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Baixar áudioO presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concentrou 74% do crescimento líquido dos votos recebidos pelos dois candidatos que disputaram o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Segundo estudo divulgado pela Opinião Inteligência Política, Lula conquistou 10.376.694 votos a mais em relação ao primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) registrou um aumento de 3.721.538 votos, equivalente a 26% do crescimento conjunto.
A análise, elaborada com base nos resultados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostra que os dois candidatos somaram 14.098.232 votos adicionais entre os turnos. Esse crescimento, segundo o estudo, corresponde exatamente à soma dos votos destinados aos candidatos eliminados na primeira etapa da eleição, da redução dos votos brancos e nulos e do aumento do comparecimento às urnas.
De acordo com a Opinião Inteligência Política, os números demonstram como as mudanças na participação do eleitorado contribuíram para o resultado final da disputa. O levantamento ressalta, porém, que os dados representam variações nos totais de votos e não permitem identificar individualmente a escolha de cada eleitor entre os dois turnos.
Segundo o estudo, Lula recebeu 53.879.538 votos no primeiro turno e chegou a 64.256.232 no segundo, quando foi reeleito presidente da República. O crescimento foi de aproximadamente 10,4 milhões de votos.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, passou de 56.104.503 votos para 59.826.041, um aumento de aproximadamente 3,7 milhões.
A diferença entre os ganhos dos dois candidatos, aponta a análise, mostra que Lula concentrou quase três quartos do crescimento líquido conjunto registrado na segunda etapa da eleição.
A redução da abstenção foi um dos fatores que contribuíram para o crescimento do número de votos recebidos pelos candidatos no segundo turno.
De acordo com o levantamento, 33.469.244 eleitores deixaram de comparecer às urnas no primeiro turno. No segundo, esse número caiu para 30.509.005, uma diferença de 2.960.239 eleitores.
No primeiro turno, foram registrados 2.300.798 votos brancos e 3.674.249 nulos, totalizando 5.975.047. Já no segundo turno, os brancos caíram para 1.430.496 e os nulos para 2.723.305, somando 4.153.801.
Com isso, destaca o material, houve uma redução de 870.302 votos brancos e 950.944 votos nulos, o equivalente a 1.821.246 votos a menos nessas duas categorias.
Outro componente analisado pelo estudo é o total de 9.316.747 votos recebidos pelos candidatos que não avançaram ao segundo turno.
Ao considerar esse volume, o aumento líquido de 2.960.239 eleitores que compareceram às urnas e a redução de 1.821.246 votos brancos e nulos, chega-se a 14.098.232 votos.
O resultado, aponta o material, corresponde exatamente à soma dos votos adicionais recebidos por Lula e Flávio Bolsonaro.
Para realizar a comparação, a Opinião Inteligência Política utilizou a mesma base de seções eleitorais instaladas nos dois turnos, que reuniam 158.745.079 eleitores em cada votação.
O levantamento informa que o TSE também registrou 423 seções não instaladas, que não foram consideradas nessa base comparável.
O estudo também analisou dados de uma pesquisa Datafolha divulgada em 17 de outubro, que investigou as intenções de voto no segundo turno entre eleitores que haviam escolhido Cury, Renan, Caiado e Zema na primeira etapa da disputa.
Segundo o levantamento, 46% desses entrevistados declararam intenção de votar em Flávio Bolsonaro, enquanto 27% indicaram preferência por Lula.
Outros 23% afirmaram que votariam em branco ou anulariam o voto, e 5% estavam indecisos. A soma chega a 101%, segundo o estudo, devido aos arredondamentos.
A pesquisa Datafolha foi realizada nos dias 13 e 14 de outubro, com 2.520 entrevistas presenciais em 153 municípios. O levantamento teve margem de erro de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, e foi registrado no TSE sob o número BR-00466/2026.
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Baixar áudioA média das pesquisas de segundo turno reunidas pelo Opinião Inteligência Política dá a Flávio Bolsonaro (PL) 51,2% de intenção dos votos válidos, contra 48,8% de Lula (PT). O agregador soma 26 pesquisas de 14 institutos registradas desde o primeiro turno, e Flávio aparece à frente em 23 delas. É, no entanto, a menor distância entre os candidatos da série, iniciada em 8 de outubro, e corresponde a uma diferença de cerca de 2,8 milhões de votos, segundo o instituto.
As pesquisas mostram uma aproximação entre os adversários às vésperas do segundo turno, que será realizado no dia 25 de outubro. No primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio terminou com 47% dos votos válidos e Lula com 45%, diferença de 1,9 ponto percentual e 2,2 milhões de votos. Na véspera, o Datafolha havia dado vantagem a Lula, e a virada ocorreu nas urnas.
Para Alexandre Garcia, CEO do Opinião, o cenário é de poucas mudanças: "O eleitor já chegou para o segundo turno com o voto praticamente definido. São dois nomes muito conhecidos, dois projetos que o país já experimentou nos últimos anos e a maioria já decidiu faz tempo de que lado estaria. É uma faixa estreita. Tivemos fatos novos, debate, propaganda, propostas, apoios, mas isso só reforçou os argumentos de quem já escolheu."
As 15 pesquisas divulgadas entre 15 e 19 de outubro deram a Flávio de 49% a 52%, e a média oscilou, em 12 dias, entre 51,2% e 52,5%.
O título do novo estudo do instituto resume o momento: voto estável, rejeição em movimento. A variável foi a única que se moveu na semana, mas apesar das oscilações negativas, a queda da rejeição a Lula não é geral. Na Quaest, ela passou de 53% para 47%, ficando abaixo da rejeição a Flávio; em outros institutos caiu menos, e em dois ficou estável.
Garcia observa que esse movimento ainda não chegou ao voto: "A rejeição caiu, mas a intenção de voto em Lula não subiu. Ou seja, quem deixou de rejeitar ainda não passou a votar nele." A nova rodada do Datafolha, prevista para ser divulgada na noite desta quinta-feira (22), deve mostrar se a Quaest está sozinha ou se há uma queda real.
Para o analista, a rejeição é um dos três fatores que podem alterar as tendências, junto com o debate da Globo na sexta-feira (22), a última oportunidade de grande audiência para os candidatos, e o comparecimento dos eleitores às urnas, uma vez que mais de 33 milhões de pessoas deixaram de votar no primeiro turno. "Com uma diferença tão pequena, a eleição pode ser decidida por quem sai de casa no domingo, mais do que quem muda de voto nessa reta final", avalia Garcia.
O histórico pesa na estimativa. Garcia afirma que o desvio a favor dos adversários do PT, com as pesquisas abaixo do resultado das urnas, ocorre há seis eleições. Na comparação divulgada pelo instituto, a última pesquisa do Datafolha antes do pleito ficou de 0,1 a 1,1 ponto abaixo do adversário do PT nos segundos turnos de 2014, 2018 e 2022, e a Opinião soma 0,5 ponto à média das pesquisas, o que leva a estimativa de Flávio a 51,7%. O estudo ressalva que são poucas eleições e que o desvio pode não se repetir.
Com isso, a estimativa da Opinião dá a Flávio de 71% a 79% de probabilidade de vitória, sem e com o ajuste histórico, e a Lula de 21% a 29%. Mesmo que as pesquisas superestimem Flávio em 1 ponto, ele teria 53% de chance. Garcia resume: "Neste momento, quem precisa dar essa virada é o Lula. E ele já começa atrás com esse histórico contra. Não é impossível. A diferença é pequena", pondera.
O estudo registra que uma pesquisa isolada mexe pouco e que o sinal a observar é uma sequência de institutos na mesma direção. O documento também lembra que alguns analistas apontam para uma sub-representação do eleitor de direita nas pesquisas, projetando um resultado que seria de 53% a 47% favorável ao candidato do PL. O Opinião considera esse um resultado possível, mas não uma correção demonstrada.
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Baixar áudioO dólar à vista encerrou o pregão desta quarta-feira (21), em alta de 0,18%, cotado a R$ 5,0272.
Segundo o levantamento da Investing.com, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece numericamente à frente, com 45% das intenções de voto, contra 44% de Lula (PT-SP). Brancos, nulos e entrevistados que afirmaram não votar somam 9%, enquanto 2% permanecem indecisos. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados.
Nos pregões anteriores, o dólar havia recuado em meio à percepção de parte do mercado financeiro de que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) poderia manter vantagem na disputa eleitoral. Essa leitura está associada à expectativa de alguns investidores de que um eventual governo do senador adotaria maior controle das contas públicas. Até o momento, porém, segundo as informações divulgadas, não foram apresentadas propostas concretas de ajuste fiscal pelo candidato ou por seus representantes econômicos.
A nova pesquisa eleitoral da Quaest mostrou uma redução da diferença entre os dois nomes, o que repercutiu no mercado cambial durante a sessão. Apesar da alta registrada nesta quarta-feira, o dólar acumula queda de 8,41% em 2026.
No mercado futuro, o contrato de dólar para novembro, o mais negociado na B3, recuava 0,04% às 17h15, cotado a R$ 5,0335.
O comportamento da moeda norte-americana segue sujeito a fatores políticos e econômicos, incluindo as expectativas dos investidores sobre a política fiscal e o cenário eleitoral brasileiro.
O índice DXY, que mede a força do dólar frente a outras moedas globais, fechou aos 101,76 pontos.
O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,64.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
| Código | BRL | USD | EUR | GBP | JPY | CHF | CAD | AUD |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BRL | 1 | 0,1990 | 0,1771 | 0,1485 | 31,4805 | 0,1641 | 0,2795 | 0,2831 |
| USD | 5,0239 | 1 | 0,8902 | 0,7465 | 158,16 | 0,8244 | 1,4043 | 1,4228 |
| EUR | 5,6468 | 1,1233 | 1 | 0,8386 | 177,65 | 0,9260 | 1,5774 | 1,5982 |
| GBP | 6,7289 | 1,3396 | 1,1925 | 1 | 211,85 | 1,1043 | 1,8810 | 1,9059 |
| JPY | 3,17647 | 0,632291 | 0,56292 | 0,472032 | 1 | 0,5212 | 0,88796 | 0,89969 |
| CHF | 6,0940 | 1,2130 | 1,0797 | 0,9056 | 191,84 | 1 | 1,7036 | 1,7259 |
| CAD | 3,5773 | 0,7120 | 0,6337 | 0,5316 | 112,63 | 0,5871 | 1 | 1,0131 |
| AUD | 3,5328 | 0,7029 | 0,6257 | 0,5247 | 111,16 | 0,5794 | 0,9870 | 1 |
Os dados são da Investing.com.
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Baixar áudioA Comissão de Assuntos Sociais pode votar o Projeto de Lei 485/2020, que visa dar mais segurança a motoristas e usuários de aplicativo. O texto, de autoria da senadora Leila Barros (PDT-DF), altera a Lei 12.587/2012, referente à Política Nacional de Mobilidade Urbana, e estabelece novas obrigações para as empresas do setor.
Entre as medidas previstas na proposta, os motoristas de aplicativo poderão recusar corridas para terceiros. Nesses casos, a plataforma deverá exigir a apresentação de documento de identificação do passageiro no ato da solicitação e enviar as informações ao condutor antes do início do trajeto.
O projeto também determina a proibição da cobrança em dinheiro feita diretamente ao motorista, tornando obrigatório o uso de pagamento remoto pelas plataformas. Além disso, o texto permite que os condutores delimitem previamente a área geográfica de atuação e exige das empresas o monitoramento de rotas para identificar desvios não previstos e emitir alertas de segurança durante a viagem.
Na justificativa do projeto, a senadora indica que o recebimento de dinheiro em espécie aumenta a exposição dos condutores a ações criminosas. A matéria recebeu parecer favorável do relator na Comissão de Ciência e Tecnologia, senador Flávio Arns (PSB-PR), que considerou as medidas de fácil implementação.
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Baixar áudioO senador Flávio Bolsonaro (PL) mantém a liderança na disputa pela Presidência da República, mas sua vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diminuiu nos últimos dias. Segundo análise divulgada nesta segunda-feira (19) pela Opinião Inteligência Política, Flávio aparece com 51,2% dos votos válidos na média de 26 pesquisas nacionais realizadas após o primeiro turno, contra 48,8% de Lula.
O percentual do candidato do PL é o menor registrado desde o início da série, em 8 de outubro. Em 11 de outubro, a média apontava 52,2% para Flávio. Apesar da redução, o senador continua numericamente à frente em 23 dos 26 levantamentos analisados, realizados por 14 institutos.
A análise também apresenta uma estimativa estatística para o resultado do segundo turno, marcado para o próximo domingo (25). De acordo com o modelo desenvolvido pela Opinião, Flávio tem entre 71% e 79% de probabilidade de vitória, dependendo dos ajustes utilizados no cálculo. Já Lula aparece com chances entre 21% e 29%.
A empresa ressalta, no entanto, que essas probabilidades não representam resultados de pesquisas eleitorais, mas projeções baseadas nos levantamentos disponíveis e em hipóteses sobre o comportamento do eleitorado até a votação.
As 15 pesquisas divulgadas entre os dias 15 e 19 de outubro apresentaram resultados para Flávio Bolsonaro entre 49% e 52% dos votos válidos.
Entre os levantamentos mais recentes, o Nexus/BTG, divulgado nesta segunda-feira (19), apontou Flávio com 50,3% dos votos válidos, contra 49,7% de Lula. Na rodada anterior do instituto, o senador tinha 51,6%.
O AtlasIntel/Bloomberg registrou 51,1% para Flávio, ante 52,8% na pesquisa anterior. O Datafolha também identificou recuo, de 52% para 51,1%, enquanto o Ipespe/Abrapel mostrou queda de 52,7% para 51,2%.
Por outro lado, o PoderData apresentou recuperação do candidato do PL em sua pesquisa mais recente, passando de 50% para 52%.
Dos 26 levantamentos analisados, apenas dois, ambos realizados pelo Vox Brasil, colocaram Lula numericamente à frente. Uma rodada do PoderData apontou empate em 50% para cada candidato.
A Opinião destaca que a redução da média não comprova, isoladamente, uma mudança consolidada no comportamento dos eleitores. Isso porque o cálculo reúne pesquisas de diferentes institutos, metodologias e períodos de coleta.
Embora Flávio Bolsonaro apareça como favorito, a análise considera que o resultado da eleição permanece em aberto.
No cenário que utiliza apenas a média atual das pesquisas, sem correções históricas, o senador tem 51,2% dos votos válidos e 71% de probabilidade de vitória. Lula aparece com 29% de chances.
No modelo principal da Opinião, que acrescenta 0,5 ponto percentual à média de Flávio com base em diferenças observadas entre pesquisas e resultados eleitorais anteriores, o candidato do PL alcança uma estimativa de 51,7% dos votos válidos, com 79% de probabilidade de vitória.
O estudo também apresenta cenários alternativos. Caso seja aplicado um ajuste histórico maior, Flávio chegaria a 52,3% dos votos válidos e 86% de probabilidade de vitória.
Em uma hipótese contrária, na qual as pesquisas estejam superestimando o desempenho do senador em um ponto percentual, a estimativa cairia para 50,2%, com 53% de chances de vitória, contra 47% de Lula.
A faixa de incerteza de 90% do modelo vai de 48,2% a 55,2% dos votos válidos para Flávio, incluindo, portanto, resultados em que o atual presidente seria reeleito.
Segundo a Opinião, as projeções dependem de premissas estatísticas e de padrões observados em eleições anteriores, que podem não se repetir em 2026.
Nas pesquisas presenciais, realizadas por Vox Brasil, Datafolha, Quaest e CNT/MDA, Flávio Bolsonaro registra média de 50,4% dos votos válidos, resultado mais próximo de um empate.
Nos levantamentos feitos por telefone automático, a média do senador sobe para 51,5%. Nas entrevistas telefônicas conduzidas por entrevistadores, o percentual é de 51%. Já nas pesquisas online, chega a 50,8%.
A análise lembra que, no primeiro turno, os levantamentos presenciais apresentaram as maiores diferenças em relação ao resultado das urnas, ao indicar vantagem de Lula de 2,7 pontos percentuais. Na votação, Flávio terminou 1,9 ponto à frente do presidente.
A empresa pondera, porém, que o comportamento observado no primeiro turno não significa que as diferenças serão repetidas na segunda votação.
Outro ponto destacado pela Opinião Inteligência Política é a proximidade entre a avaliação do governo federal e o desempenho eleitoral do presidente Lula.
Nas 18 pesquisas que apresentaram dados de aprovação do governo, a média entre os entrevistados que manifestaram opinião foi de 47,6%. Nesses mesmos levantamentos, Lula registrou média de 48,4% dos votos válidos.
No PoderData, a aprovação do governo passou de 44% para 46% entre as pesquisas realizadas de 5 a 7 de outubro e de 13 a 15 de outubro. A desaprovação recuou de 50% para 49%.
Já a pesquisa CNT/MDA registrou crescimento numérico da avaliação positiva do governo, considerada ótima ou boa, de aproximadamente 35% para 38%.
O Datafolha, por sua vez, mostrou estabilidade na aprovação, em 48%, enquanto a desaprovação passou de 49% para 50%.
No Datafolha, o percentual de eleitores que afirmam não votar de jeito nenhum em Flávio Bolsonaro passou de 43% para 44% entre as rodadas de 6 a 8 e de 13 a 15 de outubro. No PoderData, a rejeição do senador subiu de 43% para 45% entre as pesquisas de 5 a 7 e de 13 a 15 de outubro.
No levantamento mais recente do Nexus/BTG, a rejeição de Lula ficou em 47,8%, enquanto a de Flávio foi de 46,8%.
Segundo a Opinião Inteligência Política, para que os candidatos cheguem a uma situação de igualdade de chances no modelo principal, a média das pesquisas de Flávio Bolsonaro precisaria cair de 51,2% para 49,5%.
Uma redução para 50,6% diminuiria a probabilidade de vitória do senador para 70%, mantidas as premissas atuais do modelo.
A empresa destaca que, desde o início da série, a média de Flávio oscilou entre 51,2% e 52,5%, sem atingir o patamar necessário para igualar as probabilidades de vitória.
A seis dias da eleição, o estudo considera importante acompanhar as próximas rodadas dos institutos, especialmente para verificar se a redução da vantagem do candidato do PL continuará ou se haverá estabilização dos resultados.
Para Alexandre Garcia, CEO da Opinião Inteligência Política, os números atuais apontam favoritismo de Flávio Bolsonaro, mas não permitem considerar a eleição decidida.
“A vantagem é pequena e deixa espaço para uma virada. Nós temos um percentual de indecisos que precisa ser trabalhado pelos dois candidatos. As pesquisas estão mostrando claramente, para nós, que a disputa está muito apertada para alguém comemorar antes da hora. Na quarta-feira saem novas pesquisas, com as entrevistas que vão pegar efetivamente o resultado do debate. Elas sim vão nos mostrar se Lula continua se aproximando, ou se Flávio conseguiu segurar a vantagem e pode permanecer na liderança até o fim dessas eleições”.
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Baixar áudioO candidato Flávio Bolsonaro (PL) lidera a disputa pela Presidência da República no segundo turno das eleições de 2026, com 52% dos votos válidos, contra 48% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada nesta terça-feira (13). A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais. Os candidatos, portanto, estão tecnicamente empatados no limite da margem de erro.
Na intenção de voto estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Flávio Bolsonaro aparece com 48% e Lula com 45%. Outros 5% afirmaram que pretendem votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 2% não sabem ou não responderam.
Já na pesquisa espontânea, em que os entrevistados indicam sua preferência sem a apresentação dos nomes, Flávio Bolsonaro registra 46%, ante 44% de Lula. Os votos brancos, nulos ou em nenhum candidato somam 5%, e 4% não sabem ou não responderam.
Flávio lidera em três regiões; Lula tem vantagem no Nordeste
O recorte regional da intenção de voto estimulada mostra Flávio Bolsonaro à frente no Norte/Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Lula lidera no Nordeste, onde registra sua maior vantagem.
No Sul, Flávio Bolsonaro tem 57% das intenções de voto, contra 36% de Lula. No Norte/Centro-Oeste, o candidato registra 56%, ante 41% do presidente.
Já no Sudeste, Flávio aparece com 51%, enquanto Lula soma 41%.
O Nordeste apresenta cenário inverso: Lula lidera com 61% das intenções de voto, contra 32% de Flávio Bolsonaro.
Os percentuais consideram todos os entrevistados de cada região, e não apenas os votos válidos. A pesquisa apresenta Norte e Centro-Oeste de forma agrupada.
Interesse no segundo turno chega a 85%
O levantamento aponta que 85% dos brasileiros demonstram interesse no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. Desse total, 67% afirmam ter muito interesse e 18% dizem ter interesse razoável.
Outros 7% declaram pouco interesse e 7% não têm nenhum interesse. Os que não sabem ou não responderam representam 2%.
Regionalmente, o Norte/Centro-Oeste registra o maior percentual de eleitores interessados, com 91%, considerando a soma de muito interesse e interesse razoável. O Sul aparece com 88%, seguido pelo Nordeste, com 86%, e pelo Sudeste, com 81%.
O Sul apresenta o maior percentual de eleitores com muito interesse, 70%. Já o Sudeste registra o maior índice de pessoas sem nenhum interesse, 11%.
Decisão de voto está consolidada para 92% dos eleitores
A pesquisa revela que 92% dos brasileiros afirmam que sua decisão de voto para o segundo turno já está tomada e não vai mais mudar. Apenas 7% admitem a possibilidade de alterar a escolha até a votação, enquanto 1% não sabe ou não respondeu.
Entre os eleitores que declaram voto em Flávio Bolsonaro e em Lula, 95% de cada grupo afirmam que não pretendem mudar de candidato. A possibilidade de mudança é mencionada por 4% dos eleitores de Flávio e 5% dos eleitores de Lula.
O levantamento também mostra que, entre os entrevistados com voto consolidado, 90% decidiram antes do primeiro turno, realizado em 4 de outubro.
Outros 9% definiram sua escolha depois da primeira votação, e 1% não soube ou não respondeu.
O Norte/Centro-Oeste apresenta o maior percentual de decisões tomadas antes do primeiro turno, com 92%. No Nordeste e no Sul, o índice é de 90%, enquanto no Sudeste chega a 89%.
Intenção de comparecimento às urnas chega a 95%
A disposição declarada para participar do segundo turno também é elevada. Segundo a Nexus, 89% dos eleitores já decidiram comparecer às urnas, enquanto outros 6% afirmam que provavelmente votarão, totalizando 95%.
Na outra ponta, 3% já decidiram não comparecer ou justificar a ausência, e 1% provavelmente não votará ou justificará. Outro 1% não soube responder.
O Norte/Centro-Oeste registra 97% de intenção de comparecimento, somando respostas definitivas e prováveis. No Sul, o percentual também chega a 97%. No Nordeste e no Sudeste, é de 95%.
Rejeição a Lula é maior no Sul; Flávio enfrenta maior resistência no Nordeste
A pesquisa também mediu o potencial de voto e a rejeição dos dois candidatos. Nacionalmente, 51% dos entrevistados afirmam que não votariam em Lula de jeito nenhum, enquanto 47% dizem o mesmo sobre Flávio Bolsonaro.
Entre os entrevistados, 42% afirmaram que Lula é o único candidato em quem votariam e 7% consideraram votar nele, mas ainda não estão totalmente certos. Para Flávio Bolsonaro, os percentuais são de 43% e 7%, respectivamente.
Regionalmente, a rejeição a Lula é maior no Sul, com 60%, seguido pelo Norte/Centro-Oeste e pelo Sudeste, ambos com 55%. No Nordeste, 35% afirmam que não votariam no presidente.
Flávio Bolsonaro registra sua maior rejeição no Nordeste, com 62%. No Sudeste, o índice é de 44%, no Norte/Centro-Oeste, 39%, e no Sul, 35%.
O Nordeste também concentra o maior percentual de eleitores que consideram Lula sua única opção de voto, com 56%. Para Flávio Bolsonaro, esse indicador é mais elevado no Sul, com 53%.
Desaprovação ao governo Lula chega a 50%
A pesquisa mostra que 50% dos brasileiros desaprovam o trabalho do presidente Lula, enquanto 45% aprovam. Outros 5% não sabem ou não responderam.
Na avaliação qualitativa, 34% classificam o governo como ótimo (15%) ou bom (19%). Outros 20% consideram a administração regular. Já a avaliação negativa soma 45%, resultado dos 7% que avaliam o governo como ruim e dos 38% que o classificam como péssimo.
O Nordeste é a única região em que a aprovação supera a desaprovação: 61% aprovam o governo e 34% desaprovam.
No Sul, a desaprovação chega a 59%, contra 36% de aprovação. No Norte/Centro-Oeste, 57% desaprovam e 39% aprovam. Já no Sudeste, a desaprovação é de 54%, ante 42% de aprovação.
A pesquisa
O levantamento ouviu 2.002 eleitores entre os dias 10 e 12 de outubro, por telefone, em todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07997/2026.
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Baixar áudioO candidato Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 12 das 13 pesquisas nacionais divulgadas após o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026. Segundo estudo da Opinião Inteligência Política, Flávio tem 51,8% dos votos válidos na média dos levantamentos. Apesar da vantagem, a análise aponta que a disputa ainda não está decidida.
O estudo, atualizado nesta quinta-feira (15), reúne pesquisas de 11 institutos registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com entrevistas realizadas entre os dias 3 e 15 de outubro.
Além da média das pesquisas, a Opinião Inteligência Política elaborou uma projeção que considera resultados de eleições anteriores e possíveis mudanças na intenção de voto até o segundo turno, marcado para 25 de outubro. Nesse cenário, Flávio Bolsonaro aparece com 52,3% dos votos válidos e 82% de probabilidade de vitória. Lula tem 18% de chance de vencer.
A empresa ressalta, no entanto, que esses percentuais são estimativas estatísticas, e não resultados de pesquisas eleitorais. As projeções dependem de hipóteses sobre o comportamento dos eleitores e podem mudar até o dia da votação.
Para Alexandre Garcia, CEO da Opinião Inteligência Política, três movimentos podem mudar o segundo turno até 25 de outubro.
“O primeiro é a aprovação do governo. As pesquisas com campo a partir de 17/10 vão dizer se a alta se confirma. O segundo é o destino de quem votou em Augusto Cury, Renan Santos e Ronaldo Caiado no 1º turno. O terceiro é o eleitor de ensino médio que ganha de 2 a 5 salários mínimos. Ali, a rejeição de Lula salta para 57%, contra 41% entre quem ganha até 2 salários. Se houver virada, ela passa por esse eleitor, que é o trabalhador com carteira assinada”, explica Garcia.
De acordo com a análise, a média das pesquisas, que estava em 52,2% no dia 11 de outubro, caiu para 51,8% no dia 15. É o menor percentual registrado desde o início da série, em 8 de outubro.
As três pesquisas mais recentes consideradas no estudo, divulgadas em 15 de outubro, apresentaram resultados abaixo da média anterior. Na Palver, Flávio aparece com 50,5% dos votos válidos. Na Indexa/Broadcast, tem 51,2%, enquanto no Datafolha registra 51,1%.
Dos 13 levantamentos analisados pela empresa, apenas a pesquisa Vox Brasil, realizada entre 5 e 7 de outubro, apontou vantagem para Lula.
Nas pesquisas presenciais, realizadas por Vox Brasil, Datafolha e Quaest, Flávio Bolsonaro aparece com média de 50,4% dos votos válidos, considerando a rodada mais recente de cada instituto.
Já nas pesquisas feitas por telefone com entrevistadores, a média do candidato chega a 52,6%. Nos levantamentos por telefone automático, o percentual é de 52%, enquanto nas pesquisas online fica em 51,6%.
A análise da empresa destaca que, no primeiro turno de 2026, os institutos que realizaram entrevistas presenciais apresentaram resultados mais favoráveis a Lula do que o observado nas urnas.
A Opinião Inteligência Política ressalta, porém, que isso não significa que a diferença vá se repetir no segundo turno, já que o comportamento dos eleitores pode ser diferente nesta etapa da eleição.
Na média das 13 pesquisas analisadas, a aprovação do governo entre os entrevistados que manifestaram uma opinião chega a 47,3%. O percentual é próximo dos 48,1% de votos válidos atribuídos a Lula na mesma análise.
Segundo a empresa, essa proximidade indica que a disputa presidencial está fortemente associada à avaliação que os brasileiros fazem do atual governo.
O estudo mostra ainda que a aprovação de Lula permaneceu praticamente estável nos institutos que realizaram mais de uma rodada de entrevistas.
No Datafolha, por exemplo, a aprovação ficou em 48% nas duas pesquisas de outubro, enquanto a desaprovação passou de 49% para 50%. No PoderData, os percentuais também permaneceram estáveis: 44% de aprovação e 50% de desaprovação.
Segundo o estudo, na média das 11 pesquisas que divulgaram esse indicador, 48,7% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Lula, enquanto 46% disseram que não votariam em Flávio Bolsonaro.
A análise também identificou situações em que Flávio aparece com rejeição superior à de Lula e, mesmo assim, mantém a liderança na intenção de voto.
Na Quaest, por exemplo, 54% dos entrevistados rejeitam Flávio, contra 53% que rejeitam Lula. Ainda assim, o candidato do PL aparece com 51,1% dos votos válidos.
O estudo aponta ainda que, no Datafolha e no PoderData, a rejeição a Flávio aumentou um ponto percentual entre as rodadas analisadas. A Opinião Inteligência Política considera o movimento pequeno, mas destaca que ele representa um sinal desfavorável ao candidato.
Na projeção principal da empresa, que considera um ajuste baseado na diferença observada entre pesquisas anteriores e resultados das urnas, Flávio aparece com 52,3% dos votos válidos e 82% de probabilidade de vitória.
Sem esse ajuste, considerando apenas a média atual dos levantamentos, a probabilidade de vitória do candidato cai para 76%, enquanto a de Lula sobe para 24%.
Em outro cenário apresentado no estudo, no qual as pesquisas estejam superestimando Flávio em um ponto percentual, a probabilidade de vitória do candidato do PL seria de 62%, contra 38% de Lula.
Já em uma hipótese de diferença maior entre as pesquisas e o resultado das urnas, favorável a Flávio, a chance de vitória do candidato chegaria a 88%.
A empresa também calcula uma faixa de resultados possíveis, com 90% de abrangência na estimativa, que vai de 48,2% a 56,4% dos votos válidos para Flávio. Segundo a análise, isso significa que o modelo ainda considera possíveis resultados favoráveis a Lula.
De acordo com a Opinião Inteligência Política, para que os dois candidatos passassem a ter a mesma probabilidade de vitória no modelo utilizado, a média das pesquisas de Flávio Bolsonaro precisaria cair de 51,8% para 49,5% dos votos válidos. Em treze pesquisas depois do 1º turno, a média ficou entre 51,8% e 52,5%.
A empresa destaca que uma pesquisa isolada tende a provocar poucas mudanças na estimativa. Para identificar uma possível alteração mais consistente na disputa, seria necessário observar uma sequência de levantamentos apontando a mesma tendência.
“Devemos ficar de olho no calendário. Ipespe e Verità saem em 17 de outubro. PoderData, DataTrends e AtlasIntel, em 19 e 20. São as primeiras com campo depois da aprovação do fim da escala 6x1 no Senado e do início do pagamento do Bolsa Família reajustado, e vão dizer se a alta da aprovação que só o PoderData mediu aparece em outros institutos”, frisa Alexandre Garcia.
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Baixar áudioA disputa pela Presidência da República apresenta diferenças importantes entre as regiões do Brasil e entre os eleitores que vivem no interior e nas regiões metropolitanas. Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (15) mostra que Flávio Bolsonaro (PL) lidera no Sul, Sudeste e no conjunto formado pelo Centro-Oeste e Norte. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem vantagem no Nordeste.
O levantamento também aponta uma divisão entre os eleitores das grandes cidades e do interior. Nas regiões metropolitanas, Lula aparece com 54% dos votos válidos, contra 46% de Flávio Bolsonaro. No interior, o resultado se inverte: o candidato do PL tem 54%, enquanto o presidente registra 46%.
A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos em cada um desses dois grupos. Dessa forma, as vantagens dos candidatos estão fora da margem de erro.
O Nordeste é a região em que Lula apresenta sua maior vantagem. O presidente tem 66% dos votos válidos, contra 34% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de 32 pontos percentuais.
No Sul, o cenário é favorável ao candidato do PL, que registra 62% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 38%.
Flávio também lidera no Sudeste, com 56% dos votos válidos, contra 44% do presidente. No agrupamento das regiões Centro-Oeste e Norte, o senador tem 58%, diante de 42% do petista.
A margem de erro é de quatro pontos percentuais no Nordeste, três no Sudeste e cinco no Sul e no agrupamento Centro-Oeste/Norte. As diferenças registradas colocam os candidatos à frente de seus adversários fora da margem de erro em todos esses recortes regionais.
Entre os brasileiros que não se identificam como petistas nem como bolsonaristas, Flávio Bolsonaro aparece com 59% dos votos válidos, contra 41% de Lula.
A diferença é de 18 pontos percentuais. Como a margem de erro nesse grupo é de cinco pontos para mais ou para menos, o candidato do PL lidera fora do empate técnico.
Na pesquisa anterior, divulgada em 8 de outubro, Flávio tinha 58% nesse segmento, enquanto Lula registrava 42%. Os números indicam uma oscilação de um ponto percentual para cada candidato.
Entre os eleitores que se identificam como bolsonaristas, Flávio concentra 98% dos votos válidos. Já entre os petistas, Lula reúne 93%.
O levantamento também mostra diferenças nas preferências de voto de homens e mulheres.
Entre as mulheres, Lula tem 55% dos votos válidos, contra 45% de Flávio Bolsonaro. Entre os homens, o candidato do PL aparece com 56%, enquanto o presidente registra 44%.
Na divisão por cor ou raça, Lula lidera entre os eleitores que se declaram pretos, com 60%, contra 40% de Flávio. Entre os brancos, o senador tem 59%, diante de 41% do presidente.
Já entre os eleitores pardos, a disputa está empatada numericamente, com 50% para cada candidato.
Segundo o Datafolha, Lula apresenta maior força entre os brasileiros que recebem até dois salários mínimos por mês, com 58% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro tem vantagem entre aqueles com rendimentos mais elevados, com renda de mais de dois a cinco salários mínimos (58%) e na faixa acima de cinco salários mínimos, com 63%.
O nível de escolaridade é outro fator que diferencia o desempenho dos candidatos no segundo turno.
Lula tem vantagem entre os brasileiros que estudaram até o ensino fundamental, com 61%. Já Flávio Bolsonaro apresenta melhor desempenho entre os eleitores com ensino médio (55%) e superior (56%).
Na divisão por idade, Flávio Bolsonaro apresenta sua maior vantagem entre os eleitores de 35 a 44 anos. Nesse grupo, o senador tem 59% dos votos válidos, contra 41% de Lula.
Entre os jovens de 16 a 24 anos, Lula aparece numericamente à frente, com 54%, contra 46% de Flávio. A diferença, porém, está dentro da margem de erro de seis pontos percentuais.
Na faixa de 25 a 34 anos, Flávio registra 53%, contra 47% do presidente. Entre os eleitores de 45 a 59 anos, o placar é de 51% para o senador e 49% para Lula. Na faixa de 60 anos ou mais, o presidente aparece com 54%, contra 46% de Flávio Bolsonaro.
Apenas na faixa de 35 a 44 anos a diferença entre os candidatos está fora da margem de erro.
Apesar das diferenças entre regiões e grupos de eleitores, o cenário nacional continua equilibrado.
Considerando apenas os votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, Flávio Bolsonaro tem 51% das intenções de voto, contra 49% de Lula. A diferença de dois pontos percentuais configura empate técnico, já que a margem de erro nacional é de dois pontos para mais ou para menos.
O Datafolha ouviu 2.520 eleitores com 16 anos ou mais, em 153 municípios brasileiros, nos dias 13 e 14 de outubro. Desse total, 2.330 entrevistados indicaram voto em um dos dois candidatos e compõem a base utilizada para calcular os votos válidos.
A pesquisa foi encomendada pela Folha de S.Paulo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00466/2026. A margem de erro para o conjunto da amostra é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
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Baixar áudioUma análise de dez pesquisas nacionais, realizada pela Opinião Inteligência Política, aponta que o candidato Flávio Bolsonaro (PL) mantém a vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial de 2026. O documento mostra Flávio com 52,2% dos votos válidos, contra 47,8% de Lula. Os números são os mesmos registrados no início da disputa, em 11 de outubro, quando a análise reunia seis levantamentos.
Além da média das pesquisas, a Opinião Inteligência Política elaborou uma projeção que considera resultados de eleições anteriores e possíveis mudanças na intenção de voto até o dia 25 de outubro. Nesse cenário, Flávio aparece com 52,7% dos votos válidos e 86% de probabilidade de vitória, enquanto Lula tem 14%.
A empresa ressalta, no entanto, que esses percentuais representam estimativas estatísticas, e não resultados de uma nova pesquisa eleitoral. As projeções dependem de hipóteses sobre o comportamento dos eleitores e podem mudar ao longo da campanha.
Das dez pesquisas nacionais consideradas na análise, nove apontam vantagem de Flávio Bolsonaro. Apenas o levantamento da Vox Brasil, realizado entre 5 e 7 de outubro, coloca Lula na liderança.
Entre as quatro pesquisas incorporadas à análise desde 11 de outubro, a Gerp apresenta a maior votação para Flávio, com 54,6% dos votos válidos. Em seguida aparecem Nexus/BTG, com 52%; Quaest, com 51,1%; e PoderData/Aya, com 51%.
Os resultados mostram diferenças entre os institutos, mas não foram suficientes para alterar a média geral, que permanece em 52,2%.
Na comparação com as rodadas anteriores de cada instituto, o PoderData registrou uma queda de dois pontos percentuais para Flávio, passando de 53% para 51%. Já a Gerp apontou crescimento de 1,9 ponto, de 52,7% para 54,6%. Na Quaest, o percentual passou de 51,2% para 51,1%, uma redução de 0,1 ponto.
Segundo a Opinião, essas oscilações indicam que a disputa permanece relativamente estável desde o início do segundo turno.
A análise também identificou diferenças nos resultados conforme a forma utilizada pelos institutos para entrevistar os eleitores.
Nas pesquisas presenciais, realizadas por Vox Brasil, Datafolha e Quaest, Flávio aparece com média de 50,7% dos votos válidos, resultado que indica uma disputa mais apertada.
Já nos levantamentos feitos por telefone automático, a média é de 52%. Nas entrevistas telefônicas realizadas com entrevistadores, o percentual sobe para 53,1%. Na pesquisa online da AtlasIntel, Flávio registra 52,8%.
A Opinião observa que, no primeiro turno de 2026, as pesquisas presenciais foram as que mais se distanciaram do resultado das urnas em favor de Lula.
Enquanto esse grupo indicava vantagem de 2,7 pontos para o petista, Flávio terminou a votação com 1,9 ponto de vantagem.
A empresa destaca, porém, que isso não significa que o mesmo comportamento será observado no segundo turno. As diferenças podem estar relacionadas a mudanças na preferência dos eleitores nos últimos dias da campanha.
Para elaborar sua projeção, a Opinião Inteligência Política também analisou o desempenho de pesquisas do Datafolha e da Quaest em eleições presidenciais anteriores.
Segundo o estudo, os dois institutos apresentaram percentuais para os adversários do PT inferiores aos resultados das urnas em todas as eleições consideradas na comparação.
Nos segundos turnos analisados, essa diferença variou de 0,1 a 1,1 ponto percentual. No primeiro turno, as diferenças foram maiores, variando de 2 a 7,2 pontos.
Com base no desempenho do Datafolha nos segundos turnos de 2014, 2018 e 2022, a Opinião acrescentou 0,5 ponto percentual à média atual das pesquisas. Com esse ajuste, a estimativa de votação de Flávio passou de 52,2% para 52,7%.
A empresa reconhece que o cálculo utiliza um número limitado de eleições e que não há garantia de que as diferenças observadas no passado voltem a ocorrer.
O estudo apresenta quatro cenários para o resultado do segundo turno, considerando diferentes possibilidades de comportamento das pesquisas e dos eleitores.
Sem qualquer ajuste na média atual, Flávio teria 80% de probabilidade de vitória, contra 20% de Lula.
Na estimativa principal da Opinião, que considera o histórico de eleições anteriores, as probabilidades passam para 86% e 14%, respectivamente.
Em um cenário que considera uma diferença maior entre pesquisas e urnas, Flávio alcançaria 53,3% dos votos válidos e teria 90% de probabilidade de vitória.
Já na hipótese de as pesquisas estarem superestimando a votação de Flávio Bolsonaro em um ponto percentual, o candidato ficaria com 51,2% dos votos válidos. Nesse caso, sua probabilidade de vitória cairia para 68%, enquanto a de Lula subiria para 32%.
A Opinião destaca que, embora Flávio apareça como favorito em todos os cenários analisados, uma vitória de Lula continua sendo possível. A faixa de 90% da estimativa para a votação de Flávio vai de 48,5% a 56,9% dos votos válidos.
Esses cálculos não significam que o resultado esteja definido. Mudanças na preferência dos eleitores ou acontecimentos durante a campanha podem alterar as projeções até o dia da votação.
De acordo com a Opinião Inteligência Política, para que a disputa volte a uma situação de equilíbrio na projeção estatística, a média das pesquisas para
Flávio precisaria cair de 52,2% para 49,5% dos votos válidos, uma redução de 2,7 pontos percentuais. Nesse cenário, a probabilidade de vitória dos dois candidatos seria de 50%.
Se a média de Flávio recuasse para 50,8%, sua probabilidade de vitória cairia dos atuais 86% para 70%.
A empresa observa que, desde o primeiro turno, a média das dez pesquisas variou menos de um ponto percentual. Por isso, avalia que uma mudança significativa no cenário dependeria de uma sequência de levantamentos apontando a mesma tendência, e não apenas de uma pesquisa isolada.
O segundo turno da eleição presidencial está marcado para 25 de outubro.
A análise da Opinião Inteligência Política reúne dez pesquisas nacionais registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com entrevistas realizadas entre 3 e 13 de outubro de 2026. A média considera o tamanho das amostras e as datas de realização dos levantamentos, dando maior peso às pesquisas mais recentes e com maior número de entrevistados.
Os percentuais apresentados se referem aos votos válidos, excluindo votos brancos, nulos e eleitores indecisos. As probabilidades de vitória são cálculos próprios da Opinião Inteligência Política e não devem ser confundidas com resultados diretos das pesquisas eleitorais.
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