11/02/2026 12:00h

Discussão sobre mudanças na jornada de trabalho opõe argumentos de qualidade de vida e preocupações com custos, empregos e competitividade

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O debate sobre o fim da escala 6x1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos e descansa um — voltou a ganhar destaque no Congresso Nacional e tem mobilizado parlamentares, entidades empresariais e representantes do mercado de trabalho. A proposta, defendida por parte dos parlamentares como uma forma de ampliar a qualidade de vida dos trabalhadores, levanta questionamentos sobre os impactos econômicos e operacionais para empresas de diferentes setores.

Nos últimos meses, projetos de lei, declarações públicas e discussões em comissões parlamentares intensificaram o embate entre a busca por melhores condições de trabalho e a preocupação com a sustentabilidade das empresas, especialmente no comércio e no setor de serviços, que dependem de funcionamento contínuo e escalas mais extensas.

Atualmente, quatro propostas de emenda à Constituição (PECs) tramitam no Congresso sobre o tema. Uma delas é a PEC 8/2025, que prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.

Segundo o relator da Subcomissão Especial da Escala de Trabalho 6x1, deputado federal Luiz Gastão (PSD-CE), o relatório final deve propor a redução da contribuição previdenciária patronal de 20% para 10% em empresas nas quais a folha de pagamento representa 30% ou mais do faturamento.

“Nós sabemos da importância do trabalhador ter mais dias de descanso, ter uma vida mais saudável, mas também sabemos que a economia precisa que as empresas estejam saudáveis e competitivas”, afirma.

Os impactos da mudança para o mercado

A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) acompanha o avanço do debate com cautela e reforça a necessidade de uma análise ampla antes de qualquer alteração no atual modelo de jornada de trabalho. A entidade alerta que o fim da escala 6x1, se implementado de forma abrupta, pode trazer efeitos significativos para o mercado.

Entre os principais pontos de atenção estão o aumento dos custos operacionais, a necessidade de contratações adicionais, a redução da margem de lucro e, em alguns casos, o risco de fechamento de vagas ou informalidade. A preocupação é maior entre micro, pequenas e médias empresas, que possuem menor capacidade de absorver mudanças repentinas na legislação trabalhista.

Segundo a CACB, setores como comércio, turismo, alimentação e serviços essenciais seriam diretamente afetados, já que operam com horários estendidos e dependem de escalas para manter o atendimento ao público.

O vice-presidente da CACB, Valmir Rodrigues da Silva, avalia que países desenvolvidos conseguem adotar jornadas menores porque contam com alta produtividade — realidade ainda distante no Brasil. Segundo ele, enquanto um trabalhador brasileiro leva, em média, uma hora para produzir o que um norte-americano faz em 15 minutos, fatores como educação, infraestrutura e tecnologia ainda limitam ganhos de produtividade.

“Quando você reduz a carga horária, tendo uma produtividade baixa, naturalmente que isso vai impactar nos custos, e esse custo será repassado ao mercado”, destaca.

Ele também chama atenção para o risco enfrentado por empresas que não conseguem repassar ao mercado o aumento dos custos. No caso de negócios que atuam como fornecedores e conseguem distribuir esse reajuste ao longo da cadeia produtiva, o impacto tende a ser menor. Já para quem está na ponta, lidando diretamente com o consumidor final, a margem de manobra é reduzida: se o público não absorver a alta de preços, a empresa pode ter sua rentabilidade comprometida e, no pior cenário, ser levada ao fechamento.

Fernando Moraes, empresário do setor de telefonia e presidente do Conselho Superior da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap), avalia que a possível extinção da escala 6x1 precisa ser analisada com muita cautela. 

“O comércio e os serviços dependem fortemente de mão de obra e operam com margens apertadas. Uma mudança desse porte, sem transição e sem contrapartidas como desoneração da folha e ganhos de produtividade, pode elevar custos, reduzir competitividade e afetar a geração de empregos. Defendemos diálogo e equilíbrio para que o avanço nas relações de trabalho não resulte em efeitos negativos para a economia”, ressalta.

Qualidade de vida e reflexos na economia

Defensores do fim da escala 6x1 argumentam que a mudança pode trazer ganhos à saúde física e mental dos trabalhadores, além de melhorar o equilíbrio entre vida profissional e pessoal. No entanto, especialistas apontam que os impactos sobre a produtividade e a economia variam conforme o setor, o porte da empresa e o modelo de implementação.

Para a CACB, é inegável que a redução da jornada pode melhorar a qualidade de vida, mas é preciso avaliar os impactos financeiros também para o trabalhador.

O trabalhador também é comprador. Então se o preço é impactado, se o custo subir, ele vai ter que fazer um esforço maior para manter aquilo que ele já tem”, afirma Valmir Rodrigues.

A entidade defende que o caminho mais equilibrado passa pelo diálogo entre governo, Congresso, trabalhadores e empresários, além da busca por alternativas como a flexibilização de jornadas, acordos coletivos e modelos adaptáveis à realidade de cada atividade econômica.

Enquanto o tema segue em discussão no Congresso Nacional, a CACB reforça que qualquer mudança na legislação trabalhista deve ser construída com base em dados técnicos e impacto real na economia, de forma a garantir avanços sociais sem comprometer a geração de empregos e a competitividade das empresas brasileiras.

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11/02/2026 04:55h

Parlamentares e setor produtivo defendem que associações civis sem fins lucrativos não sejam atingidas pela LC 224/2025

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Parlamentares e representantes do setor produtivo defendem que entidades sem fins lucrativos fiquem fora do corte de 10% em incentivos e benefícios tributários federais previsto na Lei Complementar nº 224/2025. O tema foi debatido durante reunião da Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE), realizada em 3 de fevereiro, em Brasília. 

Na ocasião, o deputado federal Domingos Sávio (PL-MG), representando a Frente Parlamentar de Comércio e Serviços (FCS), destacou o papel dessas associações e defendeu que elas sejam excluídas da redução.

“A Lei Complementar nº 224/2025 deixou um entendimento de que só quem tiver CEBAS (Certificação de Entidades Beneficentes de Assistência Social), só quem for entidade filantrópica [poderá ficar de fora da norma]. As associações sem fins lucrativos não são filantrópicas, mas têm um papel social fundamental para este equilíbrio no ambiente democrático”, afirmou.

O vice-presidente jurídico da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), Anderson Trautman Cardoso, apresentou pleito de que o corte de 10% não atinja as associações civis, sem fins lucrativos, ao secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas.

A reivindicação da CACB é deixar de fora dessa redução de incentivos fiscais prevista na Lei Complementar 224/2025 as associações civis, sem fins lucrativos. “Há uma sinalização muito positiva do secretário Barreirinhas de que o tema será enfrentado com boas perspectivas de termos um desfecho positivo”, disse Cardoso.

O que diz a Lei Complementar

A LC 224/2025 determina a redução de 10% nos incentivos e benefícios tributários federais. Na prática, se antes uma empresa ou entidade usufruía de um benefício que reduzia a carga tributária em determinado valor, agora esse benefício tende a ser 10% menor, salvo exceções previstas em lei.

Os tributos atingidos incluem:

  • PIS e Cofins (inclusive importação);
  • Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ);
  • Contribuição Social sobre o Lucro (CSLL);
  • Imposto de Importação (II);
  • Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI);
  • Contribuição previdenciária do empregador.

A medida impacta benefícios associados a praticamente todos os principais tributos federais pagos pelas empresas.

O que muda para as empresas

Para os optantes do Simples Nacional, não há alteração, já que o regime não está sujeito a corte de benefícios.

No caso de empresas no Lucro Presumido com faturamento anual acima de R$ 5 milhões, o governo deverá aplicar uma presunção de lucro 10% maior sobre a parcela que exceder esse limite.

Já para empresas fora do Simples (e que não estejam em outras exceções), o corte de 10% pode atingir incentivos federais como isenções, reduções, créditos presumidos e outros mecanismos classificados como “gasto tributário” na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026.

Impacto sobre Federações e Associações Comerciais

Pela norma, entidades sem fins lucrativos podem ser impactadas pela redução dos benefícios fiscais. No entanto, há dois grupos principais de exceções:

Imunidades previstas na Constituição Federal

  • igrejas;
  • partidos políticos;
  • sindicatos dos trabalhadores;
  • entidades de educação e assistência social (desde que cumpram requisitos legais).

Exceções previstas na LC 224/2025

  • Organizações Sociais (OS);
  • Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP);
  • entidades com Certificação de Entidades Beneficentes de Assistência Social (CEBAS).

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11/02/2026 04:50h

A LHG espera investir R$ 4 bilhões na região rural de Corumbá para duplicar a produção de minério de ferro e manganês das atuais 12 milhões de toneladas por ano para 25 milhões de toneladas anuais

O Governo do Estado do Mato Grosso do Sul declarou 845,9775 hectares de utilidade pública, localizados em 13 trechos de fazendas de Corumbá, para que a mineradora LHG Mining Corumbá S.A, empresa controlada pela JBS, possa utilizar as áreas para a passagem de um Transportador de Correia de Longa Distância (TCLD) e um Terminal Ferroviário/Pátio de Produtos. As obras abrangem plano de expansão da mineradora, que entrou no setor em 2022, em sucessão à MCR (Mineração Corumbaense Reunida). A LHG espera investir R$ 4 bilhões na região rural de Corumbá para duplicar a produção de minério de ferro e manganês das atuais 12 milhões de toneladas por ano para 25 milhões de toneladas anuais.

Os trechos mapeados para a estruturação da logística de transporte da LHG passam por nove propriedades, incluindo áreas próprias da mineradora. Pelo decreto, a LHG é autorizada a buscar solução amigável ou mesmo judicial para a utilização das áreas, assumindo as despesas. A LHG poderá, inclusive, invocar urgência para concretizar a posse das áreas. Com o término do transporte ferroviário, o minério de ferro passou a ser escoado pelo Rio Paraguai ou totalmente por rodovias quando o rio fica com o nível baixo, chegando a ser colocados 800 caminhões por dia pelas mineradoras que atuam na região do Pantanal. No caso da LHG, já havia sido noticiado por autoridades do Estado o interesse do grupo em criar um ramal ferroviário até um porto na margem do Rio. A empresa teve aprovado financiamento de R$ 3,7 bilhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para a construção de balsas e empurradores para reforçar a navegação.

A mineradora tem apostado no transporte hidroviário, uma vez que os investimentos na Malha Oeste são incertos. O Governo Federal vai levar a leilão o ramal entre Corumbá e Mairinque na tentativa de atrair capital privado, admitindo, inclusive, repartir o trecho em lotes para facilitar a concessão. Em outra frente, também deve fazer a concessão da Hidrovia Paraguai Paraná, o que permitirá dragagens pontuais e melhorar as condições de navegabilidade.

Após a criação de uma nova rota viária, caminhões das mineradoras passaram a circular pela região onde vivem moradores de Porto Esperança, motivando reclamações e até investigação do Ministério Público. A existência de outra alternativa para escoar o minério da mina até o embarque também diminuiria o impacto sobre a comunidade. No EIA/RIMA (Estudo de Impacto Ambiental) que apresentou para obter licença para a expansão, constou que o projeto, a 58 km de Corumbá e a 430 km de Campo Grande, tem acesso realizado pela BR-262. A região de Corumbá é uma das áreas mais ricas em minérios do Brasil, destacando-se especialmente pelas jazidas de minério de ferro e manganês. Em um debate sobre o uso da hidrovia, realizado em 2024, um executivo da empresa considerou o minério da região com a “melhor qualidade do mundo”, retirado em pedras grandes, chamadas “lamps”. (com informações de Campo Grande News)

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11/02/2026 04:35h

Seis cidades brasileiras passam a aplicar, a partir de março, ações de redução de riscos de desastres e desenvolvimento urbano sustentável, dentro de projeto coordenado pelo Ministério das Cidades e pela Fiocruz

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 Seis municípios brasileiros vão se tornar laboratórios práticos de ações de prevenção de riscos de desastres e desenvolvimento urbano sustentável. A iniciativa integra a segunda fase do projeto Desenvolvimento Urbano Integrado com enfoque na Redução de Riscos de Desastres Geo-hidrológicos (DUI-RRD Cidades), coordenado pelo Ministério das Cidades em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

As cidades selecionadas foram Belo Horizonte e Nova Lima, em Minas Gerais; Nova Friburgo, Paraíba do Sul e Petrópolis, no Rio de Janeiro; e Simões Filho, na Bahia. As ações começam em março e incluem a aplicação e o monitoramento da metodologia prevista no manual do DUI-RRD Cidades. Em maio, está prevista uma oficina presencial para adequar o manual à realidade de cada território.

A segunda fase do projeto teve início em maio de 2025, quando 12 municípios foram escolhidos entre 21 candidatos. Ao longo dos últimos meses, foram apresentadas nove propostas, que agora servirão de base para os testes práticos e para a consolidação do manual.

O secretário Nacional de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano, Carlos Tomé Junior, ressaltou a relevância da iniciativa. Segundo ele, projetos como o DUI-RRD Cidades ajudam a transformar o planejamento urbano em uma ferramenta concreta de preparação das cidades para os desafios futuros.

Para chegar à versão atual da diretriz, foram realizadas oficinas temáticas que adaptaram as ideias originais a uma metodologia voltada à integração de políticas públicas, participação social, preservação ambiental e adaptação às mudanças climáticas.

Os municípios que não avançaram para a segunda fase poderão acompanhar as atividades como observadores, garantindo a disseminação do conhecimento para além dos projetos pilotos.

Entre as ações previstas, Belo Horizonte e Nova Lima vão substituir infraestrutura cinza por Soluções Baseadas na Natureza, como jardins de chuva, pátios naturalizados e reflorestamento de encostas. Nova Friburgo e Petrópolis concentram esforços na institucionalização da gestão de riscos e no fortalecimento da participação comunitária. Já Paraíba do Sul e Simões Filho apostam na integração entre saneamento básico, requalificação urbana e regularização fundiária para reduzir vulnerabilidades e riscos à saúde pública.

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11/02/2026 04:30h

Unidade vai produzir 11 milhões de metros cúbicos do combustível renovável e insumos orgânicos por ano, contribuindo para a transição energética

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou o financiamento de R$ 148,5 milhões para a construção de uma usina de biometano em Toledo, no oeste do Paraná. O investimento total previsto para o empreendimento é de cerca de R$196 milhões, de responsabilidade da Bioo Paraná Holding S.A.

O projeto deve gerar cerca de 210 empregos diretos e indiretos na fase de construção e aproximadamente 90 empregos permanentes após o início da operação, impulsionando o desenvolvimento econômico local.

A unidade terá capacidade planejada de produzir 11 milhões de metros cúbicos de biometano por ano, combustível natural e renovável equivalente ao gás natural, produzido a partir de resíduos orgânicos da agroindústria por meio de biodigestores. Essa produção deve evitar aproximadamente 80 mil toneladas de emissões de CO₂ equivalente por ano na atmosfera, contribuindo para a mitigação de gases de efeito estufa.

Além do biometano, a usina também produzirá fertilizante de matriz orgânica para uso na agricultura regional e CO₂ biogênico purificado, que poderá ser utilizado pela indústria de bebidas e por outros setores, em substituição ao gás carbônico de origem fóssil. Essas linhas de produção têm potencial para fechar ciclos produtivos e fortalecer a economia circular no território.

Fonte de recursos

A operação integra a política de incentivo à economia circular e à transição energética no país. Por isso, foi viabilizada com recursos do Fundo Clima (R$ 101,5 milhões) e da linha Finem (R$ 47,1 milhões), destinados ao financiamento de grandes projetos, principalmente nas áreas de saneamento básico, infraestrutura e meio ambiente.

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11/02/2026 04:20h

Maior parcela do valor devido é relacionado a empresas do Simples Nacional; saiba como regularizar seu parcelamento

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A Receita Federal enviou, nesta terça-feira (10), 1,2 milhão de comunicados a contribuintes com ao menos uma parcela de parcelamentos em atraso. O movimento é o pontapé inicial da ação nacional de conformidade Parcela em Dia, iniciativa da Receita Federal que visa orientar os contribuintes, prevenir a exclusão de programas de parcelamento e incentivar a busca por regularidade fiscal.

A ação abrange pessoas físicas, empresas — inclusive as optantes pelo Simples Nacional — e entes públicos, como municípios. Dentre o valor total cobrado no âmbito da ação, que é de R$ 6,4 bilhões, uma parcela majoral, de R$ 5,5 bilhões, está relacionada a dívidas sobre parcelamentos do Simples Nacional.

A receita explica que a Parcela em Dia tem caráter preventivo e corretivo, pois o acúmulo de três parcelas em atraso acarreta a exclusão do parcelamento e a consequente necessidade imediata de pagamento do valor total em aberto. Além disso, em casos de parcelamentos especiais, a inadimplência pode resultar na perda de condições beneficiárias concedidas, como reduções de multas e juros.

Diante do cenário apresentado, a Receita Federal reforça a importância da regularização das parcelas em atraso, por meio do pagamento das parcelas devedoras ou da solicitação de reparcelamento, quando disponível, visando evitar a incidência de juros adicionais e preservar os benefícios originais do parcelamento.

Como regularizar seu parcelamento

A Receita Federal instrui contadores e contribuintes a acessar regularmente a Caixa Postal do e-CAC para verificar o recebimento de comunicações no âmbito do Parcela em Dia e, assim, regularizar parcelas não pagas.

A Caixa Postal do e-CAC deve ser acessada autenticando o acesso à conta gov.br relacionada aos parcelamentos que se deseja conferir.

Dados estaduais

Confira a lista de valores totais em atraso por estado e a parcela referente a empresas do Simples Nacional:

Estado Saldo Devedor Simples Nacional (valor total) Simples Nacional (%)
Acre R$ 16.715.885,15 R$ 15.062.286,86 90,11%
Alagoas R$ 77.699.956,41 R$ 68.800.741,05 88,55%
Amazonas R$ 70.998.239,02 R$ 60.325.777,16 84,97%
Amapá R$ 19.182.556,12 R$ 15.981.334,00 83,31%
Bahia R$ 490.533.630,45 R$ 449.479.607,99 91,63%
Ceará R$ 232.685.542,82 R$ 203.423.894,70 87,42%
Distrito Federal R$ 183.550.408,49 R$ 162.445.375,39 88,50%
Espírito Santo R$ 159.194.509,43 R$ 145.932.964,88 91,67%
Goiás R$ 305.341.277,50 R$ 281.976.566,78 92,35%
Maranhão R$ 143.162.793,61 R$ 127.808.144,79 89,27%
Minas Gerais R$ 680.934.241,80 R$ 591.344.415,90 86,84%
Mato Grosso do Sul R$ 107.798.474,50 R$ 95.006.928,00 88,13%
Mato Grosso R$ 210.404.545,11 R$ 193.651.200,09 92,04%
Pará R$ 183.177.461,19 R$ 153.436.474,57 83,76%
Paraíba R$ 86.848.089,79 R$ 75.558.963,29 87,00%
Pernambuco R$ 231.926.880,90 R$ 210.082.997,06 90,58%
Piauí R$ 72.421.807,50 R$ 63.744.471,35 88,02%
Paraná R$ 409.592.115,89 R$ 353.600.077,78 86,33%
Rio de Janeiro R$ 635.484.741,34 R$ 566.580.548,00 89,16%
Rio Grande do Norte R$ 102.909.930,85 R$ 93.376.254,81 90,74%
Rondônia R$ 64.349.648,16 R$ 60.763.646,06 94,43%
Roraima R$ 17.278.032,87 R$ 14.707.484,18 85,12%
Rio Grande do Sul R$ 297.654.350,60 R$ 243.558.717,74 81,83%
Santa Catarina R$ 426.218.810,26 R$ 373.338.579,99 87,59%
Sergipe R$ 43.591.206,88 R$ 39.225.833,89 89,99%
São Paulo R$ 1.046.106.188,39 R$ 716.060.212,03 68,45%
Tocantins R$ 53.774.119,88 R$ 46.169.716,38 85,86%

 

Os dados são da Receita Federal.

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11/02/2026 04:15h

Em relação ao minério de ferro, o valor agregado da produção chegou a R$ 159 bilhões

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Dados do Anuário Mineral Brasileiro 2025 revelam que a produção de substâncias metálicas e de grafita alcançou R$ 220,5 bilhões em 2024. Foram analisados os quadros de 14 substâncias metálicas, somadas à grafita, que, juntas, correspondem a 82% do valor da produção mineral brasileira.

O levantamento, divulgado no início desta semana, apresenta um panorama do desempenho econômico do setor, com destaque para minerais estratégicos para a transição energética e para o impacto da atividade na balança comercial e na arrecadação pública.

“A mineração brasileira precisa ser compreendida a partir de dados, e não de percepções. O Anuário é um instrumento público a serviço desse debate”, destaca o diretor-geral da Agência Nacional de Mineração (ANM), Mauro Sousa.

No caso do minério de ferro, por exemplo, o valor agregado da produção chegou a R$ 159 bilhões. O documento também contempla minerais como grafita, alumínio, cobre, cromo, lítio, manganês, níquel e zinco.

Clique aqui para ter acesso ao Anuário Mineral Brasileiro 2025

Os dados consolidados têm como base os Relatórios Anuais de Lavra (RAL), preenchidos pelos mineradores com informações referentes às atividades realizadas em 2024.

Agropecuária: emprego no setor cresceu 31,3% em 2025, diz CNM

Mais de 76 mil pescadores tiveram licenças canceladas após decisão do MPA

Segundo a superintendente de Economia Mineral da ANM, Inara Oliveira Barbosa, o Anuário contribui para a elaboração de informações estratégicas. A partir dos cenários apresentados, são formuladas análises que auxiliam na definição de políticas públicas e na tomada de decisões nos setores público e privado.

“Ele [o Anuário Mineral Brasileiro] permite compreender não apenas o desempenho econômico da mineração, mas também seu papel estrutural no desenvolvimento regional, na transição energética e na inserção internacional do Brasil”, afirmou.

Balança comercial

Em 2024, o saldo da balança comercial do segmento mineral foi de US$ 42 bilhões, resultado de exportações que somaram US$ 59,9 bilhões e importações que atingiram US$ 17,9 bilhões. A China manteve-se como o principal destino das exportações brasileiras e também como o maior fornecedor de substâncias metálicas ao país.

No Brasil, mais de 270 minas das substâncias analisadas estão em operação, das quais 109 são de minério de ferro. A atividade gera retorno ao Estado por meio da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM). Em 2024, a arrecadação com a produção das substâncias metálicas analisadas, somadas à grafita, chegou a R$ 7 bilhões.

Com o objetivo de viabilizar o fluxo da atividade minerária, a ANM outorgou, no período, cerca de 4.800 autorizações de pesquisa, 56 concessões de lavra e 141 permissões de lavra garimpeira.

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11/02/2026 04:10h

Veja os valores do café arábica, café robusta, açúcar cristal e do milho no mercado

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O preço do café arábica nesta quarta-feira (11) registra estabilidade e a saca de 60 kg é negociada por R$ 1.861,64, na cidade de São Paulo.

INDICADOR DO CAFÉ ARÁBICA CEPEA/ESALQ

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês Valor US$
10/02/2026 1.861,64 -0,00% -11,12% 357,94
09/02/2026 1.861,69 -1,22% -11,12% 358,85
06/02/2026 1.884,66 -1,65% -10,02% 361,05
05/02/2026 1.916,31 -0,79% -8,51% 364,80
04/02/2026 1.931,50 -2,03% -7,78% 367,14

O café robusta apresentou valorização de 0,52% e está sendo negociado a R$ 1.069,05.


INDICADOR DO CAFÉ ROBUSTA CEPEA/ESALQ

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês Valor US$
10/02/2026 1.069,05 0,52% -11,80% 205,55
09/02/2026 1.063,50 -0,49% -12,25% 204,99
06/02/2026 1.068,70 -0,43% -11,82% 204,73
05/02/2026 1.073,36 -0,53% -11,44% 204,33
04/02/2026 1.079,10 -1,46% -10,97% 205,11

Açúcar

O preço do açúcar cristal apresenta variação nas principais praças do estado de São Paulo. Na capital, a saca de 50 kg registra alta, cotada a R$ 101,65.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL BRANCO CEPEA/ESALQ - SÃO PAULO

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
10/02/2026 101,65 1,55% -3,09% 19,54
09/02/2026 100,10 -0,53% -4,57% 19,29
06/02/2026 100,63 -1,11% -4,06% 19,28
05/02/2026 101,76 -1,03% -2,98% 19,37
04/02/2026 102,82 -2,83% -1,97% 19,54

Em Santos (SP), a mercadoria é negociada a R$ 104,90; a cotação média apresenta desvalorização de 1,49%.

INDICADOR AÇÚCAR CRISTAL - SANTOS 

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
10/02/2026 104,90 -1,49% -2,23% 20,16
09/02/2026 106,49 -0,53% -0,75% 20,50
06/02/2026 107,06 -0,58% -0,21% 20,45
05/02/2026 107,68 -0,66% 0,36% 20,48
04/02/2026 108,39 -0,79% 1,03% 20,70

Milho

A saca de 60 kg do milho é negociada a R$ 67,06, com queda de 0,04%.

INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
10/02/2026 67,06 -0,04% 1,45% 12,89
09/02/2026 67,09 0,46% 1,50% 12,93
06/02/2026 66,78 0,44% 1,03% 12,79
05/02/2026 66,49 0,08% 0,59% 12,66
04/02/2026 66,44 0,24% 0,51% 12,63

Os dados são do Cepea.

Diferença entre café arábica e café robusta: características, uso e regiões produtoras

Café arábica e café robusta são as duas principais variedades cultivadas e comercializadas no Brasil, ambas medidas em sacas de 60 kg.

  • O café arábica (conhecido também como café Conilon, em algumas regiões) tem sabor mais suave, menor teor de cafeína e alta qualidade sensorial, sendo preferido em cafeterias especializadas e nas exportações de cafés premium. Representa cerca de 70% da produção brasileira, com destaque para estados como Minas Gerais e São Paulo.
  • O café robusta, por sua vez, possui sabor mais amargo, maior concentração de cafeína e corpo mais intenso. É amplamente utilizado na produção de café solúvel e blends comerciais. Seus principais polos produtores são o Espírito Santo e Rondônia, e seu preço costuma ser mais baixo em comparação ao arábica, por conta do perfil mais industrial.

Como é calculada a saca de açúcar cristal?

A saca de açúcar cristal no Brasil é padronizada em 50 quilos, especialmente para comercialização no mercado atacadista e para uso na indústria alimentícia. Essa unidade de medida é adotada pelo Cepea/Esalq-USP, principal fonte de cotações diárias do açúcar cristal no país.

Qual o peso da saca de milho no Brasil?

A saca de milho equivale a 60 kg de grãos, mesmo padrão utilizado para soja e trigo. Essa medida é oficializada por instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Cepea, sendo amplamente usada em negociações e relatórios de preço do milho.
 

 

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11/02/2026 04:05h

Em Paranaguá, a soja marca o período em alta; no Rio Grande do Sul, o trigo apresenta estabilidade

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A saca de 60 quilos da soja inicia esta quarta-feira (11) com variação no Paraná. No interior do estado, o grão é negociado a R$ 119,22, com baixa de 0,07%. Já no porto de Paranaguá, principal referência no litoral paranaense, a cotação apresenta valorização de 0,59%, sendo negociada a R$ 125,47.

INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANÁ

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
10/02/2026 119,22 -0,07% -0,12% 22,92
09/02/2026 119,30 -1,29% -0,05% 22,99
06/02/2026 120,86 0,84% 1,26% 23,15
05/02/2026 119,85 0,98% 0,41% 22,82
04/02/2026 118,69 -0,03% -0,56% 22,56

 

INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANAGUÁ

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
10/02/2026 125,47 0,59% 0,45% 24,12
09/02/2026 124,73 -1,34% -0,14% 24,04
06/02/2026 126,43 0,65% 1,22% 24,22
05/02/2026 125,61 1,02% 0,56% 23,91
04/02/2026 124,34 -0,17% -0,46% 23,63

Trigo

O preço do trigo apresenta alta no Paraná e a tonelada é negociada a R$ 1.168,75. E no Rio Grande do Sul, a tonelada do grão registra estabilidade, sendo cotada a R$ 1.066,05.


PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - PARANÁ

Data Valor R$/t* Var./Dia Var./Mês Valor US$/t*
10/02/2026 1.168,75 0,20% -0,36% 224,72
09/02/2026 1.166,42 -0,41% -0,56% 224,83
06/02/2026 1.171,18 -0,29% -0,15% 224,36
05/02/2026 1.174,56 -0,17% 0,13% 223,60
04/02/2026 1.176,58 0,12% 0,31% 223,64

 

PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - RIO GRANDE DO SUL

Data Valor R$/t* Var./Dia Var./Mês Valor US$/t*
10/02/2026 1.066,05 0,00% 0,70% 204,97
09/02/2026 1.066,05 -0,04% 0,70% 205,48
06/02/2026 1.066,46 -0,32% 0,74% 204,30
05/02/2026 1.069,92 1,23% 1,07% 203,68
04/02/2026 1.056,90 0,00% -0,16% 200,89

Os dados são do Cepea.

O que é uma saca de soja ou de trigo? Entenda a unidade de medida no mercado de grãos

A saca de soja e a saca de trigo são as principais unidades de comercialização de grãos no Brasil. Cada saca equivale a 60 quilos, padrão adotado por órgãos oficiais como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Esse formato padronizado facilita o comércio da soja e do trigo, além de permitir um acompanhamento mais preciso das cotações e variações de preços no mercado nacional.
 

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11/02/2026 04:00h

As cotações do frango congelado e do frango resfriado apresentam alta; carcaça suína registra baixa

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O preço do boi gordo nesta quarta-feira (11) apresenta valorização; a arroba está sendo negociada a R$ 337,30, no estado de São Paulo. 


INDICADOR DO BOI GORDO CEPEA/ESALQ

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
10/02/2026 337,30 0,03% 3,18% 64,85
09/02/2026 337,20 0,07% 3,15% 65,00
06/02/2026 336,95 0,24% 3,07% 64,55
05/02/2026 336,15 0,87% 2,83% 63,99
04/02/2026 333,25 1,32% 1,94% 63,34

 

Na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado, os preços do frango apresentaram elevação. O frango congelado passou a ser negociado a R$ 7,07, com alta de 1,43%, enquanto o frango resfriado fechou a R$ 7,13,  com elevação de 1,42%.


PREÇOS DO FRANGO CONGELADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês
10/02/2026 7,07 1,43% 1,14%
09/02/2026 6,97 0,00% -0,29%
06/02/2026 6,97 0,14% -0,29%
05/02/2026 6,96 0,00% -0,43%
04/02/2026 6,96 0,87% -0,43%

PREÇOS DO FRANGO RESFRIADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês
10/02/2026 7,13 1,42% 1,13%
09/02/2026 7,03 0,00% -0,28%
06/02/2026 7,03 0,14% -0,28%
05/02/2026 7,02 0,00% -0,43%
04/02/2026 7,02 0,86% -0,43%

Preço da carcaça suína especial e suíno vivo

A carcaça suína especial apresenta baixa de 0,10%, sendo negociada a R$ 10,50, por quilo, nos atacados da Grande São Paulo.

O suíno vivo também registra alta em todos os estados, com destaque para São Paulo, onde o animal é comercializado a R$ 6,97.


PREÇOS DA CARCAÇA SUÍNA ESPECIAL (R$/kg)

Data Média Var./Dia Var./Mês
10/02/2026 10,50 -0,10% -5,66%
09/02/2026 10,51 -0,28% -5,57%
06/02/2026 10,54 -1,40% -5,30%
05/02/2026 10,69 -1,11% -3,95%
04/02/2026 10,81 0,00% -2,88%

INDICADOR DO SUÍNO VIVO CEPEA/ESALQ (R$/kg)

Data Estado Valor R$* Var./Dia Var./Mês
10/02/2026 MG - posto 6,79 0,15% -4,10%
10/02/2026 PR - a retirar 6,67 -0,60% -1,77%
10/02/2026 RS - a retirar 6,81 -0,44% 0,74%
10/02/2026 SC - a retirar 6,61 0,00% -1,49%
10/02/2026 SP - posto 6,97 1,31% -1,69%

Os valores são do Cepea.

O que é o boi gordo? Entenda o termo do mercado bovino

O boi gordo é o bovino macho pronto para o abate, com peso mínimo de 16 arrobas líquidas de carcaça (aproximadamente 240 kg) e até 42 meses de idade. Atende aos padrões do mercado nacional e internacional, incluindo exportações para Europa, China e cota Hilton.

Diferenças entre frango congelado e frango resfriado

O frango congelado passa por congelamento rápido, com temperaturas abaixo de -12°C, garantindo maior vida útil para armazenamento e transporte a longas distâncias. Já o frango resfriado é mantido entre 0°C e 4°C, com validade de 5 a 7 dias, oferecendo textura e sabor mais próximos do fresco, ideal para consumidores exigentes e restaurantes.

 

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