Produtor Rural

11/08/2022 03:30h

Valor pago pelas seguradoras atingiu R$ 7,7 bilhões entre janeiro e junho deste ano. Montante é maior do que o total pago em todo o ano de 2021

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As indenizações de seguro rural cresceram 352% entre janeiro e junho de 2022, em comparação com o primeiro semestre do ano passado. Ao todo, as seguradoras habilitadas no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) pagaram R$ 7,7 bilhões a produtores rurais. No mesmo período de 2021, esse montante foi de R$ 1,7 bilhão. Entre janeiro e dezembro do ano passado, o valor total pago foi de R$ 5,4 bilhões. Os dados foram publicados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).

“A alta sinistralidade ocorreu porque tivemos seca na região centro-sul, que afetou principalmente as produções de soja e milho, entre outras atividades, que tinham seguro nos estados de MS, PR, RS e SC. Foi uma seca muito prolongada, que iniciou no final de novembro e foi mais ou menos até março”, explica Pedro Loyola, diretor do Departamento de Gestão de Riscos, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). 

O orçamento total do governo federal para contratação de apólices no PSR é de R$ 990 milhões, mas o Mapa solicitou acréscimo de R$ 710 milhões em virtude do aumento do preço dos produtos segurados. Desse valor requerido, R$ 200 milhões já foram liberados.

Para Pedro Loyola, produtores rurais devem sempre garantir o seguro. “Há anos em que ocorrem catástrofes climáticas. Isso só reforça a importância do seguro rural, mas mesmo nos anos em que não dá problema o seguro é importante. É para contratar e recorrer a ele quando há problema climático. Mantém produtor na atividade com fluxo de caixa constante", diz. 

Como contratar

Produtores rurais que tiverem interesse em contratar o seguro rural devem procurar um corretor ou uma instituição financeira que comercialize apólice de seguro rural. Atualmente, são 16 seguradoras habilitadas para operar no PSR. O seguro rural é destinado aos produtores pessoa física ou jurídica, independentemente de acesso ao crédito rural.

Acesso ao crédito

Dados do Balanço de Desempenho do Crédito Rural, do Mapa, apontam que o volume de crédito rural no mês inicial do atual Plano Safra foi de R$ 25,8 bilhões, o que representa recuo de 1% em relação ao mesmo mês da temporada anterior. 

Segundo o ministério, recursos de custeio totalizaram R$ 22,2 bilhões, alta de 38%. A comercialização, por outro lado, teve decréscimo de 43%, com R$ 982 milhões. Já a industrialização teve queda de 47%, com R$ 1 bilhão. 

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Desenvolvimento Regional
20/07/2022 17:35h

Ferramenta traz informações estratégicas sobre os tipos de Rotas existentes, os polos que já estão em funcionamento em todo o País e quais cidades integram cada unidade

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Representantes dos polos da Estratégia Rotas de Integração Nacional da Região Nordeste conheceram, nesta quarta-feira (20), a Plataforma Rota-S, que reúne informações sobre todas as unidades da iniciativa e tipos de Rotas já em atuação. O portal pode ser acessado neste link. Também há uma versão para smartphones, que está disponível gratuitamente nas lojas de aplicativos com o nome Rotas de Integração Nacional.

Quem acessar a página ou o aplicativo da Rota-S vai encontrar dados como os tipos de Rotas existentes, os polos que já estão em funcionamento por todo o País e quais cidades integram cada unidade. Também é possível conhecer um breve histórico de cada cadeia produtiva apoiada pela Estratégia e fazer um cadastro de produtos. Nesta última etapa, o produtor deve informar a Rota de que faz parte, qual polo integra e inserir dados da empresa.

“As Rotas são um importante instrumento para levarmos desenvolvimento para as diversas regiões do País, especialmente aquelas que ainda necessitam de apoio para criar melhores condições para a população, por meio do crescimento econômico, da geração de renda e da melhoria da qualidade de vida. Elas são, de fato, uma estratégia de inteligência para promover o desenvolvimento regional”, explicou a secretária nacional de Mobilidade e Desenvolvimento Regional e Urbano do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), Sandra Holanda.

A Plataforma Rota-S foi desenvolvida a partir de uma parceria entre o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), organismo multilateral ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), e a Universidade Federal de Viçosa (UFV).

Produção

O workshop organizado na manhã desta quarta-feira também foi destinado a apresentar ações bem-sucedidas da Estratégia na região. Os casos selecionados foram dos polos Sertão do São Francisco, em Pernambuco, e Sertão do Inhamuns, no Ceará, ambos da Rota do Cordeiro; e do polo Mangue Digital, da Rota da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), também no território pernambucano.

Rotas

As Rotas são redes de arranjos produtivos locais associadas a cadeias produtivas estratégicas capazes de promover a inclusão produtiva e o desenvolvimento sustentável das regiões brasileiras priorizadas pela PNDR. Buscam promover a coordenação de ações públicas e privadas em polos selecionados, mediante o compartilhamento de informações e o aproveitamento de sinergias coletivas a fim de propiciar a inovação, a diferenciação, a competitividade e a sustentabilidade dos empreendimentos associados, contribuindo, assim, para a inclusão produtiva, inovação e o desenvolvimento regional.

Atualmente, há 11 Rotas reconhecidas: do Açaí, da Biodiversidade, do Cacau, do Cordeiro, da Economia Circular, da Fruticultura, do Leite, do Mel, da Moda, do Pescado e da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC).

Próximas ações

A série de apresentações da Plataforma Rota-S seguirá nas próximas semanas. No dia 27, será a vez dos representantes da Região Norte e, nos dias 9 e 10 de agosto, será realizado um seminário internacional. A apresentação já foi feita para as Regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste.

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14/07/2022 16:20h

Ferramenta traz informações estratégicas sobre os tipos de Rotas existentes, os polos que já estão em funcionamento em todo o País e quais cidades integram cada unidade

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Representantes dos polos da Estratégia Rotas de Integração Nacional da Região Sul conheceram, nesta quinta-feira (14), a Plataforma Rota-S, que reúne informações sobre todas as unidades da iniciativa e tipos de Rotas já em atuação. O portal pode ser acessado neste link. Também há uma versão para smartphones, que está disponível gratuitamente nas lojas de aplicativos com o nome Rotas de Integração Nacional.

Quem acessar a página e o aplicativo da Rota-S vai encontrar dados como os tipos de Rotas existentes, os polos que já estão em funcionamento por todo o País e quais cidades integram cada unidade. Também é possível conhecer um breve histórico de cada cadeia produtiva apoiada pela Estratégia e fazer um cadastro de produtos. Nesta última etapa, o produtor deve informar a Rota de que faz parte, qual polo integra e inserir dados da empresa.

“As Rotas são um instrumento para levar desenvolvimento às diversas regiões do País, especialmente aquelas que ainda necessitam de apoio para criar melhores condições para a população. Esse é um programa fundamental para levar o desenvolvimento regional e transformar a realidade das regiões”, destacou a secretária nacional de Mobilidade e Desenvolvimento Regional e Urbano do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), Sandra Holanda.

A Plataforma Rota-S foi desenvolvida a partir de uma parceria entre o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), organismo multilateral ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), e a Universidade Federal de Viçosa (UFV).

Produção

O workshop organizado na manhã desta quinta-feira também foi destinado a apresentar ações bem-sucedidas da Estratégia na região. Os casos selecionados foram do polo Pampa Gaúcho da Rota do Mel, que reúne apicultores de 42 municípios do Rio Grande do Sul, além do polo Fronteira Noroeste da Rota do Leite, também no território gaúcho. A unidade congrega produtores de 23 cidades do estado.

Rotas

As Rotas são redes de arranjos produtivos locais associadas a cadeias produtivas estratégicas capazes de promover a inclusão produtiva e o desenvolvimento sustentável das regiões brasileiras priorizadas pela PNDR. Buscam promover a coordenação de ações públicas e privadas em polos selecionados, mediante o compartilhamento de informações e o aproveitamento de sinergias coletivas a fim de propiciar a inovação, a diferenciação, a competitividade e a sustentabilidade dos empreendimentos associados, contribuindo, assim, para a inclusão produtiva, inovação e o desenvolvimento regional.

Atualmente, há 11 Rotas reconhecidas: do Açaí, da Biodiversidade, do Cacau, do Cordeiro, da Economia Circular, da Fruticultura, do Leite, do Mel, da Moda, do Pescado e da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC).

Próximas ações

A série de apresentações da Plataforma Rota-S seguirá nas próximas semanas. No dia 20, será a vez dos representantes do Nordeste e, no dia 27, será a vez da Região Norte. A apresentação já foi feita para as Regiões Sudeste e Centro-Oeste.

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Meio Ambiente
09/05/2022 03:30h

A meta é promover a restauração de 2.717 hectares na área de influência da Mantiqueira

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Parceria entre a The Nature Conservancy, TNC Brasil, e o Mercado Livre oferece insumos para produtores e proprietários rurais restaurarem parte de suas propriedades por meio da regeneração natural. A meta é promover a restauração de 2.717 hectares da região de influência da Mantiqueira, o equivalente a 17 vezes o tamanho do Parque do Ibirapuera, em São Paulo. A ação contribui com os objetivos do Plano Conservador da Mantiqueira, do qual a TNC participa, juntamente a WRI Brasil, SOS Mata Atlântica, WWF e Agência Nacional de Águas (ANA), entre outras organizações. 

Além de insumos necessários ao isolamento da área que se comprometeu a regenerar, como arame e madeira para fazer cercas, o proprietário rural também recebe pagamentos por serviços ambientais. É o que explica o gerente adjunto de Conservação da TNC Brasil, Gilberto Tiepolo.

“O produtor e o proprietário rural vão receber um investimento na propriedade, vão receber assistência técnica, vão receber todo o insumo para fazer o cercamento dessas áreas. Isso é um investimento relevante para a propriedade deles. Além de financiar toda a implementação, o produtor também será remunerado financeiramente por meio do pagamento por serviço ambiental.”

Os contratos têm duração de dez anos e, durante os cinco primeiros, o produtor receberá o incentivo de R$ 300 por hectare restaurado pelo projeto, a cada 12 meses, para manter isoladas as áreas de intervenção.

Crédito de carbono

Com a possibilidade de geração de carbono a partir da regeneração das áreas e de certificação para a compensação de carbono, os produtores e proprietários rurais também recebem um percentual dos créditos de carbono gerados em suas terras.

“Uma vez restaurando, promovendo a regeneração natural dessas áreas, elas vão crescer, as florestas vão se estabelecer, e isso captura carbono da atmosfera, por meio da fotossíntese. Então, as árvores vão crescendo e vão acumulando carbono nos troncos, nas folhas, na biomassa da floresta. Nós podemos quantificar o quanto de carbono está acumulando. E isso pode ser convertido em créditos de carbono, que gera recurso para o projeto para implementar essas ações e também para realizar o pagamento do serviço ambiental dos proprietários rurais”, explica o gerente adjunto de Conservação da TNC Brasil.

Segundo Gilberto Tiepolo, as áreas escolhidas têm alto potencial para restauração. Ele acrescenta que, em muitos casos, basta isolar a área para que a floresta se regenere.

“Muitas vezes é necessário só tirar o fator que está degradando essa área. Muitas vezes é um gado que está se juntando nessa área. Então, uma vez que se isola e tira esse fator de degradação, essas florestas naturalmente voltam. E a importância de gerar esse serviço ambiental é ter uma propriedade mais sustentável, que vai ter um valor muito maior.”

Quem pode participar

O projeto é voltado a todos os produtores e proprietários rurais da área de influência da Mantiqueira que possam destinar pelo menos um hectare para a iniciativa de regeneração. 

Há dez anos, o produtor rural do Sítio Bocaina, em Resende, no estado do Rio de Janeiro, Luiz Ricardo Alves, já isola cerca de 90% de suas terras para a regeneração e o restante usa para plantar frutas orgânicas. Recentemente, ele destinou 7,5 hectares de sua propriedade ao projeto de carbono.

“Nós assinamos o contrato em dezembro. Já recebemos a ajuda de custo por hectare/ano da área que está destinada ao projeto. Não interferiu em nada com a nossa produção de orgânico. Pelo contrário, valorizou, aumentou o valor agregado em nossas frutas, porque elas, além de serem orgânicas, são produzidas dentro de uma propriedade que tem compromisso com o sequestro de carbono.” 

Como participar

Os  produtores e proprietários rurais dos municípios de Arapeí (SP), Bananal (SP), Barra Mansa (RJ), Comendador Levy Gasparian (RJ), Itatiaia (RJ), Paraíba do Sul (RJ), Paty do Alferes (RJ), Quatis (RJ), Queluz (SP), Resende (RJ), Rio das Flores (RJ), São José do Barreiro (MG), Três Rios (RJ) e Valença (RJ) interessados  em  fazer  a  recuperação  de áreas degradadas podem, além dos ganhos ambientais, ter retorno financeiro  ao  participarem  do  projeto  de  carbono  desenvolvido  em  parceria  pela  TNC e o Mercado Livre.  

Para participar, o interessado deve  procurar  a  Crescente  Fértil, que é a organização parceira na região, para verificar se atende a todos os requisitos necessários e receber o assessoramento técnico adequado. O contato com a Crescente Fértil pode ser feito pelo WhatsApp +55 24 99262-8747 ou pelo e-mail crescente.fertil@crescentefertil.org.br. “É uma  parceria  de  ganha-ganha  em  todos os sentidos e o proprietário rural é fundamental nessa parceira”, finaliza Gilberto Tiepolo.

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Brasil 61