17/10/2021 18:00h

Segundo a Ecovias do Cerrado, o motivo é a execução das obras de ampliação da ponte no km 56

Baixar áudio

A partir de segunda-feira (18), a rodovia BR-364 terá interdição parcial, na altura de Cachoeira Alta (GO), para a execução da nova fase de obras de ampliação da ponte no km 56. Os trabalhos são de responsabilidade da Ecovias do Cerrado.

Segundo a empresa, a via será totalmente bloqueada em quatro momentos distintos, a partir das 11h, para içamento de quatro vigas. Cada bloqueio poderá durar até 45 minutos. Já a partir de terça, o trânsito vai fluir em esquema “Pare-e-Siga”, durante 24 horas. 

As obras e as interdições no tráfego devem durar até dezembro deste ano. O percurso estará sinalizado com placas, cones, barreiras e homens-bandeiras, além de lamelas e dispositivos de iluminação para trabalhos noturnos.

A obra consiste em ampliar a estrutura da ponte do km 56, que vai contar com acostamentos e passeios para pedestres, além de ter sinalização renovada e novos dispositivos de segurança.

Município de São José do Cedro (SC) ganha novo viaduto

Garanhuns (PE) vai receber mais de R$ 30 mil para obras nas estradas

A recomendação aos motoristas é respeitar a sinalização, os limites de velocidade e as orientações dos colaboradores.

As condições do trânsito podem ser acompanhadas pelo Twitter @EcoviasCerrado, no site ou pelo telefone 0800 0364 365.

Copiar o texto
16/10/2021 18:05h

A obra foi inaugurada nesta sexta-feira (15) pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT)

Baixar áudio

O Município de São José do Cedro, Santa Catarina, recebeu nesta sexta-feira (15), um novo viaduto localizado na BR-163/SC. A obra foi inaugurada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

A estrutura faz parte de um importante trecho logístico para o estado, que faz integração da parte oeste de Santa Catarina com as outras regiões, além de ser rota de carga de veículos do Rio Grande do Sul, fundamental para a agroindústria do Brasil. 

O local também faz ligação ao Paraná e às outras regiões do país. O viaduto vai integrar 47,6 quilômetros da BR-163/SC, situado entre os municípios Guaraciaba e Dionísio Cerqueira, onde fica localizado o acesso ao porto internacional de cargas da Receita Federal, que passa por revitalização.

O DNIT informou por nota que as obras haviam sido iniciadas em 2014, foram suspensas e então retomadas em 2019. A pavimentação das vias laterais, drenagem e sinalização ainda estão em fase de conclusão.
 

Copiar o texto
16/10/2021 16:15h

O documento foi elaborado com o objetivo de promover uma alimentação adequada e saudável para a população brasileira

Baixar áudio

Dia 16 de outubro é celebrado o Dia Mundial da Alimentação, a data foi criada com o intuito de promover uma reflexão sobre o cenário atual da alimentação no mundo. O Guia Alimentar para a População Brasileira é referência mundial, foi considerado o mais sustentável segundo estudo das americanas Selena Ahmed, Shauna Downs e Jessica Fanzo, que avaliaram guias alimentares de outros 11 países.

A nutricionista e pesquisadora do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (Nupens USP), Francine Silva, explica que o Guia Alimentar tem como objetivo promover uma alimentação adequada e saudável. “Ele tem como base um padrão de alimentação que vai além da ingestão de nutrientes, porque considera a relação entre os alimentos e o hábito de comer alinhados com a sustentabilidade ambiental, com orientações mais próximas à realidade alimentar dos brasileiros.”

O Guia Alimentar teve sua primeira edição publicada em 2006 pelo Ministério da Saúde em parceria com o Nupens USP, passou por um processo de atualização em 2011 e sua última versão é de 2014.  A publicação também busca prevenir doenças através de uma alimentação balanceada. “Visa contribuir para o combate das doenças que estão relacionadas com a má alimentação como por exemplo obesidade, hipertensão e diabetes que são algumas das doenças crônicas com maior ocorrência no Brasil”, explica a nutricionista Francine Silva.

A pesquisadora também faz parte do projeto Nutrinet Brasil que vai acompanhar 200 mil pessoas de todas as regiões do país para identificar características da alimentação que aumentam ou diminuem o risco de doenças. A primeira fase do estudo já foi concluída, “comparamos a alimentação dos participantes antes do início da pandemia com os primeiros meses da pandemia no Brasil. Encontramos um aumento, de 40,2% para 44,6%, no consumo de alimentos que indicam uma alimentação saudável como frutas, hortaliças e feijão.” 

Segundo Francine, passar mais tempo em casa fez com que as pessoas preparassem seu próprio alimento, o que acaba sendo mais saudável do que quando optam por comer em restaurantes. Outro motivo para o aumento de consumo de alimentos saudáveis pode ser explicado pela vontade de adquirir defesas imunológicas, esclarece a nutricionista.

Por outro lado, o consumo de alimentos ultraprocessados também aumentou. “Foi observado um aumento no consumo desses produtos nas regiões norte e nordeste e entre aqueles com menor escolaridade, indicando uma desigualdade social na alimentação dos brasileiros em resposta à pandemia”, diz Francine.

Fome no País

Uma outra pesquisa, do Unicef Brasil, também avaliou como a pandemia teve impacto no prato do brasileiro. “A pandemia exacerbou problemas e desafios já existentes, trazendo aumento do desemprego, diminuição da renda das famílias decorrente do distanciamento social e do fechamento de serviços, isso trouxe um impacto direto na alimentação das pessoas”, enfatiza Stephanie Amaral, oficial de Saúde do Unicef no Brasil.

Dentre os impactos estão a falta de dinheiro para comprar alimentos, indisponibilidade de alimentos saudáveis próximos ao domicílio e a mudança no tipo do alimento consumido, segundo a pesquisa  Impactos Primários e Secundários da Covid-19 em Crianças e Adolescentes, realizada pelo Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria), para o Unicef.

O estudo aponta que desde o início da pandemia, até maio de 2021, 17% dos brasileiros deixaram de comer em algum momento porque não havia dinheiro para comprar mais comida. Isso equivale a 27 milhões de brasileiros. “Os mais afetados pela insegurança alimentar foram aqueles que já recebiam menos de um salário-mínimo, famílias de classe D e E. Além disso, as famílias que residem com crianças e adolescentes, e as que vivem nas regiões norte e nordeste do país. Também foi observado que houve uma maior prevalência de pessoas pretas ou pardas quando comparadas a pessoas brancas”, afirma Stephanie Amaral.

O papel do Governo Federal é fundamental para sanar este problema grave, Stephanie enfatiza que políticas públicas a longo prazo devem ser criadas, mas que ações emergenciais são necessárias. “A fome não pode esperar políticas públicas serem estabelecidas. A fome precisa de uma ação imediata e também a manifestação do governo. É importante que toda sociedade seja mobilizada para apoiar essas famílias.”
 

Copiar o texto
15/10/2021 18:45h

De acordo com pesquisa do Instituto Sou da Paz, o estado do MS solucionou, até 2019, 89% dos homicídios ocorridos em 2018

Baixar áudio

Mato Grosso do Sul é o estado com a maior taxa de resolução de homicídios, segundo a pesquisa “Onde Mora a Impunidade”, realizada pelo Instituto Sou da Paz. Com dados solicitados via Lei de Acesso à Informação, o levantamento mostra que o MS solucionou, até 2019, 89% dos homicídios ocorridos em 2018.

Antonio Carlos Videira, secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública do Mato Grosso do Sul, afirma que essa alta porcentagem é resultado de investimentos, inteligência e, principalmente, integração das forças.

“Quando há capacitação do policial militar, que geralmente é o primeiro a chegar no local do crime, orientado a preservar esse local; emprego imediato de equipes, como os núcleos regionais de inteligência; você já tem, nas primeiras 24 horas, um grande número de informações que levam ao esclarecimento em menor tempo.”
O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) também reforça que a integração entre as polícias é responsável pela solução dos casos e pela queda da violência.

“Apesar da violência que acontece, principalmente na fronteira, isso vai diminuir muito com o trabalho interligado entre a Polícia Estadual, a Polícia Federal e a Polícia do Paraguai, além da implantação do SISFRON (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras).”

Onde mora a Impunidade

Em segundo lugar no ranking no Instituto Sou da Paz está Santa Catarina, com 83% de esclarecimentos de homicídios, seguido pelo Distrito Federal, com 81%. Entre os piores colocados, o estado do Paraná apresentou a pior taxa de solução dos casos (12%), seguido pelo Rio de Janeiro (14%) e Bahia (22%). Os estados de Alagoas, Amazonas, Ceará, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins não enviaram os dados solicitados pelo Instituto Sou da Paz. Amapá, Goiás, Pará e Maranhão apresentaram dados incompletos.

A média nacional ficou em 44% de solução de homicídios dolosos (quando há intenção de matar), de acordo com os dados informados por 17 estados. Para Leonardo Sant’Anna, especialista em segurança pública e privada, o aumento da resolução de crimes implica na diminuição dos casos de violência, uma vez que impacta na percepção social, na economia do crime e na reincidência criminal.

O primeiro fator é a percepção social, ou seja, como a sociedade avalia a confiança que ela tem nas instituições do estado em relação ao crime de maior impacto, quando tratamos do medo e daquilo que realmente afeta o cidadão de uma maneira geral.”

“A economia do crime tem a ver com o seguinte: o criminoso analisa e avalia se compensa ou não cometer o crime. Então, quando aquele agressor ou criminoso percebe que o estado vai buscá-lo, que o estado vai alcançá-lo, ele realmente evita a realização da violência”, acrescenta.

Leonardo Sant’Anna também explica que o aumento do percentual de solução de crimes pode levar à redução da reincidência criminal, quando os criminosos são presos e os casos são resolvidos de forma robusta, ou seja, com todos os elementos que comprovam a ocorrência do crime, sem falhas ou brechas. 

Segundo a pesquisa Onde Mora a Impunidade, 10% do sistema prisional é composto por pessoas presas por homicídios. Para Leonardo Sant’Anna, a resolução de crimes pode contribuir tanto para a ressocialização do preso, quanto para a apreensão correta de criminosos. 

“Quando há uma maior resolução de crimes, mais pessoas que cometeram algum delito contra a sociedade vão ingressar de forma correta no sistema carcerário. Ao mesmo tempo, ingressando de forma correta, há o processo de ressocialização, ou seja, essa pessoa tem que sair do sistema prisional melhor do que entrou. Quando há uma resolução de crimes mais efetiva, deixa-se de colocar pessoas, que não cometeram crimes, na cadeia”, avalia.

Roraima recebe tecnologia de ponta para auxiliar na segurança da fronteira

Smartphones estão na mira de criminosos para realizar golpes financeiros em São Paulo

Pix terá novas regras para aumentar a segurança dos usuários

Em outubro de 2021, a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados publicou um estudo, com apoio da  Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (ADEPOL), sobre os índices de resolução de inquéritos policiais nas Polícias Civis e na Polícia Federal. O levantamento foi feito com todas as unidades federativas, entre 2018 e 2020.

Neste ranking, o estado do Mato Grosso ocupa a quarta posição, com 87,1% de elucidação dos inquéritos, atrás de Maranhão (98,48%), Acre (92,69%) e Roraima (88,02%). Na lanterna da lista estão os estados de Sergipe (40%), Mato Grosso (35%) e Espírito Santo (26%).

Copiar o texto
Brasil
12/10/2021 11:00h

Além da perda do dispositivo, os bandidos também visam informações dos proprietários para aplicar golpes bancários, fraudes e transferências via PIX, que são cada vez mais frequentes. Confira dicas de como se proteger

Baixar áudio

Apenas no primeiro semestre de 2021, mais de 150 mil aparelhos celulares foram roubados ou furtados no estado de São Paulo. Além da perda do dispositivo, os criminosos também visam informações dos proprietários para aplicar golpes bancários, fraudes e transferências via PIX, que são cada vez mais frequentes.
 
A presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp), Raquel Kobashi Gallinati, destacou que hoje o interesse dos criminosos que roubam os celulares não é somente o valor do aparelho, mas as informações pessoais armazenadas. “Com os dados ele pode realizar uma infinidade de fraudes, desde transferências bancárias, compras online, clonagens de aplicativos como WhatsApp, para então também aplicar golpes através dos contatos da vítima. Então, o smartphone passou a ser muito visado pelos criminosos”, afirmou.


Com a retomada das atividades diante do avanço da vacinação contra a Covid-19, muitas pessoas, que estavam evitando sair de casa, devem retornar para as ruas. O Sindicato apontou que os celulares serão o maior alvo da marginalidade no fim de ano. 
 
Em julho deste ano, a cineasta brasiliense Luisa Dale estava dirigindo um carro alugado na zona sul de São Paulo, quando foi surpreendida com o estilhaço do vidro do passageiro. Os criminosos quebraram a janela e pegaram seu celular que estava no painel desbloqueado seguindo a rota pelo GPS. “Foi tudo muito rápido, mal deu tempo de entender o que estava acontecendo. Eu vi uma mão entrando pela janela, pegando meu celular e saindo correndo, não vi mais nada. Eu estava no meio da avenida famosa por ter muitos assaltos e eu não sabia disso”, disse.
 
Ela tentou inativar o aparelho, mas a autenticação para acessar o dispositivo já havia sido desativada. Em um curto espaço de tempo, os criminosos mudaram a senha dos e-mails, fizeram duas transações bem sucedidas e uma série de outras tentativas pelo PicPay, conseguindo retirar por fim R$ 18 mil das contas da vítima. “Foi muito estressante, eu estava prestes a me mudar de país. Estou fazendo um mestrado aqui em Los Angeles, esse dinheiro era um dinheiro que fez parte de pelo menos meu primeiro mês aqui.”

Pix terá novas regras para aumentar a segurança dos usuários

Senado aprova ampliação de penas por crimes cibernéticos
 
Segundo Luisa, além do financeiro, o que mais pesou foi a sensação de se sentir invadida. Ela contou que após o episódio chegou a ter crises de ansiedade, não conseguiu dirigir novamente por algum tempo e não quis mais voltar a São Paulo. “Eu não sabia ao que exatamente eles estavam tendo acesso também, às minhas fotos, aos meus e-mails, minhas conversas. Você vai descobrindo aos poucos, vendo que a pessoa está vendo tudo seu, então é horrível essa situação.”

Cuidados 

De acordo com o Sindpesp, os casos ocorrem com maior frequência nos horários de trânsito, como entrada e saída do trabalho, e em áreas movimentadas. Por isso, é preciso tomar uma série de medidas para dificultar o roubo, como evitar andar com  o celular na mão ou fones de ouvido à mostra, além de cuidados com o armazenamento de dados no aparelho. Muitas pessoas têm o hábito de anotar senhas de cartão, apps de bancos e outros serviços importantes dentro do próprio celular. Ter essas senhas anotadas só facilita o trabalho do criminoso.
 
Outra recomendação de especialistas em segurança é evitar repetir a senha utilizada para acesso ao seu banco em outros aplicativos, como os de compras ou mesmo de serviços na internet. Se o criminoso conseguir a senha de um deles, pode tentar usar para tudo. É preciso ainda evitar as senhas comuns, que os criminosos já estão acostumados, como a data de aniversário, ou “123456”, entre outras. 
 
No caso do PIX, por exemplo, para evitar transações altas uma precaução é ativar a limitação de R$ 1 mil de valor nas transferências entre 20 horas e 6 da manhã. É uma tentativa de conter os crimes cometidos no período noturno, mas que também pode ter efeito contrário, com as vítimas mantidas sob controle dos marginais durante toda a madrugada.

O que fazer caso o celular seja roubado

Em caso de furto, o  advogado especialista em crimes virtuais e presidente da Comissão Nacional de Cibercrimes da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas, Luiz Augusto D’Urso, destacou que a primeira coisa a se fazer imediatamente é tentar excluir os dados à distância, por meio de outro aparelho. “Também se deve lembrar de ligar na operadora do chip do telefone celular e solicitar o bloqueio temporário da linha. Uma vez que os criminosos têm invadido as contas bancárias e das redes sociais em razão da recuperação de senha por mensagem a SMS”, disse. 
 
Após o bloqueio, segundo o advogado, é essencial procurar uma autoridade policial para realizar um Boletim de Ocorrência. Apenas o registro do furto servirá para eventual ação judicial, caso haja qualquer desvio de patrimônio por meio de aplicativos bancários. 

Copiar o texto
11/10/2021 18:25h

Na via Dutra (SP), quatro romeiros morreram e outros 19 foram atropelados

Baixar áudio

Durante a tradicional romaria com destino ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP), diversos pedestres dividem espaço com veículos na Rodovia Presidente Dutra, o que torna a caminhada de alto risco. Neste final de semana, entre 9 e 10 de outubro, quatro romeiros morreram.

A Polícia Rodoviária Federal informou que uma das vítimas era um policial militar que fazia o trecho a pé e morreu após ser atropelado na altura do km 142, na pista sentido Rio de Janeiro, no trecho de São José dos Campos.

No km 134, em Caçapava (SP), outro romeiro faleceu por se abrigar debaixo de um caminhão estacionado em um posto de gasolina e foi esmagado quando o motorista retirou o veículo. 

No quilômetro 130, também em Caçapava, duas mulheres caminhavam e foram atropeladas no acostamento. Uma delas foi arremessada para fora da pista e morreu. A outra socorrida está em estado grave. 

E no início da manhã de domingo (10), um ciclista no KM 96 de Pindamonhangaba (SP) foi atingido por um carro desgovernado, que após arremessá-lo, ainda atropelou mais três romeiros que estavam descansando no canteiro da pista. Um deles foi socorrido pelo helicóptero Águia. 

PRF e ANTT deflagram operações para diminuir número de acidentes e transporte clandestino de passageiros durante o feriadão

Confira a previsão do tempo para a sua região durante o feriado

Período de chuvas: municípios brasileiros se preparam para início da temporada

De 1º de outubro até às 6h desta segunda-feira (11) a Concessionária da Rodovia Presidente Dutra (CCR NovaDutra), contabilizou 21.893 peregrinos caminhando ou realizando o percurso de bicicleta pelos acostamentos da via Dutra. A contagem é realizada na região de Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba (SP), e Itatiaia, no Sul Fluminense (RJ).

Segundo a PRF, todos esses acidentes foram no sentido Rio de Janeiro, com romeiros que vão de São Paulo em direção à Basílica e são surpreendidos por veículos, principalmente na entrada e saída das rodovias ou, eventualmente, por veículos que perdem o controle e invadem o acostamento. O mau tempo também está contribuindo para deslizamentos de veículos na pista.

O Policial Rodoviário Federal do estado de São Paulo, Guilherme Fabricio, orienta que os romeiros devem caminhar no sentido contrário a via Dutra para enxergar o veículo que vem em direção a eles. “Aconselhamos usar roupas claras, chamativas, evitar caminhar sobre chuva, neblina ou à noite. Infelizmente poucas pessoas estão seguindo essas recomendações e a gente tem visto, durante toda essa semana, uma quantidade enorme de pessoas caminhando no mesmo sentido da via”, explica.

Em todo o período de romarias do ano passado, de setembro a outubro de 2020, a CCR registrou cinco atropelamentos, com uma vítima fatal. No mesmo período, a concessionária contabilizou um total de 17.178 peregrinos caminhando pelos acostamentos da via Dutra em direção à Basílica. Vale lembrar que em 2020 a Basílica de Aparecida estava fechada para as missas devido aos protocolos da pandemia de Covid-19. 

Este ano, de 1º de outubro até este domingo (10), foram registrados 19 atropelamentos de romeiros que caminham pela pista sentido Rio de Janeiro, de costas para o tráfego da rodovia Presidente Dutra, com destino ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida. Além dos quatro óbitos, outros três ficaram gravemente feridos, seis foram vítimas moderadas e seis vítimas leves. 

Em nota, a CCR NovaDutra informou que “desaconselha totalmente a prática de caminhadas ao longo da rodovia, por esporte ou fé. O tráfego da Via Dutra é intenso, composto em grande parte por veículos comerciais. Existe alto risco de atropelamento de pedestres no acostamento e o fato de muitas pessoas caminharem juntas desperta a curiosidade dos motoristas, que podem frear bruscamente causando colisões traseiras. A Rota da Luz é o caminho oficial de peregrinação até a Basílica de Aparecida, mais segura para o romeiro.”

A concessionária realizou instalação de sinalização provisória para o trânsito de romeiros, fechando uma faixa do tráfego com sinalização noturna e diurna nos dois sentidos da rodovia. Além disso, a CCR acompanha as orientações de segurança da PRF e informa aos motoristas, por meio da CCRFM 107,5, a presença de romeiros na rodovia. Painéis de Mensagens Variáveis (PMVs) e faixas instaladas nos canteiros laterais orientam os motoristas para que redobrem os cuidados com os pedestres que estão caminhando pelos acostamentos.

Em 2020, o técnico em segurança do trabalho, Romario Faria, saiu do Jardim Coqueiro, em São José dos Campos (SP) para participar, pela terceira vez, da romaria a caminho de Aparecida (SP). O espaço do acostamento era estreito e a rodovia estava escorregadia. Enquanto Romario caminhava na pista que dá sentido à Taubaté (SP), às 2h30 da madrugada, foi atropelado. 

“A uns cinquenta metros da nossa chegada em Taubaté eu olhei pra trás e só deu tempo de dar um grito para eles [os amigos] pularem. Aí os meninos pularam e meu tempo de reação não foi muito bom. O carro veio em alta velocidade, bateu, foi me arrastando, por no mínimo, 15 a 20 metros de distância. Ele não parou e foi me arrastando, e então eu caí de joelho, o carro passou por cima das minhas duas pernas, a roda traseira bateu na minha cabeça e fez um corte na parte de trás. Quebrei a clavícula em três lugares. Meu tênis caiu no outro sentido da Dutra porque a batida foi muito forte”, explicou.

O técnico em segurança do trabalho foi socorrido pelos bombeiros, levado a um hospital em São José dos Campos (SP) e apesar do grave acidente, não foi necessária a cirurgia e não ficou com sequelas. Esse ano, Faria preferiu não participar da romaria, por medo. “Foi uma coisa que eu não desejo para ninguém. Rezo muito pelas pessoas que vão, principalmente aquelas que vão por fé, e não para testar a força. Hoje estou aqui pra contar minha história e nesse domingo (10) faz um ano do meu acidente”, disse Romario.

Morador de Caçapava (SP), o empresário Alex Marini Filho participa da romaria para o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida desde 2013. São 65 km percorridos a pé até o destino final. Segundo ele, são muitas as dificuldades enfrentadas pelos romeiros. 

“Além do cansaço, das bolhas, assaduras e dores, corremos risco de assaltos e existem os motoristas imprudentes que, muitas vezes, estão em alta velocidade. Além disso, tem a presença de muitos caminhões e carretas. Nesta época do ano chove muito, então as pistas se encontram escorregadias. Nós romeiros também precisamos nos cuidar, usando colete fluorescentes, lanternas e andar em filas indianas”, diz Alex.

O empresário sempre foi devoto de Nossa Senhora Aparecida. Há 14 anos, o filho teve um problema de saúde, então Alex fez duas promessas em prol da cura do filho. “Parar de beber, pois eu era alcoólatra, e fui a pé para Aparecida (SP). Em três dias meu filho não tinha mais nenhum problema de saúde, foi um milagre. A cura veio através da Mãe Aparecida e desde 2013, no mês de outubro, faço a romaria e só paro quando eu não puder mais”.

Participando da romaria pela primeira vez para cumprir uma promessa e agradecer pela saúde da família e pelo emprego, a assessora Emanuelle Marizy de Paiva vai caminhar por 200 km. Ela e os amigos saíram de Mairiporã e passaram pelos municípios de Guarulhos, Arujá, Santa Isabel, Guararema, Jacareí, São José dos Campos, Caçapava e Taubaté, até chegarem em Aparecida (SP).

Segundo ela, a longa caminhada gera algumas dificuldades. “Pés com bolhas, dores fortes no corpo todo, chuva, barulho contínuo nas rodovias, escuridão, solidão, medo. Mas não podemos deixar o medo ser maior que a nossa fé. Antes de desistir sempre penso: o que me trouxe até aqui? Então me lembro, que é compensador. Que tudo o que eu fizer será pouco para agradecer”.

Marizy de Paiva diz ainda que o sentimento durante a romaria é de gratidão, superação e muitos aprendizados. “Aprendemos nestes dias que não é questão de chegar. Além de pensar em mim, é necessário pensar no outro, no ritmo do outro e nas dificuldades das pessoas em volta”, conclui.

A romaria é uma viagem a lugares santos e de devoção, realizada por aqueles que desejam pagar promessas, rogar por graças ou revelar sua gratidão pelos desejos realizados. As pessoas normalmente se agrupam para realizar esta jornada e seguem a pé ou em veículos diferentes. Em todo o mundo há registros de jornadas rumo ao Vaticano, em Roma, a Jerusalém, terra de origem do Cristianismo, e Santiago de Compostela, recanto no qual estão enterrados os restos mortais de São Tiago, padroeiro da Espanha. No Brasil, a romaria que reúne mais fiéis acontece rumo ao Santuário Nacional de Aparecida, na cidade de Aparecida, no interior paulista.

Dicas de segurança e orientação para romeiros

Confira as dicas de segurança indicadas pela CCR NovaDutra para quem vai participar da romaria com destino a Aparecida (SP).

  • Caminhar preferencialmente pela contramão do fluxo de veículos, sempre em fila indiana e em grupos pequenos
  • Usar roupas claras
  • Nunca caminhar durante a noite. Caso faça, utilize colete refletivo ou roupas claras
  • Evite caminhar na chuva
  • Redobre a atenção nas entradas e saídas da rodovia, nos acessos aos postos de combustíveis, vias locais, faixas de aceleração e desaceleração, locais com risco de atropelamentos
  • Beba muita água
  • Veículos de apoio aos romeiros devem estacionar longe da rodovia. Sempre que possível pare em um posto de combustíveis ou áreas afastadas da rodovia, para não aglomerar os romeiros próximo a pista da rodovia. Nunca pare nos acostamentos.
  • Descarte seu lixo em local adequado
  • Em caso de emergência, ligue para o telefone 191 da Polícia Rodoviária Federal ou 0800 0173536 para o Disque CCR NovaDutra. Importante informar o quilômetro exato da localização para o encaminhamento das viaturas.
     
Copiar o texto
Brasil
09/10/2021 19:35h

Maior fluxo de veículos nas rodovias aliado à imprudência de parte dos motoristas costumam resultar em mais acidentes, explica especialista

Baixar áudio

O feriado prolongado, que acaba na próxima terça-feira (12), fez a Polícia Rodoviária Federal (PRF) iniciar na noite desta sexta-feira (8) a Operação Nossa Senhora Aparecida 2021. A corporação visa diminuir a quantidade de acidentes. Para isso, intensificou a fiscalização nas vias, uma vez que há mais carros nas estradas. 

A PRF reforçou o policiamento preventivo em locais e horários de maior incidência de acidentes graves e de criminalidade. Segundo especialistas, a alta no fluxo de veículos aliada à imprudência dos motoristas aumenta as chances de tragédias, resultando em feridos e mortos. 

Artur Moraes, especialista em trânsito e doutor em transportes, afirma que quase todos os acidentes de trânsito ocorrem por causa de infrações, como excesso de velocidade, ultrapassagem em local não permitido e uso de bebida alcoólica.  

“O acidente, normalmente, é resultado de uma infração de trânsito, porque se todo mundo andasse na velocidade regulamentar da via, respeitasse a sinalização, não fizesse ultrapassagem perigosa, nem que tivesse que ficar 20 quilômetros atrás de um caminhão em baixa velocidade para poder ultrapassar só quando tivesse condições, não teríamos os acidentes”, pontua. 

Outro fator que contribui para a maior insegurança nas estradas, diz Artur, é o que o número de motoristas inexperientes em circulação aumenta durante esses dias. “Muita gente que não tem costume de pegar estrada vai pegar estrada agora e não fez revisão do carro, tem pneus que não estão em condições de viajar, não fez revisão de freio. Então, tem muita gente que deixa de cuidar do equipamento, deixa de cuidar do carro e isso é um risco potencial de acidente”, alerta. 

A PRF dá dicas para quem vai pegar a estrada.

  • Respeite os limites de velocidade e distanciamento;
  • Só ultrapasse quando houver condições seguras;
  • Faça revisão do carro, mesmo antes de viagens curtas;
  • Verifique a presença de todos os equipamentos obrigatórios, como pneu estepe, macaco, triângulo, chave de roda, limpadores de para-brisa e luzes do veículo;
  • A cadeirinha é fundamental para o transporte de crianças;
  • Planeje a viagem, evitando sair nos horários de pico;
  • Não dirija cansado ou após ingerir bebida alcoólica. 

Até o fechamento desta reportagem, a PRF informou     que não fazia nenhum bloqueio em rodovias federais, devido a acidentes ou qualquer outro motivo.

Transporte clandestino
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também deu início a uma ação especial para o feriado: trata-se da Operação Centauro, que visa combater o transporte clandestino de passageiros em todo o país. A ANTT instalou bases, em parceria com a PRF e polícias militares estaduais, em 27 pontos estratégicos, nas rotas onde mais ocorrem transportes não autorizados. 

Segundo o órgão, a população corre riscos ao viajar em transportes clandestinos, devido à “precariedade dos veículos, motoristas cansados, ou não treinados e aumento do risco de infecção pelo novo coronavírus”. Nauber Nascimento, superintendente de fiscalização da ANTT, apela para que as pessoas evitem esse tipo de transporte. “Ele coloca a vida do passageiro e dos seus familiares em risco. Evite o transporte clandestino. Transporte clandestino muitas vezes pode ser reconhecido quando alguém que te presta esse serviço te propõe uma passagem mais barata. Então, desconfie. Não entre nessa furada. Busque passagens regularizadas nas rodoviárias, com os ônibus regularizados pela ANTT.”

A agência informa que para obter informações sobre a legalidade da viagem ou denúncias de transporte clandestino, basta fazer contato pelo WhatsApp (61) 99688-4306, telefone 166 ou pelo e-mail: ouvidoria@antt.gov.br.

Copiar o texto
09/10/2021 19:25h

Ministro Tarcísio Gomes de Freitas disse que houve grande interesse de investidores estrangeiros pelos ativos brasileiros. Meta é alcançar R$ 260 bi em investimentos em infraestrutura até o fim de 2022

Baixar áudio

A viagem da delegação do Ministério da Infraestrutura à Nova Iorque, nos Estados Unidos, chegou ao fim após cinco dias e o saldo é positivo para o país. Como resultado inicial das conversas com mais de 40 instituições financeiras sobre o modelo brasileiro de concessões à iniciativa privada de transportes, a pasta retornou com R$ 11 bilhões em créditos para a infraestrutura nacional e afirma que fundos estrangeiros estão interessados no programa de concessões e estudam, até, abrir escritórios no Brasil. 

De acordo com o MInfra, entre os projetos do mega-pacote está o leilão de 16 aeroportos nos próximos meses, entre eles Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e Congonhas, em São Paulo. A pasta também vai conceder à iniciativa privada a Rodovia Presidente Dutra, o Porto de Santos e a Companhia de Docas do Espírito Santo (Codesa). A meta é fechar o ano com R$ 100 bilhões contratados e chegar à marca de R$ 260 bilhões previstos em infraestrutura até 2022.
 
O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, avaliou o roadshow da delegação brasileira aos EUA. “A gente percebe um grande interesse pelo pacote de infraestrutura brasileiro, que já é uma realidade, que tem entregas para mostrar e isso foi muito ressaltado. Percebemos muito conhecimento dos nossos projetos e extremo interesse. É possível afirmar que teremos novos players nos nossos leilões que virão, que são leilões excelentes. O programa de infraestrutura do Brasil é uma grande realidade e vai transformar o nosso futuro”, comemorou. 

Desde 2019, a pasta concedeu aos investimentos privados 34 aeroportos, 29 arrendamentos portuários, 99 contratos de adesão para terminais privados, mais de 2,5 mil quilômetros de ferrovias e cerca de dois mil quilômetros de rodovias. “Temos que convidar os investidores para a festa, porque o nosso Programa de Concessões já é um sucesso e quem quer investir em infraestrutura no mundo tem obrigação de olhar o Brasil”, disse Tarcísio. 

Pro Trilho conta com investimento de R$ 80 bi

Ferrovias
Um dos objetivos do Ministério da Infraestrutura é diversificar a malha de transportes do país, hoje dependente do modal rodoviário. A meta é que o modal ferroviário saia de 20% para 40% de participação na matriz de transportes brasileira. 

Para viabilizar isso, a pasta criou o Programa de Autorizações Ferroviárias, o Pro Trilhos, em setembro, por meio da Medida Provisória nº 1065/21. O objetivo da medida é aumentar a concessão de autorizações ferroviárias no país, sejam elas para a construção de novos trilhos ou melhoria da estrutura já existente. A ideia é que os investidores não precisem mais de licitação e, sim, de uma autorização do Minfra para operarem no setor. 

Até este sábado, o Governo Federal recebeu 19 solicitações para novos trechos de ferrovias pelo Brasil. Ao todo, as autorizações devem injetar R$ 81,5 bilhões na implantação de 5.420,5 km de trilhos pela iniciativa privada, cruzando 12 estados. 

Também nesta semana, terça-feira (5), o Senado aprovou o Marco Legal das Ferrovias (PLS 261/18), que agora segue para a Câmara dos Deputados. O ministro comentou sobre a aprovação da proposta.

“Nós tivemos a aprovação, no Senado, do Marco Ferroviário, que permite as autorizações e isso abre uma nova perspectiva para a infraestrutura brasileira. E, seguramente, com esse passo, que traz segurança jurídica e coloca o marco como algo, como um passo definitivo, nós teremos ainda mais pedidos de autorização. O assunto está sendo extremamente debatido, causou um interesse muito grande e tenho certeza que isso vai concorrer para o impulso ferroviário, que vai nos proporcionar um reequilíbrio, um redesenho da nossa matriz de transportes”, acredita Tarcísio.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) acredita que o marco é importante para modernizar o setor ferroviário brasileiro, “hoje marcado pela baixa utilização e eficiência na maior parte da malha”. Segundo o presidente da entidade, Robson Andrade, a proposta vai permitir que o modal cresça e proporcione recuperação de trechos ociosos.  

Copiar o texto
08/10/2021 19:30h

Brasileiros encontraram nos empreendimentos próprios uma forma de superar desemprego

Baixar áudio

O número de trabalhadores por conta própria já totaliza 25,2 milhões no Brasil. O patamar é recorde na série histórica. No último trimestre móvel, encerrado em julho deste ano, a porcentagem de autônomos cresceu 4,7%, em comparação com o trimestre anterior. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o diretor-presidente do Sebrae, Carlos Melles, a pandemia foi a principal responsável pelo aumento do empreendedorismo entre os brasileiros. “Nós tivemos um acréscimo de vontade empreendedora de 75%, e destes, 23% são por necessidade, a pandemia os trouxe a serem empreendedores por necessidade”, diz Melles, citando dados de outra pesquisa, realizada pela GEM (Global Entrepreneurship Monitor).

Júlia Carneiro, 31, é professora e moradora de Patos de Minas, em Minas Gerais. No início da pandemia, ela se encontrou desempregada após não conseguir fechar turmas para as suas aulas do Ensino Fundamental. “O trabalho era pela prefeitura, eu sempre pegava aulas por contrato, e com a pandemia não houve contratação”, explica.

A professora conta que, por morar com os pais, teve a sorte de não ter passado por dificuldades financeiras em casa, mas que, por outro lado, a situação não foi favorável à sua saúde mental.

“Foi angustiante, fiquei bem deprimida, sem saber o que fazer. As minhas despesas pessoais eu fui pagando com as economias que eu já tinha, mas depois de quatro meses eu decidi que não dava para ficar parada, eu tinha que fazer algo.”

Foi assim que Júlia decidiu abrir o próprio negócio de cosméticos. “É algo que eu amo, comprar e usar. Então seria mais fácil começar por algo que gosto e conheço bem. Hoje tenho o meu espaço em casa e trabalho com produtos a pronta entrega, cestas, presentes”, conta. O CNPJ ela já tem, mas Júlia ainda sonha em abrir a sua loja física. Isso sem abandonar as salas de aula: “Será um desafio para o futuro conciliar a loja com as aulas, mas não pretendo deixar de ensinar.”

Geração de empregos

O diretor presidente do Sebrae, Carlos Melles, ainda destaca que “nos últimos anos, quem gera emprego de carteira assinada no Brasil é a micro e pequena empresa, são elas quem tratam do espírito empreendedor.” Atualmente, o país já possui cerca de 7 milhões de micro e pequenas empresas.

Durante a pandemia, o contador Diogo Fernandes, 26, investiu em seu primeiro comércio no Distrito Federal. Segundo ele, o desejo de empreender sempre esteve presente. “Desde que comecei a minha carreira tive a oportunidade de crescer dentro da empresa, então eu tive esse sentimento de gratidão e sempre quis retribuir. Na pandemia, eu percebi que o cenário do comércio, do empreender, no geral, havia mudado bastante. Então eu decidi que realmente tinha chegado a minha hora de começar”, conta.

Após iniciar os empreendimentos, Diogo não parou mais. Em apenas 13 meses, ele já está com quatro estabelecimentos, todos no setor de comércio alimentício: uma hamburgueria, uma distribuidora de bebidas, e uma açaiteria e sorveteria, esta última já em processo de abertura de uma segunda loja.

Com isso, o contador já possui 10 empregados contratados, distribuídos entre os seus estabelecimentos. “Eu fico muito feliz de estar gerando emprego, de poder ajudar com isso. E com certeza ainda virão outras oportunidades, ainda pretendo abrir mais lojas”, afirma Diogo.

Economia brasileira deve crescer 5,3% em 2021 graças a reformas estratégicas do governo federal, aponta FMI

Para CEOs, Brasil precisa melhorar competitividade

“Terceiro e quarto trimestres de 2021 e o ano de 2022 devem ser bastante positivos”, avalia economista José Camargo

Taxa de desemprego

Os dados do IBGE mostram que no último trimestre a taxa de desemprego no Brasil caiu 1 ponto percentual e foi para 13,7% na comparação com o trimestre anterior, finalizado em abril. Mesmo com essa queda, o país ainda possui 14,1 milhões de pessoas em busca de um trabalho.

Segundo o economista César Bergo, a decisão de empreender tem sido uma opção viável para o brasileiro fugir do desemprego: “Quanto maior a motivação, maior a probabilidade de sucesso. Abrir um negócio próprio tem seus riscos, mas é uma forma recomendável de superar uma situação de desemprego, sobretudo em uma época de pandemia como estamos vivendo agora.”

Entre os locais que apresentaram redução significativa no desemprego está Minas Gerais. A taxa no estado caiu de 13,8% para 12,5% no último trimestre. Entre os ocupados no estado, 25,8% são trabalhadores autônomos.

No Distrito Federal, a taxa de desocupação também caiu de 19,1% para 18,2% nos últimos 12 meses, segundo pesquisa elaborada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos (Dieese). Já a porcentagem dos autônomos cresceu em 4,1%.

O economista César Bergo explica que o desemprego no país ainda possui alguns problemas estruturais para serem resolvidos até que o cenário mude significativamente: “Tem muitas questões estruturais ligadas à desigualdade, à concentração de renda, tem a questão do avanço tecnológico que elimina alguns postos de trabalho, a falta de capacitação de mão de obra.”

Apesar do crescimento recente da taxa, o rendimento médio dos trabalhadores diminuiu 2,9%. César Bergo destaca o motivo: “Com o tempo, a renda também caiu, porque você tem a oferta de trabalho e as pessoas acabam aceitando trabalhar por um valor menor do que recebiam antes. Esse é o cenário pós-pandemia.”

Setores em alta

No Brasil, as atividades econômicas de maior crescimento no último trimestre foram os setores de construção (10,3%), alimentação (9%), serviços domésticos (7,7%), transporte, armazenagem e correio (4,9%), comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (4,5%) e agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (3,2%).

Copiar o texto
07/10/2021 20:10h

Assentados em terras da União vão poder acompanhar a regularização das áreas sem precisar ir aos postos de atendimento do Incra

Baixar áudio

Os ocupantes de terrenos públicos da União ou de áreas que fazem parte dos projetos do Governo Federal de reforma agrária vão poder acompanhar os processos de regularização das terras por meio de nova plataforma digital do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, o Incra.

Nesta quinta-feira (07), a Plataforma de Governança Territorial (PGT) foi lançada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, para tornar os processos de regularização fundiária mais ágeis.

Falta de chuva atrasa plantio de grãos e produção 2022 pode ser comprometida

Agência Nacional de Mineração e municípios fecham acordos para ampliar fiscalização e cobrança da CFEM

A tecnologia permite, entre os 27 tipos de serviços disponíveis, solicitar títulos de assentamentos, de regularização fundiária, atualizar cadastro, emitir certidão de assentado e certificados de imóvel rural, sem a necessidade de entrega de documentos físicos nos postos de atendimento do Incra.

“Nós estamos evoluindo na transformação digital do Incra, com a integração dos nossos cadastros e, principalmente, desburocratizando os processos. Então, a plataforma agrega, em um mesmo lugar, segurança, tecnologia, integração dos nossos bancos de dados, automação de processos e inteligência”, explicou o presidente do Incra, Geraldo Melo Filho.

Além disso, o solicitante pode acompanhar todas as etapas de análise dos requerimentos de titulação das terras, de forma on-line. A plataforma é capaz, ainda, de orientar o solicitante para os requisitos exigidos em cada processo de titulação de lotes, ocupações em terras públicas da União, do Incra, liberadas para regularização.

O acesso e o manejo da tecnologia são fáceis, mas dependem de cadastro do solicitante no site do Governo Federal. Após essa etapa, o assentado passa a ter acesso a uma página personalizada e protegida por senha, vinculada ao cadastro pessoal.

A plataforma é didática, simples e autoexplicativa. Toda a informação é disponibilizada ao assentado por meio da internet no smartphone ou no computador.  

Arte: Brasil 61

Assentados

Durante a primeira etapa de implantação da Plataforma de Governança Territorial, cerca de 700 assentamentos da reforma agrária foram habilitados pelo Incra para o uso da tecnologia. A operação total da plataforma está prevista para a partir de dezembro.

“Superintendentes do Incra usem a plataforma. Prefeitos, façam suas salas de cidadania porque a plataforma é uma ferramenta que vai destravar os processos de regularização fundiária”, pediu Teresa Cristina, ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Atualmente, o Brasil já assentou mais de 973.500 mil famílias por meio de projetos de reforma agrária, de acordo com dados do Incra. Além do mais, existem mais de 6,6 milhões de imóveis particulares e públicos cadastrados no Incra e cerca de 300 mil famílias aguardam a regularização fundiária das terras onde moram no País.

Copiar o texto
Brasil 61