Criança

05/01/2022 20:40h

Em janeiro, serão disponibilizadas 3,74 milhões de doses infantis. A Pasta recomenda que pais e responsáveis consultem o médico antes de levar os pequenos para se imunizar

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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou a inclusão de crianças de 5 a 11 anos no Plano Nacional de Vacinação contra a Covid-19. A medida foi tomada após análise dos técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que aprovaram o pedido da Pfizer para que sua vacina seja aplicada no público infantil. 

“Essa vacina foi desenvolvida pela indústria Pfizer BioNTech; uma vacina que tem dosagem diferente, equivalente a um terço da dose da vacina que é aplicada nos adultos. E isso foi testado através de ensaios clínicos e já logrou a aprovação em agências respeitáveis, a exemplo do FDA, a exemplo da associação da agência europeia de medicamentos (EMA) e agora teve o aval da Anvisa, que atestou a segurança regulatória”, afirma o ministro.

A pasta orienta que os pais e os responsáveis consultem um médico antes de levar as crianças para se imunizar, conforme esclarece a secretaria extraordinária de enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite de Melo.

“[É] Imprescindível que os pais, mães, responsáveis por essas crianças consultem um médico antes de irem tomar essa vacina. E por que é essa nossa preocupação?  A criança está em pleno desenvolvimento. Nós temos alguns efeitos adversos? Temos. Embora eles sejam raros, mas nesse público o cuidado tem que ser muito maior. Os pais, os responsáveis, devem estar presentes manifestando sua concordância com a vacinação”, orienta.

Segundo Rosana Leite de Melo, em caso de ausência dos pais ou responsáveis pela criança, a vacinação só poderá ser realizada mediante um termo de assentimento por escrito. 

De acordo com a pasta, haverá uma ordem de prioridade para a imunização das crianças de 5 a 11 anos, começando por aquelas com comorbidades, deficiências permanentes, indígenas, quilombolas e crianças que vivem com pessoas com alto risco para evolução grave da Covid-19. Na sequência, a recomendação é imunizar as crianças sem comorbidades, começando pelas mais velhas, que podem apresentar um pouco mais de sintomas e também saem mais de casa. 

Aprovação da Anvisa

Em 16 de dezembro de 2021, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o pedido da Pfizer para que sua vacina contra a Covid-19 pudesse ser aplicada em crianças de 5 a 11 anos. Por conter fórmula diferente, o frasco possui tampa laranja. O frasco do imunizante para adultos possui tampa roxa.

Os estudos do imunizante não apresentaram nenhum relato de evento adverso grave ou morte por conta da vacinação, segundo o gerente geral de medicamentos da Anvisa, Gustavo Mendes.

“O perfil de segurança da vacina, quando comparado com o placebo, é muito positivo. Quando a gente observa qualquer reação adversa, não tem uma diferença importante entre placebo e vacina. E não há relato de nenhum evento adverso sério de preocupação. Não há nenhum relato relacionado a casos muito graves ou mortalidade por conta da vacinação.”

“O Ministério da Saúde também acompanha eventos adversos relacionados à vacina. Esses eventos adversos podem acontecer em qualquer faixa etária. A vacina Pfizer pediátrica é uma vacina que foi aprovada recentemente, no entanto, segundo dados do CDC, nós já temos mais de 8 milhões de doses dessa vacina aplicadas e, até o momento, não foi feito um alerta de segurança maior”, esclarece o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. 

Em relação à eficácia, o grupo que tomou o placebo apresentou uma incidência maior de casos de Covid-19 se comparado ao grupo que tomou a vacina da Pfizer. Portanto, os técnicos estimaram uma eficácia de 90%.

Diferença entre as vacinas para adultos e crianças

A principal diferença entre as vacinas é que o imunizante pediátrico possui uma dosagem de 10 microgramas, enquanto o de adultos possui 30 microgramas.

Outras diferenças são:

Volume de injeção: 

  • Adultos: 0,3 ml / Crianças: 0,2 ml

Concentração de mRNA: 

  • Adultos: 0,5 mg/ml / Crianças: 0,1 mg/ml

Doses por frasco:

  • Adultos: 6 doses / Crianças: 10 doses

Quantidade de diluente:

  • Adultos: 1,8 ml / Crianças: 1,3 ml

Armazenamento:

  • Adultos: 1 mês em 2° a 8° C / Crianças: 10 semanas em 2° a 8° C

Covid-19: Anvisa aprova vacina da Pfizer para crianças de 5 a 11 anos

Distribuição das doses

Segundo o último censo demográfico, o país possui 20 milhões de crianças de 5 a 11 anos de idade. Em 28 de dezembro de 2021, o Ministério da Saúde formalizou um termo aditivo com a Pfizer, que garante as primeiras 20 milhões de doses pediátricas, que deverão ser entregues ainda no primeiro trimestre de 2022.

O secretário executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, destaca a novidade do terceiro contrato com a farmacêutica.

“A primeira novidade é que a gente tem direito sempre a vacina mais atual. Se eventualmente surgir uma nova cepa e o laboratório desenvolver uma vacina mais atual que possa cobrir essa cepa, então o ministério tem direito a receber essas doses da vacina mais atual. A segunda novidade é que o contrato abarca  também a possibilidade de aquisição de doses que possam contemplar todas as idades incorporadas ao Plano Nacional de Operacionalização da Covid-19.”

As outras 20 milhões de doses estão garantidas para o segundo trimestre de 2022, mediante sinalização do Ministério da Saúde. Somente no mês de janeiro, serão disponibilizadas 3,74 milhões de doses.

“Para todos aqueles que quiserem vacinar os seus filhos, o Ministério da Saúde vai garantir doses da vacina e também cuidará para que as normas que foram sugeridas ou recomendadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, em relação aplicação da vacina, sejam seguidas na ponta”, anuncia o ministro Marcelo Queiroga.

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01/01/2022 15:00h

Estudo da Unicef mapeou hábitos e práticas, nível de acesso à informação e insegurança alimentar agravada pela pandemia de Covid-19 entre essas crianças

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Uma pesquisa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) apontou alto consumo de alimentos ultraprocessados entre crianças de zero a 6 anos de famílias beneficiadas Bolsa Família. O estudo "Alimentação na Primeira Infância: conhecimentos, atitudes e práticas de beneficiários do Bolsa Família" analisou os hábitos alimentares de famílias com crianças menores de 6 anos apoiadas pelo programa social vivendo na Amazônia Legal, no Semiárido Brasileiro e em dez capitais (Manaus, Belém, São Luís, Fortaleza, Recife, Maceió, Salvador, Vitória, Rio de Janeiro e São Paulo). 

A amostra de entrevistados, composta principalmente por mães (79,5%), mostrou que a maioria dos domicílios tem a figura materna como a principal responsável pelo sustento da família (56%). Cerca de 80% das famílias relataram o consumo de alimentos ultraprocessados pelas crianças no dia anterior à entrevista. 

Alimentos ultraprocessados são formulações industriais prontas para consumo e feitas inteiramente ou majoritariamente de substâncias extraídas de alimentos (óleos, gorduras, açúcar, proteínas), derivadas de constituintes de alimentos (gorduras hidrogenadas, amido modificado) ou sintetizadas em laboratório com base em matérias orgânicas (corantes, aromatizantes, realçadores de sabor e outros aditivos usados para alterar propriedades sensoriais).

Os alimentos mais consumidos foram biscoitos salgados ou recheados e bebidas açucaradas, como bebidas lácteas e achocolatados. 

“O estudo aponta ainda que a baixa qualidade da alimentação faz com que os pequenos não recebam nutrientes suficientes para o desenvolvimento e crescimento adequado e insegurança alimentar”,  de acordo com  Stephanie Amaral, oficial de Saúde do UNICEF no Brasil.

Os motivos citados com maior frequência para a compra de alimentos e bebidas ultraprocessados foram sabor (46%), preço (24%) e praticidade (17%). Outro fator é a acessibilidade, uma vez que 64% das famílias afirmaram morar perto de estabelecimentos de refeições prontas e 54%, próximas de lojas de conveniência, enquanto o acesso a hortas perto da casa é menor, pois ocorre apenas em 15% dos casos.

A falta de informação adequada impacta de maneira preocupante os hábitos alimentares dessas famílias, que enfrentam barreiras para identificar o que é de fato um alimento saudável. Pouco menos da metade (48%) das famílias não se sente confiante para interpretar os rótulos dos alimentos. Soma-se a isso o fato de que apenas 34% afirmaram que costumam lê-los e entendê-los com frequência antes da compra. 

A moradora de Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal, Cláudia Machado, tem uma filha de cinco anos e tem uma filha de 5 anos e costuma incluir alimentos ultraprocessados industrializados entre as receitas caseiras e saudáveis que oferece. 

“Aqui em casa eu recebo Bolsa Família,  eu tenho uma filha de cinco anos e costumo dar pra ela cuscuz, tapioca porque sustenta, sustenta mais, biscoitos e bolachas”.

O estudo demonstrou ainda que mais de um terço da amostra (35%) não ingere a quantidade necessária de ferro e quase metade (46%), de vitamina A.

Acesso a alimentos saudáveis

O acesso dificultado à alimentação saudável foi apontado por mais de 80% dos entrevistados, e a baixa diversidade na dieta por 25%. Crianças menores de 2 anos que vivem na Amazônia Legal, por exemplo, estão mais sujeitas à baixa diversidade na dieta do que no Semiárido ou nas capitais. A incidência de famílias em situação de insegurança alimentar também é maior em áreas rurais e na Amazônia Legal, antes e durante a pandemia.

Em três quartos das famílias entrevistadas há provável dificuldade na introdução de variedade na alimentação das crianças, o que pode influenciar a diversidade da alimentação e a ingestão de nutrientes. 

Os reflexos da crise sanitária global, causada pela pandemia de Covid- 19, recaíram sobre o acesso à renda e à alimentação adequada. Muitas pessoas perderam o apoio de espaços institucionais, como escolas que ofereciam merendas, e tiveram que centralizar a alimentação nos domicílios. Essa mudança ampliou a incidência de famílias em situação de insegurança alimentar.

Cerca de 72% das famílias entrevistadas afirmaram que alguma criança com idade até 5 anos e 11 meses que reside na casa deixou de fazer alguma refeição porque não havia dinheiro para comprá-la. Esse número era de 54% antes da pandemia.

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10/11/2021 16:30h

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, falou sobre as expectativas de trabalho da pasta para 2022, em entrevista exclusiva ao portal Brasil61.com

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O Programa Município Amigo da Família incentiva cidades brasileiras a implementarem políticas públicas para o fortalecimento dos vínculos conjugais e das diferentes gerações dentro do núcleo familiar. A iniciativa, que teve início em 2020 pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), também busca promover ações de suporte social das famílias do município.

Para condecorar os municípios que já executam essas políticas em prol da família, o MMFDH implementou o Prêmio Boas Práticas em Políticas Familiares Municipais

“A gente institui o Prêmio Município Amigo da Família para que possamos conhecer as experiências exitosas que já estão acontecendo. Por exemplo: aquele município que incrementa, na administração pública municipal, que a mulher que está amamentando possa sair duas horas mais cedo; aquele município que tem um olhar especial para aquela mãe que tem uma criança com doença rara; esse é um município amigo da família”, explica a ministra Damares Alves.

“Mas a gente não quer só o que ele faz com o servidor. [Queremos saber] o que ele faz na cidade para fortalecer a família. Tem bons programas de prevenção à droga? Tem bons programas de prevenção ao suicídio?”, acrescenta.

Entre os vencedores do Prêmio Boas Práticas em Políticas Familiares Municipais está o município de Blumenau (SC), que ficou em primeiro lugar na categoria de “Políticas públicas relacionadas ao fortalecimento de vínculos conjugais”.

Desde 2007, a Secretaria da Família de Blumenau já realizou casamentos coletivos de mais de 2.330 casais. A coordenadora do projeto, Rosete Rosa de Boehm, destaca o objetivo da ação para o fortalecimento das famílias.

“A Secretaria da Família atende criança, adolescente, adulto e o idoso. Nós damos importância ao fortalecimento dos vínculos familiares. Então é através do casamento que se protege a família de várias situações da sociedade”, esclarece.

O projeto de casamentos coletivos de Blumenau oferece gratuitamente, por meio de empresas parceiras, o local de celebração, decoração de qualidade, presentes aos noivos, sorteio de estadias em hotéis e viagens, “todo o glamour de um casamento”, completa Rosete.

Já nas categorias “Políticas de proteção social destinadas a famílias vulneráveis no contexto da pandemia Covid-19” e “Políticas públicas relacionadas ao fortalecimento de vínculos familiares intergeracionais”, Jaboatão dos Guararapes (PE) ficou em primeiro lugar.

A secretária de Assistência Social e Cidadania do município, Mariana Inojosa, destacou as ações realizadas no âmbito da proteção das famílias no contexto da pandemia.

“O município do Jaboatão do Guararapes desenvolveu uma iniciativa pioneira com foco na disseminação de informações específicas de prevenção, na distribuição de máscaras e kits de higiene, além de promover os encaminhamentos necessários para a retirada de documentos em busca do auxílio emergencial junto aos mais vulneráveis e em situação de rua.”

Segundo a secretária, a ação faz parte do Programa Itinerante INTEGRA, que já atuava mesmo antes da pandemia, para garantir direitos à população usuária de drogas e seus familiares.

“O programa iniciou tratativas de resgate de vínculos familiares, no intuito de que as famílias dessas pessoas pudessem acolhê-los em suas residências; e quando não era possível essa articulação, buscou-se articulações entre serviços que pudessem dar o suporte necessário, tanto a esses consumidores de drogas, quanto a seus familiares, que muitas vezes também se encontravam em contextos de risco”, esclarece Mariana Inojosa.

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Expectativas para 2022 

De acordo com a ministra Damares Alves, todo o público-alvo da pasta é prioridade para 2022, de crianças a jovens, mulheres, adultos e idosos. No entanto, em entrevista ao portal Brasil61.com, ela destaca o combate à violência contra a criança, especialmente nesse período pós pandemia.

“Se cresceu [a violência] contra a mulher, cresceu contra a criança. Nosso ministério está se preparando para fazer, junto com o Ministério da Educação e as escolas, essa leitura do que aconteceu com as crianças na pandemia. Além de dar uma assistência imediata às crianças que foram abusadas, torturadas, machucadas e negligenciadas.”

Outra prioridade para 2022 é o empoderamento, por meio do empreendedorismo feminino. “Estamos trabalhando com cursos de capacitação, com milhares de vagas. Trabalhando junto à Caixa Econômica, com créditos a juros baixíssimos para que as pessoas possam montar o seu próprio negócio.”

A ministra Damares Alves afirma que a mesma preocupação se aplica aos jovens, que durante a pandemia desistiram da escola ou da faculdade e que estão desempregados. “Nós temos que alcançar esses meninos com capacitação e empreendedorismo.”

Segundo a titular do MMFDH, outros focos em 2022 serão:

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23/09/2021 20:40h

A vacinação da faixa etária foi suspensa na última semana após a morte de uma jovem em São Paulo, mas a causa foi atribuída a uma doença autoimune

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Uma semana após a recomendação do Ministério da Saúde de suspender a imunização de adolescentes de 12 a 17 anos contra a covid-19, a pasta voltou a recomendar a vacinação desta faixa etária, incluindo jovens sem comorbidade. Mesmo diante da suspeita de efeitos adversos, a maior parte dos municípios brasileiros continuou a vacinação desse grupo. 
 
Segundo a infectologista Ana Helena Germoglio, do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), em Brasília, os possíveis efeitos colaterais da vacina são muito menores do que o eventual risco da infecção. “Não faz sentido suspender a vacinação de toda uma população que é importante para que a gente consiga controlar a doença com base em apenas um evento que ainda não tinha sido nem estudado pelos técnicos da vigilância”, destacou.

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A infectologista enfatizou, ainda, que a vacina da Pfizer está sendo utilizada em crianças e adolescentes em mais de 20 países. “Em milhares de adolescentes que foram vacinados é claro que você vai ter eventos adversos, mas, nenhum chegou a ser evento adverso grave”, enfatizou.

Suspensão da vacina 

A medida cautelar que pedia a suspensão da aplicação nesta faixa etária foi expedida na semana passada diante do óbito de uma jovem em São Paulo após a vacinação. O caso foi apontado como razão para a interrupção. Representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) receberam informações que negam a relação entre a morte da adolescente e a vacinação. 
 
A causa provável, segundo a Secretaria de Estado da Saúde, foi atribuída ao diagnóstico de uma doença autoimune, denominada púrpura trombótica trombocitopênica (PTT), identificada com base no quadro clínico e em exames complementares.
 
Em coletiva, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, afirmou que houve um estudo sobre esses fatos e ficou decidido que não há razão para a interrupção da vacinação. “Mostrou-se que, de fato, os benefícios para imunizar esse grupo são maiores que os eventuais riscos de efeitos adversos na imunização desses adolescentes”, disse. 
 
De acordo com a infectologista Ana Helena Germoglio, não necessariamente qualquer coisa que se desenvolva após a vacina é secundária à imunização, como no caso da adolescente que tinha uma doença autoimune. “Se ela tivesse tido Covid, muito provavelmente a chance de ela desenvolver a própria púrpura seria bem maior”, afirmou.
 
No caso da própria miocardite, inflamação cardíaca que pode estar ligada aos eventos adversos “extremamente raros” das vacinas da Pfizer e da Moderna, a médica afirmou que a incidência em casos isolados não é suficiente para suspender a imunização. “No paciente não vacinado que tem Covid são cerca de 11 eventos para cada 100 mil vacinados. Enquanto no paciente que tomou a vacina e desenvolveu miocardite são, em média, 2 eventos a cada 100 mil vacinados”, disse.
 
Diante do cancelamento da suspensão, a recomendação da pasta é que se proceda a imunização dos grupos mais vulneráveis. “A população de 12 a 17 anos com deficiência permanente, com comorbidade e privados de liberdade devem ser priorizados quanto à imunização dos adolescentes sem comorbidade. Não só este grupo, mas também a população que precisará da dose de reforço, também deve ser priorizada. E o encurtamento de prazo da segunda dose da população adulta”, disse o secretário-executivo.

Dados da Covid-19 

O Brasil registrou 24.611 novos casos e 648 óbitos por Covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com a última  atualização do Ministério da Saúde. Ao todo, mais de 21 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus desde o início da pandemia. O número de pessoas que morreram pela doença no País é de 592.964. Mais de 20,3 milhões de pessoas já se recuperaram da Covid-19 e outros 395 mil casos ainda estão em acompanhamento. 
 
A taxa de letalidade média do Brasil é de 2,8%. O Rio de Janeiro é o estado com o indicador mais elevado entre as 27 unidades da federação: 5,12%. Em seguida estão São Paulo, Amazonas e Pernambuco, todos com o índice acima dos três pontos percentuais.  

Taxa de letalidade nos estados 

Rio de Janeiro – 5,12%
 
São Paulo – 3,41%
 
Amazonas – 3,22%
 
Pernambuco – 3,18%
 
Maranhão – 2,86%
 
Pará – 2,82%
 
Goiás – 2,73%
 
Ceará – 2,62%
 
Alagoas – 2,60%
 
Paraná – 2,58%
 
Minas Gerais – 2,55%
 
Mato Grosso do Sul – 2,56%
 
Mato Grosso – 2,55%
 
Rondônia – 2,46%
 
Rio Grande do Sul – 2,42%
 
Piauí – 2,19%
 
Bahia – 2,18%
 
Sergipe – 2,16%
 
Espírito Santo – 2,15%
 
Distrito Federal – 2,11%
 
Paraíba – 2,11%
 
Acre – 2,09%
 
Rio Grande do Norte – 1,99%
 
Tocantins – 1,68%
 
Santa Catarina – 1,62%
 
Amapá – 1,61%
 
Roraima – 1,58%          
 
Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.  
 
 

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01/08/2021 14:40h

No Brasil, não há a tipificação do uso de cerol como crime. No entanto, essa prática pode ser considerada crime, se levar em conta o resultado de um possível acidente que envolva a utilização desse material

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Muito comum, principalmente no período das férias, soltar pipa é uma brincadeira que diverte crianças e boa parte dos adultos. No entanto, é preciso consciência e responsabilidade para que essa diversão não acabe em tragédia. Isso porque ainda há quem utilize, para essa prática, a linha chilena ou o cerol – mistura que contém pó de vidro – capaz de cortar facilmente membros de uma pessoa.

Em Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) lançou, recentemente, a segunda edição da campanha on-line "A Vida por um Fio". O objetivo, segundo o subsecretario de Inteligência e Atuação Integrada, Christian Vianna de Azevedo, é alertar a população sobre os riscos dessa prática, além de incentivar a denúncia da fabricação e comercialização ilegal desses materiais.

“É relevante informar a população, porque o uso dessas linhas causa graves riscos de lesões e até de morte, por elas serem feitas de vidro moído, colados à linha de soltar pipa. Então, elas são danosas, são abrasivas e muito arriscadas”, pontua.     

A ideia é divulgar vídeos e peças gráficas com abordagem acerca do perigo de empinar pipas, arraias ou papagaios – nomes comuns dados ao brinquedo - perto de linhas elétricas ou no alto de telhados e lajes, em locais movimentados, sobretudo se estiverem com linhas cortantes.

As denúncias podem ser feitas por meio do Disque Denúncia Unificado (DDU), o 181. A ligação é gratuita, com anonimato garantido. O serviço funciona nos 853 municípios mineiros, 24 horas por dia, sete dias por semana.

De acordo com a Sejusp, um balanço do DDU destaca quase 540 denúncias de comércio ilegal de linha chilena e cerol no estado, em 2020. Já no primeiro semestre deste ano, foram recebidas 426 denúncias. 

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Desde 2019, Minas Gerais conta com uma lei que veda a comercialização e o uso de linha cortante em pipas. A multa para quem for flagrado comercializando o material varia de R$ 3.590 a R$ 179 mil. Já quando a linha cortante apreendida estiver em poder de criança ou adolescente, os pais ou responsáveis legais serão notificados da autuação e o caso será comunicado ao Conselho Tutelar.

Criminalização

Atualmente, no Brasil, não há a tipificação do uso de cerol como crime. No entanto, a prática do uso do cerol ou outras linhas cortantes pode ser considerada crime, levando em conta o resultado de um possível acidente que envolva a utilização desse material. É o que explica o advogado especialista em direito penal, Helton Marques.

“A lesão corporal já é considerada um crime. No artigo 132 do Código Penal diz que expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente também se enquadra nesse tipo penal. O cidadão que causa lesão corporal seguida de morte pode ter uma pena de 4 a 12 anos de detenção, podendo ser em regime fechado”, destaca.

No Congresso Nacional, diversos projetos que pretendem criminalizar práticas relacionadas ao uso do cerol estão em tramitação. Um deles é o projeto de lei 3358/20. A proposta tipifica o uso, a venda e o porte de cerol ou linha chilena como crime de perigo para a vida ou saúde de outros.

Autor da matéria, o deputado federal Ricardo Silva (PSB-SP) afirma que a pena pode ser de três meses a um ano de detenção. Segundo o parlamentar, os dados estão defasados, mas acredita-se que 50% dos acidentes com cerol causam ferimentos graves, sendo que 25% deles são acidentes fatais.

“Essa prática de usar cerol em linhas é totalmente arcaica e causa muitos danos para ciclistas, motociclistas, que perdem a vida com a linha, quando enrosca no pescoço. E, para as crianças e jovens que soltam pipa, há também o risco de contato com fios elétricos, além de mutilações que o cerol já causou”, considera.

Atualmente, o projeto de lei 3358/20 está na árvore de apensados ao PL 402/2011, que, por sua vez, está pronto para ser pautado no Plenário, aguardando para votação.

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28/07/2021 04:00h

Retorno às atividades presenciais ainda em meio à pandemia vai exigir que redes de ensino saibam acolher as crianças e adolescentes também do ponto de vista socioemocional

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Mais do que a adoção de protocolos sanitários seguros, os gestores da educação de todo o País vão ter um desafio adicional na volta às aulas presenciais, que vai ocorrer em boa parte dos estados a partir de agosto: o acolhimento às crianças afastadas do ambiente escolar por causa da pandemia da Covid-19. 
 
Silvia Lima, gerente de projetos do Instituto Ayrton Senna e especialista em Formação de Educadores, destaca que além do trabalho de recuperação do conteúdo pedagógico atrasado, os profissionais de educação e pais ou responsáveis devem dar atenção especial à saúde emocional dos alunos. 
 
“É fundamental olhar para o desenvolvimento e para a saúde mental dos estudantes. Olhar com carinho, realizar um acolhimento desses estudantes, de modo que eles possam se sentir seguros. É fundamental estarmos atentos às competências socioemocionais. Para além do cognitivo, os gestores precisam ficar bastante atentos e, ao pensar nesse retorno, realizar ações, um planejamento com intencionalidade que olhe para esses aspectos”, destaca. 

Diálogo

Segundo Rafael Parente, PhD em educação pela Universidade de Nova York e ex-secretário de educação do Distrito Federal, é importante que os pais ou responsáveis passem segurança às crianças antes do retorno às atividades presenciais. A volta às aulas, ele diz, deve ser transmitida como um processo prazeroso, onde as vantagens são postas em destaque. 
 
“É importante que a gente converse bastante com as crianças e com os jovens também sobre a importância da escola, sobre como a escola é um ambiente bom, bacana, prazeroso, como é importante aprender, rever os amigos, poder conhecer coisas novas, poder crescer e sobre o prazer da aprendizagem”, indica. 
 
Ainda durante o período de aulas exclusivamente remotas, Hanney Telles Passos conta que se preocupou em manter um diálogo franco com o filho, Thiago, estudante do oitavo ano, sobre o momento que o País enfrentava. 
 
Para a empresária, isso foi fundamental para que o jovem estivesse mais preparado para o retorno presencial à escola. “No início, ele se mostrou bem preocupado. No entanto, não percebemos que, emocionalmente, ele tenha sentido tanto. Creio que, por estarmos acompanhando e conversando sobre todo o processo, o retorno se deu de forma bem tranquila”, relata.

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Acolhimento

Para as escolas que ainda não voltaram com as atividades presenciais, há exemplos espalhados pelo País de como o acolhimento emocional aos estudantes pode ser conduzido. O Colégio Presbiteriano Mackenzie Brasília, por exemplo, entendeu que era importante estabelecer, fortalecer e acompanhar a saúde socioemocional dos alunos, conta Sandra Mara Ferrari, orientadora pedagógica. 
 
A iniciativa tem como chave a empatia, de apoio mútuo dentro da comunidade escolar, o que está ao alcance de todas as escolas. “O acolhimento nesse momento é muito difícil, pois ele não pode ser acompanhado de um toque, mas a gente pode fazer o excelente uso da comunicação não-verbal através de um olhar atento, de uma escuta respeitosa, de um tom de voz mais brando, de um gesto afetuoso, até mesmo de uma expressão na fisionomia que possa ultrapassar o distanciamento e o uso de máscaras”, exemplifica. 

Integração

Os especialistas ouvidos pela reportagem também foram unânimes ao apontar que o diálogo entre pais e responsáveis com professores e demais profissionais da comunidade escolar é fundamental para facilitar a reintegração das crianças à rotina de aulas. 
 
Ferrari destaca que a escola buscou contato com as famílias e trabalhou em conjunto a resolução de conflitos que surgiram durante o processo de retomada. “Nós não somos de times opostos, somos todos em prol da saúde, tanto física e emocional como também intelectual do nosso aluno. Então, prioritariamente nós tivemos uma escuta atenta e uma comunicação eficiente e eficaz com os pais”, diz. 
 
Segundo Silvia, o período de interrupção das aulas presenciais mostrou que a parceria entre escola e pais ou responsáveis pelas estudantes deve aumentar.  “A gente identificou neste período de isolamento que uma parceria que já era entendida como importante se tornou ainda mais necessária, que é essa maior integração e comunicação entre escola e a família”, diz. 
 
A gerente de projetos do Instituto Ayrton Senna dá algumas dicas de ações que as escolas podem implantar com o objetivo de fortalecer essa interação. 

  • Reuniões com os pais, em que eles possam trazer dicas e contribuições de como a escola pode acolher os estudantes;
  • Promover oficinas em que os pais possam debater questões relacionadas à volta às aulas e acolhimento dos alunos;
  • Valer-se do apoio da comunidade local em que a escola está inserida. 

Em relação ao último aspecto, a especialista explica que o estado emocional dos estudantes ao chegar às turmas é incerto e algumas escolas podem não estar preparadas para lidar com o assunto. “Muitas vezes a escola não tem competência técnica ou especialistas para ajudar ou dar conta de resolver esses desafios. Então, [é bom] contar com equipamentos públicos e com organizações parceiras para contribuir com o desenvolvimento e aprendizagem do estudante”, recomenda. 

A iniciativa não precisa, necessariamente, partir da escola em direção aos pais ou responsáveis. Esses também podem dar o primeiro passo, como Hanney, mãe do estudante Thiago. “Sempre me preocupei em manter uma relação muito próxima com os professores e a escola no acompanhamento do processo de aprendizado e cumprimento das atividades propostas. Mesmo durante o período de aulas remotas, o que facilitou o processo ao retorno presencial”, acredita.

Atenção especial

O retorno às aulas presenciais tende a ser um desafio maior quanto mais novos são os alunos, dizem especialistas. O choro e a tristeza no momento de despedida dos pais são mais comuns entre os pequenos. Nessas horas, as famílias devem estabelecer uma comunicação adequada com as crianças, explica Parente.
 
“É importante dar nome aos sentimentos da criança e dizer ‘olha, eu entendo que você esteja com medo, receoso de ficar sozinho na escola, mas você vai estar com a sua professora, com adultos que vão cuidar de você, vão olhar pelo seu bem-estar, ver se você está precisando de alguma coisa. Então, não se preocupe porque você vai ficar aqui por um período e depois nós estaremos juntos novamente’, exemplifica. 
 
Silvia ressalta que os familiares podem se antecipar e tornar a volta das crianças à escola menos abrupta, com menor estranhamento. “Nós estamos há uma semana do retorno das aulas. Os pais já podem começar, no dia a dia, ajudando os seus filhos na organização dos materiais, por exemplo, indicando para eles que as aulas vão voltar, que terão a oportunidade rever os professores, os colegas, ajudando-os na rotina de horários de dormir, de se organizar”, conclui. 

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20/07/2021 19:00h

De acordo com a pasta a ampliação da vacina para adolescentes permanece em análise na Câmara Técnica Assessora em Imunização e Doenças Transmissíveis

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Alguns estados e municípios já preveem a inclusão de menores de 18 anos na fila da vacinação contra a Covid-19, mesmo sem uma recomendação formal do Ministério da Saúde. De acordo com a pasta a ampliação da vacina para adolescentes permanece em análise na Câmara Técnica Assessora em Imunização e Doenças Transmissíveis. 
 
Segundo o diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri,  os estados e municípios têm autonomia para tomar esta decisão, mas não é  o recomendado. “É um equívoco vacinar adolescentes saudáveis antes de vacinar o último adulto. Nós não podemos começar a vacinação invertendo prioridades sob pena de deixar os indivíduos com maior risco desprotegidos”, afirmou. 

O Ministério da Saúde reforçou aos estados e municípios que, neste momento, a recomendação é vacinar todos os grupos prioritários definidos no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação com as duas doses, e, gradativamente, a população acima de 18 anos.

Autorização da Anvisa

Até o momento, a Pfizer é a única que tem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para uso na faixa de 12 a 18 anos. Para incluir novos públicos na indicação de uma bula o laboratório precisa conduzir estudos que demonstrem a relação de segurança e eficácia para determinada faixa etária.  

Vários países já praticam a vacinação de crianças acima de 12 anos e estudos têm mostrado que há uma excelente resposta imune neste grupo. Apesar da autorização da Pfizer, no Brasil ainda não está ocorrendo efetivamente a vacina em menores de idade.

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“É um equívoco vacinar adolescentes saudáveis antes de vacinar o último adulto”, diz diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações

A infectologista Ana Helena Germoglio destacou que os estudos sobre os imunizantes começaram pelos grupos prioritários, por isso a demora para liberação de menores, que só está sendo discutida agora. Mesmo sendo um grupo com menos risco de desenvolver a doença de forma grave, a médica afirma que as crianças e adolescentes também precisam ser vacinados, até pelo risco de transmissibilidade.

“Não deixa de ser um público importante de ser vacinado e a gente também tem que lembrar que entre as crianças também existe o público de menores que têm comorbidades e precisam ser imunizados”, disse Germoglio.

Pelo que foi observado até o momento, os eventos adversos em crianças são muito leves e similares aos de outras vacinas destinadas ao público infantil, como dor no local, febre e mal-estar, que passam em seguida. Para a infectologista a faixa etária tem uma boa imunogenicidade, logo mais vacinas devem ser liberadas para o grupo.

De acordo com a Anvisa a solicitação de inclusão de uma nova faixa etária deve ser feita pelo laboratório desenvolvedor da vacina. O laboratório Janssen solicitou autorização para estudo clínico, já autorizado, para uso de suas vacinas com menores de idade. O estudo envolve dois braços de pesquisa, um com pessoas de 12 a 18 anos e outro com menores de 12 anos. 

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19/07/2021 11:00h

A mudança foi autorizada pela Corregedoria Nacional de Justiça e vale para os casos em que não é necessária a autorização judicial

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A autorização de viagem para crianças e adolescentes ficará mais fácil, agora por meio de uma simples videoconferência do pai e da mãe com o cartório, será possível emitir um documento eletrônico com um QR Code a ser usado no embarque nos aeroportos de todo o país. A mudança foi autorizada pela Corregedoria Nacional de Justiça e vale para os casos em que não é necessária a autorização judicial.

A única exigência é a utilização de certificado digital para fazer a assinatura eletrônica do documento. A emissão da Autorização Eletrônica de Viagem (AEV) deve ser feita exclusivamente por intermédio do Sistema de Atos Notariais Eletrônicos (e-Notariado). 

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“É um equívoco vacinar adolescentes saudáveis antes de vacinar o último adulto”, diz diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações

Caso os pais não consigam fazer a videoconferência, poderão ainda fazer a solicitação do documento no site e se dirigir ao cartório indicado pelo sistema para assinar o documento. 

A autorização eletrônica de viagem possui a mesma validade do instrumento particular emitido de forma física e deve ser apresentada à Polícia Federal e às empresas de transporte. Ela contém a chave de acesso e QR Code para consulta e verificação da autenticidade, que poderá ser validado sem a necessidade de conexão com a internet. Ela é expedida pelo prazo ou evento a ser indicado pelos pais ou responsáveis da criança ou adolescente, até o limite de dois anos.

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18/07/2021 17:00h

Iniciativa do Ministério da Cidadania vai fortalecer o acompanhamento de gestantes e crianças de até seis anos

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Ministério da Cidadania lança campanha ABC para a Primeira Infância: Amar, Brincar e Cuidar. A iniciativa conta com a parceria do Fundo Conjunto para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, com o intuito de priorizar a proteção e os cuidados à primeira infância.

Dentre as ações, a campanha vai fortalecer o Programa Criança Feliz, do governo federal, que realiza visitas domiciliares para acompanhar gestantes e crianças de até seis anos, em cerca de 3 mil municípios brasileiros. Segundo a pasta, o programa já fez mais de 23 milhões de visitas.

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Além disso, a campanha ABC disponibiliza um e-book, no qual é contada a história de um casal de cientistas à espera de um bebê e, pela primeira vez, eles não sabem o que fazer. De forma lúdica, o livro oferece dicas sobre como cuidar dos filhos durante a primeira infância.

Segundo o Ministério da Cidadania, estudos comprovam que os primeiros anos de vida são o período com a maior “janela de oportunidades” para o desenvolvimento humano integral.

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05/07/2021 03:00h

Dados foram levantados pelo Índice de Gestão Municipal Aquila (IGMA), a partir do programa Estratégia de Saúde da Família (ESF), do Ministério da Saúde

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No Brasil 80% da mortalidade infantil está concentrada em 21% dos municípios localizados, principalmente, na região Norte e Nordeste. Os dados foram levantados pelo Índice de Gestão Municipal Aquila (IGMA), ferramenta de big data, a partir do programa Estratégia de Saúde da Família (ESF), do Ministério da Saúde. 

No ranking dos estados que concentram maior taxa de mortalidade infantil estão Roraima (20,69%), Amazonas (19,77%), Acre (18,04%), Amapá (16,78%), Sergipe (16,76%) e Bahia (15,27%). Para o professor de políticas públicas do Ibmec Brasília, Eduardo Galvão, esses dados apresentam uma perspectiva positiva. “Isso porque se 80% do problema está concentrado em apenas 20% dos municípios, isso significa dizer que com uma concentração de 20% dos esforços, conseguimos resolver 80% do problema. Ou seja, não precisa de um esforço bastante pulverizado. Uma atenção dedicada, concentrada a esses poucos municípios, já vai ter um grande impacto nas políticas públicas.”

Ranking da média da taxa de mortalidade infantil no Brasil por estado
1 RR 20,69
2 AM 19,77
3 AC 18,04
4 AP 16,78
5 SE 16,76
6 BA 15,27
7 PI 14,99
8 PA 14,62
9 MA 14,03
10 MT 13,98
11 PB 13,65
12 CE 13,65
13 RJ 13,29
14 MG 13,22
15 MS 13,09
16 PE 13,06
17 GO 12,99
18 AL 12,97
19 RN 12,84
20 RO 12,03
21 SP 11,72
22 TO 11,70
23 SC 11,04
24 RS 10,83
25 ES 10,79
26 PR 10,06
27 DF 8,53

Os municípios de Roraima com a maior taxa são Amajari (49,33%), Alto Alegre (46,41%) e Pacaraima (32,37%). Em nota a Secretaria de Saúde do Estado de Roraima, informou que a Coordenadoria Geral de Atenção Básica (CGAB) realiza o acompanhamento dos índices de mortalidade materna no estado e tem fortalecido o contato com os municípios, o que inclui a realização de oficinas para tratar sobre o tema e discussão de estratégias a serem colocadas em prática.

De acordo com o Núcleo de Ações Programáticas de Saúde da Criança (NAPSC), com base nas informações enviadas pelos municípios, nos últimos dois anos, houve um aumento de 12,46% na taxa de mortalidade infantil em Roraima.

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Segundo o NAPSC, “esse aumento é causado pelo fato de Roraima ser um estado complexo, com situações peculiares, dentre elas a fraqueza do pré-natal. Além disso, ainda ocorrem muitos óbitos por causas evitáveis, como doenças infecciosas e parasitárias, doenças respiratórias, dentre outras”.

Nesse sentido, o Núcleo enfatizou a necessidade de prioridade na atenção à saúde das mulheres bem como das crianças desde o pré-natal aos 9 anos de vida, com especial atenção à primeira infância, como forma de prevenção dos fatores de risco e diminuição da morbimortalidade, tendo em vista que 95% dos óbitos são preveníveis com ações efetivas e vigilância dos óbitos. 

De acordo com Eduardo Galvão, uma parte da mortalidade infantil está relacionada à prematuridade e o restante está relacionada a outras causas de fácil solução. “A questão da resolução desse problema passa por alguns fatores, como por exemplo, a educação familiar, a alimentação adequada, o saneamento básico e a infraestrutura para rede de atendimento à saúde pública”, destaca.

Segundo o médico pediatra e coordenador de Pediatria do Santa Lúcia, Alexandre Nikolay, uma das principais causas que levam ao óbito infantil é a falta de vacinas para recém-nascidos. “Pode haver desidratação, pneumonia e infecções não cobertas por vacinas. Então, às vezes, a falta dessa assistência médica adequada no período pós-natal, nesse período que a criança acabou de nascer, leva a não indicação de vacinas e dessa forma o pequeno paciente fica suscetível a doenças.”

Com relação a outro estado da região Norte, os três municípios com a maior taxa de mortalidade no Amazonas são Japurá (49,59%), Canutama (46,88%) e Novo Aripuanã (35,71%). Em nota enviada à reportagem, o estado informou que vem avançando na redução da taxa de mortalidade infantil. Em 2017, este índice era de 16,4 óbitos por mil crianças nascidas vivas no Amazonas e em 2019 caiu para 15,8, com um grande avanço na redução da mortalidade neonatal em que a taxa caiu de 12,4 para 7,34.

“Destaca-se que fatores históricos, como baixo IDH, geografia e sazonalidade ainda são limitadoras das políticas de saúde no interior do Amazonas, porém, a melhoria da cobertura de atenção básica nos últimos anos vem contribuindo para uma melhor integração entre a assistência primária com atenção especializada e vigilância”, informou o estado.

A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas disse que vêm apostando em uma série de capacitações e estratégias para melhorar a atenção à saúde infantil no interior, entre elas, a implantação do Programa Primeira Infância Amazonense (PIA), voltada para o desenvolvimento integral da criança por meio de ações transversais na saúde, educação e assistência. Além da implantação de Unidades de Cuidado Intensivo (UCIs) neonatais nos municípios de Parintins, Tabatinga, Coari e Tefé. 

Os estados da Bahia, Sergipe, Acre e Amapá não se manifestaram a respeito dos índices de mortalidade infantil e nem quais ações são realizadas para conter o avanço. 

O levantamento do IGMA também mostrou que 71% dos municípios brasileiros apresentam cobertura do programa Estratégia de Saúde da Família acima ou igual a 90%, sendo que nestas cidades, 100% da população possui cobertura. Em contrapartida, ainda existem 10% de municípios brasileiros nos quais a abrangência é menor que 50%. A maioria desses municípios encontra-se em São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais e Pará. Vale mencionar que em 163 cidades brasileiras, nenhuma pessoa recebe tal assistência.

A média de leitos por mil habitantes dos municípios brasileiros é de 1,3. Cerca de 24% das cidades apresentam mais de dois leitos a cada mil habitantes. Por outro lado, 37% das cidades não possuem nenhum leito disponível, ou seja, é preciso que a população se desloque para outra cidade para ter acesso. Outro dado do IGMA aponta que os municípios brasileiros apresentam, em média, 15 profissionais da saúde pública para cada mil brasileiros.

Segundo Alexandre Nikolay, a falta de profissionais nos municípios do Brasil tem a ver com a carência de infraestrutura. “Deveria haver uma estimulação para os profissionais de saúde trabalharem no interior, com condições de trabalho digno e salário digno. Com tudo isso acredito que chamaria um profissional de saúde, seja ele de qualquer nível, desde o agente comunitário de saúde ao médico. Já atuei no interior e é frustrante, porque você sabe como tratar, sabe como salvar o paciente, mas não tem as condições necessárias para fazer isso.”

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Brasil 61