Emprego

26/09/2022 04:15h

Lei 14.437 retoma regras do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, adotado durante a crise causada pela pandemia

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A recente publicação da Lei 14.437 faz com que o governo cumpra função social de evitar a diminuição do número de postos de trabalho no país em caso de calamidade pública. Essa é a avaliação de Fernanda Ramos, advogada especialista em direito do trabalho. “Sem sombra de dúvidas, a publicação da lei foi justamente para cumprir a função social constitucional, ou seja, evitar aumento de desempregados em eventual caso de calamidade pública, lembrando que esse não é o atual caso do nosso país”, opina. 

O texto sancionado em agosto permite que o Poder Executivo federal adote, em situações de calamidade pública, medidas trabalhistas alternativas e o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda, que prevê a redução proporcional da jornada de trabalho e do salário, ou suspensão temporária do contrato de trabalho, mediante acordo entre as partes envolvidas, com pagamento do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm).

“Entendo que [a lei] não permite brecha para realização de reforma trabalhista, ao contrário, a lei é clara e somente terá aplicabilidade em caso de calamidade. Já ficou comprovado, mesmo com as medidas provisórias anteriores, e agora com a lei, que a ideia é manter empregos de quem é mais afetado pelo estado de calamidade”, conclui Fernanda.

Regras do BEm já haviam sido adotadas em 2020 e 2021

Durante o auge da pandemia de Covid-19, o governo federal colocou em prática o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda, com vista à manutenção dos postos de trabalho no país. Segundo o Executivo, o programa ajudou a manter 11,5 milhões de empregos em 2020 e 2021. 

As indústrias extrativa e de transformação, por exemplo, setores de alta empregabilidade no Brasil, mesmo com a crise sanitária, mantiveram bons números e registraram ligeiro aumento de 0,5% no total de trabalhadores empregados em 2020 em comparação a 2019, o equivalente à geração de 35.241 postos. Os dados são da Pesquisa Industrial Anual (PIA) – Empresa 2020, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o advogado Paulo Sérgio Farripas, as medidas propostas pelo Executivo são positivas no sentido de preservar emprego e renda. Ele recomenda que, em casos de calamidade pública, os empregadores adotem as disposições de “maneira estratégica”. 

“A título de exemplo: uma empresa de prestação de serviços que não tenha como instituir o teletrabalho, o empregador poderá antecipar a concessão de férias coletivas no primeiro momento e, caso a situação de calamidade pública não tenha terminado ao fim das férias, poderá suspender os contratos de trabalho de seus colaboradores e se valer do benefício emergencial para o empregado”, explica. 

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20/09/2022 03:30h

O emprego no setor industrial também aumentou entre os mineiros. O salto foi de 1,2% em junho, ante maio. Em relação a junho de 2021, o índice geral cresceu 1,1%

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O faturamento da indústria de Minas Gerais registrou salto de 1,3% no mês de junho, em relação a maio de 2022. A elevação foi a segunda consecutiva, sendo explicada pelo aumento da demanda. Na comparação com junho de 2021, o indicador teve aumento de 2,3%. 

Os dados são da Pesquisa Indicadores Industriais (Index) da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG). Na avaliação da economista-chefe do Sistema FIEMG, Daniela de Britto, o resultado foi puxado, principalmente, pela indústria de transformação e pela indústria extrativa.

“Temos uma composição industrial com orientação para o mercado externo e está muito vinculada à venda de commodities. A indústria de alimentos, por exemplo, além da indústria de transformação que atua com refinaria. Esses setores estão convivendo com aumento de preços. São fatores que contribuem para o aumento do faturamento da indústria”, avalia. 

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O conselheiro do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Carlos Eduardo de Oliveira Jr., pontua que esse crescimento contribui para a expansão da economia do estado mineiro. Para ele, é possível que haja manutenção de empregos, mas para um melhor desempenho, a economia como um todo precisa melhorar. 

“Se a economia realmente voltar a crescer, teremos um grande impacto na indústria, o que vai favorecer a geração de emprego. Minas Gerais também vai crescer nesse processo. Mas é importante aguardar os próximos passos e ver se esse crescimento será constante. Isso vai impactar, principalmente, na indústria de transformação”, destaca. 

Emprego 

O emprego no setor industrial aumentou entre os mineiros. O salto foi de 1,2% em junho, ante maio, em razão do aumento nas indústrias extrativas (3,5%) e de transformação (1%). Em relação a junho de 2021, o índice geral cresceu 1,1%. 

No primeiro semestre de 2022, a empregabilidade na indústria teve elevação de 1,3%, explicada pelo avanço de 1,4% na indústria de transformação. Nos últimos 12 meses, o indicador cresceu 3,8%, em decorrência das elevações nos dois segmentos da indústria.

Rendimento médio real 

O rendimento médio da indústria geral, por sua vez, registrou elevação de 0,5% em junho, frente a maio, puxado pela elevação de 0,7% no segmento de transformação. Quando a comparação é feita com junho do ano passado, o indicador geral recuou 1,5%, reflexo da retração de 2% da indústria de transformação. 

Entre janeiro e junho de 2022, o índice da indústria geral apresentou redução de 1,5%, em virtude das quedas de 1,4% nos dois segmentos da indústria. 
 

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15/09/2022 04:00h

Auxílios emergenciais para taxistas, caminhoneiros e população de baixa renda também influenciaram esse mercado

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A confiança dos Pequenos Negócios atingiu o maior patamar desde novembro de 2013, de acordo com sondagem do Sebrae, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas. A pesquisa mostra que, em agosto deste ano, a credibilidade dos comerciantes cresceu 2,7 pontos, atingindo a marca de 100,6 pontos. A ajuda dos pacotes do governo federal influenciou a melhoria do mercado de trabalho e a desaceleração dos preços, segundo especialistas.

O Índice de Confiança das micro e pequenas empresas é a compilação dos índices de confiança dos três principais setores da economia: Comércio, Serviços e Indústria de Transformação No Comércio, entre os profissionais que compram e vendem mercadorias, foi registrado o maior crescimento, de 5,4 pontos. 

Já o setor de Serviços, que envolve atividades como funcionalismo público e prestação de serviços, apesar do resultado positivo de 0,5 ponto no mês, tem dado sinais de perda de fôlego nos últimos meses. No setor da Indústria de Transformação, a exemplo de aço em ferramentas, a queda foi de 1,4 ponto pelo segundo mês consecutivo. 

Especialistas analisam que o resultado do Índice de Confiança de Micro e Pequenas Empresas em agosto é reflexo da atual situação da economia, com melhora das perspectivas de curto prazo incentivado, inclusive, com a ajuda dos auxílios federais. 

“O que esperamos até final de agosto de 2022 é uma tendência de recuperação da economia por conta da melhora da renda dos trabalhadores, em especial da reativação da economia como um todo”, observa o Analista de Gestão Estratégica do Sebrae, Marco Aurélio Bedê. “E essa expectativa foi puxada pelos pequenos negócios do comércio, favorecido aí pela injeção de renda que o governo está fazendo na economia por meio de benefícios aos motoristas de táxi, caminhões e, em especial, pelo auxílio Brasil”, explica.

Mais emprego

Outro dado importante é de que, segundo o Ministério do Trabalho, em julho deste ano, sete em cada dez novas vagas de empregos foram criadas por micro e pequenas empresas. Foram mais de 1,1 milhão de empregos gerados, um crescimento de 72%. Os três setores com maior número de novos empregos são serviços, com quase 62 mil postos de trabalhos, seguido do Comércio, com pouco mais de 34, 400 vagas e na sequência a construção, com mais de 30.600 oportunidades de trabalhos. Profissional da construção civil desde os 12 anos, Edson Dias, 32, sentiu o reflexo da economia no setor. 

“Cresceu bastante este ano, a construção civil e estamos aí trabalhando firme”, aponta. “A economia valorizou para todo mundo, a mão de obra valorizou este ano, todo mundo está ganhando, o dono de material de construção a gente com a mão de obra, não tenho nada que reclamar, não”, diz. 

Estética

Entre os negócios que deram sinal de recuperação no mercado, neste primeiro semestre, após a crise da pandemia, foi o segmento de estética e beleza. Inclusive com recorde de abertura de CNPJ. Apesar da alta da inflação, com aumento dos custos de serviços como água, energia e produtos, os seis primeiros meses de 2022 registraram o maior número de formalizações nesse setor desde 2019. 

Segundo levantamento feito pelo Sebrae, a partir de dados do Cadastro Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), só no primeiro semestre de 2022 foram 109,4 mil empresas do gênero de estética e beleza abertas, superando todos os semestres de 2021, 2020 e 2019.

Um dos motivos para o crescimento de estabelecimentos no ramo de beleza foi a facilidade para a abertura de empresas no país nos últimos tempos. Segundo dados da Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade, do Ministério da Economia, o prazo médio para a abertura de uma empresa no Brasil caiu para 23 horas ao final do segundo quadrimestre deste ano, ou seja, em agosto. É o menor tempo médio já registrado. 

Para facilitar a vida de quem empreende e está pensando em procurar crédito no mercado financeiro, o Sebrae disponibiliza opções de financiamento em diversos tipos de instituições. São créditos que atendem desde bancos tradicionais de atuação nacional ou regionais, até cooperativas de crédito e agências de fomento. 

A iniciativa faz parte de um conjunto de ações do Sebrae para apoiar os donos de pequenos negócios com informações úteis e qualificadas para uma melhor tomada de decisão pelo crédito. A nova versão do documento pode ser acessada pela internet no Portal do Sebrae: www.sebrae.com.br.

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Economia
13/09/2022 04:15h

Faturamento, emprego, massa salarial e rendimento médio subiram na comparação com o mês de junho. Setor foi o que mais cresceu entre todos da economia no segundo trimestre, de acordo com o IBGE

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Os indicadores que medem faturamento, emprego, massa salarial e rendimento médio da indústria de transformação cresceram em julho, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O resultado confirma a recuperação do setor, que foi o que mais expandiu no segundo trimestre do ano: 2,2%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI, aponta que os indicadores de emprego e faturamento subiram pelo terceiro mês consecutivo. Além disso, o rendimento médio e a massa salarial dos trabalhadores industriais atingiram o ponto mais alto desde o início do ano. 

“A pesquisa indicadores industriais trouxe um resultado positivo de forma geral, com a alta do faturamento, emprego, massa salarial e rendimentos médios. Essas variáveis podem ser interpretadas como evoluindo juntas. Então, o faturamento na indústria de transformação cresceu também em decorrência da recuperação do poder de compra e do aumento do emprego como um todo nas atividades econômicas”, avalia. 

Segundo o levantamento, o emprego industrial avançou 0,5% em julho de 2022, na comparação com junho. É o terceiro mês seguido de alta, após duas quedas consecutivas, em março e abril. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a indústria teve um saldo positivo de 50.503 postos de trabalho em julho. No mês anterior, a diferença entre contratações e demissões foi de 41.722. 

Nocko diz que o desemprego na indústria vem caindo durante o ano. “O mercado de trabalho se encontra bem aquecido e vem se recuperando de algumas perdas que aconteceram durante a pandemia. Essa recuperação se encontra em curso, não se completou, mas tem apresentado bons avanços ao longo do ano”. 

Já o faturamento real da indústria de transformação subiu 1% em julho. Também foi a terceira alta em sequência do índice, que atingiu o maior valor em 2022. A CNI afirma que o faturamento está em trajetória de alta desde novembro do ano passado. 

A massa salarial também cresceu no sétimo mês do ano: 1,3% acima do resultado de junho. A massa salarial está em seu maior patamar desde março de 2020, mês em que começou a pandemia da Covid-19. O rendimento médio real dos trabalhadores do setor subiu 1% e acumula alta de 2,8% entre junho e julho. O indicador não se apresentava tão positivo desde janeiro de 2021. 

De acordo com a CNI, a melhora generalizada dos indicadores é consequência da recuperação do poder de compra das famílias, o que está impactando no consumo. Segundo o IBGE, o consumo das famílias cresceu 2,6% no segundo trimestre do ano. 

Apesar da alta na maioria dos indicadores, Nocko explica que os industriais ainda encontram problemas relacionados aos insumos, o que se traduz na Utilização da Capacidade Instalada (UCI), que recuou 0,2%, e no número de horas trabalhadas na produção, que caiu 0,1%. 

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Economia
07/09/2022 04:15h

Regulamentação de novas formas de trabalho foi importante em meio ao contexto de produção industrial mais eficiente e tecnológico, acredita William Baghdassarian

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A reforma trabalhista completa cinco anos em 2022. E embora especialistas digam que é cedo para avaliar todos os impactos de uma reforma desse calibre, as alterações de algumas regras da relação entre patrões e empregados já trouxeram benefícios para o setor produtivo brasileiro. Um dos mais importantes foi favorecer a competitividade das indústrias e de outros setores da economia, acredita o economista William Baghdassarian, professor do Ibmec Brasília. 

Considerada como um dos principais gargalos do chamado Custo Brasil, a rigidez da legislação trabalhista brasileira se modernizou com a Lei 13.467, de 2017. Entre as principais alterações da reforma trabalhista estão a prevalência do negociado sobre  o legislado e a regulamentação do trabalho autônomo e do teletrabalho, ou home office, e do trabalho intermitente. 

Essas formas de trabalho que não estavam contempladas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ajudam a refletir com mais clareza o contexto de produção industrial mais eficiente e tecnológico que o mundo vive, e do qual a indústria brasileira estava ficando para trás, diz Baghdassarian. 

“Ela [reforma trabalhista] veio muito ajustada para essa Indústria 4.0. A gente não vende mais, principalmente profissões mais sofisticadas, disponibilidade de trabalho. Você vende trabalho. Pega, por exemplo, um trabalhador de informática. O chefe dele não está preocupado se ele vai ficar oito horas por dia na empresa. Está preocupado se ele vai entregar o aplicativo”, avalia. 

“Nesse contexto de profissões mais estruturadas faz todo sentido você ter uma forma de trabalho mais simplificada que vem com a questão do trabalho intermitente, do home office, a questão do nômade digital, que é um cara que trabalha em qualquer lugar do mundo. Tem uma série de profissões que estão muito ligadas a isso”, completa. 

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Segurança jurídica

A prevalência do negociado entre empresas e funcionários sobre o que está na legislação trabalhista ajudou a trazer segurança jurídica para os empregadores, analisa William. Isso se refletiu na redução de ações trabalhistas no Brasil, que caíram 43% entre 2016 e 2021, segundo dados do Tribunal Superior do Trabalho (TST). 

O economista diz que a flexibilização fez diferença, sobretudo, durante a pandemia da Covid-19, em que a atividade econômica sofreu restrições de funcionamento. 

“Pensa em uma indústria que ficou parada durante um tempo e que o sindicato dela fez um acordo coletivo de trabalho e disse o seguinte: ‘olha, durante a pandemia a gente vai aceitar trabalhar menos, a gente vai aceitar algum tipo de redução’. Esse tipo de acordo só foi possível porque as empresas acreditavam que o judiciário não iria se manifestar contra isso”, acredita. 

Adotado pelo Executivo como forma de preservar os postos de trabalho durante a pandemia, o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda permitiu que patrões e empregados acordassem a suspensão ou redução de jornada e salário dos contratos de trabalho. De acordo com o Ministério da Economia, o programa ajudou a manter 11,5 milhões de empregos em 2020 e 2021. 

Paulo Sérgio Farripas, advogado especialista em direito do trabalho, destaca que a pandemia da Covid-19 impediu mensurar todos os efeitos da reforma trabalhista, mas que a nova legislação conseguiu antecipar algumas situações, como o teletrabalho. 

“Pouco tempo após a vigência da lei, mais precisamente em março de 2020, ou seja, pouco mais de dois anos, ocorreu o início da pandemia, e todas as medidas legislativas urgentes foram implementadas para contornar a situação. O período da pandemia intensificou a utilização do aparato tecnológico, fomentando o teletrabalho”, avalia. 

Modalidades de trabalho

Ao regulamentar o teletrabalho, por exemplo, a reforma trabalhista permitiu que, durante o pico da pandemia, as empresas continuassem funcionando ainda que os funcionários estivessem trabalhando de suas casas, por exemplo. Isso ajudou a manter empregos, destaca o economista. 

Já no que diz respeito ao trabalho intermitente, que se caracteriza por alternância de períodos de atividade e inatividade, a reforma permitiu a formalização desses trabalhadores, pois garantiu direitos trabalhistas, como o FGTS, 13º salário, férias e acesso à Previdência Social. 

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06/09/2022 04:15h

Em junho, por exemplo, o estado registrou 4.420 admissões e 3.523 desligamentos, ou seja, 897 novas vagas preenchidas no setor

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Entre janeiro e junho de 2022, o estado do Pará gerou 2.779 novos postos de trabalho no setor da indústria. No período, foram registradas 24.513 contratações e 21.734 demissões. Os dados são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA).

Por meio de nota, o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), José Conrado Santos, afirma que, apesar do resultado positivo, o estado continua trabalhando para manter o ritmo de crescimento do setor. “Estamos atentos para a relevância das pequenas e médias indústrias que ainda sentem as repercussões negativas causadas pela pandemia. Neste sentido, criamos o programa de valorização do produto paraense, o ‘Feito no Pará, pode comprar’, para apoiar essas empresas no atendimento às demandas dos grandes projetos”, disse. 

“Além disso, enquanto novas reformas não são adotadas pelo Governo Federal, estamos nos mobilizando de outras maneiras para melhorar o ambiente de negócios dentro do Pará, gerando mais postos de trabalho e desenvolvimento, como por exemplo, a parceria com o Governo do Estado em projetos para atrair investimentos privados, e com a Secretaria de Estado da Fazenda (SEFA) para reduzir a alíquota de importação de máquinas, o que facilitaria a modernização do nosso parque industrial que está defasado”, complementa a nota. 

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O mesmo levantamento revela que, considerando apenas o mês de junho, o Pará também teve saldo positivo de empregos formais. No período, foram feitas 4.420 admissões e 3.523 desligamentos, ou seja, 897 novas vagas preenchidas no setor. 

Na avaliação do advogado especialista em direito falimentar e tributário, Jorge Lucas de Oliveira, o resultado é consequência de uma retomada gradual da economia, após um período delicado provocado pela pandemia. 

“O estado do Pará, por ser um dos principais exportadores de commodities, puxado, principalmente, pela mineração e pelo agronegócio, se beneficia muito do momento, porque o estado é uma das fontes abastecedoras de um mundo que estava parado e que está voltando agora ao ritmo normal de consumo. A indústria paraense representa cerca de 34% do PIB do estado, o que é um dado extremamente positivo, o que comprova o alto nível de pujança dos complexos industriais desenvolvidos no Pará”, considera.   

No mesmo mês, todos os estados da região Norte tiveram saldos positivos de empregos formais na indústria. O destaque é para o Amazonas, seguido do Pará, Rondônia, Tocantins, Amapá e Acre. Confira abaixo: 

  • Amazonas - 1.472
  • Pará - 897
  • Rondônia - 329
  • Tocantins - 229
  • Amapá - 163
  • Acre – 11
     
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30/08/2022 04:00h

Os dados são do Caged. Ao todo, o país registrou 1.886.537 admissões e 1.667.635 demissões

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O Brasil criou 202.902 empregos com carteira assinada em julho, conforme consta no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (29). O resultado é a diferença entre 1.886.537 admissões e 1.667.635 demissões. O setor de serviços foi o que mais contratou, seguido pela indústria.

Empregos por setor

  • Serviços (81.873)
  • Indústria (50.503)
  • Construção (32.082)
  • Comércio (38.574)
  • Agropecuária (15.870)

“Quero salientar que o crescimento do emprego ocorreu nas 27 Unidades da Federação, encabeçadas por São Paulo. Tivemos um crescimento nos cinco segmentos da economia. Também é o segundo mês consecutivo que o salário real de admissões cresce. Nós atribuímos a isso a queda da inflação, a participação da indústria e a queda no desemprego”, explica o ministro do Trabalho e Previdência, José Carlos Oliveira.

Apesar do saldo positivo, o resultado representa uma queda na comparação com junho de 2022, quando foram abertas 277.944 vagas. Na comparação com julho do ano passado também houve recuo, quando o saldo foi de 306.477 contratações. 
Apesar disso, o salário médio de contrações aumentou. No mês passado, o novo contratado recebeu, em média, R$ 1.926,54. Ou seja, uma elevação de 0,80% na comparação com o mês anterior. 

Indústria geral

O desempenho da empregabilidade na indústria foi positivo: o setor foi o segundo com o maior número de contrações. O saldo foi de 50.503 admissões. Na avaliação de técnicos do governo, desde junho, a indústria se destaca nas contratações. Os meses de agosto, setembro, outubro e novembro deverão apresentar saldo positivo de aproximadamente 200 mil postos de trabalho.

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O resultado pode, inclusive, contribuir para o aumento da média salarial, uma vez que os profissionais do setor costumam ter maior qualificação. É o caso do mineiro de Belo Horizonte Dalison Silva, de 37 anos, que buscou formação como técnico de refrigeração e climatização. 

“Graças a essa certificação, trilhei meu caminho profissional. Atualmente, estou me preparando para internacionalizar minha empresa. Darei continuidade à minha carreira profissional, aplicando meus conhecimentos adquiridos pelo SENAI e ao longo dos 19 anos de carreira profissional atuantes no Brasil, expandindo ao mercado americano”, relata.  

De acordo com o Mapa do Trabalho Industrial, compilado pelo Observatório Nacional da Indústria, o setor vai demandar ainda 9,6 milhões de trabalhadores qualificados em ocupações industriais até 2025.

As áreas com maior demanda por formação são: transversais; metalmecânica; construção; logística e transporte; e alimentos e bebidas. 

Formação inicial

  • Transversais (411.149) 
  • Construção (346.145) 
  • Metalmecânica (231.619) 
  • Logística e Transporte (194.898) 
  • Alimentos e Bebidas (181.117) 
  • Têxtil e Vestuário (137.996) 
  • Automotiva (92.004) 
  • Tecnologia da Informação (76.656) 
  • Eletroeletrônica (55.747) 
  • Couro e calçados (48.868) 

Formação continuada 

  • Transversais (1.393.283) 
  • Metalmecânica (1.300.675) 
  • Logística e Transporte (1.095.765) 
  • Construção (780.504)  
  • Alimentos e Bebidas (583.685) 
  • Têxtil e vestuário (509.354) 
  • Tecnologia da Informação (397.836) 
  • Eletroeletrônica (248.790) 
  • Gestão (226.176) 
  • Automotiva (208.317)  
     
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Economia
29/08/2022 04:15h

Segundo o IBGE, taxa de desocupação foi de 9,3% no trimestre que acabou em junho, a menor em sete anos. É o melhor índice desde o início do atual governo

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Há sete anos o Brasil não registrava uma taxa de desemprego tão baixa. A mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que a taxa de desocupação ficou em 9,3% no trimestre que acabou em junho. É a menor porcentagem de brasileiros fora do mercado de trabalho para o mesmo período desde 2015, quando o índice fechou em 8,4%. Especialistas explicaram ao Brasil 61 as causas da queda constante do desemprego no país e os efeitos positivos na economia. 

A taxa de desocupação no Brasil vem caindo desde março do ano passado –  exceção feita à alta de 0,1% na virada de 2021 para 2022. À época, o país se aproximava do pico da segunda onda da pandemia de Covid-19, e a atividade econômica sofria inúmeras restrições. O desemprego atingiu 14,9% das pessoas na força de trabalho, o pior resultado desde 2012, quando a série histórica começou. 

Para Fernanda Mansano, economista-chefe do Grupo Empiricus, a queda do desemprego se explica pela reabertura das atividades e pelas medidas de estímulo do governo à economia. “O setor de serviços foi o setor mais afetado pelo isolamento social. Então, quando a gente começa a observar a maior mobilidade, a gente começa a ver esse setor de serviços reagindo e contratando novamente”, explica. 

“Principalmente no segundo trimestre a gente teve a liberação do FGTS, antecipação de décimo terceiro, muitos reajustes de salários. O conjunto disso tudo acaba estimulando a economia, principalmente pelo lado da demanda. Então, as pessoas estão comprando mais bens e serviços e, consequentemente, as empresas continuam vendendo mais e contratando mais para atender essa demanda que está mais aquecida”, completa Mansano. 

Arte: Brasil 61

Pierre Souza, professor de Finanças Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), diz que a queda contínua da taxa de desemprego é “surpreendente”. “Não tem uma atividade econômica que está com uma elevação de PIB super significativa, tem inflação alta, os juros estão altos, então tem surpreendido essa contínua melhora no índice de desocupação”, diz.  

O especialista explica que o aumento no número de pessoas no mercado de trabalho era esperado com o arrefecimento da pandemia, e cita a contribuição do setor de serviços, que responde por cerca de 70% do PIB do país. “É o setor que foi mais impactado pela pandemia, naturalmente, porque foi aquele em que as pessoas foram impedidas de trabalhar, mas é o setor, agora, que mais se supera, porque as pessoas estão voltando a consumir, a circular”, destaca. 

De acordo com o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o país tem um saldo positivo de 4.106.419 empregos de janeiro do ano passado a junho deste ano. O setor de serviços gerou 2.031.372 novas vagas, quase metade do total. 

Contribuição dos pequenos negócios 

As micro e pequenas empresas são as que mais contribuem para o crescimento do mercado de trabalho no Brasil. De acordo com o Sebrae, a partir de dados do Caged, as MPE foram responsáveis por 961,9 mil vagas de emprego (72,1% do total) no primeiro semestre deste ano. Destaque para as micro e pequenas empresas do setor de serviços, que registraram saldo positivo de 533 mil postos de trabalho (diferença entre admissões e demissões) no período. 

O empresário Max Alexandre Martins é dono de um negócio que confecciona roupas no município de Balneário Gaivotas-SC. O cenário melhorou em 2022, após dois anos em que o objetivo da empresa foi “sobreviver” em meio à crise econômica da pandemia. “Esse ano, com a vacinação, com a população mais segura, apesar de a inflação estar alta e diminuir um pouco o poder de compra, a gente consegue ter uma perspectiva de produção para os próximos meses”, diz. 

A empresa de Alexandre tem 25 funcionários e fez contratações há pouco tempo. Segundo o empresário, o negócio poderia ter o dobro de trabalhadores, mas a falta de mão-de-obra qualificada impede a ampliação do quadro de funcionários. "Eu quero fazer contratações mais pontuais. Tem que ter experiência, tem que ter algum atrativo para eu contratar. Durante algum tempo eu contratei, ensinei a pessoa, mas agora eu estou tentando contratar pessoas que realmente saibam costurar. Estarei contratando para os próximos meses, mas a pessoa tem que ser profissional”, descreve. 

Mohara Cristina tem uma pequena empresa que vende roupas femininas em Brasília-DF. Ela conta que a “demanda aumentou significativamente” há cerca de três meses, o que a obrigou a contratar outra funcionária para o atendimento. “A demanda aumentou 30%. E a percepção é de aumentar ainda mais esse mês. Provavelmente, a gente vai precisar de uma outra social media pra cuidar da parte do Instagram, do site, porque a gente tem o nosso e-commerce também”, projeta. 

Ela atribui a maior procura à melhora do próprio produto e da organização interna do negócio, mas ressalta que seria difícil as vendas deslancharem sem a reabertura da economia. “Eu acredito que as clientes estejam mais seguras em gastar depois dessa muvuca da pandemia. Estou bem confiante, inclusive fazendo apostas para aumentar cada vez mais a nossa demanda, cada vez mais a equipe esse ano”, pontua. 

Arte: Brasil 61

Círculo virtuoso

A queda do desemprego é um indicador positivo por si só. Mas o fato de mais pessoas estarem empregadas – a maior quantidade da história em números absolutos, segundo o IBGE – também ajuda a formar um círculo virtuoso na economia, explica Pierre Souza. “O maior benefício seria na questão do consumo, porque eu tenho mais gente empregada, ou seja, eu tenho mais gente com poder aquisitivo”, afirma. 

Se as pessoas consomem mais, a indústria, os serviços e a agricultura tendem a aumentar a produção e, por consequência, precisam contratar mais pessoas para atender à demanda crescente. Rodrigo Leite, professor de Finanças e Controle Gerencial do Coppead da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), explica que o aumento do emprego é um dos fatores que contribui para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). 

“Estamos vendo a cada Boletim Focus um aumento na previsão de PIB. Porque quanto mais emprego você gera, mais renda você dá às pessoas, maior o consumo e, por isso, mais a economia se aquece e você tem um aumento do PIB”, detalha. 

Fernanda Mansano destaca que as pessoas com carteira assinada têm acesso a linhas de crédito com taxas menores. “Isso é positivo porque você acaba estimulando o crédito também na economia e, se mais pessoas [estão] empregadas, a chance de aumento de inadimplência também é menor. Então, isso também acaba, de certa forma, sendo positivo, de forma geral, para o crescimento econômico”. 

Projeção

Para Rodrigo, a taxa de desemprego deve continuar caindo ao longo do ano. “Deve fechar perto de 9%, de acordo com as expectativas de mercado”. A dúvida, segundo ele, é se o rendimento mensal real vai subir. No ano, o indicador acumula queda de 5,1%.

“O ponto que falta nessa conta toda é a questão da renda, porque a gente não está vendo a renda aumentar de forma significativa. Ou seja, tem mais gente empregada, mas com salários relativamente estáveis ou, inclusive, perdendo o poder de compra”, explica Pierre. 

Ele ressalta que a desocupação tende a cair ainda mais no fim do ano. “A gente caminha para uma época de datas comemorativas. Tem dia das crianças, final de ano, que são momentos que geralmente o desemprego também cai, ou seja, o momento é positivo”, finaliza. 

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Desemprego apresenta queda em diferentes índices e alcança cenários da pré-pandemia

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26/08/2022 16:10h

Atendimento multiprofissional na rede pública desenvolve habilidades para vida independente

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A Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla acontece dos dias 21 a 27 de agosto, e tem como objetivo conscientizar a sociedade sobre as necessidades específicas dessa população. A data foi instituída pela lei nº 13.585/2.017. O Ministério da Saúde reforça a necessidade de promover a inclusão social e o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais das pessoas com deficiência.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento multiprofissional para o desenvolvimento de habilidades e execução de atividades de vida independente, com destaque para:

  • Estimulação precoce;
  • Orientações à família;
  • Orientações à escola;
  • Discussão de caso em equipe e elaboração de projeto terapêutico singular;
  • Práticas terapêuticas, para promoção do desenvolvimento neuropsicomotor, habilidades de desempenho ocupacional, linguagem, habilidades comunicacionais, de interação social e de aprendizado.
  • Inclusão profissional

O Instituto Jô Clemente (IJC), está promovendo a campanha “Nosso Trabalho se Mistura com o Seu”, desde o dia 24 de julho. O objetivo é estimular a inclusão de pessoas com deficiência como diferencial para as organizações. De acordo com o IJC, mais de 3,5 mil pessoas com deficiência intelectual foram contratadas em mais de 50 empresas e órgãos públicos. 

De acordo com Priscilla Camargo, gerente-executiva de Marketing, Comunicação e Comercial do IJC, o foco da campanha é destacar a importância das oportunidades profissionais para as pessoas com deficiência.

“A inclusão da pessoa com deficiência intelectual e ou transtorno do espectro autista tem que ser encarado como oportunidade de novos olhares, novos insights e de inovação”, defende Priscila.

Pessoas com deficiência intelectual podem procurar o Instituto para participar dos processos do mercado de trabalho em todo o território nacional. Paulo Nogueira, de 27 anos, conquistou uma vaga de Jovem Aprendiz em uma empresa de cosméticos, como auxiliar de escritório no RH . 

“Minha experiência de inclusão profissional foi a melhor de todas. Eu acho o trabalho muito divertido, não importa onde seja, e acho também que é muito legal você ter um trabalho em que se possa conviver com as pessoas, fazer amizade, ter seu próprio dinheiro, concluir os nossos objetivos e concluir os objetivos da empresa também”, comenta Paulo. 

Para mais informações sobre os projetos ofertados pelo IJC, acesse o site.
 

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26/08/2022 04:30h

Em 2016, ano anterior à reforma trabalhista, foram aproximadamente 2,7 milhões de novos processos. Em 2021, o número caiu para 1,5 milhões

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O ajuizamento de ações trabalhistas no primeiro grau da Justiça do Trabalho diminuiu 43% nos últimos 5 anos. Em 2016, ano anterior à reforma trabalhista, foram computados aproximadamente 2,7 milhões de novos processos. Já em 2021, o número foi de 1,5 milhões. As informações são da comissão formada no Tribunal Superior do Trabalho para avaliar os impactos da reforma.

Para o professor da FGV Direito Rio, Paulo Renato Fernandes, as normas estabelecidas na Lei 13.467/17 tiveram um papel fundamental na redução desses processos. Segundo ele, alguns pontos foram essenciais para possibilitar acordos coletivos sobre quitação do contrato para adesão ao plano de demissão voluntária, diminuição do intervalo de almoço e condições para o pagamento de bonificações ou prorrogação de horários.   

“A reforma trabalhista importou em um avanço muito grande para as relações de trabalho no Brasil, gerando mais segurança jurídica, empoderando mais a negociação coletiva, enfatizando a boa-fé. Antes, nós vivíamos em uma relação de trabalho beligerante, cheia de armadilhas. A lei acabou com a contribuição sindical obrigatória, o que era um absurdo. Pessoas que não eram associadas ao sindicato eram obrigadas a contribuir para a entidade. Isso é uma agressão e viola o princípio da liberdade associativa”, considera. 

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Quanto à negociação para diminuir o intervalo de almoço de uma hora para até 30 minutos, as ações judiciais caíram 50%. Essa medida permite aos colaboradores saírem mais cedo do trabalho ou compensarem a redução do número de dias de expediente na semana. 

Teletrabalho

Em pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) com 205 empresas industriais, duas em cada três acreditam que a celebração de instrumentos coletivos foi importante para adotar medidas de comum acordo voltadas à preservação do emprego e a ajustes nas rotinas de trabalho. Um dos destaques foi a regulamentação do teletrabalho. 

Nesse caso, 47% das companhias ouvidas disseram que a adoção desse formato foi importante no período da pandemia, principalmente entre 2020 e 2021. 
Na avaliação da advogada trabalhista Fernanda Matias, a pandemia da Covid-19 impactou de forma direta a economia do país, especialmente no que diz respeito às relações de trabalho, mas houve uma adaptação rápida por causa das determinações previstas na reforma trabalhista. 

“Nossa reforma trabalhista foi muito positiva nesse cenário quando diz respeito ao trabalho home office e ao trabalho telepresencial. Nesse ponto, ela foi fundamental para equilibrar as relações de trabalho e aumentar a demanda quanto a essa modalidade de contratação”, destaca. 
 

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Brasil 61