Rondônia

05/10/2021 03:00h

Governo de Rondônia pretende implantar sistema digital para agilizar análise e emissão das licenças ambientais a partir do final de outubro

Baixar áudio

A pandemia da Covid-19 tornou a emissão de licenças ambientais mais morosa em Rondônia e o tempo para a liberação dos documentos pode chegar a até um ano no estado. 

A informação é da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental de Rondônia (SEDAM). Além disso, o sistema de recebimento, análise e emissão das licenças ambientais no estado ainda é realizado de forma analógica e manual, o que dificulta o trabalho dos servidores públicos e, por consequência, contribui para a lentidão da aprovação dos documentos. 

Segundo o coordenador de licenciamento da SEDAM, Antônio Sepeda, o prazo médio gasto na análise dos processos até a autorização e a emissão das licenças ambientais é de cerca de 210 dias – sete meses – em Rondônia, e, dependendo da complexidade do empreendimento, a avaliação pode ser superior a 360 dias – um ano. 

Lei do Governo Digital passa a valer para os municípios

Fórum Sul-americano debate tendências da mineração

BH promove evento de preparação para Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima

O coordenador lembra que o governo do estado está investindo em tecnologia para digitalizar as emissões de licenças ambientais em Rondônia e, assim, diminuir o tempo de liberação dos documentos. 

“A previsão é que entre 25 e 30 de outubro, o sistema já esteja ‘startado’, em fase de operação. A missão que a gente tem é que, em dezembro, estejamos já operando intensamente com esse tipo de sistema”, anuncia Antônio Sepeda, coordenador de Licenciamento da SEDAM. 

Pesquisa tempo médio 

Na região norte do País, o Amapá é o único estado com tempo médio de emissão das licenças ambientais – 174 dias - abaixo da média nacional de 208 dias, de acordo com levantamento realizado pela empresa de consultoria Waycarbon, em 2019. O estado do Pará leva cerca de 395 dias para emitir licenças ambientais; Roraima 391 e o Acre 221 dias, por exemplo. 

No Brasil, os dados do levantamento revelam que as licenças ambientais solicitadas para autorização de obras em empreendimentos do setor de transportes, por exemplo, são as mais custosas, com tempo médio variando entre 308 e 2.828 dias. 

A indústria de transformação, especializada em criar máquinas, ferramentas e peças, através do aço, encontra menos entraves para conseguir licenças ambientais, mesmo assim, o tempo médio para a liberação dos documentos varia entre 174 e 3.046 dias, no País. 

Congresso Nacional 

A Lei Geral do Licenciamento Ambiental (PL 2159/2021) foi aprovada na Câmara dos Deputados no primeiro semestre do ano, após ser discutida na Casa por mais de 16 anos, por falta de consenso entre os parlamentares em temas como quais atividades e empreendimentos poderiam ter as exigências ambientais afrouxadas e, até mesmo, dispensadas. 

Por outro lado, a discussão também se acirrava acerca de quais obras e atividades teriam de ser analisadas de forma mais detalhada, com pareceres de órgãos ambientais, de governos e prefeituras. 

A priori, o texto aprovado na Câmara dos Deputados prevê a emissão da licença ambiental para os empreendimentos com pouco potencial de agressão ao meio ambiente sem a exigência de estudos ou relatórios de impacto por meio de adesão e compromisso de quem solicita o documento. 

O PL prevê ainda unificar em uma única etapa as análises de instalação, ampliação e operação dos empreendimentos e estipula tempo de validade das permissões de três a seis anos. 

No Senado, o presidente do parlamento, Rodrigo Pacheco – DEM/MG, decidiu enviar a Lei Geral do Licenciamento Ambiental para análise nas comissões de Meio Ambiente (CMA) e de Agricultura e Reforma Agrária (CRA). O relatório será formulado pela senadora Kátia Abreu – PP/TO. 

O presidente da CRA, Acir Gurgacz (PDT-RO), já realizou reuniões conjuntas com a CMA, mas ainda não deu prazo para a entrega do relatório final. Ele entende que o tema atrai a atenção de vários setores da sociedade, dos governos e setores produtivos, mas é otimista na aprovação da matéria. 

“É um tema ligado e importante para agricultura, meio ambiente e a geração de emprego e renda no nosso País”, lembrou Acir Gurgacz, senador – PDT-RO.  
 

Copiar o texto
14/09/2021 03:00h

Estoques de sangue atingiram nível crítico e registram grande demanda pelos tipos sanguíneos O negativo e A negativo

Baixar áudio

O Hemocentro Regional da Fhemeron, em Vilhena, alerta para as doações de sangue no município, que caíram mais de 30%, durante a pandemia do novo coronavírus. A região que abrange o leste rondoniense, abastece seis cidades, como Pimenta Bueno, Primavera de Rondônia e São Felipe d'Oeste. 

Segundo Michely Toledo, coordenadora do Setor de Captação e Doação do hemocentro, a instituição está operando com o estoque reduzido. Ela diz que  todos os tipos sanguíneos são importantes, mas faz apelo para captar mais doadores de sangue das tipagens negativas.

“Nós estamos com os nossos estoques baixos, principalmente dos tipos sanguíneos negativos, que são sangues considerados raros e mais difíceis de manter um estoque de sangue seguro. Nós tivemos uma queda de mais de 30% no comparecimento dos nossos doadores durante a pandemia e isso dificultou muito a quantidade e qualidade dos atendimentos com demanda transfusional”, explicou.

Para contornar a queda nos estoques, o hemocentro aderiu à Campanha Nacional de Doação de Sangue, em conjunto com o Ministério da Saúde. Segundo o ministro da pasta, Marcelo Queiroga, são realizadas três milhões de doações de sangue por ano na rede do Sistema Único de Saúde (SUS). Ele destaca a importância da doação regular.

“Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E, nesse sentido, é importante a doação regular de sangue. Doe sangue regularmente. Com a nossa união, a vida se completa.”

O Hemocentro Regional de Vilhena está localizado no bairro Nova Vilhena, região próxima aos municípios de Chupinguaia, Parecis, Pimenta Bueno, Primavera de Rondônia e São Felipe d'Oeste. O instituto é um dos cinco hemocentros regionais da Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Rondônia (Fhemeron), hemocentro coordenador do estado de Rondônia. Para agendar a sua doação de sangue, envie uma mensagem para o WhatsApp (69) 99240-6211.

Moradores de outras regiões de Rondônia, que desejam doar sangue, podem procurar os hemocentros localizados nos municípios de Ariquemes, Cacoal, Ji-Paraná, Rolim de Moura ou em Porto Velho, capital do estado. 

Para agendar a sua doação de sangue ou realizar o cadastro para doação de medula óssea em qualquer um dos seis hemocentros da Fhemeron, basta enviar uma mensagem para o WhatsApp (69) 9 8464-0125 ou pelo aplicativo “Sangue Amigo”, disponível para iOS e Android.

Solidariedade na pandemia

Mesmo com a pandemia, o analista legislativo Alexandre Bolanho não parou de doar sangue. A história como doador começou aos 18 anos, quando pediu de presente de aniversário a chance de ser um doador de sangue. Hoje, aos 30 anos, Alexandre acredita que doar sangue é mais que uma ajuda. É uma missão.

“Assim que eu completei meus dezoito anos eu já tinha esse objetivo. Meu presente de aniversário foi procurar a Fhemeron e fazer a minha primeira doação de sangue. Desde lá eu não paro. Eu sempre vou feliz com esse pensamento de salvar vidas. A gente pode ver como algo simples, um gesto simples, mas para quem recebe é algo imprescindível porque eles necessitam daquilo. Não há o que temer na doação de sangue. Todo mundo deveria doar e fazer a sua parte”, incentiva Alexandre. 

Onde doar sangue em Rondônia 

Além do Hemocentro Regional de Vilhena, o estado possui hemocentros regionais nos municípios de Ariquemes, Cacoal, Ji-Paraná e Rolim de Moura. Todos fazem parte da Fhemeron, hemocentro coordenador localizado na capital de Rondônia, em Porto Velho.

Para saber mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades mais próximas de você, veja o mapa abaixo. 

Critérios para doar sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos.


Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Os vacinados devem esperar o tempo de imunização, que vai depender da marca do imunizante.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de três meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de dois meses. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.

Candidatos à doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea, envie uma mensagem para o WhatsApp (69) 99240-6211.

Copiar o texto
30/08/2021 04:00h

Especialista considera PEC 110/2019 como melhor alternativa para alterar sistema de arrecadação

Baixar áudio

O estado de Rondônia vai deixar de arrecadar R$ 230 milhões por ano caso o Congresso Nacional aprove o projeto de lei 2337/2021, que trata da revisão da tributação da renda. É o que aponta uma pesquisa elaborada pela Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (FEBRAFITE). A medida é tida como a segunda parte da reforma tributária proposta pelo governo federal.  

Na avaliação da vice-presidente da Associação dos Auditores Fiscais de Minas Gerais (AFFEMG), Sara Felix, o PL também é prejudicial para estados e municípios porque o modelo apresentado provoca queda de investimentos e reduz o nível de empregos em todas as unidades da federação.

“Veja que o governo federal está repassando essa conta da reforma do Imposto de Renda para os estados, DF e municípios e, ao mesmo tempo, busca equilibrar sua receita com ajustes em suas contribuições. Ocorre que o governo federal dispõe desse mecanismo, mas os demais entes subnacionais, não. São esses entes que estão mais próximos do cidadão e são mais cobrados por serviços de qualidade, sem que disponham de algum mecanismo para recuperar essa receita tão importante para a prestação desses serviços”, considera.

Atualmente, a matéria se encontra na Câmara dos Deputados. O substitutivo ao PL 2337/2021, apresentado no relatório final, aumenta a tributação total sobre os investimentos produtivos para compensar desonerações concedidas a algumas modalidades de investimentos financeiros e a pessoas físicas.

PEC 110/2019 como solução

O modelo de arrecadação de impostos em vigor no Brasil é considerado ultrapassado por sua complexidade e insegurança no que diz respeito à sonegação. Sendo assim, tanto parlamentares quanto especialistas têm defendido a aprovação da PEC 110/2019, que também trata da reforma tributária. Atualmente, a medida está sob análise do Senado Federal.

Inflação alta e aumento de juros podem comprometer investimentos nos estados

Lei Geral do Licenciamento Ambiental deve destravar obras de infraestrutura

Para o advogado tributarista Rafael Amorim, a reforma precisa ser ampla e não fatiada. Sendo assim, ele acredita que a PEC 110 apresenta pontos oportunos para o atual quadro do Brasil, já que propõe a unificação de impostos federais, estaduais e municipais.

“Em termos gerais, ela pretende criar o IBS e também possui as características de um IVA. Isso é basicamente uma unificação da tributação sobre o consumo, no Brasil. O nosso sistema tributário, apesar de limitar as competências entre estados, municípios e União, é inteiramente interligado. Então, é difícil a gente falar de uma reestruturação do sistema tributário sem falar de uma reforma tributária ampla”, avalia.

A PEC 110/2019 pretende extinguir 10 tributos: IPI, IOF, CSLL, PIS, Pasep, Cofins e Cide Combustíveis, de arrecadação federal; o ICMS, de competência dos estados; e o ISS, de âmbito municipal, além do Salário-Educação. Em substituição, cria o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e o Imposto Seletivo (IS).
 

Copiar o texto
19/08/2021 03:00h

Para facilitar a pré-triagem, o estado aderiu a dois aplicativos que podem captar mais doadores de sangue e medula óssea

Baixar áudio

Rondônia aderiu a dois aplicativos para captar mais doadores de sangue e medula óssea no estado. A Iniciativa partiu da  Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Rondônia (Fhemeron), que, durante a pandemia, registrou queda no número de doadores. É o que aponta a coordenadora da instituição, Maria Luiza Pereira.

“As pessoas ficaram muito receosas em buscar os hemocentros, mas a gente se reinventou através de grupos de WhatsApp ativos de doação. Também temos um aplicativo, que se chama “Sangue Amigo”. Através desse aplicativo a gente agenda doador, o doador sabe se o estoque do sangue dele está em falta ou se ele pode deixar essa doação para mais tarde”, explicou.

Além da doação de sangue, a Fhemeron também realiza cadastro voluntário para doação de medula óssea. Para facilitar a doação, o instituto indica que os voluntários entrem em contato pelo WhatsApp ou pelo aplicativo “Sangue Amigo” disponível para Android e iOS. Após a pré-triagem, é preciso ir ao hemocentro mais próximo, fazer uma pequena coleta de sangue para verificar o tipo sanguíneo e a provável compatibilidade com algum paciente. 

Logo depois, o cadastro é repassado para o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), do Instituto Nacional do Câncer (Inca), órgão nacional responsável pelo gerenciamento das informações do doador e do paciente. Caso haja compatibilidade, o Redome entrará em contato com o doador para retirada das células.

Coordenação estadual

Em Rondônia existem um hemocentro coordenador e cinco hemocentros regionais. A unidade sede da Fhemeron está localizada em Porto Velho, na rua Benedito de Souza Brito com a Avenida Governador Jorge Teixeira, próxima ao Hospital de Base Doutor Ary Pinheiro. 

Segundo a coordenadora da instituição, Maria Luiza Pereira, o hemocentro coordenador auxilia grande parte da demanda oncológica da Região Norte do país. “Nesse momento estamos  precisando muito de doadores porque nós temos vários pacientes precisando de doações no Hospital de Amor, que é o hospital de referência que trata as leucemias”, ressaltou.

Para realizar o cadastro voluntário de doador de medula óssea, é preciso entrar em contato com o hemocentro coordenador de Porto Velho, no número (69) 3216-2234, ou a Unidade de Ji-Paraná, localizada na Rua Vilagran Cabrita, número 1.440, região central, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h30. Mais informações pelo telefone: (69) 3421-1615 ou (69) 3422-6762.

Unidades regionais

O hemocentro coordenador, na capital, está mais próximo de cinco municípios: Buritis, Cujubim, Nova Mamoré, Itapuã do Oeste e Campo Novo de Rondônia. A Fhemeron do município de Ji-Paraná abrange outros 10 municípios, tais como Presidente Médici, Teixeirópolis, Theobroma, Urupá e Vale do Paraíso.

A hemorrede de Rondônia é composta por outros hemocentros de suporte e que se dedicam à coleta de sangue. A Fhemeron de Vilhena, por exemplo, está localizada na Av. Jô Sato, número 405, Bairro Nova Vilhena, abrange os municípios de Chupinguaia, Parecis, Pimenta Bueno, Primavera de Rondônia e São Felipe d'Oeste. O telefone para contato é o (69) 3322-2400. 

O hemocentro regional Ariquemes, localizado na Rua Cassiterita, número 3613, Centro, atende as doações de outros seis municípios, como Alto Paraíso, Cacaulândia, Machadinho d'Oeste, Rio Crespo e Vale do Anari. O contato pode ser feito pelo (69) 3535-2659. 

Já a unidade regional de Cacoal, que fica na Avenida Malaquita, ao lado do Hospital Regional, abrange oito municípios, tais como Castanheiras, Espigão d'Oeste, Ministro Andreazza, Novo Horizonte do Oeste e Santa Luzia d'Oeste. O telefone para contato é o (69) 3441-0823. Moradores dessa região também contam com um hemocentro no município de Rolim de Moura, localizado na Avenida Cuiabá, número 5.424, Bairro Planalto, ao lado do Hospital Municipal, telefone (69) 3442-1328. 

Braço solidário

Para Alexandre Bolanho, morador do bairro Tancredo Neves, em Porto Velho, doar medula óssea representa uma oportunidade de salvar vidas. O analista legislativo de 30 anos já tem cadastro de doador no Redome, mas ainda espera encontrar um paciente compatível para realizar o transplante. Alexandre também é doador regular de sangue.

"Eu sou doador de sangue há muito tempo, desde os meus 18 anos, mas me cadastrei para doador voluntário de medula óssea a partir dos 20 anos. Para nós, que já somos doadores de sangue, a gente já sabe a importância de uma doação de sangue, então ainda mais de uma medula óssea, que pode salvar não somente uma vida, mas várias”, afirmou.

Doação de sangue

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, garante que doar sangue e medula óssea é um ato de amor que pode salvar muitas vidas, “Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E, nesse sentido, é importante a doação regular. Doe sangue regularmente. Com a nossa união, a vida se completa” afirmou.

E quem vacinou contra a Covid-19 pode doar sangue?

Após a vacinação, é preciso aguardar um período para poder doar sangue e medula, de acordo com o tipo de vacina, conforme quadro abaixo: 

Laboratório

Inaptidão para doação de sangue

Coronavac

48 horas

Astrazeneca/Oxford/Fiocruz

7 dias

BioNTech/Fosun Pharma/Pfizer

7 dias 

Janssen-Cilag

7 dias

Gamaleya National Center

7 dias 

Fonte: Ministério da Saúde

Onde doar sangue e medula óssea em Rondônia

Procure a Fhemeron mais próxima de sua região e faça a sua doação de sangue e medula óssea. Agende a sua doação pelo WhatsApp (69) 9 8464-0125 ou pelo aplicativo “Sangue Amigo”, disponível para iOS e Android. Para saber mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades, veja o mapa abaixo.

Critérios para doação de sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos.
 
Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Já os vacinados, devem esperar o tempo de imunização que vai depender da marca do imunizante.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de três meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de dois meses entre as doações. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.
 
Candidatos à doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.
 
Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea, acesse o portal da Fhemeron.

Copiar o texto
13/08/2021 03:00h

Pandemia da Covid-19 afastou voluntários, mas estado usa WhatsApp e aplicativo “Sangue Amigo” para atrair população

Baixar áudio

Rondônia está com baixo estoque de sangue tipo O negativo. Com a pandemia, muitos doadores deixaram de procurar os hemocentros do estado, o que fez o governo local buscar alternativas em busca de mais doadores. A solução para o problema pode estar em dois aplicativos, que ajudam a captar voluntários pela internet. A pré-triagem pode facilitar a doação e engajar mais pessoas sobre a importância de doar sangue, acredita a coordenadora da Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Rondônia (Fhemeron), Maria Luiza Pereira.

“As pessoas ficaram muito receosas em buscar os hemocentros, mas a gente se reinventou através de grupos de WhatsApp ativos de doação de sangue. Também temos um aplicativo que se chama “Sangue Amigo”. Através desse aplicativo a gente agenda doador, o doador sabe se o estoque do sangue dele está em falta ou até se ele pode deixar essa doação para mais tarde”, explicou Maria Luiza.

Em Rondônia existem seis hemocentros e uma unidade de coleta. A unidade sede da Fhemeron está localizada em Porto Velho, na Rua Benedito de Souza Brito, S/N - Bairro Setor Industrial. O telefone para contato é o (69) 3216-2234 ou o WhatsApp (69) 9 8464-0125. Os demais hemocentros estão localizados em Ariquemes, Cacoal, Ji-Paraná, Rolim de Moura e Vilhena. 

De acordo com a coordenadora, a maior procura em todos os hemocentros do estado é pelo sangue tipo O negativo. Grande parte do sangue coletado é destinado ao Hospital de Amor, unidade hospitalar em Porto Velho construída para atender toda a demanda oncológica da Região Norte do país.

“Precisamos muito de doadores tipo O negativo porque nós temos vários pacientes de leucemia com essa tipagem no Hospital de Amor. Somente a doação de sangue pode resolver o problema. O sangue não pode ser fabricado e não pode ser comprado em farmácia. O doador tem que ser altruísta! É algo muito valioso alguém vir ao hemocentro e deixar esperança de vida para quem precisa”, afirmou a coordenadora.

Exemplo de solidariedade

A pandemia pode ter afastado muitos doadores, mas não conseguiu impedir Alexandre Bolanho de doar sangue. O morador do bairro Tancredo Neves, em Porto Velho, tem apenas 30 anos e doa sangue desde os 18. Para Alexandre, doar sangue é mais que uma ajuda. É uma missão.

“Assim que eu completei meus dezoito anos eu já tinha esse objetivo. Meu presente de aniversário foi procurar a Fhemeron e fazer a minha primeira doação de sangue. A gente pode ver como algo simples, um gesto simples, mas para quem recebe é algo imprescindível porque eles necessitam daquilo. Não há o que temer na doação de sangue. Todo mundo deveria doar e fazer a sua parte” contou Alexandre.


FOTO: Arquivo Pessoal / Alexandre Bolanho doando sangue na Fhemeron.

Importância da doação regular

A doação é voluntária e pode beneficiar milhares de pessoas, independente do parentesco. De acordo com o Ministério da Saúde, são realizadas três milhões de doações de sangue por ano na rede do Sistema Único de Saúde (SUS). O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, destaca a importância da doação regular.

“Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E nesse sentido, é importante a doação regular de sangue. Doe sangue regularmente, com a nossa união, a vida se completa.”

Onde doar sangue em Rondônia 

Em Rondônia existem seis hemocentros e uma unidade de coleta. Procure a Fhemeron mais próxima de sua região e faça a sua doação de sangue e medula óssea. Você pode agendar a sua doação pelo WhatsApp (69) 9 8464-0125 ou pelo aplicativo “Sangue Amigo”, disponível para iOS e Android. Para saber mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades, veja o mapa abaixo.

Critérios para doação de sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos.

Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Já os vacinados, devem esperar o tempo de imunização que vai depender da marca do imunizante.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de 3 meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de 2 meses entre as doações. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.

Candidatos a doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso. 
Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber mais sobre os critérios e restrições de sangue, acesse o portal do Fhemeron.

Copiar o texto
29/06/2021 03:00h

Senador Confúcio Moura (MDB-RO) critica os altos impostos e a falta de retorno em serviços públicos no Brasil

Baixar áudioBaixar áudio

Entre janeiro e maio de 2021, o Brasil arrecadou R$ 280,24 bilhões com tributos estaduais. Só de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), foram arrecadados R$ 227,68 bilhões, 14,3% a mais que no mesmo período de 2020. Em Rondônia, foram coletados R$ 2,09 bilhões com ICMS nos primeiros cinco meses deste ano - valor 30,6% maior do que no ano passado. Os números são do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

Mesmo com o aumento na arrecadação, o senador Confúcio Moura (MDB-RO) ressalta a necessidade de o Brasil fazer a Reforma Tributária, tão reclamada pelos empresários do País.

“É necessária a reforma tributária. O empresariado carrega uma carga nas costas muito pesada, dificultando a sua concorrência internacional. É uma perda de tempo enorme; é um desgaste com contadores e advogados tributaristas. E com isso, [a falta dessa] reforma inibe o Brasil de um crescimento e o torna um país pesado para os negócios”, comenta.

O senador afirma que os custos tributários no Brasil são muito altos para pouco retorno em serviços públicos.

“O que se reclama é que pagamos um alto imposto e não temos serviço de educação, saúde, segurança pública e outros elementos e direitos sociais essenciais para o cidadão. Mantendo 83% de carga tributária e oferecendo bons serviços, o povo não vai reclamar”, avalia.

Reforma Tributária: aprovação é urgente e garante simplificação do sistema de arrecadação de impostos

Reforma Tributária: senador aponta que Congresso tem que ser rápido, mas profundo nas mudanças

Entrada do Brasil na OCDE poderá diminuir o protecionismo e aumentar a competitividade

Indústria Nacional

O atual sistema tributário brasileiro é um dos responsáveis pela baixa competitividade do País, pelo quadro de estagnação da economia e perda da posição relativa da indústria no Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o PIB industrial de Rondônia é de R$ 7,1 bilhões, equivalente a 0,5% da indústria nacional. O setor emprega 50.156 trabalhadores.

“Infelizmente a Indústria Nacional foi atropelada por uma concorrência fortíssima do mercado internacional, particularmente da China. Pagando uma carga tributária anormal como essa, além da dificuldade da compra de modernização dos equipamentos industriais, dos meios de produção mais pesados, caros e difíceis, do impostômetro muito elevado, não dava para a Indústria Nacional concorrer”, comenta o senador Confúcio Moura.

“Com essa reforma vindo, dará condição para o empresariado brasileiro fazer investimentos nas suas indústrias, exportar e concorrer com igual nível com os outros países”, acrescenta.

Diante disso, o professor de Direito Tributário do Ibmec Brasília, Thiago Sorrentino, acredita que somente uma reforma tributária ampla, com inclusão de impostos cobrados pela União, estados e municípios, será capaz de colocar o Brasil nos trilhos do desenvolvimento, com geração de emprego e renda.

“A reforma tributária tem que ser ampla. Não adianta fazê-la de forma pontual, nem fatiada. O Brasil é um dos países que têm a maior carga para se obedecer à legislação tributária. Não me refiro nem ao custo do tributo em si, mas ao custo para se saber como pagar corretamente esse tributo. Ele é muito alto e chega à casa de 1.500 horas por ano para uma empresa média”, considera.

Vantagens

Dados que englobam pesquisas de profissionais renomados, que fazem parte de instituições como o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a LCA Consultores e a Fundação Getulio Vargas (FGV), apontam que a Reforma Tributária Ampla pode aumentar em até 20% o ritmo de crescimento do PIB do Brasil nos próximos 15 anos.

Esse resultado será consequência de ganhos de competitividade da produção nacional em relação aos competidores externos e da melhor alocação dos recursos produtivos.

De acordo com o IPEA, por exemplo, com as alterações na forma de se cobrar impostos no Brasil, a pressão dos tributos poderá sofrer uma queda para o cidadão de menor renda, contribuindo para a diminuição das desigualdades sociais.

Copiar o texto
Brasil
25/06/2021 13:30h

Ação ocorre por meio do “Tchau poeira”, projeto do governo estadual que vai investir mais de R$ 300 mi nos 52 municípios do estado

Baixar áudio

Os municípios de Rolim de Moura e Nova Brasilândia recebem, nesta sexta-feira (25), o lançamento do programa “Tchau Poeira”. Trata-se de um projeto do governo estadual, que vai investir mais de R$ 300 milhões para asfaltamento e recapeamento de vias dos 52 municípios do estado. 
 
No sábado, será a vez de Novo Horizonte e Castanheiras darem início às obras. O “Tchau Poeira” já foi lançado em Ariquemes, Pimenta Bueno, Costa Marques, São Francisco do Guaporé, Seringueiras e São Miguel do Guaporé. Na última quarta-feira (23), por exemplo, foi a vez de a região da Zona da Mata receber a iniciativa. O asfalto novo chegou aos moradores de Alto Alegre dos Parecis. 
 
Por lá, o governo estadual vai investir cerca de R$ 3 milhões para pavimentação de mais de quatro quilômetros de ruas. Ao todo, mais de 20 pontos críticos vão receber asfalto novo, entre eles um trecho da Avenida Tancredo Neves. 
 
Segundo o governador de Rondônia, Marcos Rocha, o estado cortou gastos desnecessários e economizou para ter capacidade de executar o projeto. A iniciativa ocorre com recursos do próprio estado, mão de obra do Departamento de Estradas e de Rodagem e Transporte (DER) e com parcerias junto às prefeituras, que indicam as vias precárias e executam obras de drenagem. De acordo com a pasta. o “Tchau Poeira” vai chegar a todos os municípios de Rondônia gradativamente. 
 

Copiar o texto
15/06/2021 15:15h

Menos de 20% do público-alvo foi vacinado até o momento

Baixar áudio

Governo de Rondônia inicia a terceira fase do Plano Nacional de Imunização PONI) da vacinação contra a gripe influenza no Estado. A campanha começou no dia 12 de abril e segue até 9 de julho. Até o momento, apenas 16,9% do público alvo foi vacinado.

Covid-19: Quem teve dengue tem mais chances de ter sintomas?

Vacinação contra a gripe atinge menos de 30% do público-alvo

Na primeira fase da campanha, como prioritários estavam crianças de seis meses até cinco anos de idade e profissionais da Saúde. Na segunda fase, ocorrida em maio, os idosos e professores foram incluídos no plano de imunização. Na terceira fase, que foi iniciada agora, os demais grupos prioritários com comorbidades são o alvo. A vacina está disponível nas unidades de saúde de todo o Estado.

Vale lembrar que quem contraiu Covid-19 deve aguardar no mínimo 14 dias após a recuperação, para que seja aplicada a dose da vacina da gripe. O ideal é receber o imunizante sem que haja qualquer sintoma, principalmente gripal.

Copiar o texto
12/06/2021 04:00h

Realização do evento está prevista para acontecer em maio de 2022

Baixar áudio

A Nona edição do Rondônia Rural Show Internacional, previsto para acontecer no segundo semestre de 2021, no Centro Tecnológico Vandeci Rack, em Ji-Paraná, foi cancelada pelo governo do Estado.

Câmara aprova projeto de socorro a agricultores familiares na pandemia

Ministério da Agricultura lança Observatório da Agropecuária Brasileira

A medida foi acatada em respeito à prorrogação da declaração de estado de calamidade pública em toda Rondônia. De acordo com a coordenação do evento, um protocolo de segurança sanitária estava em desenvolvimento para prevenção da Covid-19 durante a feira, mas diante da situação, a maioria se manifestou pelo cancelamento em 2021 e planejamento para a realização em maio de 2022.

Os principais pontos elencados pelos parceiros do evento foram segurança sanitária, questões climáticas desfavoráveis no mês de agosto, déficit de insumos e implementos no mercado, data fora do calendário agrícola, entre outros.

Copiar o texto
13/05/2021 11:00h

Banco aderiu ao programa Adote um Parque, do Ministério do Meio Ambiente

Baixar áudio

Caixa Econômica Federal adere ao programa Adote um Parque, do Ministério do Meio Ambiente, e se compromete a investir R$ 150 milhões na  proteção de 3,5 milhões de hectares da Floresta Amazônica.

O programa Adote um Parque, lançado em fevereiro deste ano, permite que empresas e população em geral possam fazer doações, que serão revertidas em serviços de monitoramento, proteção, prevenção, recuperação de áreas degradadas e combate a incêndios e desmatamento ilegal na Amazônia. O valor inicial das doações é de R$ 50.

Contratação de brigadistas para atendimento a emergências é autorizada

Defesa Civil Nacional reconhece situação de emergência em Manaus por conta das inundações

Os parques ocupam cerca de 15% do bioma amazônico, totalizando 63,6 milhões de hectares. A meta do Ministério é expandir o programa futuramente para parques nacionais em outros biomas do Brasil.

Copiar o texto
Brasil 61