Brasil Mineral

22/09/2021 19:07h

Licitação aberta pelo governo de Minas Gerais vai dar mais transparência ao processo. Empresas interessadas podem protocolar habilitação, propostas técnica e comercial até 6/10

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede) tornou público o edital para empresas interessadas na elaboração do Plano Estadual de Mineração (PEM). A data limite para protocolar envelopes de habilitação, proposta técnica ou proposta comercial expira em 6 de outubro, às 16h, com a abertura da documentação prevista para o dia seguinte, 7 de outubro.

O Plano Estadual de Mineração de Minas Gerais visa orientar ações de longo prazo com o objetivo de promover uma atividade minerária competitiva e sustentável no estado, além de produzir cada vez mais valor para os mineiros. O PEM contemplará em seu escopo outros temas relacionados à mineração em Minas Gerais, como as cadeias produtivas minerais, os desafios que a mineração enfrenta atualmente em Minas Gerais, condicionantes e cenários futuros. Além disso, o plano irá propor políticas públicas, incluindo ações e iniciativas estratégicas que coordenarão os esforços do setor público e privado para o desenvolvimento da mineração para os próximos 20 anos. 

O PEM irá fortalecer e contribuir para a revitalização do setor mineral estadual ao tornar Minas Gerais o estado mais competitivo no setor e consolidar a sua posição como relevante player nacional e internacional no mercado de mineração. A iniciativa, inédita no contexto histórico-político do Governo de Minas Gerais, mostra que é possível enfrentar grandes desafios, socioeconômicos e ambientais, de maneira transparente, utilizando as melhores práticas para a gestão da política minerária no Estado. "O plano vai trazer uma perspectiva de longo prazo.

Questões complexas serão abordadas, entre as quais, esgotamento de jazidas mineiras, alternativas econômicas para municípios dependentes da mineração, meio ambiente e novas fronteiras da mineração no estado, como lítio, níquel, elementos de terras raras, grafita, entre outros minerais estratégicos, que são essenciais à transição energética para uma economia de baixo carbono”, disse o Superintendente de Política Minerária, Energética e Logística da Sede, Marcelo Ladeira, 

A sessão de lances ocorrerá no endereço conforme consta no edital (Processo de Compras nº 004/2021 – Concorrência nº 02/2021) e os interessados poderão retirá-lo no site www.compras.mg.gov.br.

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22/09/2021 18:54h

Dado é do Instituto Aço Brasil. Segundo entidade, números mostram que a indústria brasileira do aço está produzindo e atendendo seus clientes em volumes superiores àqueles verificados antes do início da pandemia do COVID-19

O Instituto Aço Brasil (IABr) divulgou que a produção nacional de aço bruto somou 24,1 milhões de toneladas entre janeiro e agosto de 2021, um aumento de 20,9% na comparação com o mesmo período do ano passado. A produção de laminados atingiu 17,9 milhões de toneladas, um incremento de 31,6% em relação ao registrado no mesmo acumulado de 2020, enquanto a produção de semiacabados para vendas totalizou 5,5 milhões de toneladas até agosto, um acréscimo de 2,4% na mesma base de comparação. 

As vendas internas somaram 16 milhões de toneladas nos oito primeiros meses de 2021, um crescimento de 34,2% quando comparado ao mesmo período do ano anterior. O consumo aparente nacional de produtos siderúrgicos foi de 18,8 milhões de toneladas no acumulado até agosto de 2021, uma alta de 41,7% frente ao registrado no mesmo período de 2020.

As importações alcançaram 3,5 milhões de toneladas no acumulado até agosto de 2021, ou 163,9% a mais frente ao mesmo período do ano anterior. Em valor, as importações atingiram US$ 3,2 bilhões e avançaram 125,2% no mesmo período de comparação. As exportações de janeiro a agosto de 2021 atingiram 6,9 milhões de toneladas, ou US$ 5,5 bilhões, retração de 10,9% e aumento de 46,2%, respectivamente, na comparação com o mesmo período de 2020. 

Apenas em agosto, a produção brasileira atingiu 3,1 milhões de toneladas, um aumento de 14,1% sobre o mesmo mês de 2020. A produção de laminados foi de 2,3 milhões de toneladas, 25,7% superior à registrada em agosto de 2020 e a de semiacabados para vendas foi de 748 mil toneladas, um aumento de 19,1% em relação ao ocorrido no mesmo mês de 2020

As vendas internas avançaram 10,4% frente à comparação com agosto de 2020, para 2 milhões de toneladas. O consumo aparente de produtos siderúrgicos foi de 2,3 milhões de toneladas, 22,7% superior ao apurado no mesmo período de 2020.

As exportações em agosto foram de 865 mil toneladas, ou US$ 868 milhões, aumento de 2,9% e 128,3%, respectivamente, na comparação com o ocorrido no mesmo mês de 2020, enquanto as importações somaram 461 mil toneladas e US$ 463 milhões, uma alta de 254,9% em quantum e 203,7% em valor na comparação com o registrado em agosto de 2020.

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14/09/2021 17:35h

O Selo Sustentabilidade Tesouro Verde é dado pelo estado às empresas que adotam medidas mais ecológicas em seus processos

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Com o propósito de promover uma cadeia produtiva de valor ambiental, a Mina Tucano, localizada a 200 km de Macapá (AP), adotou o Selo Sustentabilidade Tesouro Verde em sua operação no estado. A ideia é adotar medidas sustentáveis em atividades que vão desde a produção do ouro até o consumidor final.

A adesão também motiva a realização de práticas responsáveis do ponto de vista ESG, que traduzido do inglês significa Governança Ambiental, Social e Corporativa. Trata-se de uma avaliação da consciência coletiva de uma companhia sobre fatores sociais e ambientais.

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Segundo o diretor de Operações da Mina Tucano, Fabio Marques, a adesão surgiu do interesse da empresa de informar que as atividades de minério “têm origem em uma operação responsável, com proteção ambiental e boas práticas no curto, médio e longo prazo.”

A iniciativa faz parte da política de sustentabilidade do governo do Amapá, que reconhece as empresas que compensam a pegada ecológica por meio do Selo Sustentabilidade Tesouro Verde. O título é concedido pelo Grupo Brasil Mata Viva (BMV).

Como funciona

Por meio da Lei 2.353/2018, regulamentada pelo Decreto 2.894/2018, o Amapá passou a disponibilizar uma série de incentivos públicos para que as atividades econômicas que conservam florestas nativas ingressem na economia verde do estado.

Nesse sentido, o Selo Sustentabilidade Tesouro Verde é a credencial reconhecida pelo governo local, que atesta que a companhia cumpriu a Cota de Retribuição Socioambiental do ano, adquirindo o Crédito de Floresta.

Entre as vantagens de aderir ao Selo está o incentivo do comércio sustentável do minério e a valorização da mineração responsável, por comunicar suas estratégias de ESG com sua cadeia de valor.

Com o selo, o comprador tem acesso a todas as informações de conservação das florestas com adesão ao programa do governo do Amapá, além de poder acompanhar as ações de neutralização de carbono da operação, entre outros benefícios gerados pelo Tesouro Verde.
 

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13/09/2021 18:00h

A iniciativa consiste na construção de uma nova estação de tratamento de esgoto, com utilização de água de reuso para fins industriais

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Com o objetivo de construir uma nova estação de tratamento de esgoto, com utilização de água de reuso para fins industriais, o governo do Espírito Santo e a produtora de aço ArcelorMittal Tubarão promoveram uma parceira que, entre outros pontos, acarreta economia de recursos hídricos provenientes do rio Santa Maria da Vitória.

O gerente de Parceria Público-Privada da Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan), Douglas Couzi, explica que a iniciativa está ligada a um projeto lançado pelo governo capixaba, denominado Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI). Segundo ele, a ação representa uma economia de 10% na captação de água do reservatório.

“A construção da nova estação de tratamento vai gerar uma vazão de água de reuso de até 200 litros por segundo, promovendo, assim, a economia do recurso hídrico, pois a indústria passará a utilizar o esgoto tratado e adaptado para suas atividades, em vez de usar a água que vem do manancial”, destaca.

Novo projeto

A vigência do contrato deve durar 25 anos, com possibilidade de renovação. A ideia, segundo Couzi, é firmar parceria com grandes companhias para contratação de um novo sistema de tratamento em substituição ao da ETE Camburi, composta por lagoas, conhecida como sistema australiano.

“É um sistema arcaico, que ocupa uma área nobre e extensa, além de o efluente não ter a qualidade necessária para a utilização como água de reuso industrial, apesar de atender às exigências ambientais de lançamento”, pontua o gerente.

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Para a ArcelorMittal Tubarão, a ação coloca a unidade em posição de vanguarda no estado e entre as primeiras no País a implantar essa alternativa hídrica. "Essa parceria é um marco na nossa história e na do Espírito Santo. Com a formalização, seremos a primeira empresa capixaba a adquirir água de reuso industrial a partir do esgoto sanitário em grande escala", explicou o Gerente Geral de Sustentabilidade e Relações Institucionais, João Bosco Reis da Silva.

O Termo de Compromisso também estabelece a doação, pela ArcelorMittal Tubarão, de uma área de 11 mil m², na região do bairro São Geraldo, em Serra, para a construção da nova ETE. "Essa parceria inédita representa uma conquista importante não só para a empresa, mas também para a administração pública e para toda a sociedade capixaba. Estamos escrevendo um novo capítulo na história da segurança hídrica do Espírito Santo", completa o gerente.
 

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09/09/2021 10:00h

A Associação Brasileira do Alumínio apontou a necessidade de uma regulação setorial que garanta equilíbrio e competitividade

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Diante da maior crise hídrica do País desde 1930, o Ministério de Minas e Energia (MME) definiu regras para o início de um programa voluntário de deslocamento do consumo de energia elétrica. A iniciativa visa tentar reduzir o risco de apagões no fim do ano.

O programa, voltado para a grandes consumidores, prevê o pagamento de compensação financeira a empresas que se disponham a reduzir o consumo por períodos de quatro e sete horas por dia. O valor das compensações ainda não foi definido. 

Em pronunciamento, o ministro de minas e energia, Bento Albuquerque, definiu como um esforço inadiável de redução do consumo em todas as esferas, sobretudo a indústria. “Incentivamos os grandes consumidores a contribuir com a redução voluntária do consumo nas horas de conta do sistema, reduzindo a necessidade de uso de recursos mais caros”, disse.

A Associação Brasileira do Alumínio (Abal) divulgou nota sobre o programa, uma provável crise hídrica e suas consequências para a oferta de energia no Brasil. A associação destacou que a energia elétrica é um insumo estratégico na produção de alumínio, com forte impacto na estrutura de custos de sua cadeia produtiva. 

A presidente-executiva da Abal, Janaina Donas, avaliou os impactos para o setor. Segundo ela, as interrupções não planejadas por um período superior a três horas podem comprometer seriamente a vida útil ou mesmo a integridade dos equipamentos, além dos impactos na linha de produção. 

“Problemas no abastecimento de energia podem implicar em um processo de desaceleração de setores estratégicos para a economia, justamente em um momento que estamos em retomada da atividade econômica”, alertou.

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No caso específico do programa que prevê o deslocamento do consumo dos horários de pico apresentado pelo governo federal, a Abal espera maiores detalhes sobre as regras pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para, assim, analisar os seus efeitos na implementação pelo setor.

Estímulo à redução de consumo voluntária

Apesar do perfil de consumo eletrointensivo, a indústria do alumínio também contribui na estruturação do sistema energético, por meio da viabilização de investimentos em autogeração e em fontes renováveis. Segundo a Abal, o setor está preparado para colaborar e já apresentou em outras ocasiões propostas que visam reduzir os riscos no sistema elétrico. 

Ao mesmo tempo, a entidade alerta para a necessidade de avançar na implementação de medidas de estímulo e compensação à redução de consumo voluntário, a iniciativa deve ser acompanhada de uma regulação setorial que leve em conta os incentivos econômicos que garantam equilíbrio e competitividade.

Risco de apagão

Uma das principais preocupações deste momento crítico são os riscos de um apagão energético, como aconteceu nos anos 2000. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (ABRADEE), Marcos Madureira, o sucesso nos programas de redução voluntária de energia elétrica, assim como a entrada das fontes de energia alternativas programadas, são fundamentais para reduzir a preocupação com o racionamento.

Além da indústria, Madureira defendeu ainda que programas sejam fortemente promovidos para a população em geral. “Ele (o consumidor) deixa de pagar por uma energia mais cara e, ao mesmo tempo, ele se candidata a ter um bônus dado por essa redução. Então, nós entendemos que é fundamental que exista uma adesão por parte da população nesse programa de incentivo ao uso consciente de energia”, disse. 

Residências e pequenos negócios

O governo já anunciou um plano de descontos na conta para os consumidores residenciais e pequenas empresas que se dispuserem, voluntariamente, a economizar energia. 

O professor de engenharia elétrica da Universidade de Brasília (UnB) Ivan Camargo pontuou que muitas vezes é difícil a população reduzir o consumo de energia, visto que isso muitas vezes pode significar aumentar o desconforto.  Mas, para ele, no atual momento, dado o nível da crise, medidas duras são necessárias.

“Por exemplo, eu posso desligar o ar condicionado e sentir mais calor, posso não ligar o chuveiro elétrico e tomar banho frio. Mas é preciso uma medida forte do governo para incentivar o consumidor ou, no caso oposto, ameaça de corte como um racionamento. Isso força o consumidor a tomar essas medidas”, afirmou.

Origem da crise energética

Com a diminuição das chuvas, o nível dos reservatórios das hidrelétricas que produzem a energia que abastece o País estão baixos, contexto agravado devido à falta de investimentos em geração e em transmissão. Para garantir o fornecimento e evitar o risco de racionamento ou até de apagão, é necessário acionar as usinas termelétricas, que têm um custo bem mais alto, repassado sistematicamente para o consumidor.

Especialistas já alertaram que apenas a volta das chuvas, previstas para os próximos três meses, não serão suficientes para afastar a crise hídrica que o Brasil vive. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as previsões para os meses de setembro, outubro e novembro indicam, inclusive, que com exceção do leste do Mato Grosso do Sul, sudoeste do Mato Grosso, oeste de São Paulo e centro de Minas Gerais, há grandes chances de chuvas abaixo da média nas demais regiões do país.

Sessenta e cinco por cento da matriz energética brasileira depende das hidroelétricas. Com níveis baixos e perspectivas negativas para os próximos meses em relação ao volume de precipitações no país, o uso das termelétricas pressionará ainda mais os preços para o consumidor. 

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06/09/2021 19:03h

Com a concessão, a ferrovia irá ajudar a escoar a produção de minério de ferro da mina Pedra de Ferro, de Caetité (BA), até o Porto Sul, em fase de construção na cidade de Ilhéus, litoral baiano

O governo federal e a BAMIN firmaram o contrato de subconcessão da FIOL (Ferrovia de Integração Oeste-Leste), arrematada em leilão realizado em abril deste ano na B3, em São Paulo. A conclusão para construção da ferrovia de mandará investimentos de R$ 3,3 bilhões, dos quais R$ 1,6 bilhão em obras civis e R$ 1,7 bilhão em material rodante, como vagões e locomotivas. A BAMIN adquiriu subconcessão por um período de 35 anos, sendo cinco para a construção da ferrovia e 30 para sua exploração. 

Assim que estiver concluída, a FIOL terá capacidade para movimentar 60 milhões de toneladas anuais. A mineradora utilizará apenas um terço desse potencial e dois terços serão disponibilizados para outras empresas de mineração e agronegócio, além de demais setores que precisarem escoar seus produtos e receber insumos, máquinas e implementos agrícolas. 

Para a BAMIN, a FIOL irá ajudar a escoar a produção de minério de ferro da mina Pedra de Ferro, de Caetité (BA), até o Porto Sul, em fase de construção na cidade de Ilhéus, litoral baiano. A BAMIN deve transportar 1 milhão de toneladas de minério de ferro e, com a finalização do Porto Sul e FIOL, previstos para 2026, este volume deve alcançar 18 milhões de toneladas por ano. O minério produzido é de altíssima qualidade, com 65% de hematita, considerada uma commodity premium: DSO 65. O processo de beneficiamento dessa matéria-prima na indústria não requer água e não consome muita energia, o que gera ganhos em termos de sustentabilidade.

Com a assinatura do acordo, a BAMIN terá 120 dias para entender o andamento da obra e avaliar outras questões relacionadas. É uma fase preliminar para a elaboração do plano de retomada das obras civis previstas para o segundo semestre de 2022. A retomada da construção gera expectativas de desenvolvimento, já que a ferrovia passará por 20 municípios da Bahia. A BAMIN prevê instalar mais de 30 pátios de carga ao longo da rota, criando oportunidades para os produtores regionais, potencializando as cadeias produtivas instaladas ao longo do caminho. Por onde a FIOL passar, possibilitará novos negócios, arrecadação de impostos, geração de empregos e renda. O Ministério da Infraestrutura estima a geração de 55 mil empregos diretos e indiretos com a construção da ferrovia, em cinco anos. "A Mina Pedra de Ferro, Porto Sul e agora a FIOL, que a BAMIN está desenvolvendo na Bahia, constituem um marco histórico de transformação para a economia, para o orgulho e a autoestima da população do estado e de todos os brasileiros. Estamos construindo um novo corredor logístico para integrar o Oeste com o Leste do Brasil, com um novo e importante corredor de exportação. Tanto a FIOL quanto o Porto Sul certamente contribuirão para o crescimento e o desenvolvimento sustentável da região. O estado da Bahia ocupará uma nova e importante dimensão na economia nacional, tornando-se também o terceiro maior produtor de minério de ferro do país, gerando riquezas, distribuição de renda e elevando a qualidade de vida de sua população", afirma Eduardo Ledsham, CEO da BAMIN.

A Associação de Agricultores e Irrigantes – Aiba considera a FIOL um projeto bem-vindo, já que o novo modal vai reduzir os custos de transporte. A estimativa da entidade é conseguir embarcar mais de 10 milhões de toneladas de grãos e fibras anualmente. "Porém, há uma grande quantidade de carga ainda não dimensionada nas áreas da pecuária, piscicultura, madeira, celulose e fruticultura, com a expansão da área de cacau no Oeste, e de banana, em que a Bahia é o maior produtor do país", diz Odacil Ranzi, presidente da Aiba. 

A BAMIN arrematou o trecho 1 da ferrovia que liga as cidades de Ilhéus, Uruçuca, Aureliano Leal, Ubaitaba, Gongogi, Itagibá, Itagi, Jequié, Manoel Vitorino, Mirante, Tanhaçu, Aracatu, Brumado, Livramento de Nossa Senhora, Lagoa Real, Rio do Antônio, Ibiassucê e Caetité. Com mais dois trechos a serem construídos futuramente, a FIOL terá um total de 1.527 km, chegando ao Tocantins onde poderá ser conectada à Ferrovia Norte-Sul. O projeto do trecho 2 vai de Caetité a Barreiras e o terceiro trecho vai até o Tocantins, na cidade de Figueirópolis

A BAMIN informa que já conta com profissionais experientes contratados no setor ferroviário. A empresa conta ainda com a expertise do Grupo do qual faz parte, o Eurasian Resources Group - ERG. Com operações em 15 países, e mais de 75 mil empregados, o Grupo ERG opera também na Ásia Central, com vasta experiência em ferrovias. A empresa movimenta mais de 50 milhões de toneladas de cargas anualmente, utilizando 10 mil unidades próprias de transporte. O tamanho da frota exige uma capacidade de manutenção e reparo de 2.500 vagões por ano e mais de mil manutenções por ano nas locomotivas. "Sabemos que em todo o mundo, onde quer que seja construída uma ferrovia, ela incentiva o desenvolvimento sustentável das cidades por onde passa. As pessoas experimentam prosperidade e as esperanças se tornam realidade. Temos certeza que a FIOL fará a integração necessária para gerar oportunidades e riquezas, unindo ainda mais o Oeste ao Leste do Brasil. Estamos aqui há dezesseis anos, acreditando no potencial do Brasil e na capacidade do povo brasileiro", disse Benedikt Sobotka, CEO do Grupo ERG.

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06/09/2021 18:53h

A abertura do Leilão ocorrerá no dia 8 de novembro e o fechamento será no dia 23 de novembro. Na ocasião serão ofertadas áreas para pesquisa e lavra, envolvendo os mais variados tipos de substâncias minerais

A Agência Nacional de Mineração (ANM) publicou no Diário Oficial da União o edital n°3/2021 de abertura da 5ª rodada de disponibilidade de áreas, com o objetivo de conceder direito de requerer, com prioridade e em prazo determinado, a autorização de pesquisa ou requerimento de lavra relativa às áreas objeto dos processos listados. 

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As ofertas e leilões são realizados em parceria com o Programa de Parceria de Investimentos (PPI), no âmbito do Ministério da Economia e Ministério de Minas e Energia (MME). A abertura do Leilão ocorrerá no dia 8 de novembro e o fechamento será no dia 23 de novembro. Na ocasião serão ofertadas áreas para pesquisa e lavra, envolvendo os mais variados tipos de substâncias minerais. 

As rodadas de disponibilidade de áreas têm como objetivo selecionar interessados em dar prosseguimento a projetos minerários que foram outorgados, mas que retornaram à carteira da ANM por algum motivo, tais como indeferimentos de requerimentos, caducidade de títulos, abandono da jazida ou mina, desistência e renúncia.

As rodadas de disponibilidade de áreas são realizadas em duas etapas. A primeira, a Fase de Oferta Pública, consiste na manifestação de interesse pelas áreas. Quando há mais de dois interessados em uma mesma área, ocorre a fase de Leilão Eletrônico, a ser decidido de acordo com maior valor ofertado. O edital pode ser conferido no link https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/aviso-341503748

O cronograma de eventos referentes ao procedimento de disponibilidade de áreas está disponível para consulta no https://sople.anm.gov.br/portalpublico na página https://www.gov.br/anm/pt-br/acesso-a-informacao/disponibilidade-de-areas ou podem ser solicitados por meio do correio eletrônico sople@anm.gov.br.

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06/09/2021 18:46h

Trabalho investiga a geo-biodisponibilidade dos dois elementos em material vegetal e em solos agrícolas em municípios das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.

O Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) e a Embrapa Solos divulgaram os primeiros resultados dos trabalhos de investigação da geo-biodisponibilidade do projeto Germânio-Lítio em material vegetal e em solos agrícolas em municípios das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Os dois elementos são vistos como de grande potencial para o setor mineral e saúde humana. 

Todas as metodologias de coleta, tratamento e análise dos vegetais foram conduzidas pela Embrapa, complementando as metodologias do SGB-CPRM. A pesquisa inédita sobre germânio contou com a parceria de pesquisadores da Embrapa, PUC-RJ, UFF e LAMIN/SGB, que juntaram esforços para estudos e definiram as metodologias de análise para o elemento químico utilizando técnicas espectrométricas (ICP-OES e ICP-MS).

O pesquisador do SGB/CPRM, Cassio Roberto da Silva, disse que os dois elementos são usados na área médica, em especial o germânio, que apesar de ainda não ser reconhecido oficialmente pelos órgãos da saúde pública como um micronutriente essencial, já vem sendo utilizado com sucesso pela medicina ortomolecular na prevenção, cura e mitigação das doenças degenerativas. Por sua vez, o lítio vem sendo usado pela indústria farmacêutica no tratamento de transtorno bipolar afetivo, crises de maníaco depressivos e doenças neurodegenerativas, além de ser importante componente de baterias modernas. 

Segundo os resultados obtidos pelo projeto Geoquímica MultiUso, realizado pelo SGB/CPRM desde 2003, foram detectadas regiões com valores elevados de lítio e germânio em solos de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Ceará e Roraima. Os estudos em conjunto com a Embrapa Solos começaram em São Paulo e Mato Grosso do Sul com a coleta de solos, vegetais comestíveis e água de rega, em três campanhas conjuntas. Os focos apresentaram resultados razoáveis de lítio, mas valores baixos de germânio, evidenciando que o Germânio é um elemento raro e de difícil detecção. A atuação conjunta SGB/EMBRAPA deve continuar nos focos dos outros estados. 

O Dr. Silvio Tavares, da Embrapa Solos, mostrou resultados do projeto relacionados às análises dos vegetais, solos e dos experimentos realizados com os solos coletados visando ao uso de plantas fitoextratoras de germânio. Estes estudos geraram duas dissertações de mestrado desenvolvidas no Programa de Pós-graduação em Engenharia de Biossistemas (PGEB) na UFF, sob a co-orientação do Dr. Silvio. Além disso, foi criado um grupo de pesquisa entre as instituições de pesquisa e universidades citadas exatamente para aprofundar os estudos metodológicos para abertura e determinação do germânio nas matrizes de interesse.

A primeira dissertação teve como objetivo otimizar a metodologia de técnicas espectrométricas para a determinação de germânio em amostras de solos e vegetais, visto que o mesmo ocorre em concentrações muito baixas e é um elemento pouco estudado e com escassez de dados na literatura.

O Germânio possui nove isótopos, mas os dois com maiores frequência são os 72Ge e 74Ge e que existem diversos elementos que podem interferir na determinação do elemento nas amostras em função dos gases utilizados na análise, e dos ácidos usados na abertura, bem como nos ajustes metodológicos e operacionais nos equipamentos.

Dentre os principais resultados, destaque para o método mais comum (EPA3051) de extração de Germânio das amostras, que não se mostrou eficiente; os solos brasileiros apresentam carência do elemento no solo; o fato de ser possível corrigir a interferência de Fe e quantificar o Ge nas amostras de vegetais; que é necessário o uso do ICP-MS frente à baixa sensibilidade apresentada pelo ICP-OES; e que outros métodos de decomposição das amostras vegetais podem ser tentados em estudos futuros.

A segunda dissertação, ainda não concluída, teve como foco o estudo de vegetais com potencial para fitoextrair o Germânio do solo, ou seja, absorvê-lo pelas raízes e distribuí-lo para caule e folhas, sendo escolhidas inicialmente a cebolinha, que teve uma amostra apresentando Ge em solo coletado no Mato Grosso do Sul e o capim vetiver, já usado pelo pesquisador em outros projetos de fitomineração de outros elementos químicos de interesse ambiental. 

O capim vetiver foi plantado em 28 vasos contendo solo da área de Maracaju (MS), sendo fortificados por Germânio laboratorial em sete níveis, induzidos no solo (0,0; 0,5; 1,0; 1,5; 2,0; 2,5 e 3,0 mg/Kg) e o experimento foi desenvolvido ao longo de um ciclo de seis meses, com três cortes do capim a cada 60 dias, para análise do elemento. A fitoextração do Germânio em todos os ciclos trabalhados manteve um modelo linear, ou seja, a cada aumento na fortificação do elemento laboratorial houve aumento no teor do mesmo na planta. Além disso, a transferência raiz/parte aérea se mostrou efetiva e o elemento demonstrou possuir uma boa mobilidade tanto no solo quanto no vegetal. 

O projeto deve continuar estudando as anomalias do Espírito Santo e Minas Gerais/Bahia, desta vez com a coleta também do vegetal integral com seu solo original, de forma a avaliar também o papel da biota na transferência do Germânio. Devido ao envolvimento de diversos processos e diversificados profissionais, pode-se considerar este como um polo de desenvolvimento de ciência e tecnologia do SGB/EMBRAPA Solos.
 

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02/09/2021 18:15h

As áreas de garimpo aumentaram 10 vezes, entre 1985 e 2020, enquanto a mineração industrial cresceu 4,7 vezes no período

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Entre 1985 e 2020, a área ocupada pela mineração no Brasil, incluindo a atividade industrial e o garimpo, aumentou seis vezes, passando de 31 mil hectares para 206 mil hectares de área minerada. Os dados, inéditos, foram divulgados pelo projeto MapBiomas e indicam um crescimento acelerado das áreas de garimpo, que aumentaram 10 vezes, enquanto a mineração industrial cresceu 4,7 vezes no período. Em 1985, dois terços da área ocupada pela atividade era mineração industrial e um terço garimpo. Hoje, há mais áreas de garimpo do que de mineração industrial. O garimpo ultrapassa 50% da área minerada no País. 

De acordo com o pesquisador do MapBiomas Pedro Walfir, esse aumento da área minerada está muito relacionado com os preços das commodities minerais no mercado internacional. Antes os preços eram muito estáveis, mais a partir de 2000 os preços do ouro e do minério de ferro tiveram aumentos expressivos, acentuando-se ainda mais a partir de 2008.  

Das áreas mineradas no País, 72% estão na Amazônia, 14,7% na Mata Atlântica e 9,9% no Cerrado. No caso da mineração industrial, a Amazônia lidera, com 48 mil hectares, vindo depois a Mata Atlântica, com 29 mil hectares, seguida do Cerrado, com 15 mil hectares. Já no caso do garimpo, a Amazônia tem 93% da atividade, enquanto a Mata Atlântica tem 1% e o Cerrado 4,7%. A explicação para o crescimento na Amazônia, segundo o pesquisador, é que o bioma contém as grandes províncias minerais. A Mata Atlântica, por sua vez, possui o Cráton São Francisco. Isso explica o fato de o Pará e Minas Gerais serem os dois principais produtores minerais do País. 

Um dado crítico mostra que 9,3% das áreas de garimpo estão dentro de terras indígenas, embora apenas 11 das mais de 500 áreas indígenas apresentem atividade garimpeira. Nos últimos 10 anos, houve um crescimento de 495% de área de garimpo em terras indígenas. O território dos Kayapó é o mais minerado, com mais de 7.600 hectares, seguido pelos Munduruku, com 1.592 hectares e Yanomami, com 414 hectares. Um total de 40,7% das áreas de garimpo estão em Unidades de Conservação, com um crescimento de 301% nos últimos 10 anos, alcançando 42 mil hectares em 2020. A maior área está na APA do Tapajós, com 34,7 mil hectares. 

MINERAIS ESTRATÉGICOS: CTAPME define quatro projetos prioritários

CÓDIGO DE MINERAÇÃO: ABPM propõe medidas para diversificar produção

Representantes do setor defendem maior aproximação entre empresas e população

Dos 10 municípios com maior área minerada, 9 estão no estado do Pará e apenas um no Mato Grosso. Itaituba, no Pará, é o município com a maior área minerada, com quase 45 mil hectares, seguido por Jacareacanga, também no Pará, com 9.450 hectares, Parauapebas (PA), com 7.558 hectares, Oriximiná (PA), 6.278 hectares e São Félix do Xingu (6.212 hectares). 

Em termos de substâncias minerais, do ponto de vista industrial a substância mais lavrada é o minério de ferro, com 25,4%, vindo a seguir o alumínio (bauxita), com 25,3%, as rochas ornamentais, com 13,5%, estanho (9,1%), o calcário (8,7%), minerais de classe 2 – brita e areia (7,1%) e o ouro (6,0%). Já no garimpo, o ouro predomina, com 86,1% das áreas mineradas, seguido pelo estanho, com 8,4%.
 

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27/08/2021 16:00h

Projetos colaborarão de maneira significativa para o aumento das reservas e da produção brasileira de minerais estratégicos

O Comitê Interministerial de Análise de Projetos de Minerais Estratégicos (CTAPME) definiu quatro projetos minerários prioritários que envolvem operações de minério de ferro, fosfato e cobre, considerados “minerais estratégicos” para o país. Dois deles são da Vale e todos estão em fase de licenciamento. Coordenado pelo Ministério de Minas e Energia, o CTAPME trabalha para auxiliar os projetos minerários relevantes para a ampliação da produção nacional de minerais estratégicos. 

Entre os projetos está o de minério de ferro Bloco 8, da Sul Americana de Metais (SAM), subsidiária da chinesa Honbridge Holdings, avaliado em US$ 2,1 bilhões. O projeto prevê a construção de um complexo em Grão Mogol (MG) com capacidade para produzir 27,5 milhões de toneladas de minério de ferro por ano a partir da extração de minério com teor de 20% Fe, além de uma planta de beneficiamento para sua transformação em produto de alta qualidade.

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O projeto da SAM tem tido dificuldades para obter o licenciamento necessário para a construção do complexo e de um mineroduto de cerca de 480 km para escoamento da produção para embarque em Ilhéus (BA). Em maio, a SAM e o Ministério Público de Minas Gerais assinaram termo de compromisso para permitir a liberação do licenciamento e a expectativa da mineradora é de obter a licença prévia ainda este ano.

Além do projeto da SAM, o CTAPME considera prioritários os projetos N1, N2 e N3, que integram Serra Norte, parte do Sistema Norte da Vale, em Parauapebas (PA). A mineradora aguarda o licenciamento para as três áreas, que contemplam as nove que compõem o ativo paraense. A Vale não informou a previsão de investimento necessário para desenvolver as operações. N1, N2 e N3, que teriam capacidade de produzir, juntas, aproximadamente 50 milhões de toneladas anuais do insumo siderúrgico. 

Outro projeto da Vale incluído é o de cobre de Alemão, em Carajás, também no Pará. A companhia prevê iniciar a operação entre 2024 e 2025 e projeta produzir 60 mil toneladas anuais de cobre, como parte da expansão da produção do metal vermelho, que inclui ainda Salobo III, previsto para 2022, e Cristalino, com operação prevista para o mesmo ano que Alemão.

O CTAMPME selecionou também o projeto de fosfato Três Estradas, da Águia Resources, orçado em R$ 28,7 milhões para desenvolver a operação no Rio Grande do Sul. A Águia obteve financiamento de R$ 14,6 milhões junto ao Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), recursos que, segundo a empresa, somados ao caixa da companhia, são suficientes para a construção da operação.

A Águia já havia obtido a licença prévia para o projeto, mas em junho passado o Ministério Público Federal (MPF) pediu a suspensão do licenciamento alegando irregularidade no processo devido a "nulidades procedimentais" como falta de consulta prévia e realização de audiência pública em comunidades afetadas pela operação. "Cabe ao CTAPME identificar os projetos de mineração considerados prioritários sob a perspectiva da política mineral e que, com efeito, receberão o apoio do PPI no processo de licenciamento ambiental", afirmou o colegiado coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

Segundo o comitê, após o cumprimento de todas as etapas do processo de licenciamento ambiental e "atendidas as condicionantes cabíveis", os projetos "colaborarão de maneira significativa para o aumento das reservas e da produção brasileira de minerais estratégicos, além de viabilizarem elevados investimentos com geração de inúmeros novos postos de trabalho e aumento das receitas públicas".

A política Pró-Minerais Estratégicos tem como objetivo selecionar projetos para o desenvolvimento brasileiro e promover a articulação entre os órgãos do governo no sentido de unir esforços para a implantação, de modo a ampliar a produção nacional de minerais estratégicos em bases ambientalmente sustentáveis.
 

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Brasil 61