Brasil Mineral

11/08/2022 11:00h

As empresas do setor mineral também podem indicar áreas de interesse do mercado a serem priorizadas nos próximos editais

A Agência Nacional de Mineração (ANM) retomou, no último dia 18 de julho, a 5ª rodada de disponibilidade de áreas com o objetivo de ofertar ao mercado o máximo de áreas no menor tempo possível. Os interessados em participar dos processos de oferta pública devem acompanhar os editais pelo link https://sople.anm.gov.br/

As empresas do setor mineral também podem indicar áreas de interesse do mercado a serem priorizadas nos próximos editais por meio do canal https://sople.anm.gov.br/portalpublico. Para fortalecer o serviço de oferta pública de áreas para a atividade mineral, a ANM criou a Superintendência de Disponibilidade de Áreas, que viabilizará uma agenda contínua de rodadas com maior transparência e segurança. 

As ofertas públicas de disponibilidade de áreas são apoiadas pela Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia (SGM-MME) e o Programa de Parcerias de Investimento (PPI). Ao todo, foram realizadas cinco rodadas com a disponibilização de mais de 16 mil áreas para o desenvolvimento de projetos minerais nas fases de pesquisa e lavra em todo o país.

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11/08/2022 09:00h

A Metamat (Companhia Matogrossense de Mineração), está realizando um levantamento sobre o potencial de remineralizadores de solos e rochas fosfatadas no estado

Apesar de ser um dos principais consumidores de fertilizantes, por ser um grande produtor de grãos, o estado de Mato Grosso ainda não conta com fontes de suprimento locais e tem que importar a maior parte do que consome de outros estados. Este é o caso, por exemplo, dos remineralizadores, cujo uso está sendo bastante disseminado no estado. 

Com o objetivo de mudar esse quadro, a Metamat (Companhia Matogrossense de Mineração), está realizando um levantamento sobre o potencial de remineralizadores de solos e rochas fosfatadas no estado, ao mesmo tempo em que está construindo uma estufa para testes agronômicos de rochas, em parceria com a FAGEO - Faculdade de Geociências da UFMT, além de iniciar um trabalho com agricultura de precisão com uso de métodos geofísicos. Esse programa será desenvolvido em convênio com a FAGEO em Primavera do Leste, na safra de 2022/23. 

De acordo com o geólogo Luan Nonato Figueiredo, da Sílex Agrogeologia, que fez uma apresentação sobre uso de remineralizadores no 3º. Seminário de Mineração do Norte de Mato Grosso, existem jazidas conhecidas no estado, mas que ainda não estão produzindo. É o caso, por exemplo, do basalto toleítico da Formação Tapirapuã, em Tangará da Serra e Diamantino, o basalto alcalino da Formação Paredão Grande, em General Carneiro, Dom Aquino, Rondonópolis e Poxoréu, e das rochas alcalinas do Complexo Alcalino de Planalto da Serra. Porém, existem minas em vias de iniciar a produção, como é o caso de uma unidade da Pedramat, que vai explorar uma mina de basalto toleítico em Tangará da Serra, com 11% de CaO, 6,62% de MgO e 0,42% de K2O e outra de diorito da Agro Maripá, em Juara, com 4,5% de K2O. 

O geólogo afirma que, embora não haja informações precisas sobre o volume de remineralizadores em Mato Grosso, estima-se que seja expressivo, já que há propriedades agrícolas com mais de 10 mil hectares utilizando remineralizadores em área total. “Os principais tipos de remineralizadores em uso são os potássicos, produzidos em outros estados, como siltito glauconítico, fonolito e kamafugito de Minas Gerais; nefelina sienito e micaxisto de Goiás; e muscovita biotita xisto do Tocantins. Esses remineralizadores estão substituindo o KCl, a principal fonte de potássio, de elevado preço e afetado pelo conflito da Rússia e Ucrânia. Destaca-se que mais de 95% do KCl utilizado na agricultura brasileira é importado do Canadá, Rússia e Belarus”, diz Luan Figueiredo. 

Com relação às fontes de fósforo, ele diz que o consumo de fosfato natural tem aumentado. “Os principais produtos são o fosfato natural de Bonito – MS, Pratápolis -MG, Taipas – TO e o termofostato de Bonito – PA”.

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Brasil Mineral
10/08/2022 18:24h

No universo das 200 Maiores, um total de 45 companhias atuam na produção de minério de ferro, respondendo por 74,7% do valor total da PMB no ano

As 200 Maiores Empresas de Mineração responderam por quase 92% do valor total da Produção Mineral Brasileira em 2021, ou R$ 311,8 bilhões de um total R$ 339,1 bilhões e predominam ou têm exclusividade na produção de minério de ferro, ouro, cobre, minerais de construção, bauxita (minério de alumínio), fertilizantes, carvão, rochas ornamentais, nióbio, lítio, areia quartzosa, caulim, diamante, cromita, estanho, grafite, magnesita, níquel e tântalo. Elas também são responsáveis pelos principais investimentos que estão sendo realizados na mineração brasileira, em projetos que visam a expansão e melhoria da produção.

Os segmentos de maior destaque no ranking de produtores são minério de ferro, ouro/cobre, minerais de construção, bauxita, fertilizantes, carvão e rochas ornamentais. O minério de ferro, como resultado do seu grande peso na produção mineral brasileira, é o segmento que concentra as maiores empresas que atuam no setor de mineração no País. No universo das 200 Maiores, classificadas pelo valor de sua produção em 2021, um total de 45 companhias atuam na produção de minério de ferro, respondendo por 74,7% do valor total da PMB no ano. Só a gigante Vale, isoladamente, participa com 48,4% do valor total. Somando-se suas controladas, esse percentual sobe para cerca de 55,0%.

As produtoras de ouro e cobre, por sua vez, em um total de 25 empresas, foram responsáveis por uma produção de pouco mais de R$ 32,0 bilhões, ou cerca de 11,2% da PMB de 2021.

O segmento de minerais para construção, principalmente o calcário (incluindo o que é utilizado como corretivo de solo), tem o maior número de empresas (um total de 68) e responde pelo terceiro maior valor da produção entre As Maiores, com R$ 6,36 bilhões, ou 1,87%.

A bauxita, embora conte com apenas cinco produtores, ocupa a quarta colocação, com um valor de R$ 5,15 bilhões, ou 1,52% da PMB.

Os fertilizantes, também com um pequeno número de produtores, ocupam a quinta colocação no ranking, com um valor de R$ 3,12 bilhões, o que dá menos de 1% (0,92%, para ser mais preciso). Porém, é importante esclarecer que estão incluídos apenas os produtores de fosfato e potássio.

O carvão, que tem sete empresas no ranking, registrou uma produção de R$ 1,08 bilhão, ou 0,31% do total.

Por fim, as rochas ornamentais, segmento que tem crescido bastante nos últimos anos, sobretudo devido ao incremento das exportações, têm no ranking 10 produtores, que registraram uma produção de R$ 737,9 milhões, equivalentes a 0,22% da PMB.

Leia a matéria completa na edição 422 de Brasil Mineral

Francisco Alves

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Brasil Mineral
10/08/2022 18:05h

Novidades como máquinas operadas remotamente, caminhões elétricos, perfuratrizes com sistemas de inteligência eletrônica, sistemas de contenção de encostas e plantas de britagem automatizadas serão apresentadas no evento.

Aindústria de mineração no Brasil encerrou o primeiro semestre de 2022 com um faturamento de 113,2 bilhões, alcançando produção de 441 milhões de toneladas. Embora esses números representem uma forte queda em relação ao mesmo período do ano passado, causada por adversidades do cenário internacional, as mineradoras se empenham para cumprir suas metas com frotas cada vez mais ajustadas a padrões de excelência operacional.

Um bom motivo para isso é o ESG (Environmental, Social and Governance), nova ordem mundial adotada por gestores no Brasil e no exterior. A sigla significa Ambiental, Social e Governança e refere-se ao novo parâmetro para medir práticas ambientais, sociais e de governança corporativa. Esses pontos tem chamado a atenção de investidores de todo o mundo, quando estes decidem alocar capital em uma empresa, e atualmente são prioritários para organizações de diferentes setores e no sistema financeiro. 


M&T Expo: Retrospectiva 2018

Neste cenário onde segurança e conservação ambiental são palavras de ordem, a M&T Expo – Feira Internacional de Equipamentos para Construção e Mineração está prestes a abrir as portas para apresentar as mais recentes inovações ao universo da construção, mineração, pavimentação e obras de infraestrutura. 

A feira, que acontece de 30 de agosto a 02 de setembro de 2022, no São Paulo Expo Exhibition & Convention Center, faz parte da Bauma NETWORK e desde 1995 atua impulsionando o mercado da construção e infraestrutura no Brasil e América Latina. É organizada pela Messe Muenchen do Brasil e conta com a participação e parceria institucional da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema).

Inovação no setor

A M&T Expo mostrará as tecnologias, sistemas e equipamentos para ajudar as mineradoras implantarem boas práticas sociais, ambientais e de segurança, que sejam mensuráveis e concretas. De acordo com o estudo global “Tracking the Trends 2022 – Redefinindo a mineração”, desenvolvido pela consultoria Deloitte, as empresas que atuam nesse mercado precisarão superar o status quo para agilizar a adoção dos conceitos de ESG.

Nos últimos anos, a mineração brasileira foi bastante cobrada por boas práticas em razão de acidentes trágicos. Agora chegou o momento de a indústria de equipamentos mostrar as novidades que tem desenvolvido em termos de tecnologias, equipamentos e operações para ajudar as empresas a se alinharem às políticas de segurança, redução de emissões e sustentabilidade

 Rolf Pickert, diretor geral da Messe Muenchen do Brasil.

De acordo com Pickert, soluções tecnológicas notáveis serão apresentadas no evento, como máquinas da linha amarela operadas remotamente, com o operador a quilômetros de distância, caminhões elétricos, perfuratrizes dotadas de sistemas inteligentes pré-programados de perfuração e sistemas de controle de desvios de perfuração operados eletronicamente, guindastes com monitoramento eletrônico, sistemas de contenção de encostas, plantas de britagem automatizadas, soluções digitais, entre várias outras novidades.

“Alguns expositores mostrarão aos visitantes que trabalham em pedreiras que as alterações em processos de beneficiamento via úmida para seca reduzem o consumo de água e eliminam barragens. Isso sem se falar na utilização de drones em levantamentos aerofotogramétricos, dentre outros sistemas possibilitados pelo avanço digital e tecnológico”, exemplifica Pickert. 

Durante a feira serão realizadas palestras técnicas, a exemplo do Workshop de Mineração, realizado pela CSCM da Abimaq, marcado para o dia 31 de agosto. Nesse evento serão discutidos temas como “Soluções para inovação e aumento da eficiência operacional” e “Soluções para mitigar/redução de impactos ambientais”.

Serviço

M&T Expo 2022 - 11º Feira Internacional de Equipamentos para Construção e Mineração

Data: 30 de agosto a 02 de setembro

Horário: das 13h às 20h

Local: São Paulo Expo Exhibition & Convention Center, São Paulo - SP

Inscrições: https://www.mtexpo.com.br/pt/

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04/08/2022 16:21h

Entre as metas a serem alcançadas estão diagnosticar qual a contribuição dos agrominerais na redução da dependência externa de fertilizantes solúveis

O Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM) assinou Acordo de Cooperação Técnica com a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), Universidade de São Paulo (USP) e a Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq) para o desenvolvimento do ‘Programa Nacional de Remineralizadores de Solo e Fertilizantes Naturais’, em parceria com instituições acadêmicas e outros institutos de ciência, tecnologia e inovação (ICTs). 

O projeto tem início com a criação de uma forte rede de pesquisa por novos insumos agrícolas, com o objetivo de gerar o crescimento sustentável da produção agrícola brasileira, além da compensação da emissão de gases do efeito estufa, por meio da fixação de carbono no solo. Entre as metas a serem alcançadas pelo programa estão diagnosticar qual a contribuição dos agrominerais na redução da dependência externa de fertilizantes solúveis; avaliar a contribuição dos agrominerais na mitigação da ação antrópica sobre as mudanças climáticas (mercado de carbono, certificação, serviços ecossistêmicos); compreender a interação entre microorganismos e minerais (biointemperismo, ciclo do carbono com a utilização de isótopos de moléculas específicas); gerar tecnologias e manejos que maximizem a eficiência dos remineralizadores; e pesquisar a extração de potássio em silicatos, bem como a extração de fósforo de fontes alternativas (fosfatos secundários, depósitos subeconômicos, esgoto urbano e água do mar). 

Assinaram o acordo o diretor-presidente do SGB-CPRM, Esteves Colnago, e os diretores de Geologia e Recursos Minerais (DGM), Marcio Remédio, e de Infraestrutura Geocientífica (DIG), Paulo Romano. Para Colnago, o Brasil precisa de alternativas para continuar a promover o crescimento da agropecuária. “O acordo traz perspectivas de avanços significativos para estimular o uso sustentável dos nutrientes e buscar por novas alternativas para incrementar o manejo da fertilidade do solo. Nesse sentido, o SGB-CPRM assume papel estratégico em rede de parcerias com instituições conceituadas na área de PDI, alcançando universidades, ICTs, bem como a cooperação com produtores."

Prêmio ECO2022 por uso sustentável do carvão vegetal

Soluções digitais para mineração com base em IA

O diretor do DGM, Márcio Remédio, citou o mapeamento agrogeológico fundamental, além da avaliação do potencial agromineral e criação de metodologias e avaliação de fontes potenciais de agrominerais silicáticos para uso - como remineralizadores de solo e outros insumos alternativos para a agricultura. Já Paulo Romano, do DIG, destacou que o acordo promove o encontro da geologia com a biologia, uma vez que os remineralizadores de solo não são diretamente nutrientes de plantas, mas nutrientes de microorganismos que, ao transformarem o pó de rocha aplicado ao solo, liberam, pelo processo de biodissolução, micronuetrientes para as plantas. 

O ‘Programa Nacional de Remineralizadores de Solo e Fertilizantes Naturais’ está inserido no contexto do Plano Nacional de Fertilizantes (PNF) e o acordo – já em vigor - tem validade até 2027.

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03/08/2022 16:04h

A iniciativa visa garantir o fornecimento do carvão vegetal como diferencial competitivo na produção de ferro-gusa

A ArcelorMittal recebeu o Prêmio ECO 2022, da Amcham (Câmara Americana de Comércio), na categoria Processos, com o case “Uso sustentável do carvão vegetal para a estratégia de descarbonização”. O projeto tem como foco a estratégia adotada nas unidades da ArcelorMittal BioFlorestas e na planta industrial de Juiz de Fora (MG), que desde 2011 utiliza o carvão vegetal produzido nas florestas sustentáveis do grupo como matéria-prima na produção de aços.

A iniciativa visa garantir o fornecimento do carvão vegetal como diferencial competitivo na produção de ferro-gusa, com excelência operacional, de forma segura, inovadora e sustentável, com foco na descarbonização do aço. 

“Globalmente, o Grupo ArcelorMittal foi pioneiro no setor ao lançar a meta de ser carbono neutro até 2050 e, como passo intermediário, reduzir em 25% suas emissões específicas até 2030. A prática apresentada comprova mais uma vez a nossa atuação de vanguarda na produção de carvão vegetal no mundo”, aponta Jefferson De Paula, presidente da ArcelorMittal Brasil e CEO da ArcelorMittal Aços Longos e Mineração LATAM.

A ArcelorMittal tem estratégia de atuação baseada nas dez Diretrizes do Desenvolvimento Sustentável (DDS), estabelecidas a partir dos 17 Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). As Diretrizes estão fundamentadas nas melhores práticas e tendências da gestão de questões sociais, econômicas e ambientais relacionadas ao negócio. 

Soluções digitais para mineração com base em IA

USIMINAS: Ebitda ajustado soma R$ 1,9 bilhão no trimestre

A edição de 2022 do Prêmio ECO recebeu 108 projetos de 86 empresas, avaliados por um time de aproximadamente 50 jurados e especialistas. No total, 28 iniciativas de 27 empresas de todos os portes e segmentos da economia foram premiadas.

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02/08/2022 15:46h

Desenvolvida a partir da experiência de profissionais de mineração, a plataforma oferece a possibilidade de tomada de decisão em tempo real

A BASF Mining Solutions e a empresa de IA IntelliSense.io desenvolveram um conjunto de soluções digitais com base em Inteligência Artificial (IA) com o objetivo de tornar as operações de processamento de minério mais eficientes, sustentáveis e seguras. 

A solução combina a experiência em processamento mineral e química de beneficiamento de minérios com a inteligência artificial industrial de última geração. Desenvolvida a partir da experiência de profissionais de mineração, a plataforma oferece a possibilidade de tomada de decisão em tempo real, além de um portfólio de aplicativos de otimização de processos voltados para a cadeia produtiva da mineração. O resultado é uma maior entrega de valor, por garantir atividade de mineração com maior rendimento, recuperação e redução da pegada de energia, água e resíduos. 

USIMINAS: Ebitda ajustado soma R$ 1,9 bilhão no trimestre

Consumo de eletricidade tem impacto no semestre

Detalhes da plataforma e seus aplicativos, sensores, a possibilidade de controle de operações de espessamento, flotação, moagem, lixiviação, estoque, bombeamento, entre outros serviços, podem ser acessados neste link, onde também há estudos de casos reais de aplicação, como o trabalho com um grande produtor de minerais que maximizou a produção, reduziu o consumo de floculantes e diminuiu interrupções do processo em até 18%.

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Brasil Mineral
01/08/2022 16:20h

Em função de perdas cambiais registradas no fechamento do trimestre, o lucro líquido ficou em R$ 1,1 bilhão, 16,1% inferior ao trimestre inicial

A Usiminas obteve Ebitda Ajustado Consolidado de R$ 1,9 bilhão no segundo trimestre de 2022, um crescimento de 23,7% sobre os R$ 1,6 bilhão do primeiro trimestre do ano. A margem Ebitda Ajustado Consolidado passou de 19,9% nos três primeiros meses, para 22,6% no segundo trimestre de 2022. As vendas de aço da companhia somaram 1,1 milhão de toneladas no segundo trimestre, sendo 87% destinadas ao mercado interno e 13% às exportações, ante 76% e 24% nos três primeiros meses do ano. Em função de perdas cambiais registradas no fechamento do trimestre, o lucro líquido ficou em R$ 1,1 bilhão, 16,1% inferior ao trimestre inicial. As perdas cambiais foram parcialmente compensadas pelo melhor resultado operacional. 

“Sempre com foco no atendimento ao mercado interno, a Usiminas apresentou uma evolução de 9% nas vendas realizadas no País, com uma melhoria no nosso mix de produtos, e Ebitda em alta tanto na Siderurgia, quanto na Mineração Usiminas e na Soluções Usiminas”, afirmou Alberto Ono, presidente da Usiminas. O executivo destacou ainda os aportes que vêm sendo feitos na reforma do Alto-Forno 3 da Usina de Ipatinga. “Este é um dos maiores e mais complexos projetos dos últimos anos. A reforma do equipamento, cujos preparativos já foram iniciados, é um dos grandes desafios que temos pela frente. É uma reforma com investimento de cerca de R$ 2 bilhões e que vai gerar em torno de oito mil vagas de trabalho."

A Usiminas comunicou também que a operação no Alto-Forno 2 será retomada para o próximo mês de outubro, com Capex mantido em R$ 35 milhões. O retorno do equipamento foi baseado na programação de produção e no estoque de placas da companhia, em função da paralisação temporária do AF-3. 

Na Unidade Siderurgia, o Ebitda Ajustado alcançou R$ 1,5 bilhão no segundo trimestre, ante R$ 1 bilhão no primeiro trimestre, o que configura um aumento de 43,8%. A margem Ebitda Ajustado foi de 18,8% (14,6% no 1T22). A Usina de Ipatinga produziu 671 toneladas de aço bruto no segundo trimestre, com queda de 0,9% quando comparada a dos três primeiros meses do ano. A produção de laminados das usinas de Ipatinga e Cubatão totalizou 1,07 milhão de toneladas, com redução de 1,7% na comparação aos três meses iniciais de 2022. 

Consumo de eletricidade tem impacto no semestre

Pesquisa: Unicamp desenvolve dispositivo bioativo com cobre

Na Mineração Usiminas, a produção atingiu 2,3 milhões de toneladas, um aumento de 35,3% quando comparado aos números do primeiro trimestre, representando uma retomada nos níveis de produção, após um primeiro trimestre que foi fortemente impactado por recordes de chuvas com paralisação temporária das operações no período. O volume de vendas da unidade de negócios Mineração atingiu 2,4 milhões de toneladas no trimestre, com alta de 48,4% quando comparado ao trimestre anterior. Já na Soluções Usiminas, empresa que atua no mercado de distribuição de aço, serviços, fabricação e venda de tubos de pequeno diâmetro, obteve receita líquida de R$ 2,4 bilhões, incremento de 13,1% em relação ao trimestre anterior. O Ebitda Ajustado da unidade ficou em R$ 269 milhões no segundo trimestre, 301,4% superior ao dos três primeiros meses de 2022. A margem Ebitda Ajustado foi de 11,1% no período, contra 3,1% no primeiro trimestre. 

A Agenda ESG da Usiminas e os temas de sustentabilidade mostraram evolução nas metas divulgadas. O nível de recirculação de água no segundo trimestre atingiu 94,8%; o número de mulheres nas turmas de Formação de Aprendizes atingiu 58,8%, enquanto o Índice Geral de Satisfação dos Clientes chegou a 90,3%. O atingimento das metas estabelecidas segue de acordo com o planejado, também, no que diz respeito a temas como Eficiência Energética e combate às mudanças climáticas. 

A Usiminas descaracterizou a Barragem Central da Mineração Usiminas. Em maio, a Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) oficializou a descaracterização da última estrutura de disposição de rejeitos construída a montante na unidade. Em seus 60 anos de atividades, a Usiminas dá prosseguimento às ações de apoio e incentivo às iniciativas de responsabilidade social, entre elas projetos culturais nas comunidades onde está presente. Nesse contexto, as empresas Usiminas se destacaram como uma das maiores investidoras em cultura por meio das leis de incentivo em 2021, posicionando-se como a quinta maior incentivadora da cultura no país pela Lei Federal e a terceira em Minas Gerais pelas leis estaduais.

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28/07/2022 18:10h

A guerra entre Rússia e Ucrânia e as restrições à circulação em grandes cidades chinesas devido à Covid-19, tem ocasionado uma queda do valor de venda do aço

Segundo levantamento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a guerra entre Rússia e Ucrânia e as persistentes restrições impostas à circulação em grandes cidades chinesas devido à COVID-19, tem ocasionado uma queda do valor de venda do aço, além de pressionar prazos de entrega e aumentar o valor de fretes, fatores que prejudicaram a indústria metalúrgica brasileira no primeiro semestre deste ano. 

Pesquisa: Unicamp desenvolve dispositivo bioativo com cobre

Produção brasileira cai 2,8% no semestre

O resultado da movimentação é uma menor demanda por energia elétrica no setor, segundo a CCEE. O consumo da metalurgia, que é o mais representativo em termos de volume de energia, foi de 5.441 MW médios, com oscilação negativa de 0,2% na comparação com o mesmo período de 2021. Das dez classes de atividades monitoradas pela CCEE, cinco mantiveram-se estáveis ou em queda, com declínio maior na produção de laminados planos de aço (-5,1%) e metais não-ferrosos e suas ligas (-2,3%). Entre as que registraram aumento, o destaque no primeiro semestre ficou para os relaminados, trefilados e perfilados de aço (30,1%). A Câmara de Comercialização aponta ainda a crise logística internacional como fator para a oscilação negativa, que desencadeou preços mais altos e prazos maiores de produção e entrega.

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Brasil Mineral
27/07/2022 14:48h

O revestimento é denominado biofuncionalização e feito por um processo de eletrodeposição com tratamento químico.

Uma equipe de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveu um implante bioativo capaz de desativar vírus e matar bactérias. O dispositivo funciona com um fino filme à base de cobre, com espessura 15 vezes menor do que um fio de cabelo. O revestimento é biocompatível e previne a contaminação do material por microorganismos causadores de infecções, como a osteomielite, que afeta os ossos, e a peri-implantite, no caso de próteses dentárias. 

A fabricação de ligas metálicas biomédicas com adição de cobre e prata não é uma novidade nos meios acadêmicos, mas em vez de misturar o cobre de forma homogênea na liga, os pesquisadores propuseram uma fase de recobrimento para os implantes já em estágio avançados de fabricação. A vantagem dessa tecnologia é que não será necessário alterar a matéria-prima, que é normalmente utilizada na produção de implantes metálicos, o que torna a implementação no processo produtivo mais viável. “Os implantes metálicos bactericidas e virucidas foram feitos com titânio e ligas comerciais e, com isso, não é preciso modificar as linhas de produção da indústria. A empresa fabricante do dispositivo só precisa incorporar a nova etapa no processo de fabricação já utilizado”, diz Éder Sócrates Najar Lopes, professor e pesquisador da Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM Unicamp). O revestimento poderia ser incluído, por exemplo, em implantes permanentes, como os odontológicos, que usam parafusos de titânio para substituir a raiz de dentes, e os ortopédicos.

O revestimento é denominado biofuncionalização e feito por um processo de eletrodeposição com tratamento químico. A técnica permite o beneficiamento de peças em diferentes geometrias, das mais simples às mais complexas. Para agregar o cobre na superfície dos implantes, os pesquisadores aplicaram um tratamento térmico. As peças com a cobertura metálica foram aquecidas para que as partículas da película protetora se integrassem ao titânio. “Esse cobre que está na superfície começa um processo de difusão atômica, sendo transportado para dentro do titânio. Dessa forma, o revestimento passa a fazer parte do implante”, explica o pesquisador Luiz Antônio Côco. Isso evita que o implante sofra com a corrosão ao ser colocado em contato direto com os tecidos humanos. 

Os testes realizados em laboratório simularam o ambiente de um organismo vivo, o biomaterial, que se mostrou promissor. Os implantes revestidos pelo biomaterial registraram um leve aumento de resistência à corrosão, quando comparados com as ligas sem tratamento, e não apresentaram alteração das propriedades mecânicas. Os resultados foram verificados durante o doutorado de Luiz e a tecnologia teve o pedido de patente depositado pela Inova Unicamp no INPI. Os ensaios biológicos de biocompatibilidade com bactérias e vírus foram realizados pelas equipes dos professores Augusto Ducati Luchessi e Laís Pellizzer Gabriel, da Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA Unicamp), e Clarice Weis Arns, do Instituto de Biologia (IB Unicamp).

Produção brasileira cai 2,8% no semestre

A Política Mineral Brasileira

Ciências de dados para analisar rochas

O corpo humano tem uma tolerância alta ao cobre, mas em grandes concentrações esse metal pode matar as células saudáveis. O dispositivo intrauterino (DIU) é um exemplo do uso controlado do cobre para fins médicos. Introduzido no útero, o metal contido no aparato impede o encontro do espermatozóide com o óvulo. No caso dos implantes bioativos revestidos, o objetivo é impedir que vírus e bactérias se depositem no metal. No estudo desenvolvido pela Unicamp, os pesquisadores conseguiram controlar a quantidade de cobre exposta na superfície do implante, de forma a reduzir possíveis efeitos colaterais e toxicidade às células humanas. 

Já os implantes de titânio são normalmente fixados em contato com o osso, um tecido com pouca circulação sanguínea. A baixa vascularização dificulta a chegada de remédios, como antibióticos, no caso de infecções. Nesses casos, o tratamento pode incluir a retirada do implante, com nova cirurgia. “Isso pode levar a perdas ósseas e abrir a possibilidades de novas infecções, mas se o paciente tem um implante com o revestimento bioativo você consegue reduzir esse risco”, comenta Luiz. A dição do cobre libera lentamente íons que garantem os benefícios antibacterianos de ação prolongada. O revestimento impede o crescimento de microrganismos na superfície do implante e mantêm a atividade inibitória ou destrutiva antes, durante e depois das cirurgias, diminuindo assim a probabilidade da colonização por bactérias. As peças funcionalizadas também tiveram atividade virucida comprovada após seis horas. “Esse é um ótimo resultado, pois se equipara ao do cobre puro”, afirma Eder. 

A próxima fase dos estudos prevê testar os implantes bioativos em modelos animais e humanos. Empresas interessadas em explorar a tecnologia devem procurar a Agência de Inovação Inova Unicamp para negociações. “Estamos traçando um protocolo para ensaios in vivo”, diz o professor, que busca parceiros para o projeto. “Se tivermos uma empresa que invista nos testes, podemos acelerar o processo de validação, necessário para que a tecnologia chegue ao mercado”, completa.

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