Dengue

06/01/2022 19:00h

Infectologistas detalham os sinais de cada doença e orientam buscar atendimento médico para fazer os exames e tratamento adequado

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Febre, dores no corpo e indisposição. Esses são alguns dos sintomas mais comuns em doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como dengue, zika e chikungunya, e que podem ser confundidos com os sinais de infecção da nova variante do coronavírus, a Ômicron.

O entregador Maciel Ferreira de São Carlos (SP) foi infectado pela dengue. Por desconhecer os sintomas da Covid-19, pensou que pudesse estar com a arbovirose. “Eu enchi de calombo, me deu desânimo, febre. Hoje eu sei que estava com dengue, porque logo depois eu tive Covid-19, e é diferente. Mas mesmo assim, na época, eu fiquei com medo de ser coronavírus. Quando cheguei no médico, ele descartou Covid-19 na hora, porque sabia que era dengue.”

“20% dos casos de dengue podem ocorrer com sintomas respiratórios. Então pode confundir bastante com Covid-19. A dengue começa com febre, dor do corpo, dor nas articulações, dor por trás dos olhos. Já a Ômicron, como hoje temos grande parcela da população vacinada, provavelmente terá sintomas gripais mais leves”, detalha a infectologista Ana Helena Germoglio.

A infectologista e professora da Universidade de Campinas, Raquel Stucchi, esclarece que os infectados pela Ômicron apresentam quadro clínico de Covid-19, “que nas pessoas vacinadas costuma ser mais leve, com febre baixa ou mesmo sem febre, dor no corpo, dor de garganta, tosse seca, obstrução ou coriza.”

“Em todo caso, o correto é fazer os exames para ter a correta detecção e não ser pego de surpresa”, recomenda a infectologista Ana Helena Germoglio.

Segundo o sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, Claudio Maierovitch, os primeiros dias são os mais difíceis para se ter um diagnóstico preciso, pois os sintomas característicos de cada doença só devem aparecer após três ou quatro dias. Ele detalha os sintomas da dengue.

“Dengue, em geral, começa com febre alta, dor de cabeça intensa, principalmente atrás dos olhos, dor no corpo e um cansaço, uma indisposição muito grande. Eventualmente pode ter manchas na pele, pode  ter algumas dores articulares. Mas o mais importante em dengue é febre, dor de cabeça, dores pelo corpo e indisposição.” 

Tanto para o tratamento da dengue, quanto para Covid-19, a infectologista Raquel Stucchi recomenda o uso de medicamentos para combater febre e demais sintomas.

“Nas duas doenças a gente faz uso de medicação comum para a febre. Na dengue é importante [fazer] uma hidratação oral muito vigorosa e ficar alerta para os sinais de alarme que são sinais de sangramento. Para a Covid-19, os sinais de alarme são principalmente a hipoxemia, que a gente controla através do oxímetro.”

Qual a diferença entre dengue, zika e chikungunya? Saiba mais sobre as doenças

Queda nos casos de dengue

Segundo a Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, houve uma queda considerável do número total de casos prováveis de dengue entre 2020 e 2021, quando foram notificados 947.192 e 543.647 casos, respectivamente.

No entanto, alguns estados registraram alta no período, como Acre (7.457 em 2020 e 14.733 em 2021); Amazonas (5.956 em 2020 e 8.553 em 2021); Pará (3.529 em 2020 e 4.893 em 2021); Amapá (60 em 2020 e 271 em 2021); Tocantins (1.897 em 2020 e 9.983 em 2021); Piauí (2.212 em 2020 e 3.553 em 2021); Ceará (24.039 em 2020 e 36.062 em 2021); Paraíba (6.676 em 2020 e 16.096 em 2021); Pernambuco (20.013 em 2020 e 39.143 em 2021); Alagoas (2.322 em 2020 e 7.361 em 2021); Espírito Santo (7.294 em 2020 e 8.263 em 2021); Santa Catarina (11.804 em 2020 e 19.988 em 2020) e Rio Grande do Sul (3.991 em 2020 e 10.498 em 2021).

 

Casos (n) 2020

Casos (n) 2021

% Variação

Incidência (casos/100 mil hab.) 2020

Incidência (casos/100 mil hab.) 2021

Norte

23311

40780

74,94

128,21

215,69

Rondônia

3924

2220

-43,43

223,26

122,30

Acre

7457

14733

97,57

857,85

1624,59

Amazonas

5956

8553

43,60

145,96

200,30

Roraima

488

127

-73,98

84,64

19,46

Pará

3529

4893

38,65

41,45

55,75

Amapá

60

271

351,67

7,23

30,88

Tocantins

1897

9983

426,25

121,98

621,08

Nordeste

149442

133832

-10,45

263,28

232,07

Maranhão

2561

1298

-49,32

36,40

18,15

Piauí

2212

3553

60,62

67,76

108,02

Ceará

24039

36062

50,01

264,87

390,26

Rio Grande do Norte

6873

4301

-37,42

197,56

120,78

Paraíba

6676

16096

141,10

167,05

396,46

Pernambuco

20013

39143

95,59

210,75

404,59

Alagoas

2322

7361

217,01

69,88

218,73

Sergipe

1844

1285

-30,31

80,94

54,95

Bahia

82902

24733

-70,17

559,67

165,05

Sudeste

298899

194959

-34,77

340,77

217,51

Minas Gerais

81798

23396

-71,40

388,76

109,27

Espírito Santo

7294

8263

13,28

183,62

201,12

Rio de Janeiro

4431

2880

-35,00

25,82

16,49

São Paulo

205376

160420

-21,89

450,99

343,89

Sul

278882

67238

-75,89

937,29

221,16

Paraná

263087

36752

-86,03

2318,16

316,90

Santa Catarina

11804

19988

69,33

166,83

272,37

Rio Grande do Sul

3991

10498

163,04

35,23

91,55

Centro-Oeste

196658

106838

-45,67

1222,55

639,47

Mato Grosso do Sul

52009

11209

-78,45

1892,60

394,80

Mato Grosso

34817

22149

-36,38

1011,53

620,90

Goiás

62732

57715

-8,00

906,38

800,86

Distrito Federal

47100

15765

-66,53

1583,35

509,48

Brasil

947192

543647

-42,60

454,30

254,85

(Boletim Epidemiológico SVS - Semanas epidemiológicas 1 a 52)

O sanitarista da Fiocruz, Claudio Maierovitch, destaca que 2020 foi um ano de muitos casos e, por isso, não se deve relaxar com a aparente queda de contágios em 2021.

“Mesmo não tendo havido aumento de um ano para o outro, uma vez que o ano anterior foi de números altos, essa não é boa comparação. Há motivos para preocupação sim, porque as medidas de controle não têm sido adotadas. Boa parte da campanha e da atividade de combate aos vetores foi interrompida ou foi muito diminuída desde que começou a pandemia [da Covid-19]”, alerta.

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Casos de Ômicron no Brasil

Em nota, o Ministério da Saúde (MS) informa que, até esta quarta-feira (05), foram registrados 170 casos confirmados da Ômicron no Brasil, com 518 sob investigação.

Confirmados:

  • SP: 27
  • DF: 1
  • RS: 4
  • GO: 38
  • MG: 16
  • RJ: 3
  • SC: 38
  • ES: 1
  • CE: 40
  • RN: 2

Sob investigação:

  • DF: 25
  • RS: 47
  • MG: 114
  • RJ: 309
  • SC: 23

“Cabe ressaltar que a pasta continua em constante monitoramento do quadro epidemiológico da Covid-19. Logo nos primeiros indícios sobre a chegada da Ômicron ao país, a pasta montou uma sala de situação para monitorar o cenário e avaliar os riscos para a adoção das medidas necessárias. A pasta continua trabalhando para aumentar a cobertura vacinal, aplicar a dose de reforço na população, reforçar a vigilância laboratorial e minimizar a disseminação das variantes”, afirma o MS.

Prevenção às doenças

O secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, recomenda evitar qualquer tipo de água parada em pneus, vasos de plantas e outros recipientes que permitam a reprodução do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

“É importante lembrar de tapar os tonéis d’água, manter as calhas limpas, deixar garrafas e recipientes com a boca para baixo, limpar semanalmente e encher os pratos de vaso de plantas com areia, manter lixeiras bem tampadas, ralos limpos, com aplicação de telas, além de manter lonas para material de construção e piscinas sempre esticadas para não acumular água.”

Já a Ômicron apresenta uma maior transmissibilidade que as demais variantes do coronavírus. Segundo o infectologista do Hospital das Forças Armadas de Brasília, Hemerson Luz, mesmo pessoas assintomáticas podem passar o vírus umas para as outras. 

“Por isso, todas as medidas que evitem aglomerações e quebrar o distanciamento de segurança - além de utilizar máscara em locais fechados e higienizar as mãos constantemente - fazem parte da estratégia para enfrentar essa ameaça. A vacina é de suma importância e deve estar em dia”, orienta.

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02/01/2022 15:00h

As três doenças têm em comum o mosquito transmissor: o Aedes aegypti

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Embora dengue, chikungunya e zika sejam causadas pelo mesmo vetor, o mosquito Aedes aegypti, as três doenças têm suas particularidades. O sanitarista Claudio Maierovitch explica que é muito difícil diferenciá-las ainda nos primeiros dias. Mas que, com o passar do tempo, elas vão “dando a sua cara”. 

Ele diz que a dengue, com a qual o Brasil já convive há quatro décadas, em geral, começa com febre alta, dor de cabeça intensa, principalmente atrás dos olhos, dores no corpo e indisposição muito grande. “Eventualmente, pode ter manchas na pele e algumas dores articulares”, completa. 

Moradora do município de Tamboril, no interior do Ceará, a dona de casa Antonia Edilene conta que teve dengue e sofreu com a febre, dores de cabeça e muita dor no corpo. Até se recuperar da doença, levou quase um mês, ela afirma. “Eu fui ao médico várias vezes. Fiquei mais ou menos um mês doente. Ele passava remédio, eu tomava, melhorava, e logo voltava a sentir todas as dores de novo. Eu fiquei tão doente, que não tinha força para comer, nem andar. Fiquei mais de um mês deitada, não conseguia me sentar”, lembra. 

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O sintoma mais marcante da chikungunya são as dores nas articulações, ou no termo popular “as juntas”, diz Maierovitch. “Joelho, cotovelo, tornozelo e articulações entre os dedos das mãos muitas vezes ficam inchados. Às vezes fica difícil a pessoa andar, há uma tendência da pessoa ficar curvada porque dói um pouco menos. É uma doença que, em geral, deixa a pessoa imobilizada na cama durante alguns dias e pode durar um bom tempo”, detalha. 

A infecção por zika vírus, por sua vez, costuma vir sem febre ou com febre baixa. Segundo o especialista, a principal característica são as manchas vermelhas pelo corpo, que causam coceira. “Pode também ter dores articulares, dores não tão fortes como a do chikungunya e costuma durar um tempo menor. Uns três a quatro dias com essas manchas e com coceira, e a doença já vai embora.” 

Tratamento para dengue, zika e chikungunya

É importante ficar atento ao desenvolvimento desses sintomas, pois essas doenças podem apresentar-se de forma grave. Se a febre não passar, se a pessoa tiver tonturas, falta de ar, dor na barriga ou algum tipo de sangramento deve procurar o serviço de saúde o mais rápido possível. O tratamento para essas enfermidades passa por hidratação intensa, com muita ingestão de água, e pelo uso de analgésicos, como paracetamol e dipirona.  

“É um tratamento muito acessível, muito fácil e muito seguro também, desde que a pessoa respeite as doses máximas que constam nas bulas dos medicamentos”. 

Posso passar dengue, chikungunya ou zika para alguém?

Diferentemente da Covid-19, a dengue não é transmissível de pessoa para pessoa. A forma mais comum de transmissão das três arboviroses é pela picada do mosquito Aedes aegypti. No entanto, há uma exceção, explica Claudio Maierovitch. “Pode acontecer, em especial no caso de zika, a transmissão pela via sexual.

Daí também uma razão a mais para que durante este período as pessoas se protejam para o sexo, especialmente com o uso da camisinha”, orienta. O zika vírus pode ser transmitido na gestação, da mãe para o feto, e pode causar má formações congênitas no bebê, como a microcefalia. 

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27/12/2021 21:10h

Apesar de redução de casos e óbitos em 2020, órgão promove campanha para incentivar brasileiros a não descuidarem das medidas de prevenção ao Aedes aegypti, que também causa a chikungunya e a zika

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A incidência de dengue no Acre e nos estados que compõem a região Centro-Oeste do Brasil é preocupante. Dados do boletim epidemiológico mais recente do Ministério da Saúde apontam que apesar de o número de casos da doença no país ter diminuído 44% na comparação com o ano passado, a quantidade de ocorrências registradas a cada cem mil habitantes no Acre, em Goiás, Mato Grosso e no Distrito Federal exige atenção. 

Até a semana epidemiológica de número 50, que se encerrou no dia 18 de dezembro, o Acre registrou 14.402 casos de dengue, e incidência de 1.566 ocorrências a cada cem mil habitantes. A incidência do estado é mais de seis vezes superior à média nacional (246,6 casos a cada cem mil habitantes). Em seguida vêm o estado de Goiás, com incidência de 742,6, Mato Grosso, cuja taxa é de 566,6, e DF, com 476,4 casos a cada cem mil habitantes. 

Segundo Claudio Maierovitch, sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), é difícil encontrar os motivos para que a incidência de casos nesses estados seja tão maior que nas demais unidades da federação. O especialista analisa a alta incidência de dengue no Centro-Oeste. 

“Pode ter alguma relação com a interrupção de atividades de prevenção. Mas é difícil imaginar que isso aconteceu em todos os estados do Centro-Oeste ao mesmo tempo. Aí, a gente pensa mais em fatores climáticos, como a alternância entre períodos de calor e períodos de chuva, que é o tipo de comportamento do clima que o mosquito gosta, do qual ele mais se favorece”, explica. 

Maierovitch destaca que os fatores que levaram à elevada incidência de casos de dengue no Acre também são pouco conhecidos. “Que eu me lembro não foi um ano tão atípico de inundações, por exemplo, ou grandes ondas de calor. É difícil a gente entender completamente qual é a situação que mais favorece a proliferação do mosquito. A gente sabe que as chuvas favorecem, mas se for chuva demais também desfavorece. E o calor, em geral, favorece, desde que seja o calor acompanhado por chuvas. Calor seco não é boa temperatura para o mosquito”, diz. 

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Como evitar a dengue

A chegada do período chuvoso e o calor típico do verão na maior parte do país formam o ambiente ideal para a proliferação do Aedes aegypti, o mosquito transmissor do vírus da dengue, da chikungunya e da zika, afirma o sanitarista Claudio Maierovitch. Segundo ele, o período mais favorável à proliferação do mosquito vai do final de fevereiro até o início de junho. Por isso, o poder público e a população devem intensificar as ações de combate aos criadouros do Aedes aegypti nos meses anteriores. 

“É importante que antes de começarem os casos mais numerosos nos lugares, as pessoas já ajam para tentar eliminar as condições favoráveis à transmissão antes que haja a explosão de casos, porque aí é muito mais difícil controlar. Quando já tem muitos mosquitos adultos presentes no ambiente, o controle é muito mais difícil. O ideal é controlar quando ainda são ovos de mosquito ou mesmo larvas, que podem ser eliminadas com facilidade”, recomenda. 

Como mais de 80% dos focos do mosquito da dengue estão dentro das casas das pessoas, o Ministério da Saúde lançou, no fim de novembro, a campanha de combate ao Aedes aegypti, com o slogan “Combata o mosquito todo o dia”. O objetivo da mobilização é mover gestores públicos, profissionais de saúde e a população sobre a importância de eliminar os potenciais criadouros do mosquito causador dessas doenças. 

Segundo o Ministério da Saúde, as arboviroses, entre elas a dengue, chikungunya e zika, têm grande impacto sobre a rede de saúde e não possuem vacina nem tratamento específico. Por isso, a melhor estratégia para reduzir casos e óbitos é impedir que o agente causador dessas doenças se prolifere.  

As autoridades de saúde reforçam que as pessoas devem evitar água parada em pequenos objetos, pneus, garrafas e vasos de plantas. Além disso, devem manter a caixa d'água sempre fechada e realizar limpezas com frequência, fechar poços e cisternas, e descartar o lixo de forma adequada. “Em lugares onde há intermitência no fornecimento de água potável, também é frequente que as pessoas tenham formas de armazenamento de água que podem atrair os mosquitos, então é importante cuidar de tudo isso”, completa Maierovitch. 

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23/10/2021 17:48h

Saiba como evitar que a água da chuva se acumule em possíveis criadouros

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Nesta época do ano em que as chuvas estão voltando na maior parte do Brasil, cresce a preocupação com a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. O alerta é feito por especialistas.

A pesquisadora Rafaela Vieira Bruno, chefe do Laboratório de Biologia Molecular de Insetos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), explica que, quando a água da chuva cai em criadouros, os ovos que já haviam sido depositados ali continuam o seu ciclo de desenvolvimento e, por isso, a proliferação aumenta.

“A fêmea do Aedes aegypti consegue colocar os seus ovos e eles ficam latentes por até um ano em ambientes secos, então, quando este ambiente volta a receber a água, os mosquitos terminam o seu desenvolvimento e dá origem aos mosquitos adultos. Portanto, quando a gente tem um período de maior incidência de chuvas, a gente tem a probabilidade de nascimento de mais mosquitos e, por conta disso, uma tendência ao aumento do número de casos”, diz a pesquisadora.

Rafaela ainda alerta a população para os cuidados com o mosquito: “Eliminar os locais que armazenam água, eles podem variar desde pequenas tampas de garrafas até recipientes maiores. Fechar bem caixas d’água e guardar garrafas de vidro com a boca para baixo. Já em ambientes como piscinas, providenciar que elas sejam adequadamente tratadas seguindo a recomendação dos fabricantes dos produtos.”

Outros locais que podem ser criadouros do mosquito Aedes aegypti são:

  • Pneus;
  • Áreas de descarte de sacos de lixo;
  • Calhas;
  • Hortas e vasos em janelas e sacadas;
  • Móveis de jardim;
  • Tanques, pias e ralos;
  • Muros com cacos de vidro.

O médico infectologista e especialista em dengue Werciley Júnior diz que, por mais que os casos da doença tenham diminuído no último ano devido às medidas adotadas pela pandemia de Covid-19, os cuidados contra a dengue não devem parar.

“É importante relembrar que a dengue não parou a incidência, nós tivemos uma diminuição nos últimos anos por causa de alguns cuidados para a pandemia, mas agora que a gente volta a circular pelas ruas no dia a dia, a gente vai encontrando esses pequenos criadouros pelo caminho e a chuva apenas revela eles”, destaca.

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Sintomas

Existem quatro tipos de vírus de dengue - sorotipos 1, 2, 3 e 4. Alguns dos principais sintomas da doença são: febre alta, dores musculares intensas, dor ao movimentar os olhos, mal-estar, falta de apetite, dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo.

A infecção por dengue pode não causar sintomas, ser leve ou grave. Nesse último caso, pode até levar à morte. O risco aumenta quando a pessoa tem alguma doença crônica, como diabetes e hipertensão.

Número de casos

Segundo o Ministério da Saúde, de 3 de janeiro a 9 de outubro de 2021, o Brasil registrou 479.745 casos de dengue, o que representa uma redução de 47,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

Nesse mesmo intervalo de tempo foram confirmadas 199 mortes por dengue, redução de 64% em comparação com 2020.

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15/06/2021 04:00h

Anticorpos da dengue não protegem contra a Covid-19. Estudo foi realizado por pesquisadores da USP, em 1.285 moradores do município de Mâncio Lima (AC)

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Pessoas que tiveram dengue são duas vezes mais propensas a desenvolver sintomas da Covid-19. É o que aponta um estudo realizado por pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP). Foram analisadas amostras sanguíneas de 1.285 moradores do município de Mâncio Lima, no Acre, onde o grupo trabalha na investigação de outras doenças. 

A motivação para a pesquisa se deu a partir de dois estudos, um americano e outro brasileiro, que sugeriram que a infecção prévia por dengue poderia ser um fator protetor contra o coronavírus.

Diante disso, o primeiro passo do estudo pela USP foi verificar a presença de anticorpos contra o vírus da dengue em amostras de outubro de 2019 e da Covid-19 em novembro de 2020, através de testes de sorologia com as mesmas pessoas analisadas. A pesquisadora Vanessa Nicolete, autora principal do estudo, explica que a possibilidade de uma reação cruzada foi descartada e o porquê das pessoas que foram infectadas com dengue têm maiores chances de serem sintomáticas para o coronavírus.

A idade é outro fator relevante que foi considerado no estudo. Em geral, quanto mais velho, maior a chance de ter sido exposto à dengue. “Assim como vemos na população em geral, todas as idades são predispostas a ter anticorpos. Porém, em relação à infecção por Sars-Cov-2, os mais velhos foram os que apresentaram mais sintomas durante a pesquisa”, afirma Vanessa.

Os pesquisadores ainda não sabem quais são as causas do fenômeno, mas apontam duas hipóteses. Uma delas seria biológica: os anticorpos contra o vírus da dengue poderiam estar favorecendo de algum modo o agravamento da Covid-19. A outra é sociodemográfica: populações estariam mais vulneráveis às duas doenças por características diversas.

De acordo com o médico especialista em dengue, Werciley Vieira Junior, o vírus da Covid-19 hiper estimula o sistema imune produzindo citocinas, que são proteínas inflamatórias. “A dengue hipersensibiliza nossa capacidade de produzir essas proteínas e, com isso, favorece um processo inflamatório mais intenso da Covid-19. E, automaticamente, com os processos inflamatórios mais intensos, os sintomas são maiores”, explica.

Como diferenciar a dengue da Covid-19?

Muitas pessoas costumam confundir os sintomas iniciais da Covid-19 com a dengue. Werciley Vieira Júnior explica o porquê dessa associação entre as doenças. “Os sintomas iniciais da Covid-19 são um quadro gripal que pode vir com mialgia, que é a dor no corpo, pode vir com dor de cabeça e dor nas juntas. E a dengue tem como marcante a febre, dor no corpo e dor nas juntas. Porém a proporção de dor na junta é muito maior na dengue do que na Covid-19, e a febre da dengue é bem maior.”

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A dengue é transmitida ao ser humano a partir da picada do mosquito Aedes Aegypti que se desenvolve em água parada. No caso de locais com bastante incidência, como no Acre, o especialista em dengue destaca ainda alguns pontos para aumentar a proteção contra a doença. “Usar repelente e tela mosquiteira para evitar a entrada do mosquito já ajuda. Mas a melhor forma é diminuir os criadouros, seguindo as condutas de evitar água parada e evitar jogar lixo onde não se deve. Inibindo os criadores, diminuímos a taxa de proliferação do mosquito.”

O mosquito da dengue põe seus ovos em recipientes como latas e garrafas vazias, pneus, calhas, caixas d’água descobertas, pratos sob vasos de plantas ou qualquer outro objeto que possa armazenar água da chuva. O mosquito pode procurar ainda criadouros naturais, como bromélias, bambus e buracos em árvores.

De acordo com o Boletim Epidemiológico n° 21 do Ministério da Saúde, atualmente o Brasil tem 348.508 casos de dengue. Em comparação com o ano de 2020, houve uma redução de 57,4% de casos registrados para o mesmo período analisado. Esta diminuição pode ser consequência do receio da população em procurar atendimento em uma unidade de saúde durante a pandemia da Covid-19, bem como um possível atraso nas notificações das doenças pelas equipes de vigilância e assistência para o enfrentamento da pandemia.

Ranking de casos de dengue no Brasil (por incidência)

Estado Estado Casos incidência (casos/100 mil hab.)
1 Acre 13653 1526,4
2 Goiás 30441 427,9
3 Mato Grosso do Sul 11071 394,1
4 Paraná 38376 333,2
5 Mato Grosso 10951 310,6
6 São Paulo 132665 286,6
7 Distrito Federal 7276 238,2
8 Santa Catarina 16693 230,2
9 Amazonas 5667 134,7
10 Bahia 17791 119,2
11 Ceará 9857 107,3
12 Pernambuco 9674 100,6
13 Espírito Santo1 3781 93
14 Minas Gerais 19240 90,4
15 Tocantins 1378 86,7
16 Paraíba 2785 68,9
17 Rondônia 1201 66,9
18 Rio Grande do Sul 7618 66,7
19 Rio Grande do Norte 1353 38,3
20 Piauí 823 25,1
21 Pará 2072 23,8
22 Roraima 101 16
23 Alagoas 436 13
24 Rio de Janeiro 1972 11,4
25 Maranhão 760 10,7
26 Amapá 89 10,3
27 Sergipe 230 9,9

Desse total, foram confirmados 152 casos de dengue grave (DG), 1.984 casos de dengue com sinais de alarme (DSA) e 105 óbitos. 

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25/05/2021 17:00h

Objetivo é fazer dos quase 500 mil estudantes do DF agentes transformadores

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Com o objetivo de conversar sobre a importância do combate e cuidados contra o mosquito Aedes aegypti, a Subsecretaria de Educação Inclusiva e Integral (Subin) começará, no próximo sábado (29), a campanha Todos Contra a Dengue nas escolas da rede pública do DF.

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A meta é trabalhar a questão de forma constante e abrangente ao longo de todo o ano, relacionando o tema com todas as disciplinas e atividades escolares. Além de orientar os professores na abordagem sobre a dengue dentro da sala de aula, mesmo que de forma remota. 

A campanha pretende fazer dos quase 500 mil estudantes, agentes transformadores no combate à doença. De acordo com a Subin, o público atingido com essa campanha pode chegar a um milhão de pessoas, ou seja, um terço da população do DF.

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28/12/2020 00:00h

Especialistas recomendam medidas para evitar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti

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Em meio à pandemia do coronavírus, outra doença preocupa os brasileiros, com números alarmantes: a dengue. Segundo o Boletim Epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, foram notificados 971.136 casos prováveis de dengue no Brasil, entre 29 de dezembro de 2019 e 14 de novembro de 2020. A taxa de incidência é de 462 casos a cada 100 mil habitantes. No período, foram registrados 528 óbitos pela doença, sendo a maioria (57%) da faixa etária acima de 60 anos.

De acordo com o levantamento, os estados que registram maiores números de casos prováveis são Paraná (263.183), São Paulo (207.979), Minas Gerais (82.675) e Bahia (81.990). No entanto, a taxa de incidência a cada 100 mil habitantes é maior no Paraná (2.301,8), no Mato Grosso do Sul (1.868,7) e no Distrito Federal (1.531,0).

Em relação ao número de mortes, 94% dos casos se concentram nos estados do Paraná, São Paulo e na Região Centro-Oeste do País.

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Se os números já preocupam as autoridades em saúde, a combinação de calor e chuva, que se inicia agora no verão, é fator agravante para aumentar a incidência de dengue. Em 2021, o brasileiro pode esperar um verão quente e chuvoso. Segundo a meteorologista Nayane Araujo, do Instituto Nacional de Meteorologia, o fenômeno La Niña contribui para a previsão de chuvas ligeiramente acima da média, na maior parte do país, com temperaturas elevadas. 

A coordenadora técnica da Sala de Situação da Universidade de Brasília, Marcela Lopes, explica essa relação entre o verão e o aumento dos casos de dengue.

“O verão no brasil é um período que se concentra grande parte das chuvas, e elas propiciam a multiplicação do mosquito Aedes Aegypti, que é responsável pela transmissão de doenças, como dengue, Zika e chikungunya”, explica.

Mas em meio à pandemia do novo coronavírus, é preciso ficar atento aos sintomas. Marcela Lopes explica a diferença entre os sinais da dengue e da Covid-19.

“A dengue tem como sintomas básicos a febre e a dor no corpo. Mas a Covid, além da febre, tem outros sintomas característicos, como perda do paladar e do olfato. Se você tem sentido febre ou algum sintoma comum entre as doenças, procure um serviço de saúde ou orientação médica”, recomenda.

Arte - Brasil 61

Combate ao Aedes Aegypt

O principal cuidado para combater a proliferação do mosquito Aedes Aegypti é não deixar acumular água parada, como em vasos de plantas, pneus, garrafas, caixas d’água, bebedouros de animais, entre outros. A coordenadora técnica da Sala de Situação da UnB, Marcela Lopes, também recomenda o uso de repelentes e roupas que cubram a maior parte do corpo, para evitar picadas do mosquito. Ela ressalta o papel da gestão municipal no combate ao vetor.

“É muito importante que a gestão municipal se preocupe com cuidados de limpeza e infraestrutura urbana, como por exemplo retirada de lixos, limpeza de fossas e canais. Tudo isso vai propiciar que o ciclo de desenvolvimento do mosquito seja quebrado”, ressalta. 

Arte - Brasil 61

A coordenadora de vigilância ambiental da Secretaria de Saúde do Paraná, Ivana Belmonte, afirma que o verão passado registrou a pior epidemia de dengue que o estado já atravessou. Atualmente, o Paraná tem a maior taxa de incidência de dengue a cada 100 mil habitantes (2.301,8). Ivana Belmonte aponta as medidas do plano estadual de combate à dengue.

“Esse plano trouxe muitas peculiaridades de inovação, porque tentou implantar novas metodologias tanto no controle vetorial, quanto aprimorar a capacitação das nossas equipes no enfrentamento das epidemias de dengue, no estado do Paraná”. Segundo a coordenadora, tantos as equipes de campo, quanto os profissionais da atenção à saúde, foram capacitados para aumentar a capacidade de assistência e manejo clínico dos pacientes suspeitos de dengue.

No Distrito Federal, a taxa de incidência de dengue a cada 100 mil habitantes também é muito alta (1.531,0). O gerente da Vigilância Ambiental de Vetores e Animais Peçonhentos e Ações de Campo, Reginaldo Braga, chama a atenção da população para os cuidados com o descarte do lixo.

“Evitar jogar lixo em terrenos baldios, áreas abertas, áreas públicas. Esse lixo pode ocasionar a proliferação e aumento do número de vetores, que são os mosquitos transmissores da dengue. Além do problema do mosquito, o lixo traz o problema do escorpião, baratas, ratos e outros vetores e peçonhentos”, aconselha.

A Secretaria de Saúde do DF realizou a inspeção de 1.410.067 imóveis na capital federal, entre janeiro e novembro deste ano. Dentre eles, foram encontrados 144.411 focos de dengues e coletadas 493.923 amostras contendo larvas do mosquito. A pasta informa que realiza, ao longo de todo o ano, diversas medidas como controle larvário e da população de mosquito, assistência aos casos prováveis, encaminhamento de diagnósticos laboratoriais, tratamento do paciente, recuperação do imóvel, além de campanhas de conscientização.

Confira a seguir o vídeo completo com as recomendações do gerente da Vigilância Ambiental de Vetores e Animais Peçonhentos e Ações de Campo, Reginaldo Braga. 

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01/12/2020 12:00h

A cada 100 casas visitadas, uma a três tinham a presença de larvas do mosquito transmissor

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Itajaí (SC) tem risco médio de infestação e transmissão de dengue, chikungunya e zika, segundo levantamento do Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa). Agentes de endemias do município visitaram 3.198 imóveis da cidade durante o mês de novembro. O levantamento apontou que a cada 100 casas visitadas, uma a três tinham a presença de larvas do mosquito transmissor.

O LIRAa constatou um índice de infestação predial de 1,8% no município. Dos imóveis inspecionados, 55 apresentaram focos positivos, totalizando 64 recipientes com larvas do mosquito. Os bairros que apresentaram médio risco são: São João, Barra do Rio, São Judas, Vila Operária, Dom Bosco, Cabeçudas, Praia Brava, Cidade Nova, Cordeiros, São Vicente, Fazenda, Centro, Salseiros e Espinheiros. Três bairros foram considerados de baixo risco: Ressacada, Itaipava e Canhanduba.

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Os principais criadouros localizados foram em pequenos depósitos móveis (pratos de vasos e materiais de construção), em depósitos fixos (calhas e ralos) e em locais passíveis de remoção (garrafas, latas, sucatas, recipientes plásticos). Também foram encontradas larvas em caixas d’água, depósito de armazenamento de água, pneus e bromélias.

O LIRAa é um instrumento fundamental para orientar as ações de controle da dengue e foi realizado em toda a cidade no mês de novembro. O último levantamento, realizado em abril de 2020, registrava alto risco de transmissão. 

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25/11/2020 11:15h

Ação alerta para necessidade de eliminação dos focos de proliferação do inseto, transmissor da dengue, Zika e chikungunya

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O Ministério da Saúde lançou nesta terça-feira (24) campanha de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, Zika e chikungunya. Com o tema “Combater o mosquito é com você, comigo, com todo mundo”, a estratégia é conscientizar a população sobre os perigos do inseto e motivar os brasileiros para o combate aos criadouros. 
 
A campanha atua em duas frentes. Na primeira, alerta sobre a importância de as pessoas cuidarem dos locais que podem acumular água. Na segunda, informa os sintomas e sobre o tratamento para as doenças causadas pelo mosquito. A ação será veiculada na TV, rádio e na internet. 

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De acordo com as autoridades em saúde, é possível realizar uma varredura em casa em menos de 15 minutos, realizando a limpeza necessária para evitar a proliferação do mosquito. Para isso, é necessário eliminar os recipientes com água parada. 
 
Este ano, já foram registrados mais de 970 mil casos de dengue em todo o País . Ao todo, 528 pessoas morreram por causa da doença. Ainda segundo a pasta, mais de 78 mil brasileiros tiveram chikungunya, com 25 óbitos, e pouco mais de seis mil tiveram Zika. 

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04/11/2020 08:00h

Segundo a Secretaria de Saúde, o documento reúne ações promovidas por áreas diversas, como vigilância, assistência, comunicação, mobilização social e gestão

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A Secretaria de Saúde de Minas Gerais elaborou um Plano de Contingência para enfrentar a proliferação de arboviroses urbanas no estado. O documento foi elaborado a partir do risco da ocorrência casos simultâneos de Covid-19 e doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypt, como dengue, zika e chikungunya.

De acordo com a secretaria estadual de Saúde, o plano agrega ações promovidas por áreas diversas, como vigilância, assistência, comunicação, mobilização social e gestão. A pasta pretende que o aumento de transmissão das doenças seja detectado precocemente para que ações de contingenciamento possam ser tomadas.

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Os gestores municipais de Minas Gerais devem elaborar as estratégias em seus territórios a partir deste Plano de Contingência. Para auxiliar neste processo, a secretaria estadual de Saúde providenciou oficinas preparatórias para as referências técnicas das Unidades Regionais de Saúde.

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