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TERMO DE USO E PARCERIA

TERMO DE USO E PARCERIA

1º - A utilização gratuita e livre dos materiais produzidos pelo Brasil 61 só será permitida depois que este termo de parceria for aceito pelo usuário, prevendo as seguintes regras:

a) A utilização do material - na íntegra, ou em partes - só será permitida desde que as informações não sejam distorcidas, manipuladas ou alteradas.

b) Não é necessário a identificação do Brasil 61 na hora da replicação do conteúdo. Mas toda e qualquer veiculação de áudios produzidos pelo Brasil 61 prevê o cadastro no site, com a disponibilização de dados que serão utilizados para a organização do mailing desta empresa,

2º - OBRIGAÇÕES DO BRASIL 61

a) O Brasil 61 se compromete, a partir deste termo de uso, a produzir conteúdo particularizado diariamente, trazendo informações de dia-a-dia e bastidores do Planalto Central, além de outras temáticas de relevância do noticiário nacional. 

b) O acesso ao conteúdo jornalístico (na versão de leitura) é livre e gratuito, podendo ser replicado por qualquer usuário que acesse o site. O download do áudio para que seja utilizado na programação das rádios requer que o usuário realize o login no site do Brasil 61 - informando e-mail e senha cadastrados. 

3º - OBRIGAÇÕES DOS COMUNICADORES PARCEIROS

Não alterar o sentido dos materiais, ou distorcer fala de entrevistados ou mudar a conotação das mensagens dos materiais. 

ADENDOS IMPORTANTES SOBRE A PARCERIA

a) O Brasil 61 poderá distribuir conteúdo patrocinado com ou sem assinatura dos clientes patrocinadores do boletim e sem aviso prévio ao comunicador. 

b) As rádios parceiras não vão ter participação financeira sobre o faturamento do Brasil 61.

c) Os comunicadores podem patrocinar os conteúdos do Brasil 61, desde que não alterem o sentido e a conotação dos conteúdos oferecidos. Nesses casos, o Brasil 61 não terá participação nos lucros conquistados pelos veículos parceiros. 

Ao clicar em ACEITO, a emissora aqui cadastrada afirma concordar e estar ciente de todas as condições apresentadas neste Termo de Utilização de Conteúdo.

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Nós do Brasil 61 coletamos e usamos alguns dados dos nossos leitores com o intuito de melhorar e adaptar nossas plataformas e nossos produtos. Para isso, agimos conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018) e nos esforçamos para sermos transparentes em todas nossas atividades.

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 Última atualização: 24 de dezembro de 2020 

Sebrae

14/11/2020 00:00h

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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12/11/2020 14:30h

Entre o fim de setembro e início de outubro, uma pesquisa revelou que 83% desses empreendimentos já estavam reabrindo os negócios; Sebrae e governo federal já firmaram 41 parcerias para manter MEIs, micro e pequenos negócios na ativa

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O caminho até a recuperação total da economia ainda é longo. Mas desde o início da pandemia, decretado em março deste ano, empreendedores de micro e pequenas empresas começam a mostrar mais otimismo nessa reta final de 2020, principalmente pela reabertura dos estabelecimentos. Em uma pesquisa realizada no final de setembro pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), 83% dos entrevistados apontaram que os pequenos negócios já estavam de portas abertas – em junho, um levantamento apontava que esse número chegava a 76%. 

Ainda segundo os dados, a queda no faturamento passou de 70% em abril para 36% no final de setembro. Segundo especialistas, a situação ainda não é a ideal, mas já tem mostrado melhoras. A 8ª Pesquisa de Impacto do Coronavírus trouxe também que 10% das mais de seis mil micro e pequenas empresas e microempreendedores individuais (MEIs) ouvidos em todo o Brasil estão faturando mais do que antes da pandemia. Cerca de 39% das empresas lançaram novos produtos e serviços por causa da crise e 43% ainda relatam dificuldades em meio à doença. Mas o sentimento é de que o pior já passou. 

“As pesquisas do Sebrae me levam a ficar otimista com a retomada. Quando você começa a retomar contratação, quando você busca mais crédito há uma expectativa de crescimento. Além disso, o estoque de dívida diminuindo também deu um ‘chacoalhão’ que vai mudar muito a vida do empresário da micro e pequenas empresas”, acredita o presidente do Sebrae, Carlos Melles. 

O momento atual, segundo ele, é de reflexão. “A partir de agora, os empresários devem ter mais atenção e zelo com o cliente. Os protocolos estão levando para esse lado, de fidelizar o cliente. Ter cuidado com higienização dos produtos, com a vida dos funcionários, tudo isso pode ser uma resposta na saída da pandemia.”

Melles revela que o Sebrae apostou em ações conjuntas durante a doença. “O melhor ativo que tivemos foi a capacidade de nos adaptarmos ao digital, esse talvez tenha sido uma das mudanças mais importantes para as micro e pequenas empresas no Brasil. Aliado a isso, fizemos parcerias com grandes plataformas. Outro diferencial foi fazermos uma campanha maciça incentivando as pessoas a comprarem dos pequenos, no bairro, de quem está perto de você. E o Brasil teve uma grande felicidade de não ter nenhuma crise de abastecimento. Quantidade, qualidade, bons preços, isso deu tranquilidade e paz”, avalia.  

Dificuldades

Mas nem sempre esse caminho é fácil. Ana Perroni tem uma lojinha na Chapada dos Veadeiros (GO), onde vende roupas, acessórios e produtos naturais. O empreendimento de Ana já funciona há alguns anos, mas ela ainda sente falta de um olhar mais voltado para empreendedores de micro e pequenas empresas, assim como ela.  

“Sempre se dá mais atenção aos grandes empreendedores, às grandes empresas, e os micro ficam à deriva”, lamenta Ana Perroni. Na opinião dela, a ideia de incluir pautas voltadas para o empreendedorismo nas eleições deste ano e nas demais daqui para frente parece promissora. Segundo a empresária, ter candidatos e futuros gestores que olhem por esse público pode fazer toda a diferença. 
 
“Acredito que eles devam incluir essas pautas, sim. Nessa pandemia, muita gente fechou as portas e as grandes empresas tiveram mais auxílio, até com perdão de dívidas. Muitos de nós nadam contra a maré para conseguir sobreviver.” 

Em setembro, o Sebrae lançou, com ajuda de parceiros, um guia para incentivar a inclusão dessas pautas nas campanhas eleitorais e nos mandatos. A ideia do documento “Seja um candidato empreendedor – 10 dicas do Sebrae” é inserir assuntos voltados para esse segmento, tendo como um dos objetivos fazer a economia local girar. 

Dentro das dicas, o Sebrae sugere algumas ações como gerar empregos; mobilizar lideranças; desburocratizar e simplificar para MEIs, micro e pequenos negócios; comprar nos municípios; incluir empreendedorismo nas escolas; qualificar quem mais precisa; fortalecer a identidade do município e as vocações econômicas locais; incentivar a cooperação, e promover inovação e sustentabilidade. 

O documento é uma iniciativa do Sebrae com apoio da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa, da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), do Instituto Rui Barbosa, com a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público, e da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil. 

Guia criado pelo Sebrae orienta prefeitos sobre iniciativas que promovem evolução das pequenas empresas

MPEs investem em consultorias do Sebrae para superar crise e retomar atividades de forma segura

Parcerias

Outras soluções voltadas para inserção de MEIs, micro e pequenas empresas estão nas parcerias firmadas pelo Sebrae e renovadas nos últimos 2 anos na gestão Carlos Melles. Só com o governo federal, o Sebrae tem 41 firmadas, chegando a R$ 826 milhões em investimentos. O Ministério da Economia foi a pasta que mais contou com o apoio da entidade, com 18 ações conjuntas em desenvolvimento e um total de R$ 510 milhões aplicados.  

O Inovativa Brasil é um desses investimentos. A ação é o maior e mais abrangente programa de aceleração de startups do Brasil, oferecendo capacitação, mentoria, conexão e visibilidade a empreendedores inovadores – tudo de graça. Desde 2013, ano de lançamento do programa, mais de mil negócios foram atendidos pela iniciativa. Aqui, o aporte do governo federal chega a R$ 1,4 milhão. 

Compras governamentais e ações como Portal do Empreendedor, Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim) e o e-Social são as que mais movimentam a parceria. Juntas, as iniciativas chegam a representar mais de R$ 22,8 milhões em recursos para MEIs, micro e pequenos negócios. 

Em seguida, vem o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com sete parcerias e R$ 99 milhões de aporte. Um dos programas de maior destaque é o AgroNordeste, que tem como objetivo impulsionar o desenvolvimento econômico e social da região por meio de assistência técnica gerencial, capacitação empresarial para jovens no campo, transferência de tecnologia para produtores e participação de produtores em feiras, eventos e rodadas de negócios. Só essa ação envolve mais de R$ 88,8 milhões do total. 

“O AgroNordeste visa uma orquestração de esforços de diversos agentes que promovem o desenvolvimento rural e sustentável no Nordeste brasileiro, mais o norte do Espírito Santo e de Minas Gerais, no sentido de levar aos produtores rurais uma melhor condição de performance da propriedade rural, melhorando qualidade de vida, aumentando a renda, implementando um processo de produção mais limpo e sustentável para a região”, explica o secretário-adjunto da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Mapa e diretor-geral do AgroNordeste, Pedro Correa. 

Os ministérios do Turismo; da Ciência, Tecnologia e Inovação; da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos; do Desenvolvimento Regional; de Minas e Energia, do Meio Ambiente e a Secretaria Geral da Presidência da República completam a lista de parceiros do Sebrae.  

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12/11/2020 00:00h

Para Jonas Oliveira, eleitor no município de Campestre do Maranhão – MA, a iniciativa só tem a agregar valores, inclusive sociais e econômicos, principalmente nas pequenas cidades brasileiras

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Com a proximidade das eleições para prefeito e vereador deste ano, os eleitores brasileiros começam a se preparar para a escolha dos novos gestores que estarão à frente dos municípios pelos próximos quatro anos. Alguns cidadãos já têm em mente o que esperam dos administradores que vão assumir os cargos. É o caso de Jonas Oliveira, de 22 anos, morador de Campestre do Maranhão – MA.

Operador de Telemarketing e microempreendedor, Jonas deseja que os próximos gestores foquem em políticas básicas, como educação e saúde, mas que, além disso, reconheçam o trabalho dos profissionais locais e invistam nas atividades laborais desempenhadas pelos moradores do próprio município.

“É de suma importância que as pessoas considerem votar em candidatos que se importem e podem colaborar com os pequenos negócios e os pequenos empresários da nossa cidade. Até porque, hoje, muitos jovens pensam em ter seu próprio negócio e fazer seu próprio dinheiro, mas, às vezes, muitos acabam desistindo por não conseguirem se manter ou até mesmo não terem ajuda necessária, nem incentivos para continuar nessa empreitada”, salienta.

Esta ideia também faz parte de um compilado de sugestões desenvolvido pelo Sebrae que busca, justamente, orientar os próximos prefeitos e vereadores sobre iniciativas que contribuam para o desenvolvimento dos micro e pequenos empreendimentos instalados nos municípios. Trata-se do “Guia do Candidato Empreendedor”.

O documento, intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, sugere, entre outros pontos, que os gestores municipais deem preferência aos pequenos negócios locais e regionais nas compras da prefeitura. Entre as dicas, estão adquirir produtos da agricultura familiar para a merenda escolar; contratar microempreendedores individuais para realizar pequenos reparos e serviços em prédios e espaços públicos, além de apoiar a organização de feiras livres de produtos locais e da agricultura familiar.

Para Jonas Oliveira, a iniciativa só tem a agregar valores, inclusive sociais e econômicos, principalmente para as pequenas cidades brasileiras. “Espero que dê muito certo, porque é uma grande ideia. As pessoas possam ter esperança e essas medidas ajudam as cidades a se desenvolverem”, pontua.

Segundo o gerente da Unidade de Políticas Públicas do Sebrae, Silas Santiago, propostas como estas estimulam a cultura empreendedora e impulsionam a economia desses entes. Na avaliação dele, o gestor público que segue estas orientações desenvolve, inclusive, a identificação do potencial do município, o que fortalece o desenvolvimento de políticas voltadas para determinado setor que seja mais favorável para a região.

“Conceder esse tratamento diferenciado para micro e pequenas empresas vai fortalecer o comércio local e vai desenvolver as vocações no mercado local. Então, os prefeitos que reconhecem isso, trazem excelentes resultados para o seu município e para sua administração. Além disso, aumenta o PIB per capita municipal, aumenta a arrecadação do próprio município. As compras públicas têm esse condão”, destaca.

Desburocratização

Ao todo, o “Guia do Candidato Empreendedor” é composto por 10 dicas. A terceira dela, por exemplo, sugere que os gestores municipais devem prezar pela simplificação e desburocratização de processos que ajudem na abertura de novos empreendimentos.

“Toda vez que você traz uma ferramenta de desburocratização que seja informatizada, que consiga observar, por exemplo, a questão da dispensa de alvará para atividade de baixo risco, você derruba essas paredes da burocracia e até mesmo as possibilidades de corrupção”, pontua Silas Santiago.

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Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

A instituição também desenvolveu o chamado Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor. É um programa de reconhecimento aos prefeitos e administradores regionais que implantaram projetos com resultados comprovados com foco no desenvolvimento dos pequenos negócios do município.

Na edição de 2019, foram inscritos 1.160 projetos. O prêmio foi concedido a 14 dirigentes municipais. Entre eles esteve o Roberto Cláudio Rodrigues Bezerra, de Fortaleza (CE). Ele ficou com o prêmio na categoria Desburocratização e Implementação da Redesimples pelo projeto “Fortaleza Online”. Já na categoria Inovação e Sustentabilidade, o vencedor foi Alberico de Franca Ferreira Filho, de Barreirinhas (MA), com o projeto “Voucher Digital Barreirinhas: Gestão e Sustentabilidade Turística”.
 

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11/11/2020 13:30h

Em vigor desde setembro de 2019, a Lei da Liberdade Econômica é um dos exemplos de legislação que facilitam a abertura e permanência de micro, pequenos negócios e MEIs no País

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Aos 24 anos, a jornalista Victória Fernandes se tornou microempreendedora individual (MEI). Por conta de uma proposta de emprego, Victória realizou todo o processo de se tornar microempresária. “Nunca foi uma coisa que pensei em fazer, mas é muito bom quando você trabalha para você mesma”, classifica a profissional. 

Ela considerou todo o processo fácil e rápido, mas alerta para sites fraudulentos. “Como eu conhecia vários amigos que eram MEIs, pedi ajuda e abri sem custo nenhum, da forma que deve ser.” 

Na opinião do gerente da unidade de Políticas Públicas do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Silas Santiago, legalmente é mais fácil empreender no Brasil hoje em dia. 

“Assim como aconteceu quando veio a Lei Complementar 123/06, nós temos um trabalho de fazer com que ela se torne efetiva.  A legislação é muito importante, o Sebrae, órgãos de governo, entidades que representam os municípios têm um arcabouço legal complementar, mas temos um trabalho junto a esses municípios para que conheçam e apliquem as novas funcionalidades”, diz. 

Guia criado pelo Sebrae orienta prefeitos sobre iniciativas que promovem evolução das pequenas empresas

Economia nacional deve retrair 4,2% em 2020 e especialistas atribuem a queda ao período de transição do setor

A LC 123/2006, também conhecida como Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, regulamenta o tratamento favorecido, simplificado e diferenciado a esse setor, conforme disposto na Constituição Federal de 1988. O objetivo, segundo o texto, é fomentar o desenvolvimento e a competitividade da micro e pequena empresa e do microempreendedor individual (MEI) como estratégia de geração de emprego, distribuição de renda, inclusão social, redução da informalidade e fortalecimento da economia.

Silas Santiago acrescenta a essa lista a Lei da Liberdade Econômica (Lei nº 13.874/19), tida, na avaliação dele, como uma conquista para micro e pequenos negócios na hora de gerir a empresa. “Ela trouxe o princípio da crença na boa-fé no empreendedorismo. Você acredita naquilo que o empresário declara, que se encaixa nos requisitos legais para empreender, e o poder público acredita, confia na boa-fé do cidadão que faz essa declaração.” 

Além desse princípio, a Lei da Liberdade Econômica, sancionada em setembro do ano passado, tem como objetivo principal desburocratizar a abertura e gestão de empresas, especialmente as micro e pequenas. O segmento, que representa 99% de todos os negócios em atividade no País, é um dos mais favorecidos pela nova legislação, que acabou com a obrigatoriedade de autorizações de órgãos públicos para atividades de baixo risco. 

“A lei trouxe isso. você acredita na boa-fé, deixa que ela funcione e controla depois. Você não retira a prerrogativa do Estado ou de outros órgãos de controlar e fiscalizar. Esse é o grande benefício que a Lei da Liberdade Econômica trouxe para o País”, reforça Santiago. 

Eleições 2020

Com as eleições para prefeito (a) e vereador (a) chegando, a corrida por um candidato ou candidata que represente os interesses de uma determinada classe vai crescendo. Para a jornalista Victória Fernandes, um gestor que aborde temas como o empreendedorismo pode trazer mais tranquilidade para esse segmento. 

“É muito legal abordar esse tema de empreendedorismo, é um assunto que está em alta, muita gente tem vontade de empreender, de abrir o próprio negócio, de botar os sonhos em prática. Nós vivemos em um momento que permite esse tipo de empreitada, dadas as mudanças do mercado de trabalho”, destaca.

O cientista político Nauê Bernardo defende que os candidatos conheçam a realidade dos eleitores e busquem propostas adequadas para isso. Para ele, as propostas de governo para o Executivo local devem, de fato, trazer alguma melhoria para a população. “Essas melhorias podem ser no curto, no médio e no longo prazo. Mas é preciso que os candidatos tenham em mente que, possivelmente, muitas políticas vão render frutos para a população, mas não vão trazer dividendos eleitorais. Ainda assim, elas precisam tocar essas políticas adiante. E é preciso fazer com que a população entenda os problemas e desafios daquela cidade e compreenda que é necessário tempo para mudar determinadas situações”, pondera. 

A solução encontrada pelo Sebrae foi incluir ações, dentro das cidades, a curto, médio e longo prazo, todas sugeridas no guia “Seja um candidato empreendedor – 10 dicas do Sebrae.”  A ideia é inserir pautas voltadas para o empreendedorismo, fortalecer a identidade do município, desburocratizar e simplificar, qualificar quem mais precisa e gerar mais empregos, entre outras. 

O guia é uma iniciativa do Sebrae com apoio da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa, da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), do Instituto Rui Barbosa, com a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público, e da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil. 

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11/11/2020 00:00h

Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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10/11/2020 14:00h

O cenário atual exigiu modificações na forma de trabalhar e atender os clientes. Nesse sentido, mais de 40% das empresas realizam agora apenas entregas via atendimento online

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Mais de 5 milhões de pequenas empresas brasileiras tiveram que passar por mudanças durante a pandemia do novo coronavírus. Segundo o Sebrae, que ajuda os empreendedores por meio de consultoria, enquanto 10,1 milhões de empreendimentos da categoria tiveram que interromper as atividades temporariamente, outros confirmam o movimento de otimismo em relação ao retorno dos clientes. 

Para ajudar as micro e pequenas empresas (MPE) em uma retomada segura, o Sebrae tem desenvolvido inúmeras ações que indicam a melhor forma de atuar para garantir a venda de produtos e o oferecimento de serviços. É o que afirma o gerente de competitividade do Sebrae, César Rissete.

“O retorno exige um planejamento, como para compras, por exemplo. Se você compra um insumo ou uma matéria prima para ofertar, tem que planejar isso, percebendo que o retorno é gradual. Então tem que planejar a compra com esse cenário. Tem a questão de você ter a volta do seu funcionário que estava com o contrato suspenso por casa da MP do governo. Além disso, é preciso ficar atento ao equacionamento financeiro”, explica Rissete.

O cenário exigiu modificações na forma de trabalhar e atender os clientes. Nesse sentido, das empresas que continuaram em funcionamento, mais de 40% realizam agora apenas entregas via atendimento online. Outros 41,2% dos negócios passaram a atuar com horário reduzido, enquanto 21,6% estão realizando trabalho remoto.


 
Atendimento às MPEs

No Mato Grosso do Sul, por exemplo, o Sebrae atende aos empresários de pequenos negócios por meio de consultorias, cursos e capacitações. Entre os programas está o Sebrae Orienta, que tem ajudado na retomada segura das atividades econômicas, buscando soluções para minimizar os impactos da crise.

Inicialmente, o programa foi idealizado apenas para a capital, Campo Grande. Realizada em parceria com o Sesi/MS e o Senac/MS, a iniciativa tomou maiores proporções e, atualmente, engloba 50 municípios do estado.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Josiane Ramos, que é contadora, tem 43 anos e trabalha no setor de RH de uma empresa de confecção chamada Gorethy Lingeries, localizada em Dourados (MS). Ela conta que a empresa teve que passar por adaptações durante a pandemia para evitar o fechamento das portas. Para isso, Josiane conta que a empresa contou com consultorias do Sebrae que auxiliaram na retomada segura das atividades.

“Nós tivemos suporte na questão de consultoria de procedimentos para o combate da Covid-19, que também se estendeu para as lojas da rede. Com isso, nossos funcionários foram auxiliados em vários pontos. Entre eles estão as medidas de prevenção no ambiente de trabalho, estratégias de distanciamento social, a prática da prevenção individual, como a higienização das mãos, dos locais de trabalho e o uso das máscaras”, pontuou Josiane.

Já em Pernambuco, o governo do estado começou a trabalhar, com o apoio do Sebrae, para a retomada segura das atividades econômicas. A partir das dicas e orientações, municípios situados perto de Garanhuns, Arcoverde, Salgueiro, Petrolina e Serra Talhada avançam nesse reinício e passam a ampliar a capacidade de cinemas e realizar eventos com até 300 pessoas.

Por meio do Sebraetec Express, são oferecidos atendimentos especiais e gratuitos nas áreas de Design e Biossegurança. São consultorias que ajudam a criar um plano de ação para orientar empresas sobre boas práticas de higiene e de cuidados contra o Coronavírus.
Apoio aos gestores

Além da continuidade da luta contra a pandemia ocasionada pela Covid-19, a reta final de 2020 será marcada pelas eleições municipais, que serão decisivas para a retomada econômica do País em 2021. Neste contexto, o papel dos pequenos negócios será ainda mais estratégico, isso porque existem mais de 7 milhões de micro e pequenas empresas e aproximadamente 10,6 milhões de microempreendedores individuais, todos eles com participação de 30% no PIB nacional. Diante disso, o Sebrae elaborou um conjunto de contribuições reunidas na publicação

"10 Dicas do Sebrae para o Candidato". Os próximos gestores precisam ter olhar atento ao empreendedorismo, para que os municípios possam fortalecer o desenvolvimento, permitindo o aprimoramento contínuo do ambiente de negócios, dando prioridade para o setor econômico mais favorável para o local.

A proposta da instituição é contribuir com diversas soluções já testadas e aprovadas em todos os cantos do País, que podem ser adotadas pelos futuros gestores para reanimar os pequenos negócios em seus municípios e ajudar a recuperar a economia. O compilado chama atenção para a importância da geração de empregos, da necessidade de incluir o desenvolvimento econômico na agenda de prioridades da gestão do município e não somente estimular como facilitar a formalização de empreendimentos e de Microempreendedores Individuais.

O guia também traz dicas de mobilização de lideranças – focando o diálogo com o setor produtivo –, desburocratização, formas de apoiar o empreendedor – como cursos e capacitações –, inclusão do empreendedorismo nas escolas, fomento a cooperativas de produtores e a promoção da inovação e sustentabilidade.

Uma observação também importante do documento diz respeito à preferência de compra do município junto aos pequenos produtores locais, bem como a contratação dos serviços. É possível, por exemplo, adquirir produtos da agricultura familiar para a merenda escolar, contratar Microempreendedores Individuais para realizar pequenos reparos e serviços diversos em prédios e espaços públicos e apoiar a organização de feiras livres de produtos locais.

Baixe o Guia do Candidato Empreendedor.
 

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O curso tem duração de 2 horas e ensina como funciona a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, quais são as diretrizes e os impactos na implementação da nova legislação nas empresas

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Com a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), todas as empresas instaladas no país, independentemente do porte, terão que se submeter à nova legislação. As novas regras dizem respeito ao regulamento da coleta, tratamento, armazenamento e o compartilhamento de dados pessoais gerenciados por empresas.

Com o objetivo de orientar os donos de pequenos negócios, até mesmo os microempreendedores individuais (MEI), nesse propósito, o Sebrae passou a oferecer um curso online e gratuito, denominado “LGPD: a sua empresa está preparada?”. Para se inscrever, os interessados devem acessar o Portal do Sebrae.

MEC oferece cursos grátis para capacitação de professores em técnicas de ensino à distância

RN: Mesmo com pandemia, Indústrias do Conhecimento chegam a 933 mil atendimentos em sete meses

O gerente da Unidade de Soluções do Sebrae, Diego Demétrio, afirma que o curso foi desenvolvido com a ideia de apresentar uma visão geral e simplificada da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais. Com isso, o objetivo é atender as principais dúvidas dos donos de pequenos empreendimentos.  

O curso tem duração de 2 horas e ensina como funciona a LGPD, quais são as diretrizes e os impactos na implementação da nova legislação nas empresas. Além disso, o conteúdo aborda boas práticas no uso de dados pessoais de clientes e fornecedores.


 

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Ciência & Tecnologia
06/11/2020 01:00h

O projeto identifica e caracteriza todos os atores do ecossistema de inovação no Rio Grande do Norte. Um dos objetivos é estimular a estratégia inovadora das empresas

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Com a velocidade que o mercado evolui, é fundamental que a inovação seja uma prática adotada corriqueiramente pelas empresas, principalmente para que o desenvolvimento econômico e social do País seja alcançado. Nesse contexto, com o objetivo de ampliar a produção e aumentar a geração de emprego e renda, a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN) lança o Mapeamento do Ecossistema de Inovação no Rio Grande do Norte.

A inciativa foi criada por meio do Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação no Estado do Rio Grande do Norte (NAGI-RN), com apoio do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas doestado (SEBRAE/RN). Segundo o diretor de Inovação da FIERN, Djalma Barbosa, o intuito da ação é expandir a capacidade das empresas no que diz respeito a evolução tecnológica.

“O propósito do documento é focar a organização de dados referentes a ações de ciência e tecnologia desenvolvidos no estado do Rio Grande do Norte, através de um mapeamento estruturado das ‘instituições-chave’, que integram o ecossistema de inovação local, seus respectivos papéis e escopos de atuação quanto à ciência e à tecnologia vigentes e suas inter-relações”, explica

O projeto identifica e caracteriza todos os atores do ecossistema de inovação no Rio Grande do Norte. A ideia é estimular a estratégia inovadora das empresas, assim como expandir a efetividade das políticas de apoio à inovação por meio da interlocução construtiva e duradoura entre a iniciativa privada e o setor público. Essa relação, na avaliação de Barbosa, é capaz de aumentar a competitividade desses empreendimentos.

“A estratégia inicial apontada no documento, refere-se a dar conhecimento para as empresas dos atores deste ambiente representado por atores da iniciativa pública e privada, bem como contribuir favorecendo espaços de discussão para tratar da gestão da política de inovação, transferência de tecnologias, desenvolvimento de competências – recursos humanos especializados, estudos e pesquisas relacionados ao ecossistema de inovação do Rio Grande do Norte, como proposta futuras”, destaca o diretor de Inovação da FIERN.

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Fórum discute desenvolvimento sustentável na Amazônia Legal

O ambiente mapeado caracteriza os atores e as instituições, que podem ser públicas ou privadas, assim como as ações macros desenvolvidas no âmbito da inovação. A iniciativa dá prioridade ao conhecimento sobre as práticas inovadoras que produzem competição nos mercados externo e interno.

O resultado que se busca é a construção de um ambiente de negócios apropriado para aplicação de avanços científicos, com diversificação e aprimoramento de produtos e serviços com valores agregados.

“O mapeamento dá condições de entender todos os atores envolvidos no ecossistema de inovação do estado, sua atuação e como estão conectados ou podem se conectar com as empresas do estado. Esse entendimento sobre o papel de cada ator no processo de implantação de inovação é fundamental para ter um retrato das fragilidades e oportunidades nesta área, bem como para saber quais competências cada instituição possui e pode oferecer para consolidar a inovação nas empresas”, pontua Djalma Barbosa.

Divisão por etapas

O documento publicado compreende duas fases. Na primeira delas, busca-se identificar os atores no estado que desenvolvem atividades de inovação, no conceito de tríplice hélice: ICTs, órgãos governamentais e iniciativa privada.

Na segunda etapa, por sua vez, o intuito é realizar uma pesquisa para atualizar o Diagnóstico Setorial das Empresas de Tecnologia da Informação da Grande Natal, produzido pelo SEBRAE RN em 2008, mapeando o ecossistema de startups, empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de games, por exemplo.

Essa última fase permite uma visão do desenvolvimento desse ecossistema nos últimos anos e reúne informações essenciais para o planejamento das instituições que atuam no ecossistema.

Diagnóstico Setorial

Além desta ação, o SEBRAE/RN realizou o chamado Diagnóstico Setorial das Empresas de Tecnologia da Informação da Grande Natal. A iniciativa também foi contemplada no documento digital, elencando o ecossistema de startups, empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), de games, de provedores de internet e outras vinculadas.

No estado potiguar, as empresas da área de tecnologia têm o predomínio de 55,5% do ecossistema inovador, além das startups (35,9%) e dos provedores de internet (7,7%).

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04/11/2020 00:00h

Necessidade estimula empreendedorismo para geração de renda e emprego no pós-pandemia

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Diante de um cenário em que a pandemia do novo coronavírus contribuiu fortemente para o aumento do desemprego no Brasil, o empreendedorismo pode ser a solução do problema. Segundo relatório divulgado este ano pelo Global Entrepreneurship Monitor (GEM), quase 90% dos empresários iniciais afirmam que a escassez de emprego foi um dos principais motivos para o desenvolvimento da iniciativa empreendedora. Além da abertura de novos negócios, empreendedores que já estavam no mercado tiveram de se reinventar para driblar os problemas causados pela Covid-19.

Impulsionado principalmente pelo número de novos MEI, estima-se, neste ano, que o Brasil deva atingir o maior patamar de empreendedores iniciais dos últimos 20 anos com um quarto da população adulta do país envolvida com o empreendedorismo por causa da crise causada pelo avanço da pandemia do novo coronavírus.

Nesse contexto, em que as pessoas abrem o próprio negócio motivadas pela necessidade, é possível verificar o crescimento de um empreendedorismo menos qualificado. São pessoas que não se prepararam adequadamente e que têm um sério risco de sofrer problemas de gestão no futuro. Principalmente na gestão financeira do negócio. “Para essas pessoas nós reforçamos que o Sebrae tem um universo de cursos que podem ser feitos à distância (até mesmo pelo WhatsApp) e sem nenhum custo, explica o presidente do Sebrae, Carlos Melles. 

A maior parte dessas empresas está procurando o setor de serviços, por uma razão bem simples: o baixo investimento inicial. Um empreendedor que resolve abrir uma pequena indústria, por exemplo, vai precisar de um capital inicial para a compra de máquinas e insumos. No caso do comércio, a empresa precisa de um estoque de produtos e – muitas vezes – de um ponto físico. Já no segmento de serviços, a demanda inicial é mínima ou até inexistente. Um empreendedor que resolva abrir um negócio de “marido de aluguel”, por exemplo, vai precisar de um celular e uma caixa de ferramentas.

Segundo o gerente de competitividade do Sebrae, César Rissete, muitos empreendedores conseguiram sobreviver durante a crise aderindo a inovações na execução dos serviços. Para ele, o meio digital foi um dos principais aliados dos empresários nesse propósito.

“As empresas que já estavam nos canais digitais, que tiveram uma preparação e um processo ativo de busca de clientes, passaram com um pouco mais de facilidade pela crise. Já os que não tinham cadastros de clientes, que não colocaram a empresa e os produtos em evidência e não anunciaram alguma promoção, tiveram uma dificuldade muito maior. O que a crise fez foi intensificar um movimento que já vinha acontecendo, e que alguns não tinham percebido isso como importante”, pontuou o gerente.
 
A professora de canto Stefanni Lanza, de 34 anos, conta que teve que se adaptar para manter as atividades laborais. Moradora de Belo Horizonte, ela diz que priorizou os meios digitais para dar aulas e que até conseguiu ampliar a quantidade de alunos por conta disso.

“Eu tive que me adaptar e proporcionar para os meus alunos aulas virtuais. A adesão me surpreendeu bastante. Consegui novos alunos. Hoje, tenho alunos de fora de Belo Horizonte e tem funcionado super bem. Alguns alunos de BH não querem nem voltar para a aula presencial. Eu consegui vislumbrar uma oportunidade mesmo no caos da pandemia”, relata.  

Novas empresas

No Distrito Federal, mais de 14 mil empresas foram abertas mesmo durante a pandemia. Os dados são da Junta Comercial, Industrial e Serviços do Distrito Federal (Jucis-DF). No DF, o setor que mais se destacou foi o comércio varejista de artigos de vestuário, de bebidas e de lanchonetes. Entram, ainda, nesta conta a abertura de CNPJ para os Microempreendedores Individuais (MEI).

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para Rissete, a necessidade ocasionada por uma perda de renda seria um dos fatores para o aumento na abertura desses empreendimentos. No entanto, ele destaca que boa parte enxergou uma oportunidade que foi aproveitada durante a atual crise, o que se repetiu em outros lugares do Brasil.

“Durante a crise, as pessoas não deixaram de consumir, apenas mudaram a forma de fazer isso. Assim, muitos perceberam a oportunidade de, por exemplo, ofertar o produto no próprio bairro, já que as pessoas tenderam a priorizar o comércio mais próximo. As entregas seriam feitas mais rapidamente, garantindo maior segurança”, explica gerente de competitividade do Sebrae.

Guia para gestores públicos

Com o objetivo de apoiar os pequenos negócios, desde a fase inicial até a fase de consolidação/ expansão do empreendimento, o Sebrae tem investido em projetos de valorização da cultura empreendedora. O Guia do Candidato Empreendedor, que acaba de ser lançado, é um exemplo da estratégia adota pela instituição. No documento, candidatos a gestores públicos, em 2021, têm acesso a pacotes de produtos para que os municípios ampliem o desenvolvimento econômico, permitindo melhorias constantes do ambiente de negócios.

O documento tem o apoio da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa, da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), do Instituto Rui Barbosa, com a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público e da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil.

Este propósito, segundo o especialista em Direito Empresarial, Marcelo Godke, é essencial, principalmente no que diz respeito à permissão de créditos para que esses empreendedores possam investir cada vez mais.

“A falta de financiamento bancário decorre, muitas vezes, da falta de garantia para as micro e pequenas empresas. Por conta disso, o que os gestores públicos podem fazer é criar sistemas de garantias a serem dados nas contratações de empréstimos com bancos, para que eles consigam ter o crédito disponibilizado a taxas que sejam mais módicas, já que as taxas de juros praticadas no Brasil são muito elevadas, pelo risco que existe”, opinou Godke.

O documento do Sebrae, intitulado “Seja um candidato empreendedor – 10 dicas do Sebrae”, trata-se de um compilado de informações que podem auxiliar candidatos (as) a prefeito (a) e vereador (a) nas eleições municipais deste ano. A dica é valorizar os pequenos negócios, já que esses empreendimentos são de extrema relevância no processo de geração de emprego e renda.

Entre as orientações está a inclusão do desenvolvimento econômico na agenda de prioridades da gestão municipal, a construção de parcerias com o setor produtivo, o investimento em programas de desenvolvimento a partir das vocações e proporcionar a formalização de empreendimento e de Micro e Pequenas Empresas.

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04/11/2020 00:00h

Ação conjunta entre Governo Federal e parceiros pretende levar inovação e tecnologia para a região; investimento chega a cerca de R$ 90 milhões

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Dados do último Censo Agropecuário, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que mais de 15 milhões de pessoas vivem hoje no campo. Só a região Nordeste soma mais de 6,3 milhões, ou seja, mais da metade de toda essa população rural está distribuída nos nove estados nordestinos. Pensando nesse número e em dar suporte a agricultores e agricultoras na retomada da economia, governo federal, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e outros parceiros se uniram na criação do plano AgroNordeste. 

O objetivo da ação é impulsionar o desenvolvimento econômico e social da região por meio de assistência técnica gerencial, capacitação empresarial para jovens no campo, transferência de tecnologia para produtores e participação de produtores em feiras, eventos e rodadas de negócios. Ao todo, serão investidos quase R$ 90 milhões até 2023. 

“O AgroNordeste visa uma orquestração de esforços de diversos agentes que promovem o desenvolvimento rural e sustentável no Nordeste brasileiro, mais o norte do Espírito Santo e de Minas Gerais, no sentido de levar aos produtores rurais uma melhor condição de performance da propriedade rural, melhorando qualidade de vida, aumentando a renda, implementando um processo de produção mais limpo e sustentável para a região”, explica o secretário-adjunto da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e diretor-geral do AgroNordeste, Pedro Correa. 

Segundo ele, o plano vai agregar mais valor à produção desses agricultores e permitir um diferencial competitivo. “Seja ele agricultor familiar ou médio produtor, a ideia é levar acesso às tecnologias de produção, de baixa emissão de carbono, o que chamamos de tecnologia sustentável, mas também um processo de educação gerencial. Se falo em promover melhora na qualidade de vida, temos que ensinar o produtor a fazer conta, gerenciar a propriedade como um negócio”, pontua. 

O plano foi pensado no ano passado e divulgado em outubro do mesmo ano, quando o mundo ainda não enfrentava uma pandemia. Mas o diretor do AgroNordeste afirma que foram feitas todas as adequações possíveis para esse cenário. “Tivemos uma primeira fase intensa em planejamento e, de quatro meses para cá, o plano entrou na fase de execução por parte do ministério e dos agentes envolvidos. O que aconteceu foi que antecipamos algumas iniciativas que estavam planejadas mais para frente, como a Ater 4.0, que é a assistência técnica e extensão rural com inovação”, revela. 

Para esse ciclo de 2019/2020, Correa conta que são três conjuntos de ações a serem desenvolvidos no Nordeste e norte de MG e ES. “São dois conjuntos de curto prazo de resultados, que são as ações sobre demandas e as diretas. O outro é de ações concentradas, que serão executadas em territórios definidos. Para 2019/2020, serão 12 planos territoriais, chegando a cerca de 600 municípios na região”, adianta. Nas ações concentradas, segundo ele, os agentes envolvidos analisam as atividades a serem implementadas nesses territórios para solução de problemas levantados anteriormente. A meta é chegar a 30 territórios até 2025. 

Sobre a participação do Sebrae, o diretor-geral do AgroNordeste é enfático. “O Sebrae tem uma experiência muito grande com a promoção de arranjos produtivos e locais, isso é histórico. A entidade tem contribuído muito com o plano nesse sentido.” 

Até agora, o Sebrae e demais parceiros têm o desafio de atender mais de 20 mil empreendedores rurais no âmbito do AgroNordeste, em 13 cadeias de produção diferentes. José Mirionaldo Rodrigues Macedo, 37 anos, é um deles. Há três meses, ele conheceu os efeitos do AgroNordeste. Morador de Betânia do Piauí (PI), o agricultor preside a Associação dos Criadores de Ovinos e Caprinos do Município de Betânia do Piauí (Ascobetania) e acredita que o plano só tem a acrescentar na produção. “Ele veio para nos fortalecer, para nos tornar verdadeiros empresários de nossas propriedades”, afirma. 

Segundo o agricultor, com a ajuda do plano e de toda tecnologia fornecida pelas entidades parceiras, eles estão levando os produtos para fora das propriedades. “Um dos focos do AgroNordeste é a comercialização da porteira para fora. Nós temos o produto, mas ainda temos dificuldade na comercialização. Principalmente na nossa região, esse projeto veio com esse foco e é um grande parceiro”, elogia Mirionaldo. 

Ele cita o Sebrae como um dos alicerces para esse avanço na produção. “Desde o início, houve um trabalho de construção da nossa associação e cooperativa e o Sebrae é um grande parceiro, que tem nos ajudado com capacitações e a redescobrir tecnologias”, diz. “A expectativa agora é de que o nosso produto seja trabalhado para sair certificado e inspecionado da nossa cidade”, projeta.

A coordenadora nacional do Programa Agronordeste no Sebrae, Newman Costa, defende que o plano é um investimento na promoção do desenvolvimento setorial e sustentável dessa região. “Vamos contribuir, nos próximos três anos, em 13 segmentos prioritários, em alguns dos territórios mapeados pelo governo federal e outros já identificados pelo Sebrae. Dentre eles, o de caprinos e ovinos, aquicultura, bovinocultura de leite, avicultura, piscicultura, cafeicultura, agroindústrias e turismo rural, especialmente nesse momento que estamos vivendo, as pessoas quererem conhecer experiências que façam conexão com o meio ambiente”, elenca.

Segundo o plano, o Sebrae vai atuar dentro de 555 municípios. O grande desafio da entidade, segundo Newman, é integrar ações com grandes parceiros e ter um olhar em toda a cadeia produtiva desses segmentos. “Vamos trabalhar desde o início da produção até a inserção no mercado, para que a gente consiga visualizar, nesses territórios, os desafios de se ter uma cadeia mais dinâmica, em que ela se torne mais produtiva, competitiva e com qualidade para atender às necessidades do mercado”, garante.

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Impactos e resultados

Pedro Correa, diretor-geral do AgroNordeste, avalia expectativa e resultados esperados com essa iniciativa, que tem metas a curto, médio e longo prazo. “Em termos de impacto, o que se espera é aumentar o valor bruto da produção agropecuária anual e incrementar as exportações agropecuárias na região atendida pelo plano. Quando se fala em aumento de valor bruto, também se fala em aumento de oferta. E quando se fala de aumento de exportação, estamos falando de dinheiro no bolso e resultado”, opina. 

“Em termos de resultados, esperamos o aumento de produtividade, da comercialização dos produtos agropecuários das cadeias que serão atendidas pelo plano, da área de produção com implementação de tecnologias de baixa emissão de carbono e aumentar investimentos nesse setor, tornando a região mais atrativa para negócios”, detalha. 

De acordo com Newman Costa, coordenadora nacional do Programa Agronordeste no Sebrae, o foco da entidade é em resultados a curto e médio prazo. “Tudo foi construído com olhar voltado para o aumento do faturamento, acesso a mercado, inserção de novas tecnologias nos pequenos negócios rurais, sem deixar de lado os comércios e serviços desses segmentos, além do aumento da produtividade.” 

No âmbito do plano, só o Banco do Nordeste realizou, só em 2019 e 2020, mais de 410 mil operações de crédito, liberando um valor superior a R$ 2,5 bilhões. “O componente de crédito faz toda a diferença”, crava Pedro. 

O AgroNordeste também tem como parceiros como a Embrapa conectando por meio das várias unidades de referência além do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). 

Apoio a gestores

Incentivar a geração de emprego e renda e qualificar quem mais precisa são algumas das dicas que podem ser inseridas nas propostas de governo dos (as) futuros (as) prefeitos (as) e vereadores (as) que serão escolhidos em novembro deste ano, nas eleições municipais. A ideia do Sebrae, em parceria com várias entidades, é inserir a pauta do empreendedorismo nas campanhas. 

Uma delas, por meio do documento “Seja um candidato empreendedor – 10 dicas do Sebrae”, é investir cada vez mais na qualificação e inovação de micro e pequenos empreendedores e agricultores. Entre as sugestões, estão realizar parcerias com o Sistema S, instituições de ensino e empresas privadas para promoção de cursos de qualificação profissional e construir parcerias com organizações da sociedade para promoção da inclusão pelo associativismo e empreendedorismo. 

O documento é uma iniciativa do Sebrae com o apoio da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa, da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), do Instituto Rui Barbosa, com a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público e da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil.

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