Tecnologia

16/08/2022 04:30h

Assim como no Open Banking, consumidores de energia terão liberdade para compartilhar seus dados com os agentes do setor elétrico para estimular competitividade e melhoria dos serviços

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Com o mundo cada vez mais digitalizado, a geração e a análise de dados se tornaram essenciais para o desenvolvimento de novas tecnologias que atendam a esse novo cenário. No ano passado, o Brasil regulamentou o Open Banking, que é o compartilhamento de dados dos clientes - com seus devidos consentimentos - entre as instituições bancárias, para estimular a competitividade e a melhoria dos serviços oferecidos aos usuários.

Agora, a novidade está muito próxima de chegar ao setor elétrico. Recentemente, a empresa Lemon Energia encaminhou à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) o pedido de sandbox regulatório sobre o Open Energy, que é um ambiente experimental temporário para testar o compartilhamento de dados dos consumidores de energia elétrica. O pedido recebeu apoio da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel).

O vice-presidente de Estratégia e Comunicação da Abraceel, Bernardo Sicsú, detalha o modelo de Open Energy.

“O Open Energy é aplicado a partir do momento que as distribuidoras passam a disponibilizar os dados de consumo do titular, de forma interoperável, com um canal de comunicação unificado. Ou seja, eu uniformizo os protocolos de comunicação e permito que aquela informação, que é do consumidor, possa ser acessada por ele ou por quem ele autorizar, sempre com o seu consentimento.”

Pelo sandbox regulatório, os agentes terão uma autorização temporária da Aneel para desenvolverem modelos de negócios inovadores e testarem novas tecnologias, de acordo com os critérios estabelecidos pela agência. 

Segundo Bernardo Sicsú, atualmente, os consumidores de energia elétrica têm dificuldades para acessar seus próprios dados de consumo, que são disponibilizados pelas distribuidoras apenas uma vez por mês, de forma física na fatura de energia.

“Não há um canal de comunicação unificado entre as distribuidoras. Então, o Open Energy busca a disponibilização destes dados de maneira interoperável, ou seja, em um formato que você consiga compartilhar aquela informação. E, com isso, você tem um desenvolvimento do setor muito mais avançado em termos de inovação e de competição.”

Vantagens do Open Energy

O representante da Abraceel Bernardo Sicsú explica que o grande benefício do Open Energy é aumentar a competitividade do setor, “atraindo empresas de tecnologias capazes de oferecer melhores produtos e serviços.” Segundo ele, a modernização do setor elétrico gera eficiência, que se traduz em redução dos preços das tarifas.

“Você passa a ter maior confiabilidade, maior conhecimento sobre os dados e, com isso, estimula maior competição, atrai novos players para o setor, gera inovação e isso traz a redução dos preços.” 

Uma das possibilidades com o Open Energy é a criação de um aplicativo pelo qual as distribuidoras poderiam rankear os consumidores por quantidade de consumo e, assim, estimular a economia de energia. Para o professor de Engenharia Elétrica da Universidade de Brasília, Ivan Camargo, o método permite o consumo inteligente.

“A facilidade de mandar e receber informações vai fazer com que esse consumo seja inteligente. Essa facilidade pode permitir, por exemplo, que eu ligue e desligue uma casa através do comando da distribuidora.”

Novo marco do setor elétrico pode reduzir impacto tarifário em 2022

Consumidor poderá escolher de quem comprar a energia elétrica, se o marco do setor elétrico for aprovado

Modernização do setor elétrico

A modernização do setor elétrico é tema de discussão no Congresso Nacional, por meio do projeto de lei 414/2021. A principal proposta do texto é a ampliação do mercado livre de energia, diminuindo a carga mínima que o consumidor tem que ter para poder escolher o seu fornecedor de energia. Na prática, será como já acontece na contratação de serviços de telefonia, em que o consumidor comum pode escolher de quem comprar o serviço. 

Para o professor Ivan Camargo, o Open Energy vai facilitar a expansão do mercado livre.

“Para que o consumidor tenha acesso a esse mercado livre é fundamental que as suas informações de consumo sejam disponibilizadas. Portanto, a abertura dos dados vai facilitar com que o consumidor tenha as vantagens que tem [atualmente] os grandes consumidores de energia, ou seja, participar do mercado livre de energia.”

Segundo Bernardo Sicsú, a Abraceel apresentou à relatoria do PL uma proposta de inclusão do Open Energy no novo marco regulatório do setor elétrico. “Entendemos que esse assunto é fundamental para ampliar a concorrência no setor, andando de mãos dadas com esse movimento de abertura do mercado, que resultará em redução de preços para todos os consumidores.”

Por enquanto, o PL 414/2021 aguarda deliberação da Comissão Especial na Câmara dos Deputados.

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14/08/2022 17:45h

Prazo para obter o selo pode chegar a 90 dias, explica advogado

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Na hora de comprar um produto ou mesmo um serviço, vários consumidores já identificaram na embalagem ou escutaram do vendedor: “esse tem o selo do Inmetro”. Mas, afinal, para que serve essa certificação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia e como as empresas podem obtê-la? 

O Brasil61.com explica com a ajuda do advogado especialista em Direito Empresarial Eliseu Silveira. Ele também esclarece quais produtos e serviços precisam do selo e como o Inmetro lida e auxilia indivíduos e empresas que promovem a inovação. 

Confira a entrevista:

Brasil 61: Para que serve o selo do Inmetro e quais garantias ele oferece para o consumidor?

Eliseu Silveira: “O Inmetro é responsável por garantir a conformidade, funcionamento e segurança de um produto, antes que esse produto vá para o mercado e seja disponibilizado para os clientes. Ou seja, a garantia não é se o produto é bom ou ruim, apenas é que ele está dentro da metrologia, ou seja, dentro da metrificação de segurança, de que ele não tem uma avaria na categoria que aquele produto pertence. Por exemplo: você compra uma bola de futebol com um capotão. Se tem uma certificação do Inmetro, significa que aquela bola está dentro dos padrões que o Inmetro estabeleceu para todas as bolas do Brasil que forem fabricadas. Então, o selo do Inmetro atesta esse padrão. Damos o conhecimento como selo de conformidade.”

Brasil 61: Que tipo de produtos precisam desse selo? 

Eliseu Silveira: “Há necessidade de metrificação para todos os produtos que tenham materialidade. Em especial, produtos que são desenvolvidos pela indústria, produtos não-consumíveis, que são aqueles que estão disponíveis no mercado, mas que possuem uma utilização diária, seja computadores, brinquedos, aparelhos eletrônicos, aparelhos de escritório, enfim. A certificação do Inmetro dispõe que aquele produto está em conformidade com as regras de segurança.” 

Brasil 61: Quais são os critérios de segurança e conformidade para obter o selo do Inmetro? 

Eliseu Silveira: “Para conseguir o selo do Inmetro é importante preencher um formulário de solicitação desse selo e registrá-lo junto ao Inmetro. Para obter essa sequência de selos é importante estar em conformidade com os padrões de segurança. Existem diversas empresas de engenharia de segurança, principalmente de engenharia de produção, que demonstram e atestam as conformidades que o Inmetro exige para cada especificação técnica.” 

Brasil 61: Como é o procedimento para conseguir o selo do Inmetro? 

Eliseu Silveira: “O selo do Inmetro pode ser concedido para qualquer pessoa, empresas, empreendedores, importadores, órgãos delegados, organismos de avaliação de conformidade. E as etapas funcionam [de forma] muito simples: você precisa acessar o website e ter uma documentação em comum, que já está disponível no site. Essa etapa demora em torno de uma hora a uma hora e meia para acessar, baixar esses documentos e preenchê-los. Depois disso, você faz o protocolo junto ao Inmetro e acompanha a solicitação. Essa solicitação não tem um prazo determinado, mas conforme a lei dos processos administrativos é necessário no mínimo 90 dias úteis para se analisar.” 

Brasil 61: Como o Inmetro auxilia inventores independentes e startups? 

Eliseu Silveira: “O Inmetro tem uma política, que chamamos de incubadora de projeto, e ele dispõe de técnicos próprios que podem ajudar esses empreendedores e inventores independentes e startups fazendo uma incubadora do projeto daquela empresa, daquele determinado inventor, para que eles aprimorem o produto, o projeto, para gerar conformidade com as regras do Inmetro. Então, não seria necessário para esses inventores independentes e startups contratarem uma consultoria.”

5G: maior impacto inicial será na indústria

Projeto sobre licenciamento temporário de equipamentos de telecomunicações vai à sanção presidencial

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11/08/2022 20:15h

Representantes das principais operadoras de telefonia do mercado explicam em seminário do Ministério das Comunicações que a revolução do 5G ocorre primeiro no setor produtivo

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O impacto mais imediato do 5G no Brasil será sentido pela indústria. É o que afirmam os representantes das principais operadoras de telefonia do país, que participaram do Seminário 5G.BR, promovido nesta quinta-feira (11) em São Paulo pelo Ministério das Comunicações. O evento, que também terá edições em outras capitais, discutiu a chegada da internet móvel de quinta geração no Brasil e o alcance da transformação na economia e nos setores produtivos proporcionado pela tecnologia.

O primeiro painel, "5G no Brasil: avanços da conectividade em um país continental", contou com representantes de algumas das principais empresas de telefonia do mercado, como TIM, Vivo, Claro e Ericsson, além do executivo do setor de Telecom, Carlos Alberto Landim.

José Félix, presidente da Claro, comentou que o início do 5G é promissor, principalmente porque as operadoras estão instalando mais antenas que o solicitado pela Anatel na primeira fase, e que o consumidor vai ter de aguardar pelas novas aplicações que serão proporcionadas com o tempo pela nova tecnologia, assim como foi com o 4G. Ele cita o Waze, o aplicativo de navegação por GPS que hoje é amplamente utilizado.

“O Waze aconteceu com o advento do 4G. Tomando esse exemplo, assim como os aplicativos de delivery, se imagina que, naturalmente, vai começar a aparecer uma centena de novas aplicações de 5G”.

O presidente da Claro, no entanto, explicou que neste primeiro momento quem mais vai se beneficiar com a internet de alta velocidade e baixo tempo de resposta é a indústria. Ele explica que a maior velocidade será sentida pelos consumidores, mas que algumas novidades prometidas por meio da tecnologia, como a telemedicina e os carros autônomos vão demorar um pouco para chegar.

“A velocidade é o que é mais notável, porque é o que aparece de forma massiva, que são as pessoas, os usuários comuns, os consumidores. Todo aquele resto, a baixa latência, capacidade de fazer milhares de conexões simultâneas, isso vai aparecer mais na Internet das Coisas, que é mais voltada à indústria e, eventualmente no futuro, quando tivermos coisa falando com coisa.”

5G: São Paulo entra na era da internet de quinta geração
Todas as capitais brasileiras devem receber 5G até 29 de setembro

Márcio Fabbris, vice-presidente de Marketing e Venda da Vivo, lembra do lançamento do 4G, em 2012, quando novos modelos de negócios foram sendo oportunizados ao longo do tempo por meio de aplicativos, como bancos on-line e serviços de entrega. Ele destaca que ainda não se sabe se existirá uma aplicação chave para essa nova tecnologia de quinta geração, mas que o 5G deve primeiro revolucionar setores como agro e indústria.

“A gente pode mencionar talvez o setor agro como um dos primeiros a se aproveitar disso, da automatização da agricultura, da agropecuária, que é um setor super importante para o Brasil e pode ser um dos primeiros a ter o benefício de ter múltiplos dispositivos conectados ao mesmo tempo, transmitindo informações em tempo real, podendo elevar o nível de produtividade a um outro patamar. Depois a gente pode pensar em finanças, indústria 4.0, tem muitas aplicações que baseadas em baixa latência, confiabilidade e a possibilidade de conectar múltiplos dispositivos podem viabilizar novos negócios”, ressalta Fabbris.  

A latência é o tempo de resposta entre um comando utilizado na rede e a resposta. No 4G, a latência gira em torno de 50 milissegundos. Já o tempo de resposta do 5G pode chegar a 1 milissegundo, essencial para aplicações em equipamentos e maquinários da indústria ou operações à distância, que compõem a Internet das Coisas.

O 5G foi ativado na cidade de São Paulo, o maior mercado de telefonia móvel do Brasil, no último dia 4 de agosto. Antes, a tecnologia foi disponibilizada em Brasília, João Pessoa, Belo Horizonte e Porto Alegre. Além da indústria e da medicina, a quinta geração de internet móvel também vai impactar diversos outros setores, como educação e transporte, além de oportunizar acesso livre à internet e melhores serviços à sociedade.

Próximos seminários

As capitais Porto Alegre, Natal, Manaus e Brasília receberão as próximas edições do Seminário 5G.BR, quando o Ministério das Comunicações continua debatendo os avanços possibilitados pela nova tecnologia e os meios de aplicá-los a serviço dos cidadãos. Dessas próximas capitais, apenas Porto Alegre e Brasília já disponibilizaram o 5G. Natal e Manaus ainda aguardam a conclusão da limpeza da faixa 3,5 GHz. Todo o processo, incluindo a implementação, deve ser concluído até o dia 29 de setembro para atender às exigências da Anatel.
 

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11/08/2022 19:30h

A tecnologia trará mais segurança, confiabilidade e agilidade, afirma o Ministro da Infraestrutura

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Os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro,  da rede Infraero, são os primeiros a implementar o embarque facial biométrico 100% digital para passageiros, de forma definitiva.

A tecnologia é desenvolvida pelo Serpro para o Ministério da Infraestrutura, por meio do programa Embarque + Seguro. A tecnologia começou a ser implantada nessa terça-feira (9/8), com previsão de conclusão ainda este mês, no dia 25 de agosto.

Segundo o Ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, o check-in por biometria facial trará mais segurança, confiabilidade e agilidade, pois combina a análise de dados com a validação de biometria. Assim, cartões de embarque e documentos de identificação podem ser dispensados nos voos domésticos que partem desses terminais. "Isso faz com que a gente não tenha nenhum documento falsificado, que esteja fora da base de dados. Permite que a gente acesse de forma muito mais fluida. A eficiência diminui esse tempo para embarque e vai diminuir aquela confusão na hora de embarcar”, explica o Ministro.

Para o check-in biométrico, os passageiros deverão fazer um primeiro registro no sistema da companhia aérea. “O cadastro é feito apenas uma vez e a partir disso, ele (o passageiro) começa a optar para fazer esse embarque apenas com a biometria”, afirma Sampaio. As empresas aéreas poderão adotar procedimentos próprios para esse cadastramento e validação na base governamental, via Serpro.

A biometria facial será utilizada em duas etapas no aeroporto. A primeira, no acesso à sala de embarque, onde os totens farão a leitura biométrica do rosto e a verificação na base de dados, para confirmar o cadastro do passageiro e o cartão de embarque. A biometria é novamente necessária no portão de embarque para acessar a aeronave.

Por enquanto, a tecnologia biométrica estará apenas nos aeroportos de Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ). O Ministro explica que há estímulos para que mais redes de aeroportos possam aderir ao programa, “estamos em conversa de acordo com o posto de Brasília, e o aeroporto também em Belo Horizonte, todos eles muito animados”, ressalta. O funcionamento na ponte aérea RJ-SP será fundamental para a continuidade da implantação dessa tecnologia em outros aeroportos. 

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03/08/2022 20:30h

A cidade de São Paulo é a quinta do país a ter o 5G. Além disso, lei que regula o chamado silêncio positivo já foi sancionada e pode ajudar na ampliação da infraestrutura necessária

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O 5G chegou a São Paulo (SP) e a nova tecnologia de internet móvel já começa a funcionar na mais populosa capital do país a partir desta quinta-feira (04). A cidade é a quinta a receber a internet 100 vezes mais rápida que a tecnologia anterior, o 4G, em funcionamento há nove anos. A primeira cidade a receber o 5G foi Brasília (DF), no dia 6 de julho, seguida por Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS) e João Pessoa (PB), todas no dia 29.

As prestadoras que adquiriram a faixa de 3,5 GHz no leilão de 5G, realizado em 2021, já começam a ativar as estações com a tecnologia nesta quinta-feira. Na primeira etapa do processo, de acordo com as normas do Edital, pelo menos 462 estações devem estar ativas até o dia 29 de setembro. São Paulo, no entanto, deve ir além para oferecer a nova internet a mais pessoas: até a data de implementação, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) já havia recebido 1.378 pedidos de licenciamento na faixa de 3,5 GHz na capital.

Ainda segundo as regras, as empresas de telecomunicação devem instalar uma antena a cada 100 mil habitantes no início das operações, o que no caso de São Paulo significa 154 antenas por operadora. Como são três operando no mercado, chega-se à quantidade mínima de 462. Até julho de 2025, as operadoras terão de instalar uma antena para cada 10 mil habitantes em São Paulo, aumentando significativamente a mancha de captação da nova tecnologia.

Luciano Stutz, presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel), explica que a maior cobertura inicial em São Paulo se dá justamente pela alteração na lei municipal, que deu mais agilidade no processo de licenciamento de novas antenas na cidade.

“Isso significa que a cidade de São Paulo está sendo priorizada na mancha de cobertura. Isso quer dizer que São Paulo vai ter uma cobertura maior que a obrigatória. Fruto da modificação da lei municipal, isso é importante dizer. Estão sendo colocados esses pedidos e aprovados porque teve uma modificação na legislação e agora eles são aprovados rapidamente, em até 15 dias”, explica.

A liberação do 5G em São Paulo foi confirmada após a chamada limpeza da faixa de 3,5 GHz, para impedir problemas de interferência nos sinais de TV por antenas parabólicas, que foram migradas para outra banda.

Expansão da conectividade

Enquanto as cinco capitais recebem o 5G, as demais aguardam a limpeza da faixa ou a conclusão da instalação das infraestruturas necessárias para a nova tecnologia, que precisa de um maior número de antenas para funcionar. No último dia 28 de julho, foi sancionada a Lei nº 14.424/2022, que autoriza a instalação de infraestrutura de telecomunicações em casos de não manifestação do órgão competente no prazo de 60 dias, o chamado silêncio positivo.

Marcos Ferrari, presidente executivo da Conexis Brasil Digital, representante das grandes operadoras, lembra que São Paulo já possui uma lei municipal atualizada que agiliza a autorização de novas antenas, mas que a lei do silêncio positivo vai ajudar na expansão da conexão como um todo, já que os editais preveem, além da instalação do 5G nas capitais, uma maior cobertura do 4G onde ela ainda é falha.

“A nova lei do silêncio dispositivo vai ajudar a expandir a conectividade do país. Tanto o 5G quanto o 4G. As obrigações do edital ainda exigem que se coloque o 4G onde ainda não tem, que são 8 mil localidades, mas ainda temos muita dificuldade em avançar na instalação de infraestrutura do próprio 4G. E o 5G, como é uma tecnologia que requer muito mais antenas do que o 4G, também vai exigir um mecanismo ágil para que avance na instalação de infraestrutura”, explica o presidente da Conexis.

Onde terá o 5G na cidade

Segundo informações da Anatel, a cobertura inicial do 5G na cidade de São Paulo está concentrada no chamado centro expandido, entre as marginais Tietê e Pinheiros, perpassando uma boa parte da zona oeste e o começo da zona sul. A área concentra os principais prédios empresariais, polos de empregos e famílias com maior poder aquisitivo.

As zonas leste e norte da cidade, assim como o extremo da zona sul, têm antenas umas mais distantes das outras, ou seja, a mancha de cobertura não será tão longa e a conexão deve ficar alternando entre o 4G e o 5G, caso a pessoa esteja em movimento, já que a cobertura é de cerca de 300 metros entre as estações.

As próximas capitais a receber o 5G devem ser Goiânia (GO), Salvador (BA), Curitiba (PR) e Rio de Janeiro (RJ), que, assim como São Paulo, já passaram pela instalação dos filtros. A data de implementação, porém, ainda não foi definida.
 

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02/08/2022 15:46h

Desenvolvida a partir da experiência de profissionais de mineração, a plataforma oferece a possibilidade de tomada de decisão em tempo real

A BASF Mining Solutions e a empresa de IA IntelliSense.io desenvolveram um conjunto de soluções digitais com base em Inteligência Artificial (IA) com o objetivo de tornar as operações de processamento de minério mais eficientes, sustentáveis e seguras. 

A solução combina a experiência em processamento mineral e química de beneficiamento de minérios com a inteligência artificial industrial de última geração. Desenvolvida a partir da experiência de profissionais de mineração, a plataforma oferece a possibilidade de tomada de decisão em tempo real, além de um portfólio de aplicativos de otimização de processos voltados para a cadeia produtiva da mineração. O resultado é uma maior entrega de valor, por garantir atividade de mineração com maior rendimento, recuperação e redução da pegada de energia, água e resíduos. 

USIMINAS: Ebitda ajustado soma R$ 1,9 bilhão no trimestre

Consumo de eletricidade tem impacto no semestre

Detalhes da plataforma e seus aplicativos, sensores, a possibilidade de controle de operações de espessamento, flotação, moagem, lixiviação, estoque, bombeamento, entre outros serviços, podem ser acessados neste link, onde também há estudos de casos reais de aplicação, como o trabalho com um grande produtor de minerais que maximizou a produção, reduziu o consumo de floculantes e diminuiu interrupções do processo em até 18%.

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01/08/2022 04:00h

Em entrevista ao Brasil61.com, presidente da Abrintel, Luciano Stutz fala sobre a perspectiva de implementação da nova internet móvel no país. Depois de Brasília, Belo Horizonte, João Pessoa e Porto Alegre receberam a tecnologia na última sexta-feira (29)

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Nessa sexta-feira (29), três capitais, Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PB) e Porto Alegre (RS), receberam a tecnologia 5G. Brasília (DF) foi a primeira cidade do país a receber a quinta geração da internet móvel, e todas as capitais devem contar com a nova tecnologia até o dia 29 de setembro, de acordo com o cronograma da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O prazo anterior era 31 de julho, mas foi alterado porque a faixa de 3,5 Ghz está passando por uma limpeza, a fim de evitar interferências no tráfego dos sinais de TV captados por antenas parabólicas.

 

A Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel) acompanha o processo da chegada do 5G ao país desde o início, dando apoio principalmente aos municípios, que precisam alterar as legislações ultrapassadas para permitir a instalação das novas antenas necessárias à nova tecnologia. Luciano Stutz, presidente da Abrintel, conversou com o Brasil61.com sobre o andamento da implementação da internet móvel de quinta geração e as perspectivas de instalação nas demais capitais brasileiras. Stutz também fala sobre os cuidados que os usuários devem ter ao se deparar com a nova tecnologia.

 

Confira a entrevista

 

Brasil61: Luciano, a Abrintel acompanha desde o início o processo da chegada do 5G, principalmente ajudando na reformulação das legislações municipais defasadas e que atrapalhariam a instalação das antenas necessárias para a internet móvel de quinta geração. O prazo estipulado pela Anatel para que o 5G chegue a todas as capitais do país, que era até o fim de julho, foi prorrogado até o dia 29 de setembro. Mesmo com o prazo estendido, como nós estamos em relação à instalação do 5G no país?   

 

Luciano Stutz, presidente da Abrintel: “Estamos bem nesse período de julho e explico o porquê. Primeiro é preciso dizer que o cronograma da Anatel foi adiado por 60 dias. O prazo para implantação do 5G nas capitais passou para 29 de setembro. Isso não tem nada a ver com velocidade de implantação, mas muito por conta das providências de mitigação de interferência que a Agência está coordenando, distribuindo filtros de parabólica de TV aberta para quem tem o CadÚnico. Até agora, o que nós podemos dizer é que nós vimos bem. Alguns aspectos eu gostaria de destacar. Primeiro, na implantação física. As antenas estão sendo colocadas, a maioria das capitais já está vendo as antenas sendo colocadas para promover essa cobertura até o dia 29 de setembro, e também quero ressaltar o compromisso que nós tivemos desde o começo, da Abrintel, com a reformulação de leis municipais. As principais capitais brasileiras que tinham uma legislação defasada já corrigiram seu problema e hoje estão no caminho, com a legislação bem sedimentada e que permite a implantação das novas antenas.”

 

Brasil61: À medida que o 5G chega às capitais, os usuários também precisam realizar alguma mudança junto à operadora? O celular também precisa ser diferenciado?

 

Luciano Stutz, presidente da Abrintel: “É importante dizer que você usar a tecnologia 5G depende primeiramente do seu smartphone. O seu aparelho tem de ter acesso a essa tecnologia. Se você está hoje, por exemplo, em Brasília, e já vê aparecer no seu smartphone ‘5G’ no topo do aparelho, é porque ele funciona na rede 5G. O segundo passo é entrar em contato com a operadora, porque aí vai fazer parte da opção comercial de cada operadora como é que ela vai liberar o seu usuário para fazer uso do plano de serviço com o 5G. Provavelmente as operadoras não vão cobrar qualquer adicional e deixar seus usuários utilizarem o 5G, mas outras podem, e isso é permitido, cobrar, por exemplo, um plano de serviço diferente para o 5G. Até agora não vi nada nesse sentido, com plano diferente do 4G. Se a estratégia das operadoras for a mesma, provavelmente você vai detectar o 5G no seu aparelho e a partir de então fazer uso da nova tecnologia.

 

Brasil61: Além do aparelho utilizado e da velocidade 100 vezes mais rápida que o 4G, tem alguma outra mudança que o usuário vai sentir.?

 

Luciano Stutz, presidente da Abrintel: “À medida que você usar o 5G, tem que ficar ligado no tamanho do pacote de dados. Como a velocidade é muito mais alta, o consumo de dados costuma ser mais muito rápido. Ou seja, se para baixar um filme no 4G demorava 25 minutos, um filme de 2 gigabytes, agora vai levar cerca de 25 segundos. Em 25 segundo você vai gastar o número de dados que você levava 25 minutos para gastar, então, o seu plano de dados contratado, que é por capacidade, ele pode se esvair de maneira muito mais rápida e o consumidor precisa ficar ligado nesse consumo.”

 

Brasil61: Em Brasília, apenas o centro recebeu essa cobertura de 5G, e não todas as cidades do Distrito Federal. A periferia das capitais, ou seja, as pessoas que moram perto, vão se beneficiar de uma internet mais rápida quando?

 

Luciano Stutz, presidente da Abrintel: “Aí vai ser por interesse comercial das operadoras. Conforme for surgindo demanda, as pessoas tendo aparelhos com 5G, e demandarem consumo, essa cobertura vai aumentando para chegar nessas localidades. As periferias das grandes cidades, e aí não sou eu que estou dizendo, é uma filosofia de política pública, é primeiro tentar fazer uma cobertura de 4G de 100%. Você bem sabe que nas cidades satélites, alguns trechos, como é a realidade de bairros de São Paulo, bairros do Rio de Janeiro e de outras regiões metropolitanas do Brasil, ainda dependem de uma cobertura efetiva de 4G. Então, a primeira meta imposta pela Anatel é levar 5G para as capitais brasileiras, mas 7 mil localidades aproximadamente no Brasil, que hoje não tem 4G, afastados dos distritos sedes dos municípios, estão ganhando cobertura de 4G também para massificar essa cobertura. Isso é aumentar a inclusão digital, diminuir desigualdade social. Essa é a meta. Você vai ver primeiro aumentar a mancha de 4G na cidade satélite e depois, então, essa mancha de 5G, alcançar as cidades mais periféricas. Isso é o que vai acontecer certamente.”

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29/07/2022 19:15h

Início da operação da tecnologia nas capitais foi possível após a adaptação de estações receptoras de satélite. A data foi definida nessa quarta-feira (27) pelo Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência (Gaispi)

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A partir desta sexta-feira (29), operadoras poderão ativar a tecnologia 5G em Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PB) e Porto Alegre (RS). A data foi definida nessa quarta-feira (27) pelo Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência (Gaispi) na faixa de 3.625 a 3.700 MHz, composto por representantes da Agência Nacional das Telecomunicações (Anatel), do Ministério das Comunicações e de empresas.

O início da operação do 5G nessas capitais foi possível após a adaptação de estações receptoras de satélite. As três cidades se somam a Brasília, onde a tecnologia está em funcionamento desde a primeira quinzena de julho. A área de cobertura do 5G será expandida aos poucos em Belo Horizonte, João Pessoa e Porto Alegre, a exemplo do que já ocorre na Capital Federal. 

Segundo o Gaispi, todos os testes necessários para a liberação do 5G foram feitos nas localidades aptas a ativá-lo. Foi verificada a possibilidade de o sinal da tecnologia afetar o funcionamento de antenas parabólicas domésticas, por exemplo. A utilização do 5G permite download e upload em alta velocidade, entre outras ações. A nova tecnologia deve estar disponível em todos os municípios até 2029.

Como primeira exigência de cobertura do edital dos leilões do 5G, o Ministério das Comunicações determinou prazo até 31 de julho para que as prestadoras de telefonia móvel instalem no mínimo uma antena de tecnologia de quinta geração para cada 100 mil habitantes nas capitais brasileiras. 

No entanto, esse prazo foi estendido por 60 dias. Um dos motivos é a necessidade de uma limpeza na faixa de 3,5 Ghz, a fim de evitar interferências no tráfego dos sinais de TV captados por antenas parabólicas. Além disso, as operadoras enfrentaram dificuldades para importar os equipamentos necessários para implementar a tecnologia.

5G: quinta geração de internet móvel chega a Brasília antes do prazo oficial, nesta quarta-feira (6) 

“O edital do 5G previa investimentos em várias obrigações. A primeira delas é o 5G em todas as capitais até 2022.  A primeira foi Brasília. Todas as outras capitais terão que começar a funcionar até 29 de setembro. Brasília começou no dia 6 de julho, então tem até o dia 29 de setembro para otimizar toda a faixa, todas as obrigações, e a partir desta data é que a Anatel vai fazer aferição”, explicou o ministro das Comunicações, Fábio Faria.

O Gaispi voltará a se reunir em 10 de agosto para avaliação da liberação do sinal do 5G em outras capitais. 
 

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14/07/2022 21:10h

Segundo o diretor de Política Setorial de Telecomunicações no Ministério das Comunicações (MCom), Wilson Diniz, quanto mais se investe em tecnologias como a internet 5G e internet das coisas, melhor será a evolução das atividades agrícolas

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No Brasil, 37% dos produtores rurais passaram a utilizar o meio digital como forma de gerenciamento das propriedades. É diante desse quadro que o setor passa a ampliar os debates sobre a conectividade e inovação no agronegócio. Segundo o diretor de Política Setorial de Telecomunicações no Ministério das Comunicações (MCom), Wilson Diniz, quanto mais se investe em tecnologias como a internet 5G e internet das coisas, por exemplo, melhor será a evolução das atividades agrícolas. 

“Apesar de o agro não ser o setor que mais demanda aplicação de internet das coisas, ele é o que apresenta maior capacidade de desenvolvimento, frente à utilização dessa tecnologia. Então, quanto mais investirmos em tecnologias que levem a esse desenvolvimento, teremos maior capacidade de crescimento do agro brasileiro”, considerou. 

A declaração de Diniz se deu em meio à audiência pública realizada na última terça-feira (12) na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Capadr) da Câmara dos Deputados, onde o diretor apresentou dados de três estudos recentes sobre o impacto da conectividade no campo.

Em um dos levantamentos, houve a apresentação de cenários distintos que tratam das perspectivas da conectividade no setor. Uma das situações mostra que a utilização de estruturas de torres e antenas existentes para ampliação da cobertura rural para 48% do território agrícola nacional conta com incremento de R$ 47,56 bilhões no Valor Bruto de Produção. 

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Um segundo cenário revela que a criação de novas estruturas de torres e antenas para ampliação da cobertura rural para 90% do território agrícola nacional conta com incremento de R$ 101,47 bilhões no Valor Bruto de Produção.

O coordenador de Inovação do Sistema CNA/Senar, Matheus Ferreira, também participou dos debates. Na ocasião, ele destacou o avanço da tecnologia na agricultura do país, assim como a importância da conectividade para o setor rural.

“A conectividade nas propriedades rurais, tanto nas cidades quanto no campo, é uma necessidade. Para isso, é importante debatermos esse tema e que haja investimentos públicos e privados para que o produtor consiga obter, ao máximo, a produtividade e a rentabilidade do seu negócio, uma vez que as margens das atividades estão cada vez menores”, destacou.

Apesar dos avanços, o Censo Agropecuário 2017 – últimos dados disponibilizados - das mais de 5 milhões de propriedades rurais do País, 72% não contam com acesso à internet, o que representa uma área de quase 196 milhões de hectares. Do total, 50% estão no Nordeste brasileiro e 91% são propriedades com até 100 hectares.
 

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13/07/2022 20:00h

Consumidores têm dúvidas sobre a nova tecnologia

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Com a chegada do 5G, os usuários têm dúvidas sobre como podem usufruir da nova tecnologia. Além de aparelhos compatíveis com as redes de quinta geração, há incertezas sobre quais tipos de planos de internet são necessários para ter acesso. Por enquanto, a resposta é simples para quem já utiliza os planos de 4G: não precisa fazer nada além de estar em uma área com cobertura ativa. Até o momento, o sinal com faixas exclusivas para o 5G está disponível somente em Brasília.

Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), as três principais operadoras de telefonia do país (Tim, Claro e Vivo) afirmaram que não há mudanças de custos dos planos ou necessidade de troca de chips para receber o novo sinal - ao menos, por enquanto. A Vivo destacou em nota no seu portal que "os clientes com chip 4G já têm acesso ao 5G", caso tenham dispositivos compatíveis. A mesma informação foi confirmada por Tim e Claro.

Mas e quem não tem dispositivos compatíveis?

Para navegar nessa frequência será necessário trocar o celular, uma vez que os aparelhos de recepção de redes móveis não estão adaptados às faixas disponíveis para o 5G. 

Segundo o engenheiro de telecomunicações da Telemar do Rio de Janeiro, Cesar Nunes, o recomendado é que a troca seja feita com cautela e que o consumidor se certifique se o novo equipamento é homologado pela Anatel. “Nós licitamos algumas faixas de frequência específicas aqui do Brasil. Pode ser que você compre um aparelho de fora e esse não tenha essa faixa do Brasil, então pode ser que não funcione”, explica o engenheiro. 
Atualmente, existem cerca de 40 modelos de celulares no Brasil que já estão aptos para receber o sinal 5G. Veja a lista dos aparelhos que aceitam a frequência.  

O analista político Lucas Machado, apesar de ser muito antenado nas novidades tecnológicas, planejou trocar o celular. “O meu aparelho atual só recebe até o sinal 4G. Então, vou esperar o lançamento de mais aparelhos que devem vir com o preço mais acessível”, aposta. 

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Parabólicas

O 5G puro ocupará na faixa de 3,5 GHz, faixa parcialmente ocupada por antenas parabólicas antigas que operam com sinal analógico na Banda C. As pessoas com esse sinal precisarão comprar uma antena nova e um receptor compatível com a Banda Ku, para onde está sendo transferido o sinal das antenas parabólicas. Famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) com parabólicas antigas receberão conversores novos, que dispensarão a necessidade de comprar outras antenas.

Segundo a Anatel, Brasília foi escolhida para estrear a tecnologia 5G por ter um número baixo de parabólicas. Conforme os dados mais recentes da agência reguladora, existem cerca de 3,3 mil parabólicas em funcionamento no Distrito Federal.

Originalmente, o edital do leilão do 5G, realizado em novembro do ano passado, previa que todas as capitais deveriam ser atendidas pela telefonia 5G até 31 de julho. No entanto, problemas com a escassez de chips e com atrasos na produção e importação de equipamentos eletrônicos relacionados à pandemia da Covid-19 atrasaram o cronograma em dois meses.

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Brasil 61