VoltarJuros mais baixos nos mercados internacionais favoreceram moedas de países emergentes, como o real
Baixar áudioO dólar comercial fechou esta terça-feira (20) em queda de 0,61%, cotado a R$ 5,02. O recuo foi influenciado pelo cenário internacional, especialmente pela redução dos juros dos títulos públicos globais, que favoreceu moedas de países emergentes, como o real brasileiro.
A queda dos rendimentos dos títulos americanos e de outros mercados ajudou a melhorar o ambiente para investimentos considerados de maior risco. Com isso, moedas de economias emergentes ganharam força diante da divisa americana.
Outro fator acompanhado pelos investidores foi o comportamento dos preços do petróleo no mercado internacional. Após ultrapassar os 111 dólares no início do dia, a commodity perdeu força, contribuindo para mudanças nas expectativas relacionadas aos juros e ao desempenho dos mercados financeiros.
No cenário doméstico, as eleições presidenciais também permaneceram entre os principais pontos de atenção. A proximidade do segundo turno mantém os investidores atentos às perspectivas para a economia brasileira e às possíveis consequências do resultado eleitoral para a política econômica.
Com a queda registrada nesta terça-feira, o dólar encerrou o pregão pressionado pelo ambiente externo mais favorável às moedas emergentes e pela movimentação dos investidores nos mercados globais.
O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,64.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
| Código | BRL | USD | EUR | GBP | JPY | CHF | CAD | AUD |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BRL | 1 | 0,1989 | 0,1770 | 0,1486 | 31,4553 | 0,1640 | 0,2796 | 0,2840 |
| USD | 5,0284 | 1 | 0,8899 | 0,7474 | 158,18 | 0,8249 | 1,4063 | 1,4278 |
| EUR | 5,6483 | 1,1237 | 1 | 0,8397 | 177,73 | 0,9270 | 1,5800 | 1,6046 |
| GBP | 6,7277 | 1,3382 | 1,1906 | 1 | 211,63 | 1,1037 | 1,8811 | 1,9112 |
| JPY | 0,0318 | 0,0063 | 0,0056 | 0,0047 | 1 | 0,5214 | 0,0089 | 0,0090 |
| CHF | 6,0973 | 1,2126 | 1,0792 | 0,9064 | 191,76 | 1 | 1,7049 | 1,7317 |
| CAD | 3,5764 | 0,7112 | 0,6330 | 0,5316 | 112,51 | 0,5866 | 1 | 1,0157 |
| AUD | 3,5213 | 0,7004 | 0,6233 | 0,5235 | 110,77 | 0,5775 | 0,9846 | 1 |
Os dados são da Investing.com.
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Baixar áudioO Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, fechou esta terça-feira (20) em alta de 1,57%, aos 208.295,98 pontos. O desempenho positivo foi impulsionado pelo cenário externo favorável aos investimentos em renda variável e pela valorização de ações de empresas ligadas ao consumo.
No mercado internacional, a queda dos preços do petróleo contribuiu para reduzir os juros dos títulos públicos americanos de longo prazo, conhecidos como Treasuries. Esse movimento favoreceu os ativos de risco e ajudou a melhorar o ambiente para os mercados acionários.
No Brasil, as ações de empresas do setor varejista se destacaram, beneficiadas também pela redução dos juros futuros. Os papéis do Magazine Luiza registraram alta de 14,79%, enquanto as ações da Vamos avançaram 8,32%.
Por outro lado, as ações da Petrobras e da Vale apresentaram queda, acompanhando o recuo dos preços do petróleo e do minério de ferro no mercado internacional. Mesmo assim, as perdas dessas companhias não impediram o avanço do principal índice da Bolsa brasileira.
A proximidade do segundo turno das eleições presidenciais também permaneceu entre os fatores acompanhados pelos investidores, diante das expectativas sobre os rumos da economia e da política fiscal do país.
Durante o pregão, o Ibovespa oscilou entre a mínima de 205.082,26 pontos e a máxima de 208.941,57 pontos. O volume financeiro negociado na B3 chegou a R$ 41,9 bilhões.
No exterior, as bolsas de Nova York encerraram o dia sem direção única. O Dow Jones avançou 1,02%, o S&P 500 subiu 0,29%, enquanto o Nasdaq recuou 0,02%.
Ações em alta no Ibovespa
Ações em queda no Ibovespa
WIZ Co Participacoes e Corretagem de Seguros SA (WIZC3F) -18,25%
O volume total negociado na B3 foi de R$ 42.584.089.492, em meio a 5.102.710 de negócios.
Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.
O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.
A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.
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Baixar áudioEmpreendedoras do Distrito Federal se reuniram nesta terça-feira (20), em Brasília, para apresentação da Rede Parlamentar Mista de Políticas Femininas, que teve a participação da governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição Celina Leão (PP-DF), além de senadores e deputados. Promovido pelo Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura do Distrito Federal (CMEC-DF), vinculado à Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), o evento teve como objetivo debater pautas relevantes para a agenda político-econômica local e nacional voltada às mulheres.
Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo Sebrae, mostram que o Brasil tem 10,4 milhões de mulheres à frente de negócios. Apesar da contribuição para a geração de empregos, a renda das famílias e o desenvolvimento econômico local, as empreendedoras ainda recebem menos do que os homens e enfrentam obstáculos para expandir suas atividades.
A rede parlamentar foi criada na semana passada e traz as principais demandas do setor produtivo ligadas às políticas femininas. A agenda reúne medidas para ampliar o acesso das mulheres ao crédito e à qualificação profissional, garantir uma fonte permanente de recursos para o empreendedorismo feminino e proteger o patrimônio das mulheres, com ações de enfrentamento à violência doméstica e de gênero.
Durante o evento, o CMEC entregou a Celina Leão uma carta-compromisso para integrar a Rede Parlamentar Mista de Políticas Femininas. De caráter suprapartidário, a iniciativa busca transformar as demandas das mulheres empresárias em políticas públicas, por meio da articulação entre parlamentares de diferentes partidos e lideranças empresariais. O documento também foi entregue a deputadas, senadoras e representantes do setor empresarial presentes.
A governadora afirmou que seu gabinete continuará promovendo iniciativas voltadas às mulheres empreendedoras do Distrito Federal.
“Eu sei que é um apoio institucional, e que tem uma cobrança institucional, mas você pode ter certeza que o meu gabinete irá promover cada vez mais mulheres empreendedoras aqui no Distrito Federal.”
Celina também reafirmou o compromisso de criar condições favoráveis ao desenvolvimento dos negócios liderados por mulheres.
“Nós temos compromisso com as nossas mulheres, com o empreendedorismo. Para que aqui não seja só o melhor lugar para se nascer e para se viver menina e mulher. Mas para que seja o melhor lugar para as mulheres empreendedoras do Brasil e do mundo. Será o Distrito Federal.”
A presidente do CMEC, Ana Cláudia Badra Cotait, destacou a adesão de parlamentares à rede e ressaltou a importância da articulação entre a iniciativa privada e o Poder Legislativo para avançar nas pautas do empreendedorismo feminino.
“Para nós é muito importante essa rede, que conecta o setor privado com o Poder Legislativo. Isso é extremamente importante para que andem os projetos de lei, para que as políticas públicas realmente sejam cobradas e feitas”, afirmou.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) também defendeu a integração entre parlamentares para fortalecer as políticas voltadas às mulheres e compartilhar experiências bem-sucedidas entre os estados.
“Reunir as mulheres todas em uma frente parlamentar para discutir com assessoria técnica, com qualidade e já vendo o que está dando certo, trazendo para outros estados. Esse tipo de integração é mais que necessário”, pontuou.
Segundo Ana Cláudia, a rede articula com parlamentares o avanço de três projetos de lei relacionados à educação, ao enfrentamento da violência e à capacitação de mulheres.
“As parlamentares estão sendo comunicadas e convidadas a participar dessa rede. E eu tenho certeza que uma das nossas parlamentares aqui do DF vai criar a frente mista, Senado e Câmara, o que será um impacto que irá unir essas forças”, destacou.
Durante o encontro, Bia Kicis, eleita senadora pelo PL do Distrito Federal, recebeu do CMEC o pedido para criar a Frente Parlamentar Mista de Políticas Femininas. Ela se comprometeu a instituir o grupo e a se candidatar à presidência.
“Eu tenho certeza que nós faremos a diferença, faremos história e vamos cuidar de vocês. Nós estaremos lutando pelas mulheres, qualquer que seja a classe — A, B, C, D e E —, não importa, todas somos mulheres.”
Confira outras informações sobre a Rede Parlamentar Mista de Políticas Femininas no site do CMEC.
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Baixar áudioO boletim de setembro de 2026 da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) projeta um crescimento de 34% nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) em novembro, na comparação com outubro.
Em setembro, as transferências somaram R$ 34,3 bilhões, já descontada a parcela destinada ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). O valor representa um aumento de 13,4% em relação a agosto, quando os repasses totalizaram R$ 30,3 bilhões.
Para outubro, a STN estima uma alta de 4,8% em relação a setembro. Já para dezembro, a projeção é de crescimento de 11% na comparação com novembro.
Os percentuais referentes a outubro, novembro e dezembro são estimativas, e não valores já transferidos ou garantidos. As variações comparam cada mês ao imediatamente anterior, sem considerar o desempenho no mesmo período de 2025.
O especialista em orçamento público Cesar Lima explica que parte do crescimento dos repasses do FPM e do FPE em 2026 está associada à inflação. Segundo ele, além das incertezas relacionadas ao processo eleitoral brasileiro, o cenário internacional tem pressionado os preços dos combustíveis.
“Isso acaba ecoando por toda a cadeia produtiva, desde o preço do frete até o preço final do que chega ao consumidor, desde uma blusa até o alimento que vai à mesa todos os dias”, afirma.
Nesse contexto, segundo o economista, a elevação dos preços pode contribuir para o aumento da arrecadação tributária e, consequentemente, dos valores distribuídos aos estados e municípios. Isso significa que parte do crescimento nominal dos repasses pode refletir a inflação, sem representar, necessariamente, uma expansão real da economia na mesma proporção.
Outro fator que contribui para as perspectivas de crescimento dos fundos, segundo o especialista, é o desempenho favorável do mercado de trabalho brasileiro.
“Nós temos uma situação de empregabilidade no Brasil muito favorável, o que aumenta, por conseguinte, a arrecadação do imposto de renda, que é um dos principais componentes do FPE e do FPM”, explica.
Como os fundos são abastecidos, entre outras fontes, por parcelas da arrecadação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o aumento das receitas desses tributos pode ampliar os recursos destinados aos governos estaduais e municipais.
Cesar Lima também destaca a influência da sazonalidade sobre a arrecadação tributária. Segundo ele, o comportamento das receitas varia ao longo do ano, conforme a atividade econômica e o calendário de consumo.
A proximidade da Black Friday, das compras de Natal e do período de férias tende a estimular as vendas em diferentes setores. Esse movimento pode contribuir para elevar a arrecadação de tributos e, consequentemente, influenciar os valores distribuídos pelo FPM e pelo FPE.
No primeiro decêndio de dezembro, os municípios recebem um repasse adicional de 1% do FPM. O recurso pode reforçar o caixa das prefeituras no encerramento do exercício financeiro, período marcado por compromissos como o pagamento do 13º salário dos servidores e o cumprimento de outras obrigações da administração municipal.
Para 2027, Cesar Lima projeta um início de ano mais lento do que o observado em 2026.
“Nós temos uma projeção de um início de ano mais lento do que aconteceu nesse ano de 2026. Talvez muito em decorrência das incertezas internas e externas no Brasil. Contudo, o crescimento real aconteceu em 2026, e isso para os municípios é de grande valia”, conclui.
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Copiar o textoMoeda americana encerrou o pregão cotada a R$ 5,04, enquanto o euro fechou a R$ 5,65
Baixar áudioO dólar comercial registrou desvalorização de 0,49% nesta segunda-feira (19), fechando o dia cotado a R$ 5,04.
As declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o dólar influenciaram o mercado financeiro, com recuo dos principais índices acionários e manutenção do cenário de cautela entre investidores, segundo dados da Investing.com.
Apesar da queda das bolsas americanas, uma empresa petrolífera que atua na Bacia de Williston e integra a seleção de modelos de inteligência artificial da InvestingPro registrou valorização de 12,94% no mês e de 12,99% desde sua inclusão na lista, em 1º de junho de 2026.
A seleção foi disponibilizada antecipadamente aos assinantes do InvestingPro, por um valor inferior a US$ 9 mensais. Outras empresas que integram a carteira recomendada pelos modelos de IA também apresentaram altas desde suas respectivas datas de entrada:
O índice DXY, que mede a força do dólar frente a outras moedas globais, fechou aos 101,95 pontos.
O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,65.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
| Código | BRL | USD | EUR | GBP | JPY | CHF | CAD | AUD |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BRL | 1 | 0,1981 | 0,1769 | 0,1491 | 31,3993 | 0,1637 | 0,2794 | 0,2842 |
| USD | 5,0490 | 1 | 0,8919 | 0,7517 | 158,54 | 0,8267 | 1,4110 | 1,4328 |
| EUR | 5,6522 | 1,1212 | 1 | 0,8428 | 177,76 | 0,9269 | 1,5819 | 1,6064 |
| GBP | 6,7057 | 1,3304 | 1,1866 | 1 | 210,92 | 1,0998 | 1,8770 | 1,9061 |
| JPY | 0,0318 | 0,0063 | 0,0056 | 0,0047 | 1 | 0,5214 | 0,0089 | 0,0090 |
| CHF | 6,1074 | 1,2097 | 1,0789 | 0,9093 | 191,78 | 1 | 1,7067 | 1,7332 |
| CAD | 3,5786 | 0,7088 | 0,6322 | 0,5328 | 112,37 | 0,5860 | 1 | 1,0155 |
| AUD | 3,5192 | 0,6979 | 0,6225 | 0,5246 | 110,66 | 0,5770 | 0,9847 | 1 |
Os dados são da Investing.com.
Copiar o textoVolume total negociado na B3 foi de R$ 31.501.192.884, em meio a 4.253.741 de negócios
Baixar áudioO Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira (19) em queda de 0,15%, aos 205.126,34 pontos. O resultado representa uma redução de 303,99 pontos em relação ao fechamento anterior, quando o principal índice da bolsa brasileira terminou o dia aos 205.430,33 pontos.
Durante a sessão, o índice registrou mínima de 204.268,98 pontos e máxima de 207.387,56 pontos. Na abertura, o Ibovespa marcou 205.439,70 pontos.
O desempenho reflete a variação do principal indicador do mercado acionário brasileiro ao longo do pregão.
Ações em alta no Ibovespa
Ações em queda no Ibovespa
O volume total negociado na B3 foi de R$ 31.501.192.884, em meio a 4.253.741 de negócios.
Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.
O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.
A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.
Copiar o textoPesquisa mostra que pequenas empresas têm mais dificuldades para obter crédito adequado
Baixar áudioDuas em cada três indústrias (65,3%) que buscaram crédito entre fevereiro e julho de 2026 recorreram a bancos comerciais tradicionais para obter financiamento de curto e médio prazo, com vencimento em até cinco anos. O percentual supera o registrado em 2025, quando 61% das empresas apontaram essas instituições como principal fonte de recursos. Os dados são da Sondagem Especial nº 107 – Condições de Acesso ao Crédito em 2026, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
No financiamento de longo prazo, com vencimento superior a cinco anos, os bancos comerciais tradicionais também foram a principal fonte de recursos, citados por 49,5% das empresas industriais que buscaram essa modalidade de crédito. Em 2025, o percentual havia sido de 51%.
Para a analista de Políticas e Indústria da CNI, Maria Virgínia Colusso, recorrer aos bancos comerciais tradicionais não é, por si só, um problema. O desafio é encontrar financiamentos com custos, volumes e prazos compatíveis com as necessidades das empresas.
Nesse contexto, a diversificação das fontes de financiamento é importante para ampliar as possibilidades de acesso a recursos adequados às diferentes demandas do setor produtivo.
“O ideal é que as empresas tenham acesso a diferentes fontes de financiamento para financiar suas atividades. Isso permitiria a elas encontrarem, com um pouco mais de facilidade, fontes de financiamento que atendam de fato às suas necessidades em relação a prazo, custo e montante desses financiamentos, permitindo não só o pagamento de despesas correntes, mas também a expansão da capacidade produtiva”, afirma Colusso.
O capital próprio foi a segunda fonte de financiamento de curto e médio prazo mais citada pelas empresas industriais que buscaram crédito no período, com 23,6% das menções. Os bancos de desenvolvimento ficaram em terceiro lugar, com 18,5%.
No crédito de longo prazo, a ordem foi inversa: os bancos de desenvolvimento foram citados por 29,5% das empresas, enquanto o capital próprio foi mencionado por 23,1%.
Segundo Colusso, o uso de recursos próprios pode representar uma decisão estratégica, mas merece atenção quando ocorre por falta de alternativas de financiamento.
“Utilizar o capital próprio como fonte de financiamento pode ser uma escolha estratégica dessa empresa industrial. Mas isso passa a ser algo relevante quando deixa de ser uma escolha e passa a ser uma necessidade da empresa, porque o custo do crédito está muito elevado ou porque ela está tendo dificuldade de acesso a esse financiamento”, destaca.
Para a maioria das empresas industriais que contrataram ou renovaram crédito, o valor aprovado correspondeu ao montante solicitado. No financiamento de curto e médio prazo, 62,1% receberam o volume de recursos de que necessitavam. No crédito de longo prazo, o percentual foi de 61%.
Por outro lado, cerca de uma em cada quatro empresas relatou ter recebido menos recursos do que precisava. Entre as que contrataram ou renovaram crédito de curto e médio prazo, 24,9% afirmaram que o valor aprovado foi menor ou muito menor do que o solicitado. No financiamento de longo prazo, o percentual chegou a 26,4%.
Já a aprovação de valores superiores aos necessários foi menos frequente: ocorreu em 11,1% das operações de curto e médio prazo e em 10,8% das de longo prazo.
A análise por porte mostra que as pequenas empresas enfrentam as maiores dificuldades para obter o volume de crédito necessário. Nessa categoria, 33,3% receberam recursos inferiores às suas necessidades no financiamento de curto e médio prazo. No longo prazo, o percentual foi ainda maior, de 34,4%.
Entre as médias e grandes empresas, os percentuais de insuficiência dos valores aprovados variaram de 21% a 27,7%, conforme o porte e a modalidade de financiamento.
Maria Virgínia Colusso ressalta que as empresas menores enfrentam obstáculos tanto para conseguir crédito quanto para obter o montante considerado adequado ao financiamento de suas atividades.
“Essas dificuldades podem estar relacionadas ao fato de as pequenas empresas terem maiores dificuldades de apresentar as garantias exigidas pelas instituições financeiras para conceder o crédito, comprovar capacidade de pagamento, além de terem menor poder de barganha para negociar as condições de financiamento”, explica.
A pesquisa também avaliou as condições de acesso ao crédito e de renovação das operações. Entre as empresas industriais que renovaram linhas de curto e médio prazo no período, 53,9% afirmaram que as condições gerais permaneceram semelhantes às anteriores.
Para 24,8% das empresas, as condições de renovação foram piores ou muito piores. Já 19,7% relataram condições melhores ou muito melhores.
No financiamento de longo prazo, 53,2% dos entrevistados disseram que as condições de renovação permaneceram semelhantes. Outros 17,8% avaliaram que elas ficaram piores ou muito piores, enquanto 26,9% apontaram melhora nas condições de financiamento.
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Baixar áudioO fim da escala de trabalho 6x1 para trabalhadores de empresas terceirizadas que prestam serviços aos municípios pode gerar um impacto de R$ 5,14 bilhões por ano nos cofres municipais. A estimativa é da Confederação Nacional de Municípios (CNM), com base em uma pesquisa realizada com gestores locais.
Segundo a entidade, o custo anual total da redução da jornada de trabalho pode chegar a R$ 6,6 bilhões, incluindo R$ 1,49 bilhão em despesas com a contratação direta de servidores.
O levantamento considera o texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê a redução do limite da jornada semanal de 44 para 40 horas.
O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, avalia que a mudança exigirá a ampliação das equipes das empresas terceirizadas para manter o atual nível de prestação dos serviços públicos. Segundo ele, esses custos adicionais deverão ser repassados às prefeituras, pressionando os orçamentos municipais.
“Os municípios já enfrentam orçamentos no limite e não têm recursos para custear essa medida. Sem uma previsão orçamentária devida, muitos serviços podem ser afetados, prejudicando a população”, alerta.
A pesquisa ouviu gestores de 2.146 municípios, o equivalente a 38,6% das cidades brasileiras. Do total de participantes, 75% afirmaram contratar serviços terceirizados.
A dependência desse modelo de contratação varia conforme o porte do município. Com base nessa diferença, a CNM estima que a redução da jornada poderá gerar uma despesa adicional média anual de R$ 447 mil para cidades de pequeno porte. Nos municípios de médio porte, o impacto chega a R$ 2,2 milhões, enquanto nas grandes cidades pode alcançar R$ 28,8 milhões por ano.
De acordo com o levantamento, mais de 1 milhão de trabalhadores terceirizados prestam serviços às prefeituras brasileiras. Em 21% das administrações municipais consultadas, esse contingente supera cem profissionais.
Entre os serviços terceirizados mais comuns estão:
A pesquisa também investigou os principais motivos para a contratação de empresas terceirizadas. A razão mais citada foi a demanda por serviços superior à capacidade do quadro próprio de funcionários, apontada por 57% dos gestores. Em seguida, aparecem a redução de custos, incluindo despesas com pessoal (42%), e a dificuldade de manter profissionais nas equipes municipais (40%).
Na avaliação da CNM, os resultados mostram que a terceirização está consolidada como instrumento de gestão nos municípios, tanto para atender à demanda por serviços públicos quanto para contornar a insuficiência de servidores nos quadros próprios.
Diante da dependência desse modelo de contratação, a entidade avalia que a redução da jornada poderá pressionar os contratos com as empresas prestadoras de serviços e gerar despesas adicionais bilionárias para as prefeituras. Segundo a CNM, a falta de recursos para absorver esses custos pode comprometer a continuidade e a qualidade dos serviços oferecidos à população.
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Baixar áudioAs prefeituras brasileiras vão receber nesta terça-feira (20) os recursos do segundo decêndio de outubro do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O valor da transferência é de R$ 2,2 bilhões. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve uma variação positiva de 15%. A segunda parcela de outubro de 2025 foi de R$ 1,9 bilhão.
Na avaliação do especialista em orçamento público Cesar Lima, o desempenho dos repasses do FPM ao longo do ano indica um cenário favorável para as finanças municipais. Ele também destaca a importância de acompanhar os impactos iniciais da reforma tributária sobre a arrecadação e a distribuição dos recursos entre as prefeituras.
"Tudo indica que teremos um ano que vai fechar positivamente os valores da FPM em relação ao ano passado, consolidando uma boa evolução do FPM até o momento. Vamos aguardar, a partir de janeiro, a entrada parcial em funcionamento da reforma tributária e ver quais serão os efeitos dela sobre o Fundo de Participação dos Municípios", destaca.
São Paulo lidera a distribuição dos recursos neste decêndio, com aproximadamente R$ 279 milhões destinados às prefeituras do estado. Entre os municípios paulistas beneficiados estão São Bernardo do Campo e São Vicente, com repasses de R$ 1,2 milhão para cada um.
Já Roraima registra o menor montante entre os estados, com cerca de R$ 1,6 milhão. No estado, Cantá e Alto Alegre estão entre os municípios com maiores repasses, de aproximadamente R$ 136 mil cada.
No Nordeste, a Bahia está entre os estados que recebem mais recursos do FPM. Neste decêndio, a unidade da federação vai contar com R$ 181 milhões, que serão distribuídos entres as prefeituras locais.
Na Região Sul, o Rio Grande do Sul também recebe uma parcela expressiva do fundo. As cidades gaúchas vão partilhar R$ 142 milhões.
Em relação ao Centro-Oeste, Goiás integra o maior volume de recursos entre os estados da região, com um total de R$ 73 milhões.
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A distribuição da verba varia de acordo com os coeficientes de participação de cada município. O estado de São Paulo, por exemplo, costuma concentrar uma parcela maior dos valores destinados às prefeituras, enquanto unidades da federação com menor número de habitantes, como Roraima, recebem montantes totais menores.
Embora o FPM seja destinado aos municípios brasileiros, algumas prefeituras podem ficar impedidas de receber os recursos em razão de bloqueios registrados no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI).
Até sexta-feira (16), A lista dos entes bloqueados era composta pelos seguintes municípios:
O Fundo de Participação dos Municípios é uma transferência constitucional formada por uma parcela da arrecadação federal com o Imposto de Renda (IR) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
A distribuição dos recursos considera critérios como a população municipal e os coeficientes de participação definidos para cada prefeitura. Os dados populacionais utilizados no cálculo são atualizados com base nas informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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Baixar áudioO Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, fechou esta sexta-feira (16) em alta de 0,54%, aos 205.430,33 pontos. O resultado interrompeu uma sequência de três pregões consecutivos de queda. Apesar da recuperação, o índice encerrou a semana com recuo acumulado de 1,74%.
Um dos fatores que contribuíram para o desempenho positivo foi a valorização das ações de empresas ligadas ao petróleo, acompanhando a alta da commodity no mercado internacional. Entre os destaques do pregão estiveram os papéis da Petrobras. As ações preferenciais da companhia subiram 4,04%, enquanto as ordinárias avançaram 3,53%.
No cenário doméstico, os investidores também repercutiram os dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central, o IBC-Br. O indicador registrou crescimento de 0,3% em agosto, na comparação com julho, resultado que surpreendeu positivamente o mercado e contribuiu para o movimento da Bolsa.
Apesar do avanço, a alta do petróleo também trouxe preocupações relacionadas à inflação global, já que o encarecimento da commodity pode pressionar os custos de energia e os preços de outros produtos.
Nas bolsas de Nova York, o pregão foi negativo. O Dow Jones recuou 0,34%, o S&P 500 caiu 1,09% e o Nasdaq registrou baixa de 2,15%, em meio à cautela dos investidores diante das perspectivas para o setor de tecnologia e dos impactos da inteligência artificial.
Com isso, o Ibovespa encerrou a sexta-feira em recuperação, mas ainda acumulou perdas ao longo da semana, refletindo as oscilações do mercado financeiro brasileiro e internacional.
Ações em alta no Ibovespa
Ações em queda no Ibovespa
O volume total negociado na B3 foi de R$ 84.227.696.31, em meio a 4.830.758 de negócios.
Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.
O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.
A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.
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