Amapá

16/09/2021 03:00h

Revisão do IR promovida pelo governo federal foi aprovada na Câmara dos Deputados e segue para análise dos senadores

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O Senado vai analisar, neste mês, o Projeto de Lei (2337/21) que muda as regras de arrecadação do Imposto de Renda, a chamada reforma tributária fatiada do governo federal. 

O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados e, se passar no Senado, pode gerar perdas na arrecadação do Amapá de cerca de R$ 341 milhões. A estimativa é da Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite). 

Ao todo, os estados do País devem perder em receitas cerca de R$ 30 bilhões e as cidades podem ser prejudicadas em R$13,1 bilhões a menos nos cofres públicos, de acordo com a Frente Nacional de Prefeitos (FNP)

Especialistas apontam que a revisão do IR, proposta pela equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, não prevê mudanças nas metodologias de arrecadação dos tributos sobre o consumo – PIS, COFINS, IPI, ICMS e ISS - que de fato pesam nos bolsos dos contribuintes e não moderniza o modelo atual de recolhimento de impostos, classificado como “oneroso e sufocante” para o setor produtivo. 

“Ao mesmo tempo em que o governo federal exige dos estados e dos municípios rigor fiscal, equilíbrio fiscal, impõe um modelo de reforma tributária repassando a conta para os entes, retirando receita. São os entes que estão mais próximos do cidadão e são os mais cobrados por serviços de qualidade, sem que disponham de nenhum mecanismo para recuperação dessa receita, que é muito importante para prestação desses serviços”, explica Sara Félix, especialista em Direito Tributário da Associação dos Auditores Fiscais de Minas Gerais (AFFEMG). 

Arte: Brasil 61

Reforma Tributária “Ampla” 

Empresários, especialistas e gestores defendem a modernização ampla e necessária do sistema tributário brasileiro. A ideia seria instituir no País sistemas unificados de cobranças de impostos, como o IVA (Imposto de Valor Agregado) ou o IBS (Imposto Sobre Bens e Serviços), por exemplo. Os dois modelos já foram discutidos no Congresso Nacional – PEC 45/2019 e PEC 110/2019.

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A reforma tributária ampla pode aumentar em até 20% o ritmo de crescimento do PIB do Brasil nos próximos 15 anos e, de acordo com pesquisadores, esse resultado será consequência de ganhos de competitividade da produção nacional em relação aos competidores externos e da melhor alocação dos recursos produtivos. 

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), por exemplo, considera que as mudanças na forma de se cobrar impostos no Brasil poderiam reduzir a pressão dos tributos sobre o cidadão de menor renda, o que resultaria na diminuição das desigualdades sociais e, isso, segundo especialistas, não é previsto na proposta do governo federal. 

“A reforma tributária do IR não é suficiente para modernizar o sistema tributário. A proposta do governo atrapalha porque gera maior complexidade na fiscalização e arrecadação desse imposto”, ressalta Fernando Aurélio Zilveti, especialista em Direito Tributário da Universidade de São Paulo (USP). 

O Amapá arrecadou cerca de R $2.3 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais, de janeiro ao início de setembro deste ano. O valor contribui com 0,11% do total de impostos recolhidos em todo País. O ICMS foi responsável por arrecadar no estado amapaense cerca de R$ 806 milhões, entre janeiro e setembro. 

PL 2337/21 

O projeto de lei de autoria do governo federal foi aprovado na Câmara dos Deputados no início de setembro e está em análise no Senado. A medida, relatada pelo deputado federal Celso Sabino (PSDB-PA), taxa os lucros e dividendos das pessoas jurídicas em 15% e, como forma de compensação, o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) pode ser reduzido de 15% para 8%. A CSLL deve ser reajustada de 9% para 8%. 

As regras de arrecadação do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) também devem mudar e a faixa de isenção do tributo pode ser ampliada de R$1.903,98 para R$2.500,00 mensais. 

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15/09/2021 18:45h

Município vem sofrendo com inundações devido à temporada de chuvas na região, o que causou danos na estrutura. Verba é proveniente de uma das ações de resposta a desastres do governo federal

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O município de Vitória do Jari, no interior do Amapá, vai receber recursos do Governo Federal para a obra de reconstrução de um muro de arrimo na orla. Ao todo, o Ministério do Desenvolvimento Regional vai repassar pouco mais de R$ 378 mil para a cidade, de acordo com decisão publicada na edição desta quarta-feira (15) no Diário Oficial da União (DOU)

Vitória do Jari está sofrendo com inundações devido à temporada de chuvas na Região Norte, desde abril deste ano. Com isso, houve danos na estrutura do muro, que serve para contenção da encosta e coloca em risco a vida da população. A estrutura fica próxima ao campo de futebol local.

De acordo com o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, coronel Alexandre Lucas, a “liberação de recursos para a reconstrução do muro em Vitória do Jari encontra respaldo em nossas ações de resposta a desastres”, explica. Com esse repasse, já são mais de R$ 2 milhões investidos pelo MDR em ações de Defesa Civil no estado do Amapá apenas em 2021.]

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Como solicitar recursos federais

Para fazer a solicitação, estados e municípios afetados por desastres naturais devem ter decretado situação de emergência ou estado de calamidade pública. Em seguida, é preciso solicitar o reconhecimento federal ao MDR, por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). O pedido deve atender aos critérios da Instrução Normativa n. 36/2020.
 
Depois da publicação do reconhecimento federal por meio de portaria no DOU, o ente federado pode solicitar repasses para restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução de infraestrutura pública danificada pelo desastre.
 
Com base nas informações enviadas por meio do S2iD, a equipe técnica da Defesa Civil Nacional avalia as metas e os valores solicitados. Com a aprovação, é publicada portaria no DOU com a especificação do valor a ser liberado.

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14/09/2021 17:35h

O Selo Sustentabilidade Tesouro Verde é dado pelo estado às empresas que adotam medidas mais ecológicas em seus processos

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Com o propósito de promover uma cadeia produtiva de valor ambiental, a Mina Tucano, localizada a 200 km de Macapá (AP), adotou o Selo Sustentabilidade Tesouro Verde em sua operação no estado. A ideia é adotar medidas sustentáveis em atividades que vão desde a produção do ouro até o consumidor final.

A adesão também motiva a realização de práticas responsáveis do ponto de vista ESG, que traduzido do inglês significa Governança Ambiental, Social e Corporativa. Trata-se de uma avaliação da consciência coletiva de uma companhia sobre fatores sociais e ambientais.

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Segundo o diretor de Operações da Mina Tucano, Fabio Marques, a adesão surgiu do interesse da empresa de informar que as atividades de minério “têm origem em uma operação responsável, com proteção ambiental e boas práticas no curto, médio e longo prazo.”

A iniciativa faz parte da política de sustentabilidade do governo do Amapá, que reconhece as empresas que compensam a pegada ecológica por meio do Selo Sustentabilidade Tesouro Verde. O título é concedido pelo Grupo Brasil Mata Viva (BMV).

Como funciona

Por meio da Lei 2.353/2018, regulamentada pelo Decreto 2.894/2018, o Amapá passou a disponibilizar uma série de incentivos públicos para que as atividades econômicas que conservam florestas nativas ingressem na economia verde do estado.

Nesse sentido, o Selo Sustentabilidade Tesouro Verde é a credencial reconhecida pelo governo local, que atesta que a companhia cumpriu a Cota de Retribuição Socioambiental do ano, adquirindo o Crédito de Floresta.

Entre as vantagens de aderir ao Selo está o incentivo do comércio sustentável do minério e a valorização da mineração responsável, por comunicar suas estratégias de ESG com sua cadeia de valor.

Com o selo, o comprador tem acesso a todas as informações de conservação das florestas com adesão ao programa do governo do Amapá, além de poder acompanhar as ações de neutralização de carbono da operação, entre outros benefícios gerados pelo Tesouro Verde.
 

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03/09/2021 19:15h

O podcast Giro Brasil 61 faz uma seleção dos principais fatos e acontecimentos noticiados pelo Brasil61.com durante a semana

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Nesta edição do podcast Giro Brasil 61, Janary Damacena e Laísa Lopes trazem um resumo das notícias da semana publicadas no portal Brasil61.com.

Entre os destaques da semana estão, o Brasil ultrapassa marca de 213 milhões e 300 mil habitantes em 2021, segundo indica do IBGE. Sobre saneamento básico, o Amapá promoveu um leilão para privatizar os serviços de água e esgoto nos 16 municípios do estado. A respeito de educação, a maioria das escolas brasileiras distribuiu kit alimentação durante o período em que estiveram fechadas por conta da pandemia da Covid-19. E o edital do leilão do 5G traz ajustes para reforço de investimento em educação nos municípios.

Quer saber tudo? Aperte o play e confira!

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02/09/2021 19:00h

Bloco formado pelos 16 municípios amapaenses foi arrematado por R$ 903 milhões em outorgas. Leilão foi realizado na tarde desta quinta-feira (2) na B3, em São Paulo

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A Companhia de Água e Esgoto do Amapá, a Caesa, vai receber cerca de R$ 3 bilhões em 35 anos para modernizar os sistemas de água e esgoto em todas as zonas urbanas do estado. 

O consórcio Marco Zero foi o vencedor do leilão de concessão realizado nesta quinta-feira, 2 de agosto, e deverá destinar 70% dos investimentos para esgotamento sanitário e 30% para fornecimento de água. Cerca de 750 mil pessoas em todos os 16 municípios amapaenses serão beneficiadas.

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Presente ao leilão de concessão, o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, reforçou a importância de levar água de qualidade à região Amazônica.

"Água, em todas as implicações, é literalmente vida. E não como uma palavra de ordem. Água como um pacto civilizatório. Água que diminui a pressão sobre o sistema de saúde pública, porque erradica doenças que deveriam ter sido retiradas do cenário do nosso país há centenas de anos. Água que diminui radicalmente a mortalidade infantil, que ceifou tantos sonhos e vitimou tantas famílias ao longo de dezenas de anos pela nossa região amazônica e pelas regiões menos desenvolvidas do país. A água que permite que a indústria e o comércio se estabeleçam, que permite a agricultura e que permite, sobretudo, uma mudança de patamar civilizatório."

O bloco formado pelos 16 municípios amapaenses foi arrematado por 903 milhões de reais em outorgas. Estruturado pelo Governo do Estado do Amapá, em conjunto com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, este é o primeiro grande leilão de saneamento da Região Norte do País.

Waldez Góes, governador do Amapá, falou sobre o modelo inovador de concessão realizado pelo estado.

"Na disputa do ágio aqui já dito, o estado, a princípio, abriu mão aos municípios e no ágio da outorga, parte dela vai financiar as comunidades rurais, as comunidades ribeirinhas, as comunidades quilombolas, as comunidades extrativistas, indígenas, os assentamentos." 

Este é o quinto leilão para concessão de serviços de saneamento básico. O primeiro ocorreu em 30 de setembro de 2020, em Alagoas. O estado recebeu R$ 2,6 bilhões em investimentos em distribuição de água tratada e coleta de esgoto, beneficiando cerca de 1,5 milhão de pessoas.

O segundo certame foi para o Espírito Santo, onde cerca de 423 mil pessoas do município de Cariacica e de alguns bairros de Viana, na Região Metropolitana de Vitória, serão beneficiadas com a concessão do serviço de esgotamento sanitário. Ao todo, serão investidos R$ 580 milhões durante os 30 anos de validade do contrato.

O estado do Mato Grosso do Sul recebeu o terceiro leilão de saneamento. Foram R$ 3,8 bilhões em investimentos, que beneficiarão 68 municípios e cerca de 12 milhões de pessoas.

O Rio de Janeiro foi o estado que recebeu maior aporte financeiro do setor privado para ações de saneamento até o momento. O leilão, ocorrido em 30 de abril deste ano, levou à Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) cerca de R$ 29,7 bilhões em investimentos. Cerca de 12,8 milhões de pessoas serão beneficiadas.

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27/08/2021 13:30h

Ação promovida pela Pasta reuniu produtores dos quatro polos já instalados. Três estão localizados no Pará e outro no Amapá

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O Governo Federal promoveu uma conferência para que produtores de açaí apoiados pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, o MDR, pudessem trocar experiências e abordar as perspectivas futuras. Todos eles integram a Rota do Açaí, uma ação que visa apoiar a cadeia produtiva desse fruto.

Francisco Soares, diretor de Desenvolvimento Regional do MDR, destaca a importância do intercâmbio de informações para que as unidades da Rota no País possam crescer e produzir mais.

"É um evento de grande importância para mostrar realmente a capacidade dessa atividade, principalmente na região amazônica. O MDR tem todo o interesse nessa atividade, em apoiar essa atividade. Nós estamos aqui na Diretoria de Desenvolvimento Regional e Urbano inteiramente à disposição para que nós possamos avançar cada dia mais nesse setor."

Atualmente, há quatro polos da Rota do Açaí em atividade. Um está no Amapá. E os outros três, no Pará, estado que responde por cerca de 60 por cento da produção nacional.

Para Rosa Maria Alexandre da Silva, coordenadora do polo Nordeste Paraense, esse número reflete o potencial da região.

"As potencialidades são as reservas de açaí, manejo com produção orgânica e agroecológica, área vocacionada para o cultivo de forma produtiva em várzeas e terra firme, existência de fornecedores de máquinas e equipamentos para beneficiamento do açaí artesanal. No contexto geral, nós ‘estamos bem na fita’ nesse quesito, que é um gargalo em outros polos."

No momento, o MDR apoias as Rotas do Açaí, da Biodiversidade, do Cacau, do Cordeiro, da Economia Circular, da Fruticultura, do Leite, do Mel, do Peixe e da Tecnologia da Informação e Comunicação.
 

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19/08/2021 03:00h

Segundo o advogado tributarista Marcel Hira Campos, a ideia do governo de fatiar a reforma “não resolverá os inúmeros problemas enfrentados diariamente pelas sociedades empresárias”

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O estado do Amapá registrou um saldo positivo de 43,73% na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), entre janeiro e julho de 2021. O total recolhido este ano chegou a R$ 947,91 milhões. A comparação é feita com o mesmo período do ano passado. Os dados são Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

Outro destaque para a unidade da federação está ligado ao setor da indústria. Atualmente, o Amapá possui PIB industrial de R$ 1,8 bilhão. O valor corresponde a 0,1% da indústria nacional. Segundo o advogado tributarista Marcel Hira Campos, o quadro é positivo, mas só deverá continuar com esse panorama se o Congresso Nacional aprovar uma reforma tributária ampla, com a junção de impostos federais, estaduais e municipais.

“O PL 2337/2021 não parece que resolverá os inúmeros problemas enfrentados diariamente pelas sociedades empresárias. Isso porque não podem prevalecer algumas regras ali estabelecidas, como por exemplo, a tributação dos dividendos, a não dedutibilidade do pagamento dos juros sobre capital próprio e a obrigatoriedade de escrita contábil para as empresas que estiverem no lucro presumido”, pontua.

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O projeto ao qual Campos se refere, apontando-o como insuficiente, é tido como a segunda parte da reforma tributária proposta pelo governo federal. O texto já foi enviado ao Congresso Nacional e aguarda despacho do presidente da Câmara dos Deputados.

O que muda com a reforma tributária mais ampla?

Uma reforma tributária ampla pode aumentar em até 20% o ritmo de crescimento do PIB do Brasil nos próximos 15 anos. A projeção foi feita por profissionais renomados, que atuam em instituições como o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a LCA Consultores e a Fundação Getúlio Vargas (FGV). De acordo com os pesquisadores, esse resultado será consequência de ganhos de competitividade da produção nacional em relação aos competidores externos e da melhor alocação dos recursos produtivos.

O IPEA, por exemplo, considera que as mudanças na forma de se cobrar impostos no Brasil poderão reduzir a pressão dos tributos sobre o cidadão de menor renda, o que resulta em diminuição das desigualdades sociais.

Crescimento econômico

Especialistas consideram, ainda, que o sistema tributário em vigor no Brasil reduz a capacidade de competitividade do País e dos estados. Um deles é o diretor de Assuntos Tributários da Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais, Juracy Soares. Segundo ele, o atual modelo contribui para o baixo crescimento econômico.

“Para milhares de empresas, os elevados custos de conformidade afastam investimentos produtivos e minam as atividades dessas corporações no mercado nacional e global. Para a administração pública, a infinidade de novas normas que são escritas para tapar buracos, que viabilizam sonegação, e também para gerir esse sistema complexo, resultam em perdas de arrecadação e elevados custos de gerenciamento e controle”, destaca.
 

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18/08/2021 03:00h

Os tipos sanguíneos que estão em alerta são os mais raros como B e AB negativos

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Além de receber novos voluntários para doação de sangue, já que os tipos sanguíneos B e AB negativos estão em estado de alerta, conforme informou a instituição em julho,  por meio nota, o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Amapá (Hemoap) também está disponível para cadastrar novos interessados em doar medula óssea.

Logo depois, os dados são repassados para o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), do Instituto Nacional do Câncer (Inca), órgão nacional responsável pelo gerenciamento das informações do doador e do paciente. Caso haja compatibilidade, o Redome entrará em contato com o doador para retirada das células. 

A instituição informou que há cerca de 100 mil cadastrados no sistema, mas que nem todos são doadores frequentes. Klisman Rocha Galvão, 26 anos, doa sangue há dois anos. Morador do Bairro Beirol no Amapá, o técnico de enfermagem já se cadastrou para doar medula óssea. “Isso é muito importante, pois a gente ajuda a levar vida e experiência para algumas pessoas que irão precisar do líquido caso haja compatibilidade”, afirma o jovem.

O Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, garante que doar sangue é possível graças ao SUS. “Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E, nesse sentido, é importante a doação regular. Doe sangue regularmente. Com a nossa união, a vida se completa”, complementa Marcelo Queiroga, ministro da Saúde.”

E quem vacinou contra a Covid-19 pode doar sangue?

Após a vacinação, é preciso aguardar um período para poder doar sangue e medula, de acordo com o tipo de vacina, conforme quadro abaixo: 

Laboratório 

Inaptidão para doação de sangue

Coronavac

48 horas

AstraZeneca/Oxford/Fiocruz

7 dias

BioNTech/Fosun Pharma/Pfizer

7 dias

Janssen-Cilag

7 dias

Gamaleya National Center

7 dias

Fonte: Ministério da Saúde

Onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea em Macapá

Voluntários à doação de sangue ou interessados em se cadastrar para doar medula, devem procurar o Hemocentro do Amapá. A unidade fica na Av. Raimundo Álvares da Costa, número 1093, Centro.  O telefone para contato é o (96) 98811-0200. Para saber mais informações, veja o mapa abaixo:

Critérios para doação de sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois um lanche é servido. Isso tudo leva em média 40 minutos.

Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Já os vacinados devem esperar o tempo de imunização, que vai depender da marca do imunizante. 

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de três meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de dois meses entre as doações. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.

Candidatos à doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea, acesse hemoap.ap.gov.br. 

A assessoria de imprensa do Hemoap foi procurada por nossa reportagem várias vezes, mas não respondeu a mais nada dos questionamentos, além de uma nota sucinta por e-mail. Também não viabilizaram entrevista com a atual diretora-presidente da instituição, Ruimarisa Martins.

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13/08/2021 04:00h

Doações cresceram 26% entre 2020 e 2021, mas quantidade ainda é insuficiente

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Os estoques sanguíneos B e AB positivos e negativos estão em estado de alerta, de acordo com o Instituto de Hematologia e Hemoterapia do Amapá (Hemoap).  O Hemoap informa que há cerca de 100 mil doadores de sangue cadastrados no sistema, mas que não são frequentes. A entidade assegura que  houve um aumento de 26% nas doações entre 2020 e 2021. 

No entanto, a população amapaense deve continuar ajudando a salvar vidas e contribuir para o armazenamento de sangue.  O Hemoap fica na capital, Macapá, na Avenida Raimundo Alvares da Costa, sem número, Central, telefone (96) 98811-0200.

Empatia

O advogado Eduardo Tavares, 38, repete o ato de doar há mais de 15 anos no Amapá. Ele considera que a iniciativa é um exercício de empatia, de se colocar no lugar do outro. Eduardo afirma que os hemocentros são os lugares menos perigosos e que estão cumprindo estritamente as medidas de biossegurança em relação à Covid-19. 
 
“É imprescindível mantermos os hemocentros com sua capacidade ativa, porque muitas pessoas que estão internadas precisam hora ou outra de transfusão de sangue. É uma experiência que alegra, porque com uma doação de meia hora a gente consegue salvar até quatro vidas com uma bolsa de sangue”, garante ele que mora no bairro Centro do Amapá e tem sangue O positivo.
 

 
Diante da necessidade de manter os hemocentros bem abastecidos, o Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, vem mobilizando a população para procurar o hemocentro mais próximo de casa e doar sangue. “Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E nesse sentido, é importante a doação regular de sangue. Doe sangue regularmente, com a nossa união, a vida se completa”, afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Onde doar sangue no Amapá

O Hemoap possui uma unidade de coleta, localizada na capital, Macapá, Avenida Raimundo Alvares da Costa, sem número, Central. O telefone é o (96) 98811-0200. Procure-a e faça sua doação de sangue ou medula óssea. Para saber mais informações, veja o mapa abaixo. 

Critérios para doação de sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos.
 
Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Já os vacinados, devem esperar o tempo de imunização que vai depender da marca do imunizante.
 
Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de 3 meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de 2 meses entre as doações. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.
 
Candidatos à doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber mais sobre os critérios e restrições para doação de sangue e medula óssea, acesse hemoap.ap.gov.br

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27/07/2021 16:09h

Mina fica a 200 km de Macapá e soma aproximadamente 1 milhão de onças de recursos medidos e indicados.

A Great Panther Mining Limited anunciou os resultados de perfuração do depósito de Urucum Norte (URN), localizado em sua mina integral de Tucano, no Amapá.

"Estamos entusiasmados com os resultados da exploração, já que vemos que Tucano demonstra potencial para produção adicional de ouro em curto prazo. Os altos teores descobertos em Urucum Norte são encorajadores, e estamos acelerando os estudos para iniciar a produção subterrânea como forma de complementar a alimentação a céu aberto para a planta. A perfuração também identificou mineralização rasa de alto teor, que acreditamos estenderá a mina de Urucum Norte”, disse Rob Henderson, Presidente e CEO da Great Panther. 

O projeto subterrâneo URN prevê uma estimativa de 40.000 a 50.000 onças de ouro por ano na mina subterrânea planejada para extrair minério abaixo da mina a céu aberto URN atual.

No final de 2020, a Great Panther conduziu perfurações adicionais como parte de um programa de exploração maior projetado para atualizar os estudos de desenvolvimento para apoiar uma decisão para o início do projeto subterrâneo. O programa está em andamento. 

A Zona 1 de alto-teor do depósito URN fica a menos de 100 metros abaixo do reservatório final planejado do URN. É uma zona mais rasa e de alto teor definida no plano de mina. Dezenove perfurações foram realizadas dentro e ao longo das extensões de mergulho para cima e para baixo de da Zona 1 de URN, dos quais três perfurações foram mais profundas, ou seja, +500 metros, e concluídas para testar a extensão de mergulho na Zona 1, além dos limites anteriores. 

A Great Panther está conduzindo uma avaliação de trade-off de planejamento de mina entre acessar essa mineralização próxima à superfície estendendo a mina a céu aberto ou por meio de um acesso subterrâneo, já que o desenvolvimento inicial de rampa no modelo atual acessará esta zona.

A perfuração executada pela Great Panther melhorou o entendimento das zonas de alto teor de Tucano e a mineradora está aplicando esse conhecimento a todo o banco de dados de perfuração. A modelagem recente de interseções de alto teor ao longo da sequência de sete quilômetros da mina indica uma repetição de zonas de alto teor com características e controles semelhantes, que foram mineradas ou inferidas de perfurações esparsas. Este entendimento revisado ajudará os esforços de exploração ao longo da mina.

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Brasil 61