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TERMO DE USO E PARCERIA

TERMO DE USO E PARCERIA

Regras de Uso

1º - A utilização gratuita e livre dos materiais produzidos pelo Brasil 61 só será permitida depois que este termo de parceria for aceito pelo usuário, prevendo as seguintes regras:

a) A utilização do material - na íntegra, ou em partes - só será permitida desde que as informações não sejam distorcidas, manipuladas ou alteradas.

b) Não é necessário a identificação do Brasil 61 na hora da replicação do conteúdo. Mas toda e qualquer veiculação de áudios produzidos pelo Brasil 61 prevê o cadastro no site, com a disponibilização de dados que serão utilizados para a organização do mailing desta empresa,

2º - OBRIGAÇÕES DO BRASIL 61

a) O Brasil 61 se compromete, a partir deste termo de uso, a produzir conteúdo particularizado diariamente, trazendo informações de dia-a-dia e bastidores do Planalto Central, além de outras temáticas de relevância do noticiário nacional. 

b) O acesso ao conteúdo jornalístico (na versão de leitura) é livre e gratuito, podendo ser replicado por qualquer usuário que acesse o site. O download do áudio para que seja utilizado na programação das rádios requer que o radialista realize o login no site do Brasil 61 - informando e-mail e senha cadastrados. 

3º - OBRIGAÇÕES DOS COMUNICADORES PARCEIROS

Não alterar o sentido dos materiais, ou distorcer fala de entrevistados ou mudar a conotação das mensagens dos materiais. 

ADENDOS IMPORTANTES SOBRE A PARCERIA

a) O Brasil 61 poderá distribuir conteúdo patrocinado com ou sem assinatura dos clientes patrocinadores do boletim e sem aviso prévio ao comunicador. 

b) As rádios parceiras não vão ter participação financeira sobre o faturamento do Brasil 61.

c) Os comunicadores podem patrocinar os conteúdos do Brasil 61, desde que não alterem o sentido e a conotação dos conteúdos oferecidos. Nesses casos, o Brasil 61 não terá participação nos lucros conquistados pelos veículos parceiros. 

Ao clicar em ACEITO, a emissora aqui cadastrada afirma concordar e estar ciente de todas as condições apresentadas neste Termo de Utilização de Conteúdo.

Trabalho

24/09/2020 10:20h

Desses, 3,9 milhões testaram positivo para a Covid-19. Levantamento também aponta que afastamento do trabalho devido ao distanciamento social continua em queda

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Cerca de 17,9 milhões de brasileiros, o que significa 8,5% da população, fizeram algum teste para saber se estavam infectados pelo novo coronavírus até o mês de agosto. Desses, 21,6% (o equivalente a 3,9 milhões de pessoas) testaram positivo para a Covid-19.  Os dados estão na pesquisa PNAD Covid-19, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

O levantamento também aponta que o desemprego aumentou. Se no começo da pesquisa eram 10,1 milhões de desocupados, agora saltou para 12,9 milhões, aumento de 27,6%. Já a força de trabalho subiu de 93,7 milhões, em julho, para 95,1 milhões em agosto. 

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Segundo a pesquisa, o Acre foi o estado que apresentou a maior proporção de pessoas ocupadas afastadas do trabalho devido ao distanciamento social: 12,4%. Com exceção do Acre, Amapá e Rondônia, todas as unidades da federação registraram queda no percentual de pessoas ocupadas, mas afastadas do trabalho por causa do distanciamento social. 

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17/09/2020 00:00h

Oferecido pelo IBPAD, conteúdo auxilia na produção, consumo e criação de estratégias com as principais técnicas digitais e tradicionais de monitoramento de mídias sociais, pesquisas de opinião e mapas eleitorais

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A pandemia do novo coronavírus proporcionou um “novo normal” na vida das pessoas. A maneira de comprar, estudar e trabalhar, por exemplo, mudou. Algumas datas importantes também tiveram que ser revistas, como é o caso das eleições municipais previstas para este ano, que além de adiadas contarão com novas estratégias para aqueles que trabalham durante a campanha. 

O calendário inicial, definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no ano passado, previa o primeiro turno em 4 de outubro, e o segundo, em 25 do mesmo mês. Agora, uma PEC aprovada pelo Congresso adiou o primeiro turno para 15 de novembro, e o segundo, para 29 de novembro.

Essas alterações, às vezes, são vistas como problemas por boa parte da população. No entanto, há quem encontre oportunidades nesses momentos de crise. É o caso de quem vai atuar profissionalmente nas campanhas políticas.

Por terem um tempo a mais, essas pessoas podem encontrar novas soluções que ajudem os candidatos que defendem a estar um passo à frente dos seus concorrentes. Pensando nisso, o Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados (IBPAD) oferece um curso destinados a ajudar esses profissionais a desempenharem um trabalho mais eficiente, dentro desse propósito.

“Nós estávamos acostumados sempre a velhos padrões, como de presença ou que sempre havia conversas com as pessoas. Mas, agora, precisamos de estratégias para alcançar essas pessoas, em momentos e plataformas distintos. O meio digital, como nunca, será fundamental. O digital permite uma quantidade de dados gigantes. Então, nesse momento, um curso como esse pode ajudar a fazer a diferença numa campanha”, destaca o presidente-executivo do IBPAD, Max Stabile.

Ao todo, serão disponibilizados quatro cursos que vão auxiliar a produzir, consumir e criar estratégias com as principais técnicas digitais e tradicionais de monitoramento de mídias sociais, pesquisas de opinião, mapas eleitorais e da dashboards real-time.

Stabile explica que esta campanha vai necessitar de estratégias voltadas para determinados nichos, principalmente em cidades que não têm segundo turno. Nesse sentido, ele ressalta que o resultado das eleições vai ser definido, principalmente, pelo conhecimento da geografia detalhada dos municípios e o perfil do eleitorado deste local.

“Dizemos como construir um mapa, saber suas sessões, quem são seus candidatos eleitorais. Também ensinamos como monitorar ou encontrar as pessoas nas redes sociais, para construir uma persona e saber qual é o seu público e o nicho exato. Ainda temos um curso de pesquisas eleitorais, já que às vezes encomendamos ou fazemos, mas, não sabemos como construir uma boa pesquisa e sempre questionamos um levantamento que está nos desfavorecendo”, explica.

Fake News

Um dos temas mais relevantes dos últimos anos, as fake news – notícias falsas – têm gerado bastante discussão em todas as esferas de Poder e entre a sociedade. Além de ter sido responsável por repercussões recentes nos noticiários e redes sociais, foi ponto notório durante as últimas eleições presidenciais no Brasil.

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Dentro do conteúdo oferecido pelo IBPAD, Max Stabile garante que o assunto será abordado de forma veemente. “O nosso curso de monitoramento já é reconhecido no mercado e ensina como que você pode ter, em tempo real, a informação de que alguma fake news está circulando sobre você, sobre seu candidato e à sua campanha política.”

De acordo com o instituto, o objetivo dos cursos é oferecer uma metodologia de análises quantitativas e qualitativas na confecção de cartografia e mapas eleitorais, além de capacitar profissionais de campanha para criar estratégias de mobilização.
Os interessados nos cursos devem acessar o site www.dadosparavencer.com.br ou ligar para o número (61) 4042-2018.
 

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09/09/2020 00:00h

Por meio de nota, o ministério informou que a portaria 2.309/2020 “foi revogada, pois a pasta recebeu contribuições técnicas sugerindo ajustes”

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Após divulgar uma lista contendo as Doenças Relacionadas ao Trabalho (LDRT), o Ministério da Saúde recuou e publicou nova portaria (n° 2.345) que desconsidera a atualização inicial. Por meio de nota, o ministério informou que a portaria 2.309/2020 “foi revogada, pois a pasta recebeu contribuições técnicas sugerindo ajustes. Essas sugestões devem ser analisadas pela pasta e demais órgãos envolvidos antes da republicação do texto”.

Diante dessa decisão, o Conselho Nacional de Saúde (CNS) publicou recomendação pedindo que o ministério reveja a segunda medida, por entender que a atualização dessa lista é essencial no processo de trabalho para a garantia de direitos à população trabalhadora. Segundo o coordenador da Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora do CNS, Geordeci Menezes de Sousa, a retirada da lista foi um ato antidemocrático. 

“Essa decisão nos surpreendeu porque, no âmbito do SUS, as coisas não funcionam pela vontade do gestor do governo, ela tem que ser negociada com os representantes municipais e estaduais, além de ter anuência do Conselho Nacional de Saúde, que é o órgão maior de gestão dos Sistema Único de Saúde”, defende Geordeci.

O sistema precisa de uma revisão periódica da lista oficial de doenças originadas no processo de trabalho, tendo a elaboração com a participação de entidades sindicais. A medida, segundo o coordenador, também se trata de uma garantia jurídica para a classe trabalhadora.

“Essa lista é importante porque, ao passo em que essas doenças são detectadas, permite que a gestão do SUS crie estratégias. Essas enfermidades afetam o trabalhador e o levam SUS e, muitas vezes, até para a Previdência Social”, salienta. 

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O Ministério Público do Trabalho (MPT) também mostrou preocupação em relação à retirada da lista pelo Ministério da Saúde. Por meio de nota, o órgão defendeu que “a revogação precoce e imotivada da Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho (LDRT) põe em risco políticas públicas voltadas à atenção integral à Saúde do Trabalhador, comprometendo a capacidade dos órgãos vocacionados à proteção à saúde e segurança do trabalhador”. 

A advogada especialista em Direito Médico, Mérces da Silva Nunes, afirma que a lista é um instrumento indispensável para a validação da atenção integral à saúde dos trabalhadores, além de ser uma fonte de referência para a proteção de dois direitos fundamentais previstos na Constituição: a saúde e o trabalho.

“É a própria lista que orienta as ações diretivas dos órgãos competentes, às ações do Ministério Público do Trabalho, do Poder Judiciário, principalmente nas questões específicas, que são submetidas à apreciação do Judiciário, à orientação das perícias para comprovar que a doença é específica do trabalho”, explica Mérces.

Covid-19

Ao publicar a lista de doenças relacionadas ao trabalho, inicialmente, o Ministério da Saúde incluiu a Covid-19. A doença causada pelo novo coronavírus aparecia classificada como pertencente ao grupo de "Doenças Relacionadas ao Trabalho com respectivos Agentes e/ou Fatores de Risco", por causa da possível exposição ao vírus durante atividades laborais.

Antes de a portaria 2.309/2020 ser revogada, a pasta decidiu retirar o nome da enfermidade da relação.  A infectologista Joana D'arc pontua que, hoje, é difícil saber o local exato onde uma pessoa foi infectada com a doença, principalmente por haver uma desorganização na circulação dos indivíduos. Então, ela acredita que colocar a covid-19 como uma doença associada ao trabalho é uma decisão delicada.

“Temos um risco muito alto de cometermos um equívoco. Por isso, eu digo em algumas unidades onde tenho passado e vejo que as pessoas usam todos os equipamentos da forma mais correta, que às vezes é mais fácil a pessoa pegar a doença em outro lugar do que no serviço de saúde”, disse Joana ao comparar o caso envolvendo profissionais que trabalham diretamente em unidades de saúde.

Moradora do município de Campestre (MA), a enfermeira Giovanna Rodrigues, de 25 anos, conta que foi infectada pelo novo coronavírus enquanto trabalhava na cidade de Imperatriz, no mesmo estado. 

“Tive acometimento de menos de 25% do pulmão e diagnosticada com a covid-19. No dia 1° de junho eu passei mal e fui levada para o Hospital Municipal de Campestre, onde fiquei internada e iniciei o tratamento com novos antibióticos, pois minha pneumonia viral tinha evoluído para pneumonia bacteriana”, relata.

Vinte e um anos depois

A primeira vez que a lista das doenças relacionadas ao trabalho surgiu foi em 1999, a partir de uma demanda do Conselho Nacional de Saúde. O pedido foi feito a partir da Resolução n° 220, de 6 de março de 1997. No documento, o CNS determina a instituição da relação das doenças ocupacionais no Sistema Único de Saúde e dispôs, ainda, sobre a obrigatoriedade de sua notificação. 

Dois anos depois, houve a publicação da lista, por meio da Portaria n° 1.339/1999. Segundo o coordenador da Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora do CNS, Geordeci Menezes de Sousa, a lista é acompanhada de um item que diz que a relação poderá ser revisada anualmente. “Somente 21 anos depois estamos publicando a primeira atualização que, infelizmente, veio a ser revogada pelo governo”, destaca.  

A coordenadora Trabalhista do escritório Natal & Manssur Advogados, Karolen Gualda Beber, ressalta que as empresas também devem estar preparadas para ações judiciais que envolvem doenças relacionadas ao trabalho. Segundo a especialista, uma das medidas é a antecipação quanto ao histórico de orientações repassadas pela companhia aos funcionários. 

“Nesse momento, as empresas precisam se munir de toda a documentação necessária, onde comprove todas as orientações que elas deram, todas as medidas que foram adotadas, justamente para que, num questionamento judicial, elas tenham essa comprovação de que ela tomou todas as atitudes e responsabilidades que lhe cabiam”, pontua. 

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29/08/2020 00:00h

Medida já havia sido anunciada pelo ministro Paulo Guedes

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O Governo Federal decidiu prorrogar por mais dois meses o programa que permite empresas a suspender contratos de trabalho ou reduzir o salário e a jornada de funcionários. Criado em razão da pandemia da Covid-19, o programa prevê que o governo recomponha parte da renda dos funcionários por meio de um auxílio financeiro, calculado dentro de uma porcentagem do que o empregado receberia de seguro-desemprego relacionada à queda de renda, depositado diretamente na conta dos trabalhadores.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, já havia sinalizado que o Executivo prorrogaria o programa. Com a extensão, os acordos vão poder ser celebrados por até 180 dias. A expectativa do governo é de que aproximadamente 10 milhões de empregos sejam preservados em todo o território nacional. 

O decreto publicado no Diário Oficial da União prevê que o empregado com contrato de trabalho intermitente formalizado até o dia primeiro de abril deste ano poderá receber o auxílio emergencial, no valor de R$ 600, pelo período adicional de dois meses. A medida permite a esses trabalhadores receber ao todo seis parcelas do benefício.

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A advogada especialista em Direito do Trabalho, Janaína Fernandes, explica que a suspensão do contrato de trabalho não implica na perda dos direitos dos trabalhadores. Fernandes ressalta, no entanto, que a suspensão afeta no recebimento do 13º salário.

“Durante o período de redução ou suspensão do contrato de trabalho, os funcionários terão direito a todos os benefícios que eles recebiam durante o contrato de trabalho, como plano médico, plano odontológico, auxílio-creche, auxílio-funeral, previdência privada. Vale-transporte, nos casos de suspensão, não haverá pois não há trabalho. Nas reduções, vai ser concedido naqueles dias em que o funcionário for efetivamente trabalhar”, diz a advogada.

“Aqueles meses em que o funcionário ficar suspenso não serão contabilizados para fins de 13º salário. Por exemplo, se o funcionário ficou dois meses de suspensão, no cálculo do 13º, serão calculados 10 meses e não 12 meses para pagamento da verba”, completa. 

Medida Provisória

Em abril, o governo publicou uma medida provisória que permitiu a redução da jornada de trabalho com corte de salário de até 70% em um período de até três meses. A matéria, que permitiu ainda a suspensão do contrato de trabalho por dois meses, teve como objetivo tentar evitar uma perda maior de empregos durante o período da pandemia. A MP foi sancionada no início de julho e transformada em lei. 

O Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda prevê que o trabalhador continue empregado durante a vigência dos acordos e pelo mesmo período depois que o acordo acabar. “Temos aqui 16 milhões de contratos celebrados, preservando empregos. O Caged deste mês foi positivo e a economia começa a retomada muito graças a esse programa”, afirmou o secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco. 

Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), no início da segunda quinzena de agosto o Brasil gerou 131 mil empregos a mais do que demissões. 

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24/08/2020 00:00h

Antes uma imposição por conta da pandemia da Covid-19, o trabalho remoto deve ser adotado definitivamente por muitas empresas, mas ainda gera dúvidas. Especialistas explicam como deve funcionar o home office

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O “novo normal” ao qual o mundo está se adaptando em meio à pandemia da Covid-19 promete modificar, definitivamente, as relações de trabalho. Antes resistentes em adotar o regime de trabalho remoto — regulamentado pela lei brasileira — muitas empresas se viram forçadas a aderir ao home office em decorrência da crise que o novo coronavírus causou.  De acordo com o IBGE, cerca de 8,4 milhões de brasileiros estavam trabalhando de casa até o fim do mês de julho.

Segundo a advogada Cyntia Possídio Lima, o isolamento social antecipou uma transição no mundo do trabalho que já vinha se desenhando. “Essa é uma realidade que veio para ficar. A adoção do home office ou teletrabalho só cresceu desde então, devido ao desenvolvimento da tecnologia, fruto de uma era na qual se impera a lógica digital, modificando as relações de trabalho”, afirma.  

Matheus Nobre de Lima, 25 anos, conta que passou a trabalhar de casa no fim de março, por conta da pandemia da Covid-19. Ele é analista de requisitos em uma empresa de TI. Depois de consultar os clientes comumente atendidos e receber uma resposta positiva, a empresa também ouviu os funcionários e decidiu instituir o home office permanentemente, para alegria de Matheus. 

“Eu gostei desse formato. É muito bom poder trabalhar da minha casa. Isso proporciona mais qualidade de vida, ao meu ver. Principalmente, porque eu tenho mais tempo com a minha família em casa, tenho acesso ao meu banheiro e cozinha. Isso tudo melhora a qualidade de vida do profissional”, relata.  

O temor de muitos gestores com a queda de produtividade dos funcionários não se confirmou. Agora, diante da tentativa de implementar o modelo de modo permanente, muitas dúvidas podem surgir, especialmente em relação à legislação. Especialista em Direito do Trabalho, Karolên Gualda Béber, diferencia os termos. Ela diz que o “teletrabalho está previsto na CLT”. Já o home office, explica, é um estágio “mais pontual”. 

Segundo Karolên, a legislação brasileira não traz uma regra específica sobre quem arca com os custos do trabalho em casa, nem como fazer esse cálculo. “A empresa [é quem deve] vai arcar com o custo de internet, luz e telefone. É importante deixar claro que isso vai sempre ser objeto de negociação entre a empresa e o empregado”, orienta. 

Arte: Brasil 61

Direitos

Com exceção do vale-transporte, os especialistas entendem que os benefícios que o trabalhador ganha além do salário devem ser mantidos. O vale-refeição, usado comumente para compras em restaurantes e lanchonetes, por exemplo, poderia ser substituído pelo vale-alimentação, aceito em supermercados. 

Karolên afirma que deve haver cuidado por parte das empresas para não invadirem a vida privada do trabalhador. “O empregado que sentir que está sofrendo um controle, que sofre uma fiscalização e quer pleitear seus direitos na Justiça, ele vai ter que juntar provas da fiscalização do empregador. Pode ser e-mail, WhatsApp, momentos de login e logout no sistema. Tudo isso é prova da jornada e do controle de jornada feito pelo seu empregador”, aconselha. 

Justiça brasileira se adapta ao trabalho remoto imposto pela pandemia

Em parceria com instituições internacionais, governo lança pesquisa para avaliar experiência de servidores com teletrabalho

Números

Além da melhoria na produtividade, o trabalho remoto pode dar alívio ao caixa dos empregadores. Segundo o ministério da Economia, até junho, o governo federal economizou R$ 360 milhões com a implantação do home office. 

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11/08/2020 00:00h

Pesquisa da instituição também concluiu que auxílio emergencial é a única renda em 4,5 milhões de lares do país

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Estudo publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) constatou que a pandemia do novo coronavírus tem prejudicado a renda efetiva dos trabalhadores brasileiros e que o Auxílio Emergencial é o único rendimento em 4,5 milhões de domicílios no país. O levantamento utilizou dados de junho da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Covid-19, feita pelo IBGE, que tem entre os seus objetivos mensurar os impactos do novo coronavírus no mercado de trabalho. 

Auxílio emergencial melhora padrão de vida em mais de 23 milhões de domicílios, diz estudo do Ministério da Economia

Segundo o Ipea, em junho, os rendimentos médios habitualmente recebidos foram de R$ 2.332. Em contrapartida, os rendimentos médios efetivamente recebidos foram de R$ 1.939, o que corresponde a 83% dos salários habituais. Para efeitos de comparação, o estudo cita os dados da Pnad Contínua dos trimestres que englobam os meses de maio, junho e julho entre 2012 e 2019, período em que a renda média efetiva foi somente 0,03% maior que a renda média habitual. 

Sandro Sacchet, economista do Ipea e autor do estudo, alega que, com exceção do mês de dezembro em que há muitas contratações temporárias por conta do natal, a diferença entre as rendas médias efetiva e habitual é muito pequena. Segundo ele, o estudo conseguiu atestar os efeitos da pandemia nos salários dos trabalhadores brasileiros

“A renda efetiva é sempre muito parecida com a habitual, segundo os históricos da Pnad Contínua. Por isso, consegue-se afirmar que essa diferença que foi encontrada na pesquisa reflete o impacto da pandemia”, explica o pesquisador. 

Auxílio

A pesquisa do Ipea também aponta que o auxílio emergencial do governo federal foi a única fonte de renda em 4,5 milhões de domicílios brasileiros (6,6% do total). Segundo o levantamento, entre maio e junho, o número de residências que dependem exclusivamente aumentou em um milhão. 

O barbeiro José Martins, morador de Fortaleza (CE), viu a sua renda despencar por contas das medidas de isolamento social que fez com que que ele fechasse temporariamente o pequeno negócio. Segundo ele, o auxílio emergencial serviu para o pagamento de contas básicas, entre elas o aluguel, mas ainda foi insuficiente para que ele mantivesse o padrão de vida de antes da pandemia. “Eu não tinha nenhum Plano B. Acreditava que o comércio voltaria rápido, mas ainda estamos nos recuperando dessa pandemia”, diz o empreendedor.

Em outro estudo, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), também baseado em dados do IBGE, concluiu que o auxílio emergencial fez com que o número de brasileiros vivendo abaixo da linha da pobreza caísse de 4,2% para 3,3%, entre maio e junho deste ano. Nas regiões Norte e Nordeste, de acordo com o levantamento, a renda aumentou aproximadamente 11,7%. 

Segundo o governo federal, quase 70 milhões de brasileiros foram considerados elegíveis para receber o auxílio emergencial. Até o momento, os investimentos com o benefício ultrapassam R$ 141 bilhões.

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08/08/2020 10:00h

Levantamento mostra que cerca de nove milhões de pessoas estavam trabalhando de casa até junho

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Um a cada quatro servidores públicos está trabalhando de casa. É o que aponta análise divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) na última quarta-feira (5). Já no setor privado, o percentual de pessoas na mesma situação é de apenas 8%. Os dados se referem ao mês de junho deste ano.  

Ao todo, são três milhões de pessoas ocupadas no setor público trabalhando remotamente, o que representa 200 mil a mais do que em maio. Na iniciativa privada, são 5,7 milhões de pessoas trabalhando de casa. São 224 mil a menos do que no mês anterior. 

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A pesquisa mostra também que a maioria das pessoas em trabalho remoto têm de 30 a 39 anos, é mulher, predominantemente da cor branca e com nível superior. De acordo com o levantamento, cerca de 50,7% do total de ocupados no setor público têm potencial para realizar o teletrabalho. Já no setor privado, o quantitativo corresponderia a 18,6%, cerca de 15 milhões de pessoas. 

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Saúde
05/08/2020 15:10h

Até então, a iniciativa oferecia suporte psicológico e psiquiátrico apenas aos profissionais de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS)

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Os profissionais que atuam em serviços considerados essenciais durante a pandemia de coronavírus passaram a integrar o projeto TelePSI, do Ministério da Saúde. A iniciativa oferece suporte psicológico e psiquiátrico aos profissionais de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).  Com isso, pessoas que atuam na área da educação e segurança, bombeiros, motoristas, cobradores e profissionais da limpeza pública também serão atendidos.

De acordo com dados do projeto, 58% dos atendidos apresentam sintomas de ansiedade grave, 20% sintomas de irritabilidade grave e 12% sintomas depressivos graves. Além disso, 38,2% são profissionais que trabalham na Atenção Primária à Saúde e 25,3% em hospitais com área dedicada à Covid-19.

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O atendimento é feito como serviços de teleconsulta psicológica e psiquiátrica, por meio de uma central que funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h. O telefone é 0800 644 6543 (opção 4). Outra opção é buscar ajuda na plataforma virtual do TelePSI. Este canal estará disponível até setembro, mas a ampliação do período pode ser viabilizada a depender da demanda.

Até o momento foram feitos 718 atendimentos.  Do total, 415 participantes ainda estão sendo acompanhados. Os estados que mais registraram atendimento foram São Paulo, com 17,9%; Minas Gerais, com 16,8%; e Bahia, com 8,3%. Dos profissionais de saúde atendidos até agora, a maioria é da área de enfermagem, com 48,4%.

 

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28/07/2020 10:40h

Minas Gerais lidera ranking elaborado pelo Ministério da Economia

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Levantamento divulgado pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, do Ministério da Economia, mostra que, desde 2016, 1.006 trabalhadores foram resgatados por serem vítimas de trabalho análogo ao de escravo e também de  tráfico de pessoas. Segundo o governo federal, Minas Gerais é o estado com a maior quantidade de trabalhadores traficados para trabalho análogo ao de escravo, com 186 casos, seguido por Bahia (181) casos e Piauí (108).

Em relação ao gênero, o governo afirma que 91% das vítimas eram homens. Os municípios com o maior número de trabalhadores traficados foram Itaituba (PA), Murici (AL) e Porteirinha (MG) e as cidades com maior destino de exploração de trabalhadores foram Sítio D’Abadia (GO), Paracatu (MG) e Pinheiros (ES). 

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A legislação brasileira define que o tráfico de pessoas consiste em agenciar, aliciar, recrutar, transportar, transferir, comprar, alojar ou acolher alguém mediante grave ameaça, violência, coação, fraude ou abuso para submeter a trabalho em condições análogas a de escravidão, adoção ilegal ou exploração sexual. 

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Brasil
18/07/2020 10:00h

Nos últimos 25 anos, mais de 54 mil pessoas já foram resgatadas de situações de trabalho degradantes

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O governo federal está articulando com estados e municípios a padronização do atendimento às vítimas do trabalho escravo. Isso está sendo feito pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), a partir da divulgação do Fluxo Nacional para Atendimento às Vítimas de Trabalho Escravo a estados e municípios. O objetivo é garantir apoio especializado e humanizado às vítimas.

Elaborado com o apoio técnico da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o documento já foi apresentado aos estados de Santa Catarina, Bahia, Rio de Janeiro, Maranhão, Ceará e Mato Grosso do Sul.

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Na última quinta-feira (16), nove pessoas foram resgatadas em Conceição da Aparecida, em Minas Gerais. Elas estavam em situação análoga à de escravos em uma fazenda de café. O grupo não recebia salários, não tinham contrato e nem equipamentos adequados para o trabalho na lavoura. Eles também trabalhavam mais de oito horas por dia, sete dias por semana. Tudo isso sem acesso a água potável suficiente, banheiro ou espaço para refeições. A operação foi feita pela Polícia Militar de Minas Gerais em parceria com auditores fiscais do trabalho. 

Desde 1995, quando o Brasil reconheceu a existência de trabalho escravo no país, 54 mil pessoas já foram resgatadas de trabalhos forçados ou em condições degradantes. Só em Minas Gerais, foram 6.497 pessoas.

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