Agronegócio

20/10/2021 19:55h

De acordo com o indicador CEPEA/B3, a arroba do boi gordo teve queda de 9,84% no acumulado de outubro

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O preço da arroba do boi gordo teve queda de mais de 3,5%, em São Paulo, sendo comercializada, nesta quinta-feira (21), a R$ 262,90. Em Belo Horizonte (MG), o preço da arroba do boi gordo está estável, com venda a R$ 259. Em Goiânia (GO), a arroba do boi gordo é vendida a R$ 254 e em Cuiabá (MT), a R$ 251. 

O preço do quilo do frango congelado teve queda de quase 0,5%, sendo comercializado em São Paulo, a R$ 8,07. Em Santa Catarina e em Porto Alegre, o quilo do frango é vendido a R$ 8,10.

Brasil prevê reduzir emissão de 1 bilhão de toneladas de gases do efeito estufa na agricultura até 2030

O preço da carcaça do suíno teve alta de quase 0,5% em São Paulo, com venda a R$ 10,32 o quilo. No Paraná, o quilo da carcaça do suíno é comercializado a R$ 10 e em Santa Catarina, a R$ 10,10.

Os valores são do Canal Rural e Cepea.
 

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18/10/2021 20:05h

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento divulgou que país reduziu a emissão de CO² em 46% acima das metas traçadas para o período de 2010 a 2020

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Nos próximos dez anos, o Brasil deve ampliar as áreas agropecuárias sustentáveis para reduzir em mais de 1 bilhão de toneladas a emissão de gases de efeito estufa (GEE). No período de 2010-2020 o país superou a meta traçada em 46%.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (18) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA, durante o lançamento das novas metas de consolidação da economia de baixa emissão de carbono na agropecuária, no âmbito do programa ABC+. O plano prevê ampliar as áreas  com uso de tecnologias e práticas sustentáveis em 72 milhões de hectares, até 2030.

Na última década - entre 2010 e 2020 – o País tinha a missão de alcançar 35 milhões de hectares manejados com algum tipo de tecnologia de baixo carbono. Entretanto, o resultado foi 46% acima das expectativas iniciais, com cerca de 52 milhões de hectares adaptados à sustentabilidade no campo, que contribuíram na redução de cerca de 170 milhões de toneladas de CO² na atmosfera. 

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Para isso, o Governo Federal investiu na conscientização dos produtores para as práticas e na adoção das tecnologias de emissão de baixo carbono, como recuperação de pastagens degradadas, sistemas de plantio direto, florestas plantadas, fixação biológica de nitrogênio e tratamento de dejetos de animais. 

“Trata-se de uma das mais ambiciosas políticas públicas de agropecuária do mundo, que traça metas ousadas para aprimorar a sustentabilidade da produção brasileira ao longo da próxima década, e manter o Agro na vanguarda dos esforços de enfrentamento da mudança do clima”, disse Teresa Cristina, ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. 

O MAPA vai manter o estímulo e a conscientização do produtor para adoção e manutenção de sistemas agropecuários sustentáveis, de forma a promover aumento da produtividade e da renda das propriedades, capacitando e divulgando as tecnologias de baixo carbono entre os produtores rurais. 

O Governo Federal também pretende aumentar os investimentos nas pesquisas de estímulo ao desenvolvimento de técnicas e sistemas, produtos e processos produtivos de baixo carbono, por meio do próprio MAPA, além de Embrapa e Senar. 

Além disso, pretende criar mecanismos de reconhecimento do trabalho do produtor sustentável, em que a produção seja valorizada. Ou seja, a ideia é agregar valor “verde” aos frutos do investimento do agricultor e do pecuarista. 

Por fim, o ABC+ prevê a implementação de instrumentos de comercialização de créditos de redução de gases de efeito estufa (GEE) aos produtores e a maior interação com as instituições financeiras provedoras de financiamentos ao setor. 

“Estamos trabalhando em conjunto – com os demais ministérios do governo – para um Brasil melhor, mais verde, e, principalmente, mostrando para o produtor que, se ele produzir de maneira sustentável, ele terá mais renda”, pontuou a ministra do MAPA. 

Nos municípios

A Associação Brasileira de Municípios (AMB), por exemplo, coordena ações de orientação aos gestores municipais para combate ao desmatamento e diminuição da emissão de gases do efeito estufa nas cidades. A iniciativa é fruto de diretrizes traçadas pelo Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia, que pretende estabelecer as metas do Acordo de Paris nos municípios do País.

O tratado é um compromisso mundial assinado por 195 países no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (CQNUMC), que rege medidas de redução de emissão de gases de efeito estufa a partir de 2020. O objetivo é conter o aumento do aquecimento global em 1,5°C, reforçando a capacidade dos países de se desenvolverem em um contexto sustentável.

 

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18/10/2021 17:30h

As novas alternativas para suprimento de insumos agrícolas atendem ao crescimento da demanda por insumos minerais utilizados como matéria-prima para a fabricação de fertilizantes químicos, além de responder à forte dependência do mercado externo

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O Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM) divulgou mais um informe de recursos minerais em sua base de dados gratuita RiGEO. A empresa publicou o estudo "Avaliação do Potencial de Fosfato no Brasil: Investigação na Formação Jandaíra, Bacia Potiguar, municípios de Areia Branca e Guamaré". 

"Os resultados obtidos pela equipe do projeto são promissores, em especial no furo de sondagem 3, onde no intervalo 139m-147m os teores alcançam 6,29% P2O5 (fósforo). Essa descoberta é muito importante, uma vez que confirma a Formação Jandaíra como unidade potencial para prospecção de fosfato na Bacia Potiguar", afirma Marcelo Esteves Almeida, chefe do Departamento de Recursos Minerais do SGB-CPRM.

As novas alternativas para suprimento de insumos agrícolas atendem ao crescimento da demanda por insumos minerais utilizados como matéria-prima para a fabricação de fertilizantes químicos, além de responder à forte dependência do mercado externo. Em 2020, a dependência de importação de fosfato no país chegou a 72%. 

"Os trabalhos resultantes do projeto Fosfato mostram todo esforço do Serviço Geológico do Brasil em se consolidar na pesquisa geológica das bacias sedimentares, um desafio crescente para toda a instituição", complementa o diretor de Geologia e Recursos Minerais, Márcio José Remédio.

O estudo revela como a Bacia Potiguar poderá ser no futuro uma fonte de matéria-prima para abastecer diversos polos produtores agrícolas existentes no Brasil, em especial no Nordeste, e reduzir, consequentemente, a dependência das importações. 

O fosfato é um dos principais insumos para a agricultura que, juntamente com o nitrogênio e o potássio, constituem o fertilizante NPK. A expectativa é que a demanda pelo NPK cresça na próxima década, em que a produção de alimentos no Brasil deve ter um incremento de 27%, de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

O Brasil já vê tendência de crescimento das commodities agrícolas também no curto prazo, influenciado pela retomada da economia da China e por gastos dos governos com programas de recuperação após a crise causada pela Covid-19. 

Sobre o projeto Fosfato Brasil do SGB-CPRM

Iniciado em 2008, o projeto Fosfato Brasil do SGB-CPRM pesquisou, até agora, 40 áreas e gerou duas mil páginas de informações. Em 2009, havia 458 autorizações de pesquisa pela Agência Nacional de Mineração (ANM) no Brasil.

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Em uma década de pesquisa para indicação de novos alvos potenciais, o número mais que dobrou: em 2020, 983 autorizações foram concedidas, 46% em autorização de pesquisa e 76% de concessão de lavra para fosfato. O projeto está vinculado ao Programa Geologia, Mineração e Transformação Mineral, sob a coordenação do Ministério de Minas e Energia (MME), e à Ação Avaliação dos Recursos Minerais do Brasil, da Diretoria de Geologia e Recursos Minerais (DGM) do SGB-CPRM. O estudo está disponível no https://rigeo.cprm.gov.br/handle/doc/22381
 

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13/10/2021 18:15h

Empresas do setor agrícola estão otimistas com a chegada da tecnologia. O leilão está marcado para o dia 4 de novembro

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O agronegócio brasileiro é líder na digitalização e está à frente dos seus principais concorrentes: Estados Unidos e Europa. O dado é do estudo “A cabeça do agricultor na era digital”, da empresa de consultoria americana Mckinsey, realizado neste ano. Os dados mostram que em 2021 46% dos produtores rurais do Brasil utilizam ferramentas digitais. Já nos Estados Unidos o percentual é de 31%; e na União Europeia, 22%.

Porém, o último Censo Agropecuário realizado pelo Instituto Brasileira de Geografia e Estatística em 2017, mostrou que 70% das propriedades rurais no país não possuíam conexão. A chegada do 5G no Brasil, com leilão marcado para 4 de novembro, tende a mudar esse cenário, afirma o ministro das comunicações Fábio Faria. “Todos os setores serão beneficiados com 5G, mas acredito que o agronegócio será o mais beneficiado. O 5G standalone suporta um milhão de dispositivos, né? É a internet massiva, é mais rápida, mais conectada. Todas as empresas que nós visitamos no mundo estão prontas para atender o agro brasileiro, no outro dia do leilão.”

Existem dois tipos de tecnologia 5G, o superintendente de competição da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Abraão Balbino, explica quais são e as diferenças entre elas. “Existe o 5G standalone é o puro, no estado para o qual ele foi desenvolvido, um 5G real. 5G não não standalone é uma espécie de migração das redes 4G”.

O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (CREA-SP), Vinicius Marchese, aponta que a conectividade no campo se desdobra em uma série de benefícios quando se trata de eficiência na produção. “A tecnologia 5G vem para dar condições aos produtores para aumentar a produtividade e ser mais eficiente. Só na economia brasileira o agronegócio representa 26% do PIB (Produto Interno Bruto) e pode ter esse ganho de parcelas se a gente realmente conseguir implementar o 5G para que se gere mais eficiência na nossa produtividade”.

O engenheiro agrônomo Marchese afirma que com o 5G as máquinas aumentam sua capacidade de produção e autonomia, o que diminui os custos e aumenta a competitividade. Outro fator que terá grande impacto com a chegada da nova tecnologia é a geração de empregos.  “O 5G vai trazer muito a mão de obra jovem para o campo, a conectividade vai despertar o interesse. Então, o 5G vem cumprindo um papel de cobertura de tecnologia que se desdobra em uma série de possibilidades”, afirma Vinicius Marchese.

“O uso de tecnologias digitais habilitadas pela comunicação móvel é essencial”, garante Felippe Antonelle da Jacto Next, empresa do segmento de máquinas e equipamentos para agricultura de precisão. O gerente de negócios diz que o agronegócio brasileiro passa por uma grande transformação digital. Uma vez que tecnologia era sinônimo de grandes propriedades, agora ela é democratizada para todos os produtores rurais.

“Com a 5G, o produtor terá conhecimento em tempo real de todos os processos e poderá tomar decisões de forma muito mais rápida e assertiva, às vezes de forma preditiva, impedindo que os danos econômicos ocorram antes mesmo dos problemas aparecerem. Sem dúvidas o setor do agronegócio será um dos principais beneficiados com a quinta geração da telefonia móvel, serão ganhos que traduzem crescimento em toda a nossa cadeia produtiva, em todas as suas etapas de produção, antes, dentro e depois da porteira.”

O agricultor e proprietário da empresa Cobucci Agro, Tarcísio Cobucci, conta que as tecnologias já são bastante empregadas na sua empresa e acredita que a 5G vai ampliar o uso de equipamentos de última geração. “Nós usamos a tecnologia no trator com o GPS que nos ajuda a plantar, a pulverizar... Não temos problemas de conectar internet lá na fazenda, mas é claro que vamos precisar da tecnologia 5G, dessa velocidade, na hora que a gente começar a trabalhar com equipamentos com aplicação de drones, para fazer a mapeamento de área.”

O município de Rio Verde (GO) recebeu em dezembro do ano passado uma rede de testes de 5G para o agronegócio. O experimento foi liderado pelo Centro de Excelência em Agro Exponencial (CEAGRE), em parceria com o Instituto Federal Goiano, com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (FAPEG), com o Estado de Goiás e com a Prefeitura de Rio Verde que coordenou a prova de conhecimento.

“Tivemos bons resultados, foi o primeiro passo para a compreensão  sobre os desafios e oportunidades desse tipo de conexão no local. Nossa região é altamente tecnificada no agro e os implementos agrícolas possuem cada vez mais tecnologia embarcada que precisam de recursos para sua execução no campo, um deles é a conectividade com a internet. A tecnologia 5G pode oferecer uma  rede de conexão mais estruturada aos produtores. A 5G é o futuro e caminhamos para ele, mas a conectividade do agro ainda precisa se desenvolver em vários quesitos, algo que o próprio município e parceiros estão buscando e desenvolvendo políticas públicas para dar suporte nesta jornada”,  informou a CEAGRE por nota. 

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), se o Brasil ampliar a conexão do campo em 25%, o valor bruto da produção agropecuária brasileira pode aumentar 6,3%. 
 

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23/09/2021 09:20h

No mercado financeiro, o preço da saca de 60 quilos do milho teve recuo de 0,53% e é negociada a R$ 91,59

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A saca de 60 quilos do café arábica começou a quinta-feira (23) com alta de 0,53% no preço e é vendida a R$ 1.069,03 na cidade de São Paulo. O café robusta também teve elevação no valor. A alta foi de 0,61% e a saca é comercializada a R$ 786,88 para retirada no Espírito Santo.

O açúcar cristal registrou alta de 0,19% e o produto é vendido a R$ 143,81 em São Paulo. Em Santos, no litoral paulista, o valor da saca de 50 quilos, sem impostos, subiu 0,98% e a mercadoria é comercializada a R$ 138,73.

No mercado financeiro, o preço da saca de 60 quilos do milho teve recuo de 0,53% e é negociada a R$ 91,59. Em Cascavel, no Paraná, o preço é R$ 91. Em Rondonópolis, no Mato Grosso, o milho é vendido a R$ 78. Em Uberaba, Minas Gerais, o preço à vista é R$ 92. Os valores são do Canal Rural e Cepea. 
 

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23/09/2021 09:15h

No mercado financeiro, o preço da carcaça suína especial teve salto de 0,29% e o produto é negociado a R$ 10,51

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A cotação da arroba do boi gordo começou a quinta-feira (23) com queda de 0,43% e o produto é negociado a R$ 299,30 em São Paulo. Em Goiânia, o produto é vendido à vista a R$ 282,50. Já em Barretos e Araçatuba, em São Paulo, a arroba é comercializada a R$ 295,50. 

O preço do quilo do frango congelado teve variação negativa de 2,48% e o produto é vendido a R$ 8,25. Já o preço do frango resfriado teve diminuição de 1,64% e a mercadoria é comercializada a R$ 8,40.

No mercado financeiro, o preço da carcaça suína especial teve salto de 0,29% e o produto é negociado a R$ 10,51. Em Minas Gerais, o suíno vivo é vendido a R$ 7,49. No Paraná, o produto é comercializado à vista a R$ 6,85. Os valores são do Canal Rural e Cepea.


 

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21/09/2021 09:40h

No mercado financeiro, o preço da carcaça suína especial teve salto de 0,49% e o produto é negociado a R$ 10,26

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A cotação da arroba do boi gordo começou a terça-feira (21) com queda de 0,78% e o produto é negociado a R$ 300,40 em São Paulo. Em Goiânia, o produto é vendido à vista a R$ 283,50. Já em Barretos e Araçatuba, em São Paulo, a arroba é comercializada a R$ 295,50. 

O preço do quilo do frango congelado teve variação positiva de 0,47% e o produto é vendido a R$ 8,55. Já o preço do frango resfriado teve elevação de 0,35% e a mercadoria é comercializada a R$ 8,60.

No mercado financeiro, o preço da carcaça suína especial teve salto de 0,49% e o produto é negociado a R$ 10,26. Em Minas Gerais, o suíno vivo é vendido a R$ 7,31. No Paraná, o produto é comercializado à vista a R$ 6,69. Os valores são do Canal Rural e Cepea.


 

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21/09/2021 09:40h

No mercado financeiro, o preço da saca de 60 quilos do milho teve recuo de 0,92% e é negociada a R$ 92,81

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A saca de 60 quilos do café arábica começou a terça-feira (21) com queda de 1,10% no preço e é vendida a R$ 1.062,73 na cidade de São Paulo. Já o café robusta teve elevação no valor. A alta foi de 1,14% e a saca é comercializada a R$ 771,55 para retirada no Espírito Santo.

O açúcar cristal registrou alta de 2,73% e o produto é vendido a R$ 144,34 em São Paulo. Em Santos, no litoral paulista, o valor da saca de 50 quilos, sem impostos, subiu 2,04% e a mercadoria é comercializada a R$ 136,77.

No mercado financeiro, o preço da saca de 60 quilos do milho teve recuo de 0,92% e é negociada a R$ 92,81. Em Cascavel, no Paraná, o preço é R$ 92. Em Rondonópolis, no Mato Grosso, o milho é vendido a R$ 78. Em Uberaba, Minas Gerais, o preço à vista é R$ 94. Os valores são do Canal Rural e Cepea. 

 

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10/09/2021 18:30h

O podcast Giro Brasil 61 faz uma seleção dos principais fatos e acontecimentos noticiados pelo Brasil61.com durante a semana

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No episódio desta semana (10), o podcast Giro Brasil 61 abordou na área da saúde, como a Covid-19 afeta o sistema renal das vítimas. No setor de infraestrutura brasileira, comentou sobre os oito municípios que vão receber R$3 milhões de reais para realizar obras de saneamento básico. Na parte da economia, vamos falar sobre os benefícios que o 5G vai trazer para a educação e o agronegócio. 

Quer saber tudo? Aperte o play e confira!

 

https://brasil61.com/n/oito-municipios-vao-receber-r-3-milhoes-para-obras-de-saneamento-basico-pmdr210393

https://brasil61.com/n/5g-trara-beneficios-para-a-educacao-e-o-agronegocio-bras216113

https://brasil61.com/n/covid-19-afeta-sistema-renal-das-vitimas-bras216122

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04/09/2021 18:30h

Após aprovação do edital da tecnologia pelo TCU, expectativa gira em torno dos últimos ajustes do documento pela Anatel. Leilão do 5G está previsto para outubro

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O próximo passo para que o 5G, a nova geração de internet móvel, chegue ao Brasil é a realização do leilão da tecnologia. Com a aprovação do edital pelo Tribunal de Contas da União (TCU), há expectativa para que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ajuste os últimos detalhes do documento e marque o evento, previsto para outubro. 

Já adotada em alguns países, a tecnologia 5G é 20 vezes mais rápida do que o 4G. Isso quer dizer que o tempo entre um clique e a resposta para esse comando é muito menor. Especialistas avaliam que a cobertura da nova tecnologia vai trazer melhorias para os cidadãos, mas principalmente para o setor produtivo, como o agronegócio e a indústria. Brasileiros que moram nas áreas rurais e escolas que hoje não contam sequer com acesso à internet também estarão entre os maiores beneficiados. Ao menos essa é a expectativa. 

Igor Nogueira Calvet, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), destaca o impacto que o 5G vai ter para a população.  “É uma tecnologia que veio para revolucionar uma série de coisas. Que vai nos dar uma maior velocidade, um maior tempo de resposta na transmissão de dados. Não é um impacto tão somente para o cidadão. É um impacto, creio eu, até muito maior para as empresas, porque o 5G é uma tecnologia que vai permitir a comunicação não só entre as pessoas, mas, sobretudo, entre máquinas. É máquina conversando com máquina, é máquina conversando com a infraestrutura”, explica.  

Papel municipal

Os gestores públicos têm papel fundamental para que a tecnologia traga melhorias para a vida das pessoas. Um dos maiores gargalos, segundo especialistas, está ligado à infraestrutura. 

Segundo a Associação Brasileira de Infraestrutura de Telecomunicações (Abrintel), há mais de 5 mil pedidos de construção de infraestrutura no Brasil, que não vão para a frente por falta de aprovação das prefeituras. Em alguns locais, o atraso pode chegar a sete anos. 

Mesmo com a aprovação da Lei das Antenas, em 2015, a esfera municipal carece de regras mais claras em várias cidades. O conflito entre norma federal e legislação municipal acaba gerando insegurança jurídica e atrasa o processo de modernização da infraestrutura necessária para a chegada do 5G, avaliam especialistas. 

Até por isso, a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) já chegou a pontuar que a conectividade e a legislação urbana “devem ser prioridade na agenda dos gestores locais.”

Edital do Leilão do 5G traz ajustes para reforçar investimento em educação nos municípios

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Educação

O relatório do ministro Raimundo Carreiro, do TCU, recomendou à Anatel que inclua no edital do leilão do 5G a obrigação de as empresas vencedoras levarem internet móvel de qualidade às escolas públicas de todo o país. De acordo com o Censo Escolar de 2020, menos de um terço das escolas públicas de ensino fundamental tem estrutura para acesso à internet. 

O vice-presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e prefeito de Manaquiri (AM), Jair Souto, defendeu que os municípios tenham acesso a mais recursos para que os brasileiros possam ter ensino de qualidade. “A educação de fato, talvez dos piores, é o mais afetado, porque crianças e gerações têm o compromisso muito grande de se preparar, de se formar, e com pouco acesso”, destacou.

Agronegócio

Responsável por quase 27% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2020, o agronegócio pode se tornar ainda mais competitivo a nível internacional com a chegada do 5G. Hoje, cerca de 70% dos estabelecimentos rurais estão desconectados, o que é uma desvantagem para os produtores brasileiros. A nova tecnologia, caracterizada pela alta velocidade, se destaca por permitir a evolução na comunicação entre as máquinas.  

Entre as melhorias, os agricultores poderão contar com o uso de drones para controle e prevenção, estimar a safra, monitorar culturas e animais e automatizar a colheita e pulverização. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), se o Brasil ampliar a conexão do campo em 25%, o valor bruto da produção agropecuária brasileira pode aumentar 6,3%. 

Leilão

No leilão do 5G, a Anatel vai ofertar quatro faixas de frequência de internet móvel de quinta geração: 700 MHz; 2,3 GHz; 26 GHz; e 3,5 GHz. Quem levar o leilão terá direito a explorar as faixas por 20 anos. As faixas estão avaliadas em R$ 45,6 bilhões. 

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Brasil 61