Mineração

22/09/2021 19:07h

Licitação aberta pelo governo de Minas Gerais vai dar mais transparência ao processo. Empresas interessadas podem protocolar habilitação, propostas técnica e comercial até 6/10

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede) tornou público o edital para empresas interessadas na elaboração do Plano Estadual de Mineração (PEM). A data limite para protocolar envelopes de habilitação, proposta técnica ou proposta comercial expira em 6 de outubro, às 16h, com a abertura da documentação prevista para o dia seguinte, 7 de outubro.

O Plano Estadual de Mineração de Minas Gerais visa orientar ações de longo prazo com o objetivo de promover uma atividade minerária competitiva e sustentável no estado, além de produzir cada vez mais valor para os mineiros. O PEM contemplará em seu escopo outros temas relacionados à mineração em Minas Gerais, como as cadeias produtivas minerais, os desafios que a mineração enfrenta atualmente em Minas Gerais, condicionantes e cenários futuros. Além disso, o plano irá propor políticas públicas, incluindo ações e iniciativas estratégicas que coordenarão os esforços do setor público e privado para o desenvolvimento da mineração para os próximos 20 anos. 

O PEM irá fortalecer e contribuir para a revitalização do setor mineral estadual ao tornar Minas Gerais o estado mais competitivo no setor e consolidar a sua posição como relevante player nacional e internacional no mercado de mineração. A iniciativa, inédita no contexto histórico-político do Governo de Minas Gerais, mostra que é possível enfrentar grandes desafios, socioeconômicos e ambientais, de maneira transparente, utilizando as melhores práticas para a gestão da política minerária no Estado. "O plano vai trazer uma perspectiva de longo prazo.

Questões complexas serão abordadas, entre as quais, esgotamento de jazidas mineiras, alternativas econômicas para municípios dependentes da mineração, meio ambiente e novas fronteiras da mineração no estado, como lítio, níquel, elementos de terras raras, grafita, entre outros minerais estratégicos, que são essenciais à transição energética para uma economia de baixo carbono”, disse o Superintendente de Política Minerária, Energética e Logística da Sede, Marcelo Ladeira, 

A sessão de lances ocorrerá no endereço conforme consta no edital (Processo de Compras nº 004/2021 – Concorrência nº 02/2021) e os interessados poderão retirá-lo no site www.compras.mg.gov.br.

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14/09/2021 17:35h

O Selo Sustentabilidade Tesouro Verde é dado pelo estado às empresas que adotam medidas mais ecológicas em seus processos

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Com o propósito de promover uma cadeia produtiva de valor ambiental, a Mina Tucano, localizada a 200 km de Macapá (AP), adotou o Selo Sustentabilidade Tesouro Verde em sua operação no estado. A ideia é adotar medidas sustentáveis em atividades que vão desde a produção do ouro até o consumidor final.

A adesão também motiva a realização de práticas responsáveis do ponto de vista ESG, que traduzido do inglês significa Governança Ambiental, Social e Corporativa. Trata-se de uma avaliação da consciência coletiva de uma companhia sobre fatores sociais e ambientais.

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Segundo o diretor de Operações da Mina Tucano, Fabio Marques, a adesão surgiu do interesse da empresa de informar que as atividades de minério “têm origem em uma operação responsável, com proteção ambiental e boas práticas no curto, médio e longo prazo.”

A iniciativa faz parte da política de sustentabilidade do governo do Amapá, que reconhece as empresas que compensam a pegada ecológica por meio do Selo Sustentabilidade Tesouro Verde. O título é concedido pelo Grupo Brasil Mata Viva (BMV).

Como funciona

Por meio da Lei 2.353/2018, regulamentada pelo Decreto 2.894/2018, o Amapá passou a disponibilizar uma série de incentivos públicos para que as atividades econômicas que conservam florestas nativas ingressem na economia verde do estado.

Nesse sentido, o Selo Sustentabilidade Tesouro Verde é a credencial reconhecida pelo governo local, que atesta que a companhia cumpriu a Cota de Retribuição Socioambiental do ano, adquirindo o Crédito de Floresta.

Entre as vantagens de aderir ao Selo está o incentivo do comércio sustentável do minério e a valorização da mineração responsável, por comunicar suas estratégias de ESG com sua cadeia de valor.

Com o selo, o comprador tem acesso a todas as informações de conservação das florestas com adesão ao programa do governo do Amapá, além de poder acompanhar as ações de neutralização de carbono da operação, entre outros benefícios gerados pelo Tesouro Verde.
 

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02/09/2021 18:15h

As áreas de garimpo aumentaram 10 vezes, entre 1985 e 2020, enquanto a mineração industrial cresceu 4,7 vezes no período

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Entre 1985 e 2020, a área ocupada pela mineração no Brasil, incluindo a atividade industrial e o garimpo, aumentou seis vezes, passando de 31 mil hectares para 206 mil hectares de área minerada. Os dados, inéditos, foram divulgados pelo projeto MapBiomas e indicam um crescimento acelerado das áreas de garimpo, que aumentaram 10 vezes, enquanto a mineração industrial cresceu 4,7 vezes no período. Em 1985, dois terços da área ocupada pela atividade era mineração industrial e um terço garimpo. Hoje, há mais áreas de garimpo do que de mineração industrial. O garimpo ultrapassa 50% da área minerada no País. 

De acordo com o pesquisador do MapBiomas Pedro Walfir, esse aumento da área minerada está muito relacionado com os preços das commodities minerais no mercado internacional. Antes os preços eram muito estáveis, mais a partir de 2000 os preços do ouro e do minério de ferro tiveram aumentos expressivos, acentuando-se ainda mais a partir de 2008.  

Das áreas mineradas no País, 72% estão na Amazônia, 14,7% na Mata Atlântica e 9,9% no Cerrado. No caso da mineração industrial, a Amazônia lidera, com 48 mil hectares, vindo depois a Mata Atlântica, com 29 mil hectares, seguida do Cerrado, com 15 mil hectares. Já no caso do garimpo, a Amazônia tem 93% da atividade, enquanto a Mata Atlântica tem 1% e o Cerrado 4,7%. A explicação para o crescimento na Amazônia, segundo o pesquisador, é que o bioma contém as grandes províncias minerais. A Mata Atlântica, por sua vez, possui o Cráton São Francisco. Isso explica o fato de o Pará e Minas Gerais serem os dois principais produtores minerais do País. 

Um dado crítico mostra que 9,3% das áreas de garimpo estão dentro de terras indígenas, embora apenas 11 das mais de 500 áreas indígenas apresentem atividade garimpeira. Nos últimos 10 anos, houve um crescimento de 495% de área de garimpo em terras indígenas. O território dos Kayapó é o mais minerado, com mais de 7.600 hectares, seguido pelos Munduruku, com 1.592 hectares e Yanomami, com 414 hectares. Um total de 40,7% das áreas de garimpo estão em Unidades de Conservação, com um crescimento de 301% nos últimos 10 anos, alcançando 42 mil hectares em 2020. A maior área está na APA do Tapajós, com 34,7 mil hectares. 

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Dos 10 municípios com maior área minerada, 9 estão no estado do Pará e apenas um no Mato Grosso. Itaituba, no Pará, é o município com a maior área minerada, com quase 45 mil hectares, seguido por Jacareacanga, também no Pará, com 9.450 hectares, Parauapebas (PA), com 7.558 hectares, Oriximiná (PA), 6.278 hectares e São Félix do Xingu (6.212 hectares). 

Em termos de substâncias minerais, do ponto de vista industrial a substância mais lavrada é o minério de ferro, com 25,4%, vindo a seguir o alumínio (bauxita), com 25,3%, as rochas ornamentais, com 13,5%, estanho (9,1%), o calcário (8,7%), minerais de classe 2 – brita e areia (7,1%) e o ouro (6,0%). Já no garimpo, o ouro predomina, com 86,1% das áreas mineradas, seguido pelo estanho, com 8,4%.
 

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20/08/2021 15:33h

O grupo de trabalho criado na Câmara para elaborar a proposta de uma nova legislação (Decreto-Lei 227/67) discutiu o assunto com especialistas e representantes do governo, durante audiência pública.

A Câmara dos Deputados promoveu audiência pública nos dias 17 e 18 de agosto para debater propostas com o objetivo de atualizar o Código de Mineração (Decreto-Lei n°. 227/67). Participaram do encontro membros do Ministério de Minas e Energia (MME), Ciência e Tecnologia, Agência Nacional de Mineração (ANM), Cetem e Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM), que apresentaram dados e responderam a dúvidas dos parlamentares. 

O diretor-presidente do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Esteves Pedro Colnago, comentou sobre as áreas de atuação da empresa e o enfoque que desempenha na base do setor mineral brasileiro, além de mostrar uma visão geral das ações voltadas à disponibilidade hídrica, proteção contra desastres naturais e para preservação do meio ambiente.

"A atuação do SGB na área de risco não é de amplo conhecimento, mas é de extrema importância para enfrentar situações de calamidade agravadas pelas alterações climáticas, que ocorrem no mundo inteiro, e no Brasil tem se manifestado de uma forma muito intensa nos últimos tempos, exigindo nossa presença acompanhando eventos extremos, como neste ano fizemos na cheia na bacia amazônica e novamente na seca no Pantanal", avaliou.

Na sequência, o diretor-presidente do SGB-CPRM detalhou estudos realizados para avaliar o potencial em áreas de relevante interesse mineral, ampliando conhecimento sobre minerais estratégicos como grafita, cobalto, lítio, fosfato, potássio e terras raras.

"Estudos apontam o crescimento da produção agrícola nos próximos dez anos e a necessidade para atender a essa demanda de estudos sobre agrominerais e para garantir a disponibilidade hídrica", ressaltou, acrescentando que grande parte dos projetos desenvolvidos sãos estratégicos e voltados à demanda da indústria 4.0 e da agricultura do país. "O SGB-CPRM esteve ausente durante todos esses anos do setor de óleo e gás, que é um papel comum nos serviços geológicos pelo mundo", acrescentou.

Já, o diretor de Geologia e Recursos Minerais, Marcio Remédio, que acompanhava o diretor-presidente, apresentou dados do relatório Best Practices Mineral Potential Index (BPMPI) do Instituto Fraser.

"A disponibilização, reestruturação do banco de dados, interpretação e disponibilização de dados aerogeofísicos refletem evidentemente nos investimentos em pesquisa no país. De 2017 para cá, observa-se um crescimento nas curvas de atratividade especialmente devido às atividades do SGB no Brasil", relatou. 

No dia anterior, a secretária-adjunta de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia, Lilia Mascarenhas Sant'agostino, disse que o Brasil vive um momento de muita atividade mineral, ao mesmo tempo em que o setor apresenta grande importância para o desenvolvimento econômico do país, além de destacar que, durante a pandemia, o setor, graças ao esforço das empresas e de regulação do governo, que tratou o setor como serviço essencial, manteve os níveis de produção, enquanto outros países apresentaram declínio.

"O setor dos agregados da construção civil surpreendeu. A tendência de expansão acompanhou a mudança dos hábitos da população", citou como exemplo.

Lília seguiu dizendo que o setor mineral gerou saldo extremamente positivo na Balança Comercial, ao ponto de ser o primeiro setor produtivo em termos de resultados para a economia brasileira em 2020. “A percepção dos investidores a movimentos de alteração da legislação é bastante receosa, inclusive, em outras épocas resultou em fuga nos investimentos. Porém, desde 2017, segundo ela, o cenário é otimista e existe perspectiva para grandes investimentos para o quadriênio 2020/2025, que acompanha a perspectiva mundial de um ciclo de crescimento da mineração”.

Lília disse ainda que mudanças regulatórias também são pontos de atenção e é preciso considerar risco conjuntural. “Uma vez que o país seja reconhecido como tendo muita oscilação, isso é um ponto bastante negativo e afugenta investimentos". A secretária citou também preocupação com proposta que indica a redução ou extinção do percentual da CFEM destinado à ANM, o que significaria um grande risco para o setor.

O diretor-geral da Agência Nacional de Mineração, Victor Hugo Bicca, destacou o desempenho do setor mineral, que cresceu 95% no primeiro trimestre em relação ao ano anterior, totalizando R$ 68 bilhões. O setor gerou 11 mil empregos nos três meses iniciais de 2021, crescimento formal de 7.7%, principalmente nos estados de MG, PA, SP, BA, GO, ES.

“A arrecadação da CFEM também vem crescendo, em parte devido à mudança da alíquota e da base de cálculo e aperfeiçoamento da fiscalização. Apenas em julho, mais de R$ 1 bilhão, sendo que o minério de ferro (83,4%), ouro (4,6%), cobre (3,5%), alumínio (1.8%) e calcário (1.1%) são as cinco principais substâncias produzidas. O setor mineral, de janeiro a julho, representou cerca de 28% das exportações (US$ 38.8 bilhões), aumento de 66% em comparação ao mesmo período do ano anterior. As principais commodities minerais são minério de ferro, alumínio, níquel e rochas ornamentais. 

Em seguida, Bicca citou os esforços da ANM para melhorar a regulação do setor, ainda que mudanças no Código de Mineração não tenham prosperado. Entre os avanços, citou a criação da ANM em 2017, implantada em dezembro de 2018 e a alteração da base legal da CFEM. Explicou que a agenda regulatória, análise de impacto regulatório e processo de participação e controle social são alicerçados em três princípios: previsibilidade, transparência e segurança jurídica.

"Avançamos muito nos últimos dois anos, mas ainda temos muito por fazer. Estamos concluindo a agenda regulatória até 2023. “Sabemos que a estabilidade na regulação proporciona a estabilidade jurídica e a previsibilidade tão importante para o florescimento do ambiente de negócios, com efeitos positivos para toda a sociedade". Isso não significa que não devemos promover aperfeiçoamentos no diploma legal vigente, mas que devemos fazer com cautela e que milhares de investidores interessados no potencial geológico brasileiro nos acompanhe. Estamos à disposição para o diálogo com o parlamento e a sociedade brasileira", concluiu. 

Atualmente, há cerca de 80 substâncias que são produzidas, sendo que 95% das minas em operação no país são minas a céu aberto, o que evidencia, segundo Bicca, que o subsolo ainda é desconhecido. "Dada a diversidade geológica e a amplitude territorial, é necessário ampliar o conhecimento geológico".  O diretor-geral da ANM disse que a agência trabalha em parceria com o MME para somar esforços no que se refere à parte de mapeamento em escala regional, detalhe, semi-detalhe, além de agregar conhecimento geológico gerado nos processos. “Desta forma, iremos otimizar o conhecimento em prol da sociedade", afirmou.  

O diretor do Departamento de Tecnologias Aplicadas do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Telecomunicações, Eduardo Soriano Lousada, defendeu a proposta de criação de um capítulo na nova legislação de incentivo à ciência, tecnologia e inovação mineral. "Somos grandes exportadores de commodities. Nosso desafio é agregar valor nessa cadeia produtiva", afirmou. Ele apoia a ideia de destinar 1% da arrecadação da CFEM ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, com o objetivo de instituir um Programa de PD&I para promover a inovação e o desenvolvimento do setor mineral.

A diretora do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), Silvia Cristina Alves França, detalhou o trabalho realizado pela entidade ligada ao MCTI e com as entidades do setor mineral focado em tecnologia mineral e ambiental relacionadas à mineração. "O Cetem nasceu dentro da CPRM. Possuímos boas parcerias com as entidades do setor, trocando informações com instituições que conhecem e sabem a importância das trocas de informações e da formação de redes para o desenvolvimento do setor", destacou.

Ao final, o deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES) lembrou a atuação do SGB-CPRM na época em que presidia o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), quando ocorreu uma grande cheia na bacia do rio Doce. "As informações precisas do Serviço Geológico do Brasil nos permitiu fazer intervenções ao longo da bacia do rio Doce e salvarmos inúmeras vidas", relatou. “Quase tivemos que desalojar 200 pacientes internados no hospital de Colatina, caso o rio subisse mais 20 centímetros. A confiança no dado técnico de que o rio subiria apenas 15 cm e voltaria a descer foi fundamental. O SGB às vezes passa despercebido nas políticas públicas, mas tenho orgulho do estudo, da ciência, tecnologia e da gente comprometida desse nosso país", elogiou.

O presidente do Centro Brasileiro dos Exportadores de Rochas Ornamentais (Centrorochas), Frederico Robison; o presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Rochas Ornamentais (Abrirochas), Paulo Roberto Amorim Orcioli; e o presidente do Instituto de Desenvolvimento da Mineração (IDM), Wagner Pinheiro, também participaram da audiência desta quarta-feira. As reuniões foram coordenadas pelo deputado Roman (Patriota-PR) e pela deputada Greyce Elias (Avante-MG), que é autora do requerimento dos debates, juntamente com o deputado Joaquim Passarinho (PSD-PA) também. O relatório final está previsto para novembro.

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19/08/2021 15:47h

Segundo Ministério de Minas e Energia, entre os oito primeiros empreendimentos apreciados pelo comitê interministerial, cinco foram considerados aptos a integrar a política. Outros dois projetos foram deliberados como pendente de decisão.

O Comitê Interministerial de Análise de Projetos de Minerais Estratégicos (CTAPME), coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), analisou, em reunião na última terça-feira (17), oito empreendimentos de mineração para integrar a Política Pró-Minerais Estratégicos.

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Essa política foi instituída e qualificada no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) pelo Decreto nº 10.657/2021 e vai priorizar a implantação de projetos de produção de minerais que o Brasil importa em larga escala (potássio e carvão metalúrgico), de minerais utilizados em produtos de alta tecnologia (lítio, silício, cobalto e grafita) e de minerais em que o Brasil é líder em produção (minério de ferro).

Segundo o MME, entre os oito empreendimentos apreciados, o comitê considerou cinco aptos. A lista dos projetos habilitados ainda será disponibilizada no site do ministério.

Dos  empreendimentos analisados, três eram para a produção de minério de ferro, um para a produção de manganês e um para a produção de cobre, todos localizados no Pará. Os outros três eram para a produção de potássio, no Amazonas, fosfato no Rio Grande do Sul e ferro,em Minas Gerais. 

Os titulares dos empreendimentos habilitados para integrarem a Política Pró-Minerais Estratégicos, serão comunicados pelo CTAPME. 

O comitê interministerial foi instituído no dia 18 de junho deste ano, e auxilia projetos minerários considerados relevantes para a ampliação da produção nacional de minerais estratégicos, que necessitam de apoio ao licenciamento ambiental. 

Com informações do Ministério de Minas e Energia
 

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13/08/2021 18:40h

Promoção da sustentabilidade ambiental e manutenção de atividade econômica também estão entre os objetivos do programa, que teve o seu detalhamento divulgado pelo Ministério de Minas e Energia

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O compromisso com o meio ambiente e a sustentabilidade está crescendo. Cada vez mais surge a necessidade de novas implementações dentro de setores como o mineral, por exemplo, onde novas tecnologias de combustão limpa permitem a utilização de combustíveis de baixo poder calorífico. É o que garante o detalhamento do Programa para Uso Sustentável do Carvão Mineral Nacional, publicado através da Portaria nº 540/GM/MME pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

O Programa busca estabelecer uma política para a continuidade da atividade de mineração de carvão nos estados da Região Sul do Brasil, feita através da geração termelétrica de energia e produção de novos produtos a partir do carvão mineral. Com isso, são estabelecidos objetivos como a promoção da sustentabilidade ambiental e manutenção de atividade econômica na Região, ao mesmo tempo que usinas desativas são substituídas afim de modernizar e instalar novas capacidades de geração pelos próximos anos.

Segundo André Luiz Rodrigues Osório, Diretor de Departamento de Informações e Estudos Energéticos do Ministério de Minas e Energia, cada um dos objetivos busca identificar barreiras, fazer um diagnóstico e propor ações a serem realizadas, assim como contribuir com o desenvolvimento regional e com a segurança energética dos municípios.

“O Programa visa a continuidade da atividade de mineração de carvão nos estados do sul do Brasil através da geração termelétrica de energia e de modo a contribuir no desenvolvimento regional, segurança energética nacional e com recuperação ambiental no que diz respeito aos resíduos da mineração gerados no passado e o reaproveitamento desses resíduos nas novas usinas termelétricas instaladas ao longo da execução desse Programa”, destaca.

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Outro ponto também levado em consideração no detalhamento é a necessidade de as contratações de carvão mineral nacional seguirem o atual compromisso do Brasil no Acordo de Paris, que trata da neutralidade nas emissões de gases de efeito estufa até o ano de 2050. André Luiz explica como as novas implementações contribuiriam para este compromisso.

“Foi estabelecida no objetivo três do Programa a premissa de encerramento da utilização do carvão mineral nacional para o suprimento do ambiente de contratação regulado, mantendo assim o compromisso do Brasil no acordo de Paris para 2050. Isso não significa que após 2050 não haja mais geração a carvão no país, a ideia é que seja buscado opções tecnológicas com zero emissão por meio de tecnologias de sequestro e armazenagem de CO2.”

Atualmente, o parque termelétrico a carvão tem uma eficiência ponderada de 32,5% e idade média de 23 anos. Através da substituição por novas usinas com maior eficiência mínima de 35%, as emissões de carbono podem ser reduzidas em 12,5%.

Região Sul

As reservas de carvão conhecidas atualmente se concentram principalmente nos três estados da Região Sul, que juntos somam 99,97% dos recursos identificados no Brasil. Destes, 89,27% estão no Rio Grande do Sul, 10,38% em Santa Catarina e 0,32% no Paraná.

Devido à grande quantidade de carvão mineral, o Rio Grande do Sul pode ser considerado a maior reserva do Brasil. Cerca de três bilhões de toneladas do minério são detidos pela Companhia Riograndense de Mineração (CRM). Com quatro minas ao todo, atualmente a única em atividade é a céu aberto localizada no município de Candiota. Segundo informações da CRM, a unidade possui as condições geológicas mais favoráveis do país e, além de realizar a mineração do carvão, investe na recuperação das áreas mineradas com o objetivo de manter a preservação do meio ambiente.

Já em relação aos parques geradores desativados, a manutenção também se torna necessária pelo fato desta desativação afetar a cadeia produtiva do carvão. Consequentemente, atividades industriais como o transporte e produção de cimento também são abaladas, o que leva ao impacto direto na economia da Região Sul. É o que destaca o diretor André Luiz:

“Destaca-se que a atividade mineral também contribui com outros segmentos industriais. As tecnologias atuais de gaseificação de carvão tornam um gás de síntese competitivo, permitindo ganhos de eficiência no desenvolvimento regional via criação de uma indústria carboquímica que produz fertilizantes, olefinas, plásticos, dentre outros. Assim, se torna oportuno o exame cuidadoso da contribuição do carvão nacional tanto para geração de energia elétrica, quanto para a produção de produtos de valor agregado.”

Além do alinhamento entre a movimentação econômica, a manutenção da indústria mineira ainda garantiria aos municípios sulistas uma nova geração de emprego e renda por meio da recuperação dos passivos ambientais.

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13/08/2021 11:15h

Projeto é localizado na Província Aurífera do Tapajós, sudoeste paraense.

A Eldorado Gold Corporation assinou contrato definitivo para alienar o projeto Tocantinzinho junto à G Mining Ventures Corp. (GMIN). Pelo acordo, a empresa receberá contraprestação inicial mínima de US$ 50 milhões, composta de um mínimo de US$ 20 milhões em dinheiro e 19,9% das ações da GMIN no fechamento da operação. Contraprestação diferida de US$ 60 milhões em dinheiro a ser paga, sujeito ao início da produção comercial de Tocantinzinho no primeiro aniversário da produção comercial. 

A GMIN tem a opção de adiar 50% da contraprestação diferida a um custo de US$ 5 milhões, caso em que US$ 30 milhões são pagáveis no primeiro aniversário do início da produção comercial e US$ 35 milhões no segundo aniversário do início da produção comercial.

Após o fechamento da Transação, a Eldorado e a GMIN firmarão um acordo de direitos do investidor que concederá à Eldorado certos direitos enquanto ela mantiver 10% das ações ordinárias da GMIN em uma base não diluída. O Acordo de Direitos do Investidor incluirá um período de bloqueio habitual até o primeiro de dois anos e a GMIN tomar uma decisão de construção positiva sobre Tocantinzinho, o direito da Eldorado de participar de futuras ofertas de ações pela GMIN, a fim de manter o maior de 19,9% do capital social da GMIN e da participação pro rata da Eldorado antes da oferta, e direitos e restrições habituais adicionais para uma transação dessa natureza.

“Esta transação fornece à Eldorado valor imediato para Tocantizinho, ao mesmo tempo que mantém uma exposição significativa à criação de valor futuro por meio de nossa participação acionária na GMIN”, disse George Burns, presidente e CEO da Eldorado. 

“O projeto será um ativo fundamental para a GMIN, uma equipe com um forte histórico de construção de minas dentro do prazo e do orçamento. Junto com nossa equipe brasileira local, acreditamos que eles são o grupo certo para desenvolver o ativo com responsabilidade e estamos ansiosos para acompanhar e apoiar seu sucesso”. 

A transação está sujeita às condições habituais de fechamento, incluindo aprovações regulatórias necessárias e deve ser concluída no quarto trimestre de 2021. A Trinity Advisors Corporation atuou como consultora financeira da Eldorado e a Fasken atuou como consultora jurídica da Eldorado.
 

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10/08/2021 20:50h

Segundo o vice-presidente de sustentabilidade e estratégia da Nexa Resources, Felipe Guardiano, a colaboração das empresas de mineração foi além de doações, e entrou no campo da gestão e logística

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A pandemia da Covid-19 provocou, na sociedade, um comportamento de isolamento entre os indivíduos. Porém, da ótica da solidariedade, é possível dizer que houve, na verdade, uma integração. No mundo corporativista não foi diferente, sobretudo no que diz respeito à atuação de empresas ligadas ao setor de mineração.

Exemplos de implementação de atividades voltadas para a governança social e ambiental, assim como recursos revertidos em trabalhos socioeducativos nas comunidades foram abordados no primeiro dia do 6º. Mineração &/X Comunidades, promovido pela Brasil Mineral, realizado nesta terça-feira (10).

Na ocasião, o presidente do Sindimiba e da Largo Resources, Paulo Misk, pontuou que a companhia investiu, durante a pandemia, na capacitação dos colaboradores. Além disso, houve um foco na contratação de moradores de localidades baianas próximas à instalação, e aplicação de dinheiro em cursos e atividades desportivas e culturais nessas comunidades.

“Nós também fizemos um trabalho muito forte junto à comunidade. Não só campanhas educativas, mas também doação de kits, teste de Covid-19, doação de ventiladores. Doamos cestas básicas para que as pessoas pudessem ficar em casa, tendo o que servir aos filhos. Doamos EPIs às prefeituras, mais especificamente para equipes de saúde que tinham algum contato com a população. Foi um trabalho muito intenso”, destacou.

O Sindimiba é o Sindicato das Indústrias Extrativas de Minerais Metálicos, Metais Nobres e Preciosos, Pedras Preciosas e Semipreciosas e Magnesita no Estado da Bahia. Já a Largo Resources é uma empresa do mesmo estado que atua na extração de vanádio. 

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O evento também contou com a presença do diretor de assuntos corporativos da plataforma de fundos de investimento em mineração Appian Brasil, Sílvio Lima. Segundo ele, a pandemia mostrou que o ser humano é adaptável em momento de situações adversas, e que essa mutabilidade é aplicada às empresas do setor mineral, que têm buscado uma proximidade maior com causas sociais.

“Os investimentos sociais e a nossa forma de agir precisam ser observados pela ótica de quem recebe o investimento. Intenção não implica em resultado. Reconhecer a vulnerabilidade é uma forma de multiplicar força e não de demonstrar fraqueza. E, definitivamente, o poder econômico não é preponderante no sucesso de ações de investimento social”, explicou.

Empresa, colaborador e comunidade

Durante o evento, o diretor-presidente da Mineração Caraíba, mineradora situada no norte da Bahia, Manoel Valério afirmou que a consideração do setor mineral como atividade essencial foi um fator que levou as companhias a ampliarem sua responsabilidade social. Sobre isso, Valério ressalta que esse ponto exaltou o foco na consciência dos colaboradores, que precisavam levar esse comportamento à comunidade em que viviam.

“Nós começamos a atuar em dois pilares muito fortes: confiança e transparência. Nós tínhamos que nos aproximar. Trabalhamos com três unidades operacionais, em três municípios. Então, tínhamos contato toda semana. Perguntávamos o que eles estavam fazendo e informávamos o que estávamos fazendo. Queríamos saber o que precisava ser trabalhado para que conseguíssemos superar esse momento, não só dentro da companhia, mas em todo o território”, destacou.

Vice-presidente de sustentabilidade e estratégia da empresa global de mineração Nexa Resources, Felipe Guardiano também participou do evento e, na ocasião, disse que a colaboração das empresas de mineração foi além de doações e dicas de como se prevenir da Covid-19.

“Tem muita questão logística e de gestão e outras para as quais estamos preparados, porque tivemos treinamento para isso. Mas se formos em um posto de saúde vamos encontrar a mesma capacidade de gestão para administrar uma pandemia? Talvez não. E, talvez possamos ajudá-los a fazer isso. Eu acho que existiu muita colaboração da nossa parte, entre empresa e município, porque tínhamos um problema em comum”, pontuou.

O 6º. Mineração &/X Comunidades é um evento promovido pela Brasil Mineral e conta com a participação de empresários e especialistas. A ideia é promover ideias de ações já desenvolvidas e futuras iniciativas que visam integrar o setor de mineração às comunidades. 

A programação segue nesta quarta-feira (11), com a presença de nomes como Fábio Giusti e Maria Green (do Cetem), Ivan Simões (da Anglo American), Gilberto Azevedo (da Kinross), Marcelo Dutra (da Bamin) e Rogério Moreira (da AMIG – Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais e do Brasil). O evento terá início às 14h e poderá ser acompanhado pelo canal da Brasil Mineral no YouTube.

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09/08/2021 19:30h

Empresários e representantes do setor discutem temática na abertura da sexta edição do Mineração &/X Comunidades, promovido pela Brasil Mineral, nesta terça-feira (10).

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Do ponto de vista social, quais foram os aprendizados que o setor de mineração teve com a pandemia Covid-19? Este será um dos focos centrais de discussão durante o primeiro dia do 6º. Mineração &/X Comunidades, promovido pela Brasil Mineral, que se inicia nesta terça-feira (10), a partir das 14 horas. 

O tema será discutido em painel que reúne Paulo Misk, presidente do Sindimiba e da Largo Resources, Sílvio Lima (da Appian Brasil), Manoel Valério (da Mineração Caraíba) e Felipe Guardiano (da Nexa Resources). 

Antes, o evento contará com uma palestra de Adriana Solé (Conselheira de Administração da SC Gás), que abordará o ESG sob o ponto de vista da Governança Social. 

O evento é gratuito, mas recomenda-se inscrição prévia no endereço www.mineracaoecomunidades.com.br.

Haverá transmissão pelo canal da Brasil Mineral no Youtube.

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05/08/2021 11:00h

A proposta visa cumprir o dispositivo previsto na Constituição Federal e aumentar a arrecadação dos entes locais

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O acordo de fiscalização técnica da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem) esteve em pauta em reunião entre a Confederação Nacional de Municípios (CNM) e a Agência Nacional de Mineração (ANM). A proposta visa cumprir o dispositivo previsto na Constituição Federal e aumentar a arrecadação dos entes locais.

A Compensação Financeira é paga pelas mineradoras em decorrência da exploração de recursos minerais para fins de aproveitamento econômico. Ela é calculada sobre o valor do faturamento líquido, obtido por ocasião da venda do produto mineral.

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Segundo o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, os municípios perdem muito com a arrecadação. Ele sugeriu a definição de ações para intensificar a fiscalização, aumentando assim, além da arrecadação, a geração de empregos. 

Entre a lista de ações para impulsionar a fiscalização, foram destacadas também algumas normas para firmar parcerias com a ANM. A agência se colocou à disposição para que a sua equipe técnica e a CNM trabalhem em conjunto. Ao final do encontro, ficou definido que a equipe técnica da ANM e da CNM irão se reunir para começar a definir as ações conjuntas de fiscalização nos municípios. 

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Brasil 61