Cadastro de mídia

TERMO DE USO E PARCERIA

TERMO DE USO E PARCERIA

Regras de Uso

1º - A utilização gratuita e livre dos materiais produzidos pelo Brasil 61 só será permitida depois que este termo de parceria for aceito pelo usuário, prevendo as seguintes regras:

a) A utilização do material - na íntegra, ou em partes - só será permitida desde que as informações não sejam distorcidas, manipuladas ou alteradas.

b) Não é necessário a identificação do Brasil 61 na hora da replicação do conteúdo. Mas toda e qualquer veiculação de áudios produzidos pelo Brasil 61 prevê o cadastro no site, com a disponibilização de dados que serão utilizados para a organização do mailing desta empresa,

2º - OBRIGAÇÕES DO BRASIL 61

a) O Brasil 61 se compromete, a partir deste termo de uso, a produzir conteúdo particularizado diariamente, trazendo informações de dia-a-dia e bastidores do Planalto Central, além de outras temáticas de relevância do noticiário nacional. 

b) O acesso ao conteúdo jornalístico (na versão de leitura) é livre e gratuito, podendo ser replicado por qualquer usuário que acesse o site. O download do áudio para que seja utilizado na programação das rádios requer que o radialista realize o login no site da Agência do Rádio - informando e-mail e senha cadastrados. 

3º - OBRIGAÇÕES DOS COMUNICADORES PARCEIROS

Não alterar o sentido dos materiais, ou distorcer fala de entrevistados ou mudar a conotação das mensagens dos materiais. 

ADENDOS IMPORTANTES SOBRE A PARCERIA

a) O Brasil 61 poderá distribuir conteúdo patrocinado com ou sem assinatura dos clientes patrocinadores do boletim e sem aviso prévio ao comunicador. 

b) As rádios parceiras não vão ter participação financeira sobre o faturamento do Brasil 61.

c) Os comunicadores podem patrocinar os conteúdos do Brasil 61, desde que não alterem o sentido e a conotação dos conteúdos oferecidos. Nesses casos, o Brasil 61 Mais não terá participação nos lucros conquistados pelos veículos parceiros. 

Ao clicar em ACEITO, a emissora aqui cadastrada afirma concordar e estar ciente de todas as condições apresentadas neste Termo de Utilização de Conteúdo.

Empreendedorismo

22/06/2020 00:00h

A regulamentação da regra, que já era prevista na Lei da Liberdade Econômica, começou a valer em junho, abrangendo 60% dos tipos de empresas reconhecidas no Brasil

Baixar áudio

Desde o início do mês, empresas de 298 categorias não precisam de licenças e alvarás para começarem a funcionar. A regra começou a ser definida pela Lei da Liberdade Econômica, sancionada em setembro do ano passado (Lei 13.874/2019). A legislação tem o objetivo de tornar mais simples o empreendedorismo no Brasil. Ela define que se alguém quiser abrir uma empresa que não coloca em risco ou esbarra nos direitos de outras pessoas, nem faz mal ao meio ambiente, pode pular boa parte da burocracia. Não vai precisar de licença, autorização, concessão, nem alvará - os chamados “atos públicos de liberação”. A lista de atividades de baixo risco abrange 60% de todas as atividades da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE).

“Não precisa de nada. O empresário faz o registro do CNPJ, que hoje em dia é feito online, e imediatamente já tem a atividade autorizada a funcionar. Isso é importante pra você ajudar a todos que querem empreender dentro da lei. Então você consegue fazer essa atividade de forma mais fácil”, explica Ana Paula Locoselli, Assessora Jurídica da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio SP).

A primeira vez que a lei foi regulamentada foi em julho de 2019, quando a regra ainda era definida por meio de uma Medida Provisória - eram 287 atividades que não precisavam de autorização governamental para funcionar por serem consideradas de “baixo risco”. A lista continha categorias como agências de publicidade, diversos tipos de lojas, e pequenas fábricas dos mais variados itens. Também estavam incluídas lanchonetes e até locadoras de vídeo. Depois que a MP virou lei, uma nova regulamentação (Resolução 57/2020) reuniu classificações e incluiu mais 15 atividades (confira a lista ao final da matéria).

“Temos que destacar também a questão do custo. Hoje, no Rio de Janeiro para você obter um alvará, a taxa que você paga lá, é mais que R$ 800. Para um empreendedor que está começando a exercer a atividade isso faz toda diferença, podendo até pautar a escolha dele de abrir ou não um negócio”, explica Anne Caroline Nascimento da Silva, diretora substituta do Departamento Nacional de Registro Empresarial e Integração, do Ministério da Economia.

Estados e municípios

Apesar da lista divulgada pelo Ministério da Economia, uma atividade pode ter alvará dispensado em um estado e exigido em outro, dependendo de onde a empresa estiver sediada. Isso porque ainda compete a estados e municípios definir quais são as atividades que consideram de baixo risco. A única condição é que os entes federados enviem ao Governo Federal uma tabela com cada uma das atividades de cada classificação.

De acordo com o Ministério da Economia, nos seguintes estados uma classificação local foi definida: Acre, Alagoas, Amazônia, Bahia, Distrito Federal, Espirito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e São Paulo.

Economia online

Além de dispensar atos burocráticos, a Lei da Liberdade Econômica transferiu para a internet diversos procedimentos que antes só existiam fisicamente. A lei também permitiu que fossem transferidos para o mundo digital todos os documentos e registros públicos. A Resolução 57/2020 também definiu que o Alvará de Funcionamento Provisório, obrigatório para atividades de médio risco, deve ser fornecido pela internet, sem que o empresário precise apresentar dados e documentos presencialmente. 


Confira a lista das 15 novas atividades dispensadas dos atos públicos de liberação:

1- Fabricação de conservas de frutas;
2- Fabricação de conservas de legumes e outros vegetais, exceto palmito;
3- Fabricação de sucos de frutas, hortaliças e legumes, exceto concentrados;
4- Fabricação de alimentos e pratos prontos;
5- Comércio a varejo de peças e acessórios novos para motocicletas e motonetas;
6- Comércio a varejo de peças e acessórios usados para motocicletas e motonetas;
7- Comércio atacadista de produtos alimentícios em geral;
8- Comércio varejista de artigos de cama, mesa e banho;
9- Comércio varejista de cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal;
10- Bares e outros estabelecimentos especializados em servir bebidas, sem entretenimento;
11- Bares e outros estabelecimentos especializados em servir bebidas, com entretenimento;
12- Serviços ambulantes de alimentação;
13- Serviços de alimentação para eventos e recepções - bufê;
14- Fornecimento de alimentos preparados preponderantemente para consumo domiciliar; e
15- Comércio varejista de doces, balas, bombons e semelhantes. 

A lista de todas as atividades de baixo risco você encontra ao final da RESOLUÇÃO Nº 57, DE 21 DE MAIO DE 2020.

 

Copiar o texto
20/06/2020 00:00h

Após três meses do início da pandemia da Covid-19, Caixa lança programa de empréstimos com taxas mais vantajosas

Baixar áudio

Diversos empresários de todo o país viram o faturamento de suas empresas despencar de um hora para outra devido à pandemia do novo coronavírus. Três meses após o alastramento da doença no Brasil, a Caixa Econômica Federal lançou o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), linha de crédito que tem como objetivo garantir recursos a pequenos negócios e a manutenção dos empregos. 

O banco oferecerá R$ 3 bilhões em capital de giro para as empresas. O programa está disponível para microempresas com receita anual de até R$ 360 mil e para microempreendedores que movimentam até R$ 81 mil. Além disso, também foram contempladas empresas de pequeno porte que faturam por ano até R$ 4,8 milhões. Os interessados no empréstimo terão carência de até 8 meses para iniciar o pagamento da dívida.

A adesão ao Pronampe é feito pelo site do próprio banco. O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, diz que alguns ajustes no programa estão em desenvolvimento, entre eles a criação de um aplicativo. Ele pede que os interessados evitem o comparecimento às agências. 

“Neste momento de pandemia é eficiente e rápido que o contato seja feito pelo site. Como falamos, vamos melhorar e operacionalizar via um aplicativo que está sendo desenvolvido, porém queremos antecipar atendimento para agilizar o crédito”, aconselha o presidente.

Entre as vantagens da nova modalidade de crédito está o pagamento do empréstimo em até 28 vezes e taxa de juros de 1,25% mais a taxa Selic, que varia mensalmente e hoje está em 2,25%. Para empresas com menos de 12 meses de funcionamento, o limite de contratação do crédito é até 50% do capital social ou até 30% da média do faturamento mensal calculado desde o início das atividades. O empreendedor escolhe pela forma mais vantajosa. 

Para empresas com mais de um ano de funcionamento, o limite de contratação corresponde a 30% da receita bruta anual calculada com base no exercício de 2019. 

Um estudo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio RJ) que ouviu 470 empresários do estado mostrou que 38,7% dos entrevistados têm a intenção de recorrer a empréstimos até o final de junho. O principal motivo para recorrer ao crédito, segundo os empresários, se dá principalmente pelo impacto que a Covid-19 trouxe ao comércio. 

O presidente da Fecomércio do Rio de Janeiro, Antonio Florencio de Queiroz Junior, alega que, por si só, empréstimos não são capazes de resolver os problemas dos empresários, sobretudo os microempreendedores, que são os mais afetados pela crise. Além da ajuda financeira, ele defende ações econômicas mais coordenadas por parte do Poder Público. “Tem que haver um grande pacto de retomada da economia. Com flexibilização de medidas, não só de impostos, mas medidas bancárias. Para que as empresas possam voltar ao mercado, possam comprar mercadorias, obter créditos junto a seus fornecedores.”

Incerteza

O gerente geral Alécio Nunes, que administra três lojas de uma rede de restaurantes do Distrito Federal, afirma que a empresa em que ele trabalha precisou recorrer a dois empréstimos que somam mais de R$ 130 mil para manter a folha de pagamento dos funcionários em dia. No DF, bares e restaurantes só podem abrir para o serviço de entrega. O administrador diz que apenas quando a reabertura do setor for permitida será possível saber se os empréstimos serão suficientes para manter a empresa no azul.  

“A perspectiva é que, assim que abrir, voltemos a ter o mesmo movimento que tínhamos e talvez essa demanda até aumente. É impossível dizer se vamos conseguir nos manter com os empréstimos, até o final do ano, porque tudo depende de como o comércio vai se comportar.”
 

Copiar o texto
Economia
12/06/2020 04:00h

Governo Federal disponibilizou R$ 15,9 bilhões em linha de crédito para esses empreendimentos

Baixar áudio

Os donos de microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) que desejam acessar a linha de crédito do Governo Federal receberam uma boa notícia, na última terça-feira (9). A Receita Federal começou a enviar para esses empresários o documento que viabiliza a análise do financiamento junto às instituições financeiras. 

Trata-se da informação com o valor da receita bruta do empreendimento, que é baseada na declaração de cada contribuinte ao órgão. Por enquanto, somente as micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional estão recebendo o comunicado. Para isso, basta acessar o Domicílio Tributário Eletrônico do Simples Nacional (DTE-SN). A partir desta quinta-feira (11), as empresas que não são no Simples, vão receber o informe pela Caixa Postal no e-CAC. 

Os recursos da linha de crédito podem ser utilizados para investimentos e capital de giro, por exemplo. Para o economista, Alexandre Arci, a medida vai trazer alívio para essas empresas. “Essa medida do governo é extremamente importante, porque esse tipo de empreendedor tem muita dificuldade no dia-a-dia em relação à parte financeira. O que estamos vivendo no dia de hoje traz um cenário mais crítico. Onde existe o isolamento social, vários deles saíram de determinado faturamento para o zero”, afirma. 

Arte: Brasil 61

Fôlego para a crise

A agência de publicidade de Danillo Ferreira, 34 anos, registrou uma queda de 70% no faturamento desde o início da pandemia da Covid-19. Agora, o pequeno empresário vai tentar obter um financiamento para manter o negócio e, quem sabe, até expandir as atividades ao fim da crise. 

“Um dos principais motivos de a gente tentar a linha de crédito é justamente para retomar fôlego e caixa para podermos investir mais para divulgar o nosso negócio e estarmos preparados para que assim que essa pandemia acabe, a gente tenha fôlego para retomar as atividades de maneira satisfatória”, projeta. 

Ele acha que o programa vai ajudar, mas teme dificuldade para acessá-lo. “Que a burocracia não seja a mesma que antes da pandemia, porque não adianta lançar um programa desse e deixar que a burocracia impeça que as empresas tenham acesso a esse crédito que é tão importante”, complementa. 

Pronampe

O Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) vai oferecer quase R$ 16 bilhões em linha de crédito para as micro e pequenas empresas. A estimativa do Ministério da Economia é de que 4,58 milhões de negócios sejam beneficiados. 

De acordo com a Receita, poderão acessar o financiamento as empresas com faturamento de até 4,8 milhões. O valor do empréstimo corresponderá a no máximo 30% da receita bruta anual da empresa em 2019. Se o empreendimento tiver menos de um ano, a linha de crédito será limitada a até 30% de média de faturamento mensal ou 50% do capital social. 

Copiar o texto
Economia
05/06/2020 10:00h

Dado tirado do Mapa de Empresas, lançado pelo governo federal, mostra também que mais de 18 milhões de empresas estão ativas no País; ideia é facilitar vida do empreendedor e melhorar posição do Brasil no ranking do Doing Business

Baixar áudio

O Brasil tem hoje 18,3 milhões de empresas ativas. Só no mês de março deste ano, foram abertos 274 mil empreendimentos e o tempo médio para abertura de um negócio é de três dias. Esses e outros dados integram o Painel Mapa de Empresas, elaborado pelo Ministério da Economia e disponibilizado gratuitamente para facilitar a análise de mercados, concorrência, clientes e fornecedores por tipo de atividade econômica. 

“A finalidade é fornecer, de forma permanente e atualizada, dados seguros e fidedignos sobre o quantitativo e o tempo médio de abertura de empresas no Brasil”, afirma o diretor do Departamento Nacional de Registro Empresarial e Integração do Ministério da Economia, André Santa Cruz.

A ferramenta é online e reúne dados por região, estado, Distrito Federal e municípios. Além disso, o interessado pode filtrar as informações por ano, mês, natureza jurídica e atividade econômica. A ideia é que o Mapa de Empresas, segundo o diretor, ajude quem quer empreender a se planejar melhor, identificando quais atividades estão crescendo e decaindo no País, por exemplo. 

“Essa gama de informações é muito útil não só para os próprios empreendedores, porque os ajuda na tomada de decisões, mas para o gestor público, que vai conhecer melhor a região dele e formular políticas públicas mais embasadas”, acredita Santa Cruz. 

De acordo com as informações na plataforma, os estados com menor tempo para a abertura de uma empresa são Sergipe, Distrito Federal e Rondônia, que levam em média um dia. São Paulo tem quatro dias e nove horas de demora, em média. Já a Bahia fica na lanterna, com tempo médio de 12 dias e 13 horas. 

Painel mostra dados como número de empreendimentos e tempo que cada região, estado e município leva para abrir uma empresa no Brasil/ arte: Érica Passos

O empresário paulista Robson de Camargo Silva, de 40 anos, conhece bem essa dificuldade. Impulsionado pela crise gerada pela Covid-19, o morador do bairro da Aclimação decidiu abrir uma empresa de roupas agênero (neutras) recheadas de estampas brasileiras. O trabalho foi intenso para que o lançamento da marca “Bananeira da Silva” fosse em fevereiro deste ano, mas isso só ocorreu em 1º de abril, quando finalmente conseguiu finalizar todo o processo. 

“Quando fui desligado do meu antigo trabalho e resolvi abrir minha empresa, precisei reformular toda a documentação com a ajuda de um contador. Para regulamentar tudo, foram mais de 30 dias, isso porque foi feito por um profissional”, lembra. Além disso, ele conta, toda a burocracia e a “tonelada” de papéis para assinar adiaram ainda mais a grande inauguração. 

Robson recorda que, no meio de tudo isso, ainda veio a pandemia. “Quem tem cabeça para comprar alguma coisa nessa pandemia, de comprar roupa para ficar em casa? Tive que pensar em outras estratégias para esse momento. A gente tem que se reinventar e pensar em alternativas, descobri muito sobre meu potencial durante esse período”, confessa. 

Site Bananeira da Silva/ print

O empresário aproveita para abrir o coração e falar sobre as dificuldades de ser empreendedor no Brasil. “A quantidade de impostos que temos que pagar é muito complicado, não temos respaldo do governo. Quando fui ao banco para pegar empréstimo e ter acesso à maquininha para receber os pagamentos, o banco não quis conceder o empréstimo porque eu era novo enquanto pessoa jurídica, mesmo tendo conta há anos como pessoa física. A gente não ‘existe’, não tem ajuda, infelizmente”, lamenta Robson.

Na opinião do gerente de da unidade de políticas públicas do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Silas Santiago, a burocracia é um dos maiores empecilhos para quem deseja empreender no Brasil. 

“Antes, isso era um problema muito sério, mas já avançou muito. Com o trabalho do Sebrae e de parceiros isso tem melhorado muito”, alega. Santiago garante que, hoje, o microempreendedor não enfrenta burocracia para abrir um MEI. “Ele pode abrir a empresa em dez minutos pela internet”, comenta.  

Para as demais empresas, o processo, segundo ele, já evoluiu muito. “Empreender é difícil. Mas quando alguém toma a decisão de empreender, o Sebrae participa ativamente para facilitar esse ato de empreender.”

Banco Mundial 

Segundo o governo, as informações contidas na plataforma podem ajudar o País a melhorar a classificação no ranking Doing Business, do Banco Mundial. O ranking reflete o ambiente de negócios de um país e avalia o impacto das leis e da burocracia no funcionamento de empresas – como o tempo gasto para abrir um negócio. Atualmente, a nação verde e amarela ocupa a posição 124 entre 190 economias. A meta é ficar entre os 50 melhores. 

Ranking Doing Business, do Banco Mundial, avalia ambiente de negócios de 190 países/ arte: Érica Passos

“Quanto mais alta a classificação de um país nesse ranking, melhor o ambiente de negócios. Isso é importante porque um bom ambiente de negócios favorece o investimento doméstico e a atração de investimentos estrangeiros”, pontua o economista do Ibmec Márcio de Oliveira Junior. 

O ranking, conforme explica Márcio, é composto por dez tópicos: abertura de empresas, obtenção de alvarás de construção, obtenção de eletricidade, registro de propriedade, obtenção de crédito, proteção dos investidores minoritários, pagamento de impostos, comércio internacional, execução de contratos e resolução de insolvência. O Brasil não fica entre os 50 primeiros em nenhum desses tópicos. 

“Isso significa que nosso ambiente de negócios precisa melhorar, precisamos subir nesse ranking e, nesse sentido, o Mapa de Empresas é uma iniciativa positiva”, elogia Márcio. 

Porém, o economista faz algumas ressalvas em relação à plataforma. “O Mapa só considera um tópico do ranking, que é a abertura de empresas, mas existem outros nove tópicos. O Brasil precisa melhorar não só em relação à facilidade para abertura de empresas, mas em todos os outros que compõem o índice”, alerta Márcio.

Outra limitação observada por ele é que o Mapa carece de interação. “Seria extremamente relevante que as pessoas que tentam abrir seus negócios e encontrem dificuldade sejam capazes de informar ao poder público sobre isso. Consequentemente, o poder público poderia adotar políticas públicas para mitigar e até eliminar essas dificuldades”, sugere.

De acordo com o Painel Mapa Brasil, o País tem 18.296.851 empresas ativas. No primeiro trimestre de 2020, foram abertas 846.957 empresas e fechadas 292.378. O tempo médio para a abertura de um negócio aqui foi de três dias e 19 horas, representando uma redução em relação ao ano passado, quando a média nacional estava em quatro dias e dez horas.  

Ainda segundo a plataforma, no primeiro trimestre deste ano, as atividades brasileiras de maior crescimento foram, nesta ordem, cabeleireiros, manicure e pedicure; comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios; promoção de vendas; e obras de alvenaria. 
 

Copiar o texto
Economia
03/06/2020 20:50h

Medida anunciada pelo governo vai conceder garantias a agentes financeiros para liberar empréstimos a empresários atingidos pela pandemia; aporte total será de R$ 20 bilhões

Baixar áudio

As pequenas e médias empresas terão mais facilidade em acessar empréstimos durante o período de crise gerado pelo novo coronavírus. Essa é a promessa do governo federal, que lançou nessa semana o Programa Emergencial de Acesso ao Crédito. O objetivo é dar aos agentes financeiros garantias para a concessão de empréstimos. 

De acordo com o Ministério da Economia, o programa deve estar regulamentado e em operação até o final de junho. As garantias previstas na lei serão oferecidas aos empréstimos realizados até 31 de dezembro de 2020 por empresas que tiveram faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 300 milhões no ano passado. 

O economista do Instituto Brasileiro de Mercados de Capitais (Ibmec) Ricardo Rangel explica que a MP 975, que institui o Programa, vai auxiliar as empresas que, nesse período de crise, enfrentam dificuldades em acessar o crédito. “Isso acontece porque as instituições financeiras, para concederem o crédito, exigem garantias dos empreendedores. E nem sempre eles têm garantias suficientes”, comenta. 

As garantias às instituições financeiras virão do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Até o final do ano, serão disponibilizados cerca de R$ 20 bilhões para essa medida, dividido em quatro parcelas. De imediato, serão aportados R$ 5 bi. 

“O FGI vai oferecer as garantias que esses empreendedores não têm condição de oferecer aos bancos”, esclarece. Uma parte do empréstimo que o empresário buscar por meio da instituição financeira será garantida ao FGI. Segundo a pasta, para cada R$ 1 destinado ao Fundo, estima-se que possa destravar até R$ 5 reais em financiamentos. “O empresário não vai precisar oferecer todas as garantias exigidas pelas financeiras, porque boa parte delas será oferecida pelo Fundo”, completa Rangel.

Com a medida, o governo espera atender empresas em todo o Brasil que empreguem, juntas, mais de três milhões de trabalhadores. A utilização dos recursos será livre e a ideia é que as empresas reforcem o capital de giro. 

Programa vai facilitar acesso ao crédito por pequenos e médios empreendedores/ crédito: Pedro Sousa

Ricardo Rangel alerta que os beneficiários poderão ser responsabilizados em caso de inadimplência. “A MP é bem clara nesse sentido. Não é dinheiro dado a fundo perdido, é um empréstimo. O que o FGI vai fazer é dar a possibilidade de as instituições financeiras não exigirem todas as garantias dos empreendedores, apenas uma parte, mas elas vão reaver os créditos que ficarem inadimplidos.” 

O programa vem em um momento em que o mundo todo enfrenta a pandemia do novo coronavírus. Para o economista, ainda é difícil precisar em quanto tempo a economia se recuperará depois de passada a doença. “É uma incerteza muito grande, é algo muito novo. É muito complicado estimar em quanto tempo tudo voltaria à normalidade que tínhamos pré-pandemia. Agora, sem dúvida, esse programa emergencial é muito importante para reiniciar a atividade econômica dessas empresas”, completa. 

Pronampe

A iniciativa para os pequenos e médios empresários soma-se à do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). De acordo com o gerente da unidade de políticas públicas do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Silas Santiago, a maior dificuldade dessa categoria em meio à pandemia é a sobrevivência. 

“Muitas tiveram que paralisar atividades e muitas tiveram que fechar as portas. Alguns setores conseguiram alternativas de funcionar por delivery ou pela internet, pela digitalização dos serviços, mas a grande dificuldade foi a gestão de caixa, que estava sem receita para cobrir receitas”, relata. 

Santiago comenta que a instituição optou por políticas públicas que pudessem auxiliar os micro e pequenos empreendedores durante a pandemia, com a prorrogação de obrigações, como tributos, e medidas para gerenciar mão de obra da empresa, como redução da jornada e suspensão dos contratos de trabalho. “O Sebrae procurou estar junto a essas empresas nesse período difícil de pandemia”, garante. 

A MP que institui o Programa Emergencial de Acesso ao Crédito altera alguns pontos do Pronampe, incluindo o parágrafo 4º do artigo 6º. A nova redação diz que as instituições financeiras participantes operarão com recursos próprios e poderão contar com garantia a ser prestada pelo Fundo Garantidor de Operações (FGO) de até 100% do valor de cada operação. Antes, esse limite era de 85%.

“O Pronampe foi muito importante para esse público, é uma das apostas do Sebrae para que o crédito chegue a micro e pequenas empresas. Nesse momento, as empresas vão buscar mais o dinheiro para custeio, o capital de giro, que é o que está fazendo falta nesse momento difícil”, diz Santiago. 
 

Copiar o texto

Acesse nossos conteúdos de rádio