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É preciso tomar a segunda dose da vacina? Quais as comorbidades incluídas como prioritárias para vacinação contra a Covid-19? Esses são alguns questionamentos recorrentes de brasileiros no andamento da imunização no país. Para responder às dúvidas, o portal Brasil61.com convidou especialistas que detalharam a importância da vacinação completa e as doenças que são listadas pelo Ministério da Saúde na relação de prioridade.

Segundo levantamento do governo federal de abril, 1,5 milhão de brasileiros não tomaram a segunda dose da vacina, mesmo após ter chegado o prazo do reforço da imunização. Epidemiologista do curso de Saúde Pública da Universidade de Brasília (UnB), Walter Ramalho é enfático ao explicar: “Com uma dose apenas, a eficácia é muito menor e a conversão para as células de imunidade é muito baixa.”

Por que é importante tomar da segunda dose

O especialista lembra que, antes do registro das vacinas contra a Covid-19, foram feitos estudos para avaliar se seria necessária apenas uma aplicação ou mais. Porém, grande parte dessas análises indicou uma imunidade necessária para frear a mortalidade com duas doses. 

“Foi pesquisado, para todas essas vacinas, a elegibilidade de apenas uma dose. E todos esses fabricantes acharam que a imunidade era muito baixa, a eficácia era muito baixa. Por isso que se passou a testar também duas doses, e o aumento da eficácia da vacina foi considerável. Hoje, alguns fabricantes ainda estão discutindo a administração de uma terceira dose para aumentar o reforço da imunidade vacinal das pessoas”, adiantou.

Atualmente, três vacinas estão sendo aplicadas nos brasileiros: CoronaVac/Butantan, AstraZeneca/Fiocruz e Pfizer/BioNTech. Todas são imunizações de duas doses. Ou seja, o brasileiro que tomou somente a primeira deve tomar a segunda para que se alcance a proteção necessária. Ainda há contratos do Ministério da Saúde para distribuições futuras das vacinas Janssen/Johnson, União Química/Sputnik V e Bharat Biotech/Covaxin. 

Vacinas disponíveis no Brasil 

Coronavac: Eficácia para casos sintomáticos é de 50,7%, sendo que pode chegar a 62,3% se houver um intervalo de mais de 21 dias entre as duas doses da vacina. Duas doses com intervalo entre as doses entre 14 a 28 dias após a aplicação da primeira.
 
Astrazeneca: Eficácia de cerca de 70% nos estudos que levaram à aprovação, variando entre 62 e 90%. Dados de vida real recém-divulgados pelo governo britânico apontam para 90% de proteção após as duas doses. Duas doses, o prazo para aplicação da segunda dose é de até 90 dias. 

Pfizer: Já demonstrou 95% de eficácia em prevenir casos confirmados de Covid-19. O laboratório já relatou, inclusive, que a vacina funciona contra a variante sul-africana. Duas doses com prazo de aplicação para a segunda dose de 21 dias.

Janssen: Estudos da Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) apontam que a dose única do imunizante é 66% eficaz na prevenção de diversas variantes da covid-19. Dose única. 

Sputnik V: A vacina recebeu liberação parcial da Anvisa para ser distribuída sob condições específicas e em quantidade limitada para alguns estados. Eficácia de 91,7%, segundo estudo da Lancet, e 97,6%, segundo o Instituto Gamaleya. Aplicada em duas doses com intervalo de 21 dias.  

Covaxin: A agência regulatória brasileira permitiu, por enquanto, o uso de 4 milhões de unidades do imunizante. A Anvisa ponderou o fato de não ter recebido relatórios da agência indiana, o curto prazo de acompanhamento dos participantes dos estudos e a inconclusão dos estudos da fase 3, etapa que atesta a eficácia da vacina. Eficácia de 78% e 100% em casos graves.  

“Agora, é claro que nós não vamos deixar para tomar a segunda dose seis meses, oito meses, um ano depois. Porque nós precisamos, antes de tudo, nos cuidar. As pessoas só estão imunizadas corretamente a partir da segunda dose. Se você tomou apenas uma, você não está imunizado, e os cuidados necessários com o controle do coronavírus são de extrema importância”, afirma Walter.

Quando tomar a segunda dose da vacina da Covid-19

E qual o intervalo das doses das vacinas? A resposta depende de qual imunizante a pessoa recebeu. Os brasileiros que foram vacinados com a CoronaVac devem aguardar entre 14 e 28 dias de intervalo para buscar a segunda dose. Já o intervalo da vacina AstraZeneca e da Pfizer são maiores. A segunda dose, nesses casos, deve ser recebida 12 semanas após a primeira.

Uma dose ou duas doses, entenda cada vacina da Covid-19

O epidemiologista lembra ainda que há um imunizante aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que concentra a proteção em uma dose. “Nós temos hoje apenas a vacina da Johnson, a Janssen, que com apenas uma dose ela já confere uma boa imunidade para as pessoas. Em todas as outras, a ideia é que com duas doses tenhamos a eficácia desejada.”

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que 1,5 milhão de doses da vacina da Janssen devem chegar ao Brasil na manhã desta terça-feira (22). A declaração foi dada em audiência pública na Comissão Temporária da Covid-19 do Senado Federal, nesta segunda-feira (21). Ao todo, a pasta já tem contratadas 38 milhões de doses desse imunizante. 

“A única esperança”

Sirlany Silva Arabi, moradora de Natal (RN), é aposentada, tem 62 anos e foi ao posto de saúde receber a primeira dose da vacina com alegria e alívio, pois perdeu pessoas próximas para a doença. Ela avalia que estamos combatendo um vírus sem cura que não escolhe pessoas por idade ou comorbidade, e acredita que “a única esperança que ainda temos é a vacinação”. 

“A pouco, perdi um tio muito querido da minha idade. Ele tinha tomado só a primeira dose. Quando estava aguardando para tomar a segunda, foi acometido pela Covid-19, ficou 28 dias no hospital e não resistiu. Sendo que era uma pessoa sem comorbidade nenhuma”, lamenta. 

Antônio de Oliveira, 55, mora no Distrito Federal e aguarda a segunda dose. “A expectativa que tenho para tomar a segunda dose é completar o esquema vacinal e ficar completamente imunizado, para o organismo produzir anticorpos, se defender caso a gente adquira a doença. Eu mesmo perdi amigos que faleceram em idade até menor que a minha. Talvez, se eles tivessem tomado a vacina, isso tivesse sido evitado. Desde que eu sou criança vejo que a vacina é uma proteção para a humanidade”, ressalta.

Thainá Chaves, 27, também tem conhecidos entre os números de mais de 500 mil mortos em decorrência da Covid-19. Ela já tomou as duas doses da imunização, dentro do grupo de prioridades de psicólogos, e classifica a vacinação como uma “oportunidade de vida”. “A vacina antes de ser aprovada passa por muitos estudos. Infelizmente, muitos se aproveitam da situação para propagar informações falsas. Muitos gostariam de ter a oportunidade de tomar a vacina. Essa é uma responsabilidade nossa.”

Dificuldade histórica

Alessandro Chagas, assessor técnico do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), classifica esse problema da falta da segunda imunização como histórica no país. “O Brasil tem uma dificuldade enorme de todas as vacinas que a gente tem no calendário com mais de uma dose, mesmo crianças nós temos dificuldades enormes. Se pegarmos, por exemplo, o HPV, não chegamos a 40% dos que vão tomar a segunda dose. Então, isso é histórico no Brasil.”

Para ele, é preciso fortalecer os sistemas de atenção básica para encontrar pessoas que não voltaram aos postos de saúde para completar a imunização contra a Covid-19 dentro do prazo adequado. “O ideal é que o agente de saúde vá buscar essas pessoas, entrar em contato com quem tem cadastro na atenção básica. O principal objetivo da vacina é evitar o caso grave. Aquele que não completa o esquema vacinal fica com isso comprometido. É um percentual pequeno, mas não quer dizer que não temos que correr atrás”, diz.

Comorbidades definidas pelo Ministério da Saúde:

E quais as comorbidades incluídas como prioritárias para vacinação contra a Covid-19? O questionamento ainda realizado com frequência no país pode ser respondido com base nos detalhes do Plano Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde. O documento lista os grupos de comorbidades prioritárias. Veja abaixo quais são:

  1. Doenças Cardiovasculares
  2. Insuficiência cardíaca (IC)
  3. Cor-pulmonales (alteração no ventrículo direito) e Hipertensão pulmonar
  4. Cardiopatia hipertensiva
  5. Síndromes coronarianas
  6. Valvopatias
  7. Miocardiopatias e Pericardiopatias
  8. Doença da Aorta, dos Grandes Vasos e Fístulas arteriovenosas
  9. Arritmias cardíacas
  10. Cardiopatias congênitas no adulto
  11. Próteses valvares e dispositivos cardíacos implantados
  12. Diabetes mellitus
  13. Pneumopatias crônicas graves
  14. Hipertensão arterial resistente (HAR)
  15. Hipertensão arterial - estágio 3
  16. Hipertensão arterial - estágios 1 e 2 com lesão e órgão-alvo e/ou comorbidade
  17. Doença Cerebrovascular
  18. Doença renal crônica
  19. Imunossuprimidos (transplantados; pessoas vivendo com HIV; doenças reumáticas em uso de corticoides; pessoas com câncer).
  20. Anemia falciforme e talassemia maior (hemoglobinopatias graves)
  21. Obesidade mórbida
  22. Cirrose hepática

Vale destacar que é preciso consultar a Secretaria de Saúde do Estado ou do Município para verificar como está sendo organizada a fila de vacinação no local, o que pode variar entre regiões. Confira neste link os dados da aplicação de vacinas no seu estado.   

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A diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a ampliação do prazo de validade da vacina da Janssen contra a Covid-19 de três para quatro meses e meio, sob temperatura de 2ºC a 8ºC.  

A aprovação ocorre após a publicação da informação de que doses previstas para este mês têm prazo de validade até dia 27. Um lote de 3 milhões de doses estava previsto para chegar nesta segunda (14), mas foi adiado.  

Covid-19: mais da metade dos municípios começaram vacinação por faixa etária

Covid-19: vacina da Janssen chega ao Brasil na próxima semana

A decisão correspondeu a um pedido da farmacêutica, subsidiária do grupo Johnson & Johnson, protocolado no dia 10 de junho. A Janssen possui autorização para uso em caráter emergencial no Brasil.

Em nota, a Anvisa afirma que a medida foi baseada em “criteriosa avaliação dos dados de qualidade dos estudos que demonstrou que a vacina tende a se manter estável pelo período (4,5 meses) bem como considerou decisão da agência norte-americana (Food and Drug Administration - US FDA), que também aprovou a referida alteração em 10 de junho de 2021”.
 

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Pessoas que tiveram dengue são duas vezes mais propensas a desenvolver sintomas da Covid-19. É o que aponta um estudo realizado por pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP). Foram analisadas amostras sanguíneas de 1.285 moradores do município de Mâncio Lima, no Acre, onde o grupo trabalha na investigação de outras doenças. 

A motivação para a pesquisa se deu a partir de dois estudos, um americano e outro brasileiro, que sugeriram que a infecção prévia por dengue poderia ser um fator protetor contra o coronavírus.

Diante disso, o primeiro passo do estudo pela USP foi verificar a presença de anticorpos contra o vírus da dengue em amostras de outubro de 2019 e da Covid-19 em novembro de 2020, através de testes de sorologia com as mesmas pessoas analisadas. A pesquisadora Vanessa Nicolete, autora principal do estudo, explica que a possibilidade de uma reação cruzada foi descartada e o porquê das pessoas que foram infectadas com dengue têm maiores chances de serem sintomáticas para o coronavírus.

A idade é outro fator relevante que foi considerado no estudo. Em geral, quanto mais velho, maior a chance de ter sido exposto à dengue. “Assim como vemos na população em geral, todas as idades são predispostas a ter anticorpos. Porém, em relação à infecção por Sars-Cov-2, os mais velhos foram os que apresentaram mais sintomas durante a pesquisa”, afirma Vanessa.

Os pesquisadores ainda não sabem quais são as causas do fenômeno, mas apontam duas hipóteses. Uma delas seria biológica: os anticorpos contra o vírus da dengue poderiam estar favorecendo de algum modo o agravamento da Covid-19. A outra é sociodemográfica: populações estariam mais vulneráveis às duas doenças por características diversas.

De acordo com o médico especialista em dengue, Werciley Vieira Junior, o vírus da Covid-19 hiper estimula o sistema imune produzindo citocinas, que são proteínas inflamatórias. “A dengue hipersensibiliza nossa capacidade de produzir essas proteínas e, com isso, favorece um processo inflamatório mais intenso da Covid-19. E, automaticamente, com os processos inflamatórios mais intensos, os sintomas são maiores”, explica.

Como diferenciar a dengue da Covid-19?

Muitas pessoas costumam confundir os sintomas iniciais da Covid-19 com a dengue. Werciley Vieira Júnior explica o porquê dessa associação entre as doenças. “Os sintomas iniciais da Covid-19 são um quadro gripal que pode vir com mialgia, que é a dor no corpo, pode vir com dor de cabeça e dor nas juntas. E a dengue tem como marcante a febre, dor no corpo e dor nas juntas. Porém a proporção de dor na junta é muito maior na dengue do que na Covid-19, e a febre da dengue é bem maior.”

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Saiba diferenciar a gripe da Covid-19

A dengue é transmitida ao ser humano a partir da picada do mosquito Aedes Aegypti que se desenvolve em água parada. No caso de locais com bastante incidência, como no Acre, o especialista em dengue destaca ainda alguns pontos para aumentar a proteção contra a doença. “Usar repelente e tela mosquiteira para evitar a entrada do mosquito já ajuda. Mas a melhor forma é diminuir os criadouros, seguindo as condutas de evitar água parada e evitar jogar lixo onde não se deve. Inibindo os criadores, diminuímos a taxa de proliferação do mosquito.”

O mosquito da dengue põe seus ovos em recipientes como latas e garrafas vazias, pneus, calhas, caixas d’água descobertas, pratos sob vasos de plantas ou qualquer outro objeto que possa armazenar água da chuva. O mosquito pode procurar ainda criadouros naturais, como bromélias, bambus e buracos em árvores.

De acordo com o Boletim Epidemiológico n° 21 do Ministério da Saúde, atualmente o Brasil tem 348.508 casos de dengue. Em comparação com o ano de 2020, houve uma redução de 57,4% de casos registrados para o mesmo período analisado. Esta diminuição pode ser consequência do receio da população em procurar atendimento em uma unidade de saúde durante a pandemia da Covid-19, bem como um possível atraso nas notificações das doenças pelas equipes de vigilância e assistência para o enfrentamento da pandemia.

Ranking de casos de dengue no Brasil (por incidência)

Estado Estado Casos incidência (casos/100 mil hab.)
1 Acre 13653 1526,4
2 Goiás 30441 427,9
3 Mato Grosso do Sul 11071 394,1
4 Paraná 38376 333,2
5 Mato Grosso 10951 310,6
6 São Paulo 132665 286,6
7 Distrito Federal 7276 238,2
8 Santa Catarina 16693 230,2
9 Amazonas 5667 134,7
10 Bahia 17791 119,2
11 Ceará 9857 107,3
12 Pernambuco 9674 100,6
13 Espírito Santo1 3781 93
14 Minas Gerais 19240 90,4
15 Tocantins 1378 86,7
16 Paraíba 2785 68,9
17 Rondônia 1201 66,9
18 Rio Grande do Sul 7618 66,7
19 Rio Grande do Norte 1353 38,3
20 Piauí 823 25,1
21 Pará 2072 23,8
22 Roraima 101 16
23 Alagoas 436 13
24 Rio de Janeiro 1972 11,4
25 Maranhão 760 10,7
26 Amapá 89 10,3
27 Sergipe 230 9,9

Desse total, foram confirmados 152 casos de dengue grave (DG), 1.984 casos de dengue com sinais de alarme (DSA) e 105 óbitos. 

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Saúde
22/09/2022 16:00h

De acordo com dados do Ministério da Saúde, 15 laboratórios estão cadastrados na Anvisa para distribuição dos kits de teste para o vírus Monkeypox

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Testes moleculares do tipo PCR para diagnóstico de Varíola dos Macacos (Monkeypox) em humanos podem ser distribuídos a laboratórios públicos a partir da próxima semana. A afirmação é de Maurício Zuma, diretor de Biomanguinhos, Instituto da  Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que obteve a primeira autorização de registro para fornecimento de testes, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

De acordo com o diretor, o cronograma de distribuição dos kits para o teste ainda está sendo organizado entre o Instituto e o Ministério da Saúde, e contemplará apenas a rede pública de laboratórios. “Esses testes têm a tecnologia do PCR em tempo real, e não podem ser realizados por pessoas individualmente, eles precisam de equipamentos de laboratório para serem realizados. Portanto, não serão distribuídos em farmácias, e sim serão distribuídos para a rede pública de laboratórios centrais dos estados”, afirma Zuma.

O Ministério informou, nessa terça-feira (20), que, inicialmente, deverão ser adquiridos 60 mil kits de Biomanguinhos, quantitativo que “pode variar de acordo com a disponibilidade, para distribuição por toda a rede de Lacens e Laboratórios de Referência, considerando a situação epidemiológica de cada estado”.

No total, são 15 Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacens) cadastrados pelo Ministério, para realização dos testes diagnósticos de Monkeypox, nos estados da Bahia, Goiás, Santa Catarina, Ceará, Pernambuco, Paraná, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Amazonas, Pará e no Distrito Federal.

Segundo dados atualizados da Saúde, até essa terça, foram identificados 7.115 casos de infecção pelo vírus em todo o país. Vale destacar que o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (e-SUS) - que investiga e notifica a Monkeypox no Brasil, ganhou uma nova versão, que deve ser apresentada, nesta quinta-feira (22), às 18h, no Canal do Conselho Nacional de Secretarias municipais de Saúde (Conasems)

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21/09/2022 20:45h

A partir de agora, o teste para diagnóstico da Monkeypox também passa a ser incorporado no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS e permitirá o diagnóstico, isolamento e tratamento precoce, evitando a disseminação da doença.

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta terça-feira (20), o registro definitivo do primeiro teste para diagnóstico de Monkeypox e outras patologias com sintomas semelhantes. O referido produto é o Kit Molecular Multiplex OPXV/MPXV/VZV/RP Bio-Manguinhos, fabricado pela Fundação Oswaldo Cruz, que detecta as regiões genômicas dos vírus Orthopox, Monkeypox e Varicella Zoster. O teste utiliza a tecnologia de PCR em tempo real.

A publicação do registro está na resolução de número 3.099 de 19/09/22, publicada nesta terça-feira (20), no Diário Oficial da União. Ao todo, o processo de avaliação dos testes até a decisão final, levou 39 dias, e ocorreu em regime de prioridade no órgão.

A partir de agora, o teste para diagnóstico da Monkeypox também passa a ser incorporado no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS, o que possibilita o acesso dos beneficiários dos planos de saúde, com indicação médica conforme o Ministério da Saúde, à realização do mesmo.

Segundo Larissa Tiberto, infectologista do estado de São Paulo, a aprovação do teste foi vista como um grande ganho pela classe médica. “Hoje, o diagnóstico é feito através do teste molecular ou sequenciamento genético, atualmente, feito em oito laboratórios centrais de saúde pública e demora, aproximadamente, 72 horas para ficar pronto. Já o teste aprovado pela Anvisa permitirá o diagnóstico, isolamento e tratamento precoce, evitando a disseminação da doença”, afirma.

Quanto à forma de utilização do teste e por quem deve ser ministrado, o gerente da Gerência Geral de Tecnologia de Produtos para a Saúde da Anvisa, Augusto Geyer, diz: “Ele deve ser realizado somente por laboratórios que tenham a capacidade técnica e os instrumentos apropriados, de forma que não será aplicado ou não será distribuído em farmácias para o público leigo”.

Assim, a disponibilização do produto para compra pelas instituições habilitadas está sob o comando da Fiocruz.

Anvisa libera medicamento e vacina contra varíola dos macacos 

Situação da doença no Brasil e no mundo

De acordo com o último boletim epidemiológico de Monkeypox da Secretaria de Vigilância em Saúde, no Brasil, até o dia 10/9/2022, foram registradas 25.746
notificações para a doença. Destas, 6.073 (23,6%) foram confirmadas e 120 (0,5%) foram classificadas como prováveis.

Já considerando uma análise mundial, de acordo com relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), no período de 1º de janeiro a 7 de setembro de 2022, foram notificados 54.709 casos confirmados laboratorialmente, 397 casos prováveis e 18 óbitos. Esses óbitos estão distribuídos em nove países: Nigéria (4), Gana (4), República Centro-Africana (2), Espanha (2), Brasil (2), Bélgica (1), Cuba (1), Equador (1) e Índia (1).

Sintomas da doença

Também conhecida como varíola dos macacos, a condição causada pelo vírus Monkeypox tende a ser menos grave em humanos. De acordo com o Instituto Butantan, a primeira fase de sintomas assemelha-se a uma gripe, com febre, dor de cabeça e dor no corpo, calafrios e exaustão. Esses sintomas duram, em média, três dias. Na fase seguinte, aparecem as lesões na pele que evoluem em cinco estágios, conhecidos como mácula, pápulas, vesículas, pústulas e, finalmente, crostas. É o contato direto com essas lesões que causa a transmissão do vírus para outras pessoas.

Segundo orientações do Ministério da Saúde, ao sentir algum sintoma suspeito, procure uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Unidade de Pronto Atendimento para avaliação. Informe, ainda, se houve contato próximo com alguém com suspeita ou confirmação da doença. Se possível, isole-se e evite o contato próximo com outras pessoas.

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VARÍOLA DOS MACACOS: Drª Natalia Pasternak esclarece dúvidas sobre a doença

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21/09/2022 17:30h

Informativo lista laboratórios preparados para receber material biológico e diagnosticar Varíola dos Macacos em animais domésticos e silvestres, além de apresentar instruções sobre como analisar e detectar o vírus de maneira segura

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O Governo Federal lançou, nessa terça-feira (20), uma cartilha com orientações, especialmente aos médicos veterinários, para identificação de Varíola dos Macacos (Monkeypox) em animais. A cartilha, intitulada “Monkeypox para Animais”, foi elaborada por pesquisadores da Rede Vírus, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), com o apoio do Ministério da Saúde, do Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMV-SP) e da Sociedade Brasileira de Virologia.

De acordo com a professora Helena Lage, pesquisadora e coordenadora do projeto, a iniciativa surgiu após a primeira confirmação de infecção de animal doméstico por Monkeypox, no Brasil, registrada no final de agosto. “Foi identificado um cachorro filhote positivo que estava em contato com seu tutor positivo”, relembrou, durante a apresentação da cartilha. Segundo a especialista, o enfoque do documento é “mitigar e controlar a infecção de animais domésticos por pessoas positivas” (ao vírus).

As orientações apresentadas no documento vão da maneira correta de higienização das mãos após manusear animais silvestres e domésticos, precauções ao ser mordido ou arranhado, e como isolar animais com suspeita do vírus; à lista de laboratórios preparados para receber material para diagnóstico, prevenção e notificação de casos suspeitos ao sistema de saúde local.

Lage explica que a cartilha será um importante direcionador, a fim de evitar a contaminação e proliferação do vírus em uma escala maior, uma vez que “a maioria dos animais não vão apresentar lesões cutâneas ou sinais evidentes”. 

Também durante o lançamento, Odemilson Donizete Mossero, presidente do CRMV-SP, afirmou compromisso em distribuir o material aos quase 150 mil médicos veterinários com registro em território nacional. “Temos condições e vamos fazer toda a divulgação através das nossas mídias, através dos nossos meios de comunicação, para que a classe médica veterinária esteja em posse desse material rico. É importante para que a população, os nossos animais e a saúde pública, de um modo geral, seja cada vez mais bem atendida”,  disse Mossero.

Vale destacar que, na última segunda-feira (19/09), o Ministério da Saúde confirmou que o primeiro lote com 50 mil vacinas contra a Varíola dos Macacos para humanos deve chegar ao país ainda em setembro. Embora ainda não haja definição do grupo prioritário a ser imunizado nesta primeira etapa da campanha de vacinação, tudo indica que ocorrerá de forma gradativa. “A Organização Mundial de Saúde orienta que (a imunização) não seja feita em massa”, informou um interlocutor da pasta, ao portal Brasil 61. Atualmente, são registrados 6.649 casos e 2 mortes pelo vírus Monkeypox no país. 

Animais hospedeiros

A médica veterinária Alessandra Fonseca, assessora técnica do CRMV-SP, explica que a lista de animais domésticos e selvagens suscetíveis à Varíola dos Macacos pode ser extensa, embora haja apenas um registro desse tipo de infecção no Brasil (canina), até o momento. 

“A gente ainda não sabe todos os hospedeiros que ele (vírus) pode ter e nem todos os animais que podem se contaminar com ele. O que nós sabemos é que outros vírus que pertencem ao gênero Orthopoxvirus podem, sim, contatar vários outros animais, inclusive cães, gatos, animais selvagens, primatas não-humanos e até aves e répteis”, alerta especialista.

Helena Lage destaca que é importante que tutores se isolem dos animais ao apresentarem sinais de infecção, para protegê-los. Ao detectar sinais no animal, a recomendação é levar ao veterinário para a coleta de amostra, como manda a cartilha. “A gente recomenda coleta de amostra para diagnóstico e descarte correto dos resíduos sólidos para evitar contaminação ambiental”, disse a coordenadora.

Cuidados sanitários são suficientes

Ainda durante o lançamento da cartilha, o presidente do CRMV-SP, Odemilson Mossero, fez questão de destacar que, apesar do nome “Varíola dos Macacos” sugerir que os animais são reservatórios para o vírus (ou seja, um habitat para que o agente infeccioso cresça e se multiplique), os bichos são apenas hospedeiros, assim como os humanos. “Eles recebem a doença como um ser humano recebe. É importante que todos trabalhemos temas como esse”, enfatizou.

Para a veterinária Alessandra Fonseca, o registro do vírus em animais domésticos acendeu um novo alerta de cuidado com relação aos bichos, e é importante conscientizar a população de que a solução está nas medidas sanitárias e cuidados necessários, e não em eutanásia. “A orientação é que, na suspeita de que o animal esteja com o vírus, ao manejar esse animal, sejam utilizadas luvas… Deixar esse animal um pouco isolado, não dormir na mesma cama que o animal, né? (...) Mas isso não é o caso de fazer eutanasia dos animais”, pontuou. 

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21/09/2022 04:00h

Anvisa amplia aplicação da Pfizer para crianças de 6 meses a 4 anos em todo o país

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Especialistas tranquilizam famílias com relação à nova vacina da Pfizer aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, para vacinar crianças entre 6 meses e quatro anos. A avaliação da Agência começou em 1º de agosto e recebeu apoio técnico para garantir a celeridade requerida. O infectologista e consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia de Goiás, Marcelo Daher, explica que o novo imunizante é seguro e ajuda a evitar doenças graves como a pericardite. 

“Os estudos de segurança que foram feitos posteriormente saíram e a vacina se mostrou segura e eficaz, eficaz no sentido de garantir proteção para as crianças”, explica o médico.“Os pais podem ficar tranquilos em relação à segurança desta vacina para crianças a partir de seis meses. Ela vem se somar às vacinas que temos no dia a dia, uma vacina para ser utilizada para prevenir formas graves da Covid-19”, tranquiliza. 

O Gerente Geral de Medicamentos Biológicos da Anvisa, Fabrício Carneiro, explica que a eficácia e segurança do novo produto de imunização foi garantida por meio de um conjunto de fatores científicos. “A Anvisa considerou um grande conjunto de dados, entre dados de qualidade e clínicos, obtidos por meio de estudos conduzidos em alguns países”, conta. 

“Com base nesses dados enviados à Anvisa, foi considerado que a vacina é segura e eficaz na faixa-etária pretendida”, afirma o especialista. Antes, no Brasil, o uso do imunizante da Pfizer só era permitido em crianças com mais de cinco anos de idade. Já a CoronaVac podia ser aplicada em crianças a partir de 3 anos.

A vacina para o público de seis meses a quatro anos terá dosagem e composição diferentes. O processo de imunização será em três doses de 0,2 miligramas. As duas doses iniciais deverão ser administradas no intervalo de três semanas, sendo a terceira e última delas aplicada oito semanas após a segunda vacinação. 

Para facilitar a rotina na hora da vacinação, tanto dos agentes de saúde, como dos pais, a cor do rótulo e da embalagem da dose é um detalhe importante. Os frascos das vacinas para esse público, de seis meses a quatro anos, virão na cor vinho. Mãe da pequena Ana Beatriz, a dona de casa Leidiane Maria de Alencar, 29 anos, fica aliviada com a notícia da ampliação da imunização para as crianças. 

“Estamos muito felizes porque liberou a vacina para a faixa-etária da minha filha, que tem quatro anos, ela vai poder vacinar a primeira dose e vai ser mais uma segurança para a vida dela”, destaca. 

Segundo dados do Observatório da Primeira Infância, o Brasil tem registrado, em média, duas mortes de crianças menores de cinco anos por dia desde o início da pandemia, em 2020. De acordo com o Ministério da Saúde, quase 700 mil crianças, entre 3 e 4 anos, já foram vacinadas no país com a primeira dose, e mais de 135 mil com a segunda fase da vacinação. Entre crianças de 5 a 11 anos, foram mais de 14,1 milhões vacinadas com a primeira dose, e pouco mais de 9,7 milhões com a segunda. 

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20/09/2022 07:40h

Doar faz mal para a saúde? Quem pode ou não doar? E os vacinados? Hematologista esclarece o que é mito e o que é verdade quando o assunto é doação de sangue

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As doações de sangue tiveram uma queda de mais de 10% no Brasil com a chegada da pandemia. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2019, foram realizadas 3.271.824 coletas. Até o momento, as doações continuam estáveis em relação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a junho deste ano, o número de bolsas de sangue coletadas foi 1.505.784. Em 2021, foram 1.511.192, e em 2020, 1.444.113. 

O sangue é essencial e insubstituível para a vida humana. Além de tratar terapeuticamente pacientes com doenças crônicas, como a leucemia e a anemia falciforme, ele é utilizado diariamente no tratamento de pessoas que vão passar por procedimentos médicos e cirúrgicos. Com uma única doação é possível salvar até quatro vidas. 

Mas apesar de a maioria dos brasileiros conhecerem a importância da doação de sangue, ainda há muita desinformação e tabus que acabam afastando as pessoas do ato.  Afinal, doar sangue faz mal para a saúde do doador? Pessoas que tiveram Covid-19 podem doar? E os vacinados podem contribuir?

O portal Brasil61.com conversou com a hematologista, Marina Aguiar, e a Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, para esclarecer todos os mitos e verdades quando o assunto é doação de sangue. 

“Doar sangue faz mal para a saúde”

Entre os mitos mais comentados sobre a doação de sangue é que o procedimento pode engrossar ou afinar o sangue e até mesmo prejudicar a saúde do doador.
De acordo com a hematologista Marina Aguiar, a afirmação é falsa. A especialista explica que a doação não representa nenhum risco à saúde. Ela afirma que estudos comprovam que doar reduz a viscosidade do sangue, tornando o doador menos propenso a desenvolver doenças cardíacas e câncer.

“Isso ocorre porque, durante esse processo, há uma espécie de limpeza sanguínea, porque o nosso sangue é produzido na medula óssea e renovado a cada três meses. Essa doação vai promover uma renovação das células sanguíneas e, com isso, as células velhas serão renovadas”, explica a médica. 

“O organismo demora para repor o sangue doado”

Mito! O volume coletado não ultrapassa 15% da quantidade de sangue que o doador possui. Esse volume é reposto naturalmente pelo organismo em até 72 horas após a doação. “Essa quantidade retirada não afeta a saúde porque a recuperação é imediata após a doação. Então, é pouco para a pessoa que doa, mas muito para quem vai receber”, diz a hematologista.

“Quem teve Covid-19 não pode doar sangue”

Isso é um mito! Quem teve Covid-19 pode, sim, doar sangue. No entanto, segundo a especialista, é preciso aguardar um mês, após recuperação clínica completa, para poder fazer a doação. “Ou seja, a doação só é permitida se não houver nenhum sintoma ou sequela depois de 30 dias que a pessoa já se recuperou”, esclarece Marina.

Vale lembrar que os vacinados contra o novo coronavírus também precisam esperar um período para poder doar sangue. Segundo a Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, o prazo vai depender da marca do imunizante. Em relação à vacina contra a gripe, o tempo de inaptidão é de 48 horas.

“Quem recebeu transfusão de sangue pode ser doador de sangue”

Verdade. Quem recebeu transfusão de sangue pode doar sangue, mas precisa
esperar um ano para fazer a doação. “Esse impedimento temporário é necessário para que se tenha certeza de que a transfusão não transmitiu nenhuma doença infecciosa à pessoa que está pretendendo doar o sangue”, explica a médica. 

“Quem doa sangue uma vez é obrigado a doar sempre”

Mito! De acordo com a hematologista, doar sangue não cria dependência no organismo da pessoa e é um ato voluntário, que só depende da vontade de quem doa. Basta aguardar o prazo mínimo de espera. “O retorno é o entendimento de que só nós somos a única fonte de sangue, por isso a importância dessa doação, mas é um ato totalmente voluntário”, afirma Marina. 

“Grávidas não podem doar sangue”

Verdade! Segundo a Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, mulheres grávidas e em resguardo não podem doar sangue. “Mas após o período gestacional, em casos de parto normal, a mulher pode doar depois de três meses; em caso de cesariana, após seis meses. Se estiver amamentando, a mulher deve aguardar 12 meses após o parto”, informa o órgão. 

“Pessoas com tatuagens e piercings são impedidas de doar”

Mentira. A especialista explica que quem tem tatuagens e piercings - desde que não seja em locais como área genital ou cavidade oral -, pode doar sangue. “Mas é preciso aguardar um ano após o procedimento para poder fazer a doação. Depois desse período ela [a pessoa] pode ser doador tranquilamente”, esclarece a hematalogista. 

“Quem está fazendo regime para emagrecer não pode doar sangue”

Isso é um mito! De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados, dietas para emagrecimento não impedem a doação de sangue, desde que a perda de peso não tenha comprometido a saúde do doador.

"Fumantes podem doar sangue"

Sim! Os fumantes de cigarro comum podem doar sangue. “Mas é recomendável um intervalo sem fumar de pelo menos 2 horas antes da doação” explicou a coordenação. 

Sistema Único de Saúde oferece tratamento para o retinoblastoma

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A importância da doação de sangue

Segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente 1,4% da população brasileira doa sangue. Isso representa, em média, 14 doações a cada mil habitantes. O Sistema Único de Saúde (SUS) recebe mais de três milhões de doações por ano. O governo federal, por meio do órgão, incentiva todos os brasileiros a doarem sangue frequentemente, gesto que pode salvar vidas.

“O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E, nesse sentido, é importante a doação regular de sangue. Doe sangue regularmente. Com a nossa união, a vida se completa”, destacou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. 

 

Onde doar sangue e medula óssea 

Os voluntários à doação de sangue e medula óssea podem procurar os hemocentros e hemonúcleos regionais, unidades de coleta e transfusão que ficam mais próximas do seu município. Para saber mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades, veja o mapa abaixo. 

Quem pode doar sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de três meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de dois meses entre as doações. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.

Candidatos à doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Doar sangue e medula é seguro! No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea, acesse redome.inca.gov.br.

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19/09/2022 17:35h

O diagnóstico precoce da doença pode evitar a cegueira infantil

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O retinoblastoma é um tumor maligno raro originário das células da retina, a parte do olho responsável pela visão. Esse tipo de câncer afeta um em cada 18 mil bebês ou crianças de até 3 anos de idade, em um ou ambos os olhos. 

Durante o Dia Nacional de Conscientização e Incentivo ao Diagnóstico Precoce do Retinoblastoma, comemorado nesse domingo (18), o Ministério da Saúde reforçou a necessidade dos pais e responsáveis por bebês e crianças ficarem atentos e, caso apareça algum sinal da doença, procurar ajuda médica imediata.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento, assistência, diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos casos de retinoblastoma, de forma integral e gratuita. Os pacientes são acolhidos nos centros especializados de referência nas Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (UNACON) ou Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (CACON).

Campanha Nacional de Multivacinação vai até 30 de setembro

Segundo a oftalmologista  Fabíola Marazato, do CBV-Hospital de Olhos de Brasília, não existe prevenção para o retinoblastoma. Nesses casos, a prioridade é procurar um diagnóstico precoce. 

“Então a família tem que observar é algum tipo de estrabismo, algum desvio do olho, o principal que é o que mais se fala que é o reflexo branco. Quando você tira uma foto que geralmente vai sobressair o reflexo vermelho que a gente tem no fundo do olho quando uma alteração especialmente no blastoma fica branco”, conclui.

A oftalmologista orienta que, mesmo que não tenha aparecido nada no exame do olhinho, realizado nas maternidades, o ideal é fazer consultas oftalmológicas a cada 6 meses ao longo dos 3 primeiros anos de vida da criança.

O principal sintoma da doença é a leucocoria, um reflexo branco na pupila presente em 90% dos casos de retinoblastoma. Outros sintomas são estrabismo, vermelhidão ocular, baixa visão, dor e protusão ocular.

A servidora pública Renata Moura, de 43 anos, moradora de Sobradinho (DF), notou que o olhar do filho de apenas 7 meses tinha um brilho diferente, parecido com o reflexo dos olhos de um gato.

"Quando eu comecei a perceber isso com uma certa frequência, eu entrei na internet pra ver o que poderia ser. E aí depois disso eu já marquei uma consulta com a pediatra dele e logo em seguida já levei o para o oftalmo. Ele fez exames e lá no consultório a gente já recebeu o diagnóstico, que se tratava de um retinoblastoma”, completou.

O tratamento durou aproximadamente 8 meses, foi feito em São Paulo e foi todo custeado pelo SUS. Graças ao diagnóstico precoce, o tratamento trouxe bons resultados. A família volta a São Paulo a cada 6 meses para as consultas de acompanhamento.

O tratamento para o retinoblastoma envolve uma radioterapia local, para a redução do tumor. A remoção do olho é recomendada nos casos extremos. 
 

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18/09/2022 16:30h

De acordo com o Ministério da Saúde, brasileiros e estrangeiros podem optar por apresentar o comprovante de vacinação contra a doença ou teste negativo para entrada no país até um dia antes do embarque

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Com a redução da média móvel de casos de Covid-19 e de mortes pela doença, o Ministério da Saúde decidiu flexibilizar medidas que, até então, eram tidas como importantes para evitar a propagação do vírus. Agora, brasileiros e estrangeiros podem optar por apresentar o comprovante de vacinação contra a Covid-19 ou teste negativo para entrada no país até um dia antes do embarque. 

A autorização foi validada em portaria interministerial publicada em edição extra do Diário Oficial da União do último dia 12 de setembro. Antes, todo viajante era obrigado a apresentar o comprovante de vacinação antes de embarcar para o Brasil. A exceção eram passageiros com contraindicação médica.

Para a infectologista Helena Germoglio, o atual momento permite essa flexibilização. No entanto, ela ressalta que qualquer alteração no cenário pode exigir uma nova mudança nas regras.

“Outros países já dispensam, há algum tempo, a apresentação de cartão vacinal e de testagem para entrada nos seus territórios. Tem-se percebido que isso não tem levado ao aumento de casos nesses locais. E, com o atual momento que vivemos no Brasil, isso também deve acontecer, com a estabilização dos casos. É claro que o incentivo à vacinação deve ser uma prática constante, independentemente da exigência”, destaca.  

Campanha Nacional de Multivacinação vai até 30 de setembro

Dia Mundial do Doador de Medula Óssea

A flexibilização teve o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A decisão levou em conta o quadro atual de queda no número de mortes e casos de Covid-19 entre os brasileiros.

Nesse sábado (17), por exemplo, o país havia registrado uma média móvel de 72 mortes por dia, um total 43% menor do que o registrado há duas semanas. 
Os dados da pasta mostram que a vacinação também avançou. Mais de 165 milhões de pessoas completaram o esquema vacinal contra a doença com duas doses ou dose única. O total corresponde a 77,7% da população brasileira.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece que políticas para testes e quarentena devem ser revisadas regularmente, com o intuito de garantir que sejam suspensas quando não forem mais necessárias. 
 

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17/09/2022 04:00h

Saiba como se tornar doador

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O Dia Mundial do Doador de Medula Óssea é celebrado no terceiro sábado de setembro, desde 2015. Neste ano, a data é 17 de setembro. Criado pela World Marrow Donor Association (WMDA), associação mundial que reúne os registros de doadores de medula óssea, o principal objetivo da comemoração é agradecer a todos os doadores e destacar a cooperação global pelo Transplante de Medula Óssea (TMO).

A servidora pública Gabriela Lima, 43 anos, mora em Brasilia e é doadora de medula desde 2013. “Eu decidi fazer meu cadastro como doadora de medula óssea porque é uma oportunidade de ajudar o próximo, de salvar uma vida. Enfim, ser heroína de alguém na vida real”, completa. Gabriela também conta que separou e armazenou as células da medula do cordão umbilical da filha quando ela nasceu. 

TERESINA (PI): 44,8 mil crianças devem vacinar contra poliomielite na cidade

O transplante de medula óssea também é chamado de transplante de células tronco hematopoiéticas. É indicado para diversas doenças como leucemias, linfomas, mieloma múltiplo, aplasia de medula e as imunodeficiências, sendo em muitas vezes a única possibilidade de cura para esses pacientes.

A hematologista do Hospital São Francisco de Brasília, Jackeline Felix, explica que a doação de medula óssea é uma das atitudes mais nobres e generosas que um ser humano pode desempenhar, pois servirá para a realização do transplante em um paciente que precisa. 

Realização do cadastro 

Segundo a médica, para ser um doador de medula óssea, é preciso ter entre 18 e 35 anos de idade, um bom estado geral de saúde, não apresentar nenhuma doença infecciosa ou incapacitante, não apresentar nenhuma patologia neoplásica, como câncer ou alguma doença hematológica (do sangue), e nenhuma doença que afete o sistema imunológico.

"Basta o indivíduo procurar o hemocentro mais próximo de sua residência, fazer um cadastro e coletar uma amostra de sangue em torno de 10ml. Com essa amostra, serão realizados exames de histocompatibilidade, também chamados de HLA. Com esses resultados liberados, os dados do doador são adicionados no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea, também chamados de REDOME”, conclui.


Os doadores devem manter os dados cadastrais atualizados, pois podem ser chamados para a doação até completarem 60 anos de idade.
 

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16/09/2022 13:30h

Aumentar a cobertura vacinal e reduzir o número de não vacinados entre crianças e adolescentes são objetivos da ação

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Mais de 38 mil postos de vacinação estão abertos para a Vacinação contra a Poliomielite e Multivacinação até o dia 30 de setembro. A ação tem como objetivo aumentar a cobertura vacinal e reduzir o número de não vacinados entre crianças e adolescentes menores de 15 anos. De acordo com o Ministério da Saúde, manter a situação vacinal em dia aumenta a proteção contra as doenças imunopreveníveis e evita a ocorrência de surtos e hospitalizações.

As vacinas disponíveis para a campanha de multivacinação são: Hepatite A e B, Penta (DTP/Hib/Hep B), Pneumocócica 10 valente, VIP (Vacina Inativada Poliomielite), VRH (Vacina Rotavírus Humano), Meningocócica C (conjugada), VOP (Vacina Oral Poliomielite), Febre amarela, Tríplice viral (Sarampo, Rubéola, Caxumba), Tetraviral (Sarampo, Rubéola, Caxumba, Varicela), DTP (tríplice bacteriana), Varicela e HPV quadrivalente (Papilomavírus Humano).

Já para os adolescentes, estão disponíveis as vacinas HPV, dT (dupla adulto), Febre amarela, Tríplice viral, Hepatite B, dTpa e Meningocócica ACWY (conjugada).

Hepatite B

A hepatite B é uma doença infecciosa que provoca cansaço, dor de cabeça e abdômen, náuseas e vômitos. De acordo com a gastroenterologista Soraia Vianna, uma das principais formas de transmissão é de mãe para o feto, durante a gestação e no momento do parto.

A gastroenterologista explica que as manifestações clínicas da hepatite B aguda dependem da idade em que a infecção ocorre, do estado imune do paciente e da replicação viral. “Em geral, a hepatite B aguda em crianças têm sintomas brandos, porém tendem a evoluir para a cronicidade”, afirma.

A médica também alerta para a evolução do vírus, “ele pode causar lesões crônicas do fígado, que é a cirrose. E também ele é chamado também de vírus carcinogênico, que ele pode causar câncer no fígado mesmo antes do paciente ter cirrose”.

No Brasil, a prevenção mais eficaz contra hepatite B é a vacina. Ela  está disponível gratuitamente no SUS e deve ser aplicada ainda nas primeiras horas após o nascimento, fornecendo proteção entre 80% e 100%. A aplicação é feita com injeção e as doses de reforço estão presentes na vacina pentavalente, que também protege contra tétano, coqueluche, difteria e meningite, causada pela Haemophilus influenza tipo B.

Sarampo

O Ministério da Saúde promoveu na terça-feira (13) um dia de combate ao sarampo, o Dia S, para reforçar as medidas contra a doença em todo o país. A ação conjunta com os serviços de saúde de estados e municípios foi realizada para identificar casos suspeitos de sarampo ou rubéola em estabelecimentos de saúde e comunitários.

O pediatra Marcos Guimarães explica que o sarampo é uma doença viral em que os sintomas são semelhantes a um resfriado ou gripe. “É caracterizada por febre, coriza, o nariz escorrendo com tosse seca e, principalmente, por uma conjuntivite. Logo após aparecem manchas. São manchas avermelhadas e elas vão da direção da cabeça aos pés, inclusive comprometendo a palma das mãos e a planta dos pés. Geralmente é acompanhada de febre alta, de até 40°, muitas vezes”, alerta.

O sarampo é uma doença altamente contagiosa. A transmissão acontece por meio das secreções respiratórias, segundo o infectologista Victor Bertollo. “É de maneira muito semelhante à transmissão da covid-19. Mas a diferença é que o sarampo, ele é mais transmissível que a covid. Ele pode ficar no ar por tempo mais prolongado, principalmente em ambientes fechados, né? Por exemplo, uma pessoa entra no ambiente, expele vírus ali naquela região, ela sai do ambiente, mas o vírus que pode continuar suspenso ali, infecta outras pessoas que entre no ambiente depois”, afirma.

Segundo o infectologista, para conter a transmissão do sarampo, é necessário um grande percentual de pessoas imunizadas, “A gente precisa de coberturas vacinais. A gente tem vacinas altamente eficazes, né? Efetivas para a prevenção do sarampo. Ela está recomendada para toda a população brasileira, de 9 meses de idade a 50 anos de vida”.

A vacina contra o sarampo deve ser aplicada, a princípio, dos 12 meses aos 15 meses de idade. Adolescentes e adultos não vacinados também podem tomar a vacina, basta procurar um posto de saúde.

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16/09/2022 04:00h

Meta da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite é de vacinar 95% das crianças de um a quatro anos no estado. Para a Multivacinação a meta é atualizar a caderneta de vacinas de seus filhos e protegê-los de doenças graves. Pais e responsáveis de Teresina e região, aproveitem a mobilização nas unidades de saúde do SUS para atualizar a caderneta de vacinas de seus filhos e protegê-los de doenças graves.

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As unidades de saúde do SUS de todo o País já aplicaram mais de 5 milhões de doses da vacina contra a paralisia infantil, desde o começo da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e de Multivacinação, iniciada no dia 8 de agosto. 

Em Teresina, são cerca de 7,2 mil doses aplicadas. O dado preliminar é do painel disponibilizado pelo Ministério da Saúde, com base nas notificações feitas em tempo real por estados e municípios.

O público-alvo da vacinação contra a pólio na cidade é de 44,8 mil crianças menores de cinco anos. 

A Dwan Mayara mora em Teresina e tem um filho de 6 anos. A analista administrativa conta que mantém a caderneta de vacinação do pequeno em dia. Para a mãe, essa é a melhor forma de protegê-lo de doenças que considera graves.

“É uma forma de proteger o meu filho das doenças. As vacinas salvam vidas. A criança, após ser vacinada, fica imune e reduz a probabilidade de pegar uma doença que possa causar até a morte.”

O foco da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, é vacinar 95% da população menor de cinco anos de idade. Além de reduzir o número de crianças e adolescentes menores de 15 anos, não vacinadas que estão com vacinas atrasadas, com a Campanha de Multivacinação.

A infectologista Joana D’arc alerta: o Brasil apresenta redução na taxa de vacinados, o que pode ser um risco para a população.

“Essa campanha é importante porque a gente tem tido uma redução muito grande do número de pessoas imunizadas no Brasil e isso faz com que a gente tenha risco de reintrodução de doenças, podendo ter surtos e epidemias de doenças já controladas. Vacinar é um gesto de amor porque a gente tem a certeza de que nossos filhos vão estar protegidos.”

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e de Multivacinação vai até o dia 30 de setembro nas unidades básicas. Para as crianças e adolescentes estão disponíveis as vacinas BCG; hepatite A, hepatite B; penta; pneumocócica 10-valente; pneumocócica 23-valente; poliomielite inativada (VIP) e poliomielite oral (VOP); rotavírus humano; meningocócica C (conjugada), meningocócica ACWY (conjugada); febre amarela; tríplice viral; tetraviral; tríplice bacteriana (DTP); dupla adulto (dT); varicela e HPV quadrivalente. 

A vacinação aumenta a proteção das crianças e adolescentes contra as doenças imunopreveníveis, evitando a ocorrência de surtos, hospitalizações e óbitos. Todos os imunizantes são seguros e estão registrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa.

Saiba mais:

Sobre o Calendário Nacional de Vacinação.
Sobre o Número de crianças vacinadas durante as Campanhas Nacionais contra a Poliomielite e Multivacinação.

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Brasil 61