Vacinação

03/02/2023 17:14h

Desde 2022, o imunizante foi liberado para uso emergencial

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Na última segunda-feira (31), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu o pedido do laboratório Pfizer para registro definitivo da vacina Comirnaty bivalente BA.4/BA.5. Desde novembro de 2022, o imunizante foi liberado para uso emergencial, especialmente em adolescentes, acima de 12 anos de idade. 

A infectologista Rosana Ritchmann explica que essa vacina oferece proteção para a cepa original da Covid-19 e também para suas variantes, como a Ômicron. 

“A vacina bivalente é diferente porque ela é composta por tantos antígenos que vão induzir proteção contra aquela cepa ancestral, a cepa original de Wuhan, mas também contra a cepa que anda circulando há mais de um ano por aqui, que é a Ômicron. Então a resposta imunológica é mais específica para a cepa que está circulando. Isso não significa que aquela vacina monovalente, que nós usamos até agora, não funcione. Pelo contrário; ela tem uma ação indireta para essa variante Ômicron. Só que essa vacina bivalente é mais específica,” destacou Ritchmann.  

A infectologista ainda informa que a expectativa para a vacinação no Brasil começa em fevereiro e será dividida em grupos prioritários. “A vacinação no Brasil começa a partir do dia 27 de fevereiro e o Ministério de Saúde dividiu em quatro grupos de prioridades. O primeiro grupo são pessoas acima de 70 anos, os pacientes com alguma imunodeficiência e aquelas  que moram em lugares distantes e de difícil acesso à saúde, como indígenas, quilombolas e ribeirinhas. Depois, o segundo grupo são pessoas de 60 anos. O terceiro grupo são gestantes e puérperas. E o último grupo são profissionais da saúde”, explicou a infectologista. 

O pedido de análise segue em avaliação para verificar se  benefícios e riscos do produto são satisfatórios no contexto epidemiológico atual, por isso a Pfizer deve apresentar estudos clínicos e outros dados, a fim de comprovar a qualidade, a segurança e a eficácia do produto. Em nota, a Anvisa informou que “não é possível antecipar outras informações ou prazo antes da conclusão do processo”.
 

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30/01/2023 10:17h

Campanha "Vacina, parentinho!" contribui na comunicação comunitária e na distribuição de materiais informativos para os povos tradicionais dos municípios da Amazônia Legal. Iniciativa também é voltada para rádios, com a distribuição de três spots de utilização gratuita

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O Fundo das Nações Unidas para a Infância em parceria com o Instituto Peabiru lançou, em janeiro, campanha de incentivo à vacinação indígena, a "Vacina, parentinho!". A iniciativa conta com a participação de lideranças e organizações indígenas e outros parceiros que estão unidos para aumentar a adesão e as coberturas vacinais dentro dos territórios tradicionais. 

Segundo Antônio Carlos Cabral, especialista em Saúde e HIV do UNICEF, a vulnerabilidade dos povos indígenas diante da covid-19 mais uma vez evidenciou a necessidade de fortalecimento das políticas públicas de saúde indígena. “Para o UNICEF é fundamental garantir a vacinação e, consequentemente reverter o baixo índice de cobertura vacinal  da população indígena, em especial as crianças. Também, identificar, registrar e monitorar as crianças não imunizadas, impedindo que doenças graves e risco de mortalidade afetem esta população, como o sarampo e a paralisia infantil”. 

Visando garantir a representatividade e fazer valer a voz indígena, diversas lideranças participaram da campanha dando depoimentos e convidando a população indígena a se vacinar. Entre elas está Puyr Tembé, coordenadora da Federação das Povos Indígenas do Pará (FEEPIPA). A mulher indígena é voz ativa na defesa dos direitos das comunidades tradicionais. Ela destaca que os indígenas sofrem constantemente com ameaças oriundas dos conflitos socioambientais. Para defender a existência do seu povo e de todos os povos indígenas, Puyr também defende as vacinas. “A vacina salva vidas e é muito importante para a continuidade das nossas gerações”, declara. 

A campanha disponibiliza materiais em formatos físicos e digitais, como explica o gerente de projetos do Instituto Peabiru, Cláudio Melo. “Além da versão digital, nós imprimiremos cartazes e banners da campanha que serão entregues às comunidades indígenas com quem temos parceria. Em relação aos spots, qualquer rádio interessada pode veicular de forma gratuita o material”, declara. Os materiais serão compartilhados nas redes sociais dos parceiros interessados. 

VACINA, PARENTINHO: PARA EMISSORAS DE RÁDIO:

Os três spots "Vacinação Indígena - União Sagrada", "Vacinação Indígena - Histórico" e "Vacinação Indígena - Ancestralidade" são de uso gratuito e estão disponíveis para download neste conteúdo (no topo da página). Também podem ser acessados neste link.

VACINA, PARENTINHO: Combate à desinformação e protagonismo da juventude

Com a desinformação provocada pelas fake news, ainda há resistência ao uso dos imunizantes nas aldeias. Por isso, vídeos, cards e spots de rádio foram criados para explicar a importância das vacinas e a necessidade de seu uso, impedindo o avanço de doenças graves nas comunidades tradicionais. 

Patrícia Guajajara integra a Rede de Jovens Comunicadores na Amazônia. A indígena mora na aldeia Xupé, na Terra Indígena Araribóia, no município de Amarante, no Maranhão. Ela conhece bem o impacto negativo das fake news nas aldeias. Foi com muito diálogo que sensibilizou e desconstruiu notícias falsas sobre as vacinas. “Quando a gente ama uma pessoa, a gente fala de coisas boas para ela. A vacina é uma coisa boa, por isso falamos dela para os nossos parentes”. 

VACINA, PARENTINHO: Pacto pela vacinação indígena

Jaqueline Xucuru é secretária municipal de saúde em Pesqueira, no Ceará. A liderança trabalha arduamente para garantir vacina aos povos indígenas da região. “A vacinação é um direito e precisa ser um acordo mútuo entre os serviços de saúde, os profissionais de saúde e sobretudo entre a população indígena”.

Visão defendida também por Luiz Penha Tucano, profissional da vigilância em saúde do município mais indígena do Brasil, São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas. Para Luiz, a adesão das lideranças faz diferença na imunização. O primeiro passo é explicar esta importância. “A vacina é um dos grandes avanços e uma grande aliada que nos ajuda a combater diversos males que entram nas aldeias”. 

Como forma de sensibilizar gestores públicos e sociedade civil, o UNICEF desenvolveu a Busca Ativa Vacinal. A nova ferramenta e metodologia social visa aumentar a cobertura vacinal de crianças e adolescentes, com olhar prioritário para indígenas e outras populações mais vulneráveis. Os 2023 municípios que participam do Selo UNICEF já aderiram à iniciativa. 

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26/01/2023 20:30h

Imunizantes protegem contra novas variantes e serão aplicados em grupos prioritários a partir do dia 27 de fevereiro

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O Ministério da Saúde vai iniciar campanha de reforço contra a Covid-19 com vacinas bivalentes a partir do dia 27 de fevereiro. A primeira fase de vacinação será direcionada para os grupos prioritários de pessoas acima de 70 anos, imunocomprometidos e comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas. O plano de imunização para 2023 foi divulgado nesta quinta-feira (26), na primeira reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) do ano. 

  • Fase 1: pessoas acima de 70 anos, imunocomprometidos, comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas;
  • Fase 2: pessoas entre 60 e 69 anos;
  • Fase 3: gestantes e puérperas;
  • Fase 4: profissionais de saúde.

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, defende um “movimento nacional” com participação da sociedade e dos governos federal e estaduais. Ela ressalta a importância de uma ação estratégica coordenada. 

“Estou muito confiante nessa ação de vacinação, mas sabendo que ela é muito complexa. Não deveríamos ter tantos problemas de confiança, mas temos. Então vamos trabalhar para reduzir todos os gargalos. A resposta não será única. O Brasil  é muito diverso. Alguns municípios avançaram muito na vacinação e muito bem, outros não. Olhar esse diagnóstico”, afirma a ministra.  

As vacinas bivalentes são aquelas que oferecem proteção contra mais de uma cepa de determinado vírus. Em novembro de 2022, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso temporário e emergencial de dois imunizantes da empresa Pfizer contra a Covid-19. 

  • Bivalente BA1 – protege contra a variante original e também contra a variante Ômicron BA1.  
  • Bivalente BA4/BA5 – protege contra a variante original e também contra a variante Ômicron BA4/BA5.  

Hemerson Luz, infectologista do Hospital das Forças Armadas (HFA), explica que pessoas com o esquema de vacinação completo têm menos chances de evoluir para casos graves da doença. Ele destaca a importância da utilização dos imunizantes bivalentes. 

“Estudos indicam que após três ou quatro meses da última dose da vacina ocorre uma perda na eficácia dos anticorpos neutralizantes para proteger contra a Covid-19. Essas vacinas bivalentes vão aumentar o número de anticorpos e poderão proteger contra essas subvariantes que hoje dominam o cenário epidemiológico”, explica. 

A análise epidemiológica de Covid-19 mais recente, divulgada pelo Ministério da Saúde, mostra que 12 estados brasileiros apresentam redução na variação de mortes, oito registram aumento nos óbitos e sete permanecem com números estáveis.  O Brasil contabiliza mais de 36,7 mil casos da doença e 696.324 mortes. 
 
A aposentada Maria José de Oliveira, de 61 anos, tomou as quatro primeiras doses da vacina contra o coronavírus e se diz pronta para tomar quantas mais forem necessárias. Ela conta que não sentiu nada ao ser imunizada e acredita que os cuidados foram essenciais para que não contraísse a doença. 

“Para evitar a doença em mim e nos outros também. Eu não senti nada, foi maravilhoso. Por favor, tome [a vacina] vai ser muito bom para a saúde de todos vocês, das suas famílias, seus amigos e do mundo inteiro. Cada um faz a sua parte”, comenta a aposentada. 
 

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Saúde
26/01/2023 15:15h

A entrega faz parte das negociações do Ministério da Saúde com o laboratório norte-americano para o adiantamento das remessas

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Mais de 7,7 milhões de doses de vacinas contra Covid-19 da Pfizer para crianças de 6 meses a 11 anos de idade chegaram ao Brasil. A entrega é parte do aditivo de 50 milhões de doses e fruto das negociações do Ministério da Saúde com o laboratório norte-americano para o adiantamento das remessas. Os lotes desembarcaram no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP).

As doses serão divididas em dois lotes. O primeiro de 7,2 milhões e o segundo de 550 mil doses. Ao todo, serão 4,5 milhões de vacinas direcionadas para as faixas etárias de 6 meses a 4 anos e 3,2 milhões de doses destinadas ao público de 5 a 11 anos. As vacinas passarão por análise do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) e serão distribuídas para todos os estados e o Distrito Federal nos próximos dias. Com a chegada da remessa, a intenção do governo federal é ampliar a campanha de vacinação para esta faixa etária. 

O Ministério da Saúde reforça que a vacinação das crianças é fundamental para proteger esse público contra formas graves da Covid-19 e evitar mortes por causa da doença. Os imunizantes são seguros e aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). É o que atesta o médico infectologista consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, Marcelo Daher. 

“Hoje, temos recomendado a vacinação das crianças e não estamos conseguindo fazer a vacinação porque não tem vacina. Então, isso é importante. A compra da vacina traz credibilidade para o programa”, explica o especialista. “Se vacinarmos as crianças contra a Covid-19, teremos formas mais brandas da doença, com redução da chance de internação com formas graves”, avalia. 

De acordo com dados técnicos do Ministério da Saúde, levando em conta registros até o início de dezembro de 2022, desde o início da pandemia, mais de 3.500 crianças e adolescentes já morreram por conta da Covid-19. Ao todo, já foram notificados mais de 57,3 mil casos em crianças e adolescentes de até 19 anos. Só no ano passado, foram 850 mortes causadas pela doença. 

A coordenadora do Departamento de Pediatria Ambulatorial da Sociedade de Pediatria do Distrito Federal, Andrea Jácomo, destaca a importância da chegada dessas novas vacinas para atender essa faixa etária. “Em 2022, em relação à síndrome respiratória aguda grave na faixa etária pediátrica, ou seja, os menos de 19 anos, nós tivemos mais de 20 mil casos. Do total, mais de 14, 5 mil tinham menos de 5 anos”, observa a médica. "Então, é muito importante que essas doses cheguem e que sejam distribuídas nos postos de saúde”, diz. 
 

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14/01/2023 04:00h

De acordo com a Fiocruz, o vírus responde por 59% dos casos em crianças de 0 a 4 anos

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Casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) aumentam no país entre crianças e adolescentes, principalmente na faixa etária entre 5 e 11 anos. Os dados são do novo boletim InfoGripe, divulgado na última quinta-feira (12) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O levantamento considera dados epidemiológicos das últimas quatro semanas, período que corresponde de 11 de dezembro a 07 de janeiro. 

De acordo com a Fiocruz, o vírus responde por 59% dos casos de SRAG com resultado laboratorial positivo em crianças de 0 a 4 anos de idade.  Já nas faixas etárias mais velhas, incluindo as crianças e os adolescentes de 12 a 17 anos, os casos de Covid são a principal causa de doença respiratória no último mês. 

As regiões que mais foram afetadas pela síndrome foram: São Paulo, Distrito Federal e nos três estados da região Sul. Também foi observada a presença acentuada do vírus no grupo de 0 a 4 anos no Espírito Santo, Minas Gerais e Roraima. 

De acordo com a infectologista Rosana Richtmann, existem duas explicações para a incidência do vírus. “A SRAG ou Síndrome Respiratória Aguda Grave varia conforme o momento epidemiológico e sazonalidade no nosso país. Ou seja, em diferentes regiões e momentos, nós temos diferentes circulação do vírus”, explica.

Nos primeiros dois anos da pandemia, segundo estudo da Fiocruz, a doença foi responsável pela morte de duas crianças de até 5 anos por dia no Brasil. Até o momento, apenas cerca de 39% da população infantil de três  a onze anos finalizou o esquema vacinal contra a doença no país, de acordo com a Fundação. 

Vacinas contra Covid

De acordo com Ministério da Saúde, 754 mil doses da CoronaVac foram recebidas nesta quarta-feira (11) para reforçar a vacinação contra a Covid-19. As primeiras doses devem ser usadas para dar continuidade à imunização de crianças de 3 a 11 anos. Segundo a pasta, uma nova compra deve ser realizada nos próximos dias, garantindo 2,6 milhões de doses no total.

O médico infectologista, Julival Ribeiro, explica a importância de se completar o ciclo vacinal, e de continuar a prevenção por meio de cuidados básicos. “É importante salientar que a pandemia não acabou, tem várias subvariantes circulando no mundo. Temos que nos cuidar. Todas as pessoas devem ser vacinadas contra a Covid-19. E aquelas que não receberam a dose de reforço devem fazer. Daí a importância de se vacinar o ciclo completo justamente para se prevenir de casos graves, hospitalizações e morte”. 

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07/01/2023 18:20h

Especialistas alertam para a importância da vacinação no combate à nova cepa

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O Brasil confirma o primeiro caso de pessoa contaminada com a variante XBB.1.5 do coronavírus, afirma a Rede Dasa. A vítima é uma paciente de 54 anos do interior de São Paulo, moradora da cidade de Indaiatuba

Ainda de acordo com a Dasa, que é líder em medicina diagnóstica no Brasil e na América Latina, a amostra foi coletada em novembro de 2022, mas a confirmação da nova variante ocorreu apenas agora devido ao tempo necessário para o sequenciamento das mais de 1.300 amostras selecionadas naquele mês.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES) afirma que mantém o monitoramento do cenário epidemiológico em todo o território estadual. “A confirmação de variantes ocorre por meio de sequenciamento genético e, no momento, um caso da variante XBB.1.5 foi confirmado por um laboratório particular e está sob acompanhamento junto ao município de origem”, diz parte do documento. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a OMS, a variante XBB é uma recombinação de sublinhagens da Ômicron, com uma “vantagem de crescimento” sobre outras cepas identificadas e potencial de contaminação cinco vezes maior. Nos Estados Unidos, onde a nova mutação do vírus surgiu, o número de casos registrados da variante representava 1%. Nesses primeiros meses de janeiro representam 40%. 

Casos de Covid-19 e dengue preocupam neste fim de ano

COVID-19: governo federal compra 50 milhões de vacinas

Médico infectologista de Goiás, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, Marcelo Daher explica que não há motivo para alarde da população, embora alerte para a importância da vacinação. O especialista explica que os números de casos nos irão aumentar nos próximos dias, mas que as pessoas vacinadas estarão protegidas, destacando a importância de se adotarem as medidas de segurança, recomendadas pelas autoridades de saúde pública. 

“Provavelmente teremos um novo pico da doença, uma nova onda com transmissões intensas, mas sem maiores gravidades”, comenta. “O que precisamos reforça: a vacina traz proteção, não protege contra as infecções, mas protege contra os casos graves da doença”, diz. 

Segundo dados do Ministério da Saúde, mais de 170 milhões de pessoas estão vacinadas com as duas doses, o que equivale a 80% da população. Médico infectologista do Distrito Federal, Julival Ribeiro explica que a nova variante tem forte poder de transmissão e consegue driblar o sistema imunológico, fazendo com que as vacinas percam força e piorando alguns quadros. Daí a importância de completar o ciclo vacinal, além de usar máscara e lavar as mãos constantemente. 

“É importante salientar que a pandemia não acabou, tem várias subvariantes circulando no mundo, inclusive tem milhares de casos ocorrendo envolvendo duas subvariantes na China. Temos que nos cuidar”, alerta. “Todas as pessoas devem ser vacinadas contra a Covid-19. E aquelas que não receberam a dose de reforço devem fazer. Daí a importância de se vacinar o ciclo completo justamente para se prevenir de casos graves, hospitalizações e morte”, orienta. 

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02/01/2023 16:12h

Especialistas voltam a alertar que a vacinação é a melhor estratégia para combater o avanço da Covid-19 no país

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Especialistas no combate à Covid-19 são categóricos e destacam que a transmissão do vírus não acabou, de modo que todo cuidado é pouco. Entre as medidas protetivas indicadas por médicos infectologistas contra o avanço do coronavírus no Brasil está a vacinação. Diante disso, o governo federal anunciou a compra de 50 milhões de doses adicionais da vacina. 

Com o acordo firmado junto à farmacêutica Pfizer, o número total de doses chegará a 150 milhões. A entrega dos imunizantes ocorrerá no segundo trimestre de 2023, entre os meses de abril e junho. O novo contrato do Ministério da Saúde com a Pfizer estabelece que serão compradas vacinas bivalentes para pessoas acima de 12 anos, e doses monovalentes para as faixas etárias de 6 meses a 11 anos. 

Ainda segundo o acordo, a farmacêutica poderá entregar imunizantes adaptados a novas variantes que venham a ser aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para o médico infectologista, Julival Ribeiro, a vacina sempre é a melhor estratégia para se evitar casos mais graves da doença. “Quanto mais vacinas estiverem disponíveis para a população brasileira, melhor. Isso porque a vacina é a melhor estratégia para se evitar casos graves e mortes”, destaca o especialista. “O ministério também recebeu a vacina bivalente, que é muito importante, porque essa vacina vai nos dar proteção sobre as cepas do coronavírus que estão circulando aqui no Brasil”, esclarece o médico. 

Ainda de acordo com Ribeiro, por conta das festas de fim de ano, o aumento dos casos no país inteiro, nos últimos dias, torna o quadro preocupante, sobretudo com a aproximação do Carnaval. O especialista defende uma mobilização geral do governo em todas as esferas para alertar a população sobre a importância da vacina. 

“O que estamos observando, na realidade, é um aumento do número de casos no país inteiro e isso é preocupante. As cepas que estão circulando aqui no Brasil são altamente transmissíveis”, alerta. “O mais importante nesse momento, é, através de todas as mídias, o governo federal, estadual e distrital mostrarem a importância da vacina. Um estudo recente mostrou que a vacina é a melhor estratégia para quem quer evitar a infecção por covid-19, diminuindo ou até evitando o número de mortos”, observa. 

Cozinheira há 13 anos, Vanda Maria da Cruz, 53 anos, lamenta que houve um desleixo por conta da população em relação aos cuidados contra a doença. Segundo a profissional da cozinha, não adianta o governo fazer a parte dele se o povo não se cuidar adequadamente. “A população relaxou muito, até mesmo no uso de máscara. Quando a gente se protege, não é só contra a covid, mas de outras infecções também”, destaca. “Eu faço o uso de máscara constantemente, andando dentro do ônibus. Quando estou gripada evito contato com outras pessoas e, assim, a gente vai levando”, diz. 

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretarias de Saúde (Conass), até o momento, mais de 36,3 milhões de pessoas já foram contaminadas em todo o país. Quase 694 mil foram a óbito. O Ministério da Saúde informa que, a partir de dados das Secretarias Estaduais de Saúde, mais de 182,4 milhões pessoas já foram vacinadas com a primeira dose, no Brasil. O número representa 84,91% da população total. Mais de 172, 4 milhões de pessoas receberam a segunda dose, ou seja, 80,27% da população. Outras 107 milhões, que correspondem a 50% dos brasileiros, já tomaram a dose de reforço. 

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28/12/2022 04:00h

De acordo com infectologistas, é inevitável uma explosão da dengue a partir de fevereiro de 2023. Já em relação à covid, apesar dos altos índices de vacinação, é preciso reforçar os cuidados de proteção

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Especialistas apontam um cenário preocupante em relação  ao controle da  dengue no Brasil em 2023, inclusive  com a projeção de  grande expansão dos casos da doença a partir de fevereiro.  Essa perspectiva técnica se justifica,  sobretudo, por conta do grande volume  de chuvas  acontece no Brasil quase inteiro neste fim de ano. Seguidas de sol, as chuvas frequentes  aumentam ainda mais as chances de acumulação de   possíveis reservatórios do mosquito aedes aegypti, o principal transmissor da moléstia. Isso provocaria, inclusive, aumento da taxa de mortes, entre os infectados. 

“Temos que prestar muita atenção neste cenário, porque a gente corre sério risco de uma doença sem controle”, lamenta o médico infectologista consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia do estado de Goiás, Marcelo Daher. 

De acordo com dados do Ministério da Saúde, o número de casos de dengue no Brasil subiu quase 185% entre janeiro e o início do mês de outubro deste ano de 2022, se comparado ao mesmo período de 2021. Ainda de acordo com o órgão, a região Centro-Oeste é recordista de diagnósticos, com quase dois mil casos por 100 mil habitantes, sendo o estado de Goiás o que apresenta os maiores índices em comparação aos dois anos, saltando de 39.167 em 2021 para quase 145 mil registros em 2022.. 

Na sequência, vêm as regiões Sul e Sudeste, com históricos, respectivamente, de 1.038 casos por 100 mil habitantes e 504 casos por 100 mil habitantes. Outro membro da Sociedade Brasileira de Infectologia, Antonio Carlos Bandeira, que é da Bahia, explica que a existência de um corredor de contaminação formado entre o Centro-Oeste e o Sul do país, motivado por questões climáticas, tem facilitado a expansão cada vez maior em municípios nunca antes ocorridos. 

“Tem sido muito intenso, expandindo o número de casos nas regiões Sudeste e Sul e também um quantitativo de casos muito altos nessas regiões”, explica o infectologista. “Tem a ver muito com as mudanças climáticas”, observa Bandeira. 

De olho na Covid


Se os mosquitos do aedes aegypti  avançam,  também o  vírus da Covid-19 preocupa autoridades de saúde do mundo inteiro, Com a proliferação recente de novos casos da doença na China, onde surgiram os primeiros casos da  pandemia. No Brasil, novas ondas de Covid-19 registraram um aumento significativo no número de casos da doença causada pelo coronavírus.

Dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, o Conass, divulgados no mês de novembro, por exemplo, mostram que o país mantém uma média móvel alarmante de 22 mil casos diários. O índice, que avalia a média de casos dos últimos sete dias e permite o dimensionamento do cenário epidemiológico, é um dos maiores registrados desde agosto.

Ao enfatizar que o vírus da Covid-19 é bem variável, com enorme capacidade de mutação e fuga dos anticorpos , dificultando, assim, o controle da doença, o médico infectologista consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia  Marcelo Daher, analisa o quadro com preocupação. 

“Estamos longe de ter um controle da Covid. O que a gente percebe hoje no Brasil é um cenário de altas transmissões, mas sem maiores gravidades dos casos, neste momento são formas mais leves da doença, principalmente no mundo ocidental, no meio em que a gente vive, tendo vista as altas taxas de vacinação”, destaca. “O que a gente vê na China hoje reforça ainda mais a importância da vacinação”, pondera 

O médico destaca que, por conta das festas de fim de ano  e constantes viagens, o risco de contaminação ainda é maior nesse período. Recomend,a assim, a necessidade de adoção das medidas de proteção sobre os riscos de contágio, sem que se descarte o uso de máscara. 

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22/12/2022 12:18h

Comunicador, baixe e utilize em sua programação spot com mensagem destinada a pais e responsáveis, para que levem os filhos para vacinação, em uma unidade de saúde mais próxima

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O Fundo das Nações Unidas para a Infância alerta: no Brasil, três em cada dez crianças não receberam vacinas “necessárias para protegê-las de doenças potencialmente perigosas”. Ainda de acordo com a UNICEF, as regiões Norte e Nordeste apresentam os indicadores mais baixos de imunização infantil no país. 

Mobilização 

Diante desse cenário, o Unicef pede o apoio das emissoras de rádio no enfrentamento às baixas coberturas vacinais registradas nos municípios das duas regiões. 

Comunicador, baixe e utilize em sua programação o spot para emissoras de rádio disponibilizado neste conteúdo. Com a duração de 30 segundos, o áudio de livre reprodução traz uma mensagem destinada a pais e responsáveis, para que levem os filhos para vacinação, em uma unidade de saúde mais próxima.

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Saúde
22/11/2022 14:30h

Quase 70 milhões de brasileiros ainda não tomaram reforço da vacina contra a Covid. Entre as crianças de 3 a 4 anos, mais de 95% não tomaram sequer a segunda dose

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Pessoas com a vacinação em atraso, idosos e grupos de risco são os que mais sofrem com a nova onda de Covid-19, que  se alastra há aproximadamente dois meses. Cerca de 69 milhões de brasileiros não tomaram sequer a primeira dose de reforço da vacina, de acordo com o Ministério da Saúde.

O atraso é ainda maior em relação às crianças. Apenas 5,5% entre 3 e 4 anos tomaram duas doses de alguma vacina quatro meses após a aprovação do uso emergencial da Coronavac para essa faixa etária. Para os mais novos, existe a aprovação apenas para uso da Pfizer em pacientes com comorbidades. De acordo com dados do Ministério da Saúde e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), são 5,9 milhões de crianças dessas idades. Apenas 324 mil estão imunizadas com a segunda dose da vacina. E 938 mil tomaram a primeira. Enquanto isso, casos e internações disparam em todo o Brasil. 

Para o pesquisador da Fiocruz Brasília, Claudio Maierovitch, a vacinação pediátrica é fundamental não apenas pensando no controle da circulação do vírus, mas tendo como principal objetivo a proteção das próprias crianças. “Existe uma certa crença, que foi muito difundida especialmente aqui no Brasil, de que as crianças não têm doença grave. E isso é uma mentira. As crianças, numa proporção menor do que os idosos ou do que pessoas que têm outras doenças, podem desenvolver quadros graves. Ao longo do primeiro semestre deste ano, nós tivemos duas crianças morrendo por dia com menos de 5 anos de idade por causa da covid __ e de lá para cá a isso continua acontecendo ainda numa frequência menor, mas continua acontecendo.”  

Segundo o levantamento do Ministério da Saúde, a estratégia de reforçar o calendário vacinal contra o novo coronavírus aumenta em mais de cinco vezes a proteção contra casos graves e mortes pela Covid-19. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) já autorizou a vacinação para crianças entre 6 meses e 4 anos. Já a primeira dose de reforço (terceira dose) é recomendada para todos acima de 12 anos e deve ser aplicada após quatro meses da segunda dose ou dose única.

A taxa de incidência de eventos adversos em crianças e adolescentes que tomaram a CoronaVac no Brasil é de 0,76 para cada 100 mil doses aplicadas, de acordo com o levantamento da Farmacovigilância, do Instituto Butantan. A pesquisa levou em conta as mais de 13 milhões de doses da CoronaVac aplicadas com dados até o final de julho – 11,05 milhões nas crianças de 6 a 11 anos e 2,02 milhões em adolescentes de 12 a 17 anos.

Já em idosos brasileiros, a CoronaVac protegeu cerca de 84,2% contra hospitalizações, 80,8% contra internações em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 76,5% contra mortes, segundo o estudo sobre a efetividade de vacinas, baseado nos dados nacionais do Sistema de Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe), do Ministério da Saúde.

Subvariantes da Ômicron têm alta transmissibilidade

Novas subvariantes já circulam pelo país. A BQ.1 foi encontrada nos estados de São Paulo,  Amazonas, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Espírito Santo. A BE.9 foi identificada pela Rede Genômica Fiocruz no sábado (02/11). no  Amazonas. O infectologista Werciley Junior observa que as novas subvariantes parecem escapar mais facilmente da proteção das vacinas:

“Essa variante tem uma capacidade de fugir dos anticorpos gerados por infecções prévias e pela vacina e gerar uma infecção. Até o momento, a gente tem observado infecções leves, poucos casos com gravidade, mas esse é o nosso medo, de uma infecção leve, de maior proporção se tornar infecções graves. Por enquanto temos aumento dos casos, mas ainda não temos aumento das internações”, explica.  

Com sintomas semelhantes às variantes anteriores, a BQ.1 e BE.9 são menos graves. De qualquer forma, o infectologista Cesar Carranza recomenda completar o esquema vacinal e manter medidas não farmacológicas: “as precauções são as mesmas que já conhecemos: a higiene das mãos, usar máscaras quando formos nos expor a ambientes fechados como transporte público, casas de comercio fechadas, estabelecimentos de saúde etc. É muito importante também que toda a população tome as vacinas e as doses de reforço caso estejam com o calendário vacinal atrasado.” 

Ainda segundo o infectologista Werciley Júnior, é preciso ter atenção especial a respeito da população que está se contaminando neste momento. “a gente tem observado nos relatórios de evidências que a população jovem está sendo mais afetada, ou seja, as pessoas que mais estão se aglomerando.” 

O especialista reforça a necessidade de que se busque a dose de reforço, em especial para os mais vulneráveis à doença. “Com a vacina, você gere anticorpo. Com maior quantidade de anticorpos você tem maior funcionalidade deles e automaticamente mesmo que a variante fuja dos anticorpos, você vai ter alguma ação desses anticorpos e, com isso, evitar doenças sérias. A vacina é primordial, e proteção dos que a gente chama de grupo de risco que são jovens não vacinados, idosos, pessoas que fazem quimioterapia, porque essas pessoas são suscetíveis.” 

De acordo com a Rede Genômica do Instituto Butantan, duas novas sublinhagens da cepa ômicron do vírus causador da Covid-19 foram detectadas pela primeira vez no Brasil, a XBB.1 e CK.2.1.1. Os dados foram divulgados na última quinta-feira (17/11). A amostra de XBB.1 foi encontrada na cidade de São Paulo, e a amostra de CK.2.1.1 foi detectada em Ribeirão Preto. Até o momento, apenas 342 sequências dessa variante haviam sido encontradas no mundo. Ela já foi identificada na Alemanha, nos Estados Unidos, na Dinamarca, na Espanha e na Áustria. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), evidências preliminares sugerem que a subvariante XBB.1 pode trazer um risco maior de reinfecção, comparada a outras sublinhagens da ômicron. O pesquisador Cláudio Maierovitch destaca que é natural que as novas subvariantes escapem mais facilmente das defesas do que o vírus original. “isso tem acontecido a cada sucessão de sub variantes e de variantes. Na medida que ele escapa mais, ele se multiplica com mais velocidade e vai predominando."

Vacinas Bivalentes Contra a Covid-19

A Anvisa está analisando dois pedidos da Pfizer referentes às vacinas chamadas bivalentes (vacinas que já está atualizada para combater as novas variantes do corona vírus). Uma delas contém, além da cepa original, a subvariante ômicron BA.1. Já a outra versão engloba as subvariantes BA.4/BA.5. Nos dois pedidos a fabricante requer a indicação da vacina bivalente para aplicação como dose de reforço na população acima de 12 anos de idade.

Segundo a empresa Pfizer, o reforço com a vacina bivalente se propõe a conferir uma maior proteção frente às variantes Ômicron, variante de preocupação no país. A versão bivalente já foi aprovada na União Europeia e nos Estados Unidos.

Nova lei libera compra de vacinas contra Covid-19 pela iniciativa privada

O Senado promulgou na quarta-feira (16/11) a Lei nº 14.466, que retira a obrigação de a iniciativa privada doar parte das vacinas contra a Covid-19 ao Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2021, no auge do debate sobre a compra de vacinas, foi aprovada a Lei nº 14.125/2021, que permitia que empresas privadas comprassem imunizantes com a condição de que doassem metade do estoque à rede pública. Com a revogação da lei, o setor privado agora pode usar a todas as doses das vacinas adquiridas pelos fornecedores, sem precisar cumprir o requisito da doação de 50%. 

O governo alegou que o cenário atual de vacinação atingiu o patamar de envio de doses suficientes para contemplar o esquema vacinal de 2022, o que justifica a revogação da medida. 

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Brasil 61