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TERMO DE USO E PARCERIA

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 Última atualização: 24 de dezembro de 2020 

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É preciso tomar a segunda dose da vacina? Quais as comorbidades incluídas como prioritárias para vacinação contra a Covid-19? Esses são alguns questionamentos recorrentes de brasileiros no andamento da imunização no país. Para responder às dúvidas, o portal Brasil61.com convidou especialistas que detalharam a importância da vacinação completa e as doenças que são listadas pelo Ministério da Saúde na relação de prioridade.

Segundo levantamento do governo federal de abril, 1,5 milhão de brasileiros não tomaram a segunda dose da vacina, mesmo após ter chegado o prazo do reforço da imunização. Epidemiologista do curso de Saúde Pública da Universidade de Brasília (UnB), Walter Ramalho é enfático ao explicar: “Com uma dose apenas, a eficácia é muito menor e a conversão para as células de imunidade é muito baixa.”

Por que é importante tomar da segunda dose

O especialista lembra que, antes do registro das vacinas contra a Covid-19, foram feitos estudos para avaliar se seria necessária apenas uma aplicação ou mais. Porém, grande parte dessas análises indicou uma imunidade necessária para frear a mortalidade com duas doses. 

“Foi pesquisado, para todas essas vacinas, a elegibilidade de apenas uma dose. E todos esses fabricantes acharam que a imunidade era muito baixa, a eficácia era muito baixa. Por isso que se passou a testar também duas doses, e o aumento da eficácia da vacina foi considerável. Hoje, alguns fabricantes ainda estão discutindo a administração de uma terceira dose para aumentar o reforço da imunidade vacinal das pessoas”, adiantou.

Atualmente, três vacinas estão sendo aplicadas nos brasileiros: CoronaVac/Butantan, AstraZeneca/Fiocruz e Pfizer/BioNTech. Todas são imunizações de duas doses. Ou seja, o brasileiro que tomou somente a primeira deve tomar a segunda para que se alcance a proteção necessária. Ainda há contratos do Ministério da Saúde para distribuições futuras das vacinas Janssen/Johnson, União Química/Sputnik V e Bharat Biotech/Covaxin. 

Vacinas disponíveis no Brasil 

Coronavac: Eficácia para casos sintomáticos é de 50,7%, sendo que pode chegar a 62,3% se houver um intervalo de mais de 21 dias entre as duas doses da vacina. Duas doses com intervalo entre as doses entre 14 a 28 dias após a aplicação da primeira.
 
Astrazeneca: Eficácia de cerca de 70% nos estudos que levaram à aprovação, variando entre 62 e 90%. Dados de vida real recém-divulgados pelo governo britânico apontam para 90% de proteção após as duas doses. Duas doses, o prazo para aplicação da segunda dose é de até 90 dias. 

Pfizer: Já demonstrou 95% de eficácia em prevenir casos confirmados de Covid-19. O laboratório já relatou, inclusive, que a vacina funciona contra a variante sul-africana. Duas doses com prazo de aplicação para a segunda dose de 21 dias.

Janssen: Estudos da Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) apontam que a dose única do imunizante é 66% eficaz na prevenção de diversas variantes da covid-19. Dose única. 

Sputnik V: A vacina recebeu liberação parcial da Anvisa para ser distribuída sob condições específicas e em quantidade limitada para alguns estados. Eficácia de 91,7%, segundo estudo da Lancet, e 97,6%, segundo o Instituto Gamaleya. Aplicada em duas doses com intervalo de 21 dias.  

Covaxin: A agência regulatória brasileira permitiu, por enquanto, o uso de 4 milhões de unidades do imunizante. A Anvisa ponderou o fato de não ter recebido relatórios da agência indiana, o curto prazo de acompanhamento dos participantes dos estudos e a inconclusão dos estudos da fase 3, etapa que atesta a eficácia da vacina. Eficácia de 78% e 100% em casos graves.  

“Agora, é claro que nós não vamos deixar para tomar a segunda dose seis meses, oito meses, um ano depois. Porque nós precisamos, antes de tudo, nos cuidar. As pessoas só estão imunizadas corretamente a partir da segunda dose. Se você tomou apenas uma, você não está imunizado, e os cuidados necessários com o controle do coronavírus são de extrema importância”, afirma Walter.

Quando tomar a segunda dose da vacina da Covid-19

E qual o intervalo das doses das vacinas? A resposta depende de qual imunizante a pessoa recebeu. Os brasileiros que foram vacinados com a CoronaVac devem aguardar entre 14 e 28 dias de intervalo para buscar a segunda dose. Já o intervalo da vacina AstraZeneca e da Pfizer são maiores. A segunda dose, nesses casos, deve ser recebida 12 semanas após a primeira.

Uma dose ou duas doses, entenda cada vacina da Covid-19

O epidemiologista lembra ainda que há um imunizante aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que concentra a proteção em uma dose. “Nós temos hoje apenas a vacina da Johnson, a Janssen, que com apenas uma dose ela já confere uma boa imunidade para as pessoas. Em todas as outras, a ideia é que com duas doses tenhamos a eficácia desejada.”

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que 1,5 milhão de doses da vacina da Janssen devem chegar ao Brasil na manhã desta terça-feira (22). A declaração foi dada em audiência pública na Comissão Temporária da Covid-19 do Senado Federal, nesta segunda-feira (21). Ao todo, a pasta já tem contratadas 38 milhões de doses desse imunizante. 

“A única esperança”

Sirlany Silva Arabi, moradora de Natal (RN), é aposentada, tem 62 anos e foi ao posto de saúde receber a primeira dose da vacina com alegria e alívio, pois perdeu pessoas próximas para a doença. Ela avalia que estamos combatendo um vírus sem cura que não escolhe pessoas por idade ou comorbidade, e acredita que “a única esperança que ainda temos é a vacinação”. 

“A pouco, perdi um tio muito querido da minha idade. Ele tinha tomado só a primeira dose. Quando estava aguardando para tomar a segunda, foi acometido pela Covid-19, ficou 28 dias no hospital e não resistiu. Sendo que era uma pessoa sem comorbidade nenhuma”, lamenta. 

Antônio de Oliveira, 55, mora no Distrito Federal e aguarda a segunda dose. “A expectativa que tenho para tomar a segunda dose é completar o esquema vacinal e ficar completamente imunizado, para o organismo produzir anticorpos, se defender caso a gente adquira a doença. Eu mesmo perdi amigos que faleceram em idade até menor que a minha. Talvez, se eles tivessem tomado a vacina, isso tivesse sido evitado. Desde que eu sou criança vejo que a vacina é uma proteção para a humanidade”, ressalta.

Thainá Chaves, 27, também tem conhecidos entre os números de mais de 500 mil mortos em decorrência da Covid-19. Ela já tomou as duas doses da imunização, dentro do grupo de prioridades de psicólogos, e classifica a vacinação como uma “oportunidade de vida”. “A vacina antes de ser aprovada passa por muitos estudos. Infelizmente, muitos se aproveitam da situação para propagar informações falsas. Muitos gostariam de ter a oportunidade de tomar a vacina. Essa é uma responsabilidade nossa.”

Dificuldade histórica

Alessandro Chagas, assessor técnico do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), classifica esse problema da falta da segunda imunização como histórica no país. “O Brasil tem uma dificuldade enorme de todas as vacinas que a gente tem no calendário com mais de uma dose, mesmo crianças nós temos dificuldades enormes. Se pegarmos, por exemplo, o HPV, não chegamos a 40% dos que vão tomar a segunda dose. Então, isso é histórico no Brasil.”

Para ele, é preciso fortalecer os sistemas de atenção básica para encontrar pessoas que não voltaram aos postos de saúde para completar a imunização contra a Covid-19 dentro do prazo adequado. “O ideal é que o agente de saúde vá buscar essas pessoas, entrar em contato com quem tem cadastro na atenção básica. O principal objetivo da vacina é evitar o caso grave. Aquele que não completa o esquema vacinal fica com isso comprometido. É um percentual pequeno, mas não quer dizer que não temos que correr atrás”, diz.

Comorbidades definidas pelo Ministério da Saúde:

E quais as comorbidades incluídas como prioritárias para vacinação contra a Covid-19? O questionamento ainda realizado com frequência no país pode ser respondido com base nos detalhes do Plano Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde. O documento lista os grupos de comorbidades prioritárias. Veja abaixo quais são:

  1. Doenças Cardiovasculares
  2. Insuficiência cardíaca (IC)
  3. Cor-pulmonales (alteração no ventrículo direito) e Hipertensão pulmonar
  4. Cardiopatia hipertensiva
  5. Síndromes coronarianas
  6. Valvopatias
  7. Miocardiopatias e Pericardiopatias
  8. Doença da Aorta, dos Grandes Vasos e Fístulas arteriovenosas
  9. Arritmias cardíacas
  10. Cardiopatias congênitas no adulto
  11. Próteses valvares e dispositivos cardíacos implantados
  12. Diabetes mellitus
  13. Pneumopatias crônicas graves
  14. Hipertensão arterial resistente (HAR)
  15. Hipertensão arterial - estágio 3
  16. Hipertensão arterial - estágios 1 e 2 com lesão e órgão-alvo e/ou comorbidade
  17. Doença Cerebrovascular
  18. Doença renal crônica
  19. Imunossuprimidos (transplantados; pessoas vivendo com HIV; doenças reumáticas em uso de corticoides; pessoas com câncer).
  20. Anemia falciforme e talassemia maior (hemoglobinopatias graves)
  21. Obesidade mórbida
  22. Cirrose hepática

Vale destacar que é preciso consultar a Secretaria de Saúde do Estado ou do Município para verificar como está sendo organizada a fila de vacinação no local, o que pode variar entre regiões. Confira neste link os dados da aplicação de vacinas no seu estado.   

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A diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a ampliação do prazo de validade da vacina da Janssen contra a Covid-19 de três para quatro meses e meio, sob temperatura de 2ºC a 8ºC.  

A aprovação ocorre após a publicação da informação de que doses previstas para este mês têm prazo de validade até dia 27. Um lote de 3 milhões de doses estava previsto para chegar nesta segunda (14), mas foi adiado.  

Covid-19: mais da metade dos municípios começaram vacinação por faixa etária

Covid-19: vacina da Janssen chega ao Brasil na próxima semana

A decisão correspondeu a um pedido da farmacêutica, subsidiária do grupo Johnson & Johnson, protocolado no dia 10 de junho. A Janssen possui autorização para uso em caráter emergencial no Brasil.

Em nota, a Anvisa afirma que a medida foi baseada em “criteriosa avaliação dos dados de qualidade dos estudos que demonstrou que a vacina tende a se manter estável pelo período (4,5 meses) bem como considerou decisão da agência norte-americana (Food and Drug Administration - US FDA), que também aprovou a referida alteração em 10 de junho de 2021”.
 

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Pessoas que tiveram dengue são duas vezes mais propensas a desenvolver sintomas da Covid-19. É o que aponta um estudo realizado por pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP). Foram analisadas amostras sanguíneas de 1.285 moradores do município de Mâncio Lima, no Acre, onde o grupo trabalha na investigação de outras doenças. 

A motivação para a pesquisa se deu a partir de dois estudos, um americano e outro brasileiro, que sugeriram que a infecção prévia por dengue poderia ser um fator protetor contra o coronavírus.

Diante disso, o primeiro passo do estudo pela USP foi verificar a presença de anticorpos contra o vírus da dengue em amostras de outubro de 2019 e da Covid-19 em novembro de 2020, através de testes de sorologia com as mesmas pessoas analisadas. A pesquisadora Vanessa Nicolete, autora principal do estudo, explica que a possibilidade de uma reação cruzada foi descartada e o porquê das pessoas que foram infectadas com dengue têm maiores chances de serem sintomáticas para o coronavírus.

A idade é outro fator relevante que foi considerado no estudo. Em geral, quanto mais velho, maior a chance de ter sido exposto à dengue. “Assim como vemos na população em geral, todas as idades são predispostas a ter anticorpos. Porém, em relação à infecção por Sars-Cov-2, os mais velhos foram os que apresentaram mais sintomas durante a pesquisa”, afirma Vanessa.

Os pesquisadores ainda não sabem quais são as causas do fenômeno, mas apontam duas hipóteses. Uma delas seria biológica: os anticorpos contra o vírus da dengue poderiam estar favorecendo de algum modo o agravamento da Covid-19. A outra é sociodemográfica: populações estariam mais vulneráveis às duas doenças por características diversas.

De acordo com o médico especialista em dengue, Werciley Vieira Junior, o vírus da Covid-19 hiper estimula o sistema imune produzindo citocinas, que são proteínas inflamatórias. “A dengue hipersensibiliza nossa capacidade de produzir essas proteínas e, com isso, favorece um processo inflamatório mais intenso da Covid-19. E, automaticamente, com os processos inflamatórios mais intensos, os sintomas são maiores”, explica.

Como diferenciar a dengue da Covid-19?

Muitas pessoas costumam confundir os sintomas iniciais da Covid-19 com a dengue. Werciley Vieira Júnior explica o porquê dessa associação entre as doenças. “Os sintomas iniciais da Covid-19 são um quadro gripal que pode vir com mialgia, que é a dor no corpo, pode vir com dor de cabeça e dor nas juntas. E a dengue tem como marcante a febre, dor no corpo e dor nas juntas. Porém a proporção de dor na junta é muito maior na dengue do que na Covid-19, e a febre da dengue é bem maior.”

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A dengue é transmitida ao ser humano a partir da picada do mosquito Aedes Aegypti que se desenvolve em água parada. No caso de locais com bastante incidência, como no Acre, o especialista em dengue destaca ainda alguns pontos para aumentar a proteção contra a doença. “Usar repelente e tela mosquiteira para evitar a entrada do mosquito já ajuda. Mas a melhor forma é diminuir os criadouros, seguindo as condutas de evitar água parada e evitar jogar lixo onde não se deve. Inibindo os criadores, diminuímos a taxa de proliferação do mosquito.”

O mosquito da dengue põe seus ovos em recipientes como latas e garrafas vazias, pneus, calhas, caixas d’água descobertas, pratos sob vasos de plantas ou qualquer outro objeto que possa armazenar água da chuva. O mosquito pode procurar ainda criadouros naturais, como bromélias, bambus e buracos em árvores.

De acordo com o Boletim Epidemiológico n° 21 do Ministério da Saúde, atualmente o Brasil tem 348.508 casos de dengue. Em comparação com o ano de 2020, houve uma redução de 57,4% de casos registrados para o mesmo período analisado. Esta diminuição pode ser consequência do receio da população em procurar atendimento em uma unidade de saúde durante a pandemia da Covid-19, bem como um possível atraso nas notificações das doenças pelas equipes de vigilância e assistência para o enfrentamento da pandemia.

Ranking de casos de dengue no Brasil (por incidência)

Estado Estado Casos incidência (casos/100 mil hab.)
1 Acre 13653 1526,4
2 Goiás 30441 427,9
3 Mato Grosso do Sul 11071 394,1
4 Paraná 38376 333,2
5 Mato Grosso 10951 310,6
6 São Paulo 132665 286,6
7 Distrito Federal 7276 238,2
8 Santa Catarina 16693 230,2
9 Amazonas 5667 134,7
10 Bahia 17791 119,2
11 Ceará 9857 107,3
12 Pernambuco 9674 100,6
13 Espírito Santo1 3781 93
14 Minas Gerais 19240 90,4
15 Tocantins 1378 86,7
16 Paraíba 2785 68,9
17 Rondônia 1201 66,9
18 Rio Grande do Sul 7618 66,7
19 Rio Grande do Norte 1353 38,3
20 Piauí 823 25,1
21 Pará 2072 23,8
22 Roraima 101 16
23 Alagoas 436 13
24 Rio de Janeiro 1972 11,4
25 Maranhão 760 10,7
26 Amapá 89 10,3
27 Sergipe 230 9,9

Desse total, foram confirmados 152 casos de dengue grave (DG), 1.984 casos de dengue com sinais de alarme (DSA) e 105 óbitos. 

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29/07/2021 04:00h

Foram quase R$ 2 milhões repassados para os municípios e os valores estão organizados por cidade em mapa interativo do portal Brasil61.com. Confira!

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O Ministério da Saúde repassou, por meio do Fundo Nacional de Saúde, mais de R$ 1,9 milhão para os municípios investirem na aquisição de Teste Rápido de Gravidez (TRG). O valor é suficiente para compra de mais de 3,3 milhões de testes. 

O recurso é direcionado para o atendimento das mulheres acolhidas pela Rede Cegonha. A estratégia promove o bem-estar da gestante e contribui para diminuição das mortalidades infantil e materna na rede de saúde do SUS em cada cidade. 

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Todos os 5.570 municípios do País foram contemplados com recursos e os valores foram estipulados pelo custo unitário do TRG multiplicado pelo número de nascidos no município em 2019, mais 20%. 

Os custos unitários dos testes são referentes aos praticados no mercado em 2020. O Ministério da Saúde estimou o valor mínimo de R$ 56 para cada kit, com 100 testes. 

Veja no mapa os valores repassados para Rede Cegonha na sua cidade. 

O TRG é eficaz em detectar os hormônios da gestação (HCG) por meio da urina. O resultado é conhecido em até cinco minutos e varia de acordo com as reações de anticorpos contidos nos testes. A gravidez é confirmada quando o visor do mecanismo mostrar duas listras coloridas. A precisão do TRG é superior a 99%. 

O TRG pode ser realizado nas Unidades Básicas de Saúde por mulheres adultas, jovens e adolescentes. As mulheres têm direitos de autonomia e sigilo preservados, podendo, inclusive, fazer o teste de gravidez fora do ambiente hospitalar. No entanto, as equipes de saúde das cidades devem buscar acolher as mulheres com resultado positivo para orientar, informar e fortalecer o vínculo com a gestante. 

“É ali, no início das primeiras semanas, que tem o principal desenvolvimento do embrião, em relação à parte cerebral, toda parte cognitiva. Então, quanto mais cedo essa gestante souber que está grávida, melhor será o acompanhamento dessa gestão e do desenvolvimento desta criança”, explica a biomédica Maria Gabriela, especialista em microbiologia clínica e C.E.O do laboratório Pertencer.   

Foto: Arquivo febrasgo.org.br

Nos municípios 

A região Nordeste do País teve 1.794 municípios contemplados com os recursos do Ministério da Saúde para aquisição de TRG nas cidades. A região Sudeste teve 1.668 municípios agraciados, a Sul, 1.191, o Centro Oeste. 467, e o Norte, 450. 

Em Governador Valadares (MG), por exemplo, o recurso repassado pelo Ministério da Saúde, de R$ 2,5 mil, pode ser usado para aquisição de cerca de 50 kits de TRG, quantidade suficiente para atender mais de cinco mil mulheres no município. 

“É extremamente importante ter esse teste nas UBS. Quando a mulher procura a unidade de saúde com suspeita, é importante que tenha o teste. Nós temos procura e, só para se ter uma ideia, eu tenho 1.493 gestantes cadastras até ontem. Hoje, com certeza, vai ter mais”, conta Caroline Sangali, Secretária de Saúde de Governador Valadares (MG). 

Uberlândia - MG terá R$ 6,5 mil e o dinheiro pode ser suficiente para compra de 116 kits de TRG, com alcance estimado de 11.600 mulheres. O recurso da Rede Cegonha chega em hora certa. 

“Não dispomos de teste rápido na rede, no momento. Todas as mulheres que buscam nossa rede têm exames de Beta HCG coletados e, entre 24h e 48h, esses testes têm resultados”, diz Carina de Oliveira, coordenadora da Atenção Primária e das Redes Temáticas, de Uberlândia – MG. 

As cidades que mais tiveram recursos para aquisição de TRG pela Rede Cegonha foram São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. 

Ranking dos 10 maiores repasses da Rede Cegonha para compra de TRG: 

  • São Paulo – R$ 106 mil 
  • Rio de Janeiro – R$ 51 mil
  • Brasília – 28 mil
  • Manaus – R$ 25 mil
  • Fortaleza – R$ 23 mil
  • Salvador - R$ 22 mil
  • Belo Horizonte – R$ 19 mil
  • Curitiba – R$ 14 mil
  • Recife – R$ 14 mil
  • Goiânia – R$ 13 mil

Veja os repasses do Ministério da Saúde para a Rede Cegonha da sua cidade no mapa abaixo!

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29/07/2021 03:00h

Período varia de acordo com o tipo de tecnologia utilizada no imunizante e pode chegar a sete dias

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É permitido doar sangue logo após tomar a vacina contra a Covid-19? De acordo com a Nota Técnica nº 12 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o período de inaptidão varia de acordo com o tipo de vacina.

  • Candidatos à doação de sangue que receberam vacinas de vírus inativado ou fragmento proteico sintético, como é o caso da Coronavac, devem aguardar 48 horas para fazer a doação.
  • Candidatos que receberam vacinas que utilizam vetores virais recombinantes não replicantes, como AstraZeneca/Butantan, Janssen e Sputnik V, devem aguardar sete dias para fazer a doação de sangue.
  • Candidatos à doação que receberam vacinas que utilizam RNA mensageiro ou DNA, como o imunizante da Pfizer, permanecem inaptos à doação de sangue por sete dias após a aplicação da vacina.

O pesquisador da Fiocruz Brasília, Sergio Nishioka, explica que essas recomendações são feitas por precaução. “Teoricamente, se uma pessoa doar sangue depois de vacinado, pode ter algum componente da vacina circulando, e quem receber a transfusão do sangue doado por ela pode desenvolver uma reação adversa.”

Sergio ressalta que o candidato à doação de sangue que não souber informar de maneira segura sobre o tipo de vacina que recebeu - portanto, não sendo possível identificar a tecnologia utilizada no imunizante - permanece inapto a doar pelo período de sete dias após a aplicação.

No caso de vacinas que necessitam de duas doses para garantir total imunidade, o intervalo de inaptidão para doar sangue está relacionado a cada uma das aplicações.

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Recomendações

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos, sendo que menores de idade precisam da autorização de um responsável legal; pesar mais de 50 quilos e estar em boas condições de saúde. 

No caso de doador que faz uso de medicações ou possui alguma doença, é importante verificar no site do hemocentro ou comparecer na triagem clínica para conferir se a condição é impedimento temporário ou definitivo para a doação.

A chefe da Seção do Ciclo do Doador da Fundação Hemocentro de Brasília, Anne Ferreira, dá algumas orientações pré e pós doação.

“Antes de realizar a doação de sangue é importante que o doador durma bem na noite anterior e beba bastante água. A doação de sangue não deve ser feita em jejum, então é importante que o doador se alimente evitando alimentos gordurosos, como leite e seus derivados e frituras. Após a doação, o doador recebe o atestado de doação justamente para que possa ficar em repouso, sem fazer atividade física por pelo menos doze horas após a doação.”

“Não se deve ingerir bebida alcoólica durante doze horas após a doação. Também se recomenda evitar o cigarro nas duas horas seguintes à doação, da mesma forma deve-se evitar o cigarro duas horas antes. Além disso, é importante beber bastante água para repor todo líquido que foi perdido durante a doação de sangue”, acrescenta.

Anne Ferreira destaca que a doação de sangue é um processo seguro. “Todos os materiais são estéreis e descartáveis. Com relação ao coronavírus, reforçamos que todos os hemocentros se adaptaram para poder oferecer um ambiente o mais seguro possível. É importante destacar que essa segurança depende também das ações de cada doador, de usar máscara e utilizar o álcool em gel.”

Vidas Salvas

O volume médio de sangue coletado em uma doação é de 500 ml, sendo 50 ml usados para exames laboratoriais. Esse volume pode salvar até quatro vidas, conforme explica o diretor do Serviço de Coleta do Hemocentro da Universidade de Campinas (Unicamp), Vagner de Castro.

“Uma doação de sangue pode salvar de três a quatro vidas de pessoas com problemas distintos. Os glóbulos vermelhos servem para o paciente que tem anemia; as plaquetas que servem para quem tem problema de coagulação; o plasma fresco congelado que também serve para paciente que tem problema de coagulação. E do plasma, obtemos o crioprecipitado, que também são proteínas da coagulação.”

Roberto Carvalho Monteiro, brasiliense de 27 anos, foi uma das vidas salvas por um doador de sangue, quando ainda tinha sete meses de idade e contraiu meningite bacteriana.

“Fui internado e passei uma semana em coma. Como meu quadro não estava melhorando, os médicos resolveram fazer uma transfusão de sangue em mim. Ocorreu tudo bem e depois da transfusão eu comecei a ter uma melhora visível. Hoje em dia eu não tenho quase nenhuma sequela de meningite, mas eu sobrevivi e estou vivo até hoje graças à transfusão de sangue”, conta.

Roberto foi salvo por um doador de sangue como a Lorena Magalhães Dutra, analista de marketing, também moradora de Brasília. Doadora assídua, ela conta a experiência de doar um pouco de si pelo próximo.

“Eu sou doadora desde que completei dezoito anos. Como meu sangue é O+, o Hemocentro de Brasília sempre me liga quando completa os três meses [da última doação]. É um procedimento muito tranquilo, não demora. Você chega, faz a triagem e logo em seguida faz a doação. Não dói; comparando com o benefício que está levando para pessoas que precisam de transfusão de sangue, é uma picadinha”, relata.

“Todos os tipos sanguíneos são importantes, mas o mais importante é que as doações sejam regulares justamente para poder manter os hemocentros sempre abastecidos e que não falte para ninguém”, reforça Anne Ferreira.

Covid-19 e Doação

Para pessoas com sintomas gripais ou que tiveram contato com alguém que testou positivo para Covid-19, a orientação é aguardar 14 dias após o último sintoma ou contato para fazer a doação de sangue.

“Se a pessoa já teve o diagnóstico clínico ou laboratorial de Covid-19, ela será considerada inapta [a doar sangue] por um período de 30 dias após a completa recuperação da doença. Essas recomendações têm como base o princípio da precaução, pois ainda não há comprovação de transmissão do novo coronavírus por transfusão de sangue; e o risco de isso acontecer é considerado mínimo”, esclarece o pesquisador da Fiocruz, Sérgio Nishioka. 

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28/07/2021 11:00h

Os chamados “sommeliers de vacina", pessoas que ficam escolhendo qual marca de vacina tomar, só poderão tomar a primeira dose após a imunização dos demais grupos

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Em São Paulo foi sancionada a lei que coloca no final da fila a pessoa que se recusar a tomar a vacina contra a Covid-19 que estiver disponível no posto de saúde. Os chamados “sommeliers de vacina", pessoas que ficam escolhendo qual marca de vacina tomar, só poderão tomar a primeira dose após a imunização dos demais grupos. 

A determinação foi publicada no Diário Oficial da cidade de São Paulo nesta terça-feira (27). As exceções são apenas para gestantes e puérperas e para aqueles que tiverem comorbidade comprovada por recomendação médica. 

Gestantes que tomaram 1ª dose da AstraZeneca devem receber Pfizer, diz Saúde

Anvisa recebe pedido de uso emergencial de medicamento contra a covid-19

Aqueles que recusarem o imunizante que estiver disponível no posto terão que assinar um termo de recusa, que será anexado ao seu cadastro único na rede municipal de saúde. Com isso, o paciente fica impedido de procurar vacina em outros locais.

Diversas outras cidades do estado também têm adotado medidas para tentar impedir a escolha de imunizantes, como São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, que começou a aplicar essa medida no início de julho.

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28/07/2021 10:45h

Média móvel de mortes continua em queda e está em 1.094

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O Brasil registrou 41.411 casos e 1.333 óbitos por Covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com a mais recente atualização do Ministério da Saúde. Ao todo, mais de 19,7 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus. O número de pessoas que morreram pela doença no país é de 551.835.
 
A média móvel de mortes, que leva em conta os óbitos dos últimos sete dias, está em 1.094, e segue tendência de queda. O Rio de Janeiro continua a ser o estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação: 5,75%, seguido de São Paulo, Amazonas, Pernambuco e Maranhão. A taxa de letalidade média do Brasil é de 2,8%. 
 
Taxa de letalidade nos estados 

  • Rio de Janeiro - 5,75%
  • São Paulo - 3,43%
  • Amazonas - 3,25%
  • Pernambuco - 3,18%
  • Maranhão - 2,87%
  • Goiás - 2,82%
  • Pará - 2,80%
  • Mato Grosso – 2,59%
  • Minas Gerais – 2,57%
  • Ceará – 2,55%
  • Paraná – 2,54%
  • Alagoas – 2,52%
  • Mato Grosso do Sul - 2,51%
  • Rondônia – 2,47%
  • Rio Grande do Sul – 2,45%
  • Piauí – 2,21%
  • Espírito Santo – 2,19%
  • Sergipe – 2,16%
  • Bahia – 2,16%
  • Distrito Federal – 2,14%
  • Paraíba – 2,14%
  • Acre – 2,07%
  • Rio Grande do Norte – 1,97%
  • Tocantins – 1,67%
  • Santa Catarina – 1,61%
  • Amapá – 1,57%
  • Roraima – 1,54%          

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Covid-19: pesquisadores recomendam aplicação da terceira dose da Coronavac

A nível municipal, a cidade de São Luiz do Paraitinga (SP) registra a maior letalidade da Covid-19 do país: 28,95%. Na sequência vêm Boa Vista do Gurupi (MA), com 26,67%; Miravânia (MG), com 20%; Paço do Lumiar (MA), que registra 16,48%; e Ribeirão (PE), cujo índice é de 15,84%. 
 
Entre os municípios com as menores taxas de letalidade do Brasil, vários têm esse índice cravado em 0%, pois não confirmaram nenhum óbito pela doença até o momento. Entre eles estão Benjamin Constant do Sul (RS), Bodó (RN), Campo Azul (MG), Flor do Sertão (SC) e Guarani de Goiás (GO). 
 
Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 18,4 milhões de brasileiros se recuperaram da Covid-19. Outros 730 mil estão em acompanhamento. Os números têm como base o repasse de dados das secretarias estaduais de saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid
 

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28/07/2021 10:25h

Números do LocalizaSUS, plataforma do Ministério da Saúde, consideram a média móvel de casos e mortes de 25 de junho a 25 de julho deste ano

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Mais de 96 milhões de brasileiros se vacinaram contra a Covid-19 com ao menos uma dose, número que corresponde a 60% da população vacinável, acima de 18 anos. Com esse avanço da imunização, mortes e casos do novo coronavírus caíram 40%, de acordo com dados do LocalizaSUS, plataforma do Ministério da Saúde. 

O levantamento considera a média móvel de casos e mortes de 25 de junho a 25 de julho deste ano. Em relação aos óbitos, houve queda de 42%, com a média móvel passando de 1,92 mil para 1,17 mil. Já a quantidade de casos caiu para 42,77 mil, uma redução de 40% em relação ao dia 25 de junho.

O Brasil tem atualmente 160 milhões de moradores acima de 18 anos. Deste grupo, 96,3 milhões de pessoas receberam pelo menos uma dose da vacina e 37,9 milhões completaram o ciclo da imunização, com duas doses ou dose única. 

Até o fim de 2021, a expectativa do Ministério da Saúde é de que mais de 600 milhões de doses de imunizantes contra o novo coronavírus sejam entregues ao Programa Nacional de Imunizações. Para o próximo mês de agosto, a previsão é de que o país receba, pelo menos, 63 milhões de doses. 

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Saúde
27/07/2021 13:10h

Brasil registra quase 19 mil casos e 578 mortes em 24h, de acordo com o Ministério da Saúde

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O Brasil registrou 18.999 casos e 578 óbitos por Covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com a mais recente atualização do Ministério da Saúde. Ao todo, mais de 19,7 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus. O número de pessoas que morreram pela doença no País ultrapassou as 550 mil.  
 
A média móvel de mortes, que leva em conta os óbitos dos últimos sete dias, está em 1.107, e segue tendência de queda. O Rio de Janeiro continua a ser o estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação: 5,76%, seguido de São Paulo, Amazonas, Pernambuco e Maranhão. A taxa de letalidade média do Brasil é de 2,8%. 
 
Taxa de letalidade nos estados 

  • Rio de Janeiro - 5,76%
  • São Paulo - 3,43%
  • Amazonas - 3,26%
  • Pernambuco - 3,18%
  • Maranhão - 2,87%
  • Goiás - 2,82%
  • Pará - 2,80%
  • Mato Grosso – 2,59%
  • Minas Gerais – 2,57%
  • Ceará – 2,56%
  • Paraná – 2,53%
  • Alagoas – 2,52%
  • Mato Grosso do Sul - 2,51%
  • Rondônia – 2,47%
  • Rio Grande do Sul – 2,44%
  • Piauí – 2,21%
  • Espírito Santo – 2,15%
  • Sergipe – 2,15%
  • Bahia – 2,15%
  • Distrito Federal – 2,14%
  • Paraíba – 2,14%
  • Acre – 2,07%
  • Rio Grande do Norte – 1,97%
  • Tocantins – 1,67%
  • Santa Catarina – 1,61%
  • Amapá – 1,57%
  • Roraima – 1,54%          

Anvisa recebe pedido de uso emergencial de medicamento contra a covid-19

Covid-19: pesquisadores recomendam aplicação da terceira dose da Coronavac

Covid-19: vacinação para menores de 18 anos ainda aguarda aprovação do Ministério da Saúde

A nível municipal, a cidade de São Luiz do Paraitinga (SP) registra a maior letalidade da Covid-19 do País: 28,95%. Na sequência, vêm Boa Vista do Gurupi (MA), com 26,67%; Miravânia (MG), com 20%; Paço do Lumiar (MA), que registra 16,67%; e Ribeirão (PE), cujo índice é de 15,84%. 
 
Entre os municípios com as menores taxas de letalidade do Brasil, vários têm esse índice cravado em 0%, pois não confirmaram nenhum óbito pela doença até o momento. Entre eles, estão Aricanduva (MG), Boa Esperança do Iguaçu (PR), Campo Azul (MG), Guabiju (RS) e Guarani de Goiás (GO). 
 
Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 18,4 milhões de brasileiros se recuperaram da Covid-19. Outros 758 mil estão em acompanhamento. Os números têm como base o repasse de dados das secretarias estaduais de saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid

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27/07/2021 12:30h

As portarias publicadas pela pasta instituem a Vigilância Epidemiológica Hospitalar (VEH) e a Rede Nacional de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (Renaveh)

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O Ministério da Saúde publicou duas portarias que devem dar mais autonomia à gestão municipal. Elas instituem a Vigilância Epidemiológica Hospitalar (VEH) e a Rede Nacional de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (Renaveh). 

A primeira tem como objetivo o fortalecimento e descentralização da Vigilância Epidemiológica no âmbito hospitalar, dando aos gestores municipais elementos de apoio à tomada de decisão frente aos eventos de interesse para a saúde. Já a segunda permite o conhecimento, a detecção, a preparação e a resposta imediata às emergências em saúde pública que ocorram no âmbito hospitalar municipal.

CFM agiu com timidez e sem representatividade frente aos desafios da pandemia

Ministério da Saúde classifica bariátrica como essencial e cirurgia deve ser priorizada na saúde pública

Os hospitais estratégicos serão definidos de acordo com a importância epidemiológica para a Rede, considerando os critérios estabelecidos pelo Ministério, e deverão operar como unidade de sentinela no território.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) chama atenção dos gestores municipais sobre as competências locais, como a identificação dos hospitais estratégicos para compor a Rede em seu território, além do apoio à estruturação e a manutenção dos NHE que passarem a integrar a Rede.
 

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27/07/2021 12:00h

Recomendação do Ministério da Saúde de mudança de imunizante na segunda dose vale apenas para este grupo em específico

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O Ministério da Saúde anunciou, nesta segunda-feira (26), que gestantes e puérperas que receberam a primeira dose da vacina da AstraZeneca contra a Covid-19 poderão tomar a segunda dose de outro tipo de imunizante para completar o ciclo vacinal, de preferência a vacina da Pfizer.

A pasta trata esse grupo e essa recomendação específica como excepcionais. Nos demais casos, a aplicação de doses diferentes em uma pessoa, chamada tecnicamente de intercambialidade, é avaliada como um erro de vacinação. 

A nova recomendação muda o que havia sido preconizado até então, quando mulheres deste grupo tinham que esperar o fim do puerpério para tomar a segunda dose. A nova diretriz foi dada após a morte de uma gestante no Rio de Janeiro, cujo falecimento está sendo investigado e uma das possibilidades é de haver relação com o fato de ter recebido a primeira dose da vacina AstraZeneca.

Grávidas e puérperas que ainda não se vacinaram devem receber a aplicação de doses sem o vetor viral, como CoronaVac ou Pfizer.

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27/07/2021 04:00h

Segundo Gabriel Oselka, presidente da comissão de ética da Sociedade Brasileira de Imunologia, “o Conselho Federal de Medicina sempre buscou se refugiar atrás do conceito de autonomia do médico”

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Há quase um ano e meio, o Brasil ainda vive um momento delicado frente às dificuldades impostas pela pandemia da Covid-19. E, diante desse cenário do alto número de mortes e incertezas em relação ao que pode vir em curto e médio prazo, a atuação do Conselho Federal de Medicina (CFM) foi apagada, tímida e sem representatividade. É o que afirma o pediatra Gabriel Oselka, presidente da comissão de ética da Sociedade Brasileira de Imunologia e ex-presidente do CFM.

“Creio que a atuação do CFM, ao longo da pandemia deixou muito a desejar. Sendo bondoso, eu diria que a atuação do CFM foi muito tímida. Faltou uma clara liderança, que é o que se espera do CFM. É a única entidade que representa todos os médicos, e entendemos que o papel do CFM não é defender os médicos, mas atuar na relação dos médicos com a sociedade, e defender, de todas as formas possíveis, o melhor exercício da medicina no sentido de beneficiar o paciente” destaca.

Ainda segundo Oselka, o Conselho Federal de Medicina sempre buscou se refugiar atrás do conceito de autonomia do médico. “Todos nós defendemos a autonomia do médico, mas essa autonomia não pode ser absoluta. Se defendêssemos o ponto de vista de que a autonomia dos médicos é absoluta, chegaríamos ao absurdo de dizer que qualquer coisa que o médico prescreve ao paciente seria defensável”, pontua.

“Faltou liderança”

Questionado sobre as realizações de ações e projetos desenvolvidos ao longo da pandemia, o CFM respondeu que, junto aos Conselhos Regionais de Medicina, promoveu “diferentes atividades de educação continuada, como webinars e palestras sobre temas relacionados à Covid-19. Também ofereceu visibilidade aos protocolos de atendimento definidos pelo Ministério da Saúde e/ou outras entidades médicas com o intuito de ampliar o acesso a conhecimento específico sobre a Covid-19”.

O CFM também disse que “outra ação promovida foi a produção de uma série de podcasts, onde especialistas convidados traziam recomendações de atendimento a pacientes com Covid-19 de diferentes perfis e quadros de saúde”. No entanto, na avaliação de Gabriel Oselka, as medidas não foram suficientes para atender aos anseios dos profissionais da medicina, de forma que eles se sentissem seguros para trabalhar em meio ao caos pandêmico.

“No geral, o que se esperava e ainda se espera do CFM é uma atuação de mais liderança, mais presença, que dê aos médicos a confiança. A atuação do CFM não foi suficiente para dar aos médicos a segurança que eles deveriam receber”, disse.

Faltou acolhimento

Até o momento, o número de casos de Covid-19 confirmados no Brasil chegou a mais de 19,2 milhões, de acordo com o Ministério da Saúde. A taxa de letalidade, por sua vez, está em 2,8%. Dentro desse panorama, há pacientes que se dizem inseguros quanto ao atendimento realizado por determinados médicos. É o caso, por exemplo, da secretária Michele Souza, 27 anos, moradora da cidade de Planaltina (DF).

Logo que os primeiros sintomas da Covid-19 se manifestaram, Michele procurou apoio em um pronto socorro. No entanto, ainda na recepção do hospital, percebeu que a morosidade e a falta de informação adequada seria outro problema. A secretária disse, ainda, que, ao ser atendida, a reação do médico foi de espanto, pois, ao saber que estava diante de um quadro de Covid-19, o profissional achou que o correto seria ela estar em casa e isolada. 

“Eu acho que muita gente morreu por isso. ‘Espera, está com Covid-19? Afasta’. E, por estar com Covid-19, eu deveria ser preferencial. Para não contaminar ninguém”, explica Michele Souza. 

Ministério da Saúde classifica bariátrica como essencial e cirurgia deve ser priorizada na saúde pública

Anvisa recebe pedido de uso emergencial de medicamento contra a covid-19

Segundo o vice-presidente do Conselho Regional de Psicologia do Maranhão, Eliandro Araújo, o momento é delicado, mas é necessário que os profissionais de saúde estejam confiantes e certos da responsabilidade de fazer um bom atendimento, de modo a evitar que os pacientes desenvolvam, inclusive, problemas como depressão e ansiedade.

“Outra coisa que pode impactar é o estresse. Os profissionais da saúde estão há muito tempo lidando com todas essas situações de atendimento. De repente, como consequência de um grande estresse, pode haver impacto no atendimento. E, a gente orienta sempre que se atentem para isso, para que o cansaço ou o estresse não interfira no acolhimento do paciente”, pontua.

Vale destacar que os pacientes que tiverem queixa ou denúncia contra médico no exercício de sua função, podem apresentá-las no Conselho Regional de Medicina do local onde houve o atendimento. A partir desse ato, o CRM deve tomar as providências cabíveis que podem implicar em abertura de sindicância e de processo ético profissional, em caso de irregularidade confirmada. Caso haja condenação, após julgamento em plenário, o acusado fica suscetível à aplicação de penalidades previstas em lei.

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26/07/2021 12:55h

Apesar de fundamental para reduzir chance de óbitos e agravamento de casos da Covid-19, as cirurgias bariátricas tiveram queda de 69,9% no número de procedimentos realizados pelo SUS no último ano

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O Brasil perdeu 36.331 vidas nesta pandemia de pessoas com obesidade, fator de risco para o agravamento de quadros da Covid-19. Somente na capital federal, 15,3% dos óbitos relacionados ao vírus foram de brasilienses com essa comorbidade. Por conta desse cenário, o Ministério da Saúde classificou a cirurgia bariátrica como um dos procedimentos eletivos essenciais.

A operação deverá ser priorizada na saúde pública e suplementar com retomada dos procedimentos em até 12 semanas, a contar do começo de julho, quando a recomendação foi publicada no documento Diretrizes da Atenção Especializada no Contexto da Pandemia de Covid-19, do Governo Federal.

Ao contrário de doenças pré-existentes como cardiopatia e diabetes, responsáveis pela maior parte dos casos de óbitos relacionados à Covid-19 de pessoas com comorbidades, a obesidade tem como característica a letalidade maior em pessoas com menos de 60 anos que acabam falecendo por conta da infecção, como mostra o último boletim epidemiológico especial publicado pelo Ministério da Saúde. Foram 21.336 óbitos registrados nessa população, enquanto 14.995 mortes foram de idosos. 

Questão de saúde

Todos esses fatos e estatísticas mostram que a cirurgia indicada em casos de obesidade é um procedimento baseado na saúde do paciente. É isso que explica o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), Fábio Viegas. O especialista avalia que entender a cirurgia bariátrica como um procedimento estético é minimizar a obesidade mórbida. 

“O paciente obeso mórbido possui uma incidência elevadíssima de morte precoce. 70% dos pacientes obesos mórbidos vão morrer antes dos 50 anos de idade, e vão morrer porque possuem hipertensão grave, diabetes, câncer de mama, câncer de endométrio, câncer de colo, vão morrer de apneia do sono, ou vão desenvolver insuficiência cardíaca, enfim. São mais de cinquenta doenças associadas.”

O médico ressalta ainda que é preciso analisar a obesidade mórbida como uma doença, pois o senso comum ainda enxerga o fator como algo possível de mudança, algo exclusivamente comportamental. “O obeso mórbido não é obeso porque quer. Nós estamos falando de uma doença que é metabólica, que é genética, que é multifatorial. Hoje, a obesidade mórbida é a principal causa de mortalidade no mundo, e, no Covid grave, nós assistimos uma incidência elevadíssima de pacientes jovens morrendo de Covid-19 porque eram obesos”, lembra.

Saúde afetada

Mariana Areal, 26 anos, realizou a cirurgia há pouco mais de um ano, por perceber que o sobrepeso estava prejudicando a saúde de diversas formas. “A minha saúde já estava muito afetada, eu tinha esteatose hepática, estava pré-diabética e alguns problemas que o sobrepeso acaba acarretando. Minha vida mudou totalmente. Eu tenho motivação para fazer pequenas coisas, coisas do dia a dia, que o peso atrapalhava. Porque também é um processo psicológico”, conta.

A estudante também cita o preconceito que existe na sociedade em relação à obesidade, diferente de outras doenças comuns. “Fui muito criticada por fazer essa escolha, com a idade que eu tenho, e ainda existe uma visão de que a cirurgia bariátrica é considerada muito perigosa, muito agressiva, mas isso mudou. A falta de informação também gera um preconceito. Sempre tem alguém que vai falar que era só fazer dieta, ir para a academia, ‘trancar’ a boca. Sempre tem alguém para julgar um processo pelo qual não tem conhecimento, mas a cirurgia era meu último recurso para recuperar a saúde”, diz Mariana. 

Queda na pandemia

Apesar de fundamental para reduzir chance de óbitos e agravamento de casos de infecção pelo novo coronavírus, as cirurgias bariátricas tiveram queda de 69,9% no número de procedimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no último ano. Foram realizados 12.568 tratamentos cirúrgicos de obesidade em 2019 e apenas 3.772 em 2020. 

Em 2021, até o mês de maio, o SUS registrou somente 484 cirurgias. No documento de diretrizes da atenção especializada do Ministério da Saúde, há o destaque de que o retardo no tratamento da obesidade pode resultar no aumento da morbimortalidade, e que é preciso acelerar o processo, pois o atraso resultará em danos maiores aos pacientes, com maior custo e sobrecarga, a médio prazo, para o sistema de saúde.

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