Construção civil

14/07/2022 04:15h

As sergipanas dão exemplo de empreendedorismo feminino para o Brasil. Sergipe concentra a maior proporção de mulheres entre os donos de negócio do Nordeste e uma das maiores no País (37%), segundo o Atlas dos Pequenos Negócios, do Sebrae.

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Quando o assunto é empreendedorismo feminino, as sergipanas dão exemplo para o Brasil. O estado tem a maior proporção de mulheres entre os donos de negócio do Nordeste e uma das maiores do Brasil, chegando a 37%, segundo o  Atlas dos Pequenos Negócios do Sebrae

E uma dessas protagonistas é a Rafaela Viana, de 31 anos. A empreendedora do município de Maruim fundou, em 2018, a empresa de acabamentos e pintura 'Mulheres de Obra' – a única da construção civil com mão de obra 100% feminina em toda a região. 

"Mulheres de Obra é uma empresa totalmente disruptiva, que veio quebrar paradigmas. Sempre tive vontade de ver mais mulheres no canteiro de obra. E aqui, no Nordeste, somos a única empresa 100% feminina na área da construção civil."

No setor da construção civil, Rafaela iniciou como técnica de edificações em uma empresa. Lá, notou que algumas coisas deixavam a desejar na parte de acabamento. E foi daí que surgiu a ideia de um novo negócio. Ela conta: “tudo mudou” após participar de um workshop do Sebrae sobre empreendedorismo feminino. 

"Teve aquela palestra maravilhosa sobre empreender, sobre o protagonismo da mulher. E saí de lá convicta de que iria montar meu próprio negócio. Desde 2018 para cá, o Sebrae faz parte, tanto da minha vida como da minha empresa. Já participei de duas edições do Delas [Sebrae Delas, Desenvolvendo Empreendedoras Líderes Apaixonadas pelo Sucesso]. Aprendi muito, agregou muito valor para meu negócio."

Desde então, a 'Mulheres de Obra' já fez oito obras de médio e grande porte e participou de obras em 500 casas e apartamentos. Para o futuro, Rafaela espera abrir mais filiais da empresa em outros estados brasileiros e que mais mulheres possam trabalhar nos canteiros de obras do País. 

Há 50 anos, o Sebrae apoia pequenos negócios como o da Rafaela. São pessoas que trabalham e realizam, movimentando a economia e transformando a história de milhares de brasileiros.

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15/06/2022 15:05h

Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC), divulgada pelo IBGE nesta quinta-feira (15), traz dados sobre o setor da construção e suas mudanças entre 2011 e 2020

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A indústria da construção no Brasil gerou R$ 325,1 bilhões em valor de incorporações, obras e/ou serviços da construção em 2020, resultado obtido a partir de 131,8 mil empresas ativas no setor. Os dados são da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC), divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira (15). Além disso, o setor empregou 2 milhões de pessoas, que receberam R$ 58,7 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações. 

O levantamento reúne estatísticas sobre o segmento empresarial da indústria da construção no Brasil para fornecer subsídios para planejamentos na área privada e governamental. Nesta última edição, os números mostram ainda o cenário do primeiro ano da pandemia no país. No recorte histórico que compara 2011 com 2020, por exemplo, os pesquisadores observaram um destaque para a construção de edifícios.

“Ao longo dos últimos dez anos ocorreu uma mudança estrutural da construção. Obras de infraestrutura, segmento de maior participação em valor de incorporações, obras e/ou serviços da construção no ano de 2011, perdeu importância, correspondendo, em 2020, a 32,7% do total. Esse segmento foi ultrapassado por construção de edifícios, que passou de 39,9% para 45,3% de participação no período”, traz a pesquisa.

Do total de R$ 325,1 bilhões movimentados no ano da pesquisa em toda a indústria, o segmento de construção de edifícios gerou R$ 147,3 bilhões, empregou 97.425 pessoas e gerou R$ 18,9 bilhões de salários, retiradas e outras remunerações. Já as obras de infraestrutura renderam um maior volume de salários, mesmo com menor valor envolvido e menos empregados.

Nesse segmento, houve um valor de incorporações, obras e/ou serviços da construção de R$ 106,3 bilhões, foram ocupadas 628.023 pessoas e as remunerações chegaram a R$ 21,8 bilhões. “Construção de edifícios passou a ser o segmento mais representativo da indústria da construção, mudança que ocorreu em 2012 e seguiu até 2020”, destaca a pesquisa. 

Marcelo Miranda Freire, analista da pesquisa do IBGE, também ressalta essas alterações. “Uma mudança estrutural que ocorre ao longo desses dez anos é justamente que, lá em 2011, ‘obras de infraestrutura’ era o segmento mais relevante, com 41,7%. Ele perde um pouco de participação para construção de edifícios e também para serviços especializados da construção, ao longo dos dez anos, e agora, atualmente, em 2020, se mantém como segundo colocado ao longo desses últimos dez anos.”

Outra mudança na linha do tempo das estatísticas vem da participação do setor público e do privado em obras de infraestrutura. Nesse recorte, a atuação do setor público vinha sendo a maior desde 2016, quando empresas privadas representaram 48,6% de participação, abaixo dos 52,6% de 2015. Mas, em 2020, essas obras foram divididas em 50% para ambos os setores.

Emprego

A PAIC 2020 mostra uma queda no número total de pessoas ocupadas na indústria da construção de 2,7 milhões, em 2011, para 2 milhões, em 2020. Mas entre, 2019 e 2020, o volume de emprego nessa área aumentou em 71,8 mil pessoas. 

A remuneração média, medida em salário mínimo, também apresentou queda entre 2011 e 2020, passando de 2,6 salários mínimos para 2,2. O segmento de obras de infraestrutura segue sendo o que melhor remunera, com média de 2,6 salários mínimos em 2020. 

Ainda entre 2011 e 2020, com relação às regiões do Brasil, houve queda do percentual da população empregada na indústria da construção no Nordeste e no Norte, enquanto no Centro-Oeste a estatística continuou a mesma. Nas regiões Sul e Sudeste houve aumento desses ocupados. “A Região Sudeste continuou figurando como a principal empregadora, seguida das Regiões Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Norte”, destaca a pesquisa. 

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14/06/2022 11:11h

Em evento da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias, ministro Daniel Ferreira apresentou novidades como o aumento no valor do subsidio para baixa renda e o projeto-piloto de locação social

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O Governo Federal apresentou, nesta segunda-feira (13), medidas tomadas para aprimorar o Programa Casa Verde e Amarela e ampliar o acesso da população à moradia digna. O tema foi abordado pelo ministro do Desenvolvimento Regional, Daniel Ferreira, e pelo secretário nacional de Habitação, Alfredo dos Santos, durante encontro promovido pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), em São Paulo (SP).

Entre as novidades apresentadas pelo ministro está o aumento, até 31 de dezembro deste ano, no valor do subsídio para famílias de baixa renda financiarem imóveis por meio do Programa Casa Verde e Amarela. O acréscimo será de 12,5% a 21,4%, variando conforme a região, renda familiar e o tamanho da população do município. Essa foi a segunda ampliação do volume de subsídio - a primeira ocorreu em setembro do ano passado.

De acordo com o ministro, essas revisões foram essenciais para manter o bom número de unidades habitacionais contratadas por meio do Casa Verde e Amarela. Até maio deste ano, foram 136.660 unidades contratadas por pessoas físicas. Nos últimos três anos, o primeiro quadrimestre de 2022 só é menor do que no ano passado, quando foram contratadas cerca de 150 mil moradias. "Essa medida tem surtido efeito e acreditamos que, nos próximos meses, teremos resultados ainda melhores”, destacou o ministro Daniel Ferreira.

Outros temas abordados pelo ministro foram o programa-piloto voltado à locação social e a seleção de protótipos de moradias de interesse social, que serão produzidos com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR).

Além disso, Daniel Ferreira falou sobre sobre outras mudanças em estudo para o Programa Casa Verde e Amarela, como a ampliação do limite do grupo 2 de atuais R$ 4 mil para R$ 4,4 mil, e do grupo 3, de R$ 7 mil para R$ 7,7 mil, carência de seis meses para o início do pagamento do financiamento imobiliário e ampliação do prazo de financiamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de 30 para 35 anos.

Programa Aproxima

Após a fala do ministro, o secretário Alfredo dos Santos apresentou aos participantes o recém-lançado Programa Aproxima, que vai oferecer a famílias de baixa renda a oportunidade de ter acesso à moradia por meio de imóveis públicos federais desocupados em áreas urbanas com infraestrutura ampla. O Governo Federal lançou chamada pública para que os municípios e o Distrito Federal indiquem imóveis federais desocupados que possam servir a esse propósito.

Além da habitação social, o novo programa vai possibilitar, em um mesmo empreendimento, a realização de projetos que promovam o seu uso econômico. “A empresa pode receber, para o mesmo terreno, várias propostas. Uma pode ser para construir um hospital, outra para um shopping, por exemplo. Dadas as características dos terrenos, entendemos que possam surgir alternativas muito interessantes. O uso da unidade que for disponibilizada vai ser definida em comum acordo entre empresa e prefeitura”, explicou o secretário.

O vice-presidente de Relações Institucionais e Governamentais da Abrainc, Cícero Araújo, ficou satisfeito com o que ouviu no encontro. De acordo com ele, as medidas apresentadas mostram que o Governo vem atuando para contornar o momento de dificuldade econômica do País. “A expectativa que foi criada hoje é de que o MDR está ligado nas necessidades de medidas estruturantes e urgentes para o nosso país”, comentou.

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Economia
31/05/2022 01:04h

Índices de atividade e emprego da Indústria da Construção não eram tão positivos desde 2012, aponta CNI

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Os índices do nível de atividade e do número de empregados da indústria da construção atingiram o maior patamar para o primeiro quadrimestre desde 2012. Os dados são da Confederação Nacional da Indústria (CNI). 

Segundo a CNI, o nível de atividade fechou abril em 50,1 pontos. Embora tenha recuado 1,2 ponto em relação a março, o índice não apresentava valor acima dos 50 pontos para o mês de abril desde 2012. É importante destacar que valores acima dos 50 pontos sinalizam aumento do nível de atividade. 

Já o número de empregados atingiu os 50,7 pontos, registrando aumento de 0,7 ponto frente ao mês anterior. O resultado é o maior para o mês de abril nos últimos dez anos. O deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) comemora o desempenho positivo da construção civil nos primeiros quatro meses de 2022. 

“A construção civil é chave para a retomada do crescimento do país e decisiva também para a geração de empregos. Portanto, os dados merecem ser comemorados. Indicam esse crescimento da atividade e uma retomada da geração de empregos”, afirma. 

Arte: Brasil 61

Desempenho
O valor médio do índice do nível de atividade entre janeiro e abril de 2022 ficou em 49,3 pontos. Em 2012, foi de 49,6 pontos. Já o nível de empregados teve média de 49,5 pontos ante os 50,6 pontos de dez anos atrás. 

Ainda de acordo com a CNI, o Índice de Confiança do Empresário (ICEI) da indústria de construção subiu 0,7 ponto em maio, chegando a 56,2 pontos. O ICEI está acima da linha divisória dos 50 pontos, o que indica que os empresários do setor estão confiantes. O resultado também é o maior para maio desde 2012. 

William Baghdassarian, professor de economia do Ibmec, destaca que os resultados obtidos pelo setor retratam uma recuperação consistente após a pandemia e, até mesmo, de retrações mais significativas que ocorreram no meio da última década. 

“Vários dos indicadores trazidos para essa sondagem estão nos máximos históricos desde 2012. Essa á uma boa notícia por duas razões: primeiro, porque mostra que a indústria da construção, de certa forma, já ultrapassou a questão da crise da Covid e ir bem mesmo com a guerra, mas principalmente porque ela também está maior do que a atividade em 2015 e 2016, que foram anos de recessão. 

O otimismo dos empresários da construção civil está mais atrelado ao futuro do que ao presente. O índice de condições atuais ficou em 48,6 pontos em maio, abaixo, portanto, do marco dos 50 pontos. Já o indicador que mede a expectativa para os próximos meses chegou aos 60 pontos. O setor espera aumento do nível de atividade, do número de novos empreendimentos e serviços, da compra de insumos e do número de empregados nos próximos seis meses, segundo o levantamento. 

A intenção de investimento também vem em alta. Em maio subiu 2 pontos, alcançando os 44,8 pontos, maior resultado desde agosto do ano passado. Já a Utilização da Capacidade Operacional (UCO) recuou 1 ponto percentual, de 68% para 67%. Mesmo assim, trata-se do maior desempenho para o mês desde 2014. 

CONSTRUÇÃO CIVIL: Melhor desempenho para o mês de fevereiro dos últimos 10 anos

Indústria do aço mantém projeção de crescimento para 2022 mesmo com impactos econômicos negativos gerados pela guerra

Inflação
Apesar do bom desempenho da indústria da construção civil, o deputado federal Arnaldo Jardim diz que a inflação das matérias-primas utilizadas pelo setor preocupa. “Nós temos uma pressão muito grande da elevação dos insumos para a construção civil. Eu mencionaria o crescimento significativo do preço do aço, assim como o impacto do preço dos combustíveis é muito significativo. Resta, portanto, uma dúvida, sobre se essa pressão de custos não diminuirá margens e não poderá ser significativa para arrefecer a retomada que se verificou”, avalia. 

Segundo o Instituto Aço Brasil, a guerra entre Rússia e Ucrânia contribuiu para que o preço dos principais insumos para a produção do aço disparasse. O valor do carvão mineral, que responde por até 50% do custo de produção do aço, subiu 315,8%. Já o ferro-gusa aumentou 218,7% e a sucata 158,7%. 

Baghdassarian afirma que os números da construção no primeiro quadrimestre foram surpreendentes, principalmente devido ao cenário internacional. “Há uma expectativa muito grande de que haja uma desaceleração econômica das grandes economias, principalmente a partir de 2023 e o mercado já antecipa um pouco isso. Então, a gente tem que olhar para esse otimismo com uma certa cautela. Outro fator que pode afetar bastante a economia e a construção civil é a questão dos combustíveis. Há uma possibilidade de que a gente possa ter desabastecimento de óleo diesel no segundo semestre”, conclui. 

Para elaborar a Sondagem da Indústria da Construção, a CNI ouviu 419 empresas entre 2 e 10 de maio. 

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Economia
15/05/2022 17:35h

Recuo na comparação com janeiro, no entanto, era esperado. Intenção de investimento subiu e alcançou maior patamar para o mês desde 2014

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Os indicadores de atividade e emprego da indústria da construção civil foram os melhores para o mês de fevereiro dos últimos 10 anos. De acordo com a Sondagem Indústria da Construção, promovida pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), o resultado reflete o bom momento do setor. 

Segundo a pesquisa, o desempenho da atividade ficou em 48,2 pontos em fevereiro, abaixo da linha divisória dos 50 pontos, que separa aumento de queda do nível de atividade. No entanto, é o melhor resultado para o mês de fevereiro desde 2012, quando o índice bateu os 49,4 pontos. 

O indicador do número de empregados ficou em 49,2 pontos, também abaixo do marco que indica crescimento. A performance é similar à que ocorreu com o nível de atividade. Ou seja, apesar de não indicar crescimento, o indicador é o maior para fevereiro desde 2012 (50,8 pontos). Segundo Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, a redução da atividade e das contratações na comparação com janeiro era esperada. Um dos fatores que pode ter contribuído é o fato de fevereiro ser mais curto. 

Já o índice de intenção de investimento da indústria da construção civil subiu 1 ponto, alcançando 44,6 pontos. É o maior valor para o mês desde 2014. O economista Carlos Eduardo de Freitas diz que a notícia sobre a sondagem da construção civil é “alvissareira” e é um bom indicativo para a economia brasileira.

“Esse desempenho muito bom da indústria da construção civil aumenta o estoque de capital, portanto a produtividade da economia pode aumentar e a produtividade é o sinônimo, por assim dizer, de crescimento e desenvolvimento econômico”, explica. 

O economista explica que a retomada da construção civil também pode contribuir para queda ainda maior da taxa de desemprego. “Como a construção civil é uma indústria que emprega muita mão de obra, isso pode ajudar a acelerar a queda da taxa de desemprego. Estamos iniciando uma recuperação econômica, mas o desemprego sempre custa um pouco mais a cair, e a construção civil tendo bom desempenho pode acelerar um pouquinho esse fator”, acredita. 

O deputado federal Luiz Phillipe de Orleans e Bragança (PL-SP) celebra o desempenho da indústria da construção civil em fevereiro. “De fato, temos uma recuperação na pandemia invejável relativa às outras economias do mundo. O trabalho do ministro da Economia, Paulo Guedes, a maneira frugal que o governo tem conduzido as contas públicas, não gastando mais do que arrecada, tentando criar sobras de caixa para poder ainda fazer investimento e, ao mesmo tempo, você teve redução de burocracia e de alíquotas em vários setores produtivos e isso gerou ganhos”, avalia. 

ICEI
Outro indicador que avalia a percepção dos empresários da construção civil, o ICEI (Índice de Confiança do Empresário), caiu 1,3 ponto em março na comparação com fevereiro. O índice está em 55,3 pontos, o que indica que os empresários continuam confiantes, tanto em relação ao presente quanto ao futuro da atividade. 

INDÚSTRIA QUÍMICA: MP que extingue Reiq deve ser votada na próxima semana

TRABALHO: Congresso decidirá se MPs do governo vão se tornar leis permanentes

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30/04/2022 03:19h

Sistema de Informação do Desempenho Ambiental da Construção (Sidac) foi lançado nesta semana

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Representantes da indústria da construção civil e entidades de incorporadoras apoiaram o lançamento, nesta semana, do Sistema de Informação do Desempenho Ambiental da Construção (Sidac), uma plataforma web que permitirá calcular a sustentabilidade ambiental dos materiais de construção civil no Brasil.

O Sidac fornecerá informações sobre consumo de energia e emissão de dióxido de carbono (CO2) dos principais materiais de construção utilizados no país, como tijolos, concreto, aço e madeira, com o objetivo de embasar políticas públicas de incentivo à construção sustentável e de baixo carbono.

A partir de agora, os fabricantes de produtos de construção podem cadastrar os dados e informações sobre o ciclo de vida dos materiais. As informações serão submetidas à revisão de especialistas e só depois publicadas. A plataforma web (sidac.org.br) também receberá rapidamente as atualizações, caso um fabricante tenha alguma melhoria no produto ou no processo. Os dados depois ficam disponíveis para consulta pública, na própria plataforma Sidac.

A coordenadora técnica do Comitê de Meio Ambiente do Sindicato da Construção Civil de São Paulo (SindusCon-SP), Lilian Sarrouf, participou do lançamento da plataforma, na última quarta-feira (27). Ela destacou que o sistema será importante para padronizar todo o setor, sendo de fácil utilização por qualquer porte de empresa. Ela explica ainda que o setor já debatia a questão há mais de uma década.

"O setor da construção civil, enquanto construtoras e incorporadoras, tem trabalhado no tema das emissões de carbono desde 2010. Nos preocupa muito e nos preocupava muito, a gente criar metodologias setoriais e que pudessem ser utilizadas por todas as empresas. Então, o Sidac é uma metodologia setorial, é uma metodologia que vai trazer, vamos dizer assim, uma unidade naquilo que a gente está medindo, na forma de medir. Então, isso é bem importante esse papel do Sidac", afirmou Lilian Sarrouf.

A avaliação ocorrerá por meio de uma abordagem simplificada da Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), um método reconhecido internacionalmente, que permite conhecer o gasto de energia e a emissão de CO2 desde a extração dos recursos na natureza até a transformação dos materiais na fábrica.

A Gestora de Projetos de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, Mariana Silveira Nascimento, também acompanhou o anúncio da plataforma. Ela afirmou que todo o setor apoiou a criação do Sidac e que o objetivo agora é capilarizar e incentivar o uso do sistema.

"A gente tem que dar um grande apoio na capilarização, que quanto mais dados a gente tiver, mais alimentação e mais instrução a gente consegue na ponta, eu acho que a gente vê um um grande resultado. Vamos fazer o papel de divulgação, de disseminação, se for necessário, capacitação junto às nossas entidades", disse Mariana Silveira.

O Sidac é fruto do programa Strategic Partnerships for the Implementation of the Paris Agreement (SPIPA), coordenado pelo MME, financiado pelo Instrumento de Parceria da União Europeia, em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente, Conservação da Natureza, Segurança Nuclear e Defesa do Consumidor (BMUV, em alemão), e implementado pela Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ).

Além do MME, o sistema contou com a participação e a colaboração de diversos outros órgãos na sua formatação. Os debates envolveram o Ministério de Desenvolvimento Regional (MDR), a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a Eletrobras-Procel, associações de fabricantes de materiais, projetistas e construtoras, além de entidades ligadas à pesquisa e inovação.

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27/04/2022 22:13h

Sistema fornecerá informações sobre consumo de energia e emissão de dióxido de carbono (CO2) dos principais materiais utilizados no país

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O Governo Federal lançou nesta quarta-feira (27) o Sistema de Informação do Desempenho Ambiental da Construção (Sidac), uma plataforma web que permitirá calcular a sustentabilidade ambiental dos materiais de construção civil no Brasil. O Sidac fornecerá informações sobre consumo de energia e emissão de dióxido de carbono (CO2) dos principais materiais utilizados no país, como tijolos, concreto, aço e madeira, com o objetivo de embasar políticas públicas de incentivo à construção sustentável e de baixo carbono.

O anúncio da nova plataforma foi feito durante o webinar “Promovendo edificações de baixo carbono”, conduzido pelo Ministério de Minas e Energia (MME). A partir de agora, os fabricantes de materiais de construção poderão cadastrar os produtos no Sidac, por meio de uma interface web (sidac.org.br), e calcular os indicadores de desempenho ambiental.

A avaliação ocorrerá por meio de uma abordagem simplificada da Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), um método reconhecido internacionalmente, que permite conhecer o gasto de energia e a emissão de CO2 desde a extração dos recursos na natureza até a transformação dos materiais na fábrica.

O Sidac é fruto do programa Strategic Partnerships for the Implementation of the Paris Agreement (SPIPA), coordenado pelo MME, financiado pelo Instrumento de Parceria da União Europeia, em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente, Conservação da Natureza, Segurança Nuclear e Defesa do Consumidor (BMUV, em alemão), e implementado pela Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ).

Além do MME, o sistema contou com a participação e a colaboração de diversos outros órgãos na sua formatação. Os debates envolveram o Ministério de Desenvolvimento Regional (MDR), a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a Eletrobras-Procel, associações de fabricantes de materiais, projetistas e construtoras, além de entidades ligadas à pesquisa e inovação.

A partir de agora, os fabricantes de produtos de construção podem cadastrar os dados e informações sobre o ciclo de vida dos materiais. As informações serão submetidas à revisão de especialistas e só depois publicadas. A plataforma também receberá rapidamente as atualizações, caso um fabricante tenha alguma melhoria no produto ou no processo. Os dados depois ficam disponíveis para consulta pública, na própria plataforma Sidac.

O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do MME, Paulo César Magalhães Domingues, afirma que a plataforma é fundamental para que a indústria da construção civil possa aprimorar procedimentos. "Para enfrentar as mudanças climáticas, um dos pontos fundamentais para o setor da construção civil é reduzir a intensidade energética associada aos processos de fabricação, reduzindo a energia e o dióxido de carbono embutidos nesse processo. A ferramenta Sidac vai proporcionar o acesso a essas informações e o aprimoramento dos processos, contribuindo para uma economia de baixo carbono", afirmou.

A gestora de programas da Delegação de União Europeia no Brasil, Stepahnie Horel, destaca ainda a importância do sistema para promover a inovação na indústria brasileira. "A gente precisa de mais dados para conhecer quais são as tecnologias, as maneiras de fazer que são inovadoras, para facilitar esse material baixo em carbono. Isso é um trabalho muito importante, porque não é bom só para o meio ambiente e o clima, mas também em termos de geração de empregos e de novos produtos, para as empresas serem mais competitivas", defendeu.

Comitê Científico

O Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS) coordena o desenvolvimento do sistema por meio de um comitê científico. O grupo é formado por um consórcio de universidades e institutos de pesquisas brasileiros, composto pela Universidade de São Paulo (USP), pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Universidade Federal do Paraná (UFPR).

O professor Vanderley John, da Escola Politécnica USP,  um dos responsáveis pelo desenvolvimento do sistema, ressalta que alguns países já conseguem produzir concreto com pegadas de carbono até 70% menores do que os concretos convencionais, e que depois é feita a compensação com crédito de carbono no mercado. "Isso já é um novo modelo de negócio também. Carbono e energia vão definir o nosso futuro e vão definir a competitividade das empresas. Quem quiser colaborar para um futuro melhor e quem quiser ter um futuro melhor precisa começar a se preocupar com o assunto", avaliou.
 

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21/02/2022 18:50h

O resultado foi puxado pelo agravamento da situação econômica brasileira e as questões sanitárias

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Segundo o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), as vendas em janeiro somaram 4,6 milhões de toneladas, um recuo de 8,6% na comparação com o mesmo mês de 2021, mas 3,7% superior frente a dezembro do último ano.

O resultado foi puxado pelo agravamento da situação econômica brasileira e as questões sanitárias (Covid-19, com a variante Ômicron e Influenza), além da alta de juros e da inflação e fraco consumo da região Sudeste (queda de 13,3% no mês) - principalmente, pelas fortes chuvas que atingiram praticamente todo país, com destaque para São Paulo e Minas Gerais.

O setor segue pressionado com os constantes aumentos de custos dos insumos, principalmente energias elétrica e térmica (coque), sacaria e refratários, entre outros. Além disso, há um arrefecimento nas vendas de cimento destinadas ao autoconstrutor – ocasionado pelo alto desemprego, endividamento e diminuição da renda.

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Os principais indicadores da atividade em janeiro permanecem sendo a continuidade das construções imobiliárias – principalmente empreendimentos de médio e alto padrão - e a retomada, ainda que modesta, de obras de infraestrutura.

“O grande desafio do setor do cimento será assegurar o desempenho de 2019 a 2021 que contribuiu para recuperação de parte das perdas do período de 2015 a 2018 durante a pior crise da história da indústria do cimento”, disse Paulo Camillo Penna, presidente do SNIC.
 

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15/12/2021 18:20h

Inflação deve desacelerar no ano que vem, especialmente a partir do segundo semestre, com IPCA a 5%

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O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deverá crescer 1,2% em 2022, segundo estimativa-base da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada no documento Economia Brasileira: 2021-2022, nesta quarta-feira (15). Já para 2021, as projeções de crescimento fecharam em 4,7%; um pouco abaixo do percentual esperado na metade do ano, de 4,9%.

O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, avalia que em 2021 houve falta de insumos em diversos setores, como construção civil e indústria de transformação, além da elevação de custos principalmente na área de energia.

O gerente-executivo de Economia da CNI, Mário Sérgio Telles, também comentou o cenário econômico de 2021.

“O ano foi muito difícil, [houve] muitos desafios na economia. Tivemos uma segunda onda de Covid-19 que trouxe uma incerteza no primeiro trimestre. Depois [houve] um crescimento muito forte da inflação, acompanhado de aumento de juros, e uma corrosão do poder de compra das famílias”. Apesar disso, segundo ele, os resultados foram muito melhores se comparados a 2020.

Os setores que mais puxaram o crescimento do PIB, em 2021, foram serviços e indústria - especialmente a de construção civil e transformação - com avanços de 4,5% e 5,2% respectivamente.

Projeções 2022

Segundo o estudo da CNI, a expectativa de crescimento de 1,2% para o PIB em 2022 é baseada em um cenário onde não haja agravamento da pandemia da Covid-19, com novos fechamentos de atividades econômicas.

  • Indústria: +0,5%
  • Transformação: +0,5%
  • Extrativa: +2,0%
  • Construção +0,6%
  • Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP): +0,1%
  • Serviços: 1,2%
  • Comércio: +0,5%
  • Serviços (exceto comércio): +1,3%
  • Agropecuária: +3,5%

“Dessa forma, o setor de serviços deve continuar se expandindo, principalmente os serviços prestados às famílias: alimentação, hotelaria, viagens, transporte aéreo. Esse tipo de serviço ainda está abaixo do nível pré-pandemia e tem crescido muito nos últimos meses. O setor também vai ser beneficiado, principalmente no segundo semestre de 2022, com uma composição da renda das pessoas”, comenta Mário Sérgio Telles.

“Para a indústria, depois de um ano muito positivo em 2021, deve haver um crescimento bem mais baixo em 2022, com base ainda em lançamentos e  projetos que foram feitos em 2021”, acrescenta. 

Robson Braga de Andrade acredita que a estimativa de crescimento da indústria poderia ser maior. “Crescer apenas 0,5% é um crescimento muito baixo para uma indústria brasileira tão diversificada, que tem investido tanto em inovação, em tecnologia, tem procurado mercados externos. E também não é nada significativo para uma indústria que é moderna. Temos trabalhado muito com o parlamento, com o Congresso Nacional e com o Governo Executivo, levando propostas que possam mudar essa realidade”.

Queda da Inflação

O mercado financeiro não é tão otimista e prevê um crescimento do PIB, em 2022, de apenas 0,58%, segundo o Banco Central. No entanto, o gerente-executivo de Economia da CNI, Mário Sérgio Telles, explica que as projeções da entidade levaram em conta uma estimativa de queda da inflação, acentuada no segundo semestre de  2022, com um IPCA de 5%.

“Se nós tivéssemos as mesmas variações que o IPCA teve esse ano de todos os grupos, mas só o combustível ficasse estável, isso faria com que a inflação de 10,3%, que nós projetamos para 2021, caísse em 2022 para 7,8%. Além disso, nós esperamos uma queda significativa na inflação no grupo de alimentos por uma uma safra que vai ser muito melhor do que a de 2021. E tem também uma desaceleração no crescimento dos preços industriais por conta da estabilidade no câmbio e pela normalização do fornecimento de insumos e matérias-primas.”

O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, destaca o alto preço da energia elétrica como fator de elevação da inflação em 2021.

“Tivemos uma elevação de custos muito grande, principalmente na área de energia. Se tirarmos o problema da crise hídrica e dos aumentos de energia elétrica, veremos que a inflação poderia cair para perto de 6%.”

Ocupação

Com a queda da inflação e a continuidade das atividades do setor de serviços, a CNI projeta um aumento de 4,7% de brasileiros ocupados em 2021. Para 2022, a expectativa é de novo aumento de 3,8%. No entanto, a massa de rendimentos reais deve cair, como explica Mário Sérgio Telles.

“Com a queda da inflação, mesmo com o aumento da ocupação, a massa de rendimentos reais vai cair este ano 1,8% na nossa projeção”. Segundo ele, o número de pessoas ocupadas deve continuar a crescer e a massa real deve se recuperar a partir da segunda metade de 2022, em resposta à queda da inflação.

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Segundo o presidente da CNI, um crescimento de 1,2% não é suficiente para a recuperação da economia. “Para recuperar os empregos, a economia e ter condições de investir em diversos setores sociais, desde o auxílio emergencial até educação, saúde e infraestrutura, nós precisamos ter um crescimento acima de 3%; e um crescimento continuado”.

O levantamento completo está disponível na página da Confederação Nacional da Indústria.

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O setor é um dos 17 incluídos na lista do projeto de lei que prorroga até 31 de dezembro de 2023 a desoneração da folha de pagamento

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A empregabilidade na construção civil voltou a crescer, após dois meses de resultado negativo. De acordo com levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o índice de evolução do setor, em outubro, ficou em 51,7 pontos, ou seja, acima da linha divisória dos 50 pontos que separam aumento de queda no nível de atividade.

O desempenho é favorável, mas pode ser ainda mais animador, de acordo com o setor, se for aprovado o projeto de lei que estende até dezembro de 2023 a desoneração da folha de pagamento. Por meio de nota, o Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (SINDUSCON-SP), destaca que um dos maiores desafios da economia brasileira é criar empregos e que esta é uma forma de “reduzir a pobreza, elevar a renda das famílias e aumentar a arrecadação. Daí a importância da aprovação do projeto de lei que prorroga a desoneração da folha de pagamentos de 17 setores da economia.”

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Na avaliação do especialista em finanças Marcos Melo, manter a desoneração é importante para minimizar os efeitos negativos da pandemia. Para ele, esta é uma forma de dar fôlego aos setores que mais empregam e ainda precisam de medidas como essa para manter as contratações estáveis. 

“O que se pretendeu foi justamente ajudar setores que agregam uma quantidade muito grande de mão de obra, incluindo a construção civil. Estamos percebendo uma melhora, e uma parte dessa recuperação se deve à manutenção da desoneração da Folha. Mas, ainda é preciso continuar durante um tempo, até que se perceba que a economia se recupera de forma consistente”, considera. 

Projeto que prorroga a desoneração

A proposta de prorrogar a desoneração foi recentemente aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Como tramita em caráter conclusivo, poderá seguir para a análise dos senadores, a menos que haja um recurso para a votação em plenário, o que ainda não foi definido. 

Segundo o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), os números de novos empregos podem ficar ainda melhores se a medida for aprovada. “Não aumentando custo da folha, a medida evita o desemprego e cria ambiente para criação de novas vagas caso haja ambiente de crescimento econômico”, defende o parlamentar, que foi relator do projeto na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara. 

Setores abrangidos pela medida 

  • calçados
  • call center 
  • comunicação
  • confecção/vestuário
  • construção civil
  • empresas de construção e obras de infraestrutura 
  • couro 
  • fabricação de veículos e carroçarias
  • máquinas e equipamentos
  • proteína animal
  • têxtil 
  • tecnologia da Informação
  • tecnologia de comunicação 
  • projeto de circuitos integrados 
  • transporte metroferroviário de passageiros 
  • transporte rodoviário coletivo 
  • transporte rodoviário de cargas

Importação

A proposta aprovada na CCJ também altera a legislação sobre temas tributários (Lei 12.546/11). A medida aumenta, ainda, em um ponto percentual, a alíquota de Cofins-Importação para um conjunto de produtos. Com isso, a ideia é equilibrar os custos entre bens produzidos no Brasil e no exterior.
 

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Brasil 61