Economia

09/07/2026 21:45h

Índice da Bolsa brasileira interrompe sequência de quedas, apoiado pelo desempenho positivo dos mercados norte-americanos

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O índice da bolsa de valores brasileira (Ibovespa) fechou o último pregão aos  172.742,12 pontos.

O Ibovespa fechou o último pregão aos 172.742,12 pontos, após alta de 0,88%.

O principal índice da Bolsa brasileira interrompeu uma sequência de três pregões consecutivos de queda, em uma sessão marcada por menor volume de negociações devido ao feriado de 9 de julho no estado de São Paulo.

O desempenho positivo das bolsas norte-americanas contribuiu para a valorização do índice. No entanto, a fraqueza das ações ligadas a commodities limitou uma alta mais expressiva.
Entre os destaques do pregão, as ações da Braskem registraram forte valorização, enquanto os papéis da Natura avançaram pelo segundo dia consecutivo. No cenário internacional, os investidores permaneceram atentos às tensões entre Estados Unidos e Irã.

Maiores altas e quedas 

Ações em alta no Ibovespa    

Sequoia Logistica e Transportes SA  (SEQL3F) +16,67%
Helbor Empreendimentos S.A.  (HBOR3F) +14,94%

Ações em queda no Ibovespa

Azevedo & Travassos Energia S.A  (AZTE3F) −12,86%
Hercules SA Fabrica de Talheres Pfd  (HETA4) −12,39%

O volume total negociado na B3 foi de R$ 20.241.533.475 , em meio a 2.829.684 em negócios.

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.     

 

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09/07/2026 20:05h

Recuo da moeda norte-americana foi favorecido pelo maior apetite por risco no mercado e pela queda dos preços do petróleo

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O dólar fechou o último pregão cotado a R$ 5,11, após queda de 0,50%.

A desvalorização da moeda norte-americana ocorreu em um cenário de maior apetite por risco entre os investidores, favorecido pelo recuo dos preços do petróleo, mesmo com a continuidade das tensões entre Estados Unidos e Irã.

A sessão também foi marcada por menor volume de negócios devido ao feriado de 9 de julho no estado de São Paulo, embora a B3 e o mercado de câmbio tenham operado normalmente.

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,87.

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
 

Código BRL USD EUR GBP JPY CHF CAD AUD
BRL 1 0,1955 0,1704 0,1453 31,7446 0,1577 0,2770 0,2807
USD 5,1163 1 0,8748 0,7459 162,40 0,8071 1,4171 1,4407
EUR 5,8686 1,1430 1 0,8525 185,62 0,9224 1,6195 1,6467
GBP 6,8542 1,3408 1,1730 1 217,75 1,0821 1,8998 1,9317
JPY 0,0315 0,0062 0,0054 0,0046 1 0,0050 0,0087 0,0089
CHF 6,3407 1,2393 1,0838 0,9244 201,22 1 1,7560 1,7858
CAD 3,6101 0,7056 0,6174 0,5265 114,61 0,5696 1 1,0168
AUD 3,5627 0,6941 0,6072 0,5177 112,72 0,5601 0,9835 1

 
Os dados são da Investing.com.      
 

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08/07/2026 22:00h

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,89

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O dólar fechou a quarta-feira em leve baixa de 0,07%, cotado a R$ 5,15. A moeda variou pouco durante toda a sessão, alternando entre leves altas e baixas.

De acordo com Jorge Dib, da Galapagos Capital, a valorização do petróleo favorece o real, pois o Brasil é exportador líquido da commodity.

No fim da tarde, o índice DXY, que mede a força do dólar frente a outras moedas globais, cedeu 0,12%.

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,89.

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
 

Código 🇧🇷 BRL 🇺🇸 USD 🇪🇺 EUR 🇬🇧 GBP 🇯🇵 JPY 🇨🇭 CHF 🇨🇦 CAD 🇦🇺 AUD
🇧🇷 BRL 1 0,1940 0,1695 0,1446 31,5477 0,1568 0,2750 0,2793
🇺🇸 USD 5,1549 1 0,8759 0,7470 162,62 0,8086 1,4173 1,4428
🇪🇺 EUR 5,8997 1,1417 1 0,8528 185,67 0,9231 1,6181 1,6473
🇬🇧 GBP 6,8988 1,3388 1,1726 1 217,72 1,0824 1,8973 1,9317
🇯🇵 JPY 3,16994 0,614912 0,53860 0,459327 1 0,4972 0,87160 0,88723
🇨🇭 CHF 6,3759 1,2369 1,0833 0,9239 201,15 1 1,7530 1,7844
🇨🇦 CAD 3,6369 0,7055 0,6180 0,5270 114,75 0,5705 1 1,0180
🇦🇺 AUD 3,5816 0,6931 0,6071 0,5177 112,71 0,5604 0,9824 1

 
Os dados são da Investing.com.      
 

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08/07/2026 21:25h

O volume total negociado na B3 foi de R$ 21.814.040.512, em meio a 3.348.463 negócios

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O principal índice da bolsa brasileira (Ibovespa) fechou a quarta-feira em queda de 0,79%, cotado aos 170.653 pontos.

A baixa ocorreu em meio ao aumento das preocupações com o conflito entre Estados Unidos e Irã.

A alta das ações da Petrobras não foi suficiente para compensar a forte queda da Vale, que pressionou o Ibovespa.

Além disso, o avanço dos juros futuros também contribuiu para o desempenho negativo do índice.
 

Maiores altas e quedas 

Ações em alta no Ibovespa

  • Sansuy SA Industria de Plasticos (SNSY5F) +21,34%
  • Fiset Fl (FSRF11) +14,29

Ações em queda no Ibovespa

  • Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEED3) −16,57%
  • Fundo de Investimento Setoriais Fiset Turismo (FSTU11F)  −15,79%

O volume total negociado na B3 foi de R$ 21.814.040.512, em meio a 3.348.463 negócios.

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.     

 

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08/07/2026 04:30h

Levantamento da CNM mostra que setor exportou US$ 16,59 bilhões no mês; número de municípios exportadores aumentou e China segue como principal destino, absorvendo US$ 6,48 bilhões em produtos do Brasil

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Levantamento divulgado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), na segunda-feira (6), mostra que o agronegócio brasileiro segue como um dos principais pilares da economia nacional. Em junho de 2026, o setor exportou US$ 16,59 bilhões, valor que representa 45,7% de todas as exportações realizadas pelo Brasil no período.

Na comparação com junho de 2025, quando as vendas externas do agronegócio somaram US$ 14,55 bilhões, o crescimento foi de 14%, evidenciando o fortalecimento do setor no comércio internacional. Em relação a maio deste ano, também foi registrada alta de 3,9%.

O estudo da CNM aponta ainda que o número de municípios exportadores cresceu de 1.485 para 1.497 em um ano, expansão de 0,8%. O resultado demonstra que os benefícios do comércio exterior alcançam um número cada vez maior de cidades brasileiras, contribuindo para a geração de emprego, renda e desenvolvimento das economias locais.

Entre os estados, Mato Grosso manteve a liderança nas exportações do agronegócio ao registrar US$ 3,02 bilhões em vendas externas, respondendo por 18,2% do total nacional. Já São Paulo exportou US$ 2,45 bilhões, participação equivalente a 14,8% da pauta nacional, embora tenha apresentado retração de 2% em relação ao mesmo período do ano passado.

A soja em grãos permaneceu como principal produto exportado pelo Brasil, movimentando US$ 6,26 bilhões em junho, aumento de 17,3% frente a junho de 2025. O grão respondeu por 37,7% de toda a pauta exportadora do agronegócio e liderou as exportações em 168 municípios brasileiros.

Na segunda colocação aparece a carne bovina in natura, com US$ 1,83 bilhão exportado e crescimento expressivo de 39,2% em relação ao ano anterior. O açúcar de cana em bruto completa a lista dos três principais produtos exportados, com US$ 951,46 milhões, apesar da redução de 25,5% no valor exportado.

Comércio exterior

No mercado internacional, a China permaneceu como principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, absorvendo US$ 6,48 bilhões em produtos, principalmente soja em grãos. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, com US$ 911,79 milhões, seguidos pela Holanda, que importou US$ 539,94 milhões.

Para a CNM, os resultados reforçam a importância estratégica do agronegócio para a balança comercial brasileira e para os municípios, que se beneficiam diretamente da expansão das exportações por meio da geração de empregos, circulação de renda e fortalecimento da atividade econômica local. No acumulado de 2026, o setor já soma US$ 87,09 bilhões em exportações, crescimento de 6,2% em relação ao mesmo período de 2025.

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07/07/2026 22:30h

Índice da Bolsa brasileira foi pressionado pela Vale e pelas incertezas sobre tarifas dos Estados Unidos, mas teve perdas limitadas pela alta das petroleiras

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O índice da bolsa de valores brasileira (Ibovespa) fechou o último pregão aos 172.020,68 pontos.
O Ibovespa fechou o último pregão aos 172.020,68 pontos.
O principal índice da Bolsa brasileira foi pressionado pelas discussões nos Estados Unidos sobre a possível adoção de tarifas contra produtos brasileiros e pelo desempenho negativo da Vale. As ações da mineradora recuaram após a renúncia do presidente do conselho de administração, Daniel Stieler, em meio à pressão da Previ por mudanças na liderança da companhia.
Por outro lado, Petrobras e Prio avançaram acompanhando a alta superior a 2% do petróleo, impulsionada por novos relatos de ataques a embarcações no Estreito de Ormuz.
Apesar do viés negativo, o Ibovespa apresentou perdas mais moderadas do que as registradas nas bolsas de Nova York, favorecido pelo alívio na curva de juros após o Tesouro Nacional manter uma oferta reduzida de NTN-B em seu leilão.

 

Maiores altas e quedas 

Ações em alta no Ibovespa

  • Sansuy SA Industria de Plasticos Pfd A  (SNSY5F) +25,19%

  • Sequoia Logistica e Transportes SA  (SEQL3F) +16,67%

Ações em queda no Ibovespa

  • Manufatura de Brinquedos Estrela SA Pfd  (ESTR4) −17,98%

  • Fica Empreendimentos Imobiliarios SA  (FIEI3) −12,10%

O volume total negociado na B3 foi de R$ 20.616.214.751, em meio a  R$3.215.559 em negócios.

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.     

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07/07/2026 22:00h

Moeda norte-americana avançou impulsionada pela valorização do petróleo e pela expectativa em torno de medidas comerciais dos Estados Unidos.

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O dólar fechou o último pregão cotado a R$ 5,15, com alta de 0,31%.
A valorização da moeda norte-americana foi influenciada pelo avanço dos preços do petróleo, após ataques registrados contra embarcações no Estreito de Ormuz e em regiões próximas. O cenário aumentou a preocupação dos investidores com a segurança de uma das principais rotas de transporte da commodity.
Além disso, o mercado acompanhou o segundo dia da audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que discute a possibilidade de aplicar tarifas e outras medidas comerciais sobre produtos brasileiros.

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,89.

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.

Código BRL USD EUR GBP JPY CHF CAD AUD
BRL 1 0,1941 0,1694 0,1448 31,4653 0,1568 0,2752 0,2788
USD 5,1587 1 0,8763 0,7488 162,31 0,8087 1,4199 1,4419
EUR 5,9032 1,1410 1 0,8545 185,20 0,9227 1,6200 1,6454
GBP 6,8901 1,3353 1,1703 1 216,74 1,0799 1,8959 1,9257
JPY 3,17401 0,616067 0,53991 0,461350 1 0,4982 0,87469 0,88838
CHF 6,3708 1,2366 1,0836 0,9261 200,71 1 1,7558 1,7833
CAD 3,6287 0,7043 0,6173 0,5275 114,32 0,5696 1 1,0156
AUD 3,5858 0,6935 0,6078 0,5193 112,56 0,5608 0,9846 1

 Os dados são da Investing.com.      

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07/07/2026 04:20h

Levantamento da Serasa Experian mostra que mais de 9 milhões de empresas estavam negativadas em maio

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O número de empresas inadimplentes no Brasil permaneceu em patamar recorde em maio de 2026, segundo o mais recente Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian. Divulgado no início do mês de julho, o levantamento revela que mais de 9 milhões de CNPJs estavam negativados no quinto mês do ano, enquanto o estoque de dívidas atingiu R$ 229,9 bilhões, o maior volume da série histórica.

Os dados mostram que cada empresa inadimplente acumulava, em média, 7,3 dívidas, com dívida média de R$ 25.494,08 por CNPJ e ticket médio de R$ 3.515,52 por débito. Em comparação com maio de 2025, quando havia 7,7 milhões de empresas negativadas, o número avançou para 9 milhões, evidenciando o agravamento da inadimplência empresarial ao longo de um ano.

Além do aumento no número de empresas com restrições, o total de dívidas negativadas também cresceu, passando de 56 milhões, em maio de 2025, para 65,4 milhões em maio deste ano.

Segundo a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, o cenário revela uma mudança na dinâmica da inadimplência. "O dado chama atenção não apenas pela manutenção da inadimplência em um patamar recorde, mas também pelo avanço do volume financeiro das dívidas. Isso mostra que o desafio das empresas não está apenas em evitar a negativação, mas principalmente em conseguir reduzir o passivo acumulado."

Ela explica que a combinação entre juros elevados, crédito restritivo e desaceleração da atividade econômica dificulta a recomposição do caixa das empresas e compromete a capacidade de pagamento.

Serviços lideram entre as empresas inadimplentes

O setor de serviços concentrou a maior parcela das empresas negativadas em maio, respondendo por mais da metade dos casos.

Participação por setor:

  • Serviços: 55,6%
  • Comércio: 32,3%
  • Indústria: 8,1%
  • Setor primário: 0,9%
  • Demais segmentos: participação residual.

Para Camila Abdelmalack, a desaceleração econômica passou a afetar também a geração de receitas das empresas. "Até recentemente, a principal pressão vinha da estrutura de custos e das condições de financiamento. Agora, começamos a observar também um ambiente menos favorável para a geração de receita, o que torna a regularização financeira ainda mais lenta."

Origem das dívidas

O levantamento mostra que as pendências financeiras estão distribuídas entre diferentes segmentos da economia, indicando dificuldades na manutenção das operações e do capital de giro.

Origem das dívidas negativadas:

  • Serviços: 31,5%
  • Bancos e cartões: 19,5%
  • Cooperativas: 8,6%
  • Utilities (água, energia e gás): 6,9%
  • Telefonia: 5,7%
  • Outros segmentos: 27,8%

Sudeste concentra maior número de empresas negativadas

Regionalmente, o Sudeste segue liderando o número de empresas inadimplentes, reflexo da elevada concentração de negócios na região.

Os estados com maior quantidade de CNPJs negativados foram:

  • São Paulo: 3.094.295 empresas
  • Minas Gerais: 887.261
  • Rio de Janeiro: 869.138
  • Paraná: 593.565
  • Rio Grande do Sul: 522.521

Micro e pequenas empresas seguem como maioria

As micro e pequenas empresas continuam representando a maior parte da inadimplência empresarial no país.

Em maio, o segmento somou:

  • 8,5 milhões de empresas negativadas;
  • 59 milhões de dívidas;
  • R$ 198,8 bilhões em débitos.

Na média, cada empresa desse grupo acumulava 6,9 contas em atraso, com dívida média de R$ 23.177,51 e ticket médio de R$ 3.369,41.

Para Camila Abdelmalack, o acúmulo de diversas pendências financeiras dificulta a recuperação desse segmento, que possui menor capacidade de acesso ao crédito e menor folga de caixa.

Cenário exige atenção

Os números reforçam que a inadimplência empresarial permanece como um dos principais desafios da economia brasileira em 2026. Embora o total de empresas negativadas tenha se estabilizado em torno de 9 milhões desde abril, o crescimento contínuo do volume financeiro das dívidas indica que a regularização das pendências ainda ocorre de forma lenta.

Na avaliação da Serasa Experian, a combinação entre juros elevados, crédito mais seletivo e atividade econômica moderada continua pressionando principalmente os pequenos negócios, responsáveis pela maior parcela das empresas inadimplentes no país.

 

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06/07/2026 21:30h

O volume total negociado na B3 foi de R$ 17.298.261.936, em meio a 3.119.382 negócios

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O principal índice da bolsa brasileira (Ibovespa) fechou a segunda-feira em queda de 0,93%, cotado aos 172.448 pontos.

O recuo foi apenas um movimento natural de investidores vendendo ações para garantir lucros, e não uma mudança de rumo do mercado.

A bolsa segue sem grandes novidades para engrenar uma alta desde o fim de maio.

Essa estabilidade ocorre por conta da expectativa de juros estáveis nos Estados Unidos e da aproximação das eleições.

Maiores altas e quedas

Ações em alta no Ibovespa

  • Grupo Toky SA (TOKY3F) +33,33%

  • Sequoia Logística e Transportes SA (SEQL3) +16,67%

Ações em queda no Ibovespa

  • Gafisa S.A. (GFSA3) −31,00%
  • Gafisa S.A. (GFSA3F) −28,71%

O volume total negociado na B3 foi de R$ 17.292.907.250, em meio a 3.119.382 negócios.

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.     

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06/07/2026 04:10h

Mecanismo que entra em vigor em 2027 vai separar automaticamente os tributos no momento do pagamento; confira recomendações para seu negócio

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A partir de janeiro de 2027, entra em vigor o split payment, mecanismo de arrecadação que separa automaticamente o valor dos tributos do montante pago pela mercadoria ou serviço no momento da transação. A mudança pode afetar o fluxo de caixa de empresas que utilizam o intervalo entre o recebimento da venda e o recolhimento dos impostos como uma espécie de capital de giro

Segundo o advogado tributarista Guilherme Gabriel Cesco, os empresários precisam se preparar desde já para reduzir os impactos da reforma tributária. 

“[Parte] do dinheiro que hoje passa pelo caixa da empresa vai diretamente para o Fisco, impedindo, por exemplo, que o tributo não seja pago para depois ser parcelado. Então o split payment é bom, por um lado, por garantir o crédito para as empresas adquirentes, mas, por outro lado, impacta o fluxo de caixa das empresas fornecedoras”, afirma.

Para o especialista, a recomendação é reorganizar as finanças e fortalecer o capital de giro antes da implementação do novo modelo. 

“O ponto central é preparar o caixa para assimilar essa diferença de ingressos de receitas. Não existe mágica: é necessário planejamento financeiro”, orienta.

Impacto sobre micro e pequenas empresas

O tributarista explica que o recolhimento automático dos tributos também pode afetar os pequenos negócios

“Muitas dessas empresas fornecem para companhias maiores e já enfrentam dificuldades financeiras decorrentes de prazos mais longos de pagamento impostos pelos clientes. Com o split payment, os valores referentes aos tributos também deixarão de ingressar no caixa”, destaca. 

Além disso, o tributarista acrescenta que os negócios que optarem pelo Simples Nacional híbrido estarão sujeitos a uma alíquota mais elevada no split payment. “Já as empresas que permanecerem no Simples Nacional tradicional estarão sujeitas ao mecanismo, mas com uma alíquota bem mais reduzida”, explica. 

Implementação pode ser gradual

A Emenda Constitucional 132/2023 prevê a adoção do split payment de forma ampla e irrestrita para todas as atividades econômicas, em paralelo à implementação da reforma tributária. No entanto, segundo Cesco, há a expectativa de que a ferramenta não seja disponibilizada para todos os setores e atividades econômicas logo no início

“É possível que o sistema comece por determinados ramos de atividade ou operações B2B, ou seja, entre empresas. Pode ser, inclusive, que tenhamos algum atraso no lançamento, fazendo com que o mecanismo passe a valer somente no segundo semestre de 2027 ou mais tardar em 2028”, supõe.

Manual técnico e integração dos sistemas

Na última semana, a Receita Federal e o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) divulgaram o manual técnico do split payment. O documento reúne as especificações necessárias para o desenvolvimento de uma plataforma que fará a integração entre instituições financeiras e meios de pagamento com o sistema do IBS-CBS, atualmente em construção. 

O manual é um documento técnico, não jurídico ou econômico. Ele trata da configuração do sistema, ou seja, do projeto para construir essa ponte. Mas essa estrutura ainda não existe e segue em desenvolvimento”, explica o tributarista.

Também foi disponibilizado o Swagger, ferramenta que permite documentar, descrever e testar aplicações de forma interativa, facilitando a integração dos sistemas das instituições financeiras com a futura plataforma do split payment

Os documentos podem ser consultados no Portal Nacional de Tributação de Bens e Serviços, por meio do menu lateral da página. 

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