Indicadores

23/09/2021 09:20h

No mercado financeiro, o preço da saca de 60 quilos do milho teve recuo de 0,53% e é negociada a R$ 91,59

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A saca de 60 quilos do café arábica começou a quinta-feira (23) com alta de 0,53% no preço e é vendida a R$ 1.069,03 na cidade de São Paulo. O café robusta também teve elevação no valor. A alta foi de 0,61% e a saca é comercializada a R$ 786,88 para retirada no Espírito Santo.

O açúcar cristal registrou alta de 0,19% e o produto é vendido a R$ 143,81 em São Paulo. Em Santos, no litoral paulista, o valor da saca de 50 quilos, sem impostos, subiu 0,98% e a mercadoria é comercializada a R$ 138,73.

No mercado financeiro, o preço da saca de 60 quilos do milho teve recuo de 0,53% e é negociada a R$ 91,59. Em Cascavel, no Paraná, o preço é R$ 91. Em Rondonópolis, no Mato Grosso, o milho é vendido a R$ 78. Em Uberaba, Minas Gerais, o preço à vista é R$ 92. Os valores são do Canal Rural e Cepea. 
 

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23/09/2021 09:15h

No mercado financeiro, o preço da carcaça suína especial teve salto de 0,29% e o produto é negociado a R$ 10,51

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A cotação da arroba do boi gordo começou a quinta-feira (23) com queda de 0,43% e o produto é negociado a R$ 299,30 em São Paulo. Em Goiânia, o produto é vendido à vista a R$ 282,50. Já em Barretos e Araçatuba, em São Paulo, a arroba é comercializada a R$ 295,50. 

O preço do quilo do frango congelado teve variação negativa de 2,48% e o produto é vendido a R$ 8,25. Já o preço do frango resfriado teve diminuição de 1,64% e a mercadoria é comercializada a R$ 8,40.

No mercado financeiro, o preço da carcaça suína especial teve salto de 0,29% e o produto é negociado a R$ 10,51. Em Minas Gerais, o suíno vivo é vendido a R$ 7,49. No Paraná, o produto é comercializado à vista a R$ 6,85. Os valores são do Canal Rural e Cepea.


 

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21/09/2021 09:40h

No mercado financeiro, o preço da carcaça suína especial teve salto de 0,49% e o produto é negociado a R$ 10,26

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A cotação da arroba do boi gordo começou a terça-feira (21) com queda de 0,78% e o produto é negociado a R$ 300,40 em São Paulo. Em Goiânia, o produto é vendido à vista a R$ 283,50. Já em Barretos e Araçatuba, em São Paulo, a arroba é comercializada a R$ 295,50. 

O preço do quilo do frango congelado teve variação positiva de 0,47% e o produto é vendido a R$ 8,55. Já o preço do frango resfriado teve elevação de 0,35% e a mercadoria é comercializada a R$ 8,60.

No mercado financeiro, o preço da carcaça suína especial teve salto de 0,49% e o produto é negociado a R$ 10,26. Em Minas Gerais, o suíno vivo é vendido a R$ 7,31. No Paraná, o produto é comercializado à vista a R$ 6,69. Os valores são do Canal Rural e Cepea.


 

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21/09/2021 09:40h

No mercado financeiro, o preço da saca de 60 quilos do milho teve recuo de 0,92% e é negociada a R$ 92,81

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A saca de 60 quilos do café arábica começou a terça-feira (21) com queda de 1,10% no preço e é vendida a R$ 1.062,73 na cidade de São Paulo. Já o café robusta teve elevação no valor. A alta foi de 1,14% e a saca é comercializada a R$ 771,55 para retirada no Espírito Santo.

O açúcar cristal registrou alta de 2,73% e o produto é vendido a R$ 144,34 em São Paulo. Em Santos, no litoral paulista, o valor da saca de 50 quilos, sem impostos, subiu 2,04% e a mercadoria é comercializada a R$ 136,77.

No mercado financeiro, o preço da saca de 60 quilos do milho teve recuo de 0,92% e é negociada a R$ 92,81. Em Cascavel, no Paraná, o preço é R$ 92. Em Rondonópolis, no Mato Grosso, o milho é vendido a R$ 78. Em Uberaba, Minas Gerais, o preço à vista é R$ 94. Os valores são do Canal Rural e Cepea. 

 

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Economia
10/09/2021 03:00h

Wellington Fagundes (PL/MT) acredita que índices de situação financeira, desempenho, confiança e perspectivas continuarão crescendo nos próximos meses

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A melhoria dos principais indicadores das pequenas indústrias no segundo semestre de 2021 se explica pelo avanço da vacinação e consequente aumento da produção, além do pagamento do auxílio emergencial. Essa é a avaliação do senador Wellington Fagundes (PL/MT) em entrevista ao portal Brasil61.com
 
De acordo com o Panorama da Pequena Indústria, publicado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em agosto, as micro e pequenas empresas apresentaram crescimento no Índice de Situação Financeira e em outros indicadores que medem o desempenho, a confiança e as perspectivas dos empresários entre abril e junho. 
 
“Acredito que este aumento no índice de situação financeira das pequenas indústrias se dá pelo avanço da vacinação no Brasil, que está – principalmente – atingindo faixas etárias que incluem a população economicamente ativa, à normalização dos níveis de volume de produção. O auxílio emergencial, pago pelo Governo Federal durante a pandemia, também contribuiu para que as pessoas continuassem economicamente ativas. A população está, aos poucos, e ainda com cautela, voltando aos hábitos de produção e consumo”, acredita. 

Indicadores da pequena indústria apresentam resultados positivos no segundo trimestre

Pronampe

Um dos indicadores que compõem o panorama, o Índice de Situação Financeira encerrou o trimestre entre abril e junho com a marca de 42,3 pontos. O resultado é 4,5 pontos percentuais acima do que foi registrado nos três primeiros meses do ano e, de acordo com a pesquisa, é consequência da maior produção e faturamento dessas empresas, que também contaram com acesso facilitado ao crédito, como o obtido por meio do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).
 
O Pronampe é um programa que oferece empréstimos a juros mais baixos e com prazos extensos para o pagamento aos pequenos e médios empresários. Criado em 2020 para ajudar as micro e pequenas empresas a enfrentar a crise econômica causada pela pandemia da Covid-19, o Pronampe concedeu mais de R$ 37,5 bilhões em linhas de crédito para cerca de 517 mil empreendedores no ano passado. 
 
Este ano, com a persistência da crise sanitária e econômica, o Congresso Nacional aprovou um projeto de lei que tornou o programa permanente. Até dezembro, o Governo Federal vai disponibilizar R$ 5 bilhões em garantia para os empréstimos, valor que com a participação da iniciativa privada pode chegar aos R$ 25 bilhões. 
 
Segundo Welinton Mota, diretor tributário da Confirp, empresa que presta consultoria para micro e pequenas empresas, a consolidação do Pronampe foi fundamental para a melhoria da situação financeira desses negócios. 
 
“O Pronampe foi um dos fatores que fez com que os pequenos negócios se mantivessem e, pelo fato de se manter, eles tiveram que pegar dinheiro emprestado para se financiar e continuaram vivos. Por conta disso, a economia retomou e agora esse crescimento se deve, com certeza, ao Pronampe”, avalia. 
 
O senador Wellington Fagundes concorda: “a liberação de rodadas do Pronampe e depois a aprovação da lei que o torna permanente colaborou para essa retomada do crescimento das pequenas indústrias.”
 
Para o especialista, com o avanço da imunização das pessoas que movimentam a economia, sobretudo os que estão no mercado de trabalho, os micro e pequenos negócios vão permanecer em ascensão. “Nós que trabalhamos aqui no mercado contábil, a gente sabe, a gente vê os balanços das empresas melhorando. Então, nós acreditamos, sim, que a economia vai retomar daqui por diante e que esses índices vão melhorar ainda mais”, estima o diretor tributário da Confirp.

Panorama positivo

Segundo o levantamento, outros indicadores ajudam a explicar o otimismo em torno das pequenas indústrias. O Índice de Desempenho das pequenas empresas registrou aumento de 3,9 pontos entre abril e maio (de 43,7 para 47,6 pontos) e de 0,7 ponto entre maio e junho, passando de 47,6 pontos para 48,3 pontos. 
 
Já o indicador que mede a confiança do pequeno empresário industrial encerrou o segundo trimestre em 60 pontos, resultado bem acima da média histórica, que é de 52,5 pontos. 

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30/07/2021 17:55h

Nesta edição vamos falar sobre os principais acontecimentos no portal Brasil61.com durante a semana, que foi marcada pela estreia dos Jogos Olímpicos em Tóquio e medalhas inéditas do Brasil.

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Nesta sexta-feira (30), vamos falar sobre os principais acontecimentos abordados no portal Brasil61.com durante a semana, que foi marcada pela estreia dos Jogos Olímpicos em Tokyo e medalhas inéditas do Brasil.

Sobre educação, estudantes de diferentes partes do país voltam às salas de aula a partir da primeira semana de agosto e além dos novos protocolos para evitar a disseminação do coronavírus, os estudantes também começam a ter contato com novos currículos no ensino médio. Além disso, tratamos das geadas que atingiram plantações importantes para a produção nacional e pressionaram o preço do café.

Quer saber tudo? Aperte o play e escute o Giro Brasil 61.

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27/07/2021 09:15h

No mercado financeiro, o preço da carcaça suína especial teve salto de 0,69% e o produto é negociado a R$ 10,27

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A cotação da arroba do boi gordo começou a terça-feira (27) com alta de 0,28% e o produto é negociado a R$ 321,50 em São Paulo. Em Goiânia, o produto é vendido à vista a R$ 298,50. Já em Barretos e Araçatuba, em São Paulo, a arroba é comercializada a R$ 308,50. 

O preço do quilo do frango congelado não sofreu variação e o produto ainda é vendido a R$ 7,68. O preço do quilo do frango resfriado também não mudou e a mercadoria ainda é comercializada a R$ 7,68.

No mercado financeiro, o preço da carcaça suína especial teve salto de 0,69% e o produto é negociado a R$ 10,27. Em Minas Gerais, o suíno vivo é vendido a R$ 6,99. No Paraná, o produto é comercializado à vista a R$ 6,45. Os valores são do Canal Rural e Cepea.

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27/07/2021 09:15h

No mercado financeiro, o preço da saca de 60 quilos do milho teve salto de 0,64% e é negociada a R$ 100,63

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A saca de 60 quilos do café arábica começou a terça-feira (27) com alta de 5,79% no preço e é vendida a R$ 1.067,27 na cidade de São Paulo. O café robusta também teve elevação no valor. A alta foi de 2,96% e a saca é comercializada a R$ 583,57 para retirada no Espírito Santo.

O açúcar cristal registrou aumento de 0,56% e o produto é vendido a R$ 117,61 em São Paulo. Em Santos, no litoral paulista, o valor da saca de 50 quilos, sem impostos, subiu 0,65% e a mercadoria é comercializada a R$ 114,71.

No mercado financeiro, o preço da saca de 60 quilos do milho teve salto de 0,64% e é negociada a R$ 100,63. Em Cascavel, no Paraná, o preço é R$ 103. Em Rondonópolis, no Mato Grosso, o milho é vendido a R$ 87. Em Uberaba, Minas Gerais, o preço à vista é R$ 97. Os valores são do Canal Rural e Cepea. 

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23/07/2021 03:00h

No primeiro trimestre, atividade industrial do estado do Rio de Janeiro recuou

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A atividade industrial teve quedas em maio, mas se mantém em patamares observados antes da pandemia de Covid-19. De acordo com levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), houve retrações significativas nas horas trabalhadas na produção e na Utilização da Capacidade Instalada (UCI).O conselheiro Lauro Chaves Neto, do Conselho Federal de Economia, detalha os motivos que levaram a atividade industrial a recuperar os patamares pré-pandemia. 

“Isso se deve à reestruturação das cadeias de suprimento e logística e à retomada das cadeias de distribuição para o varejo, para o atacado e, principalmente, para algumas rotas de exportação. Nesse período da pandemia, a indústria brasileira conseguiu se reinventar e promoveu inovações muito importantes nos seus processos, o que gerou um ganho de produtividade que também explica essa retomada”, disse o especialista.

Para o deputado Paulo Ganime (Novo/RJ), um melhor desempenho da atividade industrial do País passa, necessariamente, pela realização de uma reforma tributária. “A gente precisa rever a estrutura tributária. A reforma tributária ampla do Brasil é fundamental, revendo todos os impostos sobre consumo: PIS, COFINS, ICMS, IPI e ISS”, defende. 

Atividade industrial de maio atinge patamares pré-pandemia

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Indicadores Industriais

Segundo o levantamento da CNI, as horas trabalhadas na produção tiveram queda de 1,8% em maio, em relação a abril de 2021. Considerando os números de março e abril, o indicador mostra uma tendência de queda em 2021.

O faturamento aumentou 0,7% de abril para maio, mas vem oscilando entre altas e quedas desde o início do ano. Segundo os pesquisadores da CNI, o indicador apresenta uma tendência de queda, pois as altas não têm compensado as retrações.

Já a UCI teve uma pequena retração de 0,3 ponto percentual em maio, em comparação com abril, mas atingiu 81,6% - o terceiro mês consecutivo acima de 80%, o que não ocorria desde o período entre novembro de 2014 e janeiro de 2015.

Arte: Brasil 61

Outros dados do levantamento apontam que o emprego na Indústria de Transformação reforçou a tendência de alta em maio, com crescimento de 0,5% em relação a abril. Já a massa salarial voltou a cair após dois meses de alta, com retração de 0,8% em maio, em comparação ao mês anterior. Além disso, o rendimento médio registrou queda de 2,5% no quinto mês de 2021.

Índice de Confiança

O levantamento mais recente da CNI mostra que o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) aumentou 0,3 ponto em julho de 2021, atingindo 62 pontos. Essa é a terceira alta consecutiva e mantém o indicador no patamar de confiança, acima dos 50 pontos. Desde maio, o ICEI acumula crescimento de 8,3 pontos.

Lauro Chaves Neto destaca as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) como razão para o aumento da confiança no setor produtivo. “O setor produtivo e também o industrial retomam a confiança pela expectativa de crescimento do PIB acima de 4,5% em 2021 e a continuidade dessa retomada para 2022. E, sobretudo, pela retomada da agenda de reformas, a qual o setor produtivo imputa como prioritárias para a melhoria da produtividade e a redução do Custo Brasil”.

Arte: Brasil 61

Economia dos estados

No estado do Rio de Janeiro, o índice de evolução da produção oscilou nos três primeiros meses do ano. O indicador fechou em 45,1 pontos em janeiro, 44,2 em fevereiro e atingiu os 48 pontos em março. Os dados são os mais recentes divulgados pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). No entanto, no quadro geral, a atividade industrial fluminense estava em queda no primeiro trimestre, o que ocorre quando os índices estão abaixo dos 50 pontos. 

A Utilização da Capacidade Instalada, por sua vez, apresentou estabilidade no primeiro trimestre, ao encerrar em 61% no mês de março. O indicador ficou 6,6 pontos percentuais acima do registrado no mesmo mês do ano passado (54,4%). No entanto, a UCI ficou abaixo da média histórica, que é de 64,2%. 

O deputado federal Paulo Ganime (Novo/RJ) destaca que o Rio de Janeiro passa por um processo de desindustrialização nas últimas décadas, sobretudo por conta da insegurança, expressa nos constantes roubos de cargas e devido à alta carga tributária. “O ICMS do Rio é o mais alto do Brasil. A gente acaba colocando o ICMS muito alto com o objetivo teórico de aumentar a arrecadação, mas que na prática afugenta quem investe aqui no Rio”, critica. 

Ganime acredita que investir em infraestrutura será fundamental para que a economia e, por consequência, a indústria local, voltem a crescer após a pandemia. “A gente precisa ter rodovias, inclusive ferrovias que consigam alimentar a indústria, como também servir de válvula para a distribuição das indústrias que estão aqui no Rio. Assim como também a questão da segurança. Não tem como a gente trazer mais indústrias, até mesmo manter as indústrias, se a gente não tratar devidamente a questão do roubo de carga e da segurança como um todo”, ressalta. 

O economista Lauro Chaves Neto ressalta que os estados que criaram melhores condições de investimento e infraestrutura para os negócios, com redução de burocracias, conseguem se destacar com indicadores industriais melhores do que a média nacional. Ele também reforça a importância do debate do Pacto Federativo no Congresso Nacional. “Nós precisamos fortalecer cada vez mais a distribuição de recursos para os estados e principalmente para os municípios, porque quando há essa descentralização, você promove a economia local; e só o desenvolvimento local vai ajudar a combater as desigualdades e a redução da pobreza extrema.”

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19/07/2021 05:00h

Cenário é resultado da retomada do consumo e da própria sazonalidade

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Atividade industrial teve quedas em maio, mas se mantém em patamares observados antes da pandemia de Covid-19. De acordo com levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), houve retrações significativas nas horas trabalhadas na produção e na Utilização da Capacidade Instalada (UCI).
Segundo o deputado Alexis Fonteyne (NOVO-SP), o cenário é resultado da retomada do consumo e da própria sazonalidade.

“O primeiro fator positivo é a vacinação; a demanda reprimida começa a ser desrepresada; as pessoas voltam a consumir e viajar. Existe um segundo fator que é a sazonalidade. O Brasil retoma a sua economia no mês nove e dez; tem vendas bem altas no Natal, começo do ano, Carnaval, férias, e tem uma queda natural por volta de abril e maio. Todos os anos nós temos essa curva”, explica.

O conselheiro Lauro Chaves Neto, do Conselho Federal de Economia, ressalta que a atividade industrial no Brasil praticamente recuperou o patamar pré-pandemia.

“Isso se deve à reestruturação das cadeias de suprimento e logística e à retomada das cadeias de distribuição para o varejo, para o atacado e, principalmente, para algumas rotas de exportação. Nesse período da pandemia, a indústria brasileira conseguiu se reinventar e promoveu inovações muito importantes nos seus processos, o que gerou um ganho de produtividade que também explica essa retomada.”

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Indicadores Industriais

Segundo o levantamento da CNI, as horas trabalhadas na produção tiveram queda de 1,8% em maio, em relação a abril de 2021. Considerando os números de março e abril, o indicador mostra uma tendência de queda em 2021.

O faturamento aumentou 0,7% de abril para maio, mas vem oscilando entre altas e quedas desde o início do ano. Segundo os pesquisadores da CNI, o indicador apresenta uma tendência de queda, pois as altas não têm compensado as retrações.

Já a UCI teve uma pequena retração de 0,3 ponto percentual em maio, em comparação com abril, mas atingiu 81,6% - o terceiro mês consecutivo acima de 80%, o que não ocorria desde o período entre novembro de 2014 e janeiro de 2015. 

“Nós temos um ambiente muito favorável para uma retomada sólida, sem grandes voos de galinha, sem coisas insustentáveis. Mas observamos que no mercado interno hoje há uma escassez de matérias primas, porque o mundo também estava tendo uma demanda reprimida que se desrepresa agora. Obviamente, em uma economia globalizada, o Brasil compete com o resto do mundo na questão de demandas e de valores”, comenta o deputado Alexis Fonteyne. De acordo com o parlamentar, as principais matérias primas em escassez são aço, resina e pigmentos.

Outros dados do levantamento apontam que o emprego na Indústria de Transformação reforçou a tendência de alta em maio, com crescimento de 0,5% em relação a abril. Já a massa salarial voltou a cair após dois meses de alta, com retração de 0,8% em maio, em comparação ao mês anterior. Além disso, o rendimento médio registrou queda de 2,5% no quinto mês de 2021.

Índice de Confiança

O levantamento mais recente da CNI mostra que o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) aumentou 0,3 ponto em julho de 2021, atingindo 62 pontos. Essa é a terceira alta consecutiva e mantém o indicador no patamar de confiança, acima dos 50 pontos. Desde maio, o ICEI acumula crescimento de 8,3 pontos.

O deputado Alexis Fonteyne comenta os motivos para o aumento da confiança do empresário na indústria. “A pandemia está terminando e mundialmente está tendo uma demanda muito grande por commodities. Aqui no Brasil existe uma dificuldade muito grande para conseguir matérias-primas, porque o mundo está consumindo mais. Esse é um sentimento que todo industrial tem quando há falta de matéria-prima; é porque a atividade econômica está retomando e todo mundo se prepara para isso." 

Segundo o parlamentar, mesmo as commodities brasileiras estão com aumento relevante de preços, principalmente porque os valores no mercado externo também estão altos.

O conselheiro econômico, Lauro Chaves Neto, destaca as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) como razão para o aumento da confiança no setor produtivo.

“O setor produtivo e também o industrial retomam a confiança pela expectativa de crescimento do PIB acima de 4,5% em 2021 e a continuidade dessa retomada para 2022. E, sobretudo, pela retomada da agenda de reformas, a qual o setor produtivo imputa como prioritárias para a melhoria da produtividade e a redução do Custo Brasil”, observou o especialista. 

Economia dos Estados

No estado de São Paulo, a produção do setor industrial apresentou avanço de 8,9 pontos e encerrou o mês de maio com 52,5 pontos. O dado também é da CNI, divulgado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP). O resultado é o melhor para o estado desde novembro de 2020, quando ficou em 53,3 pontos.

A Utilização da Capacidade Instalada na indústria paulista fechou em 73% em maio, com crescimento de 3% em relação a abril. O indicador está 5,5 pontos acima da média histórica para o mês de maio no estado.

O deputado Alexis Fonteyne (NOVO-SP) comenta os benefícios da aceleração da atividade industrial para a economia dos estados e municípios. “Todos os reflexos positivos disso vão para estados e municípios. Nos estados, com mais vendas, tem maior aumento de ICMS. E para os municípios, uma vez que tenha maior produção, há mais salários e também maior consumo.”

O economista Lauro Chaves Neto ressalta que os estados que criaram melhores condições de investimento e infraestrutura para os negócios, com redução de burocracias, conseguem se destacar com indicadores industriais melhores do que a média nacional. Ele também reforça a importância do debate do Pacto Federativo no Congresso Nacional.

“Nós precisamos fortalecer cada vez mais a distribuição de recursos para os estados e principalmente para os municípios, porque quando há essa descentralização, você promove a economia local; e só o desenvolvimento local vai ajudar a combater as desigualdades e a redução da pobreza extrema.”

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Brasil 61