Covid-19

21/09/2022 04:00h

Anvisa amplia aplicação da Pfizer para crianças de 6 meses a 4 anos em todo o país

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Especialistas tranquilizam famílias com relação à nova vacina da Pfizer aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, para vacinar crianças entre 6 meses e quatro anos. A avaliação da Agência começou em 1º de agosto e recebeu apoio técnico para garantir a celeridade requerida. O infectologista e consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia de Goiás, Marcelo Daher, explica que o novo imunizante é seguro e ajuda a evitar doenças graves como a pericardite. 

“Os estudos de segurança que foram feitos posteriormente saíram e a vacina se mostrou segura e eficaz, eficaz no sentido de garantir proteção para as crianças”, explica o médico.“Os pais podem ficar tranquilos em relação à segurança desta vacina para crianças a partir de seis meses. Ela vem se somar às vacinas que temos no dia a dia, uma vacina para ser utilizada para prevenir formas graves da Covid-19”, tranquiliza. 

O Gerente Geral de Medicamentos Biológicos da Anvisa, Fabrício Carneiro, explica que a eficácia e segurança do novo produto de imunização foi garantida por meio de um conjunto de fatores científicos. “A Anvisa considerou um grande conjunto de dados, entre dados de qualidade e clínicos, obtidos por meio de estudos conduzidos em alguns países”, conta. 

“Com base nesses dados enviados à Anvisa, foi considerado que a vacina é segura e eficaz na faixa-etária pretendida”, afirma o especialista. Antes, no Brasil, o uso do imunizante da Pfizer só era permitido em crianças com mais de cinco anos de idade. Já a CoronaVac podia ser aplicada em crianças a partir de 3 anos.

A vacina para o público de seis meses a quatro anos terá dosagem e composição diferentes. O processo de imunização será em três doses de 0,2 miligramas. As duas doses iniciais deverão ser administradas no intervalo de três semanas, sendo a terceira e última delas aplicada oito semanas após a segunda vacinação. 

Para facilitar a rotina na hora da vacinação, tanto dos agentes de saúde, como dos pais, a cor do rótulo e da embalagem da dose é um detalhe importante. Os frascos das vacinas para esse público, de seis meses a quatro anos, virão na cor vinho. Mãe da pequena Ana Beatriz, a dona de casa Leidiane Maria de Alencar, 29 anos, fica aliviada com a notícia da ampliação da imunização para as crianças. 

“Estamos muito felizes porque liberou a vacina para a faixa-etária da minha filha, que tem quatro anos, ela vai poder vacinar a primeira dose e vai ser mais uma segurança para a vida dela”, destaca. 

Segundo dados do Observatório da Primeira Infância, o Brasil tem registrado, em média, duas mortes de crianças menores de cinco anos por dia desde o início da pandemia, em 2020. De acordo com o Ministério da Saúde, quase 700 mil crianças, entre 3 e 4 anos, já foram vacinadas no país com a primeira dose, e mais de 135 mil com a segunda fase da vacinação. Entre crianças de 5 a 11 anos, foram mais de 14,1 milhões vacinadas com a primeira dose, e pouco mais de 9,7 milhões com a segunda. 

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18/09/2022 16:30h

De acordo com o Ministério da Saúde, brasileiros e estrangeiros podem optar por apresentar o comprovante de vacinação contra a doença ou teste negativo para entrada no país até um dia antes do embarque

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Com a redução da média móvel de casos de Covid-19 e de mortes pela doença, o Ministério da Saúde decidiu flexibilizar medidas que, até então, eram tidas como importantes para evitar a propagação do vírus. Agora, brasileiros e estrangeiros podem optar por apresentar o comprovante de vacinação contra a Covid-19 ou teste negativo para entrada no país até um dia antes do embarque. 

A autorização foi validada em portaria interministerial publicada em edição extra do Diário Oficial da União do último dia 12 de setembro. Antes, todo viajante era obrigado a apresentar o comprovante de vacinação antes de embarcar para o Brasil. A exceção eram passageiros com contraindicação médica.

Para a infectologista Helena Germoglio, o atual momento permite essa flexibilização. No entanto, ela ressalta que qualquer alteração no cenário pode exigir uma nova mudança nas regras.

“Outros países já dispensam, há algum tempo, a apresentação de cartão vacinal e de testagem para entrada nos seus territórios. Tem-se percebido que isso não tem levado ao aumento de casos nesses locais. E, com o atual momento que vivemos no Brasil, isso também deve acontecer, com a estabilização dos casos. É claro que o incentivo à vacinação deve ser uma prática constante, independentemente da exigência”, destaca.  

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A flexibilização teve o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A decisão levou em conta o quadro atual de queda no número de mortes e casos de Covid-19 entre os brasileiros.

Nesse sábado (17), por exemplo, o país havia registrado uma média móvel de 72 mortes por dia, um total 43% menor do que o registrado há duas semanas. 
Os dados da pasta mostram que a vacinação também avançou. Mais de 165 milhões de pessoas completaram o esquema vacinal contra a doença com duas doses ou dose única. O total corresponde a 77,7% da população brasileira.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece que políticas para testes e quarentena devem ser revisadas regularmente, com o intuito de garantir que sejam suspensas quando não forem mais necessárias. 
 

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06/09/2022 04:30h

De acordo com pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 55% dos entrevistados usam nos ônibus e metrôs, e 49% não abrem mão do uso nos supermercados

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A população brasileira mantém o hábito de usar máscaras no dia a dia mesmo com a redução dos casos de Covid-19 no país e com 33% da população vacinada com três doses contra a doença. De acordo com uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 55% da população ainda adota a peça de proteção nos transportes coletivos. 

É o caso da faxineira Elis Martins, de 42 anos, que não dispensou o item nem após ter tomado as quatro doses da vacina contra a Covid-19. “Mesmo vacinados temos que nos prevenir, ainda mais em lugares fechados, com muito movimento de gente”, conta a profissional da limpeza. “Eu trabalho no Detran-DF, tem hora que lá fica cheio, tem hora que está vazio, então tem que usar, é importante”, ensina. 

A servidora pública Maristela Queiroz, de 52 anos, pega ônibus todos os dias para ir ao trabalho. Apesar de protegida pela vacina, ela se preocupa por ter comorbidade, e garante que a máscara é uma ferramenta importante para evitar novas contaminações. “A Covid-19 não acabou, com a máscara me sinto mais segura e, além da Covid-19, tem aí a varíola dos macacos”, observa.

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A pesquisa ainda aponta que 49% da população não abre mão da máscara em supermercados. Já em outros espaços, como os comércios de rua e os shoppings, a realidade é diferente. Para aqueles que frequentam bancas de feiras ao ar livre ou camelôs, o percentual de quem usa máscara é de 34% e, em shoppings, 33%. No ambiente de trabalho, 31% dos funcionários usam máscaras. 

Para Luiz Solano, diretor da Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF), que tem aproximadamente seis mil associados, a melhora na situação da pandemia aliviou o cotidiano das pessoas, mas não se pode descuidar. Segundo ele, em muitos comércios, além dos funcionários, os próprios clientes fazem questão de frequentar os espaços de máscara.

“O que nós estamos vendo aí é que muita gente ainda usa máscara em todo o Distrito Federal, o que é muito bom. Agora nos shoppings, nas rodovias, nós estamos vendo os ônibus estão, inclusive os passageiros, estão usando máscara”, conta. 

Confiança na vacina

Entre abril e julho deste ano, o percentual de brasileiros que disseram usar máscaras apenas em locais fechados se manteve estável, em aproximadamente 52%.

Por outro lado, o número de cidadãos que abandonou de vez as máscaras no dia a dia aumentou de 17% para 32%, entre abril e julho deste ano. Uma em cada três pessoas parou de usar máscaras em qualquer local, segundo a pesquisa. 

De acordo com o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, a queda no do uso de máscaras se deve à confiança na vacinação. “A população vê que a pior fase ficou para trás, vê o avanço da vacinação e se sente mais protegida”, defende. “E aos poucos, vem abandonando o uso de máscara”, completa o analista. Do total de entrevistados, 95% dizem ter tomado, pelo menos, uma dose da vacina. E a maioria informou já ter tomado três ou quatro doses (62%), enquanto 5% afirmaram que não tomaram a vacina. 

A Covid-19 esteve próxima da maioria dos brasileiros: 62% disseram que conhecem alguém que foi internado por causa da doença, e 5% da população diz ter tido Covid-19 nos últimos três meses. Quando questionados sobre a nova variante BA-5, mais da metade (54%) nunca ouviu falar, e 28% disseram que o medo é grande ou muito grande.

Antônio de Almeida Santos, de 43 anos, se assustou ao fazer o teste no mês de julho. “Fiquei surpreso porque já tinha tomado duas vacinas e, segundo o médico, foi o que me protegeu”, conta. “Como não tenho nenhuma comorbidade, só tive sintomas leves, mas agora vou reforçar o uso de máscara”, explica.
 

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19/08/2022 19:20h

O podcast Giro Brasil 61 faz uma seleção dos principais fatos e acontecimentos noticiados pelo Brasil61.com durante a semana

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No episódio desta semana (19), o podcast Giro Brasil 61 fala sobre a queda na média móvel de casos de Covid-19 no início de agosto. Além disso, informações do auxílio Caminhoneiro-TAC, as campanhas contra sarampo e poliomielite e mais dados sobre a varíola dos macacos.

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19/08/2022 18:40h

Cenário epidemiológico leva a mudanças nas medidas sanitárias da Anvisa

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O índice da Síndrome Respiratória Aguda (SRAG) é o mais baixo desde o início da epidemia de Covid-19 no Brasil, segundo Boletim InfoGripe publicado pela Fiocruz esta semana (17).

O estudo mostra queda na tendência de longo prazo, últimas seis semanas, e estabilidade na tendência de curto prazo, últimas três semanas. De acordo com os dados, a Covid-19 continua predominante na população adulta.

Das 27 unidades federativas (UF), apenas Roraima apresenta sinal de crescimento na tendência de casos da SRAG de longo prazo até a semana 32. A situação é estável no Acre e no Amapá, e a tendência de longo prazo está em queda nos demais estados. Entre as capitais, Belém, Boa Vista e Vitória apresentam indícios de crescimento. Nas demais há predomínio de queda, com indicador estável em nove capitais.

A Síndrome Respiratória Aguda (SRAG) é uma infecção respiratória viral grave, e requer internação do paciente. Tosse, dor de garganta e dificuldades respiratórias são sintomas comuns da doença.

De acordo com a infectologista Larissa Tiberto, as altas taxas de vacinação contra Covid-19 associadas à informação sobre os cuidados preventivos contribuíram para a queda dos casos de SRAG. “Pessoas com comorbidade passaram a ter o cuidado redobrado, fazer adequadamente o isolamento social, lavagem das mãos e uso de máscara”, informa.

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas a prevalência entre os casos com resultado positivo para vírus respiratórios foi de 2,0% para influenza A, 0,2% para influenza B, 5,9% para vírus sincicial respiratório (VSR) e 78,2% para Covid-19. O calendário epidemiológico divide os  365 dias do ano em 52 ou 53 semanas epidemiológicas.

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Fim da obrigatoriedade de máscaras em aeroportos e aeronaves

O cenário epidemiológico de queda nos novos casos redução no número de mortes por Covid-19 alterou medidas sanitárias vigentes no país. Esta semana (17), a Anvisa declarou o fim da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Espin), e acabou com a obrigatoriedade do uso de máscaras em aeroportos e aeronaves.

O diretor da Anvisa, Alex Campos, observa que as máscaras ainda são eficazes para proteção coletiva contra a Covid-19. “Contudo, as análises realizadas consideraram o contexto epidemiológico atual da doença no Brasil e no mundo, e demonstraram que o avanço da vacinação permite a flexibilização das medidas restritivas coletivas adotadas com foco na contenção dessa doença”, explica. 

A infectologista Larissa Tiberto também explica que, apesar do avanço das taxas de vacinação contra a doença, algumas faixas etárias ainda não estão totalmente imunizadas. Por isso, o uso de máscaras é recomendado para conter a circulação de novas variantes que possam prejudicar o combate contra o coronavírus.

Cleusson Jansen, 39, está imunizado com as três doses da vacina contra Covid-19, e está atento às medidas de proteção. “Eu irei continuar utilizando a máscara. Em viagens que farei, não só eu mas toda minha família, porque é uma forma de se proteger, ainda mais em ambientes fechados”, conta.

Tais Souza, 30, trabalha com pesquisa clínica em São Paulo (SP), e viaja a trabalho todos os meses. Assim como Cleusson, ela pretende continuar se protegendo. “Eu particularmente não vou deixar de utilizar máscaras porque acaba sendo uma decisão individual, né. Então, na minha opinião, a gente tá praticamente se cuidando né. É minha recomendação pros amigos e parentes, que a gente continue utilizando, né”.
 

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15/08/2022 14:45h

Segundo o Ministério da Saúde, mais 164 milhões de pessoas completaram o esquema vacinal com as duas doses ou a dose única

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Nas últimas duas semanas, o Brasil registrou queda de mais de 35% na média móvel de casos de Covid-19. O número de mortes pela doença também diminuiu: 9% no mesmo período. As informações são do Ministério da Saúde. O total de ocorrências de infecções pelo coronavírus é de 34,1 milhões, com 681 mil mortes confirmadas desde o início da pandemia. 

A média móvel de 7 dias publicada nesse domingo (14) foi de 206, segundo Painel Covid-19 do Centro de Informações Estratégicas para a Gestão Estadual do SUS (CIEGES), mantido pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS). 

Mais 164 milhões de pessoas tomaram as duas doses ou a dose única, e o Brasil está perto de ter 80% da população protegida com o esquema vacinal primário, de acordo com o governo federal. A infectologista Ana Helena Germoglio explica que a diminuição da média móvel está relacionada a diferentes motivos.

“Podemos atribuir essa queda na incidência de casos a vários motivos. Primeiro que temos a cobertura vacinal que, mesmo não atingindo o patamar ideal, foi um grande passo para evitar casos graves. Segundo que estamos diante de vírus que tem letalidade menor, apesar da maior transmissibilidade, causando casos menos graves”, explica Ana Helena.

A infectologista explica ainda outros fatores que têm influência na diminuição de casos e mortes. “Precisa lembrar que tem esgotamento imunológico, isso também favorece a aquisição de anticorpos e também faz com que fique mais resistente. Há a sazonalidade, o frio maior já foi embora, época em que pessoas ficam mais próximas e reduzem a circulação de ar. É uma conjunção de fatores que fazem uma incidência menor”, conclui. 

Estabilidade

Dados do Ministério da Saúde apontam que há estados em situação de estabilidade, e a maioria apresenta indícios de começo do processo de queda. Veja abaixo: 

Distrito Federal;
Goiás;
Minas Gerais;
Paraná;
Rio de Janeiro;
Rio Grande do Sul;
Santa Catarina; e
São Paulo.

Sobre a vacinação, o governo afirma ter distribuído para os estados e o Distrito Federal mais de 518 milhões de vacinas contra a Covid-19. Desse total, cerca de 470 milhões foram aplicadas. “A vacinação vai ser nossa única chance de evitar casos graves, ainda que tenha incidência menor de casos”, diz Ana Helena Germoglio. 
 

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05/08/2022 18:10h

O podcast Giro Brasil 61 faz uma seleção dos principais fatos e acontecimentos noticiados pelo Brasil61.com durante a semana

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No episódio desta semana (05), o podcast Giro Brasil 61 fala sobre a emissão da nota fiscal de serviço eletrônica pelo MEI. Além disso, a importância da vacinação contra gripe e Covid-19, a chegada do 5G em São Paulo, a medida provisória que regulamenta o teletrabalho e o dia mundial da cerveja.

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04/08/2022 18:55h

A imunização pode reduzir o número de mortes, conter as complicações das doenças e a contaminação

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As campanhas de vacinação contra gripe e covid-19 estão ativas por todo Brasil. Seis em cada dez mortos e internados por covid-19 no país não tomaram a terceira dose da vacina entre março e junho deste ano, segundo dados da plataforma de monitoramento da pandemia ligada à Universidade de São Paulo (USP) e à Universidade Estadual Paulista (Unesp), a Info Tracker

A infectologista Dra. Joana D’arc destaca a eficácia da imunização para reduzir o número de mortes, conter as complicações das doenças e a contaminação. “No caso da covid-19, reduziu a mortalidade, letalidade, questões da circulação viral, a questão de aquisição das novas variantes. Na vacina da gripe, a gente tem a questão de cepas virais muito agressivas, como H1N1, que também já foi causa de epidemias e de grande mortalidade. Então, quando a gente imuniza para as duas, reduz possibilidades de adoecimento, facilita para os serviços de saúde no momento de fazer um diagnóstico e diminui a superposição de doenças infecciosas”, afirma.

A médica alerta ainda para a importância de tomar as vacinas de reforço de acordo com a frequência indicada: após quatro meses para covid-19 e a cada ano para a gripe. “As vacinas que nós temos disponíveis atualmente não dão uma imunidade tão duradoura quanto gostaríamos. E quando você faz o reforço, é como se fosse uma amplificação da sua imunidade e com isso a gente reduz a possibilidade de novos surtos de novas epidemias e seleção de novas variantes. A vacina da gripe, assim como o vírus da covid, passa por mutações muito frequentes e todos os anos a vacina tem uma composição diferente”, explica. 

João Luiz, 23, estudante, tomou três doses da vacina contra covid-19, mas ainda assim foi infectado com a doença. Ele teve apenas sintomas leves: “eu estava sentindo o corpo mole, a  garganta estava inflamada e o nariz entupido, então eu estava tossindo muito. Senti um pouco de febre nos primeiros dias, mas depois passou”. João se recuperou após duas semanas em casa, e continua com cuidados como uso de máscara e álcool gel. A infectologista Joana D’arc esclarece que, apesar de a vacina não bloquear a infecção, os casos de pacientes imunizados com as doses de reforço são os que menos complicam. 

Anvisa recebe pedido de ampliação para faixa etária da Pfizer

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária analisa possibilidade de inclusão da faixa etária de 6 meses a 4 anos de idade na indicação da vacina Pfizer contra covid-19. Atualmente, ela é recomendada a partir dos 5 anos. O início do prazo de análise da solicitação é de 30 dias e começou a contar nessa segunda-feira (1º). O período para análise pode ser alterado, caso haja necessidade de complementar dados e informações pelo laboratório.

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28/07/2022 21:10h

Segundo o Boletim InfoGripe,a extensão da vacinação tem grande influência na diminuição de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil

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Grande parte das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste apresenta interrupção no crescimento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), iniciado em abril, com diversos estados tendo já iniciado a queda desses quadros. Já o Norte do país aponta para a manutenção do crescimento de casos e, no Nordeste, houve interrupção no crescimento. Os dados são do InfoGripe, boletim da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O boletim divulgado nesta quinta-feira (28) também apresenta uma novidade: dados relacionados à proteção conferida pelas vacinas de Covid-19 a partir das doses de reforço. Essa atualização pretende relacionar a incidência de SRAG por Covid-19 com grupo etário e situação vacinal dos casos de internações e óbitos. 

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O estudo mostra que as vacinas contribuíram com a redução significativa do risco de agravamento da Covid. Esse resultado positivo pode ser de até duas vezes maior a depender da faixa etária e do status vacinal. Com as doses de reforço, essa queda tende a ser ainda maior.

Marcelo Gomes, pesquisador em Saúde Pública na Fiocruz e coordenador do InfoGripe, reforça a importância da vacinação contra a Covid-19, principalmente nas gestantes, uma vez que as crianças de 0 a 4 anos são o grupo etário de maior risco de internação por consequência da Covid-19, abaixo apenas das pessoas com mais de 60 anos. Com a liberação da vacinação para crianças de 3 e 4 anos, surge uma preocupação ainda maior com as crianças mais novas.

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“Crianças de 0 e de 1 ano que, inclusive, nesse grupo em particular, são as que têm o risco ainda mais elevado, porque a gente tem uma inversão: quanto mais novo, maior é o risco. Por isso, é importante que as gestantes, estando em dia com a sua vacinação, possam conferir uma certa proteção pro recém-nascido”, pontua o coordenador.

Até o momento, no ano epidemiológico 2022, foram notificadas 204.465 infecções por SRAG, sendo 101,6 mil com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Entre os casos positivos, 4,5% são influenza A, 0,1% influenza B, 9% VSR e 79,5% Sars-CoV-2 (Covid-19).

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26/07/2022 11:26h

Lançada pelo UNICEF e pelo Instituto Peabiru, a #TeSaiCovid promove entre adolescentes a adoção de comportamentos de prevenção. Encontros resultaram em campanha de comunicação para rádios. Confira o quarto spot

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O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), em parceria com o Instituto Peabiru, lançou, em maio deste ano, a segunda edição do projeto #TeSaiCovid. A estratégia de mobilização promoveu entre adolescentes do Amazonas, do Pará e de Mato Grosso, diálogos sobre vivências no contexto da pandemia. 

E um dos resultados do #TeSaiCovid foi a produção de campanha de comunicação voltada para emissoras de rádio. Os jovens produziram quatro spots, gerados em oficinas de educomunicação. Esses áudios tratam sobre desinformação, medidas de prevenção e incentivo à vacinação. 

Comunicador

Neste conteúdo, você pode baixar o quarto spot, com incentivo à lavagem das mãos para a prevenção da Covid-19.

A reprodução gratuita. Utilize na sua programação, nas suas redes ou no seu site.

Acesse os outros spots: spot 1, spot 2 e spot 3.

#TeSaiCovid

A segunda edição da estratégia tem o objetivo de relembrar as práticas de prevenção da Covid-19 e promover medidas de controle. 

"Nessa oportunidade, estão os adolescentes participantes dos Núcleos de Cidadania de Adolescentes (Nuca), uma rede plural, diversa e representativa de meninos e meninas que integram o Selo UNICEF. São espaços que também funcionam como mobilização e participação de, pelo menos, 16 adolescentes, entre 12 a 17 anos, em cada município participante da iniciativa, que a partir das metodologias propostas discutem questões indispensáveis sobre seus direitos, implementam ações e levam suas reivindicações à gestão pública municipal. E para nós é essencial incluí-los nesse processo”, explica Ida Pietricovsky, especialista em Comunicação do UNICEF Brasil.

O #TeSaiCovid promoveu oficinas de educomunicação para os adolescentes e jovens que participam dos encontros, para incentivar a criatividade e capacitar os adolescentes. “O Instituto Peabiru, com apoio da Visão Mundial pelo Amazonas, é responsável por implementar a estratégia elaborada pelo UNICEF Brasil para promover, entre os adolescentes, a adoção de comportamentos de prevenção e controle da Covid-19, bem como motivar e reforçar seu papel como agentes de mudança para a promoção desses comportamentos com seus pares, familiares e comunidades”, afirma Cláudio Melo, gerente técnico de projetos do Instituto Peabiru.

Ida ressalta que o nome da campanha #TeSaiCovid é uma expressão típica da Região Norte, quando se quer que alguma coisa deixe de existir ou que saia de perto de quem a utiliza. “Te sai é uma expressão muito comum nos estados do Norte do Brasil e a campanha para prevenção e controle do coronavírus quer trabalhar aspectos locais importantes, em diálogo com adolescentes e suas comunidades”, explica.

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Brasil 61