Gripe

25/10/2022 04:00h

Impulsionado pela pandemia, serviço é incentivado para conter a transmissão do vírus e de outras doenças

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Com o aumento de casos de gripe no país, a procura por atendimentos em telemedicina cresceu nas últimas semanas. A telemedicina é o exercício da medicina a distância, em que médico e paciente se comunicam por videochamadas de aplicativos como Whatsapp e Skype. Esta é uma das medidas adotadas pelo Ministério da Saúde desde o começo da pandemia.

A telemedicina, que ganhou regulamentação do Conselho Federal de Medicina em setembro de 2021, é uma ferramenta útil para diminuir a circulação do vírus e reduzir o risco de colapso no sistema de saúde.

“O indivíduo que está gripado deve ter um acesso precoce a informações e isso pode ser feito por meio do teleatendimento, e não necessariamente por meio do atendimento médico”, explica o  médico cardiologista Fabrício da Silva, especialista em emergências clínicas, que presta assistência às vítimas da Covid-19 desde o início da pandemia. O cardiologista defende a prestação desse serviço por outros profissionais da saúde, enfermeiros e fisioterapeutas. 

Para a servidora pública Camila Tokarski, 38 anos, que teve sintomas gripais e precisou de uma teleconsulta para saber se poderia voltar ao trabalho presencial, a experiência não foi tão fácil. "Eu entrei no site e fiz um cadastro bem rápido. Aí quando eu entrei na fila estava na posição 957, fiquei acompanhando durante todo o dia. Fui chamada perto das 18h."

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Como funciona a telemedicina?

Esse método de atendimento através de tecnologias eletrônicas para o serviço de saúde de qualidade é cada vez mais utilizado para ampliar a cobertura de atendimento, monitorar pacientes, trocar informações médicas e analisar resultados de exames. O processo não envolve somente atendimento assistencial, ele contribui para educação em saúde (capacitando continuamente os profissionais envolvidos), pesquisa, prevenção de doenças e agravos e promoção da saúde.

Além de viabilizar cuidados de saúde para parte da população que carece desse atendimento, seja pela localidade onde vive ou condição clínica, ela permite aos profissionais de saúde que confirmem resultados de exames, ouçam uma outra opinião, e até auxiliem ou recebam auxílio remoto em uma cirurgia.

Os atestados, laudos dos exames podem ser produzidos e entregues em formato digital, servindo como apoio importante para a medicina tradicional. Um especialista pode contribuir com o diagnóstico ou tratamento que está sendo realizado por outro profissional em qualquer lugar do mundo. Basta que tenham acesso à internet e troquem informações.

A telemedicina já é aplicada no mundo todo, é segura e legalizada, e está de acordo com a legislação e as normas médicas através do sigilo profissional, guarda e proteção de dados do atendimento, respeitando a Lei de Proteção de dados. Ela abrange educação, consultas e assistência.

Para procurar o sistema de telemedicina basta fazer os seguintes passos:

  • No caso de possuir um plano privado. Entre em contato com a operadora para saber quais canais são oferecidos;
  • Pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) devem procurar as informações da secretaria de saúde da sua cidade. 

A interação a distância deve contemplar os atendimentos diretos pré-clínicos, clínicos, de suporte assistencial, de monitoramento e diagnóstico, por meio de tecnologia da informação e comunicação. 

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05/08/2022 18:10h

O podcast Giro Brasil 61 faz uma seleção dos principais fatos e acontecimentos noticiados pelo Brasil61.com durante a semana

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No episódio desta semana (05), o podcast Giro Brasil 61 fala sobre a emissão da nota fiscal de serviço eletrônica pelo MEI. Além disso, a importância da vacinação contra gripe e Covid-19, a chegada do 5G em São Paulo, a medida provisória que regulamenta o teletrabalho e o dia mundial da cerveja.

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28/07/2022 21:10h

Segundo o Boletim InfoGripe,a extensão da vacinação tem grande influência na diminuição de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil

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Grande parte das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste apresenta interrupção no crescimento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), iniciado em abril, com diversos estados tendo já iniciado a queda desses quadros. Já o Norte do país aponta para a manutenção do crescimento de casos e, no Nordeste, houve interrupção no crescimento. Os dados são do InfoGripe, boletim da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O boletim divulgado nesta quinta-feira (28) também apresenta uma novidade: dados relacionados à proteção conferida pelas vacinas de Covid-19 a partir das doses de reforço. Essa atualização pretende relacionar a incidência de SRAG por Covid-19 com grupo etário e situação vacinal dos casos de internações e óbitos. 

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O estudo mostra que as vacinas contribuíram com a redução significativa do risco de agravamento da Covid. Esse resultado positivo pode ser de até duas vezes maior a depender da faixa etária e do status vacinal. Com as doses de reforço, essa queda tende a ser ainda maior.

Marcelo Gomes, pesquisador em Saúde Pública na Fiocruz e coordenador do InfoGripe, reforça a importância da vacinação contra a Covid-19, principalmente nas gestantes, uma vez que as crianças de 0 a 4 anos são o grupo etário de maior risco de internação por consequência da Covid-19, abaixo apenas das pessoas com mais de 60 anos. Com a liberação da vacinação para crianças de 3 e 4 anos, surge uma preocupação ainda maior com as crianças mais novas.

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“Crianças de 0 e de 1 ano que, inclusive, nesse grupo em particular, são as que têm o risco ainda mais elevado, porque a gente tem uma inversão: quanto mais novo, maior é o risco. Por isso, é importante que as gestantes, estando em dia com a sua vacinação, possam conferir uma certa proteção pro recém-nascido”, pontua o coordenador.

Até o momento, no ano epidemiológico 2022, foram notificadas 204.465 infecções por SRAG, sendo 101,6 mil com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Entre os casos positivos, 4,5% são influenza A, 0,1% influenza B, 9% VSR e 79,5% Sars-CoV-2 (Covid-19).

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23/07/2022 03:30h

Distrito Federal, Goiás, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo apresentam indícios de terem iniciado o processo de queda no número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Já nas regiões Norte e Nordeste, o crescimento se mantém, segundo Fiocruz

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Nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, o crescimento do número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), iniciado em abril, foi interrompido, chegando a apresentar queda em alguns estados. Distrito Federal, Goiás, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo apresentam indícios de terem iniciado o processo de queda no número de casos de SRAG. Já nas regiões Norte e Nordeste, o crescimento iniciado em junho se mantém.

Os dados são do Boletim InfoGripe da última quarta-feira (20), divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Esta iniciativa tem como objetivo monitorar e apresentar níveis de alerta para os casos reportados de SRAG. Os dados apresentados no boletim são organizados por estado e por regiões de vigilância para síndromes gripais e trazem análises sobre a semana epidemiológica 28, que compreende o intervalo de 10 a 16 de julho.

Para compreender as diferenças, Marcelo Gomes, pesquisador em Saúde Pública na Fiocruz e coordenador do InfoGripe, ressalta que o início do crescimento dos casos, no sul foi em abril e no norte, em junho. Mas ele também aponta o movimento cultural junino, ocorrido principalmente nas regiões Norte e Nordeste do país, como um possível fator.

“Talvez até a própria questão das datas das celebrações juninas, porque inegavelmente são atrações a nível nacional. Os estados do Nordeste e Norte são os pólos atratores para as festas. Não são apenas atrações locais, são atrações nacionais. Então, são grandes eventos com muita gente frequentando, frequentada por um volume muito grande de gente. Então, isso pode de alguma forma ter colaborado”, explica o pesquisador.

Mesmo com a desaceleração no ritmo de crescimento no número de novos casos semanais, observa-se a formação de um platô que, segundo o coordenador do InfoGripe, é a manutenção dos casos em uma quantidade elevada. Ou seja, os números sobem e estacionam. Mesmo com essa estabilização, os dados do boletim mostram tendência de retomada do crescimento em crianças de 0 a 4 anos em alguns estados, em contraste com o sinal de platô em adultos. 

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O volume de casos de SRAG associados à Covid-19 no grupo de crianças de 0 a 4 anos é considerado preocupante. Com a adesão à vacina entre a população adulta e os adolescentes, o cenário de risco e de agravamento mudou bastante, principalmente quanto ao risco por faixa etária. 

“Quando a gente olha desde o começo do ano, inclusive, a gente observa que esse grupo de 0 a 4 anos passou a ser o grupo de maior risco abaixo de 60 anos. Então, para toda a população com menos de 60 anos, as crianças de 0 a 4 anos são hoje o grupo etário de maior risco de internação por consequência da Covid-19”, alerta o pesquisador.

Na população adulta, os casos de SRAG também continuam sendo amplamente dominados pela Covid-19. Diferentemente do que aconteceu em novembro e dezembro de 2021, o vírus influenza A não foi uma causa expressiva para a internação de pacientes com SRAG. Marcelo reforça a necessidade de manter as medidas de proteção contra as infecções pelo vírus Influenza, para evitar o que aconteceu no final do ano passado, em um período atípico, quando o volume de interações por conta do vírus influenza foi muito expressivo.

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Além do impacto social, a prevenção por meio das vacinas pode auxiliar no diagnóstico individual. Guilherme Marrêta, médico infectologista, explica que alguns casos de Covid-19, por exemplo, podem se assemelhar a um quadro gripal ou um quadro de resfriado, que são causados por vírus diferentes. Com mais pessoas vacinadas contra Covid-19 e contra Influenza, é mais fácil diagnosticar o quadro dos pacientes.

“A gente já começa a fazer cortes em critério epidemiológico. Começa a fazer já os setores de exclusão e fazer direcionamento diagnóstico. Então, é de suma importância que as pessoas procurem a vacinação, porque, com ampliação de grupos no geral, nós não só vamos barrando e quebrando a cadeia de transmissão como também geramos critério de orientação diagnóstica para possíveis diagnósticos diferenciais como dengue e chikungunya”, pontua Guilherme.

Por isso, o infectologista também ressalta a importância de tomar os imunizantes em todas as campanhas abertas ao público, sejam elas para grupos preferenciais ou faixas etárias. Anualmente, as doenças sofrem mudanças e, por isso, as vacinas também são atualizadas. 

Somente no ano epidemiológico 2022, já foram notificados 197,78 mil casos de SRAG, com 97,9 mil resultados positivos para vírus respiratórios, contabilizando 49,5% dos casos. Entre casos positivos, 4,6% são de influenza A, 0,1% de influenza B, 9% de vírus sincicial respiratório (VSR) e 79,5% de Sars-CoV-2 (Covid-19).
 

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19/07/2022 20:30h

Governo federal distribuiu 80 milhões de doses para todos os estados e o Distrito Federal para aumentar a cobertura vacinal, que está em 58,9%

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A vacinação contra a gripe para pessoas a partir dos 6 meses continua em todo o país enquanto durarem os estoques da vacina contra a Influenza. O Ministério da Saúde pretende mobilizar a população para prevenir complicações decorrentes da doença e diminuir a quantidade de óbitos, além de aliviar a pressão que casos graves podem causar sobre o sistema de saúde. 

Com cobertura vacinal de 58,9%, o governo federal distribuiu 80 milhões de doses para todos os estados e o Distrito Federal. O Sistema Único de Saúde (SUS), responsável pela distribuição e aplicação das vacinas, dispõe de 38 mil salas de vacinação em todo o país para atender a população. Todos os anos, a vacina é atualizada em relação às contaminações do ano anterior, protegendo contra novas cepas da doença.

A campanha de vacinação contra a gripe começa com grupos prioritários, abrangendo idosos acima de 60 anos e população com doenças crônicas ou autoimunes. Estender o prazo e o público que pode receber a vacinação está, entre os planos do ministério, entre as estratégias para proteger o público mais sensível à doença. Segundo os dados do Painel Influenza do Ministério da Saúde, a população alvo do programa de imunização contabiliza 77,9 milhões de pessoas, mas apenas 47,2 milhões foram alcançadas. Ainda assim, a população com doenças crônicas ou autoimunes mostram pouca procura pela imunização.

Samyr Burached, 24 anos, é estudante universitário e toma a vacina contra a gripe anualmente. O estudante reconhece a mutabilidade do vírus e sempre procura o imunizante com a intenção de contribuir para com a saúde pública. Sobre as reações da vacina, Samyr é pontual: “Não tive nenhuma reação, nunca tenho, a vacina contra gripe é bastante leve e é por isso também que eu tomo todo ano sem nenhum medo.”

Proteger a si para proteger o outro

Mesmo fora do grupo prioritário, é importante que a população procure o imunizante sempre que ele estiver disponível. O médico intensivista José Roberto Júnior, alerta para o fato de que pessoas fora do grupo prioritário podem servir de vetor da doença, e acabam infectando idosos e portadores de doenças crônicas ou autoimunes.

“Vetor é aquela pessoa que adquire a doença e acaba passando essa doença para pessoas mais vulneráveis, mais suscetíveis, acarretando um pior prognóstico para as mesmas. Então, a ideia da vacinação, de um modo geral, é muito semelhante a todas as vacinações que nós conhecemos no Brasil: evitar os sinais dos sintomas e evitar que essas pessoas funcionem como carregadores das doenças”, explica.

José também alerta sobre as reações adversas ao tomar a vacina contra gripe, pois o público confunde as reações esperadas ao inocular um vírus inativado no paciente e uma reação realmente inesperada.

“As reações adversas acometem um grupo muito pequeno da população de um modo geral. Essas pessoas sabidamente são alérgicas a algum componente da vacina e podem se perguntar eu sou ou não alérgico a algum componente da vacina”, pontua o médico.

A maior abrangência da imunização torna-se ainda mais importante quando se leva em consideração as pessoas alérgicas aos imunizantes, uma vez que essas pessoas dependem diretamente da imunização daqueles ao seu redor para se manterem afastadas do vírus e evitar uma contaminação.

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04/07/2022 19:30h

prevalência entre os casos com resultado positivo para vírus respiratórios foi de 2,4% para influenza A, 0,1% para influenza B, 7,6% para vírus sincicial respiratório (VSR) e 77,6% para Sars-CoV-2 (Covid-19)

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Dados mais recentes do Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), revelam que o Brasil conta com uma tendência de crescimento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda (SRAG). O panorama abrange tanto período de longo prazo (últimas seis semanas) quanto de curto prazo (últimas três semanas). As informações dizem respeito à Semana Epidemiológica 25, de 19 a 25 de junho. 

O pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do Boletim, lembra que a edição da última semana sinalizava uma possível interrupção do crescimento, porém, os últimos dados mostram que a tendência não se manteve. No entanto, alguns estados brasileiros conseguiram manter o sinal de interrupção, como é o caso de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo, com oscilação em patamar elevado no Paraná.

“A gente vinha de um aumento muito forte nos meses de abril e maio, começam a aparecer sinais de desaceleração, mas ainda é o início desse processo. Infelizmente, quando olhamos a curva nacional, vimos que o sinal anterior de uma possível interrupção se desfez. Então, é importante ficarmos atentos e mantermos os cuidados para evitar a transmissibilidade”, destaca. 

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Ainda de acordo com a Fiocruz, nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos com resultado positivo para vírus respiratórios foi de 2,4% para influenza A, 0,1% para influenza B, 7,6% para vírus sincicial respiratório (VSR) e 77,6% para Sars-CoV-2 (Covid-19). Já em relação às mortes, a presença destes mesmos vírus entre os positivos foi de 1,0% para influenza A, 0,1% para influenza B, 1,4% para vírus sincicial respiratório (VSR) e 94,5% para Sars-CoV-2 (Covid-19). 

“Isso é consequência dessa nova onda da pandemia. Estamos em um momento de aumento muito importante das infecções. O número de vacinados com três doses é bastante baixo, não chega a 60%, temos a população infantil que não está vacinada e vai para a escola, e foram retiradas medidas restritivas mínimas”, considera José David Urbaez Brito, presidente da Sociedade de Infectologia do Distrito Federal. 

Estados e capitais

O levantamento mostra, ainda, que, das 27 unidades da federação, 16 registraram sinal de aumento na tendência de longo prazo. São elas: Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraíba, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. 

Sobre as capitais, o boletim revela que  18 registaram sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Aracaju (SE), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Plano Piloto e arredores de Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Maceió (AL), Natal (RN), Palmas (TO), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), São Luís (MA), São Paulo (SP), Teresina (PI) e Vitória (ES). 
 

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26/06/2022 15:00h

Estados e municípios puderam ampliar a campanha contra a gripe neste último sábado (25), vacinando todos os brasileiros a partir de 6 meses de vida enquanto durarem os estoques do imunizante

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O Ministério da Saúde ampliou a campanha contra a gripe e toda a população acima de 6 meses já pode se vacinar contra a doença. A mudança teve início neste último sábado (25), quando estados e municípios foram autorizados a aplicar o imunizante no público geral enquanto durarem os estoques. 

A vacina Influenza previne o surgimento de complicações, impede uma possível pressão sobre o sistema de saúde e diminui a chance de óbitos causados pela doença. O imunizante da gripe está sendo aplicado em todos os postos de vacinação do país com doses disponíveis. 

São aproximadamente 38 mil pontos espalhados pelo Brasil pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e as secretarias de Saúde de cada região fornecem informações específicas de cada estado e município. 

O Ministério da Saúde registra ter distribuído para as unidades da federação as 80 milhões de doses contratadas para imunizar a população brasileira. A campanha nacional de vacinação contra a gripe começou em 4 de abril e atingiu 53,5% de cobertura vacinal até o último levantamento da pasta, quando estava restrita ao público-alvo de  crianças de seis meses a menores de cinco anos, trabalhadores da saúde, gestantes, puérperas, indígenas e idosos.

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“Nós temos vacinas, temos uma capacidade sem precedentes de aplicar essas vacinas, graças aos vacinadores que estão nas salas de vacinação do Brasil. Ano passado, tivemos casos em várias regiões do país por conta da cepa H3N2. A vacina deste ano já protege contra essa cepa e as passadas. Precisamos combater essas doenças”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.
 

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21/06/2022 17:50h

Para o infectologista Hemerson Luz, a melhor forma de se prevenir contra essas doenças é manter a cartão de vacina e uma rotina de hábitos saudáveis, como alimentação balanceada

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A data de 21 de junho marca o início do inverno no Brasil. A queda nas temperaturas percebidas ao longo da estação cria um ambiente propício ao surgimento de doenças respiratórias e alergias. O infectologista Hemerson Luz afirma que, durante esse período, devem ocorrer mais casos de gripe, de Covid-19 e de algumas alergias, por exemplo. 

“O tempo frio contribui com o aumento do número de casos de doenças infecciosas respiratórias. Isso se dá porque ocorrem alterações no trato respiratório das pessoas, que diminuem as defesas. Ocorrem também os casos de rinite, sinusite ou mesmo asma. As pessoas ficam mais propensas a ficar doentes. Além disso, elas ficam mais próximas, em ambientes fechados, fugindo desse clima frio. Por isso, ocorre maior propagação de vírus e bactérias que são transmitidos pelo ar”, explica. 

Segundo o especialista, a melhor forma de se prevenir contra essas doenças é manter o cartão de vacina em dia, sobretudo com imunização contra gripe e as doses de reforço contra Covid-19, além de outras vacinas que levam em conta o cenário epidemiológico do momento, em cada região do país. 

“Temos que pensar sempre que, uma vida equilibrada também vai melhorar o sistema imunológico. Então, a dica é manter uma alimentação balanceada, dormir pelo menos oito horas por noite e evitar estresse, tanto físico quanto emocional”, destaca Luz. 

Alergias

A chegada do tempo frio também deve ser um sinal de alerta para quem sofre com determinados tipos de alergia.  Segundo o coordenador do Departamento Científico de Asma da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), Pedro Bianchi Jr., entre os pacientes mais afetados estão os que sofrem com asma e rinite. 

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O especialista destaca que, em todo o mundo, a asma acomete 10% da população, enquanto a rinite, 30%. Ele explica que, durante o inverno, surgem três fatores que levam as pessoas com problemas alérgicos a terem mais crises. 

“Primeiro, que uma das principais causas de exacerbações de asma são as infecções respiratórias, principalmente as virais. Nessa época do ano, no inverno, há uma maior circulação desses vírus entre as pessoas. Uma segunda razão, é que nessa época do ano o ar tende a ficar mais seco e frio, o que provoca irritação em uma via aérea já inflamada. E a terceira está relacionada às inversões térmicas, há um ar mais poluído”, destaca.  

Confira como algumas orientações que podem ajudar evitar doenças como gripe, além de alergias, de acordo publicação do Ministério da Saúde:

  • Devemos usar umidificador, bacia com água ou toalha molhada no quarto para diminuir o ar seco;
  • Estar sempre em ambientes arejados;
  • Evitar o tabagismo; 
  • Se hidratar bastante é primordial para evitar o ressecamento das mucosas; 
  • Lavar as roupas e os cobertores que ficaram muito tempo no armário antes de usar; 
  • Manter os cuidados contra o coronavírus (lavar sempre as mãos, uso de máscaras, distanciamento social e uso de lenços descartáveis).
     
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10/06/2022 19:25h

O podcast Giro Brasil 61 faz uma seleção dos principais fatos e acontecimentos noticiados pelo Brasil61.com durante a semana

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No episódio desta semana (10), o podcast Giro Brasil 61 fala sobre o repasse de R$ 5 bilhões do FPM aos municípios brasileiros, os riscos da obesidade infantil, a prorrogação da campanha de vacinação contra gripe e sarampo e o início da proibição de ligações de telemarketing sem o uso do prefixo 0303.

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