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LOC 1: Jovens de 21 a 40 anos estão cada vez mais presentes no comando de indústrias brasileiras, redesenhando o perfil da liderança empresarial no país. Eles já representam cerca de 28% dos sócios no setor e foram responsáveis por mais de 8% das contratações formais entre 2022 e 2023, quase o triplo das realizadas por empresas sem participação de jovens.
Os dados fazem parte do estudo Empreendedorismo Industrial – O perfil dos novos líderes, elaborado pelo Observatório Nacional da Indústria, em parceria com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL). O levantamento mostra que essa nova geração chega com mentalidade mais digital e foco em inovação e sustentabilidade, mesmo em empresas de cultura tradicional.
Segundo a gerente de carreiras e desenvolvimento empresarial do IEL, Michelle Queiroz, empresas com sócios jovens crescem mais e geram mais empregos, por reunirem fatores como mentalidade mais arrojada, domínio de tecnologias emergentes, tolerância ao risco e capacidade de adaptação.
TEC./SONORA: Gerente de carreiras do IEL, Michelle Queiroz.
“Os jovens líderes trazem energia, questionamento e propósito, enquanto os mais experientes oferecem visão estratégica e estabilidade. Quando bem conduzido, esse equilíbrio resulta em maior capacidade de geração de empregos, transformação cultural e impacto positivo no setor industrial.”
LOC 2: O estudo aponta que empresas industriais com mais de uma geração no quadro societário crescem três vezes mais. Nos próximos anos, mais de 100 mil indústrias brasileiras deverão passar por processos de transição de liderança.
Um exemplo é Diana Castro, 39 anos, coordenadora nacional do Movimento Novos Líderes Industriais e sócia da Hebert Uniformes, empresa de sua família, com 63 anos de história na indústria de confecção da Bahia. Para ela, o preparo para assumir a liderança de uma empresa familiar exige maturidade, capacitação e visão estratégica.
TEC./SONORA: Diana Castro, coordenadora nacional do Movimento Novos Líderes Industriais e sócia da Hebert Uniformes
“Quando a gente fala de empresa familiar, envolve todo um legado que foi construído. Não basta escolher alguém por um simples grau de parentesco. É preciso preparar essa pessoa, dar uma autonomia para essa nova geração. Então, quando existe governança, essas diferenças entre as gerações e essa missão da nova geração que está assumindo passa a ser realmente um diferencial estratégico para a empresa.”
LOC 3: O IEL oferece programas para formar líderes desde o ensino médio até capacitações executivas, além de iniciativas como o Inova Talentos, o IEL Carreiras e a Jornada de Sucessão Empresarial, que apoia sucessores e empresários na construção de uma transição planejada, inovadora e sustentável. Todos os programas podem ser conferidos no site do instituto. Acesse: https://www.portaldaindustria.com.br/iel/.
Reportagem, Deborah Souza.