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Baixar áudioO relator do Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2021, deputado federal Jorge Goetten (Republicanos-SC), apresentou ao ministro do Empreendedorismo, Paulo Henrique Pereira, uma proposta que amplia também os limites do Simples Nacional. A ideia é incluir os dispositivos no mesmo pacote de mudanças que trata do novo enquadramento do Microempreendedor Individual (MEI).
A reunião ocorreu na última quarta-feira (15), em Brasília. Segundo Goetten, a proposta foi construída a partir de contribuições recebidas durante encontros realizados em diversos estados com representantes do setor produtivo, entidades empresariais e empreendedores.
O relator defende que a atualização do Simples Nacional apenas corrige a desvalorização causada pela inflação e que pode ser implantada a partir de 2028. Os limites do regime simplificado não são revistos há 8 anos e, na visão do parlamentar, o reajuste evitaria que milhões de pequenas empresas sejam desenquadradas, o que em muitos casos pode significar a ida para a informalidade ou falência.
A atualização do limite de faturamento do MEI é considerada um ponto pacificado entre Executivo e Legislativo. No fim de junho, o governo federal encaminhou uma proposta que prevê a ampliação gradual do teto anual de faturamento da categoria, passando dos atuais R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e chegando a R$ 140 mil em 2028.
Já os novos limites para o Simples Nacional ainda enfrentam resistência da equipe econômica do governo. O Ministério da Fazenda estima custo potencial de R$ 50 bilhões por ano com a proposta ampliada, mas pediu prazo até o início de agosto para apresentar os cálculos.
Ao receber as sugestões, Paulo Henrique Pereira elogiou o trabalho realizado pela comissão especial que analisa o PLP 108/21 e afirmou que vai levar a nova proposta para avaliar a possibilidade de uma convergência junto a outros ministérios.
Representantes do setor privado ficaram satisfeitos com a elevação do teto de receita para o MEI, mas esperam negociações para todo o regime simplificado. Entidades empresariais, lideradas pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), querem ainda a inclusão de dispositivo de reajuste automático anual pela inflação e prometem inviabilizar as discussões caso as demandas não sejam atendidas.
Criado para facilitar o recolhimento de impostos em uma única guia centralizada e com descontos, os limites de faturamento, em vigor desde 2018, são:
Dados da Receita Federal revelam que há 16.291.125 microempreendedores individuais registrados no Brasil e outras 7.348.088 empresas enquadradas no Simples Nacional.
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Baixar áudioQuase dois terços das empresas brasileiras enfrentam dificuldades para controlar as finanças em tempo real. O problema afeta 63% dos negócios — o equivalente a 12,6 milhões de pequenas e médias empresas —, segundo a 2ª edição do Panorama da Gestão de Despesas Corporativas, levantamento realizado pela Conta Simples em parceria com a Visa.
O estudo mostra que, embora o dinheiro entre e saia diariamente do caixa de 45% das empresas, a falta de visibilidade e previsibilidade sobre as finanças continua sendo um desafio. Em relação a 2024, o percentual de empresas sem acompanhamento financeiro em tempo real aumentou oito pontos percentuais, passando de 55% para 63% ao fim de 2025.
De acordo com a pesquisa, o modelo tradicional de fechamento mensal perdeu espaço em um cenário marcado por pagamentos instantâneos. Atualmente, 86% das empresas utilizam o Pix e 71% adotam cartões corporativos.
Para o CEO e cofundador da Conta Simples, Rodrigo Tognini, a digitalização transformou a dinâmica da gestão financeira, mas exige mecanismos mais sofisticados de controle.
“A velocidade não justifica a perda de governança. Hoje, a maturidade financeira é definida pela capacidade de orquestrar e gerenciar transações em larga escala, independentemente de quão descentralizadas elas sejam”, afirma.
A pesquisa também revela que 60% das empresas não acompanham nem aprovam despesas em tempo real, alta de cinco pontos percentuais em relação a 2024.
Na avaliação do estudo, a digitalização resolveu o problema do "como pagar", mas ampliou o desafio do "como acompanhar". Quando o controle é feito apenas no fechamento do mês, o retrato financeiro já chega defasado, aumentando o risco de decisões baseadas em informações desatualizadas.
Segundo a vice-presidente da Visa, Marcela Pinori, a expansão dos meios de pagamento digitais elevou o nível de governança exigido das empresas.
“A tecnologia precisa funcionar como ferramenta de antecipação, não apenas digitalizar a transação, mas estruturar o fluxo e conectar pagamentos a regras claras de acompanhamento e controle para apoiar decisões estratégicas de crescimento”, afirma.
Tognini ressalta que o impacto da falta de controle vai além da rotina operacional. “A empresa passa a reagir em vez de decidir. Visibilidade devolve tempo e gestão, fatores que potencializam o crescimento com estabilidade”, diz o executivo da Conta Simples.
O levantamento também aponta que o avanço dos meios digitais ainda convive com fragilidades na gestão das despesas. Embora o uso de cartões corporativos tenha crescido, 58% das empresas concentram as operações em apenas um ou dois cartões. Além disso, 51% não estabelecem limites de gastos por área ou finalidade, o que reduz a previsibilidade e enfraquece a governança financeira.
Segundo Tognini, a fragmentação das despesas entre diferentes bancos e meios de pagamento dificulta a consolidação das informações e mantém processos excessivamente dependentes de planilhas.
“No tempo real, esse modelo simplesmente não se sustenta. É impossível manter processos manuais atualizados diariamente em um cenário de operação cada vez mais dinâmica”, ressalta.
Para Marcela Pinori, os cartões virtuais surgem como alternativa para aprimorar o controle financeiro. Emitidos instantaneamente para diferentes áreas, equipes ou projetos, eles permitem acompanhar os gastos com maior precisão e transparência.
“Não basta digitalizar a transação. É preciso estruturar o fluxo. Empresas que conectam pagamento, limites e leitura contínua reduzem fricção e ganham previsibilidade operacional”, enfatiza a vice-presidente da Visa.
O estudo mostra ainda um papel estratégico do crédito dentro das empresas. Atualmente, 37% dos negócios já associam o uso de crédito a investimentos planejados, indicando que a gestão financeira deixa de cumprir apenas funções operacionais para apoiar decisões de crescimento.
Para Tognini, o diferencial competitivo está na integração entre meios de pagamento e mecanismos de governança. “Transformar o fluxo financeiro em leitura contínua permite antecipação. Quem enxerga antes decide melhor — e isso se traduz em vantagem operacional”, conclui.
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Copiar o textoA partir de janeiro de 2027, entra em vigor o split payment, mecanismo de arrecadação que separa automaticamente o valor dos tributos do montante pago pela mercadoria ou serviço no momento da transação. A mudança pode afetar o fluxo de caixa de empresas que utilizam o intervalo entre o recebimento da venda e o recolhimento dos impostos como uma espécie de capital de giro.
Segundo o advogado tributarista Guilherme Gabriel Cesco, os empresários precisam se preparar desde já para reduzir os impactos da reforma tributária.
“[Parte] do dinheiro que hoje passa pelo caixa da empresa vai diretamente para o Fisco, impedindo, por exemplo, que o tributo não seja pago para depois ser parcelado. Então o split payment é bom, por um lado, por garantir o crédito para as empresas adquirentes, mas, por outro lado, impacta o fluxo de caixa das empresas fornecedoras”, afirma.
Para o especialista, a recomendação é reorganizar as finanças e fortalecer o capital de giro antes da implementação do novo modelo.
“O ponto central é preparar o caixa para assimilar essa diferença de ingressos de receitas. Não existe mágica: é necessário planejamento financeiro”, orienta.
O tributarista explica que o recolhimento automático dos tributos também pode afetar os pequenos negócios.
“Muitas dessas empresas fornecem para companhias maiores e já enfrentam dificuldades financeiras decorrentes de prazos mais longos de pagamento impostos pelos clientes. Com o split payment, os valores referentes aos tributos também deixarão de ingressar no caixa”, destaca.
Além disso, o tributarista acrescenta que os negócios que optarem pelo Simples Nacional híbrido estarão sujeitos a uma alíquota mais elevada no split payment. “Já as empresas que permanecerem no Simples Nacional tradicional estarão sujeitas ao mecanismo, mas com uma alíquota bem mais reduzida”, explica.
A Emenda Constitucional 132/2023 prevê a adoção do split payment de forma ampla e irrestrita para todas as atividades econômicas, em paralelo à implementação da reforma tributária. No entanto, segundo Cesco, há a expectativa de que a ferramenta não seja disponibilizada para todos os setores e atividades econômicas logo no início.
“É possível que o sistema comece por determinados ramos de atividade ou operações B2B, ou seja, entre empresas. Pode ser, inclusive, que tenhamos algum atraso no lançamento, fazendo com que o mecanismo passe a valer somente no segundo semestre de 2027 ou mais tardar em 2028”, supõe.
Na última semana, a Receita Federal e o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) divulgaram o manual técnico do split payment. O documento reúne as especificações necessárias para o desenvolvimento de uma plataforma que fará a integração entre instituições financeiras e meios de pagamento com o sistema do IBS-CBS, atualmente em construção.
“O manual é um documento técnico, não jurídico ou econômico. Ele trata da configuração do sistema, ou seja, do projeto para construir essa ponte. Mas essa estrutura ainda não existe e segue em desenvolvimento”, explica o tributarista.
Também foi disponibilizado o Swagger, ferramenta que permite documentar, descrever e testar aplicações de forma interativa, facilitando a integração dos sistemas das instituições financeiras com a futura plataforma do split payment.
Os documentos podem ser consultados no Portal Nacional de Tributação de Bens e Serviços, por meio do menu lateral da página.
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Baixar áudioO Plenário do Senado aprovou, na quarta-feira (8), o Projeto de Lei de Conversão (PLV) 7/2026, que autoriza a concessão de até R$ 15 bilhões em linhas de crédito para empresas exportadoras e da agroindústria afetadas por medidas comerciais unilaterais e pelas oscilações do cenário econômico internacional. A proposta, originada da Medida Provisória 1.345/2026, segue agora para sanção presidencial.
O objetivo da medida é fortalecer a competitividade das empresas brasileiras diante de restrições impostas por outros países e garantir condições para que o setor produtivo mantenha suas atividades e preserve mercados de exportação. Para isso, o financiamento contará com o respaldo do Fundo de Garantia à Exportação (FGE).
Durante a tramitação no Congresso, o texto foi ampliado para beneficiar também os setores da agricultura, pecuária, florestas plantadas, pesca, aquicultura e recursos minerais. Cooperativas e associações também poderão acessar as linhas de crédito, desde que atendam aos critérios estabelecidos na legislação.
Os recursos poderão ser utilizados não apenas para capital de giro, mas também para adequar produtos, serviços e processos às exigências dos mercados internacionais, incluindo requisitos sanitários, fitossanitários, ambientais, de rastreabilidade e de conformidade exigidos pelos países importadores.
A iniciativa faz parte da estratégia do governo para reduzir os impactos das barreiras comerciais enfrentadas pelos exportadores brasileiros e ampliar a capacidade de inserção dos produtos nacionais no mercado externo.
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Baixar áudioA partir de janeiro de 2027, entra em vigor o split payment, mecanismo de arrecadação que separa automaticamente o valor dos tributos do montante pago pela mercadoria ou serviço no momento da transação. A mudança pode afetar o fluxo de caixa de empresas que utilizam o intervalo entre o recebimento da venda e o recolhimento dos impostos como uma espécie de capital de giro.
Segundo o advogado tributarista Guilherme Gabriel Cesco, os empresários precisam se preparar desde já para reduzir os impactos da reforma tributária.
“[Parte] do dinheiro que hoje passa pelo caixa da empresa vai diretamente para o Fisco, impedindo, por exemplo, que o tributo não seja pago para depois ser parcelado. Então o split payment é bom, por um lado, por garantir o crédito para as empresas adquirentes, mas, por outro lado, impacta o fluxo de caixa das empresas fornecedoras”, afirma.
Para o especialista, a recomendação é reorganizar as finanças e fortalecer o capital de giro antes da implementação do novo modelo.
“O ponto central é preparar o caixa para assimilar essa diferença de ingressos de receitas. Não existe mágica: é necessário planejamento financeiro”, orienta.
O tributarista explica que o recolhimento automático dos tributos também pode afetar os pequenos negócios.
“Muitas dessas empresas fornecem para companhias maiores e já enfrentam dificuldades financeiras decorrentes de prazos mais longos de pagamento impostos pelos clientes. Com o split payment, os valores referentes aos tributos também deixarão de ingressar no caixa”, destaca.
Além disso, o tributarista acrescenta que os negócios que optarem pelo Simples Nacional híbrido estarão sujeitos a uma alíquota mais elevada no split payment. “Já as empresas que permanecerem no Simples Nacional tradicional estarão sujeitas ao mecanismo, mas com uma alíquota bem mais reduzida”, explica.
A Emenda Constitucional 132/2023 prevê a adoção do split payment de forma ampla e irrestrita para todas as atividades econômicas, em paralelo à implementação da reforma tributária. No entanto, segundo Cesco, há a expectativa de que a ferramenta não seja disponibilizada para todos os setores e atividades econômicas logo no início.
“É possível que o sistema comece por determinados ramos de atividade ou operações B2B, ou seja, entre empresas. Pode ser, inclusive, que tenhamos algum atraso no lançamento, fazendo com que o mecanismo passe a valer somente no segundo semestre de 2027 ou mais tardar em 2028”, supõe.
Na última semana, a Receita Federal e o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) divulgaram o manual técnico do split payment. O documento reúne as especificações necessárias para o desenvolvimento de uma plataforma que fará a integração entre instituições financeiras e meios de pagamento com o sistema do IBS-CBS, atualmente em construção.
“O manual é um documento técnico, não jurídico ou econômico. Ele trata da configuração do sistema, ou seja, do projeto para construir essa ponte. Mas essa estrutura ainda não existe e segue em desenvolvimento”, explica o tributarista.
Também foi disponibilizado o Swagger, ferramenta que permite documentar, descrever e testar aplicações de forma interativa, facilitando a integração dos sistemas das instituições financeiras com a futura plataforma do split payment.
Os documentos podem ser consultados no Portal Nacional de Tributação de Bens e Serviços, por meio do menu lateral da página.
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Baixar áudioAs rodadas de negócios realizadas durante a NaturalTech 2026, em São Paulo (SP), devem gerar US$ 4,275 milhões em negócios para a indústria brasileira de alimentos funcionais e suplementos alimentares. A projeção é da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), responsável pela iniciativa que aproximou empresas nacionais de compradores internacionais durante a feira.
A programação reuniu 57 empresas brasileiras e 11 compradores de dez países: Peru, Colômbia, México, Canadá, África do Sul, Polônia, Índia, Emirados Árabes Unidos, Singapura e China — sendo dois representantes canadenses. Ao todo, foram promovidas 317 reuniões comerciais, que resultaram na prospecção imediata de US$ 3,1 milhões em negócios.
Os encontros tiveram como foco empresas que atuam nos segmentos de suplementos nutricionais, ingredientes funcionais, produtos plant-based e superfoods. A proposta foi criar oportunidades de exportação e ampliar a presença da indústria brasileira em mercados das Américas, Europa, África, Oriente Médio e Ásia.
Entre os participantes estrangeiros, a avaliação foi positiva tanto em relação aos produtos apresentados quanto ao formato das negociações. José Maria Mora, da empresa colombiana Sin Intermediarios SAS, destacou a qualidade dos fornecedores brasileiros.
"Os empresários do Brasil têm produtos muito bons, inovadores e tecnologias de produção valiosas para nós. A dinâmica é muito efetiva: muitas empresas e muitos produtos concentrados em apenas dois dias", afirmou.
Representando a empresa sul-africana HealthSmart, Tamara Gerber afirmou que o evento facilitou o contato com novos parceiros comerciais.
"Foi uma excelente oportunidade para conhecer novos fornecedores e ser apresentada a ingredientes agrícolas brasileiros únicos. Durante todo o evento e em toda a logística, senti-me muito bem assistida. Parabéns à equipe pelo excelente trabalho", disse.
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Na avaliação da coordenadora de Agronegócio da ApexBrasil, Paula Soares, o crescimento do mercado de bem-estar tem ampliado as oportunidades para empresas do segmento no Brasil.
"O segmento de nutrição esportiva tem apresentado crescimento consistente nos últimos anos, acompanhando a expansão global do mercado de bem-estar. O Brasil reúne características que reforçam esse potencial, como o fato de possuirmos a segunda maior quantidade de academias do mundo”, destacou.
“As rodadas de negociações representam uma oportunidade para que marcas de diferentes regiões do país apresentem seus diferenciais e ampliem sua inserção comercial no mercado internacional", complementou.
As rodadas de negócios fazem parte do programa Exporta Mais Brasil, voltado à aproximação entre empresas brasileiras e compradores estrangeiros.
A expectativa é ampliar as exportações e fortalecer a presença dos produtos brasileiros ligados à saúde, nutrição e bem-estar no mercado internacional.
Segundo a coordenadora de Agronegócio da ApexBrasil, Luciana Pecegueiro, o processo de internacionalização das empresas passa pelo acesso a informações e pela compreensão das exigências dos mercados internacionais.
“A primeira dica para quem quer começar a exportar é informação. Informe-se, entre no site da ApexBrasil, busque informações e orientações. Então, temos que estudar com a empresa, ver quais são as oportunidades de mercado e quais adaptações que ela tem que fazer para acessar esses mercados”, enfatizou.
A NaturalTech chegou à vigésima edição em 2026. Realizada no Distrito Anhembi, em São Paulo, a feira reúne empresas, compradores e especialistas do setor de produtos naturais e saudáveis e é considerada um dos principais eventos do segmento na América Latina.
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Baixar áudioCerca de 45% dos empresários industriais esperam aumento do endividamento bancário nos próximos três meses. É o que mostra uma pesquisa inédita da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo o levantamento, a tendência é de crescimento do passivo das empresas diante da maior necessidade de recorrer ao crédito para custear despesas operacionais e manter o fluxo de caixa.
A analista de Políticas e Indústria da CNI, Maria Virginia Colusso, explica que a demanda por financiamento reflete a pressão sobre o capital de giro em um ambiente de juros ainda elevados.
“Mesmo com um corte da Selic (taxa básica de juros) para 14,25% ao ano, o juro real ainda está em torno de 10% ao ano. Então, isso ainda é uma política monetária bastante restritiva”, afirma.
Segundo a especialista, uma parcela significativa das empresas espera precisar de mais recursos para financiar o ciclo operacional, manter estoques e obter mais prazo junto aos fornecedores.
“Isso indica que essas empresas precisam de mais recursos para sustentar o intervalo entre vender e receber. O problema é que essa necessidade de crédito vem acompanhada de uma expectativa de ter que tomar esse crédito a um custo mais caro”, destaca.
Para Colusso, a reversão desse cenário depende de uma redução sustentável do custo do crédito.
“A principal medida para mudar esse quadro é uma redução sustentável do custo do crédito, e isso precisa vir acompanhado de uma condição de acesso ao crédito para capital de giro e investimentos, para que o financiamento volte a cumprir a sua função produtiva”, recomenda.
Mais da metade (51%) das empresas consultadas projeta aumento da necessidade de recorrer a financiamentos com contas a receber como garantia nos próximos três meses. Segundo a CNI, o movimento está associado, principalmente, ao risco de inadimplência ou de atrasos nos pagamentos por parte dos clientes.
Além disso, 45% dos industriais esperam alta nos juros cobrados pelos bancos nessas operações.
A pesquisa mostra ainda que 48% dos empresários preveem maior necessidade de financiamento para manter estoques de insumos e mercadorias nos próximos três meses, enquanto apenas 9% esperam redução.
Para a CNI, fatores como aumento do tempo de venda e maiores custos de carregamento podem exigir mais recursos para sustentar os estoques no curto prazo.
Ao todo, 45% dos respondentes acreditam que os juros cobrados nessas operações também vão subir.
Entre os industriais consultados, 59% esperam aumento da procura por crédito para financiar contas a pagar nos próximos três meses. Segundo a CNI, o resultado sinaliza uma maior necessidade de alongar prazos de pagamento de insumos e mercadorias, em razão das pressões sobre o fluxo de caixa e da dificuldade de compatibilizar os pagamentos aos fornecedores com o ritmo de recebimento pelas vendas.
Mais da metade das empresas (52%) acredita que os juros dessas operações deverão subir.
“O endividamento mais elevado e o encarecimento do crédito afetam a economia por diferentes canais. Para as empresas, isso aumenta as despesas financeiras, comprime a rentabilidade, reduz a capacidade de investir, inovar, ampliar a produção e modernizar o parque industrial”, afirma Colusso.
O estudo também revela que 64% dos industriais esperam redução da margem líquida dos negócios — indicador que mede a relação entre lucro e faturamento.
Para compensar a perda de rentabilidade, 51% das empresas pretendem elevar os preços de venda nos próximos três meses, enquanto apenas 7% devem reduzi-los, indicando que parte das pressões de custos tende a ser repassada ao consumidor. Outros 43% dos industriais esperam manter os preços atuais.
“Quando a empresa não consegue repassar esse custo financeiro mais elevado para os preços de venda — seja pelo medo de perder mercado ou pela concorrência —, a consequência é a redução das margens, menos investimento e risco de perder competitividade”, explica.
Na avaliação da analista da CNI, a manutenção de juros elevados por um período prolongado reduz o dinamismo da indústria, enfraquece a geração de emprego e renda e limita o crescimento da economia.
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Copiar o textoMedida é vista como correção de distorções tributárias e incentivo aos pequenos negócios
Baixar áudioO setor produtivo defende que a atualização dos limites de faturamento anual do microempreendedor individual (MEI), proposto pelo Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2021, seja estendida às demais faixas de enquadramento do Simples Nacional. Segundo representantes empresariais, a medida pode reduzir a informalidade e evitar o desenquadramento de empresas por efeitos da inflação.
César Fernandes, presidente da Associação Médica Brasileira (AMB) e pré-candidato a deputado federal pelo PSD de São Paulo, alertou para os impactos da defasagem do regime simplificado somada às novas regras da Reforma Tributária, que podem comprometer a atividade médica. “É fundamental que a reforma tributária não aumente a carga tributária da assistência médica privada, nem reduza a competitividade de consultórios e clínicas de pequeno e médio porte. A preocupação é que a combinação entre IBS, CBS, créditos tributários e futuras mudanças no Simples favoreçam grandes grupos empresariais em detrimento dos prestadores independentes”, pontou o médico.
Valmir Rodrigues, presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Minas Gerais (Federaminas), afirmou que a proposta pode corrigir uma distorção tributária ao permitir o reenquadramento de empresas que deixaram o regime sem aumento real de faturamento.
“Corrigir os limites do Simples Nacional é corrigir uma injustiça, pois as empresas estão pagando impostos sobre índice inflacionário, o que não é correto, tornando as empresas menos competitivas no mercado. Por isso que, essa atualização, é fundamental para a sustentabilidade e crescimento das empresas do Simples Nacional”, afirmou o executivo.
Uma comissão especial da Câmara dos Deputados discute o tema com representantes do governo, especialistas e entidades do setor produtivo. O texto original prevê o aumento do limite de faturamento anual do MEI para R$ 130 mil e autoriza a contratação de até dois empregados.
Entidades empresariais defendem uma elevação maior do teto do MEI, para cerca de R$ 144,9 mil anuais. Também propõem a atualização dos limites para microempresas, para aproximadamente R$ 869,4 mil, e para empresas de pequeno porte, para R$ 8,69 milhões. O relator da proposta, deputado federal Jorge Goetten (Republicanos-SC), sinalizou que pretende atender às reivindicações.
A deputada federal Greyce Elias, que participa das negociações, destaca que os MEIs representam mais de 60% dos negócios formais do país e que os limites de faturamento não são atualizados há oito anos.
“Essa reivindicação é feita há muitos anos e agora, com essa grande movimentação da reforma tributária, é um momento oportuno para fazermos o enfrentamento e aumentarmos o limite. E também é a oportunidade de ter mais colaboradores, para dar segurança jurídica e oportunidade para quem quer empreender”, disse a parlamentar.
O projeto tramita em caráter de urgência, o que significa que pode ser votado em plenário a qualquer momento. O presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a medida é uma das prioridades neste momento.
Na avaliação de entidades empresariais, a falta de atualização da tabela do Simples Nacional empurra empresas para a informalidade. Alfredo Cotait Neto, presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP) e da Associação Comercial de SP (ACSP), destaca que o modelo atual impede a permanência no regime de companhias que ainda não possuem faturamento condizente com o novo modelo tributário que passam a integrar.
“O que nós precisamos é conscientizar os nossos políticos da importância da aprovação do aumento do limite do Simples Nacional, pelo menos para o MEI, o microempreendedor individual, e para o micro e a microempresa. Sem isso, as empresas ou vão mudar o seu regime ou vão para informalidade”, afirma.
Criado para simplificar o pagamento de tributos e estimular o empreendedorismo, o Simples Nacional reúne diversos impostos em uma única guia e é hoje o principal regime tributário para pequenos negócios no país.
Os limites de faturamento, em vigor desde 2018, são:
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Baixar áudioCerca de 100 startups brasileiras participaram do Web Summit Rio 2026 em busca de investidores, parceiros estratégicos e oportunidades de expansão internacional.
A iniciativa contou com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), que promoveu conexões entre empreendedores brasileiros e investidores estrangeiros para ampliar a presença internacional de empresas de inovação.
Realizado entre 8 e 11 de junho, no Riocentro, no Rio de Janeiro, o evento reuniu empreendedores, investidores, executivos e especialistas em tecnologia de diferentes países. A delegação organizada pela ApexBrasil contou com startups de todas as regiões do Brasil, com atuação em áreas como inteligência artificial, sustentabilidade, bioeconomia e soluções para transformação de negócios.
Além da participação na feira, as empresas tiveram acesso a mentorias, capacitações, sessões de pitch e rodadas de negócios com investidores estrangeiros. A proposta foi preparar os empreendedores para atuar em mercados internacionais, ampliar redes de relacionamento e criar oportunidades comerciais.
A diversidade do ecossistema de inovação brasileiro também esteve representada na delegação. Entre as empresas participantes, 40,6% eram lideradas por mulheres ou possuíam controle societário feminino. As startups atuam em segmentos como healthtech (saúde), edtech (educação), ESG (práticas ambientais, sociais e de governança) e recursos humanos.
A comitiva reuniu ainda empresas do Norte e do Nordeste com atuação em bioeconomia, economia circular e descarbonização.
Segundo a diretora de Negócios da ApexBrasil, Maria Paula Velloso, o Web Summit contribui para conectar startups brasileiras a mercados internacionais e ampliar oportunidades de negócios.
“O objetivo é gerar cada vez mais oportunidades de negócios. Por isso, a ApexBrasil tem orgulho de participar mais uma vez dessa iniciativa e de receber novas empresas em sua rede de apoio à internacionalização. Ao longo dos treinamentos de pitch, vemos uma evolução muito clara dos empreendedores, que chegam ao evento mais preparados para apresentar seus projetos, estabelecer conexões estratégicas e aproveitar as oportunidades que surgem em um ambiente global como o Web Summit. Nosso papel é justamente criar as condições para que essas empresas ampliem sua presença internacional e transformem inovação em novos negócios”, destacou.
Para Maria Paula Velloso, a participação em eventos internacionais vai além da busca por investimentos. Segundo ela, o contato com o mercado permite construir conexões capazes de acelerar o crescimento das empresas e ampliar oportunidades de expansão.
"Você sabe o que todo investidor procura, quando vem um evento como esse? Ele procura a solução para um problema dele. Então, é muito importante que as startups tenham uma ideia, mas execução é tudo. Você sabe o que uma startup precisa? Muitas vezes, não é de capital. Ela precisa ter acesso a distribuidores, investidores, parceiros e o principal, clientes que acreditem na sua ideia e que se interessem", pontuou.
A programação também promoveu a aproximação entre startups brasileiras e investidores estrangeiros interessados no setor de inovação nacional. Durante o Web Summit Rio 2026, a ApexBrasil trouxe cinco investidores dos Estados Unidos, Canadá, Espanha, Alemanha e Israel para participar de rodadas de negócios, conhecer empresas brasileiras e avaliar oportunidades de investimento e parceria.
Entre eles esteve Dave Ireland, fundador da Crosswater Capital, empresa especializada em apoiar companhias interessadas em ingressar e expandir operações no mercado norte-americano. “Estamos aqui para apoiar empresas brasileiras que desejam se estabelecer e expandir seus negócios nos Estados Unidos, conectando empreendedores a investidores e ajudando-os a compreender melhor o mercado americano”, explicou Ireland.
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Também participou do evento o investidor israelense Tomer Golan, que destacou o potencial das startups brasileiras, especialmente nos segmentos de inteligência artificial e tecnologias de maior valor agregado. “Quando analisamos uma startup, buscamos entender a experiência da equipe, o tamanho da oportunidade de mercado e o que diferencia aquela solução dos concorrentes. Esses são fatores essenciais para avaliar o potencial de crescimento de uma empresa e sua capacidade de atrair investimentos.”
Entre as empresas presentes no evento esteve a Hit Terapias Holísticas, que chegou ao Web Summit após participar de programas de capacitação e internacionalização promovidos pela ApexBrasil. “Temos uma parceria muito forte com a ApexBrasil desde os primeiros anos da nossa trajetória. Participamos de programas de internacionalização, mentorias e treinamentos de pitch que foram fundamentais para o crescimento da startup. O apoio da Agência nos ajudou a validar nosso negócio, ampliar nossa rede de contatos, conhecer investidores e nos preparar para acessar novos mercados. Hoje conseguimos enxergar oportunidades que antes pareciam distantes, e isso tem relação direta com toda a jornada construída ao lado da ApexBrasil”, afirmaram os fundadores Paty Falhares e Renan Meireles.
Ao reunir startups brasileiras e investidores internacionais em um mesmo ambiente, a participação da ApexBrasil no Web Summit Rio 2026 buscou ampliar as oportunidades de inserção global dessas empresas. De acordo com a Agência, a presença da delegação refletiu o crescimento do ecossistema brasileiro de inovação e o interesse em transformar soluções desenvolvidas no país em negócios com atuação internacional.
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Baixar áudioO comércio eletrônico tem ganhado espaço como alternativa para empresas brasileiras ampliarem sua presença no mercado internacional. Diante disso, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) vai promover uma nova edição do E-Xport Meeting. Trata-se de um evento voltado para a internacionalização de negócios por meio do comércio eletrônico.
O evento será realizado entre os dias 28 e 30 de julho de 2026, no Distrito Anhembi, em São Paulo. A programação será realizada dentro do Fórum E-Commerce Brasil, considerado o maior evento do setor na América Latina.
O encontro faz parte do Programa E-xport, iniciativa criada pela ApexBrasil para ampliar a presença de empresas brasileiras no mercado internacional utilizando o e-commerce como canal de exportação.
A gerente de Competitividade da ApexBrasil, Clarissa Furtado, reforça que a estratégia combina capacitações, suporte técnico, parcerias com marketplaces globais e ações de promoção comercial voltadas a empresas de diferentes portes e segmentos.
“Desde 2018, nós já atendemos mais de 3 mil empresas no programa. Nesse momento, a gente está focando em tentar conectar essas empresas com os grandes compradores internacionais que atuam em marketplaces. A ideia é conectar o planejamento das empresas aos resultados, mostrando para elas como o e-commerce pode ser aquele momento em que a estratégia se transforma em negócios”, destaca.
Com inscrições gratuitas e vagas limitadas, a edição de 2026 deverá reunir novamente empresas interessadas em usar plataformas digitais para acessar novos mercados e ampliar sua presença internacional.
Nas últimas edições, o E-Xport Meeting passou a concentrar boa parte dessa agenda. O evento reúne empresários, especialistas e representantes de plataformas digitais para discutir tendências, apresentar ferramentas e criar oportunidades de negócios voltadas ao mercado externo.
Em 2025, a sexta edição teve como tema a aplicação da inteligência artificial no comércio eletrônico internacional. Ao longo de três dias, mais de 400 participantes acompanharam palestras, oficinas, estudos de caso e atividades de conexão com marketplaces internacionais.
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No ano anterior, a programação reuniu mais de 20 painéis e 55 palestrantes. Somadas as versões presencial e virtual, as ações realizadas em 2024 contaram com a participação de mais de 1.100 empresas.
A edição de 2025 também marcou a realização da primeira rodada do Exporta Mais Brasil dedicada exclusivamente ao comércio eletrônico. Nos dias 30 e 31 de julho, 66 empresas brasileiras dos setores de moda, cosméticos e soluções tecnológicas para e-commerce participaram de encontros presenciais com sete compradores internacionais vindos dos Emirados Árabes Unidos, México, Portugal, Reino Unido, Rússia e Singapura.
A seleção das empresas buscou ampliar a participação de diferentes regiões do país e incentivar a diversidade entre os participantes, com atenção a negócios liderados por mulheres e por pessoas negras ou pardas, além de empreendimentos sediados nas regiões Norte, Nordeste e no Distrito Federal.
Além dos eventos presenciais, o Programa E-xport mantém acordos com plataformas de alcance global. Entre elas estão a Shopee, com foco no mercado do Sudeste Asiático, e o Alibaba.com, considerado o maior ecossistema B2B do mundo. A iniciativa também oferece programas de mentoria, como o Mulheres Globais, voltados à preparação de empresas para a atuação em mercados internacionais.
O avanço do comércio eletrônico ajuda a explicar a aposta na estratégia digital de exportação. Dados citados pela ApexBrasil indicam que o e-commerce global movimentou cerca de US$ 11 trilhões em 2024. A expectativa é de crescimento médio anual de 10,7% até 2029.
No Brasil, o setor registrou faturamento de R$ 204,3 bilhões em 2024, com projeção de alcançar R$ 234,9 bilhões em 2025 e chegar a R$ 289 bilhões até 2029.
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