ApexBrasil

07/08/2026 04:50h

Evento promovido pela ApexBrasil e pelo MAPA debate comércio internacional, segurança alimentar e inteligência de mercado

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O Brasil passou a integrar o circuito internacional dos fóruns estratégicos de análise do agronegócio com a realização da primeira edição do Outlook Agro Brasil, promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). O encontro reuniu representantes do governo, organismos internacionais, pesquisadores, especialistas e lideranças do setor para discutir projeções para a safra 2026/27, inteligência de mercado e os desafios que devem moldar o futuro da produção e do comércio agroalimentar.

 

Ao longo da programação, o público acompanhou debates sobre agronegócio, geopolítica, segurança alimentar, mudanças climáticas, inovação, sustentabilidade e abertura de mercados. O objetivo foi ampliar o acesso a informações estratégicas capazes de apoiar a tomada de decisão de produtores rurais, cooperativas, exportadores e demais agentes da cadeia agroalimentar.

 

Na abertura do evento, o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, destacou a importância do agronegócio para as exportações brasileiras e para o desenvolvimento econômico do país.

 

"A agricultura tem tudo a ver com exportação. E exportação tem tudo a ver com o desenvolvimento econômico do Brasil. Sem exportações, o país não se desenvolve, não constrói uma política econômica estável e não fortalece sua economia. E, sem agricultura e sem agronegócio, não existem exportações brasileiras na dimensão que temos hoje. O nosso país é um parceiro confiável, estável, aberto ao diálogo, que negocia, firma acordos internacionais, reduz barreiras e fortalece suas relações comerciais", pontuou.

 

Na ocasião, Müller também enfatizou a forte relação entre o desempenho do comércio exterior e a conjuntura macroeconômica no Brasil.

 

“É muito natural a ApexBrasil estar participando desse evento, estar junto com o Ministério da Agricultura, porque política econômica no Brasil, com estabilidade, com taxa de juros tem a ver com exportação, e exportação tem a ver com agronegócio brasileiro”, afirmou.

 

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, ressaltou que a expansão do comércio internacional depende da credibilidade conquistada pelo agronegócio brasileiro e da qualidade dos produtos nacionais.

 

"As aberturas de mercado são fruto da credibilidade dos nossos produtos e da qualidade do que produzimos. Tenho certeza de que vamos ampliar ainda mais. Estamos aqui hoje não apenas para celebrar as conquistas do presente, mas, sobretudo, para planejar e construir o futuro", afirmou.

 

Também participaram do encontro o secretário de Promoção Comercial, Ciência, Tecnologia, Inovação e Cultura do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Alex Giacomelli, que destacou o papel da diplomacia na abertura de mercados; o ministro da Pesca e Aquicultura, Rivetla Edipo Araújo, que apresentou avanços para o setor pesqueiro; e o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias, que reforçou a contribuição do agronegócio para o desenvolvimento econômico e a inserção internacional do Brasil.

 

Segurança alimentar e abertura de mercados dominam debates

 

Os debates destacaram que o crescimento da demanda global por alimentos exigirá mais planejamento, inovação e cooperação internacional. Especialistas também apontaram oportunidades para ampliar a presença brasileira em mercados estratégicos, especialmente na África e na Ásia, além da necessidade de fortalecer ferramentas de inteligência capazes de antecipar cenários relacionados à segurança alimentar, à segurança energética e às mudanças climáticas.

 

Para a coordenadora de Agronegócios da ApexBrasil, Paula Soares, um dos principais resultados do Outlook Agro Brasil foi reunir especialistas de diferentes países para compartilhar perspectivas que contribuam para o planejamento estratégico do agronegócio brasileiro e reforcem o papel do Brasil como parceiro confiável no fornecimento de alimentos e energia.

 

"Trouxemos especialistas dos Estados Unidos, da China, da Argentina e esse rico debate trouxe perspectivas de como o Brasil tem um papel central na questão da segurança alimentar e no tema de biocombustíveis. Somos solução para diversos segmentos, somos parceiros de diversos países e essa discussão aqui está pautando um pouco, tanto com o setor público quanto com o setor privado", enfatizou a coordenadora.

 

Planejamento e inteligência de mercado orientam o setor

 

Especialistas nacionais e internacionais defenderam que a inteligência de mercado será cada vez mais decisiva para o planejamento do agronegócio brasileiro. Os painéis reuniram representantes do USDA, FAO, Universidade Agrícola da China, CME Group e ApexBrasil para discutir os impactos das tensões geopolíticas, das mudanças econômicas e da reorganização das cadeias globais de suprimentos sobre o comércio agroalimentar.

 

As apresentações destacaram que antecipar tendências e reduzir riscos será essencial para manter a competitividade do agronegócio diante da reorganização das cadeias globais de suprimentos. A expectativa é que informações mais qualificadas apoiem decisões de produtores, cooperativas, exportadores e investidores.

 

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06/08/2026 04:50h

Parceria com o IBRAC mira mercados como México, Canadá e Europa e pretende beneficiar até 80 empresas do setor

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Símbolo da cultura brasileira e produzida exclusivamente no país, a cachaça deve ganhar ainda mais espaço no mercado internacional. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e o Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC) assinaram, na última sexta-feira (31), um convênio de R$ 2,63 milhões para ampliar a promoção comercial da bebida em mercados estratégicos, entre eles México, Canadá e países da Europa. A iniciativa busca fortalecer as exportações, ampliar oportunidades para produtores brasileiros e consolidar a cachaça como um produto de alto valor agregado nos mercados internacionais.

 

O investimento marca o início da quarta edição do projeto setorial voltado à internacionalização da cachaça. A expectativa é beneficiar entre 70 e 80 empresas do setor por meio da participação em feiras internacionais, aproximação com compradores estrangeiros e ações de promoção comercial.

 

Segundo o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, a estratégia ganha importância diante do atual cenário do comércio internacional e da necessidade de diversificar mercados para a bebida brasileira.

 

“Vivemos um período desafiador para o comércio internacional e a cachaça também sente os impactos desse cenário em um de seus principais mercados, os Estados Unidos. Por isso, estamos investindo na diversificação de mercados, fortalecendo a promoção da bebida no México, no Canadá e na Europa, para ampliar as oportunidades de exportação do setor. Estamos falando de uma bebida genuinamente brasileira, que representa nossa cultura, gera emprego, renda e leva a imagem do Brasil para o mundo”, afirmou Müller.

 

Durante a cerimônia, Brasil e México também celebraram os dez anos do acordo de reconhecimento mútuo das indicações geográficas da cachaça e da tequila. O instrumento garante que apenas bebidas produzidas em seus respectivos países possam utilizar essas denominações, ampliando a proteção contra falsificações e valorizando dois dos principais símbolos culturais das duas nações.

 

Para o presidente do IBRAC, Vicente Bastos, o novo projeto representa mais um passo para ampliar o reconhecimento internacional da bebida brasileira. "Este novo projeto nos permite avançar com mais força na internacionalização da cachaça e fazer com que o destilado, que é símbolo da nossa cultura, seja cada vez mais reconhecido como produto de alto valor agregado no mercado internacional”, frisou Bastos.

 

Apoio da ApexBrasil abre portas para pequenos produtores

 

Entre as empresas beneficiadas pelas ações de internacionalização está a Cachaça Palmeira, produzida no Sítio Rio Palma, no Tocantins. À frente do empreendimento, o produtor Paulo Palmeira tem buscado ampliar a presença da marca no mercado externo com o apoio da ApexBrasil.

 

Segundo ele, o suporte oferecido pela Agência tem sido fundamental para preparar pequenos empreendedores para exportar e acessar novos mercados.

 

"A ApexBrasil é a que pode, no momento, me ajudar e que está abrindo as portas. E acredito que vai me levar muito longe. Estou de braços abertos, acolhendo o que a ApexBrasil pode me oferecer. Sou um pequeno empreendedor que está iniciando. Então, preciso de uma instituição de nome, uma instituição que tem credibilidade, uma instituição que sabe orientar o pequeno empreendedor”, destacou o produtor.

 

Bebida movimenta cadeia formada por pequenos produtores

 

Produzida exclusivamente no Brasil, a cachaça é um dos produtos mais tradicionais da cultura nacional e movimenta uma cadeia produtiva formada, em sua maioria, por pequenos produtores, cooperativas e empreendimentos familiares.

 

Além de ampliar as exportações, a estratégia conduzida pela ApexBrasil busca fortalecer a imagem da bebida como um produto de origem brasileira e de alto valor agregado no mercado internacional.

 

A parceria com o IBRAC e o acordo de cooperação com o México reforçam esse posicionamento ao ampliar a proteção da indicação geográfica da cachaça e valorizar sua identidade como patrimônio cultural e econômico do país.

 

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04/08/2026 04:55h

Rodadas de negócios, inteligência comercial e participação dos escritórios internacionais integram programação do E-Xport Meeting 2026

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O comércio eletrônico tem ampliado as oportunidades para empresas brasileiras alcançarem novos mercados internacionais. Nesse contexto, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) promove, em São Paulo, uma rodada de negócios que reúne 14 compradores internacionais e cerca de 40 empresas brasileiras interessadas em expandir seus negócios no mercado externo.

A iniciativa integra a programação do E-Xport Meeting 2026, evento voltado à internacionalização de empresas brasileiras por meio do comércio eletrônico. Além das rodadas de negócios, a programação reúne representantes dos sete escritórios internacionais da ApexBrasil para aproximar empresários brasileiros das oportunidades identificadas em mercados estratégicos.

Segundo o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, a proposta é ampliar a participação das empresas brasileiras no comércio eletrônico internacional.

"Nós estamos trazendo 14 compradores internacionais, que vão se encontrar com mais ou menos 40 empresas brasileiras, que querem comercializar e vender seus produtos no e-commerce. Toda a Apex está aqui, nós trouxemos todos os nossos escritórios do mundo inteiro para trazer para cá, para esse grande evento aqui em São Paulo, as oportunidades que o Brasil tem para exportar via o e-commerce."

Dados apresentados durante o evento mostram que o Brasil ocupa atualmente a 8ª posição entre os maiores mercados de comércio eletrônico do mundo e poderá registrar crescimento de 60% até 2030, em comparação com 2025. No cenário global, o e-commerce deve movimentar US$ 5,1 trilhões neste ano, consolidando-se como um dos principais canais para expansão dos negócios internacionais.

Nesta edição, o Exporta Mais Brasil, iniciativa integrada ao E-Xport Meeting, promove encontros entre compradores internacionais e empresas brasileiras dos segmentos de alimentos, bebidas, cosméticos e cuidados pessoais. A programação inclui ainda palestras, inteligência de mercado e visitas técnicas para apresentar a capacidade produtiva da indústria nacional a potenciais parceiros comerciais.

A iniciativa integra a estratégia da ApexBrasil de ampliar a presença de micro, pequenas e médias empresas brasileiras no comércio internacional, utilizando o comércio eletrônico como porta de entrada para novos mercados.

 

Escritórios internacionais aproximam empresas brasileiras de mercados estratégicos

 

Um dos diferenciais do E-Xport Meeting 2026 é a participação dos representantes dos sete escritórios internacionais da ApexBrasil, localizados nos Estados Unidos, China, Rússia, Colômbia, Índia, Emirados Árabes Unidos e Bélgica.

Durante o evento, os representantes compartilham experiências acumuladas nos principais destinos das exportações brasileiras e apresentam oportunidades identificadas em seus respectivos mercados. Também orientam empresários sobre tendências de consumo, exigências regulatórias e estratégias para ampliar a presença de produtos brasileiros no comércio eletrônico internacional.

Para a diretora de Negócios da ApexBrasil, Maria Paula Velloso, a integração entre especialistas da Agência, compradores internacionais e empresas brasileiras permite transformar informações sobre mercados externos em oportunidades concretas de negócios.

 

"Ao longo dos três dias de programação, reunimos especialistas e representantes dos escritórios da ApexBrasil em diferentes regiões do mundo para compartilhar informações sobre mercados e oportunidades. As rodadas de negócios complementam esse trabalho ao aproximar empresas brasileiras de compradores internacionais e transformar conhecimento em conexões comerciais que podem gerar novos negócios."

A participação das equipes internacionais permite que empresas brasileiras tenham acesso a informações qualificadas sobre mercados estratégicos e fortaleçam sua preparação para exportar por meio dos canais digitais.

 

Produtos brasileiros despertam interesse de compradores internacionais

 

A indústria brasileira de chocolates esteve entre os destaques do E-Xport Meeting 2026, que reuniu compradores estrangeiros interessados em conhecer fornecedores nacionais e ampliar parcerias comerciais. Como parte da programação, empresários internacionais visitaram fábricas da região de São Paulo para conhecer de perto a capacidade produtiva, a inovação e a qualidade dos produtos brasileiros antes das rodadas de negócios.

Uma das empresas visitadas foi a Mestiço Chocolates, que abriu as portas de sua nova fábrica para receber a delegação internacional. Para a fundadora da empresa, Claudia Gamba, o encontro representou uma oportunidade de apresentar o potencial da indústria brasileira diretamente a compradores de diferentes mercados.

"Foi uma honra receber esse grupo na nossa fábrica e mostrar, com muito orgulho, um pouco do chocolate brasileiro. Estamos ampliando nossa produção e essa foi a primeira vez que abrimos a fábrica para visitantes. Poder apresentar nossos produtos a compradores internacionais interessados no Brasil torna esse momento ainda mais especial."

 

As visitas técnicas integraram as ações do projeto Brasil Sweets & Snacks, desenvolvido pela ApexBrasil em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab). Paralelamente, as rodadas de negócios também reuniram empresas do segmento de cosméticos e cuidados pessoais, ampliando as oportunidades de negócios para diferentes setores da indústria brasileira.

 

Entre os participantes estava o diretor da empresa indiana Smush, Sahil Khanna, que destacou o potencial dos fornecedores brasileiros para o desenvolvimento de novos produtos no mercado indiano.

 

"Conseguimos nos reunir com muitas empresas brasileiras e estamos muito animados com a possibilidade de levar um pouco da beleza brasileira para a Índia. Estamos em busca de parceiros que possam fornecer ingredientes e produtos brasileiros para lançarmos uma linha inspirada no Brasil no mercado indiano. Encontramos empresas com grande potencial e acreditamos que essa conexão pode gerar resultados importantes para os dois países."

 

Segundo a fundadora da empresa de cosméticos indiana Smush, Smriti Mamgain, foi possível encontrar parceiros interessantes, com produtos locais, para vender na Índia.

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31/07/2026 20:30h

Fórum empresarial promovido pela ApexBrasil reforça estratégia de diversificação do comércio exterior e amplia oportunidades em setores como agronegócio, tecnologia, energia, indústria farmacêutica e defesa

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Em meio aos esforços para ampliar a presença brasileira em novos mercados internacionais, Brasil e Coreia do Sul avançaram nas negociações para fortalecer o comércio bilateral e ampliar investimentos entre os dois países. A estratégia foi reforçada na última terça-feira (28), durante o Brazil-Korea Business Roundtable, promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em parceria com a Federação de Indústrias Coreanas (FKI), em São Paulo.

O encontro reuniu o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, além de representantes do governo e lideranças empresariais dos dois países. O objetivo foi ampliar as relações econômicas e identificar novas oportunidades de negócios em setores considerados estratégicos para as duas economias.

A aproximação ganha relevância diante da estratégia brasileira de diversificar os destinos das exportações e reduzir a concentração das vendas externas em poucos mercados. Atualmente, a corrente de comércio entre Brasil e Coreia do Sul movimenta cerca de US$ 11 bilhões, mas o Brasil responde por apenas 1% das importações sul-coreanas, índice considerado abaixo do potencial da relação bilateral.

Segundo o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, a expectativa é ampliar a presença dos produtos brasileiros no mercado asiático e abrir novas oportunidades para diferentes setores da economia.

“No setor do agronegócio, no anúncio da abertura do mercado de carnes, vamos continuar com as frutas, com o café, com as nossas outras proteínas. Forte também na área de minerais raros, eles são o segundo maior produtor de semicondutores que a gente vai avançar muito com eles. E também na área de indústria, o setor farmacêutico, o setor de TI e também, principalmente, o setor da nossa indústria aeronáutica e também na indústria de defesa. Então foi um grande fórum empresarial realizado pela ApexBrasil pra gente diversificar ainda mais as exportações do nosso país.”

Entre as oportunidades apontadas durante o fórum estão a ampliação das exportações brasileiras de proteínas animais, frutas, café, etanol e biocombustíveis, além do fortalecimento da cooperação em minerais críticos, semicondutores, inteligência artificial, indústria farmacêutica, aeroespacial e defesa. A Coreia do Sul é atualmente a 13ª maior economia do mundo e o 11º maior importador global, sendo considerada um mercado estratégico para a expansão do comércio exterior brasileiro.

O encontro também resultou na assinatura de seis memorandos de entendimento entre empresas e instituições brasileiras e sul-coreanas. Os acordos abrangem áreas como promoção comercial, inovação tecnológica, pesquisa, saúde, indústria aeroespacial e defesa, fortalecendo a cooperação econômica entre os dois países.

Para o setor produtivo, o diálogo entre governos e empresas contribui para reduzir barreiras comerciais e ampliar investimentos brasileiros no exterior. O diretor de Relações Institucionais da Ambev, Rodrigo Moccia, destacou a importância da aproximação para empresas que já atuam internacionalmente.

"É uma alegria para a Ambev, uma empresa brasileira que tem operação no mundo inteiro, que gera emprego e renda localmente, poder discutir com governo de outros países, com outros empresários um pouco dos desafios que as empresas brasileiras enfrentam fora do país. Foi mais um sucesso. O presidente da Coreia esteve reunido conosco por mais de uma hora falando um pouco sobre as oportunidades de investimento lá e os desafios que a gente pode superar. Então super obrigado à Apex pelo convite. Contem com a Ambev nos próximos encontros”, destacou.

A realização do fórum ocorreu cinco meses após a missão empresarial organizada pela ApexBrasil em Seul, que reuniu cerca de 450 empresários brasileiros e sul-coreanos. A visita do presidente Lee Jae Myung ao Brasil e a assinatura de sete memorandos de cooperação entre os governos, em Brasília, reforçam o movimento de aproximação entre os dois países e a estratégia brasileira de ampliar mercados para suas exportações, atrair investimentos e fortalecer a inserção do país nas cadeias globais de valor.

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26/07/2026 04:55h

Brasil fortalece presença na África Austral e abre novas oportunidades de negócios para exportadores com estratégia da ApexBrasil

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A expansão da presença brasileira no continente africano ganhou novo impulso com uma série de ações coordenadas pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Estudos de mercado, presença nas principais feiras internacionais e missões empresariais têm ampliado as oportunidades para empresas brasileiras em países da África Austral, considerada uma das regiões mais dinâmicas do continente.

 

A iniciativa busca fortalecer a inserção do Brasil em economias que registram crescimento da demanda por alimentos, máquinas, equipamentos, soluções industriais e tecnologias, além de estreitar relações comerciais com mercados que vêm diversificando seus parceiros internacionais.

 

Mais do que expandir as exportações brasileiras, a atuação pretende posicionar o país como parceiro estratégico em uma região que reúne economias complementares, corredores logísticos importantes e crescente necessidade de investimentos em infraestrutura, agronegócio, saúde, energia e transformação industrial.

 

África do Sul concentra centenas de oportunidades para exportadores brasileiros

 

Principal economia da África Subsaariana, a África do Sul desponta como um dos mercados com maior potencial para produtos brasileiros. Em estudo recente elaborado pela ApexBrasil, foram identificadas 581 frentes de exportação para empresas nacionais, distribuídas em diversos segmentos da economia.

 

As oportunidades abrangem desde alimentos e bebidas até máquinas agrícolas, equipamentos industriais, produtos químicos, medicamentos, materiais de construção e soluções para infraestrutura. O levantamento também aponta espaço para ampliar a participação brasileira em produtos de maior valor agregado, reduzindo a concentração das exportações em commodities.

 

Além de representar um importante mercado consumidor, a África do Sul é considerada porta de entrada para outros países da África Austral, facilitando a distribuição regional de produtos brasileiros.

 

Acesse o estudo.

 

Delegação brasileira reforça presença na principal feira multissetorial de Angola

Outra frente da atuação é a presença brasileira na Feira Internacional de Luanda (FILDA), principal evento multissetorial de Angola e um dos maiores encontros de negócios da África Austral.

 

A ApexBrasil organizou uma das maiores delegações brasileiras já levadas ao evento, reunindo empresas de diferentes setores para apresentar produtos, prospectar clientes e fortalecer parcerias comerciais.

 

A ação reforça a inserção do Brasil em Angola, mercado historicamente próximo e que mantém relações comerciais favorecidas pela língua portuguesa e pelos vínculos culturais entre os dois países. A expectativa é expandir negócios em áreas como alimentos, agronegócio, saúde, tecnologia, energia e bens industriais.

 

Missão empresarial abre novas oportunidades em Moçambique

 

O fortalecimento da presença brasileira na região terá um novo marco durante a Feira Internacional de Maputo (FACIM) 2026, em Moçambique, quando o Brasil será o país homenageado do evento. A missão empresarial será realizada entre 31 de agosto e 6 de setembro, em Maputo.

 

A programação organizada pela ApexBrasil inclui participação na feira, rodadas de negócios, agendas institucionais e encontros com compradores e investidores, com foco em empresas interessadas em iniciar ou ampliar operações no mercado moçambicano e em outros países da África Austral.

 

As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas no portal da ApexBrasil, onde também estão disponíveis os critérios de participação.

 

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24/07/2026 04:50h

Evento, na Itália, debateu políticas públicas e inovação para ampliar o uso de soluções biológicas, setor que já movimenta cerca de US$ 1,2 bilhão por ano no Brasil

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O Brasil apresentou, nesta semana, a experiência nacional no desenvolvimento de bioinsumos durante a 30ª Sessão do Comitê de Agricultura da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação brasileira ocorreu em um momento de expansão global das soluções biológicas para a agricultura e teve como objetivo fortalecer a posição do país no mercado internacional, além de ampliar a cooperação entre países na adoção dessas tecnologias.

A agenda foi liderada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com os ministérios da Agricultura e Pecuária, das Relações Exteriores e a CropLife Brasil, que promoveram um evento para discutir políticas públicas, inovação, regulamentação e estratégias para ampliar o uso de bioinsumos em sistemas agroalimentares.

Para o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, o Brasil reúne condições para ocupar posição de destaque nesse mercado por aliar biodiversidade, pesquisa científica e capacidade produtiva.

“Nosso país tem desenvolvido soluções inovadoras, eficientes e adaptadas a condições desafiadoras de clima e manejo, capazes de atender às demandas de diferentes sistemas produtivos em todo o mundo. Este é um diferencial competitivo muito valorizado pelos mercados internacionais”, afirmou o presidente.

De acordo com o gerente de Agronegócio da ApexBrasil, Pedro Netto, o Brasil já figura entre os principais mercados mundiais e, só ano passado, movimentou mais de R$ 6 bilhões, teve uma área tratada de quase 200 milhões de hectares e vem ampliando sua presença nas exportações.

“Os bioinsumos são uma das bases para a agricultura tropical brasileira, eles são resultado de muita ciência e tecnologia brasileira que gera competitividade do nosso agro, então quando a gente faz um evento desse a gente mostra que o Brasil é gigante graças ao trabalho duro dos nossos cientistas e dos nossos produtores rurais”, ressaltou.

A programação contou com a participação da pesquisadora da Embrapa, Mariangela Hungria, vencedora do World Food Prize 2025, considerado o principal prêmio internacional da agricultura, além de representantes do Japão, México e Tanzânia, que compartilharam experiências sobre políticas públicas voltadas à ampliação do uso de bioinsumos.

A participação brasileira ocorreu por meio do Renera – Brazilian Bioinputs Hub, projeto desenvolvido pela ApexBrasil e pela CropLife Brasil para promover a internacionalização das empresas do setor, estimular o diálogo regulatório e ampliar oportunidades de negócios para soluções biológicas desenvolvidas no país.

Para a presidente da CropLife, Ana Repezza, a iniciativa visa conectar essa experiência brasileira aos mercados internacionais, promovendo cooperação, diálogo regulatório e novas oportunidades para as empresas nacionais. “Nosso objetivo é mostrar que o Brasil reúne biodiversidade, ciência, capacidade industrial e produção agrícola em escala para oferecer soluções que contribuam para sistemas agroalimentares mais produtivos, resilientes e sustentáveis”, afirma a presidente.

Atualmente, o mercado brasileiro de bioinsumos movimenta cerca de US$ 1,2 bilhão por ano, consolidando o Brasil entre os principais polos mundiais de inovação em soluções biológicas para a agricultura.

 

O que são bioinsumos?

 

Os bioinsumos são produtos elaborados a partir de organismos vivos, como fungos, bactérias e outros microrganismos, utilizados para controlar pragas, aumentar a fertilidade do solo e melhorar o desenvolvimento das lavouras. O uso dessas tecnologias tem crescido como alternativa para tornar a produção agrícola mais eficiente e sustentável.

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19/07/2026 04:55h

Agenda em Lisboa reuniu autoridades brasileiras e portuguesas com foco no fortalecimento da parceria internacional nas áreas de saúde, ciência, tecnologia e inovação

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A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) promoveu uma agenda de cooperação internacional em saúde em Lisboa, Portugal, que resultou na assinatura de novos acordos entre instituições brasileiras e portuguesas para ampliar a colaboração nas áreas de saúde, ciência, tecnologia e inovação. A iniciativa também buscou fortalecer a internacionalização do ecossistema de saúde brasileiro e expandir oportunidades para empresas nacionais no mercado internacional.

Entre os acordos formalizados durante o evento, estão os voltados à ampliação da cooperação científica, tecnológica e institucional entre Brasil e Portugal. Segundo a ApexBrasil, os atos assinados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) fortalecem as atividades institucionais da fundação no escritório da ApexBrasil em Lisboa. 

A cooperação entre ApexBrasil e Fiocruz foi formalizada por meio de Acordo de Cooperação Técnica. A parceria tem o objetivo de ampliar a cooperação em promoção comercial, atração de investimentos, cooperação científica e internacionalização de instituições e empresas brasileiras do setor de saúde.

A Agência também afirmou que o instrumento consolida a atuação conjunta das instituições na promoção internacional do ecossistema de saúde brasileira. 

Além disso, a Fiocruz e as universidades de Coimbra e de Aveiro também assinaram acordos, bem como um protocolo envolvendo Infarmed e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ampliar a cooperação regulatória entre Brasil e Portugal.

SUS como diferencial brasileiro

Durante o encontro, o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, destacou que o Sistema Único de Saúde (SUS) representa um dos maiores ativos do Brasil e contribui para fortalecer a imagem do país no exterior.

"Esse direito à saúde universal que o Brasil tem, esse desafio que o Brasil se colocou democraticamente de oferecer saúde a todos, de forma gratuita, de forma universal, é um grande ativo que o Brasil tem. Nós, que trabalhamos o Brasil e o que o Brasil tem de melhor, temos muito orgulho disso", afirmou Müller.

Segundo Müller, além de garantir atendimento à população brasileira, o SUS também é reconhecido internacionalmente por acolher estrangeiros que passam pelo país.

"Vocês sempre dizem que o SUS atende 220 milhões de pessoas, ou seja, todos os brasileiros. Nós brincamos que atende mais, porque volta e meia encontramos alguém, um estrangeiro, que foi atendido pelo Sistema Único de Saúde no Brasil. O nosso SUS é universal, atende a todos os brasileiros, mas também atende os estrangeiros que estão lá. Isso dá muito orgulho para a gente”, disse.

Agenda internacional

O evento contou com a participação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, da ministra da Saúde de Portugal, Ana Paula Martins, além de representantes da Fiocruz, da Anvisa, do Infarmed, das universidades de Coimbra e de Aveiro e de outras instituições parceiras.

Na avaliação do presidente da ApexBrasil, a internacionalização da saúde brasileira vai além da exportação de produtos. Segundo ele, a agenda reúne uma estratégia de construção de parcerias entre empresas, centros de pesquisa, universidades e governos com enfoque em inovação e capazes de gerar oportunidades para o Brasil. 

“O escritório da ApexBrasil em Lisboa foi concebido justamente para aproximar esses atores e transformar cooperação em desenvolvimento, negócios e inserção internacional”, afirmou.

Na avaliação do presidente da Fiocruz, Mario Moreira, os acordos representam um avanço na cooperação bilateral e abrem novas frentes de atuação conjunta entre os dois países.

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18/07/2026 04:55h

Ferramenta gratuita permite que exportadores consultem o impacto das tarifas norte-americanas sobre seus produtos

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A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) reforçou a estratégia de diversificação dos destinos das exportações brasileiras diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos e lançou um painel de inteligência comercial para auxiliar empresas a avaliar os impactos das medidas e identificar oportunidades em outros mercados.

Segundo a agência, a resposta aos desafios tarifários está baseada em ampliar a presença dos produtos brasileiros em novos mercados e fortalecer a defesa dos interesses dos setores produtivos brasileiros junto às autoridades norte-americanas.

Como parte da estratégia de apoio aos exportadores, a ApexBrasil lançou o Painel de Medidas Tarifárias dos EUA. A plataforma gratuita permite consultar, por código SH6  (seis primeiros dígitos da NCM – Nomenclatura Comum do Mercosul) ou descrição do produto, se a mercadoria está sujeita a sobretaxas, possui isenções e quais mercados internacionais podem representar alternativas de exportação.

A ferramenta também reúne informações sobre a evolução das exportações entre Brasil e Estados Unidos e acompanha medidas como as tarifas da Seção 232 (aplicadas sob justificativa de segurança nacional a setores como aço, alumínio e cobre), a tarifa temporária da Seção 122 (tarifa global de 10% adotada em fevereiro, após decisão da Suprema Corte Americana, com término previsto para o próximo dia 24) e as investigações comerciais da Seção 301 (sobre práticas comerciais brasileiras,  com tarifa de 25% a partir do dia 22 de julho), oferecendo aos exportadores informações para subsidiar o planejamento de suas operações no comércio exterior.

Clique e acesse o painel.

Alguns setores seguem mais expostos às tarifas

A participação dos Estados Unidos nas exportações brasileiras caiu de 19,1% em 2005 para 10,8% em 2025, segundo levantamento da ApexBrasil. No período, o número de estados que têm o mercado norte-americano como principal destino das vendas externas recuou de 17 para seis, enquanto a China passou a liderar em 14 estados.

Apesar da menor dependência, a exposição às tarifas varia entre os setores. Enquanto o sucroalcooleiro destina apenas 2,6% das exportações aos Estados Unidos, produtos como mel natural (84%), filés de tilápia (94,3%) e sebo bovino (96,1%) concentram grande parte das vendas no mercado norte-americano e são mais vulneráveis às medidas tarifárias.

Durante coletiva de imprensa nesta sexta (17), o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, reforçou que a agência acompanha de perto a evolução das medidas tarifárias dos Estados Unidos por meio de seu escritório no país e atua diretamente ao lado dos setores produtivos brasileiros na defesa de seus interesses.

“Estamos atuando diretamente com 20 setores apoiando na elaboração dos materiais no processo do A 301, com dados de inteligência, com posicionamento, com dados técnicos e científicos, inclusive. Nós vamos continuar o trabalho junto com o setor privado brasileiro, junto com as empresas brasileiras, junto com as entidades brasileiras na diversificação. Vamos continuar trabalhando junto com as empresas e as entidades americanas, inclusive, para aumentar a isenção nos Estados Unidos”, reforçou.

A ApexBrasil vai investir pelo menos R$ 130 milhões junto com associações e entidades parceiras em programas da agência na estratégia de diversificação, que será anunciada no início de agosto.

Müller ressaltou ainda que a agência vai trabalhar para ampliar a presença de produtos isentos no mercado americano.
A ApexBrasil treinou cerca de 20 setores produtivos para a defesa de interesses e forneceu consultoria individualizada para dez deles formularem suas defesas técnicas e participarem de audiências públicas nos Estados Unidos. Entre os resultados está a exclusão dos quartzitos brasileiros da lista de produtos sobretaxados, conquista obtida pelo setor de rochas ornamentais.

Mesmo diante desse cenário, o Brasil registrou recorde de US$ 348,3 bilhões em exportações em 2025.

Diversificação de mercados

A ApexBrasil estruturou sua atuação em frentes para reduzir os impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos, apostando na diversificação de mercados e na defesa dos interesses dos exportadores brasileiros.

No ano passado, a agência realizou mais de 80 ações de promoção comercial, conectando 2.400 empresas a novos mercados. Após a adoção das barreiras comerciais norte-americanas, 72% das empresas apoiadas conseguiram abrir pelo menos um novo destino para exportação.

A estratégia também prevê a ampliação da atuação em mercados como União Europeia, México, Canadá, América Central e Caribe.

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10/07/2026 17:45h

Levantamento divulgado durante o Conexões Produtivas destaca o potencial exportador de SC e aponta novas frentes de negócios

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A segunda edição do Conexões Produtivas, realizada em Itajaí (SC), apresentou um panorama das oportunidades de negócios para empresas catarinenses no contexto do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o encontro reuniu empresários, especialistas e representantes de instituições públicas para discutir os impactos do tratado sobre a competitividade da indústria brasileira.

Durante o evento, foi divulgado um estudo de inteligência comercial que identificou 805 oportunidades estratégicas de exportação para empresas de Santa Catarina no mercado europeu, com predominância de produtos da indústria de transformação. O levantamento considera tanto segmentos em que o estado já possui forte presença internacional quanto nichos com potencial de expansão.

Os dados reforçam a relevância de Santa Catarina no comércio exterior brasileiro. Em 2025, o estado exportou US$ 12,197 bilhões, sendo US$ 1,356 bilhão destinados aos países da União Europeia, o equivalente a aproximadamente 11% das exportações catarinenses. Atualmente, 761 empresas do estado mantêm operações de exportação para o bloco europeu.

"Em Santa Catarina, um estado marcado pela força da indústria de transformação, o Conexões Produtivas apresentou as principais oportunidades que o acordo Mercosul-União Europeia oferece aos empresários brasileiros no mercado europeu", afirmou o diretor de Gestão Corporativa da ApexBrasil, Floriano Pesaro.

O estudo evidencia o protagonismo da indústria catarinense em diversos segmentos de maior valor agregado. O estado responde por 99,1% das exportações brasileiras de motores elétricos polifásicos de média potência destinadas à União Europeia, além de concentrar 98,2% das vendas de motores elétricos de alta potência e 80,2% das exportações de compressores frigoríficos para o bloco.

Gustavo Ribeiro, gerente de Inteligência de Mercado da ApexBrasil, destacou que o perfil catarinense altamente industrializado é a maior vantagem competitiva do estado para absorver as novas vantagens comerciais. "Em Santa Catarina, o estado da indústria da transformação, o Conexões Produtivas veio mostrar que o acordo Mercosul-União Europeia tem de melhor para os empresários brasileiros e as grandes oportunidades na Europa", disse.

O desempenho também se destaca na indústria moveleira. Santa Catarina representa 85,7% das exportações brasileiras de móveis de madeira para escritórios e 79,5% das vendas de móveis para dormitórios destinadas ao mercado europeu. O estado também lidera as exportações nacionais de transformadores elétricos, relés de baixa tensão e obras moldadas de ferro ou aço para a União Europeia.

As oportunidades identificadas abrangem tanto produtos já consolidados nas exportações catarinenses quanto mercados em que a participação ainda é reduzida, como máquinas de lavar e adubos, ampliando o potencial de diversificação da pauta exportadora.

Entre os efeitos esperados com a implementação do acordo Mercosul-União Europeia estão a ampliação do comércio bilateral, o aumento da competitividade da indústria nacional, a geração de empregos, o crescimento dos salários reais e a redução dos preços de produtos no mercado interno.

O tratado também prevê a eliminação gradual de tarifas de importação atualmente aplicadas a diversos produtos industriais, entre eles porcas, parafusos, partes de compressores, instrumentos odontológicos e válvulas redutoras.

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02/07/2026 04:45h

Transição energética, infraestrutura digital, minerais críticos e economia de dados estiveram no centro dos debates promovido pela ApexBrasil

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A transformação do Brasil de exportador bruto de matérias-primas em um polo de processamento industrial sustentável, com maior valor agregado, esteve no centro dos debates do II Fórum de Investimentos Brasil-União Europeia, realizado na última semana pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e a União Europeia, em colaboração com o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI).

O encontro reuniu autoridades, empresários e especialistas para discutir os desafios e as oportunidades da cooperação entre Brasil e União Europeia em áreas estratégicas, como transição energética, infraestrutura digital e inteligente, minerais críticos, economia de dados e cadeias de valor sustentáveis. Os debates seguiram as diretrizes da agenda Global Gateway, estratégia da União Europeia que prevê mobilizar até 300 bilhões de euros em investimentos sustentáveis em infraestrutura entre 2021 e 2027

A cerimônia de abertura contou com a participação do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Fernando Elias Rosa; da ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck; do comissário europeu para Parcerias Internacionais, Jozef Síkela; do presidente da ApexBrasil, Laudemir André Müller; além de outros ministros de Estado e integrantes da comitiva diplomática europeia. 

Na ocasião, Jozef Síkela afirmou que o fórum simboliza uma parceria baseada em benefícios mútuos, prioridades compartilhadas e impactos de longo prazo

"Estou aqui por um motivo: fortalecer a parceria entre a União Europeia e o Brasil. Nesta sala estão inovadores e líderes, tanto do Brasil quanto da União Europeia, capazes de transformar ideias em oportunidades e investimentos em crescimento, segurança e empregos. Considerem este fórum um espaço onde acordos concretos podem acontecer", disse. 

Acordo Mercosul-União Europeia

Um dos destaques da programação foi a análise técnica do Acordo Mercosul-União Europeia. Especialistas apresentaram estudos sobre os impactos macroeconômicos da parceria e as oportunidades de redução tarifária para produtos brasileiros, reforçando o potencial do acordo para ampliar a integração comercial entre os blocos

Durante o fórum, o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, destacou o papel da agência na atração de investimentos estrangeiros, especialmente de origem europeia, e ressaltou o desempenho recente do Brasil no comércio internacional. 

“No ano passado, o Brasil exportou US$ 348 bilhões, um recorde de exportação. Atraímos US$ 77 bilhões em investimentos estrangeiros. Com a Europa, inclusive, o Brasil teve um recorde no fluxo de comércio de US$ 100 bilhões, mesmo em um momento dos mais complexos do mercado internacional”, afirmou. 

A programação também incluiu painéis sobre Indústria Verde e o programa Global Gateway. Os debates abordaram o potencial brasileiro para atrair recursos destinados à bioeconomia e aos projetos sustentáveis, além das oportunidades de investimentos na modernização da infraestrutura de transportes, dos complexos portuários e da infraestrutura digital do país

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