Tecnologia

02/12/2022 14:25h

O podcast Giro Brasil 61 faz uma seleção dos principais fatos e acontecimentos noticiados pelo Brasil61.com durante a semana

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No episódio desta semana (2), o podcast Giro Brasil 61 traz a aprovação pelo STF da “revisão da vida toda” pelo INSS; o Brasil é um dos países com alta carga tributária e sistema de cobrança de impostos complexo; um a cada 10 animais morre por causa do plástico no mar; 10 milhões de mulheres empreendem no país; e a inauguração do museu interativo SESI Lab, em Brasília.

Quer saber tudo? Aperte o play e confira! 

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01/12/2022 04:00h

A qualificação dos profissionais é fundamental para a aplicação das novas tecnologias no campo

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Um dos mais importantes setores da economia brasileira, o agronegócio pode ultrapassar os 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do País em 2023, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O agronegócio foi o segundo setor que mais criou postos de trabalho no primeiro semestre de 2022, ficando atrás apenas dos serviços, de acordo com o Cadastro de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia. O salário médio na agricultura, pecuária, produção de florestas e pesca é de R$ 3,5 mil, mais que o dobro da média nacional de R$ 1,5 mil – fator que tem atraído muitos trabalhadores.

De acordo com a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a agropecuária foi responsável pela criação de 84.043 vagas de emprego, em torno de 6,3% do total gerado no Brasil. As AgTechs, startups dedicadas à tecnologia na produção rural, são responsáveis por uma fatia desse número. Cientes dessa necessidade, muitos profissionais do agronegócio têm buscado se qualificar para entender e aplicar as novas tecnologias no campo.

O perfil do profissional de agronegócio do futuro
Com a aceleração da transformação digital no campo, surgem mais oportunidades para reinventar a operação agrícola. Ter conhecimento é fundamental na hora de colocar as atividades em prática, principalmente porque a falta de estudo e planejamento na área pode gerar custos, assim como o manuseio incorreto das máquinas. 

Para o assessor técnico do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) Caio Vasconcelos, o profissional do futuro precisa estar adaptado e qualificado para atuar com a aplicação de tecnologias. “É uma tendência atualmente, observarmos a grande maioria das empresas do meio rural se utilizando de óculos de realidade virtual, se utilizando de modelos tecnológicos que venham a otimizar o seu sistema produtivo. Aquele profissional que pretende ter um bom desempenho no futuro, ele tem que estar engajado junto a essas tecnologias, com foco no aprimoramento produtivo e no desenvolvimento consistente das atividades rurais.”  

O CEO & Fundador de uma empresa de recrutamento especializado em agronegócio, André Ceruz, por sua vez, observa que os profissionais do agro do futuro devem se atentar para aspectos extremamente importantes para quem deseja realizar um bom trabalho. “Se avançou muito em tecnologia, mas na área de recursos humanos por uma característica própria do agro, as faculdades do agronegócio são extremamente técnicas e quando vem para esse mercado que necessita performance, eficiência, você forma muita gente técnica, mas de fato, que chegam a suprir as necessidades desse momento do mercado, que não é só técnica, mas muita gestão, muito acompanhamento, gestão de pessoas, gestão de negócios, você tem uma deficiência da disponibilidade dessa mão de obra.”, observa o CEO em participação de webinar sobre o profissional do futuro do agro realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). André Ceruz também destaca a necessidade de se aprender outros idiomas para melhorar a relação dos produtores com exportadores internacionais.

Para o engenheiro agrônomo e gestor de desenvolvimento de negócios de uma startup brasileira focada no agronegócio, Fábio Villela, é necessário que o profissional do futuro saiba também transformar as tecnologias a favor do agricultor. “É saber como entrar na forma do modelo de negócios para o agricultor, como entrar no agricultor, isso é importantíssimo. Hoje nós temos um movimento das multinacionais em abraçar as tecnologias, então cada multinacional de grande nome hoje tem sua ferramenta de tecnologia. Esse é um mercado que os agricultores de menor estrutura, tem que estar de olho, porque é difícil competir com eles, mas ao mesmo tempo, você tem uma oportunidade de criar uma solução e vender.” 

A mobilidade no agronegócio também é um ponto a ser observado, cada vez mais os produtores otimizam processos, seja na produção ou no gerenciamento das tarefas. André Ceruz ainda ressalta que é necessário que o profissional do futuro invista em inovações, e que esse é um caminho fundamental para ampliar a produtividade. “eu não gosto daquela frase que diz: para onde todo mundo está indo, eu vou. Porque no agro se você for para onde todo mundo vai, você vai ser sempre técnico, não vai trazer essa inovação que o agro precisa, então você tem que buscar essa inovação.” 

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30/11/2022 03:30h

Relatos de parcerias, importância da ciência para o País e formação de jovens talentos foram alguns dos temas discutidos no evento

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O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) participou nesta terça-feira (29), da abertura 19ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, realizada no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília (DF). O evento é promovido anualmente pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), em parceria com instituições públicas e governos estaduais e municipais. A feira estará aberta a visitação até o domingo, dia 4 de dezembro, e tem como tema “Bicentenário da Independência: 200 anos de ciência, tecnologia e inovação no Brasil”.

Um dos destaques no estande do MDR é a apresentação do Projeto de Integração do Rio São Francisco. Outras ações da Pasta que podem ser conhecidas no espaço são programas ambientais voltados à segurança hídrica, em áreas como conservação da fauna e da flora e salvamento de bens arqueológicos.

“Quando nós fomos planejar o programa Águas Brasileiras, contamos muito com a parceria do MCTI, exatamente porque poderíamos planejar, juntos, um projeto de tanto sucesso, que já captou mais de R$ 85 milhões. Junto da Transposição do Rio São Francisco, nós fizemos um projeto de arqueologia, com investimentos de mais de R$ 80 milhões em resgate de material arqueológico e paleontológico para que, conhecendo o nosso passado, saibamos o que estamos fazendo no presente e que possamos planejar o nosso futuro”, declarou o secretário Nacional de Segurança Hídrica, Sérgio Costa, que representou o MDR na abertura da SNCT.

O estande do Ministério do Desenvolvimento Regional também conta com um cômodo de um protótipo habitacional do Programa Casa Verde Amarela, voltado à habitação de interesse social. Os visitantes também poderão conhecer o sistema de envio de alertas de desastres pelo WhatsApp da Defesa Civil Nacional, detalhes sobre o Marco Legal do Saneamento Básico, programas de desenvolvimento urbano e parcerias com o setor privado para financiamento de ações em setores atendidos pela Pasta, entre outros.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Paulo Alvim, destacou o impacto da SNCT para a formação de novos talentos para a ciência brasileira. “Quando visitamos cada estande, percebemos novos atores, jovens atores. Conversamos com os meninos e meninas que estão na SNCT e vemos o orgulho de trazer as suas experiências, as suas soluções para as suas localidades, para as suas necessidades”, salientou.

Sistema de produção do pitu

A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), vinculada ao MDR, também conta com um estande, onde apresenta o sistema de produção de camarões da espécie pitu. Em 2022, foram soltos cerca de 22 mil pequenos camarões em rios da área de atuação da Companhia, com objetivo de recompor o estoque natural, contribuindo para recuperação da população de camarão-pitu e o equilíbrio ambiental na bacia.

Além disso, a Codevasf também apresenta sistemas de produção de mel e cacau. Os visitantes poderão degustar chocolates.

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

As diversas atividades promovidas durante o evento ressaltam a importância da ciência e da tecnologia na vida de todos e para o desenvolvimento do País. A programação inclui ações de divulgação científica, como estandes das unidades vinculadas ao MCTI, tendas da ciência, palestras, cursos, oficinas, experimentos didáticos e científicos, teatro científico, observação do céu, debates, distribuição de cartilhas e livros e exibição de vídeos.

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28/11/2022 04:15h

O objetivo do Sesi Lab é democratizar o acesso à cultura e ao conhecimento por meio de uma experiência interativa e políticas de incentivo à educação

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O Sesi Lab promete proporcionar uma experiência inédita no Brasil, devido a sua principal característica: a interatividade dos visitantes com as exposições. O museu de arte, ciência e tecnologia será sediado em Brasília e estará aberto aos visitantes a partir de 30 de novembro. O diretor de Operações do Sesi Nacional, Paulo Mól, ressalta a importância do novo espaço para a educação no país. 

“É um museu extremamente importante porque ele é interativo. As pessoas interagem com cada um dos aparatos. Então, todos os aspectos científicos, aí estou falando da física, da química e da biologia, elas começam a aprender todos esses fenômenos a partir da interação com os aparatos que estão lá. Isso é extremamente importante para o aprendizado. Muito mais importante do que o museu, é o movimento em prol da educação no Brasil”, destaca o diretor. 

Um dos principais objetivos do Sesi Lab é estimular o interesse da população pela ciência. Para isso, foi desenvolvido projeto para atender escolas públicas e privadas com visitas guiadas e um programa de formação de professores pensado para trabalhar o ensino sobre o uso do local para o cumprimento do currículo escolar. A expectativa é receber cerca de 85 mil estudantes e 3.000 professores, além de 350 mil visitantes por ano.

“Nosso objetivo é fazer com que possamos atrair novos cientistas, novos pesquisadores, que isso passe a fazer parte da vida de todas as pessoas, de todos os estudantes. O Sesi Lab vai ser um apoio às escolas nas áreas de arte, ciência e tecnologia”, explica Paulo Mól.

De iniciativa do Serviço Social da Indústria (Sesi), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), o novo espaço mistura modernidade, arte e educação ao longo dos seus 7,5 mil metros quadrados de área construída, com cinco galerias expositivas e 100 experimentos interativos em exposição de longa duração. Entretanto, as exposições não ficarão restritas à parte interna e a quem estiver nas dependências do prédio.

Diversas obras ficam expostas na parte externa, com as quais pessoas que transitam no local poderão interagir livremente. Dentre elas, um painel inédito do artista Athos Bulcão, que fica em uma das áreas de maior circulação pública, com aproximadamente 135 metros quadrados de uma combinação de três azulejos que formam diferentes imagens ao longo de sua extensão.

SESI LAB

A ideia é que o local seja um espaço democratizado, para ampliar o acesso à arte, ciência e tecnologia a todos os públicos. Por isso, o museu foi construído em uma das áreas mais movimentadas da capital, no antigo edifício Touring Club, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, que estava abandonado após servir como rodoviária para o Entorno do Distrito Federal. O prédio fica localizado no centro de Brasília, onde circulam, aproximadamente, 600 mil pessoas por dia. A gerente de Desenvolvimento Institucional do Sesi Lab, Cândida Oliveira, afirma que o local foi escolhido estrategicamente para atingir o maior e mais diverso público.

“O Sesi Lab é um projeto inédito, não só para Brasília, mas também para o Brasil. Ele chega como a peça que faltava no corredor cultural central. Nossa ideia, inclusive, é mudar a dinâmica desse espaço, aumentando e criando um fluxo entre os equipamentos que já estão aqui, como o museu da República, a própria biblioteca, a catedral. Nosso objetivo, inclusive, é ampliar esse acesso a quem nunca, de repente, entrou em um museu”, pontuou. 

A entrada no Sesi Lab será gratuita até o dia 31 de dezembro. Após essa data, será cobrado o valor de R$ 20 a inteira e R$ 10 a meia, com uma ampla política de gratuidade. 

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28/11/2022 04:00h

O que parecia estar num futuro distante já é realidade em hospitais das principais cidades brasileiras

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Além de ser uma das doenças que mais matam no mundo, o câncer continua causando medo e tristeza em quem recebe esse diagnóstico. Mas a tecnologia e a ciência, cada dia mais evoluídas e precisas, surgem como esperança  por  tratamentos mais eficazes e menos invasivos para os pacientes. 

E a cirurgia robótica está entre essas inovações da ciência que aumentam a precisão nas intervenções e reduzem a margem de erro. O cirurgião urológico especialista em Uro oncologia e cirurgia robótica, Vitor Sifuentes, explica tudo sobre a técnica. 

Brasil61 -Desde quando a gente conta com esse tipo de tecnologia aqui no Brasil? 

VS- A cirurgia robótica chegou ao Brasil há algumas décadas. A cirurgia como a gente conhece hoje, que é com a plataforma Davinci, que é o robô que a gente utiliza hoje, chegou ao Brasil em 2008, em São Paulo, no Albert Einstein e chegou a Brasília em 2018, 10 anos depois. 

Brasil61 -Como é a preparação do médico cirurgião que opera com o robô?

VS- A plataforma que a gente usa para operar hoje envolve uma alta carga de treinamento. Primeiro um treinamento online, teórico. Depois a gente faz algumas horas de simulação, por volta de 40 horas de simulação, depois a gente faz um treinamento em vivo. Primeiro com animais e depois a gente faz um treinamento presencial com um especialista auxiliando no treinamento nos primeiros casos. É um treinamento bem extenso, até a gente conseguir estar apto a fazer nossos casos por completo". 

Brasil61--Como funciona a relação  médico-robô?

VS-O robô, hoje, não faz a cirurgia sozinho, como muita gente imagina. Ele é só uma ferramenta que a gente acopla as pinças e a gente faz a cirurgia guiada por um console. A gente senta nesse console e ali, por meio dele, a gente tem uma visão magnificada, os tremores do cirurgião são filtrados e a gente consegue ter um movimento muito mais preciso e correto.

Brasil61-Para quais tipos de câncer a cirurgia robótica é indicada?

VS- A cirurgia do câncer de próstata foi pioneira e foi uma das principais introdutoras da técnica. Começou se fazendo com o câncer de próstata, a primeira cirurgia do Brasil foi para um câncer de próstata, mas hoje, na urologia, a gente usa para praticamente todos os tipos de câncer. Câncer de rim, de adrenal, de bexiga, de ureter. Todas as patologias que se trata intra abdominais ou intratorácicas, hoje, tem se feito por robô. Tanto na cirurgia torácica, na cirurgia ginecológica, para câncer de útero, de pulmão, intestino, cólon. Tudo hoje tem se usado o robô nessas abordagens. 

Brasil61-Qual é a principal vantagem dessa técnica?

VS-A gente tira menos tecidos, então a gente consegue ser mais preciso, ser mais conservador. É uma técnica minimamente invasiva, a gente tira menos tecido com mais precisão do que realmente está tirando a doença inteira. Na próstata, por exemplo, a gente consegue tirar só o tecido prostático, mantendo as estruturas vitais, como nervos, veias, que vão  ajudar na recuperação do paciente, para ele não ter uma para disfunção erétil, para ele não ter uma incontinência urinária. Ele nos dá mais precisão para tirar menos tecidos e ser minimamente invasivo. 

Brasil61-A recuperação do paciente também é melhor com a cirurgia robótica?

VS- Essa é a principal vantagem do robô. Ele nos dá um tempo de cirurgia menor, tempo de internação do paciente menor, a cirurgia sangra menos, tem menos complicação. Normalmente nas cirurgias de próstata, rim, a gente libera o paciente no dia seguinte.

Brasil61-Está disponível para todos ou ainda é uma cirurgia cara?

A cirurgia robótica ainda é restrita em dois aspectos. No financeiro, porque apesar dos convênios cobrirem a maior parte do procedimento ainda existem em alguns hospitais a taxa específica do robô. E é restritivo no sentido de que são poucos profissionais treinados. Como o processo de treinamento é muito grande, a curva de aprendizado existe, são poucos profissionais capacitados totalmente para a cirurgia. 

Brasil61- Esse tipo de técnica é o futuro da cirurgia oncológica no Brasil e no mundo?

 VS-Mais que futuro, a cirurgia robótica contra o câncer é o presente. Já é hoje nossa realidade, praticamente todas as cirurgias oncológicas particulares são feitas com robô. Quem trabalha em hospitais particulares têm que saber fazer robô. 

Brasil61 -Como enxerga a robótica para a saúde pública?

VS-Existem vários estudos que demonstram que, quando se compara os gastos, o paciente que fica internado gasta mais com UTI, com insumos, diversos outros tipos de gastos que o robô diminuiria. Mas tem o gasto do robô. No final das contas o robô ainda fica um pouco mais caro pro Estado, mas estaria conferindo um prognóstico melhor. Esses pacientes vão ter menos complicações, melhores resultados, então o robô é sim um futuro para o SUS também. Talvez vai demorar a vir, mas vai acontecer. 

Confira a entrevista completa
 

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23/11/2022 19:13h

Mais de R$ 500 milhões serão alocados em tecnologias educacionais, modernização e expansão das unidades do Sesi e do Senai

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A Federação das Indústrias de Goiás (FIEG), com o Sesi e o Senai, investirão quase R$ 1 bilhão para atingir a meta de qualificar 300 mil trabalhadores nos próximos três anos e suprir a crescente demanda do setor produtivo no estado. Cerca de 500 milhões de reais serão alocados em tecnologias educacionais, modernização e expansão de escolas em Aparecida de Goiânia, Catalão, Goiânia, Itumbiara, Jataí e Rio Verde. Há ainda R$ 275 milhões previstos para construção de cinco novas escolas, duas delas em Luziânia e Mineiros.  

O presidente da FIEG, Sandro Mabel, entende que ampliar a oferta de educação básica, profissional e tecnológica é o caminho mais curto para elevar a produtividade e a competitividade da indústria.

“Isso vai mudar a condição dos nossos alunos, da nossa profissionalização. A Indústria 4.0 hoje é uma indústria moderna, que precisa de qualificação constante. Isso faz com que as pessoas precisem ter treinamento. É isso que o Sesi e o Senai vão fazer cada vez mais”, afirmou.

Tecnologias educacionais 

Sesi e Senai de Anápolis receberão recursos para aplicar em novas tecnologias educacionais, que envolvem robótica, braço biônico e softwares e ferramentas de inteligência artificial. Em todas as unidades da rede de ensino em Goiás, a FIEG estima investir mais de R$ 150 milhões em recursos de aprendizagem.

Segundo o secretário de Indústria, Comércio, Inovação, Trabalho, Turismo e Agricultura, Alex Martins, ampliar a oferta de ensino em uma cidade que tem a atividade industrial como umas das principais fontes de renda significa investir na geração de emprego e renda. 

“A prefeitura de Anápolis, em parceria com o Senai e o Sebrae, oferece cursos gratuitos de qualificação profissional, relacionados às áreas exigidas pelo mercado local, como elétrica e mecânica. Os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, apontam crescimento na geração de empregos com carteira assinada”, assinala.

Dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET), do Ministério do Trabalho, indicam que há quase mil estabelecimentos industriais em Anápolis, a maioria dos setores de alimentos e bebidas (23%), vestuário (12%) e química farmacêutica (11%). Mais de 97 mil funcionários são empregados formalmente pela indústria no município, de acordo com os dados mais recentes de 2020. 

Números que, na avaliação da diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV), Claudia Costin, evidenciam o sucesso do modelo educacional adotado por Sesi e Senai. A especialista acrescenta que há exemplos internacionais, como o das escolas secundárias da Coreia do Sul, em que a indústria se uniu ao governo, por meio de parcerias público-privadas, na gestão de cursos para ampliar a empregabilidade dos jovens.

“Creio que o aprendizado acumulado pelo Senai poderia ser repassado com grandes vantagens para secretarias de Educação dos estados para que a gente pudesse ter um ensino médio com a mesma qualidade institucional que a instituição conseguiu construir. É um exemplo a ser seguido”, elogia Claudia.

Se de um lado os trabalhadores se requalificam ou aprimoram suas habilidades para conquistar uma vaga no mercado, do outro os empresários passam a ter funcionários capacitados. O resultado é mais eficiência, redução do desperdício de materiais na fabricação de produtos e aumento de produtividade. 

“Investir em educação sempre é sempre o investimento mais importante, principalmente como incentivo à instalação de novas indústrias e de investimento no setor industrial. A capacitação das pessoas é extremamente importante. Nós temos um grande contingente de jovens que precisam ser treinados, precisam ter um incentivo para buscar capacitação voltada para a indústria”, garante o CEO da Caoa Montadora, Eugenio Césare. 

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Desenvolvimento Regional
16/11/2022 19:30h

Produzidos em parceria com o governo alemão, guias foram apresentados durante o seminário EncerrANDUS, que ocorre nesta quarta (16) e quinta-feira (17), no Rio de Janeiro

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O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), em parceria com o Ministério Alemão do Meio Ambiente, Proteção da Natureza e Segurança Nuclear (BMU, na sigla em alemão), lançou, nesta quarta-feira (16), dois documentos que visam facilitar a tomada de decisão para gestores e técnicos com vistas ao desenvolvimento de cidades inteligentes e autossustentáveis.

O Guia Municipal é um instrumento que vai ajudar as prefeituras na formulação de políticas públicas que possam facilitar a chamada transformação digital, ou seja, desenvolver e implementar projetos e tecnologias a serviço do cidadão. O Guia é derivado da Carta Brasileira para Cidades Inteligentes, que foi lançada oficialmente em 2020 e visa auxiliar municípios que não têm equipe técnica ou especializada.

Já o Guia Plano Diretor visa auxiliar os municípios na elaboração de Planos Diretores que tragam maior benefício para a sociedade como um todo, com menor impacto ambiental e mais inclusão digital para o cidadão. Os dois documentos estarão disponíveis em breve no site do MDR.

As duas publicações foram elaboradas no âmbito do Projeto Apoio à Agenda Nacional de Desenvolvimento Urbano Sustentável (Andus), executado pelo MDR em parceria com a Agência de Cooperação Alemã GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit). A apresentação dos guias ocorreu durante o Seminário EncerrAndus, que ocorre nesta quarta e quinta-feira, no Museu Histórico Nacional do Rio de Janeiro. O evento, que marca o encerramento do projeto, visa compilar e divulgar tudo que foi produzido desde início da parceria, como estudos, capacitações, roteiros, vídeos e guias, destinados prioritariamente à orientação de tomadores de decisão (prefeituras/secretarias municipais) e técnicos municipais.

Uma das atividades do Projeto Andus foi uma mentoria realizada com 26 municípios brasileiros, que foram escolhidos por seleção pública. No primeiro edital, foram selecionadas as cidades de Anápolis (GO), Campina Grande (PB), Eusébio (CE), Fortaleza (CE), Hortolândia (SP) e Tomé-Açu (PA). Já na segunda seleção, foram escolhidos Caruaru (PE), Amajarí (RR), Manaus (AM), Caxias do Sul (RS), Sobral (CE), Rio de Janeiro (RJ), Maringá (PR), Juiz de Fora (MG), Naviraí (MS) e 11 cidades integrantes do Consórcio Intermunicipal da Região Oeste Metropolitana de São Paulo: Barueri, Jandira, Carapicuíba, Osasco, Cotia, Pirapora do Bom Jesus, Itapevi, Santana do Parnaíba, Vargem Grande Paulista, Araçariguama e Cajamar.

Durante a mentoria, o MDR e a GIZ apoiaram diretamente a construção de estratégias para o desenvolvimento urbano sustentável, coordenadas e articuladas, nas esferas federal, estadual e municipal, compreendendo a incorporação dos temas do desenvolvimento socioeconômico, de mitigação e adaptação às mudanças do clima e de transformação digital; a construção de uma visão de território que considere a diversidade regional do País; e a atuação multinível, multissetorial, interfederativa e interinstitucional.

O projeto surgiu como forma de apoiar o governo brasileiro no aprimoramento de políticas para o desenvolvimento urbano sustentável, a partir da concepção, difusão e implementação de uma nova abordagem, baseada na Agenda 2030, na Nova Agenda Urbana e no Acordo de Paris sobre mudanças climáticas. Saiba mais sobre a iniciativa neste link.

De acordo com a secretária nacional de Mobilidade e Desenvolvimento Regional e Urbano do MDR, Sandra Holanda, a parceria entre o Brasil e a Alemanha foi importante, pois levou conhecimento e capacitou gestores em todas as regiões do Brasil.

“É um projeto que levou mentoria, ensinou aos municípios de diferentes tamanhos, de diferentes regiões do país. Ensinou aos municípios como eles podem desenvolver projetos utilizando recursos municipais, utilizando mão de obra municipal e resultando em riqueza para a população. Riqueza cultural, riqueza do aproveitamento da sua natureza”, destacou.

O cônsul geral da Alemanha no Brasil, Dirk Augustin, destacou que o Projeto Andus não tratou apenas de como cada cidade pode se desenvolver de forma inteligente e sustentável, mas, também, de como cada região pode se adaptar aos impactos que as mudanças climáticas têm em cada cidade.

“O modo como construímos, como vivemos, como consumimos, como nos movimentamos dentro das cidades, como trabalhamos, tudo isso tem efeitos diretos nas áreas relevantes para as mudanças climáticas, como o consumo de energia, o desmatamento, a agricultura. Cidades não podem ser encaradas só como problema, mas também como solução”, apontou.

Para o diretor nacional da GIZ, Michael Rosenauer, “desafios complexos” como a mudança do clima e a transformação digital nas cidades não podem ser respondidos por somente uma instituição. ”Precisamos mobilizar a inteligência coletiva da sociedade”, observou, ao explicar que o Projeto Andus aplicou abordagens colaborativas em âmbitos federal e municipal para sistematizar todos os documentos e capacitações realizadas.

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14/11/2022 04:30h

Levantamento da Confederação Nacional de Municípios(CNM) aponta desafios e dificuldades para o 5G. Mais de 40% dos municípios não possuem normas específicas para a instalação de antenas de telefonia e internet. Em 64% falta corpo técnico

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Segundo levantamento da  Confederação Nacional de Municípios (CNM), entre os principais problemas verificados para a instalação do 5G nas cidades estão a ausência de normas locais, a falta de cadastros digitais e integrados, além da  necessidade de técnicos capazes de fazer a atualização. 

O levantamento da CNM aponta os desafios das cidades de todo o país no que diz respeito à atualização das legislações locais e simplificação dos procedimentos de licenciamento para a instalação de antenas de 5G e ampliação da cobertura 4G. O cronograma de ativação da rede 5G deve avançar para cidades médias e pequenas, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), entre 2023 e 2029.

Pouco mais de 40% dos municípios não possuem normas específicas para a instalação de antenas de telefonia e internet, 72% das localidades não possuem estruturas integradas para o licenciamento e 64% dos gestores apontaram a falta de corpo técnico para realizar as adequações das normas locais e dos procedimentos de licenciamento.

5G vai transformar realidade da conectividade no Brasil e impactar economia

Enem 2022: o que pode e o que não pode no dia da prova?

Silêncio Positivo

A pesquisa identificou que aproximadamente 47% dos municípios afirmaram que não estão estruturados para atender às solicitações das empresas, considerando o prazo limite de 60 dias. Ou seja,  essas cidades não têm condições de realizar os procedimentos, fluxos e gestão das informações no que tange às solicitações de requerimentos, sejam as de cadastramento, dispensa ou as que necessitam de trâmites de licenciamento para gestão da informação e subsídios para fiscalização de controle urbano, dentro desse prazo limite estipulado.

O prazo é conhecido como “silêncio positivo”, um dispositivo da Lei Federal das Antenas que permite a instalação da infraestrutura pela operadora, caso a administração pública não se manifeste em até 60 dias. Nessas situações, a legislação prevê o licenciamento tácito, ou seja, temporário, mas seguindo todas as leis e regras municipais, estaduais e federais estipuladas no requerimento.

O coordenador de infraestrutura da Conexis Brasil Digital, Diogo Della Torres, representante das principais operadoras de telefonia do país, pede que os gestores dos municípios fiquem atentos à necessidade de as leis locais se adequarem à lei federal de antenas.

“Uma das coisas que compõem essas regras, diretrizes da Lei Federal, é um prazo máximo de 60 dias para o município conceder o licenciamento. Que o processo seja simplificado e integrado, ou seja, que a detentora faça a solicitação do licenciamento num único órgão da prefeitura e este órgão faça a consulta a outros, se for aplicável. Que a vigência do licenciamento não seja inferior a dez anos, entre outros vários regramentos federais. Então, é importantíssimo que todos os municípios estejam atentos a essa atualização de suas legislações para que os investimentos cheguem ao seu município e possam rapidamente se traduzir em desenvolvimento tecnológico para todos os cidadãos”, explica o coordenador da Conexis Brasil.

De acordo com a CNM, os desafios listados pelas prefeituras apresentaram interface direta com a gestão e capacidades administrativas e institucionais dos municípios e evidenciam a necessidade de programas mais robustos na esfera estadual e federal, programas de capacitação de gestão, administrativa, técnica e modernização fiscal/urbana.

Para apoiar os municípios no processo de revisão das normas, a área de Planejamento Territorial e Habitação da CNM tem promovido, de maneira gratuita, seminários técnicos com especialistas no tema. Além disso, a entidade lançou a publicação “Licenciamento de antenas e infraestrutura de suporte para telefonia e internet”. O material tem o objetivo de auxiliar os gestores locais na atualização das legislações urbanísticas para viabilizar a tecnologia 5G.

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14/11/2022 04:00h

Disponibilizado pelo Ministério da Agricultura, Painel da Pecuária oferece informações estatísticas e geoespaciais para tomada de decisões

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lançou um site com índices e levantamentos do setor agropecuário brasileiro. Intitulado de Painel Temático da Pecuária, trata-se de uma ferramenta de pesquisa para facilitar o acesso a dados do setor. 

No site o usuário poderá navegar por duas plataformas: estatística e geoespacial. Na primeira, encontram-se os números do setor como o efetivo de mais de 224 milhões de cabeças de rebanhos bovinos no país, dentre outros dados classificados por período, região, unidade federativa e município. Na área geoespacial, é possível visualizar o cruzamento dos dados no território brasileiro de forma interativa. O painel pode ser visitado no site do Observatório da Agropecuária Brasileira, junto com dados de outros setores do agronegócio.

Agentes do setor celebram a iniciativa. “A grande vantagem e  objetivo da ferramenta é justamente reunir, em um só local, informações estratégicas do setor pecuário, o que possibilita os agentes dos diversos elos que envolvem a cadeia e o monitoramento dessas informações para gestão e planejamento da atividade. A gente sabe que informação é um insumo fundamental para justamente ajudar na tomada de decisão, no direcionamento das ações dentro da atividade de maneira geral”, exalta o assessor técnico da Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Rafael Ribeiro.

O Painel da Pecuária também traz um diferencial em comparação a outras plataformas disponíveis: a aba Megatendências. Localizada na plataforma de estatística, ela disponibiliza as informações do estudo “O Futuro da Cadeia Produtiva da Carne Bovina no Brasil: Uma visão para 2040”, produzido pela Embrapa Gado de Corte em parceria com o Mapa. “Nele verifica-se as tendências e probabilidades de redução de pasto e de emissão de gases de efeito estufa por cabeça animal, mudanças no padrão de consumo, manejo e bem-estar animal, entre outras”, comenta Nathalia Damaceno Hott, assessora técnica do Observatório.

Ao todo, são dez as tendências que o estudo apresenta: biológicas à frente no manejo de resíduos; biotecnologia transformando a pecuária; menos área de pasto, mais carne; lucro apenas com bem-estar animal; pecuária consolidada com grandes players; frigorífico: mais natural e com maior exigência de qualidade; carne com denominação de origem; Brasil, mega exportador de carne e genética; digital transformando a cadeia produtiva; e apagão de mão-de-obra. 

Todas as informações disponibilizadas têm por fonte o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Embrapa, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento da Universidade Federal de Goiás (Lapig/UFG).

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Demais setores do agro

O Observatório da Agropecuária Brasileira sistematiza, integra e disponibiliza um conjunto de dados e informações da agricultura e pecuária do país e do mundo. A ferramenta provê subsídios aos processos de tomada de decisão e de formulação de políticas públicas.

Além da pecuária, estão presentes dados sobre outros oito setores da agricultura. São eles: agricultura familiar, agropecuária sustentável e meio ambiente, aquicultura, assistência técnica, assuntos fundiários, crédito rural, produtos agrícolas, e zoneamento agrícola de risco climático.

O intuito do observatório é fortalecer e aprimorar a integração, a gestão, o acesso e o monitoramento dos dados e informações de interesse estratégico para o setor agropecuário e para o Brasil. O acesso ao sistema é aberto ao público, sendo algumas informações disponíveis conforme os perfis de acesso.

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09/11/2022 12:20h

Painel Telebrasil Talks reuniu especialistas das áreas de saúde e energia em Brasília para discutir a transformação digital

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O leilão para oferta da tecnologia 5G no Brasil deve transformar a realidade da conectividade no país e impactar diferentes setores da economia nacional. A transformação digital com foco nas áreas de saúde e energia foi o tema do Painel Telebrasil Talks, realizado em Brasília nesta terça-feira (8) pela Conexis Brasil Digital, com a presença de especialistas e representantes do poder público.

Na mesa de abertura, o vice-presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Moisés Moreira, destacou que para 2023 a expectativa é de que as cidades com até 500 mil habitantes tenham a quinta geração de internet móvel disponível. “Até 1º de janeiro, essas cidades têm que estar limpas [limpeza das faixas de 3,5 GHz]. São 26 cidades, 11 delas longe de capitais, e com seus respectivos clusters [sistema que conecta uma série de computadores em uma rede para que eles trabalhem de maneira conjunta]. Só na migração, vai abranger cerca de 420 municípios”, disse. Neste ano, todas as capitais do país passaram a contar com o 5G.

O secretário executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Hailton Madureira, chamou atenção para o impacto da conectividade na modernização da precificação da energia no Brasil. “O setor elétrico precisa passar por uma mudança radical na forma de cobrar a energia. Vamos precisar instalar medidores inteligentes. Precisamos trazer o setor elétrico para o século 21. Cada vez mais estamos saindo desse modelo de planejamento central e deixando o mercado decidir o crescimento da fonte energética”, ressaltou. 

Saúde e transformação energética

A transformação digital também foi debatida dentro do contexto da saúde, com a mesa “Saúde na era digital: das tecnologias às políticas”. A conversa teve início com um caso concreto da melhoria trazida pela conectividade no setor, com o exemplo do Hospital das Clínicas (HC), em São Paulo, referência de saúde pública no município, que conseguiu instalar uma infraestrutura de transmissão de dados de cirurgias dentro do Instituto do Câncer do HC. 

Um dos pontos centrais do debate foi a conectividade dos segmentos dentro do setor. A representante da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), Vera Valente, chamou atenção para o crescimento da telemedicina durante a pandemia de Covid-19 e destacou a importância do papel da tecnologia no âmbito da saúde.

“O que seria essa grande conectividade desejada? Estamos falando de interoperabilidade. Do ponto de vista do sistema de saúde como um todo, quando olhamos as operadoras e o benefício para o paciente, o que a gente busca, nossa agenda número um, é a interoperabilidade. Hoje você tem silos em cada entidade dessa cadeia e não tem conexão desses dados. Se olhar a jornada de um paciente, hoje, é extremamente confusa” _ disse.

Na última mesa do evento, “Transformação digital para a transformação energética”, os especialistas debateram sobre como as telecomunicações impactam o setor energético brasileiro. “Vemos uma conexão cada vez maior entre o setor de telecomunicações e energia. A gente vem passando pelo o que chamamos de transição energética. É uma quebra de paradigma, não só em relação à geração de energia, mas principalmente em relação ao consumo. Temos o que chamamos de 3 D’s: a descarbonização, descentralização e digitalização”, disse Renata Rosada, diretora de programa da Secretaria Executiva do MME. 

Rosada defendeu ainda a abertura do mercado energético nacional, política defendida pelo ministério para permitir que o consumidor possa escolher seu fornecedor de energia e gerenciar seu consumo da melhor forma. Tramita no Congresso Nacional o PL 414/2021, que amplia o acesso ao mercado livre de energia elétrica para todos os consumidores, inclusive os residenciais. No momento, o projeto está aguardando o parecer do relator na Comissão Especial da Câmara dos Deputados.

Consumidor poderá escolher de quem comprar a energia elétrica, se o marco do setor elétrico for aprovado

Para o diretor da Embratel, Paulo Venâncio, o grande desafio da relação entre os setores de telecomunicações e energético é a transformação dos negócios em algo viável para o consumidor. “O setor energético tem muitas possibilidades, desde a geração até o consumidor final. Junto com telecomunicações, viabilizar modelos de negócio. A parte mais difícil, em todo o processo de transformação digital, não é a tecnologia, é transformar isso em algo palpável, como criar o protagonismo para o consumidor final”, ressaltou.

Cidades Amigas do 5G

O Painel Telebrasil Talks teve ainda a premiação Cidades Amigas do 5G, que tem como objetivo identificar, dentre os 155 maiores municípios brasileiros, os que mais estimulam a oferta de serviços de telecomunicações no Brasil, por meio da elaboração de políticas e ações públicas que incentivem e facilitem a instalação de
infraestrutura necessária à expansão destes serviços. Ao todo, foram sete premiações, com representantes do poder público de cada município presentes no evento. 

Confira as cidades premiadas

  • Primeira colocada geral: Ponta Grossa (PR)
  • Primeira colocada entre as capitais: Porto Alegre (RS)
  • Maior ganho de posições no Nordeste: Teresina (PI) subiu 86 posições, está em 15º
  • Maior ganho de posições no Sudeste: São Paulo (SP) subiu 84 posições, está em 7º
  • Maior ganho de posições no Norte: Manaus (AM) subiu 77 posições, está em 24º
  • Maior ganho de posições no Sul: Florianópolis (SC) subiu 75 posições, está em 25º
  • Maior ganho de posições no Nordeste: Campo Grande (MS) subiu 21 posições, está em 32º
     
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