Economia

01/10/2026 00:09h

O euro, por sua vez, encerrou o dia cotado a R$ 5,86

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O dólar comercial fechou em queda de 0,81% nesta quarta-feira (30), cotado a R$ 5,17.

A desvalorização do dólar foi impulsionada pela divulgação do Índice de Preços de Consumo Pessoal (PCE) de agosto nos Estados Unidos. O indicador, monitorado de perto pelo Federal Reserve (Fed), veio abaixo das projeções do mercado financeiro, reduzindo as expectativas de uma nova alta na taxa de juros americana.

 

Inflação nos EUA

A inflação cheia do PCE avançou 0,3% no mês, abaixo da previsão de 0,4%. Já o núcleo da inflação, que exclui preços voláteis como alimentação e energia, subiu 0,2%, ante estimativa de 0,3%.

O alívio nos preços alterou imediatamente as projeções para a política monetária dos EUA:

  • Manutenção dos juros: A estimativa pela estabilidade das taxas pelo Fed saltou para 63%, frente aos 50% registrados na véspera.
  • Probabilidade de alta: O mercado financeiro passou a ver apenas cerca de 35% de chance de um novo aumento nos juros americanos no próximo mês.
  • Títulos americanos: O rendimento dos títulos públicos de dois anos caiu quatro pontos-base, para 4,84%.

 

O índice DXY, que mede a força do dólar frente a outras moedas globais, fechou aos 101,21 pontos.

 

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,86.

 

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
 

Código BRL USD EUR GBP JPY CHF CAD AUD
BRL 1 0,1933 0,1706 0,1457 30,4356 0,1616 0,2752 0,2783
USD 5,1724 1 0,8827 0,7539 157,42 0,8357 1,4232 1,4399
EUR 5,8617 1,1330 1 0,8541 178,36 0,9469 1,6124 1,6313
GBP 6,8618 1,3266 1,1709 1 208,83 1,1087 1,8879 1,9101
JPY 3,28570 0,635223 0,56071 0,478882 1 0,5310 0,90414 0,91466
CHF 6,1878 1,1964 1,0561 0,9020 188,37 1 1,7028 1,7227
CAD 3,6341 0,7026 0,6200 0,5297 110,62 0,5872 1 1,0117
AUD 3,5932 0,6946 0,6130 0,5235 109,33 0,5804 0,9884 1

 

Os dados são da Investing.com. 


 

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01/10/2026 00:04h

Desse total, R$ 1,72 bilhões foram destinados a 11 estados e R$ 2,20 bilhões a 968 municípios

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A distribuição dos royalties referentes à produção de petróleo e gás natural de julho de 2026 alcançou R$ 6,50 bilhões destinados à União, estados e municípios e ao Fundo Especial. O montante reúne os repasses realizados nos regimes de concessão, cessão onerosa e partilha de produção.

Desse total, R$ 1,72 bilhões foram destinados a 11 estados e R$ 2,20 bilhões a 968 municípios.

Os valores detalhados por beneficiário, assim como as séries históricas de distribuição, podem ser consultados na página de Royalties da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Os dados do mês corrente são publicados após o processo de consolidação das informações.

VEJA MAIS: 

Como os recursos são distribuídos

A ANP é responsável pelo cálculo, apuração e distribuição dos royalties arrecadados com a produção de petróleo e gás natural. A divisão dos recursos segue critérios definidos em legislação específica, entre elas a Lei nº 7.990/1989, o Decreto nº 1/1991, a Lei nº 9.478/1997 e o Decreto nº 2.705/1998.

A legislação não estabelece uma data específica para o pagamento dos royalties. Ainda assim, a ANP realiza os procedimentos necessários para que os recursos sejam transferidos aos beneficiários da forma mais rápida possível após a arrecadação.

Os valores depositados, as datas de repasse e a identificação dos beneficiários também podem ser consultados no portal do Banco do Brasil, na opção “ANP – Royalties da ANP”. 

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01/10/2026 00:01h

Obrigatoriedade alcança a maior parte dos contribuintes sujeitos ao ISS, enquanto atividades específicas terão prazo até dezembro

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A partir desta quinta-feira (1º), entra em vigor a obrigatoriedade de emissão da Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (NFS-e) adaptada às regras da Reforma Tributária sobre o consumo para a maior parte das empresas do setor de serviços sujeitas ao Imposto Sobre Serviços (ISS). Com a mudança, o documento fiscal passa a trazer informações relativas ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). 

Algumas atividades terão um cronograma específico e só estarão obrigadas a emitir a NFS-e com as novas informações a partir de dezembro, conforme o Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 4/2026, divulgado pela Receita Federal e pelo Comitê Gestor do IBS. Entre elas estão:

  • plataformas digitais e serviços por elas intermediados;
  • locações de bens móveis; locações, cessões onerosas e arrendamentos de bens imóveis;
  • transporte coletivo; 
  • taxas e valores condominiais;
  • serviços previstos nos subitens 1.03, 1.05 e 1.09 da Lei Complementar 116/2003;
  • bens imateriais não listados na Lei Complementar 116/2003 e não sujeitos a ICMS;
  • demais serviços não enquadrados nas hipóteses anteriores.

Para as empresas enquadradas no Simples Nacional, a obrigatoriedade de destaque do IBS e da CBS na nota fiscal começa em 1º de janeiro de 2027. 

Como preencher a NFS-e com os novos tributos

O Portal da Nota Fiscal de Serviço Eletrônica disponibiliza notas técnicas com orientações sobre o preenchimento das informações relativas ao IBS e à CBS. O portal também reúne uma página de perguntas e respostas elaborada a partir de dúvidas encaminhadas por municípios e contribuintes. 

Segundo o advogado Gabriel Gravena, membro do Instituto Brasileiro de Direito Tributário (IBDT Jovem), o sistema de emissão da NFS-e conta com um bloco específico para as informações relacionadas ao IBS e à CBS, que ainda passa por ajustes. 

“Nesse bloco, deverão ser inseridos os códigos que identificam qual serviço está sendo prestado, qual é a operação tributável e de que forma essa operação é tratada na legislação do IBS e da CBS”, explica. 

Entre as principais informações que deverão constar nesse bloco estão: 

  • Nomenclatura Brasileira de Serviços (NBS), que identifica o serviço;
  • classificação tributária da operação (cClassTrib), que indica como a operação é tratada pela legislação;
  • valor da operação;
  • alíquotas, que em 2026 têm caráter de teste, de 0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS;
  • local da operação.

Nota não será rejeitada por falta de informação do IBS e da CBS

Apesar da nova obrigatoriedade, a NFS-e não será rejeitada automaticamente em 2026 caso os campos relativos ao IBS e à CBS não sejam preenchidos. No entanto, isso não significa que o contribuinte esteja em conformidade com as novas regras. 

“Não existe uma regra de validação que trave a emissão dessa nota sem os campos do IBS e da CBS. Também nada impede de continuar operações que hoje não têm emissão de nota, como locação de bens móveis e imóveis. Mas isso não significa estar em conformidade”, afirma Gravena. 

O tributarista recomenda que as empresas ampliem gradualmente a emissão dos documentos fiscais e, sempre que possível, cumpram integralmente os prazos estabelecidos. A orientação está alinhada ao Programa Nacional de Conformidade Tributária. 

Segundo Gravena, mesmo durante o período de adaptação, as empresas continuam sujeitas à fiscalização e podem ser autuadas em caso de descumprimento das regras de emissão. 

Municípios podem usar emissor próprio

Desde 1º de janeiro de 2026, os municípios são obrigados a permitir que seus contribuintes emitam a NFS-e pelo Emissor Nacional ou, caso mantenham um sistema próprio, a compartilhar as notas emitidas localmente, em leiaute padronizado, com o Ambiente de Dados Nacional (ADN) da NFS-e. 

A prefeitura que optar por manter um emissor próprio, mas não compartilhar as notas no padrão nacional com o ADN, fica sujeita à suspensão de transferências voluntárias da União, conforme previsto nas regras da Reforma Tributária. 

Dados do Portal da NFS-e mostram que 5.571 entes federados já estão integrados ao Ambiente de Dados Nacional. Segundo o portal, a integração alcança 100% da população brasileira, todas as capitais e todos os municípios com mais de 500 mil habitantes. 

A partir de 1º de novembro de 2026, micro e pequenas empresas enquadradas no Simples Nacional deverão emitir a NFS-e exclusivamente pelo Emissor Nacional, assim como já ocorre com os Microempreendedores Individuais (MEIs) desde 2023. Com isso, os sistemas próprios das prefeituras ficam impedidos de autorizar a emissão de NFS-e por empresas do Simples. 

Emissor varia de acordo com o município

Embora o sistema nacional esteja sendo ampliado, os municípios podem manter seus próprios emissores, desde que atendam às regras de compartilhamento e padronização estabelecidas nacionalmente. 

Algumas cidades optaram pela adesão ao Emissor Nacional. É o caso de São José dos Campos, no Vale do Paraíba Paulista; Nova Iguaçu, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro; Lucas do Rio Verde, no Norte Mato-Grossense; Recife, em Pernambuco; Ipuiúna, no Sul de Minas Gerais, entre outras. 

Outras localidades mantiveram sistemas próprios. Brasília, por exemplo, continuará utilizando seu próprio ambiente de emissão. Segundo a Secretaria de Economia do Distrito Federal (SEEC), o padrão Abrasf 2.04 deixará de ser aceito e a NFS-e deverá ser emitida no Padrão Nacional por meio do novo sistema. 

A capital paulista também manteve seu emissor próprio. A Secretaria Municipal da Fazenda de São Paulo informa que o leiaute atual da NFS-e foi alterado para incluir os campos adicionais referentes aos novos tributos da Reforma Tributária sobre o consumo. 

Diante das diferenças entre os municípios, a orientação é que o contribuinte verifique diretamente com a prefeitura qual sistema deve utilizar. 

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30/09/2026 18:37h

Feira segue até sexta-feira (2), em São Paulo; secretário nacional de Políticas de Turismo relaciona crescimento do setor à atuação dos profissionais que atendem os visitantes

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A 53ª ABAV Expo teve início nesta quarta-feira (30), em São Paulo, reunindo representantes do setor de viagens e turismo e destacando os resultados alcançados pela atividade em 2026. Entre os números apresentados estão recordes na aviação doméstica e no turismo corporativo. O evento também colocou em evidência a atuação dos agentes de viagens na cadeia do setor.

Representando o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o secretário nacional de Políticas de Turismo, Augusto Rocha, afirmou que o crescimento da atividade amplia as oportunidades para trabalhadores e empreendedores dos destinos brasileiros.

“O turismo brasileiro, agora, de fato, está em outro patamar. Subimos de nível, mas queremos muito mais. E temos trabalhado todos os dias para melhorar os nossos atrativos e trazer mais pessoas para os destinos do país”, destacou o secretário.

Recordes no turismo

O Brasil recebeu mais de 9 milhões de turistas internacionais em 2025. De janeiro a agosto de 2026, foram 6,45 milhões de chegadas de estrangeiros. No mercado interno, a aviação doméstica transportou 68 milhões de passageiros nos oito primeiros meses deste ano, recorde para o período. O turismo corporativo também atingiu uma marca histórica, com movimentação de R$ 9,75 bilhões.

Ao comentar os resultados, Rocha atribuiu parte do desempenho à atuação dos profissionais que trabalham diretamente com os turistas.

“São mais de 2 milhões de pessoas empregadas no turismo. É o agente de viagem que transforma o desejo do turista em realidade. É o guia de turismo que conta a história da nossa gente com paixão. É o motorista, o receptivo, a camareira do hotel, o chefe de cozinha, o cozinheiro do restaurante, o artesão, o ambulante, os povos originários, as comunidades tradicionais que dão alma à identidade e sustentabilidade do nosso setor,” enfatizou o secretário.

Integração do setor

A presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV Nacional), Ana Carolina Medeiros, destacou a relação entre os diferentes segmentos do turismo e afirmou que a realização de grandes eventos também movimenta a economia dos destinos.

“Um evento do tamanho da ABAV Expo não movimenta apenas um pavilhão. Movimenta hotéis, restaurantes, transporte e comércio. Um grande evento também é um evento turístico”, afirmou. “Nenhum elo dessa cadeia existe sozinho. O turismo só é verdadeiramente forte quando toda a sua cadeia é forte”, concluiu.

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Após a solenidade de abertura, as autoridades participaram do corte da fita e percorreram os pavilhões do Expo Center Norte, onde ocorre a 53ª edição da ABAV Expo.

O evento reúne agentes de viagens, expositores nacionais e internacionais, companhias aéreas, redes hoteleiras e destinos de todo o país. A programação segue até sexta-feira (2) e é considerada a maior do mercado de viagens e turismo da América Latina.

O Ministério do Turismo mantém um estande no evento com ações e atendimentos institucionais. Entre as atividades previstas está um workshop técnico sobre o uso de dados territoriais e variáveis climáticas no planejamento do turismo sustentável.

A pasta também apresenta uma exposição fotográfica voltada ao ecoturismo e à conservação ambiental, com destaque para as rotas integradas da Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade (Sintrilhas).
 

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30/09/2026 17:00h

Volume total negociado na B3 foi de R$ 28.104.937.110,00, em meio a 3.796.876 de negócios

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O Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, subiu 1,59%, atingindo 186.752,25 pontos, segundo dados preliminares. Com o resultado desta quarta-feira (30), a B3 acumulou alta de 5,26% em setembro e de 8,56% no terceiro trimestre. Em 2026, o ganho acumulado é de 15,90%.

A alta do indicador ao longo da sessão foi sustentada pelo cenário internacional. O Índice de Preços de Consumo Pessoal (PCE) de agosto nos Estados Unidos registrou variação inferior à estimada por analistas, o que diminuiu as chances de novas altas na taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed) e estimulou a entrada de recursos no mercado brasileiro.

O resultado do PCE aliviou as projeções para os juros globais, garantindo um pregão de ganhos concentrados principalmente nos setores de consumo, finanças e commodities.

 

Varejo e bancos lideram os ganhos

Com a perspectiva de juros globais menos pressionados, as empresas voltadas ao mercado interno figuraram entre os principais destaques de alta da sessão:

  • Varejo e Consumo: Magazine Luiza (MGLU3) e C&A (CEAB3) registraram valorizações expressivas, impulsionadas pela melhora nas projeções para o crédito e o consumo.
  • Setor Financeiro: Os grandes bancos acompanharam o otimismo do mercado, com Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4) sustentando alta firme ao longo do dia.

 

Petroleiras acompanham alta do petróleo

O setor de petróleo também contribuiu para o desempenho positivo do Ibovespa, sustentado pela leve recuperação nos preços internacionais do barril. Papéis de peso no índice, como Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3), fecharam o dia no campo positivo, alinhados ao movimento do mercado global de commodities.

 

Maiores altas e quedas 

Ações em alta no Ibovespa

  • Fiset Pesca FISET FSPE Pfd (FSPE11F) +38,89
  • Fiset Fl Ref Pfd (FSRF11F) +28,57%

Ações em queda no Ibovespa

  • Sequoia Logistica e Transportes SA (SEQL3) -14,29%
  • Sequoia Logistica e Transportes SA (SEQL3F) -12,50%

 

Volume total negociado na B3 foi de R$ 28.104.937.110,00, em meio a 3.796.876 de negócios.

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  
 

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.   

 

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30/09/2026 00:06h

Pequenas e médias empresas podem recorrer aos mecanismos para resolver conflitos fora do Judiciário; CEMAAC, da ACSP, registrou 42 arbitragens e 328 mediações entre 2022 e 2025

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A Lei nº 9.307/1996, conhecida como Lei de Arbitragem, completou 30 anos neste mês. Apesar da idade, a norma segue sendo considerada uma das mais modernas do mundo sobre o tema, servindo de referência e modelo para outros países. Ao longo dessas três décadas, no entanto, a ferramenta se consolidou majoritariamente como instrumento voltado para grandes empresas e contratos de alto valor, o que pode ser uma visão limitante e distante da realidade.

Segundo Guilherme Giussani, diretor técnico da Câmara Empresarial de Mediação e Arbitragem (CEMAAC), vinculada à Associação Comercial de São Paulo (ACSP), não existe qualquer restrição quanto a quem pode recorrer à arbitragem. "Toda pessoa física e toda pessoa jurídica pode utilizar do procedimento de arbitragem. Não existe nenhuma limitação em relação à classificação da empresa ou tipo empresarial", afirma. 

O único requisito técnico é que o conflito trate de direitos patrimoniais disponíveis. Ou seja, qualquer questão que tenha valor econômico e possa ser negociada entre as partes. Na prática, isso abrange praticamente toda a cadeia contratual de um empresário: contratos de locação, prestação de serviços, contrato social da empresa e acordos entre sócios, entre outros.

Uma das principais diferenças entre a arbitragem e o processo judicial tradicional está no tempo de tramitação. Para o advogado Roberto Mateus Ordine, presidente da CEMAAC e vice-presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e da Federação das Associações Comerciais de São Paulo (Facesp), essa é uma das vantagens decisivas para viabilizar o acesso de pequenas empresas ao instrumento. "Hoje, se o pequeno recorrer ao Judiciário, seja ele em qual escala for, a demora processual é de 5 a 10 anos, porque você tem as várias instâncias e elas são morosas. Na questão da arbitragem, você reduz esse prazo de conflito para 1 ano", explica.

Procedimento

A forma mais recomendada de acesso à ferramenta é a inclusão de uma cláusula de arbitragem já no nascimento do contrato, no mesmo trecho reservado à eleição de foro. A CEMAAC disponibiliza um modelo de cláusula pronto para uso, o que evita discussões futuras sobre a forma de resolução de eventuais conflitos. Quando o contrato não prevê essa cláusula e o conflito já existe, ainda é possível recorrer à arbitragem por meio de um compromisso arbitral, documento assinado pelas partes em conflito que formaliza a escolha pela via arbitral mesmo após o problema ter surgido.

Para dar entrada em um procedimento, a câmara exige a apresentação de um requerimento de arbitragem, que deve reunir documentos pessoais e da empresa, procuração do advogado responsável, um breve relato sobre o conflito, o contrato relacionado à disputa, o valor da demanda e a cláusula que elege a câmara, quando existente — peça equivalente a uma petição inicial. Embora a lei não exija formalmente a presença de um advogado, a CEMAAC recomenda o acompanhamento profissional, já que o procedimento envolve discussões jurídicas, produção de provas e definição de obrigações entre as partes. Dúvidas sobre o processo podem ser esclarecidas pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (11) 3180-3434.

A câmara da ACSP também se diferencia pelo modelo de custos: diferentemente das grandes câmaras internacionais, historicamente estruturadas para litígios de alto valor, a CEMAAC desenhou sua estrutura para aproximar a arbitragem de pequenas e médias empresas com preços e prazos compatíveis com a realidade desses negócios.

Mediação

A lei sancionada em 1996 também trouxe outra forma de resolução de conflitos contratuais e que comumente é confundido com a arbitragem: a mediação. Segundo Giussani, a mediação costuma ser indicada para conflitos em que existe uma relação duradoura a ser preservada, como disputas societárias em empresas familiares ou contratos de locação e prestação de serviço de longa data, já que busca um consenso entre as partes com o auxílio de um mediador. Já a arbitragem funciona de forma mais próxima a um processo judicial, sem necessariamente buscar uma solução amigável.

"A mediação é a busca de um consenso e a arbitragem, via de regra, não busca uma solução amigável. Ela finaliza o procedimento com uma sentença arbitral, que tem força judicial, é reconhecida como um título executivo judicial, mesmo poder que uma sentença dada pelo Estado, e é dada por um árbitro que é escolhido pelas partes. Ou seja, a mediação é a busca de um acordo e a arbitragem é uma decisão definitiva", resume Giussani.

A CEMAAC

Com quatro anos de atuação, a CEMAAC já soma 79 unidades de atendimento pelo país. Entre 2022 e 2025, a câmara registrou 42 procedimentos de arbitragem, com valores envolvidos que ultrapassam R$ 16 milhões no período, além de 328 procedimentos de mediação, somando mais de R$ 1,3 milhão. Entre os temas mais recorrentes nas arbitragens estão contratos imobiliários, agronegócios, contratos empresariais e conflitos societários; já nas mediações, predominam contratos empresariais, assuntos societários e questões imobiliárias.

A trajetória da arbitragem na Associação Comercial de São Paulo antecede em décadas a própria lei: em 1927, a entidade já havia criado, em parceria com câmaras de comércio estrangeiras, uma Câmara de Arbitragem Internacional, iniciativa pioneira que não prosperou à época por falta de reconhecimento do Judiciário. Após a promulgação da Lei de Arbitragem, a ACSP criou a CEMAAC, justamente com o objetivo de tornar o modelo mais ágil, acessível e menos oneroso para as pequenas e médias empresas.

Três décadas depois de sancionada, a Lei de Arbitragem segue como um marco de segurança jurídica para as relações privadas no país. O desafio que permanece, segundo os especialistas da CEMAAC, não está mais na legislação em si, mas em levar o conhecimento sobre a ferramenta a quem mais pode se beneficiar dela: o pequeno e o médio empresário.

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30/09/2026 00:05h

Nos sete primeiros meses do ano, país criou 972,2 mil vagas formais, 29% menos do que no mesmo período de 2025

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De janeiro a julho de 2026, o país criou 972,2 mil vagas formais (com carteira assinada), segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (Novo Caged) — resultado 29% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado.

Já dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), divulgados pelo IBGE, apontam que a taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,3%. Apesar desse patamar, o analista da PNAD William Kratochwill afirma que o resultado não foi suficiente para impulsionar os salários no trimestre encerrado em agosto.

“Esse aumento do nível da ocupação é importante, no entanto, não foi suficiente para provocar um aumento, no trimestre, nos salários. Com R$ 3.777, esse rendimento médio é estável em relação ao último trimestre”, destaca.

O levantamento do IBGE também mostra estabilidade no número de trabalhadores por conta própria, mantendo-se em 26,1 milhões tanto no trimestre encerrado em agosto quanto na comparação anual. O número de trabalhadores domésticos seguiu a mesma tendência de estabilidade nos dois recortes, em torno de 5,5 milhões.

Além disso, reportagem do Estadão revela que a geração de empregos formais pelo Novo Caged desacelerou em quase todos os principais setores da economia nos primeiros sete meses do ano, com exceção da construção civil.

Na agropecuária, foram abertas 51,4 mil vagas formais no período, uma redução de 51% em relação aos sete primeiros meses do ano passado. A indústria registrou saldo de 154 mil postos (+40% menor), enquanto o setor de serviços criou 591,5 mil vagas, recuo de 15%.

Para o economista Cesar Bergo, os dados mostram uma mudança no ritmo de geração de vagas, mas ainda não indicam uma redução do total de empregos no país. Segundo ele, o comportamento do mercado de trabalho acompanha o nível da atividade econômica.

“Significa que o fluxo de criação [de emprego] está menor em relação ao período de comparação. O estoque acumulado continua crescendo. Agora, houve uma queda na atividade econômica e isso vai refletir na atividade do mercado de trabalho e, consequentemente, nós podemos ter reduções”, considera.

A construção civil foi o único setor a apresentar aumento no saldo de empregos formais na comparação anual, somando 180,4 mil novas vagas entre janeiro e julho — alta de 2% ante o mesmo período de 2025.

“Essa demanda por trabalhadores, apesar da desaceleração, é muito importante, sobretudo o resultado de junho. Esse saldo foi de alguma forma auxiliado pelo setor de serviços, que continua sendo responsável pela criação da grande maioria dos postos de trabalho. Também a construção segue aquecida”, avalia Cesar Bergo.

“O que preocupa ainda é a taxa de ocupação pelos autônomos. Isso faz com que o trabalhador não tenha a cobertura da Seguridade Social, mas isso é um problema que deve ser analisado, com a adoção de medidas com vistas a coibir essa situação”, complementa o economista.

Varejo puxa resultado negativo do comércio

O comércio teve saldo negativo na geração de empregos formais entre janeiro e julho, em um resultado influenciado principalmente pelo desempenho do varejo.

O comércio varejista fechou o período com saldo negativo de 51,7 mil vagas formais. Nos mesmos meses de 2025, o resultado havia sido positivo, com a criação de 44,1 mil postos com carteira.

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No atacado e no comércio de veículos automotores, o saldo continuou positivo nos sete primeiros meses deste ano, mas houve desaceleração: a geração de vagas caiu 48% no atacado e 44% no segmento de veículos em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo Bergo, entre os fatores que afetam o desempenho do comércio estão os juros elevados, a inadimplência e o acesso mais restrito ao crédito. “Isso faz com que haja menos empréstimos, menos financiamentos e afeta diretamente esse setor.” Tais fatores pesam principalmente sobre a compra de bens de maior valor, como móveis e eletrodomésticos, que costumam ser adquiridos a prazo.

Cesar Bergo lembra que sinais semelhantes foram notados a partir do governo de Dilma Rousseff.

"Realmente ali houve um desajuste na economia. No governo Temer, houve certa preocupação com esse mercado. [Na sequência], teve a pandemia e depois houve uma recuperação desse mercado", pontua.

Em julho de 2026, as vendas do comércio varejista recuaram 0,8% em relação a junho, já descontados os efeitos sazonais, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE.

O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado e foi influenciado pela queda nas vendas de móveis e eletrodomésticos, que diminuíram 4,9% no mês. Segundo o IBGE, foi a maior retração do segmento desde dezembro de 2023, quando a queda havia sido de 6,6%.

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) avalia que o custo elevado do crédito e o comprometimento da renda das famílias com dívidas continuam limitando as compras de maior valor no varejo.
 

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30/09/2026 00:01h

Valor corresponde à terceira parcela de setembro e é cerca de 1% menor que o registrado no mesmo período de 2025

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Os municípios brasileiros recebem nesta quarta-feira (30) a terceira parcela de setembro do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O repasse soma mais de R$ 4,5 bilhões, cerca de 1% abaixo do valor registrado no mesmo período do ano passado, quando foram distribuídos aproximadamente R$ 4,6 bilhões.

Neste decêndio, São Paulo concentra o maior volume de recursos, com cerca de R$ 562 milhões destinados aos municípios do estado. Entre as cidades paulistas contempladas estão São Vicente e São Caetano do Sul, que recebem R$ 2,4 milhões, cada.

Na outra ponta, Roraima tem o menor volume total, de aproximadamente R$ 3,3 milhões. Entre os municípios do estado, Alto Alegre e Cantá estão entre os que recebem os maiores valores, em torno de R$ 275 mil cada.

Na avaliação do especialista em orçamento público Cesar Lima, a redução no repasse pode estar associada a um cenário de maior cautela por parte de consumidores e investidores.

“Pode denotar um compasso de espera em relação às eleições que se aproximam ou mesmo uma certa frustração do consumidor em relação à queda de juros, que, apesar de ter acontecido há duas semanas, foi uma coisa bem suave. Eu acho que o mercado esperava uma queda um pouco maior e isso tem realmente deixado uma certa retenção na hora de consumir e fazer investimentos”, considera.

 

 

Destaques de outras regiões

No Nordeste, a Bahia aparece com mais de R$ 365 milhões. Entre os municípios do estado que recebem os maiores valores estão Porto Seguro e Vitória da Conquista, por exemplo.

No Sul, o Rio Grande do Sul recebe o maior montante, com mais de R$ 287 milhões distribuídos entre as prefeituras. Caxias do Sul e Pelotas estão entre as cidades gaúchas contempladas com os maiores repasses.

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No Centro-Oeste, Goiás lidera, com R$ 147 milhões. Anápolis, Luziânia e Rio Verde estão entre os municípios goianos que recebem os maiores valores.

FPM: municípios bloqueados 

Apesar de o FPM ser destinado aos municípios brasileiros, algumas prefeituras estão impedidas de receber os recursos devido a bloqueios registrados no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI), conforme lista atualizada até 28 de setembro. São elas:

  1. São Miguel do Araguaia (GO)
  2. Buriticupu (MA)
  3. Petrópolis (RJ)
  4. Barra do Ribeiro (RS)
  5. Constantina (RS)
  6. Protásio Alves (RS)
  7. Salvador das Missões (RS)
  8. Axixá de Tocantins (TO)
  9. Fortaleza do Tabocão (TO)

O que é o FPM

O Fundo de Participação dos Municípios é uma transferência constitucional correspondente a 22,5% da arrecadação da União com o Imposto de Renda (IR) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

A divisão dos recursos entre os municípios leva em conta a população e é atualizada anualmente a partir dos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
 

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29/09/2026 18:10h

Moeda chegou a R$ 5,24 durante o pregão, mas perdeu força após declaração de John Williams

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O dólar encerrou a sessão em baixa de 0,16%, cotado a R$ 5,19, após chegar a R$ 5,24 na máxima do dia.

A moeda perdeu força durante a tarde depois de declarações de John Williams, presidente do Federal Reserve de Nova York, que indicou não haver urgência para um novo ajuste nos juros dos Estados Unidos. A fala levou o mercado a reduzir as expectativas de uma alta da taxa na reunião de outubro.

Segundo dados do FedWatch, a probabilidade de uma elevação de 0,25 ponto percentual na reunião de 28 de outubro caiu de cerca de 71% na segunda-feira para aproximadamente 51,5% nesta terça-feira.

Para analistas, o comportamento da moeda também refletiu um dia de tensão no exterior, marcado pela alta dos rendimentos dos títulos de longo prazo dos Estados Unidos.

No cenário doméstico, o mercado continua acompanhando o espaço para mudanças nos juros brasileiros, levando em consideração a atividade econômica e a evolução do ajuste fiscal.

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,90.

 

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
 

Código BRL USD EUR GBP JPY CHF CAD AUD
BRL 1 0,1924 0,1693 0,1451 30,2628 0,1604 0,2729 0,2749
USD 5,2019 1 0,8817 0,7559 157,32 0,8340 1,4187 1,4313
EUR 5,9006 1,1342 1 0,8574 178,38 0,9458 1,6086 1,6236
GBP 6,8813 1,3228 1,1664 1 208,13 1,1033 1,8767 1,8937
JPY 3,30439 0,635607 0,56059 0,480469 1 0,5301 0,90177 0,91000
CHF 6,2336 1,1991 1,0570 0,9064 188,66 1 1,7015 1,7170
CAD 3,6642 0,7048 0,6213 0,5329 110,90 0,5878 1 1,0090
AUD 3,6392 0,6984 0,6160 0,5281 109,84 0,5825 0,9907 1

Os dados são da Investing.com. 
 

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29/09/2026 00:05h

Recursos serão transferidos para contas de mesma titularidade; valores não restituídos irão para conta específica na Caixa

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Quem ainda tem dinheiro em plataformas de apostas esportivas e jogos online deverá receber os valores de volta. A Medida Provisória nº 1.394/2026 estabelece regras para a devolução dos recursos durante o encerramento das atividades das bets no país.

As autorizações para exploração das apostas de quota fixa serão extintas 30 dias após a publicação da MP. Já os sites e aplicativos deverão ficar indisponíveis dez dias após a publicação. Desde a entrada em vigor da medida, também fica proibido o ingresso de novos recursos nas contas dos apostadores, ressalvadas as situações previstas no texto. 

As apostas que permanecerem abertas e cujo resultado não tenha sido apurado dentro desse período serão consideradas sem efeito. Nesse caso, o apostador terá direito à devolução integral do valor apostado, sem descontos. Os prêmios referentes a apostas com resultado apurado dentro do prazo também deverão ser pagos. 

Como será feita a devolução do dinheiro?

Após a retirada dos sites e aplicativos do ar, as empresas terão dois dias para garantir os recursos necessários à restituição. A devolução inclui saldos disponíveis, valores de apostas consideradas sem efeito e prêmios devidos. 

As operadoras também deverão encaminhar às instituições financeiras e de pagamento uma relação com o CPF do apostador, o valor a ser devolvido e a conta de origem dos recursos. As mesmas informações deverão ser enviadas à Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. 

Depois de receberem esses dados, as instituições financeiras terão sete dias para realizar a restituição integral. O dinheiro deverá ser transferido para uma conta ativa de titularidade do apostador, preferencialmente aquela de onde os recursos foram enviados originalmente. Também será possível receber em outra conta do mesmo titular. 

E se a devolução não puder ser feita?

Caso a transferência não seja possível, o apostador não perde o direito ao dinheiro. Os recursos deverão ser enviados para uma conta específica na Caixa Econômica Federal, com identificação individual dos valores devidos, para posterior restituição aos titulares sob supervisão do Ministério da Fazenda. 

As empresas também deverão manter o dinheiro destinado às restituições separados de seu próprio patrimônio. O descumprimento das obrigações poderá resultar em multa diária de R$ 200 mil, além de outras sanções.

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