Mato Grosso do Sul

03/08/2022 14:45h

Recursos serão repassados a municípios dos estados de Alagoas, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Pernambuco

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Oito cidades do País atingidas por desastres naturais vão receber mais de R$ 3,4 milhões para ações de defesa civil. As portarias com as liberações dos recursos foram publicadas na edição desta quarta-feira (3) do Diário Oficial da União (DOU).

O maior repasse – de mais de R$ 1 milhão – é para Palmeira dos Índios, em Alagoas. Afetado por chuvas intensas, o município usará os recursos para a compra de cestas básicas, colchões, galões de água, combustível e kits de limpeza, higiene e dormitório, além do aluguel de veículos.

Pernambuco

Em Pernambuco, Jaqueira terá mais de R$ 517 mil para compra de cestas básicas, galões de água, colchões e kits de higiene. Já Pombos receberá R$ 407 mil para a compra de cestas básicas e kits de limpeza, higiene e dormitório. Ambos os municípios foram afetados por chuvas intensas.

Passira, atingida por enxurradas, contará com mais de R$ 98 mil para o restabelecimento da trafegabilidade.

Minas Gerais

Em Minas Gerais, a cidade de Santo Antônio do Amparo, afetada por chuva de granizo, receberá cerca de R$ 995 mil para a compra de telhas de fibrocimento. Já Caraí, atingida por chuvas intensas, terá mais de R$ 161 mil para a reforma de muro.

Ouro Verde de Minas terá à disposição mais de R$ 68 mil para o reparo de ponte. O município foi afetado por chuvas intensas.

Mato Grosso do Sul

Por fim, Miranda, no Mato Grosso do Sul, usará os recursos para a compra de cestas básicas, colchões e kits de limpeza. A cidade, afetada por vendaval, receberá mais de R$ 156 mil.

Mais R$ 269 mil liberados para ações de defesa civil na cidade de Abre Campo, em Minas Gerais

Defesa Civil Nacional reconhece situação de emergência em Iranduba, no Amazonas

Como solicitar recursos federais

Após a concessão do status de situação de emergência pela Defesa Civil Nacional, os municípios atingidos por desastres estão aptos a solicitar recursos para atendimento à população afetada. As ações envolvem restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução de equipamentos de infraestrutura danificados.

A solicitação deve ser feita por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). Com base nas informações enviadas, a equipe técnica da Defesa Civil Nacional avalia as metas e os valores solicitados. Com a aprovação, é publicada portaria no DOU com a especificação do montante a ser liberado.

Capacitações da Defesa Civil Nacional

A Defesa Civil Nacional oferece uma série de cursos a distância para habilitar e qualificar agentes municipais e estaduais para o uso do S2iD, a partir do Plano de Capacitação Continuada em Proteção e Defesa Civil. As capacitações têm como foco os agentes de proteção e defesa civil nas três esferas de governo. Confira neste link a lista completa dos cursos de capacitação.

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25/07/2022 04:15h

A ideia é que o projeto seja levado a leilão no segundo semestre de 2022. O lance inicial do leilão será de R$ 110 milhões

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O modal ferroviário tem ganhado destaque no setor de infraestrutura, com projetos que visam ampliar a malha no país para escoamento de produtos. É o caso da Nova Ferroeste, que vai unir os estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. 

Serão construídos 1.567 km de estrada de ferro entre os municípios de Maracaju (MS) e Paranaguá (PR), além de criar um ramal entre Foz do Iguaçu (PR) e Cascavel (PR), e entre Chapecó (SC) e Cascavel (PR). Ao todo, 67 municípios vão contar com um trecho da ferrovia. 

De acordo com o governo do Paraná, “quando a ferrovia estiver concluída, este será o segundo maior corredor de grãos e contêineres do País.” A ideia é que o projeto seja levado a leilão no segundo semestre de 2022. O lance inicial será de R$ 110 milhões. 

O coordenador do Plano Ferroviário do Paraná, Luiz Henrique Fagundes, afirma que, entre os benefícios apresentados a partir do projeto destacam-se a redução de custos, a ampliação da capacidade de exportação e a diminuição do tempo de viagem. 

“Do ponto de vista de estruturação de projeto, nós fomos inovadores. Estamos fazendo um processo de transferência de titularidade dos contratos. Temos um contrato de concessão e quatro de autorização. Com isso, vamos disponibilizar para a sociedade uma infraestrutura que vai ser a solução do país abaixo do paralelo 16. É um projeto com DNA paranaense, mas o impacto é nacional e até internacional quando se pensa no Paraguai”, pontua. 

Em relação às exportações, atualmente o total da movimentação de produtos no Porto de Paranaguá chega a 45 milhões de toneladas. Desse total, 80% da demanda de importação e exportação do terminal é transportada pelo modal rodoviário. Já o volume de cargas ferroviárias corresponde a apenas 9 milhões de toneladas.

O presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Venilton Tadini, diz que a Nova Ferroeste conta com vários aspectos relevantes, sobretudo no que diz respeito à ampliação da competitividade econômica.

“Hoje, você tem cerca de 20% transportado pelo modal ferroviário, e isso vai estar se elevando para cerca de 36%. Isso, certamente, vai permitir o aumento de competitividade dos produtos brasileiros, não só no mercado local, mas também no internacional. Do mercado local, vamos estar transportando mercadorias de outros estados, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Santa Catariana, Mato Grosso e Goiás, até Foz do Iguaçu, haverá conexão com o Paraguai e com a Argentina”, avalia. 

Outras ferrovias

Um levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), intitulado “Agenda de privatizações: avanços e desafios", revela que, no Brasil, as ferrovias são predominantemente operadas pelo setor privado desde a desestatização da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA) e da Ferrovias Paulistas S/A (FEPASA), no fim dos anos 1990.

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De acordo com o estudo, para 2022, estão previstas duas prorrogações antecipadas de contratos. Uma diz respeito à Ferrovia Centro Atlântica (FCA), controlada pela VLI Logística; e a outra à Malha Regional Sudeste, da MRS Logística. Além disso, há a expectativa de aprovação de 65 pedidos de autorizações ferroviárias junto ao governo federal, até o final deste ano. 

“Recentemente, tivemos a aprovação da Nova Lei das Ferrovias, que permite a autorização de trechos ferroviários para o setor privado construir e operar. Temos a possibilidade de essas ferrovias autorizadas serem utilizadas, por exemplo, em trechos de curta distância. Também temos o processo de prorrogação antecipada dos contratos vigentes, que podem trazer mais recursos para investimento na extensão da própria malha”, destaca o especialista em Infraestrutura da CNI, Matheus de Castro.

O setor ferroviário também conta com a perspectiva do leilão da EF-170 MT/PA (Ferrogrão), apesar dos impasses econômico, financeiro e ambiental em torno do projeto. Até novembro de 2021, o governo federal havia recebido 21 requerimentos de construções de ferrovias por operadores privados - além da Nova Ferroeste - totalizando mais de R$ 90 bilhões em investimentos previstos e 6.220 km de novos trilhos, em 14 estados do país.
 

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21/07/2022 04:00h

Natalie Pavan vendia cookies em escolas para ajudar a custear os cuidados médicos do filho. Visão empreendedora e busca por formação empresarial ajudaram a empresária de Campo Grande (MS) a expandir o negócio de um quiosque para 50 unidades franqueadas.

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Em 2016, Natalie Pavan, de Campo Grande, Mato Grosso, buscava complementar a renda familiar. Formada em Direito, ela trabalhava como gerente administrativa e precisava de mais dinheiro para custear os cuidados médicos do filho. Natalie apostou na produção caseira de cookies. Passou a vender o produto nas portas das escolas do município. E o sucesso foi grande entre os estudantes. 

Foi dali que a Natalie viu uma grande oportunidade de empreender. Assim, nasceu a MyCookies.

“Fazia a receita e vendia na frente das escolas. Mas reparei que se eu vendesse o cookie quentinho, assado na hora, venderia muito mais. Falei: ‘vou abrir um quiosque’. Me lembro que, no primeiro mês, já caímos no gosto da galera. Falei: ‘caramba, que legal’.”

Após abrir o quiosque, Natalie continuou enxergando muito potencial no negócio: sonhava em expandir a MyCookies. Então, procurou o apoio do Sebrae para criar uma rede de franquias.

“Queria muito ir para um shopping, porque traz visibilidade e credibilidade para a marca. Foi quando fiz o Empretec, que me deu clareza para tomada de decisão, avaliação dos riscos. E comecei a estudar sobre franquia e foi quando falei: ‘vou no Sebrae, eles devem ter alguma ajuda para isso’.”

Atualmente, a MyCookies conta com 50 unidades espalhadas em oito estados brasileiros. Para o futuro, Natalie espera chegar a 100 unidades franqueadas, com produção mensal de 600 mil cookies.

Com seis dias de duração, o Empretec é um curso do Sebrae em que o participante descobre suas características empreendedoras, aperfeiçoa seus talentos e adquire novas habilidades. 

Sebrae, há 50 anos ao lado de quem fez história ontem, constrói o hoje e cria o futuro todos os dias.

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14/07/2022 03:30h

De acordo com levantamento da Abcon, em 2022, as operadoras privadas do setor ampliaram sua participação em 45%, na comparação com o ano passado

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As operadoras privadas de saneamento possuem, até o momento, 199 contratos firmados no Brasil, entre as modalidades de concessões plenas e parciais, PPPs e subdelegações. É o que revela um levantamento divulgado no último dia 6 pela Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon).  

De acordo com o balanço, os investimentos das concessionárias privadas já alcançam 16% do total investido pelas companhias do setor. Desde a entrada em vigor do novo marco legal do saneamento já foram realizados pelo menos 16 leilões. Mato Grosso do Sul está entre os contemplados com esses investimentos. 

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O estado conta com investimento de R$ 3,8 milhões. Do total, R$ 1 bilhão será destinado às obras. O projeto engloba 68 municípios e deve beneficiar cerca de 1,7 milhão de pessoas. Para a superintendente técnica da Abcon, Ilana Ferreira, a atuação das empresas privadas no saneamento traz mais eficiência para o setor.

“No caso da operação privada, a tarifa é definida antes, e a atuação com as metas de qualidade, atendimento e investimento são atendidas e cumpridas do ponto de vista contratual”, explica.  

A pesquisa também mostra que a média de investimento por ligação entre as operadoras privadas é 131% superior à realizada pelas companhias estaduais e 326% superior à média de serviços municipais.

Desestatização

Outro levantamento que trata da situação do saneamento básico é a “Agenda de privatizações: avanços e desafios", divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com a pesquisa, até 2026, dez desestatizações serão conduzidas pelo BNDES ou municípios. 

O especialista em Infraestrutura da CNI, Matheus de Castro, afirma que, para este ano, devem ocorrer seis concessões e PPPs de empresas estaduais e autarquias microrregionais. 

“Sabemos das dificuldades que o setor público encontra há mais de uma década na realização desses investimentos, e isso penaliza muito nossa capacidade de modernizar nossa infraestrutura. Então, precisamos aumentar a participação privada na gestão dos ativos de infraestrutura. Mas, apesar de o caminho ser esse, sabemos da importância de aumentar também os investimentos públicos. Nós investimos tão pouco, que não podemos contar só com um tipo de investimento”, destaca. 

Após dois anos da entrada em vigor do novo marco legal do saneamento, as operadoras privadas do setor ampliaram sua participação e passaram a atender 46,1 milhões de pessoas com serviços de água e esgotamento sanitário no Brasil. Em relação a 2021, quando essas companhias atendiam 31,6 milhões de usuários, o aumento foi de 45%.
 

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30/06/2022 17:46h

Residencial Jardim Canguru recebeu R$ 29 milhões em investimentos e vai beneficiar cerca de 1,2 mil pessoas com a casa própria

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O Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), entregou, nesta quinta-feira (30), 300 moradias a famílias de baixa renda da cidade de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. O presidente da República, Jair Bolsonaro, e o ministro Daniel Ferreira participaram da cerimônia de inauguração do Residencial Jardim Canguru, que vai beneficiar 1,2 mil pessoas com a casa própria.

“A gente sente no olhar dessas pessoas, em qualquer lugar do Brasil, quando se entrega uma chave, um olhar de felicidade. Este momento não tem preço”, afirmou o presidente Jair Bolsonaro.

O ministro Daniel Ferreira também destacou a importância da moradia própria para o cidadão. “Isso daqui não é só tijolo, não é cal, não é só cimento. Isso daqui são 1,2 mil sonhos, dignidade e cidadania para quem precisa", destacou.

O Residencial Jardim Canguru integra o Programa Casa Verde e Amarela e contou com investimento total de R$ 29 milhões, sendo R$ 24 milhões do Governo Federal, por meio do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), e R$ 5 milhões em contrapartida do estado. Além disso, houve doação do terreno pelo município.

Ansiosa para receber as chaves da casa nova, a beneficiária Sueli de Oliveira Roberto passou a noite em claro. “A expectativa de mudar é grande, para a gente ficar no nosso cantinho”, comentou. Ela e o marido, Elidionor Gomes da Silva, comemoraram o fato de não ter mais que pagar o aluguel. “Moramos de aluguel por três anos. Poderemos usar o dinheiro do aluguel com as crianças. Vai ser um dinheiro nosso e não mais algo para gastar com os outros”, completou.

A também beneficiária Rackel de Oliveira Ferreira celebrou o fato de a nova moradia contar com infraestrutura completa nas proximidades. Ela é mãe de um jovem com microcefalia e de duas crianças com transtorno opositivo desafiador (TOD). “Foi bem emocionante saber que não dependeríamos mais de aluguel. Aqui vai ser mais próximo da escola que tem atendimento especial e do posto de saúde que atende as crianças”, contou.

O conjunto habitacional conta com cinco blocos de quatro andares, com quatro apartamentos por pavimento, além de infraestrutura completa, com drenagem, esgoto, água, pavimentação, energia elétrica, iluminação pública e transporte público. Nas proximidades, há creches, escolas, postos de saúde e de segurança.

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Desenvolvimento Regional
28/06/2022 17:40h

Recursos são provenientes do FGTS e serão disponibilizados por meio do Programa Pró-Cidades, do Ministério do Desenvolvimento Regional

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O Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), aprovou a contratação de cerca de R$ 38 milhões em financiamentos para a execução de ações do Programa de Desenvolvimento Urbano (Pró-Cidades) em Naviraí, no Mato Grosso do Sul. A Prefeitura local deverá prestar contrapartida de R$ 2 milhões, totalizando R$ 40 milhões em investimentos.

Os recursos de financiamento são provenientes do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e serão disponibilizados ao município sul-mato-grossense para implantação de um novo eixo de deslocamento para interligar as Avenidas Amambaí, Ipuitã e João Rigonato, beneficiando moradores dos bairros Jardim Paraíso I, II, III e IV, Vila Nova, Vila Alta e Residencial Belo Horizonte.

No projeto, estão previstas a implantação de vias de circulação com pavimentação asfáltica, sistema de drenagem de águas pluviais, contenção de volume de águas, passeio público com acessibilidade, ciclovias, áreas verdes, praças, quadras esportivas, paisagismo e áreas de lazer.

Lançado em 2019, o programa Pró-Cidades disponibiliza R$ 2 bilhões por ano, por meio do FGTS, para o financiamento de projetos de reabilitação de áreas urbanas e modernização tecnológica de serviços públicos.

“O Programa é voltado para solucionar problemas das cidades brasileiras por meio da parceria entre estados e municípios com o Governo Federal, de modo a beneficiar a população”, destaca o ministro do Desenvolvimento Regional, Daniel Ferreira.

Modalidades

O Pró-Cidades tem duas modalidades de financiamento. A “reabilitação de áreas urbanas” é voltada a estratégias para a execução de políticas de desenvolvimento local, com foco na qualificação do espaço público e no estímulo à ocupação de imóveis ociosos em centros urbanos. Já a “modernização tecnológica urbana” é destinada à implementação e desenvolvimento de soluções e ferramentas tecnológicas para otimizar a prestação dos serviços públicos à população e melhorar a qualidade de vida nos ambientes urbanos.

Podem apresentar propostas estados, municípios, o Distrito Federal ou órgãos das respectivas administrações direta e indireta; consórcios públicos; órgãos públicos gestores e respectivas concessionárias ou permissionárias; empresas participantes de consórcios que desempenhem funções de desenvolvimento urbano local ou regional, como sociedades de propósito específico (SPEs); e entes privados que tenham projetos ou investimentos na área de desenvolvimento urbano, desde que autorizadas pelo poder público respectivo. A aplicação de recursos respeitará a proporção de 70% para operações de crédito com mutuários do setor público e 30% para operações com o setor privado.

O cadastro dos projetos deve ser feito por meio do sistema disponível no portal de serviços do Ministério do Desenvolvimento Regional. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail procidades@mdr.gov.br.

Condições de financiamento

As operações de crédito têm prazo de carência de até 48 meses, contados a partir da data de assinatura do contrato. O primeiro desembolso para os empreendimentos deverá ser feito ao contratante em até 12 meses. O prazo máximo de amortização do financiamento é de 20 anos, contados a partir do mês subsequente ao do término do prazo de carência. A taxa de juros cobrada é de 6% ao ano, acrescidos da remuneração do agente financeiro, limitados a 2% ao ano, e de taxa de risco de crédito, limitada a 1% ao ano.

O valor mínimo para as contrapartidas é de 5% do valor total do financiamento, em ambas as modalidades do Pró-Cidades. Elas poderão ser integradas por meio de recursos financeiros próprios dos entes ou terceiros, inclusive internacionais, e de bens imóveis ou serviços economicamente mensuráveis.

Para conhecer a Instrução Normativa n.35/2021, que regula o Pró-Cidades, acesse este link. Confira também o manual do programa.

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28/06/2022 14:37h

Esse número é do primeiro quadrimestre do ano. Exame serve para a detecção precoce do câncer do colo do útero

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Nos primeiros quatro meses de 2022, 20 mil mulheres do estado do Mato Grosso do Sul realizaram a coleta de exame citopatológico em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Esses exames servem para a detecção precoce do câncer do colo do útero, uma doença silenciosa e tratável, se for diagnosticada logo no início.

Levar mais mulheres para realizar a detecção precoce do câncer do colo do útero é uma preocupação permanente do Ministério da Saúde. Projeção do Instituto Nacional de Câncer (Inca), aponta que cerca de 16,7 mil mulheres poderão ter câncer do colo do útero até o final de 2022. Nos serviços de Atenção Primária à Saúde do SUS, foram coletados cerca de 6 milhões de exames preventivos - também conhecidos como papanicolau - no ano passado.

Segundo o Ministério da Saúde, atualmente, existem mais de 42 mil Unidades Básicas de Saúde com cerca de 1.229 equipes de Atenção Primária atuando em todo o SUS onde as mulheres podem fazer o  papanicolau e outros exames. Além disso, há mais de 317 hospitais e centros de assistência habilitados no tratamento do câncer, que integram a rede SUS.

“É importante lembrarmos que muitas vezes, o câncer do colo do útero não apresenta sintomas em estádios muito iniciais. Sangramentos, dores, normalmente esses sintomas vão aparecer quando o tumor já está num estágio mais avançado. O exame preventivo, é a melhor forma de se conseguir detectar essas lesões em estágios iniciais e até mesmo quando ainda não são cânceres", destaca a coordenadora-geral de Prevenção de Doenças Crônicas e Controle do Tabagismo do Ministério da Saúde, Patrícia Izetti.

A coleta de material citopatológico do colo do útero (também conhecido como papanicolau)  é a principal forma de rastreamento e detecção precoce desse tipo de câncer e é indicado para mulheres de 25 a 64 anos a cada três anos, após dois exames anuais consecutivos normais.

De olho no resultado dos exames

  • Negativo para câncer: se esse for o primeiro resultado negativo, a mulher deverá fazer novamente o exame preventivo daqui um ano. Se já tem um resultado negativo do ano anterior, deverá fazer o próximo exame preventivo daqui a três anos;
  • Lesão de baixo grau: deverá repetir o exame após seis meses;
  • Lesão de alto grau: o profissional de saúde irá lhe orientarcomo proceder. Pode ser necessária a realização de exames complementares, como a colposcopia;
  • Amostra insatisfatória: o exame deverá ser repetido, pois o material pode ter sido insuficiente para gerar um resultado adequado. 

Para realizar a coleta de material para exame citopatológico do colo do útero pelo SUS, a mulher deve ir à uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e agendar a consulta com os profissionais de saúde, que vão avaliar histórico e sintomas. A coleta do material, realizada por um profissional de saúde capacitado, provoca uma pequena descamação da superfície externa e interna do colo de útero com uma espátula e uma escovinha. As amostras coletadas são colocadas numa lâmina para serem analisadas em laboratório especializado em citopatologia

Patrícia Izetti explica que, eventualmente, algumas instituições e hospitais de maior complexidade podem ofertar esse exame, mas em contextos muito específicos. “O exame citopatológico do colo do útero, também conhecido como exame preventivo ou Papanicolau, é ofertado nas Unidades Básicas de Saúde e a mulher deve procurar aquela UBS a qual ela está cadastrada e vinculada para que possa fazer o seu exame preventivo”, orienta.

Porta de entrada

A Atenção Primária à Saúde (APS) é a principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS) e  É o primeiro contato que a população tem quando procura atendimento ou uma Unidade Básica de Saúde (UBS).

Por meio da APS, as equipes de saúde promovem ações de saúde individuais, familiares e coletivas que envolvem promoção da saúde, prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação,  cuidados paliativos e vigilância em saúde. Esse serviço é realizado por uma equipe multiprofissional e dirigido à população em cada território definido, sobre os quais as equipes assumem responsabilidade sanitária.

Para mais informações, acesse o site do Ministério da Saúde: gov.br/saude. Ou entre em contato com a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul, pelo telefone: (67) 3318-1600.

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28/06/2022 11:34h

O Ministério da Saúde recomenda a mamografia de rastreamento para as mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos.

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Temido por muitas mulheres, o câncer de mama pode ser prevenido e tratado com altas chances de sucesso quando detectado precocemente. O SUS oferece assistência integral, incluindo ações de prevenção, o exame clínico das mamas, a mamografia de rastreamento e exames de investigação diagnóstica, assim como o tratamento e reabilitação. O Ministério da Saúde recomenda a realização da mamografia de rastreamento para as mulheres na faixa etária entre 50 e 69 anos, a cada dois anos.

Em Mato Grosso do Sul, já foram realizadas mais de 18 mil mamografias nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), de janeiro a abril de 2022. Destes exames, três mil apresentaram risco elevado e as mulheres terão de fazer exames complementares.

De acordo com dados do Sistema Nacional de Câncer (SISCAN), nos primeiros quatro  meses de 2022, foram mais de 977  mil exames realizados em todo o país. Para as mulheres diagnosticadas com câncer de mama, o SUS dispõe de 317 unidades e centros de assistência habilitados no tratamento oncológico.

Entre 2020 e 2021, o Ministério da Saúde investiu mais de R$ 196,7 milhões em 4,5 milhões de exames de mamografia para rastreamento e diagnóstico da doença e aplicou mais de R$ 5,7 milhões em 6,5 mil reconstruções mamárias e destinou mais de R$ 10,5 milhões em 25,1 mil cirurgias para o tratamento de câncer de mama.

Segundo o Sistema de Informações de Câncer (SISCAN), em 2020, o SUS realizou cerca de 1,8 milhão de mamografias no país. Em 2021, este número saltou para mais de 2,6 milhões, um aumento de 44,44%.   

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima a incidência de 66 mil novos casos de câncer de mama para o ano de 2022 no Brasil. Por isso é muito importante que as mulheres mantenham o acompanhamento integral na Atenção Primária à Saúde e realizem o exame de rastreamento na periodicidade adequada, além de adotarem a estratégia de conscientização, estando mais atentas ao conhecimento do seu corpo, como os aspectos normais das mamas e reconhecimento de alterações suspeitas, para que possam  procurar um serviço de saúde o mais cedo possível. Como outros tipos de câncer, a detecção precoce é fundamental para um tratamento de sucesso. 

O exame clínico, o rastreamento por meio da mamografia e a identificação dos sinais e sintomas suspeitos são parte das estratégias para detecção precoce do câncer de mama. A mamografia é ofertada de forma gratuita pelo SUS, sendo recomendada como exame de rastreamento para mulheres com idade entre 50 e 69 anos, a cada dois anos. Mulheres consideradas de alto risco devem ter avaliação e conduta individualizadas.

A gerente de Saúde da Mulher da Secretaria de Saúde do Mato Grosso do Sul, Hilda Guimarães de Freitas, destaca que, muitas vezes, as mulheres deixam de procurar o atendimento por medo, seja do próprio exame ou do diagnóstico que pode surgir.

“Trabalhamos muito esse estigma que, às vezes, a própria comunidade tem, que ela [mulher] não precisa ou que dói fazer esse exame. Tem um incômodo, não resta dúvida, mas é um incômodo passageiro e que salva a vida das mulheres. Fazemos folheto para que o agente comunitário leve até a casa da mulher, trabalhamos nas escolas, principalmente no mês que a gente se dedica a isso, que é o Outubro Rosa”, conta.

Atenção integral

Principal porta de entrada do SUS, a Atenção Primária à Saúde promove ações de saúde individuais, familiares e coletivas para prevenir e detectar precocemente o câncer de mama. A mamografia é solicitada durante a consulta com o profissional de saúde na Unidade Básica de Saúde, devendo ser acompanhada do exame clínico das mamas

“Além de se fazer a solicitação da mamografia de rastreamento como o método de detecção precoce do câncer de mama, também se trabalha a questão de sinais e sintomas do câncer de mama junto às mulheres e também formas de prevenção primária, como o estímulo a prática de atividade física, a manutenção de um peso saudável, alimentação adequada e saudável também rica em alimentos in natura, pobre em ultraprocessados”, ressalta a coordenadora-geral de Prevenção de Doenças Crônicas e Controle do Tabagismo, Patrícia Izetti.

Os centros oncológicos integram a rede SUS e oferecem assistência especializada e integral, atuando no diagnóstico, estadiamento e tratamento do câncer de mama. Confira a listagem de hospitais credenciados no site do Inca, encontre a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da sua residência ou procure a secretaria de saúde do seu estado para mais informações.

Sinais e sintomas (Fonte: Inca)

  • Nódulo (caroço), fixo e geralmente indolor: é a principal manifestação da doença, estando presente em cerca de 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria mulher;
  • Pele da mama avermelhada, retraída ou com aspecto de casca de laranja;
  • Alterações no mamilo (bico do seio);
  • Nódulos aumentados nas axilas;
  • Saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos.
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05/06/2022 21:00h

Do total, 110,6 mil profissionais já possuem uma formação ou estão inseridos no mercado de trabalho, mas precisam se aperfeiçoar

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O estado do Mato Grosso do Sul precisa qualificar 137,5 mil trabalhadores em ocupações industriais até 2025. A informação consta no Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025, compilado pelo Observatório Nacional da Indústria da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Do total, 26,8 mil deverão se capacitar em formação inicial - para repor os inativos e preencher novas vagas - e 110,6 mil já possuem uma formação ou estão inseridos no mercado de trabalho, mas precisam se aperfeiçoar.

O gerente executivo do Observatório Nacional da Indústria, Márcio Guerra, afirma que a qualificação profissional é crucial tanto para os trabalhadores que já estão empregados quanto para aqueles que estão fora do mercado de trabalho.

“O aperfeiçoamento deve ser uma estratégia para todos os profissionais. O aprendizado ao longo da vida passa a ter um papel fundamental no mercado de trabalho nos dias de hoje.”

No Mato Grosso do Sul, a demanda pelo nível de capacitação até 2025 será de:

  • Qualificação com menos de 200 horas: 89.929 profissionais
  • Qualificação com mais de 200 horas: 23.070 profissionais
  • Técnico: 18.022 profissionais
  • Superior: 6.516 profissionais

Em volume, ainda prevalecem as ocupações com nível de qualificação, cerca de 82% do total. Mas, segundo Márcio Guerra, houve um crescimento da demanda por formação em nível superior.

“O nível superior cresce sem dúvida a uma taxa muito elevada. Então, é preciso entender que fazer educação profissional não é o fim de uma trajetória. Profissionais que fazem qualificação profissional, fazem curso técnico e depois caminham para o ensino superior são profissionais extremamente valorizados no mercado de trabalho, pela experiência, pela prática e também pela formação”, avalia.

Áreas de formação

No Mato Grosso do Sul, as áreas que mais vão demandar profissionais capacitados, tanto em formação inicial, quanto continuada, são:

  • Transversal: 26.928 profissionais
  • Metalmecânica: 25.247 profissionais
  • Logística e Transporte: 21.561 profissionais
  • Alimentos e Bebidas: 20.779 profissionais
  • Construção: 13.028 profissionais
  • Automotiva: 5.536 profissionais
  • Têxtil e Vestuário: 3.834 profissionais
  • Tecnologia da Informação: 3.396 profissionais
  • Eletroeletrônica: 2.534 profissionais
  • Gestão: 2.120 profissionais

O gerente executivo do Observatório Nacional da Indústria, Márcio Guerra, destaca a relevância das ocupações nas áreas transversais. “Ou seja, aquelas ocupações coringas, aquelas profissões que são absorvidas por diversos setores da economia, que vão desde o setor automotivo até o setor de alimentos. No que diz respeito às áreas, vale destacar também aquelas profissões que estão relacionadas com a indústria 4.0, relacionada a automação de processos industriais.”

Ele também explica que há diferenças nas áreas de formação mais demandadas entre os estados. Isso se deve à dimensão do país e à complexidade da economia brasileira. Segundo Márcio Guerra, a heterogeneidade de recursos e de produção acaba refletindo essas características.

"Nós sabemos que, em alguns estados, há uma concentração industrial maior e em outras regiões, como a região Norte, há uma dispersão maior. Então a estrutura industrial, ou seja, os setores que são predominantes em determinadas regiões são diferentes.”

INDÚSTRIA: Demanda por profissionais com nível superior deve crescer 8,7% até 2025

Brasil precisa qualificar 9,6 milhões de trabalhadores em ocupações industriais até 2025

Mapa do Trabalho Industrial

De acordo com o Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025, o Brasil precisa qualificar 9,6 milhões de trabalhadores em ocupações industriais nos próximos três anos. Márcio Guerra explica que a projeção considera o contexto econômico, político e tecnológico do país.

“A partir da inteligência de dados, o objetivo do mapa é projetar a demanda por formação profissional de forma que essa informação sirva, não só para o Senai, mas também para uma discussão mais ampla sobre qual vai ser a demanda futura de profissionais no mercado de trabalho. É muito importante para a sociedade conhecer quais são as tendências, quais são as áreas que tendem ao maior crescimento, sobretudo na sua localidade, mas também entender quais profissões têm mais relevância, mais demanda, para que ele possa planejar a sua trajetória de formação profissional”, explica.

O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) afirma que a educação é o elemento chave para a empregabilidade dos trabalhadores e para a competitividade das empresas, e destaca o papel do Congresso Nacional para estimular a qualificação profissional.

“O Senado aprovou recentemente a MP 1099/2022, que cria o Programa Nacional de Prestação de Serviço Civil Voluntário. Serve para diminuir os efeitos da pandemia. A medida possibilita que municípios e o Distrito Federal ofereçam atividades de interesse público e cursos de qualificação profissional para pessoas com idades entre 18 e 29 anos, pessoas com idade superior a 50 sem vínculo formal de emprego há mais de 24 meses e também atende pessoas com deficiência.”

Confira outras informações do Mapa do Trabalho Industrial e a demanda de outros estados no link.

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Economia
24/05/2022 00:32h

Segunda parcela será depositada nesta terça-feira (24). Os recursos vieram do segundo leilão de barris de petróleo excedentes da chamada cessão onerosa e podem ser aplicados nas áreas da educação, saúde e infraestrutura

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O estado de Mato Grosso do Sul recebe, nesta terça-feira (24), cerca de R$ 104,1 milhões do governo federal pela arrecadação com o segundo leilão de excedentes da cessão onerosa. Os municípios sul-mato-matogrosenses, por sua vez, partilham quase R$ 34,7 milhões. 

Esta é a segunda parcela que a União repassa aos entes da federação em menos de uma semana. Na última sexta-feira (20), o estado de Mato Grosso do Sul embolsou R$ 38,5 milhões com a primeira transferência, totalizando cerca de R$ 142,6 milhões. Já as prefeituras sul-mato-matogrosenses receberam pouco mais de R$ 24,5 milhões que, somados à  parcela que cai nesta terça, atingem quase R$ 59,2 milhões.

Na avaliação do conselheiro do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Carlos Eduardo de Oliveira Jr., os recursos vão ajudar governos estaduais e municipais a disponibilizarem melhores serviços para a população, sobretudo em áreas mais relevantes para a sociedade. 

“Esse recurso deve ser aplicado necessariamente nos setores da Educação, Saúde e Infraestrutura. Os entes vão receber os valores para realizar investimentos junto à população. É claro que, sendo um ano eleitoral, os estados vão priorizar obras em que podem se tornar mais reconhecidos”, considera Oliveira Jr.

Extração

Os recursos foram resultantes do leilão dos volumes excedentes de petróleo dos campos de Sépia e Atapu, que ficam na Bacia de Santos, realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em dezembro do ano passado. Apenas com os bônus de assinatura do leilão, o governo arrecadou R$ 11,1 bi, dos quais R$ 7,67 bi estão sendo transferidos para estados e municípios. Em contrapartida, as empresas que arremataram os dois blocos deverão investir cerca de R$ 204 bilhões. 

Adolfo Sachsida, ministro de Minas e Energia, acredita que a transferência vai ajudar os governos estaduais e municipais a oferecerem melhores serviços para a população. 

“Os recursos serão repassados aos 26 estados, Distrito Federal e todos os 5.569 municípios do Brasil e podem ser investidos na educação, saúde e obras de infraestrutura. Esse repasse foi possível graças à atração de capitais privados realizada pelo Governo Federal por meio dos nossos leilões. Os recursos serão revertidos diretamente para o bem-estar da nossa população”, afirmou. 

Repasses

Embora os R$ 7,67 bi que estados e municípios recebem até terça-feira sejam relativos à arrecadação do Governo Federal com a segunda rodada da chamada cessão onerosa (entenda mais abaixo), os repasses ocorrem em dias diferentes. A primeira parcela, de R$ 3,67 bi é relativa ao repasse regular, previsto na Lei Complementar 13.885/2019, que estabelece os critérios de distribuição dos valores. A segunda, que totaliza R$ 4 bi, é um adicional definido pela Lei Complementar 176/2020. 

Distribuição do repasse normal: 

Estados - R$ 1,67 bi;
Municípios - R$ 1,67 bi;
Rio de Janeiro - R$ 334,2 mi.

Partilha da transferência adicional:
Estados - R$ 3 bi;
Municípios - R$ 1 bi. 

O que é cessão onerosa? 

A cessão onerosa é o regime de contratação direta — sem licitação — em que a União cedeu à Petrobras o direito de pesquisar e explorar as reservas de petróleo e gás natural em áreas do pré-sal. O acordo, previsto pela Lei 12.276/2010, deu à empresa o direito de extrair até cinco bilhões de barris de petróleo no pré-sal. 

Técnicos da própria Petrobras identificaram que o volume de barris nas áreas da cessão onerosa era maior do que o esperado. Pela legislação, o excedente da cessão onerosa pode ser leiloado sob o regime de partilha, como ocorreu pela segunda vez agora. 

Em 2019, a ANP promoveu a Primeira Rodada de Licitações dos Volumes Excedentes da Cessão Onerosa. Nesse leilão, que o governo considera o maior já feito no mundo, a União arrecadou quase R$ 70 bi. Desse total, R$ 11,73 bi foram transferidos para estados e municípios. 

Com os dois leilões, o Governo Federal arrecadou mais de R$ 81 bi, dos quais R$ 19,4 foram para os entes da federação. Segundo a Presidência da República, os oito leilões de petróleo e gás natural realizados no governo Bolsonaro garantiram investimentos de mais de R$ 800 bilhões e arrecadação superior a R$ 1 trilhão ao longo de 30 anos. Há expectativa de criação de mais de 500 mil empregos.
 

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Brasil 61