Construção civil

11/11/2022 18:55h

Um dos temas abordados foi o Fundo de Desenvolvimento da Infraestrutura Regional Sustentável, que tem R$ 838 milhões disponíveis para a estruturação de projetos de concessões e parcerias público-privadas

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Os serviços de iluminação pública da cidade de Barreiras, na Bahia, foram concedidos à iniciativa privada nesta sexta-feira (11), após leilão realizado na B3, em São Paulo (SP). O Consórcio Smart Lux Barreiras fez a oferta vencedora, que prevê contraprestação mensal de cerca de R$ 288,1 mil a ser paga pela Prefeitura. O valor representa um deságio de 51% em relação ao valor proposto no edital. Cinco empresas apresentaram propostas.

A Parceria Público-Privada (PPP) será válida por 13 anos, com previsão de R$ 56 milhões em investimentos para melhoria dos serviços. O empreendimento vai beneficiar cerca de 156 mil pessoas e deverá promover melhoras na operação e modernização de 20 mil pontos de luz, além de novos pontos sem luz a serem definidos.

“O projeto vai fazer com que o município modernize todo a sua infraestrutura de iluminação pública, incluindo a parte de monumentos municipais, além de aumentar a segurança pública. Existe um grande ganho de eficiência quando há essa concessão para o setor privado, pois existe a possibilidade de converter a tecnologia de iluminação pública e implementar a telegestão, o que gera a redução de gases de efeito estufa”, destaca o diretor de Parcerias com o Setor Privado e Sustentabilidade do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), Paulo Toledo.

O projeto contempla prevê a modernização, eficientização, expansão, gestão, operação e manutenção do sistema de iluminação pública da rede municipal. Entre as ações previstas, estão a implantação de 100% do parque público iluminado com tecnologia LED.

“Este leilão vai transformar a nossa cidade. Vamos passar a ter dias melhores, para nossa segurança, nosso trânsito, enfim, para toda a cidade e também para a zona rural do nosso município. Seremos uma cidade luz. Teremos melhor qualidade de vida depois de implantada toda a iluminação em LED”, afirmou o prefeito de Barreiras, Zito Barbosa.

A proposta da PPP foi estruturada pela CAIXA, com recursos do Fundo de Apoio à Estruturação de Projetos de Concessão e Parceria Público-Privada (FEP CAIXA), e contou com apoio do MDR, pasta responsável pelas políticas públicas de iluminação e urbana, além da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (SPPI) do Ministério da Economia.

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07/11/2022 04:30h

De acordo com o levantamento, o custo nacional da construção por metro quadrado passou de R$ 1.661,85, em agosto, para R$ 1.669,19, em setembro

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O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) teve alta de 0,44% em setembro. No entanto, a taxa é 0,14 ponto percentual menor que a alta registrada em agosto, de 0,58%. Foi o menor resultado desde julho de 2020. 

Para o conselheiro do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Carlos Eduardo de Oliveira Jr., o resultado pode estar relacionado a uma redução no ritmo de crescimento da construção civil. 

“O ritmo do processo de crescimento da construção civil vinha numa retomada e agora sofreu uma paralisação. Isso se deve, principalmente, a uma redução no grau de investimento no setor, bem como na aquisição de novos imóveis por parte de parcela da população”, destaca. 

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O custo nacional da construção por metro quadrado passou de R$ 1.661,85, em agosto, para R$ 1.669,19, em setembro. Do total, R$ 999,96 são referentes aos materiais, enquanto R$ 669,23 à mão de obra. Na avaliação do advogado especialista em direito tributário, Jorge Lucas de Oliveira, apesar desse aumento, a tendência é que haja uma redução desses valores, uma vez que eles são representados por uma elevação da oscilação cambial.

“Se pegarmos esses valores no acumulado, veremos que o custo nacional vem caindo, desde quando a pandemia teve seu ápice e veio recrudescendo. Esse valor acompanhou essa diminuição. Portanto, é possível que haja esses repiques, mas a tendência continua sendo de queda”, pontua.  

Desempenho por região

A partir do acordo coletivo firmado em Santa Catarina, e elevação na parcela dos materiais nos três estados, a região Sul registrou a maior variação regional no mês de setembro, com 0,95%. As outras regiões do país apresentaram os seguintes resultados: 

  • Norte: 0,52%
  • Nordeste: 0,42%
  • Sudeste: 0,27%
  • Centro-Oeste: 0,42%

Os custos regionais, por metro quadrado, foram os seguintes: 

  • Norte: R$ 1.653,98
  • Nordeste: 1.556,52
  • Sudeste: R$ 1.737,19
  • Sul: R$ 1.745,74
  • Centro-Oeste: R$ 1.683,10

Em relação aos estados, Santa Catarina registrou a maior alta, com 2,80%, resultado do aumento na parcela de materiais, e do reajuste notado nas categorias profissionais. 
 

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21/10/2022 04:30h

Leite e combustíveis foram os principais responsáveis pelo resultado

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Produtores, consumidores e o setor da construção civil sentiram mais uma queda no preço de produtos e serviços. O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), teve deflação de 1,04% em outubro deste ano. O indicador já havia caído 0,90% em setembro e 0,69% em agosto. Em outubro de 2021, a variação foi de -0,31%.

No acumulado do ano, entretanto, o índice de inflação é de 6,33%, e de 7,44% na somatória do últimos 12 meses. Em outubro de 2021, a inflação acumulada pelo indicador era de 22,53%.

O IGP é a média aritmética ponderada de três índices de preços: ao Produtor Amplo (IPA), ao Consumidor (IPC) e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). Ele revela as fontes de pressão inflacionária e a evolução dos preços de produtos e serviços mais relevantes para esses segmentos, coletando dados do dia 11 de um mês até o dia 10 do mês seguinte.

"O resultado de outubro do IGP-10 confirmou a tendência que a gente vinha vendo já desde julho, né? Com as principais commodities, tanto agrícolas quanto minerais, caindo, com bastante força, de preço, gerando um IPA bem negativo. E um Índice de Preços ao Consumidor puxado um pouco para cima, agora, pela inflação de serviços e por alguns alimentos in natura que voltaram a ter um aumento de preço, no caso, alguns hortifrutis", avalia o economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, Matheus Peçanha.

No IPA, a variação deste mês foi negativa: 1,44%, graças principalmente às reduções no preço do leite in natura (-7,21%) e do óleo Diesel (-4,22%). Os dois produtos também registraram redução nos preços para o IPC, com quedas de 11,36% para o leite tipo longa vida e de 7,09% para a gasolina. No entanto, isso ajudou apenas a conter parcialmente o ritmo de aceleração do índice. A inflação no mês foi de 0,17%, sob influência do setor de serviços – o aumento nos preços das passagens aéreas (17,70%) e do aluguel residencial (1,38%) contribuiu consideravelmente para essa variação.

O especialista projeta a manutenção desse cenário neste fim de ano. "As commodities ainda têm espaço para continuar caindo de preço, tanto as agrícolas quanto as minerais. E a inflação de serviços deve continuar subindo o preço ao longo desses meses. Quanto mais vai chegando essas datas de final de ano, que têm uma demanda por serviços maior", explica Peçanha. Ele prevê ainda que o consumidor deve perceber a queda do preço do leite e das carnes, “ao mesmo tempo que os alimentos in natura vão ficar à mercê do que acontecer com as lavouras, principalmente as lavouras temporárias", completa.

No segmento da construção civil, o INCC variou 0,01% em outubro. No mês anterior, a taxa foi de -0,02%. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de setembro para outubro: Serviços +0,27%; Mão de Obra, +0,25%; e o grupo Materiais e Equipamentos, -0,32%, mesmo índice apresentado em setembro.

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Economia
07/10/2022 04:30h

Indicadores que medem a confiança e o investimento também subiram, aponta sondagem da CNI

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A atividade e o emprego da indústria da construção cresceram pelo terceiro mês consecutivo. É o que aponta a Sondagem Indústria da Construção de agosto, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A confiança e a intenção de investimento dos empresários do setor também avançaram. 

O levantamento mostra que o nível de atividade da construção chegou aos 55 pontos em agosto. Por estar acima da linha divisória dos 50 pontos, o índice indica que houve expansão do segmento. Segundo a CNI, o resultado é "historicamente elevado para um único mês”. Desde agosto de 2010 que não se observava um crescimento dessa proporção. 

Já o índice que mede a evolução do número de empregados fechou o mês em 53,1 pontos, o que significa a mais forte e disseminada expansão dos postos de trabalho da indústria da construção desde o início da série histórica, que começou em 2011. Para o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, o desempenho positivo do setor é cada vez mais frequente. 

“A pesquisa Sondagem Indústria da Construção mostra a melhora da indústria da construção como um todo há alguns meses. Já são três meses de um bom crescimento do nível de atividade e do emprego. Esse ritmo de crescimento está ficando cada vez mais disseminado, mais forte entre as empresas do setor”, avalia. 

Preços da construção civil atingem segunda menor taxa do ano e fecham agosto com variação de 0,58%

Confiança

A sondagem aponta que todos os subsetores da construção se expandiram, mas que o de construção de edifícios se destacou e puxou o resultado geral para cima. Já a Utilização da Capacidade Instalada (UCI), indicador que ajuda a medir a produtividade da indústria, não variou em relação a julho. A UCI permanece em 68%, maior patamar para o mês de agosto desde 2013. 

Outros indicadores relacionados à indústria da construção também ajudam a reforçar o otimismo dos empresários, explica Azevedo. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da Indústria da Construção aumentou na passagem de agosto para setembro, muito pela avaliação das condições atuais, tanto dos negócios como da economia brasileira, mas também pelas expectativas para os próximos meses. Com esse cenário positivo, a intenção de investir também vem aumentando para os empresários da indústria da construção”, analisa. 

O ICEI avançou 2,7 pontos, para 62,7 pontos. O componente de condições atuais subiu 5,1 pontos, com destaque para a confiança crescente na economia brasileira, na comparação com os últimos seis meses. Já o componente que mede as expectativas para o próximo semestre cresceu 1,4 ponto, e chegou aos 64,7 pontos. 

Ainda segundo a pesquisa, a intenção de investimento dos industriais da construção aumentou 0,9 ponto em setembro, atingindo o maior patamar desde julho de 2014. Assim como os indicadores que medem a atividade e o emprego, a intenção de investimento registrou alta pelo terceiro mês consecutivo. 

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05/10/2022 13:20h

Ao todo, o Brasil teve saldo positivo de 278.639 empregos com carteira assinada em agosto de 2022. O resultado é a diferença entre 2.051.800 contratações e 1.773.161 desligamentos

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O Brasil teve saldo positivo de 278.639 empregos com carteira assinada em agosto, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O resultado é a diferença entre 2.051.800 contratações e 1.773.161 desligamentos. O balanço foi divulgado na última quinta-feira (29). O setor de serviços foi o que mais contratou, seguido pela indústria.

Empregos por setor

  • Serviços (141.113)
  • Indústria (52.760)
  • Comércio (41.886)
  • Construção (35.156)
  • Agropecuária (7.724)

“Mais uma vez, as 27 Unidades da Federação contribuíram para que os empregos fossem criados. Aproveito para ressaltar a importância da indústria. É o terceiro mês de crescimento do setor. Isso quer dizer que estamos retomando o crescimento da indústria. Isso é relevante porque traz um valor agregado aos nossos produtos e consequentemente, faz com que a balança comercial brasileira tenha um resultado muito mais favorável”, explica o ministro do Trabalho e Previdência, José Carlos Oliveira.

O resultado representa um salto na comparação com julho de 2022, quando foram abertas 202.902 vagas. Além disso, o salário médio de contrações aumentou, já que passou de R$ 1.920,57 em julho, para R$ 1.949,84 em agosto. Em agosto de 2021, o valor estava em R$ 1.951,30.

Indústria geral

Na avaliação de técnicos do governo, desde junho, a indústria se destaca nas contratações. O saldo foi de 52.760 admissões em agosto.  A expectativa é de que haja um saldo positivo de aproximadamente 200 mil postos de trabalho entre agosto e novembro de 2022.

O resultado pode, inclusive, contribuir para o aumento da média salarial, uma vez que os profissionais do setor costumam ter maior qualificação. É o caso do mineiro de Belo Horizonte Dalison Silva, de 37 anos, que buscou formação como técnico de refrigeração e climatização. 

“Graças a essa certificação, trilhei meu caminho profissional. Atualmente, estou me preparando para internacionalizar minha empresa. Darei continuidade à minha carreira profissional, aplicando meus conhecimentos adquiridos pelo SENAI e ao longo dos 19 anos de carreira profissional atuando no Brasil, expandindo ao mercado americano”, relata.  

Confiança aumenta em 27 dos 29 setores da indústria no mês de setembro

Produção industrial avança acima da média em quatro estados brasileiros, segundo IBGE

Em dois meses, Pronampe e Peac concedem mais de R$ 32 bilhões em crédito

De acordo com o Mapa do Trabalho Industrial, compilado pelo Observatório Nacional da Indústria, o setor vai demandar ainda 9,6 milhões de trabalhadores qualificados em ocupações industriais até 2025. As áreas com maior demanda por formação são: transversais; metalmecânica; construção; logística e transporte; e alimentos e bebidas. 
 

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Economia
03/10/2022 04:30h

Otimismo disseminado entre as empresas de todos os portes se deve à melhoria da economia e dos próprios negócios, aponta gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo

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O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) cresceu em 27 dos 29 setores da indústria no mês de setembro. O ICEI setorial avançou nas cinco regiões do país e entre as pequenas, médias e grandes empresas, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Segundo o levantamento, é a primeira vez desde fevereiro de 2020 que todos os setores analisados avaliam de maneira positiva ou neutra as condições atuais da economia brasileira, na comparação com os seis meses anteriores. Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, comenta o resultado. 

“Essa confiança alta e disseminada entre todos os setores é bastante importante. Empresários confiantes tendem a aumentar produção, contratação e investimento, o que não acontece quando há uma confiança menor. Importante também que essa confiança está calcada não apenas nas expectativas, mas também na avaliação das condições correntes de negócios, o que é um passo ainda mais importante na direção dessa alta da atividade industrial como um todo”, destaca. 

Setores
Apenas nos setores de biocombustíveis (- 2,1 pontos) e veículos automotores (- 1,2 ponto) houve queda da confiança. Mesmo assim, eles permanecem confiantes, já que estão acima da linha divisória de 50 pontos. 

Segundo a CNI, os empresários de quatro setores industriais (impressão e reprodução de gravações, metalurgia, biocombustíveis e móveis) que avaliaram que a economia estava piorando em agosto mudaram de opinião. Para eles, as condições atuais se mantiveram estáveis ou melhoraram.  

Os empresários mais confiantes estão nos setores de impressão e reprodução de gravações (66,6 pontos); produtos de metal (65,4 pontos); produtos diversos (65,2 pontos), e couros e artefatos de couro (64,9 pontos). 

Preços da construção civil atingem segunda menor taxa do ano e fecham agosto com variação de 0,58%

Região geográfica e porte de empresa
No recorte por regiões do Brasil, o aumento do ICEI na passagem entre agosto e setembro foi mais expressivo no Sudeste, onde cresceu 3,6 pontos; e no Sul, com alta de 3 pontos. No Centro-Oeste, Norte e Nordeste, a confiança também cresceu: 2,9 pontos, 1,7 ponto e 1,4 ponto, respectivamente. 

Também houve avanço da confiança setorial entre as indústrias de todos os portes. A confiança entre as empresas de pequeno porte cresceu 3,1 pontos, enquanto as médias registraram alta de 2,4 pontos e as grandes empresas de 2,8 pontos. 

“A confiança aumentou nessa passagem de agosto para setembro muito pela avaliação dos empresários em relação aos seus negócios e à economia brasileira, na comparação com os últimos seis meses. Ou seja, os empresários percebem uma melhora tanto na economia quanto nos seus negócios. Também houve uma melhora nas expectativas para os próximos seis meses, que também ajudou a aumentar a confiança de um modo geral”, avalia Azevedo. 

Amostra

A pesquisa foi realizada entre 1 e 12 de setembro junto a 2.171 indústrias. 

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26/09/2022 04:00h

Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) caiu 0,90 ponto percentual em relação a julho

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Os preços medidos pelo Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) referentes a agosto tiveram variação de 0,58% e registraram a segunda menor taxa do ano, acima apenas de fevereiro. Em relação a julho, a queda foi de 0,90 ponto percentual. O SINAPI é a ferramenta pela qual a Administração Pública, seja Federal ou outras que estejam manuseando verba federal, estabelece os valores dos insumos e serviços necessários às obras e serviços de engenharia.

O acumulado de doze meses ficou em 13,61%, pouco abaixo dos 14,07% registrados nos doze meses anteriores. As duas parcelas do índice, materiais e mão de obra, apresentaram desaceleração nos últimos três meses. “A parcela dos materiais, com 0,69%, apresentou queda tanto em relação ao mês anterior como agosto de 2021. Em agosto a parcela da mão de obra, apesar dos acordos coletivos firmados no período, caiu 1,20 ponto percentual em relação a julho" explica Augusto Oliveira, gerente do Sinapi.

A região Norte teve a maior variação entre todas no Brasil e fechou agosto com taxa de 1,43%. O preço do metro quadrado mais barato, no entanto, ficou com o Nordeste (R$ 1.549,97), seguido pelo Norte ( R$ 1.645,35) e Centro-Oeste (R$ 1.676,13).  Com alta na parcela de materiais e reajuste nas categorias profissionais, Rondônia foi o estado com a maior variação mensal, 5,67%, seguido pelo Amazonas, com 3,19%. 

"Isso é um resultado muito bom porque começa a cair um pouco o custo dos insumos e repercute um pouco na inflação. Temos visto ao longo dos últimos meses uma deflação, resultado de algumas atitudes principalmente em relação a combustíveis e energia, com isso também deflação em relação ao SINAPI”, destaca Emerson Fidel, vice-presidente de Assuntos de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO) e presidente do Sinduscon-Rondônia. 
 
Fidel avalia como positivo o cenário da construção civil para os próximos meses. “Acreditamos que, mantida a queda nos próximos meses, comenta também novos empreendimentos e incrementos de renda para as pessoas, principalmente por aquecer a construção civil, que mais emprega e cresce nos últimos 12 meses”, conclui.

Indústria da construção em alta

O setor da construção civil avançou 2,2% no último trimestre, o oitavo consecutivo, segundo dados do IBGE. O crescimento teve reflexo na alta de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre. No acumulado de seis meses, foi a atividade industrial com maior crescimento: 9,5%.

O número de vagas de trabalho também é positivo no setor. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foram 184 mil novas vagas entre janeiro e junho deste ano, número que corresponde a 13,8% da geração de postos formais de trabalho no Brasil nos primeiros seis meses de 2022. 

O Sinapi

O Sinapi é uma produção conjunta do IBGE e da Caixa Econômica Federal, e é realizado por meio de acordo de cooperação técnica. Cabe ao IBGE a responsabilidade da coleta, apuração e cálculo, enquanto o banco fica responsável pela definição e manutenção dos aspectos de engenharia, como projetos, composições de serviços, por exemplo.

Acesse aqui os dados do Sinapi.

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30/08/2022 04:00h

Os dados são do Caged. Ao todo, o país registrou 1.886.537 admissões e 1.667.635 demissões

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O Brasil criou 202.902 empregos com carteira assinada em julho, conforme consta no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (29). O resultado é a diferença entre 1.886.537 admissões e 1.667.635 demissões. O setor de serviços foi o que mais contratou, seguido pela indústria.

Empregos por setor

  • Serviços (81.873)
  • Indústria (50.503)
  • Construção (32.082)
  • Comércio (38.574)
  • Agropecuária (15.870)

“Quero salientar que o crescimento do emprego ocorreu nas 27 Unidades da Federação, encabeçadas por São Paulo. Tivemos um crescimento nos cinco segmentos da economia. Também é o segundo mês consecutivo que o salário real de admissões cresce. Nós atribuímos a isso a queda da inflação, a participação da indústria e a queda no desemprego”, explica o ministro do Trabalho e Previdência, José Carlos Oliveira.

Apesar do saldo positivo, o resultado representa uma queda na comparação com junho de 2022, quando foram abertas 277.944 vagas. Na comparação com julho do ano passado também houve recuo, quando o saldo foi de 306.477 contratações. 
Apesar disso, o salário médio de contrações aumentou. No mês passado, o novo contratado recebeu, em média, R$ 1.926,54. Ou seja, uma elevação de 0,80% na comparação com o mês anterior. 

Indústria geral

O desempenho da empregabilidade na indústria foi positivo: o setor foi o segundo com o maior número de contrações. O saldo foi de 50.503 admissões. Na avaliação de técnicos do governo, desde junho, a indústria se destaca nas contratações. Os meses de agosto, setembro, outubro e novembro deverão apresentar saldo positivo de aproximadamente 200 mil postos de trabalho.

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O resultado pode, inclusive, contribuir para o aumento da média salarial, uma vez que os profissionais do setor costumam ter maior qualificação. É o caso do mineiro de Belo Horizonte Dalison Silva, de 37 anos, que buscou formação como técnico de refrigeração e climatização. 

“Graças a essa certificação, trilhei meu caminho profissional. Atualmente, estou me preparando para internacionalizar minha empresa. Darei continuidade à minha carreira profissional, aplicando meus conhecimentos adquiridos pelo SENAI e ao longo dos 19 anos de carreira profissional atuantes no Brasil, expandindo ao mercado americano”, relata.  

De acordo com o Mapa do Trabalho Industrial, compilado pelo Observatório Nacional da Indústria, o setor vai demandar ainda 9,6 milhões de trabalhadores qualificados em ocupações industriais até 2025.

As áreas com maior demanda por formação são: transversais; metalmecânica; construção; logística e transporte; e alimentos e bebidas. 

Formação inicial

  • Transversais (411.149) 
  • Construção (346.145) 
  • Metalmecânica (231.619) 
  • Logística e Transporte (194.898) 
  • Alimentos e Bebidas (181.117) 
  • Têxtil e Vestuário (137.996) 
  • Automotiva (92.004) 
  • Tecnologia da Informação (76.656) 
  • Eletroeletrônica (55.747) 
  • Couro e calçados (48.868) 

Formação continuada 

  • Transversais (1.393.283) 
  • Metalmecânica (1.300.675) 
  • Logística e Transporte (1.095.765) 
  • Construção (780.504)  
  • Alimentos e Bebidas (583.685) 
  • Têxtil e vestuário (509.354) 
  • Tecnologia da Informação (397.836) 
  • Eletroeletrônica (248.790) 
  • Gestão (226.176) 
  • Automotiva (208.317)  
     
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14/07/2022 04:15h

As sergipanas dão exemplo de empreendedorismo feminino para o Brasil. Sergipe concentra a maior proporção de mulheres entre os donos de negócio do Nordeste e uma das maiores no País (37%), segundo o Atlas dos Pequenos Negócios, do Sebrae.

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Quando o assunto é empreendedorismo feminino, as sergipanas dão exemplo para o Brasil. O estado tem a maior proporção de mulheres entre os donos de negócio do Nordeste e uma das maiores do Brasil, chegando a 37%, segundo o  Atlas dos Pequenos Negócios do Sebrae

E uma dessas protagonistas é a Rafaela Viana, de 31 anos. A empreendedora do município de Maruim fundou, em 2018, a empresa de acabamentos e pintura 'Mulheres de Obra' – a única da construção civil com mão de obra 100% feminina em toda a região. 

"Mulheres de Obra é uma empresa totalmente disruptiva, que veio quebrar paradigmas. Sempre tive vontade de ver mais mulheres no canteiro de obra. E aqui, no Nordeste, somos a única empresa 100% feminina na área da construção civil."

No setor da construção civil, Rafaela iniciou como técnica de edificações em uma empresa. Lá, notou que algumas coisas deixavam a desejar na parte de acabamento. E foi daí que surgiu a ideia de um novo negócio. Ela conta: “tudo mudou” após participar de um workshop do Sebrae sobre empreendedorismo feminino. 

"Teve aquela palestra maravilhosa sobre empreender, sobre o protagonismo da mulher. E saí de lá convicta de que iria montar meu próprio negócio. Desde 2018 para cá, o Sebrae faz parte, tanto da minha vida como da minha empresa. Já participei de duas edições do Delas [Sebrae Delas, Desenvolvendo Empreendedoras Líderes Apaixonadas pelo Sucesso]. Aprendi muito, agregou muito valor para meu negócio."

Desde então, a 'Mulheres de Obra' já fez oito obras de médio e grande porte e participou de obras em 500 casas e apartamentos. Para o futuro, Rafaela espera abrir mais filiais da empresa em outros estados brasileiros e que mais mulheres possam trabalhar nos canteiros de obras do País. 

Há 50 anos, o Sebrae apoia pequenos negócios como o da Rafaela. São pessoas que trabalham e realizam, movimentando a economia e transformando a história de milhares de brasileiros.

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15/06/2022 15:05h

Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC), divulgada pelo IBGE nesta quinta-feira (15), traz dados sobre o setor da construção e suas mudanças entre 2011 e 2020

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A indústria da construção no Brasil gerou R$ 325,1 bilhões em valor de incorporações, obras e/ou serviços da construção em 2020, resultado obtido a partir de 131,8 mil empresas ativas no setor. Os dados são da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC), divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira (15). Além disso, o setor empregou 2 milhões de pessoas, que receberam R$ 58,7 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações. 

O levantamento reúne estatísticas sobre o segmento empresarial da indústria da construção no Brasil para fornecer subsídios para planejamentos na área privada e governamental. Nesta última edição, os números mostram ainda o cenário do primeiro ano da pandemia no país. No recorte histórico que compara 2011 com 2020, por exemplo, os pesquisadores observaram um destaque para a construção de edifícios.

“Ao longo dos últimos dez anos ocorreu uma mudança estrutural da construção. Obras de infraestrutura, segmento de maior participação em valor de incorporações, obras e/ou serviços da construção no ano de 2011, perdeu importância, correspondendo, em 2020, a 32,7% do total. Esse segmento foi ultrapassado por construção de edifícios, que passou de 39,9% para 45,3% de participação no período”, traz a pesquisa.

Do total de R$ 325,1 bilhões movimentados no ano da pesquisa em toda a indústria, o segmento de construção de edifícios gerou R$ 147,3 bilhões, empregou 97.425 pessoas e gerou R$ 18,9 bilhões de salários, retiradas e outras remunerações. Já as obras de infraestrutura renderam um maior volume de salários, mesmo com menor valor envolvido e menos empregados.

Nesse segmento, houve um valor de incorporações, obras e/ou serviços da construção de R$ 106,3 bilhões, foram ocupadas 628.023 pessoas e as remunerações chegaram a R$ 21,8 bilhões. “Construção de edifícios passou a ser o segmento mais representativo da indústria da construção, mudança que ocorreu em 2012 e seguiu até 2020”, destaca a pesquisa. 

Marcelo Miranda Freire, analista da pesquisa do IBGE, também ressalta essas alterações. “Uma mudança estrutural que ocorre ao longo desses dez anos é justamente que, lá em 2011, ‘obras de infraestrutura’ era o segmento mais relevante, com 41,7%. Ele perde um pouco de participação para construção de edifícios e também para serviços especializados da construção, ao longo dos dez anos, e agora, atualmente, em 2020, se mantém como segundo colocado ao longo desses últimos dez anos.”

Outra mudança na linha do tempo das estatísticas vem da participação do setor público e do privado em obras de infraestrutura. Nesse recorte, a atuação do setor público vinha sendo a maior desde 2016, quando empresas privadas representaram 48,6% de participação, abaixo dos 52,6% de 2015. Mas, em 2020, essas obras foram divididas em 50% para ambos os setores.

Emprego

A PAIC 2020 mostra uma queda no número total de pessoas ocupadas na indústria da construção de 2,7 milhões, em 2011, para 2 milhões, em 2020. Mas entre, 2019 e 2020, o volume de emprego nessa área aumentou em 71,8 mil pessoas. 

A remuneração média, medida em salário mínimo, também apresentou queda entre 2011 e 2020, passando de 2,6 salários mínimos para 2,2. O segmento de obras de infraestrutura segue sendo o que melhor remunera, com média de 2,6 salários mínimos em 2020. 

Ainda entre 2011 e 2020, com relação às regiões do Brasil, houve queda do percentual da população empregada na indústria da construção no Nordeste e no Norte, enquanto no Centro-Oeste a estatística continuou a mesma. Nas regiões Sul e Sudeste houve aumento desses ocupados. “A Região Sudeste continuou figurando como a principal empregadora, seguida das Regiões Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Norte”, destaca a pesquisa. 

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Brasil 61