Mosquito

25/08/2023 14:00h

Durante período sazonal da dengue que se iniciou dia 30 de julho deste ano — e vai até 27 de julho de 2024 — foram confirmados até agora 188 casos e nenhuma morte

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No Paraná, durante o período sazonal da dengue que se iniciou dia 30 de julho deste ano e vai até 27 de julho de 2024, foram notificados 1.895 casos suspeitos da doença. Desses, 188 foram confirmados e nenhuma morte. O último período sazonal registrou 108 mortes em todo o estado e 135 mil casos confirmados de dengue. 

A chefe da Divisão de Doenças Transmitidas por Vetores, Emanuelle Gemin Pouzato,  esclarece que o período sazonal no Paraná corresponde aos meses de verão — e é marcado por um aumento significativo nos casos de doenças devido às altas temperaturas e maior incidência de chuvas.

“Então nos meses mais quentes e mais úmidos a gente tem um aumento do vetor, da densidade do vetor no território e esse aumento da densidade do vetor faz com que haja um aumento do número de caso. E é isso então que caracteriza muito a sazonalidade da dengue como um todo”, explica.

As regiões de Irati, Guarapuava, União da Vitória, Pato Branco e Cianorte não tiveram casos confirmados neste primeiro boletim. Por outro lado, as áreas de Telêmaco Borba, Ponta Grossa e Jacarezinho registraram apenas um caso cada.

A Emanuelle Gemin  ressalta que, neste início do novo período epidemiológico, a região norte do Paraná, especialmente em Maringá e Londrina e a região oeste, como no município de Foz do Iguaçu, destacam-se com um número maior de casos de dengue em comparação aos demais municípios paranaenses.

Ploriferação

A chefe da divisão avalia que a Secretaria do Estado da Saúde do Paraná  faz um alerta à população para que se envolva na prevenção contra a proliferação do mosquito. 

"Cuidados básicos com o olhar do ambiente e se cada cidadão fizer uma inspeção por semana na sua casa, tanto no interior da sua residência quanto no exterior, na busca, de qualquer recipiente que possa estar acumulando água e eliminar esses recipientes, nós vamos ter realmente um trabalho efetivo que vai favorecer com que a gente não tenha um aumento expressivo no número casos de dengue"

Transmissão

Sara Oliveira, assistente de pesquisa do InfoDengue explica que a transmissão do vírus se dá pela picada do mosquito do Aedes aegypti. “O mosquito ele pica uma pessoa infectada, se infecta e passa a infectar outras pessoas que ele pica”, pontua.

Sintomas

Sara Oliveira, expõe que os sintomas mais comuns da dengue são:

  • Febre alta, acima de 38,6°C;
  • Dores musculares bem fortes;
  • Dor ao movimentar os olhos; 
  • Dor de cabeça; 
  • Falta de apetite; 
  • Mal-estar geral;
  • Manchas avermelhadas pelo corpo. 

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27/06/2023 19:15h

Em todo o estado de Minas Gerais, em 2023, foram registradas 28 mortes por chikungunya, 132 por dengue e nenhuma por zica

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Em 2023, Minas Gerais registrou mais de 76 mil casos notificados de chikungunya, com 46 mil confirmações. No município de Ipatinga, foram reportados 3.909 casos suspeitos e 3.682 confirmados. A diretora de Vigilância de Agravos Transmissíveis da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), Marcela Lencine, destaca a necessidade de ações contínuas de prevenção e controle do mosquito aedes aegypti.

“No ano de 2023 nós observamos um aumento importante de casos em diversas regiões do estado e mediante esse quadro, sempre é importante intensificar que os municípios desenvolvam as ações previstas nos seus planos municipais de contingência”, alerta.

A diretora apresenta que, em todo o estado de Minas, em 2023, foram registradas 28 mortes por chikungunya, 132 por dengue e nenhuma por zica. Já no município de Ipatinga, foram registradas uma morte por chikungunya e uma por dengue. Ela avalia que a população tem papel importante nos cuidados para a prevenção da ocorrência dos casos de dengue.

“Então dentro da nossa casa é importante a gente ter atenção ao acúmulo de lixo, possíveis reservatórios de água, manter tampados reservatórios de água que podem servir como focos do mosquito

Aedes aegypti, cuidado com as plantas que acumulam águas, aos reservatórios de água dos animais, potenciais reservatórios nos nossos eletrodomésticos, manter as calhas e os jardins limpos, enfim, todo o local que possa acumular água”, reforça.

A diretora explica que nos últimos levantamentos de índice de infestação do Aedes aegypti, foi verificado que mais de 97% dos focos do Aedes aegypti estavam dentro das casas.

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Saúde
26/06/2023 15:30h

Em 2022, o estado teve 23.775 notificações

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Novos desafios para um antigo problema de saúde pública. A malária ainda faz parte da realidade dos municípios paraenses. Em 2022, o estado do Pará registrou mais de 23 mil casos, de acordo com dados do Ministério da Saúde, obtidos pelo Sivep-Malária. Nos primeiros três meses de 2023, foram registrados mais de 6 mil casos. O motorista e vendedor Antônio Lima Júnior, de 45 anos, conta que pegou malária na própria residência. Ele explica que, por morar próximo a um rio, muitos mosquitos acabam entrando em casa. O morador de Belém revela que passou por momentos difíceis:

“Comecei a ter muita febre, muita dor de cabeça, falta de apetite, dor no corpo e vômito. Eu passei 15 dias com essa doença, eu perdi 9 quilos em 15 dias. É uma doença muito, muito ruim.... e se não fizer o tratamento correto, o tratamento até o final ela pode matar", conta.

O Pará registrou, de janeiro a março deste ano, mais de 600 casos autóctones de malária por Plasmodium falciparum. Essa espécie está associada às formas mais graves da doença. O número representa um aumento de 40% no número de casos por essa espécie em relação ao mesmo período de 2022. Para Cássio Peterka, responsável pelo Programa Nacional de Prevenção e Controle da Malária do Ministério da Saúde, mesmo com a diminuição, o combate à doença precisa ser mantido com a participação da população, profissionais de saúde e gestores.

“Conseguimos reduzir os casos pelo Plasmodium falciparum e precisamos avançar para alcançar a eliminação da espécie até 2030 e da malária até 2035 no País. Acredito que agora esse é o momento para falar da mudança de chave, é o momento em que a gente precisa trabalhar a eliminação.”

A malária é transmitida pela picada da fêmea infectada do mosquito do gênero Anopheles, também conhecido como mosquito-prego. Os locais escolhidos pelo vetor para servirem de criadouros são coleções de água limpa, sombreada e de baixo fluxo, muito frequentes na Amazônia brasileira. O Ministério da Saúde recomenda a adoção de medidas de prevenção contra a picada do mosquito como o uso de mosquiteiros, roupas que protejam pernas e braços, telas em portas e janelas, repelentes e permitir que o agente borrife a casa. Ao apresentar sintomas como dores de cabeça e no corpo, febre e calafrios é preciso procurar rapidamente uma unidade de saúde e fazer o exame. Caso seja positivo, é necessário cumprir o tratamento até o final, mesmo que não apresente mais sintomas. O Exame e o tratamento são gratuitos no SUS.

Unidos vamos combater a malária! 

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Saúde
26/06/2023 15:20h

Em 2022, o estado registrou 6.140 notificações da doença

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Novos desafios para um antigo problema de saúde pública. A malária ainda faz parte da realidade dos municípios acrianos. Em 2022, o estado do Acre registrou mais de 6 mil casos, de acordo com dados do Ministério da Saúde, obtidos pelo Sivep-Malária. Nos primeiros três meses de 2023, foram registrados mais de 1.500 casos. O militar Marco Nascimento Pinto Júnior foi uma das pessoas que pegou malária e sofreu com a doença. Ele conta que adoeceu assim que chegou em Cruzeiro do Sul para trabalhar. 

“Eu acordei um dia com uma forte febre, moleza, não conseguia sair da cama, não conseguia me levantar, me derrubou. E com isso fiquei ali, três dias de cama, mal, mas me passaram a medicação e fui me recuperando, recuperando e depois de quatro dias já estava em condições e voltei para a atividade normal.”

O Acre registrou, de janeiro a março deste ano, mais de 450 casos autóctones de malária por Plasmodium falciparum. Essa espécie está associada às formas mais graves da doença. O número representa um aumento de 84% no número de casos por essa espécie em relação ao mesmo período de 2022. Para Cássio Peterka, responsável pelo Programa Nacional de Controle e Prevenção da Malária do Ministério da Saúde, o combate à doença precisa ser mantido com a participação da população, profissionais de saúde e gestores.

 “Conseguimos reduzir os casos pelo Plasmodium falciparum e precisamos avançar para alcançar a eliminação da espécie até 2030 e da malária até 2035 no País. Acredito que agora esse é o momento para falar da mudança de chave, é o momento em que a gente precisa trabalhar a eliminação.”

A malária é transmitida pela picada da fêmea infectada do mosquito do gênero Anopheles, também conhecido como mosquito-prego. Os locais escolhidos pelo vetor para servirem de criadouros são coleções de água limpa, sombreada e de baixo fluxo, muito frequentes na Amazônia brasileira. O Ministério da Saúde recomenda a adoção de medidas de prevenção contra a picada do mosquito como o uso de mosquiteiros, roupas que protejam pernas e braços, telas em portas e janelas, repelentes e permitir que o agente borrife a casa. Ao apresentar sintomas como dores de cabeça e no corpo, febre e calafrios é preciso procurar rapidamente uma unidade de saúde e fazer o exame. Caso seja positivo, é necessário cumprir o tratamento até o final, mesmo que não apresente mais sintomas. O Exame e o tratamento são gratuitos no SUS.

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Saúde
26/06/2023 15:05h

Em 2022, o estado teve 26.168 notificações da doença

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Novos desafios para um antigo problema de saúde pública. A malária ainda faz parte da realidade dos municípios roraimenses. Em 2022, o estado de Roraima registrou mais de 26 mil casos, de acordo com dados do Ministério da Saúde, obtidos pelo Sivep-Malária. Nos primeiros três meses de 2023, foram registrados mais de 9 mil. Evelin Rezende, de 41 anos, disse que pegou malária quando se mudou para Boa Vista. Ela relata momentos de desespero e conta que, se não tivesse tratado logo no início, os médicos disseram que poderia ter morrido.

“Comecei a ficar prostrada de não conseguir ficar em pé, comecei a vomitar, comecei a sentir muita dor nos rins, me deu uma infecção urinária até que um dia eu não consegui mais me levantar, tinha que ser arrastada... e uma febre muito alta... e o diagnóstico era que se eu não tivesse me tratado, antes do Natal eu já tinha morrido.”

Roraima registrou, de janeiro a março deste ano, mais de 2.700 casos autóctones de malária por Plasmodium falciparum. Essa espécie está associada às formas mais graves da doença. O número representa um aumento de 26% no número de casos por essa espécie em relação ao mesmo período de 2022. Para Cássio Peterka, responsável pelo Programa Nacional de Controle e Prevenção da Malária do Ministério da Saúde, o combate à doença precisa ser mantido com a participação da população, profissionais de saúde e gestores.

“Conseguimos reduzir os casos pelo Plasmodium falciparum e precisamos avançar para alcançar a eliminação da espécie até 2030 e da malária até 2035 no País. Acredito que agora esse é o momento para falar da mudança de chave, é o momento em que a gente precisa trabalhar a eliminação.”

A malária é transmitida pela picada da fêmea infectada do mosquito do gênero Anopheles, também conhecido como mosquito-prego. Os locais escolhidos pelo vetor para servirem de criadouros são coleções de água limpa, sombreada e de baixo fluxo, muito frequentes na Amazônia brasileira. O Ministério da Saúde recomenda a adoção de medidas de prevenção contra a picada do mosquito como o uso de mosquiteiros, roupas que protejam pernas e braços, telas em portas e janelas, repelentes e permitir que o agente borrife a casa. Ao apresentar sintomas como dores de cabeça e no corpo, febre e calafrios é preciso procurar rapidamente uma unidade de saúde e fazer o exame. Caso seja positivo, é necessário cumprir o tratamento até o final, mesmo que não apresente mais sintomas. O Exame e o tratamento são gratuitos no SUS.

Unidos vamos combater a malária! 
 

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Saúde
22/06/2023 04:15h

Em 2022, o país registrou 129.171 casos da doença. Quase 45% estão somente no estado do Amazonas, com um total de mais de 55 mil casos.

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Febre, dores de cabeça e no corpo, calafrios, tremores e muito suor. Esses são os principais sintomas da malária. Uma doença infecciosa que pode matar, caso não seja tratada adequadamente. O militar Denilson Alexandre, de Manaus, Amazonas, já contraiu a doença e passou uma semana acamado.

“Foi uma experiência muito difícil. A malária realmente me ‘derrubou’. Passei dois dias delirando de febre, com dor no corpo e, após dois dias, consegui ir ao hospital. Fiz o exame de sangue e foi constatado que estava com malária. Uma semana de cama, delirando, suando muito, muita dor no corpo. Uma experiência horrível.”

Os relatos de quem já sofreu com a doença se somam aos de quem está na linha de frente no tratamento e reforçam: a malária ainda afeta muita gente e representa um problema de saúde pública no Brasil, sobretudo na Região Amazônica. Nessa região ocorrem mais de 99% dos casos no País. Apenas nos três primeiros meses deste ano, os nove estados da Amazônia Legal registraram mais de 31 mil casos autóctones, ou seja, aqueles contraídos localmente. Os dados são do Ministério da Saúde. O médico Bruno Fazzolari atua no Hospital de Guarnição do município amazonense de São Gabriel da Cachoeira. A malária ainda está presente no dia a dia da cidade, segundo o especialista. 

“Tenho paciente de 10 meses de idade que já está na sexta infecção por malária. Portanto, no fim, a melhor saída é o conhecimento, o conhecimento da doença, se prevenir.” 

Em 2022, segundo o Ministério da Saúde, o total de casos autóctones de malária registrados no país foi de aproximadamente 129 mil. O número representa redução nacional de 7,4% em relação a 2021. 

Para o responsável pelo Programa Nacional de Prevenção e Controle da Malária do Ministério da Saúde, Cássio Peterka, a população, os profissionais de saúde e os gestores têm papel importante na prevenção, controle e eliminação da doença.

“É necessário que todos entendam que a eliminação da malária é factível, ela é real e nós podemos alcançar. A malária não é só um problema de saúde pública, causa também problemas econômicos e ambientais.” 

A malária é transmitida pela picada da fêmea infectada do mosquito do gênero Anopheles, também conhecido como mosquito-prego, carapanã, muriçoca, sovela e bicuda. Esse mosquito gosta de coleções de água limpa, sombreada e de baixo fluxo, muito frequentes na Amazônia brasileira.

Além de se proteger da picada do mosquito - com medidas como uso de mosquiteiros, telas em portas e janelas, repelentes e roupas compridas e de permitir que o agente borrife a casa, o Ministério da Saúde recomenda: ao apresentar sintomas como dores de cabeça e no corpo, febre e calafrios, é preciso procurar rapidamente uma unidade de saúde e fazer o exame. Caso seja positivo, é necessário cumprir o tratamento até o final, mesmo que não apresente mais sintomas. O Exame e o tratamento são gratuitos no SUS.

Unidos vamos combater a malária! Saiba mais em gov.br/malaria. Ministério da Saúde, Governo Federal. União e Reconstrução.

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12/05/2023 20:00h

Dos quatro casos confirmados, 3 foram no estado de Roraima e 1 no Paraná

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Recentemente o sorotipo 3 (DENV-3) do vírus da dengue ressurgiu após mais de 15 anos sem causar epidemias no Brasil, o que fez com que o Ministério da Saúde acendesse um alerta para o risco de uma epidemia da doença, que é causada por esse sorotipo viral.

Um estudo da Fiocruz, coordenado pela Fiocruz Amazônia e pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), apresenta a caracterização genética dos vírus referentes a quatro casos da infecção registrados este ano, em Roraima e no Paraná. A circulação de um sorotipo há tanto tempo ausente preocupa os especialistas. 

Dos quatro casos analisados, 3 são referentes a pacientes que se infectaram no estado de Roraima e não tinham histórico de viagem. Já no Paraná, o diagnóstico veio de uma pessoa vinda do Suriname (País da América do Sul).

Durante o lançamento da campanha nacional para o combate das arboviroses, a diretora do Departamento de Doenças Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (SVSA/MS), Alda Cruz, expôs que o Aedes Aegypti tem como característica ser um mosquito com grande adaptação aos cenários urbanos, o que cria uma dificuldade muito grande no combate a esse vetor. 

“Com relação aos fatores determinantes, eles são múltiplos. Tanto a variabilidade climática, quanto fatores demográficos, sociais e econômicos, a própria mobilidade das pessoas e também as características biológicas e a ecologia tanto de vetores, mas também de hospedeiro”, alerta.

Tipos de dengue

A dengue possui 4 sorotipos diferentes (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4). A infecção por um sorotipo dá imunidade a essa variante específica, mas não impede uma nova infecção por um sorotipo diferente. Segundo a Fiocruz, a preocupação com o ressurgimento do sorotipo 3 deve-se à baixa imunidade da população, pois poucos foram expostos a ele desde os surtos iniciais na década de 2000. 

De acordo com o Ministério da Saúde, em 2023, até o final de abril, houve aumento de 30% no número de casos prováveis de dengue em comparação ao mesmo período de 2022, em todo Brasil. As ocorrências passaram de 690,8 mil casos, no ano passado, para 899,5 mil neste ano, com 333  mortes confirmados. 

Alda Cruz apresentou uma das ações do Ministério da Saúde para o enfrentamento da epidemia dessas arboviroses, que foi a instituição do Centro de Operações de Emergência em Saúde (Coe Arboviroses). E, segundo ela, está com 50 dias de ativação. Esse centro de operações é ativado quando há registro de casos acima da curva esperada para aquele período.

“A instalação desse Coe é muito importante, porque ele permite uma ação coordenada não apenas da nossa secretaria, mas também com outras secretarias do ministério e outras instâncias, como Conas, Conasems, Anvisa, Fiocruz, entre outras, que se reúnem diariamente para que a gente possa discutir os cenários e orientar as tomadas de decisões”, explica.

De acordo com a pasta, em 2023, foram investidos mais de R$ 84 milhões na compra de quatro tipos de insumos para o controle vetorial do Aedes. Popularmente conhecido como fumacê. A expectativa é que o Ministério da Saúde receba cerca de 275 mil litros do produto neste mês de maio, normalizando o envio aos estados e Distrito Federal.

Sintomas

Sara Oliveira, assistente de pesquisa do InfoDengue, informa que os sintomas mais comuns da dengue são:

  • Febre alta, acima de 38,6°C;
  • Dores musculares bem fortes;
  • Dor ao movimentar os olhos; 
  • Dor de cabeça; 
  • Falta de apetite; 
  • Mal-estar geral;
  • Manchas avermelhadas pelo corpo. 

Prevenção

  • Não estocar pneus em áreas descobertas
  • Não acumular água em lajes ou calhas
  • Colocar areia nos vasos de planta
  • Cobrir bem tonéis e caixas d’água

Todo local de água parada deve ser eliminado, pois é lá que o mosquito transmissor coloca os seus ovos.

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05/05/2023 20:55h

Em 2022 foram registrados mais de 129 mil casos da doença, 8,1% a menos que 2021

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Em 2022 foram registrados mais de 129 mil casos de malária no Brasil. Na comparação com 2021, houve uma redução de 8,1%. 

A malária é uma doença infecciosa febril causada por um mosquito do gênero Plasmodium, e é transmitida através da picada da fêmea infectada do mosquito anopheles, mais conhecido como “mosquito prego”. 

O Brasil possui um dos climas mais favoráveis para a proliferação do mosquito, principalmente na região amazônica. 

O infectologista Edimilson Migowski afirma que a malária é uma doença prevalente no Brasil e, quando não tratada, pode levar à morte.

“A malária infelizmente é uma doença endêmica do nosso país, acomete cerca de 150 mil pessoas por ano e pode causar mortes quando não tratadas de forma correta, o paciente uma vez infectado pelo mosquito anopheles, (nada a ver com o vilão aedes aegypti)", afirmou Migowski. 

A principal forma de transmissão da malária é pela picada do mosquito, mas o infectologista Julival Ribeiro explica que há também outros meios de infecção. 

“A transmissão da malária pode ocorrer pela picada do mosquito, por transfusão de sangue contaminado, através da placenta, ou seja, congênita para o feto, e seringas infectadas”, explicou Ribeiro.

Os primeiros sintomas da malária são dores de cabeça e dores no corpo, suor intenso, febre e tremores. O infectologista Julival Ribeiro destaca a importância de procurar um auxílio médico ao sentir um dos sintomas. 

“A principal manifestação clínica da malária em sua fase inicial é febre, associada ou não a calafrios, tremores, suores intensos, dor de cabeça e dores no corpo. Portanto, é importante a gente saber que, a malária é uma doença curável mas pode evoluir para formas graves, por isso, deve-se procurar imediatamente um serviço médico ao se suspeitar de malária”, destacou o Julival Ribeiro.

Ainda não há uma vacina que proteja contra a doença, porém os cuidados básicos e individuais são necessários para evitar que o vírus se espalhe.

“A forma de prevenção da malária é não se expor ao mosquito. Geralmente o mosquito tem hábitos à tarde, então aquela pessoa que gosta de ver o pôr do sol na beira do lago, na beira da lagoa, tem risco aí. Então é importante usar repelente, roupas cobertas, à noite durante o sono cobrir o lugar que você vai dormir para evitar que o mosquito ataque você. Então é sim o mosquito anopheles o principal veículo, o principal vetor do microorganismo que causa a malária”, completou o infectologista.
 

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24/03/2023 20:10h

Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde, há registro de aumento de casos de mortes por dengue e chikungunya, nas Américas

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Com o objetivo de reforçar as ações de prevenção e controle de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como a dengue e a chikungunya, a Anvisa divulgou no dia 22 deste mês, a Nota Técnica 12/2023 que recomenda a intensificação de medidas para a redução de criadouros de mosquitos e controle de vetores adultos em portos, aeroportos e áreas de fronteiras.

A nota diz que segundo o Regulamento Sanitário Internacional (2005) é preciso haver uma zona livre de vetores nos portos marítimos, aeroportos e cruzamentos terrestres e dentro de um perímetro de 400 metros em torno desses pontos de entrada.

A finalidade é manter o status de livre de mosquitos transmissores por meio de vigilância ativa regular e controle de vetores para que o risco de transmissão de patógenos importados com vetores/reservatórios possa ser anulado ou minimizado. 

Recomendações da Anvisa:  

  • Revisar protocolos e procedimentos relativos a doenças transmitidas por vetores nos planos de contingência dos pontos de entrada;
  • Avaliar a regularidade dos planos integrados de controle de vetores dos portos e aeroportos;  
  • Verificar os índices de infestação de vetores, estabelecendo medidas de controle, caso seja necessário;
  • Verificar a regulação das empresas que realizam as ações de controle de vetores e dos produtos utilizados;
  • Revisar, junto aos serviços médicos instalados nos portos e aeroportos, a definição de caso das doenças.

Transmissão

Chris Gallafrio, infectologista, explica que a transmissão do vírus se dá pela picada do mosquito do Aedes aegypti. “A picada se dá quando esse mosquito pica alguém doente e adquire o vírus e aí transporta esse vírus quando ele pica outra pessoa, então esse vírus é inoculado nessa outra pessoa”, completa.

Sintomas

Sara Oliveira, assistente de pesquisa do InfoDengue, informa que os sintomas mais comuns da dengue são:

  • Febre alta, acima de 38,6°C;
  • Dores musculares bem fortes;
  • Dor ao movimentar os olhos; 
  • Dor de cabeça; 
  • Falta de apetite; 
  • Mal-estar geral;
  • Manchas avermelhadas pelo corpo.

Suzy Azevedo, aposentada de 56 anos, conta que após sentir muita dor no corpo, febre e dor de cabeça, decidiu fazer um exame para verificar o que estava acontecendo. “Depois que  fiz o teste e deu positivo, os sintomas se acentuaram. A febre persistiu por dias, dor de cabeça, dor nos olhos, falta de apetite, muita fraqueza, uma fraqueza assim sem medida”, conta. 

A aposentada diz que precisou fazer todo o tratamento por rede de saúde particular, pois não conseguia atendimento em hospitais públicos. “Devido a queda das minhas plaquetas, eu fazia o exame de sangue todos os dias para controle e muita hidratação venosa. Todo o meu tratamento foi feito na rede particular porque na rede pública era impossível conseguir. Só consegui uma vez uma hidratação”.

Aumento dos casos

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), há registro do aumento de casos e mortes por dengue e chikungunya na região das Américas. Neste mês de março, a Opas reiterou aos estados-membros que intensifiquem as ações de preparação dos serviços de saúde, incluindo o diagnóstico e o manejo adequado dos casos. E que fortaleçam as medidas de prevenção e controle vetorial para reduzir o impacto destas e de outras doenças transmitidas por mosquitos.  
 

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Dr. Ajuda
31/01/2023 17:00h

A Dra. Karina Miyaji dá mais detalhes sobre o assunto

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A presença dos mosquitos, especialmente dos pernilongos, é um problema para quase todos os brasileiros. Como evitar essas picadas? Pulseira, dispositivos que emitem barulho, repelentes naturais com citronela, alho, vitamina B realmente funcionam? A Dra. Karina Miyaji dá mais detalhes sobre o assunto.

Pulseira

Estudos científicos mostram que a pulseira contendo repelente protege apenas uma área pequena do seu corpo que fica bem próxima a pulseira, o resto do corpo não fica protegido e por isso esse método não é recomendado. 

Dispositivo que emite barulho

Você já viu um dispositivo que quando colocado na tomada emite um som que segundo os fabricantes incomoda e repele os mosquitos? Alguns aplicativos de celular também tem a mesma função. Existem vários estudos científicos sérios que mostram que esse método não funciona e por isso não deve ser recomendado.

Repelentes naturais a base de citronela ou óleo naturais 

Os repelentes naturais à base de citronela e outros óleos essenciais (mistura de plantas) tem ação repelente. O problema é que quando entram em contato com a pele, evaporam muito rápido e o resultado é que sua ação dura muito pouco tempo. Por essa razão não são recomendados.

Alho e vitamina B

Não tem estudos científicos que comprovem que comer alho ou ingerir altas taxas de vitamina B repelem o pernilongo. Esses métodos citados, por não terem comprovação científica, não são oficialmente recomendados.

O mais recomendado a se fazer é: caso queira utilizar algum dos métodos acima, use, mas para estar realmente protegido e evitar as picadas, use também algum método comprovadamente eficaz como repelentes, véu mosquiteiro e outros. 

Para saber mais, assista ao vídeo no canal Dr. Ajuda.

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