Economia

24/09/2026 17:26h

Moeda americana fechou aos R$ 5,16, enquanto investidores aumentaram as apostas em uma nova alta dos juros pelo Fed

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O dólar fechou esta quarta-feira (23) em alta de 1,28%, cotado a R$ 5,16. A moeda americana atingiu o maior valor do mês em um dia marcado pela pressão do cenário externo.

Declarações de dirigentes do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, reforçaram as preocupações dos investidores com a inflação. Com isso, as apostas em uma nova elevação dos juros americanos em outubro chegaram a quase 70%.

O petróleo também pressionou os mercados. A commodity permaneceu acima dos US$ 100 por barril e avançou quase 4% nesta quarta-feira, em meio à possibilidade de restrições às exportações de diesel pelos Estados Unidos.

No mercado internacional, o dólar avançou frente a 30 das 31 moedas mais negociadas. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana diante de uma cesta de seis divisas fortes, subia 0,56%, aos 101,1 pontos, no momento da apuração, maior nível desde o fim de julho.

A alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano também contribuiu para a valorização do dólar. O rendimento dos Treasuries de dez anos chegou a 5,08%, maior patamar desde junho de 2007.
 

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,88.


Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
 

Código BRL USD EUR GBP JPY CHF CAD AUD
BRL 1 0,1936 0,1700 0,1462 30,6607 0,1597 0,2730 0,2749
USD 5,1641 1 0,8783 0,7552 158,33 0,8249 1,4100 1,4204
EUR 5,8806 1,1385 1 0,8598 180,26 0,9391 1,6052 1,6171
GBP 6,8408 1,3242 1,1631 1 209,66 1,0923 1,8670 1,8809
JPY 3,26164 0,631572 0,55475 0,476974 1 0,5210 0,89055 0,89710
CHF 6,2603 1,2123 1,0649 0,9155 191,95 1 1,7092 1,7220
CAD 3,6625 0,7092 0,6229 0,5356 112,30 0,5850 1 1,0075
AUD 3,6380 0,7040 0,6184 0,5317 111,47 0,5807 0,9926 1

Os dados são da Investing.com. 
 

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24/09/2026 12:16h

Transição para IBS e CBS muda apuração de tributos e coloca empresas diante da escolha entre permanecer no Simples Nacional ou adotar regime híbrido; impactos para os pequenos negócios foram debatidos em seminário da CNI e do Sebrae

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A reforma tributária vai obrigar micro e pequenas empresas a rever a forma como calculam impostos, administram créditos e tomam decisões sobre o regime tributário. A transição para o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) também coloca os pequenos negócios diante de uma escolha: permanecer no Simples Nacional ou avaliar a migração para o chamado regime híbrido.

As mudanças foram discutidas nesta quarta-feira (23), durante o seminário “Pense nas Pequenas Primeiro”, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Especialistas, empresários e representantes do setor público também debateram acesso ao crédito, produtividade, competitividade e redução do Custo Brasil.

Nova forma de apuração

Uma das mudanças apresentadas durante o evento foi a chamada apuração assistida. Segundo a auditora de Curitiba (PR) e integrante do Comitê Gestor do IBS, Clarissa Mendes, informações dos documentos fiscais serão integradas aos sistemas de apuração.

A proposta, segundo ela, é reduzir o trabalho manual das empresas e automatizar parte do processo de declaração.

“A apuração assistida para o Simples Nacional é justamente a declaração do PGDAS. Os valores apresentados nos documentos fiscais vão automaticamente, por meio de integrações de sistema, ser apresentados no PGDAS”, explicou.

Clarissa também destacou que uma calculadora será integrada aos documentos fiscais para fazer o cálculo do IBS e da CBS. A medida busca facilitar a adaptação das empresas à variação das alíquotas durante o período de transição.

Impacto sobre o caixa

O consultor e ex-auditor fiscal da Fazenda de São Paulo, Ângelo de Ângelis, chamou atenção para outro aspecto da tributação das pequenas empresas: os impostos pagos indiretamente na compra de insumos.

Segundo ele, a cumulatividade tributária pode comprometer uma parcela significativa do capital de giro das empresas do Simples Nacional.

“Existem os impostos invisíveis. Então aquilo que a empresa do Simples paga na compra, muitas delas não enxergam isso como pagamento de imposto — e é pagamento de imposto”, afirmou.

De Ângelis disse que simulações feitas com dados reais de empresas indicaram casos em que essa cumulatividade chega a comprometer quase 40% das necessidades de capital de giro.

Efeitos a médio prazo

Durante o seminário, o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Mário Sérgio Telles, refletiu sobre os efeitos da reforma tributária na economia e no dia a dia do setor produtivo. Ele apontou que, embora as projeções gerais possam parecer abstratas no presente, a real dimensão das mudanças no crescimento do país e nos negócios só será sentida a médio e longo prazo.

"Eu sei que muitas vezes os empresários desprezam esse efeito — 'eu quero saber o que vai acontecer na minha empresa' —, mas o efeito sobre o crescimento econômico, que hoje é teórico, está no modelo. Daqui uns cinco, seis anos, nós vamos conversar sobre o efeito econômico que essa reforma tributária vai ter, e aí vai ser mais palpável, porque nós vamos estar vendo o que aconteceu", afirmou Telles.

Pequenas empresas nas cadeias produtivas

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, o fortalecimento das pequenas e médias empresas é necessário para ampliar a competitividade das cadeias produtivas brasileiras.

Segundo Alban, a estratégia não deve se concentrar apenas nas grandes empresas, mas integrar negócios de diferentes portes aos mercados nacional e internacional.

“Não adianta a gente focar na competitividade das grandes empresas, porque senão nós vamos ficar a reboque das cadeias produtivas internacionais e de outros concorrentes”, afirmou.

Crédito ainda é um desafio

O acesso ao financiamento também esteve entre os temas discutidos. Especialistas analisaram as dificuldades enfrentadas pelas empresas para obter crédito e mecanismos públicos que podem reduzir os riscos das operações.

O representante da Jornada Nacional de Inovação da Indústria, Carlos Bork, defendeu maior integração entre o Sebrae e as federações estaduais das indústrias para ampliar o atendimento às empresas.

“Se nós juntarmos o Sebrae e a capilaridade das federações, a gente impacta e chega em muito mais pessoas, muito mais empresários lá na ponta”, disse.

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Já a representante da Agência Brasileira de Gestão de Fundos Garantidores e Garantias, Mayra Madri, destacou o Seguro de Crédito à Exportação como mecanismo de redução de risco para operações destinadas ao mercado externo.

Produtividade e acesso a mercados

A produtividade foi outro ponto levantado durante o evento. O economista e professor da Universidade de Brasília (UnB), José Ronaldo de Souza, afirmou que o país precisará elevar a produtividade para sustentar taxas de crescimento econômico nas próximas décadas.

“Para crescer 2%, nós vamos ter que crescer 1% em média nas próximas décadas a produtividade, sendo que a gente ficou com ela estagnada por décadas”, afirmou.

O debate também tratou da participação das pequenas empresas nas cadeias produtivas. O gerente de Competitividade do Sebrae Nacional ressaltou que o aumento da competitividade industrial depende da integração entre negócios de diferentes portes.

“Quando a gente olha para o processo produtivo de uma empresa, às vezes a gente pensa o que é mais importante: máquinas, pessoas ou o que está na frente? O mais importante é o fluxo. Quando a gente fala sobre o pequeno e leva esse raciocínio de um processo produtivo para uma lógica de desenvolvimento de cadeia produtiva, a gente tem que 92% das empresas industriais são pequenas empresas”, afirmou.

Custo Brasil

O encerramento do evento foi dedicado ao Custo Brasil. Segundo a CNI, os custos associados a entraves como infraestrutura e outros fatores que reduzem a competitividade chegam a R$ 1,7 trilhão por ano, o equivalente a 20% do Produto Interno Bruto (PIB).

O diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Mário Sérgio Telles, afirmou que esse diferencial de custos dificulta tanto a inserção das empresas brasileiras nas cadeias globais quanto a competição no mercado doméstico.

O economista e professor da UnB, Jorge Arbache, defendeu que a estratégia de reindustrialização aproveite vantagens competitivas brasileiras, como a geração de energia renovável e a biomassa.
 

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24/09/2026 00:05h

Resultado representa crescimento real de 8,25% na comparação com o mesmo período de 2025, conforme a Receita Federal; no acumulado de janeiro a agosto, arrecadação chegou a R$ 2,11 trilhões, alta real de 7,12%

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A arrecadação federal somou R$ 235,5 bilhões em agosto, crescimento real de 8,25% em relação ao mesmo mês de 2025. O resultado foi influenciado, entre outros fatores, pelo desempenho do setor de extração de petróleo e gás natural, cuja arrecadação passou de R$ 871 milhões em agosto do ano passado para R$ 14,4 bilhões neste ano. Os dados foram divulgados pela Receita Federal, na última terça-feira (22) 

O montante arrecadado representa o melhor resultado para o mês em toda a série histórica, que começou em 1995.

Já no acumulado dos oito primeiros meses de 2026, a arrecadação atingiu R$ 2,112 trilhões. O valor representa uma alta real de 7,12%.

Os dados mostram que, quando consideradas apenas as receitas administradas pela Receita Federal, houve alta real de 8,24% em agosto. O total foi de R$ 227,865 bilhões. Já de janeiro a agosto, as administradas somaram R$ 2,019 trilhões – com uma alta real de 7,10%.

A Receita Federal destacou que entre os principais indicadores que ajudam a explicar o desempenho da arrecadação das receitas federais no oitavo mês de 2026, em comparação em relação ao ano passado, apenas a produção industrial apresentou recuo (1,07%). Já os indicadores de venda de bens, serviços, massa salarial e o valor em dólar das importações cresceram.

Conforme o com o fisco, o dado do mês foi também impactado de forma positiva por ganhos considerados não recorrentes. Um dos destaques é o incremento de R$ 1,944 bilhão em imposto de exportação de óleo bruto, que foi classificado pela Receita Federal como fator não recorrente e relacionado a alterações na legislação.

Este ano, o imposto de exportação, relacionado à tributação de combustíveis, gerou R$ 9,926 bilhões aos cofres públicos.

Desempenho por setor

No recorte de desempenho por setor, a extração de petróleo e gás natural atingiu R$ 14,429 bilhões em agosto deste ano, contra R$ 871 milhões no mesmo período no ano anterior. 

O desempenho positivo também foi impactado pelo comércio atacadista, com avanço de 11,89%, seguido por atividades auxiliares do setor financeiro, com incremento de 29,8% e fabricação de produtos do fumo, que registrou alta de 112,7%.

Entre os principais responsáveis pelo resultado de agosto estão o Imposto de Renda das empresas (IRPJ) e a contribuição paga pelas empresas sobre seus lucros (CSLL), atualizada pelo IPCA, que apresentou crescimento real de 13,09% em relação ao mesmo mês de 2025. Os dois tributos totalizaram R$ 34,1 bilhões.

Já as receitas previdenciárias apresentaram avanço de 4,3% em agosto deste ano e somaram R$ 63 bilhões e o ganho com Imposto de Importação subiu cerca de 22,7%.
 

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23/09/2026 18:02h

Bolsa brasileira caiu 0,86% nesta quarta-feira, aos 185.814,09 pontos, apesar da alta das ações da Petrobras e da Prio

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O Ibovespa encerrou o pregão desta quarta-feira (23) em queda de 0,86%, aos 185.814,09 pontos. O índice chegou a subir durante a sessão, mas perdeu força diante da piora do ambiente externo e do avanço dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos.

A expectativa de juros americanos mais elevados aumentou a cautela dos investidores. Segundo analistas, o nível dos juros nos Estados Unidos é um dos principais fatores para a realização dos mercados, já que taxas maiores podem favorecer o direcionamento de recursos para os títulos americanos.

A alta do petróleo, por outro lado, ajudou a sustentar as ações de empresas do setor. Os papéis preferenciais da Petrobras (PETR4) subiram 2,59%, enquanto os ordinários (PETR3) avançaram 2,61%. A Prio (PRIO3) também fechou em alta de 0,66%.

Na outra ponta, as ações da Vale (VALE3), que têm peso relevante na composição do índice, recuaram 1,85%. Entre os bancos, Bradesco (BBDC4) caiu 2,2% e Itaú (ITUB4) cedeu 1,88%.

No exterior, as bolsas de Nova York também fecharam em queda. O Dow Jones recuou 0,68%, o S&P 500 caiu 0,75% e o Nasdaq perdeu 1,13%. O movimento ocorreu em meio à alta dos rendimentos dos Treasuries e às expectativas de novos aumentos dos juros nos Estados Unidos.


Maiores altas e quedas 

Ações em alta no Ibovespa

  • Joao Fortes Engenharia S.A. (JFEN3F) +85,71%
  • Joao Fortes Engenharia S.A. (JFEN3F) +70,21%

Ações em queda no Ibovespa

  • Azul S.A. (AZUL97) -26,53%
  • Azul S.A. (AZUL99) -24,00%

 

O volume total negociado na B3 foi de R$ 29.741.366.082, em meio a 3.476.671 de negócios.

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  
 

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.   

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23/09/2026 00:01h

Mecanismo começará com TEF, Pix, TED e boleto e não estará disponível para vendas a pessoas físicas na primeira etapa

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O split payment, mecanismo de recolhimento de tributos previsto na reforma tributária, começará a ser disponibilizado no segundo semestre de 2027, segundo informações da Receita Federal divulgadas pelo jornal Folha de S.Paulo. A implementação será gradual e, inicialmente, de uso opcional pelos contribuintes.

Na primeira etapa, o sistema será voltado a operações comerciais entre empresas, ou seja, transações em que tanto o pagador quanto o recebedor tenham CNPJ. A ferramenta não estará disponível, nesse primeiro momento, para vendas a pessoas físicas.

A Receita informou que ainda não é possível afirmar quando o uso do split payment se tornará obrigatório. A previsão é que, à medida que os meios de pagamento estejam preparados para executar a separação dos tributos, o mecanismo passe a ser exigido nas operações em que for aplicável.

Operações entre empresas e pessoas físicas

Na primeira fase, o split payment será restrito às operações B2B. A limitação faz parte da estratégia para viabilizar a implantação do mecanismo em 2027. A Receita também informou que o sistema será disponibilizado inicialmente para um grupo restrito de empresas, antes de ser ampliado aos demais CNPJs.

O primeiro modelo do split payment não contemplará todos os meios de pagamento. Ficarão de fora, inicialmente, operações com cartões de crédito e débito, vouchers, criptomoedas e meios não eletrônicos.

A ferramenta poderá ser utilizada em transferências por TEF e TED, boletos e Pix entre empresas, desde que os participantes optem pelo mecanismo.

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A implementação começará em um ambiente de “produção assistida”, com operações reais e transferência efetiva de recursos. Segundo a Receita, os primeiros testes envolverão TEF e Pix chave intrabancário, em operações realizadas dentro da mesma instituição financeira. Depois, serão incluídos TED, boleto, Pix dinâmico e Pix automático.

Nos meios de pagamento em que o comprador informa os dados da operação, como TEF, TED e determinadas modalidades de Pix, será utilizado o chamado split “inteligente”. Nesse modelo, a separação dos tributos será feita com base nos valores informados na transação, sem consulta aos órgãos de governo. Caso haja retenção superior ao valor devido, o fornecedor deverá ser ressarcido em até três dias úteis.

Já no boleto, no Pix com QR Code dinâmico e no Pix automático, em que os dados são informados pelo vendedor, será utilizado o split “super inteligente”. Nesse caso, a instituição financeira consultará a Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS para verificar se os tributos já foram quitados por outra forma, inclusive por meio de créditos, e se a separação é necessária.

MEI e Simples Nacional

As operações realizadas por Microempreendedores Individuais (MEIs) ficarão fora do split payment. Isso ocorre porque o mecanismo foi criado para separar os novos tributos sobre bens e serviços, CBS e IBS, que começam a substituir os atuais tributos a partir de 2027.

Segundo a Receita Federal, o MEI não recolhe CBS e IBS sobre suas vendas e, por isso, não gera crédito desses tributos para a empresa que compra seus produtos ou serviços. Sem esses impostos na operação, não há valor a ser separado pelo split payment.

Já as empresas do Simples Nacional poderão utilizar o mecanismo. A possibilidade também se aplica às microempresas que permanecerem no chamado Simples “puro”, com o recolhimento dos tributos em guia única.

De acordo com a Receita, a medida permite que os valores de CBS e IBS recolhidos sejam convertidos em crédito para os clientes dessas empresas quando eles forem contribuintes dos novos tributos.
 

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22/09/2026 19:00h

O euro, por sua vez, encerrou o dia cotado a R$ 5,84

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O dólar operou em alta nesta terça-feira (22) e fechou o pregão cotado a R$ 5,10. Durante a manhã, a moeda americana chegou a R$ 5,11, com avanço de 0,22%, em um movimento acompanhado pela queda dos preços do petróleo no mercado internacional.

A commodity recuou para menos de US$ 100 por barril ao longo do dia. A redução dos preços pode influenciar o mercado de câmbio brasileiro, já que o Brasil está entre os países exportadores de petróleo.

Quando a cotação da commodity cai, as receitas obtidas com as exportações do produto podem diminuir. Esse movimento pode reduzir o fluxo de dólares associado às vendas de petróleo para o exterior.

Com menor entrada da moeda americana relacionada às exportações, o real pode perder força frente ao dólar. O câmbio, no entanto, também é influenciado por outros fatores internos e externos, como juros, cenário fiscal e comportamento dos mercados internacionais.

O índice DXY, que mede a força do dólar frente a outras moedas globais, fechou aos 100,35 pontos.

 

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,84.


Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
 

Código BRL USD EUR GBP JPY CHF CAD AUD
BRL 1 0,1960 0,1712 0,1469 30,8551 0,1609 0,2757 0,2755
USD 5,1011 1 0,8735 0,7494 157,39 0,8207 1,4063 1,4054
EUR 5,8404 1,1448 1 0,8580 180,19 0,9395 1,6101 1,6088
GBP 6,8061 1,3343 1,1656 1 210,01 1,0949 1,8765 1,8752
JPY 0,0324 0,0064 0,0055 0,0048 1 0,5214 0,0089 0,0089
CHF 6,2164 1,2185 1,0644 0,9133 191,81 1 1,7139 1,7125
CAD 3,6274 0,7111 0,6211 0,5329 111,92 0,5836 1 0,9992
AUD 3,6306 0,7116 0,6216 0,5333 111,99 0,5840 1,0008 1

 

Os dados são da Investing.com. 


 

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22/09/2026 17:30h

O volume total negociado na B3 foi de R$ 29.692.102.683, em meio a 3.670.268 de negócios

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O Ibovespa fechou esta terça-feira (22) em alta de 0,47%, aos 187.465 pontos, após reverter as perdas registradas ao longo da sessão e passar para o campo positivo no fim do pregão.

Durante a manhã, o principal índice da Bolsa brasileira chegou a cair 0,69%, aos 185.313 pontos, por volta das 11h45. O mercado operava sob cautela no cenário doméstico, enquanto a queda dos preços do petróleo pressionava as ações da Petrobras, que têm participação relevante na composição do índice.

Os investidores também repercutiram a ata do Comitê de Política Monetária (Copom). O documento apontou que as expectativas de inflação permanecem desancoradas, fator acompanhado pelo mercado diante das perspectivas para a condução dos juros no país.

Apesar das perdas registradas durante parte do dia, o Ibovespa ganhou força no fim da sessão e encerrou o pregão no campo positivo.

 

Maiores altas e quedas 

Ações em alta no Ibovespa

  • Fiset Fl Ref Pfd (FSRF11F) +28,57%
  • Fiset Fl Ref Pfd (FSRF11) +14,29%

Ações em queda no Ibovespa

  • Tronox Pigmentos do Brasil SA Pfd Registered Shs B (CRPG6) -13,87%
  • Textil Renauxview SA Pfd (TXRX4F) -12,06%

 

O volume total negociado na B3 foi de R$ 29.692.102.683, em meio a 3.670.268 de negócios.

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  
 

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.   

 

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22/09/2026 13:00h

Indicador chega ao menor nível desde agosto de 2020, durante a pandemia

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A intenção de investimento da indústria caiu pelo quarto mês consecutivo em setembro e chegou ao menor nível desde agosto de 2020, durante a pandemia de Covid-19.

O índice recuou 1,3 ponto, de 52,6 para 51,3 pontos. Os dados fazem parte da Sondagem Industrial, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta segunda-feira (21). 

A sequência de quedas começou em maio. Desde então, o indicador acumula recuo de 3,5 pontos. Para o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, o resultado está relacionado à perda de ritmo da atividade industrial e ao aumento das incertezas.

“Há um aumento da incerteza associada, que também reduziu a expectativa.  Num quadro, portanto, de uma queda da atividade, que já vem de algum tempo, e de expectativas também moderadas, a intenção de investimento vem caindo e agora em setembro consolidou esse patamar bastante baixo de intenção de investimento. De uma forma geral, o que os indicadores de expectativa do empresário industrial mostram é um quadro de moderação das expectativas”, afirma.

A perspectiva para os próximos seis meses também piorou. Em setembro, os quatro indicadores de expectativa da indústria apresentaram queda.

A expectativa de demanda por produtos recuou 1,4 ponto, para 51,2 pontos. A previsão de compra de insumos e matérias-primas caiu 0,8 ponto, para 50,4. Já a expectativa para a quantidade exportada diminuiu 0,6 ponto, para 48,9 pontos. O indicador relacionado ao número de empregados teve queda de 0,2 ponto, chegando a 49,2 pontos.

Para o economista Carlos Eduardo Oliveira Jr., a queda da intenção de investimento ocorre em um cenário de juros elevados, que encarece o crédito e acende um alerta por parte das empresas nas tomadas de decisões.

“Isso impacta muito, gerando um custo mais caro do crédito e uma maior cautela dos empresários diante dessas incertezas econômicas, visto também que você tem uma redução no consumo das famílias. Apesar disso, o resultado não significa uma paralisação dos investimentos, mas sim uma postura mais prudente por parte das empresas que estão aguardando os próximos meses, principalmente com relação à movimentação moderada da indústria”, considera.

Mesmo com as quedas, as expectativas de demanda por produtos e de compra de insumos e matérias-primas permaneceram acima dos 50 pontos. Isso indica que os empresários do setor ainda projetam aumento desses dois itens nos próximos seis meses, embora em ritmo menor do que o previsto em agosto.

Já os indicadores de quantidade exportada e número de empregados ficaram em uma situação mais delicada.

Produção industrial

A produção industrial também apresentou queda em agosto. O índice de evolução da produção recuou 4,7 pontos, de 51 para 46,3 pontos. Com o resultado, o indicador passou para abaixo dos 50 pontos, sinalizando redução da produção em relação a julho.

De acordo com a pesquisa, esse foi o menor resultado para um mês de agosto desde 2015, quando a economia brasileira enfrentava uma recessão. Considerando os últimos 11 anos, o índice ficou abaixo dos 50 pontos em agosto apenas em 2025 e agora, em 2026.

“Esse resultado tão atípico passa pela queda contínua da demanda por bens industriais, mas também por um quadro de incertezas, tanto externas quanto internas. Não dá para negar que a proximidade das eleições traz um certo grau de imprevisibilidade, fazendo com que as empresas se tornem mais cautelosas na hora de investir, produzir e contratar”, destaca Azevedo.

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A Utilização da Capacidade Instalada também diminuiu. A UCI caiu 1 ponto percentual em agosto e chegou a 69%, ficando 2 pontos percentuais abaixo da média para agosto.

O emprego acompanhou o movimento. O índice de evolução do número de empregados ficou em 48,2 pontos, após queda de 0,4 ponto em relação a julho.

Os estoques de produtos finais também recuaram. O índice de evolução do nível de estoques passou de 51 para 49,5 pontos, uma redução de 1,5 ponto. Como ficou abaixo dos 50 pontos, o indicador aponta queda dos estoques na passagem de julho para agosto.

Apesar disso, os estoques permaneceram próximos do nível projetado pelas empresas. O índice de estoque efetivo-planejado avançou 0,2 ponto, para 50,4 pontos.

Sobre a pesquisa

A Sondagem Industrial de setembro ouviu 1.403 empresas entre os dias 1º e 11 de setembro. Do total, 587 eram pequenas empresas, 487 médias e 329 grandes.
 

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22/09/2026 00:09h

Moeda recua 0,7% diante da queda do petróleo e do cenário externo mais favorável ao risco

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O dólar encerrou a segunda-feira (21) em queda de 0,7%, cotado a R$ 5,10. O movimento acompanhou o maior apetite ao risco nos mercados internacionais, em meio ao recuo dos preços do petróleo.

O barril do petróleo Brent chegou a operar abaixo dos US$ 100, em um cenário marcado pela expectativa de negociações entre Estados Unidos e Irã. A commodity encerrou o dia em torno de US$ 100,34, com queda de 3,4%.

No mercado doméstico, o cenário eleitoral também esteve no radar dos investidores. Uma pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira mostrou empate técnico entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro em uma simulação de segundo turno, com 46% e 45%, respectivamente.

Para analistas, o ambiente externo contribuiu para o movimento de valorização do real. Fatores locais, incluindo o cenário mostrado pelas pesquisas eleitorais, também foram acompanhados pelo mercado.

No encerramento dos negócios, o DXY, índice que mede o desempenho do dólar diante de uma cesta de seis moedas, registrava alta de 0,2%.
 

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,85.

 

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.

Código BRL USD EUR GBP JPY CHF CAD AUD
BRL 1 0,1958 0,1708 0,1465 30,8225 0,1608 0,2749 0,2751
USD 5,1065 1 0,8722 0,7480 157,41 0,8212 1,4036 1,4046
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AUD 3,6356 0,7120 0,6210 0,5326 112,06 0,5846 0,9993 1

Os dados são da Investing.com.

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22/09/2026 00:05h

Pesquisa do Made/FEA-USP calcula perda equivalente a até 1,1% do PIB, entre 40% e 50% de todo o crescimento da economia no ano; queda de arrecadação pode chegar a R$ 54,8 bilhões

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Um estudo do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made), da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo (FEA/USP), revelou que as apostas esportivas online, conhecidas como bets, reduziram o consumo e retiraram da atividade econômica entre R$ 120 bilhões e R$ 141 bilhões em 2025 o que equivale a 0,9% a 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB).

Segundo os pesquisadores, a perda estimada corresponde a algo entre 40% e 50% de todo o crescimento da economia brasileira em 2025 e é cerca de cinco vezes maior do que as estimativas de impacto do tarifaço americano sobre o PIB do país.

O estudo destaca que, mesmo levando em conta os empregos diretos e indiretos gerados pelo setor de apostas, o quadro praticamente não muda.

Impacto na arrecadação

De acordo com o levantamento, essa redução na atividade econômica resultaria em uma perda de arrecadação fiscal entre R$ 31,1 bilhões e R$ 54,8 bilhões. Segundo os pesquisadores, esse valor corresponde a entre 10% e 20% de todo o orçamento destinado à saúde pública no estado de São Paulo em 2025. o que indica que, mesmo gerando arrecadação direta por meio de tributação, as bets provocam uma perda de atividade econômica que mais do que compensa essa receita.

Consequências macroeconômicas e endividamento

Para os pesquisadores, o problema das apostas online não se limita aos efeitos individuais sobre quem aposta: há também consequências macroeconômicas. Ao retirar renda das famílias, principalmente as de menor renda, as bets podem aumentar a desigualdade, reduzir a demanda agregada e afetar o PIB de forma relevante, além de reduzir a arrecadação fiscal e pressionar as contas públicas.

O estudo também associa parte do movimento das apostas ao aumento do endividamento das famílias brasileiras, considerando a expansão recente do saldo de crédito para pessoa física no país.


Com informações da Agência Brasil.

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