Trabalho

06/02/2023 16:55h

Valores podem ser consultados pelo portal Gov.br e pelo aplicativo da Cateira de Trabalho Digital

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A partir do dia 15 de fevereiro deste ano, trabalhadores que têm direito ao abono salarial do PIS/Pasep referente ao ano de 2021 já estarão aptos a receber o benefício. As consultas de valores a receber e datas de pagamentos estão disponíveis pelo portal Gov.br ou pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, disponível para Android e IOS. 

Os valores a serem pagos pelo PIS/Pasep variam de  R$108,50 a R$1.302,00 de acordo com a quantidade de meses trabalhados durante o ano-base 2021.

De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, quase 23 milhões de trabalhadores terão receberão o benefício. Desses, 20,4 milhões de empregados são da iniciativa privada e recebem o PIS pela Caixa Econômica Federal e outros 2,5 milhões são servidores públicos e receberão o Pasep pelo Banco do Brasil. 

PIS/Pasep:

O Programa de Interação Social (PIS) e o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) são dois fundos de abono salarial voltados para trabalhadores de empresas privadas e órgãos públicos, ou seja, contribuições sociais pagas pelos setores privado e público com o objetivo de distribuir melhor a renda entre os trabalhadores que recebem salários menores. 

Quem tem direito aos benefícios:

Têm direito ao abono salarial os trabalhadores que cumpram os seguintes requisitos: 

  1. Ter cadastro no PIS/PASEP há pelo menos 5 anos. 
  2. Ter exercido trabalho remunerado para pessoa jurídica que contribua para os programas, pelo período de, no mínimo, 30 dias, considerando o ano de apuração (2021) 
  3.  Durante o ano de apuração do benefício, o trabalhador deve ter recebido até dois salários mínimos mensais, no período trabalhado. 
  4. Os dados do trabalhador devem ter sido informados corretamente pelo empregador na RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) ou no e-Social.

O economista e professor  da Universidade de Brasília Roberto Piscitelli afirma a importância de acompanhar os períodos de pagamentos para não perder a data estabelecida. 

“É importante que a pessoa fique atenta ao prazo de recebimento durante os próximos seis meses e a cada dia 15 do mês”, adverte o professor. 

O economista ainda explica que, por ser um recurso curto, os trabalhadores devem usar o pagamento da maneira que precisarem mais, seja com investimentos ou contas pendentes. 

“Naturalmente poderá ser utilizado para qualquer finalidade, não é um recurso vinculado a um determinado tipo de aplicação, portanto, as pessoas poderão fazer uso desse recurso da maneira que lhes for mais conveniente. Por exemplo, para o pagamento de dívidas prioritariamente, certamente, será opção de muitas pessoas pelo alto grau de endividamento. Praticamente 80% das famílias brasileiras. Subsequentemente, se a pessoa não tem dívidas, ela poderá fazer uso desse recurso, por exemplo, para satisfazer alguma necessidade de consumo de acordo com as prioridades que estabeleceram, ou mesmo para aplicar esse recurso e fazer uma reserva de valor para possíveis necessidades futuras”, enfatiza Piscitelli. 

Confira a tabela: 
 

Mês de nascimento Data do pagamento
Janeiro 15 de Fevereiro
Fevereiro 15 de Fevereiro
Março 15 de Março
Abril 15 de Março
Maio 15 de Abril
Junho 15 de Abril
Julho  15 de Maio
Agosto 15 de Maio
Setembro 15 de Junho
Outubro  15 de Junho
Novembro 15 de Julho
Dezembro 15 de Julho

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

 

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19/01/2023 20:40h

PNAD Contínua mostra 2,6 milhões de trabalhadores com carteira assinada a mais que no trimestre anterior

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A taxa de desocupação no Brasil caiu para 8,1% no trimestre encerrado em novembro de 2022, a menor desde abril de 2015. O número de desempregados caiu para 8,7 milhões. A população ocupada é representada por 99,7 milhões de brasileiros, recorde da série iniciada em 2012. Em comparação com o trimestre anterior, houve um aumento de 0,7%,  um total de 680 mil pessoas ocupadas. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta quinta-feira (19), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

A coordenadora da PNAD, Adriana Beringuy, afirma que esta é a sexta queda consecutiva da taxa de desocupação. Ela destaca que a expansão da ocupação foi puxada pelo emprego com carteira assinada no setor privado e comemora a retração na taxa de informalidade.

“Além de haver uma expansão quantitativa da população ocupada na pesquisa, essa expansão contribuiu, inclusive, para a retração da taxa de informalidade, que fica em torno de 39% que, de fato, ainda é uma taxa bastante elevada, mas há dois trimestres vem mostrando também essa retração, essa tendência de retração da informalidade, o que é um dado bastante positivo”, afirma. 

A PNAD aponta um aumento de 2,3% no número de empregados com carteira assinada, o que representa 817 mil pessoas a mais em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, são mais 2,6 milhões de trabalhadores formais. O rendimento médio real foi estimado em R$ 2.787, um aumento de 3,0% em relação ao trimestre encerrado em agosto. Quando comparado ao mesmo trimestre do ano anterior, o crescimento foi de 7,1%. Já a massa de rendimento chegou a R$ 273 bilhões, outro recorde indicado na pesquisa. 

O economista Carlos Eduardo Oliveira Jr., conselheiro do Conselho Regional de Economia de São Paulo (Corecon-SP), destacou que os estímulos à economia e aumento das demandas de fim de ano contribuíram para os números positivos. 

“Isso vem ao encontro dos estímulos que foram dados para a economia, no meio do primeiro semestre. A partir do momento que aumentou o Auxílio-Brasil, deu auxílio para caminhoneiros e para uma série de outras pessoas, houve um fomento à economia. E também tem as contratações do final de ano. Ou seja, a indústria contratou para produzir mais e também o comércio contratou mais pessoas em virtude do final do ano, que sempre tem um volume maior de vendas. Comparativamente, o setor de serviços também manteve o tom de contratações”, destaca. 

Para o especialista em finanças Marcos Sarmento Melo, a diminuição do desemprego em 2023 deve desacelerar. Ele afirma que a taxa de crescimento da economia neste ano não será tão alta como foi em 2022. 

“O que a gente tem que esperar é que, provavelmente, a queda do desemprego não seja mais tão rápida quanto foi no passado. A gente chega em uma determinada taxa de equilíbrio, talvez ainda caia um pouco, mas não tanto quanto estava caindo antes. O que a gente espera é que continue aumentando a renda do trabalhador”, pontua o especialista. 

De acordo com o IBGE, a PNAD Contínua é o principal instrumento para monitoramento da força de trabalho no país. A amostra da pesquisa por trimestre no Brasil corresponde a 211 mil domicílios pesquisados. Cerca de dois mil entrevistadores trabalham na pesquisa, em 26 estados e Distrito Federal, integrados à rede de coleta de mais de 500 agências do IBGE.

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10/01/2023 09:50h

Economista dá dicas de como o trabalhador pode utilizar o recurso, que deve estar disponível a partir do dia 15 de fevereiro

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Cerca  de 23,6 milhões de trabalhadores brasileiros devem receber o abono salarial em 2023, relativo ao ano-base 2021. O Ministério do Trabalho e Previdência estima que o valor pago deve chegar a R$ 24,4 bilhões. De acordo com o calendário, publicado pelo Conselho do Fundo de Amparo do Trabalhador (Codefat) em dezembro, os pagamentos começarão a ser efetuados a partir do dia 15 de fevereiro.  O valor a ser pago é de até um salário mínimo.

Os trabalhadores de empresas privadas, inseridos no Programa de Integração Social (PIS), vão receber pela Caixa Econômica Federal. Já os empregados da Administração Pública terão o Banco do Brasil como agente pagador. A contadora e vice-presidente de Fiscalização, Ética e Disciplina do Conselho Regional de Contabilidade do Rio de Janeiro (CRC-RJ), Ilan Renz, explica ao trabalhador como fazer o cálculo do valor que deve receber. 

“O abono salarial do PIS/Pasep é um benefício que funciona como um 14º salário pago ao trabalhador de baixa renda. O valor pago é de até um salário mínimo e varia de acordo com o tempo que a pessoa trabalhou. Se ela trabalhou o ano todo, recebe um salário mínimo. Se trabalhou um mês, vai ganhar proporcionalmente. Vai pegar o salário mínimo, dividir por 12 e multiplicar pela quantidade de meses trabalhados”, afirma. 

Para o economista Renan Gomes De Pieri, a injeção do abono salarial na economia tem um impacto relevante. Ele destaca que, apesar de o recurso ser previsto e pago todos os anos, gera mais consumo, o que movimenta, principalmente, o setor de serviços. O economista indica algumas maneiras possíveis para os trabalhadores utilizarem o valor a ser recebido. 

“É sempre indicado, no caso de dívidas, focar nessas dívidas. Claro, tentando negociar, aproveitando que o recurso está em mãos, se já não tiver destinação. Agora, se não é uma família que tem dívidas e  tem plano de curto prazo, a dica é buscar investimentos que possam dar segurança para esse trabalhador no futuro. Atualmente, a gente tem vivido um momento de alta nas taxas de juros. Então, os ativos de agenda fixa, que são mais seguros, estão pagando remunerações maiores. Então  talvez, a curto prazo, seja uma boa estratégia para começar a investir”, explica.

Quem tem direito ao abono salarial

De acordo com o Ministério do Trabalho, para receber o abono salarial o trabalhador precisa estar cadastrado no PIS/PASEP ou no CNIS há pelo menos cinco anos. Outro requisito é ter trabalhado para empregadores que contribuem para o PIS ou PASEP. Além disso, para ter direito, o trabalhador precisa ter recebido até dois salários mínimos médios de remuneração mensal no período trabalhado.

Outro critério é o exercício de atividade remunerada durante pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base considerado e ter seus dados informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) ou no eSocial do ano considerado para a apuração. Empregados domésticos, trabalhadores rurais e urbanos não têm direito a receber o abono. Além deles, também não são contemplados os trabalhadores empregados por pessoa física equiparada a pessoa jurídica.


 

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04/01/2023 14:10h

A paralisação deve acontecer no dia 25 de janeiro. Os profissionais reivindicam melhores condições de trabalho

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Entregadores de aplicativos voltam a falar em paralisação para reivindicar melhores condições de trabalho. O movimento da categoria é o primeiro sob o governo de Lula (PT). Organizada pela Aliança dos Entregadores de Aplicativo (AEA), a paralisação está prevista para acontecer no dia 25 de janeiro, às 9 horas da manhã, em Brasília (DF) e em pelo menos outras três cidades de diferentes estados. São elas: Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). A manifestação deve ocorrer nos principais centros comerciais e nas sedes dos escritórios dos aplicativos de entrega.

Um dos membros da Aliança e vice-presidente da Associação dos Trabalhadores por Aplicativo e Motociclistas do Distrito Federal e entorno (ATAMDF), Abel Santos, é motofretista há 10 anos. Ele explica que as paralisações são articuladas de forma nacional, e que, após data e horário definidos, cada estado escolhe um ponto estratégico. “Aqui em Brasília, nós vamos fazer em frente ao Congresso Nacional, de forma pacífica. Vai ser uma manifestação onde nós estaremos apresentando a pauta para todo mundo, na esperança que o Parlamento Federal reconheça o que está acontecendo, as nossas necessidades”, destaca.

Os pedidos da Aliança são de participação ativa de todos os projetos que envolvam o ofício, melhores condições de trabalho, respeito e valorização dos profissionais que exercem a atividade de entrega, criação de um fundo social para proteção dos motoboys, um canal direto e permanente de diálogo com os aplicativos, entre outros.

De acordo com Abel, a principal reivindicação é o reconhecimento do vínculo trabalhista dos motoboys. “Nós vemos que é mais que necessário sermos reconhecidos como trabalhadores. Nós não somos autônomos, não somos microempreendedores individuais, não somos donos do nosso próprio negócio, nós somos trabalhadores. Hoje, trabalhadores sem nenhum direito, sem nenhum amparo, negligenciado tanto pelo estado como pela empresa”, considera.

O advogado especialista em direito do trabalho, Alan Daniel da Rocha, explica que  se trata de um pedido importante, porque o vínculo são os direitos que os motoboys terão no futuro. “A gente trabalha hoje para garantir alguns direitos no futuro da nossa aposentadoria. E o registro da CLT garante uma aposentadoria, garante uma coisa no auxílio acidente, uma pensão para os herdeiros caso o motoboy sofra um acidente grave. Sem contar as férias, décimo terceiro, o que, com o registro, eles ganham os direitos”, pontua.

O advogado ainda cita algumas melhorias fundamentais para os aplicativos, como um “botão do pânico” que aciona a polícia, para garantir uma maior segurança para os motoboys, que podem ser atacados ou roubados. Além disso, reivindicam equipamentos de proteção, como capacetes e roupas adequadas. Rocha também afirma que as empresas podem pagar salários mais adequados.

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27/12/2022 04:00h

Ação realizada pela CAIXA movimentou mais de R$ 23 bilhões entre abril e setembro deste ano

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O pagamento do Saque Extraordinário do FGTS, realizado pela CAIXA, beneficiou mais de 32,7 milhões de trabalhadores em todo o país. Foram sacados R$ 23,6 bilhões durante o período da ação, que liberou até R$ 1.000,00 por trabalhador. Os recursos foram disponibilizados na conta social digital do CAIXA Tem.

O Saque Extraordinário do FGTS começou em abril de 2022 e terminou no dia 15 de dezembro. O procedimento foi realizado de forma automática para aqueles que possuíam conta com saldo disponível no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. 

No balanço final da ação realizada pela CAIXA, foram creditados R$ 32 bilhões para mais de 46 milhões de trabalhadores. No entanto, cerca de 13 milhões de trabalhadores não sacaram o benefício. Alguns não movimentaram os recursos no CAIXA Tem no prazo de 90 dias, enquanto outros solicitaram a anulação do crédito. Nos dois casos, os recursos não sacados retornaram para as contas do FGTS.

Segundo a CAIXA, o Aplicativo FGTS foi o principal canal de atendimento durante a ação, e teve 48,9 milhões de downloads no período e quase 33 milhões de usuários ativos nos últimos 30 dias.

Por meio da ferramenta, o trabalhador pode consultar o extrato da conta, solicitar saque, indicar uma conta em qualquer banco para receber o crédito, fazer upload de documentos e acompanhar as etapas do processo de saque. O aplicativo está disponível para download gratuito em dispositivos móveis dos sistemas Android e iOS.

Vale ressaltar que todo trabalhador brasileiro com contrato de trabalho formal, regido pela Consolidação das Leis do Trabalho, CLT, e, também, trabalhadores domésticos, rurais, temporários, intermitentes, avulsos, safreiros e atletas profissionais têm direito ao FGTS.

O trabalhador pode tirar dúvidas no aplicativo FGTS, ou entrando em contato pelos canais oficiais da CAIXA. Quem mora nas capitais e regiões metropolitanas pode ligar no 4004-0104. O telefone para os residentes das demais regiões é o 0800 104 0104. 

Outras informações sobre o Saque Extraordinário do FGTS podem ser consultadas no site da CAIXA, www.caixa.gov.br.

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15/12/2022 04:30h

O novo valor do salário mínimo, de R$1.302,00, foi publicado no Diário Oficial da União nesta semana. No entanto, apesar de a correção ser insuficiente para trabalhadores fecharem o mês com tranquilidade, especialistas apontam riscos desse acréscimo.

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Nesta semana, foi publicado no Diário Oficial da União a autorização para o reajuste do salário mínimo, que vai passar para R$ 1.302, um aumento de R$ 90 em relação à quantia vigente até o momento. Segundo o Ministério da Economia, essa correção proporciona ao trabalhador um ganho real em torno de 1,5%. O novo valor passa a valer em 1º de janeiro de 2023.

Para Marcelo Poli, CEO  e diretor jurídico da RZD Franchising - empresa especializada em atendimento e auxílio a pequenas e médias empresas -, o aumento do salário mínimo pode gerar maior desemprego nos negócios de pequeno e médio porte, além de poder estimular uma alta da inflação.

“Além disso, o reajuste do salário mínimo gera um sério risco de desemprego para os trabalhadores das pequenas empresas, que terão mais dificuldade para honrar com a folha e com os encargos a ela atrelados.”, afirma o diretor jurídico.

Em contrapartida, Marcelo Poli explica que para o trabalhador essa correção do salário mínimo não é suficiente para que as pessoas consigam viver de forma confortável e digna, mas que o aumento, mesmo que pouco, é positivo para os colaboradores.

Aperto

A recepcionista e moradora da cidade de São Paulo, Camila Dantas, concorda que o reajuste do salário mínimo não será suficiente para fechar as contas do mês. Para ela, uma quantia razoável para conseguir honrar suas contas básicas e ainda sobrar para lazer e educação seria um valor acima de R$ 4 mil.

“Eu não acredito que uma família consiga viver sem aperto com o salário nesse valor. Uma pessoa sozinha é impossível, tem que viver dividindo as contas com familiares. O salário sobe, mas sobe a água, sobe o gás, sobe a luz, o aluguel, a comida, e essa conta nunca fecha.”, afirma Camila.

Outra trabalhadora que recebe um salário mínimo e diz que as contas não fecham no final do mês é Mariana Eira. A auxiliar administrativa e moradora do Distrito Federal concorda que nenhuma família consegue viver sem apertos com essa quantia por mês.

“Para mim, eu acho que o ideal seria entre R$ 2.500 e R$ 3 mil um salário mínimo para poder se manter durante o mês para conseguir ter o mínimo de dignidade. Não só trabalhar por trabalhar, mas ter um pouco de lazer. Eu acredito que esse seria um valor justo.”, diz a auxiliar administrativa.

Possíveis desvantagens do reajuste 

Segundo Marcelo Poli, um dos efeitos diretos dessa correção para os empregadores é o aumento na folha de pagamento e os encargos que vêm junto à ela. Para o diretor jurídico, as empresas terão que rever os gastos e estabelecer prioridades para conseguir se adequar ao novo valor.

“Caberá ao empresário rever a possibilidade de redução nas despesas variáveis, bem como deverá pensar em um possível reajuste no valor de seus produtos e/ou serviços. Já para os trabalhadores informais, esse aumento poderá postergar ainda mais o sonho do trabalho de carteira assinada.”, afirma Marcelo Poli.

Para o advogado especialista em direito financeiro e empresarial e sócio do escritório Carvalho & Cavalheiro Advogados, Sergio Cavalheiro, afirma que a correção do valor do salário mínimo acima da inflação tem efeito positivo no aumento do poder de compra da população. No entanto, esse acréscimo pode gerar mais gastos públicos, como aumento dos gastos com previdência.

“Portanto, quando a gente tem um aumento do salário mínimo acima do índice inflacionário, possivelmente também teremos um aumento de gastos públicos e isso pode trazer um descontrole fiscal.”, ressalta Sergio Cavalheiro.

Apesar de já entrar em vigor no dia 1º de janeiro de 2023, a autorização do reajuste do salário mínimo se trata de uma Medida Provisória (MP 1.143/2022). Por isso, o texto precisa ser analisado por deputados e senadores em até 60 dias, podendo ser prorrogado por igual período, para virar lei definitivamente.

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09/12/2022 10:28h

O Ramo Trabalho Produção de Bens e Serviços do cooperativismo conta com 688 cooperativas em todo país. Na Bahia, 38 cooperativas atuam no ramo e contribuem para a economia. Conheça mais sobre esse modelo de negócio.

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Em 1998, 20 empreendedores de Salvador, em sua maioria bancários, se uniram para cooperar no auxílio a empresas em projetos de captação de recursos. Nasceu então a Cooperativa de Profissionais Liberais (Cooliba), uma das representantes do Cooperativismo de Trabalho Produção de Bens e Serviços em atuação na Bahia.  Desde então, a Cooliba cresceu e, atualmente, presta serviços de consultoria nas áreas de gestão, cooperação, planejamento, marketing, liderança e recursos humanos para empresas e cooperativas baianas. 

"A Cooliba é formada exclusivamente por sócios cooperados, experientes e qualificados. A equipe é composta por economistas, administradores, advogados, contadores, além de educadores. Nosso foco é o atendimento e busca de melhores soluções às demandas de empresas e cooperativas", explica a diretora administrativa da Cooliba, Marcia Marques. "Os serviços prestados vão desde o diagnóstico de clima organizacional à pesquisa de satisfação, permeado pela formação de líderes cooperativistas e dando mentoria no PDGC, Programa de Desenvolvimento da Gestão das Cooperativas", complementa.    

A Cooliba é uma das 38 cooperativas do Ramo Trabalho, Produção de Bens e Serviços registradas na Bahia. Essas coops contam com 16,9 mil cooperados e contribuem para a economia do estado e do país. Segundo o Anuário Coop 2022, as 688 cooperativas do setor espalhadas por todo Brasil registraram o ativo total de R$ 1,1 bilhão, em 2021. No ano, elas recolheram R$ 529 milhões aos cofres públicos e geraram 9 mil empregos.

A presidente da Cooliba e conselheira diretora do Ramo Trabalho, Produção de Bens e Serviços no Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado da Bahia - Oceb, Dora Costa, explica como funciona uma cooperativa do ramo. “A cooperativa é a conexão entre a oferta de oportunidade de negócio e a demanda. A cooperativa existe para prestar serviço ao seu cooperado, e o faz mediante a busca de oportunidades de negócio no para que os seus cooperados possam acessar o mercado, que, no caso da Cooliba, são as consultorias." 

O Cooperativismo de Trabalho, Produção de Bens e Serviços contempla os segmentos onde profissionais estão organizados em cooperativas para, juntos, acessarem o mercado. Neste ramo estão, por exemplo, cooperativas que prestam os serviços nas áreas de assistência técnica, confecção, consultoria e instrutoria, cultura e lazer, educação, gestão de resíduos, manutenção, conservação e segurança, mineração, produção artesanal, produção industrial, social e tecnologia e inovação. 

Por ser uma alternativa para profissionais de perfil empreendedor que acreditam na união de forças, muitas cooperativas, a exemplo da Cooliba, são formadas entre profissionais de classe, como escritórios de contabilidade, cooperativas de profissionais da área da saúde, de produtores artesanais e outros.

Para Marcia Marques, o grande diferencial competitivo que faz o ramo se destacar é o da autogestão. “Acredito que o principal fator é ter o usuário como dono de fato da cooperativa. A autogestão consiste em uma cultura organizacional. Já que somos sócios, procuramos distribuir autoridade da tomada de decisão. É importante que haja clareza nas responsabilidades que cada pessoa integrante da cooperativa possui”, ressalta.

Assim, nessas cooperativas, trabalhadores “se transformam em donos do seu próprio negócio”, segundo o Sistema OCB. “Participam de todos os processos operacionais e administrativos, e da divisão dos resultados”. Para Dora Costa, esse modelo de negócio é uma alternativa vantajosa tanto para empresas, quanto para os trabalhadores.

“De um lado, aumentou a demanda das empresas por serviços que não fazem parte do seu principal negócio. As empresas queriam contratar de forma diferenciada, sem caracterizar um vínculo empregatício. De outro lado, o número muito grande de pessoas que estavam sem ter um emprego fixo, sem ter uma forma de prestação de serviço mais legalizada, teve a possibilidade de, através de uma cooperativa de trabalho, oferecer seus serviços de acordo com as leis de mercado”, analisa Dora Costa.

Vale destacar que muitas cooperativas surgem com base na junção de trabalhadores organizados a partir de associações e movimentos sociais. Um dos exemplos é o da cooperativa Recicle A Vida, do Distrito Federal, idealizada por um grupo de catadores de materiais recicláveis, em 2005. O cooperativismo possibilitou condições de trabalho e cursos de capacitação aos cooperados. De lá pra cá, a Recicle a Vida se especializou na “coleta, triagem, transporte e destinação final de resíduos”, e presta serviço para grandes geradores de resíduos e para o Serviço de Limpeza Urbana (SLU)do Distrito Federal. Ampliou ainda a sua atuação no DF e dá suporte a outras 8 cooperativas. 

"Hoje em dia, não somos mais catadores. Somos agentes ambientais. Somos uma família inteira trabalhando, um ajudando o outro", afirmou a cooperada da Recicle a Vida, Eneide Costa, à série SomosCoop na Estrada, do Sistema OCB.

Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), em 2020, cooperativas como a Recicle a Vida e associações de catadores atuaram em mais de 1,1 mil municípios. Juntas,  foram responsáveis por mais de 30% do volume de resíduos coletados, promovendo um ciclo de desenvolvimento que transforma a vida desses trabalhadores, impacta a comunidade onde estão presentes e ajuda o meio ambiente.

Na avaliação de Marcia Marques, cooperativismo é um modelo de negócio “inovador e participativo”. “As pessoas entendem, cada vez mais, que a cooperação é uma excelente oportunidade de crescimento, especialmente em tempos de maior instabilidade econômica e veem, no cooperativismo, alternativa ideal para muitas das demandas e necessidades da sociedade.”

Para mais informações sobre esse e outros ramos que compõem o cooperativismo, acesse somoscooperativismo-ba.coop.br e as redes sociais do Sistema Oceb.

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08/12/2022 04:00h

No segundo quadrimestre do ano passado, esse prazo era de três dias e 18 horas. O tempo de espera é de dia e 12 horas ao final do segundo quadrimestre de 2022, ou seja, o período de maio a agosto

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O tempo médio para a abertura de uma empresa em Santa Catarina caiu para um dia e 12 horas ao final do segundo quadrimestre de 2022, ou seja, o período de maio a agosto. No mesmo período do ano passado, esse prazo estava em três dias e 18 horas, o que correspondeu a uma redução de 54 horas. Já em relação ao primeiro quadrimestre deste ano, a queda foi de nove horas.

O empresário Edilson Paiva é fundador de uma startup em Santa Catarina, para investidores. Para ele, essa diminuição do tempo para abertura de uma empresa representa um avanço e incentiva a abertura de novos negócios.

“É um incentivo muito grande a todo o cenário econômico do país. Aqui em Santa Catarina, principalmente, tem uma cultura empreendedora muito forte. E a redução do tempo para abrir um CNPJ facilita ainda mais e estimula essa cultura que já é forte no estado. Eu acho que é uma medida altamente benéfica para a economia como um todo”, destaca. 

No Brasil, o tempo médio foi reduzido para 23 horas ao final do segundo quadrimestre de 2022. Trata-se do menor prazo médio já registrado. O atual patamar corresponde a uma redução de 17 horas em relação ao final do primeiro quadrimestre deste ano. 

A redução no tempo médio necessário para se abrir uma empresa no Brasil é ainda maior quando notada a evolução da série histórica. Quando a comparação é feita com o início de 2019, a diminuição foi de quatro dias e 10 horas. 

FGTS: Trabalhadores têm até 15 de dezembro para solicitar saque extraordinário

COOPERATIVAS DE CRÉDITO: Com aumento de cooperados e presença na metade dos municípios brasileiros, segmento proporciona alternativas para superar dificuldades financeiras

O especialista em contabilidade Neomar Camelo destaca que a redução do prazo para se abrir uma empresa é essencial para a movimentação econômica. Para ele, é um sinal de que o país está avançando. 

“O que tem feito acelerar o tempo de abertura de uma empresa são novas tecnologias, com utilização de ferramentas e softwares mais avançados. Isso acelera a operacionalização da atividade do empresário. Quanto mais rápido estiver tudo registrado, o empresário terá a oportunidade de girar o seu negócio e, consequentemente, a economia do país”, pontua. 

O deputado federal Gilson Marques (Novo-SC) entende que a redução também é uma boa oportunidade para a criação de novos empregos, além de aumentar a arrecadação por parte do estado.  

“A redução de burocracias torna o processo de empreender, ou seja, de criar riqueza, mais ágil e eficiente. Isso não beneficia somente os empresários, pois, quanto mais rápido uma empresa é criada, mais rápido ela gera emprego, cria opções e soluções para os consumidores e também gera receita para o estado”, considera. 

Os dados constam no Painel Mapa de Empresas, divulgado pela Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade (Sepec) do Ministério da Economia.

Empresas abertas no Brasil

O Brasil registrou mais de 1,3 milhão de empresas abertas no segundo quadrimestre de 2022, o que corresponde a uma elevação de 2% na comparação com o primeiro quadrimestre do ano.  
 

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08/12/2022 04:00h

No segundo quadrimestre do ano passado, esse prazo era de dois dias e 22 horas. O tempo de espera é de 22 horas ao final do segundo quadrimestre de 2022, ou seja, o período de maio a agosto

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O tempo médio para a abertura de uma empresa em São Paulo caiu para 22 horas ao final do segundo quadrimestre de 2022, ou seja, o período de maio a agosto. No mesmo período do ano passado, esse prazo estava em dois dias e 22 horas, o que corresponde a uma redução de 48 horas. Já em relação ao primeiro quadrimestre deste ano, a queda foi de 31 horas. 

O empresário Rodrigo Lagreca é fundador de uma startup do setor de energia em São Paulo. Segundo ele, essa diminuição do tempo para abertura de uma empresa representa um avanço e incentiva a abertura de novos negócios. Para o empresário, essa evolução se dá por conta das novas tecnologias empregadas no processo de abertura da companhia.

“Os principais benefícios dizem respeito à digitalização dos processos burocráticos que, antes de serem dessa forma, demandavam muito mais tempo e eram mais suscetíveis a erros, uma vez que era preciso juntar documentos em papel, ir a cartório e fazer uma série de coisas que hoje são feitas digitalmente. Então, se há uma falha no processo, o próprio processo não dá continuidade, apontando a necessidade de uma revisão”, destaca. 

No Brasil, o tempo médio foi reduzido para 23 horas ao final do segundo quadrimestre de 2022. Trata-se do menor prazo médio já registrado. O atual patamar corresponde a uma redução de 17 horas em relação ao final do primeiro quadrimestre deste ano. 

A redução no tempo médio necessário para se abrir uma empresa no Brasil é ainda maior quando notada a evolução da série histórica. Quando a comparação é feita com o início de 2019, a diminuição é de quatro dias e 10 horas. 

COOPERATIVAS DE CRÉDITO: Com aumento de cooperados e presença na metade dos municípios brasileiros, segmento proporciona alternativas para superar dificuldades financeiras

FGTS: Trabalhadores têm até 15 de dezembro para solicitar saque extraordinário

O especialista em contabilidade Neomar Camelo destaca que a redução do prazo para se abrir uma empresa é essencial para a movimentação econômica. Para ele, é um sinal de que o país está avançando. 

“O que tem feito acelerar o tempo de abertura de uma empresa são novas tecnologias, com utilização de ferramentas e softwares mais avançados. Isso acelera a operacionalização da atividade do empresário. Quanto mais rápido estiver tudo registrado, o empresário terá a oportunidade de girar o seu negócio e, consequentemente, a economia do país”, pontua. 

O deputado federal e presidente da Frente Parlamentar Brasil Competitivo, Alexis Fonteyne (Novo-SP), entende que a redução também é uma boa oportunidade para a criação de empregos. No entanto, ele defende que é preciso criar medidas para reduzir ainda mais as burocracias.  

“Isso é muito fruto da digitalização, que facilita essa abertura. É uma desburocratização. No entanto, tem muito a ser feito ainda. Esse é um tema bastante trabalhado pela Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo, de modo que o Estado não gere tantos entraves para abertura de empresa”, considera. 

Os dados constam no Painel Mapa de Empresas, divulgado pela Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade (Sepec) do Ministério da Economia.

Empresas abertas no Brasil

O Brasil registrou mais de 1,3 milhão de empresas abertas no segundo quadrimestre de 2022, o que corresponde a uma elevação de 2% na comparação com o primeiro quadrimestre do ano.  
 

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08/12/2022 03:30h

No segundo quadrimestre do ano passado, esse prazo era de dois dias e cinco horas. O tempo de espera é de um dia e três horas ao final do segundo quadrimestre de 2022, ou seja, o período de maio a agosto

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O tempo médio para a abertura de uma empresa em Minas Gerais caiu para um dia e três horas ao final do segundo quadrimestre de 2022, ou seja, o período de maio a agosto. No mesmo período do ano passado, esse prazo estava em dois dias e cinco horas, o que correspondeu a uma redução de 26 horas. Já em relação ao primeiro quadrimestre deste ano, a queda foi de seis horas.

No Brasil, o tempo médio foi reduzido para 23 horas ao final do segundo quadrimestre de 2022. Trata-se do menor prazo médio já registrado. O atual patamar corresponde a uma redução de 17 horas em relação ao final do primeiro quadrimestre deste ano. 

O empresário Samuel Linhares é cofundador de uma startup de contabilidade digital para empreendedores, fundada em Belo Horizonte, mas que, atualmente, tem um posicionamento nacional. Para ele, essa diminuição do tempo para abertura de uma empresa representa um avanço e incentiva os novos negócios na capital e no interior. 

“Isso dá um volume muito legal, na somatória durante o mês, de horas possíveis para outras operações, como acompanhamento de alvarás e outras demandas dentro do setor societário. Isso mostra que a força de Minas Gerais não está só na capital e na região metropolitana, mas também em outras cidades polos do estado”, destaca. 

A redução no tempo médio necessário para se abrir uma empresa no Brasil é ainda maior quando notada a evolução da série histórica. Quando a comparação é feita com o início de 2019, a diminuição foi de quatro dias e 10 horas. 

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O especialista em contabilidade Neomar Camelo destaca que a redução do prazo para se abrir uma empresa é essencial para a movimentação econômica. Para ele, é um sinal de que o país está avançando. 

“O que tem feito acelerar o tempo de abertura de uma empresa são novas tecnologias, com utilização de ferramentas e softwares mais avançados. Isso acelera a operacionalização da atividade do empresário. Quanto mais rápido estiver tudo registrado, o empresário terá a oportunidade de girar o seu negócio e, consequentemente, a economia do país”, pontua. 

O deputado federal Domingos Sávio (PL-MG) entende que a redução também é uma boa oportunidade para quem pretende entrar no mercado como um pequeno empreendimento. 

“Pessoas qualificadas se veem, de uma hora para outra, sem um emprego, e buscam na constituição de uma microempresa ou de um MEI, uma alternativa para produzir e buscar sua renda. Obviamente que isso [redução do tempo de abertura da empresa] é muito importante. Não só para gerar emprego para essas pessoas, mas também para impulsionar nossa economia”, considera. 

Os dados constam no Painel Mapa de Empresas, divulgado pela Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade (Sepec) do Ministério da Economia.

Empresas abertas no Brasil

O Brasil registrou mais de 1,3 milhão de empresas abertas no segundo quadrimestre de 2022, o que corresponde a uma elevação de 2% na comparação com o primeiro quadrimestre do ano.  
 

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