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Baixar áudioO presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a ‘taxa das blusinhas’ vai ser extinta nesta semana. A afirmação foi feita em entrevista na TV Record, transmitida no domingo (23), após um acordo firmado com o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP).
A Medida Provisória 1.357/26, editada pelo governo em 12 de maio, suspendeu a cobrança de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 (R$ 257,53 no cotação desta segunda-feira, 24) feitas por pessoas físicas. Caso não seja votada pelo Congresso Nacional, a MP perde a validade no dia 8 de setembro e a tarifa volta a incidir sobre as mercadorias.
A expectativa é que a matéria seja analisada durante o esforço concentrado da próxima semana, entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro. A comissão mista que vai discutir o texto, no entanto, ainda não tem presidência ou relator.
Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica que o Programa Remessa Conforme – iniciativa da Receita Federal que regulamenta compras realizadas em plataformas de varejo internacional onde incide a taxa das blusinhas –, contribuiu para preservar mais de 135 mil empregos. Além disso, a tarifa fez com que quase R$ 20 bilhões ficassem na economia nacional e ainda reduziu em R$ 4,5 bilhões a importação de produtos ao Brasil.
Sem esse mecanismo, Alfredo Cotait Neto, presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP) e da Associação Comercial de SP (ACSP), teme que o setor produtivo nacional não seja capaz de enfrentar a concorrência internacional e pede por uma contramedida que reequilibre o mercado.
“A longo prazo, se você não restabelece a isonomia, você prejudica a indústria nacional, prejudica as empresas brasileiras e prejudica a geração de emprego e renda, que está problemática no nosso país. Portanto, é fundamental a volta da cobrança. Porém, se o governo não quer que volte a cobrança para atender o seu público, eventualmente o seu eleitorado, então dê o mesmo direito para as empresas brasileiras também poderem vender os seus produtos de 50 dólares para baixo, ou seja, 250 reais, com a mesma isenção de impostos. O que nós pedimos é isonomia”, afirma o executivo.
Presidente da Associação Comercial e Industrial do Estado do Rio de Janeiro (ACIERJ), Igor Baldez também defende que sejam dados meios para a indústria e o varejo nacionais competirem. “Os altos impostos pagos pela indústria nacional e as altas cargas cobradas na contratação dos colaboradores aqui no nosso país já tornam isso uma dificuldade real. Então, acho que, nesse caso, ou se cobra a taxa de importação sobre os produtos internacionais ou o governo dá uma isenção sobre os produtos nacionais para que ocorra a concorrência leal”, sugere o empresário.
Cotait Neto também critica o momento em que a discussão é feita. Para o representante empresarial, o período eleitoral dificulta a análise racional e de impactos que a volta da isenção do imposto pode ter por toda a cadeia produtiva brasileira.
“Tudo que é no momento eleitoral tem vários significados. Por isso é que eu acho que é inadequado, e foi inadequado, o governo ter retirado a taxa. Mandaram uma Medida Provisória para o Congresso que está vencendo exatamente por causa do momento eleitoral. Então, a volta, se houver, é mais uma uma questão de justiça, de você voltar a tentar blindar e defender um pouco as empresas brasileiras”, conclui.
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Baixar áudioNas eleições gerais de 2026, o Senado Federal renovará dois terços de suas 81 cadeiras. Ao todo, 54 vagas serão definidas em outubro. Entre os atuais ocupantes dessas cadeiras, 13 não concorrem a nenhum cargo nas eleições e, portanto, não estarão entre os titulares do Senado a partir de janeiro de 2027. As informações são da Agência Senado.
São eles:
Dos 13 senadores que têm a saída definida, nove são titulares e quatro exercem atualmente o mandato como suplentes.
Além dos senadores que não disputam nenhum cargo, cinco atuais integrantes da Casa participam das eleições, mas concorrem a outros postos.
Outros quatro senadores concorrem como primeiros suplentes em chapas para o Senado. Dra. Eudocia (PSDB-AL), que já exerce o atual mandato como primeira suplente, disputa novamente nessa condição, desta vez na chapa de Marina JHC (PSDB-AL).
Também são candidatos a primeiro suplente três atuais titulares: Nelsinho Trad (PSD-MS), na chapa de Reinaldo Azambuja; Jader Barbalho (MDB-PA), na chapa de seu filho, Helder Barbalho; e Daniella Ribeiro (PP-PB), na chapa de Nabor Wanderley.
Entre os atuais ocupantes das 54 cadeiras em disputa neste ano, sete são suplentes. Além de Dra. Eudocia, estão nessa situação:
Dentre eles, quatro não concorrem a nenhum cargo, dois disputam outros postos nas eleições e Carlos Portinho tenta a reeleição para o Senado.
São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul terão novos titulares nas duas cadeiras em disputa em 2026. Nenhum dos atuais ocupantes permanecerá como titular dessas vagas a partir de 2027.
No Paraná e no Rio Grande do Sul, os quatro senadores em exercício não são candidatos à reeleição. Em São Paulo, Giordano também não participa da disputa, enquanto Mara Gabrilli concorre a uma vaga na Assembleia Legislativa do estado. Com isso, os três estados terão novos ocupantes nas duas cadeiras que serão renovadas.
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Baixar áudioNas eleições gerais de 2022, quatro estados registraram viradas de voto no segundo turno da disputa pelo cargo de governador. Neles, o candidato que terminou o primeiro turno na liderança foi derrotado na etapa final. O cenário ocorreu em Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Sergipe.
Segundo levantamento do Brasil 61, com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Mato Grosso do Sul, o Capitão Contar (PRTB) liderou o primeiro turno com 384.275 votos. No entanto, no segundo turno, Eduardo Riedel (PSDB) venceu a disputa, com 808.210 votos, contra 612.113 de Contar.
Em Pernambuco, Marília Arraes (Solidariedade) foi a candidata mais votada no primeiro turno, com 1.175.651 votos. Na segunda etapa, Raquel Lyra (PSDB) virou o resultado e foi eleita com 3.113.415 votos, contra 2.190.264 de Marília.
No Rio Grande do Sul, Onyx Lorenzoni (PL) liderou o primeiro turno, com 2.382.026 votos, mas Eduardo Leite (PSDB) venceu no segundo, ao receber 3.687.126 votos, contra 2.767.786 de Onyx.
Em Sergipe, Rogério Carvalho (PT) terminou o primeiro turno na frente, com 338.796 votos. No segundo turno, Fábio Mitidieri (PSD) conseguiu reverter a vantagem e venceu com 623.851 votos, contra 582.940 de Carvalho.
Nos outros oito estados que tiveram segundo turno — Alagoas, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Paraíba, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo —, o candidato que liderou a primeira etapa confirmou a vitória no segundo turno.
A diferença entre os dois turnos está, em parte, na redistribuição dos votos dos candidatos eliminados na primeira etapa. Com apenas dois concorrentes na disputa, os candidatos que avançam precisam ampliar suas alianças e conquistar parte do eleitorado que havia votado em outras candidaturas.
Foi o que ocorreu nos quatro estados em que houve virada em 2022: os candidatos que terminaram o primeiro turno em segundo lugar conseguiram ampliar sua votação e superar os líderes da primeira etapa.
Para 2026, o histórico pode ajudar a contextualizar as disputas, mas não permite antecipar o resultado. Governadores que já exerceram um mandato podem disputar a reeleição, enquanto adversários que participaram das eleições anteriores também podem voltar ao cenário eleitoral. O resultado dependerá, entre outros fatores, das candidaturas confirmadas, das alianças e da dinâmica de cada disputa.
Assim, as viradas registradas em 2022 servem como referência para entender o comportamento eleitoral nesses estados, mas não determinam o que ocorrerá nas eleições de 2026.
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Baixar áudioPara garantir o equilíbrio da disputa, a liberdade do voto e a legitimidade da vontade popular, a legislação eleitoral estabelece uma série de regras sobre o que pode e o que não pode ser feito durante o período de campanha.
Por isso, eleitores, candidatos e agentes públicos devem estar atentos às diretrizes consolidadas pela Resolução nº 23.735/2024, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e às mudanças introduzidas pela Resolução nº 23.757/2026.
As normas tratam, de um lado, dos ilícitos eleitorais gerais que podem comprometer a normalidade e a legitimidade das eleições e, de outro, das condutas vedadas especificamente a agentes públicos. Confira:
A primeira parte da resolução reúne práticas capazes de comprometer a autenticidade do voto e a igualdade de oportunidades entre candidatos e partidos. Entre elas estão:
A segunda metade da resolução trata especificamente das restrições impostas a agentes públicos durante o período eleitoral. O objetivo é impedir o uso da estrutura da máquina pública para favorecer candidatos, partidos ou coligações.
Entre as principais proibições estão:
A Resolução nº 23.757/2026 reforçou as regras relacionadas à aplicação de verbas públicas destinadas às candidaturas de mulheres, pessoas negras e indígenas. A norma busca impedir o desvio de finalidade desses recursos e estabelece critérios para a responsabilização em casos nos quais o dinheiro não seja efetivamente empregado em benefício das candidaturas que deveriam receber esse financiamento.
As alterações também reforçam o combate à desinformação no processo eleitoral. A legislação prevê restrições à divulgação de informações falsas ou descontextualizadas que possam prejudicar adversários ou comprometer a confiança no processo eleitoral.
Outro ponto de atenção é o uso de conteúdos sintéticos ou manipulados com inteligência artificial, como os chamados deepfakes. A divulgação desse tipo de material, sem o devido aviso, também entra na mira fiscalizadora do TSE.
O cientista político e professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP), Eduardo Grin, destaca alguns cuidados para evitar a disseminação de informações falsas:
O descumprimento das regras eleitorais pode resultar em diferentes penalidades, que variam de acordo com a natureza, a gravidade e as circunstâncias de cada infração.
Entre as possíveis consequências estão a aplicação de multas, a suspensão ou remoção de conteúdos e atos considerados irregulares, a cassação do registro ou do diploma e, nos casos previstos na legislação, a declaração de inelegibilidade por até oito anos.
A análise das condutas e a aplicação das penalidades cabem à Justiça Eleitoral, que considera as circunstâncias específicas de cada caso e as regras previstas na legislação.
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Copiar o textoNova regra, que ainda precisa de aprovação do Senado, prevê consignação de até 30% da remuneração
Baixar áudioNa última semana de esforço concentrado, entre os dias 10 e 14 de agosto, a Câmara dos Deputados aprovou uma nova forma de pagamento de aluguéis residenciais. A modalidade, conhecida como aluguel consignado, permite ao inquilino autorizar o desconto mensal do valor do aluguel e taxas contratuais diretamente da remuneração.
Segundo a redação do Projeto de Lei 462/11, o formato pode ser acessado por empregados da iniciativa privada, servidores públicos, aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A adesão é voluntária, pode ser composta por mais de um locatário se necessário para alcançar o valor integral da locação mas fica estabelecido o limite de até 30% da renda disponível para o aluguel.
Washington Barbosa, especialista em Direito Previdenciário, mestre em Direito das Relações Sociais e Trabalhistas e CEO da WB Cursos, exemplifica o funcionamento desse mecanismo. “De repente, a margem de consignação do marido não alcança todo o valor do aluguel, e aí, a mulher vem junto e complementa essa margem, e vice-versa. Então, pode ter mais de uma pessoa fazendo a consignação, lógico, limitado até o valor do aluguel que está colocado”, explica.
O objetivo, segundo o autor da proposta, deputado Júlio Lopes (PP-RJ), é criar uma nova forma de garantia locatícia para reduzir a inadimplência no setor imobiliário e baratear o acesso à moradia. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 23,8% dos domicílios no país são alugados e, segundo Censo QuintoAndar de Moradia, realizado em parceria com o Datafolha, o aluguel consome 31% da renda dos brasileiros na média nacional.
Para Barbosa, a iniciativa facilita todos os envolvidos no processo de locação. “Como hoje a gente tem uma lei que trata do que pode e o que não pode ser debitado em folha de pagamento, como consignação ou mesmo débitos em geral, estas flexibilizações vêm em muito boa hora. Facilitam a vida do empregado, facilitam a vida do cidadão, facilitam a vida de quem está alugando aquele imóvel. É bom para todo mundo”, avalia.
Para suspender a consignação, o locatário deverá apresentar a rescisão do contrato de locação devidamente assinado pelo locador. Também poderá ser apresentada a comprovação de acordo formalizado por escrito entre as partes.
A votação seguiu a recomendação do relator, deputado Claudio Cajado (PP-BA), pela aprovação do texto com mudanças. A matéria agora segue para análise do Senado.
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Baixar áudioDe olho nos grandes colégios eleitorais, os 5 candidatos com maior intenção de votos concentram compromisso exclusivamente no Sudeste na primeira sexta-feira oficial de campanha. Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo foram os destinos escolhidos para as agendas dos presidenciáveis nesse 21 de agosto.
Candidato à reeleição, o presidente Lula estará em Belo Horizonte para um ato de campanha que marca o início da mobilização eleitoral em Minas Gerais. O evento será realizado a partir das 19h, na Praça da Estação, no Centro, ao lado do postulante do PT ao governo do estado, Patrus Ananias. Também participam as candidatas ao Senado Marília Campos (PT) e Áurea Carolina (PSOL), além de concorrentes a deputado federal e estadual e lideranças partidárias.
O candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, cumpre agenda no Rio de Janeiro. Pela manhã, participa de um comício na Praça Rui Barbosa, no Centro de Nova Iguaçu. À tarde, realiza uma carreata em Duque de Caxias, com concentração no cruzamento da Rua General Mitre com a Rua Garibaldi, no bairro Jardim Vinte e Cinco de Agosto.
O candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, cumpre três compromissos em Araçatuba, no interior de São Paulo. À tarde, concede coletiva de imprensa no Sindicato Rural da Alta Noroeste (SIRAN) onde, logo na sequência, também participa de um encontro com empresários do agronegócio. No início da noite, comparece ao lançamento da candidatura do correligionário Dilador Borges a deputado estadual por São Paulo, em uma cervejaria na Vila São Paulo.
O candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, discute, às 9h30, sobre as dificuldades enfrentadas por empreendedores na Rua 25 de Março, em São Paulo.
Compromissos não divulgados até o momento da publicação desta matéria.
Copiar o textoDados do TSE mostram quase 20% de candidaturas a menos nas eleições deste ano do que em 2022
Baixar áudioCom o fim do registro de candidaturas no último sábado (15), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contabilizou 7.620 concorrentes ao cargo de deputado federal nas eleições de 2026. O número representa uma queda de 19,6% do total de candidaturas de 2022.
Para este ano, a disputa é de aproximadamente 15 candidatos para cada uma das 513 cadeiras na Câmara dos Deputados, mas a relação varia de acordo com cada estado. No Distrito Federal, a concorrência é de 21 candidatos por vaga, enquanto o Amapá tem a menor: 11 por vaga.
Mas todas essas diferenças e proporções podem mudar, já que a Justiça Eleitoral ainda vai analisar os pedidos de candidatura. Em 2022, 1.153 candidatos foram considerados inaptos a participar do pleito.
A baixa procura impulsiona candidatos à reeleição, e pode explicar também o fenômeno da pouca renovação no Legislativo. Neste ano, dos 513 deputados em exercício, 437 devem disputar a renovação por mais quatro anos no cargo, 85% do total. Em 2022, foram 448, 87%.
Uma análise do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) avalia que os parlamentares em exercício possuem vantagens ainda mais proeminentes do que em anos anteriores, como alto valor de emendas parlamentares individuais (R$ 26,6 bilhões no total) e verba de gabinete para despesas do mandato (entre R$ 30 mil e R$ 44.320,46 por mês), contratação de assessores (R$ 111.675,59 por mês), recursos do Fundo Eleitoral, além de mais acesso a grupos políticos de grande influência.
Apesar da diminuição da concorrência, o perfil dos candidatos também mudou. As mulheres somam 2.781 candidaturas a deputada federal, o que representa 37% do total neste ano, contra 35% há 4 anos. Também aumentou a proporção de candidatos com nível superior, de 68% (2022) para 71% (2026).
O número de candidatos indígenas cresceu de 50, na eleição passada, para 75 nesta eleição. Também há 24 pessoas transgênero — eram 19 na última eleição.
Como resultado de mudanças nas regras eleitorais, como a cláusula de desempenho ou de barreira, houve ainda a diminuição na quantidade de partidos representados. Atualmente, há 30 partidos regulares no Brasil, sendo que 22 têm representação na Câmara. Em 2018, eram 30 de um total de 36.
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Baixar áudioNas eleições gerais deste ano, os eleitores escolherão dois senadores, ou seja, no dia 4 de outubro, cada eleitor deverá votar duas vezes para o Senado na urna eletrônica. Isso ocorre porque o pleito de 2026 renovará dois terços das 81 cadeiras da Casa, com a eleição de dois representantes por estado e pelo Distrito Federal.
Ao todo, 314 candidatos disputam as 54 vagas, o que representa uma média de 5,8 concorrentes por cadeira. O perfil predominante é de homens, brancos, casados, com ensino superior completo e idade a partir dos 50 anos.
Os dados constam na aba de estatísticas e perfil de candidaturas, disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Dos 314 concorrentes ao Senado, 245 são homens, o equivalente a 78% do total, enquanto 69 são mulheres, ou 22%.
A participação feminina é superior à registrada em 2018, quando as mulheres representavam 17,3% das candidaturas ao Senado. Em oito anos, a proporção cresceu 4,7 pontos percentuais, embora tenha permanecido praticamente estável em relação a 2022, quando era de cerca de 22,5%.
A maioria dos candidatos de 2026 se declara branca: são 191 pessoas, ou 60,8% do total. Outros 89 se declaram pardos, 28 pretos, quatro indígenas e dois amarelos.
Somadas, as candidaturas de pessoas que se declaram pretas ou pardas chegam a 117, o equivalente a 37,3% do total. Em 2018, essas duas categorias representavam juntas 33,5% dos candidatos. No mesmo período, a participação de pessoas brancas caiu de 65,6% para 60,8%.
Ao todo, 205 candidatos têm 50 anos ou mais, o equivalente a 65,3% do total. A maior concentração está entre os candidatos de 40 a 49 anos, faixa que reúne 86 pessoas. Em seguida, aparecem:
Quase quatro em cada cinco candidatos ao Senado têm ensino superior completo. São 248 concorrentes, ou 79% do total. Outros 21, equivalentes a 6,7%, declararam ter ensino superior incompleto.
O ensino médio completo foi informado por 36 candidatos, ou 11,5%. Há ainda cinco concorrentes com ensino médio incompleto, dois com ensino fundamental completo, um com ensino fundamental incompleto e um que declarou saber ler e escrever.
A proporção de candidatos com diploma de ensino superior permanece próxima à observada em 2022, quando representava 80,4% do total.
Em relação ao estado civil, 194 candidatos são casados, o equivalente a 61,8%. Outros 72 são solteiros, 41 divorciados, quatro viúvos e três separados judicialmente.
Advogado é a ocupação mais declarada entre os candidatos ao Senado, com 36 concorrentes, ou 11,5% do total. Na sequência, aparecem:
Embora 32 senadores em exercício estejam entre os candidatos, 12 optaram por declarar outras ocupações, como advogado, empresário, jornalista, administrador, agricultor e professor.
As 314 candidaturas estão distribuídas entre 29 partidos. O Partido Liberal (PL) reúne o maior número de candidatos, com 33, e também apresenta a maior presença nacional, com concorrentes em 25 das 27 unidades da Federação.
Na sequência aparecem:
Apenas o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) não apresentou candidato próprio ao Senado. A legenda integra a Federação Brasil da Esperança, ao lado do PT e do Partido Verde (PV).
O número de candidatos varia de sete a 20 entre os estados e o Distrito Federal.
O Piauí concentra a maior disputa, tanto em números absolutos quanto na proporção por vaga: são 20 candidatos para duas cadeiras, ou seja, dez concorrentes por vaga. Em seguida, aparecem:
Alagoas registra o menor número de concorrentes: são sete candidatos para duas vagas, média de 3,5 por cadeira.
Quando os dados são agrupados por região e considerados proporcionalmente ao número de vagas, o Sudeste apresenta a maior média de candidatos por cadeira, com 59 concorrentes para oito vagas, ou 7,4 por vaga.
Nas demais regiões, a distribuição é a seguinte:
A base de dados do TSE também mostra que 210 candidatos, ou 66,9% do total, nasceram na mesma unidade da Federação em que disputam a eleição. Outros 104, equivalentes a 33,1%, nasceram em outro estado.
No entanto, a informação se refere exclusivamente ao local de nascimento e não indica o local de residência atual nem onde o candidato desenvolveu sua trajetória profissional ou política.
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Baixar áudioAs campanhas vão ganhando embalo e os candidatos à Presidência da República alternam entre eventos fechados e públicos. Nesta quinta-feira (20), os palanques estarão montados no Nordeste e no Sudeste, mais especificamente no maior colégio eleitoral do país, São Paulo, que reúne três dos cinco presidenciáveis.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa de um evento em Natal (RN), no primeiro ato público após o lançamento oficial da campanha à reeleição. A atividade será realizada a partir das 17h, no estacionamento da Arena das Dunas, no bairro Lagoa Nova. Lula estará ao lado do candidato ao governo do Rio Grande do Norte, Cadu de Lula, da governadora Fátima Bezerra, e outros candidatos da chapa.
O candidato à Presidência da República pelo PL cumpre agenda em São Paulo. Ao lado do prefeito Ricardo Nunes (MDB), Flávio Bolsonaro visita o Armazém Solidário, o Mercado Municipal de São Miguel Paulista e o Clube da Comunidade (CDC) Waldemar Moreno, na Vila Formosa, pela manhã. À noite, realiza uma transmissão online pelo canal oficial do candidato no YouTube, como o pai Jair Bolsonaro fazia quando era presidente.
Também em São Paulo, o candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, vai ao Brás visitar o comércio e conversar com empreendedores e lojistas da região. No início da noite, participa de sabatinas ao vivo para jornais do SBT.
Outro que estará na capital paulista é o candidato pelo partido Novo, Romeu Zema. O mineiro deve se encontrar com lideranças da categoria de motociclistas entregadores por aplicativos, no Espaço Motoboy, localizado na praça José Molina, no bairro do Pacaembu.
O candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, cumpre agenda em Maceió (AL). Pela manhã, realiza gravações de vídeos de campanha, sem acesso da imprensa. Às 15h10, participa de uma agenda no Canal da Favela do Mundaú, aberta à imprensa. À tarde, realiza novas gravações de vídeos de campanha, também fechadas para jornalistas. Às 19h, concede coletiva de imprensa no Maceió Mar Hotel, com transmissão ao vivo pelo canal do Missão. Às 20h, participa de um comício no mesmo local, também com transmissão pela internet.
Copiar o textoRepresentantes empresariais destacaram a presença das mulheres nos negócios e nos espaços de decisão
Baixar áudioA participação das mulheres no empreendedorismo e nos espaços de decisão esteve entre os temas abordados por representantes do setor empresarial durante o encontro Diálogo pelo Futuro do Brasil, realizado nesta terça-feira (18), em Brasília. Promovido pela União Nacional das Entidades do Comércio e Serviços (UNECS), o evento reuniu lideranças do setor produtivo e candidatos à Presidência da República.
O Conselho Nacional da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), vinculado à Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), que faz parte da UNECS, esteve entre as entidades presentes no encontro. A presidente nacional do Conselho, Ana Claudia Cotait, destacou a importância da participação da instituição como forma de inserir o empreendedorismo feminino e a representação das mulheres no diálogo com os presidenciáveis.
Segundo Ana Claudia, a presença feminina no eleitorado brasileiro ainda não se reflete na mesma proporção nos espaços políticos. Para ela, o encontro também foi uma oportunidade de conhecer as propostas dos candidatos para as mulheres e para as empreendedoras nos próximos quatro anos.
“É muito importante que o CMEC esteja presente para falar sobre empreendedorismo e também sobre mulheres na política. Nós temos uma população enorme, hoje. Na nossa população, a maioria são mulheres eleitoras. Segundo o IBGE, diante da nossa população, não há um reflexo desse quadro na política como a gente imaginava. Então, a gente precisa realmente estar presente num evento como esse, até para questionar os presidenciáveis quais os projetos para as mulheres do nosso Brasil”, ponderou a presidente.
A participação feminina no empreendedorismo brasileiro tem avançado. Em artigo publicado pela CACB em março deste ano, Ana Claudia destacou que mais de 10 milhões de mulheres estão à frente de negócios no Brasil, o equivalente a cerca de 34% dos empreendedores do país.
Além da atuação à frente dos próprios negócios, a presença feminina em cargos de liderança e espaços de decisão também esteve entre os temas abordados durante o encontro com os presidenciáveis. A presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Vera Antunes, chamou atenção para o número ainda reduzido de mulheres no evento, mas ressaltou que a participação feminina no ambiente empresarial está em crescimento.
“Nós estamos numa crescente. A Forbes 2024 mostrou que, com as mulheres no cargo de CEO, de gestora, de diretora ou presidente, a empresa lucra 25% a mais. Então, vejo com bons olhos. É um momento que as mulheres estão despontando, entendendo o poder, a representatividade que a mulher tem hoje no mundo dos negócios”, destacou a presidente da Acil.
A dirigente também relacionou o cenário enfrentado pelas mulheres empreendedoras aos desafios mais amplos do setor produtivo. Na avaliação de Vera, juros elevados, inflação e o desempenho da economia estão entre as questões que afetam empresas dos setores de comércio, serviços e indústria.
Esta foi a terceira edição do Diálogo pelo Futuro do Brasil. O encontro foi realizado em formato de conversas individuais com os presidenciáveis, sem debate entre os participantes.O Sistema do Associativismo também esteve presente no evento.
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Durante a programação, a UNECS apresentou um manifesto com 14 eixos estratégicos que reúne propostas das entidades do comércio e serviços para temas como redução do Custo Brasil, empreendedorismo, modernização do ambiente regulatório, geração de empregos e investimentos.
Participaram da programação Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), o candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar e Ronaldo Caiado (PSD). Além do CMEC, o encontro contou com representantes das entidades que integram a UNECS e lideranças empresariais de diferentes regiões do país.
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