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Baixar áudioO Banco da Amazônia participou da 30ª edição da Intermodal South America 2026 – considerado o maior evento de logística da América Latina. Apenas no segundo dia de evento, a instituição consolidou R$ 450 milhões em negócios e parcerias estratégicas. Conforme o gerente executivo empresarial do Banco da Amazônia, Luiz Lourenço, foram cerca de R$ 300 milhões em cartas-consultas e outros R$ 150 milhões em contratos.
“Estamos muito felizes hoje. Recebemos pelo menos R$ 300 milhões em cartas-consulta e assinamos contratos na ordem de R$ 150 milhões. São novos investimentos que chegam com soluções de logística para a Amazônia brasileira, gerando emprego, renda e desenvolvimento”, disse Luiz Lourenço.
O evento foi realizado em São Paulo, entre os dias 14 e 16 de abril, e reuniu discussões sobre logística e comércio exterior. Representando a Região Norte, o Banco da Amazônia teve como compromisso ampliar oportunidades, impulsionar negócios e fortalecer o desenvolvimento da Região Amazônica.
A interlocução teve como objetivo conectar empresas a linhas de crédito estruturadas para logística, indústria e comércio exterior, com foco no crescimento sustentável.
Ao longo dos dias, a instituição financeira apresentou soluções financeiras estratégicas e fortaleceu o ecossistema logístico da Amazônia Legal.
Para o Banco da Amazônia, a presença na Intermodal reforçou o compromisso da instituição com soluções que integram logística, inovação e crescimento sustentável. Com o avanço do setor de transportes e infraestrutura, o Banco passa a atuar junto a executivos e empresas com interesse em expandir operações e otimizar rotas comerciais.
No primeiro dia da Intermodal, o Banco da Amazônia firmou contratos voltados a parcerias estratégicas e à sustentabilidade.
Os representantes da Agência Nacional Corporate, liderados pelo superintendente Edmar Bernaldino, conduziram assinaturas destinadas a reforçar a capacidade produtiva e a sustentabilidade no Norte do país.
Em relação à expansão e engenharia naval, o Estaleiro Juruá assinou um novo financiamento para ampliação da estrutura.
A infraestrutura tem sede em Iranduba (AM) e conta com 3 mil colaboradores. O contrato, conforme o Banco da Amazônia, terá como impacto o crescimento de mais de 20% em área coberta. A expectativa é de que o investimento contribua para o aumento da produtividade diante das variações climáticas da região.
Já o contrato firmado com a Amazônia Hidrovias teve como foco a sustentabilidade, com ênfase na logística de baixo carbono e em soluções eficientes de transporte fluvial.
De acordo com o diretor da Amazônia Hidrovias, Roger Dantas, o projeto prevê uma redução de 95% na emissão de carbono, unindo desenvolvimento econômico e preservação ambiental.
O encontro reuniu as principais empresas e profissionais do setor. Com diversos stands e discussões, as empresas promoveram inovação, negócios e networking internacional.
A atuação do Banco teve como foco, ainda, acompanhar as principais pautas do setor, com vistas a fortalecer as conexões estratégicas e ampliar a atuação em iniciativas que impulsionam o desenvolvimento da Região Amazônica.
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Baixar áudioA gestão compartilhada das águas entre Brasil e Uruguai deu mais um passo concreto com o avanço do diagnóstico da bacia da Lagoa Mirim, base para ações conjuntas de preservação e uso sustentável. Representantes do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) participaram, nos dias 15 e 16 de abril, da Oficina Binacional do Projeto Lagoa Mirim, realizada em Pelotas (RS), que discutiu a versão preliminar da Análise Diagnóstica Transfronteiriça (ADT), etapa fundamental para a construção do Plano de Ação Estratégica (PAE).
“Essa é uma oficina binacional que já é resultado de oficinas nacionais realizadas anteriormente e marca uma fase em que estamos construindo um diagnóstico transfronteiriço da bacia da Lagoa Mirim, considerado um dos produtos mais importantes da iniciativa”, afirmou o coordenador-geral de Gestão de Recursos Hídricos do MIDR, Alberto Batista da Silva Filho. Segundo Batista, esse diagnóstico será a base para as próximas etapas. “É com base nesse diagnóstico que será elaborado o Plano de Ação Estratégica, que é o documento-chave do projeto e que vai orientar as diretrizes futuras para uma gestão conjunta da bacia entre Brasil e Uruguai”, completou.
Liderado pelos governos brasileiro, por meio do MIDR, e uruguaio, por intermédio da Direção Nacional de Águas (Dinagua), o projeto conta com assistência técnica da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), parceria operacional da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) e financiamento de US$ 4,85 milhões do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF). “O MIDR foi quem iniciou a construção desse projeto junto com os atores locais e com o Uruguai, trazendo a FAO como agência implementadora. Nosso papel é de órgão executor, garantindo que o projeto avance e que os documentos reflitam uma visão verdadeiramente binacional”, explicou Alberto.
Durante a oficina, foram debatidos os principais desafios transfronteiriços relacionados à água, como qualidade hídrica, vulnerabilidade climática, governança, uso do solo e sustentabilidade da pesca e da produção agropecuária. O evento também incluiu uma visita técnica ao Canal São Gonçalo, estrutura estratégica para o controle da salinidade e para o equilíbrio hídrico da região. “Construir um projeto com essa característica binacional pode parecer simples no papel, mas é um grande desafio na prática. É preciso integrar percepções e produzir documentos que representem toda a bacia, e não apenas um lado. Ainda assim, temos avançado bem, especialmente pela boa relação entre os países”, destacou o coordenador do MIDR.
A Lagoa Mirim, segunda maior lagoa do Brasil, tem papel estratégico para a região Sul, especialmente para a agricultura irrigada, a pesca artesanal e o abastecimento de água. Por sua localização na fronteira, é também um elemento central de integração entre Brasil e Uruguai. O assistente do representante da FAO no Brasil, Gustavo Chianca, reforçou a importância da iniciativa para a gestão sustentável dos recursos hídricos. “Esse é um projeto muito importante, porque envolve dois países e tem como objetivo alcançar resultados concretos para o manejo sustentável dessa bacia, incorporando temas essenciais como produção sustentável e uso adequado da água”, afirmou.
Ele também destacou o impacto da lagoa para as populações locais. “A Lagoa Mirim tem um papel fundamental para os dois países. Ela impacta diretamente uma grande população, contribuindo para a agricultura, a pesca, o abastecimento e até o lazer. Por isso, o manejo sustentável e as práticas conjuntas entre Brasil e Uruguai são essenciais”, disse.
A oficina consolida mais uma etapa do Projeto Lagoa Mirim, reforçando a cooperação entre os dois países e a importância de uma gestão integrada, baseada em conhecimento técnico, participação social e articulação institucional.
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Baixar áudioUma das maiores obras hídricas do Nordeste avança em Pernambuco com novos trechos da Adutora do Agreste. O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, assinou, nesta quinta-feira (16), as ordens de serviço para o início das obras nos trechos Buíque–Iati e São Caetano–Cachoeirinha, correspondentes aos lotes 3B e 5E. A cerimônia ocorreu no Palácio do Governo, no Recife. Juntas, as intervenções integram a primeira etapa da Adutora do Agreste, sistema responsável por fornecer cerca de 4 metros cúbicos por segundo de água tratada para a região.
“Sempre foi uma prioridade do Governo Federal avançar na estrutura hídrica do Nordeste. No caso da Adutora do Agreste, além do impacto social, ela tem um impacto econômico muito forte. Ano passado, estive aqui com o presidente Lula cumprindo a agenda do Caminho das Águas, e demos a ordem de serviço para duplicar o bombeamento de todo o Eixo Norte do Projeto da Transposição do Rio São Francisco, dobrando a quantidade de água para o povo nordestino, especialmente os pernambucanos”, afirmou Waldez Góes.
Com investimento total superior a R$ 1,7 bilhão, a Adutora do Agreste Pernambucano é estruturada para beneficiar mais de 2 milhões de habitantes. Nesta primeira etapa, pactuada com o MIDR, a expectativa é alcançar 23 municípios e mais de 1,3 milhão de pessoas, ampliando o acesso à água potável e fortalecendo o desenvolvimento regional. “Nós estamos transformando projetos em realidade para garantir que a água chegue a quem nunca teve, porque o compromisso é claro: não deixar ninguém para trás”, salientou o secretário de Recursos Hídricos e Saneamento de Pernambuco, José Almir Cirilo.
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, agradeceu o olhar cuidadoso para com seu estado. “Grande parte do que conseguimos entregar hoje é resultado dessa determinação conjunta, com apoio do presidente Lula, que conhece a realidade e sempre acreditou nesses projetos”, reforçou a gestora. “O maior desafio não é apenas executar as obras, mas garantir que seus resultados cheguem de fato à população, e isso exige decisão, inovação e união de esforços”, completou Lyra.
O Lote 3B prevê o assentamento de 11,7 quilômetros de tubulações, além da execução da Estação Elevatória de Água Tratada de Iati, com investimento estimado em R$ 27,1 milhões. A obra beneficiará diretamente mais de 174 mil habitantes dos municípios de Buíque, Tupanatinga, Itaíba, Águas Belas e Iati. Já o Lote 5E contempla a implantação de 21,8 quilômetros de tubulação, com aporte de R$ 45,3 milhões, atendendo cerca de 20,6 mil pessoas em Cachoeirinha. “A mudança é visível: quando a gente olha nos olhos das pessoas, vê dignidade, esperança e a certeza de que vale a pena continuar trabalhando para transformar realidades”, comemorou o prefeito de Cachoeirinha, André Raimundo.
As obras integram o Novo PAC e o eixo Água para Todos, que concentra investimentos estratégicos em infraestrutura hídrica. Em Pernambuco, os recursos destinados a esse conjunto de ações somam mais de R$ 2,6 bilhões, abrangendo abastecimento de água, revitalização de bacias hidrográficas e iniciativas voltadas a atender populações em situação de maior vulnerabilidade hídrica. “Estamos falando de investimentos que vão muito além dos números: são obras que levam água de qualidade, dignidade e oportunidade para quem mais precisa, transformando a vida da população e promovendo desenvolvimento em toda a região”, pontuou Giuseppe Vieira, secretário Nacional de Segurança Hídrica do MIDR.
No âmbito do Programa Água Doce, a agenda em Pernambuco também destacou os avanços na ampliação do acesso à água de qualidade em comunidades rurais do semiárido e oficializou a entrega de mais 48 sistemas no estado. Em Pernambuco, já foram implantados 92 sistemas de dessalinização, beneficiando cerca de 17 mil pessoas.
As ações contemplam municípios como Alagoinha, Caetés, Capoeiras, Frei Miguelinho, Paranatama, Riacho das Almas, Pedras, Iati, Águas Belas e Manari, com investimento global de R$ 53 milhões, reforçando a estratégia do Governo Federal de garantir água potável a populações em situação de maior vulnerabilidade hídrica. “Para nós, esse projeto é uma bênção. Hoje temos água limpa para todas as famílias da comunidade, algo que antes dependia de carro-pipa e muito sacrifício”, compartilhou Josefa Carmosina, representante da Associação do Assentamento Manumi (ASSIM).
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Baixar áudioMarcando um avanço na segurança hídrica do estado da Paraíba, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), Waldez Góes, assinou, nesta quarta-feira (15), a ordem de serviço do Lote 3 do Canal das Vertentes Litorâneas, uma das principais obras estruturantes conduzidas pela pasta no Nordeste. A expectativa é de que mais de 203 mil pessoas sejam diretamente beneficiadas em 18 municípios paraibanos, ampliando a oferta de água para abastecimento humano e atividades produtivas.
A cerimônia foi realizada no município de Itapororoca e autoriza o início da implantação do Lote 3 do empreendimento, que compreende o segmento 7 do canal e a derivação para o Açude Araçagi. “Estamos aqui para dar partida à terceira etapa da Vertente Litorânea. Falo em nome do presidente Lula, que está cumprindo rigorosamente o compromisso com o povo nordestino e com o povo brasileiro, retomando obras, abrindo novas frentes de trabalho e garantindo investimentos em segurança hídrica”, destacou o ministro Waldez Góes. “Foram destinados R$ 32 bilhões para a agenda da água no Novo PAC. É uma demonstração inequívoca do compromisso com o Nordeste, retomando projetos, concluindo obras que foram abandonadas e garantindo recursos para a segurança hídrica em toda a região”, completou.
A obra terá extensão de 19,2 quilômetros, com vazão de 6,5 m³ por segundo, levando água do reservatório de Acauã até o rio Mamanguape. O investimento total no Lote 3 é de R$ 200,3 milhões, sendo R$ 180,6 milhões de responsabilidade da União e cerca de R$ 20 milhões como contrapartida do Governo da Paraíba. “Decidimos fazer este evento aqui em Itapororoca, junto com o povo, porque é assim que devemos trabalhar: próximos das pessoas. Esse terceiro lote do canal vai beneficiar 18 municípios e muitas famílias, levando segurança hídrica, que é uma prioridade do nosso governo em parceria com o Governo Federal”, declarou o governador da Paraíba, Lucas Ribeiro.
O Canal das Vertentes Litorâneas integra o Sistema Adutor Acauã–Araçagi, que recebe água do Eixo Leste do Projeto de Integração do Rio São Francisco. Com os Lotes 1 e 2 já concluídos, o empreendimento alcança 96,9 quilômetros de extensão e deverá beneficiar, ao final, cerca de 680 mil habitantes em 39 municípios da Paraíba.
A autorização para o início das obras do Lote 3 foi emitida no início de abril, após os trâmites técnicos necessários. A previsão é de que os serviços sejam executados em até 24 meses, a partir da mobilização do consórcio responsável, consolidando mais uma etapa do Novo PAC voltada à garantia de água e ao desenvolvimento regional na Paraíba.
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Baixar áudioA revitalização do Rio Parnaíba ganha força com um aporte que promete melhorar o abastecimento e recuperar áreas degradadas. O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e representantes do BNDES lançaram nesta quarta-feira (15), em Teresina, o edital Bacia do Rio Parnaíba. Considerado o maior do Programa Floresta Viva até agora, o certame destina R$ 78 milhões para projetos de restauração ecológica e revitalização hídrica, com foco em 23 municípios situados na área de influência da Usina Hidrelétrica de Boa Esperança.
Sob a gestão operacional do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), o edital convoca instituições sem fins lucrativos e cooperativas com pelo menos dois anos de constituição para apresentarem suas propostas. Os projetos devem contemplar não apenas a restauração ecológica, mas também o fortalecimento da cadeia produtiva e a capacitação profissional das comunidades locais. O objetivo é selecionar até 30 projetos com até 48 meses de duração para revitalizar uma área mínima de 100 hectares cada.
Durante o lançamento, o ministro Waldez Góes destacou que a ação não é isolada, mas parte de uma estratégia mais abrangente do Governo Federal. Segundo o ministro, o presidente Lula determinou que a revitalização de bacias fosse um pilar central do Novo PAC. “O PAC tem nove eixos e o presidente Lula pediu prioridade para os programas que tratam de tecnologia social, abastecimento e infraestrutura hídrica. Por isso, criamos o eixo Água para Todos, que conta com R$ 32 bilhões em investimentos”, afirmou Góes.
O edital, no modelo de matchfunding, combina recursos do BNDES com recursos do Comitê Gestor da CPR São Francisco e Parnaíba, por meio das Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Axia Energia) e da Companhia de Terminais, Portos e Hidrovias do Piauí S.A (Porto Piauí), no âmbito do Programa de Revitalização dos Recursos Hídricos das Bacias Hidrográficas dos Rios São Francisco e Parnaíba.
O ministro pontuou que, especificamente para as bacias do Parnaíba e do São Francisco, o orçamento chega a R$ 4,4 bilhões. No Piauí, a expectativa é que os valores escalem rapidamente. "Na revitalização do projeto Floresta Viva, para cada R$ 1,00 que o comitê aporta, o BNDES coloca outro R$ 1,00. Então vai passar de R$ 1 bilhão", explicou o ministro ao detalhar o modelo matchfunding.
Na Bacia do Rio Parnaíba, a degradação de áreas naturais, especialmente das matas ciliares, tem comprometido a qualidade da água, intensificado processos erosivos e reduzido a capacidade de regulação hidrológica. Esse cenário impacta diretamente a segurança hídrica, os serviços ecossistêmicos e a sustentabilidade das atividades produtivas associadas ao rio.
A diretora de Crédito Digital para MPMEs no BNDES, Maria Fernanda Ramos Coelho, destacou que o projeto atende a uma diretriz estratégica de desenvolvimento regional para o Nordeste, resultado de uma solicitação direta do governo estadual ao MIDR. “No ano passado, o governador Rafael Fonteles fez uma demanda ao ministro Waldez Góes para que o BNDES operasse com força na região Nordeste e tivesse o desenvolvimento regional como diretriz estratégica. Isso foi efetivamente implantado”, afirmou.
O edital da Bacia do Rio Parnaíba aposta em fortalecer os fluxos de água que alimentam o rio e garantir a segurança hídrica para mais de 1,3 milhão de pessoas diretamente beneficiadas. Em sintonia com a proposta de revitalização e uso sustentável dos recursos hídricos, o governador do Piauí, Rafael Fonteles, destacou a importância de aliar preservação ambiental e desenvolvimento econômico. “A gente está começando esse processo pela parte ambiental, protegendo as matas ciliares, reflorestando e educando as comunidades ribeirinhas para o bom uso. Um rio que é mais útil do ponto de vista econômico vai ser melhor cuidado, melhor vigiado e monitorado para o bem também do meio ambiente”, afirmou.
O lançamento em Teresina soma-se a outras obras estruturantes mencionadas pelo ministro no estado, como a construção da Barragem Nova Algodões e sistemas de abastecimento em Jaicós, consolidando uma nova fase de obras de segurança hídrica no Nordeste.
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Baixar áudioCom o objetivo de acompanhar, em campo, os resultados das ações de recuperação ambiental e segurança hídrica, uma equipe do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) esteve em São João del-Rei (MG) para ver de perto a implantação das Unidades Demonstrativas de Recuperação de Nascentes (UDRNs) nas bacias dos rios Grande e Paranaíba.
A ação, proposta pelo MIDR em parceria com a Universidade de Viçosa (UFV), prevê a instalação de 200 unidades em Minas Gerais e Goiás, com foco na ampliação da recarga hídrica, redução de processos erosivos e melhoria da qualidade e quantidade de água. "O projeto das Unidades Demonstrativas visa, antes de tudo, conscientizar os pequenos produtores rurais sobre a importância da conservação da água e do solo como garantia da segurança hídrica e do desenvolvimento socioeconômico da região", destacou o secretário Nacional de Segurança Hídrica do MIDR, Giuseppe Vieira.
As unidades demonstrativas são estruturadas em etapas que vão desde o diagnóstico das áreas até a execução de ações de campo, monitoramento e manutenção, além de atividades de educação ambiental junto a produtores rurais e comunidades locais. A iniciativa também incorpora tecnologias inovadoras, como o uso de inteligência artificial para análise de dados voltada ao monitoramento das nascentes.
Até o momento, na 1ª etapa, foram inspecionadas 32 áreas com processos erosivos, sendo: 20 associadas a nascentes intermitentes, 1 a montante de nascente perene, 2 a montante de nascente intermitente, 8 nascentes perenes e 1 área ainda aguardando identificação. Na 2ª etapa, foram formalizados 7 termos de aceite aprovados e 1 devolvido para retificação. Na 3ª etapa, há 7 projetos executivos aprovados com ressalva por se tratar de nascentes intermitentes, devendo ser atualizados no período chuvoso para caracterização adequada.
Para a bióloga e gestora técnica dos projetos do Programa de Revitalização de Recursos Hídricos do MIDR, Cleide Rocha Santos, o trabalho começa com a conscientização dos proprietários rurais. “A primeira etapa do projeto é o contato com o proprietário, numa ação de sensibilização, demonstrando a importância da recuperação de uma nascente degradada. A partir da adesão, elaboramos um projeto com apoio técnico de biólogos e engenheiros e, depois, partimos para a execução em campo. São áreas que antes estavam degradadas e hoje passam por um processo de restauração, com benefícios que vão desde a produção de água até a valorização da propriedade e ganhos para todo o entorno”, explicou.
Os resultados já podem ser percebidos por quem vive nas áreas atendidas. A agricultora Ana Maria Guimarães relata a transformação em sua propriedade. “Era uma área morta, um solo que não tinha vida. Hoje é totalmente diferente. Com o projeto, vieram pássaros, como tucanos, e a água aumentou. Melhorou muito a qualidade do solo e eu pretendo preservar essa área do jeito que está, protegida”, destacou.
Além das visitas às propriedades rurais, a equipe também esteve na região da Serra da Canastra, onde acompanhou as obras de recuperação e pavimentação da estrada de acesso ao parque nacional. A intervenção busca mitigar impactos ambientais, como erosões, deslizamentos e o carreamento de sedimentos para os cursos d’água, contribuindo para a preservação dos mananciais.
Os projetos fazem parte das ações financiadas com recursos oriundos do processo de desestatização da Eletrobras, destinados à revitalização de bacias hidrográficas. Entre os resultados esperados estão o aumento da infiltração e recarga de aquíferos, a redução do assoreamento dos rios, a mitigação de processos erosivos e a geração de renda para produtores rurais, consolidando avanços ambientais e socioeconômicos nas regiões atendidas.
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Baixar áudioA proteção das nascentes que alimentam o rio São Francisco está no centro das ações de recuperação da estrada de acesso ao Parque Nacional da Serra da Canastra, em Minas Gerais. As obras buscam conter processos erosivos, evitar assoreamento e reduzir riscos de deslizamentos, contribuindo diretamente para a preservação dos recursos hídricos da região. Nesta quarta-feira (8), uma equipe do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) esteve na Serra da Canastra para acompanhar a execução dos trabalhos.
Os técnicos percorreram trechos da estrada no município de São Roque de Minas que passam por reforma e recuperação, avaliando os impactos das intervenções e sua efetividade na proteção dos mananciais. O projeto contempla obras de infraestrutura em dois trechos da via principal de acesso ao parque, totalizando cerca de 9,6 quilômetros. As intervenções incluem serviços de pavimentação, drenagem e contenção de encostas, reduzindo o carreamento de sedimentos para os cursos d’água e prevenindo a degradação ambiental.
Com investimento superior a R$ 51 milhões, a obra alcançou cerca de 50% até o final de 2025, com trechos pavimentados e outros em fase de terraplanagem. A previsão de conclusão é abril de 2027. “A recuperação da estrada de acesso ao Parque Nacional da Canastra resolve um problema que se arrasta por vários anos. Essa obra vai interromper o processo erosivo instalado na região, evitar o aporte de sedimentos na região da nascente do São Francisco e facilitar o acesso da população ao parque, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico regional", destacou o secretário Nacional de Segurança Hídrica do MIDR, Giuseppe Vieira.
A ação integra um conjunto mais amplo de iniciativas coordenadas pelo MIDR, por meio dos Comitês Gestores das Contas dos Programas de Revitalização dos Recursos Hídricos, voltados à recuperação de bacias hidrográficas. Os recursos são oriundos do processo de desestatização da Eletrobras e têm como foco ampliar a recarga hídrica e reduzir processos erosivos.
“Os comitês gestores, responsáveis por administrar recursos de programas de revitalização das bacias do São Francisco e do Parnaíba, elaboram planos que priorizam o aumento das vazões afluentes e a flexibilidade dos reservatórios. Nesse contexto, a recuperação de áreas degradadas permite que a água infiltre no solo, recarregando aquíferos e fortalecendo nascentes, tornando-as mais saudáveis e volumosas. Assim, o trabalho do comitê é pensar a bacia de forma integrada e promover ações que ampliem a disponibilidade hídrica como um todo”, explicou Ramile Soares, assessora técnica especializada na SNSH.
Além da obra na Serra da Canastra, a comitiva também cumpre agenda em outras regiões de Minas Gerais para acompanhar a implantação de Unidades Demonstrativas de Recuperação de Nascentes (UDRNs) nas bacias dos rios Grande e Paranaíba. A iniciativa prevê a instalação de 200 unidades com técnicas de bioengenharia, regeneração ambiental e uso de tecnologias inovadoras, como inteligência artificial para monitoramento.
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Baixar áudioA entrega da estrutura principal da Barragem do Arroio Jaguari, em São Gabriel (RS), nesta quarta-feira (1º), marcou um avanço histórico para a segurança hídrica das regiões da Campanha e Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. A inauguração contou com a presença do ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, do secretário Nacional de Segurança Hídrica, Giuseppe Vieira, do secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, e do governador do RS, Eduardo Leite. A obra amplia a oferta de água para o abastecimento humano, cria condições para o desenvolvimento da produção agropecuária na região e amplia o preparo para os períodos de estiagem.
Viabilizada por meio de uma parceria entre o Governo Federal e o Estado no âmbito do Novo PAC, a barragem consolida-se como um dos principais empreendimentos hídricos da região, fruto de um investimento total de R$ 240 milhões, com recursos do Governo Federal e do Estado, incluindo aportes no âmbito do Novo PAC. O reservatório permitirá o uso múltiplo da água, beneficiando diretamente cerca de 41 mil habitantes. “Essa barragem é mais uma obra entregue pelo governo do Brasil, liderado pelo presidente Lula, para garantir segurança hídrica à população, abastecimento humano, produção de alimentos e geração de emprego e renda”, afirmou o ministro Waldez Góes.
Com uma estrutura robusta, a barragem possui volume de armazenamento de 148 milhões de m³ e potencial para irrigar 67 mil hectares — área equivalente a 67 mil campos de futebol. O secretário Nacional de Segurança Hídrica, Giuseppe Vieira, ressaltou que o esforço integra um plano regional ainda maior. “Somados, os empreendimentos de Jaguari, Taquarembó e Arvorezinha representam quase R$ 700 milhões em investimentos para assegurar água às cidades e à agricultura irrigada”, pontuou. O governador Eduardo Leite celebrou a entrega da obra. “Essa barragem é resultado desse esforço coletivo e marca uma virada histórica para o desenvolvimento do nosso Estado”, observou.
Após a inauguração, a comitiva seguiu para o município de Bagé, onde realizou uma visita técnica à Barragem de Arvorezinha, que está em execução e também integra a carteira de obras hídricas federais no estado, junto com outras iniciativas como a Barragem Taquarembó. O empreendimento está sendo construído no arroio Piraizinho e terá capacidade de armazenamento de 18 milhões de metros cúbicos de água, com foco na regularização da vazão para o abastecimento humano e no reforço da segurança hídrica de Bagé, beneficiando cerca de 120 mil habitantes.
Durante visita ao município de Bagé, o ministro recebeu a Medalha do Mérito Farroupilha em solenidade de condecoração realizada pelo Parlamento gaúcho. A honraria, considerada a mais alta distinção concedida pela Assembleia Legislativa do estado, reconhece a atuação de personalidades e instituições que se destacam por relevantes serviços prestados à sociedade.
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Baixar áudioMuito antes do Rio São Francisco alcançar 12 milhões de pessoas no Nordeste por meio da transposição, suas águas percorrem um longo caminho desde a nascente na Bacia Hidrográfica do Rio Urucuia, que compreende 25.032 km² entre os estados de Minas Gerais e Goiás. Com o agravamento das secas e a superexploração dos recursos hídricos, o Projeto Pró-Águas Urucuia deu início a uma série de ações para combater o assoreamento e a escassez no aquífero que abastece o Velho Chico e os Rios Tocantins e Parnaíba.
Inserido na plataforma "Semeando Água", coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Hídrica (SNSH), do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), o programa foi oficialmente lançado nesta terça-feira (31), em uma cerimônia em Arinos (MG) — um dos 14 municípios que abrangem a Bacia do Rio Urucuia. A iniciativa é executada pelo Instituto Espinhaço por meio do Programa de Conversão de Multas Ambientais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e também conta com a participação do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Ministério Público Federal (MPF).
Por meio de um Acordo de Cooperação Técnica com a Universidade de Brasília (UnB), o Projeto Pró-Águas Urucuia revitalizará e fará o monitoramento de dois mil hectares de vegetação nativa do cerrado em propriedades rurais localizadas às margens das sub-bacias. “Trata-se de uma iniciativa marcante”, define o diretor do Departamento de Revitalização de Bacias Hidrográficas e Planejamento em Segurança Hídrica, Nelton Friedrich. “Precisamos compreender a importância de produzir, cultivar e cuidar da água. Afinal de contas, como vamos ter um rio com água abundante se não cuidarmos desde as nascentes da conservação do solo e das matas ciliares?”, questiona Friedrich.
Para proteger o manancial no território, o Pró-Águas Urucuia desenvolveu práticas mecânicas que retêm mais sedimentos e possibilitam uma maior infiltração da água no solo de áreas produtivas e de recargas do lençol freático. Intervenções como adequação de estradas, barraginhas, sulcos, terraceamento e caixas secas já começaram a ser implementadas em duas propriedades rurais em Arinos.
Uma delas é o terreno de 44 hectares do pecuarista familiar Sérgio Ribeiro de Farias, 71, que fica na beira do Ribeirão da Ilha. A recomposição da mata ciliar, realizada há aproximadamente 10 dias, contou com limpeza, cercamento e adubação de uma área com cerca de 200 m². “Eu me prontifiquei rapidamente a participar do projeto, porque estou vendo que o ribeirão está muito assoreado, falta vegetação para proteger a sua margem”, conta ele. Além de trazer mais segurança ao terreno, a iniciativa beneficiará a dessedentação animal.
Dentro da estratégia de mobilização e educação ambiental do Instituto Espinhaço, está previsto o engajamento de propriedades rurais cadastradas na área de abrangência do projeto. O presidente do Instituto Espinhaço, Luiz Claudio Oliveira, afirma que o Projeto Pró-Águas Urucuia se baseia no diálogo e na sensibilização dos produtores da região, promovendo melhorias na qualidade de vida e nas atividades rurais. “A proposta delineada para o projeto, já a alguns anos, é que nós possamos, com a participação popular e o engajamento social, trazer para o centro do diálogo a agenda de segurança hídrica e resiliência territorial frente às mudanças climáticas”, destaca.
Para recompor vegetação nativa e implementar ações de conservação do solo e da água, o projeto contará com orçamento total de R$ 104 milhões. Na primeira fase, já aprovada pelo Ibama, foram destinados R$ 28 milhões, com a liberação inicial de R$ 8 milhões para as etapas iniciais do projeto. Essa fase contempla a recuperação de 520 hectares de áreas degradadas. Nos próximos 36 meses, as práticas de revitalização serão divididas em lotes. O primeiro prevê intervenções nas sub-bacias do Córrego do Amendoim, do Ribeirão Confins e do Córrego Tabocas.
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Baixar áudioIntegrando a programação do Caminho das Águas, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), Waldez Góes, esteve, nesta quinta-feira (26), no Piauí, para tratar do fortalecimento da infraestrutura hídrica no estado, com foco em obras estratégicas voltadas ao abastecimento humano e ao desenvolvimento regional.
Em Teresina, Góes participou da solenidade de assinatura da Ordem de Serviço da Adutora de Jaicós, que será construída no semiárido piauiense. A Adutora é um empreendimento estratégico voltado ao fortalecimento do abastecimento humano na região. A obra será executada pela Secretaria Estadual de Defesa Civil do Piauí e a previsão de conclusão das obras é para maio de 2027.
“É sempre uma alegria estar no Piauí, especialmente para tratar de um tema que, no Governo Federal, está sob minha responsabilidade: a infraestrutura hídrica do Nordeste”, disse o ministro Waldez. “Dentro do Novo PAC, que coordeno, organizamos oito eixos estratégicos, e a segurança hídrica é central para garantir desenvolvimento e qualidade de vida para a população”, completou.
O investimento total previsto é de R$ 135,5 milhões, dos quais R$ 118 milhões correspondem a recursos federais. Com extensão de 54,5 quilômetros, a adutora foi projetada para garantir segurança hídrica à população local, beneficiando cerca de 22 mil pessoas. A ação faz parte da estratégia do MIDR para enfrentar os efeitos da escassez hídrica e promover soluções estruturantes no semiárido, por meio de obras incluídas no Novo PAC.
“Assinamos o contrato para o início das obras que vão levar água e qualidade de vida para mais de 20 mil pessoas do centro-sul piauiense. Uma conquista que é fruto da parceria entre o MDS e o MIDR”, destacou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Wellington Dias. “Investir em água é investir em segurança alimentar e no futuro do nosso povo. O Piauí avança com o trabalho do governo do presidente Lula”, completou.
Na sequência, a comitiva, que contou também com a presença do secretário Nacional de Segurança Hídrica, Giuseppe Vieira, seguiu para o município de Cocal, onde foi realizada uma visita técnica à Barragem Nova Algodões. O empreendimento é uma das principais obras hídricas em execução no estado, com capacidade de armazenamento de 55 milhões de metros cúbicos de água e investimento federal de R$ 240 milhões. A barragem está em execução desde dezembro de 2023 e apresenta avanço físico superior a 21%, com previsão de conclusão em 2028.
Além da vistoria técnica, a agenda em Cocal marcou a liberação de novos investimentos para a continuidade das obras da Barragem Nova Algodões, que tem como finalidade o abastecimento humano e deverá beneficiar cerca de 28 mil pessoas no município e na região do entorno. Os recursos garantem o avanço do cronograma e a continuidade de uma obra estratégica para a região.
As ações do MIDR no estado incluem ainda um conjunto de obras e projetos estruturantes, como a retomada das barragens Tinguis e Atalaia, estudos para a Barragem de Castelo e projetos de adutoras regionais. Um Estudo de Viabilidade do Canal de Integração do Sertão Piauiense, eixo oeste do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF) também faz parte das ações.
As iniciativas consolidam a atuação do Governo Federal na ampliação da segurança hídrica e na promoção do desenvolvimento sustentável no semiárido piauiense. Os investimentos garantem o avanço de obras estruturantes e ampliam o acesso à água para milhares de famílias.
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