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TERMO DE USO E PARCERIA

TERMO DE USO E PARCERIA

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a) O Brasil 61 se compromete, a partir deste termo de uso, a produzir conteúdo particularizado diariamente, trazendo informações de dia-a-dia e bastidores do Planalto Central, além de outras temáticas de relevância do noticiário nacional. 

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b) As rádios parceiras não vão ter participação financeira sobre o faturamento do Brasil 61.

c) Os comunicadores podem patrocinar os conteúdos do Brasil 61, desde que não alterem o sentido e a conotação dos conteúdos oferecidos. Nesses casos, o Brasil 61 não terá participação nos lucros conquistados pelos veículos parceiros. 

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 Última atualização: 24 de dezembro de 2020 

PIB

26/04/2021 16:00h

Evolução estadual foi para 22,6%. A produtividade do café e a maior demanda estrangeira foram motivos de aumento no resultado

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O agronegócio de Minas Gerais expandiu o Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 115,6 bilhões em 2019 para R$ 150,8 bilhões em 2020. Em termos de porcentagem, a participação no total do PIB estadual evoluiu de 18% para 22,6%. O resultado foi divulgado pela Fundação João Pinheiro (FJP) na quinta- feira (22).

FGV indica crescimento de 1,4% no PIB

Entre o valor total de acréscimo, cerca de R$ 16 bilhões foram adicionados nas indústrias e serviços do agronegócio, incluindo impostos indiretos aplicados aos produtos dessas atividades. Com isso, o valor produzido em torno do agronegócio mineiro passou de R$ 86,7 bilhões em 2019 para R$ 103,4 bilhões em 2020.

Um dos motivos que levaram ao saldo positivo foi a alta produtividade do café, que teve expansão de 38,3% no volume produzido. Uma maior demanda de compradores como a China também resultou no aumento das cotações dos produtos em moeda estrangeira e, consequentemente, da exportação.

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21/04/2021 10:30h

Aumento mostra que atividade econômica continua a crescer. PIB do primeiro bimestre foi de R$ 1,367 trilhão

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O Monitor do Produto Interno Bruto (PIB) calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), indica crescimento de 1,4% na atividade econômica em fevereiro, em comparação a janeiro. Na comparação interanual, a economia cresceu 1,6% em fevereiro e 0,7% no trimestre móvel terminado em fevereiro.

Entre as grandes atividades econômicas agropecuária, indústria e serviços, apenas a indústria apresentou pequena retração de 0,4% em fevereiro, enquanto os serviços cresceram 1,4% influenciado pelo desempenho dos serviços de informação e intermediação financeira.

Foi registrado uma retração no consumo das famílias, enquanto a importação, exportação e formação bruta de capital fixo, tiveram crescimento. Estima-se que a soma dos bens e serviços produzidos no país, o PIB, do primeiro bimestre de 2021 foi de R$ 1,367 trilhão.

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27/03/2021 00:00h

Segunda onda da pandemia já compromete indústria e economia

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) prevê que a economia brasileira, medida pelo Produto Interno Bruto (PIB), vai crescer 3% em 2021, em um cenário base que considera o retorno da atividade econômica em maio com a redução das medidas de isolamento social e controle da pandemia. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (22) no Informe Conjuntural do 1º trimestre do ano.
  
Pelas estimativas do setor, o PIB industrial crescerá 4,3% em 2021, puxado pela indústria de transformação, com alta prevista em 5,7%. A indústria extrativa crescerá 2% e a indústria de construção deve subir 4%.

A CNI avalia dois outros cenários, um mais otimista e outro mais pessimista. No mais otimista, embora muito improvável, o PIB brasileiro poderia crescer 4,5% este ano, com o PIB industrial, por sua vez, crescendo na faixa de 6,9%, puxado pelo crescimento de 9,7% da indústria de transformação.

Para isso ocorrer, segundo a previsão, será necessário que as medidas de isolamento já adotadas sejam suficientes para desafogar o sistema de saúde e sejam flexibilizadas ao fim de abril ou início de maio. 

Sobre desemprego, no cenário base projetado a taxa de desocupação deve crescer e registrar um novo recorde no segundo trimestre de 2021 e depois melhora ao longo do ano.
 

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20/03/2021 10:00h

Pasta manteve a projeção de crescimento e elevou a estimativa para a inflação, após alta nos preços dos alimentos

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O Ministério da Economia manteve a projeção para o crescimento da economia em 2021. Segundo o Boletim MacroFiscal, divulgado pela Secretaria de Política Econômica (SPE), há estimativa de aumento do Produto Interno Bruto (PIB) em 3,2%, em relação ao boletim divulgado em novembro do ano passado.

A pasta também elevou a estimativa para a inflação, após alta nos preços dos alimentos, com projeção de 4,4%. Para os anos de 2022 a 2025, a estimativa de crescimento do PIB se manteve em 2,5%. 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) deve encerrar este ano de 2021 com variação de 4,27%, enquanto a projeção para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que inclui o setor atacadista, o custo da construção civil e o consumidor final, é de 5,06%.

O ministério também indica aumento de confiança do consumidor em 2,9%, com o indicador do comércio em alta de 0,2% em fevereiro de 2021, quando comparado com o mês de janeiro e contemplando o ajuste sazonal.

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30/01/2021 00:00h

Segundo Ministério da Economia, programa BEm é responsável pelo resultado positivo

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Apesar da queda de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB), foram gerados 142.690 postos de trabalho no Brasil no ano passado. O dado é do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério da Economia.  

Em coletiva, o ministro Paulo Guedes afirmou que o Benefício Emergencial para Preservação do Emprego e da Renda (BEm), criado pelo governo federal em meio à pandemia, foi um dos responsáveis por esse número. Segundo Guedes, o programa evitou a demissão de cerca de dez milhões de pessoas em 2020. 

Com o programa, empregados e empregadores fizeram acordos de redução de jornada e salário ou de suspensão de contratos. Como contrapartida, o governo pagou uma porcentagem do seguro-desemprego a que o empregado teria direito se fosse demitido, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). 

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De acordo com informações do Caged, foram gerados mais de 15 mil empregos e pouco mais de 15 mil demissões entre janeiro e dezembro do ano passado. Em dezembro, o número de demissões superou o de contratações no Brasil, com o fechamento de mais de 67 mil postos de trabalho. De acordo com a pasta, dezembro é considerado um mês “de ressaca” no mercado e essas perdas são comuns.

Ainda segundo dados do Caged, apenas o setor de serviços registrou saldo negativo na geração de empregos em 2020, com o fechamento de mais de 132 mil postos de trabalho. A construção e a indústria lideram o ranking de contratações, com um saldo de 112 mil vagas na construção e 95 mil empregos criados na indústria. Já no mês de dezembro, o comércio foi a única atividade com saldo positivo, com mais 62 mil empregos.

A pesquisa completa está disponível no site do Ministério da Economia, em www.gov.br/economia

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Economia
31/12/2020 09:15h

Enquanto isso, o PIB da indústria brasileira foi de -0,9%

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O Produto Interno Bruto (PIB) da indústria de Goiás cresceu 6% no terceiro trimestre de 2020, se comparado com o mesmo período de 2019. Apesar disso, o PIB do Brasil para esse setor foi de -0,9%, também na comparação com o ano de 2019. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Instituto Mauro Borges (IMB). A indústria está no rumo de fechar o ano de 2020 como um caminho para ajudar no processo de recuperação da economia no pós-pandemia da Covid-19.

Ipea projeta 4,3% de queda no PIB em 2020

Estados vão receber a vacina contra Covid-19 ao mesmo tempo

De acordo com a avaliação, o setor em Goiás apresentou números positivos consecutivos nos três trimestres. Durante o enfrentamento da pandemia, o governo do Estado priorizou ações relacionadas à saúde, mas sem deixar de lado outros setores, como a área social e a geração de emprego e renda. Para o governo de Goiás, o índice alçando pelo PIB estadual é resultado desse cuidado.

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28/12/2020 00:00h

Aumento no número de casos de Covid-19 no país é um fator de risco para a continuidade do processo de retomada econômica

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Pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revisaram a previsão de queda no Produto Interno Bruto (PIB) de 5%, feita em setembro, para 4,3% neste ano. Na análise consolidada trimestral da conjuntura econômica nacional, o instituto observou que os níveis de desempenho da indústria e do comércio se encontram acima do período pré-pandemia. Para o ano que vem, a projeção de crescimento subiu de 3,6% para 4%. 

Mesmo com a melhora na expectativa de queda do PIB, o Ipea alerta que a evolução da curva de casos de Covid-19 pode ser um obstáculo para a continuidade do processo de retomada econômica.  O aumento recente dos casos e óbitos ocorreu na maior parte das regiões, mas afetou de forma intensa as regiões Sul e Sudeste. No caso específico do Sul brasileiro, os números de diagnósticos e morte por 100 mil habitantes atingiram em dezembro os maiores valores desde o início da crise sanitária. 

Para o diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, José Ronaldo Souza Júnior, a pandemia é o principal fator de risco para as projeções macroeconômicas do País. “Especialmente em nível de atividade, os principiais riscos estão relacionados, primeiramente, à dinâmica epidemiológica da Covid-19, como também do ritmo e eficácia das políticas de vacinação em massa, e a política de consolidação fiscal. Temos desajuste fiscal que tem que ser tratado por meio de reformas. Essas reformas são essenciais para a retomada não só do ano de 2020, como dos anos subsequentes”, diz. 

O Ipea também revisou a taxa de inflação de 3,5% para 4,4% em 2020. A expectativa é de que os preços dos serviços encerrem este ano com uma variação positiva de 2%. Já os preços monitorados devem apresentar alta de 2,5%, e os bens livres (exceto alimentos) de 2,6%. Em relação ao ano que se inicia, a projeção de inflação passou de 3,3% para 3,4%.

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Desafios para 2021

Segundo os pesquisadores, o desequilíbrio fiscal continua sendo um grande desafio para a economia brasileira. Com o aumento de gastos para reduzir os efeitos da pandemia de Covid-19, o déficit primário deve ser da ordem de 12% do PIB em 2020, levando a dívida pública para mais de 90% do PIB. Entre março e dezembro, o Executivo autorizou R$ 508 milhões para ações de enfrentamento à pandemia. Desse total, R$ 328,7 bilhões foram destinados a investimentos em assistência social. 

Na avaliação do economista e professor de Finanças do Ibmec do Distrito Federal, William Baghdassarian, o cenário econômico do Brasil em 2021 será de dificuldade. “No meu entendimento, haverá volta da inflação, a gente não consegue manter os juros baixos, o câmbio deve ficar pressionado. Crescimento baixo, ano que vem deve ser algo como 2%”, destaca.

Para Baghdassarian, a reversão do atual quadro macroeconômico brasileiro passa pela aprovação de reformas estruturantes no Congresso Nacional. “Para mudar isso, o Congresso precisaria aprovar uma série de reformas, que parecem não entrar no radar. Pelo contrário, vemos muito projeto sem muita importância e reformas como a administrativa e tributária, além do pacto federativo, acabam não sendo pautadas”, completa. 

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18/11/2020 10:20h

Segundo o boletim MacroFiscal, da Secretaria de Política Econômica, estimativa de queda passou de 4,7% para 4,5%

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A previsão de recuo do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil neste ano passou de 4,7% em setembro para 4,5% em novembro. É o que aponta o Boletim MacroFiscal, divulgado nesta semana pela Secretaria de Política Econômica, do Ministério da Economia. Para 2021, a previsão foi mantida em 3,2%.   

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Segundo o Governo Federal  alguns setores da economia brasileira já apresentam sinais de recuperação. É o caso, por exemplo, dos segmentos da indústria e do varejo, que apresentaram crescimento de mais de 20% no terceiro trimestre de 2020, de acordo com o IBGE. O setor de serviços também apresentou melhora, embora ainda esteja com níveis bem abaixo dos apresentados em fevereiro, antes da pandemia.
 
Em relação à projeção da inflação, a estimativa do Ministério da Economia é de que a taxa para este ano fique em 3,13%. Em setembro, a previsão estava em 1,83%. Segundo o Executivo, a alta dos alimentos é a principal causa da elevação da projeção.

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10/11/2020 00:00h

Segundo o Ministério da Economia, valor chega a R$ 1,5 trilhão em itens como burocracia, infraestrutura precária e insegurança jurídica ou regulatória

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Todos os anos, o Brasil desperdiça cerca de R$ 1,5 trilhão com o Custo Brasil, valor equivalente a aproximadamente 22% do Produto Interno Bruto (PIB). É o que aponta um levantamento feito pelo Ministério da Economia, em parceria com o setor privado. Esse valor é referente à despesa adicional com itens como burocracia, infraestrutura precária e insegurança jurídica ou regulatória.

O Custo Brasil faz referência abrangente a diversos fatores que têm influência negativa no ambiente empresarial brasileiro, entre elas, por exemplo, questões institucionais e tributárias. O estudo para elaboração do projeto considerou 12 itens, entre eles abrir um negócio, financiamento, empregar capital humano, pagamento de tributos, infraestrutura e ambiente jurídico e regulatório eficaz.

A pesquisa ainda considerou fatores do entorno institucional e macroeconômico que têm influência no Custo Brasil, como serviços públicos essenciais e de qualidade, equidade e inclusão econômica, estabilidade monetária, equilíbrio fiscal e balanço de pagamento equilibrado. 

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Para o responsável pelo projeto do Ministério da Economia, Jorge Luiz de Lima, a falta de conhecimento mútuo dos setores público e privado é um dos fatores que impulsionam o Custo Brasil. “Do mesmo jeito que o setor produtivo pouco conhece de governo, o inverso também é verdade. Travaram tanto a máquina administrativa que ninguém lá dentro consegue sair. Imagina que a pessoas que estão fazendo marcos regulatórios das leis não conhecem o Brasil, não conhecem o setor produtivo. Ditam a norma sem conhecer”, opina. 

Segundo Jorge de Lima, todos os estados brasileiros devem ser incluídos no projeto, respeitando as particularidades de cada região. “Temos que fazer o Custo Brasil de ponta a ponta (do País). É a única chance de enxergar o Brasil como um todo. Precisamos olhar o Brasil como se cada unidade federativa fosse um país diferente. Este é um projeto de país, e não de governo: se o setor produtivo se movimentar esse projeto sai do papel e construiremos um país muito mais competitivo”, afirma. 

Para o presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Gustavo de Oliveira, há urgência em mudanças estruturais no setor público. “Basicamente, um quarto da nossa riqueza é destruída em ineficiência. A busca de solução para esse problema é um dos assuntos mais importantes para os empresários”, diz. “Temos urgência em mudanças estruturais no setor público, é preciso reduzir burocracia e simplificar processos para que tenhamos condições de competitividade com nossos concorrentes que têm situações muito mais avançadas mundo afora”, completa. 

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Economia
09/11/2020 00:00h

De acordo com o FMI, país despende o equivalente a 13,4% do PIB em gastos com servidores ativos e inativos; publicação da CNI lista Brasil na sétima posição em ranking mundial

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Os gastos do Brasil com o funcionalismo público da União, dos estados e dos municípios equivaleram a 13,4% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2018, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI). Entre mais de 70 nações, o País é um dos que têm as despesas mais elevadas com servidores públicos ativos e inativos, proporcionalmente ao PIB, segundo a nota econômica “O peso do funcionalismo público no Brasil em comparação com outros países", elaborada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria). 
 
De acordo com a nota, o Brasil é o sétimo no ranking de gastos com o funcionalismo, ficando atrás, apenas, da Arábia Saudita, Dinamarca, Jordânia, África do Sul, Noruega e Islândia. O país também tem mais despesas com o funcionalismo do que os integrantes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), cuja média de gastos representou 9,9% do PIB.
 
Carlos Ari Sundfeld, presidente da Sociedade Brasileira de Direito Público, destaca que boa parte dos gastos elevados com o funcionalismo se deve aos privilégios elevados de carreiras de elite, como “juízes e promotores”. Ele destaca a necessidade de uma reforma administrativa que traga mais igualdade entre os diversos setores do serviço público e dê fôlego aos cofres públicos.
 
“O número de pessoas não é excessivo no Brasil, mas os gastos são. Os recursos de poder público não são infinitos, eles vêm da sociedade e nós temos que mantê-los num nível que podemos pagar.  Temos que controlar o crescimento explosivo das despesas com servidores públicos, sobretudo, nas carreiras de elite”, afirma.

Arte: Brasil 61
 
Desequilíbrio

De acordo com a nota, a principal explicação para o maior comprometimento do orçamento brasileiro com o funcionalismo é a disparidade salarial dos servidores na comparação com o que recebem os trabalhadores da iniciativa privada. A remuneração dos funcionários públicos federais é 67% maior, o índice mais alto de um estudo do Banco Mundial, que incluiu 53 países. Em média, a vantagem salarial do funcionalismo entre os países pesquisador é de 16%.
 
Segundo o deputado federal Tiago Mitraud, do partido Novo de Minas Gerais, além das distorções em relação aos salários na iniciativa privada, outro motivo para os altos gastos com o funcionalismo, na comparação com os outros países, são as despesas com os servidores que já se retiraram.
 
“Você vai ter duas questões. Uma delas é dos inativos. A gente até hoje não tem uma Previdência adequada no Brasil. Fizemos uma reforma ano passado, mas que ainda não é suficiente para que ela se sustente. E, depois, você vai ter um inchaço e distorções muito grandes relacionadas à folha de pagamento do funcionalismo”, alega.
 
O gasto total com servidores federais somou R$ 319,5 milhões em 2019, dos quais 56,5% com trabalhadores ativos e 43,5% com inativos.

Proposta de reforma administrativa acaba com estabilidade para maior parte dos servidores

Situação mineira

Segundo o Tesouro Nacional, nove estados do país superaram o limite de 60% de gastos com folha de pessoal no último ano, contrariando a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Minas Gerais é um deles. Em 2019, 69% da receita que o estado obteve foi gasta para pagamento de ativos e inativos. Ao todo, R$ 44,2 bilhões foram despendidos em salários.
 
O deputado Tiago Mitraud destacou que há quatro anos o estado paga, com atraso, os salários dos servidores locais. Segundo ele, parte disso se deve ao lobby de determinadas classes do funcionalismo por salários e condições “irreais”, o que acaba prejudicando os próprios trabalhadores públicos. “A gente vê que as pressões corporativistas que são feitas acabam prejudicando o próprio funcionário público, porque para de ter dinheiro para pagar”, reforça. 
 
Apesar dos problemas, ele acredita que a atual administração tem caminhado na direção correta para solucionar o déficit. “Minas, de fato, é um dos estados que está nessa situação, que vem sendo regularizada pelo atual governo, mas que devido ao tamanho do rombo, ainda vai levar um bom tempo para sanear as contas públicas”, acredita.

Reforma Administrativa

Encaminhada pelo governo ao Congresso Nacional no início de setembro, a proposta de reforma administrativa visa alterar as regras para os futuros servidores públicos dos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), estados e municípios.
 
A PEC acaba com a estabilidade do serviço público, que ficaria restrita às carreiras de Estado, flexibiliza o regime de contratação, facilita a possibilidade de demissões, cria um período de experiência, regulamenta a avaliação de desempenho e põe fim aos penduricalhos, como licença-prêmio e adicional por tempo de serviço, entre outras mudanças.
 
O texto não muda o regime para os servidores atuais, nem para os magistrados, militares, parlamentares e membros do Ministério Público. Segundo Matheus Rosa, pesquisador da FGV (Fundação Getulio Vargas), os valores gastos com o funcionalismo devem cair com a reforma e só não serão maiores devido à não inclusão de integrantes de outros poderes e dos servidores que estão na ativa.
 
“Para respeitar os contratos que estão em vigência, o governo decidiu que a reforma só vai abarcar as novas contratações no serviço público. Mas a gente pode dizer que deve gerar economia no longo prazo, devido ao fim de alguns privilégios e a maior flexibilidade de contratação de pessoal.  Em uma situação de emergência fiscal seria possível controlar as despesas com pessoal através do corte na folha salarial”, avalia.
 
Para Sundfeld, muitos estados, como o Rio Grande do Sul e o Paraná, já se anteciparam e realizaram reformas para controlar os gastos, diminuir a desigualdade entre as carreiras e estimular o desempenho, algo que na visão dele deve ser adotado na reforma administrativa mais ampla, proposta pelo Executivo.
 
“Temos que aumentar a produtividade do setor público brasileiro, a qualidade da atuação dos agentes públicos e, para isso, temos que dar estímulo para quem trabalha melhor e para que as pessoas possam trabalhar melhor. Temos que valorizar o conjunto de pessoas que trabalham na administração pública”, defende. 

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