Economia

07/09/2026 00:04h

Dívidas somaram R$ 238,6 bilhões e setor de serviços tem mais da metade de empreendimentos negativados; Sudeste concentrou maior volume de empresas inadimplentes, com destaque para São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro

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O número de empresas negativadas chegou a 9,2 milhões em julho de 2026, segundo o Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian. No período, o total de dívidas não pagas atingiu 67,2 milhões, somando R$ 238,6 bilhões. O setor de serviços registrou o maior percentual de empreendimentos negativados e o maior volume de negócios com dívidas em atraso foi registrado na Região Sudeste.

Os dados apontam que, em média, cada negócio inadimplente acumulou 7,3 contas negativadas, com dívida média de R$ 25.983,88 por CNPJ e ticket médio de R$ 3.551,59. 

Conforme o levantamento, as micro e pequenas empresas concentraram a maior parcela dos CNPJs negativados, com 8,7 milhões. O grupo concentrou 60,5 milhões de dívidas, que somaram R$ 206 bilhões. Segundo o levantamento, cada micro e pequena empresa acumulou 6,9 contas negativadas, com dívida média de R$ 23.574,33 e ticket médio de R$ 3.403,77.

Setores que devem e perfil das dívidas

Do total de empresas que estavam com as contas negativas em julho, 55,8% eram do setor de “Serviços”. Na sequência apareceram “Comércio” (32,1%), “Indústria” (8,0%) e o segmento “Primário” (1,0%). 

Já em relação à origem das dívidas vencidas, o maior volume ficou com “Serviços” (31,7%), seguido por “Bancos/Cartões” (19,7%). Na sequência apareceram “Cooperativas” (8,5%), “Utilities” (6,9%) e “Telefonia” (6,2%). 

As instituições financeiras, que abrangem “Bancos/Cartões” e “Financeiras”, concentraram 24,3% das pendências, enquanto 75,7% estavam fora desse grupo.

Recorte regional

Em julho de 2026, a Região Sudeste registrou o maior volume de empresas inadimplentes. O destaque é para o estado de São Paulo, com 3.147.102 CNPJs com dívidas. Em seguida está Minas Gerais, com 915.410 e Rio de Janeiro, com 870.189. Na sequência apareceram Paraná, com um total de 607.497 empresas no vermelho, e Rio Grande do Sul, com 533.041.

Indicador

O Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas calcula o número de empresas brasileiras que estão com contas vencidas e que não constam pagamento. 

Para a mensuração, uma empresa é considerada inadimplente quando possui ao menos um compromisso financeiro vencido e cujo não pagamento foi formalmente comunicado pelo credor. De acordo com o  Serasa Experian, a apuração é feita com base nas notificações registradas até o último dia do mês de referência.
 

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07/09/2026 00:03h

Nova regra da ANP também impede que o mesmo volume de petróleo ou gás seja contabilizado duas vezes no cálculo dos royalties

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Municípios brasileiros que recebem royalties por operações de embarque e desembarque de petróleo e gás natural passam a contar com uma nova referência para o cálculo dos repasses. Isso porque a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicou, no dia 28 de agosto, a Resolução nº 1.007/2026, que atualiza as regras estabelecidas na Portaria Técnica ANP nº 29/2001.

De acordo com a nova regulamentação, os terminais aquaviários diretamente ligados a determinadas instalações marítimas também são considerados pontos de embarque ou desembarque de petróleo e gás para fins de pagamento de royalties. A mudança vale desde 1º de julho de 2026.

A alteração ocorreu após o Decreto nº 12.849/2026, publicado em fevereiro, modificar as regras estabelecidas pelo Decreto nº 1/1991. A Diretoria da ANP aprovou a resolução em 27 de agosto, um dia antes da publicação da Resolução nº 1.007/2026.

A nova regra também estabelece que o mesmo volume de petróleo ou gás natural não pode ser considerado duas vezes no cálculo. Diante disso, a quantidade movimentada em um terminal aquaviário não poderá ser contabilizada novamente na instalação marítima à qual ele está ligado. 

Conforme a ANM, o intuito é evitar uma dupla contagem e, consequentemente, uma duplicidade no pagamento da compensação financeira.

Como funcionam os royalties

Royalties são uma compensação financeira paga pelas empresas que produzem petróleo e gás natural no país. Os recursos são destinados à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios que têm direito aos repasses.

O valor é calculado mensalmente a partir da produção de cada campo e dos preços de referência dos hidrocarbonetos. Para isso, é levado em conta a alíquota prevista para o campo, o volume produzido e o preço de referência do petróleo e do gás natural. As alíquotas podem variar de 5% a 15%, de acordo com o regime e as características do contrato.

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O pagamento é feito pelas empresas até o último dia do mês seguinte ao da produção. A ANP é responsável por calcular e distribuir os valores aos beneficiários, observando o que prevê a legislação.

Royalties distribuídos no primeiro semestre

Entre janeiro e junho de 2026, o Brasil distribuiu R$ 36,5 bilhões em royalties de petróleo e gás natural. É o que revela levantamento do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP). O valor ficou 35% acima da projeção feita no início do ano.

De acordo com o instituto, a diferença foi influenciada pela alta do preço internacional do petróleo em meio ao aumento das tensões geopolíticas. A valorização do barril de Brent resultou em R$ 9,6 bilhões adicionais em receitas de royalties.

Desse valor extra, R$ 3 bilhões foram destinados à União, R$ 2,7 bilhões aos estados e R$ 3,9 bilhões aos municípios.
 

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06/09/2026 22:56h

Decreto nº 13.80/2026 permite parcelamento em até 360 parcelas mensais sucessivas, com redução de juros; regras servem apenas para dívidas administradas pelo Tesouro

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As prefeituras podem solicitar o parcelamento de dívidas com a União, previsto na Emenda Constitucional nº 136/2025 (PEC dos Precatórios). Os municípios interessados em aderir à medida devem enviar um ofício de manifestação de interesse à Secretaria do Tesouro Nacional até o dia 9 de setembro, com as respectivas leis autorizativas publicadas no Diário Oficial do município. Os débitos podem ser pagos em até 360 parcelas.

O Decreto nº 13.080/2026 detalha as novas condições financeiras para os entes municipais. Além de permitir o parcelamento em até 360 parcelas mensais sucessivas, também há possibilidade de redução de juros e mudanças dos indexadores originais das dívidas pelo IPCA. 

Conforme o Tesouro Nacional, o decreto se aplica somente às dívidas contratuais administradas pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

Como aderir ao parcelamento de dívidas?

O município deve enviar um ofício à Secretaria do Tesouro Nacional (STN), por meio do e-mail [email protected], até o dia 9 de setembro. 

Confira o que o documento deve conter:

  • Manifestação expressa do prefeito quanto à intenção de aderir ao parcelamento; 
  • Indicação da opção por taxa de juros/amortização/investimento dentre aquelas previstas no art. 4º do Decreto nº 13.080/2026;
  • Indicação detalhada dos ativos a serem transferidos (se houver); 
  • Leis autorizativas publicadas no Diário Oficial do município. 

Possibilidades para as prefeituras 

Em nota, a Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) destacou que o município pode optar pela amortização de percentual do saldo devedor, com transferência de valores, bens móveis ou imóveis, créditos junto ao setor privado ou União. Também é possível optar pela compensação financeira da exploração de gás, petróleo, recursos hídricos ou minerais, entre outros. Para algumas opções, é preciso uma lei municipal específica.

As prefeituras também podem optar pelo compromisso de investimento dos juros que deixarão de ser pagos à União em áreas como educação, saneamento, habitação, adaptação climática, transportes ou segurança pública. 

A prefeitura que optar por essa modalidade deverá apresentar um plano de aplicação dos recursos, com a identificação das obras e intervenções previstas, os benefícios esperados e o cronograma físico-financeiro. Além disso, será obrigada a prestar contas, semestralmente, ao tribunal de contas e ao Poder Legislativo municipal.

Condições

As prestações serão calculadas conforme a Tabela Price e vencem no dia 15 do mês seguinte ao de assinatura do contrato/aditivo. Em caso de amortização, o saldo devedor será atualizado após a transferência dos ativos à União.

A legislação estabelece situações onde o município poderá ser excluído do parcelamento. Confira:

Em caso de contratação de empréstimo para pagar prestações do parcelamento;  

  • Inadimplência por três meses consecutivos ou seis alternados no período de 36 meses; 
  • Desligamento voluntário; 
  • Falta de comprovação da aplicação dos investimentos obrigatórios.

Caso haja exclusão do ente, o município perde os benefícios financeiros obtidos com a adesão e o saldo devedor será recalculado.

O site do Tesouro disponibiliza uma página com respostas para sanar dúvidas das prefeituras sobre a aplicação do decreto, no site: www.tesourotransparente.gov.br. Na mesma página, também é possível acessar um quadro com todas as combinações possíveis de juros a serem pagos à União, percentuais de amortização extraordinária e de investimento.
 

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06/09/2026 00:05h

Cidades com até 65 mil habitantes poderão receber transferências voluntárias mesmo em determinadas situações de inadimplência

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Já aprovado pelo Congresso Nacional, o Projeto de Lei Complementar 74 de 2026 aguarda sanção presidencial. A matéria estabelece exceções a algumas regras fiscais com o intuito de permitir a execução de benefícios tributários e despesas previstas para este ano, desde que sejam observadas as condições previstas na legislação.

Entre as medidas estão incentivos voltados para áreas de livre comércio, produção de bens de capital e instalação de data centers no Brasil, por meio do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter, o Redata. A proposta trata, ainda, de despesas relacionadas à ampliação da licença-paternidade e do salário-paternidade.

Pequenos municípios

Além disso, o texto flexibiliza as condições para que municípios endividados com até 65 mil habitantes recebam transferências voluntárias. Em algumas situações, pendências tributárias ou creditícias não poderão impedir o acesso a esses recursos. O intuito é evitar que haja interrupção de repasses para políticas públicas.

Para os benefícios que reduzam a arrecadação, a exceção será possível quando a perda de receita já tiver sido considerada no Orçamento de 2026 ou quando houver uma medida de compensação. As iniciativas também deverão ser compatíveis com a meta de resultado primário do ano.

Despesas relacionadas ao ressarcimento de tributos por desonerações 

O texto aprovado pelo parlamento também inclui despesas relacionadas ao ressarcimento de tributos por desonerações assumidas contratualmente pelo Brasil e amplia benefícios destinados a ações de apoio a pessoas com câncer e pessoas com deficiência, por meio do Pronon e do Pronas.

Também estão incluídas propostas de desoneração do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, o IRPJ, e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, a CSLL, para sociedades resseguradoras locais.

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Além disso, o texto alcança benefícios tributários concedidos em 2026 para áreas de livre comércio e para a produção de bens de capital. A aplicação dessas medidas fica condicionada à compatibilidade com a meta de resultado primário e às demais regras fiscais previstas para o exercício.

O projeto foi aprovado por unanimidade pelo Plenário do Senado na quinta-feira (3). O texto já havia sido analisado pela Câmara dos Deputados. Com a aprovação nas duas Casas, a proposta foi encaminhada para sanção presidencial.
 

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06/09/2026 00:03h

Medida em vigor desde 1º de setembro aumenta de 30 para 80 dias o período de contestação e integra mudanças adotadas para reforçar a segurança do sistema

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Uma nova regra de segurança do Pix entrou em vigor neste mês. Desde 1º de setembro, pessoas e empresas têm até 80 dias para contestar uma devolução realizada por meio do Mecanismo Especial de Devolução, o MED. Antes, o prazo era de 30 dias. 

O MED é um mecanismo destinado a auxiliar na recuperação de valores transferidos em situações de fraude. De acordo com o Banco Central, a ampliação do prazo também busca proteger comerciantes e empresas contra o uso indevido do próprio mecanismo, quando uma transação legítima é posteriormente apresentada como fraudulenta.

A mudança integra uma série de medidas implementadas para aumentar a segurança das operações realizadas pelo Pix. Desde fevereiro de 2026, o sistema conta com bloqueio automático e em cascata de contas suspeitas. Quando uma fraude é comunicada, a conta que recebeu a transferência pode ser bloqueada. Caso o dinheiro já tenha sido movimentado, o rastreamento segue para as contas seguintes.

Outra alteração permite que o alerta de golpe seja registrado diretamente no aplicativo do banco, reduzindo a necessidade de contato inicial por outros canais de atendimento. 

As regras atuais também se somam às medidas adotadas em 2025. Desde julho daquele ano, a criação ou alteração de uma chave Pix depende da compatibilidade entre o nome informado e os dados registrados na Receita Federal. A verificação é realizada pelas instituições financeiras. 

As mudanças ocorrem diante do crescimento das fraudes e das dificuldades para recuperar valores depois que o dinheiro é transferido para diferentes contas. O objetivo das novas regras é acelerar o bloqueio dos recursos e ampliar os mecanismos disponíveis para contestar operações suspeitas

Para conferir todas as regras, orientações de segurança e informações sobre o Pix, acesse a página oficial do sistema no site do Banco Central. 
 

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05/09/2026 00:13h

Memorando firmado pela ApexBrasil e entidade empresarial indiana cria novas frentes para comércio e investimentos bilaterais. Acordo veio em meio a salto de 82% nas relações comerciais

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A aproximação entre Brasil e Índia ganhou um novo instrumento, com a assinatura de um Memorando de Entendimento (MoU) entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e a Confederação das Indústrias Indianas (CII).

O acordo, assinado no último dia 27 de agosto, prevê ações para ampliar o comércio, compartilhar informações de mercado e estimular investimentos e a internacionalização de empresas dos dois países. A assinatura ocorreu durante a Missão Empresarial Estratégica da Índia no Brasil, em um período de expansão das relações comerciais.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que, em 2025, o comércio entre Brasil e Índia movimentou US$ 15,2 bilhões, um aumento de 25,4% em relação a 2024. As exportações brasileiras totalizaram US$ 6,86 bilhões, alta de 30,2%.

Já de janeiro a julho de 2026, a corrente de comércio alcançou US$ 10,1 bilhões, crescimento de 32,9%. No período, as vendas brasileiras para o mercado indiano somaram quase US$ 5,89 bilhões, avanço de 82,1%.

A diretora de Negócios da ApexBrasil, Maria Paula Velloso, afirma que o memorando estabelece uma estrutura de cooperação para aproximar empresas brasileiras e indianas e facilitar o acesso a informações sobre oportunidades nos dois mercados.

"Vemos um crescimento nas exportações desde 2025, quando batemos um recorde com salto de 25%. Este ano já demonstra que seguimos no mesmo caminho", destacou.

Segundo Maria Paula, a atuação brasileira no mercado indiano também foi ampliada com a abertura de um escritório da ApexBrasil em Nova Déli, em fevereiro de 2026. A unidade foi instalada após uma missão presidencial à Ásia. "É uma cooperação ganha-ganha, já que há complementaridade entre as duas nações", enfatizou.

Comércio e Mercosul-Índia

Para o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, os resultados fazem parte de uma estratégia de diversificação dos mercados para os produtos brasileiros.

O chefe da Pasta afirmou que o Brasil deve encerrar 2026 com saldo comercial de US$ 90 bilhões e destacou o desempenho das relações com a Índia. De acordo com Márcio Elias, a política de diversificação permitiu ampliar as vendas externas para 57 países, com crescimento médio de 10,5%.

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A agenda também inclui a ampliação do Acordo de Comércio Preferencial (ACP) entre o Mercosul e a Índia. Atualmente, o tratado contempla 450 linhas tarifárias.

“O Brasil é um país que tem indicadores econômicos e sociais capazes de favorecer o investimento seguro. Há características muito presentes. Uma delas é a segurança jurídica. O segundo é a previsibilidade econômica. Não é possível você gerir a macroeconomia decidindo do dia para a noite uma iniciativa nova, transformadora. É preciso que saibamos quais os capítulos dessa grande novela que é a relação com o poder público”, complementou o ministro.

Indústria e atração de investimentos

As oportunidades apresentadas aos empresários indianos também foram relacionadas aos setores definidos pela Nova Indústria Brasil (NIB). Entre os fatores apresentados pelo governo brasileiro para atrair investimentos estão o tamanho do mercado interno e a participação de fontes renováveis na geração de eletricidade. Em 2025, as renováveis responderam por 86,8% da matriz elétrica brasileira.

A área da saúde foi apontada como uma das possibilidades de maior aproximação. O governo pretende atrair empresas indianas para o Complexo Econômico-Industrial da Saúde, especialmente nos segmentos farmacêutico e de equipamentos.

Nesse caso, a convergência regulatória e a dimensão do mercado atendido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são consideradas fatores de interesse. Atualmente, o sistema atende cerca de 200 milhões de pessoas.

Outro tema tratado nas reuniões foi a exploração e o processamento de minerais críticos. A estratégia brasileira é estimular a agregação de valor no país. O assunto também está relacionado ao acordo setorial firmado entre Brasil e Índia em fevereiro.

A transição energética também entrou na pauta, com oportunidades relacionadas à bioenergia, aos biocombustíveis e à economia circular. “Esse é o nosso papel. Nós queremos cada vez mais facilitar e acelerar os investimentos exteriores aqui no Brasil”, destaca o presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller.

Interesse da Índia

A delegação indiana apontou o setor automotivo, o maquinário industrial e os combustíveis como algumas das áreas com potencial de cooperação.

"Acreditamos que há muitas áreas em que a Índia e o Brasil podem cooperar. Já compartilhamos uma paixão pelo etanol para transporte, e acreditamos que há muitas outras oportunidades no setor automotivo e de maquinário industrial", afirmou Alok Sanjay Kirloskar, co-presidente da delegação indiana e diretor da Kirloskar Brothers Limited (KBL).

O executivo também destacou o potencial de integração entre os dois países por meio do BRICS, especialmente para ampliar oportunidades de cooperação no setor financeiro.
 

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04/09/2026 19:00h

Medida foi aprovada no Senado e segue para sanção presidencial

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O Senado Federal aprovou a Medida Provisória (MP) 1.357/2026, que zera o Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50, a chamada “taxa das blusinhas”. A proposta segue agora para sanção presidencial

Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a aprovação da lei é um retrocesso econômico, já que o fim da taxa de 20% sobre as compras de pequeno valor concede vantagem competitiva para as indústrias estrangeiras em relação ao setor produtivo nacional. A entidade enfatiza que a medida impactará principalmente micro e pequenas empresas e resultará na perda de empregos.

O superintendente de Economia da CNI, Marcio Guerra, afirma que a cobrança do imposto é uma questão de isonomia concorrencial

“A questão da taxa das blusinhas não era uma condição de diferenciação ou privilégio, mas de isonomia para tornar a competição mais efetiva. Com a queda da taxa, coloca-se em risco vários setores industriais e a continuidade de 100 mil empregos industriais, à medida que essas importações comecem a ingressar no país com uma velocidade muito grande. Ou seja, coloca-se em risco a indústria nacional”, destaca. 

Impacto sobre empregos e produção

Um levantamento da CNI estima que o fim da “taxa das blusinhas” pode provocar a perda de 109 mil empregos e reduzir em cerca de R$ 21,8 bilhões a produção doméstica. O estudo aponta ainda que, para cada R$ 1 em produtos importados, deixam de ser gerados R$ 3,11 ao longo das cadeias produtivas no Brasil. 

Segundo Marcio Guerra, os setores mais expostos à concorrência das plataformas digitais são os que tendem a sentir os maiores efeitos da mudança, especialmente os segmentos têxtil e de confecções

“A profusão de vários tipos de materiais vendidos faz com que mais setores sejam impactados. Hoje, equipamentos eletrônicos e produtos de higiene pessoal também estão disponíveis nessas plataformas. Então, à medida que essa condição de concorrência passa por essa transformação, cada vez mais setores são afetados pela entrada de importados, colocando em risco os empregos e a produção nacional”, afirma. 

Na avaliação da CNI, a criação da “taxa das blusinhas”, em junho de 2024, representou uma conquista para o setor produtivo nacional. Desde então, as plataformas de comércio eletrônico estrangeiras passaram a recolher 20% de Imposto de Importação sobre compras de pequeno valor, além do ICMS estadual, que já incidia sobre essas operações desde 2023

Segundo levantamento da CNI, desde a entrada em vigor da cobrança, a medida evitou a entrada de R$ 4,5 bilhões em produtos importados no país, contribuindo para preservar mais de 135 mil empregos e quase R$ 20 bilhões na economia brasileira

Impactos fiscais

A retirada da cobrança também pode gerar efeitos sobre a arrecadação federal, segundo o economista. Para Guerra, a tributação não representa um benefício à indústria nacional, mas uma forma de estabelecer condições mais equilibradas de concorrência entre produtos nacionais e importados

“[O fim da taxa] vai acabar impactando também a questão fiscal, na qual o governo brasileiro vai perder uma arrecadação justamente em um momento crítico, quando tem sido pressionado para a questão do superávit ou déficit fiscal”, ressalta. 

O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirma que o objetivo da tributação não é restringir o acesso do consumidor a produtos importados, mas garantir condições equilibradas de competição para a indústria brasileira. “Não somos contra as importações. Elas são bem-vindas e aumentam a competitividade, mas é preciso que entrem no Brasil em condições de igualdade”, conclui.

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04/09/2026 17:50h

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,95

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O dólar fechou esta sexta-feira (4) em alta de 0,50%, negociado a R$ 5,12. A moeda americana avançou após a divulgação de novos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos.

O relatório de emprego, conhecido como payroll, apontou a criação de 162 mil vagas, resultado acima da expectativa do mercado, que projetava a abertura de 53 mil postos de trabalho.

Os números reforçaram a percepção de resistência do mercado de trabalho americano e aumentaram as atenções sobre a inflação. Com isso, investidores passaram a avaliar a possibilidade de juros mais altos nos Estados Unidos.

Declarações recentes do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, também repercutiram no mercado diante das perspectivas para a inflação.

Segundo a ferramenta FedWatch, as expectativas para a reunião de setembro mudaram após a divulgação dos dados. O mercado passou a atribuir 60% de probabilidade de alta dos juros e 40% de manutenção da taxa. No dia anterior, as duas possibilidades estavam divididas igualmente.

O índice DXY, que mede a força do dólar frente a outras moedas globais, fechou aos 99,07 pontos.

 

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,95.

 

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.

 

Código 🇧🇷 BRL 🇺🇸 USD 🇪🇺 EUR 🇬🇧 GBP 🇯🇵 JPY 🇨🇭 CHF 🇨🇦 CAD 🇦🇺 AUD
🇧🇷 BRL 1 0,1951 0,1679 0,1443 30,4896 0,1581 0,2700 0,2736
🇺🇸 USD 5,1247 1 0,8611 0,7399 156,25 0,8100 1,3839 1,3879
🇪🇺 EUR 5,9550 1,1613 1 0,8593 181,44 0,9407 1,6071 1,6118
🇬🇧 GBP 6,9260 1,3515 1,1637 1 211,17 1,0947 1,8703 1,8757
🇯🇵 JPY 3,27978 0,640000 0,55110 0,473575 1 0,5184 0,88570 0,88826
🇨🇭 CHF 6,3267 1,2346 1,0649 0,9135 192,89 1 1,7060 1,7203
🇨🇦 CAD 3,7030 0,7226 0,6242 0,5347 112,90 0,5853 1 1,0085
🇦🇺 AUD 3,6562 0,7205 0,6204 0,5331 112,58 0,5836 0,9971 1

 

Os dados são da Investing.com.
 

 

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03/09/2026 19:00h

Índice encerra o pregão aos 185.188,13 pontos, com investidores atentos ao cenário eleitoral e à valorização de ações de peso

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O Ibovespa fechou o pregão aos 185.188,13 pontos, em alta, com investidores atentos às pesquisas eleitorais e ao cenário político brasileiro. O índice chegou a operar acima dos 187 mil pontos durante a manhã, quando registrava avanço de 1,39%.

Segundo analistas, os ativos brasileiros continuam apresentando desempenho positivo em meio ao cenário eleitoral mais aquecido, movimento potencializado pela melhora do fluxo de recursos para o mercado local.

Entre os destaques, as ações da Petrobras avançaram com a valorização do petróleo no mercado internacional. Os papéis preferenciais da companhia chegaram a subir 1,5% durante a sessão.

O setor financeiro também teve desempenho positivo. As ações do Itaú avançaram 1,93%, enquanto os papéis do BTG tiveram alta de 2,6%.

Com a queda dos juros futuros, empresas mais sensíveis às taxas também ganharam força. As ações da Renner subiram 2,82%, enquanto a Magazine Luiza avançou 4,44%.
 

Maiores altas e quedas 

Ações em alta no Ibovespa

  • Azevedo & Travassos SA (AZEV3) +35,39%
  • Azevedo & Travassos SA (AZEV3) +28,59%

Ações em queda no Ibovespa

  • Dotz SA (DOTZ3) -14,63%

  • Azul S.A. (AZUL99) -14,31%

 

O volume total negociado na B3 foi de R$ 34.902.313.785, em meio a 4.525.242 de negócios.

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  
 

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.   

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03/09/2026 12:00h

Bloco europeu comprou US$ 1,8 bilhão em produtos de origem animal do Brasil em 2025; setor tenta redirecionar vendas

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A partir desta quinta-feira (3) está suspensa a exportação de produtos de origem animal do Brasil para a União Europeia (UE). A medida inclui carne de frango, bovina e suína, além de ovos, mel, pescados e animais vivos destinados à produção de alimentos e decorre da aplicação da legislação do bloco europeu que restringe o uso de determinados antimicrobianos na produção animal — como antibióticos.

Em 2025 a UE importou US$ 1,8 bilhão em produtos de origem animal do Brasil, o equivalente a 368,1 mil toneladas, segundo dados do Agrostat - Sistema de Estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro

No setor de frango, a expectativa é que a suspensão seja revertida em novembro, após a conclusão da auditoria europeia. Até lá, as perdas podem chegar a aproximadamente US$ 243 milhões, considerando a média mensal exportada pelo Brasil ao bloco neste ano, de US$ 97,136 milhões

Segundo o Relatório Anual 2026 da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Paraná é o principal estado exportador de carne de frango do país, com 2.103.688 toneladas embarcadas em 2025, o equivalente a 40,76% do total. Santa Catarina aparece em segundo lugar, com 1.201.818 toneladas, seguida por Rio Grande do Sul, São Paulo e Goiás

No mercado de carne bovina, o estado paranaense ocupou a décima posição entre as UF exportadoras em 2025, com 46.819 toneladas, segundo o Beef Report 2026, da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC)

De acordo com a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), o embargo europeu pode provocar um impacto superior a US$ 392,2 milhões por ano nas principais cadeias pecuárias do estado: avicultura e bovinocultura de corte

Principais estados exportadores de carne de frango em 2025

  1. Paraná — 2.103.688 toneladas (40,76%)

  2. Santa Catarina — 1.201.818 toneladas (23,28%)
  3. Rio Grande do Sul — 686.359 toneladas (13,30%)
  4. São Paulo — 330.828 toneladas (6,41%)
  5. Goiás — 272.908 toneladas (5,29%)
  6. Minas Gerais — 199.637 toneladas (3,87%)
  7. Mato Grosso do Sul — 178.244 toneladas (3,45%)
  8. Mato Grosso — 99.639 toneladas (1,93%)
  9. Distrito Federal — 75.241 toneladas (1,46%)
  10. Espírito Santo — 3.354 toneladas (0,06%)

Carne bovina

No caso da carne bovina, o setor brasileiro pode deixar de exportar cerca de US$ 1,828 bilhão entre setembro deste ano e julho de 2028, tempo necessário para adaptação da cadeia às novas exigências. O valor considera a média mensal de embarques registrada ao longo de 2026. 

Na avaliação do professor de Agronegócio Global do Insper, Marcos Jank, o impacto da suspensão sobre as exportações brasileiras não deve ser tão expressivo, uma vez que a União Europeia representa um mercado menor em comparação com a China

Segundo dados da ABIEC, o Brasil exportou 4.529.156 toneladas de carne bovina em 2025. Desse total, 2.143.058 toneladas tiveram a China como destino, enquanto 231.456 toneladas foram embarcadas para o mercado europeu

“O que acontece na Europa é que eles pagam preços melhores, porque a gente atende diversos segmentos lá, por isso, os preços são mais altos do que em outros lugares do mundo. Mas os volumes são bastante baixos e restringidos por cotas”, afirma Jank. 

Por outro lado, o professor também destaca a abertura, pelos Estados Unidos, de uma cota de três meses para a importação de 300 mil toneladas de carne bovina do Brasil e do Paraguai como uma alternativa para o redirecionamento das exportações. 

“Parte do que a gente deixou de vender para a União Europeia vai para os Estados Unidos, que estão precisando de carne. Os Estados Unidos estão em um ano muito ruim de produção e é por isso que o tarifaço não entrou para carne bovina”, destaca. 

Principais estados exportadores de carne bovina em 2025 

  1. Mato Grosso — 822.920 toneladas
  2. São Paulo — 697.145 toneladas
  3. Goiás — 431.837 toneladas
  4. Mato Grosso do Sul — 386.259 toneladas
  5. Rondônia — 312.878 toneladas
  6. Minas Gerais — 274.884 toneladas
  7. Pará — 242.910 toneladas
  8. Tocantins — 137.086 toneladas
  9. Rio Grande do Sul — 96.515 toneladas
  10. Paraná — 46.819 toneladas

Impacto no mercado interno

O professor do Departamento de Economia da Universidade de Brasília (ECO/UnB), José Luis Oreiro, avalia que a restrição europeia pode pressionar para baixo os preços das carnes de frango e bovina no mercado brasileiro

“O redirecionamento de mais de 100 mil toneladas de carne bovina e 230 mil toneladas de frango, que antes iriam para a Europa, vai aumentar imediatamente a oferta disponível no mercado interno. O mercado interno brasileiro tem capacidade para absorver esse volume excedente, mas o aumento da disponibilidade local pressiona as margens de lucro dos frigoríficos e pode resultar em produtos mais baratos nos supermercados”, explica. 

O especialista em comércio exterior e sócio da Barral Parente Pinheiro Advogados, Celso Figueiredo, tem avaliação diferente. Para ele, a suspensão não deve provocar impacto significativo nos preços das carnes no mercado interno, diante da participação relativamente pequena da União Europeia nas exportações brasileiras e da existência de outros mercados compradores

“Também tem muita questão do mercado consumidor interno brasileiro que acaba dando um direcionamento muito mais forte e direto na dinâmica de preços. Eventualmente, se houver um aumento no consumo muito maior do que [a oferta] de carne bovina e frango no Brasil, pode ser que assim haja um aumento de preços aqui no mercado brasileiro”, afirma. 

Expectativa de retomada das exportações

Em resposta às exigências da União Europeia, o Brasil adotou, desde 1º de julho, novos procedimentos para o controle do uso de antimicrobianos na cadeia de proteínas e de outros produtos de origem animal

Como mostrou o Estadão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou, em 31 de julho, uma carta à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na qual pediu a reinclusão do Brasil na lista de fornecedores de carne de frango e mel do bloco antes da conclusão das auditorias europeias sobre o sistema brasileiro de controle de antimicrobianos na produção animal. 

No caso do frango e do mel, a exclusão do Brasil da lista poderá ser revertida em novembro, após a conclusão da auditoria europeia e a análise dos resultados pelas instâncias competentes. 

Já para a carne bovina, o período de restrição pode ser mais longo. O produto brasileiro pode permanecer fora do mercado europeu até meados de 2028, em razão do tempo necessário para adaptação da cadeia às novas exigências. O ciclo de vida dos bovinos pode durar de 24 a 36 meses. Por isso, ainda não há previsão de uma auditoria europeia específica, já que o Brasil ainda não teria animais com o ciclo completo após a adoção do novo protocolo. 

Associações do setor de carnes

Associações brasileiras do setor de carnes demonstram preocupação com a interrupção das exportações de produtos de origem animal do Brasil para a União Europeia.

Em nota, a ABIEC informou que atua em conjunto com os demais elos da cadeia produtiva e presta suporte técnico ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), autoridade sanitária brasileira responsável pelas negociações com as autoridades europeias. 

No âmbito da iniciativa privada, a entidade informou ter desenvolvido, em conjunto com a Associação Brasileira das Empresas de Certificação por Auditoria e Rastreabilidade (ABCAR) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), um protocolo privado de controle do uso de antimicrobianos

“O protocolo, que faz parte das garantias oficiais brasileiras, já está em processo de execução junto à cadeia, sendo que 100% das empresas associadas à ABIEC e habilitadas ao mercado europeu estão aderidas”, informa. 

A ABPA, por sua vez, informou em nota que acompanha, junto ao governo brasileiro, o andamento da missão europeia responsável por inspecionar o sistema brasileiro de produção de carne de frango. Segundo a entidade, o trabalho tem ocorrido de forma satisfatória até o momento. 

A entidade ressalta ainda que a avicultura brasileira já atende integralmente aos requisitos estabelecidos pela UE para a importação de carne de frango. 

Mercados alternativos

Entre os possíveis destinos para os volumes que deixarem de ser enviados à União Europeia, José Luis Oreiro cita China e Estados Unidos, que, segundo ele, têm capacidade e escala para absorver parte da oferta excedente. 

“Outra alternativa é o Oriente Médio, um mercado com forte poder de compra, que já representa uma grande fatia das exportações de frango e carne bovina brasileira, especialmente em operações com certificação halal”, sugere. 

Celso Figueiredo também aponta a Ásia como uma alternativa, diante do crescimento das exportações brasileiras para a região nos últimos anos. 

Vietnã abriu mercado para carne em 2025. Existe uma expectativa de exportar cada vez mais para a Indonésia. Existe uma expectativa de abrir o mercado japonês. Mas eu diria que nada seria de curto prazo no caso desses países asiáticos. O mais provável é o redirecionamento para países que já têm uma previsibilidade de cota ou de abertura comercial imediata, além do próprio mercado brasileiro”, afirma. 

Em nota, a ABIEC ressalta que a carne bovina brasileira continuará sendo comercializada nos mercados para os quais o país está habilitado. A entidade afirma ainda que não há previsão de substituição automática do mercado europeu, uma vez que cada destino possui demandas específicas por produtos e cortes. 

“A prioridade da ABIEC é contribuir para que esse fluxo comercial seja restabelecido no menor prazo possível, preservando a diversificação dos destinos, a competitividade da cadeia e a presença internacional da carne bovina brasileira”, conclui. 

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