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Cadastro de mídia

TERMO DE USO E PARCERIA

TERMO DE USO E PARCERIA

1º - A utilização gratuita e livre dos materiais produzidos pelo Brasil 61 só será permitida depois que este termo de parceria for aceito pelo usuário, prevendo as seguintes regras:

a) A utilização do material - na íntegra, ou em partes - só será permitida desde que as informações não sejam distorcidas, manipuladas ou alteradas.

b) Não é necessário a identificação do Brasil 61 na hora da replicação do conteúdo. Mas toda e qualquer veiculação de áudios produzidos pelo Brasil 61 prevê o cadastro no site, com a disponibilização de dados que serão utilizados para a organização do mailing desta empresa,

2º - OBRIGAÇÕES DO BRASIL 61

a) O Brasil 61 se compromete, a partir deste termo de uso, a produzir conteúdo particularizado diariamente, trazendo informações de dia-a-dia e bastidores do Planalto Central, além de outras temáticas de relevância do noticiário nacional. 

b) O acesso ao conteúdo jornalístico (na versão de leitura) é livre e gratuito, podendo ser replicado por qualquer usuário que acesse o site. O download do áudio para que seja utilizado na programação das rádios requer que o usuário realize o login no site do Brasil 61 - informando e-mail e senha cadastrados. 

3º - OBRIGAÇÕES DOS COMUNICADORES PARCEIROS

Não alterar o sentido dos materiais, ou distorcer fala de entrevistados ou mudar a conotação das mensagens dos materiais. 

ADENDOS IMPORTANTES SOBRE A PARCERIA

a) O Brasil 61 poderá distribuir conteúdo patrocinado com ou sem assinatura dos clientes patrocinadores do boletim e sem aviso prévio ao comunicador. 

b) As rádios parceiras não vão ter participação financeira sobre o faturamento do Brasil 61.

c) Os comunicadores podem patrocinar os conteúdos do Brasil 61, desde que não alterem o sentido e a conotação dos conteúdos oferecidos. Nesses casos, o Brasil 61 não terá participação nos lucros conquistados pelos veículos parceiros. 

Ao clicar em ACEITO, a emissora aqui cadastrada afirma concordar e estar ciente de todas as condições apresentadas neste Termo de Utilização de Conteúdo.

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 Última atualização: 24 de dezembro de 2020 

IBGE

12/05/2021 17:45h

Arroz, milho e soja são os principais produtos e representam 92,9% da produção

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quarta-feira (12), os dados da estimativa de abril do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola. Os números mostram que a safra brasileira deve atingir o recorde de 264,5 milhões de toneladas em 2021.

Crédito rural atinge mais de R$ 200 bilhões em dez meses

Aplicativo Plantio Certo facilita o acesso às informações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático

Em comparação com os números do ano passado, o aumento deve ser de 4,1% na produção de grãos, cereais e leguminosas. O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos desse grupo e, somados, representam 92,9% da produção. Já o café deve ter sua produção reduzida em 24,3% frente ao ano passado, chegando a 2,8 milhões de toneladas.

Segundo a pesquisa, o estado de Mato Grosso lidera com uma participação de 27,2% na produção total do país, seguido do Paraná (15,3%), Rio Grande do Sul (13,4%), Goiás (9,8%), Mato Grosso do Sul (8,3%) e Minas Gerais (6,4%). Somados, representaram 80,4% do total nacional.

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11/05/2021 17:40h

Pesquisa mostra que oito dos nove grupos pesquisados tiveram alta de preços

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Dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados nesta terça-feira (11), mostram que a taxa de inflação ficou em 0,31% em abril. A taxa é inferior a de março deste ano, mas superior à registrada em abril do ano passado (-0,31%).

Selic deve fechar o ano em 5,50%, de acordo com o mercado financeiro

Poupança: depósitos superaram os saques em R$ 3,84 bilhões em abril

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação acumula taxas de 6,76% em 12 meses, ficando acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional para 2021, de 5,25%. Oito dos nove grupos de despesa pesquisados tiveram alta de preços em abril, com destaque para saúde e cuidados pessoais, que registrou inflação de 1,19%. Entre os responsáveis por esse resultado estão itens como produtos farmacêuticos, com aumento de 2,69%, e de higiene pessoal, com 0,99%.

O único grupo de despesas que apresentou queda de preços foi o de transportes, com baixa de 0,08%. 

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05/05/2021 18:00h

Pesquisa aponta que 15 das 26 atividades industriais tiveram queda na produção

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) liberou os dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) referente à produção industrial brasileira. Os números mostram recuo de 2,4% na passagem de fevereiro para março, resultando na segunda queda consecutiva registrada neste ano.

Quinze das 26 atividades industriais pesquisadas tiveram queda na produção de fevereiro para março, sendo o setor de veículos automotores, reboques e carrocerias o mais afetado, com queda de 8,4%. Também houve recuo expressivo no setor de confecção de artigos do vestuário e acessórios, caindo 14,1%.

Já entre os 11 setores com crescimento, os principais destaques foram as indústrias extrativas (5,5%), outros equipamentos de transporte (35%) e produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,7%).

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04/05/2021 03:30h

Com pesquisa demográfica cancelada neste ano, IBGE se prepara para o Censo de 2022 e usará verba que restou do Orçamento Anual

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Em razão da pandemia, o Censo demográfico que seria realizado em 2020 precisou ser adiado para este ano. No entanto, a pesquisa que levanta dados populacionais do Brasil foi cancelada em 2021 por falta de orçamento. 

Inicialmente estavam previstos R$ 2 bilhões para realização da pesquisa, mas, durante a tramitação da Lei Orçamentária Anual (LOA) no Congresso Nacional, a verba destinada foi de apenas R$71 milhões. Diante disso, o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, confirmou a inviabilidade para realizar o Censo deste ano.

"Não há previsão orçamentária para o Censo, portanto ele não se realizará em 2021. As consequências e gestão para um novo Censo serão comunicadas ao longo desse ano, em particular em decisões tomadas na Junta de Execução Orçamentária", afirmou Rodrigues durante coletiva de imprensa sobre a LOA.

Em nota enviada para a reportagem do portal Brasil61.com, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que não tem estratégias para realizar a pesquisa em outro formato neste ano e que os R$71 milhões serão usados nos preparativos do Censo para 2022.

O Censo é uma pesquisa que deve ser realizada a cada 10 anos pelo IBGE, como determina a Lei 8.184/1991. O levantamento realiza uma ampla coleta de dados sobre a população brasileira e permite traçar um perfil socioeconômico do país. Os pesquisadores do órgão visitam os domicílios e entrevistam os moradores para obter dados sobre nível de estudo, trabalho, condição de vida, saúde, entre outras informações.

Por lei, toda a população é obrigada a fornecer informações ao IBGE, que garante o sigilo. Os dados são utilizados em programas e projetos que vão contribuir para orientar investimentos e subsidiar políticas implementadas pelas três esferas de governo.

Para o consultor da área de estudos técnicos da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Eduardo Stranz, a não realização do censo é um fato grave, pois grande parte dos repasses aos municípios relativos às áreas de educação, saúde, assistência social, programas federais, convênios de estados e número populacional partem da estatística do Censo. A expectativa é que o Congresso Nacional volte atrás da decisão que cortou R$1.76 bilhão do orçamento.

 “Achamos que a não colocação do recurso relativo ao Censo no orçamento geral da União foi um erro do Congresso Nacional, e estamos mobilizados, conforme a nota que nós divulgamos, para que o congresso corrija esse equívoco e aporte os recursos necessários para a realização do Censo”, diz.

Ainda de acordo com Stranz, é obrigação do governo realizar o estudo demográfico para a gestão dos municípios. “Não é uma decisão discricionária do Congresso Nacional e do governo federal realizar ou não o Censo, é uma obrigação. Esperamos que tudo corra bem, na maior brevidade possível para que se realize a pesquisa.”

As informações do Censo trazem aos estados e municípios dados que ajudam no desenvolvimento e implementação de políticas públicas para realização de investimentos e resoluções. O prefeito de Pirassununga (SP), Milton Dimas Urban, afirma que o estudo demográfico auxilia na tomada de decisões. “O Censo é um mapa que você tem das pessoas e das condições com que elas vivem no município e quais programas pode-se criar para melhorar as falhas na região. Com ele eu sei quais são os problemas prevalentes na cidade.”

O primeiro Censo Demográfico brasileiro foi feito em 1872 e, desde 1920, tem sido realizado a cada 10 anos, nos anos terminados em zero. Apenas três exceções que inviabilizaram a pesquisa em 1930, 1990 e 2020.

Para o economista e professor de políticas públicas do Ibmec, Jackson de Toni, em vista da Revolução, seria possível adaptar e fazer a pesquisa demográfica em 2021. “Nesse ano, nada justificaria adiar o Censo. Nós nos juntamos com essa defasagem a países que estão há mais de 11 anos sem informações estatísticas oficiais, como o Afeganistão, o Congo, a Líbia, o Haiti, ou seja, países que estão em guerra. A pandemia é até um motivo a mais para garantir verba para o Censo”, conclui.

Censo de 2021 

O Censo Demográfico 2021 seria a maior operação de recenseamento já organizada no país pela Instituição. Mais de 212 milhões de habitantes, aproximadamente 71 milhões de endereços seriam visitados em 5.570 municípios. Os 26 Estados e o Distrito Federal contariam com 560 agências do IBGE, 6.100 postos de coleta municipais e 1.450 coordenações regionais.

Seriam utilizados 5.570 mapas municipais, 30.000 mapas de cidades, vilas e localidades e mais de 420 mil arquivos digitais e impressos dos setores censitários para orientar os recenseadores nas áreas de trabalho.

A previsão era de que mais de 230 mil pessoas fossem contratadas, temporariamente, para os trabalhos de coleta de dados, supervisão, apoio técnico-administrativo e apuração dos resultados. Porém, devido ao cancelamento do Censo deste ano, o processo seletivo dos censitários – Recenseador, Agente Censitário Municipal (ACM), Agente Censitário Supervisor (ACS), também foi interrompido. O IBGE informou que vai anunciar, assim que possível, as orientações referentes à suspensão das provas e à devolução das taxas de inscrição.

Orçamento de 2021 teve cortes de quase R$30 bilhões

Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2021 foi sancionada, com vetos, pelo presidente Jair Bolsonaro. O orçamento da União prevê despesa total neste ano de R$4.324 trilhões. Os vetos presidenciais somam R$19.7 bilhões, e mais bloqueio adicional de R$ 9,3 bilhões em despesas discricionárias, que podem ser liberadas no decorrer deste ano. Os maiores bloqueios foram nos ministérios da Educação (2.7 bi), Economia (R$ 1.4 bi) e Defesa (R$ 1.3 bi).

Também houve vetos a emendas parlamentares, sendo R$ 10.5 bilhões do tipo emenda de relator e R$ 1.4 bilhão de comissões do Congresso. 

O Orçamento de 2021 tem R$1.656 trilhão em despesas obrigatórias. Também inclui orçamento impositivo de despesas discricionárias de R$9.7 bilhões de emendas individuais e R$7.3 bilhões de emendas de bancada. Cada parlamentar apresentou individualmente emendas no valor de R$16.3 milhões, sendo que metade do quantitativo se destina à Saúde.

Pesquisa do IBGE revela que 4,1 milhões de estudantes da rede pública não tem acesso à internet

Bolsonaro diz que vai recompor cortes no Orçamento feitos pelo governo

As despesas com Previdência chegam a R$698.5 bilhões, e os gastos com pessoal, R$363.6 bilhões, incluindo despesas com inativos e pensionistas do setor público. Os recursos para investimento chegam a R$144.4 bilhões, sendo que R$133.137 bilhões vão para o Ministério de Minas e Energia.

O economista e professor de políticas públicas do Ibmec, Jackson de Toni, salienta que as verbas da LOA podem ser realocadas para que o Censo deste ano aconteça. “Essa verba é possível ser realocada, com certeza, de outras áreas do governo. Até porque o Censo está inovando na forma de coleta, o IBGE combina coleta presencial, com informações por outros meios, usando a internet e o telefone. É muito ruim para o país ficar sem o Censo, nos joga numa insegurança estatística terrível que vai afetar a qualidade e a produção das políticas públicas.”

STF determina realização do Censo de 2021

Na última quarta-feira (28) o ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu liminar determinando ao governo federal que adote medidas voltadas à realização do censo demográfico de 2021 pelo IBGE. 

O ministro atendeu ao pedido liminar feito pelo governo do Maranhão, que alegou omissão da União na alocação de recursos para realização do censo. Segundo Marco Aurélio, a Constituição obriga a realização do levantamento de dados. 

“A União e o IBGE, ao deixarem de realizar o estudo no corrente ano, em razão de corte de verbas, descumpriram o dever específico de organizar e manter os serviços oficiais de estatística e geografia de alcance nacional – artigo 21, inciso XV, da Constituição de 1988. Ameaçam, alfim, a própria força normativa da Lei Maior”, é o que diz a Ação Cível Originária (ACO) 3508.

Em nota enviada à reportagem do portal Brasil61.com, o IBGE disse que “por enquanto, não vai comentar a decisão do STF”.

Também por meio de nota, a CNM comemora a medida, “visto que a realização do Censo deve ser uma prioridade para o país, diante do grande impacto que provoca. O Censo é a mais importante radiografia do Brasil, e os indicadores demográficos e socioeconômicos produzidos orientam investimentos e subsidiam políticas implementadas pelas três esferas de governo”.

Segundo o economista Jackson de Toni, a não realização do estudo demográfico pode prejudicar acordos internacionais no país. “O Brasil é signatário de vários acordos e vários compromissos mundiais que exigem ter informações estatísticas confiáveis, atualizadas, independentes e isentas. E o Brasil tem o IBGE para fazer isso, felizmente”.

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26/04/2021 01:00h

Dados revelam desigualdade entre rede pública e privada de ensino. Professores também enfrentam dificuldades

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Em 2019, cerca de 4,3 milhões de estudantes em todo o país não tinham acesso à internet, seja por razões econômicas ou indisponibilidade do serviço na área em que vivem. Desse total, 4,1 milhões são alunos da rede pública. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (Pnad) Contínua, que investigou no último trimestre de 2019 o acesso à Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). As informações foram divulgadas no dia 14 de março de 2021.

Entre os principais motivos para alunos da rede pública não possuírem internet em casa estão o custo do serviço, falta de conhecimento sobre como usar e indisponibilidade do produto. “Considerando a rede de ensino, vimos algumas diferenças importantes. Enquanto os estudantes da rede privada, 98,4% utilizaram internet, entre os estudantes da rede pública o percentual era menor, 83.7%”, avalia a analista da Pnad Contínua TIC do IBGE, Alessandra Brito.

As diferenças regionais no uso da Internet são mais marcadas entre os estudantes da rede pública. Assim, enquanto nas regiões Norte e Nordeste o percentual de estudantes da rede pública que utilizaram a Internet foi de 68,4% e 77%, respectivamente, nas demais regiões este percentual variou de 88,6% a 91,3%. Quando são considerados apenas os estudantes de ensino privado, o percentual de uso da Internet ficou acima de 95% em todas as grandes regiões, alcançando praticamente a totalidade dos estudantes nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.



No início da pandemia de coronavírus no Brasil, as desigualdades sociais e de ensino foram evidenciadas. Professor de ensino fundamental em uma escola pública do Distrito Federal, Bruno Rodrigues, pontua que os alunos sem acesso à internet são os mais prejudicados na modalidade de ensino virtual. “Infelizmente tenho alguns alunos que por falta de aparelho celular ou computador não tem acesso às aulas online e, infelizmente, só tem à disposição atividades e conteúdo impresso sem a intermediação do profissional especializado [professor].”

O professor destaca ainda que a plataforma disponibilizada pelo governo do Distrito Federal não é acessível a todos e, por isso, é necessário a utilização do Whatsapp para poder alcançar o estudante da melhor forma possível. Como alternativa, a escola oferece aos alunos sem acesso a plataforma material impresso, mas Bruno afirma ser uma tarefa que sobrecarrega os professores. “Além de ter que ir atrás de contato com pais e responsáveis, estamos online 24h por dia. Por mais que desejamos e ansiamos, não alcançamos a todos os estudantes como queríamos e poderíamos.”

A estudante Sofia Santana, 19 anos, mora em Contagem (MG) e passou pela transição do ensino físico para o remoto em virtude do agravamento da pandemia da Covid-19. Segundo ela, uma das dificuldades por não ter computador era estudar pelo celular, pois às vezes o aparelho móvel não tinha espaço suficiente para fazer o download do conteúdo. Além de se distrair com o aparelho e não conseguir enxergar bem, pela tela ser pequena. 

“O que me prejudicou nessa falta de tecnologia foi a quantidade de conteúdo vista. Sinto que atrasei muito e não consegui ver tantos materiais para estar pronta para fazer uma prova”, afirma a estudante. 

O secretário de Educação do Espírito Santo e presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Vitor de Angelo, afirma que a instituição defende o ensino presencial como ferramenta de desenvolvimento dos estudantes. Porém, cada estado deve analisar a situação local e decidir a forma de ensino durante a pandemia. “As autoridades locais devem fazer, caso a caso, uma avaliação da própria realidade, a fim de que, a partir dessa análise, as atividades escolares presenciais possam ser retomadas ou não, conforme as condições epidemiológicas locais", diz.

94,7% dos alunos utilizam o celular para estudar

A pesquisa do IBGE observou que entre os equipamentos com internet utilizados pelos estudantes estão o microcomputador (56,0%), televisão (35,0%) e tablet (13,4%). Esses percentuais para não estudantes ficaram em 43,4%, 31,0% e 10,1%, respectivamente. O telefone móvel celular foi usado pelas duas categorias, estudantes e não estudantes, totalizando 97,4% e 98,9%, nesta ordem.

Contudo, o grupo de estudantes não é homogêneo. Quando separados por rede de ensino, as diferenças são significativas no uso do computador, da televisão e do tablet para acessar a Internet. 

Em 2019, enquanto 81,8% dos estudantes da rede privada acessaram a Internet pelo computador, este percentual era de apenas 43% entre os estudantes da rede pública. O uso da televisão para acessar a Internet foi de 51,1% dos estudantes da escola privada, sendo este percentual o dobro do apresentado entre estudantes da escola pública (26,8%). No uso do tablet, a diferença chega a quase três vezes. Mais uma vez, o telefone móvel celular foi o principal equipamento utilizado para acessar a Internet pelos estudantes tanto da rede pública (96,8%) quanto da rede privada (98,5%).


O acesso à Internet por meio da telefonia móvel celular é um recurso de comunicação e de obtenção de informação que vem sendo visto cada vez mais como integrante do cotidiano de um número crescente de pessoas. Em 2019, o percentual de pessoas com telefone móvel celular para uso pessoal era maior entre não estudantes (82,9%) que entre estudantes (73,2%). Contudo, entre estudantes, houve diferença significativa neste percentual. Enquanto 92,6% dos estudantes da rede privada tinham telefone móvel celular para uso pessoal, este percentual era de apenas 64,8% entre aqueles da rede pública. 

Para a mestra em educação, Rozana Maria de Lima, a questão financeira das famílias impacta diretamente na questão educacional e deveria existir, por parte do governo, um suporte tecnológico para cada residência, de forma que o acesso ao ensino chegue a todos. 

“O acesso à internet também poderia ser um eixo a ser estudado futuramente para atender as famílias de baixa renda. Mas quando é prestado um suporte ou um auxílio que possibilite fazer essa inclusão digital, viabilizando pelo menos a compra de um celular por residência, o impacto já é amenizado. Pois o cenário da comunicação é estendido, ajudando de alguma forma, tanto na inclusão digital do estudante quanto na das famílias”, afirma Rozana. 

Câmara aprova diretrizes para retomada das aulas presenciais

Olimpíada de Língua Portuguesa tem inscrições prorrogadas até 20 de maio

Pesquisa sobre impacto do distanciamento social em crianças com deficiência busca voluntários

O secretário de Educação do Espírito Santo e presidente do Consed, Vitor de Angelo, afirmou que a instituição tem trabalhado com o Congresso Nacional na tentativa de buscar políticas de financiamento e públicas do Ministério da Educação para promover o acesso à internet, como também a compra de equipamentos como celular, tablet e computador para os alunos utilizarem neste período de pandemia e, possivelmente, à longo prazo. 

“Essa necessidade que hoje é, sobretudo, emergencial, ligada a uma questão de saúde pública, é um desafio pedagógico. Nós temos buscado junto ao Congresso Nacional para termos do MEC o financiamento para políticas dos estados ou políticas nacionais.” 

Octávio Henrique, professor estadual em Belo Horizonte e coordenador do cursinho popular Conceição Evaristo, também na capital mineira, pontuou que a falta de acessibilidade digital prejudicou os estudantes, mas que a instituição popular disponibilizou tablet e notebook aos alunos que precisavam. Mas isso apenas ocorreu quando perceberam que o ensino remoto duraria todo o ano de 2020, antes dessa ação, alguns alunos pararam os estudos.

De acordo com Octávio, uma das maiores dificuldades do ensino remoto foi adaptar a forma de trabalho sem suporte do governo. “Não estávamos acostumados com a forma de executar o nosso trabalho, até porque não podemos chamar de EAD (Ensino à Distância), é um ensino remoto emergencial, porque não existia capacitação prévia para que nós executássemos a nossa profissão. Além de tudo, não temos amparo financeiro do governo para adequação da nossa estrutura de trabalho remoto.”

Uso de internet em área rural teve aumento de 55,6%

No cenário total de utilização da internet no país, o crescimento mais acelerado do uso do serviço nos domicílios da área rural contribuiu para reduzir a grande diferença em relação aos da área urbana. De 2018 para 2019, o percentual de domicílios em que a Internet era utilizada passou de 83,8% para 86,7%, na área urbana, e aumentou de 49,2% para 55,6%, na área rural.

O crescimento ocorreu em todas as regiões. O Sul apresentou aumento de 67,2%, o Sudeste 64,6% o Centro-Oeste 62,1%, o Nordeste 51,9% e o Norte 38,4%.

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15/03/2021 16:00h

Melhora do cenário foi impulsionada pelos segmentos de materiais de construção, artigos farmacêuticos, supermercados, móveis e vestuário

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O comércio varejista de Santa Catarina registrou um crescimento de 0,4%, em janeiro de 2021, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Segundo a Pesquisa Mensal do Comércio, do IBGE, o desempenho em Santa Catarina ficou acima da média nacional – que teve retração de 2,9% - e de outros estados do Sul – que também tiveram resultados negativos: Rio Grande do Sul (-9,2%) e Paraná (-2%).

A melhora do cenário catarinense foi impulsionada pelos segmentos de materiais de construção (13,0%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (10,1%); hipermercados e supermercados (4,9%); móveis e eletrodomésticos (1,0%); e tecidos, vestuário e calçados (0,7%).

Supermercados têm alta de 12% nas vendas de janeiro

Vendas de cimento crescem 11,8% em meio a pandemia

No entanto, na comparação com dezembro de 2020, o comércio varejista do estado teve retração de 0,4%, enquanto o Brasil todo recuou 2,1%. Na variação acumulada em 12 meses, Santa Catarina teve alta de 2,4%.

A pesquisa completa está disponível no link.

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Agronegócios
13/03/2021 04:00h

Puxada pela soja e pelo milho, produção do agro brasileiro pode bater recorde histórico novamente

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A safra de grãos do agronegócio deve atingir 263,1 milhões de toneladas este ano. Ao todo, o País deve colher, na soma de cereais, leguminosas e oleaginosas, 9 milhões de toneladas a mais do que em 2020, o que significa crescimento de 3,5% sobre o resultado do ano passado, que já havia registrado recorde histórico. 
 
As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (11) pelo IBGE, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A projeção é de que a produção de soja cresça 7,3%, alcançando as 130,4 milhões de toneladas. Em segundo lugar, vem o milho, cuja alta projetada é de 0,3%, chegando a 103,5 milhões de toneladas.  
 
O crescimento do resultado final, no entanto, virá apesar de quedas esperadas nas produções de arroz, feijão e tomate. No recorte por região, as regiões Sul e Nordeste devem ter aumento na produção, de 14,1% e 0,9%, ao passo que o Centro-Oeste, o Sudeste e o Norte, decréscimo. 

Contratação de seguro rural atinge marca de R$881 milhões em 2020

Conab cria ferramenta que facilita comercialização de insumos agropecuários

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12/03/2021 00:00h

Em um bate papo exclusivo com o portal Brasil 61.com, Luciano Duarte deu detalhes de como deve acontecer a coleta de dados este ano diante da crise sanitária

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O Censo Populacional, realizado a cada dez anos, seria feito em 2020 e foi adiado para 2021, por causa da pandemia do novo coronavírus. Em um bate papo exclusivo com o Brasil 61.com, o gerente técnico do Censo 2021, Luciano Duarte, deu detalhes de como deve acontecer a coleta de dados este ano em meio ao receio da população diante da crise sanitária. O início está previsto para o dia primeiro de agosto. 
 
“Estamos trabalhando e já temos um protocolo de segurança. Os agentes estão todos instruídos a fazer o uso de máscara, álcool em gel, face shield e não ter aproximação com os informantes”, afirmou. 

Escolas, estados e municípios devem atualizar cadastros para receberem recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola em 2021

Hemorrede de Goiás tem déficit de 49% em estoques de sangue e hemocomponentes
 
Os dados coletados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tem por objetivo contar os habitantes do território nacional, identificar suas características e revelar como vivem os brasileiros, produzindo informações imprescindíveis para a definição de políticas públicas e a tomada de decisões de investimentos, tanto da iniciativa privada ou de qualquer nível de governo. 

O Censo também é a única fonte de referência sobre a situação de vida da população nos municípios e em seus recortes internos, como distritos, bairros e localidades, rurais ou urbanas, cujas realidades dependem de seus resultados para serem conhecidas e terem seus dados atualizados.
 
Todos os municípios recebem a coleta para fazer parte da estatística. Duarte destacou o processo participativo entre o instituto e os gestores locais. “A participação das prefeituras é importantíssima na realização do censo, são parceiros. Em geral, a gente conta com as prefeituras, por exemplo, para espaço de instalação dos postos de coleta. Espaço disponível também para a realização dos treinamentos dos supervisores recenseadores.” 

Segurança de dados

Além da questão sanitária, outra grande preocupação da população que vai receber os recenseadores em casa é o medo de cair em golpes. Quanto a isso, Duarte enfatizou que todos que farão a coleta domiciliar devem estar devidamente identificados. 
 
“Todos os agentes vão estar paramentados, com seu colete e crachá. Esse crachá tem um QR code que a pessoa pode escanear ali na hora e conferir diretamente a identidade desse agente”, afirmou.
 
O concurso para as vagas de recenseador, que vai de porta em porta entrevistando moradores dos domicílios brasileiros, já está aberto e as inscrições podem ser feitas até o dia 19 de março. São 204.307 vagas temporárias, em quase todos os municípios, com salários de até R$ 2.100. 
 
Toda a população é obrigada por lei a dar informações ao IBGE. Serão aplicados dois questionários, um básico, que é feito a toda a população e um aliado, para uma amostra de 11% dos municípios. O gerente técnico garante o sigilo das informações. “O IBGE detém o uso dessas informações estritamente para estatísticas e serão divulgadas em nível adequado. Nenhuma informação pessoal, como por exemplo o nome da pessoa, vai ser publicado”, disse.

O gerente reforçou o apelo à população de que recebam os recenseadores em casa. “É um produto muito importante para o País. Exerça a cidadania respondendo às perguntas do Censo Demográfico”, destacou. 
 
A previsão é que seja divulgado o primeiro resultado do Censo, que é o total populacional para os municípios, no início do ano que vem e a partir daí existem várias publicações temáticas.

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Economia
11/03/2021 00:00h

É o oitavo resultado não negativo consecutivo do setor, que acumula ganho de 19,6% no período

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De acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE, o setor de serviços cresceu 0,6% em janeiro, após ficar estável em dezembro. É o oitavo resultado não negativo consecutivo do setor, que acumula ganho de 19,6% no período. 

O volume de serviços ainda está 13,8% abaixo do recorde histórico, registrado em novembro de 2014, e 3% abaixo de fevereiro de 2020.

O setor de transportes foi o que mais impactou o índice na passagem de dezembro para janeiro, com avanço de 3,1%. Com esse resultado, o setor acumula ganho de 29,6% entre maio de 2020 e janeiro de 2021, mas ainda está 2,7% abaixo do patamar de fevereiro.

Entre as atividades de transporte com maior crescimento estão o rodoviário coletivo de passageiros e o setor aéreo. Além dos transportes, o setor de serviços profissionais, administrativos e complementares (3,4%) foi o único a crescer em janeiro frente a dezembro.

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03/03/2021 15:00h

Índice que mede variação de preço desses produtos já subiu 22,96% em 12 meses

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O preço dos produtos industrializados subiu 3,36% em janeiro, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A inflação desses itens no primeiro mês do ano é superior às registradas em dezembro (0,39%) e janeiro do ano passado (0,35%). 
 
De acordo com o IBGE, o Índice de Preços ao Produtor (IPP), que mede a inflação dos produtos industrializados, acumula alta de 22,96% nos últimos 12 meses. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (2), no Rio de Janeiro. 

IPC-S registra em fevereiro o dobro da inflação de janeiro

Óleo diesel, gasolina e gás de cozinha vendidos às distribuidoras ficam mais caros
 
Em janeiro, 24 atividades industriais registraram alta no preço de seus produtos. Em dezembro do ano passado, eram 17. Os segmentos que apresentaram as altas mais significativas foram os de extração (10,7%), metalurgia (6,1%) e refino de petróleo e produtos de álcool (5,3%). 
 
Os insumos industrializados usados no setor produtivo registraram 4,91% de alta. Já os bens de capital, ou seja, máquinas e equipamentos, tiveram acréscimo de 3,63% no preço em janeiro. 
 

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