Microempresas

06/10/2022 04:30h

CAIXA reduz juros e oferece condições especiais para micro e pequenas empresas em outubro

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Micro e pequenas empresas terão serviços e benefícios exclusivos durante todo o mês de outubro. As vantagens são oferecidas pela CAIXA, em homenagem ao Dia das Micro e Pequenas Empresas, comemorado nesta quarta-feira, dia 5 de outubro. A data tem o objetivo de valorizar o comércio local e os pequenos negócios, que são a base da economia brasileira e os mais presentes no dia a dia do consumidor na oferta de serviços e produtos. 

Uma das ofertas especiais da data será pela linha de crédito do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, o Pronampe. Essa linha de crédito será oferecida para contratação com taxa de juros de Selic + 6% ao ano, e prazo total de 48 meses, sendo 11 de carência e 37 parcelas de amortização. 

Para a presidente da CAIXA, Daniella Marques, auxiliar os pequenos negócios é uma agenda importante para a economia brasileira. 

“Hoje, mais de 70% dos empregos gerados no Brasil são gerados por micro e pequenas empresas. O Pronampe foi uma linha criada na pandemia, mais de 1 milhão de empresas atendidas, pegando um fôlego, com 6, 12 meses de carência para crescer o negócio. É o que transforma e é o motor da atividade econômica do Brasil.”

Microempreendedores individuais com faturamento igual ou inferior a 81 mil reais podem contratar o crédito, assim como microempresas que têm receita bruta igual ou inferior a 360 mil reais. Empresas de pequeno porte com faturamento de 360 mil a 4,8 milhões de reais também têm direito. Uma empreendedora que optou pelo crédito foi Mariana Sobradinho, dona de uma empresa do ramo da construção civil.

Mariana montou a empresa focada em fazer o diferente. Só não contava com uma pandemia no meio do caminho. Para ela, ter um suporte financeiro foi essencial para manter os planos.

“Abrimos no meio da pandemia e, graças a Deus, conseguimos passar por esse momento difícil. Contamos muito com o apoio da CAIXA. O Pronampe foi decisivo. Houve um aumento muito grande de preço. Tinha um planejamento quando abri a loja e, com a pandemia, quando estava abrindo, as coisas triplicaram de preço, meu planejamento foi por água abaixo. Se não fosse o apoio da CAIXA, do crédito, de fato, a gente não estaria aqui.”

A CAIXA foi o primeiro banco a atuar no mercado com o Pronampe, sendo detentora de um terço de tudo que foi concedido desse modelo de crédito no país. 

Em 2022, a CAIXA fechou mais de 8 bilhões de reais em contratos do Pronampe para todas as empresas do Brasil, com 90 mil empresas alcançadas.

A novidade deste ano é a atuação com o MEI, como explica a vice-presidente de Negócios de Varejo da CAIXA, Thays Cintra.

"Esse ano, foi liberado o crédito para esse microempreendedor. O pipoqueio, a boleira, que têm seu CNPJ e faturam até 81 mil reais, também estão podendo pegar essa linha, a partir desse ano. E a CAIXA, de tudo que já fez, já concedeu quase 10% só para esse segmento dos microempreendedores."

Ainda especialmente neste mês de outubro, empreendedores terão juros mais baixos no Crédito Especial Empresa. Disponível a partir de 1,24% ao mês, a linha não tem destinação específica, os recursos são creditados direto na conta da empresa e podem ser usados, por exemplo, para equilibrar o fluxo de caixa, repor os estoques, pagar salários e 13º salário. As condições de contratação são para empresas com faturamento anual de 4,8 milhões a 30 milhões.  

Empreendedores que usam máquina de cartão Azulzinha, também terão vantagens. O banco reduziu para 10 mil reais o valor de faturamento mensal mínimo exigido para as empresas interessadas. Os clientes pessoa jurídica podem, ainda, aproveitar as vantagens dos cartões CAIXA Alimentação e CAIXA Refeição. Na contratação de no mínimo 10 cartões para os seus empregados, o cliente recebe pontos no Programa de Fidelidade CAIXA Pré-Pagos para utilização no marketplace.

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15/09/2022 04:00h

Auxílios emergenciais para taxistas, caminhoneiros e população de baixa renda também influenciaram esse mercado

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A confiança dos Pequenos Negócios atingiu o maior patamar desde novembro de 2013, de acordo com sondagem do Sebrae, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas. A pesquisa mostra que, em agosto deste ano, a credibilidade dos comerciantes cresceu 2,7 pontos, atingindo a marca de 100,6 pontos. A ajuda dos pacotes do governo federal influenciou a melhoria do mercado de trabalho e a desaceleração dos preços, segundo especialistas.

O Índice de Confiança das micro e pequenas empresas é a compilação dos índices de confiança dos três principais setores da economia: Comércio, Serviços e Indústria de Transformação No Comércio, entre os profissionais que compram e vendem mercadorias, foi registrado o maior crescimento, de 5,4 pontos. 

Já o setor de Serviços, que envolve atividades como funcionalismo público e prestação de serviços, apesar do resultado positivo de 0,5 ponto no mês, tem dado sinais de perda de fôlego nos últimos meses. No setor da Indústria de Transformação, a exemplo de aço em ferramentas, a queda foi de 1,4 ponto pelo segundo mês consecutivo. 

Especialistas analisam que o resultado do Índice de Confiança de Micro e Pequenas Empresas em agosto é reflexo da atual situação da economia, com melhora das perspectivas de curto prazo incentivado, inclusive, com a ajuda dos auxílios federais. 

“O que esperamos até final de agosto de 2022 é uma tendência de recuperação da economia por conta da melhora da renda dos trabalhadores, em especial da reativação da economia como um todo”, observa o Analista de Gestão Estratégica do Sebrae, Marco Aurélio Bedê. “E essa expectativa foi puxada pelos pequenos negócios do comércio, favorecido aí pela injeção de renda que o governo está fazendo na economia por meio de benefícios aos motoristas de táxi, caminhões e, em especial, pelo auxílio Brasil”, explica.

Mais emprego

Outro dado importante é de que, segundo o Ministério do Trabalho, em julho deste ano, sete em cada dez novas vagas de empregos foram criadas por micro e pequenas empresas. Foram mais de 1,1 milhão de empregos gerados, um crescimento de 72%. Os três setores com maior número de novos empregos são serviços, com quase 62 mil postos de trabalhos, seguido do Comércio, com pouco mais de 34, 400 vagas e na sequência a construção, com mais de 30.600 oportunidades de trabalhos. Profissional da construção civil desde os 12 anos, Edson Dias, 32, sentiu o reflexo da economia no setor. 

“Cresceu bastante este ano, a construção civil e estamos aí trabalhando firme”, aponta. “A economia valorizou para todo mundo, a mão de obra valorizou este ano, todo mundo está ganhando, o dono de material de construção a gente com a mão de obra, não tenho nada que reclamar, não”, diz. 

Estética

Entre os negócios que deram sinal de recuperação no mercado, neste primeiro semestre, após a crise da pandemia, foi o segmento de estética e beleza. Inclusive com recorde de abertura de CNPJ. Apesar da alta da inflação, com aumento dos custos de serviços como água, energia e produtos, os seis primeiros meses de 2022 registraram o maior número de formalizações nesse setor desde 2019. 

Segundo levantamento feito pelo Sebrae, a partir de dados do Cadastro Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), só no primeiro semestre de 2022 foram 109,4 mil empresas do gênero de estética e beleza abertas, superando todos os semestres de 2021, 2020 e 2019.

Um dos motivos para o crescimento de estabelecimentos no ramo de beleza foi a facilidade para a abertura de empresas no país nos últimos tempos. Segundo dados da Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade, do Ministério da Economia, o prazo médio para a abertura de uma empresa no Brasil caiu para 23 horas ao final do segundo quadrimestre deste ano, ou seja, em agosto. É o menor tempo médio já registrado. 

Para facilitar a vida de quem empreende e está pensando em procurar crédito no mercado financeiro, o Sebrae disponibiliza opções de financiamento em diversos tipos de instituições. São créditos que atendem desde bancos tradicionais de atuação nacional ou regionais, até cooperativas de crédito e agências de fomento. 

A iniciativa faz parte de um conjunto de ações do Sebrae para apoiar os donos de pequenos negócios com informações úteis e qualificadas para uma melhor tomada de decisão pelo crédito. A nova versão do documento pode ser acessada pela internet no Portal do Sebrae: www.sebrae.com.br.

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13/09/2022 05:00h

Pela primeira vez na história, Banco da Amazônia inicia o mês de setembro com 90% dos recursos previstos para o FNO já aplicados

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No período de janeiro a agosto deste ano, R$ 9,6 bilhões do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) foram aplicados na região. O montante compreende 90% dos recursos destinados para o FNO no exercício de 2022. O Basa é o Banco Administrador do Fundo na região Norte.

São mais de 24 mil contratos que atenderam empreendedores de todos os municípios do Norte. No ano passado, segundo o Basa, foram 22 mil contratos de janeiro a dezembro e, neste ano, a expectativa é chegar ao último mês com 42 mil contratos.

O Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) é o principal instrumento de políticas públicas do Norte do país e os créditos destinados às prioridades do governo federal e ao desenvolvimento regional bateram recordes em 2022. 

Márcia Mithie Kitagawa, gerente executiva de planejamento do Basa, explica que a maior capilaridade e a abrangência dos recursos, além de uma modernização na plataforma de negócios do banco, possibilitaram os números recordes e ajudaram mais empreendedores da região.

“Os motivos principais são a disponibilidade, a presença do Banco da Amazônia e do FNO nos 450 municípios da Região Norte, então, atendemos integralmente toda a região. As taxas do FNO abaixo da Selic, sendo uma das menores do mercado, tem atratividade diferenciada com o intuito de ofertar aos nossos empreendedores regionais uma taxa competitiva para eles se colocarem no mercado”, destaca Kitagawa.

Dos R$ 9,6 bilhões aplicados, R$ 5,8 bilhões foram destinados aos mini e pequenos empreendedores rurais e urbanos, o que também foi um número recorde. A gerente de planejamento do Basa ressalta que além de esse público-alvo ser uma prioridade das políticas públicas, ele tem grande importância social e econômica para a região.

“É a micro e pequena empresa, é o empreendedor individual, o agricultor familiar que formam a grande base da economia regional. Então, apoiá-los com financiamento do FNO permite com que esses empreendedores iniciem suas atividades, ou que tenham capital de giro para manutenção dos seus empreendimentos, ou ainda que modernizem ou ampliem seus negócios. Isso gera um ciclo de impactos positivos na economia local”, destaca.

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Segundo levantamento do Banco da Amazônia, os R$ 5,8 bilhões aplicados nos micro e pequenos empreendimentos por meio do FNO vão gerar, no ciclo de implantação dos financiamentos, uma média de 327 mil postos de trabalho na região.

Sustentabilidade

O FNO também tem ajudado a deixar os empreendimentos da região mais sustentáveis. Neste ano, R$ 7,1 bilhões foram destinados à linha de crédito FNO Verde, que desde 2021 apoia o desenvolvimento de negócios como energia renovável, integração lavoura-pecuária-floresta, recuperação de áreas degradadas, sistemas agroflorestais, dentre outros projetos sustentáveis. Em comparação com o ano passado, houve um aumento de 208% nos projetos financiados com linhas verdes.

Márcia explica que o FNO responde por mais de 60% do crédito de fomento em uma região que tem como vocação principal o agronegócio, atividade com grande exposição ao risco socioambiental e climático. Por isso, a nova linha foi lançada, com o intuito de promover práticas sustentáveis e aumentar a ecoeficiência dos empreendimentos rurais e urbanos.

“Com esse principal instrumento de políticas públicas, que é o FNO, a gente dissemina esses conceitos e estabelece condições diferenciadas de taxas e prazos para esses empreendedores que acabam implementando práticas mais sustentáveis em seus empreendimentos”, conta a gerente do Basa.

Entre os valores contratados junto ao fundo, outros R$ 520,1 milhões foram destinados a projetos amparados pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
 

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25/08/2022 20:15h

Baixa taxa de crédito e capital de giro são atrativos do financiamento

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Microempreendedores Individuais (MEI) e microempresas agora também podem recorrer ao Programa Emergencial de Acesso a Crédito (FGI PEAC). A reabertura foi anunciada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nesta semana (22). Além de MEI e microempresários, o financiamento contempla pequenas e médias empresas, associações, fundações de direito privado e cooperativas com receita bruta de até R$300 milhões. 

O objetivo do projeto é estimular o mercado financeiro brasileiro a operar com esse segmento em condições mais favoráveis. De acordo com o Ministério da Economia, de 98 a 99% das empresas no Brasil são de micro ou pequeno porte, o que corresponde a 29% do PIB do país e 55% dos empregos formais.

A operação deve ser voltada a investimento ou capital de giro, com valores entre R$ 1.000 e R$ 10 milhões. O prazo de pagamento é de até 60 meses, com carência entre 6 e 12 meses. O FGI PEAC cobre 80% do valor do contrato. O consultor empresarial e professor de Administração Financeira no Centro Universitário de Brasília (CEUB), Max Bianchi, explica que as garantias oferecidas pelo programa aumentaram as chances de financiamento. 

“Se você tem um fundo garantidor do BNDES garantindo 80% da operação, com certeza o risco para os bancos baixa, a taxa também baixa e o acesso de várias empresas que não tinham, por exemplo, do microempreendedor individual, das microempresas que o acesso era bem dificultado porque elas têm um ativo permanente muito baixo ou têm um capital social muito pequeno, então normalmente não oferece garantia para o empréstimo”, esclarece.  

A taxa de juros média de 1,75% ao mês é um dos atrativos. O economista e mestre em Finanças do IBMEC, Frederico Gomes, aponta que esse valor tem sido menor que os praticados pelo mercado bancário para os empreendedores. “Então, ele tem que estar atento a essa taxa porque ele vai utilizar essa taxa, seja para capital de giro seja para investimento, se ele tiver expectativa de que ele vai ter um retorno a essa taxa na utilização dos recursos”, observa o especialista. 

As formas de financiamento variam do capital de giro isolado e de financiamento ao investimento em ativos fixos, inovação, aquisição de máquinas, equipamentos e outros bens, e projetos, além do capital de giro complementar. 

Ao todo, 40 instituições financeiras já são parceiras do FGI PEAC. O Diretor de Participações, Mercado de Capitais e Crédito Indireto do BNDES, Bruno Laskowsky, vê a possibilidade de aumentar o número de redes parceiras:

“A gente tem uma amplitude de canais de distribuição: os grandes bancos, bancos médios, bancos cooperativos, bancos de montadora. Portanto, é um canal muito amplo, um canal de distribuição bastante amplo”, aponta o diretor.   

Mais informações, no site do BNDES.

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13/07/2022 04:30h

Interessados podem enviar a documentação exigida no edital até 17 de agosto. Podem participar bancos de desenvolvimento, cooperativas de crédito, agências de fomento e OSCIPS, entre outros

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O Banco da Amazônia (Basa) divulgou o edital de seleção de empresas para prestarem serviços de contratação e acompanhamento de operações de microcrédito produtivo orientado (MPO) e outros produtos de microfinanças da instituição financeira. 

Segundo o gerente executivo de Pessoas Físicas do Basa, Luiz Lourenço de Souza Neto, as empresas podem participar por performance ou por reembolso de despesas. 

“A modalidade por performance, de acordo com a lei, são todas as empresas aptas e autorizadas a operacionalizar o microcrédito. E, no caso de reembolso de despesas, é só para empresas sem fins lucrativos, como as organizações não governamentais, as OSCIPS [organizações da sociedade civil de interesse público], devidamente habilitadas para operacionalizar o microcrédito de acordo com o Ministério do Trabalho.”

Segundo o edital, podem participar do credenciamento bancos de desenvolvimento, cooperativas de crédito, agências de fomento, sociedades de crédito ao microempreendedor e à empresa de pequeno porte, OSCIPS, agentes de crédito, empresas simples de crédito, entre outros.

Não podem participar as entidades ou empresas pertencentes aos conglomerados econômicos da Caixa Econômica Federal, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), bancos comerciais, bancos múltiplos com carteira de crédito comercial, empresas cujo administrador ou sócio é funcionário ou parente até segundo grau de alguém do Basa, pessoas jurídicas que sejam declaradas inidôneas pela União, empresas que mantenham em seus quadros trabalhadores em condições análogas à escravidão ou que estejam sob pena de interdição por conta de crimes ambientais, entre outras.

“Esses credenciados têm que estar devidamente habilitados no Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado do Ministério da Economia. E no caso das OSCIPS, devem estar também qualificadas no Ministério da Justiça. Eles devem atuar dentro da área compreendida pela Amazônia Legal e devem operacionalizar de acordo com a metodologia de MPO padronizada e operacionalizada pelo Banco da Amazônia”, explica.

Segundo Luiz Lourenço, os credenciados não podem ter restrições cadastrais, como estar inscrito no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin), no Serasa ou SPC, além de não possuir pendências em qualquer órgão público federal.

“Esperamos que, em toda a região amazônica, tenhamos várias empresas participando. É a oportunidade para que qualquer empresa que tenha qualificação possa atuar em parceria com o Banco da Amazônia, para conseguir cumprir a nossa missão, que é desenvolver a Amazônia e fazer com que esse microcrédito produtivo orientado alcance os mais longínquos rincões da Amazônia brasileira”, afirma.

Programa Amazônia Florescer atinge R$ 1 bilhão em microcrédito na região Norte do país

BASA investe em desenvolvimento econômico e ambiental na Amazônia

Contratação

Para selecionar as empresas que vão operacionalizar o microcrédito, o Basa montou uma comissão avaliadora com colaboradores do banco para analisarem toda a documentação e as propostas entregues pelos interessados no certame.

“Vai ser feita uma pontuação. Todas as empresas que alcançarem a pontuação mínima vão ser credenciadas a operacionalizar o microcrédito. Depois, o banco vai organizar essas credenciadas por áreas de atuação, de tal forma que tenhamos a maior atuação possível, com maior capacidade de gestão.”

Para participar, as OSCIPS devem apresentar toda a documentação exigida no edital e comprovar o cadastro no Ministério da Justiça. Já para as empresas por performance, serão analisadas as peças contábeis, a expertise, o corpo técnico da empresa, a experiência, os números das demonstrações financeiras, entre outros critérios, aos quais serão atribuídos pesos para compor a nota final da empresa.

A remuneração por performance leva em conta a quantidade de novas contratações de crédito e de inadimplência. “A empresa vai receber um percentual em cima da aplicação de crédito. E vai ter um bônus por nível de adimplência. Então, quanto mais adimplência tiver a carteira daquela credenciada, maior será a bonificação”.

“No caso das empresas por reembolso de despesas, elas também têm um plano de trabalho e metas. Elas vão realizar a despesa e vão pedir o reembolso para o Banco da Amazônia, mensalmente, em cima de todo o plano que for traçado na assinatura do contrato e com o cumprimento das metas operacionais”, acrescenta.

Interessados em participar do certame devem enviar toda a documentação exigida no edital por e-mail ou em envelope lacrado ao Banco da Amazônia em Belém (PA), até às 18h do dia 17 de agosto de 2022.

Em caso de dúvidas, basta enviar uma mensagem para o e-mail licitacoes@basa.com.br.

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08/07/2022 04:00h

O Banco da Amazônia (Basa) atende microempreendedores informais que não conseguem crédito no sistema bancário tradicional

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Programa Amazônia Florescer do Banco da Amazônia (Basa) já disponibilizou R$ 1 bilhão em crédito para microempreendedores informais da região Norte do país, desde o seu lançamento há 14 anos.

Criado em 2007, o programa é uma vertente na Amazônia do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado e atende os estados do Pará, Acre, Amazonas, Rondônia, Roraima, Amapá e Tocantins. 

“Ele tem como objetivo principal dar acesso a crédito a quem nunca teve a oportunidade de ter um crédito no sistema bancário tradicional”, afirma o coordenador de Agricultura Familiar, Microcrédito e MEI do Basa, Alexandre Ferreira.

O público-alvo do programa são empreendedores populares do meio urbano, com renda bruta anual de até R$ 360 mil, e que não tenham, necessariamente, um CNPJ; basta o CPF para acessar o crédito. Além disso, o negócio precisa estar em funcionamento há pelo menos 6 meses.

Segundo o coordenador, o programa trabalha com três setores da economia informal: comércio, serviço e produção.

“Financiamos tudo que gera emprego e renda. Tudo que é informal, mas não é ilegal. Pessoal do comércio, de lojinha, de confecção, de vendas de produtos voltados para beleza, mercadinho, costureira, feirantes, batedores de açaí, açougueiros, qualquer tipo de oficina, peixeiros, sapateiros, quem trabalha com hortifrúti. É bem abrangente o público alvo.”

O valor do financiamento pode variar de R$ 300 a R$ 21 mil por CPF, com taxa de juros de 2,74% ao mês e 12 parcelas mensais fixas. A taxa de abertura do crédito é de 3% sobre o valor do crédito liberado.

Segundo Alexandre, a única garantia para pegar o crédito é o aval de um grupo solidário de três a dez pessoas. 

“Geralmente é o vizinho do lado, que trabalha na mesma rua, que já se conhecem há bastante tempo, que confiam um no outro, para prestar o aval solidário. Não exigimos comprovante de renda, não exigimos hipoteca da casa ou de algum bem. A única coisa que exigimos é que cada um dos integrantes do grupo deem a palavra de que vão pagar o crédito.”

Alexandre Ferreira afirma que a marca reforça a importância do Basa dentro da região amazônica para fortalecer os microempreendimentos, com geração de emprego, renda e melhor qualidade de vida.

“Tentamos criar um laço com esses empreendedores para eles ficarem o máximo de tempo possível conosco, recebendo vários créditos, para que esses ciclos de créditos gerem um impacto na renda da família, gerando melhores condições de vida à família deles.” 

Ramira Felix é uma das contempladas pelo crédito do Amazônia Florescer. Após juntar um dinheiro vendendo roupas usadas de sua mãe, ela começou o próprio negócio na Feira do Paar, em Ananindeua (PA), em 2021. No local, conheceu um assessor de crédito do Basa. Após o cadastro com o CPF, Ramira formou um grupo solidário com sua mãe, irmã e uma amiga.

“E conseguimos o empréstimo. Já vamos para o quarto empréstimo. E agora em dezembro, acabo de pagar. O Amazônia Florescer mudou totalmente minha vida, me ajudou a crescer, a melhorar minha loja. Também me ajudou financeiramente; compro mercadoria para loja. As pessoas veem que tem um diferencial. O Amazônia Florescer me ajuda a ser uma mini empresária”, conta.

Atualmente, o Programa Amazônia Florescer está presente em 29 agências do Basa. Segundo Alexandre Ferreira, a meta é expandir a iniciativa para toda a rede bancária nos próximos quatro anos. Além disso, o Banco tem a previsão de abrir 20 unidades bancárias a cada ano, para contemplar todos os municípios da região da Amazônia até dezembro de 2026.

Atendimento de porta em porta

O programa conta com a parceria da organização da sociedade civil de interesse público (Oscip) AmazonCred, que é responsável por selecionar, capacitar e contratar assessores de microcrédito. Os assessores, por sua vez, vão à porta de cada empreendedor popular nas periferias das grandes cidades da Amazônia para oferecer a oportunidade de crédito.

“Tudo é feito por um aplicativo, onde o assessor insere as propostas de crédito, faz a ficha cadastral do cliente e a proposta de crédito, e envia para aprovação do banco. Ou seja, o assessor atende um cliente em um dia, no máximo, no terceiro dia  esse crédito já está liberado.”

Alexandre Ferreira explica que, além de oferecer o crédito, o assessor retorna à porta do empreendedor, após 40 dias, para verificar se eles estão aplicando corretamente o recurso e tendo um bom desempenho na gestão do negócio. Dessa forma, “a renovação do crédito é praticamente automática”, explica.

Interessados em obter o crédito do Programa Amazônia Florescer podem acessar o site do Basa e buscar por uma unidade de microfinanças mais próxima. Também é possível baixar o aplicativo do cliente do Amazônia Florescer, disponível na Play Store.

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03/07/2022 16:45h

Ao todo, 48% das empresas tiveram capital de giro insuficiente no período verificado. Na região Nordeste do país, a taxa chega a 60%

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No Brasil, 56% das micro e pequenas indústrias acreditam que haverá alta da inflação nos próximos meses, e apenas 10% preveem redução. É o que revela a pesquisa Indicador Nacional de Atividade da Micro e Pequena Indústria. O levantamento foi feito pelo Datafolha e encomendada pelo Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo. 

Para o presidente e fundador do sindicato, Joseph Couri, o resultado está associado a vários fatores. Entre eles está a elevação de custos para essas companhias. 

“Primeiro, há o aumento de insumos e matéria-prima, que impactam fortemente, atingindo 80% das empresas, na média geral, com elevação de custos contínuos. Soma-se a isso a elevação do custo do dinheiro, ou seja, a taxa de juros, além da elevação de custos e preços de derivados de petróleo e energia elétrica. E eu não conheço nenhuma empresa que consegue produzir sem energia elétrica”, pontua. 

Auxílio Brasil representa atualmente 2,16% do PIB da região Norte

Déficit na balança comercial de produtos químicos atingiu US$ 23,5 bilhões em cinco meses, diz Abiquim

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De acordo com o balanço, em média, 48% das empresas tiveram capital de giro insuficiente. Na região Nordeste do país, a taxa chega a 60%. No Sudeste, por sua vez, a porcentagem é de 50%. Já no Centro-Oeste e no Norte é de 46%, enquanto no Sul é de 39%.  

O Índice de Custos, que varia de 0 a 200 pontos, ficou em 77 pontos. O quadro é mais complicado entre as pequenas indústrias, que obtiveram 42 pontos. Das companhias analisadas, 62% registraram altas expressivas nos custos de produção, sobretudo em relação à matéria-prima e aos insumos. ​No Sudeste brasileiro, os custos com matéria-prima e insumos chegaram a 49% das companhias, enquanto no Nordeste, a 45%.

Novos postos de trabalho

A pesquisa também mostra que o Índice de Contratação e Demissão foi positivo, já que somou 105 pontos. Isso porque 18% das empresas entrevistadas contrataram funcionários no mês anterior ao levantamento, enquanto 13% demitiram.

Nesse índice, quando os resultados ficam entre 0 e 99 pontos, indica que houve perda líquida de vagas. Por outro lado, quando a pontuação é superior a 100, significa que o saldo foi positivo. O grau máximo da escala é de 200 pontos e mostra um cenário em que todas as empresas contrataram e nenhuma demitiu.
 

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27/06/2022 03:30h

No Brasil, esses empreendimentos representam 99% das companhias brasileiras, e respondem por 30% do PIB nacional

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O dia 27 de junho é dedicado às Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME). Em 2022, a data será comemorada nesta segunda-feira. No Brasil esses empreendimentos representam 99% das companhias brasileiras. Para o presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Carlos Melles, trata-se de um setor que ajuda a movimentar, de forma significativa, a economia do mundo inteiro. 

“A micro e pequena empresa, no Brasil e no mundo inteiro, é a teia que sustenta qualquer país. É a padaria, a loja de roupa, todos os segmentos da sociedade. O Brasil vem aperfeiçoando esse ambiente de melhoria de convivência com a micro e pequena empresa. Representamos hoje sete milhões de micro e pequenas empresas e 11 milhões de MEIs, e emprega 55% dos brasileiros com carteira assinada”, destaca. 

Ainda de acordo com o Sebrae, no Brasil, 86 milhões de pessoas são beneficiadas pelas atividades dos pequenos negócios. O total corresponde a 40% da população. Além disso, o setor responde por 30% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. 

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Francisco Marques é presidente da V&M Indústria de Confecções, localizada em Teresina (PI).  O negócio, que funciona há 39 anos, começou com a fabricação de roupas em geral. Porém, com o tempo, passou a focar em uniformes profissionais. Atualmente, são fabricadas cerca de 14 mil peças por mês.

Para Francisco, apesar das dificuldades enfrentadas por conta da pandemia e de outras crises, há muito o que se comemorar nesta data, sobretudo a execução de leis que facilitam o acesso ao crédito ou o pagamento de dívidas atrasadas, como Programa de Reescalonamento do Pagamento de Débitos no  mbito do Simples Nacional (Relp).

“Eu vejo a pequena empresa como a salvação de qualquer país, de qualquer estado. Mesmo enfrentando mil barreiras, o que ficou foi graças a essas medidas que o governo direta e indiretamente tomou. Da parte fiscal, ele concedeu o Refis, que melhorou significativamente a parte tributária e também a parte financeira”, relata. 

O Dia das Micro, Pequenas e Médias Empresas foi proclamado por meio da Resolução 71/279 adotada na Assembleia Geral das Nações Unidas de 6 de abril de 2017.
 

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Economia
12/06/2022 16:05h

Microempreendedores que não entregarem declaração terão de pagar multa e ficam impedidos de emitir CND. Veja o passo a passo de como declarar

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Todo Microempreendedor Individual (MEI) brasileiro tem até o dia 30 de junho para fazer a Declaração Anual de Faturamento (DASN-Simei), ou seja, informar à Receita Federal quanto sua empresa faturou em 2021, algo similar ao que é feito na Declaração de Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF). A diferença é que a declaração deve ser emitida mesmo por quem não obteve movimentação no ano-referência.

O microempreendedor deve acessar o site do Portal do Empreendedor ou pode utilizar o site da Receita Federal.

Algumas modificações deixaram o processo mais simples e vamos explicar aqui o passo a passo:

1 – No site do Simples Nacional, coloque o cursor do mouse sobre “Simei Serviços” e clique em “Cálculo e Declaração”
2 – Entre os “Serviços disponíveis”, clique em "DASN-SIMEI – Declaração Anual para o MEI”
3 – Digite o CNPJ
4 – Clique no “Ano Calendário” (2021), escolha a opção “Original” no campo “Tipo de Declaração” (caso seja a primeira versão enviada) e siga para o preenchimento. Lá você informa a soma de toda a receita recebida em 2021 como “Comércio e indústria” ou como “Prestação de serviços” (depende do tipo de MEI). Informe também se o MEI teve algum empregado no ano referente. Na sequência, observe o resumo de sua declaração e clique em “Transmitir”.

É importante imprimir e guardar o recibo da declaração ao fim do processo. Nele constam as informações prestadas, o horário de envio para a Receita Federal e o número de controle.


 
Qual a penalidade de não entregar a declaração MEI

Segundo a conselheira do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Angela Dantas, a não entrega ou entrega com atraso da Declaração Anual de Faturamento MEI pode fazer com que o MEI tenha que pagar uma multa além de gerar impedimentos.

“O microempreendedor individual que não entregar sua declaração anual tem como penalidade a impossibilidade de emitir a CND, que é a certidão negativa de débitos, e uma multa de 50 reais. Então, atenção, 30/06 é o prazo limite”, alerta.

As Certidões Negativas de Débito junto à Receita são exigidas quando uma pessoa está adquirindo um imóvel, realizando algum procedimento junto ao governo federal ou contratando um financiamento, por exemplo. Desse modo, não entregar a declaração de Imposto de Renda MEI pode trazer complicações tanto para a pessoa física como também para a pessoa jurídica.

Angela Dantas lembra que mesmo os microempreendedores que fizeram a Declaração de Imposto de Renda de Pessoa Física devem fazer a Declaração Anual de Faturamento do MEI, já que se tratam de documentos diferentes.

“Quem fez a declaração do imposto de renda pessoa física está cumprindo com sua obrigação com o Leão, sob a pessoa física. Mas lembrando que o MEI ele é um CNPJ, é uma pessoa jurídica. Então, é obrigatório fazer a declaração agora, neste momento. Então, ele terá duas declarações. Uma que foi feita da declaração do imposto de renda da pessoa física e agora a declaração do MEI da pessoa jurídica”, explica a consultora.

MEI

No Brasil, qualquer autônomo que preste serviços ou atue na área de indústria ou comércio pode ser registrado como Microempreendedor Individual. Quando a pessoa se cadastra como um, passa a ter CNPJ, ou seja, tem facilidades com a abertura de conta bancária, no pedido de empréstimos e na emissão de notas fiscais, além de ter obrigações e direitos de uma pessoa jurídica.

Para ser registrado como Microempreendedor Individual, o faturamento anual não pode ser superior a R$ 81 mil (ou R$ 6.750,00 por mês), o solicitante não pode ter participação em outra empresa (como sócio ou titular) e ter, no máximo, um empregado que receba um salário mínimo ou o piso da categoria.

A despesa como MEI é apenas o pagamento mensal do Simples Nacional, que varia entre R$ 61,60 e R$ 66.60, de acordo com a área de atuação. O pagamento pode ser feito por meio de débito automático, online ou emissão do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS).

Entre os benefícios de ser MEI estão direito à aposentadoria, auxílio maternidade, remuneração por problemas de saúde, isenção de tributos federais e acesso a créditos com juros mais baratos.

O registro deve ser feito no Portal do Empreendedor.
 

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O Programa de Reescalonamento do Pagamento de Débitos no mbito do Simples Nacional (Relp), conhecido como “Refis do Simples”, vai até terça-feira (31). Micro e pequenas empresas, além de microempreendedores individuais podem renegociar débitos com até 90% de desconto

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Na Região Norte existem pouco mais de 842 mil empresas. Dessas, 17 mil estavam em débito com o Fisco em janeiro de 2022. Até o dia 31 de maio, elas podem renegociar os débitos por meio do Programa de Reescalonamento do Pagamento de Débitos no  Âmbito do Simples Nacional (Relp), conhecido como “Refis do Simples”. Mas cerca de 55% dos inadimplentes ainda não aderiram ao parcelamento. 


“O Relp é um programa excelente para negociação de dívidas tributárias. Tem um prazo super alongado para pagamento de dívidas com o fisco do simples: são 15 anos para parcelamento e possibilidade de 90% de descontos em multas e juros, além de desconto de 100% em encargos de honorários advocatícios”, explicita Lilian Toledo, analista de políticas públicas do Sebrae Nacional. 

Na cidade de Macapá, no Amapá, José Edinaldo Lobato, 58 anos, é dono de uma loja de açaí. Localizada no Bairro do Beirol, o empreendimento tem 17 anos e já atendeu quase toda a população da cidade. Ele conta que no início da pandemia sofreu muito pois o dinheiro não entrava. “A gente trabalha com açaí, foi um momento muito difícil na nossa empresa, porque quando começamos era um lugar facilitado, na época veio a pandemia e ficou difícil. A gente nem via pessoas na cidade, todas estavam em suas casas, isolamento social, e foi nesse momento mais difícil que a gente conseguiu sobreviver. O empresário gasta e precisa do retorno.  Graças a Deus podemos atender por delivery aqui em Macapá.”

José, que tem a ajuda de sua esposa, Almerinda Lobato, conta que o Relp o ajudou no período mais difícil da pandemia. “Foi muito importante, porque foi em um momento difícil, onde tinha muitas contas e o dinheiro não entrava.”

Relp 2022: regularize sua empresa, prazo termina nesta terça-feira (31)

Empresas podem renegociar dívidas com descontos de até 90%

Baixa Adesão

Apesar da oportunidade, a adesão na Região Norte ainda é baixa. Até o último dia 27 de maio, pouco mais de 44% dos empresários elegíveis haviam feito a renegociação. 

Estado  Podem aderir Já aderiram ao RELP
PA 6.449 2.846
AM 3.357 1.149
RO 2.044 1.160
TO 2.114 1.264
AC 1.1889 414
AP 653 431
RR 425 240
TOTAL 35.034 13.914

“Nós esperamos que os empresários se atentem aos prazos, porque nós sabemos da importância que é o Relp para tirar do sufoco o empresário que tem alguma dívida. Estamos saindo de uma pandemia e é muito importante que os empresários aproveitem essa oportunidade para regularizar a sua situação fiscal, abrindo, inclusive, possibilidades para o fornecimento para o governo na parte das licitações e compras públicas”, orienta a analista de políticas públicas do Sebrae-RO, Silaine Guedes. 


O presidente do Conselho Federal de Rondônia, José Cláudio Gomes, avalia que as condições oferecidas pelo Relp são vantajosas e vão ajudar o empresário a se organizar frente às dificuldades econômicas trazidas pela pandemia da Covid-19. “Você pode dar uma entrada - dependendo da condição da tabela que você ficou de prejuízo nos anos 2019 e 2020 com variação entre 7,5% a 12,5%. Esse percentual de entrada pode ser dividido em oito parcelas. Então é muito interessante para empresas, que estão economicamente com seu fluxo de caixa com dificuldade, fazer essa adesão”, considera o contador. 
 

Refis do Simples: como saber se seu CNPJ pode se beneficiar? 

A situação fiscal de cada um pode ser consultada por meio do Portal do Simples Nacional, do Portal e-CAC ou pelo site Regularize, da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional para quem está na dívida ativa. Todo o processo pode ser feito pela internet. odo o processo pode ser feito pela internet. Caso o empresário tenha dívidas na RFB e na PGNF será necessário fazer dois contratos. 

Não há limite para a renegociação, ou seja, toda a dívida pode ser renegociada. O empresário tem até 15 anos para pagar as dívidas.  Mas a parcela mínima para ME e EPP é de R$ 300,00; para MEI de R$ 50,00. O desconto sobre os juros e multas vão de 65% a 90% e variam de acordo com a perda de arrecadação,  no comparativo entre os anos de  2020 e 2019. O próprio empresário deve marcar a opção que melhor se enquadra a sua realidade. Confira a progressão dos descontos na tabela: 


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Brasil 61