Empreendedorismo

22/09/2022 11:00h

A figura jurídica do MEI foi instituída em 2008 para tirar pequenos empreendedores e profissionais autônomos da informalidade

Baixar áudio

Por conta da crise econômica provocada pela pandemia, muitos brasileiros tiveram que se adaptar a uma nova realidade. Nesse contexto, muitos viram no empreendedorismo uma nova oportunidade de renda. Em 2022, o Brasil passou a ter mais de 14 milhões de microempreendedores individuais (MEI) inscritos. O total representa um grande avanço, já que coloca a categoria entre as maiores políticas públicas de inclusão produtiva do mundo.

Matheus Yuri da Silva, de 28 anos, é um desses empresários. Ele conta que há cerca de 3 anos abriu um pet shop, por se tratar de um setor em que já tinha atuado como empregado. Com o intuito de adquirir renda e experiência, Matheus se tornou MEI, e hoje é proprietário de duas lojas.

“Hoje em dia, muitas pessoas estão preferindo ter animais de estimação do que mesmo filhos. Então, arrisquei todas as fichas nesse mercado e, hoje, vejo que estamos crescendo. Em 2020, abrimos nossa primeira loja, e a segunda foi aberta em 2022. Estamos crescendo gradativamente”, destaca. 

MEI: projeto de lei pode alterar regras em 2022

Emissão da nota fiscal de serviço eletrônica é implantada para o Microempreendedor Individual

BNDES reabre programa de acesso ao crédito para MEI, micro e pequenas empresas

A figura jurídica do MEI foi instituída em 2008 para tirar pequenos empreendedores e profissionais autônomos da informalidade. Ao se formalizar como MEI, o empreendedor passa a ter um CNPJ próprio, a ter acesso aos benefícios da Previdência Social e à possibilidade de emitir notas fiscais. Além disso, conta com a possibilidade de contratação de um funcionário.

Como ser MEI?

Para conseguir registro como microempreendedor individual, é preciso que a área de atuação do profissional conste na lista oficial da categoria, uma vez que o MEI foi criado com o intuito de tornar pequenos empresários trabalhadores formais. 

Para ser MEI é necessário faturar até R$ 81 mil. Além disso, o interessado não pode ter participação em outra empresa como sócio ou titular, entre outras exigências. O custo para ser MEI é apenas a despesa com o pagamento mensal do Simples Nacional. 
 

Copiar o texto
13/09/2022 04:00h

Programas de auxílio a empreendedoras, como o Caixa pra Elas, contribuem para a meta da ONU de alcançar a igualdade de gênero até 2030

Baixar áudio

A Caixa Econômica Federal está completando um mês do programa Caixa pra Elas, lançado para incentivar e dar oportunidades às mulheres brasileiras. O programa oferece orientação sobre prevenção à violência doméstica, promoção do empreendedorismo feminino e produtos e serviços da Caixa. A presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, explica que o programa favorece o crescimento econômico e social.

“E a gente quer, sim, estar de mão dada, provendo assistência social, perspectiva para que as pessoas possam empreender e ascender econômica e socialmente. E a gente tem que fazer o quê? Fortalecer as capacidades, desenvolver os talentos, apoiar as mulheres sim, para que elas edifiquem a família, construa dignidade, construam uma independência financeira. E é unindo que a gente faz isso. É dando ferramentas. É dando tecnologia. É dando capacitação. É dando crédito. A CAIXA vai acelerar essa locomotiva empreendedora formada por milhares e milhares de brasileiros. Essa locomotiva gera redução de desigualdade. CAIXA Pra Elas já chegou!”

Empreendedorismo e empoderamento

O empreendedorismo feminino local é um passo para fazer o mundo avançar em escala global.  Alcançar a igualdade de gênero e o empoderamento de meninas e mulheres é o quinto Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS 5) da agenda 2030 da ONU. O documento reúne um plano de ação para o desenvolvimento social, ambiental e econômico em todo o mundo. A agenda é composta por 169 metas globais interligadas e por 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. O intuito é eliminar a pobreza e a fome extrema em todo o mundo, oferecer educação qualificada, preservar o meio ambiente e promover sociedades inclusivas até 2030.

Para a Delegação da União Europeia no Brasil, a crise atual merece atenção, e promover os ODS é um caminho para responder às consequências da pandemia de Covid-19. O Brasil é um dos países comprometidos com essa agenda, e o empreendedorismo é uma ferramenta importante no combate à desigualdade de gênero. 

Segundo informações do Sebrae, o número de mulheres à frente de um negócio no Brasil foi de 10,1 milhões no último trimestre de 2021, resultado equivalente aos últimos três meses de 2019, antes da pandemia. Para a professora e especialista em Empreendedorismo, Erika Lisboa, ainda existe uma distância longa entre mulheres e homens empreendedores. Ela destaca que a motivação e as dificuldades são diferentes para cada grupo.

“Muitas mulheres empreendem por necessidade, enquanto o homem empreende por oportunidade. Mulheres têm um tempo menor para empreender, com menor escolaridade. Existe uma série de obstáculos que são mais presentes no mundo feminino do que no masculino. Essa situação está mudando, é um cenário de melhora, mas ainda não é o ideal”, comenta a professora.

O que é mais importante na hora de empreender

Para aumentar as chances de começar e manter um negócio no mercado, segundo a especialista, um passo indispensável é o planejamento constante. “Analisar o mercado, qual nicho, que produto vai ser trabalhado, analisar concorrente, cliente, pensar as etapas desse produto, como ele vai ser produzido, divulgado, como eu consigo atender mais de uma pessoa, qual o tempo e recurso para esse negócio. É essencial um planejamento considerando essas questões futuras”.

Suzana Kemely tornou-se microempreendedora por meio do Caixa para Elas, quando precisou buscar recursos para continuar o curso de fisioterapia. Ao perceber a falta de oferta de picolés gourmets no bairro onde mora, decidiu empreender nesse segmento, com o apoio da Caixa. 

“Eu acho que o CAIXA Pra Elas é um incentivo muito importante, uma vez que, ser mulher no Brasil é difícil, e ser mulher empreendedora é mais difícil ainda. Então, ter um banco que ajuda a gente, incentiva, sobretudo, é muito importante. Faz muita diferença.”, comemora Suzana. 

Para mais informações sobre o Caixa para Elas, acesse o site da Caixa Econômica Federal

Copiar o texto
06/09/2022 04:00h

Em 2022, foram emitidas oito debêntures incentivadas no segmento de transporte e logística, no valor total de R$ 2,9 bilhões. Cinco delas destinadas a projetos rodoviários, duas para o setor aeroportuário e uma para o portuário

Baixar áudio

Dois projetos ferroviários foram autorizados pelo Ministério da Infraestrutura (Minfra) e passaram a ser considerados como prioritários para emissão de debêntures incentivadas. Um deles é o FTL 2023-2026, que corresponde à ferrovia Transnordestina, nos estados do Maranhão, Piauí e Ceará. O segundo é a Estrada de Ferro Vitória a Minas, no Espírito Santo e no estado mineiro.

De acordo com a pasta, os empreendimentos passam a ser prioritários para emissão de títulos de crédito, o que reduz taxas sobre o Imposto de Renda de empresas e de pessoas físicas. Nesse caso específico, as taxas serão zeradas. 

Para o presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Venilton Tadini, o setor ferroviário tem avançado, mas ainda precisa ser mais amplo para atender às demandas de um país continental como o Brasil. Ele destaca que medidas como essa corroboram para o desenvolvimento do Brasil.

“Eu acho que avanços de natureza regulatória, como as autorizações, contribuem para evoluirmos. Mas, vale ressaltar que, além dos segmentos atendidos, que melhoram a competitividade, é preciso avançar no transporte de carga geral, com produtos mais industrializados, com movimentação por container, e também avançar na parte ferroviária no transporte de passageiros”, considera. 

Hidrogênio verde: o combustível do futuro que vai promover a descarbonização de setores como a indústria e agro

Setor de Turismo fatura R$ 94 bilhões no primeiro semestre de 2022

Este ano, até o momento, foram emitidas oito debêntures incentivadas no segmento de transporte e logística, no valor total de R$ 2,9 bilhões. Cinco delas destinadas a projetos rodoviários, duas para o setor aeroportuário e uma para o portuário. Desde 2019, o número chega a 56 emissões, com valor total de R$ 25,5 bilhões. 

Debêntures incentivadas

O Minfra define debêntures incentivadas como “um mecanismo de financiamento de longo prazo, via mercado de capitais, destinado a custear projetos de infraestrutura considerados prioritários pelo governo federal. São uma alternativa às fontes tradicionais de financiamento”.
 

Copiar o texto
03/09/2022 20:30h

De acordo com levantamento da FecomercioSP, o resultado é 33% maior do que o registrado no mesmo período de 2021. Em junho, as atividades ligadas ao Turismo registraram ganhos de mais de R$ 16,4 bilhões

Baixar áudio

O primeiro semestre de 2022 foi de superação para o setor de Turismo no Brasil. De acordo com levantamento feito pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o setor faturou R$ 94 bilhões nos primeiros seis meses do ano. O resultado é 33% maior do que o do mesmo período de 2021. No mês de junho, por exemplo, as atividades ligadas ao Turismo registraram ganhos de mais de R$ 16,4 bilhões.

A presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, Mariana Aldrigui, destaca dois principais fatores que contribuíram para o resultado do levantamento. 

“No primeiro semestre do ano passado, tivemos o início da vacinação contra Covid-19. Conforme essa vacinação foi se ampliando, as viagens também se ampliaram. O segundo fator mais relevante é o efeito da inflação, o que implica, necessariamente, um aumento no faturamento, ou seja, as empresas movimentam mais recursos sem necessariamente movimentar um maior número de passageiros”, avalia. 

Preço médio da gasolina cai pela nona semana seguida

Brasil cria quase 203 mil novos empregos em julho; Serviços e Indústria puxam resultado

Conexão rápida: saiba onde o 5G está presente nas capitais que já têm a tecnologia

O agente de viagens de uma empresa de Vitória, no Espírito Santo, Isac Moura, diz que já percebeu a diferença. “As pessoas estão mais confiantes e viajando mais. Aqui na agência o movimento voltou a aumentar. As pessoas estão viajando para dentro do Brasil mesmo”, relata. 

As empresas de transporte aéreo foram as que tiveram mais participação no faturamento no período, com quase um terço (R$ 5,07 bilhões) do creditado em todo o setor. Além dos transportes aquaviários e terrestres, o segmento aéreo superou, em junho, os índices pré-pandemia. Na comparação com o mesmo mês de 2019, o setor registrou um avanço nos ganhos de 5,2%, em 2022.

Recuperação do setor aéreo 

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), os aeroportos brasileiros movimentaram, no mês de junho, mais de seis milhões de pessoas em viagens nacionais. O número é 43% superior ao registrado em maio, e equivale a 86,8% do verificado em junho de 2019.

Além disso, a oferta de voos no mercado interno apresentou, em junho, a segunda alta consecutiva na comparação com o mesmo mês de 2019, antes da pandemia. Depois de saltar 6% em maio na quantidade de viagens aéreas, em relação ao mesmo mês de 2019, o indicador subiu 0,5% em junho, na comparação com igual período de 2019. Já quando comparada a junho de 2021, a elevação foi de 45,8%. 

Setor hoteleiro 

Dados do Panorama da Hotelaria Brasileira de 2022 revelam que, em 2026, o Brasil contará com 124 novos hotéis. Juntos, esses empreendimentos somam mais de R$ 5 bilhões em investimentos.

O documento também destaca o desempenho de mercado, análises e projeções para o setor. O segmento de luxo, por exemplo, representa 33% do total de investimentos previstos no setor de hotelaria no país. O segmento econômico, por sua vez, responde por 38% dos novos investimentos.
 

Copiar o texto
25/08/2022 20:15h

Baixa taxa de crédito e capital de giro são atrativos do financiamento

Baixar áudio

Microempreendedores Individuais (MEI) e microempresas agora também podem recorrer ao Programa Emergencial de Acesso a Crédito (FGI PEAC). A reabertura foi anunciada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nesta semana (22). Além de MEI e microempresários, o financiamento contempla pequenas e médias empresas, associações, fundações de direito privado e cooperativas com receita bruta de até R$300 milhões. 

O objetivo do projeto é estimular o mercado financeiro brasileiro a operar com esse segmento em condições mais favoráveis. De acordo com o Ministério da Economia, de 98 a 99% das empresas no Brasil são de micro ou pequeno porte, o que corresponde a 29% do PIB do país e 55% dos empregos formais.

A operação deve ser voltada a investimento ou capital de giro, com valores entre R$ 1.000 e R$ 10 milhões. O prazo de pagamento é de até 60 meses, com carência entre 6 e 12 meses. O FGI PEAC cobre 80% do valor do contrato. O consultor empresarial e professor de Administração Financeira no Centro Universitário de Brasília (CEUB), Max Bianchi, explica que as garantias oferecidas pelo programa aumentaram as chances de financiamento. 

“Se você tem um fundo garantidor do BNDES garantindo 80% da operação, com certeza o risco para os bancos baixa, a taxa também baixa e o acesso de várias empresas que não tinham, por exemplo, do microempreendedor individual, das microempresas que o acesso era bem dificultado porque elas têm um ativo permanente muito baixo ou têm um capital social muito pequeno, então normalmente não oferece garantia para o empréstimo”, esclarece.  

A taxa de juros média de 1,75% ao mês é um dos atrativos. O economista e mestre em Finanças do IBMEC, Frederico Gomes, aponta que esse valor tem sido menor que os praticados pelo mercado bancário para os empreendedores. “Então, ele tem que estar atento a essa taxa porque ele vai utilizar essa taxa, seja para capital de giro seja para investimento, se ele tiver expectativa de que ele vai ter um retorno a essa taxa na utilização dos recursos”, observa o especialista. 

As formas de financiamento variam do capital de giro isolado e de financiamento ao investimento em ativos fixos, inovação, aquisição de máquinas, equipamentos e outros bens, e projetos, além do capital de giro complementar. 

Ao todo, 40 instituições financeiras já são parceiras do FGI PEAC. O Diretor de Participações, Mercado de Capitais e Crédito Indireto do BNDES, Bruno Laskowsky, vê a possibilidade de aumentar o número de redes parceiras:

“A gente tem uma amplitude de canais de distribuição: os grandes bancos, bancos médios, bancos cooperativos, bancos de montadora. Portanto, é um canal muito amplo, um canal de distribuição bastante amplo”, aponta o diretor.   

Mais informações, no site do BNDES.

Copiar o texto
15/08/2022 04:15h

Com o objetivo de impulsionar o empreendedorismo feminino para mulheres em situação de vulnerabilidade social, a caravana ainda deve passar por Distrito Federal, Maranhão, Piauí e Rondônia em agosto

Baixar áudio

A Caravana Brasil pra Elas percorre o Brasil com capacitação profissional para mulheres. A ação faz parte do Programa Brasil pra Elas, lançado em março pelo governo federal, em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento  Industrial (ABDI) e o Sistema S. O objetivo é impulsionar o empreendedorismo feminino para mulheres em situação de vulnerabilidade social, por meio de cursos, divulgação de vagas de emprego, palestras e orientação sobre crédito. A programação também inclui atendimento à saúde, atividades de lazer e sorteios.

Com a meta de capacitar 20 mil brasileiras, a caravana já passou pelas capitais de Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins. Os próximos destinos são as capitais do Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rondônia, Roraima, além do Distrito Federal. Confira as datas:

  • São Luís (MA) - 06/08
  • Teresina (PI) - 16/08
  • Distrito Federal - 20/08
  • Porto Velho (RO) - 27/08
  • Fortaleza (CE) - aguardando data
  • Recife (PE) - aguardando data
  • Boa Vista (RR) - aguardando data
  • Belém (PA) - aguardando data

Força de trabalho feminina

O Programa Brasil pra Elas tem como foco o público feminino atendido pelo Auxílio Brasil. Apesar de serem as principais mantenedoras das famílias beneficiadas, as mulheres foram as mais afetadas pelo fechamento de postos de trabalho durante a pandemia da Covid-19.

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) mostram que, no 3° trimestre de 2021, a força de trabalho feminina perdeu 1,1 milhão de mulheres se comparado ao mesmo trimestre de 2019.

Segundo a doutora em economia Amanda Aires, com a perda dos empregos, as mulheres possuem mais dificuldades para retomarem os níveis salariais, além de acumularem ainda mais trabalhos domésticos durante a pandemia.

“Os homens passaram a produzir menos e as mulheres passaram a produzir muito mais [em casa]. Então, as mulheres estão ainda nesse abismo de acumular tarefas na pandemia. E agora com dificuldade para retomar os seus postos de trabalho e seus níveis de salário.” 

Programa Brasil pra Elas

Para mitigar os efeitos da pandemia na força de trabalho feminina, o Programa Brasil pra Elas busca recolocar as mulheres no mercado de trabalho e formar empreendedoras e potenciais geradoras de empregos, por meio de capacitação profissional e linhas de crédito de bancos federais, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco da Amazônia e Banco do Nordeste.

Ramira Felix, empreendedora de Ananindeua (PA), conta que passou por um momento muito difícil financeiramente, durante a pandemia. Desempregada, ela não tinha capital de giro para abrir o próprio negócio. Por meio de crédito do Banco da Amazônia, Ramira conseguiu estruturar o sonho de uma loja de roupas.

“Foi na pandemia que tudo aconteceu. No momento de crise que o Brasil estava enfrentando. Esse crédito mudou completamente minha vida. Esse dinheiro multiplicou e eu fiz algumas mudanças na loja. Uma loja de roupas usadas se transformou em uma loja bonita e pop.”

A coordenadora nacional de Empreendedorismo Feminino do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Renata Malheiros, destaca o perfil de mulheres atendidas pelo programa.

“A pandemia e a crise econômica, vinculada também à pandemia, afetaram de maneira desproporcional as mulheres, sobretudo o segmento que já têm baixa escolaridade e que já vinham em uma situação de vulnerabilidade. Então, programas como esse fortalecem as oportunidades de geração de emprego e trabalho.”

Segundo Renata Malheiros, além de ajudar a garantir a independência financeira para as mulheres, programas como o Brasil pra Elas também trazem avanços sociais para as famílias.

“Quando você junta entidades do Sistema S - Sebrae, Senai, Senac - e parceiros de bancos, parceiros do governo, é um grande mutirão para apoiar as mulheres a aprender um ofício, a abrir uma empresa, a abrir uma conta de banco. O empreendedorismo feminino é uma das formas mais rápidas de conseguir a sua independência financeira, de conseguir renda e poder trazer progressos para você e para sua família.”

AMAZÔNIA PRA ELAS: Programa do Basa estimula empreendedorismo entre mulheres

EMPREENDEDORISMO FEMININO: Com maior proporção de donas de negócios no Nordeste, Sergipe tem empresa 100% feminina de construção civil

Mulheres lideram três em cada dez negócios no Brasil, mas respondem por apenas 20% das operações de crédito

Copiar o texto
04/08/2022 18:15h

Segundo o Sebrae, mais de 13 milhões de empreendedores poderão ser beneficiados

Baixar áudio

Os Microempreendedores Individuais (MEI) poderão emitir a Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e) a partir do dia 1° de janeiro de 2023. O serviço estará disponível no Portal do Simples Nacional. A informação foi divulgada pelo Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN), por meio da Resolução CGSN nº 169, do dia 27 de julho de 2022.

A emissão da NFS-e pelo Portal do Simples Nacional valerá para serviços não submetidos à incidência do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços (ICMS), de acordo com o Simples Nacional. A partir de janeiro de 2023, o MEI poderá utilizar os seguintes dispositivos:

I - emissor de NFS-e web;

II - aplicativo para dispositivos móveis; e

III - serviço de comunicação do tipo Interface de Programação de Aplicativos (API).
É importante lembrar que a NFS-e não deve ser emitida para atividades de comercialização de mercadorias e de serviços com incidência de ICMS. A emissão de NFS-e para pessoas físicas continua facultativa.

MEI pode regularizar atraso na entrega da DASN-SIMEI

Segundo o Sebrae, mais de 13 milhões de empreendedores poderão ser beneficiados. A NFS-e do MEI terá validade em todo o país, e será suficiente para fundamentação e constituição do crédito tributário. Além disso, dispensará certificação digital para autenticação e assinatura do documento emitido. 

Para o economista Carlos Eduardo Fernandes, a emissão das NFS-e facilita processos e agiliza o trabalho do MEI, permitindo melhorias. 

“Simplificando isso aumenta a produtividade da economia e melhora a arrecadação porque é uma coisa fácil, que pode ser preenchida até no próprio aparelho celular”, conclui.

A psicopedagoga Edilene Carneiro, de 54 anos, que atua como MEI em uma creche no Paranoá (DF), considera a nova forma de emissão das NFS-e mais simples e de fácil entendimento.

“Geralmente as pessoas que mexem com isso são pessoas muito novas que têm acesso e disponibilidade de mexer com computação e com essas novas tecnologias. E como é um processo bem reduzido e muito simples, qualquer um de nós consegue emitir a nota fiscal”, completa.

Em breve, os contribuintes enquadrados como MEI poderão realizar a ação por meio de um aplicativo que será disponibilizado para dispositivos móveis. A emissão será facultativa até janeiro de 2023, de maneira simplificada, com apenas 3 passos de preenchimento: CPF ou CNPJ do tomador, serviço e valor.

Após a emissão da nota pelo prestador, o programa enviará diretamente para o dispositivo móvel do tomador, que poderá visualizar todas as NFS-e recebidas.
 

Copiar o texto
29/07/2022 04:00h

Leonardo Beckmann, de Teresópolis (RJ), é um dos 370 mil empreendedores espalhados pelo Rio de Janeiro. Ele buscou apoio do Sebrae para aprimorar conhecimentos em pequenos negócios

Baixar áudio

Desde o início da carreira, o dentista Leonardo Beckmann, de Teresópolis, Rio de Janeiro, queria ter o próprio espaço para fazer atendimentos odontológicos. Após trabalhar em duas clínicas na cidade, ele deu esse importante passo na profissão e inaugurou, em uma sala reformada de 42 metros quadrados, a Beckmann Odontologia.

Esse foi o início da jornada empreendedora de Leonardo: 

“Fizemos a reforma de um consultório bem no centro da cidade de Teresópolis, onde eu pude montar o meu primeiro espaço. Não tinha secretária, chegava mais cedo, limpava, arrumava para receber o meu paciente. Após o atendimento, fazia toda a higienização para o próximo paciente, com todo cuidado no material, para que pudesse atender no outro dia.”

Com o crescimento dos atendimentos particulares e uma equipe maior, o pequeno empresário viu a necessidade de expandir: mudou a clínica para um local maior e formalizou de vez seu empreendimento. Foi aí que Leonardo decidiu buscar o apoio do Sebrae de Teresópolis para aprimorar suas competências empreendedoras. 

“Comecei meus contatos com o Sebrae através do meu primeiro curso, o Aprender a Empreender. Em 2012, fiz o Empretec, que realmente é um grande treinamento, que trabalha com as características do empreendedor de sucesso. Então, o Sebrae participou dessa trajetória toda de diversas maneiras.”

Com o todo impulso de gestão e inovação, a Beckmann Odontologia já cresceu 500% em 10 anos, em tamanho, número de clientes atendidos e faturamento. É conhecida pelo atendimento humanizado na região serrana do Rio de Janeiro. Para o futuro, o empresário deseja que a clínica se torne referência em odontologia de alta performance em todo o estado.

O Sebrae apoia pequenos negócios como o de Leonardo. São pessoas que trabalham e realizam, movimentando a economia e transformando a história de milhares de brasileiros. 

Sebrae, há 50 anos ao lado de quem fez história ontem, constrói o hoje e cria o futuro todos os dias.

Copiar o texto
29/07/2022 03:00h

Após a falência do primeiro negócio, Aline Silva Lobo buscou apoio do Sebrae para abrir empório de produtos naturais e orgânicos. São duas lojas em Macapá (AP).

Baixar áudio

A jornada de Aline Silva Lobo como empreendedora no setor alimentício começou cedo. Quando fazia faculdade em Macapá, no Amapá, ela já preparava e vendia bombons de chocolate para complementar a renda familiar. Anos depois, a então bancária descobriu um problema de saúde e, por isso, precisou cuidar melhor da alimentação.

Ela conta que foi na necessidade que viu uma oportunidade para abrir, de vez, um pequeno negócio: na cidade, eram poucos os locais focados em alimentação saudável. Foi daí que montou um restaurante na garagem da casa da mãe. 

“Esse meu problema de saúde me levou a abrir um negócio de alimentação saudável que, graças a Deus e aos poucos, foi dando certo. Na época, eu não tinha condições de abrir uma empresa legalizada. Então, trabalhei na informalidade. Mas o nosso primeiro erro foi não fazer pesquisa de mercado, não avaliar. Porque a gente começou o negócio com vontade, mas não tínhamos noção nenhuma dessa questão administrativa.”

Assim, em pouco tempo, o restaurante de Aline foi à falência. Mesmo desempregada e com uma filha recém-nascida, ela persistiu: sabia que precisava de um apoio para lidar com a parte administrativa de um negócio. Então, em 2016, ela procurou o Sebrae:

“Foi aí que buscamos a ajuda do Sebrae, dessa vez com o pé no chão, não querendo errar novamente. Tivemos consultorias para ajudar a entender melhor o nosso negócio, ajudar a administrar melhor e nós começamos a ter uma participação ativa ali, no Sebrae. Isso nos impactou de uma forma muito positiva.”

E todo esse apoio na gestão de empresas ajudou a Aline em seu novo negócio, focado em produtos naturais e orgânicos - o Empório Semente do Bem. Ela ampliou as vendas e já montou duas lojas físicas em Macapá. Em agosto, a empreendedora conta que vai inaugurar uma nova loja, desta vez em Santarém, Pará.

Para o futuro, a Aline tem o sonho de expandir o número de lojas para outras cidades do País. 

O Sebrae apoia pequenos negócios como o de Aline. São pessoas que trabalham e realizam, movimentando a economia e transformando a história de milhares de brasileiros. 

Sebrae, há 50 anos ao lado de quem fez história ontem, constrói o hoje e cria o futuro todos os dias.

Copiar o texto
28/07/2022 12:30h

Conheça a história da Adriana Marrone, que decidiu juntar seu amor pela culinária com a vontade de empreender para montar a Pipoca Imperial

Baixar áudio

Os pequenos negócios movimentam a economia do Brasil. E a região Sudeste é a que concentra o maior número de donos de negócios. Só no Rio de Janeiro, são 370 mil empreendedores, segundo o Atlas dos Pequenos Negócios.

A microempreendedora Adriana Marrone faz parte desse número: é a dona da Pipoca Imperial, empresa de Petrópolis (RJ). 

Natural de Rio Claro, interior de São Paulo, ela atuou no mercado corporativo por 20 anos até decidir que precisava realizar o desejo de ter um negócio próprio.

Adriana conta que, em 2014, assistiu um programa de TV que mostrava o crescimento do mercado de pipoca gourmet no Brasil. Então, juntou o amor pela culinária com a vontade de empreender.

“A partir de então, comecei fazer toda uma pesquisa de mercado, estudar sobre o negócio. Na ocasião, estava preparando minha mudança para Petrópolis e eu sempre gostei muito da culinária. Sempre tive comigo que, para investir, teria que investir em algo que gostasse, que amasse.”

Depois de muita pesquisa, em 2017, Adriana decidiu abrir de vez a Pipoca Imperial. E desde o início da empresa, a empresária contou com o apoio do Sebrae, em consultorias e treinamentos.

“Desde o início, sempre busquei consultorias junto ao Sebrae. Desde pesquisa de mercado até design de embalagem, porque queria criar uma proposta para a Pipoca Imperial que remetesse a história da cidade porque a consolidação da marca foi na cidade imperial.”

Durante o pico da pandemia de Covid-19, Adriana também buscou apoio do Sebrae para abrir o site da marca. A plataforma ampliou as vendas e possibilitou à empreendedora enviar seu produto para todo o Brasil. 

O apoio em gestão também ajudou a Pipoca Imperial ampliar os locais de venda. Atualmente, há pontos nas cidades do Rio de Janeiro e Porto Alegre. Mas, para Adriana, a parte mais gratificante é poder levar a história de Petrópolis no seu produto e investir na economia local.

O Sebrae apoia pequenos negócios como o de Adriana. São pessoas que trabalham e realizam, movimentando a economia e transformando a história de milhares de brasileiros. 

Sebrae, há 50 anos ao lado de quem fez história ontem, constrói o hoje e cria o futuro todos os dias.

Copiar o texto
Brasil 61