Economia

Fluxo comercial entre Brasil e Itália alcançou US$ 12,4 bilhões em 2025 e tende a crescer com novo acordo

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Na última quinta-feira (23), a Confederação Geral da Indústria Italiana (Confindustria) sediou, em Roma, o 1º Encontro de Alto Nível sobre Relações Econômicas Itália–Mercosul. O evento reuniu lideranças industriais da Itália e dos países do Mercosul, incluindo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a poucos dias da aplicação provisória do acordo entre o bloco sul-americano e a União Europeia (UE).

Presente no encontro, o presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou que o diálogo entre lideranças industriais é essencial para transformar o acordo comercial em resultados concretos.

“A entrada em vigor do acordo Mercosul-UE abre uma janela histórica de oportunidades. O diálogo direto entre as indústrias é fundamental para que possamos identificar prioridades, superar desafios e garantir que os benefícios previstos no tratado se traduzam em mais investimentos, comércio e competitividade para nossas economias”, avalia.  

Além de fortalecer o diálogo estratégico entre o Mercosul e a Itália, o encontro também ampliou a cooperação institucional entre entidades industriais. Entre as iniciativas discutidas está a parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), voltada à qualificação profissional em setores como têxtil, moda e couro.

Os participantes também debateram oportunidades de integração produtiva, avanços na transição verde e na transformação digital, além da criação de mecanismos de cooperação entre empresas.

Relação comercial Brasil e Itália

O encontro evidenciou ainda a relevância da relação bilateral entre Brasil e Itália. Segundo levantamento da CNI com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em 2025, o fluxo comercial entre os dois países somou US$ 12,4 bilhões, um aumento de 14,4% em relação a 2024.

A indústria de transformação desempenha papel central nessa parceria, respondendo por quase metade das exportações brasileiras e pela maior parte das importações provenientes da Itália.

Acordo Mercosul-UE

Segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da Eurostat, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, previsto para entrar em vigor no próximo mês de maio, deverá abranger um mercado com mais de 718 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em cerca de US$ 22,4 trilhões.

Na prática, o tratado prevê a eliminação de tarifas sobre cerca de 95% dos bens exportados para a UE, além de avanços em áreas como desenvolvimento sustentável, facilitação de comércio e propriedade intelectual.

A expectativa é que 82,7% das exportações brasileiras para o bloco europeu passem a ser isentas de imposto de importação já a partir do próximo mês.

Missão empresarial segue na Alemanha

Também na quinta-feira (23), a missão empresarial liderada pela CNI e pela ApexBrasil, na Alemanha, visitou a fábrica da Airbus, em Hamburgo. A unidade é uma das principais plantas da fabricante europeia de aeronaves e produz, em média, 60 aviões por mês, dos modelos A321 e A319.

O grupo, formado por 48 empresários, acompanhou todo o processo de fabricação e montagem das aeronaves, desde as etapas finais de produção até a entrega aos principais clientes, que são as grandes companhias aéreas.

Mais de 260 representantes da indústria brasileira, entre empresários e executivos, permanecem na Alemanha até sexta-feira (24), quando se encerra a Hannover Messe, considerada a maior feira de tecnologia industrial do mundo.

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25/04/2026 04:00h

Entre 2016 e 2025, a participação das emendas no orçamento do Ministério da Saúde subiu de 5% para 17%, chegando ao patamar de R$ 21,5 bilhões no último ano

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A Lei Orçamentária Anual (LOA) prevê, para 2026, R$ 61,8 bilhões em transferências discricionárias, sendo a maior parte destinada à saúde. De acordo com estudo divulgado na quinta-feira (23) pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), esse volume acende um alerta sobre o avanço da influência política no financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Do total previsto, R$ 49,9 bilhões correspondem a emendas parlamentares com identificador específico — individuais, de bancada estadual e de comissão —, enquanto R$ 11,9 bilhões estão classificados como despesas de caráter genérico.

O levantamento indica que a participação dessas emendas no financiamento da saúde pública tem crescido de forma consistente. Entre 2016 e 2025, a fatia das emendas no orçamento do Ministério da Saúde passou de 5% para 17%, atingindo R$ 21,5 bilhões no último ano. Como cabe aos parlamentares definir os beneficiários, a distribuição dos recursos tende a refletir decisões políticas, e não necessariamente critérios técnicos.

A análise também revela desigualdades significativas entre municípios com características semelhantes. Os 20 mais beneficiados concentraram R$ 488 milhões em recursos empenhados, com média de R$ 23,8 milhões por município. Em contraste, foi preciso reunir cerca de 1.000 municípios com menor volume de repasses — média de R$ 488 mil cada — para alcançar o mesmo total.

Para o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, esse cenário evidencia distorções na alocação de recursos e compromete a equidade no atendimento à população.

Fundo de Equalização e Compensação

Como alternativa, a entidade propõe a criação de um Fundo de Equalização e Compensação, financiado com 3% das transferências discricionárias, incluindo emendas parlamentares. 

A proposta prevê a redistribuição desses valores para municípios que receberam pouco ou nenhum recurso no ano anterior, considerando indicadores como o valor per capita e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

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A CNM defende que a medida seja debatida no Congresso Nacional como um instrumento de ajuste coletivo, com o objetivo de reduzir desigualdades, fortalecer o pacto federativo e ampliar o acesso equilibrado aos recursos públicos, especialmente nos municípios de menor porte.

Pedido de investigação de emendas na saúde

Diante desse contexto, o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) solicitou que a Corte apure o repasse de emendas parlamentares destinadas à saúde nos municípios brasileiros.

O subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado apresentou uma representação ao TCU requerendo a instauração de auditoria e de tomada de contas especial para analisar os critérios utilizados na distribuição desses recursos ao longo dos últimos três anos.

No pedido, o procurador também solicita que o tribunal verifique eventuais irregularidades, incluindo possível ilegalidade ou inconstitucionalidade no uso das emendas parlamentares para o cumprimento do piso mínimo constitucional de gastos em saúde.

De acordo com o levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), a União aplicou R$ 234,5 bilhões para atingir o mínimo exigido em 2025, sendo que 11% desse total — o equivalente a R$ 25,6 bilhões — tiveram origem em emendas parlamentares. Com a ampliação desse tipo de repasse, o governo federal passou a depender, em parte, dessas emendas para cumprir a exigência constitucional de investimento na área da saúde.
 

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24/04/2026 04:55h

Remessas internacionais caíram de 179,1 milhões em 2024 para 159,6 milhões em 2025, com recuo de 10,9%

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A incidência de 20% de Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50 — conhecida como “taxa das blusinhas” — reduziu em R$ 4,5 bilhões o volume de produtos importados no Brasil e contribuiu para preservar mais de 135 mil empregos, além de quase R$ 20 bilhões na economia nacional. Os dados constam em nota técnica inédita divulgada na quarta-feira (22) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A medida entrou em vigor em agosto de 2024, no âmbito do Programa Remessa Conforme, iniciativa da Receita Federal que regulamenta compras realizadas em plataformas de varejo internacional. Segundo o levantamento, a tributação inibiu a importação de itens de baixo valor.

“O objetivo principal da ‘taxa das blusinhas’ não é tributar o consumidor, mas proteger a economia. Tornar a indústria brasileira competitiva é primordial para que nós possamos manter empregos e gerar renda. Ninguém aqui é contra as importações. Elas são bem-vindas, aumentam a competitividade, mas é preciso que entrem no Brasil em condições de igualdade”, afirma Marcio Guerra, superintendente de Economia da CNI.

Queda no volume de encomendas

Em 2024, o país recebeu 179,1 milhões de remessas por meio do programa. Em 2025, esse número caiu para 159,6 milhões — retração de 10,9%. A CNI estima, porém, que, sem a cobrança do imposto, o volume teria alcançado 205,9 milhões de pacotes no ano passado, ou seja, 46,3 milhões a mais do que o registrado. O valor médio das remessas em 2025 foi de R$ 96,88.

Clique aqui para ter acesso à íntegra da nota técnica 

Com base nessa diferença e no ticket médio das compras, a entidade calcula que o imposto reduziu em R$ 4,5 bilhões o total gasto no exterior, contribuindo para a manutenção de 135,8 mil empregos e de R$ 19,7 bilhões na economia brasileira. A arrecadação federal com o tributo também cresceu: passou de R$ 1,4 bilhão em 2024 para R$ 3,5 bilhões em 2025, primeiro ano completo de vigência da medida.

“O Remessa Conforme reduziu o desequilíbrio das condições de concorrência dos produtos nacionais com os importados e contribuiu para moderar o ritmo das importações que se beneficiavam do tratamento tributário desigual”, avalia Marcio Guerra.

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Outra forma de observar os efeitos da taxação é a comparação entre períodos equivalentes. No primeiro semestre de 2024, antes da vigência do imposto, 90,2 milhões de remessas chegaram ao país. Já nos seis primeiros meses de 2025, com a medida em vigor, foram 69,1 milhões — queda de 23,4%. Em contrapartida, o volume das importações de bens de consumo cresceu 20,2% no mesmo intervalo.

"Isso acontece no mundo todo. Em países da Europa, criam condições de isonomia tributária, não para proteger os seus produtos, mas para que se tenha o princípio da competitividade e de igualdade de competição", destaca Guerra.

Combate a distorções e fraudes

Até agosto de 2024, encomendas de até US$ 50 enviadas de pessoa física para pessoa física eram isentas do Imposto de Importação. Segundo a CNI, a regra acabou sendo distorcida, evidenciando fragilidades operacionais.

Práticas como subfaturamento, adulteração de documentos fiscais, fracionamento de encomendas e o enquadramento indevido de vendas realizadas por empresas como se fossem operações entre pessoas físicas tornaram-se frequentes.

Esse cenário prejudicava a concorrência entre empresas nacionais e estrangeiras, já que produtos fabricados no Brasil continuam sujeitos a tributos como IPI, ICMS e PIS/Cofins, enquanto parte significativa das mercadorias importadas entrava no país sem recolhimento integral de impostos.

O Programa Remessa Conforme passou a concentrar o controle das importações no momento da venda, exigindo das plataformas internacionais o envio antecipado de informações e o recolhimento de tributos, como ICMS e Imposto de Importação, no ato da compra. De acordo com a entidade, isso aumentou a efetividade da fiscalização e contribuiu para reduzir irregularidades.
 

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23/04/2026 21:30h

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado em torno de R$ 5,87

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O dólar concluiu o último pregão cotado a R$ 5,00, após alta de 0,58%. O patamar foi atingido após alguns dias de sucessivas desvalorizações ou estabilidades. 

A divisa não operava no patamar de R$ 5,00 desde o dia 10 de abril. 

Entre os principais motivos para o resultado está a notícia de que o presidente do parlamento do Irã pediu para sair das negociações em torno do fim do conflito. Ele era um dos apaziguadores da guerra.

Próximo ao encerramento da sessão, a moeda americana registrava elevação na comparação com seis divisas expressivas. Medida pelo índice DXY, o dólar registrava salto de 0,17%.

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado em torno de R$ 5,87.

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.

Código BRL USD EUR GBP JPY CHF CAD AUD
BRL 1 0.1996 0.1703 0.1478 31.8805 0.1570 0.2734 0.2791
USD 5.0098 1 0.8559 0.7426 159.72 0.7864 1.3698 1.4027
EUR 5.8720 1.1684 1 0.8678 186.62 0.9189 1.6004 1.6390
GBP 6.7452 1.3466 1.1524 1 215.07 1.0589 1.8443 1.8887
JPY 3.13681 0.626116 0.53586 0.464976 1 0.4924 0.85768 0.87827
CHF 6.3705 1.2717 1.0884 0.9444 203.11 1 1.7418 1.7839
CAD 3.6573 0.7300 0.6246 0.5422 116.61 0.5741 1 1.0237
AUD 3.5830 0.7130 0.6101 0.5294 113.86 0.5606 0.9765 1

Os dados são da Investing.com
 

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23/04/2026 21:15h

O volume total negociado na B3 foi de R$ 24,9 bilhões, em meio a 3,6 milhões negócios

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O índice da bolsa de valores brasileira (Ibovespa) concluiu a última sessão em queda, em meio a incertezas envolvendo a guerra no Oriente Médio. 

Ao fim do pregão, o índice sofreu recuo de 0,78%, cotado aos 191.378 pontos.

O resultado levou em conta a notícia acerca da renúncia do presidente do parlamento iraniano, que estava à frente das negociações para o fim do conflito. Para analistas do mercado financeiro, o caso elevou o risco num primeiro momento. 

Maiores altas e quedas do Ibovespa

Confira as ações com melhor e pior desempenho no último fechamento:

Ações em alta no Ibovespa

  • OSX Brasil S.A.(OSXB3): +10,56%
  • Alfa Holdings SA Pfd B (RPAD6): +6,95%

Ações em queda no Ibovespa

  • AGRO NATIVA PNA* (AIPN5L): −99,90%
  • AMAZON GOLF PNA* (AZGT5L): −97,50%

O volume total negociado na B3 foi de R$ 24.978.999.178, em meio a 3.639.795 negócios.

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.  
 

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23/04/2026 04:50h

Medidas incluem simplificação tributária e expansão da Shopee, com expectativa de 3 mil empregos em cinco anos

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Em meio à estratégia de atrair investimentos e fortalecer a economia digital, Goiás anunciou um conjunto de medidas voltadas à modernização do setor e à ampliação da infraestrutura logística no estado. Entre as ações estão a simplificação de regras para o comércio eletrônico e a expansão das operações da Shopee, com expectativa de gerar até 3 mil empregos em cinco anos.

O pacote foi apresentado nesta quarta-feira (22) pelo governador Daniel Vilela. “Goiás é o hub de qualidade de vida do Centro-Norte brasileiro e por isso as pessoas investem e querem viver em nosso estado”, afirmou o chefe do Executivo.

Segundo Vilela, o pacote representa um avanço na modernização da máquina tributária estadual e no fortalecimento do ambiente de negócios. “O ato de hoje promove o empreendedorismo brasileiro, potencializa o e-commerce, estimula inovações comerciais e alternativas de renda modernas que, consequentemente, viabilizam uma qualidade de vida melhor”, destacou o governador.

Simplificação de operações do comércio eletrônico

Entre as ações, está a alteração do Decreto nº 4.852, de 29 de dezembro de 1997, que passa a simplificar as operações de comércio eletrônico no estado. Com a mudança, empresas de outros estados que utilizam centros de distribuição em Goiás deixam de ser obrigadas a ter inscrição estadual. A medida reduz custos operacionais e obrigações acessórias, sobretudo para empresas enquadradas no Simples Nacional.

"95% dos fornecedores da Shopee são brasileiros, são empreendedores brasileiros. Então, esses pequenos fornecedores, segundo a legislação tributária do estado, até então, tinham a obrigação de ter uma inscrição estadual no local em que eles enviavam o seu produto para ser armazenado e, posteriormente, distribuído. Agora, essa exigência não mais será necessária", pontuou Vilela.

Vale destacar que a mudança não impacta a arrecadação do ICMS, já que não houve alterações nos critérios de partilha do imposto nas operações interestaduais nem nos mecanismos de fiscalização. Como as vendas no e-commerce são classificadas como interestaduais, o estado continuará recebendo normalmente o Diferencial de Alíquota (Difal).

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A secretária da Economia de Goiás, Renata Noleto, avaliou a iniciativa como um avanço na desburocratização e na modernização do setor. “Traz Goiás para um cenário mais moderno de comércio eletrônico, de operações de fulfillment. É nesse contexto que se insere a alteração de legislação tributária do governador”, explicou.

“Não tem renúncia de receita, nem redução de carga tributária. A gente apenas traz simplificação e racionalização para essa operação de comércio”, completou Renata.

Memorando de entendimento

Outro ponto do pacote é o memorando de entendimento firmado entre o governo de Goiás e a Shopee, que prevê a ampliação das atividades da empresa no estado. A iniciativa inclui a implantação de um centro de fulfillment para armazenamento de produtos de vendedores parceiros e a expansão dos centros de distribuição a partir de 2028.

“Isso significa entregas mais rápidas para os consumidores do estado”, afirmou a head de relações governamentais da Shopee, Luciana Hachmann. A empresa atua em Goiás desde 2024 e mantém expansão contínua na região.

“Nosso objetivo é conectar vendedores e consumidores em todo o Brasil. Estamos muito empenhados em garantir que o vendedor consiga realmente levar seus pacotes, com nosso apoio, para todas as cidades do país. Essa expansão no estado de Goiás é estratégica, porque a gente consegue conectar nossa malha na região Centro-Oeste, por ser um hub logístico”, considerou.

“Acreditamos que essa parceria com o governo, a partir da assinatura do memorando, vai potencializar ainda mais nossa expansão, especialmente no modelo fulfillment. Nossa expectativa é que, nos próximos cinco anos, possamos ampliar nossa malha logística e gerar cerca de 3 mil empregos”, enfatizou Luciana.

Representando o Fórum Empresarial, o presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg), Rubens Fileti, destacou os efeitos positivos das medidas.

“Cresce Goiás, crescem os empresários goianos, cresce a quantidade de empregos que vamos proporcionar dentro dessa cadeia”, disse. Ele também ressaltou a antecipação do governo diante da Reforma Tributária e o fortalecimento do estado como referência logística.

O presidente da Associação Goiana de Municípios (AGM) e prefeito de Hidrolândia, José Délio, comemorou a expansão da Shopee no município, destacando o potencial de geração de empregos e o desenvolvimento econômico local. “Parabenizo o governador pela sensibilidade de, nos primeiros dias de mandato, abrir o leque para que Goiás avance, saia na frente, para que a gente minimize os impactos da reforma tributária”, destacou.

Ao comentar a parceria, Daniel Vilela destacou os diferenciais do estado. “Temos muito o que oferecer: localização estratégica no país, prestação de serviço de excelência na educação, na saúde, no entretenimento. É um estado que hoje representa o Brasil que dá certo”, declarou.
 

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23/04/2026 04:15h

Expansão do setor é impulsionada por grandes projetos industriais e expectativa de liderança global até 2030

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O Brasil começa a dar passos mais concretos no desenvolvimento do hidrogênio verde, com investimentos e iniciativas de grandes empresas que buscam posicionar o país na transição energética global.

Nesse contexto, a White Martins inaugurou, em 15 de abril, sua segunda fábrica de hidrogênio verde no país, localizada em Jacareí (SP). Trata-se da primeira unidade em escala industrial no Brasil, segundo informações divulgadas pelo Estadão.

A unidade anterior, em Pernambuco, segue em operação, mas tem porte de planta piloto, com capacidade equivalente a cerca de um quarto da nova fábrica.

A nova instalação tem potencial para produzir até 800 toneladas de hidrogênio por ano. Segundo a empresa, o volume diário seria suficiente para atender uma indústria de porte médio por até 35 dias. A operação deve funcionar com uma equipe enxuta, gerando aproximadamente 15 empregos diretos.

Alternativa estratégica

Produzido a partir da eletrólise da água com uso de energia renovável, o hidrogênio verde é visto como uma alternativa estratégica para substituir combustíveis fósseis e reduzir emissões de carbono. Nesse cenário, o Brasil desponta como um candidato competitivo, principalmente pela disponibilidade de fontes renováveis de menor custo, como energia solar e eólica.

Apesar do potencial, o avanço do setor ainda enfrenta entraves importantes. O alto custo de produção continua sendo o principal desafio global, dificultando a expansão de projetos, especialmente aqueles voltados à exportação. 

A própria companhia avalia que o cenário geopolítico atual e a baixa demanda internacional tornam pouco atrativa a instalação de plantas voltadas ao mercado externo, além dos custos elevados de transporte do hidrogênio.

Por outro lado, o mercado interno apresenta oportunidades mais imediatas. Cerca de 20% da produção da unidade de Jacareí será destinada à fábrica de vidros da Cebrace, localizada na mesma cidade. O restante atenderá indústrias dos setores metalúrgico, químico e alimentício — segmentos que já utilizam hidrogênio em seus processos produtivos. Atualmente, a White Martins possui cerca de 400 clientes para esse insumo.

Um dos fatores que contribuem para a competitividade do projeto é o modelo de autoprodução de energia adotado pela empresa. Nesse arranjo, parceiros constroem e operam usinas renováveis dedicadas ao fornecimento energético, garantindo custos mais baixos. No caso da planta paulista, a energia é proveniente de fontes solar e eólica, em parceria com Eneva e Serena.

Outros investimentos 

O Brasil já contabiliza um conjunto expressivo de projetos voltados à produção de hidrogênio a partir de fontes renováveis. Segundo dados consolidados, são mais de 20 iniciativas anunciadas que, juntas, representam investimentos da ordem de R$ 188,7 bilhões.

Esse movimento é impulsionado pela combinação de energia renovável abundante e relativamente barata, o que confere ao país uma vantagem competitiva no setor. Diante desse cenário, há a expectativa de que o Brasil esteja entre os produtores de hidrogênio de menor custo do mundo até 2030.

Parte relevante desses projetos está associada à estruturação de hubs portuários de hidrogênio de baixo carbono — polos integrados que reúnem atividades de produção, logística, armazenamento e distribuição para diferentes usos industriais e energéticos.

Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica que o Porto do Pecém lidera em volume de investimentos previstos, com cerca de R$ 110,6 bilhões. Em seguida aparecem o Porto de Parnaíba, com R$ 20,4 bilhões, o Porto de Suape, com R$ 19,6 bilhões, e o Porto do Açu, com R$ 16,5 bilhões.

O avanço desses projetos também está ligado ao interesse internacional, especialmente europeu, na importação de hidrogênio e seus derivados. A perspectiva de exportação, somada ao potencial brasileiro de geração de energia renovável em larga escala, tem sustentado o entusiasmo em torno da consolidação do país como um grande exportador dessa nova matriz energética.

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Para o engenheiro químico e doutor pela Universidade Federal de São Carlos, João Guilherme Vicente, o potencial de aplicação do hidrogênio vai muito além da geração de energia, abrangendo diversos setores estratégicos da economia:

"Esse hidrogênio pode ser utilizado de diversas formas e em diversos processos. O hidrogênio cada vez mais está sendo visto como um vetor de energia limpa, especialmente para alimentar as células de combustíveis. Fora essa aplicação, o hidrogênio pode ser utilizado em indústrias químicas, como na produção de amônia, que é utilizada para produção de fertilizantes”, destaca. 

“Ele também pode ter uma grande aplicação para combustíveis de transporte e uma das grandes vantagens é que os veículos emitem somente vapor de água e não emitem gases de efeito estufa. Além disso, ele pode ser utilizado também nas indústrias de alimentos. Por exemplo, a gente utiliza muito o hidrogênio em processos de hidrogenação de gorduras", complementa.

Custo do hidrogênio verde

O hidrogênio verde precisará atingir um custo de cerca de US$ 2 por quilo — uma queda estimada entre 50% e 70% em relação aos níveis atuais — para se tornar competitivo. 

Mesmo nesse cenário, o preço final pode ultrapassar US$ 3 por quilo ao consumidor, devido a despesas adicionais com transporte e armazenamento, o que evidencia desafios logísticos relevantes. A avaliação é da Thymos Energia.
 

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22/04/2026 20:30h

Entre outros fatores, o resultado também foi influenciado pela perspectiva de juros mais altos por mais tempo

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O dólar encerrou a última sessão estável, cotado as R$ 4,97. A moeda operou na contramão da força do dólar, que teve elevação de 0,23% em relação a seis divisas expressivas, medida pelo índice DXY.

Para especialistas do mercado financeiro, o cenário reage à alta do petróleo, que voltou a fechar acima dos US$ 100. O resultado também foi influenciado pela perspectiva de juros mais altos por mais tempo.

No início da semana, o Boletim Focus, que reúne as expectativas do mercado financeiro para indicadores da economia do Brasil, apontou alta na estimativa para a Selic, a 13% no fim do ano.

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou a sessão cotado em torno de R$ 5,83.

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.

Código BRL USD EUR GBP JPY CHF CAD AUD
BRL 1 0,2015 0,1713 0,1485 32,1300 0,1580 0,2755 0,2802
USD 4,9652 1 0,8543 0,7406 159,45 0,7843 1,3672 1,3972
EUR 5,8377 1,1706 1 0,8670 186,68 0,9182 1,6003 1,6364
GBP 6,7050 1,3502 1,1534 1 215,33 1,0592 1,8460 1,8867
JPY 3,11242 0,627137 0,53568 0,464414 1 0,4919 0,85742 0,87662
CHF 6,3268 1,2749 1,0890 0,9441 203,24 1 1,7427 1,7814
CAD 3,6299 0,7314 0,6250 0,5417 116,66 0,5741 1 1,0222
AUD 3,5711 0,7157 0,6114 0,5301 114,06 0,5616 0,9782 1

Os dados são da Investing.com.
 

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22/04/2026 20:00h

Resultado é influenciado por incertezas em torno da guerra no Oriente Médio

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O índice da bolsa de valores brasileira (Ibovespa) concluiu a última sessão em queda, diante de incertezas em torno da guerra no Oriente Médio. 

Mesmo com a extensão do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, as tensões seguem em alta, com o Estreito de Ormuz praticamente fechado. O principal índice da Bolsa recuou 1,63%, aos 192.888 pontos.

Maiores altas e quedas do Ibovespa

Confira as ações com melhor e pior desempenho no último fechamento:

Ações em alta no Ibovespa

  • Cia. de Fiacao e Tecidos Cedro e Cachoeira (CEDO3): +42,86%
  • Oncoclinicas do Brasil Servicos Medicos AS (ONCO3): +10,47%

Ações em queda no Ibovespa

  • Bardella SA Industrias Mecanicas Pfd (BDLL4): -16,67%
  • Haga SA Industria e Comercio (HAGA3): −11,97%

O volume total negociado na B3 foi de R$ 26.620.867.971, em meio a 3.546.106 negócios.

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado. 
 

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22/04/2026 04:00h

Levantamento da Serasa Experian mostra que 47% das empresas enfrentaram forte pressão nos custos, e apenas 14,7% conseguiram repassar aumento dos preços

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O aumento dos custos operacionais tem impactado diretamente a rentabilidade das pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras. É o que revela um levantamento inédito realizado pela Serasa Experian. Segundo o estudo, quase metade (47%) das PMEs classificaram a pressão dos custos como alta ou muito alta nos últimos 12 meses, enquanto 23% disseram não ter observado aumento relevante no período.

O avanço dos custos já reflete na lucratividade dos negócios. Quase metade das empresas (49%) relatou perda na margem de lucro, sendo 26% com queda significativa e 23% com impacto parcial. Apenas 14,7% conseguiram aumentar a margem por meio do repasse de preços em produtos e serviços.

Perfil das empresas aumenta dificuldade de repasse

Segundo o levantamento, a dificuldade de repassar custos ao consumidor ganha ainda mais relevância quando se observa o perfil das empresas participantes. Na amostra da pesquisa:

  • 32% são Microempreendedores Individuais (MEIs)
  • 19% são microempresas (ME)
  • 12% são empresas de pequeno porte (EPP)

Do ponto de vista setorial, a pressão dos custos e a dificuldade de repasse são puxadas principalmente pelo comércio. Entre as empresas ouvidas:

  • 45% pertencem ao comércio
  • 36% ao setor de serviços
  • 18% à indústria

Segundo a pesquisa, a maior presença do varejo — segmento historicamente mais sensível ao preço — ajuda a explicar por que o repasse de custos encontra maior resistência.

Regionalmente, a pressão dos custos operacionais está disseminada por todo o território nacional.  A distribuição das empresas participantes foi:

  • Sudeste: 34%
  • Sul: 21%
  • Centro-Oeste: 17%
  • Nordeste: 16%
  • Norte: 12%

Fatores que pressionam os custos

Ainda de acordo com o estudo, entre os principais fatores que mais pressionam o aumento dos custos operacionais estão:

  • insumos e matéria-prima: 37%
  • folha de pagamento: 36%
  • tributos: 32%
  • aluguel: 29%

O vice-presidente de pequenas e médias empresas da Serasa Experian, Cleber Genero, afirma que a alta de custos é um dos principais desafios para os negócios brasileiros, especialmente para empresas menores, que possuem menor capacidade de absorver ou repassar despesas adicionais.

“Nesse contexto, o uso de dados e inteligência torna-se ainda mais estratégico para apoiar decisões financeiras, melhorar a eficiência operacional e garantir a sustentabilidade dos negócios”, disse em nota.

Diante do cenário de aumento dos custos operacionais e margens de lucro mais apertadas, especialistas da Serasa Experian recomendam que os empreendedores invistam em organização financeira e planejamento estratégico para garantir a sustentabilidade dos negócios.

No site da datatech estão disponíveis ferramentas e materiais gratuitos que auxiliam na gestão do caixa, análise financeira e tomada de decisão.

Para conferir, acesse: empresas.serasaexperian.com.br.

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