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Empresários têm até o dia 31 de maio para regularizar dívidas com desconto pelo Relp

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Para manter parte do negócio de pé durante a pandemia da Covid-19, o carioca Mário Cunha precisou optar pelo que pagaria primeiro. Depois de passar três meses fechado em 2020, na reabertura amargou perdas da ordem de 80% de seu faturamento. Fechou duas unidades de sua rede de restaurantes, focada no atendimento a funcionários de empresas. Como boa parte dos trabalhadores se manteve em home office, ele teve de mandar embora 60 dos 90 funcionários que possuía. 

“Passei a pagar fornecedores para abastecer os restaurantes e a rescisão de funcionários”, comenta Cunha. Ele faz parte dos 650 mil empresários aptos a fazer a adesão ao Programa de Renegociação em Longo Prazo de Débitos, o Relp, segundo a estimativa da Receita Federal . 

Cunha não perdeu tempo, logo nos primeiros dias, contratou a renegociação de dívidas. “Estou em dia com todos os funcionários e, agora, estou em dia com os impostos. Graças ao Relp eu pude voltar a pagar imposto no mês de abril. Fiz a adesão sem nenhuma dificuldade.”

A adesão ao Relp é feita por meio da página dos portais do Simples Nacional, Simei ou do Regularize, de acordo com o porte da empresa e o estado da dívida, se ainda administrada pela Receita Federal, ou se já está ativa, na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGRN). O desconto sobre multas e juros e o prazo para pagamento variam de acordo com a perda de receita em 2020, o comparativo é feito com o ano de 2019. Há ainda a possibilidade de desconto de 100% de encargos de honorários advocatícios. 

O Sebrae orienta que o Relp é uma excelente possibilidade para empreendedores que estão com débitos tributários. O Sebrae disponibiliza orientação para empresários que estejam com dúvidas na adesão. “Nossa atuação é levar até a ponta a existência desse programa para que o empreendedor conheça e saiba como fazer a adesão a esse programa de parcelamento que é essencial nesse contexto de retomada econômica.”, pontua a analista de políticas públicas do Sebrae, Lilian Toledo. 

Ela lembra que o órgão atuou junto a parlamentares para a derrubada do veto ao Relp. Para o deputado Vitor Lippi (PSDB-SP), a renegociação tributária voltada para micro e pequenos empresários, além dos empreendedores individuais, é fundamental para salvar as empresas que sofreram muitas perdas com a pandemia da Covid-19. “Hoje nós temos grande parte das nossas empresas endividadas, é um endividamento grande, o país não vem crescendo há praticamente 10 anos. Então, é muito importante esse apoio do governo e do parlamento brasileiro”, contextualiza o parlamentar. 

No caso de Cunha, o empresário do Rio de Janeiro, ele obteve descontos de 90% sobre juros e multas e 15 anos para pagar. Hoje, o faturamento não é o mesmo de 2019, mas cresceu em relação a 2021 e a empresa já pode recontratar 16 funcionários. 

Até o dia 11 de maio, segundo levantamento parcial da Receita Federal, 50.505 empresas haviam feito a adesão ao Relp. Desses, pouco mais de 16 mil são MEI. O número cresceu a partir do dia 10 de maio. “Acreditamos que o aumento do número de adesões observado a partir de 10/05, está relacionado a comunicação remetida pela Receita Federal do Brasil para a Caixa Postal dos contribuintes que podem optar pelo Relp, e também para a Caixa Postal do responsável legal, isto é, o empresário, a pessoa física, responsável pela empresa que pode aderir ao Relp”, declarou a Receita em nota.

Empresas podem renegociar dívidas com descontos de até 90%

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Como renegociar?

O empresário precisa acessar o portal do e-CAC no site da Receita Federal e fazer o login (que pode ser feito por meio do e-gov). Na opção, “Pagamentos e Parcelamentos”, selecionar “Parcelar dívidas do SN pela LC 193/2022 (Relp)" ou "Parcelar dívidas do MEI pela LC 193/2022 (Relp)". 

É possível incluir dívidas que já estavam parceladas ou mesmo em discussão administrativa. O financiamento pode ser feito em até 180 meses. É preciso fazer o pagamento da primeira parcela para aderir ao programa. Também é necessário o pagamento integral das oito primeiras parcelas, caso contrário, o refinanciamento será cancelado. 

O percentual de desconto está condicionado às perdas que o empresário tenha tido durante a pandemia da Covid-19. A comparação é feita com o ano de 2019. Para micro e pequenas empresas a prestação mínima é de R$ R$ 300,00 e, para MEI, de R$ 50,00. 

Confira o percentual de acordo com as perdas:

  • 80% ou mais (ou ficou inativo): paga 1% da dívida total, sem redução, em até 8 vezes (até novembro) e o restante parcelado em até 180 vezes, com 90% de desconto sobre multas e juros.
  • 60%: paga 2,5% da dívida total, sem redução, em até 8 vezes (até novembro) e o restante parcelado em até 180 vezes, com 85% de desconto sobre multas e juros.
  • 45%: paga 5,0% da dívida total, sem redução, em até 8 vezes (até novembro) e o restante parcelado em até 180 vezes, com 80% de desconto sobre multas e juros.
  • 30%: paga 7,5% da dívida total, sem redução, em até 8 vezes (até novembro) e o restante parcelado em até 180 vezes, com 75% de desconto sobre multas e juros.
  • 15%: paga 10% da dívida total, sem redução, em até 8 vezes (até novembro) e o restante parcelado em até 180 vezes, com 70% de desconto sobre multas e juros.
  • Sem perda (0): paga 12,5% da dívida total, sem redução, em até 8 vezes (até novembro) e o restante parcelado em até 180 vezes, com 65% de desconto sobre multas e juros.
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Cerca de 650 mil empresas devem aderir ao programa de regularização de débitos do Simples Nacional (Relp). Os descontos incidem sobre juros e multas

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A Receita Federal publicou na última sexta-feira (29) a regulamentação do Programa de Reescalonamento do Pagamento de Débitos no  Âmbito do Simples Nacional (Relp). A estimativa é que 400 mil empresas façam a adesão ao programa, totalizando R$ 8 bilhões renegociados. Somados os empresários que já estão com débitos inscritos na Procuradoria Geral da Fazenda (PGFN), o número de CNPJs elegíveis pode chegar a 650 mil. 

São elegíveis ao programa Micro e Pequenas Empresas, inclusive MEI, que tenham dívidas apuradas até fevereiro de 2022. A renegociação vale até mesmo para empresas que tenham sido excluídas ou desenquadradas do regime. A adesão é feita por meio do portal e-CAC e os descontos podem chegar a até 90% sobre o valor de juros e multas. 

Para o gerente de Políticas Públicas do Sebrae, Silas Santiago, a medida é importante para a retomada da economia. “Então as micro e pequenas empresas devem aproveitar essa oportunidade para aderir ao Relp, seja com débito na Receita Federal ou na PGFN. Esse prazo de 31 de maio foi prorrogado pelo comitê gestor do Simples Nacional, do qual o SEBRAE faz parte desde o início deste ano”, orienta Santiago. 

O reescalonamento das dívidas foi possível a partir da aprovação da Lei Complementar 193/2022, sancionada em março. Para o deputado Vitor Lippi (PSDB-SP), a medida é fundamental para salvar as empresas que sofreram muitas perdas com a pandemia da Covid-19. “Hoje nós temos grande parte das nossas empresas estão endividadas, é um endividamento grande, o país não vem crescendo há praticamente 10 anos. Então, é muito importante esse apoio do governo e do parlamento brasileiro”, contextualiza o parlamentar. 

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Como renegociar?

O empresário precisa acessar o portal do e-CAC no site da Receita Federal e fazer o login (que pode ser feito por meio do e-gov). Na opção, “Pagamentos e Parcelamentos”, selecionar “Parcelar dívidas do SN pela LC 193/2022 (Relp)" ou "Parcelar dívidas do MEI pela LC 193/2022 (Relp)". É preciso fazer isso até o dia 31 de maio. 

É possível incluir dívidas que já estavam parceladas ou mesmo em discussão administrativa. O financiamento pode ser feito em até 180 meses. É preciso fazer o pagamento da primeira parcela para aderir ao programa. Também é necessário o pagamento integral das oito primeiras parcelas, caso contrário, o refinanciamento será cancelado. 

O percentual de desconto está condicionado às perdas que o empresário tenha tido durante a pandemia da Covid-19. A comparação é feita com o ano de 2019. Para micro e pequenas empresas a prestação mínima é de R$ R$ 300,00 e, para MEI, de R$ 50,00. 

Confira o percentual de acordo com as perdas:


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05/05/2022 01:25h

Respirador idealizado por médico cearense ajuda a salvar vidas na pandemia e vence prêmio de inovação

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Chamado de capacete Elmo, o respirador não invasivo idealizado pelo médico pneumo intensivista Marcelo Alcantara ajudou a salvar milhares de vidas durante a pandemia de Covid-19. O dispositivo ajuda a reduzir em 60% a necessidade de intubação em pacientes com pneumonia. 

A inovação, desenvolvida em apenas três meses, ganhou o prêmio do 9º Congresso de Inovação da CNI, promovido em São Paulo, no mês de março. O protótipo foi desenvolvido em parceria com o Instituto SENAI de Tecnologia (IST) do Ceará, universidades, secretaria de saúde estadual, fundo de financiamento de pesquisa do Ceará e uma empresa privada, a Esmaltec. 

“Expliquei que o capacete poderia servir para evitar a intubação e assim não pressionar o sistema de saúde, ao mesmo tempo que dá a chance ao paciente - que está precisando de oxigênio e tem um risco alto de ser entubado - de superar doença sem ser entubado”, lembra o médico Marcelo Alcântara. Ele teve a ideia em 2020, no início da pandemia da Covid-19 frente a um cenário de escassez de respiradores tradicionais. 

O capacete oferece oxigênio combinado com ar comprimido. As trocas gasosas são pressurizadas e controladas por válvulas e filtros. “Com isso você garante essa pressurização, que auxilia na respiração do paciente que tem pneumonia, por exemplo, a pneumonia pela Covid-19”, exemplifica o médico intensivista. 

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Dentre as opções de ventilação, o capacete é a mais confortável. Por ser transparente, permite que o paciente mantenha contato visual com o ambiente. Além disso, evita a contaminação. “Ele protege o ambiente de contaminação. Os vírus que o paciente possa eliminar tossindo, espirrando, falando ficam dentro do capacete. Com isso não contamina o ambiente, nem as pessoas que estão do lado do paciente, incluindo os profissionais de saúde que podem trabalhar com mais segurança nesse momento”, destaca Alcântara. 

O novo produto foi autorizado de forma emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que pudesse ser produzido e comercializado. O deputado federal Eduardo Bismark (PDT-CE) comemorou o reconhecimento do trabalho realizado no Ceará. “É um marco na luta de combate à pandemia. Fico orgulhoso em saber que o equipamento é cearense e fruto de pesquisa e investimento”. 

O deputado, que propôs um projeto de lei que estabelece o Marco da Inteligência Artificial, defende que é urgente que o país olhe para a tecnologia. “Pesquisa e inovação salvam vidas e colaboram com o desenvolvimento nacional”, considera. 

Segundo a Esmaltec, atualmente, quase 10 mil capacetes foram distribuídos pelo país desde o início do projeto até o mês de abril. Quase 2.400 equipamentos foram doados ao Sistema Único de Saúde (SUS) no Ceará e mais de 2.100 profissionais foram capacitados em todo o Brasil pela Escola de Saúde Pública do estado até março deste ano.

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06/04/2022 12:03h

Preconceito, disponibilidade de tempo, gestão da vida familiar e pouca informação sobre crédito são algumas das barreiras para o empreendedorismo feminino

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Se empreender é um desafio, para as mulheres é ainda maior. Isso porque, além das atividades profissionais, as mulheres dedicam, em média, 21,5 horas semanais para cuidados com a casa e os filhos; enquanto os homens empregam 11 horas nessas atividades. O dado é do IBGE. 

Para desenvolver a carreira, muitas vezes as mulheres sentem culpa pela necessidade de se afastar da casa e dos filhos. Essas são situações culturais e, na opinião da coordenadora nacional de Empreendedorismo Feminino do Sebrae, Renata Malheiros, podem ser trabalhadas. 

“Nós atuamos tanto com o desenvolvimento de competências técnicas necessárias quanto com planejamento, finanças, marketing. Mas a gente trabalha também com o desenvolvimento das competências socioemocionais que, muitas vezes, nós mulheres somos prejudicadas pela própria cultura enraizada em cima de preconceitos. E a gente muda isso com diálogo, a gente muda isso com redes”, sustenta.  

Quem se beneficiou com as trocas nos grupos promovidos pelo Sebrae foi Roberta Azevedo, dona de um restaurante em Brasília. Há seis anos ela atua no ramo alimentício e, há dois, abriu o restaurante. “No início eu era muito inexperiente. Estou envolvida com grupos de empresárias, empreendedoras mulheres. Nós nos reunimos, fazemos viagens, participamos de missões empresariais e temos esse apoio uma das outras e também uma das é uma uma iniciativa também foi uma e que está vinculado ao Sebrae/DF”, relata. 

Nutricionista, ela conta que o propósito de sua empresa é entregar comida sustentável para seus clientes. Por isso, dá preferência a produtores e produtos da região onde tem o empreendimento. “Eu comecei a empreender por uma necessidade de compartilhar e levar até as pessoas aquilo que eu acredito de transformação alimentar. Percebi que esse meu desejo era um nicho de mercado crescente de pessoas mais conscientes com alimentação, buscando novas alternativas para equilíbrio e saúde”, diz Roberta. 

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Trilhas de Conhecimento

Para reunir iniciativas como o Sebrae Delas, o Programa de Apoio à Competitividade das Micro e Pequenas Indústrias (Procompi), da CNI, além de créditos em bancos, o Governo Federal lançou em março o programa Brasil pra Elas. Um portal digital que reúne as várias etapas para o empreendedorismo, focado na atuação de mulheres. 

Para a secretária Especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, Daniella Marques, o empreendedorismo feminino é fundamental na retomada da economia. Apesar de dinheiro não ter “carimbo, cor, ideologia ou sexo”, Marques defende que é importante a particularização das ações. “a gente vai ter um olhar mais sensível à questão do empreendedorismo feminino”, diz. 

O plataforma Brasil pra Elas é uma forma de as mulheres ganharem tempo, uma vez que as informações necessárias para empreender estarão reunidas em um só lugar. “Lá a mulher pode entender se ela quer começar a empreender. Serve para buscar ideias, algum curso, ver se ela precisa de apoio de crédito, então ela consegue fazer o link para os programas dos bancos públicos”, enumera a subsecretária de Desenvolvimento das Micro e Pequenas empresas do Ministério da Economia, Carolina Busatto.

Carolina ainda pontua que o programa e as discussões de seus comitês são oportunidades de olhar para as demandas específicas das mulheres. “Pensar em espaços que sejam favoráveis às crianças, à vagas em creches, em contratos que sejam feitos na linguagem que seja acessível a todos”, exemplifica. 

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04/04/2022 02:08h

O empreendedorismo por necessidade é o mais comum entre elas

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Cerca de 10,1 milhões de mulheres empreendem no Brasil, em 2022, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Contudo, mais da metade das mulheres começam um negócio por necessidade. A confeiteira Raiane Wentz é uma delas. Há um ano, no batizado do filho, a brasiliense mostrou para os convidados suas habilidades com bolos e doces. 

Começou ali uma possibilidade de transformar o amor pela culinária em renda. A formação universitária em comunicação a ajudou a criar um perfil no instagram para expor os produtos, mas faltava conhecimento em confeitaria. Aos poucos foi fazendo cursos on-line, procurou o Sebrae e foi se profissionalizando. 

“Comecei sem saber ponto de recheio, ponto de brigadeiro, então muita coisa deu errado nesse processo”, conta. Em outubro, começou a se profissionalizar e fazer cursos pela internet e também no Sebrae. “Hoje meus bolos são mais bonitos. Sonho em ser uma confeiteira conhecida e ter empregados”, diz. 

Para mulheres como Raiane, o Governo Federal desenvolveu o programa Brasil pra Elas. A iniciativa, lançada no dia 8 de março, reúne a participação de diversas organizações (públicas, privadas, da sociedade civil) em uma única plataforma: www.gov.br/brasilpraelas. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) é um dos parceiros e participa do conselho da organização, que deve se reunir ainda em abril. “A CNI é um parceiro importantíssimo para ajudar a introduzir essas mulheres no mercado e a dar vazão para seus negócios”, considera a subsecretária de Desenvolvimento das Micro e Pequenas empresas do Ministério da Economia, Carolina Busatto.

Por meio do portal, as mulheres podem iniciar uma trilha de formação que vai desde a área técnica até a tomada de crédito. “O governo espera muito que as mulheres tenham as condições para atingir essa liberdade financeira com total capacidade de escolher o espaço que elas podem ocupar na sociedade”, diz Busatto. Para ela, a atividade econômica das mulheres aquece a economia e beneficia diretamente suas famílias e a comunidade próxima.

“As mulheres são as grandes shoppers, responsáveis por 80% da decisão de compra, mas respondem apenas por 20% das operações de crédito”, compara Busatto. A iniciativa Brasil pra Elas conta com apoio de instituições bancárias e procura simplificar o crédito para uma linguagem que seja acessível para as empreendedoras.

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A maior parte das empreendedoras brasileiras atua no setor de serviços, em áreas como alimentação. Para Busatto um dos desafios do programa é capacitar mulheres sobre possibilidades de empreender em outros ramos como o de tecnologia. “A ideia é trazer para o centro da discussão como que a gente apoia as mulheres a ocuparem os espaços que elas quiserem na sociedade e terem e atingirem liberdade econômica e individual para isso”, conclui. 
 

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Desenvolvimento Regional
29/06/2021 10:00h

O acordo foi assinado nesta segunda-feira, 28 de junho, e terá um projeto-piloto no Rio Grande do Norte com os setores de moda, cordeiro, mel e queijo

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O Ministério do Desenvolvimento Regional, o MDR, e o Sebrae firmaram uma parceria para estimular o desenvolvimento regional e fortalecer cadeias produtivas que integram o programa Rotas de Integração Nacional. 

O acordo foi assinado nesta segunda-feira, 28 de junho, e terá um projeto-piloto no Rio Grande do Norte com os setores de moda, cordeiro, mel e queijo.

O ministro Rogério Marinho esteve presente à assinatura do termo de cooperação. Ele destacou o impacto que o projeto poderá ter nos setores atendidos pela iniciativa.

"Essa integração com o Sebrae vai nos trazer a expertise, a experiência do Sebrae na formação do desenvolvimento, no gerenciamento e na consultoria a esses entes econômicos, a esses empreendedores identificados. O Sebrae vai contratar agentes empreendedores e agentes de desenvolvimento local. E eles farão esse trabalho de prospecção, de treinamento e de qualificação para melhorarmos, justamente, essa agregação de valor à produção de cada município que está sendo escolhido hoje".

O Sebrae vai integrar a ação por meio do Programa Cidades Inovadoras. 

Para o diretor-técnico da instituição, Bruno Quick, a ação conjunta vai alavancar o alcance do programa Rotas de Integração Nacional.

"Há cerca de 15 anos atrás, nós conseguimos aprovar o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. Nós entendemos que a relação tinha que ser com os territórios, principalmente com os municípios, para a gente capturar as vocações locais e trabalhar com as pessoas que estão lá fazendo acontecer. Nós estamos assinando um acordo de cooperação técnica que promete ser uma mudança de patamar".

As Rotas de Integração Nacional são redes de arranjos produtivos locais associadas a cadeias produtivas estratégicas capazes de promover a inclusão produtiva e o desenvolvimento sustentável das regiões brasileiras. 

Para saber mais sobre essa e outras ações de desenvolvimento regional, acesse mdr.gov.br.

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19/05/2021 04:45h

Em mais uma edição online e gratuita, evento discutirá empreendedorismo e inovação

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Idealizada pelo Sebrae, a 7ª edição do Startup Day será realizada no dia 22 de maio em ambiente 100% online e com a presença de mais de 20 especialistas. Além de tratar das tendências de mercado, o evento discutirá as principais demandas do ecossistema de inovação no País.

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A programação foi elaborada para startups em todos os níveis de maturidade: curiosidade, ideação, operação e tração. Na edição passada, foram mais de 10 mil inscritos, com a participação de 54 palestrantes que se revezaram durante 10 horas de evento. A expectativa é alcançar esse mesmo número de participantes, impactando interessados em todo o País.

Além disso, também foi criado um espaço para exposição de startups, com a participação de empresas atendidas pelo Sistema Sebrae. As atividade serão gratuitas e o evento tem início a partir das 13h. 

Para saber mais sobre a 7ª edição do Startup Day, acesse o site do Sebrae.

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06/05/2021 04:45h

Programa pretende atender, principalmente, a região Norte do país

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No Palácio do Planalto, nesta quarta-feira (5), o Banco do Brasil, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Ministério das Comunicações assinaram um protocolo de intenções para levar internet móvel para mil cidades que ainda não possuem infraestrutura adequada de sinal.

A iniciativa, chamada de Wi-Fi Brasil, é coordenada pelo Ministério das Comunicações em conjunto com a Telebras e pretende atender, principalmente, a região Norte do país. Inicialmente, mil cidades receberão cerca de 14 mil novos pontos de conexão sem fio, de acordo com o ministério.
Segundo o presidente do Banco do Brasil, Fausto Ribeiro, o programa é um “verdadeiro trabalho de cidadania” que pretende levar acesso adequado à internet para todos os brasileiros.

Digital Day

O evento aconteceu hoje no Palácio do Planalto, no mesmo dia em que o Ministério das Comunicações abriu a exposição Digital Day. A data foi criada para mostrar as aplicações do 5G, como na telemedicina, na realidade virtual, na automação mecânica e na inteligência artificial.

A exposição do Digital Day é aberta ao público e vai de hoje (5) até sexta-feira (7), no Congresso Nacional.

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24/04/2021 09:00h

Empresa selecionada terá que desenvolver serviço digital de interpretação e resposta. Inscrições vão de 28 de abril a 28 de maio

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O Sebrae lançará na próxima semana a Chamada Pública de Subvenção Econômica para selecionar uma empresa inovadora que possa desenvolver um serviço digital de automatização do processo de interpretação e resposta a dúvidas técnicas ou empresariais dos pequenos negócios.

O desafio é interpretar as perguntas por meio de uma solução inovadora e responder aos questionamentos de forma natural, assertiva e integrada, com base nas informações contidas em um banco de dados. Para participar do edital, a microempresa ou empresa de pequeno porte deve ter receita bruta anual igual ou inferior a R$ 4,8 milhões.

Toda a seleção ocorrerá de forma online. Serão pré-selecionados cinco finalistas que receberão uma parcela de recursos não-reembolsáveis para o desenvolvimento de um Mínimo Produto Viável (MVP), que será objeto de avaliação para a escolha da finalista.

As inscrições começam no dia 28 de abril e vão até 28 de maio, através do site do Sebrae.

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02/04/2021 00:00h

Para que o setor tenha uma retomada mais rápida das atividades o Sebrae elaborou um conjunto de dicas para empresários do segmento

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O número de pessoas contaminadas pela Covid-19 aumentou por todo o Brasil e muitas cidades e estados estão voltando a adotar medidas restritivas de circulação, principalmente, no comércio local. Com diversos setores da economia brasileira fechados ou com restrições para funcionamento, os impactos negativos são grandes, como as quedas no faturamento e demissões de funcionários.
 
De acordo com um estudo do Sebrae, divulgado em novembro de 2020, o setor de moda foi um dos mais afetados e, pelo menos, 70% das empresas tiveram de se readequar às normas de funcionamento. É o caso da loja de roupas da Maria Rejane Soares, em Independência, interior do Ceará.

“Nós disponibilizamos álcool em gel 70% e o álcool líquido 70% em diversos locais do ambiente. O uso de máscara é obrigatório, o distanciamento social também. Além disso, oferecemos água e sabão para que os nossos clientes higienizem as mãos, caso não se sintam seguros apenas com o álcool”, afirmou a empresária. 

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Apesar de seguir todos os cuidados sanitários para segurança dos clientes e funcionários, existem outras formas. É isso que revela o Sebrae, que elaborou uma cartilha de cuidados para que os empresários possam retomar as atividades de forma mais segura e rápida, além de ajudar a combater o vírus da Covid-19.

De acordo com a Anny Santos, que é coordenadora Nacional de Negócio da Moda do Sebrae, ainda não existem protocolos oficiais no Brasil a respeito de regulamentações para o uso ou interdição dos provadores de roupas. Por isso, ela dá uma dica que pode ajudar nesse assunto.  

“É consenso geral de que os provadores devem ser evitados, devem ser interditados e não utilizados nesse primeiro momento de retomada das atividades. Orienta-se que você possa dar, em contrapartida ao seu cliente, período de trocas estendidas, a possibilidade de provar com tranquilidade em casa e retornar até a loja para trocar a peça. E caso não seja viável deixar todos os trocadores fechados, também é possível que você opte pelo uso de uma única cabine e ela deve ser limpa e desinfetada após o uso daquele cliente”, explicou a coordenadora de Moda.   

Outras informações importantes para quem trabalha no setor de moda, é solicitar aos clientes que não manuseiem as roupas em exposição, mas que se tiver necessidade, essa peça deve ser retirada do mostruário e higienizada com borrifador de álcool ou vaporizador. Desta forma, assim que a roupa estiver seca, ela pode ser reposta na vitrine ou manequim. Para mais informações sobre esses e outros setores acesse www.sebrae.com.br/cuidados.

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Brasil 61