Voltar
Baixar áudioO mais recente Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta sinal de crescimento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em Alagoas, Mato Grosso e Roraima. Os três estados apresentam incidência em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas. A análise é referente à semana epidemiológica 33, de 16 a 22 de agosto.
Conforme a publicação, o aumento do número de casos de SRAG em Mato Grosso e Roraima tem se concentrado entre as crianças de 2 a 4 anos. Já em Alagoas, o aumento nos registros tem ocorrido principalmente nas crianças e adolescentes de 2 a 14 anos.
A pesquisadora do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, destaca que, embora ainda não haja dados laboratoriais suficientes para confirmar os vírus responsáveis, o rinovírus é apontado como o principal suspeito nos casos que atingem essa faixa etária.
“Levando em consideração o perfil etário e o cenário epidemiológico nacional, a gente acredita que os vírus que estejam impulsionando esse aumento dos casos de SRAG nas crianças e adolescentes em Alagoas, Mato Grosso e Roraima seja principalmente o rinovírus, que é o vírus do resfriado comum, e também, em menor escala, o metapneumovírus”, aponta Portella.
De acordo com os pesquisadores do InfoGripe, a diminuição dos casos de SRAG nas crianças menores de 2 anos está relacionada à queda do número de hospitalizações por VSR. Já o recuo de SRAG nas demais faixas etárias é atribuído à diminuição das hospitalizações pelo vírus da influenza.
Apesar da tendência de crescimento nos casos de SRAG em apenas três Unidades da Federação (UF), o InfoGripe aponta que oito UFs ainda estão com incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco, mas sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo. Confira quais:
Amazonas;
Em relação ao cenário epidemiológico dos outros vírus respiratórios, como o vírus sincicial respiratório (VSR) e influenza, Portella afirma que foi observado que o período de sazonalidade da influenza A já se encerrou no país – por isso, os casos graves por influenza A estão baixos na maioria dos estados. No entanto, as ocorrências de SRAG estão em níveis altos de incidência em Roraima.
De acordo com o Boletim, em relação à Covid-19, todas as UFs estão em um patamar baixo de incidência.
No caso das capitais, quatro apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, referente às últimas duas semanas, com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo, referente ao período das últimas 6 semanas. São elas: Aracaju (SE), Belém (PA), Boa Vista (RR) e João Pessoa (PB).
Em 2026, já foram notificados 141.009 casos de SRAG, 54% com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Entre os casos positivos, 17,9% foram de influenza A e apenas 5,4% de influenza B. Por outro lado, 42% foram de VSR, 30,4% de rinovírus e 3,9% de Sars-CoV-2 (Covid-19).
Copiar o textoO Dia D da Campanha de Multivacinação ocorre neste sábado (22) em todo o Brasil. Estarão disponíveis imunizantes que protegem contra 20 doenças graves, como meningites, tuberculose e cânceres associados ao HPV. O principal foco de vacinação são crianças e adolescentes menores de 15 anos. A campanha segue até o dia 1º de setembro e o objetivo é a atualização de vacinas.
Pela primeira vez, a campanha conta com a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20), incorporada em junho de 2026 ao Calendário Nacional de Vacinação. O imunizante amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, como pneumonias e meningites. A vacina é indicada para crianças menores de 5 anos, conforme o esquema vacinal.
Segundo o Ministério da Saúde, mais de 180 milhões de doses foram distribuídas para garantir a vacinação em todo o país ao longo deste ano até agora. As vacinas mais aplicadas foram contra influenza, sarampo (tríplice viral) e poliomielite foram as mais aplicadas.
Confira quais vacinas estarão disponíveis no Dia D, conforme a faixa etária, o histórico vacinal e a indicação:
A pasta informou que a estratégia tem o intuito de ampliar as coberturas vacinais, fortalecer a proteção coletiva e facilitar o acesso às vacinas ofertadas de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida tem como foco contribuir para a prevenção de doenças imunopreveníveis em todo o país.
Considerando o aumento de casos de sarampo na região das Américas e do registro de casos importados no Brasil, o Ministério da Saúde mantém a vacinação indiscriminada contra a doença para pessoas de 6 meses a 59 anos em Guarulhos, São Bernardo do Campo e na capital paulista para evitar a reintrodução do sarampo no país.
A mobilização, que começou em 3 de agosto, já aplicou mais de 529,8 mil doses da vacina tríplice viral nos três municípios até o dia 14 de agosto. Desse total, 87,2 mil doses foram destinadas a crianças de 5 a 11 anos, o que representa 16,5% das aplicações.
Em novembro de 2024, o Brasil recebeu a recertificação da eliminação da circulação endêmica do sarampo pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) – status que é mantido atualmente. No Dia D e até o fim da campanha, a proteção contra o sarampo também pode ser atualizada em todos os estados.
Copiar o textoRondônia, Piauí, Bahia e Sergipe mostram leve sinal de crescimento
Baixar áudioO mais recente Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta que o número de casos de Síndrome Respiratória Grave (SRAG) segue com sinal de queda em quase todas as Unidades da Federação (UF). A exceção do recuo de casos foi registrada nos estados de Rondônia, Piauí, Bahia e Sergipe, os quais mostram leve sinal de crescimento. A análise é referente à semana epidemiológica 32, de 9 a 15 de agosto.
Mesmo com a diminuição de casos de SRAG no país, os pesquisadores do InfoGripe reforçam que a vacina é a principal forma de prevenção contra casos graves e óbitos pelos principais vírus que causam SRAG, como influenza, VSR e Covid-19.
Apesar da tendência de queda nos casos de SRAG, o InfoGripe aponta que 11 UFs ainda estão com incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas.
Confira as 11 UFs em que há casos de SRAG em alerta, risco ou alto risco:
O Boletim informa, ainda, que há um sinal de início ou manutenção da queda dos casos de SRAG por VSR no país. No entanto, mesmo com tendência de queda, os casos de SRAG por VSR continuam altos em Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima, São Paulo, Santa Catarina, Sergipe e Rio Grande do Sul.
Já os casos graves por influenza B seguem com alta no Rio Grande do Sul, mas mostram sinais de desaceleração do crescimento no Espírito Santo e Minas Gerais.
Em relação à Covid-19, o número de casos semanais está em um patamar baixo de incidência em todas as UF. Também há uma manutenção do aumento das hospitalizações por metapneumovírus em toda a Região Sul, além de São Paulo, Pernambuco, Amazonas e Sergipe, e de rinovírus na Bahia, São Paulo e Espírito Santo. Segundo os pesquisadores, o cenário não tem impacto relevante nos casos de SRAG em boa parte desses estados.
A atualização mostra, ainda, que quatro das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana 32, sendo: Aracaju, Cuiabá, Salvador e Porto Alegre.
Além disso, três capitais apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, mas sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Belo Horizonte, Florianópolis e São Luís.
Em 2026, já foram notificados 137.551 casos de SRAG, 54% com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Entre os casos positivos, 18,2% foram de influenza A e apenas 5,4% de influenza B. Por outro lado, 42,2% foram de vírus sincicial respiratório, 30,1% de rinovírus e 3,9% de Sars-CoV-2 (Covid-19).
Copiar o texto
Baixar áudioO Dia D da Campanha de Multivacinação ocorre neste sábado (22) em todo o Brasil. Estarão disponíveis imunizantes que protegem contra 20 doenças graves, como meningites, tuberculose e cânceres associados ao HPV. O principal foco de vacinação são crianças e adolescentes menores de 15 anos. A campanha segue até o dia 1º de setembro e o objetivo é a atualização de vacinas.
Pela primeira vez, a campanha conta com a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20), incorporada em junho de 2026 ao Calendário Nacional de Vacinação. O imunizante amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, como pneumonias e meningites. A vacina é indicada para crianças menores de 5 anos, conforme o esquema vacinal.
Segundo o Ministério da Saúde, mais de 180 milhões de doses foram distribuídas para garantir a vacinação em todo o país ao longo deste ano até agora. As vacinas mais aplicadas foram contra influenza, sarampo (tríplice viral) e poliomielite foram as mais aplicadas.
Confira quais vacinas estarão disponíveis no Dia D, conforme a faixa etária, o histórico vacinal e a indicação:
A pasta informou que a estratégia tem o intuito de ampliar as coberturas vacinais, fortalecer a proteção coletiva e facilitar o acesso às vacinas ofertadas de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida tem como foco contribuir para a prevenção de doenças imunopreveníveis em todo o país.
Considerando o aumento de casos de sarampo na região das Américas e do registro de casos importados no Brasil, o Ministério da Saúde mantém a vacinação indiscriminada contra a doença para pessoas de 6 meses a 59 anos em Guarulhos, São Bernardo do Campo e na capital paulista para evitar a reintrodução do sarampo no país.
A mobilização, que começou em 3 de agosto, já aplicou mais de 529,8 mil doses da vacina tríplice viral nos três municípios até o dia 14 de agosto. Desse total, 87,2 mil doses foram destinadas a crianças de 5 a 11 anos, o que representa 16,5% das aplicações.
Em novembro de 2024, o Brasil recebeu a recertificação da eliminação da circulação endêmica do sarampo pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) – status que é mantido atualmente. No Dia D e até o fim da campanha, a proteção contra o sarampo também pode ser atualizada em todos os estados.
Copiar o texto
Baixar áudioO Ministério da Saúde anunciou o reforço da vacinação contra o sarampo nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, no estado de São Paulo. A recomendação amplia a oferta do imunizante para todas as pessoas com idade entre 6 meses e 59 anos, de forma indiscriminada, durante a Campanha de Multivacinação, que será realizada entre 3 de agosto e 1º de setembro. A medida foi adotada após a identificação de uma cadeia de transmissão do vírus nos três municípios.
A campanha contará com o reforço no abastecimento de vacinas. Em 2026, o Ministério da Saúde já distribuiu mais de 7,2 milhões de doses da vacina tríplice viral aos estados e municípios, sendo que cerca de 2,9 milhões já foram aplicadas em todo o país. A vacina é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e faz parte do Calendário Nacional de Vacinação para pessoas de 12 meses a 59 anos.
Além das doses previstas no calendário, o Ministério da Saúde também orienta a aplicação da chamada “dose zero” em crianças de 6 a 11 meses, quando há circulação do vírus. A estratégia busca ampliar a proteção desse grupo, considerado mais vulnerável às formas graves da doença.
Segundo o balanço mais recente, o Brasil confirmou 14 casos de sarampo em 2026. Três ocorrências registradas no início do ano já foram encerradas, enquanto um surto ativo com 11 casos permanece em investigação, sendo nove na capital paulista e dois em São Bernardo do Campo. De acordo com o Ministério da Saúde, a região apresenta intensa circulação de pessoas e elevado fluxo internacional de viajantes, fatores que favorecem a introdução do vírus.
Em relação à cobertura vacinal, o país atingiu 92,9% na primeira dose e 78,3% na segunda dose da vacina tríplice viral em 2025. Nos municípios contemplados pela nova recomendação, os índices de cobertura da segunda dose permanecem abaixo do ideal para ampliar a proteção coletiva, reforçando a importância da imunização.
O Ministério da Saúde reforça que manter a caderneta de vacinação atualizada é a principal medida para prevenir o sarampo, evitar novos surtos e impedir a reintrodução da doença no país.
VEJA MAIS:
Copiar o texto
Baixar áudioOs casos de vírus sincicial respiratório (VSR), principal causa de bronquiolite em crianças pequenas, apresentam tendência de redução em grande parte do Brasil. No entanto, a circulação do vírus ainda permanece elevada em diversos estados, segundo o novo Boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (16) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O levantamento também aponta queda nas internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas tendências de curto e longo prazo, considerando a Semana Epidemiológica 27, entre os dias 5 e 11 de julho.
A análise mostra que a diminuição das hospitalizações por SRAG entre crianças de até 4 anos é impulsionada, principalmente, pela redução dos casos associados ao VSR. Já entre jovens, adultos e idosos, a queda está relacionada à diminuição das internações por influenza A, enquanto, na faixa etária de 5 a 14 anos, a redução ocorre sobretudo em razão da menor circulação do rinovírus.
Apesar do cenário mais favorável, os pesquisadores alertam que o VSR ainda provoca elevado número de casos graves em diversos estados. O crescimento das infecções permanece concentrado na Região Sul, além de Minas Gerais e Maranhão. Em outras unidades da Federação, embora haja sinais de estabilização ou queda, os níveis de circulação do vírus seguem elevados.
No panorama nacional, cinco estados apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento nas últimas semanas: Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Outras 17 unidades da Federação continuam registrando incidência elevada de SRAG, porém sem crescimento sustentado.
O boletim também aponta um leve aumento das hospitalizações por Covid-19 no Amazonas, embora a incidência permaneça baixa. Em relação à influenza A, os casos graves continuam elevados em Minas Gerais, Paraná e Roraima, mesmo após o período de sazonalidade da doença em grande parte do país.
Outro destaque do levantamento é o impacto desigual das doenças respiratórias conforme a idade. A maior incidência de SRAG continua concentrada em crianças de até 2 anos, principalmente em decorrência do VSR. Já a maior mortalidade é registrada entre pessoas com 65 anos ou mais, tendo a influenza A como principal agente associado.
Em 2026, o Brasil já contabiliza 115.203 casos de SRAG. Entre as amostras com diagnóstico positivo para vírus respiratórios, o VSR responde pela maior parcela dos registros, seguido por rinovírus, influenza A, influenza B e Sars-CoV-2.
Diante do cenário, a Fiocruz reforça a importância de manter a vacinação em dia e adotar medidas de prevenção, como higienizar frequentemente as mãos, cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar, evitar contato com outras pessoas quando houver sintomas respiratórios e utilizar máscara caso seja necessário sair de casa.
Para acompanhar as próximas semanas epidemiológicas, acesse o Calendário Epidemiológico do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN).
Copiar o texto
Baixar áudioA Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou a vacina Fluprevli, destinada à imunização ativa contra a influenza em pessoas a partir dos 6 meses de idade. A decisão foi publicada na segunda-feira (13) e autoriza o uso do imunizante trivalente (fragmentado e inativado), que protege contra os subtipos influenza A e B.
Segundo a Anvisa, estudos clínicos apontaram elevadas taxas de soroproteção e soroconversão, indicadores da resposta do organismo à vacinação. Os resultados também mostraram eficácia de até 73% na prevenção da influenza em adultos e de até 65% em crianças.
A influenza é uma infecção viral que afeta o sistema respiratório e representa um importante desafio para a saúde pública. A doença pode provocar surtos sazonais, hospitalizações e mortes, principalmente entre crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades.
O registro da vacina foi oficializado por meio da Resolução RE nº 2.743/2026, publicada no Diário Oficial da União (DOU).
VEJA MAIS:
Copiar o texto
Baixar áudioA Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a atualização da composição das vacinas contra a Covid-19 utilizadas no Brasil para acompanhar as variantes em circulação no país. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) por meio da Instrução Normativa nº 454/2026.
A decisão foi aprovada na 12ª Reunião Ordinária Pública da Diretoria Colegiada de 2026.
Pela norma, as vacinas deverão ser monovalentes e conter a cepa LP.8.1 do vírus como antígeno preferencial ou antígenos derivados da cepa JN.1, como XFG ou NB.1.8.1, ou ainda outras formulações que demonstrem ampla resposta de anticorpos neutralizantes ou eficácia contra as variantes do do SARS-CoV-2 em circulação.
Segundo nota publicada pela Anvisa, a diretora da agência, Daniela Marreco, relatou a proposta de nova instrução normativa e destacou que recentemente houve dezenas de registros de casos de síndrome gripal associados à Covid-19. Na avaliação, o dado reforça a necessidade de manutenção de estratégias de vacinação atualizadas no Brasil.
Os imunizantes fabricados anteriormente, inclusive os já distribuídos pelo país, não deverão ser descartados de forma imediata.
A Anvisa estabeleceu um prazo de transição e as vacinas registradas e produzidas antes da atualização poderão ser utilizadas por até nove meses a partir da data da aprovação da atualização pela Anvisa, exceto em casos de manifestação contrária da Agência. A regra também vale para as vacinas que já foram distribuídas em território nacional.
Pela medida, os fabricantes que possuem vacinas com composição diferente da prevista na instrução deverão protocolar um pedido de atualização junto à Anvisa. O protocolo deve conter uma série de dados, como de qualidade, produção e imunogenicidade em modelos animais. Além disso, quando necessário, também será preciso prestar informações de segurança e eficácia, conforme os critérios estabelecidos pela agência e pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
A Instrução Normativa estabelece ainda que, para a decisão da Anvisa quanto à atualização da composição da vacina contra a Covid-19, serão considerados os dados existentes sobre a vacina, quando utilizada em esquemas de imunização primária e como dose de reforço.
A Instrução Normativa nº 454 entrou em vigor na data de sua publicação e revoga a Instrução Normativa nº 429, de março de 2026.
Copiar o texto
Baixar áudioOs casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apresentam início de queda após quase cinco meses consecutivos de alta no Brasil. É o que aponta a mais recente edição do Boletim InfoGripe, divulgada nesta quinta-feira (9) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
A redução nacional é explicada, principalmente, pelo crescimento mais lento das internações causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR) e pela queda das hospitalizações por influenza A e influenza B. Ainda assim, o levantamento alerta que o número de ocorrências ainda permanece elevado em grande parte do país.
Segundo o InfoGripe, seis estados permanecem em níveis de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com tendência de crescimento no longo prazo. A lista inclui Amazonas, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Roraima e Santa Catarina.
Os casos de SRAG associados ao VSR continuam em alta em todos os estados da Região Sul, além de Minas Gerais e São Paulo, no Sudeste, e Roraima, na Região Norte. Nas demais unidades da federação, a Fiocruz já identifica estabilização ou redução das ocorrências.
Em relação à influenza A, o estudo mostra que o período de maior circulação do vírus já terminou na maior parte do país. Mesmo assim, os casos graves ainda permanecem em níveis elevados no Acre, em Minas Gerais, no Paraná, em Roraima e em São Paulo, apesar da tendência de queda.
Já a influenza B segue em crescimento em diversos estados do Centro-Sul, entre eles Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Por outro lado, Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo já apresentam sinais de estabilização ou início de redução dos casos.
O boletim também destaca a situação do Amazonas, onde o aumento das ocorrências de SRAG entre idosos está, provavelmente, relacionado ao crescimento das hospitalizações por Covid-19.
Entre as capitais brasileiras, 9 apresentam níveis de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo.
Entre elas estão Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), Manaus (AM), Palmas (TO), Porto Alegre (RS) e Rio Branco (AC).
Em Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre, o aumento dos casos está concentrado principalmente entre crianças menores de dois a quatro anos. Em Rio Branco, o crescimento ocorre entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos. Já Belo Horizonte, Florianópolis, Manaus e Rio Branco também registram avanço das internações entre idosos.
Mesmo com o início da queda nas hospitalizações por SRAG, os pesquisadores da Fiocruz reforçam que o volume de casos ainda é elevado e recomendam a manutenção das medidas de prevenção. Entre as orientações estão:
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:
Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:
O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 4 de julho, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 26. Confira outros detalhes no link.
VEJA MAIS:
Copiar o textoPrazo para imunização de quem não recebeu a vacina na idade indicada foi ampliado
Baixar áudioO Ministério da Saúde prorrogou a estratégia nacional de vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) voltada a adolescentes e jovens de 15 a 19 anos que não têm registro de imunização. A campanha seguirá até 31 de dezembro de 2026 em todo o país.
Segundo o Ministério da Saúde, a iniciativa já resultou na aplicação de quase 300 mil doses desde seu lançamento. Desse total, mais de 124 mil foram administradas em meninas e cerca de 163 mil em meninos da faixa etária contemplada.
Com a prorrogação, estados e municípios deverão reforçar as ações para identificar e vacinar quem ainda não recebeu a dose. A orientação é que a imunização também ocorra fora das unidades básicas de saúde, com atividades em escolas, universidades e outros locais frequentados pelo público-alvo.
A vacinação é considerada a principal estratégia de prevenção contra o HPV, vírus relacionado ao câncer do colo do útero e a outras doenças associadas à infecção, incluindo diferentes tipos de câncer.
Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam que o Brasil poderá registrar aproximadamente 19,3 mil novos casos de câncer do colo do útero por ano no período entre 2026 e 2028, reforçando a importância da ampliação da cobertura vacinal.
Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a vacinação contra o HPV integra o calendário de rotina para meninas e meninos de 9 a 14 anos. Excepcionalmente, até o fim de 2026, adolescentes e jovens de 15 a 19 anos que perderam a oportunidade de se imunizar também poderão receber a vacina gratuitamente.
O imunizante continua disponível para grupos com indicação específica, entre eles pessoas que vivem com HIV, transplantados, pacientes em tratamento oncológico, usuários da profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e pessoas com papilomatose respiratória recorrente.
Quem deseja verificar se já recebeu a vacina pode consultar o histórico de imunização pelo aplicativo Meu SUS Digital.
Consulte as informações da campanha de vacinação contra o HPV
VEJA MAIS:
Copiar o texto