Construção civil

05/10/2021 18:50h

Promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), evento será realizado nos dias 25 e 26 de outubro. Inscrições já estão abertas

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O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e a Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ) vão realizar, nos dias 25 e 26 de outubro, a 1ª Feira Virtual de Construção Sustentável (FVCS). O evento, que será gratuito e 100% on-line, visa possibilitar a troca de conhecimentos e a realização de negócios entre diferentes empresas, sociedade civil e o setor público, estimulando o mercado e fortalecendo cadeias de produção sustentáveis na construção civil. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas neste link

A feira vai contar com palestras com especialistas, que apresentarão soluções para a cadeia produtiva do setor, com foco no aumento da eficiência energética na construção habitacional de interesse social. O evento faz parte do Projeto EEDUS – Eficiência Energética para o Desenvolvimento Urbano Sustentável, promovido pelo MDR em parceria com a GIZ.

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O evento também vai contar com rodadas de conexões e negócios, com produtos e serviços relacionados à eficiência energética. Por meio de um sistema exclusivo de agendamento, os participantes identificarão e convidarão as organizações com as quais desejam se reunir. Nas reuniões, com duração de 15 minutos, as organizações apresentarão suas oportunidades de parcerias e/ou negócios, proporcionando a aproximação entre as partes.

A feira on-line é destinada a profissionais do setor, executivos de construtoras, empreiteiras, incorporadoras, consultoria e gerenciamento de obras, projetistas, fabricantes de materiais e equipamentos, agentes financeiros e fundos de investimentos, agentes públicos, acadêmicos, entidades de classe, estudantes e interessados por temas que permeiam os diferentes setores da construção sustentável.

A 1ª edição da FVCS será um dos destaques da programação da 93ª edição do Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic). Considerado o maior evento do setor, o Enic é realizado com apoio e patrocínio de indústrias e empresas de serviços, além da parceria dos sindicatos e associações da construção civil. É ainda reconhecido como o mais importante fórum de debates dos temas estratégicos e da agenda nacional da construção.

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O evento, realizado em São Paulo, reuniu, durante três dias, especialistas da construção civil, de entidades de classe e do Governo Federal

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Encontrar as melhores práticas para desenvolver cidades mais inteligentes e conectadas. Com esse objetivo, o Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional, o MDR, participou nesta sexta-feira, 3 de setembro, do Connected Smart Cities. O evento, realizado em São Paulo, reuniu, durante três dias, especialistas da construção civil, de entidades de classe e do Governo Federal. 

O projeto Eficiência Energética no Desenvolvimento Urbano Sustentável, desenvolvido pelo MDR em parceria com a Agência Alemã de Cooperação Internacional, a GIZ, foi tema do painel on-line “Agenda estratégica com Parceiros”.

Alessandra D'Ávila, diretora de Urbanização da Secretaria Nacional de Habitação, representou o MDR no evento. Ela reforçou a importância do setor habitacional no universo da construção civil.

A habitação tem um papel indutor bastante relevante no mercado de construção civil. Por isso, é importante pensarmos em medidas que tragam eficiência energética, qualidade, novas tecnologias e conformidade dos materiais para dentro das construções residenciais.

Para saber mais sobre o Programa Casa Verde e Amarela e outras ações de Habitação do Governo Federal, acesse mdr.gov.br.

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14/08/2021 04:00h

Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) encerrou o primeiro semestre de 2021 entregando 191,7 mil moradias do programa Casa Verde e Amarela, que recebeu R$ 607,5 milhões no período

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O primeiro semestre de 2021 se encerrou com números que evidenciam o crescimento da construção civil pelo País. Um dos indicadores do setor, o programa do governo federal Casa Verde e Amarela, antigo Minha Casa Minha Vida, fechou os seis primeiros meses do ano entregando 191,7 mil moradias, por exemplo, após um aporte de R$ 607,5 milhões no período. Somente nos estados de Minas Gerais, Goiás e Paraná foram 50.133 casas entregues, ou seja, uma média de 278 residências por dia entre janeiro e junho nesses três locais.
 
A análise completa dos números de diferentes recortes da construção civil por regiões permite diversas conclusões. Uma delas é a forma como o avanço do segmento reflete diretamente no mercado de trabalho nacional. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que o Brasil registrou um saldo positivo nos primeiros seis meses de 2021, com 9,5 milhões de contratações e 8 milhões de demissões.


 
“Eu acredito que a construção civil é um dos principais pilares da economia do Brasil”, avalia Carlos Neto, corretor de imóveis em Recife. “Quando se tem um aumento das vendas, isso reflete em geração de empregos, novas oportunidades e, também, em várias famílias brasileiras conseguindo realizar o sonho da casa própria.”  

Norte e Nordeste

O município de Pernambuco faz parte da região que mais se destacou nas contratações de financiamentos para a aquisição de imóveis por meio do Programa Casa Verde e Amarela no último semestre. Enquanto houve um crescimento de financiamentos em 12% em nível nacional, o aumento do Nordeste em comparação com o mesmo período de 2020 chegou a 24%.
 
“Desde que eu entrei na corretagem, eu só trabalho com o programa Minha Casa Minha Vida, que hoje é o novo programa habitacional Casa Verde e Amarela. Um dos principais benefícios desse novo programa é a possibilidade de ajudar aquele cliente a comprar o seu imóvel com alguns benefícios, como a redução da taxa de juros, uma entrada flexível e a ajuda do Governo Federal com o subsídio”, explica Carlos.
 
O programa do governo federal implementou uma redução de juros para as regiões Norte e Nordeste em outubro de 2020, que podem explicar o impulsionamento do Casa Verde e Amarela nesses locais. Houve redução em até 0,5 ponto percentual para famílias com renda até R$ 2 mil mensais, com juros chegando a 4,25% ao ano para cotistas do FGTS e, nas demais, a 4,5%. 
 
Camila Barbosa, enfermeira e moradora de Pernambuco, conseguiu realizar o sonho da casa própria por meio do programa em abril deste ano. “Saí me cadastrando em várias construtoras, mas eu não achei que iria conseguir. No entanto, meu corretor buscou atender às minhas expectativas e conseguiu achar um imóvel que que se encaixasse no que eu esperava. Eu ainda nem acredito que consegui, por ser tão jovem. Estou muito feliz, muito realizada”, relata.

Expansão

Construtoras aproveitam esse bom momento para novos investimentos e colhem bons resultados. A construtora e incorporadora RNI, do grupo Empresas Rodobens, por exemplo, obteve o melhor resultado semestral dos últimos cinco anos, com R$ 401 milhões em lançamentos no período. Há ainda cinco novos empreendimentos, com um potencial de gerar mais 2.500 novos postos de trabalho até o final das obras.
 
Outra característica do setor da construção civil que pode ser destacado neste cenário de impulsionamento é o avanço para fora dos grandes centros urbanos. A RNI, por exemplo, assume uma estratégia de expansão, com foco nas regiões do agronegócio, como detalha Carlos Bianconi, CEO da RNI, do grupo Empresas Rodobens. 
 
“A manutenção dos volumes de agronegócio que nós temos no Brasil demanda, na veia, a construção de unidades habitacionais. A construção civil tem sido demandada muito fortemente para fornecimento de unidades, porque as cidades do agro têm crescido, tem ocorrido uma migração de mão de obra para essas regiões. Além da mecanização, essa mão de obra exige um nível elevado de um prestador de serviço. Então, a tecnologia está presente muito fortemente no agro. É uma produção que vem em cadeia crescente há muitos anos e tende a continuar crescendo para fornecer insumos e grãos para o mundo todo”, explica Bianconi.
 
A construtora lançou dois novos empreendimentos no último trimestre, o Bosque dos Ipês, em Campo Grande (MS), e o RNI Reserva Igara, em Canoas (RS). Ainda recentemente, também foram entregues dois empreendimentos: o Recanto das Emas, em Goiânia (GO), e Origem VG, em Várzea Grande (MT), somando 1.581 unidades.

Agro e mineração

Dionyzio Klavdianos, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), ressalta que não há como haver desenvolvimento sem que haja uma construção civil forte no local. Para o especialista, esse é o primeiro setor que se incorpora ao dia a dia da cidade, juntamente com comércio e serviço, com construção de casas, galpões para armazenamento, pequenas estradas vicinais e centro de saúde, por exemplo.
 
“Novas fronteiras abertas, notadamente no agronegócio, na mineração, necessitam da construção civil para se consolidar. A cidade progride e a construção civil se solidifica. Importante dizer que a construção civil tem um componente social muito forte. Então, nessas novas fronteiras, aquela população que chega notadamente necessitada, sem nenhum recurso, vai procurar na construção civil o abrigo. É a primeira oportunidade importante de se estabelecer enquanto emprego”, pontua.
 
Ele cita ainda que outra região de destaque no segmento tem relação direta com a agricultura. “Uma das regiões que mais evolui hoje no País é o Centro-Oeste, que é um dos principais berços do agronegócio, onde a mineração também tem forte papel. Nesses locais, a construção civil tem obtido excelentes indicadores de crescimento”. 
 

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05/07/2021 16:19h

Grupo de trabalho encabeçado pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) estuda soluções que possam ser aplicadas nos projetos habitacionais do Programa Casa Verde e Amarela

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O Ministério do Desenvolvimento Regional, o MDR, vem buscando ferramentas que possibilitem construir moradias mais sustentáveis e com menor impacto ambiental. Essa iniciativa é de um grupo de trabalho com participação de representantes do setor da construção civil. 

Desde maio deste ano, o GT vêm debatendo projetos e soluções que possam integrar o Plano Nacional de Habitação (PNH) e serem aplicadas nos projetos habitacionais do Programa Casa Verde e Amarela, do Governo Federal.

Um dos projetos é o Sistema de Informação do Desempenho Ambiental da Construção (Sidac), que visa, segundo a secretária executiva do Comitê Nacional de Desenvolvimento Tecnológico da Habitação, Rhaiana Santana, "fazer um cálculo de emissão de carbono de geração de energia desde a extração dos materiais de construção".

O Sidac é capaz de revelar os impactos ambientais associados aos materiais, como consumo de energia e emissão de gás carbônico. Esses dados possibilitam compras mais assertivas dos materiais usados nas construções.

Outro projeto em debate no GT é a Pegada Hídrica, uma plataforma de cálculo de uso da água, que indica não apenas o uso direto por um consumidor ou produtor, mas também seu uso indireto. Virgínia Sodré, diretora técnica da Infinitytech, empresa de consultoria com foco de atuação em águas, explica como funciona a ferramenta.

 "Eu preciso, como construtor, como incorporador, ter essa responsabilidade sobre os produtos que compro. Toda a cadeia produtiva depende de como eu escolho meus produtos. Se eu escolho produtos que são mais eficientes, com menor Pegada Hídrica, com certeza isso vai impactar numa obra com menor Pegada Hídrica."

O grupo de trabalho de sustentabilidade tem foco em três eixos: materiais sustentáveis, eficiência energética e eficiência hídrica.

O tema sustentabilidade tem sido uma das prioridades no MDR. No fim de junho, em parceria com a Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ), o ministério premiou os vencedores do Concurso Habitação de Interesse Sustentável. Lançado em março deste ano, a iniciativa reuniu projetos arquitetônicos de habitações de interesse social inovadores, sustentáveis e que possibilitassem redução do consumo de energia.

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17/06/2021 18:35h

Foram registradas 125,1 mil empresas no setor de construção naquele ano

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Divulgada nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Pesquisa Anual da Indústria da Construção (Paic) referente a 2019, mostra que naquele ano o setor totalizou R$ 288 bilhões, sendo R$ 273,8 bilhões em obras e serviços de construção e R$ 14,2 bilhões em incorporações.

Produção industrial recua em nove de 15 locais analisados pelo IBGE

Produção industrial caiu 1,3% na passagem de março para abril, diz IBGE

Em 2019, o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 1,4%, o terceiro valor positivo seguido após a retração observada em 2015 e 2016. O setor de construção voltou a crescer em 2019 após dois anos em baixa, alcançando 1,5%, e a criação de empregos na área também mostrou crescimento, após vários anos de queda ou estagnação.

A pesquisa identifica mudanças estruturais na indústria da construção ao longo do tempo, e o IBGE destaca que em 2010 as obras de infraestrutura respondiam por 44,1% da indústria, mas em 2019 caíram para 32,2%, passando de primeiro para o segundo lugar em valor total. A construção de edifícios assumiu essa primeira posição, passando de 39,1% em 2010 para 44,2% em 2019.

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28/05/2021 10:20h

Pesquisa da FGV mostra aumento de 2,2 pontos em maio

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Segundo dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas, o Índice de Confiança da Construção apresentou alta pela primeira vez no ano. A confiança aumentou 2,2 pontos na passagem de abril para maio deste ano e chegou a 87,2 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos.

Estoques da indústria registram recuperação em abril

Índice de confiança dos empresários chega a zona de insatisfação pela segunda vez

Os empresários da construção aumentaram sua confiança tanto em relação ao presente quanto em relação ao futuro. O Índice da Situação Atual subiu 1,2 ponto e chegou a 85,5 pontos. Já o Índice de Expectativas, que mede a percepção sobre o futuro, cresceu 3 pontos e atingiu 89 pontos.

A pesquisa coletou informações de 681 empresas entre os dias 3 e 24 de maio. A próxima Sondagem da Construção será divulgada em 25 de junho.

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28/04/2021 15:55h

Queda foi de 3,8 pontos em comparação com o mês anterior; Índice de Situação Atual também caiu

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De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice de Confiança da Construção (ICST) caiu 3,8 pontos de março para abril. Foi a quarta queda consecutiva do indicador, que atingiu 85 pontos.

A Fundação também divulgou os números do Índice de Situação Atual, que mede a confiança dos empresários da construção no presente, e o recuo foi de 3,5 pontos, chegando a 84,3 pontos. Já o Índice de Expectativas, que mede a percepção dos empresários sobre o futuro, cedeu 4 pontos, indo para 86 pontos.

Segundo a pesquisadora da FGV, Ana Maria Castelo, o cenário vem piorando desde outubro de 2020 e “a combinação dos preços de insumos mais elevados e o agravamento da pandemia trouxeram novamente momentos difíceis para as empresas”.

Reportagem, Larissa Lago

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15/04/2021 00:00h

Portaria publicada pelo governo amplia prazos para entrega de moradias do programa Minha Casa, Minha Vida a municípios com menos de 50 mil habitantes

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Os municípios com menos de 50 mil habitantes terão nova oportunidade para retomar e finalizar obras de unidades habitacionais. O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) publicou portaria (523/2021) que amplia os prazos para entrega de 44,6 mil moradias referentes à Oferta Pública do Programa Minha Casa, Minha Vida em municípios, conhecida popularmente como Sub 50 mil, associada aos chamamentos públicos de 2009 e 2012.

A ampliação garante aos agentes interessados na conclusão e entrega das unidades habitacionais o período de 90 dias para manifestar interesse. O prazo final para a entrega das obras vai até o dia 26 de fevereiro de 2023 e devem ficar dentro do valor previsto originalmente, sem custos adicionais para a União. Os recursos pendentes só serão ressarcidos após a entrega dos imóveis como ferramenta de garantia.

Se os agentes financeiros não considerarem viável a retomada das obras, os estados ou municípios podem assumir os empreendimentos, garantir a conclusão e entregar com recursos próprios. No entanto, para isso, a manifestação de interesse deve ser feita em conjunto – pelo poder público estadual e municipal com o agente financeiro – vedado repasse de recursos da União.

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Municípios com menos de 50 mil habitantes

A analista da área de planejamento urbano da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Karla França, explica que há uma dificuldade dos municípios em assumir as obras, pois, por serem locais com menos de 50 mil habitantes, a cartela de empresas é pequena “Há uma dificuldade na contratação de empresas para operarem em pequenos municípios, financeiramente não é tão atrativo, então o gestor público não tem grandes opções.”

França pontua ainda as maiores dificuldades que levam a não conclusão das obras. “São fatores variados, desde empresas que por motivos internos não conseguiram concluir, atraso no repasse de recursos federais, problemas em relação à situação fundiária dessas obras e agentes regionais que faliram, tudo isso gera atraso”, explica.

De acordo com a CNM, as novas medidas propostas vão beneficiar 1.895 municípios de 22 estados. O Nordeste possui 1.119 municípios com obras não concluídas, 59% do total, o que representa 25,1 mil moradias inconclusas. A maior quantidade está na Bahia, 284 municípios possuem mais de 7 mil moradias inconclusas.

O estudo aponta ainda que o Norte possui 293 municípios com obras que podem ser beneficiadas pela normativa, seguido do Centro-Oeste, Sul e Sudeste com, respectivamente, 188, 165 e 130 municípios contemplados. O levantamento completo por município será divulgado pela CNM até o fim da semana.  
Do total quantitativo, o Nordeste é a região que possui mais obras inconclusas (59%). Karla França esclarece que a razão para tal número é que o volume de municípios com população de até 50 mil habitantes é maior. “Quando olhamos para a carteira de chamamento de 2009 e 2012, que foram os municípios situados no Nordeste, eles demandaram maior necessidade de moradias dentro do perfil 50 mil. E como os municípios operaram com pequenas empresas e bancos regionais, a partir do momento que agentes financeiros faliram, as obras foram atrasadas, tornando a região com maior quantidade de obras inconclusas”, diz. 

Para a especialista em direito público, Amanda Caroline, a retomada das obras garante agilidade no processo e acesso à moradia como previsto na Constituição Federal. “É importante pois diante da possibilidade de participação dos entes privados e agentes financeiros do poder público, as moradias podem ser entregues em tempo mais rápido e o instituto social da moradia garantido na Constituição Federal pode ser abrangido por mais pessoas.”

Em relação à população pré-selecionada, essas devem aguardar o contato da instituição financeira que será feita quando as obras retornarem. Essas famílias não serão substituídas e permanecem dentro da instrução normativa. Já para os que ainda não foram contemplados, a seleção vai ocorrer pelas normas do Minha Casa Minha Vida, e não pelo programa Casa Verde e Amarela.

“Todos que estão precisando de um imóvel e participam do programa Minha Casa, Minha Vida possam buscar junto ao estado, agências da prefeitura ou do estado, que cuidam do programa habitacional para que eles possam em conjunto, aderir a essa portaria. Será muito importante para que todos os brasileiros que estão no programa possam ser atendidos”, destaca o especialista em administração, Eliseu Silveira.  

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31/03/2021 00:00h

Segundo o coordenador setorial da Casa e Construção do Sebrae, Enio Queijada, a iniciativa consiste em fornecer dicas e orientações sobre cuidados com segurança e saúde no processo de retomada das atividades

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A pandemia do novo coronavírus atingiu em cheio a economia do país, sobretudo as finanças de pequenas empresas ligadas ao setor da construção civil. Por esse motivo, o Sebrae lançou a campanha #ContinueCuidando, que pretende ajudar companhias desse ramo e de outros que se empenham a gerar emprego e renda em todas as regiões do Brasil.

Segundo o coordenador setorial da Casa e Construção do Sebrae, Enio Queijada, a iniciativa consiste em fornecer dicas e orientações sobre cuidados com segurança e saúde no processo de retomada das atividades. Segundo ele, o objetivo é auxiliar empresas do segmento na garantia da manutenção da saúde dos colaboradores e clientes, ao passo que a economia continua em circulação.

“Colaboradores, fornecedores e clientes precisam respeitar os protocolos no varejo. Na tele-entrega também deve haver todo cuidado com a sanitização dos produtos. Os escritórios de arquitetura e de projetos também têm usado e abusado das ferramentas digitais. Já temos casos de imóveis vendidos 100% pela internet, sem sequer ter a visita física”, destaca.

O alvo da ação são empresas da indústria da construção, lojas de materiais e de móveis, indústria do mobiliário e escritório de arquitetura. Antônio Carlos Júnior é proprietário de uma loja de materiais de construção localizada em Junduaí (SP).

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Ele afirma que a pandemia tem afetado os procedimentos do empreendimento, sobretudo pelo fato de os clientes não poderem entrar no estabelecimento e conferir o material de perto. No entanto, ele relata que adotou outras alternativas para atender o público sem expor os consumidores aos riscos da Covid-19.

“Disponibilizamos álcool em gel e faixa sinalizadora. Agora, já na fase emergencial, estamos atendendo exclusivamente por WhatsApp e telefone. Também temos o sistema drive-thru, pelo qual a pessoa liga, encomenda o material e quando vem buscar, nós levamos até o carro, além do delivery”, afirma.

Entre as dicas fornecidas pelo Sebrae estão lavar as mãos com água e sabão, manter o distanciamento adequado e fazer o uso correto da máscara de proteção. As orientações são disponibilizadas por meio de e-books, vídeos, infográficos, placas de sinalização, entre outros. Para mais informações sobre esses e outros setores acesse: www.sebrae.com.br/cuidados.

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13/03/2021 04:00h

Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) registrou inflação de 1,33% neste mês de fevereiro

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A inflação da construção civil caiu em fevereiro após registrar aumentos desde julho de 2020. O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) registrou inflação de 1,33% neste mês de fevereiro, abaixo dos 1,99% de janeiro.  

Os números são calculados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que registrou uma inflação de 3,35% no ano. O custo por metro quadrado da construção civil passou a ser de R$ 1.319,18.

Apesar da queda da inflação em fevereiro, os materiais de construção sofreram alta de preços de 2,35%, passando a custar R$ 748,58 por metro quadrado.
 

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