sexual ativa e é importante fazer o trabalho preventivo.”

Segundo a infectologista do polo de prevenção às ISTs da Universidade de Brasília (UnB), Valéria Paes, um dos grandes perigos da sífilis é que a infecção pode ser assintomática.

“A pessoa pode ter e não apresentar nenhum tipo de sintoma. Muitas vezes a doença se propaga dessa forma: um jovem vai ter uma relação sexual com uma pessoa, não tem a percepção porque a pessoa não  aparenta nenhum tipo de sintoma e nada de lesão, e essa pessoa pode, mesmo assim, estar apresentando a sífilis e dessa forma a doença se propaga”, explica a infectologista.

Prevenção

A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) curável e exclusiva do ser humano e pode ser prevenida com o uso da camisinha durante as relações sexuais. A bactéria pode causar lesões nos genitais e evoluir para uma infecção do sistema nervoso central, como a meningite. Além disso, se não for tratada, pode causar problemas cardíacos e outros quadros mais graves. Ela pode se apresentar de três formas:

  • Adquirida: através de relações sexuais, transfusões de sangue e demais usos descuidados de agulhas;
  • Em gestantes;
  • Congênita: quando a gestante não faz o tratamento e a sífilis é transmitida para o feto.

O secretário de Atenção Primária à Saúde, Raphael Câmara, destaca a importância dos exames preventivos não só para as grávidas: “O parceiro tem que ir ao pré-natal, tem que ser avaliado e testado. E se der positivo, tem que ser tratado. É questão de proteção para ele, mas principalmente para a sua parceira e para o seu bebê. Porque se tiver positivo para sífilis, a criança pode nem nascer ou ter sequelas muito graves.”

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Brasil 61