Covid-19

03/02/2023 17:14h

Desde 2022, o imunizante foi liberado para uso emergencial

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Na última segunda-feira (31), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu o pedido do laboratório Pfizer para registro definitivo da vacina Comirnaty bivalente BA.4/BA.5. Desde novembro de 2022, o imunizante foi liberado para uso emergencial, especialmente em adolescentes, acima de 12 anos de idade. 

A infectologista Rosana Ritchmann explica que essa vacina oferece proteção para a cepa original da Covid-19 e também para suas variantes, como a Ômicron. 

“A vacina bivalente é diferente porque ela é composta por tantos antígenos que vão induzir proteção contra aquela cepa ancestral, a cepa original de Wuhan, mas também contra a cepa que anda circulando há mais de um ano por aqui, que é a Ômicron. Então a resposta imunológica é mais específica para a cepa que está circulando. Isso não significa que aquela vacina monovalente, que nós usamos até agora, não funcione. Pelo contrário; ela tem uma ação indireta para essa variante Ômicron. Só que essa vacina bivalente é mais específica,” destacou Ritchmann.  

A infectologista ainda informa que a expectativa para a vacinação no Brasil começa em fevereiro e será dividida em grupos prioritários. “A vacinação no Brasil começa a partir do dia 27 de fevereiro e o Ministério de Saúde dividiu em quatro grupos de prioridades. O primeiro grupo são pessoas acima de 70 anos, os pacientes com alguma imunodeficiência e aquelas  que moram em lugares distantes e de difícil acesso à saúde, como indígenas, quilombolas e ribeirinhas. Depois, o segundo grupo são pessoas de 60 anos. O terceiro grupo são gestantes e puérperas. E o último grupo são profissionais da saúde”, explicou a infectologista. 

O pedido de análise segue em avaliação para verificar se  benefícios e riscos do produto são satisfatórios no contexto epidemiológico atual, por isso a Pfizer deve apresentar estudos clínicos e outros dados, a fim de comprovar a qualidade, a segurança e a eficácia do produto. Em nota, a Anvisa informou que “não é possível antecipar outras informações ou prazo antes da conclusão do processo”.
 

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31/01/2023 04:00h

Mapa de Empresas aponta saldo positivo de 2,1 milhões novos empreendimento e tempo médio de um dia para abertura de negócios

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O Brasil encerrou o ano de 2022 com um saldo positivo de mais de  2,1 milhões de novas empresas abertas e registra um total de quase 20,2 milhões de empreendimentos ativos. De acordo com dados do Mapa de Empresas, elaborado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), mais de 3,8 milhões de empresas foram abertas e quase 1,7 milhões fecharam as portas. Na comparação com 2021, houve queda de 4,8% no número de aberturas, enquanto 19,8% a mais foram fechadas. 

Os dados apontam que os setores de prestação de serviços e comércio representam 81,5% das empresas em funcionamento no país. Segundo os dados, esses setores registraram os maiores números de abertura, cerca de 1,9 milhões, e de fechamento de empresas, 860 mil. Para a assessora técnica-legislativa da Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE), Ana Lúcia Pascon, a pandemia de Covid-19 influenciou nos números. Ela afirma que a crise de saúde levou empresas a fecharem as portas, o que resultou em mais pessoas no mercado de trabalho. 

“Em 2022, nós tivemos um saldo positivo entre as empresas abertas e fechadas, já que abriram mais empresas do que fecharam. Muitas empresas antigas fecharam as portas em decorrência da pandemia, que a gente vivenciou e, em contrapartida, algumas pessoas que perderam emprego passaram a buscar alternativas para não ficar na informalidade. Eram pessoas que estavam contratadas sob regime celetista e resolveram abrir suas próprias empresas e virarem empreendedoras”, afirma. 

Os empresários individuais e microempreendedores individuais (MEI) se destacam nos números. Respondem juntos por quase 14 milhões de empresas ativas no país e por mais de 3 milhões dos novos empreendimentos registrados em 2022. Desses, 2,9 milhões são MEIs. O número pode ser explicado pela facilidade de abertura, crédito simplificado e regime especial de tributação aos quais os interessados em ser MEI têm acesso. 

Além disso, Ana Lúcia Pascon ressalta que a liberdade proporcionada aos microempreendedores individuais tem atraído cada vez mais pessoas, inclusive aquelas com empregos formais, via Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Ela lembra que, em muitos casos, a jornada de trabalho é um impedimento para que o profissional forneça serviços a mais de uma empresa. 

“Ter uma MEI é interessante porque o microempreendedor pode prestar serviços para diversas empresas. A pessoa que é empregada no regime celetista é diferente. Ela tem uma subordinação, tem jornada de trabalho, tem o salário mensal. E, às vezes, ela não pode trabalhar em mais de um emprego porque a jornada de trabalho não permite que você trabalhe em dois serviços diferentes. Então essa liberdade do indivíduo prestar serviços para diversas empresas acontece no MEI”, explica.

Considerando-se somente as inscrições de Microempreendedor Individual, segundo o Mapa de Empresas, as cinco atividades mais exploradas no ano de 2022 foram promoção de vendas; comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios; cabeleireiros, manicure e pedicure; preparação de documentos e serviços especializados de apoio administrativo não especificados anteriormente; e obras de alvenaria.  

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26/01/2023 20:30h

Imunizantes protegem contra novas variantes e serão aplicados em grupos prioritários a partir do dia 27 de fevereiro

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O Ministério da Saúde vai iniciar campanha de reforço contra a Covid-19 com vacinas bivalentes a partir do dia 27 de fevereiro. A primeira fase de vacinação será direcionada para os grupos prioritários de pessoas acima de 70 anos, imunocomprometidos e comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas. O plano de imunização para 2023 foi divulgado nesta quinta-feira (26), na primeira reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) do ano. 

  • Fase 1: pessoas acima de 70 anos, imunocomprometidos, comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas;
  • Fase 2: pessoas entre 60 e 69 anos;
  • Fase 3: gestantes e puérperas;
  • Fase 4: profissionais de saúde.

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, defende um “movimento nacional” com participação da sociedade e dos governos federal e estaduais. Ela ressalta a importância de uma ação estratégica coordenada. 

“Estou muito confiante nessa ação de vacinação, mas sabendo que ela é muito complexa. Não deveríamos ter tantos problemas de confiança, mas temos. Então vamos trabalhar para reduzir todos os gargalos. A resposta não será única. O Brasil  é muito diverso. Alguns municípios avançaram muito na vacinação e muito bem, outros não. Olhar esse diagnóstico”, afirma a ministra.  

As vacinas bivalentes são aquelas que oferecem proteção contra mais de uma cepa de determinado vírus. Em novembro de 2022, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso temporário e emergencial de dois imunizantes da empresa Pfizer contra a Covid-19. 

  • Bivalente BA1 – protege contra a variante original e também contra a variante Ômicron BA1.  
  • Bivalente BA4/BA5 – protege contra a variante original e também contra a variante Ômicron BA4/BA5.  

Hemerson Luz, infectologista do Hospital das Forças Armadas (HFA), explica que pessoas com o esquema de vacinação completo têm menos chances de evoluir para casos graves da doença. Ele destaca a importância da utilização dos imunizantes bivalentes. 

“Estudos indicam que após três ou quatro meses da última dose da vacina ocorre uma perda na eficácia dos anticorpos neutralizantes para proteger contra a Covid-19. Essas vacinas bivalentes vão aumentar o número de anticorpos e poderão proteger contra essas subvariantes que hoje dominam o cenário epidemiológico”, explica. 

A análise epidemiológica de Covid-19 mais recente, divulgada pelo Ministério da Saúde, mostra que 12 estados brasileiros apresentam redução na variação de mortes, oito registram aumento nos óbitos e sete permanecem com números estáveis.  O Brasil contabiliza mais de 36,7 mil casos da doença e 696.324 mortes. 
 
A aposentada Maria José de Oliveira, de 61 anos, tomou as quatro primeiras doses da vacina contra o coronavírus e se diz pronta para tomar quantas mais forem necessárias. Ela conta que não sentiu nada ao ser imunizada e acredita que os cuidados foram essenciais para que não contraísse a doença. 

“Para evitar a doença em mim e nos outros também. Eu não senti nada, foi maravilhoso. Por favor, tome [a vacina] vai ser muito bom para a saúde de todos vocês, das suas famílias, seus amigos e do mundo inteiro. Cada um faz a sua parte”, comenta a aposentada. 
 

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24/01/2023 17:00h

Gestantes e puérperas foram mais afetadas pela pandemia do que a população em geral, de acordo com estudo feito pelo Observatório Covid-19 Fiocruz

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Estudo feito pelo Observatório Covid-19 Fiocruz revelou que, em 2020, houve um excesso de óbitos maternos de 40%, em relação a anos anteriores. Devido à pandemia, houve aumento da mortalidade entre a população em geral. Mas o excedente de mortes entre as gestantes e puérperas foi ainda maior: 14% acima do registrado nos demais grupos.  A pesquisa, que estimou o excesso de mortes maternas causadas direta e indiretamente pela Covid-19 no Brasil no ano de 2020, foi publicada em janeiro na revista científica BMC Pregnancy and Childbirth.

O pesquisador Raphael Guimarães considera que essa porcentagem de mortes maternas leva a crer que o subgrupo de mulheres gestantes e puérperas precisa de uma atenção prioritária na saúde. “O excesso de mortes maternas no Brasil em 2020, primeiro ano da pandemia por Covid-19, foi de 40%. Esse excesso de mortalidade para esse subgrupo é maior do que o excesso de mortalidade geral, que também já foi identificado no estudo anterior do nosso grupo. O excesso de mortalidade geral no Brasil, em 2020, foi de 19% e de mortalidade materna 40%. O que significa dizer que a Covid-19 penalizou mais as gestantes e puérperas do que a população em geral. E, por isso, é um grupo específico que requer atenção prioritária, de organização de intervenção e de prática assistencial diferenciadas para que a gente possa reverter essa situação de iniquidade que permeia grupos sociais distintos”, destaca.

Fiocruz tenta desenvolver medicamento oral contra o vírus da Covid

Governo Federal cria comitê para enfrentar desnutrição de crianças Yanomamis

Raphael diz que as mulheres que conseguiram atendimento tiveram maior chance de internação e CTI e também de uso de ventilação mecânica invasiva. Ou seja, a rede de saúde procurou atender de forma mais intervencionista essas mulheres para poupá-las logo no início da manifestação dos sintomas. O pesquisador também explica que a porcentagem de mortes maternas tem uma ligação com Covid-19, mas não necessariamente uma ligação direta.

“Nem todas essas mulheres que morreram em excesso, morreram por Covid, mas a Covid criou uma certa desorganização da rede assistencial que acabou prejudicando o acesso dessas mulheres, principalmente as gestantes, a um pré-natal e parto de qualidade. E é um acesso oportuno a esse tipo de assistência. Essa dificuldade de acesso penalizou mulheres mais vulneráveis, principalmente mulheres pretas e pardas, mulheres que vivem em comunidade rural e que tiveram seu atendimento fora de município, o que ratifica a ideia de que a rede essencial estava despreparada para atender esse fluxo em situação de pandemia”, expõe o pesquisador.

De acordo com os dados da pesquisa, entre as mulheres negras o excedente foi de 44%; de 61% entre as que residem na zona rural; e de 28% para as internadas fora do município de residência também afetaram as as chances de óbitos maternos. Nesses casos, as chances de hospitalização, internação em UTI e uso de suporte ventilatório invasivo entre as mortes maternas foram maiores do que no grupo de controle.

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23/01/2023 15:45h

Estudos brasileiros já foram publicados e está em fase de avaliação do potencial e efeito da medicação. A pesquisa foi elaborada pela Fiocruz em parceria com o Centro de Inovação e Ensaios Pré-Clínicos (CIEnP)

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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) está tentando desenvolver um antiviral de uso oral contra a Covid-19, em parceria com o Centro de Inovação e Ensaios Pré-Clínicos (CIEnP). O estudo brasileiro foi publicado recentemente na revista científica Nature Communication e pesquisadores batizaram a substância de “MB-905. Trata-se de uma cinetina, um tipo de citocinina sintética. As citocininas são uma espécie de hormônio vegetal que atuam na divisão celular. 

A pesquisa ainda está em fase de estudo pré-clínicos, que são testes que avaliam o potencial efeito terapêutico, ou seja, atividade farmacológica e identificam efeitos tóxicos do medicamento, em animais, laboratório e ambientes controlados. Depois disso, inicia-se o processo de solicitação para os testes em seres humanos. 

A infectologista Lívia Vanessa Ribeiro explica que existem três fases de testes clínicos para o medicamento ser aprovado para a população. 

“Depois da fase de estudos pré-clínicos, iniciam-se os ensaios clínicos de fase 1, feita com população reduzida de voluntários saudáveis para verificar se a substância tem o mesmo comportamento que demonstrou em animais. Na fase 2, aumenta o número de participantes, incluindo pessoas que têm a doença, definindo dose, perfil de segurança e apresentação. Na fase 3 é feito ensaio clínico que compara o novo medicamento com os tratamentos-padrão já aprovados. Só então é possível encaminhar resultados para agências reguladoras, no caso do Brasil a Anvisa”, explica.

Além disso, a vice-presidente da Sociedade de Infectologia do Distrito Federal conta que ainda não é possível falar sobre o fim do coronavírus, mas já é um passo importante.

“Espera-se que, além de impedir/reduzir a replicação viral, iniba a atividade inflamatória exacerbada do paciente, reduzindo as apresentações graves e críticas da doença, principalmente os quadros de síndrome respiratória aguda grave. Não podemos falar em fim do SARS-CoV-2 ou da Covid-19, mas caso se mostre eficaz nos ensaios clínicospoderá ser uma importante ferramenta para evitarmos formas graves, incluindo hospitalizações e óbitos”, enfatiza. 

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17/01/2023 17:08h

Em nota, Rede Genômica informa que detectaram duas amostras com a linhagem XBB.1.5, em São Paulo

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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) emitiu um alerta para o aumento expressivo de casos da nova variante do Coronavírus, a XBB.1.5. Em comunicado oficial, a Friocruz afirmou que essa mutação tem se disseminado mundialmente, principalmente nos EUA, onde está se espalhando rapidamente e aumentando o número de hospitalizações por covid-19.

Em nota, a Rede Genômica Fiocruz identificou um aumento de testes positivos de covid-19 sem a mutação que caracteriza a linhagem Ômicron BA.5 e suas sub variantes, que era vista em "praticamente 100% dos testes realizados". Diferente da Ômicron (que tem uma mutação identificável em exames de diagnóstico), a XBB somente pode ser detectada por meio do sequenciamento genético.

A infectologista Joana D’arc explica que uma pessoa vacinada ou que já foi infectada pela doença não está imune à reinfecção, apenas tem um respaldo maior caso contraia o vírus novamente. 

“Sabemos que algumas variantes produzem o que chamamos de escape imunológico. Então, mesmo após você ter se infectado ou ter se vacinado, você pode se infectar outras vezes. A diferença é que a gravidade, letalidade ou possibilidade de hospitalização vão ter reduzido muito, porque seu organismo responde melhor à infecção. Não impede totalmente de se infectar, mas impede de complicações”, concluiu 

Apesar da preocupação, no Brasil ainda há poucos dados de sequenciamento genômico que detectaram amostras com a linhagem XBB.1.5. O pesquisador Tiago Gräf, da Rede Genômica Fiocruz, destaca que apenas por meio do sequenciamento genético do vírus será possível confirmar que o aumento de prováveis variantes XBB deve-se à linhagem XBB.1.5 

“Portanto, fica clara a necessidade da manutenção das redes de vigilância genômica do Sars-CoV-2 no país, assegurando recursos financeiros e o fluxo de amostras para laboratórios capacitados a produzirem os genomas e analisarem os dados com celeridade”, afirma Gräf.

Organização Mundial da Saúde (OMS)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu em 4 de janeiro sobre o aumento de casos da XBB.1.5 na Europa e nos Estados Unidos. "A XBB.1.5, uma recombinação das sublinhagens BA.2, está aumentando na Europa e nos Estados Unidos, foi identificada em mais de 25 países e a OMS está monitorando de perto", disse à época o diretor geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
 

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14/01/2023 04:00h

De acordo com a Fiocruz, o vírus responde por 59% dos casos em crianças de 0 a 4 anos

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Casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) aumentam no país entre crianças e adolescentes, principalmente na faixa etária entre 5 e 11 anos. Os dados são do novo boletim InfoGripe, divulgado na última quinta-feira (12) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O levantamento considera dados epidemiológicos das últimas quatro semanas, período que corresponde de 11 de dezembro a 07 de janeiro. 

De acordo com a Fiocruz, o vírus responde por 59% dos casos de SRAG com resultado laboratorial positivo em crianças de 0 a 4 anos de idade.  Já nas faixas etárias mais velhas, incluindo as crianças e os adolescentes de 12 a 17 anos, os casos de Covid são a principal causa de doença respiratória no último mês. 

As regiões que mais foram afetadas pela síndrome foram: São Paulo, Distrito Federal e nos três estados da região Sul. Também foi observada a presença acentuada do vírus no grupo de 0 a 4 anos no Espírito Santo, Minas Gerais e Roraima. 

De acordo com a infectologista Rosana Richtmann, existem duas explicações para a incidência do vírus. “A SRAG ou Síndrome Respiratória Aguda Grave varia conforme o momento epidemiológico e sazonalidade no nosso país. Ou seja, em diferentes regiões e momentos, nós temos diferentes circulação do vírus”, explica.

Nos primeiros dois anos da pandemia, segundo estudo da Fiocruz, a doença foi responsável pela morte de duas crianças de até 5 anos por dia no Brasil. Até o momento, apenas cerca de 39% da população infantil de três  a onze anos finalizou o esquema vacinal contra a doença no país, de acordo com a Fundação. 

Vacinas contra Covid

De acordo com Ministério da Saúde, 754 mil doses da CoronaVac foram recebidas nesta quarta-feira (11) para reforçar a vacinação contra a Covid-19. As primeiras doses devem ser usadas para dar continuidade à imunização de crianças de 3 a 11 anos. Segundo a pasta, uma nova compra deve ser realizada nos próximos dias, garantindo 2,6 milhões de doses no total.

O médico infectologista, Julival Ribeiro, explica a importância de se completar o ciclo vacinal, e de continuar a prevenção por meio de cuidados básicos. “É importante salientar que a pandemia não acabou, tem várias subvariantes circulando no mundo. Temos que nos cuidar. Todas as pessoas devem ser vacinadas contra a Covid-19. E aquelas que não receberam a dose de reforço devem fazer. Daí a importância de se vacinar o ciclo completo justamente para se prevenir de casos graves, hospitalizações e morte”. 

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07/01/2023 18:20h

Especialistas alertam para a importância da vacinação no combate à nova cepa

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O Brasil confirma o primeiro caso de pessoa contaminada com a variante XBB.1.5 do coronavírus, afirma a Rede Dasa. A vítima é uma paciente de 54 anos do interior de São Paulo, moradora da cidade de Indaiatuba

Ainda de acordo com a Dasa, que é líder em medicina diagnóstica no Brasil e na América Latina, a amostra foi coletada em novembro de 2022, mas a confirmação da nova variante ocorreu apenas agora devido ao tempo necessário para o sequenciamento das mais de 1.300 amostras selecionadas naquele mês.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES) afirma que mantém o monitoramento do cenário epidemiológico em todo o território estadual. “A confirmação de variantes ocorre por meio de sequenciamento genético e, no momento, um caso da variante XBB.1.5 foi confirmado por um laboratório particular e está sob acompanhamento junto ao município de origem”, diz parte do documento. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a OMS, a variante XBB é uma recombinação de sublinhagens da Ômicron, com uma “vantagem de crescimento” sobre outras cepas identificadas e potencial de contaminação cinco vezes maior. Nos Estados Unidos, onde a nova mutação do vírus surgiu, o número de casos registrados da variante representava 1%. Nesses primeiros meses de janeiro representam 40%. 

Casos de Covid-19 e dengue preocupam neste fim de ano

COVID-19: governo federal compra 50 milhões de vacinas

Médico infectologista de Goiás, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, Marcelo Daher explica que não há motivo para alarde da população, embora alerte para a importância da vacinação. O especialista explica que os números de casos nos irão aumentar nos próximos dias, mas que as pessoas vacinadas estarão protegidas, destacando a importância de se adotarem as medidas de segurança, recomendadas pelas autoridades de saúde pública. 

“Provavelmente teremos um novo pico da doença, uma nova onda com transmissões intensas, mas sem maiores gravidades”, comenta. “O que precisamos reforça: a vacina traz proteção, não protege contra as infecções, mas protege contra os casos graves da doença”, diz. 

Segundo dados do Ministério da Saúde, mais de 170 milhões de pessoas estão vacinadas com as duas doses, o que equivale a 80% da população. Médico infectologista do Distrito Federal, Julival Ribeiro explica que a nova variante tem forte poder de transmissão e consegue driblar o sistema imunológico, fazendo com que as vacinas percam força e piorando alguns quadros. Daí a importância de completar o ciclo vacinal, além de usar máscara e lavar as mãos constantemente. 

“É importante salientar que a pandemia não acabou, tem várias subvariantes circulando no mundo, inclusive tem milhares de casos ocorrendo envolvendo duas subvariantes na China. Temos que nos cuidar”, alerta. “Todas as pessoas devem ser vacinadas contra a Covid-19. E aquelas que não receberam a dose de reforço devem fazer. Daí a importância de se vacinar o ciclo completo justamente para se prevenir de casos graves, hospitalizações e morte”, orienta. 

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02/01/2023 16:12h

Especialistas voltam a alertar que a vacinação é a melhor estratégia para combater o avanço da Covid-19 no país

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Especialistas no combate à Covid-19 são categóricos e destacam que a transmissão do vírus não acabou, de modo que todo cuidado é pouco. Entre as medidas protetivas indicadas por médicos infectologistas contra o avanço do coronavírus no Brasil está a vacinação. Diante disso, o governo federal anunciou a compra de 50 milhões de doses adicionais da vacina. 

Com o acordo firmado junto à farmacêutica Pfizer, o número total de doses chegará a 150 milhões. A entrega dos imunizantes ocorrerá no segundo trimestre de 2023, entre os meses de abril e junho. O novo contrato do Ministério da Saúde com a Pfizer estabelece que serão compradas vacinas bivalentes para pessoas acima de 12 anos, e doses monovalentes para as faixas etárias de 6 meses a 11 anos. 

Ainda segundo o acordo, a farmacêutica poderá entregar imunizantes adaptados a novas variantes que venham a ser aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para o médico infectologista, Julival Ribeiro, a vacina sempre é a melhor estratégia para se evitar casos mais graves da doença. “Quanto mais vacinas estiverem disponíveis para a população brasileira, melhor. Isso porque a vacina é a melhor estratégia para se evitar casos graves e mortes”, destaca o especialista. “O ministério também recebeu a vacina bivalente, que é muito importante, porque essa vacina vai nos dar proteção sobre as cepas do coronavírus que estão circulando aqui no Brasil”, esclarece o médico. 

Ainda de acordo com Ribeiro, por conta das festas de fim de ano, o aumento dos casos no país inteiro, nos últimos dias, torna o quadro preocupante, sobretudo com a aproximação do Carnaval. O especialista defende uma mobilização geral do governo em todas as esferas para alertar a população sobre a importância da vacina. 

“O que estamos observando, na realidade, é um aumento do número de casos no país inteiro e isso é preocupante. As cepas que estão circulando aqui no Brasil são altamente transmissíveis”, alerta. “O mais importante nesse momento, é, através de todas as mídias, o governo federal, estadual e distrital mostrarem a importância da vacina. Um estudo recente mostrou que a vacina é a melhor estratégia para quem quer evitar a infecção por covid-19, diminuindo ou até evitando o número de mortos”, observa. 

Cozinheira há 13 anos, Vanda Maria da Cruz, 53 anos, lamenta que houve um desleixo por conta da população em relação aos cuidados contra a doença. Segundo a profissional da cozinha, não adianta o governo fazer a parte dele se o povo não se cuidar adequadamente. “A população relaxou muito, até mesmo no uso de máscara. Quando a gente se protege, não é só contra a covid, mas de outras infecções também”, destaca. “Eu faço o uso de máscara constantemente, andando dentro do ônibus. Quando estou gripada evito contato com outras pessoas e, assim, a gente vai levando”, diz. 

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretarias de Saúde (Conass), até o momento, mais de 36,3 milhões de pessoas já foram contaminadas em todo o país. Quase 694 mil foram a óbito. O Ministério da Saúde informa que, a partir de dados das Secretarias Estaduais de Saúde, mais de 182,4 milhões pessoas já foram vacinadas com a primeira dose, no Brasil. O número representa 84,91% da população total. Mais de 172, 4 milhões de pessoas receberam a segunda dose, ou seja, 80,27% da população. Outras 107 milhões, que correspondem a 50% dos brasileiros, já tomaram a dose de reforço. 

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31/12/2022 18:10h

Entre o início de outubro e novembro deste ano, os casos de contaminados aumentaram de 3,7 % para 23%. Nos últimos 14 dias, houve mais de 492.500 registros

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A situação do país neste fim de ano em relação à Covid-19 é preocupante. Dados da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica revelam que entre os inícios de outubro e novembro de 2022, os casos de contaminados aumentaram de 3,7 % para 23%. Nos últimos 14 dias houve mais de 492.500 registros no Brasil, com 2.082 óbitos. 

Os estados mais atingidos com a nova onda da pandemia são Goiás, com quase 7 mil casos registrados nas últimas duas semanas; Rio Grande do Sul, com mais de 6,1 mil casos registrados em 14 dias; e Espírito Santo, com pouco mais de dois mil casos notificados no mesmo período. 

O médico infectologista de São Paulo Max Igor Lopes aponta alguns cuidados básicos necessários durante esta reta final de festas. “O vírus está circulando no país com uma maior intensidade desde novembro, começou nas capitais do Sudeste, principalmente Rio de Janeiro e São Paulo, ganhou o interior e, dependendo da cidade, isso ainda está em ascensão”, detalha. “Então é importante tomar os cuidados em relação a essa época de festas, pessoas que eventualmente estejam doentes, usem máscaras, mantenham algum distanciamento, deixem o ambiente mais ventilado, usem álcool em gel na mão. Todas aquelas medidas para reduzir risco de transmissão”, reforça. 

Moradora de Goiânia, a aposentada Rosilei dos Santos Nascimento, 64 anos, quase perdeu a vida durante a primeira onda da doença. Também viu alguns parentes e muitos amigos com o vírus da Covid-19, e está preocupada diante dos novos casos não só na capital goiana, mas em todo o estado.
“Só não fui entubada porque Deus gosta muito de mim”, acredita. “Preocupa porque essa doença não é engraçada, é custosa. Ninguém se cuida, anda sem máscara, tumultua, aí dá perrengue”, constata. 

Recorde de mortes por dengue

A dengue é outra preocupação sanitária neste fim de ano no Brasil. Segundo dados do Ministério da Saúde, o país já registrou quase mil mortes causadas pelo mosquito aedes aegypti. Houve um aumento de 172,4% em relação a 2021, quando 544 mil pessoas foram infectadas.

Dados parciais do boletim do Ministério da Saúde apontam 1,4 milhão de casos prováveis, com registros em todos os estados do país e no Distrito Federal. O DF lidera o ranking das cidades com o maior número de infecções, são mais de 67.200 pessoas contaminadas. 

Cidades do sul do país estão na mesma situação. Joinville, em Santa Catarina, está em quarto lugar entre os municípios brasileiros mais contaminados, com mais de 21.400 casos. Para o médico infectologista, Max Igor Lopes, 2022 foi um ano de alerta com relação à dengue. 

“Até por conta da Covid é um assunto que não teve destaque nas notícias, mas ocorreu de forma bastante intensa no país. Uma outra notícia ruim é que o número de óbitos bate recorde em relação ao visto nos últimos dez anos”, lamenta. 

Segundo o especialista, vários fatores explicam essa explosão, entre eles os fortes períodos chuvosos, sobretudo no verão, e o aumento da mobilidade das pessoas. “A maior mobilidade faz com que as pessoas se infectem e voltem para as regiões onde tem o vetor, a transmissão da doença por um mosquito, e daí outras pessoas são infectadas”, explica. 

Abaixo, a lista do dez municípios com maior número de casos registrados nos últimos dias:

Brasília (DF) - 67.274 casos;
Goiânia (GO) - 53.796;
Aparecida de Goiânia (GO) - 25.138;
Joinville (SC) - 21.406;
Araraquara (SP) - 21.017;
São José do Rio Preto (SP) - 19.927;
Fortaleza (CE) - 19.037;
Anápolis (GO) - 17.144;
Natal (RN) - 15.403;
Teresina (PI) -15.033.

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