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TERMO DE USO E PARCERIA

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 Última atualização: 24 de dezembro de 2020 

Covid-19

Saúde
24/02/2021 00:00h

Especialistas lembram que a imunidade da Covid-19 pode demorar semanas após a imunização e ainda não há garantia total de proteção contra novas cepas, o que ressalta necessidade de protocolos habituais da pandemia

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O início da vacinação no País trouxe esperança para os brasileiros que viram o cenário da pandemia se agravar em 2021, com a segunda onda de contaminações e óbitos em decorrência da Covid-19. Porém, fatores como o surgimento de novas cepas da doença e a circulação cada vez maior de pessoas trazem o alerta de que a aplicação das doses não é garantia de total proteção.

Especialistas ressaltam que é preciso manter os cuidados que são recomendados desde o começo da pandemia, mesmo após a vacinação. A infectologista do Hospital Santa Marta, Fabíola Setúbal, explica que quanto mais o vírus se replica, ou seja, se multiplica, sendo passado de pessoa para pessoa, maior a chance de haver acúmulo de mutações. Essas mudanças no formato original do novo coronavírus são preocupações da comunidade científica.

“As vacinas que temos disponíveis hoje se utilizaram da cepa do início da pandemia. Portanto, é muito precoce afirmar qualquer coisa com relação a eficácia das mesmas. Mas, sim, é possível que uma nova cepa possa escapar das vacinas que são utilizadas atualmente”, afirma Fabíola.

Outro fator que reforça essa necessidade é o tempo até que o sistema crie anticorpos neutralizantes contra a entrada do vírus nas células. Segundo o Instituto Butantan, que atua no desenvolvimento da CoronaVac, são necessárias, em média, duas semanas após a segunda dose para que a pessoa esteja protegida. A infectologista pontua que, diante dessas informações, hoje é essencial manter os cuidados que já são comprovados cientificamente como eficazes contra a Covid-19. 

“Desde o início da pandemia, houve modificação de várias orientações acerca do tratamento do coronavírus. Por exemplo, no início se falava muito sobre algumas drogas como cloroquina, azitromicina, e, ao longo da pandemia, os estudos mostraram que elas não tiveram eficácia no tratamento. Mas o que não mudou foi a importância das medidas de prevenção contra o vírus, que são as mesmas. Não formar aglomerações, uso contínuo da máscara, utilização de álcool em gel ou higienização das mãos com água e sabão de forma regular”, exemplifica.

Conscientização

A fisioterapeuta Francilayne de Araújo tomou a segunda dose da imunização contra o novo coronavírus em 19 fevereiro, mas sabe que essa é apenas uma das proteções necessárias. “Mesmo depois de tomar a vacina, sigo tomando todos os cuidados que estão sendo recomendados a bastante tempo. A pandemia não acabou, o vírus não saiu de circulação. O fato de estar vacinada não garante que eu esteja completamente livre de contrair o coronavírus, a vacina é uma prevenção para evitar que o quadro se agrave”, lembra.

O exemplo também é seguido por Luís Felipe Gonçalves, enfermeiro residente. “Estava muito ansioso para tomar a vacina, tomei a primeira dose em janeiro. Mas, mesmo depois de vacinado, sigo tomando os mesmos cuidados. É importante ter em mente a importância da continuidade das orientações que já eram informadas”, diz. 

Variantes

As novas variantes do Sars-CoV-2 foram identificadas pela primeira vez no Reino Unido (B.1.1.7), África do Sul (B.1.351) e Brasil (P.1), gerando preocupação nas autoridades de saúde, pois as principais características dessas cepas ainda são analisadas. A possibilidade de que essas variantes sejam mais transmissíveis e letais é um alerta observado. 

Segundo o Ministério da Saúde, foram notificados 173 casos confirmados da variante P1, de Manaus, em 5 estados: Amazonas, Pará, São Paulo, Roraima e Ceará. A variante do Reino Unido foi identificada em 3 unidades da federação: São Paulo, Distrito Federal e Rio de Janeiro. Ainda não há registro da circulação da variante Sul-africana no Brasil.

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23/02/2021 11:00h

Grupo vai monitorar ações do setor e propor estratégias ao Ministério, durante o enfrentamento da emergência na saúde pública

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) criou um Comitê de Crise para diminuir os impactos da pandemia da Covid-19 no setor agropecuário. Segundo portaria n° 37 do Diário Oficial da União, o conselho vai monitorar ações e propor estratégias ao Mapa, durante o enfrentamento da emergência na saúde pública.

Entre as principais competências do grupo está a análise de produção, mercado, infraestrutura, percepções da sociedade e questões com potencial de risco, para gerar diagnósticos que vão subsidiar a tomada de decisão do Ministério. Também estão previstas ações de monitoramento na indústria e na distribuição de produtos.

Ministério da Agricultura cria grupo de trabalho para Agricultura Sustentável

Produção de grãos da safra 2020/21 pode chegar a 268,3 milhões de toneladas

O Comitê de Crise será composto por integrantes do gabinete da Ministra Tereza Cristina e das secretarias Executiva; de Agricultura Familiar e Cooperativismo; de Comércio e Relações Internacionais; de Defesa Agropecuária; de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação; e de Política Agrícola, além de outros órgãos públicos.

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27/02/2021 00:00h

Organização afirma ainda que número de vacinações atual não é aceitável e suficiente

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O número de vacinas contra a Covid-19 aplicadas nas Américas, que é mais baixo na América Latina e Caribe, “não é suficiente e não é aceitável”, segundo Carissa Etienne, diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). 

Em entrevista coletiva virtual, os pesquisadores fizeram apelos aos governantes e fabricantes dos produtos de imunização para acelerar entregas nos países sul-americanos. Uma preocupação ressaltada na reunião foi o tempo que leva até que a vacina reflita nos números da pandemia.

Segundo a organização, a imunização da população pode levar meses até que tenha impacto na taxa de infecções e mortes provocadas pelo novo coronavírus, apesar de pequenas quedas nas estatísticas recentes em alguns locais, como nos Estados Unidos (EUA).

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26/02/2021 12:30h

Segundo o chefe do Executivo local, decisão atende à recomendação dos técnicos da Secretaria de Saúde

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O Distrito Federal vai entrar em lockdown (bloqueio total) na próxima segunda-feira (1º). As restrições vão começar às 20h e vão até 5h. A informação foi anunciada pelo governador do DF, Ibaneis Rocha. 
 
Ainda não há detalhes sobre a data de vigência das restrições, apenas que a decisão foi fundamentada em uma recomendação técnica da Secretaria de Saúde do DF. O Distrito Federal ainda não identificou casos de infecção por variantes do novo coronavírus. A taxa de ocupação de leitos de UTIs no Distrito Federal é de 92%. 

Brasil precisa adquirir mais doses da vacina para combater Covid-19

Novas cepas da Covid-19 acendem alerta mesmo após vacinação

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26/02/2021 12:05h

Acordo de cooperação prevê a produção e entrega 210,4 milhões de doses da Covishield até o final deste ano, sendo 110,4 milhões até julho

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Foi confirmada a chegada de insumos para a produção da vacina contra Covid-19, a Covishield. Os insumos virão da China com previsão de chegada ao Brasil no próximo domingo (28). 

Esta vacina é desenvolvida pela universidade de Oxford, em parceria com a farmacêutica britânica AstraZeneca, e produzida no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O acordo de cooperação prevê a produção e entrega 210,4 milhões de doses da Covishield até o final deste ano, sendo 110,4 milhões até julho.

Anvisa concede registro definitivo à vacina da Pfizer contra a Covid-19

Butantan envia mais 3,9 mi de doses da Coronavac ao Ministério da Saúde

A previsão é que a primeira entrega dessas vacinas ao Ministério da Saúde, com 1 milhão de doses, ocorra na segunda quinzena de março.

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26/02/2021 11:10h

Segundo o Ministério da Saúde, a chegada de mais imunizantes permite ampliar a vacinação para outros grupos prioritários

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O Ministério da Saúde recebeu, na quarta-feira (24), 3,2 milhões de doses de vacinas contra Covid-19. Do total, 2 milhões são da vacina AstraZeneca, importada da Índia, e entregues pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e 1,2 milhão são do imunizante do Instituto Butantan. A distribuição aos estados e municípios deve ocorrer nos próximos dias, de acordo com o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19.

Segundo a pasta, a chegada de mais doses permite ampliar a vacinação para outros grupos prioritários, como pessoas nas faixas etárias de 85 a 89 anos e de 80 a 84 anos, além de 3.837 indígenas e 8% dos trabalhadores da Saúde.

Novas cepas da Covid-19 acendem alerta mesmo após vacinação

Prefeitos e Congresso Nacional devem discutir auxílio emergencial e vacinação

A Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério informa que a nova remessa de doses recebidas pelo Butantan já contempla a entrega das duas doses, necessárias para a imunização completa. Por isso, os estados e municípios devem fazer a reserva do imunizante para aplicação da segunda dose, conforme o prazo recomendado de duas a quatro semanas. 

No caso da vacina da AstraZeneca, o Ministério esclarece que a segunda dose será entregue em outro momento.

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26/02/2021 00:00h

Em entrevista ao portal Brasil61.com, epidemiologista explica que o País possui logística capaz de imunizar a população, mas faltam doses

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O Brasil recebeu mais 3,2 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 na última quarta-feira (24), o que permitiu ampliar a imunização para outros grupos prioritários. Apesar do montante, a imunização em massa ainda está longe de ser alcançada e o número diário de mortes pela doença não para de aumentar. 

Em entrevista exclusiva ao portal Brasil61.com, o epidemiologista e doutor em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo, José Cassio de Moraes, explica que o País possui logística capaz de imunizar a população, mas faltam doses. O entrevistado também é professor titular da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, membro do Observatório Covid-19, colaborador da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), do Ministério da Saúde, e da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo. 

Para ele, que já participa do planejamento de campanhas de vacinação no Brasil desde 1975, quando a população foi vacinada contra a meningite, o problema atual é a falta de abastecimento.

“Em 1975, nós vacinamos, em 3 dias, na Grande São Paulo, 9 milhões de pessoas. Houve um planejamento que varreu a cidade de norte a sul. Tivemos uma cobertura vacinal de mais de 95%. Com relação a Covid-19, falta tudo. O recebimento da vacina é gota a gota. Não temos certeza de quantas vacinas vão chegar”, avalia. 

Arte - Brasil 61

Segundo o epidemiologista, o problema não está no Programa Nacional de Imunização (PNI) – uma vez que ele tem capacidade de imunizar 2 milhões de pessoas diariamente, em quase 40 mil salas de vacina espalhadas pelo Brasil – mas sim na falta de planejamento no nível do Ministério da Saúde.

O contingente populacional, elencado como primeira prioridade para receber a vacina contra Covid-19, é de 75 milhões, o que demanda 150 milhões de doses. Segundo o doutor José Cassio de Moraes, a estrutura do PNI permite aplicar 50 milhões de doses por mês, caso houvesse vacina disponível. Portanto, em três meses, a cobertura vacinal desse grupo estaria completa. 

“Como não tem [vacina], as unidades precisam selecionar as pessoas que vão receber a vacina ou não. Isso faz um retardo no cumprimento do calendário. Nos municípios que têm critérios mais elásticos, há uma invasão de pessoas das cidades vizinhas para se vacinar.” O problema, segundo o professor, é que as doses podem se esgotar antes de iniciar a etapa da segunda dose de imunização.

O especialista aponta outras medidas que poderiam acelerar a vacinação, caso houvesse doses disponíveis.

“Aumentar mais postos, colocar pessoas leigas para fazer o registro das doses aplicadas e deixar o vacinador só fazendo a vacina; isso só vai aumentar”, recomenda.

Novas cepas do coronavírus

A cada dia, novas variantes do coronavírus são descobertas pelas autoridades em saúde. O doutor José Cassio de Moraes comenta os estudos feitos até agora.
“AstraZeneca funciona muito com a variante britânica. Ainda não temos estudos a respeito da variante P1 que está ocorrendo em Manaus. A vacina do Coronavac, em tese, pode ser que tenha menor variação de proteção em relação a essas variantes, porque tem o vírus morto”, explica.

Mas, segundo o epidemiologista, os estudos precisam ser constantes para verificar a frequência das variações do coronavírus. No caso da Influenza, as mutações são tão diversas, que é necessário aplicar uma vacina anualmente.

“Basta ver, por exemplo, que a vacina da Influenza, a gente tem praticamente uma vacina diferente a cada ano. Então pode ser que a vacina de 2020 não sirva para 2021. A cada ano, a Organização Mundial de Saúde se reúne para definir qual será a cepa do ano seguinte, da vacina da Influenza”. De acordo com o doutor José Cássio de Moraes, ainda não se sabe se o mesmo pode ocorrer com o coronavírus, já que sua mutação é bem menor.

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Papel dos Municípios e da Sociedade

É papel dos municípios administrar as quase 40 mil salas de vacinação espalhadas pelo Brasil. Mas, além desse trabalho, as prefeituras também precisam fazer campanhas de conscientização sobre a importância da imunização.

“Se não houver uma conscientização para utilizar a vacina, distanciamento social, máscara, lavagem da mão, essas medidas vão ter um efeito muito limitado, ou nenhum efeito”. O epidemiologista critica a falta de campanhas de conscientização, feitas pelo governo, sobre a importância da vacina contra a Covid-19.

Por outro lado, segundo o especialista, a população também precisa fazer a sua parte e cumprir com as medidas de segurança sanitária, especialmente o distanciamento social e o uso correto das máscaras. 

Ele cita como exemplo o cinto de segurança nos veículos, usado pela grande maioria da população, que se conscientizou sobre sua importância. “Você não tem um fiscal para cada carro. Mas a população se conscientizou da importância do cinto de segurança e todo mundo hoje usa cinto”.

Distanciamento Social

O epidemiologista José Cassio de Moraes avalia que as medidas de distanciamento social no Brasil foram mal feitas e por isso geraram prejuízos financeiros. 

“No lockdown bem feito, as pessoas têm que ir para a rua somente em casos de absoluta necessidade ou trabalhador dessas áreas essenciais. Fechar a rua das 22h às 5h, funciona muito pouco. Se a gente conseguir fechar, por um curto período de tempo, mas bem feito, com índice de adesão alto, cai a transmissão”, avalia.

Em relação à volta às aulas, o especialista diz que é preciso analisar vários aspectos, antes de chegar a um consenso sobre o retorno presencial, tais como o prejuízo na aprendizagem; as estruturas das escolas públicas que não foram melhoradas; a dependência de alunos pela merenda escolar; a aglomeração em casa, na escola e no transporte; entre outros fatores.

Infodemia

Em meio à crise provocada pela pandemia da Covid-19, movimentos antivacina bombardeiam, principalmente a redes sociais, de falsas informações sobre os imunizantes. Algumas mensagens conspiratórias chegam a dizer que a vacina contra o coronavírus tem relação com a tecnologia 5G. O professor e doutor José Cassio de Moraes classifica esse movimento como infodemia.

“Para quem tem acesso à internet, é fácil saber que aquilo é uma mentira. Mas quem não tem, ou não quer pesquisar, vai disseminando essa informação – o que a gente chama de infodemia”, explica.

Além da Covid-19, a hesitação vacinal tem diminuído a imunização contra outras doenças, que inclusive já tinham sido erradicadas do Brasil, como o sarampo, que voltou a circular nos últimos anos.

Para combater a infodemia, o especialista recomenda que o governo tenha uma comunicação efetiva.

“Ter o seu canal de mídia, apoiar os canais de mídia que tenham sentido de fornecer informações, de divulgar dados corretos etc. Só que a nível de governo, nós saímos do século 20 e voltamos para o século 19”. Ele cita a campanha de vacinação contra o sarampo, que em 2020 ficou abaixo da meta e teve pouca divulgação pelo governo.

Pós-pandemia

Os estudos ainda não são capazes de dizer se o indivíduo, que já se infectou com um determinado tipo de variante do coronavírus, pode se reinfectar com outra cepa. Segundo o epidemiologista, essa análise demanda o sequenciamento genômico do vírus nas duas infecções, o que no Brasil é muito difícil de ser realizado.
O epidemiologista analisa se a Covid-19 poderá se tornar endêmica, como a Influenza.

“A Influenza todo ano acontece, com menor, maior gravidade. E aí todo ano a gente precisa se vacinar. Se a imunidade [contra o coronavírus] não é perdida com as novas variantes, então ela pode ser uma doença que tende gradativamente a desaparecer”, analisa.

Acompanhe a seguir a entrevista completa com o epidemiologista e professor titular da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, José Cassio de Moraes.

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25/02/2021 12:30h

Imunização foi suspensa há uma semana porque as doses acabaram. Expectativa da Secretaria de Saúde é vacinar 100 mil pessoas entre 80 e 82 anos

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A cidade do Rio de Janeiro vai retomar a vacinação de idosos com a primeira dose contra a Covid-19, nesta quinta-feira (25). A informação foi garantida pelo prefeito da cidade, Eduardo Paes, em suas redes sociais. A imunização foi interrompida na última quarta-feira (17) porque as doses acabaram. 
 
Nesta quinta, vão ser vacinados os idosos de 82 anos. Na sexta (26), será a vez das pessoas com 81 anos. No sábado (27), os idosos de 80 anos. A expectativa da Secretaria Municipal de Saúde é vacinar mais de 100 mil idosos. 

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Saúde
25/02/2021 11:10h

Em decisão unânime, ministros atenderam a pedido de entidade representativa e de partidos políticos

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Em decisão unânime, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou, na última terça-feira (23), que o Governo Federal elabore um plano nacional de enfrentamento à pandemia da Covid-19 direcionado especialmente à população quilombola. A União tem o prazo de 30 dias para implementar a medida. 
 
Os ministros também decidiram suspender todos os processos judiciais do País que envolvam a disputa de posse e propriedade ou que questionem a titulação de terras quilombolas. A decisão foi tomada depois de ação aberta pela Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) e cinco partidos (Rede, PSB, Psol, PT e PCdoB). 

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25/02/2021 10:40h

O envio das doses aos estados ocorre de forma proporcional e igualitária

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O Ministério da Saúde irá distribuir mais 3,2 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19. A chegada de mais vacinas vai permitir a ampliação da vacinação para outros grupos prioritários, que agora serão de pessoas de 85 a 89 anos, pessoas de 80 a 84 anos, 3.837 indígenas e 8% dos trabalhadores da saúde.

Todos os estados e Distrito Federal começam a receber 2 milhões de doses da vacina da AstraZeneca, importadas da Índia, e 1,2 milhões de doses da CoronaVac.

Anvisa concede registro definitivo à vacina da Pfizer contra a Covid-19

Rodrigo Pacheco propõe a compra de vacinas por empresas privadas, estados e municípios

O envio das doses aos estados ocorre de forma proporcional e igualitária. Devido à situação epidemiológica, a região Norte do país receberá 5% do total de doses das vacinas em cada fase de distribuição. Desse total, 70% serão para o Amazonas, 20% para o Pará e 10% para o Acre.

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