Indicadores econômicos

08/04/2026 22:00h

Divisa americana encerra o último pregão cotada a R$ 5,09, refletindo cenário externo mais favorável e fluxo de capital estrangeiro

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 O dólar encerrou o último pregão em queda, cotado a R$ 5,09, o menor patamar em cerca de 22 meses. Ao longo do dia, a moeda chegou a atingir a mínima de R$ 5,06, acompanhando um movimento global de desvalorização frente a diversas divisas.

No cenário internacional, a moeda americana perdeu força diante de outras moedas importantes, refletindo um ambiente de maior alívio nas tensões externas. Ainda assim, o real apresentou desempenho mais moderado quando comparado a outras moedas de países emergentes.

De acordo com especialistas, o comportamento mais estável da moeda brasileira nas últimas semanas está ligado ao fluxo de capital estrangeiro. Investidores internacionais têm direcionado recursos ao Brasil, mesmo em um contexto de incertezas globais e menor apetite por risco.

Cotação do euro

Já o euro encerrou o último pregão em baixa, cotado a R$ 5,94.

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.

 

Código BRL USD EUR GBP JPY CHF CAD AUD
BRL 1 0,1962 0,1682 0,1464 31,1094 0,1552 0,2716 0,2784
USD 5,0973 1 0,8574 0,7463 158,58 0,7913 1,3843 1,4193
EUR 5,9453 1,1664 1 0,8704 184,97 0,9230 1,6146 1,6552
GBP 6,8303 1,3403 1,1489 1 212,52 1,0604 1,8552 1,9017
JPY 3,21447 0,630597 0,54066 0,470588 1 0,4990 0,87297 0,89498
CHF 6,4419 1,2637 1,0835 0,9431 200,41 1 1,7493 1,7935
CAD 3,6821 0,7224 0,6193 0,5391 114,56 0,5716 1 1,0252
AUD 3,5924 0,7048 0,6041 0,5258 111,75 0,5576 0,9755 1

Os dados são da Investing.com.

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08/04/2026 21:00h

Principal índice da bolsa brasileira sobe 2,09% no último pregão, impulsionado por cenário externo mais favorável e maior apetite ao risco

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 O Ibovespa encerrou o último pregão em forte alta e atingiu o maior nível de sua história, aos 192.201,16 pontos. Durante a sessão, o índice chegou a renovar o recorde intradiário, refletindo o clima de maior otimismo no mercado global.

O movimento foi impulsionado pelo alívio nas tensões no Oriente Médio, após o anúncio de uma trégua temporária no conflito. A sinalização contribuiu para aumentar o apetite ao risco entre investidores, que vinham adotando uma postura mais cautelosa diante do cenário geopolítico.

De acordo com especialistas, a redução das incertezas no ambiente internacional favoreceu a entrada de recursos em mercados emergentes, como o Brasil. Ainda assim, o cenário segue dependente da evolução das negociações, já que não há garantia de um acordo definitivo no curto prazo.

Apesar do desempenho positivo do índice, a queda nos preços do petróleo impactou negativamente ações de empresas ligadas à commodity, limitando ganhos mais expressivos do Ibovespa ao longo do dia.

Maiores altas e quedas do Ibovespa

Confira as ações com melhor  e pior desempenho no último fechamento:

Ações em alta no Ibovespa

  • Alphaville SA (AVLL3): +22,37%
  • Inepar SA Industria e Construcoes (INEP3): +18,02%

Ações em queda no Ibovespa

  • Oncoclinicas do Brasil Servicos Medicos SA (ONCO3):  −17,09%
  • Sequoia Logistica e Transportes SA (SEQL3): −10,00%

O volume total negociado na B3 foi de R$ 42.567.732.894, em meio a 5.225.678 negócios.

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.  
 

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07/04/2026 22:10h

Expectativas para uma negociação de última hora, após ultimato dado por Donald Trump, resultaram em leve alta do índice na reta final

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O Ibovespa voltou a fechar o pregão em leve alta de 0,05%, aos 188.258 pontos. O desempenho do índice ganhou fôlego nos últimos minutos da sessão, sob influência das expectativas de avanço nas negociações de última hora para um cessar-fogo no Oriente Médio, após o ultimato emitido pelo presidente dos EUA, Donald Trump, ao Irã.

Na manhã desta terça-feira (7), o presidente dos EUA subiu o tom com ameaças contra o país persa. Em postagem na rede Truth Social, Trump afirmou que “toda uma civilização morrerá hoje à noite” caso um acordo de cessar-fogo não fosse firmado durante o dia. O vice-presidente, JD Vance, reforçou que o conflito será concluído “muito em breve” e disse que Washington espera avanços diplomáticos até o prazo estipulado por Trump — 21h do horário de Brasília.

Os índices das bolsas de Wall Street voltaram a fechar a sessão com perdas em reação ao ultimato do presidente estadunidense. Da mesma forma, os principais índices das bolsas da Europa também encerraram em queda devido às incertezas sobre o conflito.

Segundo informou o New York Times no início da tarde, o Irã suspendeu as tratativas com os EUA e informou ao Paquistão, mediador das negociações, que não participará mais de conversas sobre um cessar-fogo. Já o Paquistão, ao final da sessão, pediu que os EUA estendessem o prazo de tratativas por duas semanas. O primeiro-ministro do país disse, em postagem no X (antigo Twitter), que os esforços diplomáticos entre os países estão progredindo de forma constante, com potencial de alcançar resultados substanciais em um futuro próximo.

No cenário doméstico, os investidores também repercutiram dados da economia. A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 6,405 bilhões em março — resultado de US$ 31,603 bilhões em exportações e US$ 25,199 bilhões em importações —, segundo dados divulgados nesta terça-feira (7) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O resultado ficou abaixo da média das estimativas do mercado financeiro apontada pela Projeções Broadcast, que era de um superávit comercial de US$ 7,55 bilhões, após saldo positivo de US$ 4,208 bilhões em fevereiro.

Analistas do setor argumentam que os efeitos do choque do petróleo decorrente do conflito no Oriente Médio devem se tornar mais evidentes nos próximos meses. O MDIC também revisou as estimativas para 2026 e prevê saldo positivo de US$ 72,1 bilhões, próximo ao piso da projeção anterior, divulgada em janeiro.

Maiores altas e quedas do Ibovespa

Confira as ações com melhor e pior desempenho no último fechamento:

Ações em alta no Ibovespa

  • Sondotecnica Engenharia de Solos S.A. Pfd Shs A (SOND5): +11,11%

  • Oncoclinicas do Brasil Servicos Medicos SA (ONCO3): +10,49%

Ações em queda no Ibovespa

  • Cia. de Fiacao e Tecidos Cedro e Cachoeira (CEDO3): -11,33%

  • Recrusul SA Pfd (RCSL4): -10,20%

 

O volume total negociado na B3 foi de R$ 26.595.842.989, em meio a 3.665.165 negócios.

 

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  

 

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

 

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

 

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

 

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.

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07/04/2026 22:05h

Ameaças de Trump ao Irã e incerteza sobre cessar-fogo influenciam mercado, mesmo com queda global da moeda americana

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O dólar comercial encerrou o último pregão em leve alta de 0,17% frente ao real, cotado a R$ 5,15. O câmbio destoou da tendência externa, com o indicador DXY — que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais como euro e libra — apresentando baixa de 0,33%.

O desempenho da moeda estadunidense foi influenciado pelas expectativas do firmamento de um acordo de cessar-fogo no Oriente Médio, após um ultimato dado pelo presidente estadunidense, Donald Trump, ao Irã.

Na manhã desta terça-feira (7), o presidente dos EUA subiu o tom com ameaças contra o país persa. Em postagem na rede Truth Social, Trump afirmou que “toda uma civilização morrerá hoje à noite” caso um acordo de cessar-fogo não fosse firmado durante o dia. O vice-presidente, JD Vance, reforçou que o conflito será concluído “muito em breve” e disse que Washington espera avanços diplomáticos até o prazo estipulado por Trump — 21h do horário de Brasília.

Segundo informou o New York Times no início da tarde, o Irã suspendeu as tratativas com os EUA e informou ao Paquistão, mediador das negociações, que não participará mais de conversas sobre um cessar-fogo. Já o Paquistão, ao final da sessão, pediu que os EUA estendessem o prazo de tratativas por duas semanas. O primeiro-ministro do país disse, em postagem no X (antigo Twitter), que os esforços diplomáticos entre os países estão progredindo de forma constante, com potencial de alcançar resultados substanciais em um futuro próximo.

No cenário doméstico, os investidores também repercutiram dados da economia. A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 6,405 bilhões em março — resultado de US$ 31,603 bilhões em exportações e US$ 25,199 bilhões em importações —, segundo dados divulgados nesta terça-feira (7) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O resultado ficou abaixo da média das estimativas do mercado financeiro apontada pela Projeções Broadcast, que era de um superávit comercial de US$ 7,55 bilhões, após saldo positivo de US$ 4,208 bilhões em fevereiro.

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou a sessão em alta de 0,66%, cotado a R$ 5,97.

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.

Código BRL USD EUR GBP JPY CHF CAD AUD
BRL 1 0,1941 0,1673 0,1460 30,9768 0,1548 0,2697 0,2782
USD 5,1524 1 0,8623 0,7522 159,58 0,7978 1,3893 1,4340
EUR 5,9773 1,1597 1 0,8724 185,07 0,9252 1,6113 1,6629
GBP 6,8504 1,3293 1,1463 1 212,13 1,0604 1,8468 1,9061
JPY 3,22829 0,626547 0,54025 0,471332 1 0,4998 0,87052 0,89843
CHF 6,4590 1,2536 1,0810 0,9430 200,04 1 1,7417 1,7976
CAD 3,7086 0,7198 0,6206 0,5415 114,86 0,5742 1 1,0321
AUD 3,5948 0,6975 0,6013 0,5246 111,30 0,5564 0,9690 1

 

Os dados são da Investing.com

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06/04/2026 21:30h

Queda é influenciada pela alta do petróleo

O dólar encerrou o último pregão em queda de 0,2%, cotado a R$ 5,14, mínima de R$ 5,13 no dia.

A baixa foi influenciada pela alta do petróleo, que favorece a entrada de recursos no Brasil, exportador da commodity.

Segundo especialistas, o cenário fortalece o real e melhora o fluxo cambial. No exterior, o dólar ficou estável frente a outras moedas.

Cotação do euro

Já o euro encerrou o último pregão em baixa, cotado a R$ 5,94.

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.

Código BRL USD EUR GBP JPY CHF CAD AUD
BRL 1 0,1944 0,1684 0,1468 31,0375 0,1551 0,2704 0,2809
USD 5,1449 1 0,8663 0,7555 159,69 0,7981 1,3912 1,4452
EUR 5,9383 1,1544 1 0,8721 184,34 0,9213 1,6059 1,6685
GBP 6,8113 1,3237 1,1467 1 211,37 1,0564 1,8414 1,9131
JPY 0,0322 0,0063 0,0054 0,0047 1 0,4998 0,0087 0,0091
CHF 6,4456 1,2529 1,0854 0,9466 200,08 1 1,7431 1,8108
CAD 3,6981 0,7188 0,6227 0,5431 114,79 0,5737 1 1,0389
AUD 3,5594 0,6919 0,5994 0,5227 110,49 0,5522 0,9625 1

Os dados são da Investing.com.
 

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06/04/2026 21:10h

Índice oscila pouco com tensões no Oriente Médio e alta do petróleo

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O Ibovespa fechou o último pregão praticamente estável, com leve alta de 0,06%, aos 188 mil pontos.

O mercado acompanhou as tensões no Oriente Médio, que seguem elevando a incerteza global. Novos desdobramentos do conflito aumentaram a cautela dos investidores e impactaram diretamente os preços das commodities.

Com isso, o petróleo voltou a subir e ultrapassou os 110 dólares por barril, movimento que reforça preocupações com inflação em diversos países.

No cenário doméstico, o Boletim Focus elevou pela quarta semana seguida a projeção para a inflação. A estimativa para o índice oficial de preços subiu, refletindo também os efeitos do ambiente internacional mais pressionado.

De acordo com especialistas, a combinação de tensão externa e inflação mais alta tende a manter os juros elevados por mais tempo, o que limita ganhos mais expressivos da bolsa.

Durante o pregão, o índice oscilou entre 189 mil pontos na máxima e 187 mil pontos na mínima, refletindo um mercado cauteloso e sem direção definida.

Maiores altas e quedas do Ibovespa

Confira as ações com melhor  e pior desempenho no último fechamento:

Ações em alta no Ibovespa

  • LPS Brasil-Consultoria de Imoveis SA (LPSB3): +9,76%
  • Banco Mercantil de Investimentos SA Pfd (BMIN4): +8,33%

Ações em queda no Ibovespa

  • Josapar-Joaquim Oliveira SA Participacoes Pfd (JOPA4):  −24,24%
  • Sondotecnica Engenharia de Solos S.A. Pfd Shs A (SOND5): −23,38%

O volume total negociado na B3 foi de R$ 18.632.001.835, em meio a 3.171.994 negócios.

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.  
 

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02/04/2026 22:30h

Moeda oscila com tensão externa, mas fluxo de exportadores limita alta

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O dólar à vista encerrou o último pregão praticamente estável, cotado a R$ 5,15, após oscilar ao longo da sessão e chegar a se aproximar de R$ 5,20 na abertura. De acordo com especialistas, o movimento refletiu tanto o cenário externo quanto o fluxo no mercado doméstico.

A moeda ganhou força no início do dia, acompanhando a alta do petróleo e dos rendimentos dos títulos norte-americanos, em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio. Ainda segundo especialistas, esse ambiente elevou a demanda global por dólar.

No entanto, ao longo da sessão, o real recuperou parte do terreno perdido, com a atuação de exportadores na venda de moeda, o que ajudou a conter a valorização da divisa. Com isso, o dólar fechou com leve alta.

Na semana, a moeda acumulou queda, enquanto no ano segue em trajetória de recuo frente ao real.

Cotação do euro

Já o euro encerrou o último pregão em baixa, cotado a R$ 5,95.

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.

Código BRL USD EUR GBP JPY CHF CAD AUD
BRL 1 0,1939 0,1680 0,1466 30,9470 0,1549 0,2699 0,2808
USD 5,1578 1 0,8664 0,7562 159,60 0,7985 1,3919 1,4474
EUR 5,9513 1,1540 1 0,8728 184,14 0,9216 1,6062 1,6706
GBP 6,8196 1,3224 1,1457 1 210,90 1,0558 1,8408 1,9136
JPY 3,23136 0,626567 0,54335 0,473889 1 0,5006 0,87212 0,90740
CHF 6,4546 1,2516 1,0850 0,9472 199,70 1 1,7425 1,8132
CAD 3,7052 0,7184 0,6226 0,5436 114,63 0,5739 1 1,0405
AUD 3,5622 0,6908 0,5986 0,5224 110,21 0,5515 0,9609 1

Os dados são da Investing.com.
 

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02/04/2026 22:00h

Tensão no Oriente Médio pressiona mercado, mas alta do petróleo reduz perdas

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O Ibovespa encerrou o último pregão quase estável, refletindo a cautela dos investidores diante do aumento das tensões no Oriente Médio. De acordo com especialistas, o cenário externo trouxe volatilidade e pressionou o índice ao longo da sessão.

As perdas só não foram maiores por conta do desempenho das ações de petrolíferas, que acompanharam a alta do petróleo no mercado internacional. O movimento foi impulsionado por discussões envolvendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o abastecimento global da commodity.

O índice chegou a registrar queda mais acentuada durante o dia, mas se recuperou na reta final e fechou com leve variação negativa. No acumulado da semana, ainda apresentou alta, mostrando alguma resiliência do mercado.

Maiores altas e quedas do Ibovespa

Confira as ações com melhor  e pior desempenho no último fechamento:

Ações em alta no Ibovespa

  • Bioma Educacao SA (BIED3): +16,47%
  • Azevedo & Travassos Energia S.A (AZTE3): +15,91%

Ações em queda no Ibovespa

  • Wetzel S.A. Non-Cum Perp Pfd Registered Shs (MWET4):  −166,57%
  • Oi S.A. (OIBR3): −11,67%

O volume total negociado na B3 foi de R$ 24.644.356.602, em meio a 3.389.903 negócios.

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.  
 

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Queda foi determinada pela piora das expectativas para os próximos meses, relacionadas ao conflito no Oriente Médio, preços do petróleo e inflação doméstica

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Divulgado nesta quarta-feira (1º) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice de Confiança Empresarial (ICE) do FGV IBRE recuou 0,4 ponto em março, alcançando 91,9 pontos, em sua segunda queda consecutiva após cinco meses em alta — nos quais acumulou alta de 4,3 pontos. Em médias móveis trimestrais, o ICE registrou queda de 0,1 ponto, revertendo a tendência de alta observada no período recente.

O ICE consolida os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas Sondagens Empresariais produzidas pela FGV IBRE: Indústria, Serviços, Comércio e Construção. Em março, a confiança recuou no Índice de Confiança do Comércio (ICC), que passou a 84,6 pontos após perda de 2,7 pontos, e no Índice de Confiança de Serviços (ICS), que caiu 1,8 ponto, para 88,4 pontos. Nos dois casos, a queda foi predominantemente determinada pela piora das expectativas para os próximos meses. O Índice da Indústria (ICI) manteve-se relativamente estável ao avançar 0,1 ponto, para 96,8 pontos, enquanto o da Construção (ICC) registrou um avanço de 2,1 pontos, passando a 93,6 pontos.

O levantamento mostrou que houve avanço da confiança empresarial em 20 dos 49 segmentos integrantes do ICE no mês de março, disseminação inferior à observada em fevereiro. O destaque positivo foi o setor de Construção, no qual 73% dos segmentos registraram alta da confiança em março.

O Índice da Situação Atual Empresarial (ISA-E) avançou 0,3 ponto, para 93,3 pontos, interrompendo a estabilidade de fevereiro e sinalizando para uma discreta evolução da atividade no mês. Entre seus componentes, o indicador que mede o nível de demanda no momento presente avançou 1,6 ponto, para 95,4 pontos, enquanto o indicador que mede a satisfação com a situação atual dos negócios recuou 1,0 ponto, para 91,3 pontos.

Por sua vez, o Índice de Expectativas Empresariais (IE-E) recuou 1,1 ponto, alcançando 90,5 pontos. O recuo reflete, sobretudo, a deterioração das expectativas para os próximos seis meses, indicando que as preocupações dos empresários se projetam para além do segundo trimestre. Enquanto isso, o componente que mede as perspectivas de evolução dos negócios nesse horizonte recuou 1,9 ponto, para 89,4 pontos, enquanto o indicador referente à demanda esperada para os três meses seguintes cedeu 0,3 ponto, para 91,8 pontos.

Na avaliação do pesquisador do FGV IBRE Aloisio Campelo Jr., apesar de ter sido parcialmente atenuada pela melhora na avaliação da situação corrente dos negócios, a piora das expectativas foi determinante para a queda da confiança empresarial em março. “O conflito no Oriente Médio, ao pressionar os preços do petróleo e a inflação doméstica, tem levado os empresários a adotar uma postura mais cautelosa em relação aos próximos meses”, acrescentou.

 

Confira aqui os resultados completos da sondagem.

 

Com informações do FGV IBRE.

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01/04/2026 22:00h

Índice repercutiu alívio na percepção de risco, mas foi limitado por Petrobras

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O Ibovespa voltou a fechar o pregão em alta de 0,26%, aos 187.952 pontos. O desempenho do índice foi influenciado pelo alívio na percepção de risco no Oriente Médio, frente às expectativas de um acordo de cessar-fogo nos próximos dias.

Segue em andamento o embate de narrativas entre autoridades estadunidenses e iranianas sobre a existência de negociações em busca de um acordo para o fim da guerra no Irã. Após autoridades iranianas terem negado novamente as declarações do presidente estadunidense Donald Trump, de que o país persa teria requisitado um cessar-fogo, o chefe da Casa Branca disse, em entrevista à Reuters, que os EUA sairão do Irã rapidamente e poderão retornar para o que chamou de “ataques pontuais”, se necessário

Trump fará um pronunciamento nacional sobre a situação do país persa na noite desta quarta-feira (1º), a partir das 22h (horário de Brasília). Segundo apuração da Bloomberg, ele deve reiterar o cronograma de duas a três semanas para que as tropas estadunidenses encerrem o conflito.

No cenário doméstico, além da repercussão dos assuntos da política externa, o Planalto informou que a Casa Civil enviou ao Senado a mensagem com a indicação do Advogado-Geral da União (AGU), Jorge Messias, para a vaga deixada pelo ex-ministro Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF).

No Ibovespa, as ações da Petrobras encerraram entre as de maiores quedas e limitaram os ganhos do índice. A petroleira anunciou aumento de 55% no preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) para as distribuidoras em abril. Além disso, os papéis da estatal foram pressionados pela desvalorização de 2,70% do petróleo, resultando em quedas de 2,67% e 3,67%, mesmo sendo as ações mais negociadas da B3.

Maiores altas e quedas do Ibovespa

Confira as ações com melhor e pior desempenho no último fechamento:

Ações em alta no Ibovespa

  • Bioma Educacao SA (BIED3): +35,11%

  • Banco BTG Pactual SA Pfd A (BPAC5): +27,10%

Ações em queda no Ibovespa

  • Azevedo & Travassos SA Pfd (AZEV4): -19,05%

  • Josapar-Joaquim Oliveira SA Participacoes Pfd (JOPA4): -17,50%

 

O volume total negociado na B3 foi de R$ 37.447.486.326, em meio a 4.454.508 negócios.

 

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  

 

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

 

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

 

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

 

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.

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