Água

20/10/2022 18:30h

Interessados em contribuir podem participar até o dia 9 de novembro por meio da plataforma Participa +Brasil

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Começou nesta quinta-feira (20) e vai até 8 de novembro a consulta pública nº 3/2022, que trata da proposta de resolução do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH) que estabelece modalidades, diretrizes e critérios gerais que regulamentem e estimulem a prática de reúso direto não potável de água em todo o território nacional, além de recomendar parâmetros mínimos de qualidade para cada modalidade de reúso da água, em atendimento às diretrizes e metas do Plano Nacional de Recursos Hídricos 2022-2040.

As contribuições poderão ser realizadas na plataforma Participa +Brasil, por meio deste link, com a indicação de sugestões de nova redação aos artigos e incisos da proposta formulada pelo CNRH.

“Desde 2021, realizamos 19 reuniões do grupo de trabalho que cuida dessa pauta no âmbito da Câmara Técnica de Educação, Informação e Ciência e Tecnologia do CNRH. Nesse período, com apoio de diversos segmentos representados no colegiado, conseguimos avançar significativamente na proposta de nova Resolução, aprimorando as modalidades de reúso e trazendo algumas competências e obrigações do produtor, distribuidor e do usuário da água de reúso”, informa o coordenador-geral de Gestão de Recursos Hídricos do MDR, Anderson Bezerra. "Essa resolução apresentará um anexo consultivo, tratando-se de recomendações de parâmetros para a qualidade da água de reúso como boa prática na hora da sua utilização e monitoramento”, completa.

O reúso direto não potável de água, para efeito da proposta de resolução, abrange as seguintes modalidades: para fins urbanos, agrícolas, ambientais, industriais e de aquicultura. O reúso de água, em qualquer modalidade, deverá preservar sempre a saúde humana e os ecossistemas. As modalidades não são mutuamente excludentes, podendo mais de uma delas ser empregada simultaneamente em uma mesma área.

Os órgãos integrantes do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH), no âmbito de suas respectivas competências, avaliarão os efeitos sobre os corpos hídricos decorrentes da prática do reúso, devendo estabelecer instrumentos regulatórios e de incentivo para as diversas modalidades.

Os Planos de Recursos Hídricos deverão contemplar, entre os estudos e alternativas, a utilização de águas de reúso e seus efeitos sobre a disponibilidade hídrica.

As recomendações de parâmetros de qualidade para as diversas modalidades de água de reúso em nível nacional têm um potencial de nortear os órgãos gestores e os possíveis produtores, distribuidores e usuários de água de reúso para garantia da segurança no uso e aplicação dessa água nas diversas modalidades.

Portanto, a consulta pública é uma oportunidade para que os diversos atores interessados apresentem suas contribuições, visando a construção de um normativo que reflita as necessidades de regulação da prática de reúso em âmbito nacional e que apresente recomendações de parâmetros em concentrações equilibradas, que reflitam as peculiaridades regionais e o custo-benefício de se avançar com a prática de reúso não potável no Brasil.

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20/10/2022 04:00h

De acordo com a Abcon, para isso, o Brasil precisa investir R$ 893,3 bilhões no setor de saneamento, nesse período. O valor é o necessário para que a universalização do setor seja atingida

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Estudo divulgado pela Associação e Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon) revela que o Brasil pode gerar 1,5 milhão de postos de trabalho, caso invista R$ 893,3 bilhões no setor de saneamento, até 2033. O valor é o necessário para que a universalização do setor seja atingida. 

Somente a construção civil terá 5,1% a mais de postos de trabalho até 2033. Na avaliação do diretor executivo da Abcon, Percy Soares Neto, o saneamento tem a capacidade de fazer o Brasil evoluir economicamente, com a expansão de vários setores distintos. 

“Isso vai gerar um impacto positivo na saúde das pessoas, vai gerar um impacto positivo no meio ambiente, pela redução de contaminação nos corpos hídricos, e vai girar a roda da economia. O investimento em saneamento tem impacto positivo sobre o setor da construção, máquinas e equipamentos, eletroeletrônicos. É um setor muito importante no impulsionamento da economia local”, destaca. 

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Em relação ao setor de saneamento, a expansão deve atingir 39,1%. Ao final do período, o nível total de emprego no país será 0,9% maior, caso a universalização seja alcançada.

Investimento necessário

O estudo da Abcon mostra que o Brasil precisa investir R$ 893,3 bilhões para que o país tenha 99% da população com água tratada e 90% com coleta e tratamento de esgoto, até 2033.

A projeção é de que ao menos R$ 308,1 bilhões precisem ser investidos nos próximos quatro anos, para que a meta não seja comprometida. Com isso, estima-se que, em 2026, 91% da população brasileira tenha acesso à água tratada e 71% conte com esgotamento sanitário.
 

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17/10/2022 11:45h

Caso o investimento necessário seja feito, o ganho nas receitas federais será de quase R$ 952 bilhões, de acordo com dados divulgados pela Associação e Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon)

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O setor de saneamento pode contribuir para que o Brasil tenha um ganho no PIB de aproximadamente R$ 1,4 trilhão. A projeção consta em estudo divulgado pela Associação e Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon). De acordo com o levantamento, para atingir esse resultado, o país precisa investir R$ 893 bilhões no setor até 2033.

Segundo o diretor executivo da Abcon, Percy Soares Neto, o ganho estimado representa um PIB de 2,7%. Na avaliação dele, a projeção mostra o evidente potencial do setor, sobretudo na capacidade de ajudar o país a crescer economicamente, por meio da ampliação dos serviços de água e esgoto. 

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“Consideramos que a realização desse conjunto de investimento permitiria ao país alcançar 99% da população com água tratada, e 90% da população com esgoto tratado. Ao realizar esse investimento, o setor de saneamento teria que fazer compras. Ou seja, o setor mostra, dessa forma, um vigor econômico grande para alavancar um ciclo de crescimento e contribuir para o aumento do PIB”, pontua. 

De acordo com o levantamento, caso o investimento necessário seja feito no tempo adequado, o ganho nas receitas federais será de quase R$ 952 bilhões, “o que representa um importante acréscimo que irá repercutir em todas as esferas públicas”.

Metas para o próximo governo (2023-2026)

●   Investimentos necessários: 

     R$ 59,3 bilhões em água
     R$ 175,4 bilhões em esgoto
     R$ 73,6 bilhões na recuperação da depreciação das redes existentes

●   Níveis de atendimento a alcançar:

     91% da população com abastecimento de água (mais 15 milhões de pessoas a serem atendidas)
     71% da população com esgotamento sanitário (mais 27 milhões de pessoas a serem atendidas)

De acordo com dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), o investimento do setor entre 2018 e 2020 foi de R$ 50,5 bilhões, o que corresponde a 32,5% do montante estimado para esse mesmo período como necessário para o alcance da universalização até 2033.  

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14/10/2022 18:24h

Principais objetivos do evento são fomentar as discussões sobre as questões hídricas e promover a troca de experiências

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De 16 e 19 de outubro, o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) vai participar da 5ª Edição da Cairo Water Week, organizada pelo Governo do Egito. O evento neste ano tem como tema Água no Coração da Ação Climática e vai incluir debates preparatórios para as atividades relacionadas à água da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, a COP27. Outro objetivo é fomentar discussões sobre questões hídricas e promover a troca de experiências.

Nos dois primeiros dias do evento, serão realizadas sessões de segmento de alto nível, que discutirão os desafios nacionais e regionais para enfrentar as crises de escassez hídrica e definirão ações e cooperações em relação ao tema. A ideia é que seja discutido e consolidado o texto “Cairo Call for Action”, que visa estabelecer um conjunto de ações e compromissos para atingir metas que contribuam para o enfrentamento das crises causadas por escassez hídrica. O MDR representará o governo brasileiro nas sessões plenárias do segmento de alto nível.

Além disso, os representantes do MDR participarão como observadores da 79ª Reunião do Conselho de Governadores do Conselho Mundial da Água, a ser realizada no Cairo nos dias 15 e 16 de outubro. O MDR é membro do Conselho Mundial da Água, uma organização internacional criada em 1966 com a missão de convencer os tomadores de decisão de que a água é uma prioridade política vital para o desenvolvimento sustentável.

O diretor de Obras Hídricas da Secretaria Nacional de Segurança Hídrica, Francisco Igor Nunes, representará o MDR no evento. Ele conta as expectativas para a Cairo Water Week. “É uma oportunidade única para discutirmos a água, difundir boas práticas, debater, trocar experiências nos assuntos relacionados à gestão de recursos hídricos, estrutura hídrica, saneamento e gestão transfronteiriça de bacia. Por meio dessa troca de experiências, a gente consegue ver em países que têm desafios assemelhados aos do Brasil quais práticas estão sendo adotadas e que podem, porventura, vir a gerar benefício”, destaca.

Francisco Igor aponta que o Brasil pode contribuir e aprender com os demais países participantes. “O tema é tão amplo e nosso país tem diversidade regional tão significativa que temos situações assemelhadas com vários países”, afirma.

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30/09/2022 19:00h

Ao todo, 24 cidades contarão com novos serviços de coleta e tratamento de esgoto

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O leilão da Companhia Estadual de Saneamento do Ceará (Cagece) foi concluído nessa terça-feira (27) e a licitação definiu a empresa responsável por um investimento de R$ 6,2 bilhões para a coleta e tratamento de esgoto em dois blocos de municípios. Ao todo, 24 cidades serão contempladas, incluindo a capital, Fortaleza. O grupo vencedor foi a Aegea.

A escolha da proposta vencedora levou em conta o critério de menor valor de contraprestação por parte da Cagece. A companhia fará os pagamentos pelos serviços prestados, mantendo a gestão comercial da concessão de esgoto. O contrato terá duração de 30 anos.

Para o diretor executivo da Associação e Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon), Percy Soares Neto, a medida é essencial para o desenvolvimento do Ceará. 

“O estado está recebendo um volume de água importante da transposição do rio São Francisco. Essa água deve atender vários centros urbanos, vai gerar um volume de esgoto importante, que não pode ser disposto no meio sem o seu devido tratamento. A iniciativa privada mostrou disposição no investimento. A competição foi vigorosa. O setor de saneamento saiu vitorioso. O estado do Ceará saiu vitorioso e marcou um importante fato no rumo da universalização”, destaca. 

A empresa vencedora apresentou os menores valores de contraprestação para os dois blocos de municípios, com deságio de 27,92% sobre o desembolso inicial previsto no primeiro bloco (R$ 7,65 bilhões) e 37,86% no segundo bloco (R$ 11,37 bilhões). A proposta garante uma economia de R$ 9,88 bilhões aos cofres públicos.

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Um levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que até 2026, dez desestatizações no setor serão conduzidas pelo BNDES ou municípios. O especialista em Infraestrutura da CNI, Matheus de Castro, afirma que, para este ano, estão previstas seis concessões e PPPs de empresas estaduais e autarquias microrregionais. 

“Sabemos das dificuldades que o setor público encontra há mais de uma década na realização desses investimentos, e isso penaliza muito nossa capacidade de modernizar nossa infraestrutura. Então, precisamos aumentar a participação privada na gestão dos ativos de infraestrutura. Mas, apesar de o caminho ser esse, sabemos da importância de aumentar também os investimentos públicos. Nós investimos tão pouco, que não podemos contar só com um tipo de investimento”, pontua.  

O bloco 1 inclui as seguintes cidades:

  • Juazeiro do Norte
  • Barbalha
  • Farias Brito
  • Missão Velha
  • Nova Olinda 
  • Santana do Cariri 
  • Pacajus 
  • Pacatuba 
  • Aquiraz 
  • Cascavel 
  • Chorozinho 
  • Eusébio 
  • Guaiúba 
  • Horizonte 
  • Itaitinga 
  • Maracanaú  
  • Maranguape

O bloco 2 inclui as seguintes cidades:

  • Fortaleza 
  • Caucaia 
  • Paracuru 
  • Paraipaba 
  • São Gonçalo do Amarante
  • São Luís do Curu  
  • Trairi

Dados da Abcon revelam que os leilões do setor previstos para este ano e 2023 podem chegar a R$ 24,45 bilhões em investimentos. Com o leilão da Cagece, as operadoras privadas do setor passam a atender 23,7% da população no Brasil.
 

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23/09/2022 17:59h

Lodo gerado pelo tratamento do esgoto pode suprir a necessidade da agricultura brasileira com uma nova indústria em expansão. Geração desse resíduo vai mais que dobrar com a universalização do saneamento até 2033

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Atualmente, apenas 45% do esgoto gerado no Brasil é coletado e tratado. Segundo o marco legal do saneamento, até 2033, 99% da população brasileira tem de ter acesso a abastecimento de água, e 90% precisa ter coleta e tratamento de esgoto. A universalização do serviço vai gerar também uma quantidade enorme de resíduos, como o lodo, a parte sólida do tratamento do esgoto. Isso poderia ser um problema se esse material for descartado em aterros sanitários, possuem uma vida útil curta e não vão suportar tamanho volume. 

As concessionárias já se movimentam para encontrar uma destinação mais sustentável para o resíduo. Do lodo é possível retirar nutrientes essenciais para os fertilizantes, abrindo caminho para o protagonismo de uma nova indústria no país. A produção de fertilizantes ou de nutrientes como nitrogênio, fósforo e potássio pode resolver a dependência da agricultura brasileira, que importa cerca de 85% do que precisa desses insumos.

Percy Soares Neto, diretor executivo da Associação Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon), explica que a demanda gerada pela universalização dos serviços de saneamento é tamanha que novas indústrias vão ganhar o protagonismo no país nos próximos anos.

“A gente sempre fala que a grande mudança de conceito do saneamento é olhar a estação de tratamento de esgoto como uma central de matéria-prima. Eu tenho a possibilidade de gerar energia na digestão do esgoto, tenho a possibilidade de gerar água de reúso e tenho a possibilidade de gerar nutrientes. O Brasil é uma potência agrícola e tenho preço de nutrientes como nitrogênio, fósforo e potássio em alta no mercado global em função de uma guerra na Ucrânia, mas o esgoto é riquíssimo em nitrogênio, fósforo e potássio”, explica Soares. 

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Em 2021, o Brasil gastou mais de US$ 15 bilhões em importações de adubos e fertilizantes, já que 85% da demanda é atendida por países como Rússia, Canadá e China. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o consumo médio anual de fertilizantes gira em torno de 40 milhões de toneladas, sendo um terço para cada grupo NPK, nitrogenados, fosfatados e potássio, nutrientes bastante presentes no lodo do esgoto.

“Será que eu tenho que pegar esses produtos que a agricultura demanda em outros países, quando eu tenho uma estação de tratamento de esgoto que é uma maquininha de produzir isso? Ou eu tenho de partir para o desenvolvimento tecnológico de extrair nitrogênio, fósforo e potássio dessas estações de tratamento de esgoto? Aí está o nosso desafio maior, transformar a estação de tratamento de esgoto como essa central de produção de matéria-prima”, sinaliza.

Piracicaba

A Aegea, maior empresa privada de saneamento básico do Brasil, que atende 21 milhões de pessoas em 154 municípios, tem um case de sucesso em Piracicaba (SP) de implantação de sistema de secagem de lodo proveniente do esgoto e compostagem, introduzindo o material na economia circular.

Valdir Antonio Alcarde Junior, diretor executivo da Mirante, uma parceria público-privada da Agea na cidade, explica que o lodo é tratado como uma problemática por várias empresas de saneamento por conta dos gastos, como transporte e disposição, que podem corresponder até 60% dos custos operacionais de uma estação de tratamento. Além disso, há impactos ambientais nos aterros sanitários, já que a sua quantidade e a produção de chorume (se ainda houver muita água no material) reduzem a vida útil desses aterros.

Segundo Valdir Alcarde, os custos ainda são altos, mas projetos como o de Piracicaba, que possui uma Central de Gestão do Lodo, mostram que é possível dar um destino mais sustentável ao resíduo, reduzir custos e diminuir o impacto ambiental, já que o volume do material é reduzido em, pelo menos, 70% após o processo de secagem.

“Temos três principais estações que geram cerca de mil toneladas de lodo por mês. Os custos com o lodo hoje na concessionária giram em torno de R$ 160 mil por mês, um custo bem significativo. Temos escassez de fornecedores, pois só tem dois aterros sanitários na região, e também a necessidade de inovação de minimizar a produção de lodo, com oportunidade de aplicação de lodo na agricultura, bem como a geração de energia através da queima do lodo”, explica o diretor da concessionária.

O lodo também pode ser usado para recuperar áreas degradadas, ajudar no processo de reflorestamento e hidrocarbonização, além de ser transformado em combustível e energia em biorrefinarias e biodigestores, alguns deles já instalados em concessionárias.
 

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20/09/2022 03:30h

Dois anos após entrada em vigor do novo marco legal do saneamento, participação de operadoras privadas no Brasil aumenta 45% em relação a 2021

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O município de Dois Irmãos do Tocantins, de 7.000 habitantes, foi contemplado com um investimento de R$ 980 mil para saneamento. Após dois anos da entrada em vigor do novo marco legal do saneamento, a participação das operadoras privadas no Brasil aumentou 45% em relação a 2021. Os dados são da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon). 

De acordo com o levantamento, as companhias passaram a atender 46,1 milhões de pessoas com serviços de água e esgotamento sanitário este ano. Em 2021, eram 31,6 milhões de usuários. As concessionárias privadas já representam 16% do total investido pelas companhias do setor. 

As operadoras privadas de saneamento possuem atualmente 199 contratos firmados nacionalmente, entre as modalidades de concessões plenas e parciais, PPPs e subdelegações. Desde a entrada em vigor do novo marco legal do saneamento, já foram realizados 16 leilões, segundo o balanço da Abcon. 

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Para a superintendente técnica da associação, Ilana Ferreira, a atuação das empresas privadas no saneamento traz mais eficiência para o setor.

“No caso da operação privada, a tarifa é definida antes, e a atuação com as metas de qualidade, atendimento e investimento são atendidas e cumpridas do ponto de vista contratual”, explica.  

A pesquisa também mostra que a média de investimento por ligação entre as operadoras privadas é 131% superior à realizada pelas companhias estaduais e 326% acima da média de serviços municipais.

Desestatização

Outro levantamento que trata da situação do saneamento básico é a “Agenda de privatizações: avanços e desafios", divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com a pesquisa, até 2026, dez desestatizações serão conduzidas pelo BNDES ou municípios. 

O especialista em Infraestrutura da CNI, Matheus de Castro, afirma que, para este ano, estão previstas seis concessões e PPPs de empresas estaduais e autarquias microrregionais. 

“Sabemos das dificuldades que o setor público encontra há mais de uma década na realização desses investimentos, e isso penaliza muito nossa capacidade de modernizar nossa infraestrutura. Então, precisamos aumentar a participação privada na gestão dos ativos de infraestrutura. Mas, apesar de o caminho ser esse, sabemos da importância de aumentar também os investimentos públicos. Nós investimos tão pouco, que não podemos contar só com um tipo de investimento”, destaca. 
 

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19/09/2022 13:30h

Após seguir o passo a passo para receber outorga estadual e autorização do Governo Federal, o cidadão poderá se sentir mais amparado e seguro com água encanada em casa

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Moradores de comunidades mais isoladas das estruturas do Projeto de Integração do Rio São Francisco poderão ter acesso à água. Porém, para obtê-la, é preciso seguir um protocolo com quatro etapas definido pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), que envolve autorizações federais e municipais.

O rito formal consiste nos seguintes passos: pedir outorga para o uso da água junto à operadora estadual, solicitar para a Operadora Federal a autorização para instalação da estrutura de captação, assinar o contrato e, por último, agendar a instalação. Essas etapas (ver arte ao fim da matéria) são baseadas na resolução número 2.333/2017, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).

"O uso prioritário das águas do São Francisco é para o abastecimento humano e o MDR entende que a água permite uma maior qualidade de vida e dignidade às pessoas. Por isso, o protocolo estabelecido visa fazer o uso planejado da água, garantindo segurança hídrica para mais pessoas", afirma o diretor do Departamento de Projetos Estratégicos da Secretaria Nacional de Segurança Hídrica do MDR, Oscálmi Porto Freitas.

Vale ressaltar que a instalação de estruturas para a captação de água do Projeto de Integração do Rio São Francisco sem o protocolo é considerada irregular. O planejamento, que precisa ser aprovado pela ANA, é feito anualmente por meio dos planos operativos das operadoras estaduais, que informam a quantidade, as localidades e quando os estados vão precisar da água. “Dessa forma, diminui a chance de desperdício ou falta de água para a população”, aponta Oscálmi.

O operador federal da transposição é a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), empresa vinculada ao MDR. Os estaduais são a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), em Pernambuco, a Agência Executiva de Gestão de Águas do estado da Paraíba (Aesa), na Paraíba, o Instituto de Gestão das Águas do Estado do Rio Grande do Norte (Igarn), no Rio Grande do Norte, e a Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (COGERH), no Ceará.

Cuidados e proibições

É importante que os moradores da região cuidem da conservação das estruturas do Projeto de Integração do Rio São Francisco. Esse zelo contribui em alguns fatores importantes para o dia a dia, como maior durabilidade das estruturas, não faltar água, menores interrupções no abastecimento, menos gastos com recuperações/reparos e aumento da eficiência da operação federal e das operadoras estaduais.

Vale deixar claro que condutas inadequadas oferecem riscos à vida humana e podem ocasionar a interrupção do fornecimento de água. Dentre os vetos estão descarte de resíduos sólidos e outras fontes de contaminação nas margens dos canais e reservatórios; perfuração e depredação de placas de concreto ou outros componentes dos canais e demais estruturas; nadar nos canais e reservatórios; instalação de tubulações para desvios de água; acesso a canais e reservatórios para banho, pesca e outras práticas recreativas.

Serviço

Entre em contato com a operadora do seu estado

Pernambuco
Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC)

Telefone: (81) 3183-1000
Site: http://www.apac.pe.gov.br

Paraíba
Agência Executiva de Gestão de Águas do estado da Paraíba (AESA)

Telefone: (83) 3225-5626
Site: http://www.aesa.pb.gov.br

Rio Grande do Norte
Instituto de Gestão das Águas do Estado do Rio Grande do Norte (IGARN)

Telefone: (84) 9837-2094
Site: http://www.igarn.rn.gov.br

Ceará
Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (COGERH)

Telefone: (85) 3195-0757
Site: http://portal.cogerh.com.br

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13/09/2022 03:30h

Já nos primeiros 12 anos de concessão, serão investidos R$ 4,9 bilhões de um total de R$ 5,5 bilhões, segundo dados da Associação e Sindicato das Operadoras Privadas de Saneamento (Abcon)

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Os leilões de saneamento realizados em Alagoas já mostram o poder de transformação econômica do processo de universalização dos serviços de água e esgoto. As licitações vão beneficiar 2,6 milhões de pessoas (76% da população) em 74 municípios (73% do total do estado) divididos nos blocos A, B e C. 

Os dados foram divulgados pela Associação e Sindicato das Operadoras Privadas de Saneamento (Abcon). Na avaliação do diretor executivo da entidade, Percy Soares Neto, o setor de saneamento pode aquecer a retomada econômica necessária ao Brasil, com a geração de 14 milhões de empregos diretos e indiretos.

“Isso vai gerar um impacto positivo na saúde das pessoas, vai gerar um impacto positivo no meio ambiente, pela redução de contaminação nos corpos hídricos, e vai girar a roda da economia. O investimento em saneamento tem impacto positivo sobre o setor da construção, máquinas e equipamentos, eletroeletrônicos. É um setor muito importante no impulsionamento da economia local”, destaca. 

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O levantamento mostra que, já nos primeiros 12 anos de concessão, serão investidos R$ 4,9 bilhões e, ao longo de todo o projeto, o total chegará a R$ 5,5 bilhões.

O especialista em Infraestrutura da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Matheus de Castro, afirma que o Brasil ainda investe pouco em saneamento. No entanto, ele acredita que, com a participação do setor privado, os serviços serão ampliados, inclusive, para pequenos municípios. 

“Em linhas gerais, no setor de saneamento, o nível de atendimento por área, tanto distribuição de água quanto de coleta e tratamento de esgoto, é muito baixo. Isso é um reflexo do baixo investimento. Recentemente, a nova lei do saneamento foi aprovada e hoje temos a perspectiva de uma ampliação da participação privada por meio de concessões e PPPs de empresas estaduais e até autarquias microrregionais”, avalia. 

O montante investido em saneamento no estado deve gerar 14,5 mil empregos e movimentar cerca de R$ 824 milhões na construção civil, segundo estimativas da Abcon. Também serão investidos mais de R$ 718 milhões no setor de insumos para implantação das estações de tratamento.
 

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06/09/2022 04:15h

São esperados investimentos superiores a R$ 308 bilhões nos próximos quatros anos, movimentando diversos setores, como construção civil, máquinas e equipamentos, eletroeletrônicos e indústria química

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Nos últimos dois anos, graças ao marco do saneamento básico e aos leilões realizados, o setor já recebeu a garantia de R$ 46 bilhões em investimentos. E a estimativa para os próximos quatro anos, segundo a Associação Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon), é de R$ 308 bilhões. O montante vai garantir água e esgoto tratado a mais 27 milhões de brasileiros e movimentar diversos setores, principalmente a indústria.

Como o déficit de saneamento é muito grande no Brasil, a necessidade de investimento também é, daí a necessidade estimada de R$ 893 bilhões para universalizar os serviços de água e esgoto em todo o país até 2033. E quanto mais é necessário investir, mais os diversos setores da economia são demandados.

Os R$ 46 bilhões já garantidos para o setor são provenientes de leilões que licitaram, entre outros, três blocos em Alagoas, quatro no Rio de Janeiro, boa parte do esgoto do Mato Grosso do Sul e do estado do Amapá. A expectativa, segundo levantamento da Abcon, é de geração de 1,26 milhão de empregos, sendo mais de 669 mil apenas na indústria. 

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Percy Soares Neto, diretor executivo da Abcon, explica que neste primeiro momento o saneamento básico vai movimentar diversas indústrias que fornecem maquinários, tubulações, ferro e equipamentos eletrônicos.

“Nós temos dois momentos no saneamento que são importantes. O primeiro é a construção civil, o momento do investimento. No investimento nós vamos ter uma intensidade importante na construção civil, no setor de máquinas e equipamentos, no setor de eletroeletrônicos, setores de tubos e conexões, setores de ferro. O saneamento encomenda muito nesses setores da economia. Esses são os setores principais”, enumera.

Segundo o diretor, devido à capilaridade do saneamento e uma relevante cadeia produtiva, a participação da indústria não para por aí. Em um segundo momento, quando as estações já estiverem operando, a indústria química será ainda mais demandada.

“Então, eu faço o investimento, eu coloco as redes, eu construo as estações de tratamento de água e esgoto, recupero algumas redes que estão velhas, troco alguns equipamentos que estão obsoletos, E na hora da operação, do dia a dia do setor de saneamento, aí aparece o setor da indústria química com um protagonismo extremamente importante”, explica Percy. “Porque o insumo químico é fundamental para o tratamento da água para que as pessoas possam consumir. Cloro, sulfeto, sulfato. Os produtos químicos assumem um protagonismo diferente.”

Entre 2020 e julho de 2022, foram realizados 18 leilões da área de saneamento. Estão em estruturação, ao menos, 26 leilões de parcerias entre governos e iniciativa privada para prestação de serviços no setor. O investimento previsto para ser contratado a partir dessas futuras licitações é estimado em outros R$ 21,7 bilhões. A população atendida é calculada em 14,4 milhões.

Segundo estimativas da Abcon, para se alcançar a universalização dos serviços preconizados pelo marco do saneamento até 2033, além dos R$ 308 bilhões dos próximos quatro anos, são esperados investimentos de R$ 585 bilhões entre 2026 e a data estipulada para que 99% da população tenha acesso a abastecimento de água e 90%, a coleta e tratamento de esgoto.

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