Covid-19

25/03/2025 00:02h

Entre as unidades da federação que apresentaram maior taxa de incidência estão Distrito Federal, Roraima, Tocantins, Goiás e Mato Grosso

Baixar áudio

Dados divulgados recentemente pelo Ministério da Saúde indicam que, em 2025, até o dia 15 de março, foram registradas 1.013 mortes por covid-19. As informações constam no boletim da Semana Epidemiológica de número 11. De acordo com o levantamento, nesse período, foram notificados 159.266 casos da doença no país.

Clique aqui e confira outras informações sobre casos de covid-19 no Brasil

Entre as unidades da federação que apresentaram maior taxa de incidência estão Distrito Federal, Roraima, Tocantins, Goiás e Mato Grosso, com variação entre 11,50 e 45,23 casos por 100 mil habitantes. 

Tuberculose: Amazonas lidera incidência no Brasil, seguido por Roraima e Rio de Janeiro

Na comparação com a Semana Epidemiológica anterior, ou seja, a de número 10, houve uma redução de 5,16% na média móvel de casos. Já em relação à média móvel de óbitos, foi notado um aumento de 8,65%. Na última semana analisada foram notificados 11.467 casos de Covid-19 no país, com uma incidência de 5,37 a cada 100 mil habitantes. Os óbitos reportados somaram 193.

Síndrome Respiratória Aguda Grave

Quanto à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), foram notificados 8.525 casos hospitalizados este ano, até o último dia 15. 
Nas semanas de 9 a 11, houve predomínio de rinovírus, com 31%. A taxa relacionada ao Vírus Sincicial Respiratório também chegou a 31%. Já da Covid-19 atingiu 23%. 

Em relação às mortes por SRAG, no mesmo período, o destaque foi para covid-19, com 64%. Rinovírus aparece na sequência com 11%. Em seguida está Influenza, com 6%. 

Os dados do último Boletim InfoGripe apontam que nove unidades da federação registraram incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave em nível de alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo. São elas: 

  • Acre
  • Amapá
  • Distrito Federal
  • Mato Grosso
  • Mato Grosso do Sul 
  • Pará
  • Rondônia
  • Roraima 
  • Sergipe

Além disso, Amazonas, Goiás e Tocantins apresentaram incidência em nível de alerta, risco ou alto risco, porém, com tendência de estabilidade ou oscilação. 

De acordo com o levantamento, a manutenção do aumento de Síndrome Respiratória Aguda Grave, com incidências de moderada a muito alta em alguns estados das regiões Norte e Centro-Oeste, além de Sergipe, é provocada, sobretudo, pelo crescimento de SRAG entre crianças e adolescentes com até 14 anos de idade. 
 

Copiar textoCopiar o texto
18/03/2025 00:03h

No período de 2 a 8 de março, a média móvel de óbitos pela doença também subiu 37,5%. Até o momento, em 2025, o Brasil soma 148.328 casos notificados

Baixar áudio

A Semana Epidemiológica 10/2025, que corresponde aos dias 2 a 8 de março, aponta que houve um aumento de 5,09% na média móvel de casos e de 37,5% na média móvel de óbitos por covid-19 no período em comparação à semana anterior. Em 2025, até 8/03, foram notificados 148.328 casos e 891 óbitos pela doença no país. As unidades federativas (UFs) com maiores taxas de incidência, variando de 14,7 a 106,1 casos por 100 mil habitantes, foram MT, MG, TO, DF e RR. Os dados compõem o Informe sobre Covid-19 no país, do Ministério da Saúde.

Na SE 10/2025, foram notificados 11.467 casos de Covid-19 no país, com uma incidência de 5,37 a cada 100 mil habitantes. Os óbitos reportados na semana somaram 193.

O documento aponta que na vigilância de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) foram notificados 7.009 casos hospitalizados em 2025, até a SE 10/2025, com identificação de vírus respiratórios.

Além disso, o informe indica que o vírus sincicial respiratório (VSR) ainda apresenta tendência de alta, identificada na vigilância laboratorial e entre os casos de SRAG. Na vigilância de Síndrome, 7.009 casos hospitalizados foram notificados até a SE 10, com identificação de vírus respiratórios.

Conforme os dados, nas últimas semanas, como nas SE de 8 a 10, houve predominância de 26% de VSR nos casos. Já rinovírus e covid-19, de 30% e 29%, respectivamente.

Em relação aos óbitos por SRAG, no mesmo período, a covid-19 se destacou com 83% dos registros.

Segundo o Informe do Ministério, nas últimas semanas houve instabilidade no sistema, Com isso, há casos represados que estão sendo informados com atraso nesta semana. Os estados que não conseguiram atualizar seus dados foram AC, CE, PI, PR e RO.

Clique no banner e acesse painel do Brasil 61 com dados da Covid no país, nas UFs e nos municípios.

InfoGripe

Segundo o Boletim InfoGripe da SE 10/2025, da FioCruz, dez UFs apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, com tendência de aumento no longo prazo, sendo: AP, DF, GO, MT, MS, PA, RO, RR, SE e TO.

A publicação aponta a manutenção do crescimento de casos de SRAG em níveis de incidência de moderado a alto em estados das regiões Norte, como PA, RR e TO e também do Centro-Oeste, no DF, GO e MS, além de Sergipe. Os casos ocorrem principalmente na faixa etária até 14 anos.

No Distrito Federal e em Goiás, o aumento de SRAG em crianças de até dois anos está associado ao VSR, conforme o informe. Já em relação aos casos de SRAG entre idosos, associados à covid-19, há uma incidência moderada nos estados de Mato Grosso e Tocantins, com tendência de crescimento apenas em Tocantins.

Copiar textoCopiar o texto
11/03/2025 00:02h

Em 2025, até 1° de março, foram notificados 136.861 casos e 698 óbitos

Baixar áudio

De 1° de janeiro a 1° de março deste ano o Brasil teve 136.861 casos de Covid-19. Já os óbitos pela doença somaram 698. Na Semana Epidemiológica (SE) 09/2025, correspondente ao período de 23/02 a 01/03, foram registrados 6.354 novos casos e 34 mortes pela doença. Segundo o Informe do Ministério da Saúde (MS), houve diminuição de 11,5% na média móvel de casos e diminuição de 19,2% na média móvel de óbitos em comparação à SE 8/25 – que diz respeito ao período de 16/02 a 22/02 – quando foram registrados 22.097 novos casos e 153 mortes. Os dados são do Painel da Covid-19 no Brasil, do MS.

Clique no banner e acesse painel do Brasil 61 com dados da Covid no país, nas UFs e nos municípios brasileiros.
  

Segundo o Informe, é possível observar uma maior proporção da covid-19 entre os casos e óbitos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), especialmente entre idosos. Além disso, nas últimas semanas, o vírus sincicial respiratório (VSR) apresenta tendência de aumento. 

O documento aponta, ainda, que as unidades federativas (UFs) com maiores taxas de incidência, variando de 8,3 a 73,6 casos por 100 mil habitantes, foram PR, SC, ES, MT e TO. O informe cita que, "nas últimas semanas, foi relatada instabilidade no sistema, resultando em casos represados que estão sendo informados com atraso nesta semana Desta forma, alguns estados não conseguiram atualizar seus dados, sendo RO, AC, RR, MA, PI, CE, PB, MG, SP, GO e DF."

O Painel da Saúde mostra que PR e TO registraram o maior número de novos casos da doença no país na SE 9/2025, sendo 1.202 e 1.158, respectivamente. Ambos foram os únicos que notificaram mais de mil novos casos.

Cinco anos do 1°caso de covid no Brasil

O primeiro caso confirmado de uma pessoa infectada pelo coronavírus no Brasil ocorreu no dia 26 de fevereiro de 2020. Cinco anos depois, em 2025, o país atingiu o menor número de casos e mortes por covid-19 desde então. 

Em 2025, até 25/02, as secretarias reportaram ao Ministério da Saúde 130.507 casos e 664 óbitos pela doença. No mesmo período de 2024 foram notificados no mesmo período 310.874 casos e 1.536 óbitos. Conforme a pasta, os dados de 2025 ainda são preliminares e estão sujeitos à atualização.

Segundo a Saúde, em 2024 houve uma redução no número de casos de 54,1% em comparação com 2023, e de 93,8% em comparação com 2022. Também houve redução de 59,6% no número de óbitos em 2024 na comparação com 2023 e de 92% em relação aos dados de 2022. 

Apesar das reduções nos números de casos da doença e de mortes por covid-19, em nota do MS a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), Ethel Maciel, destacou que as medidas de prevenção continuam muito relevantes, tendo em vista que o SARS-CoV-2, em conjunto com outras condições ou fatores de risco, pode induzir o agravamento da doença.

“Embora os números estejam diminuindo ao longo dos anos, a doença continua causando a perda de vidas na população brasileira, além de consequências graves como a síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica. Por isso, é importante que as pessoas continuem atentas aos cuidados necessários para prevenir casos graves e óbitos pela covid-19”, disse a secretária em nota da pasta.

No acumulado, desde 2020, são 39,2 milhões de casos e 715.295 mortes.

Copiar textoCopiar o texto
09/03/2025 01:01h

Já os óbitos pela doença somaram 664

Baixar áudio

De 1° a 22 de fevereiro deste ano, o Brasil já soma 130.507 casos de Covid-19. Já os óbitos pela doença somaram 664. Na Semana Epidemiológica (SE) 08/2025, correspondente ao período de 16/02 a 22/02, foram registrados 22.097 novos casos da doença e 153 mortes. Os dados podem ser acessados no painel do Brasil 61, feito com base nos dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde. .

Na SE 08/2025, os estados de São Paulo, Tocantins e Mato Grosso registram os maiores números de novos casos positivos para Covid-19 no país. Apenas em SP foram 8.874 novos registros. Já no TO houve 4.255 pessoas positivas para a doença e em MT foram 1.762 novos casos de Covid-19 em uma semana. As UFs foram as únicas que registraram mais de mil positivos no período.

Em comparação à SE 07/2025, que diz respeito aos dias 9 a 15 de fevereiro, houve uma alta de 61,1% nos casos positivos na SE 08/2025. Em relação aos óbitos, houve um aumento de 86,6%. Os registros na Semana Epidemiológica 7 foram de 13.709 casos e 82 óbitos.

Cenário epidemiológico

O mais recente Boletim InfoGripe da FioCruz, referente à Semana Epidemiológica (SE) 09/2025 – que corresponde o período de 23/02 a 01/03 – aponta que nas quatro últimas semanas epidemiológicas, 81,4% dos óbitos foram por Covid-19 e entre os casos positivos, o percentual da doença ficou em 39,9%

O documento destaca, ainda, que nove das 27 unidades federativas apresentam incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em níveis de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas. Confira os estados:  Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins. Dentre as nove UFs, sete apresentam sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo: Distrito Federal, Goiás, Pará, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins.

Conforme o Boletim, a manutenção do aumento de casos de SRAG, com incidências de moderada a alta em vários estados da Região Norte, como PA, RO e RR e TO, e em alguns estados das regiões Centro-Oeste e Nordeste, sendo DF, GO e SE, é justificada pela alta de casos entre crianças e adolescentes de até 14 anos. 

Já em GO e no DF, o avanço de SRAG entre crianças de até quatro anos está relacionado, em especial, ao vírus sincicial respiratório (VSR). Em SE, GO e DF, o crescimento de SRAG na faixa etária de 5 a 14 anos está associado ao rinovírus. Nos demais estados, a FioCruz afirma que ainda não é possível determinar qual vírus é o responsável pelo aumento.

O Informe da FioCruz detalha que a Covid-19 continua sendo a principal responsável pelos casos e óbitos de SRAG entre os idosos nas últimas semanas. Porém, os casos da Síndrome associados à doença nessa faixa etária seguem em níveis baixos ou moderados, sem sinal de crescimento na maior parte do país.

Copiar textoCopiar o texto
01/03/2025 00:02h

Boletim Infogripe aponta que há sinal de aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre crianças e adolescentes de até 14 anos, especialmente nas regiões Norte, Centro-Oeste e no estado de Sergipe

Baixar áudio

No momento, não há no país nenhuma área de alto risco em relação à Covid-19, segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Entretanto, o boletim Infogripe da instituição, alerta que a aglomeração de pessoas favorece a transmissão de vírus respiratórios e alguns cuidados são necessários para festejar em segurança.

Segundo a pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do Boletim InfoGripe, uma das orientações para aproveitar a folia de forma segura é evitar participar das festas caso apresente sintomas de síndrome gripal, como coriza, dor de garganta, febre ou tosse. A medida serve para não transmitir o vírus para outras pessoas e, assim, evitar aumento de casos de complicações respiratórias.

“Outra opção é curtir o Carnaval usando uma boa máscara e priorizando ambientes abertos”, disse Portella.

Além disso, a pesquisadora reforça no Boletim que outra recomendação importante é que todos estejam em dia com a vacinação contra a Covid-19, especialmente aqueles que compõem os grupos de risco, como idosos, crianças e pessoas com comorbidades.

Situação nacional

O InfoGripe, divulgado na quinta-feira (27), segue apresentando sinal de aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre crianças e adolescentes de até 14 anos, especialmente nas regiões Norte, Centro-Oeste e no estado de Sergipe.

Em contrapartida, a análise aponta tendência de estabilidade ou oscilação no número de novos casos de Covid-19, que atinge os mais idosos, principalmente em alguns estados das regiões Norte, Nordeste e em Mato Grosso.  

Conforme o Boletim, em 2025 já foram notificados 13.551 casos de SRAG, sendo 4.560 (33,7%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 6.188 (45,7%) negativos, e ao menos 1.828 (13,5%) aguardando resultado laboratorial.

Entre os casos positivos, 48,7% foram de Sars-CoV-2, ou seja, de Covid-19. 

Situação da Covid no seu estado e município

Acesse painel do Brasil 61, com dados extraídos do Ministério da Saúde, e consulte a situação da doença na sua localidade.

   

Carnaval

O Carnaval ocorre entre 3 e 5 de março, período marcado por grandes aglomerações e movimento populacional para diferentes estados e cidades. O infectologista  Manuel Palácios afirma que esse fluxo de pessoas aumenta significativamente o risco de transmissão de doenças respiratórias, incluindo a Covid-19. 

“O grande número de pessoas reunidas e a proximidade entre os indivíduos de convivência nos espaços fechados ou mal ventilados são fatores que contribuem para a propagação do vírus”, aponta Palácios.

Segundo o infectologista, a situação atual da Covid-19 no país requer atenção e cautela dos brasileiros, já que há risco de novas variantes começarem a circular com maior taxa de transmissibilidade. 

“A situação atual da Covid-19 no Brasil exige atenção. Embora o número de casos de óbitos esteja em níveis mais baixos em comparação aos picos da pandemia, a situação não pode ser subestimada. O principal risco neste momento é o comportamento de novas variantes do vírus, que podem ser mais transmissíveis, o que leva a um aumento nos casos”, afirma Manuel Palácios.  

Folias canceladas e retorno de máscara 

O aumento de casos de Covid vem sendo registrado em municípios do interior e preocupa gestores. Em Araguaína (TO), 231 novos casos foram confirmados no período de 13 a 19 de fevereiro – desses, 67 estão ativos e 45 casos são suspeitos. Em nota ao Brasil 61, a prefeitura do município informou que de 1° a 18 de fevereiro de 2025 foram registrados 360 casos de Covid-19 na cidade; já em fevereiro de 2024 foram registrados 419 casos.

A secretária de saúde de Araguaína, Ana Paula Abadia, afirmou que a pasta está monitorando os dados da Covid-19 para que sejam tomadas as decisões necessárias para a mitigação da doença no município. Entre as ações, a prefeitura decidiu cancelar o Carnaval na localidade e destinar os recursos do evento à saúde, como medida para conter o avanço da Covid-19. Os valores são na ordem de R$ 1,2 mi.

No Maranhão, um decreto da prefeitura de Amarante proibiu festejos de Carnaval, públicos e privados, por 15 dias. A justificativa é que a ação seja uma medida preventiva contra o aumento de casos de Covid-19.

Em função do avanço da doença no Tocantins, alguns municípios decretaram o retorno do uso obrigatório da máscara para alertar a população contra a doença. Segundo a Gazeta do Cerrado, os municípios são São Sebastião, no Bico, Lajeado, Cristalândia e Babaçulândia. 

A Prefeitura de Embu das Artes, na Grande São Paulo, também determinou o retorno do uso obrigatório de máscara para os servidores da área da saúde e pacientes com sintomas respiratórios ou que tenham testado positivo para a Covid-19. A indicação é de que a máscara seja utilizada nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). 
 

Copiar textoCopiar o texto
26/02/2025 00:02h

Até 15 de fevereiro, foram notificados 108.410 casos e 511 óbitos pela doença no país. MG está entre as UFs com maiores taxas de incidência

Baixar áudio

Até 15 de fevereiro, foram notificados 108.410 casos e 511 óbitos pela doença no país. O período corresponde à Semana Epidemiológica (SE) 7, na qual foram reportados 13.709 casos de Covid-19 e 82 mortes pela doença. Apesar da diminuição de 7,2% na média móvel de casos e de 24,2% na média móvel de óbitos em comparação à SE 6, o feriado de Carnaval traz alerta para a população quanto ao risco de transmissão e alta nos casos. Os dados são do Informe Vigilância das Síndromes Gripais do Ministério da Saúde. 

O Carnaval será nos dias 3, 4 e 5 de março, período marcado por grandes aglomerações e movimento populacional para diferentes estados e cidades. Segundo o infectologista  Manuel Palácios, isso aumenta significativamente o risco de transmissão de doenças respiratórias, incluindo a Covid-19. 

“O grande número de pessoas reunidas e a proximidade entre os indivíduos de convivência nos espaços fechados ou mal ventilados são fatores que contribuem para a propagação do vírus”, aponta Palácios.

Na avaliação do infectologista, a situação atual da Covid-19 no país requer atenção e cautela dos brasileiros, já que há risco de novas variantes começarem a circular com maior taxa de transmissibilidade. 

“A situação atual da Covid-19 no Brasil exige atenção. Embora o número de casos de óbitos esteja em níveis mais baixos em comparação aos picos da pandemia, a situação não pode ser subestimada. O principal risco neste momento é o comportamento de novas variantes do vírus, que podem ser mais transmissíveis, o que leva a um aumento nos casos”, afirma Manuel Palácios. 

O especialista alerta que a população evite aglomerações, especialmente em ambientes fechados, além de optar pela máscara em locais de maior risco de infecção, como o transporte público, festas e shows. Além disso, estar com a vacinação de Covid-19 em dia também ajuda na proteção contra a doença.

“A recomendação é para que as pessoas se vacinem, caso ainda não tenham tomado a dose de reforço, pois a vacinação será a nossa principal proteção contra formas graves da doença. Durante o Carnaval, é fundamental monitorar os sintomas e, caso se sinta mal, buscar atendimento médico e evitar sair de casa para não propagar o vírus”, enfatiza Palácios.

Situação da Covid-19 nas UFs

O Informe do Ministério da Saúde aponta que na SE 7 as unidades federativas (UFs) com maiores taxas de incidência, variando de 13,8 a 41,6 casos por 100 mil habitantes, foram Mato Grosso, Ceará, Roraima, Distrito Federal e Minas Gerais – esta última a que conta com tradicionais comemorações do Carnaval que reúne muitos foliões. 

Dados do Painel Covid-19 no Brasil, do Ministério da Saúde, apontam que o Ceará liderou na última semana epidemiológica com relação aos casos novos, com 3.567 registros, à frente de Minas Gerais, que notificou 2.939 novos casos. Em contrapartida, Minas registrou o maior número de óbitos por Covid-19 no país na SE 7, totalizando 36 mortes. Já a taxa de incidência por 100 habitantes ficou em 59,94. A capital mineira, Belo Horizonte, registrou 292 novos casos da doença na SE 7 e 11 mortes. 

Dados do Portal Infosaúde de Minas Gerais apontam que, do período de 9/02 a 25/02, houve 516 casos informais no estado e três mortes por Covid-19 – sendo duas em Uberlândia e uma em Passos.

Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo também se destacam nas festas de Carnaval. O estado pernambucano registrou 483 novos casos de Covid-19 na SE 7 e três mortes pela doença. Porém, a taxa segue em alta, próxima de Minas, de 57,94.

O município pernambucano de Petrolina, que tem destaque por seu Carnaval de rua, com blocos e bandas, teve um dos maiores registros de novos casos no estado, com 22 notificações. 

No território fluminense, foram 325 novos registros da doença, nove mortes e a taxa de incidência ficou em 29,71 por 100 habitantes. Conforme o informe do Ministério da Saúde, o estado paulista não conseguiu atualizar os dados para a SE 7 – bem como AC, ES, GO, PB, RO, e TO.

Bahia

Na Bahia, o Carnaval começa no dia 27 de fevereiro. Na SE 7 foram 398 novos casos registrados, 5 mortes e a taxa de incidência ficou em 14,91. Somente em Salvador foram 30 novos casos na SE 7. Apesar da queda expressiva no número de registros de Covid-19, as aglomerações durante o feriado de Carnaval podem favorecer o aumento de casos.

Em 17 de fevereiro, o Governo da Bahia publicou uma nota sobre a redução de casos no estado, mas destacou que isso não significa que a população não deva se atentar para evitar alta nos registros da doença.

“Apesar das preocupações levantadas sobre a segurança sanitária durante o Carnaval, os dados mais recentes mostram um cenário controlado, mas que exige atenção contínua para evitar novos aumentos”, diz um trecho da nota.

Já o Boletim Epidemiológico – Covid-19 nº 07 do governo da Secretaria de Saúde Bahia, correspondente à SE 07, aponta que na semana 5 o estado registrou 1.361 casos da doença, mas na SE 7 foram 398 notificações. Além disso, nas 10 últimas SE, Salvador foi o município com o maior número de casos, sendo 718, seguido de Juazeiro, Abaré e Vitória da Conquista, com 107,74 e 66 casos, respectivamente. 

Confira o número de novos casos e de óbitos por UFs na SE 7, conforme o Painel do MS:

  • AC: sem atualização
  • AL: 201 casos; 0 óbitos
  • AM: 243 casos; 2 óbitos
  • AP: - 22 casos; -1 óbito
  • BA: 398 casos; 5  óbitos
  • CE: 3.567 casos; 0 óbitos
  • DF: 596 casos; 2 óbitos
  • ES: sem atualização
  • GO: sem atualização
  • MA: 142 casos; 0 óbitos
  • MG: 2.939 casos; 36 óbitos
  • MS: 328 casos; 3 óbitos
  • MT: 1.452 casos; 1 óbitos
  • PA: 882 casos; 1 óbitos
  • PB: sem atualização
  • PE: 4.359 casos; 3 óbitos
  • PI: 483 casos; 3 óbitos
  • PR: 743 casos; 9 óbitos
  • RJ: 325 casos; 9 óbitos
  • RN: 139 casos; 0 óbitos
  • RO: sem atualização
  • RR: 149 casos; 0 óbitos
  • RS: 406 casos; 6 óbitos
  • SC: 328 casos; 3 óbitos
  • SE: 38 casos; 0 óbitos
  • SP: sem atualização
  • TO: sem atualização
     
Copiar textoCopiar o texto
21/02/2025 10:00h

Até o dia 8 de fevereiro, foram feitos 68.638 registros no interior do país, que somam 271 mortes. Algumas cidades declaram retorno da máscara. Araguaína (TO) cancelou o Carnaval

Baixar áudio

Até o dia 8 de fevereiro, que corresponde à Semana Epidemiológica (SE) 6, foram notificados 94.701 casos de Covid-19 no país e 429 óbitos pela doença. Do total, 68.638 registros foram feitos nos municípios do interior, que somam 271 mortes. Apesar da diminuição de 21,12% na média móvel de casos, houve aumento de 15,52% na média móvel de óbitos em comparação à SE 5. E o aumento de casos em municípios do interior do país preocupa os gestores, especialmente com a proximidade do Carnaval. Os dados são do Informe Vigilância das Síndromes Gripais do Ministério da Saúde.

Na apuração dos dados, o Brasil 61 seguiu o critério de definição de município do interior utilizado pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Pela lógica do fundo, os municípios de interior são todas as cidades que não são as capitais de seus estados

Apenas na semana 6 foram registrados 8.865 casos de Covid-19, com uma incidência de 4,15% de casos por 100 mil habitantes. O especialista em doenças tropicais do hospital Anchieta e infectologista Manuel Palacios afirma que o percentual é um sinal de alerta para a população. “Isso indica uma possível aceleração do vírus em determinadas áreas”, diz.

Os casos reportados na SE 6 apontam que houve um sinal de alta em estados do Norte e Centro-Oeste, onde foi reportada uma maior proporção de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Covid-19. Esses casos ocorreram especialmente entre idosos, em alguns estados dessas regiões.

O Ceará foi o estado que registrou o maior número de pessoas com a doença em municípios do interior até agora, segundo o Painel de Covid-19 do MS. São 12.172 casos. Outros dados, do Boletim InfoGripe da Fiocruz do início de janeiro, mostram que o estado manteve aumento de casos da doença. Na semana 02/2025, Maranguape (CE) teve 581 casos confirmados.

Na avaliação de Palacios, a situação da doença no país requer atenção e cautela dos brasileiros, tendo em vista que há risco de novas variantes começarem a circular com maior taxa de transmissibilidade. 

“A situação atual da Covid-19 no Brasil exige atenção, especialmente com o aumento de casos registrados em algumas regiões como o norte e centro-oeste do país. Embora o número de casos de óbitos estejam em níveis mais baixos em comparação aos picos da pandemia, a situação não pode ser subestimada”, destaca o infectologista.

“O principal risco neste momento é o comportamento de novas variantes do vírus, que podem ser mais transmissíveis, o que leva a um aumento nos casos”, completa Manuel Palacios.

Carnaval 'cancelado' e volta das máscaras

O aumento de casos de Covid vem sendo registadro em municípios do interior e preocupa gestores. Em Araguaína (TO), 231 novos casos foram confirmados no período de 13 a 19 de fevereiro – desses, 67 estão ativos e 45 casos são suspeitos. Em nota ao Brasil 61, a prefeitura do município informou que de 1° a 18 de fevereiro de 2025 foram registrados 360 casos de Covid-19 na cidade, já em fevereiro de 2024 foram registrados 419 casos.

A secretária de saúde de Araguaína, Ana Paula Abadia, afirma que a pasta está monitorando os dados da Covid-19 para que sejam tomadas as decisões necessárias para a mitigação da doença no município. Entre as ações, a prefeitura decidiu cancelar o Carnaval na localidade e destinar os recursos do evento à saúde, como medida para conter o avanço da Covid-19. 

"O prefeito Wagner Rodrigues anunciou que os recursos inicialmente destinados à festividade de Carnaval, que seriam na ordem de R$ 1,2 milhão, provenientes do tesouro municipal, serão redirecionados para a área da saúde. E com esses recursos, nós iremos implantar a primeira clínica veterinária pública daqui de Araguaína e a Clínica de Saúde Mental", salienta.

Por conta do avanço da doença no Tocantins, alguns municípios decretaram o retorno do uso obrigatório da máscara para alertar a população contra a doença. Segundo a Gazeta do Cerrado, os municípios são: São Sebastião, no Bico, Lajeado, Cristalândia e Babaçulândia. 

Já em Carolina (MA), foram registrados 51 casos positivos de Covid-19 até agora, sendo que 40 pessoas se recuperaram e 11 ainda estão com a doença ativa. Os dados são de Boletim Epidemiológico divulgado pela prefeitura.
 

Confira o número de casos e de óbitos em municípios do interior de 01/01 até 08/02 – que corresponde a SE 6, conforme dados do MS:

  • AC: 1. 850 casos; 13 óbitos
  • AL: 801 casos; 2 óbitos
  • AM: 2.121 casos; 0 óbitos
  • AP: 20 casos; 1 óbito
  • BA: 1.233 casos; 8  óbitos
  • CE: 12.172 casos; 0 óbitos
  • DF: (em branco) casos; (em branco) óbitos
  • ES: 1.099 casos; 4 óbitos
  • GO: 5.984 casos; - 107 óbitos
  • MA: 436 casos; 0 óbitos
  • MG: 8.356 casos; 64 óbitos
  • MS: 801 casos; 12 óbitos
  • MT: 5.302 casos; 10 óbitos
  • PA: 2.817 casos; 14 óbitos
  • PB: 2.652 casos; 24 óbitos
  • PE: 4.359 casos; 13 óbitos
  • PI: 153 casos; 1 óbito
  • PR:1.706 casos; -24 óbitos
  • RJ: 2.655 casos; 39 óbitos
  • RN: 1.324 casos; 10 óbitos
  • RR: 44 casos; 0 óbitos
  • RS:  2.911 casos; 44 óbitos
  • SC: 1.738 casos; 11 óbitos
  • SE: : 131 casos; 0 óbitos
  • SP:7.726 casos; 129 óbitos
  • TO: 247 casos; 3 óbitos

O Painel não foi atualizado com os dados de Rondônia. Além disso, os dados por UF são distintos das secretarias estaduais. O MS foi contatado para explicar a diferença e os números negativos, mas até o fechamento da reportagem o Brasil 61 não obteve resposta.

Até a SE 6 de 2025, segundo dados do Painel de Covid-19 do MS, a região Nordeste liderou em número de casos de Covid-19 em municípios do interior, com 23.261 registros. Sudeste aparece logo em seguida, com 19.836 pessoas infectadas. Em contrapartida, o Sudeste lidera com 236 mortes por Covid-19.

O último Boletim InfoGripe, referente à SE 7 – de 9/02 a 15/02 – aponta que a Covid-19 continua sendo a principal causa de óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre os idosos, nas últimas semanas.

A situação pode piorar no Carnaval?

O Carnaval é nos dias 3, 4 e 5 de março, período marcado por grandes aglomerações. Segundo o infectologista, isso aumenta significativamente o risco de transmissão de doenças respiratórias, incluindo a Covid-19. 

“O grande número de pessoas reunidas, a proximidade entre os indivíduos de convivência nos espaços fechados ou mal ventilados são fatores que contribuem para a propagação do vírus”, aponta Palacios.

Ele alerta que a população deve evitar aglomerações, especialmente em ambientes fechados, além de optar pela máscara em locais de maior risco de infecção, como o transporte público, festas e shows. Além disso, estar com a vacinação de Covid-19 em dia também ajuda na proteção contra a doença.

“A recomendação é para que as pessoas se vacinem, caso ainda não tenham tomado a dose de reforço, pois a vacinação será a nossa principal proteção contra formas graves da doença. Durante o Carnaval, é fundamental monitorar os sintomas e, caso se sinta mal, buscar atendimento médico e evitar sair de casa para não propagar o vírus”, enfatiza o especialista. 

Palacios alerta que se as medidas preventivas não forem seguidas de forma rigorosa, pode haver uma intensificação do aumento de casos, o que pode pressionar as unidades de saúde pública. “Portanto, é crucial que a população tenha consciência da importância de continuar adotando medidas preventivas, mesmo durante grandes eventos como o Carnaval”, pontua.

Copiar textoCopiar o texto
15/02/2025 00:01h

O crescimento foi registrado em crianças e jovens entre 5 e 14 anos; Goiânia e Distrito Federal se destacam com aumento dos casos graves

Baixar áudio

 A volta às aulas, no começo do mês de fevereiro, coincidiu com um aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), registrados entre os dias 2 e 8 de fevereiro, segundo Boletim InfoGripe, da Fiocruz. O aumento tem a ver com a maior circulação do vírus entre os jovens, sobretudo na faixa dos 5 aos 14 anos, e é causado pelo retorno às salas de aula. Os jovens ficam reunidos por mais tempo em ambiente fechado, o que favorece a transmissão dos vírus respiratórios. 

O maior aumento dos casos de SRAG foi registrado no estado de Goiás e no Distrito Federal. O aumento de casos nesses locais vai na contramão do restante do país que, segundo o InfoGripe, continuam em baixa nos estados do Sul, Sudeste e Nordeste. 

A Covid-19 continua sendo o vírus que mais causa agravos respiratórios, afetando principalmente a população idosa, os grupos com comorbidades e crianças pequenas. Para evitar os casos de SRAG, a pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, relembra a importância da vacinação.

“A gente pede que essas pessoas estejam em dia com a vacinação contra o vírus para evitar desenvolver as formas mais graves da doença. Além disso, é importante que essa população, principalmente as pessoas que residem em estados com aumento de casos de SRAG por Covid-19, use máscaras em locais fechados e também dentro dos postos de saúde”.

Mortes ainda são causadas por Covid-19

Os vírus respiratórios podem ser fatais, por isso cuidados são importantes caso você tenha algum sintoma gripal, como coriza, tosse ou febre. A recomendação é ficar em casa em isolamento até que esteja recuperado, O cuidado vale para evitar transmitir o vírus, seja entre as crianças na escola, ou a qualquer outra pessoa na rua. Caso não seja possível ficar em casa, o ideal é sair usando uma máscara reforçada. 

Entre as mortes causadas por vírus respiratórios, a Covid-19 segue sendo a maior responsável e responde por 52,3% nas últimas quatro semanas epidemiológicas.
 

Copiar textoCopiar o texto
08/02/2025 00:03h

5 estados do Norte registram alta enquanto, no Nordeste, ocorrências desaceleram

Baixar áudio

O vírus da Covid-19 continua sendo o maior responsável pelo agravamento dos casos de síndromes respiratórias, sobretudo no Norte do país, segundo o último boletim Infogripe da Fiocruz. Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Tocantins registraram aumento nos casos de SRAG. 

Nos estados do Amazonas, Pará e Goiás, entre os dias 26 de janeiro e 1º de fevereiro, também houve um aumento nos casos de SRAG entre crianças e adolescentes. Mas ainda sem confirmação de quais vírus estão causando este agravamento, por conta do baixo número de resultados laboratoriais. 

Os estados do Rio de Janeiro e São Paulo também vem registrando casos de SRAG causados pela Covid, mas sem evolução clínica que levem a hospitalizações. O boletim mostra ainda que nas últimas quatro semanas epidemiológicas 54,1% dos casos de SRAG foram relacionados ao vírus causador da Covid.

Redução de casos

A Região Nordeste, que desde o começo do ano vinha apresentando aumento de casos de SRAG, agora segue tendência de queda. Estados como Paraíba, Maranhão, Rio Grande do Norte e Sergipe no longo prazo, considerando as últimas 6 semanas, apresentam probabilidade de queda. 

Mesma tendência nacional, que tanto no curto como no longo prazo vem apresentando tendência de queda no número de casos. Em 2025 já foram notificados 7.122 casos de SRAG, sendo que 42,3% deles com resultado negativo para algum vírus respiratório.

Cuidados continuam

A pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do InfoGripe reforça que, caso apresente sintomas de síndrome gripal, o paciente deve ficar em casa, em isolamento e se recuperando da infecção, evitando transmitir esses vírus para outras pessoas. Se precisar sair, deve usar máscara. 

O paciente também deve procurar uma unidade de saúde caso os sintomas piorem. A vacinação, sobretudo para grupos de risco, deve ser estar em dia para evitar o agravamento dos casos. 
 

Copiar textoCopiar o texto
26/01/2025 00:01h

Restante do país apresenta queda nos casos graves de síndrome respiratória, segundo Boletim Infogripe

Baixar áudio

Mais uma vez, os estados do Norte e Nordeste do país apresentaram tendência de aumento de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) na última semana epidemiológica — referente ao período de 12 a 18 de janeiro. O aumento em Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Maranhão, Amazonas, Pará, Rondônia e Tocantins vai na contramão do restante do país, que apresentou tendência de queda de SRAG tanto a curto como a longo prazo. 

O vírus da Covid-19 continua sendo o que mais impacta na saúde de crianças e idoso e ainda é o responsável pela maior mortalidade na população acima dos 65 anos. Mas o boletim da Fiocruz revela também que jovens e adultos estão se contaminando com a Covid, no Amazonas, Pará, Paraíba, Rio Grande do Norte e Sergipe.

 

Fonte: Infogripe/Fiocruz

Os casos que evoluem para quadros mais graves, considerados SRAG, decorrem principalmente de Covid (51,1%), rinovírus (21,4%), vírus sincicial respiratório (10,9%), influenza A e B  (10,1%) .

Já quando se trata de óbitos, a maior parte deles — 79,1% — ainda está relacionada ao vírus da Covid. 

Veja a explicação da pesquisadora do InfoGripe, Tatiana Portella:

Copiar textoCopiar o texto