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TERMO DE USO E PARCERIA

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Regras de Uso

1º - A utilização gratuita e livre dos materiais produzidos pelo Brasil 61 só será permitida depois que este termo de parceria for aceito pelo usuário, prevendo as seguintes regras:

a) A utilização do material - na íntegra, ou em partes - só será permitida desde que as informações não sejam distorcidas, manipuladas ou alteradas.

b) Não é necessário a identificação do Brasil 61 na hora da replicação do conteúdo. Mas toda e qualquer veiculação de áudios produzidos pelo Brasil 61 prevê o cadastro no site, com a disponibilização de dados que serão utilizados para a organização do mailing desta empresa,

2º - OBRIGAÇÕES DO BRASIL 61

a) O Brasil 61 se compromete, a partir deste termo de uso, a produzir conteúdo particularizado diariamente, trazendo informações de dia-a-dia e bastidores do Planalto Central, além de outras temáticas de relevância do noticiário nacional. 

b) O acesso ao conteúdo jornalístico (na versão de leitura) é livre e gratuito, podendo ser replicado por qualquer usuário que acesse o site. O download do áudio para que seja utilizado na programação das rádios requer que o radialista realize o login no site da Agência do Rádio - informando e-mail e senha cadastrados. 

3º - OBRIGAÇÕES DOS COMUNICADORES PARCEIROS

Não alterar o sentido dos materiais, ou distorcer fala de entrevistados ou mudar a conotação das mensagens dos materiais. 

ADENDOS IMPORTANTES SOBRE A PARCERIA

a) O Brasil 61 poderá distribuir conteúdo patrocinado com ou sem assinatura dos clientes patrocinadores do boletim e sem aviso prévio ao comunicador. 

b) As rádios parceiras não vão ter participação financeira sobre o faturamento do Brasil 61.

c) Os comunicadores podem patrocinar os conteúdos do Brasil 61, desde que não alterem o sentido e a conotação dos conteúdos oferecidos. Nesses casos, o Brasil 61 Mais não terá participação nos lucros conquistados pelos veículos parceiros. 

Ao clicar em ACEITO, a emissora aqui cadastrada afirma concordar e estar ciente de todas as condições apresentadas neste Termo de Utilização de Conteúdo.

Covid-19

08/08/2020 00:00h

Levantamento feito por cientistas de universidades públicas do Paraná, Pernambuco e Sergipe mostra que afrouxamento das medidas de segurança contra a doença podem ter contribuído para resultado negativo

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No mês em que o Brasil ultrapassou os 2,6 milhões de casos confirmados da Covid-19 e se aproximava dos 100 mil mortos pela doença, um estudo realizado por pesquisadores de universidades federais do Brasil mostrou que capitais como Curitiba (PR), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS) regrediram no combate à pandemia. Juntas, as cidades somavam, em julho, 27,9 mil casos confirmados da doença. 

Outras cinco capitais também integravam essa amarga lista: Goiânia (GO), Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), João Pessoa (PB) e Brasília (DF) – a capital federal caminhava, até o dia 31 de julho, para 105 mil casos confirmados (na primeira semana de agosto, já eram quase 120 mil).  A avaliação considerou a situação no dia 19 de julho nas 27 capitais brasileiras. Os dados foram calculados a partir de um sistema de projeções chamado ModInterv, que tem como base modelos matemáticos que mostram informações da curva epidemiológica (como número de contágio e/ou óbitos) e da localidade (como cidade, estado ou país). 

A partir dos dados é que entram os três modelos matemáticos. A aplicativo faz os ajustes das curvas epidêmicas e decide qual modelo é mais apropriado para determinada localidade. Com essa análise, é possível determinar em que fase da pandemia se encontra cada capital – exponencial, intermediária ou de saturação. 

De acordo com especialistas das universidades do Paraná (UFPR), de Pernambuco (UFPE) e de Sergipe (UFS), responsáveis pela análise dos dados, as oito cidades mencionadas estavam com curva acumulada de mortalidade em ascensão, seja ela mais ou menos acentuada. Para chegar a essa conclusão, os cientistas consideraram o cenário de mortes por Covid-19 já registradas na primeira quinzena abril, o que leva a crer que as cidades estão falhando nas medidas de combate ou que houve retrocessos no combate ao vírus por causa do afrouxamento de medidas de prevenção.

“As capitais da região Sul se encontram em regime de crescimento exponencial de casos na epidemia. É importante lembrar que essas cidades, no início, tiveram crescimento bem mais lento, exatamente pelas medidas de contenção adotadas logo no começo da pandemia”, alerta o professor Giovani Vasconcelos, do Departamento de Física da UFPR, que participou do estudo. 

“Com o relaxamento das medidas de isolamento, a curva de óbitos de Curitiba, por exemplo, passou a crescer de forma acelerada a partir de junho. Foi como se a epidemia estivesse começando de novo”, lamenta o pesquisador. 

O levantamento mostra que a maioria das capitais já se encontrava, no mês de julho, em uma fase intermediária da doença, ou seja, saíram da fase exponencial (ou crescente) e estavam em regime de crescimento mais lento, com curvas epidêmicas em desaceleração. “Nesses casos, podemos dizer que o pior já passou. Contudo, a epidemia ainda não está controlada nessas cidades, ou seja, as curvas epidêmicas ainda não atingiram a fase de saturação, que é quando há uma forte desaceleração da curva de óbitos em direção ao platô final, o que representa o fim da epidemia”, explica Vasconcelos.

Mais de 1,6 milhão de pessoas já se recuperaram da Covid-19 no Brasil

Recife (PE) e Belém (PA), segundo os dados levantados na data de referência, eram as únicas cidades que haviam atingido essa saturação. Maceió (AL), em escala bem menor, estava quase atingindo essa fase. “Isso significa que essas capitais lograram certo controle sobre o vírus, na medida em que o número diário de óbitos vem caindo de forma consistente. Entretanto, é preciso continuar com medidas eficazes de controle, como evitar aglomerações e manter o distanciamento social, para que não haja uma relargada da epidemia nessas capitais”, reforça. Até 31 de julho, Belém tinha 2.075 mortes registradas e 25,5 mil casos confirmados. Na primeira semana de agosto, os números de casos subiram para 27,8 mil. Em Recife, eram 2,1 mil mortes e 26,5 mil casos positivos até o final do mês passado. Agora, são 27,8 mil casos e 2,2 mil mortos. 

O médico infectologista Hemerson Luz encoraja a população a manter as medidas de segurança repassadas por órgãos oficiais de saúde. “Enquanto não houver vacina, o isolamento é a melhor forma de evitar o contato com o novo coronavírus. Estamos falando de toda uma população que é suscetível, ou seja, quem tiver contato com o vírus, vai abrir um quadro para a Covid-19. E existe um amplo espectro de manifestação clínica, que vai desde quadros brandos até aqueles que necessitam de UTI e os que podem, infelizmente, evoluir para o óbito”, alerta. 

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07/08/2020 20:30h

País acumula 2.962.442 casos confirmados

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O Brasil tem 99.572 mortes confirmadas por Covid-19 até a noite desta sexta-feira (07), segundo dados do Ministério da Saúde. Sobre os infectados, foram 50.230 novos diagnósticos nas últimas 24 horas e o acumulado é de 2.962.442.

Subfinanciamento do SUS pressiona municípios

Ao reduzir burocracia, novo marco legal pode acelerar liberação de testes clínicos em humanos

CNS aponta para dificuldades de financiamento da Atenção Básica em Saúde

Neste início de mês, os três estados do Sul, além de Minas Gerais, Tocantins, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte, apresentaram alta no número de mortes. No cenário mundial, o Brasil fica atrás apenas dos Estados Unidos no total de óbitos e casos confirmados. 
 

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07/08/2020 03:00h

Empresários do estado reclamam da dificuldade para conseguir empréstimos juntos aos bancos; 17.751 negócios fecharam as portas de janeiro a abril

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A pandemia de covid-19 tem causado forte impacto na vida de quem depende do próprio negócio para sobreviver em Santa Catarina. Em Criciúma, Marilea Votri dos Santos, dona de uma oficina mecânica desde 2007, sentiu no bolso os reflexos da crise. Em pouco mais de três meses, viu os clientes desaparecerem e a inadimplência subir. “Os clientes simplesmente pararam de pagar porque eles também pararam de receber. Isso também gera atraso aos fornecedores e acaba virando uma bola de neve”, conta a empresária. 

Mesmo sem encerrar as atividades, a situação de Marilea é uma amostra da situação vivida por donos de empreendimentos ligados ao comércio e serviço. Sem crédito disponível, com contas a pagar e prejuízos acumulados, o resultado não poderia ser outro: 17.751 empresas fecharam as portas no estado de janeiro a abril.

Número que deixa Santa Catarina na quarta posição no ranking nacional de negócios que não resistiram ao colapso econômico, segundo o Ministério da Economia, atrás apenas do Amazonas, de Mato Grosso do Sul e de Goiás. 

Apesar da perda de receita em virtude da redução da atividade econômica, pesquisa das federações da Indústria (FIESC), do Comércio, Serviços e Turismo (Fecomércio-SC) e do Sebrae de Santa Catarina revela que 18,9% dos entrevistados planejam investir ainda durante a pandemia. A proporção maior foi entre os setores de comércio (23%) e serviços (15%). De acordo com as 1,6 mil empresas consultadas, a principal barreira é o acesso a crédito.

É o caso do empresário Paulo Fernando da Silva, dono de uma Empresa de Pequeno Porte (EPP) que atua na área de inspeção de segurança veicular, em Tubarão. Ele relata que já solicitou empréstimo duas vezes desde o início da pandemia e encontrou problemas nos contratos firmados com a instituição financeira. 

“O primeiro contrato com a Caixa não foi pago porque alegaram que tinha um erro no contrato e que teria que ser refeito. Ao refazer, o valor de 390 mil não seria mais pago, seria de 275 mil. O segundo contrato também não pago no primeiro momento levou 15 dias. A alegação era que não havia recursos disponíveis para a quitação do segundo contrato”, afirma. 

Situação semelhante a que ocorreu com Marilea. “Abriram às oito horas (a solicitação) e às nove horas já tinha esgotado. Foi muito rápido e eu não consegui contratar. Não tive retorno do banco, só recebi uma notificação do aplicativo”, lamenta.

MP que destrava crédito a empresários é aprovada no Senado e vai à sanção de Bolsonaro

SC: Governo estadual amplia medidas de isolamento social para 10 regiões

Em mais uma tentativa de reduzir burocracias e agilizar a liberação de recursos disponíveis nos bancos, o setor produtivo catarinense espera pela sanção da MP 975, que cria o Programa Emergencial de Crédito para Pequenas e Médias Empresas (Peac-FGI). Entre esses tipos de negócio, segundo a pesquisa das federações empresariais, seis em cada dez permanecem sem funcionar no estado.  

A expectativa é que enfim o dinheiro prometido pelo governo federal chegue na mão dos empresários, por meio da abertura de duas linhas de crédito. A primeira é voltada para empresas de pequeno e médio porte com faturamento bruto, em 2019, entre R$ 360 mil e R$ 300 milhões. Nessa modalidade, 30% dos recursos emprestados aos negócios por instituições financeiras têm garantia da União. No total, R$ 20 bilhões vão complementar o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) através do Fundo Garantidor de Investimentos (FGI).

A segunda linha de crédito, chamada de Peac-Maquininhas, é voltada para microempreendedores individuais (MEI), microempresas e empresas de pequeno porte que tenham realizado vendas por meio de maquininhas de cartão. Os empresários poderão ter acesso a empréstimos dando como garantia o chamado crédito fumaça, valores ainda a receber de vendas futuras de seu próprio negócio.

Na avaliação do senador Jorginho Mello (PL-SC), o socorro demorou a chegar, mas acredita que ainda é possível evitar que mais empresários fiquem sem sua fonte de renda. O parlamentar cobra mais disposição e participação de bancos e outras instituições financeiras, que podem destravar o crédito ao fazer menos exigências.

“Os bancos não estão colocando dinheiro deles, só estão emprestando o que o governo tem colocado no Fundo Garantidor. Estamos lutando contra isso e conseguimos mais R$ 12 bilhões para se somar aos R$ 18 bilhões que já foram emprestados para diminuir a angústia e necessidade dos micro e pequenos empresários, que é grande e difícil de superar. Eles (bancos) emprestam do dinheiro deles, se alguém não pagar, eles se ressarcem no Fundo Garantidor (FGI)”, pondera Mello. 

Alta procura

O levantamento feito entidades empresariais detalha que 45,1% dos empresários catarinenses ouvidos disseram ter procurado financiamento, mas somente 16,6% conseguiram. O economista da Fecomércio-SC, Leonardo Regis, ressalta que o acesso mais ágil ao crédito poderia ter impedido a falência de negócios no estado. Segundo Regis, a principal razão pela busca por empréstimos é a manutenção de custos fixos e fluxo de caixa. 

“Quanto maior a vulnerabilidade e a fragilidade, mais difícil tem sido o acesso ao crédito. Cerca de 36% das empresas que fecharam permanentemente acreditam que teriam conseguido superar a crise se tivessem tido acesso ao crédito no momento em que o buscaram. O motivo principal da busca do crédito é cobrir custos fixos, pagamento de salário, aluguel. São fatores ligados diretamente à sobrevivência das empresas. Sem acesso (ao crédito), se torna praticamente impossível realizar mudanças necessárias e passar pela fase mais difícil”, explica. 

O professor de Economia da Universidade de São Paulo (USP), Celso Grisi, acredita que o texto aprovado no Congresso Nacional (MP 975) pode dar sobrevida às pequenas e médias empresas, desde que a ajuda não demore.

“O cenário de crise asfixia as empresas de menor porte. A MP é muito positiva, traz para o mercado de crédito, às empresas pequenas e médias, uma nova fonte de recursos e em condições competitivas, quer porque seus custos financeiros são mais baixos, quer porque os prazos de resgate são maiores, incluindo até alguma carência”, indica. 

Grisi reforça ainda que o momento de grave crise econômica requer ações e gastos que estavam fora do planejamento da União, mas que são indispensáveis para garantir a manutenção de empresas e preservar empregos.

“Não tenho dúvida de que haverá impacto nas contas públicas. Mas a decisão escolheu dos males, o menor. Pior seria desassistir essas empresas nesse momento e deixá-las quebrar, porque isso mexe no nível de emprego, reduz o crescimento da atividade econômica, derruba renda. A medida atende às emergências que essas organizações têm passado do ponto de vista financeiro”, acrescenta. 

A MP 975 é uma espécie de complemento à MP 944, que abre outra linha de crédito emergencial voltada para pagamento da folha de funcionários de pequenas e médias empresas - em muitos casos, sem dinheiro em caixa honrar os compromissos.

As duas propostas aprovadas por deputados e senadores depende apenas de sanção do presidente Jair Bolsonaro para entrar em vigor. Caso haja veto a algum trecho das MPs 975 e 944, o Congresso Nacional decide se mantém ou derruba a decisão do Executivo.

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07/08/2020 00:00h

Associação que reúne concessionárias privadas de serviços de água e esgoto traçou um panorama para 2020; contudo, o Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento pondera sobre a entrada da iniciativa privada na prestação dos serviços

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Não é só a Covid-19 que entra na lista de doenças que se agravaram em diversas partes do Brasil por falta de saneamento básico. Leptospirose, febre amarela, dengue, zica e chikungunya engrossam a estatística de doenças relacionadas à falta da prestação do serviço, que ainda acomete cerca de 100 milhões de brasileiros sem cobertura na coleta de esgoto e 35 milhões que ainda não têm água potável para beber, lavar as mãos ou cozinhar alimentos. 

O levantamento é do Sistema Nacional de Informações de Saneamento (SNIS). Os dados, coletados em 2018, serviram como base para traçar um panorama da participação privada no saneamento básico, feito pela Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon), na última terça-feira (4). Segundo a entidade, o momento para a iniciativa privada é propício, já que “casa” com a aprovação e sanção recentes do marco legal do saneamento básico. 

“Um dos ‘drivers’ do marco é aumentar a participação privada no saneamento. Esse panorama servirá como linha de base, entender o quanto conseguimos avançar e investir no setor, o que vai ser bom para o País, e o panorama é um instrumento para isso. Mas ainda temos um caminho longo pela frente”, defende Percy Soares Neto, presidente da Abcon.  

Os dados do panorama mostram que a evolução da cobertura dos serviços de água e esgoto foi tímida de 2003 até 2018. O índice de coleta de esgoto, por exemplo, passou de 50,25% em 2003 para 58,06% 15 anos depois. O índice de atendimento urbano de água caiu no período de referência. Passou de 95,30% no início da década de 2000 para 92,78% em 2018. 

“Nesse tempo de pandemia, a gente gostaria que as curvas estivessem muito inclinadas, mas elas estão em um platô”, comenta Soares, comparando o pequeno avanço à curva de estabilidade de casos do novo coronavírus. “A gente vê, inclusive, o índice de atendimento urbano de água diminuindo, ou seja, o serviço não está dando conta do aumento populacional”, completa. 

Gráfico retirado do Panorama da participação privada no saneamento 2020, da Abcon/ Sindcon

Investimentos 

Até 2033, data prevista para universalização dos serviços em todo o Brasil, a Associação projeta que serão necessários R$ 753 bilhões em investimentos no setor, sendo quase R$ 500 bi só para expansão da rede de água e esgoto. “Mas não podemos esquecer que precisamos reverter a obsolescência dos equipamentos que já estão instalados hoje. Temos cidades no Brasil com redes de água e esgoto com mais de 50 anos. Essas redes antigas que geram índices de perdas não aceitáveis no País”, revela Percy. 

Sobre a estimativa de universalização dos serviços, que segue o Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB), o presidente do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos, opina. “A gente acredita que 2033 é uma data otimista, 2040 é uma data muito mais viável. Quando se fala em universalizar, a gente fala nas pessoas que moram mais distantes – e não só nas que moram nos centros urbanos, onde, teoricamente, é mais simples de se chegar, porque as redes estão mais perto.”   

Édison Carlos confirma que a relação entre saúde e saneamento básico é direta e que muitas doenças poderiam ser minimizadas se o serviço fosse efetivo e acessível para todos. “A gente nota em qualquer comunidade que passou por um processo de expansão do saneamento básico que há uma queda brutal no número de internações. Em alguns lugares, os casos de diarreia e de verminoses caíram 80%”, alerta.  

Participação do setor privado 

O panorama mostra, ainda, que a participação da iniciativa privada nos municípios em relação aos serviços de saneamento representa pouco mais de 5%. O maior controle de empresas prestadoras de serviços nas cidades ainda é das companhias estaduais, com 72%, e das municipais, com 25,7%. “Temos 5,2% de participação nos municípios e somos responsáveis por 21% dos investimentos feitos em saneamento”, garante Percy Soares Neto. 

Se mantido o ritmo esperado de aceleração nos investimentos no saneamento básico, a Abcon estima que mais de 194 milhões de pessoas terão acesso a água e 149,5 milhões a serviços de esgoto até 2033. 

O novo marco, aprovado e sancionado no mês passado, prevê que os contratos de saneamento sejam firmados por meio de licitações, o que pode facilitar a criação de parcerias público-privadas (PPPs). “Nós, operadores privados, quando participamos de licitação pela Lei nº. 8.666, já temos que apresentar as credenciais financeiras no processo licitatório. Mas quando há uma assinatura de contrato sem nenhuma concorrência, a população atendida por esse contrato não tem a menor garantia que aquele operador terá condições de fazer os investimentos necessários”, observa Percy. 

Já na opinião do engenheiro e coordenador do Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento (Ondas), Marcos Montenegro, a privatização pode não ser o melhor caminho. “Sinceramente, não acredito que seja a iniciativa privada que vai resolver os problemas graves que temos no atendimento da população brasileira com abastecimento de água e esgotamento sanitário”, destaca. 

 Gráfico retirado do Panorama da participação privada no saneamento 2020, da Abcon/Sindcon

Montenegro afirma que boa parte do déficit, que é a parte mais difícil de ser resolvida, ocorre nas periferias e cidades pequenas, deixando a população de baixa renda sem atendimento. “Não vai ser quem trabalha o saneamento como negócio e busca o lucro que vai dar atendimento a essa população”, decreta. 

Na opinião dele, para que todos sejam atendidos efetivamente, é preciso um grande esforço, especialmente partindo da esfera federal. “Precisaria que o governo federal mobilizasse recursos e articulasse melhor com estados e municípios, como já foi feito em outros programas, para enfrentar esse problema e garantir não só na cidade, mas também no campo, que toda população fosse atendida com soluções adequadas de saneamento.” 

Ele acredita em um modelo integrado, que envolva todos os setores. “Particularmente nas cidades maiores, é preciso realizar de modo articulado ações de saneamento com ações de promoção de desenvolvimento urbano, melhoria de moradias e do ambiente construído, melhoria do transporte, de modo que tenhamos, de fato, uma cidade que possa atender a todos – não só com saneamento, mas com todos os serviços públicos. Só assim o atendimento à população mais pobre será viabilizado”, sugere Montenegro. 

Ainda de acordo com o texto do marco legal, a privatização dos serviços de saneamento não se tornaria obrigatória, apenas garante a oferta mais vantajosa para o setor, por meio de concorrência. 

“A expressão ‘privatização da água’ é completamente errada. Não existe privatização da água, a água é um bem público. O serviço de saneamento é um serviço público, sempre será público. Ele pode ser operado por uma empresa privada, mas o serviço é público. No caso de uma empresa privada ou estatal, quando terminam os 30 anos dela, aquilo tudo é do município, eles não vão tirar o tubo e levá-lo para casa”, esclarece Édison Carlos, presidente do Trata Brasil. 

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Perfil 

O panorama apresentado pela Abcon traçou o perfil dos municípios atendidos pela iniciativa privada no Brasil. Do total (291), 40% eram de municípios com até 20 mil habitantes, 20% entre 20 mil e 50 mil, 23% entre 50 mil e 200 mil habitantes e 17% acima de 200 mil habitantes. “Esses municípios acima de 200 mil habitantes são os que apresentam maior complexidade. São cidades grandes, são capitais, não é tão simples a realização dos investimentos”, justifica. 

Os municípios com até 20 mil habitantes representam mais de 68% do total brasileiros. Nessa faixa, quatro a cada dez concessões privadas, segundo o panorama, estão localizadas nesses municípios de pequeno porte. 

Em relação aos tipos de contratos desempenhados hoje pelo setor privado, 59% são de concessão plena, 30% de concessão parcial, 8% são de parcerias público-privadas e o restante se encaixa em outros perfis.  

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06/08/2020 19:25h

Total de mortes é de 98.493

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Nesta quinta-feira (06), o Brasil teve mais um dia com números elevados de mortes e casos confirmados de Covid-19. Segundo o Ministério da Saúde, o total de infectados em território nacional é de 2.912.212 e os óbitos acumulam 98.493 desde o início da pandemia.

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Entidades entregam Plano Nacional de Enfrentamento à Covid-19 ao Ministério da Saúde

Segundo o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass), o Brasil teve, até junho deste ano, pelo menos 74 mil mortes a mais do que o esperado. A Bahia ultrapassou o Ceará no número de casos confirmados e agora ocupa a segunda colocação no ranking dos estados mais afetados pela pandemia, atrás apenas de São Paulo. 

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06/08/2020 17:15h

Voluntários receberam a dose da vacina nesta quarta-feira (5), na UnB

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O governador de São Paulo, João Dória (PSDB), informou nesta quarta-feira (5) que cinco centros de pesquisa vão integrar os testes da vacina CoronaVac ainda nesta semana. Ao todo, 12 núcleos científicos foram selecionados para realizar a terceira e última fase de testes da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa SinovacLife Science.

Nesta quarta-feira (5) alguns voluntários receberam a vacina na Universidade de Brasília (UnB). Hoje (6), os testes vão ocorrer o Hospital das Clínicas na Unicamp, em Campinas (SP). Até sábado, a imunização seguirá para São José do Rio Preto (SP), Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS). Em todos os locais, apenas profissionais de saúde serão testados. 

Pesquisadores brasileiros entram no páreo para a produção de vacina contra a Covid-19

Entre as pessoas que integram o estudo, metade vai receber duas doses do imunizante num intervalo de 14 dias e a outra metade receberá duas doses de placebo, substância sem qualquer efeito. Segundo o Instituto Butantan, 9 mil voluntários vão integrar a fase do estudo. A previsão é de que a pesquisa termine entre o final de outubro e o início de novembro. 
 

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06/08/2020 13:00h

Decisão de ainda não retomar aulas presenciais foi tomada por associações regionais de municípios do estado após verificarem riscos à saúde de alunos, professores, pais e servidores das escolas

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A rede de ensino municipal paranaense continuará com o ensino remoto. A decisão de não retomar as aulas presenciais nesse momento foi tomada após videoconferência entre os presidentes de 19 associações regionais de municípios do Paraná, que optaram por manter o isolamento das crianças nesse período de pandemia. 

O prefeito de Pérola e presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), Darlan Scalco, explicou, durante a reunião, que em momento algum o governo do estado determinou a volta às aulas presenciais da rede pública de ensino. Ele afirmou que toda a esfera estadual está ciente dos riscos da retomada do ensino presencial nas escolas neste momento. 

Prazo para professores e alunos opinarem sobre aulas remotas vai até 14/08

Sesc sugere orientações para escolas no retorno às aulas presenciais 

Entre os argumentos apresentados durante o encontro virtual, realizado na última terça (4), estão a necessidade de preservar a saúde dos alunos, pais, professores e servidores das escolas, e a necessidade de as prefeituras respeitarem recomendações do Ministério da Saúde de proteção à saúde dos grupos de risco.  

Outro argumento apresentado pelo prefeito de Pérola foi o de ordem financeira. Por conta da redução da atividade econômica em função do distanciamento social, ocorrida desde o início da pandemia, em março, as prefeituras sofreram uma queda drástica das receitas, incluindo dos recursos usados para o pagamento dos salários dos professores.

Segundo o prefeito, nesse momento, o estado não tem condições de abrir as escolas “sem oferecer todos os equipamentos de segurança para evitar a contaminação de professores, alunos e servidores, o que também gera aumento de custos para as prefeituras.”

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06/08/2020 12:25h

Nova liberação vale para regiões que estejam na fase amarela há mais de duas semanas

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O governo de São Paulo decidiu permitir que restaurantes, padarias e similares fiquem abertos até as 22 horas nas regiões do estado que estão na fase amarela do Plano São Paulo de retomada. Antes, o horário máximo de funcionamento era até as 17h. A liberação vale para os municípios que estão há mais de 14 dias na mesma categoria.

De acordo com o governador João Doria, a decisão ocorre porque a liberação anterior não gerou aumento no número de casos de covid-19. 

São Paulo: empresas se adaptam para garantir retomada segura ao trabalho

Mas os comerciantes precisam ficar atentos: só é permitido consumo em locais arejados ou ao ar livre. É obrigatório que tenha assentos para todos - não é permitido que clientes fiquem em pé. A ocupação máxima deve ser de 40% e os estabelecimentos devem funcionar por no máximo seis horas por dia.

O governo orienta ainda que os atendimentos sejam feitos com agendamento prévio, para evitar aglomerações. Funcionários e clientes devem usar máscaras, retirando somente na hora de comer.

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06/08/2020 12:00h

De acordo com a secretaria de saúde, o momento exige cuidado

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Uma pesquisa da Secretaria de Saúde de Fortaleza mostra que 13,1% dos moradores da cidade já contraíram covid-19. A pesquisa também mostrou que 1,1% da população ainda está com o vírus ativo no organismo. A secretária de saúde do município, Joana Maciel, avaliou que Fortaleza ainda está em fase de epidemia, mas os números mostram que o vírus está com baixa circulação na cidade.

A pesquisa foi feita com a aplicação de 3.300 testes rápidos para a covid-19, além de testes RT-PCR.

Ceará: Aulas presenciais ficam de fora da 4ª fase de retomada das atividades econômicas no estado

A recomendação da secretaria de saúde é que em caso de sintomas respiratórios, o cidadão deve procurar uma unidade de saúde para avaliação. É importante manter o distanciamento social, evitar aglomerações e lavar as mãos com frequência.

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06/08/2020 10:30h

Decisão foi tomada pelo governo do estado

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A partir do próximo sábado (8), 362 municípios mineiros com menos de 30 mil habitantes poderão flexibilizar as regras de isolamento social e estarão autorizados a reabrir diversos estabelecimentos comerciais. Essas cidades avançaram no Plano Minas Consciente, criado pelo governo estadual para permitir a retomada segura da economia, e agora e vão integrar a onda amarela do protocolo. 

Bares e restaurantes poderão ser reabertos nessas cidades, pois nos últimos 14 dias elas apresentaram menos de 50 casos do novo coronavírus por 100 mil habitantes. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou que o afrouxamento das regras nessas cidades se deu porque não há um grande fluxo de passageiros no transporte público, o que contribuiu para a redução da incidência da Covid-19. 

Covid-19 dá sinais de desaceleração em São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, mas se aproxima do pico em Minas Gerais

O plano Minas Consciente divide os municípios mineiros em ondas de cores, cada uma representando os segmentos que podem funcionar. O protocolo possui três ondas (vermelha, amarela e verde). O plano estabelece um protocolo unificado de higiene e distanciamento social em todo o estado.
 

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