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TERMO DE USO E PARCERIA

TERMO DE USO E PARCERIA

Regras de Uso

1º - A utilização gratuita e livre dos materiais produzidos pelo Brasil 61 só será permitida depois que este termo de parceria for aceito pelo usuário, prevendo as seguintes regras:

a) A utilização do material - na íntegra, ou em partes - só será permitida desde que as informações não sejam distorcidas, manipuladas ou alteradas.

b) Não é necessário a identificação do Brasil 61 na hora da replicação do conteúdo. Mas toda e qualquer veiculação de áudios produzidos pelo Brasil 61 prevê o cadastro no site, com a disponibilização de dados que serão utilizados para a organização do mailing desta empresa,

2º - OBRIGAÇÕES DO BRASIL 61

a) O Brasil 61 se compromete, a partir deste termo de uso, a produzir conteúdo particularizado diariamente, trazendo informações de dia-a-dia e bastidores do Planalto Central, além de outras temáticas de relevância do noticiário nacional. 

b) O acesso ao conteúdo jornalístico (na versão de leitura) é livre e gratuito, podendo ser replicado por qualquer usuário que acesse o site. O download do áudio para que seja utilizado na programação das rádios requer que o radialista realize o login no site da Agência do Rádio - informando e-mail e senha cadastrados. 

3º - OBRIGAÇÕES DOS COMUNICADORES PARCEIROS

Não alterar o sentido dos materiais, ou distorcer fala de entrevistados ou mudar a conotação das mensagens dos materiais. 

ADENDOS IMPORTANTES SOBRE A PARCERIA

a) O Brasil 61 poderá distribuir conteúdo patrocinado com ou sem assinatura dos clientes patrocinadores do boletim e sem aviso prévio ao comunicador. 

b) As rádios parceiras não vão ter participação financeira sobre o faturamento do Brasil 61.

c) Os comunicadores podem patrocinar os conteúdos do Brasil 61, desde que não alterem o sentido e a conotação dos conteúdos oferecidos. Nesses casos, o Brasil 61 Mais não terá participação nos lucros conquistados pelos veículos parceiros. 

Ao clicar em ACEITO, a emissora aqui cadastrada afirma concordar e estar ciente de todas as condições apresentadas neste Termo de Utilização de Conteúdo.

Santa Catarina

07/08/2020 03:00h

Empresários do estado reclamam da dificuldade para conseguir empréstimos juntos aos bancos; 17.751 negócios fecharam as portas de janeiro a abril

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A pandemia de covid-19 tem causado forte impacto na vida de quem depende do próprio negócio para sobreviver em Santa Catarina. Em Criciúma, Marilea Votri dos Santos, dona de uma oficina mecânica desde 2007, sentiu no bolso os reflexos da crise. Em pouco mais de três meses, viu os clientes desaparecerem e a inadimplência subir. “Os clientes simplesmente pararam de pagar porque eles também pararam de receber. Isso também gera atraso aos fornecedores e acaba virando uma bola de neve”, conta a empresária. 

Mesmo sem encerrar as atividades, a situação de Marilea é uma amostra da situação vivida por donos de empreendimentos ligados ao comércio e serviço. Sem crédito disponível, com contas a pagar e prejuízos acumulados, o resultado não poderia ser outro: 17.751 empresas fecharam as portas no estado de janeiro a abril.

Número que deixa Santa Catarina na quarta posição no ranking nacional de negócios que não resistiram ao colapso econômico, segundo o Ministério da Economia, atrás apenas do Amazonas, de Mato Grosso do Sul e de Goiás. 

Apesar da perda de receita em virtude da redução da atividade econômica, pesquisa das federações da Indústria (FIESC), do Comércio, Serviços e Turismo (Fecomércio-SC) e do Sebrae de Santa Catarina revela que 18,9% dos entrevistados planejam investir ainda durante a pandemia. A proporção maior foi entre os setores de comércio (23%) e serviços (15%). De acordo com as 1,6 mil empresas consultadas, a principal barreira é o acesso a crédito.

É o caso do empresário Paulo Fernando da Silva, dono de uma Empresa de Pequeno Porte (EPP) que atua na área de inspeção de segurança veicular, em Tubarão. Ele relata que já solicitou empréstimo duas vezes desde o início da pandemia e encontrou problemas nos contratos firmados com a instituição financeira. 

“O primeiro contrato com a Caixa não foi pago porque alegaram que tinha um erro no contrato e que teria que ser refeito. Ao refazer, o valor de 390 mil não seria mais pago, seria de 275 mil. O segundo contrato também não pago no primeiro momento levou 15 dias. A alegação era que não havia recursos disponíveis para a quitação do segundo contrato”, afirma. 

Situação semelhante a que ocorreu com Marilea. “Abriram às oito horas (a solicitação) e às nove horas já tinha esgotado. Foi muito rápido e eu não consegui contratar. Não tive retorno do banco, só recebi uma notificação do aplicativo”, lamenta.

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Em mais uma tentativa de reduzir burocracias e agilizar a liberação de recursos disponíveis nos bancos, o setor produtivo catarinense espera pela sanção da MP 975, que cria o Programa Emergencial de Crédito para Pequenas e Médias Empresas (Peac-FGI). Entre esses tipos de negócio, segundo a pesquisa das federações empresariais, seis em cada dez permanecem sem funcionar no estado.  

A expectativa é que enfim o dinheiro prometido pelo governo federal chegue na mão dos empresários, por meio da abertura de duas linhas de crédito. A primeira é voltada para empresas de pequeno e médio porte com faturamento bruto, em 2019, entre R$ 360 mil e R$ 300 milhões. Nessa modalidade, 30% dos recursos emprestados aos negócios por instituições financeiras têm garantia da União. No total, R$ 20 bilhões vão complementar o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) através do Fundo Garantidor de Investimentos (FGI).

A segunda linha de crédito, chamada de Peac-Maquininhas, é voltada para microempreendedores individuais (MEI), microempresas e empresas de pequeno porte que tenham realizado vendas por meio de maquininhas de cartão. Os empresários poderão ter acesso a empréstimos dando como garantia o chamado crédito fumaça, valores ainda a receber de vendas futuras de seu próprio negócio.

Na avaliação do senador Jorginho Mello (PL-SC), o socorro demorou a chegar, mas acredita que ainda é possível evitar que mais empresários fiquem sem sua fonte de renda. O parlamentar cobra mais disposição e participação de bancos e outras instituições financeiras, que podem destravar o crédito ao fazer menos exigências.

“Os bancos não estão colocando dinheiro deles, só estão emprestando o que o governo tem colocado no Fundo Garantidor. Estamos lutando contra isso e conseguimos mais R$ 12 bilhões para se somar aos R$ 18 bilhões que já foram emprestados para diminuir a angústia e necessidade dos micro e pequenos empresários, que é grande e difícil de superar. Eles (bancos) emprestam do dinheiro deles, se alguém não pagar, eles se ressarcem no Fundo Garantidor (FGI)”, pondera Mello. 

Alta procura

O levantamento feito entidades empresariais detalha que 45,1% dos empresários catarinenses ouvidos disseram ter procurado financiamento, mas somente 16,6% conseguiram. O economista da Fecomércio-SC, Leonardo Regis, ressalta que o acesso mais ágil ao crédito poderia ter impedido a falência de negócios no estado. Segundo Regis, a principal razão pela busca por empréstimos é a manutenção de custos fixos e fluxo de caixa. 

“Quanto maior a vulnerabilidade e a fragilidade, mais difícil tem sido o acesso ao crédito. Cerca de 36% das empresas que fecharam permanentemente acreditam que teriam conseguido superar a crise se tivessem tido acesso ao crédito no momento em que o buscaram. O motivo principal da busca do crédito é cobrir custos fixos, pagamento de salário, aluguel. São fatores ligados diretamente à sobrevivência das empresas. Sem acesso (ao crédito), se torna praticamente impossível realizar mudanças necessárias e passar pela fase mais difícil”, explica. 

O professor de Economia da Universidade de São Paulo (USP), Celso Grisi, acredita que o texto aprovado no Congresso Nacional (MP 975) pode dar sobrevida às pequenas e médias empresas, desde que a ajuda não demore.

“O cenário de crise asfixia as empresas de menor porte. A MP é muito positiva, traz para o mercado de crédito, às empresas pequenas e médias, uma nova fonte de recursos e em condições competitivas, quer porque seus custos financeiros são mais baixos, quer porque os prazos de resgate são maiores, incluindo até alguma carência”, indica. 

Grisi reforça ainda que o momento de grave crise econômica requer ações e gastos que estavam fora do planejamento da União, mas que são indispensáveis para garantir a manutenção de empresas e preservar empregos.

“Não tenho dúvida de que haverá impacto nas contas públicas. Mas a decisão escolheu dos males, o menor. Pior seria desassistir essas empresas nesse momento e deixá-las quebrar, porque isso mexe no nível de emprego, reduz o crescimento da atividade econômica, derruba renda. A medida atende às emergências que essas organizações têm passado do ponto de vista financeiro”, acrescenta. 

A MP 975 é uma espécie de complemento à MP 944, que abre outra linha de crédito emergencial voltada para pagamento da folha de funcionários de pequenas e médias empresas - em muitos casos, sem dinheiro em caixa honrar os compromissos.

As duas propostas aprovadas por deputados e senadores depende apenas de sanção do presidente Jair Bolsonaro para entrar em vigor. Caso haja veto a algum trecho das MPs 975 e 944, o Congresso Nacional decide se mantém ou derruba a decisão do Executivo.

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06/08/2020 00:00h

Segundo o presidente da Aboz, o método, assim como outros em evidência atualmente, não atinge diretamente o coronavírus, mas pode ajudar na recuperação de problemas específicos causados pela Covid-19

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Com a repercussão midiática nas redes sociais sobre o vídeo em que o prefeito do município de Itajaí – SC, Volnei Morastoni, afirma que pretende adicionar aplicação retal de ozônio como tratamento de pacientes infectados com Covid-19, muitas dúvidas sobre a eficiência desse método foram surgindo.

Tudo começou a partir da divulgação de um estudo em andamento conduzido pela Associação Brasileira de Ozonioterapia (Aboz), no qual a instituição garante que esse tipo de tratamento pode ajudar na recuperação de pessoas que contraíram o novo coronavírus. A expectativa é de que até o fim do ano já se tenha resultados científicos concretos sobre o estudo. “A ozonioterapia tem o objetivo de colaborar com outras técnicas terapêuticas”, destaca o presidente da associação, Dr. Arnoldo de Souza.

“Quando o ozônio entra em contato com os fluidos biológicos, ele se transforma em outra substância, o peróxido de hidrogênio e os poli aldeídos insaturados. O primeiro vai atuar de maneira germicida. Atua melhorando a oxigenação dos tecidos, através do estímulo dos glóbulos vermelhos. Além de tudo, melhora o perfil de funcionamento da insulina, levando glicose para dentro da célula e favorece o perfil de funcionamento da glândula tireoide”, explica.

O médico ressalta, ainda, que a ozonioterapia é uma Prática Integrativa e Complementar em Saúde (PIC), ofertada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que pode ser usado como um "tratamento coadjuvante a uma série de problemas que, com a melhora das condições fisiológicas do organismo, ajuda que aquele terreno biológico possa combater melhor as doenças crônicas". Segundo ele, o método, assim como outros em evidência atualmente, não atinge diretamente o coronavírus, mas pode ajudar na recuperação de problemas específicos causados pela Covid-19.

“A ozonioterapia pode atuar sobre todas as manifestações de fenotipagem clínica desta doença. Ou seja, se a doença provoca inflamação nos tecidos, o ozônio combate a inflamação. Se a doença provoca fenômenos tromboembólicos, o ozônio melhora a circulação. Se a doença rouba o oxigênio dos tecidos, o ozônio oferece mais oxigenação. Se a doença aumenta extremamente o estresse oxidativo do organismo, o ozônio melhora o combate a esse estresse oxidativo”, pontua.

A pesquisa científica da Aboz já começou a ser realizada no Brasil, em centros cadastrados e com os mesmos procedimentos, tanto em âmbito hospitalar quanto ambulatorial. “Pacientes com Covid-19 serão divididos em dois grupos. Um grupo vai receber o tratamento convencional que aquela instituição venha ministrando, enquanto o outro grupo recebe o mesmo tratamento agregado da ozonioterapiza”, afirma.

A ozonioterapia é uma técnica que utiliza a mistura gasosa oxigênio-ozônio para fins medicinais. De acordo com a Aboz, o ozônio é um dos oxidantes naturais mais potentes, com importantes propriedades bactericidas, fungicidas e antivirais, sendo um poderoso germicida. O método é considerado de aplicação simples e tem baixo custo.

Para complementar o tratamento de pacientes com Covid-19, a forma de aplicação deste protocolo de pesquisa será a insuflação retal (ânus), considerado por Arnoldo de Souza um método de baixo risco, seguro e eficaz.

“Há muito preconceito quando se fala na via de aplicação da ozonioterapia, mas a via retal é mais segura do que a intravenosa, por exemplo. Este meio de aplicação também é o que foi aprovado no nosso protocolo de pesquisa ambulatorial pelo Conselho Nacional de Ética em Pesquisa”, explica.

Por meio de nota, a Sociedade Brasileira de Coloproctologia afirma que “não recomenda a ozonioterapia como tratamento para a Covid-19, tendo em vista se tratar de uma técnica ainda experimental e que pode agravar a saúde do paciente”.

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O Ministério da Saúde também informou que a ozonioterapia não deve ser recomendada como prática clínica ou fora do contexto de estudos clínicos, uma vez que os efeitos da prática em humanos infectados por coronavírus ainda são desconhecidos e podem ter maiores complicações.  

A reportagem do Brasil 61 também entrou em contato com o Conselho Federal de Medicina. Até o fechamento desta matéria, a assessoria de imprensa ainda não tinha retornado à demanda. No entanto, a Resolução CFM nº 2.181/2018 define a ozonioterapia como um procedimento que pode ser realizado apenas em caráter experimental. “Isso implica que tratamentos médicos baseados nessa abordagem devem ser realizados apenas no escopo de estudos que observam critérios definidos pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).”

Durante uma live no Facebook na noite desta terça-feira (4), o prefeito de Itajaí – SC, Volnei Morastoni, afirmou que existe a possibilidade de o município adotar a aplicação de ozônio por via retal como medida de tratamento contra a Covid-19 em pacientes com casos confirmados da doença.

“Até o momento não há tratamento definitivo para a Covid e todas as iniciativas baseadas em estudos científicos são importantes para auxiliar na busca pelo tratamento. Estamos procurando diversas estratégias para prevenção e redução do impacto desta pandemia em nosso município”, destaca Morastoni, que também é médico pediatra e homeopata.

"É uma aplicação simples, rápida, de dois ou três minutinhos por dia, provavelmente vai ser via retal. É uma aplicação tranquila e rápida de dois minutos com cateter fino, e isso dá um resultado excelente", complementa o prefeito.

Para participar do estudo, o município deve implantar um ambulatório para tratamento de pacientes com sintomas leves a moderados da doença com a ozonioterapia de forma complementar. Ainda não há data prevista para o início do estudo no município. Os pacientes poderão participar da pesquisa de forma voluntária, desde que preencham os requisitos do estudo e assinem o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido da Pesquisa.

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Saúde
05/08/2020 13:00h

Pessoas monitoradas receberão notificação por meio da ferramenta, para informarem estado de saúde às autoridades locais

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A Secretaria Municipal de Saúde de Blumenau, em Santa Catarina, monitora pacientes infectados com a Covid-19 ou com suspeita da doença com o auxílio de um aplicativo para celular. Toda pessoa que testa positivo ou está sob investigação da doença é mapeada com o auxílio da ferramenta. Além disso, profissionais de saúde acompanham o paciente de forma remota.

Segundo a prefeitura do município, cerca de três mil pessoas são monitoradas pelo aplicativo. O prazo de isolamento social estabelecido no protocolo da prefeitura é 14 dias para os casos confirmados do novo coronavírus e de três dias para os casos suspeitos.

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Os pacientes sob monitoramento recebem notificações no aplicativo a cada 30 minutos e devem responder perguntas sobre o seu quadro clínico, como por exemplo, se estão com febre, dores ou dificuldade para respirar. No momento da resposta, a localização dessa pessoa é coletada e validada com o endereço indicado no cadastro. Quem não responder aos questionamento dentro do prazo, vai receber ligações da equipe de monitoramento. 
 

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03/08/2020 14:00h

Entre os benefícios aprovados está a redução da taxa anual de juros do Pronaf

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O Conselho Monetário Nacional (CMN) atendeu pedido do Ministério da Agricultura e aprovou medidas econômicas que beneficiam os agricultores atingidos pelo ciclone-bomba na Região Sul e trabalhadores rurais prejudicados pela pandemia da Covid-19 em todo o país. O CMN autorizou agentes financeiros a reduzirem a taxa de juros aos produtores enquadrados no Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) que tiveram a produção afetada pelo ciclone. Atualmente, o Pronaf possui taxa anual de juros de 2,75%.

Além disso, o Ministério da Agricultura editou resolução para estimular a contratação do seguro-rural aos produtores de banana da região que tiveram a plantação destruída pelo fenômeno da natureza.

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O colegiado também decidiu prorrogar de 15 de agosto para 15 de dezembro deste ano o prazo de vencimento das parcelas de operações de crédito rural de custeio e de investimento contratados por produtores rurais que foram prejudicados pelas medidas de distanciamento social impostas por conta da pandemia do novo coronavírus. 

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01/08/2020 00:00h

O MAZK é gratuito e já ajuda nas aulas remotas de toda a rede pública de ensino de seis municípios do estado

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Cerca de 20 mil alunos e professores de escolas públicas de seis municípios de Santa Catarina resolveram o problema da distância na pandemia com uma plataforma criada pelo Laboratório de Tecnologias Computacionais (LabTeC) da Universidade Federal do estado (UFSC). O MAZK foi testado em 2017, em um grupo de pesquisa, e hoje é a principal ferramenta educacional do extremo sul de Santa Catarina neste momento de pandemia.

Além da possibilidade de o professor introduzir todo o material da aula, entre textos, fotos e vídeos, a plataforma gratuita conta ainda com um chat para interação entre alunos e professores, videoconferência e uma novidade: Inteligência Artificial para acompanhamento do desempenho do aluno e auxílio do professor.

Eliane Pozzebon, professora do departamento de computação da Universidade Federal de Santa Catarina e coordenadora do LabTec, explica que os testes no município de Forquilinha, em 2018, foram promissores e com a chegada da pandemia seis outros municípios adotaram o sistema em toda a rede municipal de ensino. Ela conta que muitos professores tiveram dificuldade de trabalhar com a tecnologia e foi necessário montar um grupo para auxiliá-los com assistência e cursos, o que acabou por contribuir com a inclusão digital desses docentes. “Aquelas professoras que não trabalhavam com tecnologia, fizemos a inclusão digital. Foi importante, inclusive, para a autoestima desses profissionais”, ressalta.

Apoio exclusivo

Os professores, alunos e pais dos alunos que atualmente estão utilizando o MAZK continuam tendo apoio do suporte realizado via WhatsApp e a disponibilização de vídeos tutoriais em um canal do Youtube, que é atualizado com videoaulas das professoras Edilene Valeriano e Susi Oliveira, da Rede Municipal de Educação de Araranguá.

Edilene Valeriano dá aulas em turmas da pré-escola ao 5º ano e trabalha com o MAZK desde 2018. Quando a pandemia foi declarada, tanto ela quanto os alunos já estavam preparados para a tarefa de educação remota. A professora explica que no momento da suspensão das aulas ela sabia que os alunos que já utilizavam a plataforma não teriam dificuldades, mesmo com o afastamento social.

“No primeiro dia enviei as aulas e já fizemos videoconferência. Nossos alunos saíram na frente porque o aprendizado não parou em momento algum.”
Voluntária no projeto, Eliana usa a sua experiência na plataforma para ensinar outros professores da região que também estão precisando da tecnologia para administrar as aulas pela internet. No início da pandemia, ela foi responsável por ensinar os professores de Araranguá e posteriormente capacitou professores de Sombrio e Arroio do Silva.

“Os professores têm essa necessidade, têm o direito de aprender, de alguém que os ensine de maneira pedagógica. Como a gente sabe das necessidades que eles têm em sala de aula, os resultados das capacitações são bem positivos”, pontua.

Inclusão digital

Já Susi Oliveira participou do projeto piloto, quando dava aulas na rede municipal em Forquilinha, em 2017. O MAZK foi utilizado primeiro em apenas duas turmas, mas em 2018 todas as escolas do município passaram a se beneficiar com a ferramenta. Ela acredita que a introdução da tecnologia já deveria ser comum na educação e a pandemia serviu para evidenciar isso.

“Hoje não tem mais como deixar a tecnologia fora da educação, porque nós educamos os nativos digitais. Nós temos de fazer um trabalho agora para que tanto os professores quanto os alunos fiquem na mesma frequência, que sejam letrados digitalmente”, destaca.

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Participam também do projeto do MAZK os alunos de graduação em Engenharia de Computação da UFSC Araranguá, Nicolas Baumle e Julio Carraro, responsáveis pela orientação e esclarecimentos de dúvidas dos alunos e professores que estão utilizando o MAZK; Vinicius Capistrano, Luiza Castilho e Jimy Li Yan, pela autorização de novos usuários (professores) e pela edição dos vídeos e divulgação dos tutoriais; Felipe Zago Canal e Tobias Rossi Müller, pelo desenvolvimento do sistema. 

A equipe do LabTeC disponibilizou na internet um Canal no Youtube (https://www.youtube.com/MAZKLabTeC) com apresentação da plataforma, videoaulas e tutoriais para que gestores, professores e alunos em todo o país possam conhecer e utilizar a ferramenta gratuita criada pela Universidade Federal de Santa Catarina.
 

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Política
31/07/2020 13:30h

Áreas como educação, saúde e infraestrutura foram beneficiadas nesse primeiro lote, segundo governador Carlos Moisés

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O governo do estado catarinense alcançou 245 municípios com o pagamento superior a R$ 70 milhões no mês de julho. Segundo o governador Carlos Moisés, o valor é referente a 579 emendas impositivas que fazem parte do primeiro lote de pagamento deste ano, de até R$ 200 mil cada um. 

Segundo Moisés, desde o ano passado, o governo tem feito um esforço inédito para aplicar os recursos nas prioridades indicadas pelos deputados por meio das emendas. Na saúde, por exemplo, foram investidos mais de R$ 20 milhões, por meio de 167 emendas para 125 municípios. Na educação, mais de R$ 21 milhões foram destinados para 127 municípios, a partir de 171 emendas. 

Para as demais áreas, entre elas infraestrutura, mobilidade, saneamento e assistência social, foram investidos quase R$ 30 milhões por meio de 241 emendas. 

A projeção do governo catarinense é repassar um total de aproximadamente R$ 495 milhões no biênio 2019/2020.

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Brasil
30/07/2020 04:00h

Nas últimas semanas, os gaúchos enfrentaram um ciclone tropical que causou danos em algumas regiões

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O excesso de chuvas e vendavais registros nas última semanas no Rio Grande do Sul fez com que o governo federal a reconhecer a situação de emergência em quatro municípios do estado. Em Arroio do Meio e Lajeado, a motivação do decreto se deu pelas inundações nessas cidades. Já em Barra do Rio Azul e Itatiba do Sul, a situação de emergência ocorreu devido a presença de vendavais. 

O mesmo decreto também contemplou a cidade catarinense de Anchieta, mas por lá é a estiagem que tem prejudicado o dia a dia da população. Entre o final de junho e o início deste mês, um ciclone extratropical causou estragos em regiões do Rio Grande do Sul. 

Entre outros pontos, o reconhecimento de situação de emergência pela União garante aos municípios acesso facilitado a recursos federais e permite que as prefeituras utilizem recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
 

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Saúde
28/07/2020 10:30h

Nessa segunda (27), a prefeita de Vargem reuniu especialistas para traçar estratégias e conter o avanço da doença no estado

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O aumento no número de novos casos e de mortes pela covid-19 no estado catarinense têm preocupado especialistas e autoridades. Por isso, a prefeita de Vargem e presidente do Consórcio de Saúde Amures, Milena Becher, compôs um grupo de estudos para o enfrentamento à pandemia. 

Em uma videoconferência realizada nessa segunda (27), a prefeitura conversou com especialistas da linha de frente da saúde, que mostraram preocupação com o avanço da doença no estado e na serra catarinense. Um dos participantes, o médico anestesiologista Luciano Dias Azevedo, defendeu a abordagem precoce com fármacos. Na opinião dele, mesmo não sendo antivirais, eles atrapalham a replicação do vírus no organismo dos pacientes e evitam o desenvolvimento da doença. 

Alô Saúde Floripa garante teleatendimento de qualidade à população em meio à pandemia da Covid-19

De acordo com especialistas, a serra catarinense já registrou mais de 3,2 mil pacientes com passagem pelos centros de triagens, 17 óbitos e mais de 1,2 mil casos positivos na região. Segundo dados da Secretaria de Saúde local, Santa Catarina já tem mais de 70 mil casos confirmados do novo coronavírus e quase mil mortes. 

A serra catarinense, local de visitas intensas de turistas, já tem cidades com decretação total de lockdown, como Urubici e São José do Cerrito. Já o município de São Joaquim tornou mais rígidas as medidas de restrição. Hoje, as principais cidades turísticas da Serra estão com atividades, como hóteis e pousadas, totalmente paradas.

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Saúde
27/07/2020 17:11h

Entre as medidas está a suspensão do transporte coletivo urbano municipal e intermunicipal de passageiros por 14 dias, a partir desta segunda-feira (27)

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O governo de Santa Catarina anunciou que o estado vai ampliar as medidas de isolamento social por causa da pandemia do novo coronavírus. Um Decreto assinado pelo governador Carlos Moisés prevê que as medidas passem a valer para mais três regiões da saúde classificadas em situação gravíssima. 

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Ministério da Saúde já habilitou 10,5 mil leitos de UTI exclusivos para pacientes com covid-19

Entre as medidas está a suspensão do transporte coletivo urbano municipal e intermunicipal de passageiros por 14 dias, a partir desta segunda-feira (27). Desde o último sábado que também não é permitida a concentração e permanência de pessoas em espaços públicos de uso coletivo, como parques, praças e praias, por exemplo. Ao todo, dez regiões de saúde, que englobam 173 municípios catarinenses, são abrangidas pelas restrições.

Na última semana, o governador havia decretado as mesmas medidas para sete regiões de saúde, como Grande Florianópolis, Nordeste, Foz do Rio Itajaí, Médio Vale, Xanxerê, Carbonífera e Amurel. Desde a última quarta-feira (23), o Extremo Sul, o Meio Oeste e o Oeste entraram na faixa considerada mais crítica.

 

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26/07/2020 00:00h

Sistema de atendimento pré-clínico é mais uma das iniciativas que incorporam a tecnologia ao dia-a-dia dos profissionais de saúde e dos pacientes

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Foi o teleatendimento do Alô Saúde Floripa que garantiu à Renata Lage, 40 anos, a assistência que ela tanto precisava quando o vírus da Varicela, causador da herpes, voltou a incomodá-la. Em meio à pandemia da Covid-19 e à necessidade de isolamento social, ela voltou a sentir fortes dores e o incômodo causado pelas feridas na pele. 

Diante da dúvida sobre qual serviço procurar, não hesitou e logo ligou para o sistema de atendimento pré-clínico da capital catarinense. Ela conta que se surpreendeu com o tratamento que recebeu desde o primeiro contato com a equipe de saúde. “Foi mais do que uma orientação. Foi um acolhimento, mesmo que por telefone. Fui muito bem atendida e nesse momento que a gente está vivendo com essa pandemia, o que mais precisamos é de orientações corretas para não ficar perdido de um lado para o outro e de acolhimento e um atendimento humanizado”, elogia. 

Moradora do bairro Ingleses, Renata diz que o processo de atendimento funcionou desde o início. O primeiro contato foi com uma enfermeira do sistema de teleatendimento. “Ela foi extremamente acolhedora e profissional com a situação que eu estava vivendo. Me deu orientações corretas e precisas.” 

Em seguida, foi encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no norte da Ilha, onde recebeu a medicação. Saiu de lá com uma receita e conseguiu pegar os remédios para dar continuidade ao tratamento em uma outra unidade de saúde, responsável por essa distribuição. Feliz com a atenção que recebeu, a administradora de empresas torce para que o exemplo do Alô Saúde Floripa se espalhe por outros municípios brasileiros. 

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Atendimento à distância

Um dos desafios impostos pela pandemia da Covid-19 foi a necessidade de a Atenção Primária à Saúde (APS) continuar atendendo à população sem com isso expor as pessoas à contaminação pelo novo coronavírus. Para isso, o sistema de saúde teve que se reinventar e nada melhor do que o uso da tecnologia. Exemplos pelo Brasil não faltam e o Alô Saúde Floripa ilustra essa mudança. 

Planejado desde 2018, o sistema de atendimento pré-clínico por telefone começou a funcionar no dia 16 de março deste ano. E não haveria data melhor para a introdução do novo conceito em atendimento à população. É o que explica Fernanda Melchior, médica de Família e Comunidade e Coordenadora do Alô Saúde Floripa. “Coincidentemente foi o dia em que os decretos da pandemia começaram a vigorar no município de Florianópolis”, lembra. 

De lá para cá, Fernanda afirma que cerca de 60 mil pessoas já ligaram para o teleatendimento em busca de orientação. O sistema é preparado para triar a melhor solução de acordo com a necessidade do paciente. O primeiro profissional a atender é um técnico em enfermagem. Ele tira dúvidas gerais, por exemplo, sobre locais abertos à vacinação, onde são distribuídas as fraldas para os bebês, entre outros. 

Caso o paciente esteja com algum sintoma, seja da Covid-19 ou de qualquer outra doença, ele é encaminhado para o teleatendimento com um enfermeiro, que vai direcionar essa pessoa para a unidade de saúde adequada ao nível de complexidade do caso e agendar uma consulta presencial. 

Para Fernanda, o teleatendimento traz benefícios de ponta a ponta. Tanto para a população, quanto para o sistema de saúde. “Já tivemos cerca de 12 mil pessoas com sintomas compatíveis com o coronavírus, em alguns desses casos conseguimos fazer a teleconsulta e o paciente ficou em quarentena.”

Ela explica que desse total, apenas 400 pessoas tiveram realmente que ser atendidas presencialmente. Sem a tecnologia, a médica afirma que essas pessoas poderiam buscar atendimento no lugar errado e as demais irem a uma unidade de saúde sem necessidade, impedindo o atendimento a quem precisava. 

“A rede de Atenção Primária ganha muito com isso. Colocamos o paciente com o nível de complexidade adequado no local que é o mais apropriado. Evitamos esses doentes na Atenção Primária e ao mesmo tempo pacientes se resolvem com orientação de auto-cuidado e permanecem em casa”, avalia.

Arte: Brasil 61

Investimento

Para dar condições de o teleatendimento funcionar, a prefeitura de Florianópolis teve que adquirir celular para as 151 equipes de APS. Ao todo, o Sistema Único de Saúde (SUS) na capital catarinense conta com 49 Centros de Saúde (CS) e três UPAs. 
 
Para mais informações sobre o Alô Saúde Floripa acesse www.alosaudefloripa.com.br  ou ligue para o 0800-333-3233.

Iniciativa que se espalha

Desde o próprio Ministério da Saúde, que implementou o TeleSUS, até experiências desenvolvidas em Pernambuco, Santa Catarina e São Paulo, por exemplo, as tecnologias que envolvem o uso da internet ou apenas do aparelho celular vieram para ficar e fazer parte da Atenção Primária à Saúde dos brasileiros daqui pra frente. 

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