Paraná

21/10/2021 18:00h

A autorização para liberação dos recursos foi publicada na edição desta quinta-feira (21) no Diário Oficial da União (DOU)

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O Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), vai repassar mais de R$ 520 mil a duas cidades do Paraná atingidas por desastres naturais. A autorização para liberação dos recursos foi publicada na edição desta quinta-feira (21) no Diário Oficial da União (DOU).

Cascavel, que registra estiagem, vai contar com quase R$ 380 mil para aluguel de caminhão-pipa que vai distribuir água potável para a população atingida. Os recursos também serão usados na compra de combustível e de cestas básicas.

A cidade de Jandaia do Sul terá quase R$ 150 mil para o restabelecimento de estruturas danificadas por queda de granizo. Entre os locais que receberão as melhorias estão a Unidade Básica de Saúde Vila Rica, a Casa Lar, a Escola Municipal Monteiro Lobato, a Casa de Cultura e a Delegacia de Polícia Civil.

Em todo o País, estados e municípios atingidos por desastres naturais podem solicitar recursos do Ministério do Desenvolvimento Regional, o MDR, para ações de resposta e de reconstrução de infraestrutura pública danificada. Karine Lopes, diretora de Articulação e Gestão da Defesa Civil Nacional, explica como deve ser feita a solicitação.

“Para solicitar o recurso, o ente deve ter o reconhecimento federal de situação de emergência ou estado de calamidade pública. Os pleitos devem ser remetidos por meio do S2iD, o Sistema Integrado de Informações sobre Desastres. É importante que todos os municípios estejam cadastrados e com os cadastros atualizados.”

Como solicitar recursos federais

Para solicitar recursos federais para ações de defesa civil, os estados e municípios afetados por desastres naturais devem ter decretado situação de emergência ou estado de calamidade pública. Em seguida, o reconhecimento federal deve ser solicitado ao MDR, por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). O pedido deve atender aos critérios da Instrução Normativa n. 36/2020.

Após a publicação do reconhecimento federal por meio de portaria no DOU, o estado ou município podem solicitar repasses para restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução de infraestrutura pública danificada pelo desastre.

Com base nas informações enviadas por meio do S2iD, a equipe técnica da Defesa Civil Nacional avalia as metas e os valores solicitados. Com a aprovação, é publicada portaria no DOU com a especificação do valor a ser liberado.

Também nesta quinta-feira, 21 de outubro, o MDR repassou recursos para ações de defesa civil nas cidades de Peruíbe, em São Paulo, e Cáceres, no Mato Grosso. Além disso, o estado do Mato Grosso do Sul vai receber seis milhões e setecentos mil reais para combate a incêndios florestais.

Para saber mais sobre ações de proteção e defesa civil do Ministério do Desenvolvimento Regional, acesse mdr.gov.br.

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17/10/2021 16:53h

No Rio Grande do Sul, combinação de frio e umidade provoca chuvas, neste final de semana

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Em plena primavera no Hemisfério Sul, a tempestade de neve atinge o extremo sul do continente americano, neste final de semana. No Brasil, uma massa de ar frio predomina na Região Sul do Brasil até quarta-feira (20).

No começo da tarde de sábado (16), o aeroporto de Ushuaia, na Argentina, registrava a temperatura entre 0°C e 1°C, com pouca oscilação. O Serviço Meteorológico Nacional do país argentino classificou a nevada como “impressionante” para a segunda metade do mês de outubro.

De acordo com o MetSul Meteorologia, o bolsão de ar gelado que provoca neve no Sul da Argentina deve avançar para o Norte, pelo Oceano Atlântico, margear a costa argentina e chegar ao litoral sul brasileiro na terça (19) e quarta-feira (20).

Oscilação Antártica 

De acordo com meteorologistas, o cenário é provocado pela Oscilação Antártica. O fenômeno está relacionado às mudanças na posição de correntes de jato, sistemas frontais, ciclone e anticiclones. O índice é calculado pela diferença de pressão zonal (oeste-leste) entre as latitudes de 40° e 65° Sul.

Segundo a meteorologista Andrea Ramos, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), quando o índice está positivo, o fluxo de jato é mais zonal e intenso nas proximidades da Antártica, o que não influencia no Brasil.

Já quando o índice está negativo, como acontece neste momento, o fluxo de jato consegue transitar de forma meridional (norte-sul), o que leva frentes frias para Argentina, Uruguai e Sul do Brasil.

Apesar da oscilação estar negativa, a meteorologista explica que a massa de ar frio ainda está mais concentrada no sul da Argentina. “A tendência é seguir esse padrão e não adentrar na Região Sul do país. O máximo que vai acontecer [no Sul do Brasil] é um declínio de temperatura. Ainda sim, é mais de acordo com o anticiclone, em função de uma frente [fria] que passou e, por isso, as temperaturas já estão mais amenas. Segunda e terça tendem a manter esse padrão.”

No entanto, até mesmo os moradores do estado gaúcho estranharam a temperatura mais amena em pleno outubro. “Nessa época do ano não é normal esse frio aqui. Normalmente, aqui já fica na casa dos dois dígitos: mínimas de 12°C e 14°C. É muito difícil ter mínimas de 6°C”, comenta Gabriela Punkslind, moradora de Canela (RS).

Chuvas

Após a passagem do anticiclone, o ar frio do oeste e sul do Rio Grande do Sul encontrou com a alta umidade do ar vinda do nordeste do estado, provocando fortes chuvas na Grande Porto Alegre, na Serra e no Litoral Norte, neste final de semana.

Em Capão da Canoa, no litoral gaúcho, a forte chuva provocou alagamentos.

A previsão do tempo para esta segunda-feira (18), na Região Sul do Brasil é de céu nublado, com possível garoa ao longo do dia por todo o estado do Paraná. No litoral de Santa Catarina, haverá sol entre muitas nuvens e chuva a qualquer hora. O sol aparece entre as nuvens no sudoeste do Paraná, oeste catarinense e litoral do Rio Grande do Sul. 

A temperatura varia entre 6 e 24 graus. Em toda a região a umidade relativa do ar fica entre 40% e 100%. As informações são do Somar Meteorologia.

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15/10/2021 20:05h

Foz do Iguaçu (PR), Olinda (PE), Ponta Grossa (PR), Ribeirão Preto (SP) e Timon (MA) estão entre os municípios beneficiados, enquanto os outros três serão selecionados em uma segunda etapa

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Oito cidades brasileiras poderão financiar até R$ 46 milhões para estruturar projetos de parcerias público-privadas (PPPs) em iluminação pública. A medida foi possibilitada pela assinatura, de um termo para a continuidade do uso de recursos do Fundo de Apoio à Estruturação e ao Desenvolvimento de Projetos de Concessão e Parcerias Público-Privadas (FEP), administrado pela CAIXA, em iniciativas desse tipo sob gestão do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e instituições parceiras.

As iniciativas serão estruturadas com base no modelo definido pelo MDR, pela Secretaria Especial do Programa de Parceria de Investimentos (SPPI), pela CAIXA e pela International Finance Corporation (IFC), do Banco Mundial.

“Esta assinatura reafirma o compromisso do Governo Federal com o modelo das PPPs, e o êxito que tivemos na primeira fase dessa parceria em iluminação pública é exemplo disso. O que importa é levarmos serviços de qualidade para a população, que é o que está sendo feito nas cidades que já adotaram esse modelo. E o interesse de novas Prefeituras reforça nossa convicção de que estamos no caminho certo”, afirma o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho.

Cinco das oito cidades que poderão acessar os recursos do FEP já foram selecionadas: Foz do Iguaçu (PR), Olinda (PE), Ponta Grossa (PR), Ribeirão Preto (SP) e Timon (MA). As outras três localidades serão selecionadas em uma segunda etapa.

Os R$ 46 milhões do FEP serão destinados ao provimento de assessoramento técnico e financeiro para a estruturação dos projetos. Para a elaboração dos estudos de modelagem e viabilidade econômica, serão aportados valores na seguinte proporção: 45% do FEP e outros 45% da IFC, enquanto o governo municipal deverá arcar com os 10% restantes.

“Os projetos municipais da primeira fase têm impacto enorme para a população. Isso mostra que o investimento feito pelo FEP, pela IFC e pelas prefeituras retornam em benefícios para o cidadão”, observou a secretária especial da SPPI, Martha Seillier.

Apoio federal a outras iniciativas

Os serviços de iluminação pública das cidades de Aracaju (SE), Feira de Santana (BA), Franco da Rocha (SP), Belém (PA) e Sapucaia do Sul (RS) já foram concedidas à iniciativa privada e receberão, em 13 anos, até R$ 881,4 milhões em investimentos. A projeção é que cerca de 3 milhões de pessoas sejam beneficiadas nessas localidades.

“Obtivemos resultados expressivos e esperamos dar continuidade a essa ação tão importante em parceria com a iniciativa privada. São investimentos que retornam em serviços de qualidade para o contribuinte”, destacou a secretária de Fomento e Parcerias com o Setor Privado do MDR, Verônica Sánchez.

Atualmente, 20 projetos de iluminação pública no País estão recebendo apoio do MDR e da SPPI. Essas iniciativas devem beneficiar cerca de 6 milhões de pessoas, com investimentos da ordem de R$ 1 bilhão. Já estão previstos outros dois leilões, em Camaçari (BA) e em Campinas (SP).

Outras formas de financiamento

Além dos leilões de concessão, outra forma utilizada pelo Governo Federal para dar mais dinamismo aos projetos de iluminação pública é o uso de debêntures incentivadas para financiá-los. As primeiras autorizações ocorreram em Uberlândia (MG) e em Petrolina (PE), que poderão captar, ao todo, R$ 119,2 milhões para o desenvolvimento de serviços de modernização da iluminação.

As debêntures são títulos privados de renda fixa que permitem às empresas captarem dinheiro de investidores para financiar seus projetos. No caso das incentivadas, os recursos são empregados necessariamente em obras de infraestrutura e há isenção ou redução de Imposto de Renda sobre os lucros obtidos pelos investidores. No âmbito do MDR, esses títulos estão sendo usados para obras de mobilidade urbana, esgotamento sanitário, gestão de resíduos sólidos e iluminação pública.

Cenário

Os parques municipais de iluminação pública em todo o Brasil contam com mais de 18 milhões de pontos de luz e representam, segundo estimativas, 4% do consumo total da energia elétrica consumida no País. Em grande parte dos municípios, esses gastos são o segundo maior item orçamentário das prefeituras, perdendo apenas para a folha de pagamentos.

As inovações tecnológicas recentes possibilitam melhorias. O uso de lâmpadas de LED nos postes, combinado com sistemas de gestão e controle inteligentes, por exemplo, pode reduzir em até 65% o consumo de energia dos sistemas de iluminação pública, de acordo com estudos feitos no âmbito do FEP.

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13/10/2021 04:00h

A iniciativa faz parte do projeto Cidades Inteligentes da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), que leva para o espaço urbano tecnologias para melhorar a qualidade de vida da população

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No dia 27 de setembro, a cidade de Londrina, no Paraná, foi contemplada com o programa Cidades Inteligentes. A iniciativa faz parte do projeto Cidades Inteligentes, da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). “O projeto visa trazer para o espaço urbano as tecnologias de ponta como forma de mostrar à população que elas são indispensáveis para a melhoria e a qualidade de vida das pessoas”, afirma o presidente da ABDI, Igor Calvet.

A rua Sergipe recebeu tecnologia para aumentar a conectividade na principal avenida comercial da cidade. “Servirá no primeiro momento para que os comerciantes possam trazer a população promoções, coletar informações e produzir mais valor para cada um dos clientes que passarão pela rua Sergipe. Dessa forma, nós estamos dando as condições para que população e comerciantes se insiram na era digital”, enfatizou Igor Calvet, presidente da ABDI.

O prefeito de Londrina, Marcelo Belinati, explicou como vai funcionar. Ao conectar no Wi-Fi, o usuário receberá informações de acordo com o seu perfil. “Vai aparecer uma promoção, se você tem 50 anos de idade, daqui três quadras tem uma loja que está com promoção de um sapato, por exemplo. É a tecnologia a favor do cidadão, a ideia é exatamente fazer com que a rua Sergipe seja um projeto piloto para toda Londrina, para o Paraná e para o Brasil, no sentido de utilizar a tecnologia para gerar mais emprego e renda”. 

Angelo Pamplona, de 59 anos, é comerciante na rua mais movimentada de Londrina e está bastante otimista com a novidade. “As instalações de tecnologia impactam de forma muito positiva. Vai trazer um conforto para o lojista e para o consumidor. Teremos dados dos perfis dos clientes que frequentam a rua, isso poderá ser traçado: a estratégia de marketing e venda, e também para propagar a rua com novos investimentos para novos parceiros”.

A rua Sergipe recebeu tecnologias também nos setores da segurança pública e mobilidade urbana. A ABDI instalou no local cinco luminárias inteligentes com câmeras e wi-fi integrados, software de reconhecimento facial, dois cruzamentos semafóricos com sistemas de inteligência artificial integrados e botoeiras com recursos de acessibilidade, seis câmeras de reconhecimento de placas de veículos e um centro de comando e controle com videowall.

Segundo o presidente da Agência, a tecnologia 5G vai ser fundamental para ampliar cada vez o projeto. “As cidades serão muito impactadas. Essa nova tecnologia, além da velocidade, trará um tempo de resposta que é chamada latência, muito mais baixa, o que viabilizará muitas tecnologias e inovações, então as tecnologias 5G habilitam as cidades, a indústria, o campo em uma nova era de inovações”.

A Agência já possui um plano de ação para quando a nova tecnologia chegar ao país. Em 2022, vão fornecer a tecnologia em caráter experimental para seis municípios brasileiros,  ainda não definidos, com o objetivo de demonstrar para as pessoas e empresas como a 5G pode revolucionar seus negócios. “Queremos que a infraestrutura pública urbana dê condições para as empresas, através da coletividade, de se transformarem digitalmente”, explica o presidente da ABDI.

O Projeto Cidades Inteligentes também está presente em cidades como Pacaraima (RR), Petrolina (PE), Campina Grande (PB), Salvador (BA), Macapá (AP), Curitiba (PR), Francisco Morato (SP), Foz do Iguaçu (PR) e Brasília (DF).

Chegada 5G no Brasil

O leilão do 5G já tem data para acontecer: 4 de novembro. A tecnologia 5G é uma nova geração de comunicação móvel e de rede mais veloz. “Ela surgiu nos últimos anos e já vem sendo padronizada. A 5G permite comunicação mais rápida com uma maior quantidade de terminais para uma mesma torre e também com uma latência, que é o que chamamos de delay, o tempo entre a informação sair do meu aparelho e ir para internet e vice-versa, muito menor”, explica o superintendente de competição da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Abraão Balbino.

O certame do 5G será não arrecadatório, ou seja, todo o valor será investido em infraestrutura de conectividade e comunicação no país. O ministro das Comunicações, Fábio Faria, estima que serão R$ 50 bilhões destinados para ampliar a internet móvel e que até o ano que vem todos os estados já terão a tecnologia disponível. “São oito mil localidades que o leilão vai beneficiar, primeiro a gente vai atender as grandes cidades, depois as cidades acima de 500 mil habitantes, 300 mil, 100 mil, até todas as localidades acima de 600 habitantes, todas elas. Até julho do ano que vem, todas as capitais terão 5G standalone funcionando, com número de antenas estabelecido pelo ministério. Mas no Natal deste ano já vamos ter 5G standalone aqui em São Paulo funcionando, tenho certeza disso.”

As vantagens da tecnologia é que ela vai permitir aplicações envolvendo inteligência artificial, realidade aumentada e realidade virtual. Existem dois tipos de rede, a 5G standalone, chamada de 5G ‘puro’: “É o 5G no estado para o qual ele foi desenvolvido, é um 5G real”, esclarece o superintendente da Anatel Abraão Balbino. Já o 5G não-standalone ou “pré-5G”, que é a migração das redes 4G. “Elas vão para o 5G não standalone e depois para o 5G standalone”. 

Segundo o superintendente, a Anatel exige que as operadoras instalem já o 5G puro e não o pré-5G. Para usufruir da nova tecnologia será preciso trocar de aparelho. Mas aqueles que não quiserem, podem continuar utilizando o serviço atual, pois a transição do 4G para o 5G será gradual, de acordo com o superintendente da Anatel. 
 

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29/09/2021 20:10h

Arenápolis (MT) e Moreira Sales (PR) sofrem com a falta de chuva. Já no Amazonas, a cidade de Anori passou inundações

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O Governo Federal vai repassar quase 140 mil reais para ações de defesa civil em três cidades brasileiras atingidas por desastres naturais. No Mato Grosso, Arenápolis vai receber mais de 70 mil reais para aluguel de caminhão pipa e compra de combustível para o transporte de água às famílias atingidas pela seca.
 
No Sul, a cidade de Moreira Sales, no Paraná, vai contar com cerca de 25 mil reais para abastecer dois caminhões pipas que atendem a população atingida pela falta de chuvas. E no Amazonas, a cidade de Anori terá acesso a mais de 42 mil reais para limpeza de áreas urbanas e aluguel de máquinas. A região passou por inundações. 
 
Em todo o Brasil, estados e municípios podem solicitar recursos do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), para ações de resposta a desastres naturais e de reconstrução de infraestrutura pública danificada. A diretora de Articulação e Gestão da Defesa Civil Nacional, Karine Lopes, explica como deve ser feita a solicitação.
 
“Para solicitar o recurso, o ente deve ter o reconhecimento federal de situação de emergência ou estado de calamidade pública. Os pleitos devem ser remetidos por meio do S2iD, o Sistema Integrado de Informações sobre Desastres. É importante que todos os municípios estejam cadastrados e com os cadastros atualizados.”
 
Também nesta quarta-feira (29), o MDR reconheceu a situação de emergência na cidade de Piquet Carneiro, no Ceará, que passa por estiagem.

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Como solicitar recursos federais

Para fazer a solicitação, os estados e municípios afetados por desastres naturais devem ter decretado situação de emergência ou estado de calamidade pública. Em seguida, é preciso solicitar o reconhecimento federal ao MDR, por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). O pedido deve atender aos critérios da Instrução Normativa n. 36/2020.
 
Depois da publicação do reconhecimento federal por meio de portaria no Diário Oficial da União (DOU), o ente federado pode solicitar repasses para restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução de infraestrutura pública danificada pelo desastre.
 
Com base nas informações enviadas por meio do S2iD, a equipe técnica da Defesa Civil Nacional avalia as metas e os valores solicitados. Com a aprovação, é publicada portaria no DOU com a especificação do valor a ser liberado.

Alertas

A Defesa Civil Nacional possui um sistema de alerta de desastres naturais gratuito. Qualquer cidadão pode se cadastrar, enviando um SMS com o CEP de sua residência para: 40199. Os alertas são emitidos por meio da Interface de Divulgação de Alertas Públicos (Idap). Para saber mais, acesse este aqui.
 

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16/09/2021 04:00h

De acordo com balanço feito pelo instituto, houve perda na produção industrial em dez dos 15 locais pesquisados

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A produção industrial no Brasil apresentou queda em dez dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados se referem a junho de 2021 – quando o balanço passou pela última atualização – e são comparados ao mês imediatamente anterior.

Uma das perdas mais acentuadas foi verificada no estado do Paraná. Neste recorte, a Unidade da Federação teve queda de 5,7%. Os números também repercutiram no Congresso Nacional. Segundo o deputado federal Gustavo Fruet (PDT-PR), o quadro se deve ao cenário de pandemia, que afetou, inclusive, os mercados de importação e exportação.

“É necessário que a retomada seja acompanhada de questões macroeconômicas. E esses fatores também apontam indicadores preocupantes, tendo em vista a questão cambial dos indicadores que apontam crescimento da inflação, um crescimento do PIB abaixo do esperado, e também um recuo em relação a investimentos”, considera.

Cenário nacional

De acordo com pesquisa do IBGE, a produção nacional teve variação nula na passagem entre maio e junho. Quando comparada com junho de 2020, a produção industrial subiu 12%.

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Para o resultado deste último recorte, o conselheiro do Conselho Federal de Economia, Carlos Eduardo de Oliveira Júnior, entende que houve uma participação do avanço da vacinação contra Covid-19. Já para justificar a estagnação na comparação anterior, ele elenca variados fatores.

“Isso pode ser detectado por alguns problemas conjunturais. Um deles é a elevação dos custos, com a elevação dos produtos importados, e também com a elevação do dólar. Isso faz com que a produção se reduza. Agora, temos uma grande incógnita, porque a elevação no preço da energia elétrica também vai fazer com que a produção não cresça, porque a energia elétrica está muito cara”, afirma.  

O balanço do IBGE revela, ainda, que, no indicador acumulado para o período entre janeiro e junho deste ano, frente a igual período de 2020, a expansão verificada na produção nacional alcançou doze dos quinze locais pesquisados, com destaque para Ceará (26,8%), Amazonas (26,6%) e Santa Catarina (26,1%).
 

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03/09/2021 03:00h

De acordo com o hemocentro, os estoques do banco de sangue estão abaixo do nível ideal. Diretor da unidade pede ajuda à população

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Com as baixas temperaturas, as doações no Hemocentro de Londrina caíram. De acordo com a instituição, os estoques do banco de sangue estão em baixa e há necessidade de todas as tipagens, principalmente dos tipos sanguíneos do grupo O, que é considerado doador universal. 

“Agora, nesse mês de inverno piorou ainda mais a situação. Então, os estoques não estão bons e as tipagens sanguíneas mais críticas no momento são do tipo “O positivo” e “O negativo”, explica o diretor do hemocentro, Fausto Trigo. 

Ainda segundo o diretor, a unidade registrou uma queda de cerca de 10% no número de doações com a chegada da Covid-19. Antes da pandemia, o hemocentro contabilizava, em média, 1.300 bolsas de sangue por mês. Hoje, a média é de 1.150 mensais. 

Apesar de o quantitativo parecer pequeno, o déficit afeta diretamente o atendimento de milhares de pacientes. O Hemocentro de Londrina é responsável pela demanda transfusional de mais de 20 hospitais da região, como, por exemplo, o Hospital do Câncer e o Hospital Universitário.

O diretor da unidade lembra ainda que uma única doação pode salvar até quatro pessoas. Ele faz um apelo para que a população faça o gesto de solidariedade e ajude a salvar vidas. 

“Gostaria de pedir que a população possa doar cada vez mais. É muito importante que cada pessoa que vá doar incentive seus amigos e parentes mais próximos a também fazerem a doação e aumentando essa corrente do bem!”, convoca Fausto. 

Exemplo

Mesmo com a pandemia do novo coronavírus, alguns paranaenses não deixaram de fazer regularmente a sua doação de sangue. É o caso do empresário Luis Fernando Copas, de 57 anos, e a sua filha, a também empresária do setor fiananceiro, Fernanda Portes, de 26, que não deixaram de comparecer ao hemocentro e contribuir para o bem-estar de milhares de vidas. 

Luis é empresário do ramo financeiro e mora no bairro Alto, na Grande Curitiba. Ele doa sangue quatro vezes ao ano desde os anos 2000. Em 2012, também se tornou doador regular de plaquetas e doa, em média, 24 vezes ao ano. 

“A gente tem que pensar no bem do próximo. Quando vou doar minhas plaquetas fico no Hemepar cerca de duas horas. Já quem vai doar sangue fica por lá, em média, 30 minutos. Pouco tempo, né? Imagina esse tempo para quem está recebendo essa doação. Está ganhando tempo de vida!”

Fernanda também é empresária e mora em Bacacheri, em Curitiba. Aos 22, por influência do pai, ela se tornou doadora por influência do pai. Hoje, a empresária faz doações de plaquetas a cada três semanas. “Eu digo que meu maior exemplo é meu pai, que ele é [um doador] fiel. Muita gente imagina que a doação de sangue e plaquetas é algo dolorido. Mas, na verdade, com uma picadinha, você ajuda muita gente.” 

O Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, reforça a importância da doação regular. “Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E, nesse sentido, é importante a doação regular de sangue. Doe sangue regularmente. Com a nossa união, a vida se completa”, diz Marcelo Queiroga, ministro da Saúde.

Onde doar sangue no Paraná 

Interessados em doar sangue e medula óssea podem procurar, além do hemocentro coordenador do estado, em Curitiba, um dos quatro hemocentros regionais instalados em Londrina, Cascavel, Maringá e Guarapuava. 

O Hemocentro de Londrina, norte do Paraná, atende, sobretudo, os municípios de Cambé, Ibiporã, Pitangueiras, Rolândia e Tamarana. A unidade fica na Rua Claudio Donizeti Cavalliere, número 156, Jardim Aruba. O telefone é o (43) 3371-2218. 

Quem mora em Marialva, Mandaguari, Paiçandu e Sarandi pode se dirigir até o hemocentro regional de Maringá, também no norte do estado. O endereço é Avenida Mandacaru, número 1600, e o telefone é o (44) 3011-9194. 
Já o hemocentro regional de Guarapuava, centro-sul paranaense, atende, sobretudo, 17 municípios. Entre eles, estão: Campina do Simão, Foz do Jordão,

Laranjeiras do Sul, Pinhão e Turvo. O endereço da unidade é Rua Afonso Botelho, número 134, bairro Trianon. O telefone é (42) 3622-2819.

E, por fim, a unidade de Cascavel, oeste do estado, fica mais próxima das cidades de Campo Bonito, Diamante do Sul, Ibema, Nova Aurora, Santa Lúcia e outros 12 municípios. O hemocentro está localizado na Rua Avaetés, número 370, Santo Onofre, telefone (45) 3226-4549. 

Para saber mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades mais próximas de você, veja o mapa abaixo. 

Critérios para doar sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos.

Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Quem já foi vacinado deve esperar o tempo de imunização, que vai depender da marca do imunizante.
 
Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de três meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de dois meses. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.
 
Candidatos à doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea, acesse hemepar.pr.gov.br.

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30/08/2021 03:00h

Os repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE) também podem ter redução de R$ 319 milhões se Reforma do Imposto de Renda for aprovada

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Se a proposta de reforma do Imposto de Renda for aprovada pelo Congresso Nacional, o Paraná pode perder, anualmente, R$ 251 milhões na arrecadação para investimentos locais. Com as mudanças, os repasses para o Fundo de Participação dos Estados (FPE) também sofrerão uma queda de R$ 319 milhões.  Os dados são da Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite).

A reforma do IR propõe alterações no Imposto de Renda de pessoas físicas e das empresas, e taxação de lucros e dividendos com alíquota de 20%.
Segundo a Febrafite, ao reduzir as alíquotas dos tributos cobrados das empresas, estados e municípios terão perdas bilionárias e verão os recursos dos fundos de participação caírem em R$ 16,5 bilhões. A estimativa é que os estados percam cerca de R$ 8,6 bilhões e os municípios, R$ 7,9 bilhões. Confira no mapa abaixo o quantitativo de perdas por estados.

Com a diminuição de arrecadação nos estados, a especialista em direito tributário Sara Felix, vice-presidente da Associação dos Auditores Fiscais de Minas Gerais (AFFEMG), acredita que as unidades federativas devem reduzir serviços voltados à população a fim de balancear as perdas. 

“Para os estados, Distrito Federal e municípios, principalmente os que forem mais impactados em seu fundo de participação, FPE e FPM, somente restarão duas alternativas. A primeira seria elevar a tributação em outros setores para compensar a perda de receita, o que não me parece uma solução muito fácil, e a segunda alternativa seria reduzir os serviços prestados na proporção dessa perda, que poderá representar menos saúde, menos segurança, educação ou outro serviço essencial que é oferecido ao cidadão”, explica.

Para reduzir o Custo-Brasil e reaquecer a economia, a especialista salienta que a reforma tributária ampla (PEC 110) é uma solução. “A PEC 110 busca proporcionar não cumulatividade plena do imposto, ressarcimento ágil dos créditos acumulados para o contribuinte, redução da regressividade do sistema, fim da guerra fiscal, que tem sido imensamente predatória para os caixas dos estados e municípios, e ainda fortalecer a administração tributária no caminho de uma relação respeitosa e construtiva entre o fisco para os contribuintes”. 

Reforma do IR: Pernambuco pode perder R$ 565 mi com aprovação

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Para Thiago Sorrentino, professor de direito tributário do Ibmec Brasília, é importante que a reforma tributária ampla seja aprovada no País, pois, assim, o sistema se tornará eficiente. “O Brasil precisa aprovar uma reforma tributária ampla que preveja a junção dos tributos federais, estaduais, distritais e municipais. Sem isso, vamos continuar com deficiências pontuais que tornam o sistema completamente inoperante e muito custoso com uma carga nominal das mais altas do mundo”. 

Impacto nos Estados

A nova calibragem das alíquotas do imposto de renda resulta em tributação total sobre os investimentos produtivos de 39,6%, ao invés dos atuais 34%. Para Sara Felix, o Governo Federal está repassando a conta da Reforma do Imposto de Renda para os estados, Distrito Federal e municípios, ao mesmo tempo que busca equilibrar a receita com ajustes em suas contribuições. 

“Ocorre que o Governo Federal dispõe desse mecanismo, mas os demais entes nacionais, não. Ao mesmo tempo em que a própria União exige dos estados e municípios um rigor fiscal, ele impõe um modelo de reforma repassando uma conta para esses entes, retirando receita. São esses entes subnacionais que estão mais próximos do cidadão e são eles os mais cobrados por serviços de qualidade sem que disponham de algum mecanismo para recuperar essa receita que é tão importante para prestação de serviços.”

Segundo informou Sara Felix, a perda de Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) representam em Minas Gerais R$1,4 bilhão, Bahia R$1,3 bilhão, São Paulo R$1,1 bilhão e Maranhão R$928 milhões. 
 

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26/08/2021 03:00h

Segundo a instituição, há necessidade de doações de todos os tipos sanguíneos, principalmente das tipagens “O negativo” e “O positivo”

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O Hemocentro Regional de Guarapuava faz um apelo por novos doadores de sangue. De acordo com a instituição, há necessidade de doações de todos os tipos sanguíneos, principalmente das tipagens “O negativo” e “O positivo”.

O diretor do hemocentro, Fernando José Guiné, explica que a unidade registrou uma queda de 27% no número de coletas com a pandemia. Foram coletadas 7.507 bolsas de sangue em 2019, contra 5.453 em 2020. Neste ano, com o avanço da vacinação contra a Covid-19, o banco de sangue conseguiu registrar mais de 3.500 doações.  

“Então, se fizermos uma projeção, perceberemos que, ao final de 2021, já teremos um número bastante semelhante ao de 2019. Isso quer dizer que, aos poucos, estamos retomando a normalidade do nosso trabalho”, afirma o diretor. 

Guiné lembra que agora, com a pandemia, a demanda transfusional aumentou em todos os estados. Por isso, ele pede para que os cidadãos doem sangue e ajudem a salvar vidas. 

“Eu quero convidar a todos para que reflitam sobre essa tomada de atitude, uma atitude altruísta, uma atitude empática, uma atitude de comprometimento social, que é a doação de sangue. Então, se você ainda não é doador, busque informações; se você não puder ser  doador, incentive outras pessoas que possam”, pede o diretor do hemocentro de Guarapuava.

Exemplo

Nem mesmo a pandemia conseguiu impedir José Odair de Lima, 53 anos, de doar sangue. Ele mora no bairro Vargem Grande, em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. O militar reservista conta que se tornou doador com 19 anos, em meados da década de 1980.  

“Tudo começou em um passado bem distante quando eu estava no início de carreira na Polícia Militar em que pessoas iam pedir doação para parentes que estavam internados.”

Desde então, ele comparece ao hemocentro todos os anos. Para José Odair, ser doador representa mais do que um gesto de solidariedade. “O maior benefício é meu. A doação de sangue é importante para quem recebe, mas com certeza a satisfação maior é minha. Saber que eu pude contribuir pelo menos um pouquinho por alguém é gratificante.”

O Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, reforça a importância da doação regular. “Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E nesse sentido, é importante a doação regular de sangue. Doe sangue regularmente, com a nossa união, a vida se completa”.

Onde doar sangue no Paraná

Interessados em doar sangue e medula óssea podem procurar, além do hemocentro coordenador do estado, em Curitiba, um dos três hemocentros regionais instalados em Cascavel, Maringá e Londrina.

O hemocentro regional de Guarapuava, centro-sul paranaense, atende, sobretudo, 17 municípios. Entre eles, estão: Campina do Simão, Foz do Jordão, Laranjeiras do Sul, Pinhão e Turvo. O endereço da unidade é Rua Afonso Botelho, número 134, bairro Trianon. O telefone é (42) 3622-2819.

Já a unidade de Cascavel, oeste do estado, fica mais próxima das cidades de Campo Bonito, Diamante do Sul, Ibema, Nova Aurora e Santa Lúcia. O hemocentro está localizado na Rua Avaetés, número 370, Santo Onofre, telefone (45) 3226-4549. 

Quem mora em Marialva, Mandaguari, Paiçandu e Sarandi pode se dirigir até o hemocentro regional de Maringá, no norte do Paraná. O endereço é Avenida Mandacaru, número 1600, e o telefone é o (44) 3011-9194. 

Os moradores dos municípios de Cambé, Ibiporã, Pitangueiras, Rolândia e Tamarana podem comparecer à unidade do Hemepar em Londrina, também na região norte. O polo fica na Rua Claudio Donizeti Cavalliere, número 156, Jardim Aruba. O telefone é o (43) 3371-2218. 

Para saber mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades mais próximas de você, veja o mapa abaixo. 

Critérios para doar sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos.

Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Já os vacinados devem esperar o tempo de imunização, que vai depender da marca do imunizante.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de três meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de dois meses. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.

Candidatos à doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea, acesse hemepar.saude.pr.gov.br
 

 

 

 

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23/08/2021 03:00h

Apesar disso, o banco de sangue do hemocentro paranaense está estável. Instituição faz apelo também por novos doadores de medula óssea

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As doações no Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) tiveram uma queda de cerca de 40% devido à pandemia da Covid-19. De acordo com a instituição, a redução afeta diretamente o atendimento dos hospitais públicos e privados, que dependem do banco de sangue. Para mobilizar os paranaenses a doarem sangue, a rede Hemepar conta com o Hemocentro Coordenador, localizado em Curitiba, e, também, com uma estrutura descentralizada, composta pelos hemocentros regionais.

O Paraná tem quatro hemocentros regionais, que ficam nos municípios de Guarapuava, Cascavel, Maringá e Londrina. Essas unidades também recebem candidatos à doação de medula óssea. Com o objetivo de abastecer o banco de sangue e aumentar o número de doadores de medula, o Hemepar indica que os voluntários devem procurar o hemocentro regional mais próximo e permitir uma pequena coleta de sangue para averiguação do tipo sanguíneo e da compatibilidade.

Logo depois, o cadastro é repassado para o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), do Instituto Nacional do Câncer (Inca), órgão nacional responsável pelo gerenciamento das informações do doador e do paciente. Caso haja compatibilidade, o Redome entrará em contato com o doador para retirada das células.

Coordenação estadual

De acordo com dados do Redome, o Paraná possui mais de 555 mil candidatos à doação de medula óssea. A diretora-geral do Hemepar, Liana Andrade, explica que a probabilidade de um paciente com doenças hematológicas, como leucemia e linfomas, de encontrar um doador compatível é de uma a cada 100 mil, em alguns casos é de uma a cada um milhão. 

“É muito importante ter esse cadastro de doadores, tanto de sangue como de medula óssea. O doador de medula é efetivamente a cura para alguém. Já o doador de sangue ajuda terapeuticamente alguém. O sangue, dois dias depois da doação, está totalmente refeito”, acrescenta Liana.

Ela ainda acrescenta que o Hemepar é responsável por atender à demanda hospitalar de 385 hospitais públicos, privados e filantrópicos, além de atender 92,8% dos leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) do Paraná. A diretora destaca que o sangue é insubstituível e essencial para a vida humana. Por isso, a importância de ser um doador regular. 

“Não existe uma medicação ou uma forma de conseguirmos sangue para aqueles que precisam. A doação de sangue é um gesto sublime de amor ao próximo, porque você não sabe para quem está doando. Quando você vem a um hemocentro e estende seu braço e doa o seu sangue, você pode estar doando para uma criança, um idoso, para uma mulher, um homem, para a raça que for e a religião que for,.”, emociona-se Liana Andrade.

Atendimento regional

O hemocentro regional de Guarapuava, centro-sul paranaense, atende a 17 municípios. Entre eles, Campina do Simão, Foz do Jordão, Laranjeiras do Sul, Pinhão e Turvo. O endereço da unidade é Rua Afonso Botelho, número 134, bairro Trianon. O telefone (42) 3622-2819.

Já a unidade de Cascavel, oeste do estado, fica mais próxima de Catanduvas, Diamante do Sul, Ibema, Nova Aurora, Santa Lúcia e outras 11 cidades. O hemocentro está localizado na Rua Avaetés,  número 370, Santo Onofre, telefone (45) 3226-4549. 

Quem mora em Marialva, Mandaguari, Paiçandu e Sarandi pode se dirigir até o hemocentro regional de Maringá, no norte do Paraná. O endereço é Avenida Mandacaru, número 1600, e o telefone (44) 3011-9194. 

Os moradores dos municípios de Cambé, Ibiporã, Pitangueiras, Rolândia e Tamarana, podem comparecer na unidade do Hemepar em Londrina, também na região norte. O polo fica na Rua Claudio Donizeti Cavalliere, número 156, Jardim Aruba. O telefone é o (43) 3371-2218. 

Braço Solidário

O analista de vendas Moacir Petransky, 49 anos, mora em Colombo, na região metropolitana de Curitiba. Ele doou medula óssea em novembro de 2016 depois de esperar 10 anos para encontrar um receptor compatível. Moacir conta que precisou sair do Paraná e viajar mais de 800 quilômetros até Barretos, interior do estado de São Paulo, para mudar a história de um jovem do Rio Grande do Norte que estava em tratamento contra um câncer.

“Eu saí do hospital no dia da doação muito feliz. É um momento muito mágico da minha vida, pois fui escolhido entre um a cem mil. Um médico me perguntou: ‘Moacir você tem noção que se você ir 10 vezes no estádio do Maracanã lotado e alguém perguntar se tem alguém compatível com fulano de tal e só você levantar a mão? Tem ideia do que significa  isso?’ Aquilo me motivou muito a fazer, porque isso mostra o quanto a gente é especial na vida de alguém.”

A técnica em óptica, Carla Morbeque, 41 anos, mora no bairro Jardim Amélia, em Pinhais, e também doou medula óssea. Ela conta que sempre teve o desejo de se tornar doadora. Para Carla, a sensação de poder contribuir para salvar a vida de uma pessoa é de dever cumprido. 

“Saber que eu mudei a história de uma pessoa que não é da minha família não tem preço. É como se tivesse uma parte de mim nessa outra pessoa. Eu doei em vida, eu dei amor em vida, eu amei o próximo sem saber quem é, sem saber da onde que é, só querer mesmo transformar a vida de alguém. Isso não tem preço."

Doação de sangue

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, garante que doar sangue e medula óssea é possível graças ao SUS. “Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E, nesse sentido, é importante a doação regular. Doe sangue regularmente. Com a nossa união, a vida se completa.”

Onde doar sangue e medula óssea no Paraná

Além dos hemocentros regionais, os voluntários à doação de sangue e medula óssea no estado podem procurar os hemonúcleos, unidades de coleta e transfusão que ficam nos municípios de Curitiba, Ponta Grossa, Pato Branco, Francisco Beltrão, Foz do Iguaçu, Campo Mourão, Umuarama, Paranavaí, Apucarana, Paranaguá, Irati, União da Vitória, Cianorte, Cornélio Procópio, Jacarezinho, Toledo e Telêmaco Borba. Para saber mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades, veja o mapa abaixo. 

Critérios para doação de sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos.

Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Já os vacinados devem esperar o tempo de imunização, que vai depender da marca do imunizante.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de três meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de dois meses. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.

Candidatos à doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea, acesse hemepar.pr.gov.br.

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