A arrecadação de CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais) alcançou R$ 10,288 bilhões em 2021, com crescimento de 68,9% em relação a 2020, como informou a Superintendência de Arrecadação da Agência Nacional de Mineração (SAR/ANM). Trata-se de um novo recorde no recolhimento do royalty. 

De acordo com a ANM, o aumento da arrecadação “foi motivado pelo crescimento das vendas e dos preços das commodities minerárias, em especial o minério de ferro e pela variação cambial positiva do dólar frente ao real, sobretudo no período de janeiro a setembro/21”.  Com base na arrecadação da CFEM, o valor da produção mineral no ano foi de R$ 339,1 bilhões, o que representa um crescimento de 62,2% sobre 2020. 

Esse robusto desempenho na arrecadação é atribuído pela ANM ao “comprometimento do corpo funcional e diretivo da Agência, em especial da equipe de arrecadação da SAR, na sede e nos estados, que contribuíram decisivamente para o êxito alcançado. Em dezembro último, inclusive, foi realizado o treinamento e capacitação de servidores públicos estaduais e municipais do Estado do Pará e de mais vinte e seis municípios brasileiros, que representaram o equivalente a 65% de toda a CFEM arrecadada no ano. Com o treinamento, esses servidores já estão aptos e auxiliar nas fiscalizações da Compensação, o que expandirá o quantitativo de empresas fiscalizadas, propiciando incremento na constituição de créditos dessa receita. 

A liderança na arrecadação ficou com o estado do Pará, com um total de R$ 4,812 bilhões, seguido por Minas Gerais (R$ 4,602 bilhões), Bahia (R$ 175,1 milhões), Goiás (R$ 166,6 milhões) e Mato Grosso (R$ 102,3 milhões). Em termos de bem mineral, o minério de ferro lidera, com R$ 8,7 bilhões. O ouro ficou em segundo lugar, com R$ 410,2 milhões e o cobre em terceiro, com R$ 354,1 milhões. 

Novas exigências

A partir de 2022, a Superintendência de Arrecadação passa a exigir dos mineradores dois novos instrumentos: a Declaração de Informações Econômico Fiscais (DIEF) e o Cadastro Nacional do Primeiro Adquirente de Lavra Garimpeira. A DIEF deverá ser apresentada por todos os mineradores que possuem Título Autorizativo de Lavra (Portaria de Lavra, Registro de Licença, Grupamento Mineiro, Manifesto de Mina e Permissão de Lavra Garimpeira), com movimento ou sem movimento de comercialização e consumo de minérios. No documento deverão ser declarados “todos os fatos geradores, sejam vendas no mercado interno, mercado externo, consumo/beneficiamento, quantitativos de substâncias/produtos minerais e o respectivo preço unitário, cujos dados passam a integrar o banco de dados da Superintendência de Arrecadação”. 

O Cadastro Nacional do Primeiro Adquirente de Permissão de Lavra Garimpeira, por sua vez, consiste na obrigatoriedade de inscrição para todos os adquirentes de substâncias/produtos minerais oriundos das Permissões de Lavra Garimpeira – PLG. Ou seja, para fazer a primeira aquisição e contribuir para a CFEM, os mineradores terão que estar inscritos no cadastro da ANM. Os registros cadastrais deverão estar atualizados na Receita Federal do Brasil, onde serão validados.  

“Esses dois projetos serão importantes para os mineradores e contribuintes da CFEM, pois tornarão ainda mais transparente a relação da Autarquia com os administrados. Além disso, haverá avanços na arrecadação da CFEM e, a consequente distribuição aos entes federados para aplicação em políticas públicas de interesse da sociedade”, informa a ANM.

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A Usiminas irá testar um ônibus elétrico interno, com capacidade para 30 pessoas sentadas, na área interna da empresa. A ideia é incorporar a tecnologia em breve em sua frota. O projeto tem a parceria da Univale Transportes e o modelo integra o itinerário diário dos coletivos que transportam os colaboradores em deslocamento dentro da planta industrial.

O ônibus é 100% elétrico, com autonomia de até 250 km e tempo médio de recarga de até 4 horas. Segundo dados do fabricante do sistema, a empresa BYD, cada veículo evita em média a emissão de 118 toneladas de gás carbônico ao ano na atmosfera, considerando 72 mil km rodados no período, o que equivale ao plantio de mais de 800 árvores. 

"Estamos utilizando as novas tecnologias a nosso favor para contribuir com a redução da emissão de poluentes. Além do trabalho para integrar esse modelo à nossa frota, estudamos a viabilidade de outras soluções sustentáveis para a mobilidade consciente, mais econômica e inovadoras," destaca Victor Cavalcante, gerente de Serviços da Usiminas. 

O modelo elétrico ficará em período de testes por 30 dias durante o mês de janeiro. 

Entre diversas outras iniciativas que vêm sendo adotadas pela Usiminas estão a adesão ao Pacto Global da ONU em 2020 e o compromisso com metas sustentáveis, como a adoção de medidas de controle e monitoramento de emissão de poluentes. 

A Usiminas informa que está atenta à Agenda Climática e tem trabalhado em um plano de eficiência de suas operações ao longo dos últimos anos. Para a jornada de descarbonização, a companhia realiza os estudos necessários para o estabelecimento de metas de curto e médio prazo e o detalhamento de como a estratégia será alcançada.

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As mudanças climáticas são uma realidade comprovada cientificamente e afetarão diretamente as atividades produtivas. No setor mineral, a tendência de descarbonização da economia e da matriz energética mundial aponta para novas oportunidades. No entanto, eventos climáticos extremos e mudanças de longo prazo têm o potencial de interromper ativos e cadeias de abastecimento. 

Com o objetivo de orientar empresários do setor mineral na elaboração de estratégias que visam reduzir os riscos e explorar oportunidades resultantes relacionados a essa temática, o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) lança o 'Mineração Resiliente: Um guia para a Mineração se adaptar aos impactos da Mudança do Clima'’. 

Mineração Usiminas finaliza ciclo das barragens de rejeitos

Vale e Anglo American confirmam conversas preliminares sobre possível parceria no projeto Minas-Rio

"Por meio do conhecimento qualificado é possível se ter um melhor entendimento dos riscos e oportunidades relacionados à agenda do clima. Com este guia, o IBRAM pretende informar e capacitar as empresas sobre a necessidade de se adaptarem e busca levar a visão do setor mineral junto aos órgãos reguladores, auxiliando na construção de políticas que proporcionem um desenvolvimento sustentável do Brasil", afirma o diretor-presidente do IBRAM, Flávio Ottoni Penido. 

O guia prático está disponível no site do IBRAM. Clique aqui para acessar a publicação.

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17/01/2022 15:30h

Do total, R$ 300 mil serão destinados para a recuperação dos danos causados pelas chuvas, enquanto o restante será utilizado na compra de colchões

A AngloGold Ashanti anunciou R$ 400 mil para ações de apoio às populações atingidas pelas fortes chuvas em Minas Gerais nas seis cidades onde mantém operações: Nova Lima, Sabará, Caeté, Santa Bárbara, Barão de Cocais e Raposos. 

Do total, R$ 300 mil serão destinados para a recuperação dos danos causados pelas chuvas, enquanto o restante será utilizado na compra de colchões, em parceria com a Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG), para doação aos desabrigados. 

IBRAM vê paralisação de operações como prevenção

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A mineradora também está doando às cidades afetadas materiais de suporte (capa de chuva, macacões, lonas, pás, carrinhos de mão etc.) e cedendo máquinas e equipamentos para limpeza das vias e liberação de estradas.

Outra ação de ajuda da AngloGold Ashanti é o programa de voluntariado da companhia, que lançou campanha emergencial para arrecadação de donativos para assistência social nos municípios atingidos. Estão sendo doados, pelos empregados da companhia, itens como alimentos, água mineral, materiais de higiene pessoal e de limpeza. 

A AngloGold Ashanti reforça que todas as suas barragens estão estáveis e seguras. As estruturas possuem videomonitoramento 24h e passam por inspeções e monitoramentos constantes (intensificados neste período de chuva). 

As estruturas também estão com todos seus atestados de estabilidade, emitidos por auditoria externa, atualizados. As operações seguem em andamento, mas a Anglo instaurou um comitê para gerenciar qualquer tipo de impacto em suas operações.

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14/01/2022 16:54h

Diversas mineradoras associadas ao Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) e seus empregados agem solidariamente às vítimas atingidas pelas chuvas que atingem parte do país, como Minas Gerais e Bahia

O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) considera que a paralisação temporária das atividades de algumas operações em razão das chuvas em Minas Gerais tem caráter preventivo para minimizar qualquer tipo de risco às comunidades. O instituto acredita que o retorno às operações pode acontecer em breve, a depender da intensidade pluviométrica dos próximos dias. 

Caso a intensidade da chuva perdure por um curto período, o IBRAM estima que não haverá reflexos na variação do preço dos minérios e na oferta. O IBRAM informa que as mineradoras associadas têm sempre agido com cautela quando ocorrem fenômenos naturais, como o excesso de chuvas que é observado no Estado de Minas Gerais. 

Todas as estruturas que compõem as empresas – como barragens de rejeitos – estão sendo monitoradas 24 horas por dia e a qualquer sinal de anormalidade as autoridades são imediatamente comunicadas e medidas de emergência, como alertas, são tomadas imediatamente.

Mineradoras ajudam vítimas das chuvas 

Diversas mineradoras associadas ao Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) e seus empregados agem solidariamente às vítimas atingidas pelas chuvas que atingem parte do país, como Minas Gerais e Bahia. “O papel social das empresas do setor mineral é apoiar as comunidades, promover a qualidade de vida e, também, dispor de seus recursos e seu pessoal de forma voluntária para prestar assistência nas horas difíceis, como é o caso agora”, diz Flávio Ottoni Penido, diretor-presidente do IBRAM. Ele lembra que o mesmo tem sido feito em relação à pandemia COVID-19: “O setor mineral foi um dos primeiros a agir em prol das pessoas e apoiar os governos e demais instituições na prevenção, na identificação e no tratamento da doença”.

Para apoiar as comunidades atingidas, AngloGold Ashanti, ArcelorMittal, Gerdau, Jaguar Mining, JMC Yamana Gold, Kinross, Largo Resources, Mineração Usiminas, Mosaic, Vale, entre outras – têm atuado em sintonia com as autoridades de cada estado e municípios, para oferecer respostas rápidas às demandas imediatas da população. As mineradoras têm doado cestas básicas, colchões, água mineral, kits de higiene pessoal e também equipamentos de proteção individual (EPIs), além do empréstimo de equipamentos como tratores, carros, barcos e caminhões para auxiliar nos resgates, limpeza de áreas e reabertura dos acessos de vias. 

O IBRAM ainda participa de uma ação realizada pelo Sistema FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) em prol das pessoas atingidas pelas chuvas. São entregas de cestas básicas e kits de higiene pessoal distribuídos em 80 cidades da região que mais sofreram impactos com as tempestades da virada do ano. A definição dos municípios que receberão os donativos é feita conforme orientação da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC), do Governo de Minas, e acompanhada pelas equipes regionais da FIEMG.

O IBRAM informa que todas as mineradoras associadas que operam barragens de rejeitos, onde as chuvas têm sido intensas, redobraram a atenção à segurança dessas estruturas. “Mineradoras anunciaram até mesmo interrupção temporária em algumas de suas operações onde as chuvas se mostram mais intensas, como forma de precaução e preocupação com a segurança”, conta o dirigente.

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14/01/2022 16:40h

O resultado manteve o estado na terceira posição dentre os maiores arrecadadores de CFEM, atrás apenas de Pará e Minas Gerais

Segundo dados da Agência Nacional de Mineração (ANM), a Bahia registrou R$ 175 milhões com arrecadação da CFEM em 2021, um aumento de 86% sobre os R$ 94 milhões obtidos no ano anterior. O resultado manteve o estado na terceira posição dentre os maiores arrecadadores de CFEM, atrás apenas de Pará e Minas Gerais.

O crescimento é explicado pelo aumento na produção de minérios como cobre, ouro, níquel, ferro e cromo - os cinco maiores arrecadadores em 2021, que somados representam mais de 80% de tudo que foi arrecadado no ano. O destaque ficou para o minério de ferro com uma alta de mais de 2.600% em suas operações, impulsionado pelo início e aumento de produção de grandes empresas no mercado baiano, como a Bamin e a Tombador Iron, que, junto com a Brazil Iron, aumentaram a produção do minério de ferro na Bahia.

Apesar do aumento do minério de ferro, o cobre foi responsável pela maior arrecadação de 2021. O minério, que em 2020 ocupava a segunda colocação, registrou um aumento de mais de 100% em suas operações. Os números são resultados de uma preocupação e extenso investimentos em pesquisa realizados nos últimos anos. "Foram investidos mais de US$ 20 milhões anuais em pesquisa geológica desde os processos indiretos até os processos diretos de avaliação de potenciais minerais. Como resultado desse trabalho, temos uma expansão e crescimento da produção de concentrado de cobre com sucessivos recordes de produção, quando chegamos a marca de mais de 45 mil toneladas de cobre e uma vida útil projetada para 15 anos", explica Manoel Valério, Diretor de Operações da Mineração Caraíba, produtora do minério no estado. 

O níquel registrou crescimento de mais de 180%, em relação a 2020. Produzido em Itagibá, pela Atlantic Nickel, a empresa ultrapassou a marca de 110 mil toneladas de minério comercializadas ano passado. Outro minério que integra a lista é o ouro. A substância garantiu a segunda posição, como produto com maior arrecadação de CFEM do estado, com mais de R$ 34 milhões recolhidos, e um crescimento de mais de 10%, no valor das operações em 2021. Já o cromo teve um papel fundamental para o crescimento da mineração baiana. Quinto colocado na lista de maiores arrecadadores da ANM, o minério teve um aumento de mais de 75%, em suas operações no ano de 2021. 

Mesmo com o TOP 5 gerando resultados robustos para a Bahia, o estado tem outros minérios, como o urânio de Caetité, que teve um aumento em suas operações em mais de 400%. Outro destaque ficou por conta da Pedra de São Tomé – utilizada na construção civil -.  Sexto colocado na lista de maiores arrecadadores, o item registrou um crescimento de mais de 83% nas operações e garantiu a liderança da Bahia em sua produção. "Hoje temos mais de 43 minérios diferentes e somos líderes nacionais na produção de 19 substâncias. Somos grandes produtores de água mineral e possuímos a segunda maior reserva de gemas do país”, diz o presidente da CBPM, Antônio Carlos Tramm. A Bahia produz ainda talco, o que só reforça a importância da mineração para a economia do estado. Para Tramm, em 2022, o estado deve alcançar resultados ainda melhores e conquistar mais investimentos em pesquisa, tecnologia e uma logística mais eficiente e sustentável para o escoamento da produção.

A CBPM desenvolveu um infográfico interativo que analisa uma base de dados com mais de 1,2 milhões de declarações de CFEM, cedida pela Agência Nacional de Mineração (ANM), para mostrar o que é produzido em bens minerais em cada um dos municípios baianos, desde 2017 até hoje. A ferramenta possibilita ver com facilidade que a mineração está presente em 228 municípios baianos e onde a Bahia lidera na produção de 19 minerais. Maiores informações no www.cbpm.ba.gov.br.

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10/01/2022 16:00h

O MPMG informa que acompanhou os problemas ocasionados pelo rompimento de um talude de pilha de disposição de estéril e rejeitos, denominada Pilha Cachoeirinha, na mina Pau Branco

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e o Estado de Minas Gerais ingressaram com Ação Civil Pública pedindo “tutela de urgência” para que a Vallourec Tubos do Brasil S.A. seja obrigada a adotar medidas preventivas e reparadoras para “garantir a segurança das pessoas e do meio ambiente que possam ser afetados por problemas estruturais do empreendimento minerário Mina Pau Branco, situado nos municípios de Brumadinho e Nova Lima”. 

O MPMG informa que acompanhou os problemas ocasionados pelo rompimento de um talude de pilha de disposição de estéril e rejeitos, denominada Pilha Cachoeirinha, na mina Pau Branco. O escorregamento do material gerou uma forte onda no Dique Lisa 1, construído para conter sedimentos, situado abaixo da pilha, fazendo com que o material galgasse o dique. 

Embora não tenha havido vítimas fatais, o Ministério Público argumenta que o fato “gerou a evacuação de pessoas e interdição da rodovia BR-040 e já é possível afirmar que causou danos socioeconômicos e socioambientais ainda pendentes de diagnóstico e mensuração, de modo que se objetiva, com a ação judicial, assegurar que serão cautelarmente disponibilizados todos os meios necessários à integral reparação”. 

Aço: produção mundial cai 9,9% em novembro de 2021

MUDANÇAS CLIMÁTICAS: IBRAM cria manual para orientar empresas do setor mineral

O MPMG também demonstra preocupação com a segurança e estabilidade das estruturas afetadas, mesmo porque, argumenta, o período chuvoso continua. “Por isso é necessário assegurar que a ré adotará todas as medidas suficientes para neutralização de riscos de novos danos. Recebeu-se a informação, inclusive, de que o Dique Lisa possui alto risco de colapso, o que agravaria sobremaneira os danos sociais e ambiental”. 

Além disso, o MPMG e a AGE (Advocacia Geral do Estado) pedem que a Vallourec seja obrigada a suspender toda e qualquer atividade de disposição de material de qualquer natureza, incluindo estéril e rejeitos, na Pilha Cachoeirinha e outras pilhas que têm sinergia com o Dique Lisa. 

Para o caso de descumprimento dessas e de outras medidas solicitadas, a ação pede que a Justiça estipule multa diária de R$1 milhão.  O MPMG e a AGE ainda solicitam à Justiça o bloqueio de pelo menos R$1 bilhão da empresa para garantia das eventuais ações de reparação pelas consequências dos problemas ocorridos no empreendimento.
 

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07/01/2022 15:30h

A China produziu 69,3 milhões de toneladas, 22% a menos que em novembro de 2020

A worldsteel divulgou que a produção mundial de aço bruto alcançou 143,3 milhões de toneladas em novembro de 2021, uma queda de 9,9% em relação ao mesmo mês de 2020. 

A Ásia e a Oceania produziram 98,3 milhões de toneladas em novembro, em recuo de 15,5% sobre novembro de 2020. Apenas a China produziu 69,3 milhões de toneladas, 22% a menos que em novembro de 2020, enquanto a Índia produziu 9,8 milhões de toneladas no mês, um incremento de 2,2% sobre o mesmo mês de 2020. Japão e Coreia do Sul produziram 8 milhões de toneladas e 5,9 milhões de toneladas de aço bruto em novembro, respectivamente, com altas de 10,7% e 2,7% na comparação com o mesmo mês de 2020. 

Os países do Bloco Europeu produziram 12,9 milhões de toneladas de aço em novembro de 2021, ou 3,7% a mais que no mesmo mês de 2020. A Alemanha produziu 3,4 milhões de toneladas, o que representou uma queda de 0,3%.

Veículos elétricos: Usiminas testa ônibus no transporte de funcionários

Kinross: o sucesso da “mão inglesa” nas operações

Países europeus, como Bósnia-Herzegovina, Macedônia, Noruega, Sérvia, Turquia e Reino Unido, produziram 4,3 milhões de toneladas, um crescimento de 4,4% sobre novembro de 2020. A Turquia produziu 3,4 milhões de toneladas, 6,1% a mais que em novembro de 2020. 

A África – Egito, Líbia e África do Sul – produziu 1,5 milhão de toneladas de aço bruto em novembro, 37,4% superior na comparação com novembro de 2020. Já os países da CIS produziram 12,9 milhões de toneladas, 3,7% de crescimento sobre o mesmo mês de 2020, com destaque para a Rússia, que teve um volume de produção estimado de 6,5 milhões de toneladas, o que representa acréscimo de 9,4% sobre novembro de 2020. 

Os países do Oriente Médio - Irã, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos – registraram produção de 3,8 milhões de toneladas de aço bruto, 5,3% a menos que em novembro de 2020. Estima-se que o Irã tenha produzido 2,7 milhões de toneladas no mês, uma queda de 5,2%.
A produção na América do Norte cresceu 9,3% em novembro de 2021, somando 9,7 milhões de toneladas. Apenas os Estados Unidos produziram 7,2 milhões de toneladas, 13,8% a mais que em novembro de 2020, enquanto a produção na América do Sul alcançou 3,9 milhões de toneladas, 3,5% a mais do que em novembro de 2020. 

O Brasil produziu 3,1 milhões de toneladas e registrou crescimento de 2,5% em novembro de 2021 na comparação com o mesmo mês de 2020. No acumulado até setembro de 2021, a produção mundial de aço bruto somou 1,752 bilhão de toneladas, o que representa um aumento de 4,5% em relação ao mesmo período de 2020.

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05/01/2022 17:55h

A “mão inglesa” foi implantada em dezembro de 2019, com o objetivo principal de reduzir o risco de acidentes

A Kinross completou dois anos da implantação da “mão inglesa” em suas operações na mina, método quando a mineradora opera dentro da mina no sentido contrário, ou seja, pela mão esquerda do tráfego, assim como acontece na Inglaterra. 

A “mão inglesa” foi implantada em dezembro de 2019, com o objetivo principal de reduzir o risco de acidentes. Atualmente, ela é adotada por todos os veículos pesados que circulam na mina da Kinross. 

Desde a implantação do sistema, a Kinross verificou queda no número de incidentes dentro da mina e melhorias consideráveis na percepção de risco da equipe. 
Segundo Rodrigo Gomides, diretor de Operações e gerente-geral adjunto, a redução de risco de colisão entre as cabines dos caminhões pesados é o principal objetivo da Kinross ao adotar a “mão inglesa. Para isso, realizamos treinamento obrigatório com nossos operadores em simulador, além de realizar prática de campo com todos que têm autorização para dirigir na mina.”

O tráfego de mina conduzido pelo lado esquerdo da via (mão inglesa) é utilizado por muitas minas em diversos países. As principais justificativas são diminuir o risco de colisão dos caminhões, afastando as cabinas durante o cruzamento.

Para introduzir a “mão inglesa” nas operações da Kinross, depois do treinamento prático de operadores e condutores de veículos leves e pesados por 30 dias em simuladores, a mineradora realizou o treinamento dos operadores dentro do equipamento com o acompanhamento de psicóloga de trânsito.

Além de toda preparação, novas placas de sinalização foram instaladas na empresa - um mês antes da implantação e do início do tráfego em sentido contrário. "Para nós, as pessoas estão sempre em primeiro lugar e é por isso que buscamos incansavelmente soluções que promovam ainda mais segurança nas nossas operações", finaliza Gomides.

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04/01/2022 15:01h

Três grandes empresas do setor mineral estão à frente do gesto solidário

A JMC Yamana Gold investiu R$ 250 milhões em doações, dentre cestas básicas, cobertores e colchões para as comunidades atingidas pelas fortes chuvas na Bahia. Ao todo, a empresa doou 1.335 cestas básicas para a cidade de Itamaraju e mais 2.280 doações entre cobertores, colchões e cestas direcionadas ao ponto de coleta do Instituto Anísio Teixeira que irá realizar a destinação a outros municípios baianos.

"Nós, da Yamana Gold, reconhecemos que nossa responsabilidade como empresa vai além daquelas exigidas por lei. Nós temos, sobretudo, a responsabilidade humanitária, então não poderíamos ficar de fora de um momento tão sensível como este. A nossa empresa sempre teve uma atuação na área social e cuidar das pessoas é um valor para nós. As 3.615 doações irão ajudar muitas famílias que estão precisando do nosso apoio", afirma o vice-presidente de Operações Brasil & Argentina, Sandro Magalhães. 

A JMC Yamana Gold durante a pandemia da Covid-19 investiu R$ 3,5 milhões em insumos para Jacobina como testes rápidos, equipamentos de saúde para hospitais públicos, máscaras, álcool em gel e líquido, kits escolares, termômetros, cestas básicas, etc. 

Belgo Bekaert arrecada 52 toneladas de alimentos 

A Belgo Bekaert tinha como meta inicial doar 50 toneladas de alimentos às vítimas dos temporais que atingiram a Bahia. Com duas unidades em Feira de Santana, a empresa já arrecadou 52 toneladas, que foram entregues às cidades de Ilhéus, Itabuna e Itapetinga.  

A empresa se comprometeu a doar 40 toneladas de alimentos, e graças a empregados, parceiros e fornecedores numa união de esforços conseguiu angariar um volume ainda maior de doações à população. 

Evocando Betinho, idealizador da Ação da Cidadania, criada em 1993, Ricardo Garcia, CEO da Belgo Bekaert Arames, justifica a rapidez para fazer os alimentos chegarem a quem precisa em prazo tão curto: 'Quem tem fome, tem pressa! A Belgo Bekaert não poderia deixar de se fazer presente neste momento de tanto sofrimento da população local', disse ele.

RHI Magnesita doa 14 toneladas de alimentos

A RHI Magnesita aderiu à ação conjunta formatada pelo Poder Executivo Estadual e doou 14 toneladas de alimentos para o município de Itamaraju, cidade que decretou situação de calamidade e emergência. Em outra frente de responsabilidade social, a companhia direcionou às comunidades do entorno da Planta de Brumado mais de cinco toneladas de alimentos. 

“Quando o coletivo está bem, todos crescemos juntos. Buscamos a construção de uma sociedade cada vez mais justa e igualitária. A fome dói e mesmo atuando em ações sólidas e sustentáveis para o desenvolvimento social, precisamos olhar para aqueles que sofrem insegurança alimentar, de forma responsável. A situação desses municípios é de apoio emergencial, e honramos o nosso compromisso em atender às principais necessidades das famílias em situação de vulnerabilidade”, comenta Lucilla Soledade, especialista em Comunicação e Relacionamento com as Comunidades. 

A campanha do governo baiano está destinando às cidades da região Sul da Bahia gêneros alimentícios, vestuário, itens de higiene pessoal e farmácia, bem como materiais para construção civil. “Esperamos que a situação seja amenizada e que esses municípios possam se reerguer o quanto antes. Permanecemos atentos às oportunidades de apoio e prontos para contribuir, sempre que necessário. Sabemos da importância de sermos parte dos esforços para o combate à fome no país, especialmente no momento crítico que estamos passando”, ressalta Lucilla.

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30/12/2021 18:49h

A inauguração da planta dry stacking foi no dia 1º deste mês, junto às Minas Oeste e Central, no município de Itatiaiuçu

A Mineração Usiminas, do Grupo Usiminas, não destinará mais rejeitos do processo de concentração de minério de ferro para barragens convencionais. Em comunicado nessa terça-feira (28), a controladora, a Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas), assegura que, no domingo (26), houve “migração definitiva para o dry stacking”. As jazidas da empresa estão no complexo da Província Minerária da Serra de Itatiaiuçu (MG).

A inauguração da planta dry stacking foi no dia 1º de dezembro, junto às Minas Oeste e Central, no município de Itatiaiuçu. O processo consiste na destinação do rejeito até a planta de filtragem. Portanto, a polpa não irá mais para barragens convencionais.

O material resultante do processo de filtragem é destinado a uma pilha de material. Depois, ao chamado “empilhamento a seco”. E, por fim, compactado. Esta última etapa, portanto, é executada em local da revegetação posterior.

O dry stacking proporciona vantagens como, por exemplo, a do retorno de parte da água ao processo de concentração. Ou seja, método recircular. Isso significa redução no volume de água empregado na concentração do minério. A empresa associa isso, portanto, aos compromissos ambientais. A controlada da Usiminas investiu R$ 235 milhões no processo dry starking.

Ainda resta uma barragem

Mas a mineradora ainda possui uma barragem no método “a jusante” integrada aos processos de extração do minério de ferro. Assegurou, no entanto, que essa unidade será “desativada ainda neste mês”.

Quanto à descaracterização das barragens no complexo na Serra de Itatiaiuçu, a Usiminas relata que foi concluída na Somisa, em 2020, e aceita pela autoridade ambiental. E que, no começo do próximo ano, iniciará na Barragem Central.

Mineração teve produção recorde

A Mineração Usiminas produziu neste ano 9 milhões de toneladas de minério de ferro. O resultado está no comunicado assinado pelo vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores da Usiminas, Alberto Ono, assinala, portanto, que “constituiu recorde histórico”.
 

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29/12/2021 17:50h

Notícia divulgada pela Bloomberg diz que a mineradora Anglo American e a Vale estariam em negociações visando ao aproveitamento do depósito de minério de ferro Serpentina, contíguo ao Minas-Rio

Em resposta à notícia divulgada pela Bloomberg, de que a Vale estaria em conversas para uma parceria no projeto Minas-Rio, a Anglo American confirmou que existem negociações visando ao aproveitamento do depósito de minério de ferro Serpentina, contíguo ao Minas-Rio. 

A companhia esclarece, no entanto, que as conversações sobre o desenvolvimento conjunto do depósito ainda se encontram em estágio preliminar. 

“Não há certeza de que um acordo será alcançado nem sobre os termos do mesmo”, informa a Anglo American. A Vale também divulgou comunicado confirmando as conversas e reiterando que nada existe ainda de concreto. 

O projeto Serra da Serpentina, cuja viabilidade de aproveitamento estava sendo desenvolvida pela Vale, visa a lavra de itabiritos de alto teor ao sul do município de Conceição do Mato Dentro, onde está concentrado o projeto Minas-Rio, da Anglo American. 

Minério de ferro: exportações somam 267 milhões de toneladas até novembro

CVP reforça ideia de fábrica de baterias no sudoeste baiano

Como as reservas estão contíguas às da Serra do Sapo, que estão sendo lavradas pela Anglo American, uma parceria faz todo o sentido, já que a Vale poderia explorar sinergias com as instalações já existentes, reduzindo o investimento. 

Uma das alternativas que vinha sendo estudada pela Vale era o transporte do minério por mineroduto até as instalações de beneficiamento em Itabira, distante 150 km da jazida. A Vale possui direitos minerários numa área de 318 quilômetros quadrados nos municípios de Conceição do Mato Dentro, Santo Antônio do Rio Abaixo e Morro do Pilar.

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28/12/2021 19:50h

Dados são do Sinferbase, que traz informações sobre a mineração

Segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria da Extração do Ferro e Metais Básicos (Sinferbase), as exportações de minério de ferro em novembro de 2021 somaram 28,272 milhões de toneladas, apresentando crescimento em relação aos 26,103 milhões de toneladas do mesmo mês de 2020.

No acumulado até novembro, as vendas externas cresceram de 267,137 milhões de toneladas de minério de ferro em 2020, para 276,247 milhões de toneladas neste ano.

As exportações de minério da Vale e coligadas cresceram de 23,803 milhões de toneladas de minério de ferro em novembro de 2020 para 26,089 milhões de toneladas em novembro de 2021. No acumulado dos onze primeiros meses, as exportações da Vale e coligadas passaram de 245,640 milhões de toneladas para 254,798 milhões de toneladas de minério de ferro na comparação anual de 2020 e 2021.

As exportações de pelotas registraram alta de 817 mil toneladas, em novembro de 2020, para 1,395 milhão de toneladas em novembro deste ano. Entre janeiro e novembro, as vendas externas de pelotas recuaram de 13,722 milhões de toneladas, em 2020, para 10,963 milhões de toneladas até novembro de 2021.

Já as vendas de minério de ferro no mercado nacional aumentaram de 2,339 milhões de toneladas em novembro de 2020 para 2,599 milhões de toneladas em novembro deste ano. No acumulado até novembro, as vendas internas cresceram de 20,753 milhões de toneladas, em 2020, para 27,758 milhões de toneladas neste ano.

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