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TERMO DE USO E PARCERIA

TERMO DE USO E PARCERIA

Regras de Uso

1º - A utilização gratuita e livre dos materiais produzidos pelo Brasil 61 só será permitida depois que este termo de parceria for aceito pelo usuário, prevendo as seguintes regras:

a) A utilização do material - na íntegra, ou em partes - só será permitida desde que as informações não sejam distorcidas, manipuladas ou alteradas.

b) Não é necessário a identificação do Brasil 61 na hora da replicação do conteúdo. Mas toda e qualquer veiculação de áudios produzidos pelo Brasil 61 prevê o cadastro no site, com a disponibilização de dados que serão utilizados para a organização do mailing desta empresa,

2º - OBRIGAÇÕES DO BRASIL 61

a) O Brasil 61 se compromete, a partir deste termo de uso, a produzir conteúdo particularizado diariamente, trazendo informações de dia-a-dia e bastidores do Planalto Central, além de outras temáticas de relevância do noticiário nacional. 

b) O acesso ao conteúdo jornalístico (na versão de leitura) é livre e gratuito, podendo ser replicado por qualquer usuário que acesse o site. O download do áudio para que seja utilizado na programação das rádios requer que o radialista realize o login no site da Agência do Rádio - informando e-mail e senha cadastrados. 

3º - OBRIGAÇÕES DOS COMUNICADORES PARCEIROS

Não alterar o sentido dos materiais, ou distorcer fala de entrevistados ou mudar a conotação das mensagens dos materiais. 

ADENDOS IMPORTANTES SOBRE A PARCERIA

a) O Brasil 61 poderá distribuir conteúdo patrocinado com ou sem assinatura dos clientes patrocinadores do boletim e sem aviso prévio ao comunicador. 

b) As rádios parceiras não vão ter participação financeira sobre o faturamento do Brasil 61.

c) Os comunicadores podem patrocinar os conteúdos do Brasil 61, desde que não alterem o sentido e a conotação dos conteúdos oferecidos. Nesses casos, o Brasil 61 Mais não terá participação nos lucros conquistados pelos veículos parceiros. 

Ao clicar em ACEITO, a emissora aqui cadastrada afirma concordar e estar ciente de todas as condições apresentadas neste Termo de Utilização de Conteúdo.

Distrito Federal

03/08/2020 16:00h

Valor será dividido entre os estados e o DF para alavancar setor durante crise na saúde; valor foi dividido levando em conta critérios como proporção populacional

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O Ministério do Turismo vai repassar R$ 229 milhões para a região Centro-Oeste como forma de apoiar o setor cultural durante o período de pandemia. O Distrito Federal ficará com cerca de R$ 37 milhões, Goiás com R$ 100 milhões, Mato Grosso do Sul com mais de R$ 40 milhões e Mato Grosso vai levar quase R$ 51 milhões. 

De acordo com a pasta, o recurso total, da ordem de R$ 3 bilhões para ser dividido entre os estados e o Distrito Federal, foi estabelecido pela Lei Aldir Blanc, sancionada por Jair Bolsonaro em 29 de junho. O dinheiro será repassado aos estados e municípios que têm a responsabilidade de fazer a distribuição dos recursos.

O valor poderá ser usado para pagamento de renda emergencial mensal aos trabalhadores da cultura, no valor de R$ 600 pelo período de três meses; no subsídio mensal para manutenção de espaços artísticos e culturais e para iniciativas de fomento cultural, como editais, chamadas públicas e prêmios, entre outros.  

Os valores serão transferidos do Fundo Nacional da Cultura, administrado pelo Ministério do Turismo, preferencialmente para os fundos estaduais, municipais e distrital de cultura. No caso de não haver fundo para a realização da transferência fundo a fundo, o dinheiro poderá ser repassado para outros órgãos responsáveis pela gestão desses recursos. 

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Brasil
30/07/2020 10:45h

Recursos serão encaminhados para ações durante a pandemia

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Foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro a lei que destina R$ 1,5 bilhão para o reforço da assistência social durante a pandemia da Covid-19. Segundo o governo federal, o dinheiro poderá ser utilizado por estados, municípios e Distrito Federal no atendimento a pessoas em vulnerabilidade social. 

Os recursos vão ser aplicados para a compra de cestas básicas, ampliação de abrigos, e estruturas de acolhimento que vão beneficiar crianças, adolescentes, idosos, mulheres vítimas de violência doméstica, pessoas com deficiência, indígenas, entre outros. O governo federal alega que a pandemia intensificou a demanda de Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e Centros de Referência Especializados em Assistência Social (Creas).

Câmara prevê suspensão de portaria que alterou repasses do Fundo Nacional de Assistência Social

Conass ajuda municípios a definir ações contra a Covid-19

A autora da proposta na Câmara, deputada federal Flávia Arruda (PL-DF), defende que a assistência social seja tratada como uma das áreas prioritárias durante a pandemia. De acordo com ela, além de uma crise sanitária, o país vive uma crise social que mostrou a existência de milhares de pessoas que necessitam de assistência por parte do Poder Público. 
 

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27/07/2020 19:38h

Total de mortes em território nacional é de 87.618

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O boletim epidemiológico do Ministério da Saúde sobre a Covid-19 desta segunda-feira (27) aponta que o Brasil tem 2.442.375 casos confirmados. Nas últimas 24 horas, a pasta notificou pouco mais de 23 mil novos diagnósticos. Desde o início da pandemia, 87.618 pessoas morreram em decorrência da infecção pelo coronavírus.

Gestão pública colaborativa tem ajudado prefeituras nos serviços urbanos, inclusive na pandemia

Fiocruz considera retorno às aulas prematuro neste momento

Neste início de semana, o Distrito Federal ultrapassou o Amazonas em número de casos confirmados. Com mais de 98 mil registros de Covid-19, o DF agora integra a lista das oito unidades da Federação mais afetadas pela pandemia até o momento. Segundo a Associação Médica Brasileira (AMB), até o dia 21 de julho, mais de 780 municípios de todo o país já tinham se pronunciado sobre a falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para profissionais de saúde.


 

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Saúde
21/07/2020 14:00h

Levantamento mostra, ainda, que estados do Sul e do Centro-Oeste tem tendência de aumento no número de casos

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Roraima, Sergipe e Distrito Federal foram os estados que apresentaram as maiores taxas de incidência pela Covid-19 na última semana. É o que aponta o Boletim Observatório da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que traça um panorama da pandemia a partir dos indicadores nos estados e regiões do país. 

De acordo com o boletim, as regiões Sul e Centro-Oeste tiveram tendência geral de aumento no número de casos, principalmente em Santa Catarina e em Mato Grosso, onde a transmissão do novo coronavírus acelerou nas duas últimas semanas. Ambos, somados a Minas Gerais, mostram forte tendência de aumento no número de óbitos. 

Região Nordeste: pico da curva de Covid-19 ficou para trás, afirmam especialistas

Covid-19 dá sinais de desaceleração em São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, mas se aproxima do pico em Minas Gerais

Centro-Oeste: número de casos da Covid-19 mais do que triplica nos últimos 30 dias
 

Para a Fiocruz, há uma tendência de redução no número de casos e mortes em Rondônia, Roraima, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro. Até a noite desta segunda-feira (20), o país registrava 2.118.646 casos confirmados da Covid-19 e 80.120 óbitos, de acordo com o Ministério da Saúde. 

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15/07/2020 00:00h

Sistema de saúde privado em Mato Grosso chegou ao colapso; situação dos leitos de UTI é preocupante em Goiânia e nos hospitais particulares do Distrito Federal

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A região Centro-Oeste do país vê a Covid-19 avançar nas últimas semanas. Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul viram o número de casos do novo coronavírus mais do que triplicar em 30 dias, o que fez a taxa de ocupação de leitos de UTI se aproximar de 100% em Goiânia, por exemplo, e provocou falta de vagas nos hospitais matogrossenses.

Recentemente, o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros, afirmou que a pasta tem preocupação especial com a propagação da doença no Centro-Oeste e também no Sul do Brasil. Para te ajudar a entender o cenário, o Brasil 61 fez um levantamento dos principais indicadores sobre a Covid-19 no DF e nos três estados e buscou explicações para o aumento.

Segundo o infectologista Hemerson Luz, está claro que a região Centro-Oeste atravessa o momento mais difícil no enfrentamento à pandemia desde março. “Analisando os gráficos de crescimento da Covid-19 no Centro-Oeste, percebemos que estamos em pleno pico, como era previsto para meados de julho. É bem provável que a tendência de crescimento persista por algum tempo até começar a decair o número de casos”, avalia.

Covid-19 avança sobre estados da Região Sul

Pico da pandemia no Brasil deve ocorrer em agosto, segundo a OMS

Tratamentos experimentais contra covid-19 ganham força no Brasil

Distrito Federal

No último domingo (12), o secretário de Saúde do DF, Francisco Araújo Filho, afirmou que a capital federal está “atravessando o pico” da curva de casos do novo coronavírus. Isso é refletido, sobretudo, na taxa de ocupação de leitos da rede de saúde particular do DF, que está em 95%. Apenas 12 vagas estão disponíveis para pacientes com a Covid-19 nos hospitais privados. Na rede pública, a situação é melhor. De acordo com a Sala de Situação do GDF, a taxa de ocupação é de 76%, com 144 leitos livres. De acordo com os dados mais recentes, o DF tem 73.654 casos confirmados e 960 óbitos pela doença.

No fim de junho, o governador do DF, Ibaneis Rocha, declarou estado de calamidade pública devido à pandemia da Covid-19. Apesar disso, o chefe do executivo local permitiu a volta de salões de beleza, barbearias e academias, desde a última semana. De acordo com o cronograma, bares e restaurantes podem funcionar já a partir desta quarta-feira (15). As aulas presenciais nas escolas públicas e privadas devem voltar apenas em agosto mas sem data confirmada.

Apesar da retomada em boa parte do DF, Ceilândia, Sol Nascente e Pôr do Sol tiveram que fechar novamente o comércio não essencial na última quarta-feira (8). As atividades nessas regiões não têm data para voltar, segundo Ibaneis. O motivo seria a desobediência ao distanciamento social e o crescimento do número de casos. “Mesmo dentro do DF, nós temos vários tipos de curva. Por isso que vivemos hoje uma abertura praticamente em todo o distrito, mas com algumas localidades vivendo quase um lockdown”, analisa Hemerson Luz.

O governador acredita que a curva de contaminação deve se estabilizar em breve, atingido o chamado “platô” antes de começar a desacelerar. “A população tem de segurar as pontas. O brasiliense é disciplinado e precisa continuar a usar a máscara, se proteger com o álcool em gel, evitar as aglomerações”, afirmou em entrevista na última semana.

Goiás

De acordo com a última atualização da Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-GO), são 38.299 casos confirmados e 910 mortes pelo novo coronavírus. Há um mês, eram pouco menos de oito mil ocorrências, o que aponta para um crescimento de 365% no período.

Estudos mostram que o estado enfrenta o momento mais crítico da pandemia, superando os mil casos diários. Dos leitos de UTI dos hospitais estaduais destinados para tratamento de pacientes com o vírus, 85% estão ocupados. A situação na capital, Goiânia, é crítica. De acordo com o último boletim epidemiológico, apenas seis leitos estão disponíveis. A taxa de ocupação é de 96%. Há a previsão de 38 novas vagas, que estão em implantação, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-GO). 

Para tentar frear a curva de contaminação, o governador Ronaldo Caiado decretou, em 30 junho, uma quarentena diferente da adotada por outros estados e países: o isolamento intermitente. A estratégia é um sistema de revezamento das atividades econômicas, intercalando 14 dias de suspensão e 14 dias de funcionamento. Nesta terça-feira (13), após duas semanas de restrições, o governador liberou a abertura do comércio em geral, bares, academias, eventos esportivos e atividades religiosas.

O prefeito de Goiânia, Iris Rezende, seguiu a mesma linha do decreto estadual e flexibilizou o funcionamento das atividades não essenciais. Ele afirmou que pode voltar atrás na decisão. "Nós não teremos dificuldade em modificar itens desse decreto caso a aplicação do mesmo possa nos mostrar que tenhamos cometido excesso ou falhas."

Mato Grosso

Em Mato Grosso, os casos confirmados do novo coronavírus aumentaram mais de 400% no último mês. Entre 13 de junho e 14 de julho, o número saltou de 5,7 mil casos para 29,2 mil casos. No mesmo período, o número de óbitos saltou de 199 para 1.105, um crescimento de 455%.

A propagação da pandemia no estado colapsou o sistema de saúde. Na última semana, a ocupação dos leitos chegou a 97%. Boa parte dos hospitais da rede privada e alguns da rede pública não têm mais leitos e os pacientes estão sendo transferidos para estados vizinhos, como Mato Grosso e Goiás.

O infectologista Hemerson Luz acredita que o melhor parâmetro para evitar o colapso do sistema de saúde é o acompanhamento da taxa de ocupação dos leitos de UTI. Por esse critério, a volta das atividades não essenciais em muitos locais da região é precipitada, conclui. “Se estiver acima de 70%, corre-se o risco de ocorrer o colapso do sistema de saúde e o aumento da taxa de letalidade, pois muitos pacientes poderão ficar aguardando, contribuindo para um desfecho desfavorável, incluindo o óbito.”

Diante da situação, a justiça local decretou no fim de junho quarentena obrigatória. Todos os serviços e atividades não essenciais na capital Cuiabá e em Várzea Grande, ficaram proibidos de funcionar. As restrições têm duração mínima de 15 dias, mas podem ser prorrogadas a critério dos gestores municipais. No primeiro estado a instituir o uso obrigatório de máscaras, outras medidas restritivas continuam valendo, como o distanciamento social de 1,5 metro entre as pessoas e a disposição de álcool gel para higienização das mãos nos comércios.

Mato Grosso do Sul

Estado onde nasceu o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o Mato Grosso do Sul tem o menor número de casos da Covid-19 no país. Os dados mais recentes das autoridades em saúde sul-mato-grossenses apontam ocorrências. Ao todo, são 177 óbitos. A taxa de ocupação dos leitos de UTI para pacientes com o novo coronavírus é de 48%. Apesar disso, a pandemia deu sinais de aceleração no estado no último mês, a exemplo do que ocorre nos estados vizinhos. Em 30 dias, cresceu 316% a quantidade de casos confirmados.

Desde o fim do mês passado, o estado implantou o Programa de Saúde e Segurança da Economia (Prosseguir). O projeto classifica cada macrorregião de saúde em uma escala de risco — por cores — que considera critérios de saúde e econômicos. De acordo com a classificação, são definidas as medidas de flexibilização ou restrição do comércio em cada município.

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14/07/2020 00:00h

478 médicos assinaram sugestão de protocolo entregue à secretaria de saúde. CRM pede cautela nas prescrições

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Um grupo de 478 médicos do Distrito Federal se uniu para propor à secretaria de saúde um protocolo de tratamento precoce de pacientes infectados pelo novo coronavírus. O grupo sugere o uso de um conjunto de medicamentos, que inclui o vermífugo ivermectina e o antibiótico azitromicina, além da polêmica hidroxicloroquina. O tratamento tem se difundido pelo Brasil e médicos começam a recomendar o coquetel de medicamentos a pacientes, mesmo com base em evidências científicas limitadas.

Os médicos defendem que, em vez dos pacientes esperarem ter sintomas graves para procurar um hospital, o governo disponibilize os medicamentos logo nos primeiros sinais da doença. “Quando você trata a doença tardiamente, ela passa da fase de replicação do vírus, para a fase inflamatória, que provoca um processo extremamente grave e difícil de tratar”, explica o médico Eloadir Galvão. “Na fase inicial da doença, do quinto ao sétimo dia, a hidroxicloroquina, que é usada na Amazônia contra a malária há muitos anos, associada a azitromicina, ao zinco e a ivermectina, tem se mostrado eficaz no progresso da doença”, defende.

Tratamentos experimentais contra covid-19 ganham força no Brasil

Entidades médicas dizem que uso de cloroquina e hidroxicloroquina necessita de estudos mais aprofundados

Procurada pela reportagem, a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) disse que recebeu e analisa a sugestão dos médicos. Oficialmente a pasta não recomenda o uso da hidroxicloroquina e da cloroquina, por conta de possíveis efeitos adversos da medicação, principalmente em relação a problemas cardíacos. Porém, a cloroquina 150 mg é fornecida pela SES-DF para tratamento de pacientes com Covid-19, caso haja receita médica. O fornecimento é feito por orientação do Ministério da Saúde, a pedido do presidente Jair Bolsonaro.

O presidente do Conselho Regional de Medicina do DF, Farid Buitrago Sánchez, explica que a ciência ainda não conseguiu gerar provas suficientes de que os medicamentos orientados podem ajudar no combate à Covid-19, contudo médicos têm liberdade para escolher receitar ou não as drogas, da mesma forma que pacientes podem ou não aceitar a medicação. Mas ele recomenda que a prescrição seja feita com cautela: “O cuidado que o médico deve ter é de informar o paciente que é um medicamento em caráter experimental, que pode trazer efeitos colaterais. O CRM também recomenda a assinatura de um termo de consentimento entre médico e o paciente. A utilização deve ser de comum acordo entre os dois”, pontua.

Controvérsias

Entre todos os de medicamentos listados no protocolo sugerido pelo grupo de médicos, o mais polêmico é justamente a hidroxicloroquina. A droga se difundiu junto a um protocolo defendido por uma médica brasileira que trabalha em um hospital de Madri, na Espanha, onde o método foi aplicado. Contudo, mesmo no país ibérico não há consenso sobre o uso do remédio. Apesar de não descartar que a cloroquina e a hidroxicloroquina possam ter algum efeito em estágios iniciais da Covid-19, a Agência Espanhola de Medicamentos e Produtos Sanitários lançou uma nota para médicos informando que nenhum estudo clínico já conseguiu demonstrar a eficácia das drogas. A instituição também destaca que mesmo os resultados in vitro apresentaram problemas metodológicos e que as substâncias podem causar problemas cardíacos e neuropsiquiátricos.                                                       

Nos Estados Unidos, a U.S. Food & Drug Administration (FDA), que regula os medicamentos no país revogou no mês passado o uso emergencial da cloroquina contra a Covid-19, por falta evidências científicas sobre a eficiência da droga. Também em junho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) interrompeu os testes clínicos da hidroxicloroquina após não encontrar benefícios no uso da droga.

Apesar do foco normalmente ser direcionado à hidroxicloroquina, o vermífugo ivermectina também é considerado polêmico. Os grupos que defendem o uso do medicamento citam uma análise de pesquisadores de Melbourne, Austrália, que mostra que o antipulgas diminuiu a carga viral do coronavírus em testes in vitro. Por outro lado, médicos que são críticos ao modelo afirmam que a dose usada para se combater o coronavírus é muito maior do que aquela usada contra piolhos e vermes. Em doses elevadas, os efeitos colaterais ainda não são conhecidos.

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Política
23/03/2020 03:29h

No modelo atual, o ICMS é cobrado no estado onde o produto é fabricado. Com a criação do IBS, o tributo passa a ser retido no destino da mercadoria

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Por conta do coronavírus, a comissão mista especial que analisa a reforma tributária no Congresso Nacional paralisou, por tempo indeterminado, as discussões do texto que atualizará o modelo de cobrança de impostos no Brasil. A informação foi confirmada pela assessoria da liderança da Maioria e segue recomendação do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). 

Segundo a deputada federal Paula Belmonte (Cidadania-DF), o debate sobre o tema deve ser restabelecido assim que a pandemia estiver sob controle e não houver riscos à saúde de parlamentares e funcionários do Legislativo. O principal ponto defendido pela parlamentar é a simplificação tributária, que vai tornar o Brasil mais “produtivo” e “economicamente pronto para receber novos investimentos”.

“Temos um regimento tributário que dá insegurança jurídica ao empresário, ao investidor. Com o IVA, proposto nos dois textos, a população tem a possibilidade de saber o que está pagando de imposto. O nosso compromisso é de avançar com o tema e fazer uma reforma que, daqui seis ou 10 anos, não precise voltar a ser discutida”, espera.

O Imposto sobre Valor Adicionado (IVA), a que se refere Paula Belmonte, é utilizado pela maioria dos países desenvolvidos para a tributação de bens e serviços e servirá de modelo para a criação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que une tributos federais, estaduais e municipais em um só.

A principal mudança é que, durante a cadeia produtiva, todo imposto pago pelos fornecedores vai gerar crédito para a próxima venda desse produto, evitando a cumulatividade das cobranças, principal alvo de críticas do setor produtivo.

Para o pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Rodrigo Orair, esse “ajuste tributário” pode trazer benefícios ao país, como a entrada de investimentos estrangeiros e a entrada de produtos nacionais em outros mercados. 

“A cumulatividade do sistema atual gera ineficiência no setor produtivo, onera as exportações e os investimentos. No sistema de IBS, isso não ocorre. Se você dá crédito para o fornecedor, esse valor será investido, assim como se tira a dificuldade de acumular créditos de exportação. Hoje, o Brasil tem pouca competitividade internacional. Isso ocorre porque competimos com países que tem IVA, que têm IBS”, avalia.

ICMS

A fórmula de arrecadação do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) também deve ser revista pelos parlamentares da comissão mista da reforma tributária. A princípio, a ideia de deputados e senadores é agregar essa tributação ao IBS, com alíquota padronizada em todos os entes da federação, com parte do valor flexível e sob competência dos estados, como prevê o texto da PEC 45/2019.

Além disso, a cobrança do imposto estadual deve ter a dinâmica invertida. No modelo atual, o ICMS é cobrado no estado onde o produto é fabricado. Com a criação do IBS, o tributo passa a ser retido no destino da mercadoria. 

O deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) vê isso com bons olhos, mas ressalva que isso fique “bem claro” para que quem tenha o próprio negócio não seja prejudicado.

“Se formos fazer isso, precisamos pensar como seria a definição sistêmica para os empreendedores que, por exemplo, produzem em uma cidade e pagam tributo em outra. Como será essa relação? Automática? O estado vai se incumbir dessa responsabilidade? Haverá mais obrigação acessória? São esses debates que precisam ser levantados para que tenhamos uma reforma tributária benéfica para a população”, pondera.
 

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Saúde
12/03/2020 11:32h

No Distrito Federal, dezesseis Regiões Administrativas estão com incidência alta ou média de dengue

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No Distrito Federal, dezesseis Regiões Administrativas estão com incidência alta ou média de dengue, este ano. Os dados são da Subsecretaria de Vigilância à Saúde, da Secretaria estadual de Saúde. 

Fercal é a localidade com maior incidência de dengue, no DF, com 496 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. Ao todo, são 109 casos prováveis de dengue em moradores da região administrativa, nas últimas nove semanas. 

Além disso, Sobradinho I e Sobradinho II, também na região de saúde norte, por exemplo, estão com alta incidência de dengue. As demais regiões do DF estão com média ou baixa incidência da doença. 

Em todo o DF, uma pessoa morreu e seis ficaram em estado grave em decorrência da doença. 

O DF notificou sete mil casos prováveis de dengue, neste ano, número que preocupa as autoridades em Saúde, porque houve um aumento de 64,6% de casos, se comparado ao mesmo período de 2019. O gerente da Gerência de Vetores de animais peçonhentos da Diretoria da Vigilância Ambiental do DF, Reginaldo Braga pede à população que ajude a combater os focos do mosquito. 

“O nosso trabalho, somente, não vai resolver o problema. Nós precisamos ter uma conscientização enorme do morador, porque o agente de saúde na casa dele, durante 24 horas, é ele mesmo. No dia que eu passo, identifico o problema, oriento o morador e peço que ele tire pelo menos 10 minutos por semana para identificar possíveis criadouros no lote e eliminar. Isso vai nos ajudar muito.”

Em janeiro, o Ministério da Saúde declarou que 12 estados brasileiros correm o risco de sofrer surto de dengue. Além de toda a região Nordeste, a população do Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo, deve ficar atenta para o possível surto do sorotipo 2 da dengue.

Coordenador-Geral de Vigilância em Arbovirose, do Ministério da Saúde, Rodrigo Said, pede que a população dos estados siga as orientações e entre no enfrentamento ao Aedes aegypti.

“Hoje, mais de 80% dos criadouros do mosquito são domiciliares. Então, a ação de controle é necessária, integrada de atividades do poder público, tanto do Ministério da Saúde, como das secretarias estaduais e municipais de saúde, aliado às ações de mobilização da população.”

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes. 

Arte: Ítalo Novais/Sabrine Cruz
 

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Saúde
24/02/2020 05:43h

Mais de 500 militares do Corpo de Bombeiros vão dar suporte às equipes de Vigilância Ambiental.

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Os primeiros meses de 2020 são de intensificação das ações de combate ao mosquito transmissor da dengue, no Distrito Federal. A doença foi responsável pela morte de 62 pessoas, no ano passado, no DF. Ao todo, foram registrados 53,9 mil casos suspeitos. Os números são da Secretaria de Saúde. 

Com o objetivo de impedir que esse quadro se repita, mais de 500 militares do Corpo de Bombeiros vão dar suporte às equipes de Vigilância Ambiental. Em janeiro, esse contingente vistoriou residências nas regiões do Guará, São Sebastião, Sobradinho, Fercal e Planaltina. A escolha das cidades foi feita com base nos índices de infestação.

O gerente da Gerência de Vetores de animais peçonhentos da Diretoria da Vigilância Ambiental, Reginaldo Braga, afirma que os militares receberam treinamento adequado e estão preparados para inspecionar, tratar ou eliminar possíveis criadouros, além de orientar a população com dicas de como impedir a proliferação do mosquito.

Mesmo com a ajuda do Corpo de Bombeiros, Braga reforça que a maior contribuição tem que ser dada pelos moradores, já que a eliminação de focos é uma tarefa simples, mas que precisa ser contínua.  

“O nosso trabalho, somente, não vai resolver o problema. Nós precisamos ter uma conscientização enorme do morador, porque o agente de saúde na casa dele, durante 24 hora, é ele mesmo. No dia que eu passo, identifico o problema, oriento o morador e peço que ele tire pelo menos 10 minutos por semana para identificar possíveis criadouros no lote e eliminar. Isso vai nos ajudar muito.”

A população do DF tem à disposição 518 agentes de combate ao mosquito, que circulam pelas regiões administrativas periodicamente. Cada agente visita, no mínimo, 20 imóveis por dia.  De acordo com a Secretaria de Saúde, 2019 terminou sem que 35% das residências fossem vistoriadas. O principal motivo foi a ausência dos moradores no momento da visita dos profissionais. 

O envolvimento dos moradores no combate ao mosquito é importante para evitar a propagação das doenças que ele transmite. A estudante Isabela Guimarães, de 21 anos, foi uma das vítimas. A moradora de Vicente Pires foi picada pelo mosquito no ano passado e contraiu dengue. Com os sintomas da doença, ela conta que foi difícil manter a rotina que vivia. 

“Eu sentia muita fraqueza, muita dor no corpo, atrás do joelho, atrás dos olhos. Eu não conseguia levantar da cama. Eu tive muita febre e não conseguia comer nada.”

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes.

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Saúde
22/02/2020 04:47h

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Em 2020, as vítimas do Aedes aegypti não param de surgir. Manoel Cardoso, de 31 anos, que trabalha como segurança, foi picado pelo mosquito no início deste mês. O morador de Santa Maria relata que os sintomas da doença “dificultaram a vida”. 

“Comecei a me sentir mal, com febre, com a pele avermelhada, dor atrás dos olhos, sem fome, com a língua amargando, fraco e sem conseguir me alimentar”.

O Boletim Epidemiológico da Secretaria de Saúde do DF aponta 1,4 mil casos prováveis de dengue, notificados em janeiro. 

Santa Maria registrou 885 casos de dengue, em 2019. No entanto, as Regiões Administrativas mais afetadas pela doença foram Planaltina, com quase 5.700 casos registrados; Ceilândia, com mais de 4 mil ocorrências; e São Sebastião, com 3.129, segundo o último boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde.

O gerente de Vetores de Animais Peçonhentos da Diretoria da Vigilância Ambiental, Reginaldo Braga, aponta como principal fator para esse quadro, o fato dessas regiões terem muitos imóveis fechados ou abandonados, dificultando a vistoria realizada pelos agentes de combate. 

Por esse motivo, Reginaldo destaca que as ações serão intensificadas, e os trabalhos da Secretaria de Saúde em parceria com outras instituições serão fundamentais para a reversão desse quadro no DF.

“Só o Corpo de Bombeiros tem disponibilizado de 500 a 700 efetivos militares para nos ajudar. O SLU e a Novacap ajudam mais na questão dos manejos ambientais para retirarmos o máximo possível dos criadouros de dentro das casas. Claro que tem a morosidade, a burocracia, mas estamos tentando seguir o cronograma.”

O combate ao mosquito também é dever da população. Por isso, não deixe água parada. Encha pratinhos de vasos com areia, mantenha garrafas de vidro e latinhas de boca para baixo, tampe bem tonéis, barris e tanques e não esqueça de verificar se tem água parada no banheiro, principalmente nas instalações sanitárias, e na cozinha.

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes. 

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