Desemprego

06/04/2022 12:03h

Preconceito, disponibilidade de tempo, gestão da vida familiar e pouca informação sobre crédito são algumas das barreiras para o empreendedorismo feminino

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Se empreender é um desafio, para as mulheres é ainda maior. Isso porque, além das atividades profissionais, as mulheres dedicam, em média, 21,5 horas semanais para cuidados com a casa e os filhos; enquanto os homens empregam 11 horas nessas atividades. O dado é do IBGE. 

Para desenvolver a carreira, muitas vezes as mulheres sentem culpa pela necessidade de se afastar da casa e dos filhos. Essas são situações culturais e, na opinião da coordenadora nacional de Empreendedorismo Feminino do Sebrae, Renata Malheiros, podem ser trabalhadas. 

“Nós atuamos tanto com o desenvolvimento de competências técnicas necessárias quanto com planejamento, finanças, marketing. Mas a gente trabalha também com o desenvolvimento das competências socioemocionais que, muitas vezes, nós mulheres somos prejudicadas pela própria cultura enraizada em cima de preconceitos. E a gente muda isso com diálogo, a gente muda isso com redes”, sustenta.  

Quem se beneficiou com as trocas nos grupos promovidos pelo Sebrae foi Roberta Azevedo, dona de um restaurante em Brasília. Há seis anos ela atua no ramo alimentício e, há dois, abriu o restaurante. “No início eu era muito inexperiente. Estou envolvida com grupos de empresárias, empreendedoras mulheres. Nós nos reunimos, fazemos viagens, participamos de missões empresariais e temos esse apoio uma das outras e também uma das é uma uma iniciativa também foi uma e que está vinculado ao Sebrae/DF”, relata. 

Nutricionista, ela conta que o propósito de sua empresa é entregar comida sustentável para seus clientes. Por isso, dá preferência a produtores e produtos da região onde tem o empreendimento. “Eu comecei a empreender por uma necessidade de compartilhar e levar até as pessoas aquilo que eu acredito de transformação alimentar. Percebi que esse meu desejo era um nicho de mercado crescente de pessoas mais conscientes com alimentação, buscando novas alternativas para equilíbrio e saúde”, diz Roberta. 

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Trilhas de Conhecimento

Para reunir iniciativas como o Sebrae Delas, o Programa de Apoio à Competitividade das Micro e Pequenas Indústrias (Procompi), da CNI, além de créditos em bancos, o Governo Federal lançou em março o programa Brasil pra Elas. Um portal digital que reúne as várias etapas para o empreendedorismo, focado na atuação de mulheres. 

Para a secretária Especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, Daniella Marques, o empreendedorismo feminino é fundamental na retomada da economia. Apesar de dinheiro não ter “carimbo, cor, ideologia ou sexo”, Marques defende que é importante a particularização das ações. “a gente vai ter um olhar mais sensível à questão do empreendedorismo feminino”, diz. 

O plataforma Brasil pra Elas é uma forma de as mulheres ganharem tempo, uma vez que as informações necessárias para empreender estarão reunidas em um só lugar. “Lá a mulher pode entender se ela quer começar a empreender. Serve para buscar ideias, algum curso, ver se ela precisa de apoio de crédito, então ela consegue fazer o link para os programas dos bancos públicos”, enumera a subsecretária de Desenvolvimento das Micro e Pequenas empresas do Ministério da Economia, Carolina Busatto.

Carolina ainda pontua que o programa e as discussões de seus comitês são oportunidades de olhar para as demandas específicas das mulheres. “Pensar em espaços que sejam favoráveis às crianças, à vagas em creches, em contratos que sejam feitos na linguagem que seja acessível a todos”, exemplifica. 

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03/11/2021 03:00h

Desemprego, violência e abuso sexual contra mulheres e crianças, além da segurança alimentar dos povos tradicionais, demandaram atenção especial do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos

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A pandemia da Covid-19 desafiou o trabalho de todos os setores econômicos e governamentais no Brasil. Para o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) não foi diferente. Em entrevista exclusiva ao portal Brasil61.com, a ministra Damares Alves afirma que a pasta precisou trabalhar mais, por conta das consequências socioeconômicas da pandemia.
Apesar de o MMFDH ser um órgão de articulação e de diálogo, houve muitos projetos e entregas de ação pública.

“Na pandemia, nós ficamos responsáveis pelas Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), pelos abrigos de crianças, pelos quilombos, pelos povos tradicionais. Eu tive que literalmente entrar em navios para levar comida para a região ribeirinha no Brasil”, comenta a ministra.

De acordo com Damares Alves, o principal destaque são as mulheres, que - segundo estudo do Centro de Estudos de Economia do IREE (Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa), com dados da PNAD Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - foram as que mais perderam o emprego durante a pandemia. Do total de 8 milhões de mulheres que ficaram desempregadas, 26% não podem trabalhar por terem que cuidar dos afazeres domésticos, filhos ou outros familiares.

“Estamos trabalhando com o empoderamento, por meio do empreendedorismo a essas mulheres. Estamos trabalhando com cursos de capacitação, com milhares de vagas. Estamos trabalhando junto à Caixa Econômica, com créditos a juros baixíssimos para que as pessoas possam montar o seu próprio negócio”, destaca.

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Violência

Durante a entrevista, a ministra Damares Alves falou sobre um dos maiores desafios do MMFDH: o combate à violência sexual contra mulheres e crianças. Dados mais recentes do IBGE apontam que um em cada sete adolescentes brasileiros em idade escolar (até os 17 anos) já sofreu algum tipo de abuso sexual. Além disso, cerca de 9% das meninas já foram obrigadas a manter relação sexual contra a própria vontade.

Para combater essa situação alarmante, o MMFDH realiza uma série de ações como fortalecimento dos canais de denúncia e capacitação de profissionais da saúde, educação e assistência social, para identificação e acompanhamento dos casos de abuso sexual.

A ministra Damares Alves também ressalta que houve aumento de registros de violência contra a mulher durante a pandemia. “Se cresceu [a violência] contra a mulher, cresceu contra a criança. Nosso ministério está se preparando para fazer, junto com o Ministério da Educação e as escolas, essa leitura do que aconteceu com as crianças na pandemia. Além de dar uma assistência imediata às crianças que foram abusadas, torturadas, machucadas e negligenciadas.”

Ao longo de 2020, os canais nacionais de denúncias de violência contra a mulher registraram mais de 105 mil denúncias, segundo dados do MMFDH. Desse total, 75,7 mil denúncias eram relacionadas à violência doméstica e familiar contra a mulher.

Para denunciar qualquer situação de violência contra a mulher, o número é 180; ou contra crianças, disque 100.

Rio de Janeiro lidera registros de denúncias de violência contra a mulher no país

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Povos indígenas e quilombolas

Apesar da política indigenista ser majoritariamente articulada no Ministério da Justiça, por meio da Fundação Nacional do Índio (Funai), e do Ministério da Saúde, pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), o MMFDH também tem forte atuação nas ações destinadas aos povos tradicionais, por meio da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR).

Em janeiro de 2020, com receio de que a pandemia pudesse atingir os povos tradicionais, o MMFDH, em parceria com a Funai e a Sesai, articulou um plano de segurança alimentar dessas comunidades.

“Nós destinamos parte do nosso orçamento para compra de cestas básicas para áreas indígenas e quilombolas; porque naquele primeiro momento, queríamos que o índio não saísse da aldeia e que ninguém entrasse. Então precisávamos manter os índios alimentados para eles não saírem da aldeia.”

“Não foi fácil. Por exemplo, na região ribeirinha [do Marajó], tem lugar que a cesta básica - entre o centro de abastecimento até a pessoa - demorou nove dias para chegar. Tivemos esse desafio de enfrentar todas as dificuldades logísticas para garantir a alimentação dos povos indígenas, de quilombos e da região ribeirinha do Brasil”, afirmou Damares.

“Tivemos esse desafio de enfrentar todas as dificuldades logísticas para garantir a alimentação dos povos indígenas, de quilombos e da região ribeirinha do Brasil.” Damares Alves, ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

Confira a seguir a primeira parte da entrevista com a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves. Ao longo desta semana, você confere as partes 2 e 3.

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01/11/2021 16:45h

Dados divulgados no último boletim Mapa de Empresas, do Ministério da Economia, mostram que no segundo quadrimestre deste ano foram abertas mais de 1,4 milhão empresas no Brasil

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Entre maio e agosto deste ano, foram abertas no país 1.420.782 empresas, o que representa aumento de 1,9%, em relação ao primeiro quadrimestre de 2021, e de 26,5%, na comparação com o segundo quadrimestre de 2020. Os dados foram divulgados no último boletim Mapa de Empresas, do Ministério da Economia. Em setembro, o número de novas empresas em operação foi de 252.840.

Apesar dos novos empreendimentos, o advogado empresarial e presidente da Comissão de Recuperação de Empresas (OAB/GO), Filipe Denki, lembra que foi um ano difícil para as empresas. “Muitas empresas se endividaram em função da crise econômica causada pelo coronavírus e, diante da retomada econômica, é importante que elas negociem suas dívidas junto às instituições financeiras”, orienta.

O advogado ressalta que, para essas empresas que se endividaram, é importante renegociar as dívidas com as instituições financeiras ou empresas de crédito, verificar a possibilidade de renegociação dos contratos de locação e contratos com fornecedores, além de ter cautela na hora de investir.

A empresária e cabeleireira Luzinete Farias Rocha, de 40 anos, explica que enfrentou dificuldades para manter seu salão de beleza aberto por conta do isolamento social. “A pior parte dessa situação é você não poder exercer sua profissão, que é seu ganha-pão, é o que a gente faz todo dia para colocar comida dentro de casa. Em dias normais já é difícil, imagina com a situação de todo o comércio fechado por conta da pandemia”, lamenta.

Mesmo testando novas alternativas, como propagandas em redes sociais e atendimento na casa do cliente, Luzinete precisou fechar o salão por conta dos gastos e alugar um espaço menor para seguir trabalhando. “Mesmo com a pandemia e fechando meu salão, eu não parei de trabalhar. Eu espero que possamos sair dessa situação e acredito que muitos cuidados vão ficar. A gente precisa se adequar e reinventar o tempo todo”, conta.

Em 2020, primeiro ano de pandemia, 75 mil estabelecimentos comerciais com vínculos empregatícios fecharam as portas, de acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). As micro e pequenas empresas responderam por 98,8% dos pontos comerciais fechados.

Recuperação

Além do crescimento gradualmente positivo dos números de 2021 apresentado pelo Mapa das Empresas, o tempo médio para abertura de uma empresa no país caiu. Os dados da plataforma Governo Digital mostram que o prazo agora é três vezes menor que no início de 2019: menos de dois dias atualmente, facilitando o processo burocrático para quem deseja empreender.

Mas, segundo FIlipe Denki, é preciso ter cautela, principalmente porque o custo para empreender no Brasil ainda é alto. “As linhas de créditos são muito caras. Por isso, em relação ao governo, uma reforma administrativa é muito importante. Os gastos com a máquina pública são muito grandes, isso acaba inviabilizando investimento em áreas de educação, saúde e infraestrutura. Em relação às instituições financeiras, o crédito no Brasil está localizado em poucos bancos. Uma saída seria ampliar para outras instituições financeiras que queiram ingressar no mercado”, avalia.

Em agosto, foi instituído o Sistema Nacional de Garantias de Crédito (SNGC), que tem como objetivo facilitar o acesso de microempresas e empresas de pequeno porte ao crédito simplificado. De acordo com o Governo Federal, o novo sistema vai estimular a competição bancária, a eficiência do mercado e proporcionar maior acesso ao crédito, além de contribuir para a retomada da economia.

Os fundos já em operação também poderão participar do novo sistema, como o Fundo de Garantia de Operações (FGO), do Banco do Brasil, que dá garantia aos créditos no âmbito do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), e o Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Para quem pretende começar a empreender, a orientação do especialista é ter um bom planejamento. “Para aquela empresa que está iniciando, é importante começar com um planejamento, com capital de giro mínimo para que você possa passar por pequenas crises de mercado. Também ter um plano de negócios, com suporte profissional de contadores, administradores e até um advogado pode ser um aliado nesse planejamento”, afirma Filipe.

Como abrir uma empresa?

Primeiro é importante saber que os procedimentos são distintos para quem quer ser um Microempreendedor Individual e para quem quer abrir uma Microempresa.

  • Microempresa (ME): para exercer suas atividades no Brasil é preciso, entre outras providências, ter registro na prefeitura ou na administração regional da cidade onde ela vai funcionar, no estado, na Receita Federal e na Previdência Social. Possui teto de faturamento de até R$360 mil por ano e o número de sócios dependerá da natureza jurídica escolhida.
  • Microempreendedor Individual (MEI): o processo é todo feito eletronicamente, via internet. Faturamento de até R$ 81 mil reais ao ano, limite de contratação de apenas 1 funcionário e não poderá ter sócios.

O primeiro passo para abrir uma ME é fazer um plano de negócio, um documento que irá descrever como sua empresa irá atuar. Precisa apresentar dados como descrição dos produtos e serviços da empresa, modelo de negócio utilizado, definição do setor e ramo de atividade, público-alvo, plano operacional e financeiro.

A elaboração do contrato social é o segundo passo. Ele reunirá todas as informações sobre o negócio para criar sua existência jurídica, normalmente cabe ao contador elaborar o documento. É preciso registrá-lo na junta comercial ou cartório da região onde a empresa irá funcionar.

Também é preciso fazer a inscrição estadual ou municipal. As empresas do ramo comercial, por exemplo, devem fazer a inscrição estadual, pois recolhem o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Já as empresas de serviços fazem a inscrição municipal para recolher o ISS (Imposto Sobre Serviços).

Por último, é necessário o licenciamento, para que a empresa consiga um alvará de funcionamento, por exemplo, além de alvarás ou licenças específicas, caso haja riscos ambientais e/ou trabalhistas associados ao ramo de atividade.

Quadro econômico do Brasil

Mesmo com dados positivos em relação à abertura de empresas, a taxa de desemprego ficou em 14,1% no 2º trimestre de 2021, e atinge 14,4 milhões de brasileiros, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além disso, o PIB per capita deve fechar o ano 7,5% abaixo do pico registrado em 2013.

Para a professora da Faculdade de Economia da Universidade Federal Fluminense, Carmem Feijó, o quadro só deve ser revertido com a reindustrialização no país e com a execução de políticas voltadas ao desenvolvimento econômico.

“Eu posso traçar uma trajetória virtuosa de crescimento quando ele estimula a mudança estrutural que integra mais as diversas indústrias. Isso promove ganhos de produtividade nos setores mais dinâmicos e a ideia é que isso se espalhe para toda a economia. Então, o crescimento da produtividade está muito ligado ao setor manufatureiro”, considera.

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08/10/2021 19:30h

Brasileiros encontraram nos empreendimentos próprios uma forma de superar desemprego

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O número de trabalhadores por conta própria já totaliza 25,2 milhões no Brasil. O patamar é recorde na série histórica. No último trimestre móvel, encerrado em julho deste ano, a porcentagem de autônomos cresceu 4,7%, em comparação com o trimestre anterior. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o diretor-presidente do Sebrae, Carlos Melles, a pandemia foi a principal responsável pelo aumento do empreendedorismo entre os brasileiros. “Nós tivemos um acréscimo de vontade empreendedora de 75%, e destes, 23% são por necessidade, a pandemia os trouxe a serem empreendedores por necessidade”, diz Melles, citando dados de outra pesquisa, realizada pela GEM (Global Entrepreneurship Monitor).

Júlia Carneiro, 31, é professora e moradora de Patos de Minas, em Minas Gerais. No início da pandemia, ela se encontrou desempregada após não conseguir fechar turmas para as suas aulas do Ensino Fundamental. “O trabalho era pela prefeitura, eu sempre pegava aulas por contrato, e com a pandemia não houve contratação”, explica.

A professora conta que, por morar com os pais, teve a sorte de não ter passado por dificuldades financeiras em casa, mas que, por outro lado, a situação não foi favorável à sua saúde mental.

“Foi angustiante, fiquei bem deprimida, sem saber o que fazer. As minhas despesas pessoais eu fui pagando com as economias que eu já tinha, mas depois de quatro meses eu decidi que não dava para ficar parada, eu tinha que fazer algo.”

Foi assim que Júlia decidiu abrir o próprio negócio de cosméticos. “É algo que eu amo, comprar e usar. Então seria mais fácil começar por algo que gosto e conheço bem. Hoje tenho o meu espaço em casa e trabalho com produtos a pronta entrega, cestas, presentes”, conta. O CNPJ ela já tem, mas Júlia ainda sonha em abrir a sua loja física. Isso sem abandonar as salas de aula: “Será um desafio para o futuro conciliar a loja com as aulas, mas não pretendo deixar de ensinar.”

Geração de empregos

O diretor presidente do Sebrae, Carlos Melles, ainda destaca que “nos últimos anos, quem gera emprego de carteira assinada no Brasil é a micro e pequena empresa, são elas quem tratam do espírito empreendedor.” Atualmente, o país já possui cerca de 7 milhões de micro e pequenas empresas.

Durante a pandemia, o contador Diogo Fernandes, 26, investiu em seu primeiro comércio no Distrito Federal. Segundo ele, o desejo de empreender sempre esteve presente. “Desde que comecei a minha carreira tive a oportunidade de crescer dentro da empresa, então eu tive esse sentimento de gratidão e sempre quis retribuir. Na pandemia, eu percebi que o cenário do comércio, do empreender, no geral, havia mudado bastante. Então eu decidi que realmente tinha chegado a minha hora de começar”, conta.

Após iniciar os empreendimentos, Diogo não parou mais. Em apenas 13 meses, ele já está com quatro estabelecimentos, todos no setor de comércio alimentício: uma hamburgueria, uma distribuidora de bebidas, e uma açaiteria e sorveteria, esta última já em processo de abertura de uma segunda loja.

Com isso, o contador já possui 10 empregados contratados, distribuídos entre os seus estabelecimentos. “Eu fico muito feliz de estar gerando emprego, de poder ajudar com isso. E com certeza ainda virão outras oportunidades, ainda pretendo abrir mais lojas”, afirma Diogo.

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“Terceiro e quarto trimestres de 2021 e o ano de 2022 devem ser bastante positivos”, avalia economista José Camargo

Taxa de desemprego

Os dados do IBGE mostram que no último trimestre a taxa de desemprego no Brasil caiu 1 ponto percentual e foi para 13,7% na comparação com o trimestre anterior, finalizado em abril. Mesmo com essa queda, o país ainda possui 14,1 milhões de pessoas em busca de um trabalho.

Segundo o economista César Bergo, a decisão de empreender tem sido uma opção viável para o brasileiro fugir do desemprego: “Quanto maior a motivação, maior a probabilidade de sucesso. Abrir um negócio próprio tem seus riscos, mas é uma forma recomendável de superar uma situação de desemprego, sobretudo em uma época de pandemia como estamos vivendo agora.”

Entre os locais que apresentaram redução significativa no desemprego está Minas Gerais. A taxa no estado caiu de 13,8% para 12,5% no último trimestre. Entre os ocupados no estado, 25,8% são trabalhadores autônomos.

No Distrito Federal, a taxa de desocupação também caiu de 19,1% para 18,2% nos últimos 12 meses, segundo pesquisa elaborada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos (Dieese). Já a porcentagem dos autônomos cresceu em 4,1%.

O economista César Bergo explica que o desemprego no país ainda possui alguns problemas estruturais para serem resolvidos até que o cenário mude significativamente: “Tem muitas questões estruturais ligadas à desigualdade, à concentração de renda, tem a questão do avanço tecnológico que elimina alguns postos de trabalho, a falta de capacitação de mão de obra.”

Apesar do crescimento recente da taxa, o rendimento médio dos trabalhadores diminuiu 2,9%. César Bergo destaca o motivo: “Com o tempo, a renda também caiu, porque você tem a oferta de trabalho e as pessoas acabam aceitando trabalhar por um valor menor do que recebiam antes. Esse é o cenário pós-pandemia.”

Setores em alta

No Brasil, as atividades econômicas de maior crescimento no último trimestre foram os setores de construção (10,3%), alimentação (9%), serviços domésticos (7,7%), transporte, armazenagem e correio (4,9%), comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (4,5%) e agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (3,2%).

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27/09/2021 19:20h

Em entrevista ao portal Brasil61.com, professor da PUC-RJ e economista-chefe da Genial Investimentos foi otimista quanto ao crescimento do PIB e queda na taxa de desemprego nos próximos meses

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Com o avanço da vacinação e o relaxamento das restrições, cresce a expectativa pela retomada consistente da atividade produtiva do País após a acentuação dos efeitos negativos da pandemia de Covid-19 na economia, como a inflação acumulada de 9,68% nos últimos 12 meses e os quase 14,5 milhões de desempregados. 
 
Para entender qual o cenário para a economia do Brasil no segundo semestre de 2021 e no ano de 2022, o Brasil 61 Entrevista conversou com José Márcio Camargo, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e economista-chefe da Genial Investimentos.   
 
Camargo é otimista não só em relação ao crescimento no País nos próximos meses, mas também crê que a qualidade de vida dos brasileiros vai aumentar. “No Brasil não existe nenhuma resistência à vacinação. As medidas de isolamento social e de restrição à mobilidade estão diminuindo. Isso certamente vai gerar uma grande melhora no bem-estar das pessoas. Elas vão sentir uma melhora na vida, de modo geral. E dado esse ambiente, a gente tem um cenário de volta da demanda, crescimento das compras, das vendas, e isso vai gerar um dinamismo muito importante. O terceiro e quarto trimestres de 2021 e o ano de 2022 devem ser bastante positivos”, avalia.

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Segundo o professor, após um segundo trimestre de frustração, principalmente devido à segunda onda da pandemia do novo coronavírus, a economia já dá sinais positivos. Camargo calcula que o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer 5,4% este ano, acima, inclusive, dos níveis registrados antes da pandemia. Além disso, ele acredita em uma queda constante no número de desempregados. 
 
“A taxa de desemprego deve fechar o ano em 12,5%. No ano que vem, deve cair ainda mais, para níveis próximos de 10% ao ano, no final de 2022.  A tendência, sem dúvida, é de queda na taxa de desemprego”, afirma. O economista também falou sobre a expectativa em torno da inflação, da volta do setor de serviços e muito mais. Confira a entrevista abaixo. 

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30/07/2021 10:45h

Números do Caged mostram 1,6 milhões de admissões e 1,2 milhões de desligamentos de empregos com carteira assinada no período analisado

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O Ministério da Economia divulgou nesta quinta-feira (29) as Estatísticas Mensais do Emprego Formal, o Novo Caged. A pesquisa mostra que o Brasil gerou 309 mil postos de trabalho em junho deste ano, resultado de 1.601.001 admissões e de 1.291.887 desligamentos de empregos com carteira assinada. 

No acumulado de 2021, também há um saldo positivo de 1,5 milhões de novos trabalhadores no mercado formal. Outro dado de destaque do levantamento mostra que a quantidade total de vínculos celetistas ativos do Brasil chegou a 40 milhões em junho, uma variação de 0,76% de estoque de empregos formais em relação ao mês anterior.

Segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, essa é a primeira vez desde a crise de 2015 que o país ultrapassa o patamar de mais de 40 milhões de postos formais de trabalho. Guedes anunciou ainda que o governo federal trabalha para lançar oportunidades de trabalho aos jovens e uma formalização de cerca de 38 milhões de trabalhadores informais que hoje recebem o auxílio emergencial.

O ministro citou que, em breve, serão lançados programas como o serviço social voluntário e os bônus de inclusão produtiva (BIP) e de incentivo à qualificação profissional (BIQ).

“Tememos muito o efeito cicatriz, que é a mutilação de uma geração em função de uma pandemia dessa, já no setor educacional, já temos esse receio no setor educacional. E queremos, então, acelerar a absorção desses jovens, seja com treinamento de qualificação profissional, seja com serviço social voluntário para que eles se preparem para o mercado formal de trabalho”, disse Paulo Guedes.

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06/07/2021 03:00h

Estudo do Ipea divulgado recentemente mostra alta no desemprego de forma generalizada, com maiores taxas de desocupação em Pernambuco, Bahia, Sergipe, Alagoas e Rio de Janeiro, e números positivos no mercado somente em Roraima e Amapá

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Os impactos da pandemia da Covid-19 no mercado de trabalho continuam altos, mesmo com mais de um ano dos primeiros casos da doença no Brasil. É o que mostra um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado recentemente, com dados do primeiro trimestre de 2021. O levantamento mostrou duas conclusões principais: a taxa de desemprego ficou 2,3 pontos percentuais acima do resultado do mesmo período de 2020 e o número de pessoas com idade para trabalhar que não buscaram emprego subiu 25%.  

“O estudo do Ipea mostra que, no primeiro trimestre de 2021, mesmo diante de uma aceleração da economia acima da projetada e de uma expansão da ocupação, o mercado de trabalho brasileiro segue duramente afetado pelos efeitos da pandemia do coronavírus, conjugando uma taxa de desocupação elevada e crescimento da subocupação e do desalento”, explica a economista Maria Andreia Lameiras, uma das autoras do estudo.

A especialista também destaca que o desemprego foi maior entre as mulheres, os trabalhadores mais jovens e aqueles de qualificação profissional mediana. Os detalhes mostram que a taxa de desocupação foi de 17,9% para o sexo feminino e 12,2% para a população do sexo masculino. Os mais jovens, de 18 a 24 anos, tiveram uma taxa de desemprego de 31%.

Quando analisadas as regiões do país, observa-se uma alta generalizada de desocupação, maior no Nordeste e no Sudeste. Enquanto a taxa de desocupação em todo o Brasil ficou em 15,1%, em março, essas regiões apresentaram taxas de 18,6% e 15,2%, respectivamente.

Estados

Todas as unidades da federação registraram aumento da desocupação em 2021, à exceção de Roraima e Amapá. Em números absolutos, as maiores taxas de desemprego no primeiro trimestre foram dos estados de Pernambuco (21,3%), Bahia (21,3%), Sergipe (20,9%), Alagoas (20%) e Rio de Janeiro (19,4%). 

Morador de Recife, Álvaro de Almeida é uma das pessoas que compõem os dados de desempregados em Pernambuco, região que lidera o índice negativo. Comerciante, ele perdeu o emprego em janeiro deste ano. “Durante 12 anos trabalhei com venda de veículos, da mesma marca, na mesma empresa. Eu tinha um cargo teoricamente estável dentro da empresa, conseguia ter um bom faturamento, conseguia ter uma boa renda e, de repente, a pandemia mudou tudo”, lamenta.

Ele relata ter observado quadros de melhoras e pioras no mercado de trabalho durante a crise sanitária enfrentada pelo Brasil, movimento semelhante às ondas de novos casos e óbitos em decorrência da Covid-19, mas que os hábitos de consumos dos brasileiros tiveram que mudar desde o começo deste período de pandemia.

“O poder de compra diminuiu. As pessoas estão dando mais prioridade às necessidades básicas. O carro virou um luxo. Você trocar o seu veículo virou um luxo”, diz. A área de atuação de Álvaro, o comércio, apresentou ainda uma variação de -11,7% de pessoas ocupadas com carteira assinada durante o primeiro trimestre deste ano.

No Dia do Trabalhador, desemprego bate recorde no Brasil

Número de pessoas desempregadas no Brasil subiu 3,4%, diz IBGE

Universidade Zumbi dos Palmares lança plataforma de e-commerce para estimular economia entre negros

Próximos meses

Apesar das estatísticas preocupantes, o estudo do Ipea mostra que há uma recuperação da ocupação pela frente, o que já vem ocorrendo de maneira mais intensa entre os empregados sem carteira e os trabalhadores por conta própria. O contingente deste grupo de trabalhadores informais registrou recuos menos expressivos no primeiro trimestre de 2021 do que no trimestre móvel encerrado em agosto de 2020.

A economista Maria Andreia aponta que, “para os próximos meses, as perspectivas são positivas”, sobretudo por conta do aumento do ritmo de vacinação contra a Covid-19. “Isso deve gerar um dinamismo adicional no setor de serviços, que é o grande contratador de mão de obra brasileira. No entanto, mesmo diante desse cenário da melhora do emprego, a taxa de desocupação deve continuar elevada, tendo em vista que boa parte dos trabalhadores que saíram do mercado de trabalho durante a pandemia deve retornar à procura de uma nova posição no mercado de trabalho”, avalia. 
 

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01/07/2021 03:30h

Apesar da alta na procura por emprego, a oferta de vagas ainda está baixa

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Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados nesta quarta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o número de pessoas desempregadas no Brasil subiu 3,4% no trimestre encerrado em abril deste ano, elevando a taxa de desocupação para 14,7%.

Deputados defendem que privatização da Eletrobras pode beneficiar construções de hidrelétricas

Reforma Tributária é fundamental para aumentar a competitividade da Indústria Nacional

Em comparação com o trimestre encerrado em janeiro, quando a taxa ficou em 14,2%, o aumento foi de 0,4 ponto percentual, o que representa mais 489 mil pessoas desocupadas, totalizando 14,8 milhões de pessoas em busca de trabalho no país.

De acordo com a pesquisa, depois de um ano como o de 2020, onde milhões de pessoas perderam trabalho, é de se esperar que muitas pessoas estejam buscando novas oportunidades. E que, apesar da alta na procura por emprego, a oferta de vagas ainda está baixa.

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Economia
30/06/2021 04:00h

O ShopBlack surge como uma alternativa no atual contexto da pandemia, com a crise econômica, alta do desemprego e redução do auxílio emergencial

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Com o objetivo de criar um espaço online para comercialização de produtos e serviços entre pequenos empreendedores negros, a Universidade Zumbi dos Palmares lançou o e-commerce ShopBlack. A ferramenta surge como uma alternativa no atual contexto da pandemia, com a crise econômica, alta do desemprego e redução do auxílio emergencial.
 
Segundo o reitor da universidade e idealizador do projeto, José Vicente, a iniciativa é resultado do desenvolvimento do projeto de aceleração de startups. O objetivo é o empoderamento e fortalecimento do empreendedorismo para os alunos da universidade, seus familiares e a comunidade negra em geral. “É um ambiente que pretende permitir e estimular e o empreendedor mesmo possa gerar emprego e renda, mas sobretudo vender e comercializar o seu produto no ambiente eletrônico”, afirmou. 

Funafro realiza congresso sobre empreendedorismo para jovens negros

Projeto modelo em Campinas capacita gratuitamente jovens para o mercado de trabalho

A universidade começou a estruturar o projeto pensando em construir uma saída para a falta de emprego durante a pandemia e de dificuldade dos negros de acessar cargos mais altos no mercado de trabalho. 
 
A professora aposentada de cultura negra brasileira, Maria do Carmo Moura, de 76 anos, que participou da iniciativa, acredita que os negros, sobretudo da terceira idade, precisam de oportunidade e um lugar em que o produto tenha visibilidade. “Eu acho que o caminho para nós negros é esse. Nós nos juntamos, porque o ShopBlack é uma reunião de quase todos os negos que fazem algumas coisas e sempre estão produzindo. Nós vamos ter um ponto tanto para a gente comprar ou vender”, disse.
 
Segundo a Universidade, a iniciativa visa contrapor a situação da pandemia, mas a ideia é que a plataforma continue em funcionamento mesmo depois. A iniciativa antecede o momento de crise e já era um projeto estruturado para fortalecer e ampliar o empoderamento dos jovens negros por meio do empreendedorismo, que veio para ficar e pretende se ampliar.

Diferença salarial

Uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de ONGs (Abong) apontou as discrepâncias entre a remuneração e cargos ocupados por negros e brancos. Segundo o levantamento, em 2019 as pessoas negras ganharam em média 27% menos que as brancas nas ONGs. Os dados são baseados em informações da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério da Economia, no período de 2015 a 2019, apurados nas 27 capitais brasileiras.
 
A faixa de remuneração média nas ONGs é a de meio a três salários mínimos. De acordo com o estudo, enquanto os homens brancos têm a maior participação na faixa dos salários mais altos (mais de 20 salários mínimos), os negros são a maioria nas faixas que representam os menores salários. 

Aumento da desigualdade na pandemia

No segundo trimestre de 2020 a desigualdade de renda bateu recorde no Brasil, segundo o estudo “Efeitos da pandemia sobre o mercado de trabalho brasileiro”, divulgado pelo FGV Social (Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas). O indicador estudado na pesquisa foi o índice de Gini, que monitora a desigualdade de renda em uma escala de 0 a 1, sendo que, quanto mais próximo de 1, maior é a desigualdade. O do Brasil ficou em 0,6257 em março.
 
Os números confirmaram que houve sim uma queda significativa na renda do trabalho da população, que teve redução de 20,1% no segundo trimestre de 2020, na comparação com os três primeiros meses do ano. Com isso, a queda de renda da população alcançou diferentes níveis. Os 10% mais ricos também tiveram perdas nos rendimentos, mas não tão substanciais como a população de menor renda que foi duramente atingida.

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18/06/2021 16:30h

Requerimentos se concentram principalmente nos setores de serviços e comércio

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Pedidos de seguro desemprego caem 53% no Ceará, em maio. O mês foi encerrado com 15.469 requerentes do seguro-desemprego, apresentando uma redução em relação ao mesmo período de 2020, quando o estado registrou 32.935 solicitações.

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Os dados da Base de Gestão do Seguro-Desemprego, do Ministério da Economia, revelam ainda que os pedidos se concentram principalmente nos setores de Serviços (38,67%), seguido pelo Comércio (25,3%), Indústria (22,63%) e Construção Civil (11,64%). Além disso, a maior parte foi solicitada por trabalhadores com ensino médio (9.860), com idade entre 30 e 39 anos (5.524) e do sexo masculino (65,87%).

Considerando os cinco primeiros meses de 2021, no Ceará, foram habilitados ao recebimento do seguro-desemprego formal 81.446 requerentes, o que representa um aporte de R$ 344 milhões na economia local, com o valor médio da parcela de R$ 1.242,10.

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Brasil 61