Santa Catarina

24/09/2021 19:52h

A decisão foi publicada na edição desta sexta-feira (24) do Diário Oficial da União (DOU)

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O município de Abdon Batista, em Santa Catarina, vai receber recursos do Governo Federal para investir na defesa civil. Ao todo, serão R$20.700 mil reais para a compra de combustível para os veículos que transportam água para a população afetada. A decisão foi publicada na edição desta sexta-feira (24) do Diário Oficial da União (DOU).

Por todo o Brasil, estados e municípios podem solicitar recursos do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), para ações de resposta a desastres naturais e de reconstrução de infraestrutura pública danificada. 

Karine Lopes, diretora de Articulação e Gestão da Defesa Civil Nacional, explica como deve ser feita a solicitação. “Para solicitar o recurso, o ente deve ter o reconhecimento federal de situação de emergência ou estado de calamidade pública. Os pleitos devem ser remetidos por meio do S2iD, o Sistema Integrado de Informações sobre Desastres. É importante que todos os municípios estejam cadastrados e com os cadastros atualizados”, destacou. 

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Como solicitar recursos federais

Para fazer a solicitação, os estados e municípios afetados por desastres naturais devem ter decretado situação de emergência ou estado de calamidade pública. Em seguida, é preciso solicitar o reconhecimento federal ao MDR, por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). O pedido deve atender aos critérios da Instrução Normativa n. 36/2020.

Depois da publicação do reconhecimento federal por meio de portaria no DOU, o ente federado pode solicitar repasses para restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução de infraestrutura pública danificada pelo desastre.

Com base nas informações enviadas por meio do S2iD, a equipe técnica da Defesa Civil Nacional avalia as metas e os valores solicitados. Com a aprovação, é publicada portaria no DOU com a especificação do valor a ser liberado.
 

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14/09/2021 18:00h

Com queda de 25% nas doações desde o início da pandemia, procura maior na hemorrede de Santa Catarina é pelas tipagens A negativo e O negativo

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O Hemocentro Regional de Blumenau faz um apelo à população dos municípios que ficam no Vale do Itajaí Catarinense por novos doadores de sangue. A unidade integra a Hemorrede de Santa Catarina, que registrou queda de 25% nas doações desde o início da pandemia.

A microrregião de Blumenau é composta por 15 municípios, entre eles Brusque, Guabiruba, Pomerode, Rio dos Cedros e Timbó. A coordenadora do Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (Hemosc), Michelen Ghedin, intensifica o pedido por mais candidatos a esse gesto de solidariedade.

“A gente está contornando essa queda nos estoques adotando algumas medidas como a realização de coletas externas, em outras cidades da região, principalmente no oeste do estado. Também adotamos a abertura dos nossos hemocentros em sábados extras para mobilizar a sociedade que não podia faltar o serviço durante a semana. Também adotamos medidas de segurança bastante rígidas de distanciamento, higienização e a prática da doação de sangue por agendamento” afirmou a coordenadora. 

Como estratégia para ampliar o número de doadores, o hemocentro de Blumenau ampliou, no início deste ano, o horário de atendimento. Agora, a unidade atende os voluntários de segunda à sexta-feira, das 8h às 18h, e aos sábados, entre 8h15 e 11h. Devido a pandemia da Covid-19, também é possível agendar a doação de sangue pelo telefone (47) 3322-9801.

Exemplo de solidariedade

Mesmo com a pandemia, alguns catarinenses entendem a importância de continuar doando sangue para salvar vidas. É o caso de Luís Cláudio Rodrigues, de 51 anos. O militar carioca, que agora reside em Santa Catarina, também é doador de medula óssea, já realizou mais de 230 doações de sangue e bateu o recorde como o maior doador do país. Mas o foco, nem é o reconhecimento. Para Luís Cláudio, o que importa é ajudar milhares de pacientes que necessitam de uma transfusão. 

“Eu sou um viciado em salvar vidas. Com ou sem pandemia, os acidentes continuam acontecendo, as cirurgias continuam acontecendo, o câncer não tá preocupado se têm Covid ou se não tem. Essa corrente solidária, ela não pode parar. Seja mais um elo nessa corrente junto comigo e junto com vários, pra não dizer centenas ou milhares de doadores de sangue espalhados em torno do Brasil”, convidou. 

O Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, reforça a importância da doação regular. “Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E, nesse sentido, é importante a doação regular de sangue. Doe sangue regularmente. Com a nossa união, a vida se completa”.

Onde doar sangue em Santa Catarina

Interessados em doar sangue e medula óssea podem procurar, além do hemocentro coordenador do estado, em Florianópolis, um dos seis hemocentros regionais instalados em Blumenau, Chapecó, Criciúma, Joaçaba, Joinville e Lages. A rede também conta com duas unidades de coleta localizadas em Jaraguá do Sul e Tubarão.

O hemocentro regional de Blumenau está localizado na rua Theodoro Holtrup, bairro Vila Nova. Já o Hemosc regional de Chapecó abrange outros 37 municípios, tais como Cunhataí, Flor do Sertão, Formosa do Sul, Guatambu e Iraceminha. O instituto está localizado na rua São Leopoldo, bairro Esplanada. Agende a sua doação de sangue pelo (49) 3700-6401 ou final 6410.

No hemocentro regional de Criciúma, localizado na avenida Centenário, Bairro Santa. Bárbara, os agendamentos são realizados pelo (48) 3444-7410. A região abrange 10 municípios, como Lauro Müller, Morro da Fumaça e Nova Veneza.

Em Joaçaba, o Hemosc tem sede na Avenida XV de Novembro, no Centro. Região é ligada a outros 26 municípios, como Rio das Antas, Salto Veloso, Tangará, Treze Tílias e Vargem Bonita. Para doar sangue, ligue (49) 3527-2218.

Na cidade de Joinville, o hemocentro está localizado na Avenida Getúlio Vargas, bairro Anita Garibaldi. Para agendar a sua doação de sangue, ligue (47) 3481-7424 ou final 7414. A região abrange 11 municípios, sendo Guaramirim, Itapoá, Jaraguá do Sul, Massaranduba e São Francisco do Sul.

Já em Lages, região de Campos de Lages, o Hemosc tem sede na rua Felipe Schmidt, no Centro. Outros 17 municípios vizinhos, como Otacílio Costa, Painel, Palmeira, Rio Rufino e São Joaquim, podem agendar doações pelo (49) 3289-7011. 

Para saber mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades mais próximas de você, veja o mapa abaixo. 

Critérios para doar sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos. 

Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Já os vacinados devem esperar o tempo de imunização, que vai depender da marca do imunizante.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de três meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de dois meses. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas. 

Candidatos à doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea, acesse o portal do Hemocentro.

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14/09/2021 03:00h

Com a queda de 25% nas doações desde o início da pandemia, a demanda pelas tipagens A negativo e O negativo são a maior preocupação

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O Hemocentro Regional de Joinville faz apelo por mais doadores de sangue para os moradores do Norte Catarinense. A unidade integra a Hemorrede de Santa Catarina, o Hemosc, que registrou queda de 25% nas doações desde o início da pandemia. Segundo Tainara Farias, responsável pelo setor de captação de doadores do instituto, a maior procura é pelas tipagens A negativo e O negativo. 

“Nós precisamos que os doadores venham até o hemocentro para auxiliar aqueles pacientes que fazem cirurgias, sofreram algum acidente, tem anemia ou tantas outras situações. Para esses pacientes, a doação de sangue e a transfusão são a chance de sobrevivência deles”, explicou.

O Hemocentro de Joinville abrange outros 10 municípios, como Guaramirim, São Francisco do Sul e Araquari. A instituição também é responsável pela agência transfusional do Hospital Regional Hans Dieter Schmidt e tem ligação com a unidade de coleta do Hemosc, em Jaraguá do Sul. A unidade está localizada na avenida Getúlio Vargas, no bairro Anita Garibaldi. Para agendar a sua doação de sangue, disque (47) 3481 7424 ou final 7414. 

Mesmo com a pandemia, alguns catarinenses entendem a importância de continuar doando sangue para salvar vidas. É o caso de Luís Cláudio Rodrigues, de 51 anos. O militar carioca, que agora mora em Santa Catarina, também é doador de medula óssea. Ele já realizou mais de 230 doações de sangue e bateu o recorde como o maior doador do país. Mas o foco, ele diz, não é o reconhecimento. Para Luís Cláudio, o que importa é ajudar os pacientes que necessitam de uma transfusão. 

“Eu sou um viciado em salvar vidas. Com ou sem pandemia, os acidentes continuam acontecendo, as cirurgias continuam acontecendo, o câncer não tá preocupado se têm Covid ou se não tem. Essa corrente solidária, ela não pode parar. Seja mais um elo nessa corrente junto comigo e junto com vários, pra não dizer centenas ou milhares de doadores de sangue espalhados em torno do Brasil”, reflete Luís Carlos.

O Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, reforça a importância da doação regular. “Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E nesse sentido, é importante a doação regular de sangue. Doe sangue regularmente, com a nossa união, a vida se completa”.

Onde doar sangue em Santa Catarina

Interessados em doar sangue e medula óssea podem procurar, além do hemocentro coordenador do estado, em Florianópolis, um dos seis hemocentros regionais instalados em Blumenau, Chapecó, Criciúma, Joaçaba, Joinville e Lages. A rede também conta com duas unidades de coleta localizadas em Jaraguá do Sul e Tubarão.

Na cidade de Joinville, o hemocentro está localizado na Avenida Getúlio Vargas, bairro Anita Garibaldi. Para agendar a sua doação de sangue, ligue (47) 3481-7424 ou final 7414. A região abrange 11 municípios, sendo Guaramirim, Itapoá, Jaraguá do Sul, Massaranduba e São Francisco do Sul.

O hemocentro regional de Blumenau está localizado na rua Theodoro Holtrup, bairro Vila Nova. Já o Hemosc regional de Chapecó abrange outros 37 municípios, tais como Cunhataí, Flor do Sertão, Formosa do Sul, Guatambu e Iraceminha. O instituto está localizado na rua São Leopoldo, bairro Esplanada. Agende a sua doação de sangue pelo (49) 3700-6401 ou final 6410.

No hemocentro regional de Criciúma, localizado na avenida Centenário, Bairro Santa. Bárbara, os agendamentos são realizados pelo (48) 3444-7410. A região abrange 10 municípios, como Lauro Müller, Morro da Fumaça e Nova Veneza.

Em Joaçaba, o Hemosc tem sede na Avenida XV de Novembro, no Centro. Região é ligada a outros 26 municípios, como Rio das Antas, Salto Veloso, Tangará, Treze Tílias e Vargem Bonita. Para doar sangue, ligue (49) 3527-2218.

Já em Lages, região de Campos de Lages, o Hemosc tem sede na rua Felipe Schmidt, no Centro. Outros 17 municípios vizinhos, como Otacílio Costa, Painel, Palmeira, Rio Rufino e São Joaquim, podem agendar doações pelo (49) 3289-7011.

Para saber mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades mais próximas de você, veja o mapa abaixo. 

Critérios para doar sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos. 

Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Todas as pessoas vacinadas devem esperar o tempo de imunização, que vai depender da marca do imunizante. 

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de três meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de dois meses. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.

Candidatos à doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea, acesse o portal do Hemocentro.

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10/09/2021 18:40h

Foram liberados mais de R$200 mil para ações nos municípios de Getúlio Vargas (RS) e de Campos Novos (SC)

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Dois municípios da região Sul vão receber recursos do Governo Federal para investir na defesa civil destas cidades. Ao todo, serão mais de R$ 200 mil para ações nos municípios de Getúlio Vargas, no Rio Grande do Sul, e de Campos Novos, em Santa Catarina. A decisão foi publicada na edição desta sexta-feira (10) do Diário Oficial da União (DOU), pois as duas localidades enfrentam fortes temporais.

Quase R$190 mil serão usados na compra de telhas em Getúlio Vargas (RS). A cidade sofreu danos com uma chuva de granizo. Já em Campos Novos (SC), mais de R$20 mil serão destinados à recuperação de equipamentos de água e esgoto danificados por tornados.

Por todo o Brasil, estados e municípios podem solicitar recursos do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), para ações de resposta a desastres naturais e de reconstrução de infraestrutura pública danificada.

Conheça as principais ações do MDR para melhorar a vida dos brasileiros

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Karine Lopes, diretora de Articulação e Gestão da Defesa Civil Nacional, explica como deve ser feita a solicitação. “Para solicitar o recurso, o ente deve ter o reconhecimento federal de situação de emergência ou estado de calamidade pública. Os pleitos devem ser remetidos por meio do S2iD, o Sistema Integrado de Informações sobre Desastres. É importante que todos os municípios estejam cadastrados e com os dados atualizados”, destacou.

Passo a passo de como solicitar o recurso

Para fazer a solicitação, os estados e municípios afetados por desastres naturais devem ter decretado situação de emergência ou estado de calamidade pública. Em seguida, é preciso solicitar o reconhecimento federal ao MDR, por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). O pedido deve atender aos critérios da Instrução Normativa n. 36/2020.

Depois da publicação do reconhecimento federal por meio de portaria no DOU, o ente federado pode solicitar repasses para restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução de infraestrutura pública danificada pelo desastre.

Com base nas informações enviadas por meio do S2iD, a equipe técnica da Defesa Civil Nacional avalia as metas e os valores solicitados. Com a aprovação, é publicada portaria no DOU com a especificação do valor a ser liberado.

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09/09/2021 18:20h

Com 295 municípios o estado conta com 120 centrais de triagem de coleta seletiva

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Discutir os desafios para regionalização e sustentabilidade dos serviços de resíduos sólidos urbanos em Santa Catarina. Esse foi o objetivo de seminário on-line realizado pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), nesta quinta-feira (09) em Florianópolis, com a presença de representantes do Governo Federal e de gestores estaduais e municipais do estado.

Este é o sétimo estado a receber representantes do MDR, para tirar dúvidas sobre as medidas previstas no novo Marco Legal do Saneamento. Os seminários pretendem ajudar estados e municípios a alcançar a sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de manejo de resíduos sólidos urbanos e a implementarem medidas previstas no novo Marco Legal do Saneamento, em vigor desde julho de 2020.

De acordo com o secretário Nacional de Saneamento do MDR, Pedro Maranhão, o saneamento é uma das atividades de infraestrutura que “menos recebeu investimentos ao longo dos anos. Com 95% da sua estrutura pública e a perda da capacidade de investimento do estado, entendemos que há a necessidade de mudanças. Por isso, buscamos a aprovação do novo Marco Legal do Saneamento no Congresso Nacional para garantir segurança jurídica e atrair o capital privado ao setor, por meio das concessões”, avaliou.

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Marco Legal do Saneamento

Com o marco, foram definidas novas regras para universalização dos serviços de água, esgotamento sanitário, drenagem urbana e resíduos sólidos urbanos. Além disso, conforme as alterações, na área de resíduos sólidos, todos os municípios deveriam apresentar, até 15 de julho deste ano, a proposição de instrumentos de cobrança que garantam a sustentabilidade econômico-financeira dos serviços.

Santa Catarina

Com 295 municípios, o estado conta com 120 centrais de triagem de coleta seletiva. De acordo com o secretário executivo de Meio Ambiente do estado, Leonardo Porto Ferreira, Santa Catarina tem histórico positivo nessa questão. “Sempre fomos um estado que se preocupou com as questões relacionadas a resíduos sólidos e saneamento. Somos o primeiro estado a eliminar completamente os lixões. Hoje são mais de 30 aterros sanitários licenciados em todo estado. Agora, partimos para um novo desafio, que é a regionalização da prestação dos serviços e a precificação e a cobrança dos serviços de resíduos sólidos”, informou.

Durante a apresentação, o diretor-presidente da Abrelpe, Carlos Silva Filho, falou sobre o instrumento de remuneração dos serviços de limpeza urbana. “Não se trata de um novo imposto, mas, sim, de um pagamento por um serviço público efetivamente prestado e usufruído pela população, a exemplo de outros serviços, como abastecimento de água e energia”, observou.

Entenda o que é Saneamento Básico

Saneamento é um conjunto de medidas com objetivo de preservar ou melhorar as condições do meio ambiente para prevenir doenças e promover a saúde, melhorar a qualidade de vida da população e facilitar a atividade econômica. No Brasil, o saneamento básico é um direito assegurado pela Constituição e definido pela Lei 11.445/2007 como o conjunto dos serviços de infraestrutura e Instalações operacionais de abastecimento de água; esgotamento sanitário; limpeza urbana; drenagem urbana; e manejos de resíduos sólidos e de águas pluviais.

Apesar do saneamento básico ser um conjunto de quatro serviços, quando se fala nele, a população brasileira está acostumada apenas ao conceito de serviços de acesso à água potável, à coleta e ao tratamento dos esgotos. Daí a importância dos investimentos no setor para a saúde do povo.

Seminários on-line

Na próxima semana, estão previstos seminários em São Paulo (14 de setembro) e no Rio Grande do Sul (16 de setembro). Espírito Santo e Mato Grosso do Sul também estão na lista de estados que irão se reunir com o Governo Federal para debater a gestão de resíduos sólidos ainda em setembro.

Desde maio, foram realizados seis seminários on-line, com representantes dos governos estaduais e municipais de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Mato Grosso, para debater o tema.

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20/08/2021 09:00h

Doações no estado diminuíram durante a pandemia. Hemosc faz apelo à população por novos doadores e reforça a importância da doação de sangue e medula óssea

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Santa Catarina registrou queda de 25% nas doações e adotou logística para captar mais doadores de sangue e medula óssea no estado. É o que aponta o Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina, o Hemosc. E, com a pandemia, muitos doadores deixaram de procurar os hemocentros. É o que explica a coordenadora do hemocentro, Michelen Ghedin. 

“Estamos contornando essa queda nos estoques adotando algumas medidas como a realização de coletas externas, em outras cidades da região, principalmente no oeste do estado. Também adotamos a abertura dos nossos hemocentros em sábados extras para mobilizar a sociedade que não podia faltar o serviço durante a semana. Adotamos medidas de segurança bastante rígidas de distanciamento, higienização e a prática da doação de sangue por agendamento”, ressaltou.

A hemorrede da Hemosc possui sete hemocentros e duas unidades de coleta. O hemocentro coordenador está localizado em Florianópolis, região que abrange outros oito municípios, como São Pedro de Alcântara, Palhoça e Biguaçu. As demais unidades estão localizadas em Blumenau, Chapecó, Criciúma, Joaçaba, Joinville e Lages.

Além da doação de sangue, o Hemosc também realiza cadastro voluntário para doação de medula óssea. Os agendamentos são realizados pelo número (48) 3251 9712. Após a pré-triagem, é preciso ir ao hemocentro mais próximo, fazer uma pequena coleta de sangue para verificar o tipo sanguíneo e a provável compatibilidade com algum paciente. 

Logo depois, o cadastro é repassado para o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), do Instituto Nacional do Câncer (Inca), órgão nacional responsável pelo gerenciamento das informações do doador e do paciente. Caso haja compatibilidade, o Redome entrará em contato com o doador para retirada das células.

Coordenação estadual

A sede do Hemosc está localizada em Florianópolis, na Avenida Othon Gama D'Eça, no Centro, próximo ao Hospital Governador Celso Ramos e em frente à Maternidade Carmela Dutra. Segundo a coordenadora da instituição, Michelen Ghedin, a unidade é responsável por grande parte das transfusões de emergência. 

Além disso, o hemocentro coordenador responde por quatro das oito agências transfusionais nos principais hospitais de Santa Catarina, sendo no Hospital Governador Celso Ramos, Hospital Florianópolis, Hospital Infantil Joana de Gusmão e no Hospital Regional de São José, o maior hospital do estado.

Hemocentros regionais

O Hemosc possui hemocentros regionais nos municípios de Blumenau, Chapecó, Criciúma, Joaçaba, Joinville e Lages. A rede também conta com duas unidades de coleta localizadas em Jaraguá do Sul e Tubarão.

O hemocentro regional de Blumenau está localizado na rua Theodoro Holtrup, bairro Vila Nova. A região abrange outros 14 municípios, como Brusque, Guabiruba, Indaial, Luiz Alves, Pomerode e Rio dos Cedros. Para agendar a sua doação de sangue, disque (47) 3222-9801.

O Hemosc regional de Chapecó abrange outros 37 municípios, tais como Cunhataí, Flor do Sertão, Formosa do Sul, Guatambu e Iraceminha. O instituto está localizado na rua São Leopoldo, bairro Esplanada. Agende a sua doação de sangue pelo (49) 3700-6401 ou final 6410.

No hemocentro regional de Criciúma, localizado na avenida Centenário, Bairro Santa. Bárbara, os agendamentos são realizados pelo (48) 3444-7410. A região abrange 10 municípios, como Lauro Müller, Morro da Fumaça e Nova Veneza.

Em Joaçaba, o Hemosc tem sede na Avenida XV de Novembro, no Centro. Região é ligada a outros 26 municípios, como Rio das Antas, Salto Veloso, Tangará, Treze Tílias e Vargem Bonita. Para doar sangue, ligue (49) 3527-2218.

Na cidade de Joinville, o hemocentro está localizado na Avenida Getúlio Vargas, bairro Anita Garibaldi. Para agendar a sua doação de sangue, ligue (47) 3481-7424 ou final 7414. A região abrange 11 municípios, sendo Guaramirim, Itapoá, Jaraguá do Sul, Massaranduba e São Francisco do Sul.

Já em Lages, região de Campos de Lages, o Hemosc tem sede na rua Felipe Schmidt, no Centro. Outros 17 municípios vizinhos, como Otacílio Costa, Painel, Palmeira, Rio Rufino e São Joaquim, podem agendar doações pelo  (49) 3289-7011.

Braço solidário

Para Luís Cláudio Rodrigues, de 51 anos, doar medula óssea é um propósito de vida. O militar carioca, que agora reside em Santa Catarina, aguarda ansioso a oportunidade para realizar uma doação de medula óssea. Até o momento, Luís não encontrou um paciente compatível. Como grande parte dos cariocas, Luís gosta de correr na praia e aproveitar um bom sol na caminhada. Mas na sala de espera, o carioca não tem descanso: o militar já realizou mais de 230 doações de sangue e bateu o recorde como o maior doador do país. 

“O que me leva a isso é esse sentimento de poder, através de um simples ato de doar sangue, doar plaquetas ou também de medula, poder amenizar o sofrimento desses pacientes que hoje estão internados nos hospitais necessitando desse pequeno gesto. A gente fica na torcida de algum dia existir a correta compatibilidade entre nós doadores e os pacientes”, contou.

 
Doação de sangue

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, garante que doar sangue e medula óssea é um ato de amor que pode salvar muitas vidas, “Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E, nesse sentido, é importante a doação regular. Doe sangue regularmente. Com a nossa união, a vida se completa” afirmou.

E quem vacinou contra a Covid-19 pode doar sangue?

Após a vacinação, é preciso aguardar um período para poder doar sangue e medula, de acordo com o tipo de vacina, conforme quadro abaixo:   

Laboratório

Inaptidão para doação de sangue

Coronavac

48 horas

Astrazeneca/Oxford/Fiocruz

7 dias

BioNTech/Fosun Pharma/Pfizer

7 dias 

Janssen-Cilag

7 dias

Gamaleya National Center

7 dias 

 Fonte: Ministério da Saúde

Onde doar sangue e medula óssea em Santa Catarina

Procure o Hemosc mais próximo de sua região e faça a sua doação de sangue e medula óssea. Além dos hemocentros, a rede do Hemosc, conta com duas unidades de coleta em Jaraguá do Sul e Tubarão.

Algumas cidades estão fazendo o agendamento através do site do hemocentro. Outras agendam a doação por telefone. Neste caso, basta ligar para o (48) 3251-9712 ou final 9713. Para saber mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades, veja o mapa abaixo.

Critérios para doação de sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos.
 
Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Os vacinados devem esperar o tempo de imunização, que vai depender da marca do imunizante.
 
Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de três meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de dois meses.  A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.
 
Candidatos à doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.
 
Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea, acesse o portal do Hemosc.

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13/08/2021 03:00h

Estoques do sangue tipo O negativo e O positivo também sofreram redução. Por isso, Hemosc faz apelo à população por novos doadores

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Santa Catarina está com baixo estoque de sangue tipo A positivo. Os níveis de sangue tipo O negativo e O positivo também sofreram redução. Durante a pandemia, o Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (Hemosc) registrou queda de 25% nas doações. Segundo a coordenadora do hemocentro, Michelen Ghedin, manter uma frequência de doações é importante para evitar que os estoques passem por um período crítico.

“Com o aumento do número de casos e o pico da pandemia aqui no estado, os estoques de sangue chegaram a níveis de alerta, onde mais de 25% da redução nas doações foram observados. Os principais tipos sanguíneos que têm uma maior dificuldade na manutenção dos estoques são os da tipagem O e A. Esses são os mais impactados e os mais utilizados, sendo que os principais, claro, são os da tipagem negativa.  O negativo que é o doador universal é o mais utilizado nas transfusões de emergência, o que impacta também nos estoques e faz com que ele seja importante”, explicou Michelen.

O Hemosc possui sete hemocentros capacitados para coleta de sangue e de medula óssea, que estão em sete cidades catarinenses. A sede do hemocentro coordenador está localizada em Florianópolis, na Avenida Othon Gama D'Eça, número 756, Centro, próximo ao Hospital Governador Celso Ramos e em frente à Maternidade Carmela Dutra. O telefone do hemocentro é  (48) 3251 9712 ou final 9713. As demais unidades estão localizadas em Blumenau, Chapecó, Criciúma, Joaçaba, Joinville e Lages. 

Segundo a coordenadora, as cidades de Florianópolis, Joinville e Blumenau são as cidades mais engajadas na doação de sangue. Com a pandemia, Joinville, no entanto, registrou queda nas doações. Para contornar a situação, a hemorrede adotou todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 de modo a tranquilizar os doadores e aumentar o número de doações de sangue.

“Estamos contornando essa queda nos estoques adotando algumas medidas como a realização de coletas externas, em outras cidades da região, principalmente no oeste do estado. Também adotamos a abertura dos nossos hemocentros em sábados extras para mobilizar a sociedade que não podia faltar o serviço durante a semana. Adotamos medidas de segurança bastante rígidas de distanciamento, higienização e a prática da doação de sangue por agendamento”, afirmou a coordenadora.

Exemplo de solidariedade

Mesmo com a pandemia, alguns catarinenses entendem a importância de continuar doando sangue para salvar vidas. É o caso de Luís Cláudio Rodrigues, de 51 anos. O militar carioca, que agora reside em Santa Catarina, também é doador de medula óssea. Ele já realizou mais de 230 doações de sangue e bateu o recorde como o maior doador do país. Mas o foco, ele diz, não é o reconhecimento. Para Luís Cláudio, o que importa é ajudar os pacientes que necessitam de uma transfusão. 

“Sou um viciado em salvar vidas. Com ou sem pandemia, os acidentes continuam acontecendo, as cirurgias continuam, o câncer não está preocupado se têm Covid-19 ou se não. Essa corrente solidária não pode parar. Seja mais um elo nessa corrente junto comigo e junto com vários, para não dizer centenas ou milhares de doadores de sangue espalhados em torno do Brasil”, afirmou.

FOTO: Arquivo Pessoal / Luis Cláudio doando plaquetas no Hemosc.

Importância da doação regular

A doação é voluntária e pode beneficiar milhares de pessoas, independente do parentesco. De acordo com o Ministério da Saúde, são realizadas três milhões de doações de sangue por ano na rede do Sistema Único de Saúde (SUS). O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, destaca a importância da doação regular.

“Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E nesse sentido, é importante a doação regular de sangue. Doe sangue regularmente, com a nossa união, a vida se completa.”

Onde doar sangue em Santa Catarina

Em Santa Catarina, existem sete hemocentros e duas unidades de coleta. Procure o Hemosc mais próximo de sua região e faça a sua doação de sangue e medula óssea. Além dos hemocentros, a rede do HEMOSC conta com duas unidades de coleta em Jaraguá do Sul e Tubarão.

Algumas cidades estão fazendo o agendamento através do site do hemocentro. Outras agendam a doação por telefone. Neste caso, basta ligar para o (48) 3251-9712 ou final 9713. Para saber mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades, veja o mapa abaixo.

Critérios para doação de sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos.

Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Já os vacinados, devem esperar o tempo de imunização que vai depender da marca do imunizante.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de 3 meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de 2 meses entre as doações. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.

Candidatos a doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber mais sobre os critérios e restrições de sangue, acesse o portal do Hemosc.

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09/08/2021 04:00h

Pesquisadores revelam que uma reforma tributária ampla pode aumentar em até 20% o ritmo de crescimento do PIB do Brasil nos próximos 15 anos

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A urgência para se aprovar uma reforma tributária no Brasil é considerada uma unanimidade. No entanto, parte dos parlamentares no Congresso Nacional, assim como profissionais que atuam diretamente no ramo, ressaltam que isso não pode ser desculpa para que as mudanças sejam feitas pontualmente, ou seja, há a necessidade de uma reforma tributária ampla.

Para o advogado tributarista William Holz, a junção de impostos federais, estaduais e municipais em um só ajudará no entendimento do que se paga de imposto, por parte do cidadão contribuinte, além de tornar o sistema mais justo no âmbito federativo. Dessa forma, ele acredita que os custos para as empresas serão menores, o que pode proporcionar um maior do número de contratações.

“O sistema apresentado no Congresso Nacional pelo governo federal, por meio do ministro da Economia, Paulo Guedes, pode trazer ainda mais complicação, com o aumento de normas, e não vai simplificar nada. Ainda por cima, vai promover a alta da carga tributária, principalmente para os prestadores de serviço, que já estão com muitas dívidas decorrentes da pandemia. Estes vão sofrer ainda mais com o que está sendo proposto pelo governo”, destaca.

O projeto ao qual Holz se refere, apontando-o com insuficiente, é o PL 2337/2021, tido como a segunda parte da reforma tributária proposta pelo governo federal. O texto já foi enviado ao Congresso Nacional e aguarda despacho do presidente da Câmara dos Deputados.

Crescimento econômico

Especialistas consideram, ainda, que o sistema tributário em vigor no Brasil reduz a capacidade de competitividade do País e dos estados. Um deles é o advogado tributarista Gutemberg Monte. Segundo o especialista, o atual modelo contribui para a estagnação da economia.

“A reforma precisa corresponder aos anseios da sociedade, atualizando realmente o estado, na forma que ele vem fazendo essa cobrança. A reforma em si traz algumas vantagens, que é justamente intensificar o crescimento da economia, da redução de custo, maior atração de investimentos ao País, tanto interna quanto externamente”, pontua.

Santa Catarina

Sem uma reforma tributária, o cenário também é de perda da posição relativa da indústria no Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Com isso, o estado de Santa Catarina também pode ser afetado. A unidade da Federação possui, atualmente, PIB industrial de R$ 66,3 bilhões, equivalente a 5% da indústria brasileira. Ao todo, o setor emprega 804.796 trabalhadores. Os dados dão da Confederação Nacional da Indústria.

Agronegócio nacional cresce, gera empregos e faz comida chegar até os brasileiros

PL que incentiva emissão de debêntures de infraestrutura pode suprir baixa capacidade de investimento público no setor

Campanha incentiva participação social para prevenção de desastres naturais evitáveis

Santa Catarina arrecadou, entre janeiro e junho de 2021, R$ 16,73 bilhões de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Com isso, a Unidade da Federação coletou 29,12% em relação ao mesmo período de 2020, quando o valor foi de R$ 12,95 bilhões. Os números são do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

O que muda com a reforma tributária mais ampla?

Uma reforma tributária ampla pode aumentar em até 20% o ritmo de crescimento do PIB do Brasil nos próximos 15 anos. A projeção foi feita por profissionais renomados, que atuam instituições como o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a LCA Consultores e a Fundação Getúlio Vargas (FGV). De acordo com os pesquisadores, esse resultado será consequência de ganhos de competitividade da produção nacional em relação aos competidores externos e da melhor alocação dos recursos produtivos.

O IPEA, por exemplo, considera que as mudanças na forma de se cobrar impostos no Brasil poderão reduzir a pressão dos tributos sobre o cidadão de menor renda, o que resulta em diminuição das desigualdades sociais.
 

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28/07/2021 03:00h

Santa Catarina lidera como maior produtor brasileiro do setor de vestuário e acessórios, com produção estimada em R$ 6,6 bilhões no biênio 2017/2018. Isso ajudou o estado a exibir a menor taxa de desemprego do País em 2019

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Santa Catarina se tornou um exemplo do movimento de descentralização da indústria nacional enquanto colhe frutos na economia, com alta empregabilidade. A região assumiu o posto de maior estado produtor do Brasil no setor de vestuário e acessórios, com produção estimada em R$ 6,6 bilhões no biênio 2017/2018, passando São Paulo e evidenciando a diversificação industrial do País, antes concentrada no Sudeste.
 
Os números são de uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) que avaliou a década entre os biênios 2007/2008 e 2017/2018. O estudo aponta como diferentes regiões buscam assumir o protagonismo industrial, dividindo atenção com estados consolidados historicamente no segmento, como São Paulo e Rio de Janeiro. 
 
A variação da participação do Sudeste no PIB industrial do Brasil no período teve queda de -7,66 pontos percentuais, enquanto houve crescimento nas outras quatro regiões, com destaque para Sul e Nordeste, que tiveram crescimento acima de 2 pontos percentuais. 

Economia

Para parlamentares que atuam no fortalecimento do setor, o crescimento da indústria no Sul afeta diretamente a economia, como pontua o deputado federal Rodrigo Coelho (PSB-SC). 
 
“Santa Catarina, em geral, é um dos últimos estados a entrar nas crises que tivemos recentemente. E se você pega a crise de 2013 ou a que teve agora na pandemia, sempre somos os primeiros a sair. É um povo muito empreendedor, uma economia muito diversificada. Santa Catarina sem dúvida alguma tem um potencial enorme de geração de emprego e renda”, diz.
 
Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2019 o estado de Santa Catarina registrou o menor índice de desemprego do País, com uma taxa de 93,8% catarinenses de 14 anos ou mais empregados e 6,2% desocupados. 
 
O fortalecimento do mercado de trabalho no estado do deputado do PSB também mostra uma consistência, mesmo com a pandemia da Covid-19. No primeiro trimestre deste ano, Santa Catarina continuou com a menor taxa de desemprego do País, nos mesmos 6,2% de desocupação de 2019, antes da crise sanitária.
  
Para Rodrigo Coelho, a tecnologia vem sendo uma grande aliada da produção industrial que movimenta o mercado de trabalho. Ele avalia que as empresas do estado têm buscado investir em inovação para melhorar a produção, permitindo não só a transformação dos sistemas manuais para o digital, mas também a criação de novos modelos de negócio e aumento da produtividade. 

“O setor têxtil tem agregado valor e gera muito emprego, por exemplo. Nessa inovação, e com investimento na indústria 4.0, hoje esse setor representa 18% dos empreendimentos do estado e é responsável por mais de 20% dos empregos na indústria. É o primeiro no ranking estadual na geração de empregos e o segundo em número de estabelecimentos. Outro dos destaques da indústria catarinense é, sem dúvida alguma, o setor metal mecânico e metalúrgico, que responde por mais 10% da produção do estado. Importante destacar também que são mais de 7 mil empresas, mas 98% delas são de micro e pequeno porte”.

Movimento nacional

Vice-presidente do Conselho Regional de Economia do Piauí (Corecon-PI), Dorgilan Rodrigues da Cruz analisa esse novo cenário de descentralização industrial. “Hoje, essas indústrias querem estar mais próximas do seu consumidor. E, principalmente, querem evitar custos. Então, a questão da descentralização do setor produtivo, do setor industrial, é exatamente para se aproximar do seu mercado consumidor, evitando assim o maior custo de frete, de transporte, perdas do processo de levar e trazer o produto, levar a matéria-prima e depois escoar o processo produtivo.”
 
Para o economista, o processo de industrialização nos estados aquece e oxigena toda a economia, levando emprego, matéria-prima e crescimento, fortalecendo ainda o agronegócio, o terceiro setor a questão tributária dos governos locais. “A indústria é um setor da nossa economia que impulsiona. Entre os destaques dessas atividades econômicas, há a linha de produção de alimentos, linha de produção de derivados do petróleo — como biocombustível —, a indústria farmacêutica também teve esse crescimento, indústrias extrativas”

Números positivos

Dorgilan também destaca o aumento da produção nacional de vestuário e acessórios, que tem como um dos grandes polos o estado de Santa Catarina. “Houve um crescimento de 6,2%. Isso mostra que as famílias começaram a se abastecer de bens de consumo, bens de produtos para melhorar a qualidade de vida”, diz. 
 
Santa Catarina alcançou, em 2018, 26,8% da produção nacional desse segmento, passando de uma receita de R$ 2,5 bilhões em 2007/2008 a R$ 6,6 bilhões uma década depois. A produção industrial nacional de todos os setores também vem ganhando destaque em estados como Pará, Rio Grande do Sul, Paraná, Pernambuco e Mato Grosso do Sul. 
 

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22/07/2021 03:00h

Santa Catarina assumiu o posto de maior estado produtor do Brasil no setor de vestuário e acessórios, com produção estimada em R$ 6,6 bilhões no biênio 2017/2018

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Santa Catarina assumiu o posto de maior estado produtor do Brasil no setor de vestuário e acessórios, com produção estimada em R$ 6,6 bilhões no biênio 2017/2018, passando São Paulo e sendo símbolo de uma descentralização da indústria do Sudeste.
 
É isso que aponta uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) que avaliou a década entre os biênios 2007/2008 e 2017/2018. O estudo evidencia que a variação da participação do Sudeste no PIB industrial do Brasil no período teve queda de -7,66 pontos percentuais, enquanto houve crescimento nas outras quatro regiões, com destaque para Sul e Nordeste, que tiveram crescimento acima de 2 pontos percentuais. 
 
Para parlamentares que atuam no fortalecimento do setor, o crescimento da indústria no Sul, exemplificado pelo caso de Santa Catarina, afeta diretamente a população, como acredita o deputado federal Hélio Costa (Republicanos-SC). “[O crescimento] vai gerar mais emprego, vai melhorar a arrecadação do Estado e do País. Santa Catarina recolhe muitos impostos a nível federal”, diz.
 
“O nosso povo é muito trabalhador. Somos um estado pequeno, mas não somos um pedaço. A nossa população trabalha muito e os nossos empresários estão sempre se movimentando na Federação das Indústrias de Santa Catarina, que é muito ativa. Nós já somos o maior produtor de carne e de frango, ultrapassamos São Paulo no vestuário e em acessórios, isso é muito bom, gera emprego. Santa Catarina não tem crise.”

Movimento nacional

A produção industrial brasileira se concentrava, historicamente, em estados do Sudeste, como São Paulo e Rio de Janeiro, mas uma nova movimentação vem sendo percebida pelos setores da área e beneficiando populações de outras regiões. 
 
Vice-presidente do Conselho Regional de Economia do Piauí (Corecon-PI), Dorgilan Rodrigues da Cruz analisa esse novo cenário. “Hoje, essas indústrias querem estar mais próximas do seu consumidor. E, principalmente, querem evitar custos. Então, a questão da descentralização do setor produtivo, do setor industrial, é exatamente para se aproximar do seu mercado consumidor, evitando assim o maior custo de frete, de transporte, perdas do processo de levar e trazer o produto, levar a matéria-prima e depois escoar o processo produtivo.”
 
Para o economista, o processo de industrialização nos estados aquece e oxigena toda a economia, levando emprego, matéria-prima e crescimento, fortalecendo ainda o agronegócio, o terceiro setor a questão tributária dos governos locais. “A indústria é um setor da nossa economia que impulsiona. Entre os destaques dessas atividades econômicas, há a linha de produção de alimentos, linha de produção de derivados do petróleo — como biocombustível —, a indústria farmacêutica também teve esse crescimento, indústrias extrativas”

Números positivos

Dorgilan também destaca o aumento da produção nacional de vestuário e acessórios, que tem como um dos grandes polos o estado de Santa Catarina. “Houve um crescimento de 6,2%. Isso mostra que as famílias começaram a se abastecer de bens de consumo, bens de produtos para melhorar a qualidade de vida”, diz. 
 
Santa Catarina alcançou, em 2018, 26,8% da produção nacional desse segmento, passando de uma receita de R$ 2,5 bilhões em 2007/2008 a R$6,6 bilhões uma década depois. A produção industrial nacional de todos os setores também vem ganhando destaque em estados como Pará, Rio Grande do Sul, Paraná, Pernambuco e Mato Grosso do Sul. 
 

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