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28/04/2026 04:55h

Pesquisa da CNI indica aumento de 10,8 pontos no preço médio dos insumos, apontado como um dos principais desafios do setor

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A alta do petróleo e de outros insumos, impulsionada pela guerra no Oriente Médio, provocou um aumento expressivo no preço médio das matérias-primas no Brasil. Segundo a pesquisa Sondagem Industrial, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o índice de evolução do preço das matérias-primas passou de 55,3 pontos no quarto trimestre de 2025 para 66,1 pontos no primeiro trimestre de 2026 — um salto de 10,8 pontos no período.

O índice não atingia patamar tão elevado desde o segundo trimestre de 2022, quando o fluxo do comércio global ainda se recuperava dos efeitos da pandemia. 

O alto custo ou a falta de matérias-primas também ganhou destaque no ranking dos principais problemas enfrentados pelo setor industrial. O desafio foi apontado por 30,8% dos industriais no primeiro trimestre de 2026, contra 17,3% no no último trimestre de 2025, passando a ocupar agora a segunda colocação

Em primeiro lugar permanece a elevada carga tributária, embora tenha recuado de 41,1% para 34,8% das assinalações. Na terceira posição aparecem as taxas de juros elevadas, com 27,2%, praticamente estáveis em relação ao trimestre anterior. 

O gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, afirma que a maior preocupação dos empresários reflete os impactos do cenário internacional

“Essa maior preocupação dos empresários com a falta ou o alto custo das matérias-primas reflete o que vem acontecendo no conflito no Oriente Médio, que vem trazendo dificuldades e elevação de custos com petróleo e outros insumos importantes”, afirma.

Custo elevados e juros altos pressionam industriais

Segundo o levantamento, os industriais demonstraram insatisfação com as condições financeiras das empresas. O índice que mede essa percepção caiu 2,9 pontos na passagem do quarto trimestre de 2025 para o primeiro trimestre de 2026, passando de 50,1 para 47,2 pontos

O índice de satisfação com o lucro operacional também recuou 2,6 pontos, atingindo 41,9 pontos — o menor valor desde o segundo trimestre de 2020, quando registrou 37 pontos, período em que a indústria sofria os efeitos mais intensos da pandemia. 

Já o índice de acesso ao crédito caiu 1,9 ponto, passando de 40,9 pontos no quarto trimestre de 2025 para 39 pontos no primeiro trimestre de 2026, a pior marca em três anos. O indicador permanece bem abaixo da linha de 50 pontos, indicando grande dificuldade das empresas para obter crédito

“Os juros ainda exercem uma pressão significativa sobre a situação financeira das empresas, especialmente aquelas que já vêm trazendo dívidas anteriores. Também há uma pressão maior de custos que já vinha acontecendo no final do ano passado com relação à mão de obra, mas nesse primeiro trimestre de 2026, há um custo maior com relação a insumos e matérias-primas, pressionando a situação financeira das empresas”, destaca Azevedo.

Produção industrial avança em março

Apesar do aumento no custo das matérias-primas, a produção industrial avançou em março. O índice que mede essa evolução subiu 8,3 pontos em relação a fevereiro, passando de 45,4 pontos para 53,7 pontos

Segundo a CNI, o resultado positivo era esperado, já que março costuma marcar a transição de queda para alta na produção industrial. 

Seguindo essa tendência, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) cresceu de 66% para 69%, superando a média histórica para o mês de março, que é de 67%. 

Já o índice de evolução do nível de estoques apresentou leve variação negativa de 0,1 ponto, atingindo 49,5 pontos. Ao permanecer abaixo da linha de 50 pontos, o indicador mostra que os estoques de produtos industriais continuam abaixo do nível considerado ideal pelos empresários

Além disso, o índice que mede a evolução do número de empregados também avançou, passando de 48 para 49,1 pontos. Apesar da terceira alta consecutiva, o indicador segue abaixo da linha de 50 pontos, indicando que o emprego industrial ainda apresenta queda, embora de forma menos intensa e disseminada

Atividade positiva melhora expectativas do setor 

Segundo a CNI, os resultados positivos para a produção e a UCI em março contribuíram para melhorar as expectativas dos empresários para os próximos meses. Todos os índices de expectativas registraram alta em abril, com exceção do indicador relacionado ao número de empregados. 

  • A expectativa de demanda por produtos industriais cresceu 0,6 ponto, chegando a 53,9 pontos;
  • A expectativa de compra de insumos e matérias-primas aumentou 0,5 ponto, para 52,5 pontos;
  • A expectativa de quantidade exportada subiu 0,9 ponto, atingindo 50,9 pontos;
  • Já a expectativa de número de empregados recuou 0,3 ponto, caindo para 50,1 pontos.

Apesar disso, a intenção de investimento do setor segue contida diante do cenário externo e os juros altos. Em abril, o índice de intenção de investimento caiu 1,1 ponto, passando de 54,8 pontos para 53,7 pontos — a quarta queda consecutiva. 

A pesquisa completa está disponível no site da CNI.

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28/04/2026 04:50h

Programa Brasil Feito à Mão reúne mais de 200 artesãos em capacitação voltada à exportação e conexão com compradores internacionais

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Mais de 200 artesãos de diferentes regiões do Brasil começaram, no último dia 15 de abril, uma jornada de capacitação voltada à exportação. A iniciativa integra a Trilha do Conhecimento para Exportação do Artesanato Brasileiro, promovida pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). O objetivo é preparar o setor para atuar no comércio exterior.

A ação faz parte do Programa Brasil Feito à Mão, que busca aproximar artesãos do mercado global, incentivando práticas sustentáveis, o empreendedorismo e a valorização da identidade cultural brasileira.

O projeto é realizado em parceria com o Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), vinculado ao Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), e com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

A proposta é qualificar os profissionais para o comércio internacional, ampliando a presença do artesanato brasileiro no exterior e promovendo geração de renda com base em princípios de sustentabilidade e comércio justo.

Primeira etapa apresenta cenário e oportunidades globais

A etapa inicial da trilha teve início com um webinar conduzido pelas equipes de Competitividade e Inteligência de Mercado da ApexBrasil. Durante o encontro, foram apresentados dados sobre o posicionamento do artesanato brasileiro no cenário internacional, além de tendências, oportunidades e orientações práticas sobre mercados com potencial para o setor.

Na abertura, a coordenadora de Competitividade da ApexBrasil, Rafaella Paolinelli, ressaltou a relevância cultural e econômica do artesanato nacional.

“O que vocês produzem não é só um produto, é cultura, é identidade, é história. E isso tem muito valor no mundo inteiro, especialmente para os compradores internacionais. A gente sabe que a exportação não acontece da noite para o dia, não é imediata. Isso tudo é uma construção e é por meio dessa Trilha que a gente gostaria de mostrar isso para vocês”, destacou.

A programação incluiu ainda a participação de representantes do PAB/MEMP e do Sebrae Nacional, além da apresentação de um caso de sucesso: a marca paraense Seiva Amazon Design, sediada em Ananindeua (PA).

Criada oficialmente em 2021, após experimentações iniciadas em 2018, a empresa desenvolve biojoias a partir de borracha nativa amazônica e resíduos reaproveitados, como o caroço de açaí transformado em pó. O modelo de produção é descentralizado e envolve mulheres de comunidades extrativistas, promovendo geração de renda aliada à valorização da biodiversidade regional.

A CEO da marca, Lidia Abrahim, compartilhou a experiência de internacionalização do negócio e destacou o papel das instituições parceiras.

“Desde o início, a gente sonhou com um negócio que já nascesse com vocação para exportar, mas entendendo que esse caminho seria construído passo a passo, com qualificação e preparação”, pontuou.

Ao longo dessa trajetória, o apoio do Sebrae e da ApexBrasil foi fundamental para que eu entendesse melhor o mercado internacional, aprimorasse meus processos e chegasse mais preparada às rodadas de negócios. Foi esse processo que nos permitiu construir uma cultura de exportação dentro do negócio e concretizar a primeira venda internacional”, acrescentou.

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Outra empresa participante é a Amarjon Biojoias, que desde 2008 fabrica semijoias a partir de elementos da natureza, como folhas, flores e sementes. Para Isabel Ribeiro, sócia-diretora do empreendimento, a evolução dos negócios foi evidente, sobretudo por participar de iniciativas promovidas pela ApexBrasil. 

 “Sem a base da ApexBrasil, nós não conseguiríamos chegar onde nós chegamos atualmente. Nós estamos já em nove países, então são vários clientes e também agora nós fechamos uma parceria com a Turquia. Então aconselho a todas as empresas que têm o desejo de expandir no mercado internacional, que procurem a ApexBrasil. Realmente, isso só vai agregar o prazer com os resultados”, afirmou.

Trilha estruturada em etapas progressivas

A Trilha do Conhecimento foi desenhada para desenvolver competências em exportação e habilidades comerciais estratégicas, com foco em negociação e gestão de vendas internacionais. A iniciativa também busca conectar artesãos e grupos produtivos a oportunidades reais de negócios.

O percurso é dividido em três fases sequenciais e eliminatórias. A primeira aborda conceitos introdutórios sobre exportação, com cursos à distância e webinars. Já a segunda etapa é dedicada à preparação prática, com quatro encontros online. A terceira, por sua vez, inclui mentoria individual, concessão de bolsa exportação e divulgação dos participantes na plataforma Buy Brazil.

Ao combinar conteúdo técnico, experiências reais e articulação com instituições de apoio, o programa inaugura uma nova fase de preparação do artesanato brasileiro para o mercado internacional. A expectativa é ampliar as oportunidades para empreendedores que transformam cultura, identidade e território em produtos com potencial de alcance global.

Agenda

Ao longo do ano, a iniciativa segue com uma série de ações voltadas à promoção e à internacionalização do artesanato brasileiro. Em maio, está prevista uma palestra no Salão do Artesanato, em São Paulo (SP). Já em julho, ocorre a Rodada de Negócios Exporta Mais Brasil Artesanato, durante a Fenearte, em Olinda (PE), ainda com confirmação pendente.

Para o mês de setembro, está programada a Missão de Negócios da Jornada Exportadora do Artesanato, em Paris, na França, com inscrições a serem abertas em breve. Já em dezembro, os artesãos participarão da Feira Internacional Expoartesanías, em Bogotá, na Colômbia, por meio do Programa +Feiras, ampliando a presença do setor em mercados estratégicos internacionais.

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27/04/2026 09:00h

A proposta é destacar a variedade e a qualidade dos produtos brasileiros, com ênfase naqueles que têm potencial para conquistar espaço no mercado internacional

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Com foco na ampliação das exportações brasileiras e na valorização de produtos da biodiversidade nacional, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) iniciou, na quarta-feira (23), mais uma edição do Programa Exporta Mais Brasil, desta vez voltada ao setor de frutas processadas.

A iniciativa integra a feira Brasil na Mesa, promovida pela Embrapa em parceria com a ApexBrasil, o Sebrae e diversos ministérios e órgãos públicos, na sede da Embrapa Cerrados.

A cerimônia de abertura contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin, além de ministros e outras autoridades. Durante a visita aos estandes, Lula ressaltou a relevância da qualidade dos produtos nacionais para a conquista de novos mercados internacionais.

“Nós sabemos que não basta produzir. Para a gente ganhar mercado, é preciso produzir com excelência de qualidade. Quanto mais sofisticados formos, mais mercado a gente ganha e vai disputar com os mercados mais sofisticados. Nós temos tecnologia, temos mão de obra e temos expertise”, destacou Lula.

"Ninguém tem a quantidade de produto para oferecer ao mundo que o Brasil tem. É preciso pesquisa e é preciso qualidade. Nós já temos 540 produtos na bandeja para entregar para os europeus", complementou o presidente.

A programação segue até este sábado (25) e inclui a participação de cinco compradores internacionais, provenientes de Portugal, Bélgica, Canadá, México e América Central. O intuito é apresentar a diversidade e a qualidade dos produtos brasileiros, especialmente aqueles com potencial de inserção no mercado externo. Ao longo do evento, esses compradores participam de rodadas de negócios com 24 empresas nacionais, ampliando oportunidades de exportação.

Segundo Pedro Netto, gerente de Agronegócios da ApexBrasil, esta edição do programa ganha destaque por ocorrer em um ambiente voltado à promoção de frutas típicas dos biomas brasileiros.

"Essa edição é especial, dentro da Feira Brasil na Mesa, que é um evento organizado pela Embrapa com apoio da ApexBrasil e de outras instituições focadas em divulgar frutas típicas brasileiras, dos biomas brasileiros para o público nacional e internacional", pontuou.

A iniciativa reúne empresas e cooperativas da agricultura familiar que transformam essas matérias-primas em produtos com potencial exportador, contribuindo para geração de renda e maior presença do Brasil no comércio internacional.

Além das atividades na feira, os compradores internacionais cumpriram uma agenda de visitas técnicas.

A programação começou na cooperativa Central do Cerrado, que reúne organizações comunitárias voltadas ao uso sustentável da biodiversidade dos biomas Cerrado e Caatinga. Em seguida, o grupo visitou a empresa Cerrado Blue, pioneira na produção de mirtilo no Cerrado, que também desenvolve produtos derivados como geleias, molhos e chá a partir das folhas da planta.

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A primeira edição da feira Brasil na Mesa também celebra os 53 anos da Embrapa e oferece uma programação diversificada, com degustações, Cozinha Show — experiência gastronômica com preparo de pratos ao vivo —, feira de produtores, apresentação de pesquisas, políticas públicas, rodadas de negócios e praça de alimentação. Os visitantes ainda podem conhecer vitrines tecnológicas e percorrer uma trilha pelo Cerrado.

Outro destaque é o seminário de socioeconomia, que reúne especialistas, pesquisadores, produtores e gestores públicos para discutir desafios e oportunidades da agricultura brasileira em um contexto de transformações tecnológicas, pressões geopolíticas e demanda por sustentabilidade e inclusão.

Um dos principais espaços do evento é o Estande Brasil, que concentra informações, serviços e iniciativas voltadas à produção de alimentos, desenvolvimento regional, inclusão socioprodutiva e apoio à agricultura familiar. No local, a ApexBrasil apresenta dados e ações relacionadas à exportação de frutas brasileiras, reforçando o potencial do setor no mercado internacional.
 

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23/04/2026 04:15h

Expansão do setor é impulsionada por grandes projetos industriais e expectativa de liderança global até 2030

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O Brasil começa a dar passos mais concretos no desenvolvimento do hidrogênio verde, com investimentos e iniciativas de grandes empresas que buscam posicionar o país na transição energética global.

Nesse contexto, a White Martins inaugurou, em 15 de abril, sua segunda fábrica de hidrogênio verde no país, localizada em Jacareí (SP). Trata-se da primeira unidade em escala industrial no Brasil, segundo informações divulgadas pelo Estadão.

A unidade anterior, em Pernambuco, segue em operação, mas tem porte de planta piloto, com capacidade equivalente a cerca de um quarto da nova fábrica.

A nova instalação tem potencial para produzir até 800 toneladas de hidrogênio por ano. Segundo a empresa, o volume diário seria suficiente para atender uma indústria de porte médio por até 35 dias. A operação deve funcionar com uma equipe enxuta, gerando aproximadamente 15 empregos diretos.

Alternativa estratégica

Produzido a partir da eletrólise da água com uso de energia renovável, o hidrogênio verde é visto como uma alternativa estratégica para substituir combustíveis fósseis e reduzir emissões de carbono. Nesse cenário, o Brasil desponta como um candidato competitivo, principalmente pela disponibilidade de fontes renováveis de menor custo, como energia solar e eólica.

Apesar do potencial, o avanço do setor ainda enfrenta entraves importantes. O alto custo de produção continua sendo o principal desafio global, dificultando a expansão de projetos, especialmente aqueles voltados à exportação. 

A própria companhia avalia que o cenário geopolítico atual e a baixa demanda internacional tornam pouco atrativa a instalação de plantas voltadas ao mercado externo, além dos custos elevados de transporte do hidrogênio.

Por outro lado, o mercado interno apresenta oportunidades mais imediatas. Cerca de 20% da produção da unidade de Jacareí será destinada à fábrica de vidros da Cebrace, localizada na mesma cidade. O restante atenderá indústrias dos setores metalúrgico, químico e alimentício — segmentos que já utilizam hidrogênio em seus processos produtivos. Atualmente, a White Martins possui cerca de 400 clientes para esse insumo.

Um dos fatores que contribuem para a competitividade do projeto é o modelo de autoprodução de energia adotado pela empresa. Nesse arranjo, parceiros constroem e operam usinas renováveis dedicadas ao fornecimento energético, garantindo custos mais baixos. No caso da planta paulista, a energia é proveniente de fontes solar e eólica, em parceria com Eneva e Serena.

Outros investimentos 

O Brasil já contabiliza um conjunto expressivo de projetos voltados à produção de hidrogênio a partir de fontes renováveis. Segundo dados consolidados, são mais de 20 iniciativas anunciadas que, juntas, representam investimentos da ordem de R$ 188,7 bilhões.

Esse movimento é impulsionado pela combinação de energia renovável abundante e relativamente barata, o que confere ao país uma vantagem competitiva no setor. Diante desse cenário, há a expectativa de que o Brasil esteja entre os produtores de hidrogênio de menor custo do mundo até 2030.

Parte relevante desses projetos está associada à estruturação de hubs portuários de hidrogênio de baixo carbono — polos integrados que reúnem atividades de produção, logística, armazenamento e distribuição para diferentes usos industriais e energéticos.

Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica que o Porto do Pecém lidera em volume de investimentos previstos, com cerca de R$ 110,6 bilhões. Em seguida aparecem o Porto de Parnaíba, com R$ 20,4 bilhões, o Porto de Suape, com R$ 19,6 bilhões, e o Porto do Açu, com R$ 16,5 bilhões.

O avanço desses projetos também está ligado ao interesse internacional, especialmente europeu, na importação de hidrogênio e seus derivados. A perspectiva de exportação, somada ao potencial brasileiro de geração de energia renovável em larga escala, tem sustentado o entusiasmo em torno da consolidação do país como um grande exportador dessa nova matriz energética.

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Para o engenheiro químico e doutor pela Universidade Federal de São Carlos, João Guilherme Vicente, o potencial de aplicação do hidrogênio vai muito além da geração de energia, abrangendo diversos setores estratégicos da economia:

"Esse hidrogênio pode ser utilizado de diversas formas e em diversos processos. O hidrogênio cada vez mais está sendo visto como um vetor de energia limpa, especialmente para alimentar as células de combustíveis. Fora essa aplicação, o hidrogênio pode ser utilizado em indústrias químicas, como na produção de amônia, que é utilizada para produção de fertilizantes”, destaca. 

“Ele também pode ter uma grande aplicação para combustíveis de transporte e uma das grandes vantagens é que os veículos emitem somente vapor de água e não emitem gases de efeito estufa. Além disso, ele pode ser utilizado também nas indústrias de alimentos. Por exemplo, a gente utiliza muito o hidrogênio em processos de hidrogenação de gorduras", complementa.

Custo do hidrogênio verde

O hidrogênio verde precisará atingir um custo de cerca de US$ 2 por quilo — uma queda estimada entre 50% e 70% em relação aos níveis atuais — para se tornar competitivo. 

Mesmo nesse cenário, o preço final pode ultrapassar US$ 3 por quilo ao consumidor, devido a despesas adicionais com transporte e armazenamento, o que evidencia desafios logísticos relevantes. A avaliação é da Thymos Energia.
 

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22/04/2026 04:00h

Levantamento da Serasa Experian mostra que 47% das empresas enfrentaram forte pressão nos custos, e apenas 14,7% conseguiram repassar aumento dos preços

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O aumento dos custos operacionais tem impactado diretamente a rentabilidade das pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras. É o que revela um levantamento inédito realizado pela Serasa Experian. Segundo o estudo, quase metade (47%) das PMEs classificaram a pressão dos custos como alta ou muito alta nos últimos 12 meses, enquanto 23% disseram não ter observado aumento relevante no período.

O avanço dos custos já reflete na lucratividade dos negócios. Quase metade das empresas (49%) relatou perda na margem de lucro, sendo 26% com queda significativa e 23% com impacto parcial. Apenas 14,7% conseguiram aumentar a margem por meio do repasse de preços em produtos e serviços.

Perfil das empresas aumenta dificuldade de repasse

Segundo o levantamento, a dificuldade de repassar custos ao consumidor ganha ainda mais relevância quando se observa o perfil das empresas participantes. Na amostra da pesquisa:

  • 32% são Microempreendedores Individuais (MEIs)
  • 19% são microempresas (ME)
  • 12% são empresas de pequeno porte (EPP)

Do ponto de vista setorial, a pressão dos custos e a dificuldade de repasse são puxadas principalmente pelo comércio. Entre as empresas ouvidas:

  • 45% pertencem ao comércio
  • 36% ao setor de serviços
  • 18% à indústria

Segundo a pesquisa, a maior presença do varejo — segmento historicamente mais sensível ao preço — ajuda a explicar por que o repasse de custos encontra maior resistência.

Regionalmente, a pressão dos custos operacionais está disseminada por todo o território nacional.  A distribuição das empresas participantes foi:

  • Sudeste: 34%
  • Sul: 21%
  • Centro-Oeste: 17%
  • Nordeste: 16%
  • Norte: 12%

Fatores que pressionam os custos

Ainda de acordo com o estudo, entre os principais fatores que mais pressionam o aumento dos custos operacionais estão:

  • insumos e matéria-prima: 37%
  • folha de pagamento: 36%
  • tributos: 32%
  • aluguel: 29%

O vice-presidente de pequenas e médias empresas da Serasa Experian, Cleber Genero, afirma que a alta de custos é um dos principais desafios para os negócios brasileiros, especialmente para empresas menores, que possuem menor capacidade de absorver ou repassar despesas adicionais.

“Nesse contexto, o uso de dados e inteligência torna-se ainda mais estratégico para apoiar decisões financeiras, melhorar a eficiência operacional e garantir a sustentabilidade dos negócios”, disse em nota.

Diante do cenário de aumento dos custos operacionais e margens de lucro mais apertadas, especialistas da Serasa Experian recomendam que os empreendedores invistam em organização financeira e planejamento estratégico para garantir a sustentabilidade dos negócios.

No site da datatech estão disponíveis ferramentas e materiais gratuitos que auxiliam na gestão do caixa, análise financeira e tomada de decisão.

Para conferir, acesse: empresas.serasaexperian.com.br.

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18/04/2026 04:15h

Programa da ApexBrasil reúne rodadas de negócios, visitas técnicas e reforça compromisso com sustentabilidade

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A presença do programa Exporta Mais Brasil na Anuga Select Brazil 2026 – feira de alimentos e bebidas ocorrida em São Paulo (SP) – foi encerrada com uma programação voltada à promoção de negócios internacionais e ao reconhecimento de práticas sustentáveis.

A iniciativa, conduzida pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), integrou rodadas de negócios, visitas técnicas a empresas brasileiras e ações de aproximação com compradores estrangeiros.

Como parte dos destaques do evento, a ApexBrasil foi reconhecida pela organização da feira com o prêmio de estande mais sustentável, além de ter sido escolhida em votação popular.

O objetivo central da iniciativa foi aproximar empresas brasileiras com potencial exportador de compradores estratégicos de diferentes países, ampliando oportunidades de inserção no mercado internacional. Durante a programação, delegações estrangeiras participaram de encontros na feira e também visitaram unidades produtivas no Brasil, conhecendo de perto a cadeia de produção.

A ação integra uma estratégia mais ampla da ApexBrasil voltada à internacionalização de empresas brasileiras por meio de qualificação, promoção comercial e inteligência de mercado.

De acordo com a coordenadora de Agronegócio da instituição, Luciana Pecegueiro, o acesso à informação é o primeiro passo para quem deseja exportar, especialmente no setor de alimentos e bebidas.

“Na Anuga Select, desde a primeira edição, fizemos uma parceria para promover os negócios do Brasil dentro do país. A feira traz mais de 15 mil visitantes e mais de 60 países estão representados. Então, temos como oportunidade trazer rodadas de negócios, trazer os compradores para visitar não apenas o varejo no Brasil e as empresas, mas também fazer rodadas de negócios aqui na feira”, disse.

“A primeira dica para quem quer começar a exportar é informação. Informe-se, entre no site da ApexBrasil, busque informações e orientações, porque quando falamos de alimentos e bebidas, estamos falando de saúde humana. Então, temos que estudar com a empresa, ver quais são as oportunidades de mercado e quais adaptações que ela tem que ter para acessar esses mercados”, orientou a coordenadora.

Também foram apresentadas soluções da Agência para apoiar empresas em diferentes estágios de preparação para exportação. José Mendes, especialista da gerência de Competitividade da ApexBrasil, destacou o papel das ações de qualificação e inserção internacional.

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“Nós apresentamos para as empresas e parceiros presentes as soluções da ApexBrasil, desde o processo de sensibilização para exportação, passando pelo pilar da qualificação e sobretudo a inserção no mercado internacional. Trouxemos diversas empresas, dentre elas aquelas que passaram pelo Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX)”, afirmou.

“O nosso objetivo é conectar empresas brasileiras que estejam preparadas para o mercado internacional com potenciais compradores, gerando essa aproximação e promovendo o Brasil no mundo de uma forma competitiva e qualificada”, complementou Mendes.

Encontros presenciais reforçam conexão entre compradores e a produção brasileira

Além das rodadas de negócios, a programação incluiu visitas técnicas a empresas nacionais, permitindo que compradores internacionais conhecessem de perto processos produtivos, padrões de qualidade e diferenciais competitivos.

Na FHOM Alimentos, a delegação internacional acompanhou a estrutura produtiva e os produtos da companhia.

“É essencial ter a parceria da ApexBrasil conosco para trazer esses clientes de outros países para conhecer nosso trabalho no Brasil e fazer nossos produtos aparecerem e serem mostrados nos países em que a ApexBrasil atua”, afirmou Henrique Vidoz, diretor comercial da FHOM Alimentos.

Já na Açaí Town, os participantes tiveram contato com o processo produtivo completo e participaram de degustações.

“Recebemos os compradores que vieram para a missão da Anuga e tivemos a oportunidade de apresentar um pouco do nosso trabalho, fazendo uma degustação e conhecendo nosso processo produtivo. Normalmente participamos de rodadas de negócios, mas receber os compradores in loco é um grande diferencial, pois conseguimos tangibilizar o que é falado sobre a empresa”, pontuou Murilo Santucci, sócio-fundador da Açaí Town.

“Temos em torno de 10 anos de história com a ApexBrasil desde quando começamos no PEIEX. E agora estamos vendo algo dessa magnitude acontecer, o que é uma grande realização para nós”, enfatizou Santucci.

Plataforma Buy Brazil amplia alcance internacional

Outro destaque da programação foi o uso da Buy Brazil, ferramenta que amplia a visibilidade de empresas brasileiras junto a compradores internacionais. A Apistech destacou os benefícios da plataforma na prospecção de novos mercados.

“Estar em um evento do porte da Anuga é muito importante para a nossa empresa. O apoio da ApexBrasil com toda a estrutura que temos aqui realmente é um enorme diferencial. Temos a possibilidade de estar em um evento internacional e apresentar toda nossa gama de produtos. Também temos um outro diferencial importante, que é a plataforma Buy Brazil”, pontuou Vitor Mauch.

A avaliação também foi compartilhada por compradores internacionais. Jiang Jundong, da empresa chinesa Qianhai Yueshi, destacou o impacto da ferramenta na conexão com fornecedores brasileiros.

“Estamos acostumados a nos conectar com grandes empresas brasileiras, mas com essa plataforma podemos encontrar muitos vendedores e fornecedores que não teríamos como conhecer anteriormente. Com a plataforma e o apoio da ApexBrasil, haverá mais confiança no processo. Podemos fazer negócios com muito mais eficiência daqui pra frente”, afirmou.
 

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14/04/2026 04:50h

Ex-governador participou de encontro com empresários em São Paulo e comentou propostas em discussão no Congresso; evento foi promovido na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP)

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O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à presidência da República Romeu Zema participou, na manhã desta segunda-feira (13), de uma reunião do Conselho Político e Social (COPS) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), na capital paulista. No encontro, ele discutiu com lideranças empresariais o cenário político e econômico do país, além de temas de interesse do setor produtivo.

Realizado na sede da entidade, o evento reuniu representantes do empresariado e autoridades públicas para debater pautas consideradas prioritárias, como o possível fim da jornada de trabalho 6x1 e a adoção do voto distrital misto.

Durante a reunião, Zema apresentou suas avaliações sobre o ambiente econômico nacional e dialogou com os participantes sobre desafios e perspectivas para o desenvolvimento do Brasil.

Ao comentar mudanças na jornada de trabalho, o ex-governador afirmou que propor o fim da escala 6x1 é populismo. Ele também defendeu alternativas ao modelo da Consolidação das Leis do Trabalho.

“São pacotes de bondades que só agravam essa situação de déficit fiscal gigantesco que nós temos. Acho que nós, do setor privado, temos de estar sempre atentos, e tenho combatido esse populismo e demagogia que está se aproveitando desse momento”, afirmou.

“Tenho dito que acabar com a CLT é difícil, devido a interesses corporativistas, à Justiça do Trabalho, entre outros fatores. No entanto, deveríamos propor novas modalidades de relações de trabalho. A CLT continuaria existindo e, à medida que um novo modelo prosperasse, provavelmente, ao longo do tempo, ela poderia ter uma participação muito menor”, defendeu.

Zema também comentou a proposta de mudança no sistema político brasileiro, como a adoção do voto distrital misto. Para ele, esse modelo melhora a representatividade dos municípios brasileiros no Congresso e torna mais eficiente a cobrança por parte dos eleitores.

“Sou totalmente favorável ao voto distrital. Eu estava citando o caso de uma das maiores cidades de Minas Gerais, que não tem um representante no Legislativo do estado nem em Brasília, que é Uberaba, com 350 mil habitantes. Enquanto várias outras cidades menores elegeram um deputado estadual ou federal, Uberaba não elegeu. Fica sem nenhum representante. Isso causa uma disfuncionalidade muito grande na representatividade”, disse.

“Temos visto pessoas com sucesso nas redes sociais se elegerem sem representar ninguém, simplesmente porque fazem algo que agrada ao público. Não têm nenhuma causa nem representam uma região especificamente. Um dos problemas que temos hoje é essa falha na representatividade”, acrescentou.

A pauta do voto distrital misto também tem sido debatida pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB). A entidade tem defendido o modelo como forma de otimizar o processo político/eleitoral brasileiro.

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O ex-governador Romeu Zema também abordou outros temas relevantes durante o encontro, como o papel estratégico do agronegócio na economia brasileira, os desafios da educação no país e questões relacionadas ao sistema político. Segundo ele, é fundamental promover um ambiente mais favorável à produção, investir na qualificação da mão de obra e aprimorar os mecanismos de representação e governança para fortalecer as instituições.

Engajamento da sociedade civil

O evento contou com a presença do presidente da ACSP, Alfredo Cotait Neto, que também lidera a CACB e a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP).

Cotait Neto destacou a importância do espaço como ambiente de articulação e reflexão sobre os rumos do país, além de defender maior participação da sociedade civil organizada diante do atual contexto político.

“Estamos vivendo uma crise moral sem precedentes. Está na hora de a sociedade civil organizada se manifestar. O sistema de associações comerciais integrado está à disposição para, junto com a sociedade civil, trabalhar em prol de um projeto, de um programa para o país”, afirmou.

O secretário de Projetos Estratégicos do governo paulista, Guilherme Afif Domingos, também participou do debate. Ao abordar os desafios enfrentados pelo setor produtivo, ele destacou a necessidade de fortalecer a competitividade das empresas brasileiras como fator essencial para o crescimento econômico sustentável.

Segundo Afif, a adoção de políticas que estimulem a livre concorrência, a inovação e a redução de entraves burocráticos é fundamental para garantir melhores condições de atuação ao empresariado no país.

"Competente é quem compete, incompetente é o que não compete. Esse é um princípio defendido pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil", pontuou.

O encontro integrou a agenda periódica do COPS, que busca promover o diálogo entre o setor produtivo e lideranças políticas e institucionais sobre temas estratégicos para o país.
 

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06/04/2026 04:00h

Cenário compromete ganhos em outorgas e descontos nas tarifas

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Mesmo após o aumento de investimentos impulsionado pelo Novo Marco Legal do Setor de Saneamento, os leilões continuam apresentando baixa concorrência, o que restringe os ganhos em outorgas e os descontos nas tarifas para os consumidores. 

Um levantamento inédito da consultoria Radar PPP, a pedido da CNN, aponta que desde julho de 2020, quando entrou em vigor a Lei 14.026, foram assinados 72 contratos de concessão de serviços de água e esgoto.

Segundo os dados, em 42% dos leilões houve apenas uma empresa ou consórcio participante, enquanto outros 20% contaram com dois concorrentes. Isso significa que quase dois terços das concessões (62%) atraíram no máximo dois grupos, limitando a competição efetiva pelo mercado.

Casos recentes evidenciam o desafio

Exemplos recentes mostram a dificuldade de atrair múltiplos participantes. Nos leilões de saneamento do Piauí, em outubro de 2024, e em dois dos quatro blocos do Pará, realizados ao longo de 2025, não houve disputa, e a única participante, a Aegea Saneamento, arrematou todas as concessões.

A privatização mais aguardada desde a aprovação do novo marco legal, a da Sabesp, também teve apenas uma proposta válida, apresentada pela Equatorial Energia para ocupar a posição de acionista de referência.

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Recentemente, o leilão de PPPs da Saneago terminou sem ofertas válidas. Dois dos três blocos leiloados não despertaram interesse, e o terceiro contou com uma proposta desclassificada por descumprimento das exigências do edital.

O cenário evidencia que, embora a legislação tenha impulsionado investimentos, o setor enfrenta desafios significativos para estimular competição e, assim, garantir melhores condições econômicas e tarifárias para a população.

Universalização: municípios em destaque 

A 18ª edição do Ranking do Saneamento, realizada pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a GO Associados, aponta que 28 municípios brasileiros alcançaram a universalização do abastecimento de água. Desses, 11 cidades possuem cobertura total de 100%, com grande concentração no estado de São Paulo. As 17 restantes apresentam índices iguais ou superiores a 99%, distribuídas pelas regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste.

O levantamento considera os 100 municípios mais populosos do país e utiliza os dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA), ano-base 2024, divulgados pelo Ministério das Cidades.

Municípios com 100% de cobertura de água

  • Barueri (SP)
  • Carapicuíba (SP)
  • Curitiba (PR)
  • Diadema (SP)
  • Guarulhos (SP)
  • Itaquaquecetuba (SP)
  • Juiz de Fora (MG)
  • Niterói (RJ)
  • Osasco (SP)
  • Porto Alegre (RS)
  • Santo André (SP)

Segundo o estudo, o índice médio de abastecimento de água entre os 100 maiores municípios é de 93,55%, representando uma leve queda em relação a 2023, quando o percentual foi de 93,91%.
 

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01/04/2026 04:55h

A ação vai beneficiar 74 empresas durante um período de dois anos, com o objetivo de ampliar as vendas do setor para o mercado externo

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Com investimento de R$ 19,6 milhões, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) renovou, na segunda-feira (30), em Brasília (DF), o convênio com a Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE). A iniciativa prevê o apoio a 74 empresas ao longo de dois anos, com foco na ampliação das exportações do setor.

A assinatura contou com a presença do ministro da Defesa, José Múcio; do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana; do presidente da ABIMDE, Luiz Teixeira; do vice-presidente global de Relações Institucionais da Embraer, José Serrador; além de outras autoridades.

Do total de empresas beneficiadas, cerca de 40% já atuam no mercado externo. O objetivo do convênio é fortalecer a presença internacional dessas companhias por meio da participação em feiras internacionais e da realização de projetos compradores, ampliando sua inserção em mercados estratégicos.

“Investir em Defesa, trabalhar na indústria, é você também investir em inovação que chega na sociedade, é algo extraordinário. Onde tiver eventos, seja dentro ou fora do Brasil, a gente tem uma condição de estar presente, levando empresas, levando o que a gente faz na tecnologia e tudo o que o Brasil precisa”, afirmou Jorge Viana.

A execução da parceria será feita em articulação com o Ministério da Defesa, responsável pela estratégia de longo prazo do setor, e com o Ministério das Relações Exteriores, que atua na aproximação com governos de países potenciais compradores. A atuação conjunta busca aumentar a competitividade das empresas brasileiras e ampliar sua participação no comércio internacional.

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Durante a cerimônia, o ministro José Múcio destacou a relevância econômica e estratégica da indústria. “Eu estou aqui hoje para falar da Defesa, com o produtor de equipamentos de Defesa, o empregado na igreja superior, o cientista que trabalha para que isso aconteça. Nós temos uma indústria de Defesa moderníssima, podendo ser muito mais moderna”, disse.

“Representamos 2,9% do nosso PIB, e poderíamos ser muito mais. São 3 milhões de empregos que também poderiam ser ampliados”, complementou Múcio.

Nos últimos anos, o setor de Defesa e segurança tem ganhado importância crescente na economia brasileira, reunindo empresas com elevado nível de inovação e capacidade produtiva.

Para a ApexBrasil, a renovação do convênio reforça o compromisso das instituições em impulsionar o desenvolvimento da área, ampliar exportações e atrair investimentos, consolidando o Brasil como fornecedor competitivo no mercado global.

Na avaliação de Luiz Teixeira, o acordo é estratégico para sustentar o crescimento do setor. “O apoio da Apex reforça a nossa estratégia de realmente fortalecer a indústria lá fora”, destacou.

“Temos a base industrial brasileira, que tem investido bastante em inovação e no desenvolvimento de novos produtos, e vemos o seu crescimento, como no ano passado, quando houve aumento de 100% nas exportações de um ano para o outro. Acho que ainda não potencializamos totalmente esse crescimento para os próximos anos”, reforçou Teixeira.

A iniciativa está alinhada à estratégia da ApexBrasil de fomentar setores intensivos em tecnologia e inovação, buscando expandir a atuação internacional das empresas brasileiras. Ao mesmo tempo, fortalece a base industrial nacional, promovendo a geração de empregos, o ganho de competitividade e a afirmação do Brasil como um participante de destaque no mercado global de Defesa e segurança.
 

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01/04/2026 04:50h

O PEIEX, desenvolvido em conjunto com o Sebrae-SP e a Faculdade Sebrae, oferece atendimento a empresas de mais de 100 municípios em todo o estado de São Paulo

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A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) expandiu em São Paulo os núcleos do Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX), reforçando a preparação de empresas brasileiras para o mercado internacional. O programa oferece suporte técnico, diagnóstico empresarial e elaboração de planos de exportação, contribuindo para ampliar a presença do Brasil no comércio exterior.

O lançamento de novos núcleos do Programa, realizado na sexta-feira (27), contou com a participação do vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin; do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana e do diretor de Gestão Corporativa da ApexBrasil, Floriano Pesaro, entre outros.  

O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, destacou a relevância histórica e prática do PEIEX.

“Esse programa foi criado no primeiro governo do presidente Lula, que criou tanto a Apex quanto o PEIEX, visando qualificar empresas para que elas possam exportar. Não é uma coisa simples ser exportador: você precisa vencer muita burocracia, muitas regras, e o programa vem fortalecer os que buscam seguir esse caminho com mais confiança e previsibilidade”, enfatizou.

Com a expansão, novos núcleos foram instalados nas regiões da Grande São Paulo, Bauru, Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Sorocaba, garantindo maior cobertura do programa em importantes polos produtivos do estado.

O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou o impacto da internacionalização para as empresas.

“Exportem bastante, conquistem mercados. A Apex existe para isso: ajudar vocês a conquistarem mercados e trazer investimentos para o Brasil. São duas missões: vender mais e atrair mais investimentos. Empresa que exporta dá um upgrade, muda de patamar. Alguns tipos de empresa não existiriam se não exportassem”, pontuou.

Também estiveram presentes no lançamento o secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços de SP, Uallace Moreira; a gerente de Competitividade da ApexBrasil, Clarissa Furtado; e o gerente da Unidade de Acesso a Mercados e Serviços Financeiros do Sebrae-SP, José Alexandre Pereira Araújo.

PEIEX: participação de empresas em São Paulo

Atualmente, 486 empresas participam do PEIEX em São Paulo, sendo que 226 já concluíram o processo com a entrega do Plano de Exportação, enquanto 260 seguem em atendimento. Dessas, 388 produzem bens e 98 atuam no setor de serviços.

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Empresários que já participaram do programa destacam os benefícios, como é o caso de André Benvenuti, proprietário da Benvenuti Comércio de Frutas.

“Sabemos das dificuldades que é exportar. Quando nós iniciamos, há um ano e meio, esse era o meu objetivo desde o começo. Mas a gente sabe que existem várias barreiras e vários acordos para que isso aconteça. E a gente precisa de uma base, que é a formação, a educação, a capacitação. O PEIEX nos dá esse suporte, essa parceria de nos fortalecer por meio de rodadas de negócio e do incentivo à capacitação”, relatou.

O PEIEX é realizado em parceria com o Sebrae-SP e a Faculdade Sebrae, atendendo mais de 100 municípios paulistas. Setores estratégicos incluem alimentos e bebidas, moda, cosméticos, artesanato e máquinas e equipamentos.

Sobre o PEIEX

O programa integra a estratégia da ApexBrasil de ampliar a base exportadora nacional, qualificar empresas e diversificar a pauta de exportações brasileiras.

Desde sua criação em 2004, o PEIEX é o principal programa da ApexBrasil voltado à capacitação de empresas para o mercado internacional, oferecendo atendimento individualizado para companhias de todos os portes e setores interessadas em exportar.
 

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