PIB

Economia
24/09/2021 19:50h

Cofres das prefeituras vão receber quase meio bilhão de reais a mais na próxima quinta-feira (30)

Baixar áudio

As prefeituras vão receber, referente ao terceiro decêndio de setembro, cerca de 26% a mais de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) na próxima quinta-feira (30). O maior aporte de receitas pode impactar não apenas as contas públicas a nível municipal, mas permitir aos gestores ampliar os serviços prestados à sociedade, movimentar a economia e, até transferir renda para a população mais pobre. 

Essa é a análise de Marilane Teixeira, doutora em Desenvolvimento Econômico pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “Todo recurso que entra por meio de transferências e que implica em gastos públicos tem um efeito dinamizador e multiplicador da economia. Com certeza isso [o aumento do FPM] vai ter impacto”, afirma. 

Já descontados os 20% do Fundeb, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, os cofres municipais vão receber cerca de R$ 2,46 bilhões, montante mais de meio bilhão de reais superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Os efeitos que tal crescimento de receita podem causar sobre a economia local, no entanto, dependem de como as prefeituras irão aplicar esses recursos, indica Marilane. 

A tendência, ela diz, é que os gestores apliquem o dinheiro em educação, saúde e na melhoria de serviços públicos. Dessa forma, o município tem que contratar empresas para prestar esses serviços, por exemplo, e essas companhias precisam de mão-de-obra, o que pode gerar um impacto positivo sobre a economia local. A economista cita outro fator essencial nessa tomada de decisão. 

“Pode ser, também, um mecanismo importante de transferir renda para uma parcela da sociedade, o que certamente tem uma implicação do ponto de vista do efeito multiplicador. Colocar dinheiro, por exemplo, para uma família pobre ou em condições de extrema pobreza, ela necessariamente vai gastar isso com alimentos e, basicamente, com as condições de vida, de moradia. Isso ajuda a impulsionar a economia no estado, mas principalmente no município”, avalia. 

Inflação
Para Cesar Lima, economista e especialista em Orçamento Público, o aumento do FPM não tem impacto direto sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do país, pois os recursos do Fundo são, na verdade, consequência do PIB. “O impacto vai ser na economia dos municípios, porque o FPM é resultado de aumento no PIB, porque aumenta a arrecadação e os impostos a serem distribuídos entre estados e municípios.”

Marilane concorda. Além disso, ela acredita que não dá para afirmar que esse adicional de receitas deve gerar inflação. “Se aumenta ainda mais a demanda por determinados produtos e serviços e se o mercado não consegue suprir esses produtos e serviços ao nível da demanda gerada na economia, claro que pode gerar inflação. Mas, hoje, nós não estamos vivendo um problema de inflação por demanda”, afirma. 

Segundo ela, há outros componentes que estão pesando mais quando o assunto é inflação. O principal deles é o preço do petróleo e, por consequência dos combustíveis e, em menor nível, a crise hídrica e a escassez de energia. 

Dependência
O Fundo é importante para todos os municípios, mas as cidades de pequeno porte dependem mais desses recursos, explica Cesar Lima. “Quanto menor o município, mais dependente, na maioria dos casos ele é do FPM. Então, o impacto desse aumento do FPM para os municípios menores é bem maior que para os grandes municípios, que não dependem, na mesma proporção que os menores, do FPM”, ressalta. 

O caso do município de Paraná, no Rio Grande do Norte, por exemplo, é emblemático. Cerca de 90% do orçamento local é composto pelo FPM. A cidade — cuja população estimada é de 4.298 pessoas —, que estava bloqueada para os repasses do Fundo no último decêndio, regularizou sua situação, de acordo com a Secretaria do Tesouro Nacional (STN), e deve receber pouco mais de R$ 211 mil na próxima semana. 

O economista Alexandre Rocha explica que o FPM é de particular importância para os municípios de pequeno porte. “Eles têm bases tributárias próprias muito pequenas, muitas vezes próximas de zero. Então, é por meio da participação na arrecadação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados que as prefeituras, especialmente as pequenas, têm recurso para poder cumprir as suas funções administrativas e sociais”, enfatiza.

Para Eduardo Stranz, consultor da Confederação Nacional de Municípios (CNM), é preciso desconstruir a ideia de que os “municípios pequenos vivem do FPM”. Segundo ele, os repasses do Fundo nada mais são do que uma parte do que as próprias cidades arrecadaram com o IPI e o IR. “Por uma característica do próprio imposto, ele é recolhido pela União, mas a receita é compartilhada com estados e municípios. Os impostos são arrecadação do município e do estado também”, pontua. 

O especialista diz que os municípios menores dependem mais do Fundo porque os impostos que ele pode cobrar, pela lei, tem sua base tributária nas áreas urbanas. 

“Goiânia, Porto Alegre, São Paulo, os municípios médios, por exemplo, que tem muita área urbana, arrecadam bastante de receita própria. Agora, em municípios de três, quatro, cinco mil habitantes, a área urbana é pequena, então não tem como arrecadar muito recurso. Não consegue tirar muito dinheiro daquela sociedade, porque além dela pagar ISS, ela paga ICMS, ela paga o Imposto de Renda, ela paga o IPI. Há uma capacidade tributária e uma quantidade de recursos que você consegue tirar da sociedade, senão acaba com a riqueza das pessoas. Não é um problema, é como o sistema é feito”, diz. 

O que é o FPM
O FPM é um fundo pelo qual a União repassa, a cada dez dias (por isso o nome “decêndio”), 22,5% do que arrecada com o Imposto de Renda (IR) e com o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) aos municípios. A cada mês, portanto, são três repasses, que ocorrem nos dias 10, 20 e 30 e se referem, respectivamente, ao arrecadado nos dez dias anteriores. 

Se a data cair no sábado, domingo ou feriado, o repasse é antecipado para o primeiro dia útil anterior. O recurso é creditado pelo Banco do Brasil S/A, que disponibiliza, em sua página na internet, os avisos sobre as distribuições decendiais das contas dos Fundos de Participação, com os lançamentos a crédito e débito.  O aporte que as prefeituras vão receber no dia próximo dia 30 tem origem no recolhimento desses tributos entre os dias 11 e 20 de setembro. 

Além dos 20% que a União retém para o Fundeb, os gestores devem aplicar 15% dos recursos em saúde e destinar 1% para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep).

Para Eduardo Stranz, o FPM mais robusto é consequência, sobretudo, do crescimento da arrecadação com o IR. Até agosto, segundo a Receita Federal, são quase R$ 24 bilhões em recolhimentos extraordinários com Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ).  

Os percentuais de participação de cada município são calculados anualmente pelo Tribunal de Contas da União (TCU), de acordo com o número de habitantes de cada cidade e a renda per capita dos estados. 
 
Os municípios são divididos em três categorias: capitais, interior e reserva. As capitais dos estados e Brasília recebem 10% do FPM. Os demais municípios brasileiros são considerados de Interior, e representam 86,4% do FPM. Já os municípios de reserva são aqueles com população superior a 142.633 habitantes e recebem – além da participação como município de interior – uma cota adicional de 3,6% do fundo. 

Empresários do segmento de máquinas e equipamentos são os mais confiantes da indústria

Censo 2022: pesquisa é importante para determinar recursos públicos em estados e municípios

Bloqueio
Os gestores municipais devem ficar atentos, pois se não estiverem com as obrigações junto à União em dia, poderão ter o repasse congelado nas contas bancárias. 

De acordo com a CNM, os principais motivos para bloqueio do FPM são: ausência de pagamento da contribuição ao Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep); débitos com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e débitos com a inscrição da dívida ativa pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), além da falta de prestação de contas no Sistema de Informações sobre Orçamento Público em Saúde (Siops).

Para desbloqueio do repasse, o município deve identificar o órgão que determinou o congelamento. Em seguida, deve conhecer o motivo e regularizar a pendência. 

Confira a lista dos municípios com repasses bloqueados, de acordo com a STN.  

ALTAMIRA (PA)
ALTO LONGA (PI)
BALNEÁRIO PINHAL (RS)
CARMÓPOLIS (SE)
COTIA (SP)
CRUZ ALTA (RS)
FORMOSO DO ARAGUAIA (TO)
GARARU (SE)
ITAGUATINS (TO)
ITAMARACÁ (PE)
ITAPIRANGA (AM)
JUAREZ TÁVORA (PB)
MARAGOGIPE (BA)
MARUIM (SE)
MONTE ALEGRE DO SUL (SP)
PACOTI (CE)
PASSOS (MG) 
PEDRINHAS (SE)
PENALVA (MA)
PINTADAS (BA)
RIBEIRÃO DAS NEVES (MG)
SALGADO (SE)
SANTO ANTÔNIO DO LEVERGER (MT)
SÃO JOÃO DE MERITI (RJ)
SÃO SEBASTIÃO DO PARAÍSO (MG)
SAPUCAIA (RJ) 
SÁTIRO DIAS (BA)
SENA MADUREIRA (AC)
SETE LAGOAS (MG)
TAPIRA (MG)
TRÊS RIOS (RJ)

Copiar o texto
23/08/2021 03:00h

Especialistas consideram que sem aprovação da reforma tributária ampla, Brasil continuará com as mesmas burocracias sistêmicas e cenário econômico do Espírito Santo pode ser impactado

Baixar áudio

Sem uma reforma tributária ampla, o cenário econômico brasileiro pode vir a impactar o Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Com isso, o estado do Espírito Santo, que possui atualmente PIB industrial de R$ 37,6 bilhão, equivalente a 2,9% da indústria brasileira, pode ser afetado. Ao todo, de acordo com dados da Confederação Nacional da Indústria, o setor emprega 175.104 trabalhadores.

O Espírito Santo arrecadou, entre janeiro e junho de 2021, R$ 9,25 bilhões de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Com isso, a Unidade da Federação observou uma coleta 23,38% maior que a do mesmo período em 2020, quando o valor foi de R$ 7,50 bilhões. Os números são do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

Especialistas ressaltam que a necessidade da aprovação de uma reforma tributária não pode servir de desculpa para que as mudanças sejam feitas pontualmente, ou seja, por meio de uma reforma fatiada.

AC: crescimento econômico do estado depende da aprovação de reforma tributária ampla

Reforma tributária fatiada vai impedir expansão econômica em Alagoas e demais estados

Fatiar reforma tributária não resolve problemas sistêmicos do atual modelo arrecadatório

Para a advogada tributarista Dolane Patrícia, sem uma reformulação ampla no sistema tributário, o Brasil continuará com as mesmas burocracias sistêmicas. Por esse motivo, ela acredita que a mudança precisa unir impostos federais, estaduais e municipais e, a partir disso, o País conseguirá alcançar um equilíbrio financeiro mais rapidamente.

“A reforma garantirá a competitividade entre as empresas e seu crescimento econômico. Implicará no crescimento do País. Mas, para isso, é preciso que seja uma reforma ampla, criando, ainda, a unificação da base tributária nacional com a União, preservando o equilíbrio na concorrência. Isso garantirá, com certeza, a competitividade das empresas”, pontua.

O que muda com a reforma tributária mais ampla?

Uma reforma tributária ampla pode aumentar em até 20% o ritmo de crescimento do PIB do Brasil nos próximos 15 anos. A projeção foi feita por profissionais renomados, que atuam em instituições como o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a LCA Consultores e a Fundação Getúlio Vargas (FGV). De acordo com os pesquisadores, esse resultado será consequência de ganhos de competitividade da produção nacional em relação aos competidores externos e da melhor alocação dos recursos produtivos.

O IPEA, por exemplo, considera que as mudanças na forma de se cobrar impostos no Brasil poderão reduzir a pressão dos tributos sobre o cidadão de menor renda, o que resulta em diminuição das desigualdades sociais.

Para o advogado tributarista, Frank Willian Rodrigues, um dos pontos da aprovação da reforma tributária é a unificação de diferentes impostos.  “Entre os objetivos dessa mudança estão a simplificação da arrecadação e aumento da transparência desses processos. Essa reforma deverá ser completa e bem ampla, abrangendo não somente os impostos federais, mas também os estaduais e outras espécies de tributos”.
 

Copiar o texto
06/08/2021 18:40h

O podcast Giro Brasil 61 faz uma seleção dos principais fatos e acontecimentos noticiados pelo Brasil61.com durante a semana

Baixar áudio

Nesta semana (06), vamos falar dos ministérios da Educação e da Saúde, que assinaram uma portaria com diretrizes gerais para o retorno presencial das aulas. Além disso, vamos comentar sobre os operadores privados de serviços ligados ao saneamento básico, que até 2030 podem atender até 40% da população. E na economia, vamos tratar do cultivo até a chegada dos alimentos na mesa da população brasileira, com o setor agropecuário consolidando-se como um dos principais geradores de economia no País e que tem ajudado a “engordar” o PIB nacional.

Operadores privados de saneamento básico podem atender até 40% da população até 2030

Ministérios da Educação e da Saúde estabelecem protocolo para retorno seguro às aulas

Agronegócio nacional cresce, gera empregos e faz comida chegar até os brasileiros

Quer saber tudo? Aperte o play e escute o Giro Brasil 61.

Copiar o texto
Brasil
06/08/2021 12:20h

Segundo o superintendente do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), Luiz Nicolaewsky, o Brasil é o terceiro maior fabricante de cerveja no mundo, atrás apenas da China e dos Estados Unidos

Baixar áudio

Seja para assistir uma partida de futebol, seja no happy hour depois do expediente de trabalho, ou no churrasco entre familiares e amigos, a cerveja está sempre presente nos momentos de celebração. Há quem prefira mais encorpada, outros nem tanto. Alguns vão de tradicionais, outros apelam para as especiais, mas o fato é que a cerveja já virou símbolo da descontração.

Por esse destaque, a bebida ganhou um dia especialmente dela. É na primeira sexta-feira de agosto que se comemora o Dia Internacional da Cerveja. Este ano, celebrado no dia 6.

Segundo o superintendente do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), Luiz Nicolaewsky, o Brasil é o terceiro maior fabricante de cerveja no mundo, atrás apenas da China e dos Estados Unidos.

“Em 2020, a produção foi de 13,3 bilhões de litros. A indústria cervejeira representa 2% do Produto Interno Bruto, R$ 27 bilhões em salários e mais de milhões de empregos diretos, indiretos e induzidos. Nossa atuação vai do campo ao copo, com impactos positivos em outros setores econômicos, como o agronegócio, transporte, energia, entre outros”, pontua.

“A cerveja tem uma história fascinante. Foi descoberta de forma ‘acidental’ há mais de dez mil anos e é apreciada desde as idades Antiga, Média e Contemporânea. Essa trajetória milenar ganhou o paladar e a paixão do mundo e de todos os brasileiros", destaca Nicolaewsky.

A estudante de direito, Ana Paula Brendler, tem 21 anos e já provou que realmente é uma amante da cerveja. Moradora de Palmas, em Tocantins, ela saiu do Brasil e foi até Munique, na Alemanha, apreciar novos sabores da bebida. Ela diz que foi uma experiência incrível, uma vez que, na ocasião, também provou o gosto da cerveja de outros países.

“Em cada região ela tinha um sabor diferente, que marcava muito a cultura de cada país. Isso é o que faz a cerveja ser tão diferente. É como um vinho, pois você a aprecia, cheira, sente os sabores. E, assim, proporciona um momento bom com seus amigos, com sua família, apreciando aquela bebida maravilhosa”, considera.

A escolha do dia

Criada em 2007 em Santa Cruz, na Califórnia, a data passou a ser estabelecida após o americano e amante de cerveja, Jesse Avshalomov, compartilhar a ideia com três amigos e convencer o seu bar preferido a fazer uma festa de comemoração.

Agronegócio nacional cresce, gera empregos e faz comida chegar até os brasileiros

Campanha incentiva participação social para prevenção de desastres naturais evitáveis

Inicialmente, celebrava-se o dia em 5 de agosto. No entanto, depois da edição de 2012, a comemoração passou a ser feita na primeira sexta-feira de agosto. Para a mudança, os idealizadores levaram em conta alguns aspectos: reunir-se com parceiros para saborear a cerveja, celebrar os responsáveis pela sua fabricação, servi-la, e comemorar os tipos de cerveja de todas as nações em um único dia.
 

Copiar o texto
28/07/2021 03:00h

Produto Interno Bruto nacional deve fechar 2021 com crescimento próximo a 4,5%, enquanto Mato Grosso lidera projeção de crescimento com aumento estimado de 4,97%

Baixar áudioBaixar áudio

O Brasil presencia um momento de retomada econômica com o avanço da vacinação contra a Covid-19 e medidas que estimulam o setor financeiro. O cenário é evidenciado por dados de crescimento projetado, como uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) que mostra que o País caminha para um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) próximo a 4,5% no fechamento de 2021. 

Entre os estados, Mato Grosso se destaca com a liderança da retomada. Segundo a consultoria de análise macroeconômica MB Associados, a região deve apresentar um crescimento de 4,97% no PIB do ano, conforme estudos divulgados em março. O agronegócio surge como principal condutor desse crescimento. Mato Grosso é o principal produtor de grãos do Brasil, por exemplo, e deve ser o responsável por quase 30% da safra nacional de 2021.

Parlamentares do estado avaliam o potencial mato-grossense de impulsionar a economia ressaltando o crescimento do agronegócio. Para o deputado federal José Medeiros (Podemos-MT), o setor do agro não ter parado durante a pandemia trouxe um contexto diferenciado à população da região.

“Nós tivemos prejuízo mais no setor de serviços, que foi afetado por essa política do governador e de alguns prefeitos que fecharam a parte de restaurantes, por exemplo. Mas, no geral, a macroeconomia do estado cresceu praticamente como sempre cresceu, foi um crescimento muito grande. Mas lógico que no próximo ano a gente tem uma expectativa ainda melhor, porque a safra deve bater recordes, e Mato Grosso acaba sendo puxado no vácuo desse foguete que é o agronegócio”.

O parlamentar lamenta, no entanto, a atuação de alguns governantes no enfrentamento aos impactos econômicos da pandemia em 2020. “Para a vida ser mantida, ela precisa que as pessoas se alimentem. Então, essas pessoas se usaram de sofismas e acabaram prejudicando imensamente o Brasil quando debilitaram a economia e não resolveram o problema da pandemia. Porque você nota que nós tivemos lockdown apenas para fechar comércios, apenas quebrando a economia. Você via essas estações cheias, você via as ruas andando, quer dizer, ninguém parou. Então, nesse aspecto nós tivemos um prejuízo muito grande”, avalia.

José Medeiros também acredita que, se o enfrentamento à pandemia fosse outro, o País poderia ter um PIB crescendo em 6% ou 7%, mas que o Governo Federal tomou medidas que acabaram sustentando a economia. “Primeiro foi a aprovação do orçamento de guerra, que fez uma recomposição das perdas, uma espécie de estimativa, a recomposição das perdas de arrecadação que os municípios e estados teriam. Isso acabou saneando as contas dos estados todos, aportando muitos recursos e encharcando os cofres dos municípios e dos estados”. 

Atuação federal e parlamentar

O deputado cita ainda “a preocupação com as pessoas que estavam perdendo os empregos”. “Então, o governo fez um aporte substancial de alguns bilhões de reais, cada auxílio emergencial era perto de R$ 40 bilhões, isso foi uma medida importante, embora uma coisa emergencial, mas acabou sustentando ali em 2020. Do ponto de vista mais estruturante da economia, tivemos a firme vontade de manter o ritmo de aprovação das reformas”, elenca. 

Entre os motivos para o otimismo, além de um melhor controle da pandemia em relação a julho de 2020, estão ainda os temas políticos. O Brasil presenciou nos últimos meses a aprovação da nova Lei de Licitações, a nova Lei do Gás e a admissibilidade da reforma administrativa na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), por exemplo.

Também são destacados como essenciais para a retomada a realização de leilões na área de saneamento, a retomada de investimentos e um avanço nas parcerias público-privada. 

Banco Central e empresas

Na visão de William Baghdassarian, economista e professor de Finanças do Ibmec DF, de 2020 a 2021 foram aprovadas várias medidas para destravar a economia. “Foi aprovado, por exemplo, a independência do Banco Central que vai desacoplar a questão do ciclo político da questão econômica, porque senão a cada eleição você tem o Banco Central interferindo e mexendo em taxa de juros só para eleger a administração de plantão. Então, isso é uma medida boa”, lembra.

William qualifica, nesse contexto, o auxílio emergencial pago desde 2020 como fundamental, junto com outras ações.

“Também teve uma nova lei cambial, a gente teve Pronampe, a gente, recentemente, a Medida Provisória 1040 que, junto com a Lei de Liberdade Econômica, chamada de melhoria do ambiente de negócio, e a Lei de Falências, ela vai tornar o processo de criação de empresas muito mais simplificado, então isso vai tornar instrumentalizar os empreendedores para eles poderem ter uma atuação muito mais tranquila, e isso tudo se reflete em quê? Reflete em emprego. Na medida em que os empresários começam a criar novas empresas, começam a expandir suas empresas, você acaba gerando emprego e acaba retomando a economia”.

O especialista ainda afirma que, para alcançar os bons resultados esperados, a saúde e a economia devem ser focos de atenção simultâneos do governo. “Sem dúvida alguma, a chave para a gente sair da crise é exatamente focar nessas medidas de saúde. A questão de saúde está muito ligada à questão da incerteza, porque na medida em que você entende que a questão de saúde pública foi definida, que o governo conseguiu equacionar essa pandemia e que a pandemia deixou de ser um problema, as pessoas começam a poder reinvestir”, lembra. 
 

Copiar o texto
27/07/2021 04:00h

No estado do RJ, PIB cresceu 0,7% no primeiro trimestre de 2021. Bons resultados no País se devem ao avanço da vacinação e medidas que estimulam o setor

Baixar áudioBaixar áudio

A retomada econômica do Brasil começa a ganhar corpo com avanço da vacinação contra a Covid-19 e medidas que estimulam o setor. Segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o País caminha para um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) próximo a 4,5% no fechamento de 2021.

O deputado Luiz Lima (PSL-RJ) avalia que, apesar da queda de 4,1% do PIB brasileiro durante a pandemia, os impactos negativos na economia foram recuperados por ações do governo.

“Apesar de ser um resultado negativo, nosso desempenho foi melhor, por exemplo, do que as nações latino-americanas e alguns países europeus. Então o desempenho do Brasil em 2020 foi sustentado pelas medidas de estímulo econômico do governo federal, principalmente pelo Auxílio Emergencial, pela ampla possibilidade de deferimento de tributos pelas empresas, e também pelos pacotes de crédito oferecidos por bancos e órgãos públicos”, destacou o parlamentar.

Valor da produção mineral cresce 98% no semestre e CFEM dobra, aponta IBRAM

Confiança do Empresário Industrial deve impulsionar o PIB gaúcho

Apesar de bons indicadores, indústria nacional ainda enfrenta desafios para se desenvolver

Para os analistas da CNI, apesar da pandemia da Covid-19 e aumento da inflação, alguns fatores contribuíram para a recuperação da economia, como o menor impacto da segunda onda da doença sobre a atividade industrial, a liberação gradativa do setor de serviços e a oferta de insumos e matérias-primas no mercado para a produção na indústria.

PIB Estadual

No primeiro trimestre de 2021, o PIB do estado do Rio de Janeiro cresceu 0,7% na comparação com os últimos três meses de 2020. O percentual é estimado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Já em relação ao primeiro trimestre do ano passado, o indicador recuou 1,7%. Mesmo negativo, o resultado revela uma redução do ritmo de queda da economia fluminense.

Segundo o deputado Luiz Lima (PSL-RJ), metade da queda do PIB nacional se deve ao setor de serviços, que foi fortemente impactado pelas medidas de isolamento social. No estado do Rio de Janeiro não foi diferente.

“A situação ficou ainda mais grave no Rio de Janeiro, porque a dependência econômica do setor de comércio e serviço é muito maior. Somos um estado com a terceira maior população do País, mas cujo parque industrial responde apenas por 11% da produção nacional e que encolheu mais de 10% entre 2008 e 2018.”

O parlamentar se diz confiante com a recuperação da economia do estado do Rio de Janeiro. “Se os governos federal, estadual e as prefeituras, juntamente com as empresas e sociedade, atuarem em conjunto dentro de suas competências, identificando os principais gargalos e buscando formas de solucioná-los, eu acho que podemos impulsionar a retomada de forma acelerada”, avalia.

“Há muito a ser feito no estado do Rio de Janeiro, com programas de crédito emergencial e linhas de financiamento para as pequenas empresas, parcelando os tributos que foram adiados; e programas de repactuação dos débitos tributários e redução de despesas com funcionalismo e aumento da eficiência do setor público”, acrescenta.

Banco Central e empresas

Na visão de William Bagdhassarian, economista e professor de Finanças do Ibmec DF, de 2020 a 2021, foram aprovadas várias medidas para destravar a economia. “Foi aprovado, por exemplo, a independência do Banco Central que vai desacoplar a questão do ciclo político da questão econômica, porque senão a cada eleição você terá o Banco Central interferindo e mexendo em taxa de juros só para eleger a administração de plantão. Então, isso é uma medida boa”, lembra.

William qualifica, nesse contexto, o Auxílio Emergencial pago desde 2020 como fundamental, junto com outras ações. “Também tivemos uma nova lei cambial; tivemos o Pronampe; tivemos, recentemente, a Medida Provisória 1040 que, junto com a Lei de Liberdade Econômica - chamada de melhoria do ambiente de negócio - e a Lei de Falências, vai tornar o processo de criação de empresas muito mais simplificado. E isso tudo se reflete em emprego.”

O especialista ainda afirma que, para alcançar os bons resultados esperados, a saúde e a economia devem ser focos de atenção simultâneos do governo. “Sem dúvida alguma, a chave para sairmos da crise é exatamente focar nessas medidas de saúde. A questão de saúde está muito ligada à questão da incerteza, porque na medida em que você entende que a questão de saúde pública foi definida, que o governo conseguiu equacionar essa pandemia e que a pandemia deixou de ser um problema, as pessoas começam a poder reinvestir”, comenta. 

Copiar o texto
26/07/2021 04:00h

Considerando os resultados oficiais desde 2010, e as projeções até 2022, o PIB de Goiás deverá crescer 19,7% neste período, o 9º maior aumento no País

Baixar áudioBaixar áudio

A retomada econômica do Brasil começa a ganhar corpo com avanço da vacinação contra a Covid-19 e medidas que estimulam o setor. Segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o País caminha para um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) próximo a 4,5% no fechamento de 2021. O PIB de Goiás deve crescer 3,80% neste ano.

O avanço econômico de Goiás, se confirmada a previsão, será superado apenas pelo de Mato Grosso (4,97%), do Amazonas (4,78%), do Rio Grande do Norte (4,37%) e do Piauí (3,99%). Considerando os resultados oficiais desde 2010, e as projeções até 2022, o PIB de Goiás deverá crescer 19,7% neste período, o 9º maior aumento no País.

Para o deputado federal Major Vitor Hugo (PSL-GO), as projeções são resultado de uma série de medidas implantadas pelo governo com o intuito de mitigar o efeito da pandemia, além do avanço da vacinação. “É um estado que tem uma economia pujante, que está se industrializando, mas que tem um agronegócio que não parou durante a pandemia e que contribuiu muito para que o Brasil tivesse esse resultado econômico favorável mesmo diante desse desafio”, afirmou

Para os analistas da CNI, apesar da pandemia da Covid-19 e aumento da inflação, alguns fatores contribuíram para a recuperação da economia, como o menor impacto da segunda onda da doença sobre a atividade industrial, a liberação gradativa do setor de serviços e a oferta de insumos e matérias-primas no mercado para a produção na indústria.

Valor da produção mineral cresce 98% no semestre e CFEM dobra, aponta IBRAM

Confiança do Empresário Industrial deve impulsionar o PIB gaúcho

Apesar de bons indicadores, indústria nacional ainda enfrenta desafios para se desenvolver

Banco Central e empresas

Na visão do economista e professor de Finanças do Ibmec DF, William Baghdassarian, de 2020 a 2021, foram aprovadas várias medidas para destravar a economia. “Foi aprovado, por exemplo, a independência do Banco Central que vai desacoplar a questão do ciclo político da questão econômica, porque senão a cada eleição você terá o Banco Central interferindo e mexendo em taxa de juros só para eleger a administração de plantão. Então, isso é uma medida boa”, lembra.

William qualifica, nesse contexto, o Auxílio Emergencial pago desde 2020 como fundamental, junto com outras ações. “Também tivemos uma nova lei cambial; tivemos o Pronampe; tivemos, recentemente, a Medida Provisória 1040 que, junto com a Lei de Liberdade Econômica - chamada de melhoria do ambiente de negócio - e a Lei de Falências, vai tornar o processo de criação de empresas muito mais simplificado. E isso tudo se reflete em emprego.”

O especialista ainda afirma que, para alcançar os bons resultados esperados, a saúde e a economia devem ser focos de atenção simultâneos do governo. “Sem dúvida alguma, a chave para sairmos da crise é exatamente focar nessas medidas de saúde. A questão da saúde está muito ligada à questão da incerteza, porque na medida em que você entende que a questão de saúde pública foi definida, que o governo conseguiu equacionar essa pandemia e que a pandemia deixou de ser um problema, as pessoas começam a poder reinvestir”, comentou. 
 

Copiar o texto
30/06/2021 17:45h

Estimativa foi divulgada em pesquisa semanal do Banco Central. Projeção do IPCA também subiu

Baixar áudio

Segundo estimativas do boletim Focus desta segunda-feira (28), a projeção para o crescimento da economia brasileira cresceu de 5% para 5,05% este ano. Para o próximo ano, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) é de crescimento de 2,11%. A pesquisa com as projeções é divulgada semanalmente pelo Banco Central.

Já a previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano subiu de 5,90% para 5,97%. A estimativa para 2021 supera o limite superior da meta de inflação que deve ser perseguida pelo Banco Central. O centro da meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75%. Para a taxa básica de juros, a Selic, o mercado financeiro prevê o encerramento de 2021 em 6,5% ao ano e que permaneça neste patamar nos próximos três anos.

Acordo de Livre Comércio Brasil-Chile vai facilitar e ampliar o ambiente de negócios entre os países

Ipea aumenta previsão do PIB do setor agropecuário

Em relação ao câmbio, a expectativa para a cotação do dólar segue em R$ 5,10. Para o fim de 2022, a previsão é de que a moeda americana fique em R$ 5,20.

Copiar o texto
26/06/2021 04:30h

Número passou de 2,2% para 2,6%. Produções vegetais e animais também tiveram projeção de crescimento

Baixar áudio

A previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do setor agropecuário para este ano, na comparação com 2020, foi revisada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e passou de 2,2% para 2,6%. De acordo com o Ipea, a razão do aumento da revisão foi a melhora no resultado esperado de itens importantes nas produções vegetais e animais.

A produção vegetal teve uma projeção do crescimento de 2,7% no ano, que deve ocorrer mesmo com a queda nas culturas de café, algodão, milho e a cana-de-açúcar. Apesar disso, a retração nesses segmentos não será suficiente para comprometer o bom desempenho gerado pela produção de soja, arroz e do trigo. Já na produção animal, a alta foi de 2,5% no ano e, conforme a projeção, deve ser favorecida pelo crescimento de todos os segmentos em bovinos, suínos, aves, no leite e nos ovos.

Governo federal anuncia que Plano Safra 2021/2022 vai contar com R$ 251,2 bi

Garantia-Safra autoriza pagamento para mais de 380 mil agricultores

Por fim, a pesquisa ainda chamou atenção para os principais riscos relacionados ao setor, como a necessidade de poupar água para a geração de energia hidrelétrica e a possibilidade das produções serem prejudicadas pela crise hídrica.

Copiar o texto
25/06/2021 03:45h

Indicadores recentes mostram evolução mais positiva do que o esperado

Baixar áudio

Dados do Relatório de Inflação do Banco Central, publicados nesta quinta-feira (24) aumentam a projeção para o crescimento da economia este ano. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) passou de 3,6% para 4,6%.

Governo deve anunciar prorrogação do auxílio em breve, diz Guedes

Reforma Tributária: aprovação é urgente e garante simplificação do sistema de arrecadação de impostos

Segundo o órgão, apesar da intensidade da segunda onda da pandemia de Covid-19, os indicadores recentes continuam mostrando evolução mais positiva do que o esperado. No primeiro trimestre do ano, o PIB cresceu 1,2% em relação ao trimestre anterior, retornando ao patamar do último trimestre de 2019, antes da pandemia, com resultados positivos nos três setores da economia.

Por outro lado, segundo o Banco Central, ainda há bastante incerteza sobre o ritmo de crescimento da economia. Entre os fatores que podem diminuir a taxa de expansão estão o risco de surgimento ou disseminação de novas variantes de Covid-19, além de eventuais implicações da crise hídrica, a pior que o país vive em 90 anos.

Copiar o texto
Brasil 61