Economia

11/10/2026 04:55h

ApexBrasil e Centrorochas desenvolvem ações para identificar mercados com potencial de compra na Europa, Ásia e Oriente Médio

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Oito setores produtivos brasileiros vão discutir estratégias para ampliar a atuação no mercado europeu durante uma agenda de trabalho em Bruxelas, na Bélgica, entre 12 e 16 de outubro. A iniciativa Conexões Produtivas Bruxelas, da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), prevê a elaboração de planos de ação para identificar oportunidades comerciais e ampliar a presença de produtos brasileiros na região.

O setor de rochas naturais participará das discussões por meio do projeto It’s Natural – Brazilian Natural Stone, desenvolvido pela Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas) em parceria com a ApexBrasil. Representarão a entidade Fabio Cruz, vice-presidente, e Thiago Fukuda, gerente do projeto.

A agenda terá como ponto de partida um diagnóstico dos setores participantes. No caso das rochas naturais, o objetivo é mapear oportunidades, identificar obstáculos e avaliar quais mercados europeus apresentam maior potencial para os produtos brasileiros. A partir desse levantamento, serão definidas prioridades e ações para estimular a demanda e ampliar as oportunidades de negócios para as empresas do segmento.

“A diversificação de mercados é uma estratégia permanente para ampliar a competitividade e a presença internacional do setor. A Europa tem um papel importante nesse movimento e reúne países com perfis, demandas e oportunidades distintas. Precisamos entender essas particularidades, identificar onde as rochas brasileiras têm maior potencial e definir prioridades. É esse conhecimento que nos permite transformar inteligência de mercado em ações concretas, capazes de gerar demanda e novas oportunidades de negócios para as empresas brasileiras”, destaca Fabio Cruz.

A diversidade de rochas naturais brasileiras é um dos fatores que podem favorecer a expansão das exportações do setor. Para a diretora de Negócios da ApexBrasil, Maria Paula Velloso, as características geológicas do país ajudam a diferenciar os produtos brasileiros no mercado internacional.

“Sabendo da importância desse mercado, uma vez que o Brasil possui a maior diversidade geológica do mundo. São mais de 1.200 tipos de pedras que nos tornam únicos. Isso mostra que estamos no caminho certo”, afirma.

Projeto prevê novas ações na Europa, Ásia e Oriente Médio

A participação na agenda de Bruxelas integra uma estratégia de expansão internacional do setor. Recentemente, a ApexBrasil aprovou um aditivo de R$ 1,9 milhão ao ciclo atual do It’s Natural – Brazilian Natural Stone. O recurso adicional permitirá ampliar as iniciativas de promoção comercial e inteligência de mercado na Europa, na Ásia e no Oriente Médio.

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Entre as ações previstas estão um estudo relacionado aos efeitos do Acordo Mercosul-União Europeia para o setor brasileiro de rochas naturais e a realização de uma Rodada Internacional de Negócios na Polônia.

O reforço também abrange iniciativas em mercados da Ásia e no Oriente Médio. A estratégia combina estudos de mercado e atividades de promoção comercial para orientar a atuação do setor e identificar novas possibilidades de negócios.

O It’s Natural – Brazilian Natural Stone

O It’s Natural – Brazilian Natural Stone é um programa de incentivo às exportações desenvolvido pela Centrorochas em parceria com a ApexBrasil. A iniciativa busca estimular as vendas externas de rochas naturais brasileiras por meio de ações de internacionalização, promoção comercial, fortalecimento da imagem do setor e desenvolvimento de sua atuação no mercado internacional.

Empresas interessadas em participar podem realizar o cadastro gratuito pelo formulário de inscrição, clicando aqui.

Sobre a Centrorochas

A Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas) foi fundada em 2004 e representa nacionalmente o setor de rochas naturais. Com atuação em 17 estados, reúne uma rede de mais de 470 empresas associadas e apoiadas.

A entidade trabalha na defesa dos interesses do setor e no fortalecimento da competitividade da cadeia produtiva, mantendo interlocução com o poder público, instituições e parceiros estratégicos.

As iniciativas da entidade incluem desenvolvimento setorial, sustentabilidade, inovação, inteligência de mercado, qualificação, promoção comercial e internacionalização, com foco na competitividade e na presença das rochas naturais brasileiras nos mercados nacional e internacional.

ApexBrasil

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) atua na promoção de produtos e serviços brasileiros no exterior e na atração de investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia nacional.

Para apoiar as exportações, a agência organiza missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, participação de empresas brasileiras em feiras internacionais e visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião à estrutura produtiva do país. Essas iniciativas também buscam fortalecer a marca Brasil no exterior.

A ApexBrasil trabalha ainda com instituições públicas e privadas para atrair investimentos estrangeiros diretos (IED), com foco em setores estratégicos para o desenvolvimento da competitividade das empresas brasileiras e da economia nacional.
 

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11/10/2026 04:00h

Comércio registra R$ 895,8 milhões em perdas; levantamento da CNM também aponta danos nos setores de serviços e indústria

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A agricultura e a pecuária acumularam R$ 7,3 bilhões em prejuízos provocados por desastres entre julho e setembro de 2026. Os dados constam no Boletim El Niño 2026/2027, divulgado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). Desse total, R$ 5,6 bilhões correspondem à agricultura e R$ 1,7 bilhão à pecuária.

O estudo estima mais de R$ 12,6 bilhões em perdas no país entre 1º de julho e 30 de setembro. O levantamento reúne informações de municípios que decretaram situação de emergência ou estado de calamidade pública.

A agricultura foi a atividade econômica com o maior volume de prejuízos registrados. No Nordeste, as perdas no setor chegaram a R$ 3,4 bilhões, em meio a um cenário de seca e estiagem descrito pelo boletim. 

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Os prejuízos também atingiram atividades urbanas. O comércio registrou R$ 895,8 milhões em perdas, enquanto o setor de serviços somou R$ 383 milhões e a indústria, R$ 123,8 milhões. Juntos, os três segmentos acumularam aproximadamente R$ 1,4 bilhão em prejuízos.

No geral, as perdas no setor privado foram estimadas em R$ 8,8 bilhões. A CNM também contabilizou R$ 3,6 bilhões em prejuízos públicos e R$ 283,4 milhões em danos a unidades habitacionais. 

O boletim registra impactos de seca, estiagem, incêndios e excesso de chuvas, com diferenças entre as regiões do país. Os valores apresentados são estimativas de prejuízos. 

Para melhorar a preparação dos municípios, a CNM recomenda atualizar os planos municipais de contingência e os mapeamentos de áreas de risco. A Nota Técnica nº 12, publicada em maio de 2026, reúne orientações para os gestores locais.
 

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10/10/2026 04:30h

Estado teve 975,1 mil pessoas afetadas; desastres danificaram 3.054 moradias na Região Sudeste

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Minas Gerais acumulou cerca de R$ 3,3 bilhões em prejuízos associados a desastres entre julho e setembro de 2026. Desse total, mais de R$ 2,1 bilhões foram relacionados à seca e à estiagem, enquanto o excesso de chuvas provocou perdas estimadas em R$ 1,2 bilhão. Os dados são da Confederação Nacional de Municípios (CNM).

No período, aproximadamente 975,1 mil pessoas foram afetadas no estado, apontado como o mais atingido do Sudeste no Boletim El Niño 2026/2027. O levantamento abrange o intervalo de 1º de julho a 30 de setembro.

Em toda a Região Sudeste, os prejuízos chegaram a R$ 4 bilhões. Considerando os valores arredondados apresentados pela CNM, as perdas estimadas em Minas Gerais representam cerca de 83% desse total.

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O boletim também registra vendavais, deslizamentos, granizo e inundações em diferentes áreas da região. Os eventos danificaram 3.054 moradias, além de provocarem quedas de árvores e postes e interrupções no fornecimento de energia elétrica. Vale destacar que o número de moradias atingidas abrange todo o Sudeste, e não apenas Minas Gerais.

Entre as áreas mencionadas no levantamento estão o Sul de Minas, o Médio Paraíba Fluminense, a Região Metropolitana de São Paulo, o interior paulista e o Vale do Ribeira. O resumo do documento não detalha os prejuízos por município nem apresenta uma divisão completa das perdas entre os estados.

No balanço nacional, a CNM contabilizou mais de R$ 12,6 bilhões em prejuízos e 6,9 milhões de pessoas afetadas no trimestre. Para reduzir os impactos de novos desastres, a entidade recomenda atualizar os planos municipais de contingência, mapear áreas de risco e organizar abrigos e rotas de evacuação. As orientações constam da Nota Técnica nº 12, publicada em maio de 2026.

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10/10/2026 04:25h

Plataformas saíram do ar na terça (6) e bancos precisam restituir os valores nas contas usadas para os depósitos. Veja o cronograma e o que fazer se o dinheiro não for devolvido

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As plataformas de apostas autorizadas a funcionar no Brasil saíram do ar na terça-feira (6), e os apostadores que ainda tinham dinheiro nelas devem receber os valores de volta entre sexta-feira (9) e a próxima quarta-feira (14). Ao todo, R$ 1,325 bilhão deve ser devolvido a cerca de 26,5 milhões de apostadores.

Os números constam de boletim da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Cerca de 26,5 milhões de apostadores ainda têm saldo nas plataformas.

A suspensão do funcionamento  das plataformas de apostas segue determinação a Medida Provisória nº 1.394/2026, que proibiu a exploração, oferta, intermediação e a publicidade de apostas no país. Dos 188 sites que operavam com autorização até segunda-feira (5), apenas um continua no ar. O bloqueio já foi solicitado, e a fiscalização acompanha o cumprimento da determinação.

Apostadores podem ter contas em várias plataformas

O Ministério da Justiça destaca que o número de apostadores não corresponde ao número de contas. Uma mesma pessoa pode ter cadastro em várias plataformas. Por isso, o total de contas é superior ao número de apostadores. Entre as contas com saldo, 86,2 milhões têm valores de R$ 0,01 a R$ 0,99, que somam R$ 15,5 milhões.

Segundo o ministério, a existência de grande número de contas com valores muito baixos pode estar relacionada ao ritmo lento de retirada dos recursos.

Cronograma

Até 5 de outubro: prazo final para a retirada voluntária dos valores.
Até 7 de outubro: as empresas enviam aos bancos o saldo de cada apostador, por CPF, e a conta bancária utilizada nos depósitos.
De 9 a 14 de outubro: as instituições financeiras fazem a devolução aos apostadores.
A partir de 14 de outubro: os valores cuja restituição encontrar impedimentos são transferidos à Caixa, responsável pela devolução.

O que fazer

• Acompanhe o extrato da conta bancária que você usou para depositar nas bets. É para ela que os saldos devem ser enviados, segundo o cronograma.
• Confira o valor recebido com o último saldo que você onsultou na plataforma.
• Se o dinheiro não chegar até 14 de outubro, procure o atendimento ou a ouvidoria do seu banco.
• Persistindo o problema, registre reclamação no Consumidor.gov.br ou no Procon do seu estado ou município. Guarde comprovantes de depósito, prints do saldo e protocolos de atendimento.
• Desconfie de mensagens, links e perfis que prometem "liberar" o dinheiro mediante pagamento ou envio de senhas. A devolução, segundo o cronograma, é feita pelos bancos, e não exige o pagamento de nenhuma taxa.

Contas com valores elevados e sites ilegais

O governo informou que contas com saldos elevados serão analisadas para apurar possíveis casos de lavagem de dinheiro e eventuais vínculos com organizações criminosas.

A fiscalização também continua contra a oferta ilegal. Entre 25 de setembro e 6 de outubro, 13.241 sites ilegais foram encaminhados para bloqueio. Também foi solicitada a remoção de 3.552 páginas, perfis, canais, grupos e servidores em redes sociais e aplicativos de mensagem.

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09/10/2026 21:00h

Entrada de recursos no Brasil e redução das preocupações com o petróleo contribuíram para a valorização do real

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O dólar comercial fechou esta sexta-feira (9) em queda de 0,78%, cotado a R$ 4,98. A desvalorização da moeda norte-americana foi favorecida pela entrada de recursos no Brasil e pela diminuição das preocupações dos investidores com os efeitos das tensões internacionais sobre os preços do petróleo. 
 

O movimento contribuiu para a valorização do real frente à moeda norte-americana. No cenário internacional, a redução da possibilidade de intensificação dos ataques dos Estados Unidos no Oriente Médio ajudou a pressionar para baixo as cotações do petróleo.


A queda da commodity diminui parte das preocupações com possíveis pressões inflacionárias globais, o que contribuiu para melhorar o ambiente nos mercados financeiros.


No Brasil, o comportamento do câmbio ocorreu em uma semana marcada pela atenção dos investidores ao cenário eleitoral e aos indicadores econômicos. O desempenho positivo da Bolsa brasileira também refletiu o maior apetite por investimentos no mercado nacional.

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,58.

 

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.

Código BRL USD EUR GBP JPY CHF CAD AUD
BRL 1 0,2005 0,1790 0,1516 31,7501 0,1665 0,2859 0,2872
USD 4,9866 1 0,8927 0,7557 158,33 0,8302 1,4257 1,4317
EUR 5,5868 1,1202 1 0,8464 177,35 0,9300 1,5970 1,6038
GBP 6,6027 1,3233 1,1815 1 209,50 1,0987 1,8867 1,8952
JPY 0,0315 0,0063 0,0056 0,0048 1 0,5243 0,0090 0,0090
CHF 6,0064 1,2045 1,0754 0,9101 190,72 1 1,7173 1,7248
CAD 3,4976 0,7014 0,6262 0,5300 111,05 0,5823 1 1,0044
AUD 3,4842 0,6984 0,6235 0,5277 110,65 0,5796 0,9957 1

Os dados são da Investing.com. 

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09/10/2026 18:20h

Índice da Bolsa brasileira encerrou a sexta-feira (9) no maior patamar da história, com valorização acumulada de 8,82% na semana

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O Ibovespa fechou esta sexta-feira (9) em alta de 1,38%, aos 209.066,90 pontos, e registrou um novo recorde de fechamento. Na máxima do pregão, o principal índice da Bolsa brasileira chegou a 209.713,45 pontos, também um recorde histórico. Na semana, o indicador acumulou alta de 8,82%.

O desempenho foi influenciado pelo acompanhamento das pesquisas eleitorais e dos indicadores econômicos do Brasil. O mercado manteve o otimismo em relação ao cenário político, mesmo após a divulgação da inflação oficial de setembro acima das expectativas.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, avançou 0,82% no mês, o maior resultado desde março de 2026. Entre os fatores que pressionaram a inflação está o fim do desconto na conta de luz relacionado ao Bônus de Itaipu.

No cenário internacional, o recuo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na intenção de intensificar ataques no Oriente Médio contribuiu para a queda dos preços do petróleo. O movimento reduziu parte das preocupações com os possíveis impactos da commodity sobre a inflação mundial.

Durante o pregão, as ações da MRV lideraram as altas, com valorização de 21,62%, seguidas pelos papéis do Magazine Luiza, que subiram 19,22%. O volume financeiro negociado na B3 foi de R$ 56,5 bilhões.
 

Maiores altas e quedas 

Ações em alta no Ibovespa

  • Azevedo & Travassos SA (AZEV3) +42,84%
  • Westwing Comercio Varejista SA (WEST3F) +41,44%

Ações em queda no Ibovespa

  • Fiset Fl Ref Pfd (FSRF11F) -22,22%
  • Azul S.A. (AZUL97) -15,27%

 

O volume total negociado na B3 foi de R$ 59.794.728.350, em meio a 6.654.229 de negócios.

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  

 

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado. 

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09/10/2026 04:55h

Setor produtivo defende que o combate às mudanças do clima deixe de ser apenas a formulação de metas para focar em investimento, inovação e preservação da competitividade econômica do Brasil

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A transição para uma economia de baixo carbono deve deixar de focar prioritariamente na formulação de compromissos e ser encarada como uma agenda de implementação prática, sustentabilidade e competitividade industrial. O alerta deu o tom dos debates no evento "Pré-COP31: o papel do setor privado na agenda de clima", promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira (7), em Brasília.  

Durante o encontro, lideranças empresariais defenderam que o Brasil não pode encarar a pauta ambiental de forma isolada, mas como um vetor estratégico para atrair investimentos e ampliar a participação da indústria nacional nos mercados globais.  

Segundo o vice-presidente da CNI, Marcelo Thomé, a ambição climática das nações precisa caminhar lado a lado com condições concretas de execução no chão de fábrica.  

"A transição para uma economia de baixo carbono não deve ser compreendida apenas como uma agenda ambiental. Ela é, também, uma agenda de desenvolvimento econômico, de competitividade, de inovação e de inserção internacional do Brasil", destacou Thomé, que também é presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia.

"Precisamos passar de uma agenda predominantemente orientada à formulação de compromissos para uma agenda orientada à implementação, medindo resultados pela capacidade de transformar prioridades em investimentos, projetos, tecnologias, empregos e oportunidades", enfatizou Thomé

Negociação permanente e multilateralismo

A necessidade de manter o diálogo internacional e fortalecer a resiliência das empresas também foi destacada. O diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto de Oliveira Muniz, reforçou que o setor privado faz parte da solução e alertou para a importância de não abandonar as mesas globais de negociação em meio às instabilidades geopolíticas.  

"Os últimos eventos geopolíticos que atacam o multilateralismo nos dão uma convicção: nós não podemos jamais deixar de negociar. Muitos países tiraram a tração dessa agenda e isso cria dificuldades para as empresas poderem atuar com essa pauta no seu core de negócio", alertou Muniz.

Para o diretor, a descarbonização e as políticas de transição devem impulsionar a competitividade do país: "Essa não é uma agenda para criar obstáculo, mas sim para criar oportunidade", complementou.

Completando o olhar sobre os impactos diretos na vida do cidadão, o diretor superintendente do SESI DN, Paulo Mól Júnior, destacou que o debate climático precisa colocar as pessoas e a saúde no centro das decisões.

"Toda política que é feita afeta, ao fim e ao cabo, às pessoas. O debate muitas vezes está na esfera político-econômica e muito pouco centrado na questão social — e isso é um perigo. Precisamos ter esse olhar micro de como essas ações afetam a saúde e o cotidiano no território", defendeu Mól.

Tecnologia e rastreabilidade brasileira

O protagonismo tecnológico e a capacidade industrial do país também ganharam espaço no debate. O presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Olavo Noleto, destacou que a indústria brasileira possui ferramentas exclusivas para comprovar práticas sustentáveis e disputar o mercado internacional, citando o exemplo da rastreabilidade do plástico reciclado por meio da nota fiscal eletrônica.  

"Nós temos a melhor tecnologia do mundo de comprovação do material reciclado. Através da nota fiscal eletrônica, conseguimos certificar o nível de reciclagem. Precisamos comprovar na disputa do mercado europeu que nós temos reciclagem, porque a gente quer disputar mercado e tem condições para isso", afirmou Noleto.  

O evento Pré-COP31 integra a preparação do setor produtivo brasileiro para a 31ª Conferência do Clima das Nações Unidas, que será realizada em novembro, em Antália, na Turquia. Na ocasião, o setor privado contará com o espaço Implementation Hub Pavilion, na Zona Azul da conferência, e com iniciativas da Sustainable Business COP (SB COP) para apresentar projetos de alto impacto na economia de baixo carbono.

Desafios no campo: transição sustentável e acesso ao crédito

Durante os painéis do evento, as discussões abordaram os gargalos concretos para implementar a transição de baixo carbono na agropecuária e garantir a inclusão dos pequenos produtores na pauta sustentável.  

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O diretor Global de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade da MBRF, Paulo Pianez, ressaltou a complexidade da cadeia pecuária e defendeu que qualquer exigência de transformação ambiental precisa ser rentável para o produtor rural.  

"Não adianta a gente chegar lá e falar para o produtor de mudanças climáticas ou de produção mais sustentável; isso não conversa com ele. A conversa vai ser: como a gente vai fazer com que nós aumentemos a sua rentabilidade e faça o seu negócio gerar mais dinheiro no bolso?", pontuou Pianez.

O diretor destacou ainda que o setor necessita de uma "concertação" entre governos, indústrias e academia para viabilizar instrumentos de crédito e financiamento que cheguem na ponta.  

Já a diretora de Sustentabilidade da JBS, Liege Correia, chamou a atenção para o fato de que a maior barreira para o pequeno produtor acessar o financiamento e adotar práticas sustentáveis está na regularização ambiental e na burocracia do Cadastro Ambiental Rural (CAR).  

"A agricultura e a produção de alimentos no mundo têm 30% na mão de pequenos produtores. Tem uma fase antes do crédito, que é a fase de o produtor estar regularizado. Se ele não tem um CAR regularizado, não consegue acessar o crédito", explicou Liege. Ela reforçou a necessidade de uma atuação conjunta do setor privado e público para oferecer um tripé essencial no campo: regularização ambiental, assistência técnica contínua e gestão.

Mineração e Indústria: mecanismos de mercado e financiamento

A urgência de acelerar a descarbonização das indústrias de difícil abatimento — sem comprometer a segurança energética, a competitividade e o crescimento econômico — dominou o painel voltado ao setor mineral e de infraestrutura.  

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) e do Conselho Temático de Infraestrutura da CNI, Alex Carvalho, relembrou os legados construídos na Amazônia e defendeu que a mineração deve ser vista como um vetor central de desenvolvimento sustentável.  

"Muito se falou sobre legado e continuidade. A agenda de mineração trouxe diversos cases, inputs e produziu legados para que a sustentabilidade pudesse, inclusive para o cidadão da Amazônia, entender a mineração como um vetor de desenvolvimento socioeconômico", destacou Alex Carvalho.

O presidente apontou ainda o gargalo do financiamento climático global, ressaltando que, dos US$ 60 bilhões captados pelo Brasil em 2023, 81% ainda ficaram concentrados apenas em energia solar e eólica em terra, sendo necessário direcionar capital para projetos industriais financiáveis.  

Respondendo sobre o papel da mineração no equilíbrio entre descarbonização e competitividade, o diretor do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Pablo Cesário, defendeu o uso de mecanismos de mercado e incentivos de preços para promover mudanças de comportamento em larga escala.  

"Mudanças de grande escala requerem mudanças de comportamento, e mudanças de comportamento na maior parte das vezes acontecem por mecanismos de mercado. O incentivo de preço continua sendo um dos incentivos mais fundamentais", explicou Cesário.  

Ainda na questão mineral, o CEO da Samarco, Rodrigo Vilela, destacou que não há transição energética sem mineração, reforçando o compromisso da indústria em reduzir cada vez mais as emissões na produção de minerais essenciais para a economia de baixo carbono.  

"Não existe transição energética sem a mineração. A mineração é fundamental para a transição energética. Os minerais críticos e os minerais de maneira geral são fundamentais para esse processo de transição, e como é que nós estamos nos adaptando a isso? Estamos cada vez mais mostrando o nosso produto para a cadeia de produção com menor capacidade de emissão e maior competitividade", ressaltou

Saúde, clima e resiliência

A agenda do seminário também tratou do impacto das mudanças climáticas na vida do trabalhador e nas comunidades. Na ocasião, o superintendente de Saúde da Indústria do SESI, Emmanuel de Souza Lacerda, reforçou que a preservação da saúde e o foco na prevenção de doenças são aliados diretos na redução das emissões de gases de efeito estufa no país.  

"O setor de saúde, se fosse um país, seria o quinto maior emissor de gases de efeito estufa do mundo. Na verdade, o que emite não é a saúde, é a doença, são as pessoas que adoecem e demandam hospitais. A melhor coisa que a gente tem é cuidar das pessoas e investir em prevenção, pois assim teremos o melhor impacto em termos de mitigação", disse Lacerda.

Saneamento e tecnologia digital

Os debates do evento também destacaram a importância de unir a infraestrutura essencial — como o saneamento e a digitalização — ao planejamento estratégico dos municípios. Na ocasião, a diretora de Relações Institucionais da AEGEA, Andrea Haggstram, enfatizou que o saneamento deixou de ser visto apenas como uma infraestrutura básica para se tornar um eixo central de adaptação climática e resiliência urbana.

"O saneamento não é mais uma infraestrutura básica, o saneamento é uma infraestrutura de adaptação climática, de segurança hídrica e de resiliência urbana. O mercado financeiro não financia intenções, ele financia engenharia, engenharia conectada à segurança jurídica e a previsibilidade regulatória", pontuou Andrea Haggstram. A executiva ressaltou que a companhia emitiu quase 30 bilhões em instrumentos de dívida ESG desde 2022, demonstrando o forte apetite do mercado global por ativos voltados à sustentabilidade.

Complementando a visão de inovação nos territórios, o chefe de Gabinete da ABDI, Nikolas Passos, apontou que a difusão de tecnologias maduras — como os gêmeos digitais e a modelagem BIM (Building Information Modeling) — é o caminho mais eficiente para modernizar as cidades brasileiras e reduzir custos operacionais e ambientais.

"A gente trabalha muito com esse conceito de difusão de tecnologias. Qual tecnologia que já está pronta e que a gente consegue aplicar? Com o BIM, que é um planejamento integrado de arquitetura e engenharia, você consegue produzir com mais tecnologia, mais eficiência e reduzir custos", destacou Nikolas Passos. Ele reforçou que a disponibilização dessas ferramentas em código aberto na internet é fundamental para destravar o desenvolvimento tecnológico em municípios de todos os portes.
 
 

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08/10/2026 21:00h

Volume total negociado na B3 foi de R$ 60.258.921.722, em meio a 6.337.965 de negócios

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O principal índice da bolsa brasileira encerrou o pregão desta quinta-feira (8) em alta de 1,03%, atingindo os 206.402,02 pontos. 

Segundo os dados oficiais consolidados pela B3, o principal índice da bolsa brasileira abriu a sessão em 204.299,70 pontos, teve sua mínima registrada em 203.984,56 pontos e alcançou a máxima de 207.953,73 pontos ao longo do dia. 

 

Funcionamento da B3 no feriado de 12 de outubro 

Em virtude do feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida, comemorado em 12 de outubro, as atividades da B3 estarão suspensas. A pausa afeta as negociações em diversos segmentos, abrangendo ações, fundos imobiliários (FIIs), ETFs, BDRs, derivativos e renda fixa (tanto privada quanto em formato de ETF).

Durante a data, também não serão realizados registros de operações, compensações, liquidações, transferências de garantias ou movimentações na Central Depositária, englobando os ambientes listados e de balcão organizado. As aplicações e confirmações no Tesouro Direto ficam igualmente interrompidas.

O funcionamento do mercado será restabelecido no dia seguinte, terça-feira (13). O cronograma detalhado de operações para datas comemorativas pode ser consultado no Calendário de Negociação da B3.

 

Maiores altas e quedas 

Ações em alta no Ibovespa

  • Cia Celg de Participacoes - CELGPAR (GPAR3) +89,82%
  • Fiset Pesca FISET FSPE Pfd (FSPE11F) +38,10%

Ações em queda no Ibovespa

  • Sequoia Logistica e Transportes SA (SEQL3F) -14,29%
  • Haga SA Industria e Comercio Pfd (HAGA4F) -11,57%

 

O volume total negociado na B3 foi de R$ 60.258.921.722, em meio a 6.337.965 de negócios.

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  

 

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado. 


 

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08/10/2026 20:20h

O euro, por sua vez, encerrou o dia cotado a R$ 5,62

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O dólar comercial registrou uma ligeira valorização de 0,17% nesta quinta-feira (8), fechando o dia vendido a R$ 5,02.

De acordo com a Investing.com, a moeda americana abriu a sessão com pouca oscilação em relação ao real. O mercado financeiro operou em ritmo de espera pela publicação dos dados mais recentes da pesquisa Datafolha sobre as eleições presidenciais, alinhando-se ao comportamento da divisa no cenário internacional, onde apresentou leve avanço frente a moedas emergentes.

Logo no início dos negócios, às 9h11, a cotação do dólar à vista subia 0,18%, negociada a R$ 5,0247. Já o dólar futuro com vencimento para novembro, contrato com maior liquidez na B3, registrava estabilidade com viés de alta de 0,01%, cotado a R$ 5,0440.

Na mesma manhã, às 11h30, o Banco Central programou um leilão de swap cambial para rolagem de posições, disponibilizando uma oferta de 50 mil contratos com vencimento em 3 de novembro.

O índice DXY, que mede a força do dólar frente a outras moedas globais, fechou aos 102,19 pontos.

 

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,62.

 

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
 

Código BRL USD EUR GBP JPY CHF CAD AUD
BRL 1 0,1991 0,1776 0,1505 31,4504 0,1656 0,2833 0,2861
USD 5,0214 1 0,8919 0,7560 157,93 0,8317 1,4225 1,4371
EUR 5,6285 1,1211 1 0,8477 177,06 0,9324 1,5945 1,6111
GBP 6,6415 1,3228 1,1797 1 208,89 1,1000 1,8811 1,9009
JPY 0,0318 0,0063 0,0056 0,0048 1 0,5266 0,0090 0,0091
CHF 6,0375 1,2024 1,0725 0,9091 189,89 1 1,7101 1,7279
CAD 3,5297 0,7029 0,6271 0,5316 111,04 0,5848 1 1,0104
AUD 3,4946 0,6959 0,6207 0,5261 109,89 0,5787 0,9897 1

 

Os dados são da Investing.com. 

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08/10/2026 04:30h

Procura por crédito avançou em todas as unidades da Federação no acumulado de 12 meses até agosto. No Distrito Federal, alta foi de 11,2%, a menor do país

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A procura dos brasileiros por crédito aumentou 16,5% no acumulado de 12 meses até agosto de 2026. Os dados são do Indicador de Demanda dos Consumidores por Crédito, da Serasa Experian, divulgado nesta segunda-feira (28).

O levantamento aponta crescimento em todas as unidades da Federação no período. Mato Grosso lidera o resultado nacional, com alta de 36,3%. Na sequência aparecem Acre, com 27,5%, e Amapá, com 26,2%.

Outros estados também registraram avanços expressivos. No Rio Grande do Sul, a procura por crédito cresceu 24,8%. Em Roraima, a alta foi de 24,2%, enquanto Mato Grosso do Sul apresentou aumento de 22,9%.

Na outra ponta, o Distrito Federal teve o menor crescimento entre as unidades da Federação, com 11,2%. São Paulo registrou alta de 11,8%, seguido pelo Rio de Janeiro, com 11,9%.

Procura por crédito cresce entre pessoas de menor renda

O indicador também revela diferenças conforme a renda dos consumidores. A maior expansão ocorreu entre aqueles que recebem de um a dois salários mínimos, faixa que registrou aumento de 41% no acumulado de 12 meses.

Entre os consumidores com renda de até um salário mínimo, o crescimento foi de 14,1%. Já nas faixas de cinco a dez salários mínimos e acima de dez salários mínimos, as altas foram de 12% e 7%, respectivamente.

Apesar do avanço no acumulado de 12 meses, a comparação entre agosto de 2026 e o mesmo mês do ano anterior mostra uma alta menor, de 5,5%. Segundo a Serasa Experian, o resultado indica uma desaceleração da procura por crédito.

A economista-chefe da empresa, Camila Abdelmalack, destaca que os juros elevados, os critérios mais rigorosos para a concessão de crédito e o comprometimento da renda exigem cautela por parte dos consumidores.

O indicador considera consultas a CPFs realizadas em processos de avaliação para concessão de crédito. Portanto, o aumento da procura não significa necessariamente que os pedidos tenham sido aprovados ou que os empréstimos tenham sido contratados

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