Mineração

Brasil Mineral
10/08/2022 18:24h

No universo das 200 Maiores, um total de 45 companhias atuam na produção de minério de ferro, respondendo por 74,7% do valor total da PMB no ano

As 200 Maiores Empresas de Mineração responderam por quase 92% do valor total da Produção Mineral Brasileira em 2021, ou R$ 311,8 bilhões de um total R$ 339,1 bilhões e predominam ou têm exclusividade na produção de minério de ferro, ouro, cobre, minerais de construção, bauxita (minério de alumínio), fertilizantes, carvão, rochas ornamentais, nióbio, lítio, areia quartzosa, caulim, diamante, cromita, estanho, grafite, magnesita, níquel e tântalo. Elas também são responsáveis pelos principais investimentos que estão sendo realizados na mineração brasileira, em projetos que visam a expansão e melhoria da produção.

Os segmentos de maior destaque no ranking de produtores são minério de ferro, ouro/cobre, minerais de construção, bauxita, fertilizantes, carvão e rochas ornamentais. O minério de ferro, como resultado do seu grande peso na produção mineral brasileira, é o segmento que concentra as maiores empresas que atuam no setor de mineração no País. No universo das 200 Maiores, classificadas pelo valor de sua produção em 2021, um total de 45 companhias atuam na produção de minério de ferro, respondendo por 74,7% do valor total da PMB no ano. Só a gigante Vale, isoladamente, participa com 48,4% do valor total. Somando-se suas controladas, esse percentual sobe para cerca de 55,0%.

As produtoras de ouro e cobre, por sua vez, em um total de 25 empresas, foram responsáveis por uma produção de pouco mais de R$ 32,0 bilhões, ou cerca de 11,2% da PMB de 2021.

O segmento de minerais para construção, principalmente o calcário (incluindo o que é utilizado como corretivo de solo), tem o maior número de empresas (um total de 68) e responde pelo terceiro maior valor da produção entre As Maiores, com R$ 6,36 bilhões, ou 1,87%.

A bauxita, embora conte com apenas cinco produtores, ocupa a quarta colocação, com um valor de R$ 5,15 bilhões, ou 1,52% da PMB.

Os fertilizantes, também com um pequeno número de produtores, ocupam a quinta colocação no ranking, com um valor de R$ 3,12 bilhões, o que dá menos de 1% (0,92%, para ser mais preciso). Porém, é importante esclarecer que estão incluídos apenas os produtores de fosfato e potássio.

O carvão, que tem sete empresas no ranking, registrou uma produção de R$ 1,08 bilhão, ou 0,31% do total.

Por fim, as rochas ornamentais, segmento que tem crescido bastante nos últimos anos, sobretudo devido ao incremento das exportações, têm no ranking 10 produtores, que registraram uma produção de R$ 737,9 milhões, equivalentes a 0,22% da PMB.

Leia a matéria completa na edição 422 de Brasil Mineral

Francisco Alves

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04/08/2022 16:21h

Entre as metas a serem alcançadas estão diagnosticar qual a contribuição dos agrominerais na redução da dependência externa de fertilizantes solúveis

O Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM) assinou Acordo de Cooperação Técnica com a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), Universidade de São Paulo (USP) e a Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq) para o desenvolvimento do ‘Programa Nacional de Remineralizadores de Solo e Fertilizantes Naturais’, em parceria com instituições acadêmicas e outros institutos de ciência, tecnologia e inovação (ICTs). 

O projeto tem início com a criação de uma forte rede de pesquisa por novos insumos agrícolas, com o objetivo de gerar o crescimento sustentável da produção agrícola brasileira, além da compensação da emissão de gases do efeito estufa, por meio da fixação de carbono no solo. Entre as metas a serem alcançadas pelo programa estão diagnosticar qual a contribuição dos agrominerais na redução da dependência externa de fertilizantes solúveis; avaliar a contribuição dos agrominerais na mitigação da ação antrópica sobre as mudanças climáticas (mercado de carbono, certificação, serviços ecossistêmicos); compreender a interação entre microorganismos e minerais (biointemperismo, ciclo do carbono com a utilização de isótopos de moléculas específicas); gerar tecnologias e manejos que maximizem a eficiência dos remineralizadores; e pesquisar a extração de potássio em silicatos, bem como a extração de fósforo de fontes alternativas (fosfatos secundários, depósitos subeconômicos, esgoto urbano e água do mar). 

Assinaram o acordo o diretor-presidente do SGB-CPRM, Esteves Colnago, e os diretores de Geologia e Recursos Minerais (DGM), Marcio Remédio, e de Infraestrutura Geocientífica (DIG), Paulo Romano. Para Colnago, o Brasil precisa de alternativas para continuar a promover o crescimento da agropecuária. “O acordo traz perspectivas de avanços significativos para estimular o uso sustentável dos nutrientes e buscar por novas alternativas para incrementar o manejo da fertilidade do solo. Nesse sentido, o SGB-CPRM assume papel estratégico em rede de parcerias com instituições conceituadas na área de PDI, alcançando universidades, ICTs, bem como a cooperação com produtores."

Prêmio ECO2022 por uso sustentável do carvão vegetal

Soluções digitais para mineração com base em IA

O diretor do DGM, Márcio Remédio, citou o mapeamento agrogeológico fundamental, além da avaliação do potencial agromineral e criação de metodologias e avaliação de fontes potenciais de agrominerais silicáticos para uso - como remineralizadores de solo e outros insumos alternativos para a agricultura. Já Paulo Romano, do DIG, destacou que o acordo promove o encontro da geologia com a biologia, uma vez que os remineralizadores de solo não são diretamente nutrientes de plantas, mas nutrientes de microorganismos que, ao transformarem o pó de rocha aplicado ao solo, liberam, pelo processo de biodissolução, micronuetrientes para as plantas. 

O ‘Programa Nacional de Remineralizadores de Solo e Fertilizantes Naturais’ está inserido no contexto do Plano Nacional de Fertilizantes (PNF) e o acordo – já em vigor - tem validade até 2027.

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03/08/2022 16:04h

A iniciativa visa garantir o fornecimento do carvão vegetal como diferencial competitivo na produção de ferro-gusa

A ArcelorMittal recebeu o Prêmio ECO 2022, da Amcham (Câmara Americana de Comércio), na categoria Processos, com o case “Uso sustentável do carvão vegetal para a estratégia de descarbonização”. O projeto tem como foco a estratégia adotada nas unidades da ArcelorMittal BioFlorestas e na planta industrial de Juiz de Fora (MG), que desde 2011 utiliza o carvão vegetal produzido nas florestas sustentáveis do grupo como matéria-prima na produção de aços.

A iniciativa visa garantir o fornecimento do carvão vegetal como diferencial competitivo na produção de ferro-gusa, com excelência operacional, de forma segura, inovadora e sustentável, com foco na descarbonização do aço. 

“Globalmente, o Grupo ArcelorMittal foi pioneiro no setor ao lançar a meta de ser carbono neutro até 2050 e, como passo intermediário, reduzir em 25% suas emissões específicas até 2030. A prática apresentada comprova mais uma vez a nossa atuação de vanguarda na produção de carvão vegetal no mundo”, aponta Jefferson De Paula, presidente da ArcelorMittal Brasil e CEO da ArcelorMittal Aços Longos e Mineração LATAM.

A ArcelorMittal tem estratégia de atuação baseada nas dez Diretrizes do Desenvolvimento Sustentável (DDS), estabelecidas a partir dos 17 Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). As Diretrizes estão fundamentadas nas melhores práticas e tendências da gestão de questões sociais, econômicas e ambientais relacionadas ao negócio. 

Soluções digitais para mineração com base em IA

USIMINAS: Ebitda ajustado soma R$ 1,9 bilhão no trimestre

A edição de 2022 do Prêmio ECO recebeu 108 projetos de 86 empresas, avaliados por um time de aproximadamente 50 jurados e especialistas. No total, 28 iniciativas de 27 empresas de todos os portes e segmentos da economia foram premiadas.

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02/08/2022 15:46h

Desenvolvida a partir da experiência de profissionais de mineração, a plataforma oferece a possibilidade de tomada de decisão em tempo real

A BASF Mining Solutions e a empresa de IA IntelliSense.io desenvolveram um conjunto de soluções digitais com base em Inteligência Artificial (IA) com o objetivo de tornar as operações de processamento de minério mais eficientes, sustentáveis e seguras. 

A solução combina a experiência em processamento mineral e química de beneficiamento de minérios com a inteligência artificial industrial de última geração. Desenvolvida a partir da experiência de profissionais de mineração, a plataforma oferece a possibilidade de tomada de decisão em tempo real, além de um portfólio de aplicativos de otimização de processos voltados para a cadeia produtiva da mineração. O resultado é uma maior entrega de valor, por garantir atividade de mineração com maior rendimento, recuperação e redução da pegada de energia, água e resíduos. 

USIMINAS: Ebitda ajustado soma R$ 1,9 bilhão no trimestre

Consumo de eletricidade tem impacto no semestre

Detalhes da plataforma e seus aplicativos, sensores, a possibilidade de controle de operações de espessamento, flotação, moagem, lixiviação, estoque, bombeamento, entre outros serviços, podem ser acessados neste link, onde também há estudos de casos reais de aplicação, como o trabalho com um grande produtor de minerais que maximizou a produção, reduziu o consumo de floculantes e diminuiu interrupções do processo em até 18%.

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28/07/2022 18:10h

A guerra entre Rússia e Ucrânia e as restrições à circulação em grandes cidades chinesas devido à Covid-19, tem ocasionado uma queda do valor de venda do aço

Segundo levantamento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a guerra entre Rússia e Ucrânia e as persistentes restrições impostas à circulação em grandes cidades chinesas devido à COVID-19, tem ocasionado uma queda do valor de venda do aço, além de pressionar prazos de entrega e aumentar o valor de fretes, fatores que prejudicaram a indústria metalúrgica brasileira no primeiro semestre deste ano. 

Pesquisa: Unicamp desenvolve dispositivo bioativo com cobre

Produção brasileira cai 2,8% no semestre

O resultado da movimentação é uma menor demanda por energia elétrica no setor, segundo a CCEE. O consumo da metalurgia, que é o mais representativo em termos de volume de energia, foi de 5.441 MW médios, com oscilação negativa de 0,2% na comparação com o mesmo período de 2021. Das dez classes de atividades monitoradas pela CCEE, cinco mantiveram-se estáveis ou em queda, com declínio maior na produção de laminados planos de aço (-5,1%) e metais não-ferrosos e suas ligas (-2,3%). Entre as que registraram aumento, o destaque no primeiro semestre ficou para os relaminados, trefilados e perfilados de aço (30,1%). A Câmara de Comercialização aponta ainda a crise logística internacional como fator para a oscilação negativa, que desencadeou preços mais altos e prazos maiores de produção e entrega.

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Brasil Mineral
27/07/2022 14:48h

O revestimento é denominado biofuncionalização e feito por um processo de eletrodeposição com tratamento químico.

Uma equipe de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveu um implante bioativo capaz de desativar vírus e matar bactérias. O dispositivo funciona com um fino filme à base de cobre, com espessura 15 vezes menor do que um fio de cabelo. O revestimento é biocompatível e previne a contaminação do material por microorganismos causadores de infecções, como a osteomielite, que afeta os ossos, e a peri-implantite, no caso de próteses dentárias. 

A fabricação de ligas metálicas biomédicas com adição de cobre e prata não é uma novidade nos meios acadêmicos, mas em vez de misturar o cobre de forma homogênea na liga, os pesquisadores propuseram uma fase de recobrimento para os implantes já em estágio avançados de fabricação. A vantagem dessa tecnologia é que não será necessário alterar a matéria-prima, que é normalmente utilizada na produção de implantes metálicos, o que torna a implementação no processo produtivo mais viável. “Os implantes metálicos bactericidas e virucidas foram feitos com titânio e ligas comerciais e, com isso, não é preciso modificar as linhas de produção da indústria. A empresa fabricante do dispositivo só precisa incorporar a nova etapa no processo de fabricação já utilizado”, diz Éder Sócrates Najar Lopes, professor e pesquisador da Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM Unicamp). O revestimento poderia ser incluído, por exemplo, em implantes permanentes, como os odontológicos, que usam parafusos de titânio para substituir a raiz de dentes, e os ortopédicos.

O revestimento é denominado biofuncionalização e feito por um processo de eletrodeposição com tratamento químico. A técnica permite o beneficiamento de peças em diferentes geometrias, das mais simples às mais complexas. Para agregar o cobre na superfície dos implantes, os pesquisadores aplicaram um tratamento térmico. As peças com a cobertura metálica foram aquecidas para que as partículas da película protetora se integrassem ao titânio. “Esse cobre que está na superfície começa um processo de difusão atômica, sendo transportado para dentro do titânio. Dessa forma, o revestimento passa a fazer parte do implante”, explica o pesquisador Luiz Antônio Côco. Isso evita que o implante sofra com a corrosão ao ser colocado em contato direto com os tecidos humanos. 

Os testes realizados em laboratório simularam o ambiente de um organismo vivo, o biomaterial, que se mostrou promissor. Os implantes revestidos pelo biomaterial registraram um leve aumento de resistência à corrosão, quando comparados com as ligas sem tratamento, e não apresentaram alteração das propriedades mecânicas. Os resultados foram verificados durante o doutorado de Luiz e a tecnologia teve o pedido de patente depositado pela Inova Unicamp no INPI. Os ensaios biológicos de biocompatibilidade com bactérias e vírus foram realizados pelas equipes dos professores Augusto Ducati Luchessi e Laís Pellizzer Gabriel, da Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA Unicamp), e Clarice Weis Arns, do Instituto de Biologia (IB Unicamp).

Produção brasileira cai 2,8% no semestre

A Política Mineral Brasileira

Ciências de dados para analisar rochas

O corpo humano tem uma tolerância alta ao cobre, mas em grandes concentrações esse metal pode matar as células saudáveis. O dispositivo intrauterino (DIU) é um exemplo do uso controlado do cobre para fins médicos. Introduzido no útero, o metal contido no aparato impede o encontro do espermatozóide com o óvulo. No caso dos implantes bioativos revestidos, o objetivo é impedir que vírus e bactérias se depositem no metal. No estudo desenvolvido pela Unicamp, os pesquisadores conseguiram controlar a quantidade de cobre exposta na superfície do implante, de forma a reduzir possíveis efeitos colaterais e toxicidade às células humanas. 

Já os implantes de titânio são normalmente fixados em contato com o osso, um tecido com pouca circulação sanguínea. A baixa vascularização dificulta a chegada de remédios, como antibióticos, no caso de infecções. Nesses casos, o tratamento pode incluir a retirada do implante, com nova cirurgia. “Isso pode levar a perdas ósseas e abrir a possibilidades de novas infecções, mas se o paciente tem um implante com o revestimento bioativo você consegue reduzir esse risco”, comenta Luiz. A dição do cobre libera lentamente íons que garantem os benefícios antibacterianos de ação prolongada. O revestimento impede o crescimento de microrganismos na superfície do implante e mantêm a atividade inibitória ou destrutiva antes, durante e depois das cirurgias, diminuindo assim a probabilidade da colonização por bactérias. As peças funcionalizadas também tiveram atividade virucida comprovada após seis horas. “Esse é um ótimo resultado, pois se equipara ao do cobre puro”, afirma Eder. 

A próxima fase dos estudos prevê testar os implantes bioativos em modelos animais e humanos. Empresas interessadas em explorar a tecnologia devem procurar a Agência de Inovação Inova Unicamp para negociações. “Estamos traçando um protocolo para ensaios in vivo”, diz o professor, que busca parceiros para o projeto. “Se tivermos uma empresa que invista nos testes, podemos acelerar o processo de validação, necessário para que a tecnologia chegue ao mercado”, completa.

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25/07/2022 19:30h

As vendas internas alcançaram 10,3 milhões de toneladas entre janeiro e junho, uma retração de 14,6% na comparação com o mesmo semestre de 2021

Segundo dados do Instituto Aço Brasil (IABr), a produção de aço bruto somou 17,4 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2022, uma queda de 2,8% em relação ao mesmo período de 2021. A produção de laminados foi de 12 milhões de toneladas e a de semiacabados para vendas 4,309 milhões de toneladas, um recuo de 9,2% e aumento de 4,6%, respectivamente, no período. 

As vendas internas alcançaram 10,3 milhões de toneladas entre janeiro e junho, uma retração de 14,6% na comparação com o mesmo semestre de 2021. O consumo aparente chegou a 11,8 milhões de toneladas até junho, 15,6%inferior na comparação com o primeiro semestre de 2021. As importações atingiram 1,5 milhão de toneladas no semestre, 39,4% a menos que no mesmo período do último ano. Em valor, as importações somaram US$ 2,3 bilhões, um leve recuo de 0,8%. Já as vendas externas atingiram 6,6 milhões de toneladas, um aumento de 27,6% em relação ao primeiro semestre de 2021, e renderam US$ 6 bilhões, alta de 54,5%. 

“A comparação com a alta base de 2021 pode induzir a interpretações equivocadas quanto ao desempenho da indústria do aço em 2022, uma vez que o ano de 2021 se caracterizou pela forte retomada da demanda, recomposição de estoques e até mesmo pela formação de estoques defensivos de alguns segmentos devido à aceleração dos preços internacionais das commodities”, disse Marco Polo de Mello Lopes, presidente do Aço Brasil. O Instituto Aço Brasil irá revisar suas previsões para o ano de 2022 e a indústria brasileira do aço está investindo R$ 11,9 bilhões em 2022, com a segurança de que será um bom ano para o setor. 

Produção mundial é menor em junho

A worldsteel divulgou que a produção mundial de aço bruto alcançou 158,1 milhões de toneladas em junho de 2022, uma queda de 5,9% em relação ao mesmo mês do último ano. A Ásia e a Oceania produziram 118,8 milhões de toneladas em junho, um recuo de 3,1% sobre junho de 2021. Apenas a China produziu 90,7 milhões de toneladas, 3,3% a menos que em junho do ano passado, enquanto Índia produziu 10 milhões de toneladas no mês, um incremento de 6,3%. Japão e Coreia do Sul produziram 7,4 milhões e 5,6 (estimada) milhões de toneladas de aço bruto em junho, respectivamente, com decréscimo de 8,1% e 6%. 

Os países do Bloco Europeu produziram 11,8 milhões de toneladas de aço em junho de 2022, ou 12,2% a menos que no mesmo mês de 2021. O destaque fica para a Alemanha, com produção de 3,2 milhões de toneladas e queda de 7% sobre junho de 2021. Países europeus, como Bósnia-Herzegovina, Macedônia, Noruega, Sérvia, Turquia e Reino Unido, produziram 3,8 milhões de toneladas, um retrocesso de 10,9% sobre junho de 2021. A Turquia produziu 2,9 milhões de toneladas, 13,1% inferior que em junho do ano passado. 

A África -- Egito, Líbia e África do Sul – produziu 1,2 milhão de toneladas de aço bruto em junho e despencou 18,7%, na comparação com junho do último ano. Já os países da CIS produziram 5,9 milhões de toneladas, redução de 34,3%, com destaque para a Rússia, que teve um volume de produção estimado de 5 milhões de toneladas, o que representa um recuo de 22,2% sobre junho de 2021. 

Os países do Oriente Médio - Irã, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos – registraram produção de 3,4 milhões de toneladas de aço bruto, 5% inferior na comparação com junho de 2021. Estima-se que o Irã tenha produzido 2,2 milhões de toneladas, uma queda de 10,8%. 

A produção na América do Norte caiu 2,4% em junho de 2022, somando 9,6 milhões de toneladas. Apenas os Estados produziram 6,9 milhões de toneladas, 4,2% a menos que em junho de 2021, enquanto a produção na América do Sul alcançou 3,7 milhões de toneladas, decréscimo de 4,9% sobre junho de 2021. O Brasil teve produção estimada de 2,9 milhões de toneladas e registrou queda de 6,1% em junho de 2021 na comparação com o mesmo mês do ano passado. No primeiro semestre de 2022, a produção global de aço bruto atingiu 949,4 milhões de toneladas, o que significa 5,5% abaixo em relação ao mesmo período de 2021.

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Brasil Mineral
22/07/2022 18:26h

A mineração brasileira, responsável por parte significativa da atividade econômica do país, e de relevante interesse do setor produtivo mundial, alcançou, recentemente, um de seus maiores e mais importantes avanços, com a edição do Decreto 11.108, de 29/6/22, e a instituição da Política Mineral Brasileira e do Conselho Nacional de Política Mineral

Artigo por Alexandre Vidigal de Oliveira *

A mineração brasileira, responsável por parte significativa da atividade econômica do país, e de relevante interesse do setor produtivo mundial, alcançou, recentemente, um de seus maiores e mais importantes avanços, com a edição do Decreto 11.108, de 29/6/22, e a instituição da Política Mineral Brasileira e do Conselho Nacional de Política Mineral. 

Impressiona saber que um setor tão destacado e estratégico para o país ainda não tivesse concentrada a sua política em um ambiente de planejamento de longo prazo, mais de Estado e menos de governo, e que com isso pudesse levar aos atores diretamente envolvidos com o setor e à própria sociedade uma agenda substancial de compromissos com a previsibilidade, a estabilidade e a transparência que se espera no trato da coisa pública. 

A política nacional de mineração, de iniciativa do Ministério de Minas e Energia, encontrou em outros imprescindíveis segmentos da área de atuação do MME, os setores de energia elétrica, petróleo e gás, a referência para a concretização daquele impulso e, nisso, valendo-se de um modelo já maduro e de excelentes resultados no planejamento, prioridades e estratégias como as periodicamente definidas pela política energética nacional por meio do Conselho Nacional de Política Energética-CNPE. 

A diversidade dos bens minerais e a infinidade de seus usos e aproveitamentos impediu que o setor mineral também se inserisse no contexto específico da política energética. Embora muitos minerais tenham mesmo essa capacidade de ser fonte ou meio para a produção energética, como exemplo o carvão, o urânio, o lítio, o minério de ferro, o cobre, o alumínio, os elementos de terras raras, o nióbio, outros tantos minerais, porém, não têm qualquer aplicação de natureza energética, o que demandava a necessidade de a mineração no país dispor de uma estrutura e definição de políticas próprias para seu planejamento em bases mais pontuais e consistentes. 

A Política Mineral Brasileira ora instituída está muito bem explicitada nas próprias disposições do Decreto 11.108/2022, e por isso dispensando maiores detalhamentos. Do cartel da motivação a justificar a iniciativa por aquela política extraem-se os objetivos da valorização e do aproveitamento racional dos recursos minerais do país, da preservação do interesse nacional, do estímulo à pesquisa, ao desenvolvimento tecnológico, à inovação, ao extensionismo tecnológico e ao empreendedorismo, da agregação de valor aos bens minerais, da atração de investimentos para a pesquisa mineral e outros segmentos da indústria mineral, da ampliação da competitividade do país no mercado internacional, da promoção e do desenvolvimento sustentável, da responsabilidade socioambiental, do estímulo ao desenvolvimento regional e à diversificação e integração econômica local, da maximização de seus benefícios socioeconômicos, da atenção à cultura e às vocações locais, do respeito às condições adequadas de trabalho e aos direitos humanos e da promoção da concorrência e do livre mercado. 

Tais objetivos, estatuídos pelo Decreto como princípios, bem revelam e reforçam a franca disposição em se alçar as políticas para o setor mineral no Brasil a um patamar mais elevado, de planejamento de longo prazo, com um foco não mais adstrito a programas pontuais de governo, mas, agora, comprometidas com uma visão de Estado, voltadas ao atendimento do interesse nacional e aos propósitos de interesse comum da sociedade. 

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Políticas para o setor mineral não são novidade e vêm sendo implementadas há décadas. Mas não se pode desconhecer que tais políticas nem sempre atenderam a uma atuação macro, com ampla observância no tempo e no espaço, e que até mesmo se revelassem compatíveis com o elevado status político que a mineração contempla, ao ser das poucas atividades econômicas tratadas em sede constitucional, bem como de ser uma atividade essencial para a humanidade. 

Não há como cogitar-se na manutenção do modelo de vida da sociedade contemporânea, com o desfrute das elevadas conquistas tecnológicas em infraestrutura, saúde, alimentação, mobilidade, comunicação, entretenimento, bem- estar, sem a mineração. Até mesmo para corrigir os erros do passado com suas elevadas fontes poluentes, impactos e degradações ambientais, bem como para se viabilizar a transição energética do presente, tudo a possibilitar o alcance de resultados satisfatórios para se reduzir a emissão de carbono, com os bens minerais é que será possível avançar-se nessa agenda de apelo global. E, neste contexto, o Brasil se posiciona como destacado protagonista. 

Daí, então, a grande virtude do estabelecimento de uma política nacional da mineração, ou, no dizer do Decreto 11.108, de uma Política Mineral Brasileira, e que não se torne refém das periodicidades de governos, mas que se estabeleça longeva e responsiva àqueles ciclos temporais. Uma política que trace um planejamento para o setor mineral e que assim o faça a longo prazo, de modo estratégico, com a detida e aprofundada análise das situações do presente mas que seja capaz de avaliar perspectivas do cenário futuro, valendo-se do estudo de mercados, da definição de prioridades, da interação e da análise dos impactos do setor mineral com outros setores, das questões relacionadas aos desafios tecnológicos, à infraestrutura e logística, à formação, capacitação e qualificação dos profissionais do setor e das especificidades de seus variados segmentos, mas sem descurar-se das vicissitudes, contingências e conjunturas de momento, em um cenário que contemple a capacidade para as percepções temporais e tópicas dos comportamentos de mercado, das sazonalidades, e que esteja preparado para seu enfrentamento e soluções. 

Em um oportuno engajamento com a Política Mineral Brasileira tem-se a criação do Conselho Nacional de Política Mineral-CNPM. Com a definição das políticas públicas do setor agora sujeitas a uma deliberação colegiada envolvendo doze órgãos de governo será possível tornar mais factível, ágil e segura a tomada de decisões pois todos os interlocutores diretos naquilo que interessa à política mineral brasileira estarão aptos a deliberarem com especificidade quanto às áreas de suas competências, além de proporcionarem nos seus respectivos órgãos o cumprimento e o acompanhamento do quanto fora definido em certa questão do setor minerário. 

Outro aspecto relevante é a participação da sociedade na composição do CNPM. Com essa iniciativa tem-se mais uma demonstração evidenciada de que a política para o setor mineral não deve restringir-se aos programas de governo. Embora em número reduzido, de quatro integrantes, aquele colegiado contará com a oportunidade de defesa dos interesses comuns da coletividade, estabelecendo-se o CNPM como o primeiro órgão a proporcionar tal ambiente de discussão e contribuição da sociedade nas políticas públicas para a mineração. 

A mineração, por sua relevância, não comporta ser enfrentada com empirismo e improvisações. Ao contrário, demanda uma cadeia estruturada em planos, projetos, programas, metas e ações, e que conte com a profunda integração entre o setor público e o setor privado. 

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Não seria ousado afirmar que até mais importante, ou ao menos, tão importante quanto a recente conquista de governança que o setor mineral brasileiro obteve com a criação de uma agência regulatória, a instituição de uma Política Mineral Brasileira é um grande passo proporcional à grandiosidade do que representa a mineração do país. 

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Brasil Mineral
22/07/2022 18:00h

Organizado pelo IBRAM, o evento retorna ao formato presencial neste ano e será realizado entre os dias 12 e 15 de setembro, no EXPOMINAS BH.

As inscrições com desconto para a Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM 2022) para participar de palestras e debates acabam dia 31 de julho. As taxas de inscrição para o Congresso variam conforme categorias e prazos de pagamento. Associados e não associados ao Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), professores e estudantes universitários e profissionais seniores tem descontos se fizeram a inscrição antecipada. 

Organizado pelo IBRAM, o evento retorna ao formato presencial neste ano e será realizado entre os dias 12 e 15 de setembro, no EXPOMINAS BH, em Belo Horizonte (MG). A EXPOSIBRAM 2022 também terá, ainda, uma versão digital nos dias 20 e 21 de setembro. A diretoria do IBRAM está concedendo uma bonificação a grupos, ou seja, pessoas que fizerem a inscrição em conjunto: a cada cinco inscrições pagas, o grupo ganha 20% de desconto no total pago. Para isso, é necessário entrar em contato com a Secretaria Executiva da EXPOSIBRAM 2022 pelo telefone 31 -- 2626-8036 e 98337-3301 ou enviar e-mail para secretaria@ibram.org.br

O Congresso Brasileiro de Mineração reúne em média 1.300 congressistas a cada edição. Confira a programação completa. Paralela ao Congresso, a Exposição contará com uma área de 14 mil m², onde serão distribuídos diversos estandes com produtos e serviços de várias nações. Serão apresentados equipamentos, inovações tecnológicas, softwares e outros produtos e serviços relacionados à indústria mineral. A visitação da feira é gratuita, porém, é necessário realizar a inscrição.

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Brasil Mineral
14/07/2022 20:00h

A Secretaria de Planejamento do Estado da Bahia (SEPLAN) vai investir num estudo sobre o aproveitamento de resíduos da mineração

A Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) promoveu debate entre pesquisadores e representantes de setores públicos e privados sobre o potencial do reaproveitamento de rejeitos e como os conhecimentos técnicos podem ser transformados, efetivamente, em negócios. “Nós acreditamos na viabilidade da criação de uma nova cadeia produtiva para a mineração, como forma de evitar implicações socioambientais e que, ao mesmo tempo, gere benefícios para as pessoas, com a criação de novas empresas, postos de trabalho e mais desenvolvimento”, disse Antonio Carlos Tramm, presidente da CBPM.

A geóloga Alessandra Blaskowski, pesquisadora do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) fez a apresentação “Uso de descartes de resíduos de mineração: ação do SGB/CPRM para projetos de agrominerais”, onde destacou o uso dos remineralizadores de solos e agrominerais silicáticos, apresentando os benefícios da rochagem, o panorama brasileiro e também o projeto piloto de agrominerais desenvolvido em Irecê e Jaguarari, no Centro-Norte da Bahia. “A remineralização de solos é a utilização de pó de rocha na agricultura, que é considerado um fertilizante de liberação lenta. É a adição de macronutrientes (cálcio, magnésio, potássio, fósforo e enxofre), que são elementos fundamentais para o desenvolvimento das plantas. Já tivemos quatro congressos sobre rochagem no Brasil e neles é muito interessante a participação de geólogos, agrônomos e de produtores que estão vendo resultados em suas lavouras”, explicou a pesquisadora. Para Alessandra Blaskowski, a possibilidade de fazer o conhecimento técnico atingir os gestores públicos e empresários é fundamental. “A gente precisa mesmo destas pontes e, nesse aspecto, a CBPM tem um papel fundamental, porque ela tem um vasto conhecimento geológico do estado, tem profissionais com capacidade para fazer a caracterização dos resíduos e também tem esse poder interinstitucional, que pode, justamente, fazer pontes para que essas novas rotas tecnológicas (agrominerais silicáticos e remineralizadores de solo) se desenvolvam aqui na Bahia”, destacou.

Durante o debate, o produtor Guilherme de Castro Moura, vice-presidente administrativo financeiro da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (FAEB), afirmou que, se os fertilizantes são estratégicos para a agropecuária brasileira, é fundamental que o país seja autossuficiente na produção desses insumos. “Estamos vivendo um momento oportuno para discutir esse tipo de coisa, mas eu acho que tem que ser um papo de gente que quer transformar isso em negócio, então é preciso pegar toda essa ciência, que é fundamental para dar o arcabouço para que tudo isso aconteça e transformar em negócio. Acho que é um trabalho de médio/longo prazo, que é estratégico para o Brasil, acho que quem investir nisso, com um pouco de paciência, terá tudo para colher bons resultados no futuro”, destacou Guilherme. 

Dentro do contexto apontado pelo representante da FAEB, o pesquisador Edgar Figueiredo, do Serviço Geológico do Brasil, mostrou o “Projeto Calcários da Bahia”, com avaliações e possibilidades de aproveitamento econômico de rochas carbonáticas de diversos domínios geológicos na Bahia. “Um momento como este é importante para podermos alinhar os conhecimentos. A parte técnica precisa encontrar formas que sejam mais palatáveis para a indústria. Conversas como essas fazem com que a gente tenha a chance de fazer uma conexão com quem consome as nossas informações. Isso também revela um desafio para as áreas técnicas, que é a busca por uma linguagem mais simples e mais próxima da realidade de quem produz”, disse Edgar Figueiredo.

Além de ser destaque nacional no setor minerário, no que diz respeito à produção de minérios, iniciativas sustentáveis consolidadas também colocam a Bahia em evidência. Uma delas é o “Projeto Vulcano”. O engenheiro Vitor Almeida, da Pedreira Parafuso, contou aos presentes que o modelo de negócio nasceu em 2016, durante uma crise no setor de construção civil, que levou à decisão de investir em análises para criar uma nova cadeia produtiva. “Investimos em sete rotas de pesquisa e a que prosperou foi a do agronegócio. A nossa rocha tem cálcio, potássio, magnésio, silício e alguns micronutrientes. A constatação foi feita em 2018 e em 2020 fizemos o registro no Ministério da Agricultura, assim o nosso remineralizador foi o primeiro do Norte-Nordeste”, disse Almeida. Vitor Almeida abordou também a questão do sequestro de carbono no solo, que é possível com o uso dos remineralizadores. Nesse ponto, além de contribuir com a diminuição dos gases de efeito estufa, com o clima e a conservação do planeta, o produtor rural pode ter acesso ao mercado de Créditos de Descarbonização (CBIO), que é um dos instrumentos adotados pela Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio). “Já tem vários estudos e publicações científicas, sobre como podemos sequestrar carbono através do uso de rochas silicáticas, com isso entendemos que são várias as possibilidades de uso. Agora, temos um desafio muito grande: os engenheiros agrônomos não saem das universidades com esse conhecimento, são descobertas e experiências recentes. Para vender o produto, a gente tem que levar o conhecimento e isso requer tempo”. 

Vitor Almeida é um dos fundadores da Associação Brasileira dos Produtores de Remineralizadores de Solo e Fertilizantes Naturais (ABRAFEN), entidade criada no início de 2022 com a política de reconhecimento da capacidade da mineração de produzir insumos e pelo atendimento à necessidade de alternativas ao problema de escassez de fertilizantes. 

A Secretaria de Planejamento do Estado da Bahia (SEPLAN) vai investir num estudo sobre o aproveitamento de resíduos da mineração. A medida representa um avanço para o setor e pode ser uma chance para se ampliar a competitividade do estado em mercados distintos. O coordenador executivo de projetos especiais da SEPLAN, Antônio Alberto Valença, destacou as razões para o acolhimento do projeto: “O resíduo da mineração tem um valor econômico e se você despreza, descarta esse resíduo, você está perdendo valor. Ainda podemos considerar a importância da agricultura para a Bahia, tanto o agronegócio como a agricultura familiar, ou seja, você tem um setor agrícola muito importante para o estado. Então, você tem mais uma razão para não abrir mão de um insumo eficaz e tão estratégico. Depois, você tem outro uso que é muito importante para a área de construção civil, para produção de materiais agregados. Por exemplo, você pode unir o resíduo mineral com a petroquímica, no caso das resinas, que podem produzir piso para revestimento, algo que é interessante do ponto de vista decorativo”, disse Valença.

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Brasil 61