Cidades

15/10/2021 04:00h

No próximo ano, profissionais de Educação terão missão de implementar primeira fase do Novo Ensino Médio

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A pandemia da Covid-19 impôs desafios inéditos para os profissionais da Educação do País quando impediu a ida dos alunos às salas de aula, transformando o comum ambiente de aprendizado das escolas em encontros virtuais, por meio da internet, nos computadores, tablets e celulares dos estudantes. 

As dinâmicas de preparação das aulas, de exposição do conhecimento, participação e integração, tiveram de ser revistas e aperfeiçoadas com objetivo de manter a qualidade satisfatória do ensino sem prejuízos de aprendizagem às crianças e jovens dos ensinos infantil, fundamental e médio, das escolas públicas e particulares, nos estados. 

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No início do isolamento era preciso disponibilizar os conteúdos diariamente de forma rápida e, principalmente, que pudessem chegar aos alunos, no entanto, isso não ocorreu de imediato e o professor teve de ser criativo e demonstrar empenho para conseguir ensinar, mesmo distante da turma. 

“Os meninos não tinham acesso a qualquer tipo de aparelho de conexão. Para tentar amenizar essa situação, nós conversávamos por meio de textos. A meu ver, lembrou a época da comunicação por meio da escrita de cartas”, contou Rodrigo Xavier, professor de Artes Educação, da rede pública de ensino do Distrito Federal. 

No Distrito Federal, por exemplo, cerca de 450 mil alunos foram matriculados na rede pública, de acordo com o governo local, em 2020. Em março daquele ano, todos tiveram de entrar em isolamento devido ao coronavírus. As aulas online começaram um mês depois e foram assim até o início do segundo semestre de 2021, quando os encontros presenciais e híbridos retornaram nas unidades de ensino – em dias alternados entre escola e aulas online. Durante o período de pouco mais de um ano, nem todos os matriculados na rede pública da Capital tiveram acesso rápido às tecnologias, como os estudantes dos projetos Socioeducativos.

“Nós recebemos treinamento, utilizamos essas plataformas, postamos as atividades esperando que o aluno pudesse ter acesso a um computador para ter a aula online, mas, isso não aconteceu. Apenas no início deste ano, eles começaram a ter acesso à essa plataforma”, relata o professor Xavier. 

Professores da rede de ensino particular também passavam por dificuldades - mesmo com acesso à tecnologia. A professora de Línguas Estrangeiras, Nathalia Damacena, relata que a adaptação das aulas presenciais para o sistema online foi menos traumática, em comparação aos colegas da rede pública, porque os alunos já estavam habituados com a forma de aprendizado online e, a escola conseguiu dar suporte aos profissionais rapidamente. Porém, acredita que parte da turma teve dificuldades para assimilar o conhecimento durante o período mais crítico da pandemia da Covid-19. 

“A escola deu muito apoio na questão de material, computador. Mas, nem sempre todos os alunos conseguiram acompanhar ou entender. Alguns alunos, eu posso dizer, não tiveram aproveitamento de 100%”, disse a professora. 

Novo Ensino Médio

A mudança das aulas presenciais para encontros virtuais foi tarefa desafiadora para os professores, durante a pandemia da Covid-19, e o futuro reserva mais uma grande reviravolta no dia a dia dos profissionais de Educação. É que, a partir de 2022, o País terá a missão de consolidar o Novo Ensino Médio. A nova metodologia foi aprovada em 2017 e prevê a implementação da primeira etapa já a partir de janeiro. 

A carga horária de estudos vai aumentar para os alunos e professores, passando de quatro para cinco horas diárias, no mínimo. Os conteúdos serão agrupados por áreas de conhecimento, e não mais por disciplinas, e as escolas terão de oferecer atividades extras – Itinerários Formativos – de formação técnica e profissional. 

A ideia é capacitar o estudante do Ensino Médio para as carreiras acadêmicas nas universidades e faculdades por áreas de afinidade de cada um e, também, prepará-lo para o mercado de trabalho. 

Para o especialista em Psicologia Educacional, Afonso Galvão, a efetivação do Novo Ensino Médio vai exigir dos professores mais capacitação e, sendo assim, impõe aos gestores públicos a obrigação de investir firmemente na infraestrutura das escolas, nas tecnologias, nas metodologias, nos salários e na preparação do profissional de Educação. Na visão dele, sem a devida dedicação que a Educação das cidades precisa, o Novo Ensino Médio pode levar muito tempo para ser implementado com vigor nos estados e a principal prejudicada será a própria Nação.

“Em condições adequadas é possível que se faça uma transição para esse novo modelo em quatro ou cinco anos. Mas, considerando o descaso histórico pela Educação, é muito difícil que o Novo Ensino Médio vingue. É necessário que haja, além desse projeto, responsabilidade dos gestores públicos”, explicou o especialista. 

 

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O evento, realizado em São Paulo, reuniu, durante três dias, especialistas da construção civil, de entidades de classe e do Governo Federal

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Encontrar as melhores práticas para desenvolver cidades mais inteligentes e conectadas. Com esse objetivo, o Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional, o MDR, participou nesta sexta-feira, 3 de setembro, do Connected Smart Cities. O evento, realizado em São Paulo, reuniu, durante três dias, especialistas da construção civil, de entidades de classe e do Governo Federal. 

O projeto Eficiência Energética no Desenvolvimento Urbano Sustentável, desenvolvido pelo MDR em parceria com a Agência Alemã de Cooperação Internacional, a GIZ, foi tema do painel on-line “Agenda estratégica com Parceiros”.

Alessandra D'Ávila, diretora de Urbanização da Secretaria Nacional de Habitação, representou o MDR no evento. Ela reforçou a importância do setor habitacional no universo da construção civil.

A habitação tem um papel indutor bastante relevante no mercado de construção civil. Por isso, é importante pensarmos em medidas que tragam eficiência energética, qualidade, novas tecnologias e conformidade dos materiais para dentro das construções residenciais.

Para saber mais sobre o Programa Casa Verde e Amarela e outras ações de Habitação do Governo Federal, acesse mdr.gov.br.

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12/08/2021 16:42h

Cerimônia de inauguração da Rede para Desenvolvimento Urbano Sustentável (ReDUS) ocorreu nesta quinta-feira (12)

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O Ministério do Desenvolvimento Regional, o MDR, lançou a Rede para Desenvolvimento Urbano Sustentável, a ReDUS. A ferramenta vai integrar profissionais e ações voltadas à melhoria dos espaços urbanos em todo o Brasil.

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, destaca que a rede vai contribuir para a melhoria dos espaços urbanos por meio do compartilhamento de informações e experiências.

"Nós, do Ministério do Desenvolvimento Regional, apoiamos essa importante iniciativa, porque ela vai permitir que haja um compartilhamento das boas práticas existentes nas diferentes cidades brasileiras em outros lugares do mundo. Nós precisamos, cada vez mais, nas cidades inteligentes para racionalizar os nossos recursos que estão disponíveis."

Segundo o MDR, a rede vai ser a principal referência sobre conhecimento, práticas e soluções para o desenvolvimento urbano sustentável no Brasil. A ferramenta deverá reunir outras redes existentes, concentrando esforços e consolidando uma comunidade de conhecimento em desenvolvimento urbano sustentável.

Ulisses Maia, prefeito de Maringá (PR) e segundo secretário da Frente Nacional de Prefeitos, reforça o caráter colaborativo da iniciativa. "Apoiamos e participamos da plataforma ReDUS por ser uma iniciativa que fomenta o trabalho colaborativo, facilitando a construção de parcerias e interações entre o Poder Público, consolidando uma rede de conhecimento compartilhado de práticas e soluções em prol do desenvolvimento urbano sustentável no País."

A ReDUS é fruto de parceria entre o MDR, a Agência Alemã de Cooperação Internacional, a GIZ; a Frente Nacional de Prefeitos e entidades da sociedade civil.

A iniciativa integra o Projeto Apoio à Agenda Nacional de Desenvolvimento Urbano Sustentável (Andus), no eixo relacionado à gestão de conhecimentos e à difusão de práticas inovadoras. A expectativa é que rede ajude na disseminação dos produtos e resultados do Andus e na implementação da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano (PNDU).

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11/08/2021 04:00h

Representantes do MDR e do Ipea debateram tendência de substituição do transporte coletivo pelo individual, apontada em estudo

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Técnicos do Governo Federal participaram, nesta terça-feira (10), de debate sobre as transformações sofridas pelo setor de transporte coletivo e individual nos últimos dez anos. Participaram representantes do Ministério do Desenvolvimento Regional, o MDR, e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Ipea.

A conversa teve como referência em um estudo produzido pelo Ipea que levantou informações sobre os gastos das famílias com transporte coletivo e individual, entre outras variáveis.

De acordo com o levantamento, nos últimos anos, houve uma queda do consumo do transporte coletivo em todas as faixas de renda e um aumento do transporte individual para todas as faixas de renda. 

Para Carolina Baima, coordenadora-geral de Gestão de Empreendimentos do MDR, o diagnóstico aponta para uma redução do volume de passageiros no transporte coletivo. 

Ela destacou que o Governo Federal vem dialogando para estabelecer nova legislação que permita reverter essa situação.

"O resultado da pesquisa confirma o que a gente já vê cotidianamente. O transporte coletivo vem perdendo espaço para o transporte individual. Andar de ônibus, trem e metrô está ficando mais caro e os tempos de deslocamento crescem, sobretudo pelo aumento do número de automóveis em circulação. E estamos buscando mobilizar esforços para a elaboração de um novo marco regulatório do transporte público, que possibilite exatamente a recuperação e o fortalecimento dessa atividade, que é essencial para o funcionamento das cidades."

A publicação é fruto de um termo de execução descentralizada (TED) firmado entre o MDR e o Ipea em novembro de 2019, com validade até novembro de 2022. Ela será utilizada como ferramenta para o acesso da população aos mais diversos tipos de serviços públicos – como educação, saúde e oportunidades de emprego – por meio de diferentes meios de transporte nos maiores centros urbanos do País.

O acordo com a fundação pública vinculada ao Ministério da Economia prevê a realização de seminários com o poder público local, treinamentos para a equipe do Departamento de Projetos de Mobilidade e Serviços Urbanos (Demob) da Secretaria Nacional de Mobilidade e Desenvolvimento Regional e Urbano (SMDRU) do MDR, além da publicação de estudos com o panorama da mobilidade urbana no Brasil e avaliação de empreendimentos da carteira apoiada pelo Demob.

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05/08/2021 09:15h

Pesquisa vai subsidiar aperfeiçoamento das políticas públicas de mobilidade urbana desenvolvidas pelo Governo Federal

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Termina na próxima sexta-feira, 6 de agosto, o prazo para resposta à Pesquisa Nacional de Mobilidade Urbana, a Pemob. Devem preencher o formulário as cidades com mais de 250 mil habitantes, os 26 estados e o Distrito Federal. O estudo está sendo coordenado pelo Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional, o MDR.

Fernanda Barbosa, assessora técnica do Departamento de Projetos de Mobilidade e Serviços Urbanos do MDR, explica a importância das informações para o desenvolvimento de políticas públicas eficientes para o setor.

"Essas informações são muito importantes para o MDR porque auxiliarão na construção do Sistema Nacional de Informações em Mobilidade e farão parte também do diagnóstico do setor no País. Por isso fiquem atentos, porque o prazo se encerra na próxima sexta-feira, 6 de agosto."

A Pesquisa Nacional de Mobilidade Urbana busca aperfeiçoar as políticas públicas de mobilidade urbana desenvolvidas pelo Governo Federal. O estudo identifica, entre outras informações, a qualidade dos serviços de transporte público coletivo, as fontes de receita, inovações tecnológicas e o uso de fontes de energia menos poluentes.

Para saber mais sobre ações de mobilidade urbana do Ministério do Desenvolvimento Regional, acesse mdr.gov.br.

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O encontro on-line será promovido nesta quarta-feira, 19 de maio

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A experiência de zoneamento ambiental municipal feito na cidade de Anápolis, em Goiás, será tema de um webinar sobre instrumentos urbanos ambientais. O encontro on-line será promovido nesta quarta-feira, 19 de maio, pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, o MDR, e a Agência Alemã de Cooperação Internacional, a G.I.Z., em parceria com a Prefeitura da cidade goiana. 

Marcado para as duas e meia da tarde, o webinar será transmitido ao vivo no Youtube da Prefeitura de Anápolis. Nathan de Oliveira, analista de infraestrutura do MDR, explica como será o evento. 

"É uma síntese e um debate sobre instrumentos ambientais junto com planejamento urbano ou a integração de instrumentos de planejamento urbano e instrumentos ambientais, tal como o Zoneamento Ambiental Municipal e também uma síntese dos trabalhos que foram desenvolvidos dentro do projeto Andus junto à prefeitura de Anápolis desde o ano passado".

Anápolis está entre os seis municípios do Brasil que participam do projeto-piloto do MDR e da GIZ voltado a mentoria e capacitação em desenvolvimento urbano sustentável no Brasil. O objetivo é que as experiências dessas cidades possam ser compartilhadas com outros municípios do País para que possam ser replicadas.

Para saber mais, acesse mdr.gov.br.

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Publicação reforça importância sobre investimentos em capital humano e social, inovação, tecnologia e desenvolvimento sustentável

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O Centro de Estudos e Debates Estratégicos da Câmara dos Deputados (Cedes) promove na próxima quarta-feira (10), às 17h, o lançamento do livro "Cidades Inteligentes: uma Abordagem Humana e Sustentável".

A publicação reforça que cidades inteligentes são aquelas que investem em capital humano e social, em desenvolvimento econômico sustentável, em inovação e empreendedorismo e na utilização de tecnologias disponíveis para aprimorar e interconectar os serviços e a infraestrutura. 

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O trabalho teve apoio da Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados e foi relatado pelos deputados federais  Francisco Jr (PSD-GO), Angela Amin (PP-SC), Eduardo Braide (Pode-MA) e Haroldo Cathedral (PSD-RR).

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08/02/2021 11:45h

A iniciativa revelou os desafios dos gestores locais de revitalizar áreas urbanas apenas com recursos públicos

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Com o intuito de conhecer práticas inspiradoras implementadas em cidades japonesas, a equipe de Planejamento Territorial e Habitação da Confederação Nacional de Municípios (CNM) realizou visitas técnicas, por meio da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA). As visitas foram realizadas em 2020, antes da pandemia da Covid-19.

Nas cidades japonesas existem importantes exemplos de revitalização urbana integrado com gestão das águas, que vão desde longos processos de despoluição dos rios à medidas de reordenamento do crescimento urbano, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida e fortalecer a resiliência dos espaços e novos usos e atividades para a população.

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A iniciativa revelou os desafios dos gestores locais de revitalizar áreas urbanas apenas com recursos públicos, o que nem sempre é possível. Além de revelar a necessidade de parcerias com o setor privado e o reforço na legislação urbana local.

 

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30/01/2021 00:00h

O evento “+Cidades – Desafios e soluções para a agenda dos 100 dias” foi uma parceria da FNP com o Grupo Houer e teve como foco projetos de concessões, PPPs e Agenda 2030 nos municípios

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Como os novos gestores podem aproveitar melhor os espaços públicos das cidades e potencializar a agenda municipal? Essas e outras questões foram debatidas no último dia (29) do evento “+Cidades – Desafios e soluções para a agenda dos 100 dias”, parceria da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) com o Grupo Houer. O objetivo do encontro virtual, que durou cinco dias, foi levantar a discussão em torno de projetos de concessões, parcerias público-privadas (PPPs) e Agenda 2030 nos municípios.

Os instrumentos de intervenção e a nova agenda urbana estavam entre os temas discutidos nessa sexta-feira (29). O painel foi mediado pelo ex-prefeito de Divinópolis (MG) e hoje consultor do grupo Houer Vladimir Azevedo, que trouxe como convidado Vitor Carvalho, advogado consultor do Senado Federal na área de Desenvolvimento Urbano. Segundo o especialista, o Brasil tem evoluído no que diz respeito às legislações e que é importante que novos prefeitos, vereadores e gestores tenham conhecimento sobre as leis. 

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“Por um lado, evoluímos muito nas legislações. Temos muitos instrumentos antigos e novos à disposição dos prefeitos. E por outro lado, ainda tem muita coisa que falta ser construída. Há muitos projetos de lei na Câmara e no Senado nesse sentido. Mas o que interessa é levar aos prefeitos um universo muito grande de instrumentos que já estão aí para auxiliar”, lembra o consultor. 

Vitor critica o fato de muitas cidades investirem na evolução horizontal das cidades. “Depende do planejamento de cada município, mas a gente vê muitos municípios que permitem a expansão horizontal de maneira excessiva, o que chamamos de espraiamento. São loteamentos muito distantes, condomínios muito distantes, e isso vira depois um passivo ambiental, um passivo social e um passivo político, porque é muito mais difícil levar serviços públicos para a população espalhada por aí”, alerta Carvalho. “É muito importante que a cidade cresça de maneira ordenada”, completa. 

“A ideia é aproveitar ao máximo toda a área urbana que já está construída, que já está loteada e que já tem infraestrutura. E se precisar criar mais área urbana, que seja área contígua, ou seja, lotear o que já está próximo da cidade, e não o que está longe”, sugere Vitor Carvalho. 

Leonardo de Castro, ex-secretário de planejamento urbano de Belo Horizonte, acredita que as cidades hoje precisam ser transformadas. “Nossas cidades precisam melhorar. Esse modelo que está aí já provou que não deu certo. Estamos tentando ordenar nossas cidades dessa forma de hoje e conseguimos observar de forma ostensiva que elas não estão bem, basta dar uma volta na rua. Ver o tanto de problema que a gente tem, o tanto de informalidade, gente sem moradia, áreas sem saneamento, um meio ambiente que não responde às nossas necessidades de sustentabilidade e de qualidade de vida”, enumera. 

Na opinião de Leonardo, é preciso, sim, aproveitar os instrumentos existentes hoje para executar essas mudanças, mas é preciso aliar a outras formas de mudança. “A gente precisa de um instrumental, a gente precisa de um plano e de meios para executar esse plano. E nesse momento de pandemia, quem estiver mais preparado será menos afetado pelo problema.” 

Leonardo de Castro ressalta que é preciso evoluir junto com o mundo. “Estamos falando de cidades mais conectadas, resilientes, inclusivas e sustentáveis. Esse é o mantra que temos que perseguir.” 

Vitor Carvalho acredita que esse resultado virá quando houver mudança de paradigmas. “A pandemia nos acostumou a usar a tecnologia até para fazer eventos a distância. Depois de gastar tanto tempo e dinheiro com viagens longas, hoje vemos que não precisava. Então, pegando esse gancho, acredito que ainda tem que desregulamentar muito o que hoje se faz em termos de urbanismo, deixando as pessoas darem o melhor uso para os imóveis e para as cidades.” 

Competitividade 

O debate seguiu com o tema “Ranking de competitividade dos municípios como ferramenta de gestão”.  Tadeu Barros, diretor-executivo do Centro de Liderança Pública (CLP), ressaltou que esses primeiros dias dos novos gestores municipais são essenciais para que os trabalhos ao decorrer dos próximos anos sejam mais tranquilos. 

“Costumo dizer que a importância está na frequência, e não na intensidade. Então, em 100 dias de governo eu preciso ter frequência e continuar ao longo dos quatro anos para organizar e orquestrar a casa, para que os frutos possam ser colhidos e os cidadãos tenham serviços públicos cada vez mais dignos, melhores e eficientes”, aposta. 

A CLP elabora, há vários anos, um ranking para a promoção da competitividade do Brasil e, em 2020, entrou com um ranking entre os municípios. Ele é composto por 55 indicadores, organizados em 12 pilares e três dimensões. “Ele é fruto de uma ampla reflexão sobre quais são os temas fundamentais para se analisar a competitividade a nível municipal no Brasil”, lembra Tadeu. A edição de 2020 analisa 405 municípios brasileiros, representando os municípios do País com população acima de 80 mil habitantes.  

Para que os municípios tenham bons resultados, o sócio-diretor de Novos Negócios do Grupo Houer, Thiago Grego, defende que as lideranças estejam cada vez mais preparadas. “É preciso entender o papel do líder na execução dos projetos. A gente não tem dúvida de que ter uma capacitação técnica é importante, você conhecer o assunto, mas há uma diferença em quem vai executar o projeto e apontar aonde o município quer chegar. Na hora que o líder puxa o projeto, ele faz a diferença”, afirma.  

PPP

As parcerias público-privadas estiveram presentes nos cinco dias de discussão do evento. O assessor superior de PPPs do município de Canoas (RS) e ex-prefeito de Sapucaia do Sul (RS), Luís Rogério Link. Ele defende que os primeiros dias de gestão são importantes para implantar projetos que podem mudar a vida da população. 

“Nos primeiros 100 dias, o prefeito vai mostrar qual será o futuro de sua gestão, se vai ser muito boa ou muito fraca. Hoje, a PPP hoje é a menina dos olhos do governo federal em termos de investimento e infraestrutura. Seria muito interessante que os prefeitos tivessem atenção às PPPs porque existe um apoio do governo federal e de bancos, como o BNDES e Caixa Econômica Federal”, diz Link.

O assessor de Canoas reforça que esse processo não é rápido e que os prefeitos devem se movimentar o quanto antes para levar investimento para os municípios. “A estruturação de um projeto de PPP demora. Então se os prefeitos têm interesse nisso têm que começar hoje”, orienta. 

Esse painel, com o tema “PPPs e concessões: oportunidade/ mercado/ cenários”, teve ainda a participação do superintendente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Pedro Bruno. Segundo ele, o BNDES vem diversificando a atuação em desestatização e está presente em diversos setores. 

“Com o início dos mandatos, abriu-se uma avenida de oportunidades. A gente tem buscado reduzir ao máximo os prazos para entregarmos projetos de qualidade no menor tempo possível”, garante Pedro. 

O evento completo está disponível no perfil do Facebook do Grupo Houer.    

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29/01/2021 00:00h

Capital do setor industrial sul mato-grossense também figura entre as melhores para se investir em ranking nacional

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O município de Três Lagoas é o melhor do estado de Mato Grosso do Sul para se investir no setor industrial. A cidade, que fica a cerca de 330 Km da capital, Campo Grande, também é a 25º no ranking nacional. Os dados são da pesquisa “Melhores Cidades para Fazer Negócios 2.0”, publicada em dezembro pela Urban Systems. 
 
O estudo analisou dados e indicadores de 325 municípios brasileiros — todos com população superior a 100 mil habitantes. Em entrevista ao portal Brasil61.com, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul, Sérgio Longen, comentou o resultado e afirmou que a entidade vai continuar contribuindo para melhoria da indústria sul mato-grossense. 
 
"[Três Lagoas] é a nossa capital da indústria do Mato Grosso do Sul. Estamos preparados para atender essas empresas e, com certeza, Três Lagoas, vai continuar crescendo e gerando empregos. Vamos continuar dando suporte para aquelas empresas, investindo naquela região”, disse. 
 
De acordo com o estudo, cerca de um a cada quatro empregos da cidade estão no setor industrial. Além disso, entre 2018 e 2019, o crescimento da remuneração dos trabalhadores do setor foi de 2,71%. 

Camaçari (BA) é a melhor cidade do País para fazer negócios no setor industrial

Município de Aracruz (ES) é o sétimo melhor do País para se investir no setor industrial

Estudo

O estudo das 100 Melhores Cidades para Fazer Negócios é publicado pela Urban Systems anualmente, desde 2014. Até 2019, a metodologia para elaboração do ranking teve poucas alterações. A pesquisa apresentava uma lista única das melhores cidades para se investir, considerando quatro eixos: desenvolvimento econômico e social, capital humano e infraestrutura.
 
No entanto, com o impacto do novo coronavírus e a intenção de manter o estudo atual e renovado, a publicação de 2020 está de cara nova e aposta em um olhar mais segmentado das melhores cidades para negócios, levando em conta os resultados para seis setores da economia: indústria, comércio, serviços, educação, mercado imobiliário e agropecuária.
 
Diretor de marketing da Urban Systems e responsável pelo estudo, Willian Rigon, diz que o estudo vai ajudar os investidores, empresários e a iniciativa privada, em geral, na tomada de decisões sobre quais especialidades de cada município podem ser melhor exploradas. “O estudo é importante nesse momento de pandemia, em que é necessário que se mantenham os investimentos mais assertivos que possam ter sustentabilidade econômica". O objetivo dele no período pré, durante e pós-pandemia é direcionar em relação aos novos negócios, empresas e empreendedores”, afirma.
 
Segundo Rigon, apesar de cada município ter as suas peculiaridades, há pontos em comum às melhores cidades para fazer negócios, que podem ser observados. “É importante ter um ambiente favorável, ter mão de obra qualificada e uma gestão pública eficiente. Se a gente pudesse apontar três pontos específicos, são essas as características comuns às cidades melhores posicionadas”, cita.

Arte: Brasil 61
 
Metodologia

Para chegar ao ranking, o estudo utiliza oito indicadores como base para todos os municípios. Eles estão atrelados ao impacto do novo coronavírus na saúde da população e na economia, além do desempenho econômico das cidades em aspectos como empregabilidade. Além disso, para cada setor, como o de serviços, por exemplo, são utilizados indicadores específicos para atribuir pontuação a cada cidade.

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Brasil 61