Vacinação

21/05/2022 17:20h

Campanha nacional de vacinação contra a gripe segue até 3 de junho para todos os grupos prioritários

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A campanha nacional de vacinação contra a gripe imunizou apenas 50% dos idosos e 44% dos trabalhadores da saúde, público-alvo da primeira etapa de imunização. Os números correspondem a 15,1 milhões de pessoas com mais de 60 anos e 2,6 milhões de profissionais da saúde. As informações foram compiladas pelo Ministério da Saúde, com base nos dados mais recentes enviados pelas secretarias municipais e estaduais até este sábado (21), e estão disponíveis na plataforma LocalizaSus.

O infectologista da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Julival Ribeiro, destaca um dos motivos para a baixa cobertura vacinal.

“Infelizmente, com a chegada da Covid-19, sabemos que houve lockdown e essa problemática toda que estamos vivendo. Portanto, muitas pessoas - quer adultos, quer crianças - não tomaram as vacinas que seriam necessárias.”

Dona Carmen de Castro, costureira de 62 anos, moradora de Brasília, já garantiu sua imunização contra a gripe em 2022.

“Logo na primeira semana da campanha eu já tomei a dose deste ano. Já tem uns 10 anos que eu tomo todos os anos. Eu tomei a primeira vez em função de um prolapso da válvula mitral que eu tinha. Todas as vacinas são importantes, mas a da gripe, em especial, evita uma gripe mais forte. Às vezes eu tenho um resfriado, uma dorzinha de cabeça, mas gripe de derrubar e ficar com febre nunca mais [tive].”

A segunda etapa da imunização contra a Influenza começou no dia 2 de maio e segue até 3 de junho em todos os 50 mil postos de vacinação espalhados pelo país. Segundo a pasta, os idosos e os trabalhadores da saúde que não se vacinaram na primeira etapa serão atendidos na segunda fase.

Os grupos prioritários da segunda etapa de vacinação são:

  • Crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias) - sarampo e influenza;
  • Gestantes e puérperas;
  • Povos indígenas;
  • Professores;
  • Comorbidades;
  • Pessoas com deficiência permanente;
  • Forças de segurança e salvamento e Forças Armadas;
  • Caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso;
  • Trabalhadores portuários;
  • Funcionários do sistema prisional;
  • Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas;
  • População privada de liberdade.

O objetivo do Ministério da Saúde é imunizar os 77,9 milhões de brasileiros que fazem parte do público-alvo da campanha de vacinação. Para isso, a pasta enviou mais de 80 milhões de doses do imunizante da gripe aos estados e ao Distrito Federal.

Cobertura vacinal por estado

  • AC: 17,5%
  • AL: 41,3%
  • AM: 28,4%
  • AP: 15,4%
  • BA: 31,0%
  • CE: 36,6%
  • DF: 34,3%
  • ES: 40,9%
  • GO: 50,3%
  • MA: 32,4%
  • MG: 46,2%
  • MS: 32,8%
  • MT: 29,9%
  • PA: 20,5%
  • PB: 43,0%
  • PE: 45,3%
  • PI: 46,9%
  • PR: 41,8%
  • RJ: 24,8%
  • RN: 17,5%
  • RO: 57,5%
  • RR: 8,7%
  • RS: 45,1%
  • SC: 40,6%
  • SE: 45,4%
  • SP: 48,6%
  • TO: 28,5%

Segundo a infectologista e professora da Universidade de Campinas, Raquel Stucchi, qualquer pessoa acima dos seis meses de idade pode tomar a vacina da gripe.

“A vacina contra a influenza é importante e segura. E todos aqueles que estão contemplados na campanha devem ser vacinados. Aqueles que quiserem também fazer a vacina, não estando nos grupos do Ministério da Saúde, podem fazer nas clínicas privadas.”

Segunda etapa da Campanha de Vacinação contra a Gripe começa nesta segunda (2)

GRIPE E SARAMPO: Campanha nacional pretende imunizar 96 milhões de pessoas

Vacina da gripe

O infectologista Julival Ribeiro explica porque é necessário tomar a vacina da gripe todos os anos.

“Os vírus da gripe passam por mutações frequentes, por isso, anualmente, a Organização Mundial da Saúde faz uma previsão de quais são os vírus da Influenza que devem circular no inverno, no hemisfério norte e no hemisfério sul, com base em amostras coletadas em vários centros [de saúde] distribuídos em todo o mundo.”

Ele explica que o vírus da gripe circula o ano inteiro, mas a maior prevalência da influenza ocorre nos meses do inverno.

“A gripe tem uma sazonalidade e geralmente acontece muito mais durante o período de inverno, quando ocorre maior concentração de pessoas e o vírus pode se espalhar facilmente entre elas, sobretudo em ambientes fechados.”

Segundo Julival Ribeiro, o imunizante de 2022 oferecido pelo Ministério da Saúde protege contra três cepas da Influenza: H1N1, H3N2 e B Victoria. Já a vacina oferecida na rede particular é a tetravalente, que protege também contra o subtipo B Yamagata. “Ambas as vacinas são eficazes para prevenir, sobretudo nas pessoas mais vulneráveis, casos graves e mortes”, ressalta.

A infectologista Raquel Stucchi afirma que é seguro tomar a vacina da gripe junto com o imunizante contra a Covid-19.

“A vacina da gripe e a da Covid-19 podem ser aplicadas ao mesmo tempo, com exceção das crianças entre 5 e 12 anos. A recomendação é que se elas forem tomar as duas vacinas, que tenham um intervalo de 15 dias entre elas. Todos aqueles acima de 12 anos, podem fazer as duas vacinas ao mesmo tempo, inclusive os idosos e aqueles com comorbidade”, explica.

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29/04/2022 03:00h

Fiocruz Amazônia recebe incentivo do Fundo Global de Tecnologia Inovadora em Saúde (GHIT), do Japão, para pesquisa pré-clínica do imunizante contra malária vívax

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Pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane, da Fiocruz Amazônia, e de universidades do Japão e do Reino Unido participam do desenvolvimento de uma vacina para a malária vívax. O projeto será financiado pelo Fundo Global de Tecnologia Inovadora em Saúde (GHIT), do país asiático, e busca um imunizante para a malária causada pelo Plasmodium vivax. Esse parasita é responsável por 83% dos casos no Brasil, segundo a Fiocruz.

No Brasil, a Fiocruz Amazônia conduz a pesquisa pré-clínica. Esse estágio antecede os testes clínicos em humanos. "[O incentivo] É muito importante para nós, porque o Japão tem um polo tecnológico bastante avançado. E consegue produzir essa formulação vacinal para que a gente possa fazer essa avaliação pré-clínica”, explica a vice-diretora de Pesquisa da Fiocruz Amazônia e coordenadora local dos estudos, Stefanie Lopes. 

“Aqui, no Brasil, vamos fazer isso, avaliando se essa vacina é capaz de inibir a infecção no mosquito [Anopheles, vetor do Plasmodium vívax]”, completa a pesquisadora.

A pesquisa pré-clínica acontece antes dos testes clínicos em humanos. Ela serve para a análise de como uma substância reage ao corpo. Os testes podem ser realizados in vivo (em animais), in vitro (em amostras biológicas) e em ex vivo (em tecidos). Caso o resultado seja positivo, o estudo passa para a próxima fase, de ensaio clínico. “[A pesquisa pré-clínica] É para de fato avaliar se essa estratégia, essa formulação de vacina com os antígenos que a gente está propondo, vai ter o efeito esperado. Se esse resultado for positivo, é possível fazer os ensaios clínicos”, esclarece a coordenadora local da pesquisa.

No Brasil, a pesquisa ainda está sendo feita com os ensaios in vivo, bloqueando a transmissão da doença no vetor e ex vivo atuando no estágio sanguíneo do parasita.

Malária no Brasil

Dados do Ministério da Saúde apontam que cerca de 99% dos casos de malária estão concentrados na região Amazônica, nos estados do Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. 

Em 2021, o Brasil registrou 145 mil casos de malária. A meta brasileira é eliminar a transmissão da doença até o ano de 2035.

Para o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros, os números estão sendo controlados aos poucos, mas é necessário ter mais prevenção, tratamento e informação para que o país consiga controlar a malária. “Entre 2019 e 2020, tivemos uma redução de mais de 10% do número de casos de malária no Brasil. Entretanto, apesar das boas notícias, é preciso lembrar que a malária é um desafio para a saúde pública. Por ano são mais de 140 mil casos, quase todos na região amazônica”, pontua o gestor.

Malária

A malária é uma das doenças parasitárias mais antigas do mundo, causada por quatro diferentes tipos do protozoário. É transmitida pela fêmea infectada do mosquito Anopheles, que pica o ser humano, que, por sua vez, se transforma em hospedeiro do protozoário.

Se um mosquito não infectado picar uma pessoa contaminada, ele passa também a transmitir a malária. Mas também pode ser transmitida pelo compartilhamento de seringas, transfusão de sangue ou até mesmo da mãe para o feto, na gravidez. Os sintomas mais comuns são febre alta, calafrios e falta de apetite.

No mundo, há apenas uma vacina para a doença, a RTS,S/AS01 (RTS,S), implementada pela OMS em três países africanos: Gana, Quênia e Malaui. Esse imunizante controla os casos da malária falciparum.

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Saúde
24/04/2022 16:01h

País registrou mais de 145 mil casos de malária em 2021. Fiocruz realiza evento mundial para discutir a doença

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Apesar de os registros de casos de malária no Brasil demonstrarem tendência de queda, os dados ainda preocupam as autoridades sanitárias. Em 2021, foram registrados 145 mil casos de malária em todo o país, sendo mais de 99% concentrados na região amazônica. No Plano de Eliminação da Malária no Brasil, em conformidade com os objetivos da Organização Mundial da Saúde (OMS), a ideia é eliminar a transmissão de malária até o ano de 2035. 

A meta brasileira é chegar a 2025 com 68 mil casos, para, então, registrar números abaixo dos 14 mil casos até 2030, além de reduzir o número de óbitos a zero neste mesmo ano. Segundo o Ministério da Saúde, apenas em 2020 foram investidos mais de R$ 275 milhões no combate à malária. Os planos coordenados da OMS são para que a redução da doença chegue a 90% em todo o planeta até 2030, com a eliminação da malária em pelo menos 35 países; além de evitar a reintrodução em países já considerados livres da transmissão.

E, para ampliar a discussão em torno do tema, bem como estreitar o contato entre profissionais que estudam e atuam no combate à doença, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realiza, a partir desta segunda-feira (25), a 16ª Reunião Nacional de Pesquisa em Malária. O evento também marca os 15 anos de criação do Dia Internacional de Luta Contra a Malária. A data de 25 de abril foi instituída pela OMS com a finalidade de reconhecer o esforço global para o controle efetivo da doença.

O encontro, que seria realizado em 2021 e foi adiado em função da pandemia, se estende até a quinta-feira (28) e conta com especialistas de 15 instituições brasileiras e 18 estrangeiras, entre eles Anthony Fauci, diretor do NIAID-NIH e chefe da força-tarefa contra Covid-19 dos EUA e Adrian Hill, diretor do Jenner Institute da Oxford Univ, responsável pela vacina contra Covid-19 da AstraZeneca fabricada pela Fiocruz e pela vacina R21/MM contra malária. Também participam Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz, Cláudio Tadeu Daniel-Ribeiro, chefe do Laboratório de Pesquisa em Malária do IOC, entre outros.

Cláudio Tadeu Daniel-Ribeiro, que coordena o Laboratório de Pesquisa em Malária da Fiocruz, lembra que a data é importante para chamar a atenção de todos para um problema que afeta mais de 200 milhões de pessoas em todo o mundo, e que a 16ª Reunião Nacional de Pesquisa em Malária será mais uma oportunidade de reunir conhecimentos em prol da erradicação da doença.

“Nosso país ainda convive com quase 200 mil casos de malária por ano, o que afeta duramente as populações da Amazônia, e vimos lutando para mudar essa realidade. Nossa meta é eliminar a malária do Brasil e, para isso, a pesquisa científica e o combate à doença no campo precisam andar juntos”, destacou Cláudio.

A malária é considerada um grave problema de saúde pública em todo o mundo. Segundo a OMS, em 2019, 229 milhões de novos casos da doença foram notificados, com registro de mais de 409 mil óbitos ao redor do planeta. Em 2020, o Brasil registrou um total de 145.188 casos de malária, contra 157.452 casos registrados em 2019. Segundo o secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros, os números estão sendo controlados aos poucos, mas é necessário ter mais prevenção, tratamento e informação para que o país consiga erradicar a doença.

“Entre 2019 e 2020 tivemos uma redução de mais de 10% do número de casos de malária no Brasil. Entretanto, apesar das boas notícias, é preciso lembrar que a malária é um desafio para a saúde pública. Por ano são mais de 140 mil casos, quase todos na região amazônica”, destaca o secretário.

Segundo a Secretaria de Vigilância em Saúde, 80% das ocorrências até 2019 se concentraram em 41 municípios do Amazonas, Pará, Roraima, Amapá, Acre, Rondônia e Mato Grosso.

Em Belém (PA), por exemplo, foram registrados 23 casos de malária nos meses de março e abril deste ano, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma). No mês de março foram 13 casos e em abril, 10 ocorrências. Segundo a secretaria, não há registro de óbitos causados pela doença em 2022.

Sobre a malária

A malária é uma das doenças parasitárias mais antigas do mundo, causada por quatro diferentes tipos do protozoário do gênero Plasmodium, sendo que no Brasil são encontradas três espécies: o P. Vivax (o mais comum), o P. Falciparum e o P. Malariae. A doença é transmitida pela fêmea infectada do mosquito Anopheles, que pica o ser humano, que, por sua vez, se transforma em hospedeiro do protozoário. Se um mosquito não infectado picar uma pessoa contaminada, ele passa também a transmitir a malária. No entanto, também pode ser transmitida pelo compartilhamento de seringas, transfusão de sangue ou até mesmo da mãe para feto, na gravidez. Os sintomas mais comuns da doença são febre alta, calafrios e falta de apetite.

Causadores - No Brasil existem três espécies de Plasmodium que afetam o ser humano: P. falciparum, P. vivax e P. malariae. O mais agressivo é o P. falciparum, que se multiplica rapidamente na corrente sanguínea, destruindo de 2% a 25% do total de hemácias (glóbulos vermelhos) e provocando um quadro de anemia grave. Por isso, a malária por P. falciparum é considerada uma emergência médica e o seu tratamento deve ser iniciado nas primeiras 24h do início da febre.

Sintomas - Após a picada do mosquito transmissor, o P. falciparum permanece incubado no corpo do indivíduo infectado por pelo menos uma semana. A seguir, surge um quadro clínico variável, que inclui calafrios, febre alta (no início, contínua, e depois com frequência de três em três dias), sudorese e dor de cabeça. Podem ocorrer também dor muscular, taquicardia, aumento do baço e, por vezes, delírios.

Diagnóstico - A principal causa de morte por malária é o diagnóstico tardio e a falta de profissionais familiarizados com o quadro da doença fora da região endêmica. A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que o diagnóstico dos pacientes com suspeita de malária se dê por meio de exames parasitológicos por microscopia ou de testes rápidos de diagnósticos (rapid diagnostic tests - RDTs). O diagnóstico precoce é essencial para o bom prognóstico do paciente e depende da suspeição clínica.

Tratamento - O tratamento da malária visa eliminar o mais rapidamente possível o parasita da corrente sanguínea do indivíduo e deve ser iniciado o mais rapidamente possível. O tratamento imediato com antimalárico – até 24h após o início da febre – é fundamental para prevenir as complicações. Se o teste de diagnóstico não estiver acessível nas primeiras duas horas de atendimento, o tratamento com antimaláricos deve ser administrado com base no quadro clínico e epidemiológico do paciente.

Prevenção - A prevenção da malária consiste no controle/eliminação do mosquito transmissor e pode se dar por meio de medidas individuais, com uso de mosquiteiros impregnados ou não com inseticidas, roupas que protejam pernas e braços, telas em portas e janelas, repelentes. Medidas coletivas incluem drenagem de coleções de água, pequenas obras de saneamento para eliminação de criadouros do vetor, aterro, limpeza das margens dos criadouros, modificação do fluxo da água, controle da vegetação aquática, melhoramento da moradia e das condições de trabalho, uso racional da terra.
 

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Saúde
22/04/2022 18:30h

Em contrapartida, boletim da fundação aponta uma maior incidência de casos relacionados ao vírus sincicial respiratório (VSR), mais comum e perigoso para crianças muito pequenas

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A síndrome respiratória aguda grave (SRAG) entre crianças mostra sinais de queda no Brasil, segundo boletim da Fundação Oswaldo Cruz. Depois de números preocupantes na última semana epidemiológica, a tendência de queda foi confirmada pela Fiocruz no último dia 20, em boletim que corresponde aos dias 10 e 16 de abril.

Segundo os dados da Semana Epidemiológica 15, foram registrados 3,7 mil casos de SRAG em todo o Brasil, sendo que aproximadamente 1,8 mil acometeram crianças de 0 a 4 anos. De acordo com a Fiocruz, a síndrome respiratória aguda grave em crianças teve uma alta incidência no mês de fevereiro, mas, agora, chegou a um platô e começa a apresentar queda no número de casos.

O infectologista Werciley Júnior explica que a SRAG em crianças naturalmente é uma síndrome mais grave porque pode ser causada tanto por Covid-19 quanto por qualquer outro vírus respiratório. Segundo o especialista, felizmente já existem vacinas contra a Covid-19 para crianças a partir de 5 anos.

“Uma das mudanças é que a vacinação entre crianças deu uma evoluída, mas ainda aquém do que a gente esperava, e ainda não entramos no período do frio. É no frio que acontece a evolução da SRAG, então a gente pode sofrer ainda algumas oscilações”, destaca Werciley.

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Síndrome Sincicial Respiratória – VSR

Apesar de noticiar a queda de casos de SRAG, a Fiocruz emitiu alerta para um aumento considerável no percentual de casos de Vírus Sincicial Respiratório (VSR). O vírus, responsável por causar infecções nas vias respiratórias e bronquite, foi responsável por 41,5% do total de casos de SRAG registrados nas últimas quatro semanas, mesmo a doença sendo observada fundamentalmente nas crianças.

Nos pequenos de até 4 anos, os novos dados laboratoriais indicaram presença de 66,4% de VSR. Já em crianças entre 5 e 11 anos a porcentagem cai para 23%. Com relação ao rinovírus, o predomínio de casos foi de 36% e o de Sars-CoV-2 (Covid-19) foi de 28%.

O vírus sincicial respiratório é bastante comum e prolifera-se em ambientes pouco ventilados e com muita gente, provocando uma doença altamente contagiosa. Um dos principais agentes de infecção aguda nas vias respiratórias, o VSR pode afetar os brônquios e os pulmões, causar inflamação dos brônquios e alvéolos pulmonares, além de pneumonia, especialmente em bebês prematuros e aqueles no primeiro ano de vida. Até mesmo os bebês que receberam anticorpos das mães durante a gestação são vulneráveis à infecção.

O infectologista explica que o número de casos do vírus sincicial respiratório permaneceu baixo durante a pandemia porque o distanciamento social e os cuidados realizados pelas mães protegeram os pequenos, mas que, à medida que todos estão retornando à vida cotidiana, a atenção deve ser retomada.

“O vírus sincicial é o mais comum, que já causa alterações em crianças. Há dois anos nós tivemos um baixo volume porque a maioria das crianças não estava se deslocando e, principalmente, estava usando máscara. Agora, com a retomada das atividades, começa a aumentar novamente”, destaca Werciley, que ressalta a necessidade de vacinar as crianças para que os números de SRAG continuem baixando: “Temos aumento do vírus sincicial, mas temos também a Influenza. Está tendo vacinação de Influenza, então tem de vacinar as crianças, e a vacinação de Covid, apesar de ter diminuído as SRAGs, ainda é uma necessidade de evoluir [a vacinação] nessa população.”

O vírus sincicial respiratório penetra no organismo saudável através das mucosas da boca, do nariz ou dos olhos. O período de transmissão começa dois dias antes de aparecerem os sintomas e só termina quando a infecção está completamente controlada. O contágio se dá pelo contato direto com as secreções eliminadas pela pessoa infectada quando fala, tosse ou espirra e, de forma indireta, pelo contato com superfícies e objetos contaminados, como brinquedos, corrimão e maçaneta de portas.

Caso o bebê apresente secreção nasal, espirros, tosse seca, febre baixa, dor de garganta e dor de cabeça, a família deve procurar atendimento em uma unidade de saúde. A atenção deve ser redobrada caso a criança apresente febre alta, muita tosse e dificuldade para respirar.

Regiões em alerta

Segundo a Fiocruz, entre as 27 unidades da federação, oito apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo de SRAG: Acre, Amapá, Mato Grosso, Pará, Piauí, Paraná, Roraima e Rio Grande do Sul. Alagoas e Paraíba estão com indicativo de crescimento no curto prazo. Todos eles com incidência principalmente na população infantil.

Já oito capitais apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Belém (PA), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Macapá (AP), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), e Rio Branco (AC).

Ainda de acordo com os dados do InfoGripe, nas últimas quatro semanas epidemiológicas a prevalência foi 1,6% para Influenza A, 0,2% para Influenza B, 41,5% para VSR e 37,4% para Sars-CoV-2.
 

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17/04/2022 01:17h

Boletim da Fiocruz revela tendência de alta de doenças respiratórias entre a população de 0 a 19 anos

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A síndrome respiratória aguda grave (SRAG) tem tendência de alta entre crianças e jovens. É isso que revela o boletim da Fiocruz sobre casos de SRAG publicado nesta semana. O documento considera a notificação dos casos feita pelos estados até o dia 11 de abril. Desde fevereiro, os diversos estados têm demonstrado tendência de alta, especialmente entre crianças de 0 a 11 anos. 

Quase todo o país está classificado como epidêmico em decorrência do número de casos. O Distrito Federal, o Nordeste de Minas Gerais e o Noroeste do Mato Grosso do Sul foram as regiões que apresentaram maior incidência por 100 mil habitantes. “Nos menores de cinco anos esse cenário é um pouco mais acentuado. Porque, para essa faixa etária, ainda não tem vacina e, além disso, é uma faixa etária em que predomina a questão dos vírus respiratórios, sendo causa de mais de 35% dos casos de síndrome respiratória aguda”, analisa a infectologista Dra. Joana Darc. 

Apesar de o boletim também apontar a tendência de platô (estabilização), a médica indica que o momento é de cautela, uma vez que entre maio e setembro há maior circulação de vírus respiratórios no Brasil, como a influenza e a própria Covid-19. “Mais de 80% das crianças que morreram nessa faixa etária foram por Covid e não por outros vírus respiratórios. A gente tem que continuar mantendo certa cautela e cuidado com relação aos nossos filhos para evitar as infecções.”, considera Dra. Joana. 

Covid-19: ampla cobertura vacinal garante estados sem mortes pela doença, aponta infectologista

SUS: Equipes municipais são capacitadas para garantir mais recursos federais

Para o infectologista Hemerson Luz, é fundamental avançar na vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19. “O aumento dos casos de SRAG em crianças relaciona-se com a baixa adesão à vacina pediátrica. “Muitos pais e responsáveis estão resistentes em vacinar seus filhos, tal fato associado com a volta às aulas presenciais, aumentaram a exposição das crianças ao SARS-CoV-2.”, considera o médico. 

Já entre a população adulta,  há uma tendência de queda nos registros de SRAG nas últimas seis semanas. Segundo a plataforma Our World in Data, 76,4% da população brasileira está com o esquema vacinal completo contra a Covid-19 até a segunda semana de abril. Foram cerca de 424 milhões de doses aplicadas. 

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08/04/2022 00:53h

Brasil chegou à média móvel de 194,3 mortes nessa quarta-feira (6), menor índice desde 21 de janeiro, quando começou a alta de casos pela nova variante

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Desde o começo da onda de casos de Covid-19 provocados pela variante Ômicron, o Brasil não tinha uma média móvel tão baixa. Nessa quarta-feira (6), o índice ficou em 194,3, abaixo do número de 195,7 registrado em 21 de janeiro deste ano. Os dados estão no mais recente boletim epidemiológico do Ministério da Saúde.


A data também marcou 60 dias ininterruptos de tendência de queda na média móvel de casos, no mesmo período. Entre 5 de fevereiro, quando a pandemia atingiu a máxima histórica de casos (183.150), e essa quarta (6) a queda foi de 86,85%. Além disso, Acre, Roraima, Amapá, Tocantins, Paraíba e Espírito Santo não tiveram registros de mortes pela doença em 24 horas.


Segundo o Ministério da Saúde, a queda se deve principalmente à ampla Campanha de Vacinação contra a Covid-19, que já aplicou mais de 403 milhões de doses desde o ano passado. A secretária Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite de Melo, comentou o cenário na última reunião tripartite, ocorrida em 24 de março. 


“Nós estamos vivendo um momento de arrefecimento não só aqui no nosso país, mas em alguns outros países. Porém o alerta, a precaução devem estar sempre. Haja vista o que tem acontecido não só na Ásia mas em alguns países da Europa com a sub variante ômicron. Então é claro que nós caminharemos, sim, para o término dessa pandemia, a eliminação com certeza ela virá, talvez em outra geração, mas nós conseguiremos, sim, controlar”, destacou.


No evento, que reúne uma vez por mês gestores federais, estaduais e municipais de saúde, a secretária enfatizou a importância da Campanha de Vacinação para o controle da pandemia: “Há de fato luz no fim do túnel e isso é graças à colaboração de todas as instâncias. O SUS ele vem representar tudo isso, que é a união que faz com que nós consigamos, em relação principalmente à vacinação”, comemorou.


A orientação do Ministério da Saúde é que os brasileiros a partir de 18 anos que tomaram a segunda dose há mais de quatro meses tomem também o reforço. Até o momento, segundo a Pasta, 70,1 milhões receberam a terceira dose. 
 

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02/04/2022 16:30h

Campanha deste ano visa crianças de 6 meses a menores de 5 anos, além de profissionais da saúde

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A Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo neste ano será voltada a crianças de seis meses a menores de 5 anos e trabalhadores da saúde. A mobilização começa nesta segunda-feira (4), em conjunto com a Campanha de Vacinação contra a Influenza, vírus causador de gripes.

O sarampo é uma doença grave e altamente contagiosa causada por um vírus, além de ser potencialmente mortal para crianças. Antes da introdução da vacina, em meados da década de 1960, as epidemias da doença matavam cerca de 2,6 milhões ao ano. E mesmo com a vacina, o sarampo continua a ser uma das principais causas de morte entre crianças em todo o mundo. Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde, em 2017 aproximadamente 110 mil pessoas morreram por causa do vírus, a maioria delas crianças com menos de cinco anos.

O infectologista Hemerson Luz explica que a questão do sarampo no Brasil é complicada porque o vírus foi quase erradicado com boas campanhas de vacinação, mas, nos últimos anos, o país voltou a registrar casos. Isso  pode se tornar um problema, se a cobertura não alcançar a maioria da população.

“O sarampo é uma situação até especial porque ele já estava quase erradicado no Brasil e ele voltou a ter caso. Nós voltamos a ter casos de sarampo porque diminuiu a cobertura vacinal. O sarampo é altamente transmissível e caso a cobertura esteja abaixo de 90% ele pode se disseminar. Uma das últimas coberturas vacinais, dependendo da localidade, tem cidades do interior que não chegaram a 50%”, alerta o infectologista.

As crianças brasileiras de seis meses a menores de 5 anos totalizam um público de 12,9 milhões e a meta do Ministério da Saúde é vacinar, no mínimo, 95% desse público, ou seja, cerca de 12,3 milhões. O intuito é atualizar as doses que ainda estejam atrasadas, além de proteger esse público contra a doença, considerando o risco diante da maior exposição nos serviços de saúde. Nesta estratégia, as vacinas tríplice viral e influenza serão ofertadas para administração na mesma visita ao serviço de saúde. A Pasta ressalta que a vacinação simultânea é uma atividade recomendada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) para redução de oportunidades perdidas de vacinação.

Hermerson Luz explica que os pais não devem temer a vacina ou dar ouvidos às notícias falsas sobre os imunizantes que circularam ultimamente, principalmente por causa da pandemia. O infectologista ressalta que a vacina é segura e na última década evitou milhões de mortes. “As pessoas estão com receio da vacina, por muitas notícias que acabaram sendo veiculadas relacionando a vacina com outros problemas de saúde que não são verdadeiros. Vacina não se relaciona com o autismo e algumas pessoas estão considerando isso uma verdade. Diminuiu, inclusive, a cobertura vacinal da poliomielite. O Brasil entrou agora na lista de países com risco de ter casos de poliomielite porque a cobertura vacinal também baixou. É de suma importância que os pais responsáveis levem suas crianças para vacinar porque o sarampo é uma doença potencialmente grave”, aponta o infectologista.

Karoline Pereira da Silva, professora, 39 anos, foi mãe pela primeira vez há sete meses e sabe a importância que tem as vacinas na saúde de uma criança. Ela entende que, ao vacinar Eduarda contra o sarampo, não estará protegendo apenas a filha, mas também outras crianças.

“Eu vou estar protegendo minha filha contra o vírus, e como é um vírus que é passado de pessoa para pessoa, eu vou estar evitando que esse vírus vire uma pandemia. Porque vai dissipando essa doença. Estou evitando que minha filha fique doente com esse vírus e evitando com que a população também pegue”, destaca Karoline.

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Calendário

Além das crianças, os trabalhadores da saúde serão convocados para atualizar a situação vacinal. Confira o calendário da 8ª Campanha Nacional de Seguimento e Vacinação de Trabalhadores da Saúde contra o Sarampo

  • De 4 de abril a 2 de maio: vacinação dos trabalhadores da saúde - juntamente com a primeira etapa da vacinação contra influenza;
  • De 3 de maio a 3 de junho de 2022: campanha de seguimento contra o Sarampo para crianças de 6 meses a menores de 5 anos (4 anos, 11 meses e 29 dias) – juntamente com a segunda etapa da vacinação contra influenza.

Sarampo

O sarampo é uma doença viral grave e altamente contagiosa que pode evoluir para complicações e levar à morte. Os primeiros sintomas são febre, tosse, coriza, como um resfriado comum. O paciente pode ter perda de apetite e apresentar conjuntivite, com olhos vermelhos, lacrimejantes e fotofobia.
O sintoma mais característico são as manchas vermelhas na pele. Essas erupções começam no rosto, na região atrás da orelha, e vão se espalhando pelo corpo. O paciente também pode sentir dor de garganta.
A maior preocupação do sarampo está direcionada a crianças pequenas e pacientes imunocomprometidos, pois o vírus pode causar graves problemas de saúde:

  • diarreia intensa
  • infecção de ouvido
  • perda da visão
  • pneumonia
  • encefalite (inflamação do cérebro)

A maioria dos casos de mortes decorrem de complicações no trato respiratório ou de encefalite.

A pessoa que tem sarampo pode começar a transmitir a doença cerca de cinco dias antes de aparecerem as manchas na pele. Além disso, ela continua transmitindo o vírus quatro dias depois de as erupções terem desaparecido. A vacina é a única forma de prevenção.
 

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27/02/2022 16:50h

Mais 2,5 milhões de imunizantes da Pfizer destinados a crianças de 5 a 11 anos chegaram ao país na última sexta-feira (25)

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A maior campanha de vacinação da história do Brasil atingiu mais uma marca histórica neste domingo de carnaval (27): 460 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 já foram distribuídas para todos os estados e o Distrito Federal. Isso garantiu a vacinação de mais de 90% da população acima de 12 anos com a primeira dose, graças a um processo logístico complexo, coordenado pelo Ministério da Saúde. E as crianças de 5 a 11 anos serão as próximas a encorpar as estatísticas, já que mais um lote de 2,5 milhões de vacinas pediátricas desembarcou no país, na última sexta-feira (25), número suficiente para a cobertura completa deste público.

Com a distribuição das vacinas realizada até aqui, mais de 83% da população adulta já está com o esquema vacinal completo ou dose única. Além disso, mais de 53 milhões de brasileiros já tomaram a dose de reforço, aplicada quatro meses após a segunda dose.

Vacina brasileira

Outra notícia importante nesta semana foi o recebimento do primeiro lote da vacina Covid-19 produzida 100% em solo brasileiro, o que marca a autossuficiência do Brasil na produção de imunizantes. São mais de 550 mil doses nesta primeira remessa, entregues pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). As doses começam a ser distribuídas a todo o território nacional nos próximos dias.

Vacinação infantil

Na última sexta-feira (25), o Brasil também recebeu mais 2,5 milhões de vacinas pediátricas, voltadas para a imunização de crianças de 5 a 11 anos. Segundo o Ministério da Saúde, já foram distribuídas mais de 20 milhões de doses para crianças e o país tem o suficiente para imunizar todo o público-alvo infantil contra a Covid-19.

Ainda segundo a Pasta, os imunizantes da Pfizer que desembarcaram no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), e serão distribuídos para todos os estados e o Distrito Federal nos próximos dias, passaram por um rígido controle de qualidade.

A infectologista Joana D'arc, explica que os pais ainda receosos em vacinar os filhos devem procurar fontes confiáveis de informação e não aquilo que é espalhado nas redes sociais. “Existem algumas mensagens que as pessoas passam de possíveis eventos adversos. Alguns nem foram comprovados, mas aí as pessoas jogam de forma aleatória na mídia ou em WhatsApp, em grupos diversos e muitas informações não são verdadeiras. Então, se informe, busque fontes reconhecidas internacionalmente e aí você tira suas dúvidas. É muito importante vacinar seu filho, não deixe de vacinar. Vacinar nesse momento é um ato de amor, é um ato de prevenção, de segurança”, alerta a especialista.

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A terapeuta Flávia Soares Stigliano, 38 anos, já vacinou os dois filhos, um de 6 e outro de 13 anos. A paulistana alerta os pais que ainda estão na dúvida sobre a importância da vacina e lembra que o ato de proteção dos filhos felizmente já faz parte da nossa cultura.

“A vacinação é extremamente importante para prevenção, a vacina dá oportunidade de prevenir doenças e não corrigir, é interessante a gente pensar na questão de prevenção. A gente tem essa cultura desde sempre. A gente se vacina desde bebê e vacina nossos filhos, e isso traz tranquilidade, segurança como mãe, como cidadã. Isso não tem preço”, relata Flávia.

Segundo o Ministério da Saúde, imunizantes pediátricos da Pfizer e Coronavac foram distribuídos a todos os estados e o Distrito Federal e os pais precisam ficar atentos à dose de reforço. Aqueles que tomaram a vacina da Pfizer, devem retornar às Unidades Básicas de Saúde para receber a segunda dose oito semanas depois de tomar a primeira dose. Já para quem tomou o imunizante da Coronavac, o intervalo entre uma dose e outra é de 28 dias.
 

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24/02/2022 15:30h

Completar o esquema vacinal e tomar a dose de reforço evita o desenvolvimento de casos mais graves

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Para chegar ao fim da Pandemia da Covid-19 é preciso ampliar a cobertura vacinal. Atualmente, cerca de 80% da população brasileira recebeu ao menos uma dose da vacina contra a Covid-19. Aproximadamente 70% dos brasileiros estão protegidos com a segunda dose ou dose única e 25% já tomou a dose de reforço.

Mas a cobertura não é igual em todos os municípios. O município de Santa Cruz do Arari, no Pará, é o que tem a menor cobertura vacinal no estado. Segundo dados do Ministério da Saúde, até o dia 23 de fevereiro, menos de 10% da população do município estava com o esquema vacinal completo. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, convoca a população para ir aos postos tomar a vacina: "a dose de reforço é fundamental para frear o avanço de novas variantes e reduzir hospitalizações e óbitos aqui no estado", reforça. 

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Os municípios de São Félix do Xingu e Santana do Araguaia também não chegaram a 20% da população com o esquema vacinal completo até a última semana de fevereiro. O médico infectologista do Hospital das Forças Armadas, doutor Hemerson Luz, lembra que a forma mais eficiente de evitar casos graves e sequelas da Covid-19 é a vacinação.

“A melhor estratégia para evitar a covid longa ou a presença de sequelas é a vacinação. Sabemos que todas as vacinas foram previamente testadas contra a segurança e eficácia. E foram aprovadas para a ANVISA. E devem ser feitas de uma forma ampla na população. A maior transmissibilidade exige uma cobertura vacinal maior para tentar diminuir a circulação do vírus. E sabemos também que pessoas vacinadas ficam mais protegidas das formas graves da covid-dezenove. E consequentemente poderão evitar a existência ou o surgimento da covid longa ou das sequelas.”, alerta o infectologista. 

Se você já se vacinou, estimule seus conhecidos a buscar um posto de vacinação. Fique atento ao calendário para não atrasar as doses. Quem tem mais de 18 anos e recebeu a segunda dose ou dose única há mais de 4 meses, já pode tomar a dose de reforço. Crianças acima de 5 anos também já podem ser imunizadas. 
 

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24/02/2022 15:10h

Completar o esquema vacinal e tomar a dose de reforço evita o desenvolvimento de casos mais graves

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Para chegar ao fim da Pandemia da Covid-19 é preciso ampliar a cobertura vacinal. Atualmente, cerca de 80% da população brasileira recebeu ao menos uma dose da vacina contra a Covid-19. Aproximadamente 70% dos brasileiros estão protegidos com a segunda dose ou dose única e 25% já tomou a dose de reforço.

Os municípios de São Luiz e Iracema, em Roraima, são os que têm menor cobertura vacinal no estado. Segundo dados do vacinômetro estadual, até o dia 23 de fevereiro, menos de 40% da população do município estava com o esquema vacinal completo. O Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, incentiva a população a buscar os postos de vacinação: "A dose de reforço é fundamental para frear o avanço de novas variantes e reduzir hospitalizações e óbitos aqui no estado.”

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Vacina 100% nacional começa a ser aplicada

O estado de Roraima já aplicou quase 950 mil doses das vacinas contra a Covid-19. Mas apenas 48 mil pessoas tomaram a terceira dose no estado. O médico infectologista do Hospital das Forças Armadas, doutor Hemerson Luz, lembra que a forma mais eficiente de evitar casos graves e sequelas da Covid-19 é a vacinação. 

“A melhor estratégia para evitar a covid longa ou a presença de sequelas é a vacinação. Sabemos que todas as vacinas foram previamente testadas contra a segurança e eficácia. E foram aprovadas para a ANVISA. E devem ser feitas de uma forma ampla na população. A maior transmissibilidade exige uma cobertura vacinal maior para tentar diminuir a circulação do vírus. E sabemos também que pessoas vacinadas ficam mais protegidas das formas graves da covid-dezenove. E consequentemente poderão evitar a existência ou o surgimento da covid longa ou das sequelas.”, alerta o infectologista. 

Se você já se vacinou, estimule seus conhecidos a buscar um posto de vacinação. Fique atento ao calendário para não atrasar as doses. Quem tem mais de 18 anos e recebeu a segunda dose ou dose única há mais de 4 meses, já pode tomar a dose de reforço. Crianças acima de 5 anos também já podem ser imunizadas. 
 

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