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TERMO DE USO E PARCERIA

TERMO DE USO E PARCERIA

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a) A utilização do material - na íntegra, ou em partes - só será permitida desde que as informações não sejam distorcidas, manipuladas ou alteradas.

b) Não é necessário a identificação do Brasil 61 na hora da replicação do conteúdo. Mas toda e qualquer veiculação de áudios produzidos pelo Brasil 61 prevê o cadastro no site, com a disponibilização de dados que serão utilizados para a organização do mailing desta empresa,

2º - OBRIGAÇÕES DO BRASIL 61

a) O Brasil 61 se compromete, a partir deste termo de uso, a produzir conteúdo particularizado diariamente, trazendo informações de dia-a-dia e bastidores do Planalto Central, além de outras temáticas de relevância do noticiário nacional. 

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3º - OBRIGAÇÕES DOS COMUNICADORES PARCEIROS

Não alterar o sentido dos materiais, ou distorcer fala de entrevistados ou mudar a conotação das mensagens dos materiais. 

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a) O Brasil 61 poderá distribuir conteúdo patrocinado com ou sem assinatura dos clientes patrocinadores do boletim e sem aviso prévio ao comunicador. 

b) As rádios parceiras não vão ter participação financeira sobre o faturamento do Brasil 61.

c) Os comunicadores podem patrocinar os conteúdos do Brasil 61, desde que não alterem o sentido e a conotação dos conteúdos oferecidos. Nesses casos, o Brasil 61 não terá participação nos lucros conquistados pelos veículos parceiros. 

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 Última atualização: 24 de dezembro de 2020 

Vacinação

23/07/2021 11:40h

As cidades que conseguirem superar 90% de cobertura vacinal contra Covid-19 e 80% da Influenza vão dividir cerca de R$ 65 milhões

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O governo do Mato Grosso anunciou que vai premiar os municípios do estado que tiverem maiores índices de vacinação da população contra a Covid-19 e Influenza. 

As cidades que conseguirem superar 90% de cobertura vacinal contra Covid-19 e 80% da Influenza vão dividir cerca de R$ 65 milhões. A primeira premiação, de R$ 2 milhões, será entregue aos municípios líderes do ranking de vacinação no estado em outubro.

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Os premiados serão aquelas cidades com melhores desempenhos no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI). Os municípios vão concorrer aos prêmios do governo divididos em cinco grupos, de acordo com o número de população, e os três melhores, em cada grupo, serão premiados.  

  • Grupo 1 – Municípios de até 5 mil habitantes – R$ 150 mil
  • Grupo 2 – Municípios de até 10 mil habitantes – R$ 210 mil 
  • Grupo 3 – Municípios de até 15 mil habitantes – R$ 240 mil 
  • Grupo 4 – Municípios de até 30 mil habitantes – R$ 370 mil 
  • Grupo 5 – Municípios de até 60 mil habitantes – R$ 650 mil

Além disso, as cidades mato-grossenses que mais se destacarem na vacinação contra a Covid-19 vão receber selos ouro, prata, bronze e diamante, e premiação superior a R$ 7 milhões, no início de 2022.

Os municípios que tiverem cobertura vacinal superior a 90% da Tríplice Bacteriana Acelular Adulto e aumento de 20% na imunização da hepatite poderão ser premiados com o selo diamante e os três primeiros colocados dividirão prêmio de R$ 4 milhões.

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21/07/2021 10:15h

São Luiz do Paraitinga (SP), Boa Vista do Gurupi (MA) e Miravânia (MG), são os municípios com maiores taxas de letalidade

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Dados do Ministério da Saúde, organizados no Painel Covid-19 do portal Brasil61.com, mostram 27.592 novos casos da doença e 1.424 óbitos por Covid-19, nesta quarta-feira (21). Desde o início da pandemia, mais de 19,4 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus. O número de pessoas que morreram pela doença no país é de 544.180. O número de pessoas curadas é superior a 18.124 milhões.

Rio de Janeiro e São Paulo são os estados com maior taxa de letalidade por Covid-19. De acordo com o Painel Covid-19 do portal Brasil 61.com, Roraima e Amapá registram as menores taxas de letalidade entre os estados.

Taxa de letalidade nos estados

  • Rio de Janeiro - 5,76%
  • São Paulo - 3,42%
  • Amazonas - 3,27%
  • Pernambuco - 3,17%
  • Maranhão - 2,85%
  • Goiás - 2,83%
  • Pará - 2,80%
  • Mato Grosso – 2,60%
  • Minas Gerais – 2,57%
  • Rio Grande do Sul – 2,57%
  • Ceará – 2,56%
  • Paraná – 2,51%
  • Alagoas – 2,50%
  • Mato Grosso do Sul - 2,49%
  • Rondônia – 2,48%
  • Piauí – 2,21%
  • Espírito Santo – 2,20%
  • Sergipe – 2,16%
  • Bahia – 2,15%
  • Distrito Federal – 2,15%
  • Paraíba – 2,15%
  • Acre – 2,05%
  • Rio Grande do Norte – 1,98%
  • Tocantins – 1,66%
  • Santa Catarina – 1,61%
  • Amapá – 1,57%
  • Roraima – 1,54%          

O Painel Covid-19 do portal Brasil61.com mostra ainda que entre os municípios do país, São Luiz do Paraitinga (SP) registra a maior letalidade da Covid-19 com 28,95%; Boa Vista do Gurupi (MA) 26,67% e Miravânia (MG) tem 20% de taxa de letalidade.

Taxa de letalidade nos municípios

  • São Luiz do Paraitinga (SP) – 28,95%
  • Boa Vista do Gurupi (MA) – 26,67%
  • Miravânia (MG) – 20%
  • Paço do Limiar (MA) – 16,53%
  • Ribeirão (PE) – 15,94%
  • Capitão Gervásio (PI) – 15,38%
  • São Fidélis (RJ) – 15,10%
  • Sarutaiá (SP) – 15,8%
  • Calmon (SC) – 15%
  • Itati (RS) – 13,75%
  • São Nicolau (RS) – 13,73%
  • Sebastião Barros (PI) – 13,04%
  • Nilópolis (RJ) – 12,92%
  • Lagoa do Sítio (PI) – 12,63%
  • São João de Pirabas (PA) – 12,20%
  • Guiratinga (MT) – 12,19%
  • São João da Ponta (PA) – 12,16%
  • Piracema (MG) – 11,97%
  • Viana (MA) – 11,93%
  • Itaueira (PI) – 11,92%
  • São João do Araguaia (PA) – 11,69%
  • Santo Antônio das Missões (RS) – 11,57%
  • Mesquita (RJ) – 11,54%
  • Tamboril do Piauí  (PI) – 11,11%
  • Terra de Areia (RS) – 10,84%
  • São Braz do Piauí (PI) – 10,64%
  • Escada (PE) – 10,43%

Entre os municípios com as menores taxas de letalidade do Brasil, alguns têm esse índice cravado em 0%, pois não confirmaram nenhum óbito pela doença até o momento. Entre eles, estão Aricanduva (MG), Boa Esperança do Iguaçu (PR), Campo Azul (MG), Guabiju (RS) e Guarani de Goiás (GO). 

Os números têm como base o repasse de dados das secretarias estaduais de saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no Painel Covid-19 do portal Brasil 61.com

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20/07/2021 15:45h

Na semana passada, o Ministério da Saúde enviou doses extras para vacinar a população fronteiriça nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Rondônia

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Nesta terça-feira (20), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, participou de um ato de vacinação contra a Covid-19 na população que vive na fronteira de Foz do Iguaçu (PR). Os moradores da região foram incluídos nos grupos prioritários para receber o imunizante.

De acordo com o Ministério da Saúde, na semana passada, foram enviadas doses extras para vacinar, pelo menos, 279 mil brasileiros que vivem em cidades de fronteira nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Rondônia. O Paraná, por exemplo, recebeu doses para vacinar mais de 45 mil pessoas. 

Durante o ato de vacinação, Queiroga destacou que a imunização da população que vive na fronteira é importante para evitar a disseminação do vírus. “É uma estratégia, até para que a gente possa conter as variantes e criar uma espécie de cordão epidemiológico, vacinando a população fronteiriça para evitar que variantes que venham de um outro país possam chegar aqui ao Brasil”.

Nesta semana será enviado um novo lote extra de vacinas para o Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima e Santa Catarina. Esses estados também terão capacidade para imunizar outros 279 mil brasileiros que vivem em municípios de fronteiras.

No Brasil, 90.125.448 pessoas tomaram a primeira dose e quase 34 milhões foram imunizadas com a segunda dose.
 

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16/07/2021 17:30h

Segundo o Boletim Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vacinação tem contribuído para queda das ocupações de leito de UTI

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Pela primeira vez desde o início de dezembro de 2020, nenhum estado apresenta taxa de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos no SUS superior a 90%, é o que indica o Boletim Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), publicado na quarta-feira (14). Os indicadores de incidência e mortalidade do mês de julho também apresentaram queda pela terceira vez consecutiva. 

Segundo o pesquisador do Observatório Fiocruz Covid-19, Raphael Guimarães, a vacinação tem feito diferença e traz reflexos positivos ao quadro pandêmico. “A progressão da cobertura vacinal hoje na população tem permitido que a gente consiga evitar ou então reverter adequadamente, principalmente os casos graves, e impedir as fatalidades. Então, a gente acredita que tenha relação com a vacinação”.

O número de casos e de óbitos vem caindo há três semanas em cerca de 2% ao dia, mas ainda permanece em alto patamar. A taxa de letalidade foi mantida em torno de 3%, percentual considerado elevado.

O boletim mostra que quatro estados permanecem na zona de alerta crítico, com mais 80% dos leitos ocupados. A pior situação é a de Santa Catarina (82%), seguida por Goiás (81%), Paraná (81%) e Distrito Federal (80%).

Em nota, a secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que vem trabalhando para a redução da taxa de ocupação de leitos de UTI e tem ampliado a vacinação de acordo com a disponibilização de doses pelo Ministério da Saúde. A pasta informou também que a rede pública do DF dispõe de 422 leitos de UTI exclusivos para pacientes com Covid-19.

Na capital federal, 1.103.249 pessoas tomaram a primeira dose da vacina contra o coronavírus, 381.193 a segunda dose e 40.491 receberam a dose única. Com relação ao número de casos, foram registrados 439.981. No total, 424.224 estão recuperados e 9.434 evoluíram para óbito.

Covid-19: estados pretendem diminuir o intervalo entre doses das vacinas

Vacinação reduz ocupação de UTIs nos estados para menos de 90%

Covid-19: Queiroga estima que metade da população brasileira vai receber as duas doses da vacina até setembro

De acordo com a Fiocruz, quatro capitais brasileiras estão com taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 iguais ou superiores a 80%: São Luís (81%), Rio de Janeiro (81%), Goiânia (92%) e Brasília (80%). 

A secretaria de Saúde de Goiânia esclareceu à reportagem que tem mantido taxas de ocupação de leitos de UTI para tratamento de Covid-19 abaixo de 80% nas últimas semanas. Os números de casos e mortes também sofreram queda e com o avanço da vacinação, a expectativa é de que diminuam ainda mais. A pasta reforça que o município já aplicou 861.751 doses da vacina contra a Covid-19 e que 51,68% da população a partir de 18 anos já recebeu pelo menos a primeira dose do imunizante. De acordo com a pasta, até o dia 14/07 a taxa de ocupação de leitos de UTI para Covid estava em 76%. 

Doze capitais estão fora da zona de alerta: Porto Velho (57%), Rio Branco (24%), Belém (48%), Macapá (52%), Natal (53%), João Pessoa (40%), Recife (50%), Maceió (55%), Aracaju (50%), Salvador (52%), Vitória (54%) e Florianópolis (53%).

Segundo Raphael Guimarães, medir a taxa de ocupação de leitos é importante para mensurar as respostas ao tratamento para os casos que necessitam de internação. “Nós temos duas questões: primeiro, qualquer alívio, qualquer respiro que a redução de casos traga para nós, ela repercute na verdade na questão da taxa de ocupação dali umas três, quatro semanas, porque isso é o curso natural da própria doença. Então, se hoje a gente observa uma redução de casos, só conseguimos ver os que não estão aparecendo mais graves algumas semanas depois.”

Vacinação

Ainda de acordo com o pesquisador da Fiocruz, a vacina possui capacidade limitada de bloquear a transmissão do vírus, sendo necessário uma cobertura em torno de 70%. “A vacina é uma ótima alternativa para reduzir casos graves ou fatais, mas o principal propósito da vacina não é necessariamente impedir a ocorrência de todos os casos, a gente não vai conseguir ter uma conta zerada de casos novos, em nenhum momento. Então é importante que a gente compreenda que para poder, de fato, conter definitivamente a pandemia, precisamos progredir com a vacina, aumentar a cobertura vacinal, mas, sobretudo, manter as regras sanitárias”, explica Guimarães. 

Membro da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), o médico Julival Ribeiro, destaca que a queda na taxa de ocupação de leitos de UTI tem relação direta com a vacinação da população qualificada como grupo de risco. “O número de casos da Covid está caindo, o número de hospitalizações também, com isso o número de mortes vem caindo, isso é reflexo também da população de risco que já tomou a segunda dose. Além do mais, o que se espera é que tenhamos maior rapidez na vacinação, sobretudo para completar as doses, visto que a população só está protegida após a segunda dose”.

Durante live na noite desta quinta (15), o prefeito do Rio de Janeiro (RJ), Eduardo Paes, anunciou que até a 2ª semana de setembro os adolescentes entre 12 e 18 anos serão vacinados contra a covid-19 na cidade. No geral, a previsão é que todos os adultos sejam vacinados com ao menos uma dose até 18 de agosto. A prefeitura pretende também aplicar outra dose de reforço em idosos a partir do mês de outubro.

Apesar da antecipação das imunizações, Eduardo Paes alerta a população fluminense. “O nível de transmissão ainda é alto, não podemos relaxar. Eu busco ser otimista com as coisas, mas temos que ser otimistas e realistas, então continuem usando máscara, álcool em gel e respeitando as regras de distanciamento”, reforça.

Em termos gerais, segundo a análise da Fiocruz, os dados continuam apresentando a tendência de melhora na situação da Covid-19 no País, em conformidade com os indicadores de incidência e mortalidade. O estudo reforça que a vacinação tem feito diferença, o que reflete positivamente no quadro pandêmico na medida em que é ampliada. 

1ª dose: Ranking de vacinação por estados

UF População Dose 1 %
RS 11.377.239 5.608.416 49,30
MS 2.778.986 1.285.740 46,27
SP 45.919.049 20.946.679 45,62
ES 4.018.650 1.813.737 45,13
PR 11.433.957 5.102.054 44,62
SC 7.164.788 2.880.872 40,21
RN 3.506.853 1.407.050 40,12
RJ 17.264.943 6.864.974 39,76
MG 21.168.791 8.222.633 38,84
GO 7.018.354 2.679.642 38,18
MA 7.075.181 2.653.451 37,50
PB 4.018.127 1.501.141 37,36
AM 4.144.597 1.542.918 37,23
AC 881.935 324.304 36,77
PE 9.557.071 3.490.744 36,53
PI 3.273.227 1.189.489 36,34
TO 1.572.866 548.774 34,89
RO 1.777.225 619.255 34,84
AL 3.337.357 1.161.655 34,81
DF 3.015.268 1.045.282 34,67
MT 3.484.466 1.180.971 33,89
BA 14.873.064 4.924.471 33,11
SE 2.298.696 739.972 32,19
RR 605.761 185.873 30,68
PA 8.602.865 2.485.232 28,89
AP 845.731 238.479 28,20
CE 9.132.078 2.546.527 27,89

Imunização completa: Ranking de vacinação por estados

UF População Dose 2 Única %
MS 2.778.986 561.324 197.410 27,30
RS 11.377.239 2.222.353 264.198 21,86
ES 4.018.650 618.030 87.547 17,56
SP 45.919.049 6.421.910 1.384.967 17,00
RJ 17.264.943 2.482.888 215.516 15,63
PR 11.433.957 1.509.224 270.800 15,57
PB 4.018.127 562.093 53.515 15,32
SC 7.164.788 901.729 174.312 15,02
RN 3.506.853 462.295 46.639 14,51
MG 21.168.791 2.774.796 201.179 14,06
AL 3.337.357 410.175 47.280 13,71
PE 9.557.071 1.156.047 143.473 13,60
PI 3.273.227 399.565 37.435 13,35
BA 14.873.064 1.785.245 175.943 13,19
DF 3.015.268 369.944 26.713 13,15
GO 7.018.354 814.923 102.924 13,08
AM 4.144.597 503.498 24.852 12,75
AC 881.935 101.653 7.735 12,40
MT 3.484.466 366.937 64.937 12,39
RR 605.761 63.495 9.127 11,99
TO 1.572.866 165.686 21.515 11,90
MA 7.075.181 754.440 74.868 11,72
CE 9.132.078 1.031.654 31.580 11,64
RO 1.777.225 172.045 25.937 11,14
SE 2.298.696 231.636 21.135 11,00
PA 8.602.865 862.179 40.799 10,50
AP 845.731 78.106 8.242 10,21
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15/07/2021 12:40h

Apenas 3 estados e o DF estão na zona de alerta crítico, diz Fiocruz

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O avanço da vacinação continua a reduzir a internação de pacientes com Covid-19 em unidades de terapia intensiva (UTIs) no país e, pela primeira vez desde dezembro de 2020, nenhuma unidade da federação está com mais de 90% desses leitos ocupados. O dado consta do Boletim Observatório Covid-19, divulgado nesta quarta (14) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Segundo os pesquisadores da instituição, a vacinação tem feito diferença e traz reflexos positivos ao quadro pandêmico à medida que é ampliada.

O boletim mostra que quatro unidades da federação permanecem na zona de alerta crítico, com mais 80% dos leitos ocupados. A pior situação é a de Santa Catarina (82%), seguida por Goiás (81%), Paraná (81%) e Distrito Federal (80%).

Servidores dos Correios e bancários entram no grupo prioritário de vacinação contra a Covid-19

Covid-19: Queiroga estima que metade da população brasileira vai receber as duas doses da vacina até setembro

Os pesquisadores avaliam que a imunização tem feito a diferença para a queda dos percentuais, mas alertam que as vacinas têm capacidade limitada de bloquear a transmissão do vírus, que continua a circular de forma intensa

O relatório destaca ainda que os indicadores de incidência e mortalidade da Covid-19 no país estão em queda pela terceira semana seguida. Apesar disso, a pandemia mantém patamares altos, com média de mais de 46 mil novos casos e 1,3 mil óbitos diários nos últimos sete dias.
 

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14/07/2021 19:25h

Apesar da determinação do Ministério da Saúde, somente algumas cidades e municípios já se adequaram para vacinar os novos grupos prioritários no calendário de vacinação

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Trabalhadores dos Correios e bancários foram incluídos nos grupos prioritários da vacinação contra a Covid-19. A notícia foi anunciada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, no dia 6 de julho. Cerca de 600 mil profissionais das duas categorias poderão ser imunizados.

Para que as doses possam ser enviadas aos estados, municípios e Distrito Federal, o Ministério da Saúde precisa divulgar nota técnica com as instruções. Segundo informou a pasta à reportagem, a nota ainda está sendo elaborada. 

De acordo com o presidente dos Correios, Floriano Peixoto, a vacinação para os funcionários da instituição é de grande valia. “Em nenhum momento as nossas agências ficaram bloqueadas, deixando de atender a comunidade, a sociedade e isso manifesta, portanto, um grande comprometimento também com aquilo que ela representa para a sociedade.”

Covid-19: nove vacinas estão em fase de testes no Brasil

Covid-19: mais municípios adotam política do “fim de fila” para pessoas que querem escolher vacina

Covid-19: Novo teste criado pela Fiocruz pode apresentar resultado em até 45 minutos

Apesar da categoria bancária ter sido incluída como prioritária, nem todas as cidades do país aderiram à regra. No Distrito Federal a vacinação foi suspensa e segue o cronograma de imunização apenas por idade. 

Em reunião extraordinária convocada pelo Sindicato dos Bancários de Brasília na semana passada, a categoria autorizou paralisações setoriais na capital federal. Durante a reunião, os trabalhadores votaram em duas propostas: paralisação setorial e greve geral. No total, 41% dos bancários votaram pelas paralisações setoriais e 32% pela greve geral, enquanto o restante se absteve.

Funcionário do Banco do Brasil, em Brasília, Arthur Antonoff dos Santos disse que ficou animado ao saber que poderia ser vacinado, mas que a não inclusão da categoria pelo governo do Distrito Federal é lamentável. “Foi um banho de água fria para falar a verdade. A sensação é que a capital do Brasil está sempre dando um passo para trás ao invés de dar para frente. A gente vê outros estados que estão muito mais à frente que Brasília.”

Atualmente, o Plano Nacional de Operacionalização (PNO) possui 29 grupos na fila de prioridade da vacinação contra a Covid-19. 

Apesar da determinação do Ministério da Saúde, somente algumas cidades e estados brasileiros já se adequaram para incluir os carteiros no calendário de vacinação contra a Covid-19. Belém do Pará e Teresina (PI) já começaram a imunizar a categoria.

Campos dos Goytacazes (RJ), Macapá (AP), Uberaba (MG), Teresina (PI), Barueri (SP), Embu Guaçu (SP), Cotia (SP), Itapevi (SP), Taboão da Serra (SP) e Juquitiba (SP) são algumas das cidades que iniciaram a vacinação em bancários. Os prefeitos dos municípios de Osasco e Embu das Artes, em São Paulo, participaram de reuniões para garantir a imunização contra o coronavírus aos trabalhadores da categoria, mas ainda não anunciaram o início da vacinação.

A secretária geral do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, Neiva Ribeiro, destacou que muitos bancários foram a óbito por decorrência da Covid-19. “No primeiro trimestre do ano passado [2020] para o primeiro trimestre deste ano, foram 177% a mais de óbitos dos bancários que estavam na linha de frente nas agências, porque estavam mais expostos ao vírus. E quando o bancário está exposto ao vírus, ele vai proliferar isso na agência, no atendimento aos clientes, e vai levar para a casa dele.”

Neiva Ribeiro pontuou ainda que a inclusão dos trabalhadores bancários no PNO é uma conquista não apenas da categoria. “Aqui em São Paulo nós temos procurado todas as prefeituras que estão na nossa base de representação e estamos em conversa com vários municípios porque tem uma divergência entre a orientação do governo federal e a orientação do governo estadual. Mas o sindicato tem dialogado com essas prefeituras, têm se colocado à disposição para intermediar as questões, porque nossa prioridade é que os bancários sejam vacinados para que eles possam estar protegidos para atender bem a população que precisa”, conclui.

O Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) informou à reportagem que não está falando sobre a vacinação de bancários e funcionários dos Correios com a imprensa. 
 

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14/07/2021 18:50h

Ministro detalhou ações da pasta para combater a pandemia no país em audiência na Comissão de Seguridade Social e Família, na Câmara

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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse nesta quarta-feira (14) que metade da população brasileira vacinável, isto é, acima dos 18 anos, vai receber as duas doses da vacina contra a Covid-19 até setembro.  A projeção de imunização de 50% dos adultos, aproximadamente 80 milhões de pessoas, foi dada por Queiroga à Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados. 

“Foi perguntado quando teríamos um maior percentual da população vacinada com a segunda dose. A expectativa é de que em setembro tenhamos 50% da população vacinável, ou seja, acima de 18 anos, imunizada”, declarou. 

Queiroga voltou a confirmar que, com o andamento da vacinação no país, será possível vacinar toda a população brasileira adulta com duas doses até o fim do ano. Já o grupo mais vulnerável de pessoas deve ter completado o esquema vacinal até setembro. 

Até o final de agosto, o Brasil deve receber cerca de 100 milhões de doses de vacinas contra o novo coronavírus. São esses números que dão suporte à projeção do ministro da Saúde, que explica as ações da pasta para acelerar a campanha de vacinação. 

“O que o MS tem feito é buscar a antecipação de doses, o que já conseguimos com a Jassen, cerca de 1,8 mi de doses, que estavam previstas para o último trimestre. Também conseguimos antecipação de 7 mi de doses da Pfizer para julho”, destacou. 

O ministro da Saúde relatou que se reuniu com Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS, nesta terça-feira (13). Do encontro, ficou acordado que o Consórcio Covax Facilty, iniciativa liderada pela organização para aquisição e distribuição de imunizantes, vai enviar quatro milhões de doses ao Brasil nas próximas semanas. Um milhão deve chegar até amanhã, disse Queiroga. Mais três milhões de vacinas desembarcam no país nas próximas semanas. 

O Ministério da Saúde distribuiu mais de 147 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 para estados e municípios. Dessas, 117 milhões foram aplicadas, sendo cerca de 85,7 milhões referentes à primeira dose e 31,6 milhões à dose de reforço ou única, no caso do imunizante da Janssen. 

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Antecipação da segunda dose

Durante a audiência, o ministro da Saúde foi questionado sobre os entes da federação que estão antecipando a aplicação da segunda dose de vacinas, como alternativa para frear o avanço de variantes da Covid-19 pelo país. O estado do Rio de Janeiro, por exemplo, vai antecipar em quatro semanas a dose de reforço da vacina da AstraZeneca, cujo intervalo entre as duas doses recomendado é o dobro. 

Queiroga afirmou que deveria prevalecer o intervalo aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o mesmo que é informado pelas fabricantes das vacinas durante o processo de obtenção do registro. "Não há um consenso na ciência a respeito disso. Pelo contrário. O que tenho visto é os pesquisadores da AstraZeneca dizerem que o espaçamento garante maior eficácia das vacinas”, avaliou. 

Ele também lembrou que 3,4 milhões de brasileiros não retornaram às salas de vacinação para tomar a segunda dose. O problema ensejou até a criação de uma campanha de conscientização promovida pela pasta em suas redes sociais. 

Vacinação de adolescentes

O ministro da Saúde também esclareceu qual o entendimento do órgão sobre a inclusão dos adolescentes entre 12 e 18 anos entre as pessoas que devem receber a vacina. Atualmente, o Programa Nacional de Imunização (PNI) só prevê a imunização de pessoas que atingiram a maioridade. 

No Brasil, apenas a Pfizer tem autorização da Anvisa para vacinar adolescentes. Queiroga disse que o Ministério da Saúde deve se posicionar sobre o assunto nas próximas semanas. “Não há uma evidência sólida em relação à vacinação de adolescentes. Mas isso é alvo de discussão no PNI e esse tema será discutido na próxima reunião do PNI, a inclusão de adolescentes entre 14 e 18 anos”, adiantou. 

“Se esse grupo for incluído pelo PNI, essa decisão deve ser capilarizada para o Brasil inteiro. O que discordamos é que, na ponta, municípios de forma discricionária façam alterações no que foi pactuado pela Câmara Técnica Tripartite”, criticou. 

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Testagem

Mais uma vez, o ministro prometeu a implementação de uma política de testagem em massa da população. A meta do Ministério da Saúde é testar com o teste de antígeno até 20 milhões de brasileiros por mês. O programa já está aprovado em todas as esferas, com participação do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). 

A ideia do órgão é testar sintomáticos que deem entrada na Atenção Primária à Saúde em busca de atendimento e assintomáticos, em locais de grande circulação, como aeroportos, rodoviárias e transporte público, isolando os casos positivos e seus contactantes. 

“Já distribuímos 3 milhões de testes de antígenos rápidos. Essa política de testagem já está aprovada. Estamos em detalhes finais para aquisição desses testes junto a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Isso envolve não só o teste em si, mas o rastreamento desses indivíduos com o devido isolamento dos casos positivos”, concluiu. 

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12/07/2021 17:35h

Entenda o passo a passo dos testes clínicos

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou recentemente os testes clínicos no Brasil de uma nova vacina contra a Covid-19, desenvolvida pela farmacêutica Sanofi Pasteur. Ao todo, serão testados 150 voluntários brasileiros nos estados da Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro. 

Além da Sanofi Pasteur, outras oito vacinas estão sendo testadas em voluntários brasileiros, com autorização da Anvisa: Butanvac (Butantan); Chadox 1 NCOV19; Coronavac (Butantan); Clover; Covaxin (Precisa); Jassen Vaccine; Medicago e Comirnaty (Pfizer). Os detalhes estão disponíveis no link.

Em nota, a Anvisa informa que “a autorização de uma pesquisa clínica está baseada em dois pontos centrais: a segurança para os voluntários da pesquisa e a capacidade do desenho do estudo em produzir dados confiáveis e verificáveis. Para análise de um estudo clínico, a Anvisa se baseia nos dados pré-clínicos e em outras informações disponíveis sobre a vacina candidata”.

“Após a autorização, o laboratório pode iniciar a vacinação dos voluntários. Os centros participantes da pesquisa são responsáveis pelo monitoramento destes voluntários e pelo relato dos eventos adversos ocorridos durante a pesquisa. Os eventos adversos graves devem ser notificados de forma imediata para a Anvisa. Outros eventos devem ser relatados nos relatórios de pesquisa”. 

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Ainda de acordo com a Anvisa, “o tempo de duração dos estudos depende diretamente dos laboratórios e de fatores inerentes ao próprio processo de pesquisa. Das nove vacinas em testes no Brasil, quatro ainda não solicitaram autorização de uso emergencial ou registro no país: Clover, Medicago, Covaxin e Sanofi Pasteur”.

Passo a passo dos testes

A infectologista e especialista em vacinas do Exame Imagem e Laboratório/Dasa, Maria Isabel de Moraes Pinto, explica que antes de iniciar os testes em seres humanos, os laboratórios devem realizar os testes pré-clínicos em células, para detectar os antígenos mais importantes (do vírus ou da bactéria) que serão utilizados nas vacinas. Em seguida, é necessário realizar os testes em animais e, preferencialmente, publicar os resultados.

Assim que a vacina se mostrar segura para aplicação em humanos, iniciam-se os testes clínicos, que são divididos em três fases.

“Na fase um, testa-se a segurança da vacina em um número pequeno de indivíduos sadios. Na fase dois, passa-se a avaliar diferentes doses da vacina, continua-se avaliando a segurança e também a capacidade dessa vacina de produzir anticorpos e células que possam ser importantes na resposta à vacinação. E, se a fase dois tem bom resultado, passa-se para a fase três, em que se avalia a eficácia da vacina”, explica Maria Isabel de Moraes.

De acordo com o infectologista do Hospital Anchieta de Brasília, Victor Bertollo, na fase dois, o número de voluntários aumenta e passa a contemplar pessoas do grupo alvo da imunização, como crianças, idosos ou população em geral, e não apenas indivíduos sadios.

A especialista em vacinas Maria Isabel de Moraes explica que, na fase três, os pesquisadores selecionam um grupo de controle que não é vacinado (ou é vacinado com um imunizante completamente diferente) e um grupo que recebe a dose da vacina a ser testada. Em seguida, eles observam os resultados para descobrir qual é a capacidade da vacina de diminuir os casos de determinada doença no grupo vacinado, em comparação com aqueles que não receberam o imunizante.

A infectologista Maria Isabel de Moraes esclarece que os laboratórios precisam apresentar atestados e evidências de boas práticas para que tenham autorização da Anvisa para realizar os testes clínicos das vacinas.

“Se é uma vacina inativada, tem que mostrar como aconteceu o processo de inativação; se é uma vacina com vírus vivo atenuado, tem que mostrar como isso é feito e provar que realmente esses testes são feitos de maneira adequada. Se tratar de ensaios de fase três mais adiantados, tem que mostrar os resultados de fase um e dois e também os resultados de testes pré-clínicos.”

De acordo com a especialista, esse passo a passo dos testes clínicos é válido para todas as vacinas. “Na situação de pandemia, temos utilizado muitas vezes um ensaio de fase 1/2, ou seja, testamos a segurança, mas também testamos diferentes doses de vacina, enquanto vemos a produção de anticorpos. Sempre de maneira mais ágil, mas não perdendo a capacidade de avaliar adequadamente essa vacina”, acrescenta.

O infectologista Victor Bertollo ressalta que as fases um e dois dos testes clínicos não precisam ser realizadas necessariamente no Brasil. Mas o laboratório precisa apresentar os resultados, caso queira iniciar os testes da fase três com voluntários brasileiros. 

Efeitos Adversos

Segundo o infectologista Victor Bertollo, os eventos adversos são monitorados ao longo de todas as etapas. “Na fase um e dois, consegue-se identificar, principalmente, os eventos comuns e muito comuns, que são dor no local da aplicação, mal-estar, febre, algumas reações inespecíficas autolimitadas”, explica.

Nos casos de efeitos adversos graves, ocasionados principalmente na fase três - quando o número de voluntários é maior -, a Anvisa deve ser comunicada imediatamente para que o caso seja avaliado. 

“Pode ocorrer alguns eventos graves, não necessariamente causados pela vacina. Também é necessário ter um comitê externo à pesquisa, para que ele possa realmente fazer uma análise isenta do evento e dizer se o estudo poderá dar seguimento ou não.”

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A especialista em vacinas, Maria Isabel de Moraes explica o que deve ser feito assim que um evento adverso for identificado.

“Primeiro: fazer o desenho do caso; ver se era, por exemplo, do grupo que estava sendo vacinado ou se era do grupo placebo. E segundo: fazer uma análise do evento adverso, para ver se existe uma possível relação de causa e efeito, ou seja, se é possível que essa vacina, que está sendo testada, possa ter sido a causa do evento adverso.”

Vacinômetro

Dados do Ministério da Saúde mostram que 83.989.928 brasileiros tomaram a primeira dose de alguma vacina contra a Covid-19 (40% da população do país) e 30.607.941 já tomaram a dose de reforço (14,5%).

Ao todo, já foram distribuídas 147.335.318 doses de imunizantes contra o coronavírus aos estados brasileiros. Os dados são da manhã desta segunda-feira (12).

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12/07/2021 11:00h

Ao todo, 5.384.620 pessoas receberam a primeira aplicação e outras 202.885 já estão imunizadas com a vacina de dose única

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Mais de 50% da população baiana com 18 anos ou mais recebeu a primeira dose ou dose única da vacina contra a Covid-19. A marca foi alcançada neste sábado (10). Ao todo, 5.384.620 pessoas receberam a primeira aplicação e outras 202.885 já estão imunizadas com a vacina de dose única. Isso representa 50,1% da população baiana acima dos 18 anos, estimada em mais de 11 milhões.

O secretário da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, avaliou que essa marca é resultado de diversos fatores, como o trabalho do estado em parceria com os municípios. 

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A vigilância epidemiológica do estado alerta que as pessoas que tomaram a primeira dose devem buscar os postos para completar o esquema vacinal. Na quinta-feira (8), 127.137 pessoas estavam com a segunda dose da CoronaVac atrasada e outras 40.644 com o imunizante da Oxford/AstraZeneca em atraso.

Até sexta-feira (9), a Bahia recebeu mais de nove milhões de doses de vacinas, sendo 3.422.000 da CoronaVac, 4.698.900 da AstraZeneca/Oxford, 958.230 da Pfizer e 254.800 da Janssen.

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12/07/2021 04:00h

“A recomendação é acompanhamento médico de perto nas fases iniciais da Covid-19”, alerta especialista

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Em outubro, de 2020, Camila de Oliveira, 31 anos, foi orientada a ficar em casa, isolada, quando testou positivo para Covid-19. Ela mora na França e, por lá, nessa mesma época, a pandemia estava no auge da segunda onda e o governo local decretava lockdown.

Camila estava feliz porque entrava no segundo mês de gestação e concluía seu sonhado curso profissionalizante quando adoeceu. Os primeiros sintomas chegaram com intensidade e, no isolamento, contava apenas com a ajuda dos familiares. Na França, as autoridades em saúde recomendavam o isolamento total nos primeiros dias de infecção. Camila teve febre, falta de ar e medo.

“A gente fica angustiada porque, realmente, o cansaço é forte. Eu não saia da cama, fiquei com medo de perder o ar, de não poder mais respirar, ninguém me socorrer e, por eu estar grávida, fiquei com medo de perder o bebê”, relata a estudante.

A falta de ar causou angústias e sofrimentos desesperadores em Camila de Oliveira. A brasileira conviveu com a sensação de afogamento e febres altíssimas por dois dias. Não foi ao médico. Mas conta que a ausência de uma equipe médica, durante a manifestação mais aguda dos primeiros sintomas, foi sentida.

“O acompanhamento médico do início ao fim, e depois também, é essencial. A doença é solitária e, por isso, se tivermos o amparo da medicina, dos médicos, é super importante”, acredita Camila.

Na casa da universitária Mariana Vargas, 28 anos, somente ela testou positivo para Covid-19, em fevereiro deste ano. Pareceu uma escolha feita a “dedo” que impôs o isolamento repentino e cuidados redobrados de contenção da proliferação do coronavírus na família.

Os sintomas foram leves em Mariana, mas suficientes para desencadear quadro depressivo profundo. As angústias desequilibraram o raciocínio e a autoestima. Ela sofreu com perda do paladar, olfato, peso e dos cabelos. Teve medo.

“Foram os piores dias da minha vida. É como se tivesse em uma prisão na qual fiquei 14 dias fechada dentro do quarto em choro constante. Eu chorava muito”, afirmou a universitária.

Mariana Vargas estuda Farmácia e as atividades acadêmicas são importantes no tratamento dos traumas recorrentes da Covid-19. A moradora de Brasília relembra os primeiros dias da infecção com lucidez e acredita que a falta de acompanhamento médico, nas fases críticas da doença, contribuiu no desenvolvimento de crises, que a princípio, poderiam ter sido amenizadas logo no início. 

“Acredito que quando uma pessoa é diagnosticada com Covid-19 e tem acompanhamento psicológico, durante a fase inicial, é de suma importância”, acredita.   

Quando Ir ao hospital? 

As formas como a Covid-19 ataca o organismo das pessoas, e os possíveis prejuízos à saúde, ainda são desafios para a ciência. Apesar disso, as experiências adquiridas no trato dos pacientes permitem entender, por exemplo, as fases e as manifestações do contágio do coronavírus.

“A Covid-19 tem um curso de evolução muito típico. Uma fase gripal, que dura de 3 a 5 dias. O paciente pode ter alguma melhora ou ficar estagnado na evolução após esse período. E a partir do 7º, 8º dia, há a fase em que a doença pode acometer o pulmão. O pico dessa evolução vai acontecer entre o 10º e o 12º dia após o início dos sintomas”, explica Dr. Fabrício da Silva, especialista em Emergências Clínicas e no tratamento da Covid-19 na fase grave, da Rede D’Or.

Acompanhe os dados da Covid-19 na sua cidade aqui! 

O conhecimento é fundamental na antecipação de procedimentos capazes de contribuir para a recuperação do paciente, em menos tempo, além de, tranquilizar as vítimas. 

A sensação de solidão e morte que Camila e Mariana conviveram, por exemplo, causam sequelas físicas e psicológicas e, segundo especialistas em saúde, é fator da falta de orientação, de acompanhamento médico próximo, já no período de início dos sintomas.

Aliás, “a recomendação inicial era ‘uma vez com sintomas gripais, com diagnóstico da Covid-19, fique em casa e procure o hospital caso tenha queda de saturação ou piora na falta de ar’. Esse conceito caiu por terra. Hoje, a recomendação é cada vez mais, termos o acompanhamento de perto, o diagnóstico precoce”, lembra Dr. Fabrício. 

Dr. Fabricio destaca que, mesmo nos casos leves da Covid-19, é necessário o acompanhamento médico de perto desde o início dos sintomas. Descartar a possibilidade de a doença evoluir para uma forma grave após os primeiros exames, segundo o médico, é um erro grave. 

“Sugiro que tenha uma reavaliação lá pelo oitavo, nono dia, justamente para definir se o paciente vai ter uma potencial chance de evoluir para uma forma mais grave, se vai começar a esboçar pneumonia”, acredita.

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Os prejuízos e males causados pela Covid-19 ainda são desafios para as equipes médicas e, por isso, acompanhar cada pessoa infectada desde o início dos sintomas é importante. Cada sinal, reações, podem indicar a forma de tratamento, e se for realizado cedo, com grandes chances de cura, a fim de amenizar possíveis casos graves da doença.  

“Realizar tomografia nessa fase é importante para definir o paciente que vai evoluir com acometimento pulmonar, com pneumonia pela Covid e para tentarmos otimizar o tratamento medicamentoso. Eventualmente, envolver a fisioterapia nesse cuidado e já traçar o planejamento de reavaliação, entendendo que ele está entrando na curva de piora da inflamação, em que o pico vai se dar lá no 10º, 11º, 12º dias. Essa noção de evolução e acompanhamento de perto é fundamental”, pontua.

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