Economia

09/10/2026 04:55h

Setor produtivo defende que o combate às mudanças do clima deixe de ser apenas a formulação de metas para focar em investimento, inovação e preservação da competitividade econômica do Brasil

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A transição para uma economia de baixo carbono deve deixar de focar prioritariamente na formulação de compromissos e ser encarada como uma agenda de implementação prática, sustentabilidade e competitividade industrial. O alerta deu o tom dos debates no evento "Pré-COP31: o papel do setor privado na agenda de clima", promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira (7), em Brasília.  

Durante o encontro, lideranças empresariais defenderam que o Brasil não pode encarar a pauta ambiental de forma isolada, mas como um vetor estratégico para atrair investimentos e ampliar a participação da indústria nacional nos mercados globais.  

Segundo o vice-presidente da CNI, Marcelo Thomé, a ambição climática das nações precisa caminhar lado a lado com condições concretas de execução no chão de fábrica.  

"A transição para uma economia de baixo carbono não deve ser compreendida apenas como uma agenda ambiental. Ela é, também, uma agenda de desenvolvimento econômico, de competitividade, de inovação e de inserção internacional do Brasil", destacou Thomé, que também é presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia.

"Precisamos passar de uma agenda predominantemente orientada à formulação de compromissos para uma agenda orientada à implementação, medindo resultados pela capacidade de transformar prioridades em investimentos, projetos, tecnologias, empregos e oportunidades", enfatizou Thomé

Negociação permanente e multilateralismo

A necessidade de manter o diálogo internacional e fortalecer a resiliência das empresas também foi destacada. O diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto de Oliveira Muniz, reforçou que o setor privado faz parte da solução e alertou para a importância de não abandonar as mesas globais de negociação em meio às instabilidades geopolíticas.  

"Os últimos eventos geopolíticos que atacam o multilateralismo nos dão uma convicção: nós não podemos jamais deixar de negociar. Muitos países tiraram a tração dessa agenda e isso cria dificuldades para as empresas poderem atuar com essa pauta no seu core de negócio", alertou Muniz.

Para o diretor, a descarbonização e as políticas de transição devem impulsionar a competitividade do país: "Essa não é uma agenda para criar obstáculo, mas sim para criar oportunidade", complementou.

Completando o olhar sobre os impactos diretos na vida do cidadão, o diretor superintendente do SESI DN, Paulo Mól Júnior, destacou que o debate climático precisa colocar as pessoas e a saúde no centro das decisões.

"Toda política que é feita afeta, ao fim e ao cabo, às pessoas. O debate muitas vezes está na esfera político-econômica e muito pouco centrado na questão social — e isso é um perigo. Precisamos ter esse olhar micro de como essas ações afetam a saúde e o cotidiano no território", defendeu Mól.

Tecnologia e rastreabilidade brasileira

O protagonismo tecnológico e a capacidade industrial do país também ganharam espaço no debate. O presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Olavo Noleto, destacou que a indústria brasileira possui ferramentas exclusivas para comprovar práticas sustentáveis e disputar o mercado internacional, citando o exemplo da rastreabilidade do plástico reciclado por meio da nota fiscal eletrônica.  

"Nós temos a melhor tecnologia do mundo de comprovação do material reciclado. Através da nota fiscal eletrônica, conseguimos certificar o nível de reciclagem. Precisamos comprovar na disputa do mercado europeu que nós temos reciclagem, porque a gente quer disputar mercado e tem condições para isso", afirmou Noleto.  

O evento Pré-COP31 integra a preparação do setor produtivo brasileiro para a 31ª Conferência do Clima das Nações Unidas, que será realizada em novembro, em Antália, na Turquia. Na ocasião, o setor privado contará com o espaço Implementation Hub Pavilion, na Zona Azul da conferência, e com iniciativas da Sustainable Business COP (SB COP) para apresentar projetos de alto impacto na economia de baixo carbono.

Desafios no campo: transição sustentável e acesso ao crédito

Durante os painéis do evento, as discussões abordaram os gargalos concretos para implementar a transição de baixo carbono na agropecuária e garantir a inclusão dos pequenos produtores na pauta sustentável.  

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O diretor Global de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade da MBRF, Paulo Pianez, ressaltou a complexidade da cadeia pecuária e defendeu que qualquer exigência de transformação ambiental precisa ser rentável para o produtor rural.  

"Não adianta a gente chegar lá e falar para o produtor de mudanças climáticas ou de produção mais sustentável; isso não conversa com ele. A conversa vai ser: como a gente vai fazer com que nós aumentemos a sua rentabilidade e faça o seu negócio gerar mais dinheiro no bolso?", pontuou Pianez.

O diretor destacou ainda que o setor necessita de uma "concertação" entre governos, indústrias e academia para viabilizar instrumentos de crédito e financiamento que cheguem na ponta.  

Já a diretora de Sustentabilidade da JBS, Liege Correia, chamou a atenção para o fato de que a maior barreira para o pequeno produtor acessar o financiamento e adotar práticas sustentáveis está na regularização ambiental e na burocracia do Cadastro Ambiental Rural (CAR).  

"A agricultura e a produção de alimentos no mundo têm 30% na mão de pequenos produtores. Tem uma fase antes do crédito, que é a fase de o produtor estar regularizado. Se ele não tem um CAR regularizado, não consegue acessar o crédito", explicou Liege. Ela reforçou a necessidade de uma atuação conjunta do setor privado e público para oferecer um tripé essencial no campo: regularização ambiental, assistência técnica contínua e gestão.

Mineração e Indústria: mecanismos de mercado e financiamento

A urgência de acelerar a descarbonização das indústrias de difícil abatimento — sem comprometer a segurança energética, a competitividade e o crescimento econômico — dominou o painel voltado ao setor mineral e de infraestrutura.  

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) e do Conselho Temático de Infraestrutura da CNI, Alex Carvalho, relembrou os legados construídos na Amazônia e defendeu que a mineração deve ser vista como um vetor central de desenvolvimento sustentável.  

"Muito se falou sobre legado e continuidade. A agenda de mineração trouxe diversos cases, inputs e produziu legados para que a sustentabilidade pudesse, inclusive para o cidadão da Amazônia, entender a mineração como um vetor de desenvolvimento socioeconômico", destacou Alex Carvalho.

O presidente apontou ainda o gargalo do financiamento climático global, ressaltando que, dos US$ 60 bilhões captados pelo Brasil em 2023, 81% ainda ficaram concentrados apenas em energia solar e eólica em terra, sendo necessário direcionar capital para projetos industriais financiáveis.  

Respondendo sobre o papel da mineração no equilíbrio entre descarbonização e competitividade, o diretor do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Pablo Cesário, defendeu o uso de mecanismos de mercado e incentivos de preços para promover mudanças de comportamento em larga escala.  

"Mudanças de grande escala requerem mudanças de comportamento, e mudanças de comportamento na maior parte das vezes acontecem por mecanismos de mercado. O incentivo de preço continua sendo um dos incentivos mais fundamentais", explicou Cesário.  

Ainda na questão mineral, o CEO da Samarco, Rodrigo Vilela, destacou que não há transição energética sem mineração, reforçando o compromisso da indústria em reduzir cada vez mais as emissões na produção de minerais essenciais para a economia de baixo carbono.  

"Não existe transição energética sem a mineração. A mineração é fundamental para a transição energética. Os minerais críticos e os minerais de maneira geral são fundamentais para esse processo de transição, e como é que nós estamos nos adaptando a isso? Estamos cada vez mais mostrando o nosso produto para a cadeia de produção com menor capacidade de emissão e maior competitividade", ressaltou

Saúde, clima e resiliência

A agenda do seminário também tratou do impacto das mudanças climáticas na vida do trabalhador e nas comunidades. Na ocasião, o superintendente de Saúde da Indústria do SESI, Emmanuel de Souza Lacerda, reforçou que a preservação da saúde e o foco na prevenção de doenças são aliados diretos na redução das emissões de gases de efeito estufa no país.  

"O setor de saúde, se fosse um país, seria o quinto maior emissor de gases de efeito estufa do mundo. Na verdade, o que emite não é a saúde, é a doença, são as pessoas que adoecem e demandam hospitais. A melhor coisa que a gente tem é cuidar das pessoas e investir em prevenção, pois assim teremos o melhor impacto em termos de mitigação", disse Lacerda.

Saneamento e tecnologia digital

Os debates do evento também destacaram a importância de unir a infraestrutura essencial — como o saneamento e a digitalização — ao planejamento estratégico dos municípios. Na ocasião, a diretora de Relações Institucionais da AEGEA, Andrea Haggstram, enfatizou que o saneamento deixou de ser visto apenas como uma infraestrutura básica para se tornar um eixo central de adaptação climática e resiliência urbana.

"O saneamento não é mais uma infraestrutura básica, o saneamento é uma infraestrutura de adaptação climática, de segurança hídrica e de resiliência urbana. O mercado financeiro não financia intenções, ele financia engenharia, engenharia conectada à segurança jurídica e a previsibilidade regulatória", pontuou Andrea Haggstram. A executiva ressaltou que a companhia emitiu quase 30 bilhões em instrumentos de dívida ESG desde 2022, demonstrando o forte apetite do mercado global por ativos voltados à sustentabilidade.

Complementando a visão de inovação nos territórios, o chefe de Gabinete da ABDI, Nikolas Passos, apontou que a difusão de tecnologias maduras — como os gêmeos digitais e a modelagem BIM (Building Information Modeling) — é o caminho mais eficiente para modernizar as cidades brasileiras e reduzir custos operacionais e ambientais.

"A gente trabalha muito com esse conceito de difusão de tecnologias. Qual tecnologia que já está pronta e que a gente consegue aplicar? Com o BIM, que é um planejamento integrado de arquitetura e engenharia, você consegue produzir com mais tecnologia, mais eficiência e reduzir custos", destacou Nikolas Passos. Ele reforçou que a disponibilização dessas ferramentas em código aberto na internet é fundamental para destravar o desenvolvimento tecnológico em municípios de todos os portes.
 
 

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08/10/2026 21:00h

Volume total negociado na B3 foi de R$ 60.258.921.722, em meio a 6.337.965 de negócios

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O principal índice da bolsa brasileira encerrou o pregão desta quinta-feira (8) em alta de 1,03%, atingindo os 206.402,02 pontos. 

Segundo os dados oficiais consolidados pela B3, o principal índice da bolsa brasileira abriu a sessão em 204.299,70 pontos, teve sua mínima registrada em 203.984,56 pontos e alcançou a máxima de 207.953,73 pontos ao longo do dia. 

 

Funcionamento da B3 no feriado de 12 de outubro 

Em virtude do feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida, comemorado em 12 de outubro, as atividades da B3 estarão suspensas. A pausa afeta as negociações em diversos segmentos, abrangendo ações, fundos imobiliários (FIIs), ETFs, BDRs, derivativos e renda fixa (tanto privada quanto em formato de ETF).

Durante a data, também não serão realizados registros de operações, compensações, liquidações, transferências de garantias ou movimentações na Central Depositária, englobando os ambientes listados e de balcão organizado. As aplicações e confirmações no Tesouro Direto ficam igualmente interrompidas.

O funcionamento do mercado será restabelecido no dia seguinte, terça-feira (13). O cronograma detalhado de operações para datas comemorativas pode ser consultado no Calendário de Negociação da B3.

 

Maiores altas e quedas 

Ações em alta no Ibovespa

  • Cia Celg de Participacoes - CELGPAR (GPAR3) +89,82%
  • Fiset Pesca FISET FSPE Pfd (FSPE11F) +38,10%

Ações em queda no Ibovespa

  • Sequoia Logistica e Transportes SA (SEQL3F) -14,29%
  • Haga SA Industria e Comercio Pfd (HAGA4F) -11,57%

 

O volume total negociado na B3 foi de R$ 60.258.921.722, em meio a 6.337.965 de negócios.

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  

 

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado. 


 

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08/10/2026 20:20h

O euro, por sua vez, encerrou o dia cotado a R$ 5,62

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O dólar comercial registrou uma ligeira valorização de 0,17% nesta quinta-feira (8), fechando o dia vendido a R$ 5,02.

De acordo com a Investing.com, a moeda americana abriu a sessão com pouca oscilação em relação ao real. O mercado financeiro operou em ritmo de espera pela publicação dos dados mais recentes da pesquisa Datafolha sobre as eleições presidenciais, alinhando-se ao comportamento da divisa no cenário internacional, onde apresentou leve avanço frente a moedas emergentes.

Logo no início dos negócios, às 9h11, a cotação do dólar à vista subia 0,18%, negociada a R$ 5,0247. Já o dólar futuro com vencimento para novembro, contrato com maior liquidez na B3, registrava estabilidade com viés de alta de 0,01%, cotado a R$ 5,0440.

Na mesma manhã, às 11h30, o Banco Central programou um leilão de swap cambial para rolagem de posições, disponibilizando uma oferta de 50 mil contratos com vencimento em 3 de novembro.

O índice DXY, que mede a força do dólar frente a outras moedas globais, fechou aos 102,19 pontos.

 

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,62.

 

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
 

Código BRL USD EUR GBP JPY CHF CAD AUD
BRL 1 0,1991 0,1776 0,1505 31,4504 0,1656 0,2833 0,2861
USD 5,0214 1 0,8919 0,7560 157,93 0,8317 1,4225 1,4371
EUR 5,6285 1,1211 1 0,8477 177,06 0,9324 1,5945 1,6111
GBP 6,6415 1,3228 1,1797 1 208,89 1,1000 1,8811 1,9009
JPY 0,0318 0,0063 0,0056 0,0048 1 0,5266 0,0090 0,0091
CHF 6,0375 1,2024 1,0725 0,9091 189,89 1 1,7101 1,7279
CAD 3,5297 0,7029 0,6271 0,5316 111,04 0,5848 1 1,0104
AUD 3,4946 0,6959 0,6207 0,5261 109,89 0,5787 0,9897 1

 

Os dados são da Investing.com. 

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08/10/2026 04:30h

Procura por crédito avançou em todas as unidades da Federação no acumulado de 12 meses até agosto. No Distrito Federal, alta foi de 11,2%, a menor do país

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A procura dos brasileiros por crédito aumentou 16,5% no acumulado de 12 meses até agosto de 2026. Os dados são do Indicador de Demanda dos Consumidores por Crédito, da Serasa Experian, divulgado nesta segunda-feira (28).

O levantamento aponta crescimento em todas as unidades da Federação no período. Mato Grosso lidera o resultado nacional, com alta de 36,3%. Na sequência aparecem Acre, com 27,5%, e Amapá, com 26,2%.

Outros estados também registraram avanços expressivos. No Rio Grande do Sul, a procura por crédito cresceu 24,8%. Em Roraima, a alta foi de 24,2%, enquanto Mato Grosso do Sul apresentou aumento de 22,9%.

Na outra ponta, o Distrito Federal teve o menor crescimento entre as unidades da Federação, com 11,2%. São Paulo registrou alta de 11,8%, seguido pelo Rio de Janeiro, com 11,9%.

Procura por crédito cresce entre pessoas de menor renda

O indicador também revela diferenças conforme a renda dos consumidores. A maior expansão ocorreu entre aqueles que recebem de um a dois salários mínimos, faixa que registrou aumento de 41% no acumulado de 12 meses.

Entre os consumidores com renda de até um salário mínimo, o crescimento foi de 14,1%. Já nas faixas de cinco a dez salários mínimos e acima de dez salários mínimos, as altas foram de 12% e 7%, respectivamente.

Apesar do avanço no acumulado de 12 meses, a comparação entre agosto de 2026 e o mesmo mês do ano anterior mostra uma alta menor, de 5,5%. Segundo a Serasa Experian, o resultado indica uma desaceleração da procura por crédito.

A economista-chefe da empresa, Camila Abdelmalack, destaca que os juros elevados, os critérios mais rigorosos para a concessão de crédito e o comprometimento da renda exigem cautela por parte dos consumidores.

O indicador considera consultas a CPFs realizadas em processos de avaliação para concessão de crédito. Portanto, o aumento da procura não significa necessariamente que os pedidos tenham sido aprovados ou que os empréstimos tenham sido contratados

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08/10/2026 04:15h

Repasse do primeiro decêndio é 13% maior que o registrado no mesmo período de 2025

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Os municípios brasileiros recebem, nesta sexta-feira (9), R$ 5,4 bilhões referentes ao primeiro decêndio de outubro do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O montante é cerca de 13% superior ao repassado no mesmo período de 2025, quando a transferência foi de R$ 4,8 bilhões.

Apesar do avanço no repasse, o especialista em orçamento público Cesar Lima avalia que ainda há incertezas sobre o comportamento das transferências aos municípios com a transição para o novo modelo tributário.

“Estamos aguardando a partir de janeiro a entrada em vigor de novas regras da reforma tributária para saber como vai ser agora, daqui por diante, esses repasses. Temos o Fundo de Compensação que foi criado para evitar qualquer perda por parte de estados e municípios. Temos um bom ano para o FPM, já estamos no último trimestre do ano e, mais para frente, estaremos aqui no cenário geral de como foi este ano”, destaca. 

Os repasses do Fundo de Participação dos Municípios são feitos a cada dez dias. Quando a data prevista coincide com fim de semana ou feriado, o crédito é antecipado para o primeiro dia útil anterior.  

O FPM é integrado por parcelas da arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Os recursos são divididos entre os municípios seguindo coeficientes definidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU), calculados especialmente com base na população de cada cidade, conforme dados oficiais.

Maiores valores por estado

São Paulo concentra o maior volume de recursos neste primeiro decêndio de outubro, com aproximadamente R$ 668 milhões. Entre os municípios paulistas com os maiores repasses estão Atibaia, Santa Rita do Passa Quatro e Barueri cada um com valores superiores a R$ 2,9 milhões.

Na sequência aparece Minas Gerais, com cerca de R$ 665 milhões. No estado, Contagem, Governador Valadares e Divinópolis estão entre os municípios que recebem os maiores valores, todos acima de R$ 3 milhões. 

 

 

FPM: Municípios bloqueados

Até o dia 6 de outubro de 2026, 15 municípios estavam impedidos de receber recursos do FPM. Confira a lista: 

  1. Sooretama (ES)
  2. Bonópolis (GO)
  3. São Miguel do Araguaia (GO)
  4. Apiacás (MT)
  5. Porto Alegre do Norte (MT)
  6. Barra Mansa (RJ)
  7. Laje do Muriaé (RJ)
  8. Porto Real (RJ)
  9. São José de Ubá (RJ)
  10. Saquarema (RJ)
  11. Barra do Ribeiro (RS)
  12. Constantina (RS)
  13. Protásio Alves (RS)
  14. Jacinto Machado (SC)
  15. Axixá de Tocantins (TO) 

De acordo com o Tesouro Nacional, os bloqueios podem ocorrer por razões distintas, como a falta de recolhimento da contribuição ao Pasep, pendências previdenciárias junto ao INSS, débitos inscritos na dívida ativa da União pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a ausência de envio de informações ao Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS).

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“Para que os municípios que, por ventura, não recebam nesta sexta-feira (9) por motivos de bloqueio, indicamos que procure saber primeiramente quais os motivos desse bloqueio, se por pendência junto aos regimes de previdência próprio ou geral, se por não terem entregues os relatórios exigidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal ou mesmo por não terem cumprido com obrigações pecuniárias de empréstimos contraídos com aval da União”, orienta Lima. 

Os repasses ficam suspensos de forma temporária. Após a regularização da pendência pelo município, a transferência dos recursos é restabelecida. O dinheiro do FPM costuma ser utilizado no financiamento de áreas como saúde, educação, infraestrutura e pagamento de pessoal.
 

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07/10/2026 21:30h

Moeda norte-americana avançou em meio à maior cautela dos investidores no mercado internacional

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O dólar comercial fechou esta quarta-feira (7) em alta de 0,70%, cotado a R$ 5,01. A valorização da moeda norte-americana ocorreu em um dia marcado pela maior cautela dos investidores no mercado internacional.

O movimento foi influenciado pelo fortalecimento dos títulos públicos dos Estados Unidos, os chamados Treasuries, após a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve. O documento reforçou a possibilidade de que os juros norte-americanos permaneçam elevados e de que ocorra uma nova alta ainda neste ano. 

Com a perspectiva de juros mais altos nos Estados Unidos, investidores tendem a buscar ativos considerados mais seguros, o que favorece o dólar e aumenta a pressão sobre moedas de países emergentes, como o real.

Segundo analistas, a alta dos Treasuries também contribuiu para o movimento de fortalecimento do dólar em um cenário de maior aversão ao risco. 

O avanço da moeda norte-americana ocorreu após o real ter registrado valorização nos últimos dias. No mercado acionário, o movimento de cautela também contribuiu para a queda do Ibovespa, que encerrou o pregão aos 204.302 pontos.
 

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,61.

 

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
 

Código BRL USD EUR GBP JPY CHF CAD AUD
BRL 1 0,1994 0,1780 0,1508 31,5270 0,1661 0,2844 0,2863
USD 5,0138 1 0,8934 0,7569 158,07 0,8334 1,4257 1,4370
EUR 5,6190 1,1193 1 0,8473 177,00 0,9325 1,5958 1,6084
GBP 6,6316 1,3215 1,1801 1 208,89 1,1013 1,8835 1,8980
JPY 0,0317 0,0063 0,0056 0,0048 1 0,5270 0,0090 0,0091
CHF 6,0190 1,2006 1,0720 0,9080 189,69 1 1,7113 1,7235
CAD 3,5167 0,7014 0,6265 0,5309 110,89 0,5845 1 1,0074
AUD 3,4946 0,6962 0,6217 0,5268 110,05 0,5801 0,9924 1

Os dados são da Investing.com. 
 

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07/10/2026 21:00h

Índice teve a segunda queda seguida após bater recorde na segunda-feira; cenário internacional pressionou os mercados

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O Ibovespa fechou a quarta-feira (7) em queda de 0,74%, aos 204.302,33 pontos. O índice teve a segunda baixa consecutiva depois de alcançar um recorde na segunda-feira.

O movimento foi influenciado principalmente pelo cenário internacional. A ata da última reunião do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, mostrou que todos os integrantes apoiaram o aumento dos juros e que a maioria considera possível uma nova alta ainda este ano.

A perspectiva de juros mais elevados nos Estados Unidos aumenta a cautela dos investidores e pode favorecer aplicações consideradas mais seguras, reduzindo o interesse por ativos de maior risco, como ações.

Segundo analistas, a alta dos títulos públicos norte-americanos também vem pressionando os mercados e fortalecendo o dólar.

A devolução de parte dos ganhos recentes das ações de bancos contribuiu para a queda do índice. Os papéis da Vale também pesaram no resultado, com recuo de 2,30%. 

Durante o pregão, o Ibovespa chegou à máxima de 206.877,47 pontos e à mínima de 204.176,12 pontos. O volume negociado na B3 foi de R$ 56,8 bilhões.
 

Maiores altas e quedas 

Ações em alta no Ibovespa

  • FASA S.A. (FASA3F) +18,18%
  • Haga SA Industria e Comercio Pfd (HAGA4F) +15.51%

Ações em queda no Ibovespa

  • Cia. de Fiacao e Tecidos Cedro e Cachoeira (CEDO3) -33,33%
  • Fiset Pesca FISET FSPE Pfd (FSPE11F) -19,23%

 

Volume total negociado na B3 foi de R$ 68.482.022.547, em meio a 6.092.911 de negócios.

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  

 

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado. 

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05/10/2026 22:30h

Moeda norte-americana recuou 4,12% nesta segunda-feira (5), na maior queda diária desde junho de 2018

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O dólar fechou esta segunda-feira (5) em forte baixa de 4,12%, cotado a R$ 4,99. Durante o pregão, a moeda norte-americana chegou a atingir a mínima de R$ 4,95.

A queda foi a maior registrada em um único dia desde 8 de junho de 2018, quando o dólar recuou 5,5%. Na ocasião, o Banco Central anunciou uma série de intervenções para conter a valorização da moeda.

Segundo analistas, o movimento do câmbio refletiu principalmente a expectativa do mercado em relação a uma possível mudança na condução da política econômica, com foco em ajuste fiscal. Parte dos investidores que não estava posicionada para esse cenário passou a comprar reais e vender dólares, contribuindo para a forte queda da moeda norte-americana.

Entre as 31 moedas mais negociadas do mundo, o real foi a que mais se valorizou frente ao dólar nesta segunda-feira. No mercado internacional, o índice DXY, que mede o desempenho da moeda norte-americana em relação a uma cesta de outras moedas, subia 0,6%, aos 102 pontos.

O banco norte-americano Morgan Stanley avalia que, em um cenário de ajuste fiscal, o dólar pode chegar a R$ 4,50 no próximo ano.
 

Cotação do euro

O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,60.

 

Cotações

A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
 

Código BRL USD EUR GBP JPY CHF CAD AUD
BRL 1 0,2002 0,1785 0,1516 31,6363 0,1664 0,2854 0,2873
USD 4,9936 1 0,8912 0,7567 158,00 0,8311 1,4255 1,4345
EUR 5,6033 1,1223 1 0,8490 177,22 0,9334 1,5996 1,6094
GBP 6,6060 1,3217 1,1780 1 208,79 1,0979 1,8833 1,8949
JPY 3,16079 0,632932 0,56426 0,478939 1 0,5260 0,90222 0,90831
CHF 6,0090 1,2033 1,0723 0,9109 189,96 1 1,7157 1,7249
CAD 3,5034 0,7015 0,6251 0,5310 110,84 0,5828 1 1,0062
AUD 3,4812 0,6972 0,6213 0,5274 110,09 0,5794 0,9939 1

Os dados são da Investing.com. 
 

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05/10/2026 22:10h

Índice encerrou a segunda-feira (5) aos 206.911,89 pontos, na maior alta diária desde março de 2020

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O Ibovespa fechou a segunda-feira (5) em alta de 7,7%, aos 206.911,89 pontos. A valorização foi a maior registrada pelo principal índice da Bolsa brasileira desde 24 de março de 2020, no início da pandemia de Covid-19.

Segundo analistas, a maior possibilidade de avanço de um ajuste fiscal após o resultado do primeiro turno das eleições foi um dos principais fatores para o desempenho positivo do mercado. A expectativa de mudanças na condução da política econômica representou um “divisor de águas” para os investidores, principalmente diante da possibilidade de uma política diferente em relação aos gastos públicos.

Entre as empresas, Magazine Luiza liderou os ganhos, com alta de 24,1%.

Já empresas exportadoras, como Vale, WEG, Suzano e Embraer, encerraram o pregão em baixa. Esses papéis vinham sendo utilizados como uma espécie de proteção por investidores que temiam um cenário eleitoral mais acirrado. Como essas companhias possuem receitas em dólar, a valorização da moeda norte-americana poderia ajudar a compensar eventuais perdas em outras posições.
 

Maiores altas e quedas 

Ações em alta no Ibovespa

  • Ambipar Participacoes e Empreendimentos SA (AMBP3) +87,50
  • General Shopping e Outlets do Brasil S.A (GSHP3F) +80,14%

Ações em queda no Ibovespa

  • Cemepe Investimentos SA Pfd (MAPT4F) -43,55%
  • Sequoia Logistica e Transportes SA (SEQL3F) -25,00%

 

Volume total negociado na B3 foi de R$ 103.400.989.024, em meio a 10.452.278 de negócios.

Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.  

 

O que é o Ibovespa e como ele funciona?

O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.

O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?

A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.   

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05/10/2026 00:08h

ApexBrasil promove rodada de negócios com cerca de 20 empresas nacionais e oito compradores internacionais durante a ProWine São Paulo 2026; exportações cresceram 23,73% no primeiro semestre

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As exportações brasileiras de vinhos e espumantes somaram US$ 6,79 milhões no primeiro semestre de 2026, uma alta de 23,73% em relação ao mesmo período de 2025. Os produtos chegaram a 79 países, e a ampliação das oportunidades no mercado internacional estará em pauta na ProWine São Paulo 2026, que será realizada entre os dias 6 e 8 de outubro, no Expo Center Norte.

A ação faz parte do Exporta Mais Brasil, iniciativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em parceria com o Conselho Superior do Vinho (Consevitis-RS), por meio do projeto Wines of Brazil. A atividade também integra o Plano de Diversificações de Exportações + Caminhos + Negócios.

Cerca de 20 empresas brasileiras participarão de reuniões com oito compradores internacionais. Os representantes vêm da China, Reino Unido, Suécia, Países Baixos, Angola, Rússia, México e Paraguai.

As empresas brasileiras selecionadas incluem produtores, cooperativas e exportadoras de diferentes portes e regiões do país. A proposta é aproximar os negócios brasileiros de potenciais parceiros comerciais e ampliar as oportunidades de venda em outros mercados.

Setor em expansão

O número de vinícolas registradas no Brasil cresceu 41,5% entre 2020 e 2025. De acordo com o Anuário do Vinho 2026, publicado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o país passou de 682 para 965 estabelecimentos no período. As vinícolas estão distribuídas por 327 municípios.

O Rio Grande do Sul concentra a maior parte dos estabelecimentos, com 600 vinícolas. Na sequência aparecem Santa Catarina, com 102, e São Paulo, com 86.

VEJA MAIS:

O crescimento do número de vinícolas acompanha a expansão das exportações brasileiras. No primeiro semestre de 2026, as exportações de vinhos somaram US$ 5,61 milhões, alta de 24,66% em relação ao mesmo período de 2025. Já os espumantes alcançaram US$ 1,18 milhão, crescimento de 19,50%.

Segundo o Wines of Brazil, 19 vinícolas exportadoras apoiadas pelo projeto responderam por 60,81% das empresas brasileiras que exportaram produtos do setor no primeiro semestre de 2026. Entre as empresas exportadoras de espumantes, essa participação foi de 65,83%.

O levantamento também aponta que a produção declarada de vinho ultrapassou 300 milhões de litros em 2025. No mesmo ano, o setor registrou 7.361 empregos diretos.

Confira a agenda da ProWine São Paulo 2026

06/10 | Terça-feira

  • 13h00 -18h00 - Rodadas de negócios B2B | Exporta Mais Brasil - ProWine 2026 - Expo Center Norte - São Paulo (SP)
  • 18h00-19h00 - Visita à ProWine - Expo Center Norte - São Paulo (SP)

07/10 | Quarta-feira

  • 13h00-18h00 - Rodadas de negócios B2B | Exporta Mais Brasil - ProWine 2026 - Expo Center Norte - São Paulo (SP)
  • 18h00-19h00 - Visita à ProWine - Expo Center Norte - São Paulo (SP)

 08/10 | Quinta-feira

  • 13h00-18h00 - Rodadas de negócios B2B | Exporta Mais Brasil - ProWine 2026 - Expo Center Norte - São Paulo (SP)

 
 

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