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TERMO DE USO E PARCERIA

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b) Não é necessário a identificação do Brasil 61 na hora da replicação do conteúdo. Mas toda e qualquer veiculação de áudios produzidos pelo Brasil 61 prevê o cadastro no site, com a disponibilização de dados que serão utilizados para a organização do mailing desta empresa,

2º - OBRIGAÇÕES DO BRASIL 61

a) O Brasil 61 se compromete, a partir deste termo de uso, a produzir conteúdo particularizado diariamente, trazendo informações de dia-a-dia e bastidores do Planalto Central, além de outras temáticas de relevância do noticiário nacional. 

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b) As rádios parceiras não vão ter participação financeira sobre o faturamento do Brasil 61.

c) Os comunicadores podem patrocinar os conteúdos do Brasil 61, desde que não alterem o sentido e a conotação dos conteúdos oferecidos. Nesses casos, o Brasil 61 não terá participação nos lucros conquistados pelos veículos parceiros. 

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 Última atualização: 24 de dezembro de 2020 

Paraná

07/04/2021 00:00h

Para o deputado federal Paulo Eduardo Martins (PSC/PR), a iniciativa cria uma pluralidade de fontes de vacinação e assim amplia a velocidade da imunização

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A compra de vacinas contra a Covid-19 foi facilitada com a sanção do PL 534/2021, que autoriza que estados, municípios e o setor privado adquirirem imunizantes. Até esta terça-feira (06) o estado do Paraná já havia distribuído 966 mil doses para os municípios. A medida deve ampliar a escala de vacinação, contribuindo para a imunização em massa.
 
O deputado federal Paulo Eduardo Martins (PSC/PR) destacou a importância da iniciativa para o aumento da escala de vacinação. “Se a gente abre o mercado para que empresas possam adquirir, considerando que  o governo já anunciou que firmou todos os contratos necessários  para suprir 100% da demanda do SUS, nós vamos, então, gerar pluralidade de fontes de vacinação e, assim, ampliar a velocidade”, avaliou. 
 
Segundo o PL aprovado, enquanto houver vacinação de grupos prioritários, as empresas que fizerem a aquisição de imunizantes devem doar todas as doses ao SUS, e após essa vacinação prioritária, ainda doar metade das doses, só então iniciando a vacinação de seus funcionários. A previsão é de que o grupo prioritário termine a vacinação apenas em junho.

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Existem outros projetos em tramitação que também visam a compra dos imunizantes. Entidades do setor produtivo vêm manifestando que a imunização em massa deve promover a retomada da economia, por isso o processo necessita de celeridade, acontecendo com a permissão da compra de vacinas por pessoas jurídicas.
 
A especialista em direito público Amanda Caroline avaliou que a apresentação de projetos de lei para que pessoas jurídicas possam adquirir vacinas são iniciativas concomitantes, com a iniciativa privada se tornando um suporte do poder público na busca de imunização de mais pessoas.
 
“Apesar de já ter sido iniciado esse processo de vacinação, o percentual de pessoas vacinadas é muito pequeno. Então, com esse projeto de lei será possibilitado que a iniciativa privada auxilie na aquisição e, consequentemente, o número de pessoas vacinadas será bem maior”, destacou. 

Incentivo fiscal

Diversas medidas que permitem a inserção da iniciativa privada em medidas de enfrentamento à pandemia estão em pauta. Entre outras propostas que ainda tramitam no Congresso, estão a previsão de dedução no Imposto de Renda de Pessoa Jurídica das despesas efetuadas com a aquisição das vacinas.
 
Também seguiu para sanção presidencial o projeto aprovado pelo Senado, dia 30 de março, que cria incentivo fiscal a empresas que contratarem leitos de UTI da rede privada para pacientes do SUS com Covid-19. O mesmo pode acontecer com a aquisição de vacinas. 

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02/04/2021 00:00h

Reuniões online são a melhor opção para que a curva de contágio não aumente. Mesmo com crise econômica, cerca de 102,7 milhões de brasileiros devem ir às compras de Páscoa

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A Páscoa é um dos períodos mais aguardados pelos brasileiros onde as famílias se reúnem para celebrar esse momento tão simbólico. Porém, por mais um ano, a pandemia impede a união física entre as pessoas. 

Esse ano, o feriado precisa ser adaptado, tendo em vista o grande número de pessoas infectadas pelo vírus. Assim como no Natal, famílias resolveram dar um jeitinho de celebrar o momento e enviar o carinho aos familiares por meio de vídeo chamada. Como é o caso da intercambista, Luryan Junqueira, que atualmente mora em Sleepy Hollow, Nova York (EUA). Com as fronteiras fechadas pelo governo americano no feriado de Natal, Luryan reservou a Páscoa para fazer uma visita aos familiares. 

Mas com o aumento na curva de contaminação por Covid-19 no Brasil este ano, a fronteira dos Estados Unidos foi fechada novamente. “Era uma programação que vinha sendo feita há mais de um ano, e infelizmente, por conta da pandemia, meus planos não saíram como esperado”, lamenta a jovem.

Mas apesar da distância, a Luryan fará parte do almoço de Páscoa da família que mora em Luziânia (GO). “Minha Páscoa por aqui vai ser via chamada de vídeo, vou participar do almoço de domingo pela internet. Por conta da pandemia perdi duas oportunidades de ver minha família, mas temos que viver o novo normal.”

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Para que a data não passasse em branco e os moradores de Pato Branco, no Paraná, pudessem ter a programação anual de Páscoa, a prefeitura da cidade adaptou a festividade para o mundo das transmissões ao vivo. Intitulada como Coelhinho Virtual, a programação será transmitida pela página do facebook da prefeitura do município, onde a população poderá interagir com mensagens e imagens.

A programação teve início na quinta-feira Santa, dia 1º de abril, com oficinas de artesanato e apresentações musicais. Já no Sábado de Aleluia, dia 3, haverá apresentações de danças e oficina de maquiagem artística. No encerramento, domingo de Páscoa (4) a live contará com oficinas de contação de histórias.

Para que não haja aglomeração, a programação será realizada em um estúdio e transmitida à população, sempre das 19h às 21h. O prefeito de Pato Branco, Robson Cantu, ressaltou que a iniciativa mantém a essência da Páscoa e preserva a população da cidade em segurança contra infecções da Covid-19. 

“Nossas ações estão voltadas a salvar vidas. Para isso, reaproveitamos tudo o que já tínhamos para reduzir custos e colocamos na praça uma decoração diferente, pequena, mas alegre e feliz”, destacou. 
A Praça Presidente Vargas, no centro da cidade, foi decorada para que a população possa visitar. Além dos símbolos tradicionais, coelhos, ovos e luzes, neste ano, há um túnel com guarda-chuvas coloridos e um canteiro de flores.



O maior meio de transmissão da Covid-19 é o contato físico, e a recomendação da Organização Mundial da Saúde é o isolamento social. Nos períodos de feriados, como o da Páscoa, é onde as aglomerações se tornam mais comuns. 

Ana Helena Germoglio, infectologista, recomenda que o contato com indivíduos que não sejam do mesmo núcleo familiar tente ser evitado. “Não é pelo fato da pessoa ser da mesma família que está imune à transmissão do vírus. O melhor é se reunir com quem vive na mesma residência”, explica.

A infectologista ressalta ainda que as medidas de isolamento também são válidas para quem já tomou a vacina, até mesmo as duas doses. Pois a imunização não garante a proteção integral contra novas cepas da Covid-19, podendo tornar a pessoa um transmissor do vírus. 

É recorrente que estados e municípios cheguem à capacidade total de ocupação de leitos de UTI, principalmente após atitudes de aglomeração. A exemplo do Distrito Federal, que após os feriados de dezembro, apresentou aumento de 41,85% de infectados em comparação a novembro de 2020. 

Germoglio avalia que após o feriado de Páscoa, o número de pessoas infectadas tende a aumentar. “A previsão é de que teremos um abril pior que março. Se março já foi muito pior do que agosto do ano passado, período em que tivemos mais casos, abril pode surpreender nos números. Tudo isso será resultado do mal comportamento da população.”

Se mesmo assim a pretensão é reunir a família para o feriado, fique atento às recomendações de higiene recomendadas pela Fiocruz. Elas não são capazes de impedir totalmente a transmissão da Covid-19, mas diminui os riscos. 

Gastos na Páscoa

Apesar da crise econômica, este ano, a maior parte da população brasileira pretende manter a tradição e comprar ovos de Páscoa e produtos relacionados.  Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), mostra que cerca de 102,7 milhões de brasileiros devem realizar compras para a Páscoa 2021 – o que representa uma redução de 10,5 milhões de consumidores frente à estimativa de 2019.

O levantamento aponta ainda que 64% dos consumidores pretendem comprar presentes e chocolates para a data, enquanto 19% não planejam ir às compras este ano, e 16% ainda não se decidiram. 

O brasileiro está atento à diferença de preços entre os estabelecimentos, e por isso, 84% dos entrevistados pretendem fazer uma análise antes de ir às compras, sendo que 50% vão pesquisar sobre todos os tipos de chocolate e 25% somente sobre os ovos de Páscoa.  A especialista em finanças da CNDL, Merula Borges, destaca que para quem pretende economizar, vale pesquisar os preços praticados nos estabelecimentos.

“O consumidor brasileiro já aprendeu que existe uma variação significativa nos preços de um estabelecimento para outro, e pode ficar próxima de 100% em algumas cidades. Para economizar: ir às compras e se planejar com antecedência, usar a internet para pesquisar e só tomar as decisões depois de ter visto os preços praticados em vários estabelecimentos”, ressalta.

Ainda de acordo com a CNDL, o principal local de pesquisa são os supermercados (62%), enquanto 52% pesquisam em sites na internet e 34% nas lojas de shoppings. Alguns consumidores realizam as compras de Páscoa apenas após a data, pois os preços tendem a cair e muitos estabelecimentos fazem promoções para acabar o estoque. 

A pesquisa mostra também que 65% das pessoas se programam para comprar pela internet, principalmente nos sites (22%) e no Whatsapp (20%). A especialista em finanças da CNDL, Merula Borges, aponta que a internet trouxe uma oportunidade para os pequenos produtores. “É uma oportunidade para quem não tem e-commerce ou loja online estabelecida e pode divulgar e vender por meio de redes sociais ou aplicativos de mensagem”. Dos que pretendem comprar produtos de grandes indústrias, 70% têm intenção de adquirir em lojas físicas, seja de rua (44%) ou de shopping (40%).

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29/03/2021 00:00h

Medida pode reduzir Custo Brasil, acabar com a guerra fiscal e modernizar sistema de cobrança do ICMS nos estados, acreditam especialistas

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A reforma tributária é apontada pelo setor produtivo como uma das principais propostas sob análise no parlamento do país, capaz de contribuir para o desenvolvimento da economia, na criação de empregos, nos estados e municípios. As propostas apresentadas na comissão mista do Congresso Nacional podem modernizar as dinâmicas de cobranças dos tributos federais, estaduais e municipais, diminuir a burocracia, a guerra fiscal entre os entes da federação e, além disso, auxiliar no equilíbrio do Custo Brasil.

Apesar disso, a aprovação da reforma tributária no Congresso não será fácil e rápida. A comissão mista responsável por elaborar as novas regras foi instalada há cerca de um ano e, nesse período, realizou 10 audiências públicas apenas. A última atividade do colegiado foi no dia 5 de outubro de 2020.

Nos corredores próximos aos gabinetes do presidente da comissão, senador Roberto Rocha (PSDB-MA), e do relator, deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), as informações são de que as eleições municipais de outubro do ano passado, o recesso parlamentar e os altos índices da infecção por Covid-19 no país são motivos apontados pelos parlamentares como justificativa para o esvaziamento do colegiado nos últimos meses. A reportagem do Brasil61.com esteve em contato com assessores de Rocha e Ribeiro, e, nenhum deles conseguiu adiantar quando os trabalhos da comissão mista de reforma tributária do Congresso Nacional voltarão.

Em algumas oportunidades usadas para falar sobre a comissão, em 2020, Roberto Rocha acreditava na aprovação do texto até o fim do primeiro semestre de 2021. Na ocasião, comentou sobre a atual burocracia do sistema tributário. “Você sabe quantas horas por ano se gasta para uma pessoa administrar uma empresa dentro da sua responsabilidade tributária? São duas mil horas. Para as empresas brasileiras, isso gera, no total, uma despesa de R$ 35 bilhões. O governo, por sua vez, que é sócio dessas empresas, para arrecadar, ele gasta 1% do PIB devido a burocracia tributária”, disse em entrevista à TV Senado.

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Aguinaldo Ribeiro, por sua vez, deve apresentar relatório influenciado pelas propostas previstas na PEC 45/2019, discutida na Câmara dos Deputados, e da PEC 110/2019, apresentada pelos senadores, e ainda terá de aconchegar as sugestões encaminhadas pela equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes. O deputado já demonstrou ter preocupação com a transparência do sistema de cobrança de impostos no país.  

“Hoje, você paga por um produto sem saber quanto está embutido de imposto nele. Uma das grandes insatisfações do cidadão é pagar muito imposto e não ter retorno. [Com a reforma], vai ficar mais claro para que o cidadão possa exercer o seu direito de cobrar do poder público sobre o que paga de impostos”, afirmou, em entrevista nos corredores da Câmara, ainda em 2020. 

Custo Brasil

Dados de um estudo publicado pelo Movimento Brasil Competitivo (MBC), e associações do setor produtivo, apontam que as empresas brasileiras passam por dificuldades, quando comparadas com o mesmo setor de países desenvolvidos. Os impedimentos estão diretamente ligados ao Custo Brasil. Trata-se de um conjunto de dificuldades estruturais, burocráticas, trabalhistas e tributárias, que travam o crescimento da produção industrial e do comércio, impedindo o desenvolvimento sustentável da economia do País. 

A pesquisa, que foi encomendada pelo Ministério da Economia, comparou o Brasil com membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).  O resultado aponta que as companhias nacionais pagam R$ 1,5 trilhão a mais para realizarem seus negócios. Esse valor corresponde a 22% do Produto Interno Bruto (PIB).

A complexidade e burocracia do sistema atual contribui para elevação dos custos de fabricação dos produtos brasileiros, cria insegurança jurídica, diminui a competitividade do país no mercado internacional, promove a fuga de investimentos e aumenta o Custo Brasil.

“A reforma tributária pode contribuir para a redução do Custo Brasil. O Brasil é um País com uma das tributações mais complexas do mundo. A reforma tributária é extremamente importante e urgente, porque equaliza os setores em termos de tributação. Assim, a indústria seria beneficiada com menor tributação relativa ao que é hoje, e sabemos a importância desse setor para a geração de emprego e inovações”, avalia Helder Ferreira Filho, especialista em economia.

Enquanto a reforma tributária não for aprovada e o Custo Brasil continuar desfavorável, o país perde força nas negociações internacionais e, por consequência, deixa de lucrar, criar receitas e empregos.

“(Precisamos de) uma reforma tributária que simplifique o processo de apuração e recolhimento de impostos e que isente o investimento e a exportação, vai reduzir o Custo Brasil e, por tanto, ela vai ajudar na competitividade das empresas brasileiras”, acredita André Rebelo, diretor de Economia e Estratégia, da Federação das Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp).

Rebelo lembra que as medidas previstas na reforma tributária também precisam modernizar o sistema de arrecadação nos estados, por meio de novas regras para o Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços, o ICMS, e acabar com a guerra fiscal.

“Tudo isso vale para o ICMS. Mas, a parte estadual ainda precisa resolver outro agravante que é a chamada guerra fiscal”, completa.

ICMS no Paraná

Entre janeiro e fevereiro de 2021, o Paraná arrecadou mais de R$ 19 bilhões de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). No mesmo período de 2020, o total arrecadado foi de R$ 8.3 bilhões.

Entre 2019 e 2020, a arrecadação do ICMS no estado teve saldo positivo de 0.5%. Em 2019, Paraná arrecadou R$ 38.8 bilhões com o ICMS. Os dados são do Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ), do Ministério da Economia. 
 

Fonte: Conselho Nacional de Política Fazendária - CONFAZ (MINISTÉRIO DA ECONOMIA)

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25/02/2021 00:00h

O programa é voltado tanto para construtoras, incorporadoras e escritórios de projetos, quanto para profissionais das áreas de Arquitetura e Urbanismo ou Engenharia Civil

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O Instituto Senai de Tecnologia em Construção Civil do Paraná lançou o programa de Residência em “Building Information Modeling” (BIM). O sistema transforma toda a informação do projeto da construção em um modelo virtual, que permite fazer simulações, ter um planejamento mais efetivo, redução de custos e otimização do tempo. 

A Residência BIM é voltada tanto para construtoras, incorporadoras e escritórios de projetos, quanto para profissionais graduados nas áreas de Arquitetura e Urbanismo ou Engenharia Civil, e prevê atividades teóricas e práticas, com aplicação nas empresas parceiras, de acordo com as demandas propostas por elas, contando com a mentoria de consultores do Senai, especialistas na tecnologia.

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Segundo a coordenadora do Instituto Senai de Tecnologia em Construção Civil, Letícia da Costa Gonçalves, o objetivo da iniciativa é apoiar tanto as empresas e os profissionais da área. “A gente resolve duas problemáticas, que é a formação de profissionais especializados para o mercado e ao mesmo tempo apoiamos com um custo reduzido a implantação desse processo nas empresas patrocinadoras do programa”, destacou.

Ao longo do programa, as oito empresas que serão selecionadas terão a oportunidade de desenvolver um processo de implantação BIM personalizado para sua realidade, bem como patrocinar o desenvolvimento técnico de um profissional, o qual poderá absorver em seu quadro técnico após o programa. 

As oito cotas empresariais previstas no edital do programa podem ser preenchidas por empresas de todos os portes, que atuam em qualquer região do Paraná. As empresas interessadas em participar podem se inscrever no programa até o dia 19 de março, sendo que a data pode ser antecipada perante o preenchimento das cotas. A duração será de 5 a 24 meses, a depender da quantidade de módulos realizados pela empresa parceira. 

A seleção para residentes, por sua vez, acontecerá entre os dias 1º e 26 de março. Os estudantes vão receber bolsa de estudos mensal e, ao final do curso, receberão certificado de especialização pelas Faculdades da Indústria. A carga horária para os residentes é de 40 horas semanais. As inscrições devem ser feitas pelo site e a previsão para o início da Residência é 4 de abril.

Para o engenheiro civil Ygor Carneiro, o BIM é uma necessidade de modernização que o setor anseia já há algum tempo. “Um dos maiores percalços que nós profissionais que trabalhamos diretamente no processo de criação e implantação de empreendimentos são as incompatibilidades de projeto, as perdas de informações. E a tecnologia BIM vem justamente para minimizar isso, já que você tem toda a informação concentrada em uma única base”, afirmou. 

Um levantamento realizado pelo BIM Brasil Maturidade em 2020 aponta que 70% das empresas que atuam no ramo da construção civil no Brasil ainda não utilizam a tecnologia em seus projetos. No entanto, por reconhecerem que é uma das principais tendências para o setor, as mesmas companhias que participaram do mapeamento afirmaram que pretendem adotar a tecnologia nos próximos anos. 
 

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24/02/2021 00:00h

A comercialização está programada para o primeiro semestre deste ano em lojas de departamento, e-commerces e farmácias

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Um spray antiviral desenvolvido pelo Instituto Senai de Inovação em Eletroquímica do Paraná, capaz de neutralizar o vírus da covid-19 e suas variantes recém-descobertas, deve chegar ao mercado ainda neste primeiro semestre. A inovação funciona com nanopartículas de prata para proteger e revestir superfícies por, no mínimo, 72 horas, e a comercialização deve ser feita em lojas de departamento, e-commerces e farmácias. 

O produto, realizado em conjunto com a TNS Nano, pode ser utilizado, por exemplo, em maçanetas, mesas e bancadas, balcões de atendimento, corrimãos de escadas e corredores, auxiliando na prevenção do contágio não só dos consumidores como também dos funcionários em indústrias e comércio. 

Segundo a pesquisadora e responsável técnica pelo projeto, Agne Carvalho, a fórmula é responsável pela formação de uma película protetora nas superfícies em que ele é aplicado. “Ele consegue neutralizar a ação do vírus porque ele desestabiliza a estrutura proteica de forma que seu RNA fica exposto e não tem mais a sua ação contaminante”, explicou.

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Foram desenvolvidas três diferentes formulações baseadas nas propriedades: estabilidade físico-química, formação de filme de proteção ultra fina capaz de proteger a superfície de aplicação, resistência à abrasão, eficácia antibacteriana, toxicidade oral, irritação dérmica e ocular e, principalmente, a eficácia antiviral.

O diretor geral da TNS Nano, Gabriel Nunes, destacou o diferencial do produto. “Ele consegue eliminar não da mesma maneira que um sabão ou um álcool em gel vem fazendo. Ele oferece essa segurança pelas próximas 72 horas, então nós estamos oferecendo algo que até agora não foi visto no mercado”, afirmou.

As aprovações, realizadas pelo Laboratório de Virologia Aplicada da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), simularam aplicações em materiais que mimetizam as principais superfícies de interesse como tecidos, granito, aço inox e laminados sintéticos.

O gerente do Instituto Senai de Inovação em Eletroquímica, Filipe Cassapo, destacou a importância da iniciativa. “Esse é logicamente um produto absolutamente revolucionário, à medida que fomos capazes nesta pesquisa muito rápida, em apenas cinco meses, de desenvolver um revestimento que de maneira uniforme protege”, disse. 

Com uma proposta similar à iniciativa brasileira, só que em composição de medicamento, em Israel está sendo desenvolvido um spray nasal contra a covid-19. O presidente Jair Bolsonaro anunciou que enviará uma comitiva brasileira para conhecer o produto. 

O medicamento é inalado uma vez por dia durante alguns minutos, durante cinco dias, sendo direcionado diretamente para os pulmões. Assim como as vacinas, os estudos de medicamentos são divididos em várias etapas e, no Brasil, precisam de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para acontecerem.

Missão contra COVID-19 

No início da pandemia, o Senai lançou a “Missão contra COVID-19” como parte de um Edital de Inovação para a Indústria. Com apoio da Embrapii e da ABDI, foram destinados R$ 20 milhões para projetos que ajudem a prevenir, diagnosticar e tratar a Covid-19. O spray antiviral foi um dos projetos aprovados pelo Edital.
 

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Ciência & Tecnologia
23/02/2021 00:00h

Companhias criaram soluções inovadoras para uma melhor produção da estatal

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Duas startups foram selecionadas pela aceleradora do Sistema Fiep em um edital da Petrobras, e vão receber, cada uma, R$ 60 mil em investimentos que serão utilizados para a elaboração de soluções inovadoras. O certame contemplou a Exy e a GTI IT Solutions. 

Felipe Couto, gerente de Consultorias de Inovação e Produtividade do Sistema Fiep, explica que o principal objetivo da aceleradora é trazer soluções para grandes empresas, como por exemplo a Petrobras.  Ele afirma que a aceleradora não faz um aporte direto nas startups, mas auxilia na captação desses recursos através de editais e contatos com fundos de investimentos.

“É um movimento que completa 10 anos de atuação nessa área de promover o surgimento de novos negócios, que devem estar vinculados a uma demanda e necessidade do setor industrial”, explica Couto.

Iniciativas

A Exy desenvolveu um exoesqueleto industrial, que já está no mercado, que funciona como apoio para reabilitação, redução da fadiga e potencialização da força humana na indústria. O CEO da companhia, Alfredo Marczynski, diz que o equipamento, que é usado como uma roupa por trabalhadores, é capaz de reduzir os afastamentos de profissionais. Segundo ele, passar no edital da Petrobras será um grande passo para o produto desenvolvido pela empresa.

“Será uma chancela de uma empresa de renome, que vai utilizar o equipamento em suas atividades de óleo e gás, e também nos ajudará a evoluir o produto, que sempre está passando por aprimoramentos”, afirma.

MS: Índice de Desempenho Industrial atinge maior patamar para o mês de dezembro, aponta Fiems

Já a GTI IT Solutions foi selecionada com um projeto que aumenta a eficiência da manutenção de equipamentos laboratoriais. A startup possui um projeto que faz o controle físico e financeiro da eficiência de equipamentos.  A iniciativa será implementada em 150 laboratórios da Petrobras, que contam com mais de 4.500 equipamentos.

“Mostramos que ao aumentar em 10% a eficiência dos laboratórios vai gerar, no mínimo, um aumento de receitas ou redução de custos de mais de R$ 2 milhões por dia à Petrobras”, explica Maurício Doebeli, CEO da GTI.

Ao longo de uma década, mais de 40 startups já passaram pela Aceleradora Sistema Fiep, que é mantida pelo Senai. Para mais informações sobre o trabalho da iniciativa, ou para inscrever algum serviço, produto ou processo inovador, acesse: www.senaipr.org.br/tecnologiaeinovacao/aceleradora.

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11/02/2021 15:00h

Imunização para este público irá acontecer até sexta-feira (12), na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim do Sol, e opção de aplicação em drive-thru começa no sábado (13)

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Moradores de Londrina com 90 anos ou mais devem agendar a vacinação contra a Covid-19 no site da Prefeitura. A região começou a aplicação na última terça-feira (9) para esse público idoso, que tem até até sexta-feira (12) para se cadastrar e receber a dose na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim do Sol. A aplicação em drive-thru começa no sábado (13).

Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, 180 idosos com 90 anos ou mais foram imunizados no primeiro dia de aplicação da vacina para este público. O cadastro no site permite o agendamento com horário marcado, para evitar possíveis aglomerações. 

No dia da imunização, os idosos precisam apresentar documento pessoal e o formulário de agendamento impresso, que contém um QR Code. Aqueles que estão acamados vão receber a vacina nas próprias residências. O município transformou a UBS do Jardim do Sol em sala de vacina, temporariamente, para que os idosos não tenham contato com outras pessoas. O horário de atendimento foi ampliado, das 9h às 21h. 

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02/02/2021 00:00h

Publicado anualmente, estudo das melhores cidades para se fazer negócios está de cara nova e traz abordagem segmentada

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O município de Araucária foi eleito o melhor do estado do Paraná para se investir no setor industrial. A cidade, que fica na Região Metropolitana de Curitiba, ficou em 59º no ranking nacional, de acordo com a pesquisa “Melhores Cidades para Fazer Negócios 2.0”, publicada em dezembro pela Urban Systems. 
 
Logo em seguida, vem outra cidade paranaense. Trata-se do município de São José dos Pinhais, que ficou na 60ª colocação. O estudo analisou dados e indicadores de 325 municípios brasileiros — todos com população superior a 100 mil habitantes. Em entrevista ao portal Brasil61.com, o economista da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), Marcelo Alves, afirmou que o resultado na pesquisa vai servir como um portfólio na atração de novos investimentos para essas cidades paranaenses. 
 
“O estudo serve como uma referência, pois com base na sua metodologia e abrangência, é possível identificar os pontos fortes e os pontos a melhorar, criando, assim, condições para que sejam traçadas ações que possam fazer com que as cidades paranaenses, em especial Araucárias e São José dos Pinhais, sejam ainda mais atraentes para se fazer negócios nos próximos anos”, disse. 
 
Alves ressalta que a Fiep trabalha para o desenvolvimento e o fortalecimento da indústria paranaense, coordenando, protegendo, representando legalmente e defendendo os interesses dos diversos segmentos sociais nos setores público e privado. A atuação da federação, segundo o economista, visa, também, atrair novos investimentos para a indústria local. “A Fiep tem constante atuação junto às diversas esferas de governo e, também, com lideranças locais, apoiando na organização e planejamento para o desenvolvimento econômico, que possam criar melhores condições para novos investimentos, gerando emprego, renda e, consequentemente, a melhoria das condições de vida da população paranaense”, garante. 

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Estudo

O estudo das 100 Melhores Cidades para Fazer Negócios é publicado pela Urban Systems anualmente, desde 2014. Até 2019, a metodologia para elaboração do ranking teve poucas alterações. A pesquisa apresentava uma lista única das melhores cidades para se investir, considerando quatro eixos: desenvolvimento econômico e social, capital humano e infraestrutura.
 
No entanto, com o impacto do novo coronavírus e a intenção de manter o estudo atual e renovado, a publicação de 2020 está de cara nova e aposta em um olhar mais segmentado das melhores cidades para negócios, levando em conta os resultados para seis setores da economia: indústria, comércio, serviços, educação, mercado imobiliário e agropecuária.
 
Diretor de marketing da Urban Systems e responsável pelo estudo, Willian Rigon, diz que o estudo vai ajudar os investidores, empresários e a iniciativa privada, em geral, na tomada de decisões sobre quais especialidades de cada município podem ser melhor exploradas. “O estudo é importante nesse momento de pandemia, em que é necessário que se mantenham os investimentos mais assertivos que possam ter sustentabilidade econômica". O objetivo dele no período pré, durante e pós-pandemia é direcionar em relação aos novos negócios, empresas e empreendedores”, afirma.
 
Segundo Rigon, apesar de cada município ter as suas peculiaridades, há pontos em comum às melhores cidades para fazer negócios, que podem ser observados. “É importante ter um ambiente favorável, ter mão de obra qualificada e uma gestão pública eficiente. Se a gente pudesse apontar três pontos específicos, são essas as características comuns às cidades melhores posicionadas”, cita.

Arte: Brasil 61
 
Metodologia

Para chegar ao ranking, o estudo utiliza oito indicadores como base para todos os municípios. Eles estão atrelados ao impacto do novo coronavírus na saúde da população e na economia, além do desempenho econômico das cidades em aspectos como empregabilidade. Além disso, para cada setor, como o de serviços, por exemplo, são utilizados indicadores específicos para atribuir pontuação a cada cidade.

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01/02/2021 00:00h

Benefícios incluem redução das tarifas de pedágio, além de atrair empresas e gerar emprego e renda para o estado

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Projeto de concessão das rodovias do Paraná foi apresentado pelo Ministério da Infraestrutura, em reunião com empresários de diversos setores produtivos e líderes políticos. A proposta envolve mais de 3,3 mil quilômetros de pistas, divididos em seis lotes, entre estradas federais e estaduais. O investimento é de R$ 42 bilhões – maior que o orçamento federal para obras de duplicação. O leilão está previsto para este ano.

Com a melhoria das estradas e na capacidade de escoamento da produção, o estado do Paraná se tornará mais competitivo, atraindo empresas e gerando emprego e renda para a população. O diretor de operações do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) do Paraná, Alexandre Fernandes, cita como exemplo o contorno que será construído ao redor da cidade de Mandaguari, que vai melhorar o fluxo do trânsito dentro do município e facilitar o escoamento da produção.

Gerente de Assuntos Estratégicos da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), João Arthur Mohr afirma que o novo projeto vai gerar o desenvolvimento econômico do Paraná como um todo, especialmente com os corredores rodoviários que ligam aos principais mercados – como o porto de Paranaguá, para exportação, e o mercado do Sudeste brasileiro. Segundo ele, essa logística vai neutralizar as diferenças de desenvolvimento entre os municípios.

“Se nós temos uma região que tem uma rodovia com baixa capacidade de tráfego, com baixo nível de manutenção – onde caminhões e veículos de passeio correm o risco de gastar horas adicionais ou de problemas mecânicos – aquela região tem mais dificuldade de capitar novos investimentos, ou ampliação de empresas já instaladas”, explica.

O diretor de operações do DER do Paraná, Alexandre Fernandes, detalha também as principais mudanças com o projeto de concessão das rodovias, como o aumento da malha administrada dos atuais 2.495 km para 3.327 km; o aumento do prazo do contrato de 24 para 30 anos; o ciclo de ampliação através das obras de melhoria, que vai se concentrar entre o terceiro e nono ano e o número de praças de pedágio, que passará de 27 para 42 praças. O número de lotes permanece o mesmo – seis lotes. Ele também elenca as melhorias para as estradas do Paraná.

“Entre as melhorias a gente tem aproximadamente 1.700 quilômetros de duplicação, 253 quilômetros de faixas adicionais e nove contornos urbanos”, destaca.

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Segundo o DER, o custo médio dos pedágios do Paraná, atualmente, é de R$ 15,12 para veículos leves (carros, motocicletas e caminhonetes) e de R$ 13,06 para veículos comerciais (caminhões). O leilão da concessão será feito pelo modelo híbrido, ou seja, ganha quem oferecer o maior desconto ao usuário dentro do teto permitido. A expectativa é reduzir as tarifas de pedágio entre 25 e 67% para veículos leves e de 15 a 63% para veículos comerciais. O governo federal informou que vai repassar parte do valor arrecado ao projeto, para melhorias da concessão.

Arte - Brasil 61

Ainda está em estudo a possibilidade de oferecer descontos progressivos na tarifa do pedágio, de acordo com a frequência que o motorista passa pela via e para usuários que optarem pelo sistema de pagamento automático, outro item favorável ao setor produtivo.

Outras melhorias incluem a adoção de um sistema de segurança viária, com tecnologia capaz de diagnosticar o nível de riscos existentes nas vias; iluminação em LED em todas a rodovias; câmeras inteligentes para o monitoramento do tráfego e construção de 195 passarelas para pedestres.

Na quinta-feira (28), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou os estudos feitos pela Empresa de Planejamento e Logística sobre o novo projeto de concessão. Agora, os detalhes do projeto serão discutidos com a sociedade, em audiência pública, prevista para começar no dia 2 de fevereiro.

Benefícios para os municípios

Karina Dametto mora e trabalha em uma fazenda no município de Barbosa Ferraz, no noroeste do estado. O celeiro da propriedade produz grãos de soja, que são entregues na cooperativa mais próxima, onde é feito o escoamento até o porto de Paranaguá. Ela espera que a melhoria das rodovias ajude na distribuição dos grãos.

“A concessão das rodovias do Paraná vai ajudar muito no escoamento da produção, porque vai evitar as filas na cooperativa e agilizar para o produtor entregar, sem ter perigo de perder a produção na roça”, comenta.

Segundo o gerente da FIEP, João Arthur Mohr, a concessão das rodovias vai gerar milhares de empregos diretos, como cobradores das praças de pedágio, trabalhadores da conservação das rodovias, equipes de atendimento, vigilância, apoio médico, administração, entre outros.

Além disso, dentro da tarifa de pedágio, está previsto 5% de ISS (Imposto sobre Serviços), o que vai aumentar a arrecadação dos municípios.

Trabalho da FIEP

O gerente da FIEP, João Arthur Mohr, esclarece que a federação se posicionou fortemente, para que houvesse um novo projeto de concessão das rodovias do Paraná, que trouxesse benefícios para o usuário; sendo contrária à prorrogação do atual contrato.

Ele elenca as sugestões da FIEP ao novo projeto “A primeira: que esse novo modelo traga uma tarifa justa ao usuário. Segundo: nós queremos a garantia da execução das obras. E terceiro: ampla transparência em todo esse processo”, detalha.

A FIEP circulou por mais de quatro mil quilômetros de rodovias do Paraná, mapeando as intervenções necessárias, como duplicação, trevos em nível e desnível, iluminação, terceira faixa, faixas adicionais onde já é duplicado, contornos de cidade, entre outras melhorias que embasaram o projeto de concessão. 

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22/01/2021 00:00h

Segundo o coordenador da Escola de Negócios do Sistema FIEP, Marco Aurélio Cercal, a iniciativa tem como objetivo oferecer melhorias nos processos produtivos das indústrias

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Com o intuito de apoiar as indústrias no que diz respeito à qualificação adequada e a evolução, a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) lançou uma nova modalidade de residência. Trata-se de um programa teórico prático baseado em sprints de aplicações dos conceitos da indústria 4.0 nas empresas.

Segundo o coordenador da Escola de Negócios do Sistema FIEP, Marco Aurélio Cercal, a iniciativa tem como objetivo oferecer melhorias nos processos produtivos das indústrias. Ele avalia que, com isso, há um aumento na produtividade e competitividade por meio das ferramentas da indústria 4.0 aplicadas à gestão industrial.

“O projeto tem duração de 12 meses e é desenvolvido por bolsistas do programa, que se aprofundarão nas áreas de indústria 4.0, manufatura enxuta e gestão. Os bolsistas têm o compromisso de entregar quatro provas de conceito durante a duração do projeto. A empresa interessada pode aderir ao programa por meio da compra de cota. Cada cota dá direito a quatro provas de conceito, sendo que a empresa pode adquirir quantas cotas desejar, explica.

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De acordo com a FIEP, o curso será realizado na Faculdade da Indústria de São José dos Pinhais. A unidade conta com uma moderna infraestrutura de hardwares e softwares de última geração.  Além disso, a empresa inserida no projeto vai receber treinamentos e workshops, serviços de engenharia, criação de eventos para inovação, desenvolvimento de produtos e projetos, modelagem e prototipagem de peças, entre outras atividades.

“As ferramentas trazidas pela indústria 4.0 tem impacto imediato na eficiência, na produtividade, na simplificação, na otimização de processos bem como na análise de dados em tempo real com um ganho nunca visto em termos de retorno sobre os investimentos em P&D. Através de um programa robusto, os bolsistas, além de agregar competências do profissional do futuro, passam a fazer parte de uma vitrine de grandes talentos”, pontua, Marco Aurélio.

As indústrias interessadas em conhecer mais sobre o programa de Residência Indústria 4.0 e se tornarem investidores do programa, encontram mais informações pelo site disponível neste link, ou pelos números (41) 2104-6823 e (41) 98778-6236. Para os interessados na bolsa, as informações serão divulgadas em edital no mês de fevereiro nas páginas do IEL Paraná e Faculdades da Indústria.

Escola de Negócios das Faculdades da Indústria

Inovação, crescimento profissional, desenvolvimento e aperfeiçoamento de gestão: esses são alguns dos objetivos da educação executiva oferecida pelo Sistema Fiep, por meio da Escola de Negócios das Faculdades da Indústria.

Dentro da Escola de Negócios, está a Indústria de Líderes, um hub de capacitação empresarial com programas inovadores, voltados para o aperfeiçoamento de competências comportamentais, gestão em todos os níveis de liderança e processos industriais, com foco na otimização de custos e aumento de produtividade.

Localizada em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, oferece, além da Residência Indústria 4.0, programas de gestão de processos industriais, eventos empresariais e games corporativos, capacitações modulares, flexíveis e customizáveis de acordo com a demanda de cada indústria.

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