Economia

27/05/2026 04:55h

Segundo a CNI, proposta em discussão na Câmara pode aumentar custo das empresas e impactar preços ao consumidor

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) criticou o prazo previsto para a transição das novas regras propostas para o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. Na última segunda-feira (25), o relator da comissão especial criada na Câmara dos Deputados para discutir o tema, o deputado federal Léo Prates (Republicanos-BA), apresentou o relatório da proposta que une duas propostas de emenda à Constituição que já tramitavam no Congresso: a PEC 221/19 e a PEC 8/25.

O texto prevê a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas em um período de 14 meses.

  • Após a promulgação da PEC, em 60 dias:
    • passaria a valer a escala de cinco dias de trabalho com dois dias de descanso
    • a jornada seria reduzida imediatamente de 44 para 42 horas semanais
  • Depois de um ano:
    • a jornada cairia de 42 para 40 horas semanais.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, no entanto, defende um prazo maior para a adaptação das empresas. Segundo ele, o período previsto no relatório compromete a previsibilidade e a segurança jurídica, especialmente para pequenos e médios negócios

“Como é que fica o planejamento estratégico das empresas; como é que ficam as pequenas e médias empresas diante de um prazo tão curto para se adaptarem à nova jornada e escala?”, questiona.

“Nós precisamos fazer com que essa transição seja minimamente absorvida pelos setores produtivos para que o impacto não seja um revés para os próprios trabalhadores e para a própria sociedade como um todo, com pressão sobre inflação e custos”, reforça.

Segundo o dirigente, a adoção acelerada das novas regras poderá elevar custos de produção e serviços, com reflexo direto no bolso do consumidor

“A partir do momento em se estabelece um prazo de 60 dias para a implantação — para que seja feito antes das eleições —, é quase impossível que esses custos adicionais de uma forma tão abrupta não repercutam nos preços. E, infelizmente, esses preços vão ser sentidos logo imediatamente após as eleições”, acrescenta.

O presidente da CNI ressalta que o setor industrial reconhece a relevância e necessidade da modernização da jornada de trabalho, mas defende que a discussão seja conduzida com profundidade técnica e fora de um contexto eleitoral

Impacto econômico

Segundo estudo da CNI, a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas pode elevar em até R$ 267,2 bilhões por ano os custos com empregados formais no país. O valor representaria um aumento de até 7% na folha de pagamento das empresas. 

Na indústria, o impacto estimado chega a cerca de R$ 88 bilhões, o equivalente a uma alta de 11% nos custos do setor. Simulações do Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE) também indicam possibilidade de retração de até 11,3% no Produto Interno Bruto (PIB), além de aumento do desemprego e da informalidade

Os dados foram apresentados ao Congresso Nacional em abril deste ano por meio de um manifesto assinado pela CNI, 27 federações estaduais da indústria, 95 associações setoriais e 342 sindicatos industriais. 

No documento, as entidades afirmam que, embora o debate sobre a redução da jornada seja legítimo, mudanças dessa magnitude podem gerar efeitos severos sobre a economia, os investimentos e a geração de empregos formais

As instituições defendem que alterações na legislação trabalhista sejam fundamentadas em evidências, diálogo técnico e responsabilidade econômica

“Precisamos de dados concretos para avaliar riscos como inflação e perda de empregos. O objetivo deve ser fortalecer a capacidade de empregar e garantir a sustentabilidade econômica no longo prazo, com competitividade, em vez de apenas ampliar custos”, pontua Ricardo Alban.

O dirigente afirma ainda que o setor industrial continuará dialogando com deputados e senadores para apresentar os impactos da proposta e discutir um prazo maior de transição. 

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27/05/2026 04:15h

Proposta em discussão na Câmara prevê redução gradual da jornada semanal e reacende debate sobre renda, produtividade e impactos econômicos

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A proposta de redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais não elimina o regime de horas extras previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). No entanto, na avaliação da especialista em Direito e Processo do Trabalho, Juliana Mendonça, a aprovação da mudança poderá reduzir o tempo disponível em horas adicionais e limitar a ampliação da carga horária por meio de trabalho extra

“Hoje, a lógica constitucional celetista parte de limites máximos de jornada, justamente para proteger a saúde, a segurança e a convivência social do trabalhador. Mesmo havendo interesse do empregado em trabalhar mais, a autonomia individual não é absoluta em matéria de duração do trabalho”, afirma. 

Segundo a advogada, caso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) seja aprovada, as horas extras continuarão permitidas dentro dos parâmetros legais e das regras definidas em negociação coletiva. No entanto, o recurso não poderá ser utilizado de forma constante para manter, na prática, a mesma carga horária atual

O que prevê a proposta

Na última segunda-feira (25), o relator da comissão especial criada na Câmara dos Deputados para discutir o tema, o deputado federal Léo Prates (Republicanos-BA), apresentou o relatório final que une duas PECs que já tramitavam no Congresso: a PEC 221/19 e a PEC 8/25.

O texto estabelece a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas em um período de 14 meses.

Pela proposta, 60 dias após a promulgação da PEC: 

  • passaria a valer a escala de cinco dias de trabalho com dois dias de descanso
  • a jornada seria reduzida imediatamente de 44 para 42 horas semanais

Após um ano, a carga horária cairia de 42 para 40 horas semanais

O relator também incluiu um dispositivo prevendo que uma lei complementar poderá criar medidas transitórias para amenizar os impactos da mudança sobre microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte, desde que haja manutenção dos níveis de emprego

Durante a discussão na comissão, foi aprovado um pedido de vista apresentado pelo deputado federal Maurício Marcon (PL-RS), o que adiou a votação do relatório para quarta-feira (27). A expectativa é que a análise ocorra no mesmo dia, após a convocação de uma sessão extraordinária às 10h. 

Debate sobre renda e múltiplos empregos

Outro ponto considerado sensível no debate envolve trabalhadores que dependem de mais de um emprego para complementar a renda.

Segundo Juliana Mendonça, cada vínculo empregatício é analisado de forma autônoma sob o ponto de vista contratual. Porém, isso não significa liberdade irrestrita para o acúmulo de jornadas excessivas

“Se a PEC avançar, esse será um dos temas que exigirá regulamentação mais clara e, possivelmente, maior atenção da negociação coletiva e da jurisprudência. Do ponto de vista social, também surge uma reflexão. Reduzir jornada sem enfrentar a questão da renda pode gerar efeitos distintos entre trabalhadores e diferentes faixas salariais”, avalia.

Impacto no setor produtivo

Entidades do setor produtivo, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), alertam para os possíveis impactos da redução da jornada de trabalho sobre os custos das empresas

Segundo estudo da CNI, a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas pode elevar em até R$ 267,2 bilhões por ano os gastos com empregados formais no país. O valor representaria um aumento de até 7% na folha de pagamento

“O impacto tende a variar conforme o setor econômico e o modelo operacional adotado. Há segmentos com funcionamento contínuo, como a indústria, comércio ampliado — shoppings, supermercados, serviços essenciais — que provavelmente enfrentarão aumento de custos e necessidade de reorganização das escalas e contratação de pessoal”, destaca a advogada.

Por outro lado, Mendonça ressalta que também existe na literatura econômica e experiências internacionais indicando que jornadas menores podem gerar ganhos indiretos em produtividade, redução de afastamentos e maior engajamento.

“Uma mudança dessa dimensão exige transição regulatória, segurança jurídica e espaço para negociação coletiva. O risco não está necessariamente na redução da jornada em si, mas em uma implementação uniforme e acelerada, sem considerar as diferenças entre os setores produtivos. Mais do que discutir trabalhar menos ou mais, o desafio jurídico é compatibilizar produtividade, competitividade econômica e proteção constitucional ao trabalhador”, conclui.

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27/05/2026 04:00h

o mercado do frango apresentou recuo nos preços. O congelado caiu 0,67% e segue vendido a R$ 7,41 o quilo

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O preço do boi gordo nesta quarta-feira (27) apresenta alta de 0,46%; a arroba está sendo negociada a R$ 347,80, no estado de São Paulo

INDICADOR DO BOI GORDO CEPEA/ESALQ

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
26/05/2026 347,80 0,46% -1,88% 69,13
25/05/2026 346,20 0,13% -2,33% 69,02
22/05/2026 345,75 0,09% -2,45% 68,82
21/05/2026 345,45 0,10% -2,54% 69,16
20/05/2026 345,10 0,09% -2,64% 69,01

Fonte: CEPEA

Na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado, os preços do frango apresentam queda de 0,67%. O frango congelado segue negociado a R$ 7,41, e o frango resfriado ainda é vendido a R$ 7,42.

PREÇOS DO FRANGO CONGELADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês
26/05/2026 7,41 -0,67% 3,49%
25/05/2026 7,46 -0,27% 4,19%
22/05/2026 7,48 0,00% 4,47%
21/05/2026 7,48 0,00% 4,47%
20/05/2026 7,48 -1,32% 4,47%

 

 

PREÇOS DO FRANGO RESFRIADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês
26/05/2026 7,42 -0,67% 3,49%
25/05/2026 7,47 -0,27% 4,18%
22/05/2026 7,49 0,00% 4,46%
21/05/2026 7,49 0,00% 4,46%
20/05/2026 7,49 -1,32% 4,46%

 

Preço da carcaça suína especial e suíno vivo

A carcaça suína especial também apresenta queda de 1,04% no preço, sendo negociada a R$ 8,57, por quilo, nos atacados da Grande São Paulo.

O suíno vivo registra queda em todos os estados analisados.

PREÇOS DA CARCAÇA SUÍNA ESPECIAL (R$/kg)

Data Média Var./Dia Var./Mês
26/05/2026 8,57 -1,04% 1,78%
25/05/2026 8,66 0,00% 2,85%
22/05/2026 8,66 0,00% 2,85%
21/05/2026 8,66 0,00% 2,85%
20/05/2026 8,66 0,00% 2,85%

Os dados são do Cepea.

 

O que é o boi gordo? Entenda o termo do mercado bovino

O boi gordo é o bovino macho pronto para o abate, com peso mínimo de 16 arrobas líquidas de carcaça (aproximadamente 240 kg) e até 42 meses de idade. Atende aos padrões do mercado nacional e internacional, incluindo exportações para Europa, China e cota Hilton.

 

Diferenças entre frango congelado e frango resfriado

O frango congelado passa por congelamento rápido, com temperaturas abaixo de -12°C, garantindo maior vida útil para armazenamento e transporte a longas distâncias.

Já o frango resfriado é mantido entre 0°C e 4°C, com validade de 5 a 7 dias, oferecendo textura e sabor mais próximos do fresco, ideal para consumidores exigentes e restaurantes.       

#Agronegócios#Boi Gordo#Frango#Suíno

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26/05/2026 20:00h

O euro, por sua vez, encerrou o pregão em alta cotado em torno de R$ 5,86

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O dólar fechou em alta de 0,18% frente ao real, cotado a R$ 5,02.

A alta foi um reflexo do movimento de maior busca por ativos internacionais considerados mais seguros. O mercado reagiu à piora no cenário geopolítico no Oriente Médio, após novos ataques das forças dos Estados Unidos ao território iraniano, reduzindo as expectativas de uma solução diplomática para o conflito.

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou o pregão  em alta, cotado em torno de R$ 5,86.

Os dados são da Investing.com.

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.

Código 🇧🇷 BRL 🇺🇸 USD 🇪🇺 EUR 🇬🇧 GBP 🇯🇵 JPY 🇨🇭 CHF 🇨🇦 CAD 🇦🇺 AUD
🇧🇷 BRL 1 0,1987 0,1704 0,1474 31,6527 0,1562 0,2744 0,2764
🇺🇸 USD 5,0329 1 1,1630 0,7436 159,31 0,7860 1,3811 1,3944
🇪🇺 EUR 5,8686 1,1630 1 0,8648 185,24 0,9138 1,6061 1,6221
🇬🇧 GBP 6,7705 1,3447 1,1565 1 214,26 1,0570 1,8568 1,8753
🇯🇵 JPY 0,0316 0,0063 0,0054 0,0047 1 0,4934 0,0087 0,0088
🇨🇭 CHF 6,4032 1,2723 1,0943 0,9462 202,71 1 1,7574 1,7743
🇨🇦 CAD 3,6447 0,7241 0,6225 0,5386 115,35 0,5691 1 1,0096
🇦🇺 AUD 3,6191 0,7170 0,6167 0,5332 114,23 0,5634 0,9904 1

 

Os dados são da Investing.com.     
 

 

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26/05/2026 19:44h

Saca da soja recua em Paranaguá e no Paraná

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A saca de 60 quilos da soja inicia esta quarta-feira (27) em queda no Paraná, de 0,02%, sendo negociada a R$123,48. Já no porto de Paranaguá, principal referência no litoral paranaense, a cotação apresenta baixa ainda maior, de 0,34%, sendo negociada a R$ 129,47.

 

INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANÁ

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
26/05/2026 123,48 -0,02% 0,82% 24,54
25/05/2026 123,51 0,02% 0,84% 24,62
22/05/2026 123,48 0,13% 0,82% 24,58
21/05/2026 123,32 0,11% 0,69% 24,69
20/05/2026 123,18 -0,40% 0,57% 24,63

 

INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANAGUÁ

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
26/05/2026 129,47 -0,34% 0,46% 25,73
25/05/2026 129,91 0,22% 0,80% 25,90
22/05/2026 129,62 -0,02% 0,57% 25,80
21/05/2026 129,64 0,30% 0,59% 25,95
20/05/2026 129,25 -1,01% 0,29% 25,85

 

TRIGO

O preço do trigo apresenta estabilidade no Paraná e a tonelada é negociada a R$1.354,40. E no Rio Grande do Sul, a tonelada do grão registra desvalorização de 0,51%, sendo cotada a 1.319,20.

PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - PARANÁ

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PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - RIO GRANDE DO SUL

Data Valor R$/t* Var./Dia Var./Mês Valor US$/t*
26/05/2026 1.319,20 -0,51% 4,62% 262,21
25/05/2026 1.325,96 0,87% 5,15% 264,35
22/05/2026 1.314,47 0,00% 4,24% 261,64
21/05/2026 1.314,47 0,51% 4,24% 263,16
20/05/2026 1.307,80 -0,25% 3,71% 261,51

Os dados são do Cepea.

 

O que é uma saca de soja ou de trigo? Entenda a unidade de medida no mercado de grãos

A saca de soja e a saca de trigo são as principais unidades de comercialização de grãos no Brasil. Cada saca equivale a 60 quilos, padrão adotado por órgãos oficiais como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Esse formato padronizado facilita o comércio da soja e do trigo, além de permitir um acompanhamento mais preciso das cotações e variações de preços no mercado nacional.

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26/05/2026 04:35h

PL 5.122/2023 prevê utilização de recursos do Fundo do Pré-Sal para renegociação de dívidas de agricultores inadimplentes

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A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado deve votar nesta terça-feira (26) o Projeto de Lei 5.122/2023, que cria uma linha especial de crédito para renegociação de dívidas de produtores rurais com recursos do Fundo Social do Pré-Sal. A proposta é uma prioridade da bancada do agronegócio, enquanto o governo federal negocia com integrantes do Congresso Nacional meios para aprovar a medida com responsabilidade fiscal.

A votação estava prevista para a semana passada, mas acabou adiada após pedido do Ministério da Fazenda para ajustes. A intenção da equipe econômica é oferecer o benefício apenas para produtores inadimplentes, sob o risco de causar um colapso no sistema financeiro se incluir as demais dívidas agrícolas. Historicamente na casa dos 2%, a inadimplência atual do setor agropecuário está em torno de 6% das operações, maior patamar já registrado, impulsionado por juros elevados, perdas decorrentes de eventos climáticos, altas dos custos de produção devido a conflitos geopolíticos e retração do crédito.

Entre os principais pontos da proposta estão:

  • Uso de R$ 30 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal para financiar produtores rurais;
  • Renegociação de dívidas agrícolas consideradas "estressadas";
  • Inclusão de produtores afetados por crises climáticas e econômicas;
  • Prazo de até 10 anos para pagamento;
  • Carência de até 2 anos;
  • Possibilidade de criação de um fundo garantidor para o agronegócio;
  • Ampliação do acesso ao crédito rural em momentos de crise.

Custo

O principal impasse envolve o custo da proposta. A equipe econômica calcula que o projeto, do jeito que está redigido, poderia atingir uma carteira de até R$ 1,4 trilhão em dívidas rurais e gerar impacto fiscal de R$ 817 bilhões em 13 anos.

Parlamentares discordam. A estimativa do Legislativo é que o texto trata apenas de uma carteira de aproximadamente R$ 180 bilhões em créditos problemáticos, com impacto estimado em R$ 100 bilhões ao longo de dez anos.

O texto original enviado pelo governo previa ajuda apenas para produtores afetados por eventos climáticos extremos, como secas e enchentes. No Senado, porém, o projeto foi ampliado para incluir produtores rurais com dívidas consideradas "estressadas", categoria que engloba contratos inadimplentes, renegociados ou prorrogados. As negociações para chegar num consenso são encabeçadas pelo ministro da Fazenda, Dário Durigan, e o relator da proposta, senador Renan Calheiros (MDB-AL).

Avanços

Apesar do adiamento, a proposta já avançou nos últimos dias. O governo concordou em ampliar o prazo de pagamento das dívidas de seis para até dez anos e elevar o período de carência de um para até dois anos, desde que haja pagamento de juros desde o início do contrato.

Também está em discussão a criação de um fundo garantidor para o agronegócio, financiado com dinheiro privado, para dar mais segurança às operações de crédito rural em períodos de inadimplência e crise econômica.

Pré-Sal

O Fundo Social do Pré-Sal é abastecido com as receitas da exploração do petróleo e financia projetos e programas em áreas como educação, saúde pública, meio ambiente e adaptação às mudanças climáticas.

Segundo o projeto, receitas correntes do Fundo Social do ano passado, deste ano e do superávit financeiro apurado nos últimos dois anos fiscais poderão ser usadas para a nova linha especial de financiamento.

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Medida Provisória do programa terá duração de 90 dias; além dos descontos, prevê juros reduzidos e possibilidade de uso do FGTS para abatimento dos débitos de famílias, estudantes, aposentados, pensionistas e micro e pequenas empresas

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Famílias, estudantes, aposentados, pensionistas e micro e pequenas empresas de todas as regiões do país ganham fôlego financeiro. O governo federal instituiu o Novo Desenrola Brasil por meio da Medida Provisória (MP) n° 1.355/2026.

Uma das novidades é que 20% do saldo da conta do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) poderá ser usado ou até R$ 1 mil – o que for maior – para pagar parcial ou integralmente as dívidas.

A previsão também é de que os beneficiários do programa terão o CPF bloqueado por 12 meses para participação em apostas online autorizadas no país. Com a medida, o objetivo do governo é evitar o agravamento da situação financeira durante o período de renegociação das dívidas.

Desenrola Famílias

Entre as iniciativas está o Desenrola Famílias, com descontos e crédito mais barato para dívidas em atraso. Podem usufruir da iniciativa pessoas que ganham até 5 salários mínimos (R$ 8.105) e que tenham dívidas no cartão de crédito, cheque especial ou crédito pessoal (CDC) contratadas até 31 de janeiro de 2026. As dívidas devem, ainda, estar em atraso há, no mínimo, 90 dias e, no máximo, 2 anos.

Para participar, os interessados devem acionar diretamente os bancos e instituições financeiras onde possuem dívidas. A dívida antiga terá desconto de 30% a 90%, a depender do tipo de pendência e do tempo de atraso.

Os juros do novo crédito serão de, no máximo, 1,99% ao mês, com prazo de até 48 meses. Já a primeira parcela deve ser paga em até 30 dias.

  • Valor mínimo das parcelas: R$ 50. 
  • Valor máximo máximo do novo crédito disponibilizado: até R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira.

Também compõem o Desenrola Famílias melhorias no crédito consignado para servidores públicos, aposentados e pensionistas; a renegociação de débitos do Fies; o Desenrola Empresas, voltado à reestruturação financeira de micro e pequenos negócios; e o Desenrola Rural, direcionado à regularização de dívidas de agricultores familiares.

Servidores públicos federais, aposentados e pensionistas do INSS

Conforme o governo, as mudanças no consignado do INSS e dos Servidores Públicos Federais dentro do Desenrola vão ajudar aposentados, pensionistas e servidores públicos federais que precisem de crédito. 

Confira as medidas:

  • Fim da reserva obrigatória de 10% da margem exclusiva para cartão consignado e de benefícios;
  • Limite de consignação total passa a ser de 40%;
  • Participação do cartão consignado e de benefícios a no máximo 5% cada. 

Para aposentados e pensionistas do INSS, o prazo máximo das operações será ampliado de 96 para 108 meses, com possibilidade de carência de até 3 meses, além de simplificação do acesso por biometria e redução gradual dos limites a partir de 2027. Já o prazo para servidores públicos federais será ampliado de 90 para 120 dias, com carência de até 3 meses.

Produtores Rurais

O Desenrola Rural é voltado aos agricultores familiares e conta com ampliação de prazo para a renegociação de dívidas até 20 de dezembro de 2026. Conforme o governo, já beneficiou cerca de 507 mil produtores e agora poderá chegar a mais 800 mil agricultores.

FIES

O programa também engloba a a renegociação de dívidas do Fies, com condições diferenciadas de acordo com o tempo de atraso e o perfil do estudante. Confira:

  • Dívidas vencidas e não pagas entre 90 e 360 dias: possibilidade de desconto de 100% dos juros e das multas. 
  • Pagamento à vista: redução de 12% sobre o valor principal. 
  • Parcelamento: em até 150 vezes, mantendo o abatimento total de juros e multas. 

Já em contratos com atraso superior a 360 dias, os Estudantes fora do CadÚnico poderão obter desconto de até 77% do valor total da dívida. Já os estudantes inscritos no CadÚnico poderão ter desconto de até 99% do valor total da dívida – também para quitação integral.

Micro e Pequenas Empresas

A iniciativa visa permitir que micro e pequenas empresas substituam dívidas por linhas com melhores condições, com vistas a reduzir o custo financeiro e melhorar o fluxo de caixa, por meio de melhorias nas linhas do ProCred e do Pronampe. A estrutura prevê a ampliação de prazos, aumento dos limites de crédito e maior tempo de carência.

Na prática, empresas que antes recorreram a financiamentos mais caros — devido aos tetos então vigentes — poderão reestruturar o perfil de suas dívidas e migrar para linhas garantidas e mais acessíveis, segundo o governo.

Confira as condições para empresas com faturamento anual de até R$ 360 mil:

  • Melhorias no ProCred 360;
  • Ampliação da carência de 12 para 24 meses; 
  • Aumento do prazo total de pagamento de 72 para 96 meses; 
  • Crédito de inadimplência passa de 14 para 90 dias; 
  • Ampliação do limite de crédito de 30% para 50% do faturamento, podendo chegar a 60% no caso de empresas lideradas por mulheres. 

Confira as condições para empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões:

  • Ampliação da carência de 12 para 24 meses; 
  • Aumento do prazo total de pagamento de 72 para 96 meses; 
  • Crédito de inadimplência passa de 14 para 90 dias; 
  • Aumento do limite total de crédito de R$ 250 mil para R$ 500 mil.
     
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26/05/2026 04:05h

Na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado, os preços do frango apresentam queda de 0,27%

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O preço do boi gordo nesta terça-feira (26) apresenta alta de 0,13%; a arroba está sendo negociada a R$ 346,20, no estado de São Paulo

INDICADOR DO BOI GORDO CEPEA/ESALQ

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
25/05/2026 346,20 0,13% -2,33% 69,02
22/05/2026 345,75 0,09% -2,45% 68,82
21/05/2026 345,45 0,10% -2,54% 69,16
20/05/2026 345,10 0,09% -2,64% 69,01
19/05/2026 344,80 -0,14% -2,72% 68,34

 

Na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado, os preços do frango apresentam queda de 0,27%. O frango congelado segue negociado a R$ 7,46 e o frango resfriado ainda é vendido a R$ 7,47.

 

PREÇOS DO FRANGO CONGELADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês
25/05/2026 7,46 -0,27% 4,19%
22/05/2026 7,48 0,00% 4,47%
21/05/2026 7,48 0,00% 4,47%
20/05/2026 7,48 -1,32% 4,47%
19/05/2026 7,58 -0,26% 5,87%

 

 

PREÇOS DO FRANGO RESFRIADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês
25/05/2026 7,47 -0,27% 4,18%
22/05/2026 7,49 0,00% 4,46%
21/05/2026 7,49 0,00% 4,46%
20/05/2026 7,49 -1,32% 4,46%
19/05/2026 7,59 -0,26% 5,86%

 

Preço da carcaça suína especial e suíno vivo

A carcaça suína especial também apresenta estabilidade no preço, sendo negociada a R$ 8,71, por quilo, nos atacados da Grande São Paulo.

O suíno vivo registra queda em São Paulo e Paraná e mantém estabilidade em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. 

 

PREÇOS DA CARCAÇA SUÍNA ESPECIAL (R$/KG)
  MÉDIA VAR./DIA VAR./MÊS
18/05/2026 8,71 0,00% 3,44%
15/05/2026 8,71 0,00% 3,44%
14/05/2026 8,71 0,00% 3,44%
13/05/2026 8,71 0,00% 3,44%
12/05/2026 8,71 -0,57% 3,44%

Os dados são do Cepea.

 

O que é o boi gordo? Entenda o termo do mercado bovino

O boi gordo é o bovino macho pronto para o abate, com peso mínimo de 16 arrobas líquidas de carcaça (aproximadamente 240 kg) e até 42 meses de idade. Atende aos padrões do mercado nacional e internacional, incluindo exportações para Europa, China e cota Hilton.

 

Diferenças entre frango congelado e frango resfriado

O frango congelado passa por congelamento rápido, com temperaturas abaixo de -12°C, garantindo maior vida útil para armazenamento e transporte a longas distâncias.

Já o frango resfriado é mantido entre 0°C e 4°C, com validade de 5 a 7 dias, oferecendo textura e sabor mais próximos do fresco, ideal para consumidores exigentes e restaurantes.       

#Agronegócios#Boi Gordo#Frango#Suíno

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25/05/2026 20:10h

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado em torno de R$ 5,84

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O dólar fechou esta segunda-feira (25) em leve queda, cotado a R$ 5,01, com recuo de 0,19%.

O movimento acompanhou o desempenho do índice que mede a força da moeda norte-americana frente a outras seis divisas de países desenvolvidos, que também operava em baixa.

Segundo analistas do mercado, o cenário foi influenciado principalmente pelas oscilações no preço do petróleo e pelos desdobramentos do conflito envolvendo o Irã. Apesar das incertezas ainda presentes, investidores avaliam que as negociações caminham para uma possível redução das tensões.

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado em torno de R$ 5,84.

Os dados são da Investing.com.

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.

Código 🇧🇷 BRL 🇺🇸 USD 🇪🇺 EUR 🇬🇧 GBP 🇯🇵 JPY 🇨🇭 CHF 🇨🇦 CAD 🇦🇺 AUD
🇧🇷 BRL 1 0,1994 0,1712 0,1476 31,6800 0,1560 0,2752 0,2779
🇺🇸 USD 5,0161 1 0,8588 0,7407 158,91 0,7825 1,3803 1,3936
🇪🇺 EUR 5,8411 1,1641 1 0,8622 184,97 0,9108 1,6065 1,6229
🇬🇧 GBP 6,7765 1,3501 1,1598 1 214,62 1,0570 1,8632 1,8824
🇯🇵 JPY 0,0316 0,0063 0,0054 0,0047 1 0,4924 0,0087 0,0088
🇨🇭 CHF 6,4104 1,2780 1,0973 0,9461 203,08 1 1,7636 1,7813
🇨🇦 CAD 3,6341 0,7245 0,6224 0,5367 115,13 0,5671 1 1,0099
🇦🇺 AUD 3,6001 0,7171 0,6162 0,5313 113,96 0,5613 0,9897 1

Os dados são da Investing.com.     
 

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25/05/2026 04:10h

Arroba do boi é negociada a R$ 345,75 nesta segunda-feira (25)

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O preço do boi gordo nesta segunda (25) apresenta alta de 0,09%; a arroba está sendo negociada a R$ 345,75, no estado de São Paulo

INDICADOR DO BOI GORDO CEPEA/ESALQ

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
22/05/2026 345,75 0,09% -2,45% 68,82
21/05/2026 345,45 0,10% -2,54% 69,16
20/05/2026 345,10 0,09% -2,64% 69,01
19/05/2026 344,80 -0,14% -2,72% 68,34
18/05/2026 345,30 0,20% -2,58% 68,96

Fonte: CEPEA

 

Na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado, os preços do frango apresentam estabilidade. O frango congelado segue negociado a R$ 7,48, e o frango resfriado ainda é vendido a R$ 7,49.

 

PREÇOS DO FRANGO CONGELADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês
22/05/2026 7,48 0,00% 4,47%
21/05/2026 7,48 0,00% 4,47%
20/05/2026 7,48 -1,32% 4,47%
19/05/2026 7,58 -0,26% 5,87%
18/05/2026 7,60 -0,13% 6,15%

PREÇOS DO FRANGO RESFRIADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês
22/05/2026 7,49 0,00% 4,46%
21/05/2026 7,49 0,00% 4,46%
20/05/2026 7,49 -1,32% 4,46%
19/05/2026 7,59 -0,26% 5,86%
18/05/2026 7,61 -0,13% 6,14%

Preço da carcaça suína especial e suíno vivo

A carcaça suína especial também apresenta estabilidade no preço, sendo negociada a R$ 8,66, por quilo, nos atacados da Grande São Paulo.

O suíno vivo registra estabilidade em todos os estados analisados, exceto em Minas Gerais, que houve queda de 0,35%.

PREÇOS DA CARCAÇA SUÍNA ESPECIAL (R$/kg)

Data Média Var./Dia Var./Mês
22/05/2026 8,66 0,00% 2,85%
21/05/2026 8,66 0,00% 2,85%
20/05/2026 8,66 0,00% 2,85%
19/05/2026 8,66 -0,57% 2,85%
18/05/2026 8,71 0,00% 3,44%

Os dados são do Cepea.

 

O que é o boi gordo? Entenda o termo do mercado bovino

O boi gordo é o bovino macho pronto para o abate, com peso mínimo de 16 arrobas líquidas de carcaça (aproximadamente 240 kg) e até 42 meses de idade. Atende aos padrões do mercado nacional e internacional, incluindo exportações para Europa, China e cota Hilton.

 

Diferenças entre frango congelado e frango resfriado

O frango congelado passa por congelamento rápido, com temperaturas abaixo de -12°C, garantindo maior vida útil para armazenamento e transporte a longas distâncias.

Já o frango resfriado é mantido entre 0°C e 4°C, com validade de 5 a 7 dias, oferecendo textura e sabor mais próximos do fresco, ideal para consumidores exigentes e restaurantes.       

#Agronegócios#Boi Gordo#Frango#Suíno

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