Pesquisa

17/09/2021 22:20h

Pesquisador do Incor e da USP vai testar se o canabidiol funciona no combate aos efeitos de longo prazo da doença

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Um estudo inédito comandado por pesquisadores brasileiros vai testar se o canabidiol (CBD), componente sem efeito psicoativo da maconha, pode ser usado no tratamento a longo prazo em pacientes que ficaram com alguma sequela pós Covid-19, ou na chamada Covid longa.

A eficácia comprovada contra outros casos inflamatórios parecidos com os da Covid-19 é uma das hipóteses levantadas pelos pesquisadores.

Coordenador da pesquisa e professor associado da faculdade de medicina da Universidade de São Paulo (USP), Edimar Bocchi, detalha como o derivado atua no tratamento. “O canabidiol atua através do sistema imunológico e bloqueia a informação, e essa medicação tem um grande potencial de beneficiar a sintomatologia dos pacientes pós Covid-19”, explica.

Ainda segundo o pesquisador, o processo de pesquisa vai ser feito de forma ativa usando pacientes que já tiveram a doença. “Ligaremos para pacientes que tiveram Covid-19 e verificaremos o grau de comprometimento da qualidade de vida que eles têm e se eles não tiverem nenhuma contraindicação contra o estudo. Em seguida, eles são sorteados a tomarem o placebo por três meses, e por fim é testado se essa medicação é efetiva ou não”, diz.

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Dados da Covid-19

O Brasil registrou 11.202 novos casos e 333 óbitos por Covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com a última atualização do Ministério da Saúde, em 17 de setembro. Ao todo, mais de 21 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus desde o início da pandemia. O número de pessoas que morreram pela doença no País é de 589.573. Mais de 20,1 milhões de pessoas já se recuperaram da Covid-19 e outros 310 mil casos ainda estão em acompanhamento. 

A taxa de letalidade média do Brasil é de 2,8%. O Rio de Janeiro é o estado com o indicador mais elevado entre as 27 unidades da federação: 5,55%. Em seguida estão São Paulo, Amazonas e Pernambuco, todos com o índice acima dos três pontos percentuais.  

Taxa de letalidade nos estados 

  • RJ           5,55%
  • SP           3,42%
  • AM        3,22%
  • PE           3,19%
  • MA        2,87%
  • PA          2,82%
  • GO         2,74%
  • CE           2,58%
  • PR          2,58%
  • AL           2,58%
  • MG        2,56%
  • MS         2,56%
  • MT         2,55%
  • RO          2,46%
  • RS           2,43%
  • PI            2,19%
  • BA          2,18%
  • SE           2,16%
  • ES           2,16%
  • DF          2,12%
  • PB          2,12%
  • AC          2,07%
  • RN          1,99%
  • TO          1,68%
  • SC           1,63%
  • AP          1,61%
  • RR          1,57%

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.  

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23/08/2021 03:00h

Dados da Interfarma apontam que um estudo clínico no Brasil leva, em média, 215 dias para ser aprovado

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Dados da Interfarma apontam que um estudo clínico no Brasil leva, em média, 215 dias para ser aprovado. A título de comparação, o País precisa de 180 dias a mais do que os Estados Unidos para aprovar uma pesquisa clínica. Em relação à Polônia, a diferença é de mais de 150 dias. Diante dessas informações, parlamentares no Congresso Nacional defendem a aprovação do PL 7082/2017.

A medida, entre outros pontos, visa melhorar e agilizar a análise e o registro de medicamentos no Brasil. Em linhas gerais, a proposta quer instituir novas regras para o processo administrativo que envolve as pesquisas clínicas com seres humanos. Na avaliação do deputado federal Aureo Ribeiro (SOLIDARIEDADE-RJ), isso permitirá avanços em pesquisas e contribuirá para a evolução econômica do País.

“Dessa forma, além de possibilitar a elaboração de tratamento mais eficazes e baratos no País, estaremos aptos a participar ativamente do mercado de pesquisa e desenvolvimento, que movimenta mais de 70 bilhões de dólares por ano no mundo. E movimentará mais 200 bilhões até 2023, sem considerar os efeitos da pandemia”, afirma o congressista, que foi relator da medida na CCJC.

O PL institui o Sistema Nacional de Ética em Pesquisa Clínica com Seres Humanos, constituído por uma Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e por Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs). “O Conep já existe, mas é vinculado ao Conselho Nacional de Saúde. Para garantir a autonomia de suas atividades, ela será desvinculada do CNS, ficando abaixo, apenas, do Ministério da Saúde”, destaca Aureo.

Aprovado no Senado em 2015, o projeto seguiu para a Câmara dos Deputados, onde também teve aval de membros das Comissões de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática; Seguridade Social e Família, Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Agora, o PL está pronto para ser votado no Plenário da Casa. 

Estudos clínicos

Os estudos clínicos em seres humanos (que se dividem em quatro fases) constituem a última etapa antes de um medicamento ser disponibilizado para a população. Na corrida por vacinas contra a Covid-19, por exemplo, o Brasil foi um dos países a realizar pesquisas com a participação de pessoas no intuito de atestar segurança e eficácia de imunizantes.

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Além da instância nacional, existiriam as instâncias locais, conhecidas como CEPs, que seriam responsáveis pela aprovação prévia da pesquisa e por assegurar direitos e bem-estar aos participantes.

Para a presidente da Sociedade Brasileira de Profissionais em Pesquisa Clínica (SBPPC), Greyce Lousana, há muito espaço no Brasil para condução de ensaios clínicos em diversas áreas, mas que além da regulamentação são necessários outros fatores para atrair aporte financeiro.

“Quanto melhores as condições de um país, obviamente, mais investimento a gente tem. Tais condições vão desde a estrutura dos locais, de capacitação das equipes, enfim, aliado obviamente a uma estabilidade econômica e política”, diz.
 

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20/08/2021 04:00h

De autoria da ex-senadora Ana Amélia, o projeto pretende instituir novas regras para o processo administrativo que envolve as pesquisas clínicas com seres humanos

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A capacidade de desenvolvimento de medicamentos inovadores está relacionada às competências para realização de ensaios clínicos. Sendo assim, para melhorar e agilizar a análise e o registro de medicamentos no Brasil, parlamentares tentam aprovar o PL 7082/2017. Atualmente, o texto aguarda para ser votado no Plenário da Câmara.

Segundo o deputado federal Diego Garcia (PODE-PR), a medida busca, entre outros pontos, promover expansão do setor no mercado interno, assim como aumentar a disponibilidade de remédios para doenças consideradas raras.

“É um avanço para o desenvolvimento de pesquisa no nosso país. É um verdadeiro presente para as famílias, para pessoas com doenças raras, num momento de pandemia, em que muitas delas se sentem ignoradas, desprezadas, principalmente por conta do foco que a pandemia exige. Mas, essas pessoas dependem do acesso a essas pesquisas e a esses medicamentos”, avalia o parlamentar.

O intuito do PL é regular o procedimento administrativo para realização de pesquisas clínicas com seres humanos no Brasil. Além disso, a ideia é instituir um sistema de ética constituído por Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e por Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs). 

A proposta

De autoria da ex-senadora Ana Amélia, o PL 7082/2017 pretende instituir novas regras para o processo administrativo que envolve as pesquisas clínicas com seres humanos. 

Os estudos clínicos em pessoas (que se dividem em quatro fases) constituem a última etapa antes de um medicamento ser disponibilizado para a população. Na corrida por vacinas contra a Covid-19, por exemplo, o Brasil foi um dos países a realizar pesquisas com a participação de pessoas no intuito de atestar segurança e eficácia de imunizantes.

Além da instância nacional, existiriam as instâncias locais, conhecidas como CEPs, que seriam responsáveis pela aprovação prévia da pesquisa e por assegurar direitos e bem-estar aos participantes. 

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Para a presidente da Sociedade Brasileira de Profissionais em Pesquisa Clínica (SBPPC), Greyce Lousana, há muito espaço no Brasil para condução de ensaios clínicos em diversas áreas, mas que além da regulamentação são necessários outros fatores para atrair aporte financeiro.

“Quanto melhores as condições de um país, obviamente, mais investimento a gente tem. Tais condições vão desde a estrutura dos locais, de capacitação das equipes, enfim, aliado obviamente a uma estabilidade econômica e política”, diz. 

A matéria também pretende dar mais agilidade ao processo. Para isso, estabelece que a análise ética de estudos pelos CEPs, com emissão de parecer, não poderia durar mais do que 30 dias, prorrogáveis por mais 30 dias.

Dados da Interfarma apontam que o Brasil leva 180 dias a mais do que os Estados Unidos, mais de 150 dias do que a Polônia e mais de 125 dias que o México para aprovar uma pesquisa clínica. Ainda de acordo com a pesquisa, no Brasil, um estudo clínico leva, em média, cerca de 215 dias para ser aprovado.
 

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13/08/2021 10:45h

Pesquisa da Fiocruz registrou uma retomada no crescimento de casos de SRAG que estão frequentemente relacionados à Covid-19

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Pesquisa revela que o Brasil pode ter aumento de casos e mortes relacionados à Síndrome Respiratória Aguda Grave, conhecida como SRAG, e que é causada por diversos vírus que atacam a respiração. O estudo foi realizado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e registrou uma retomada no crescimento de casos que estão frequentemente relacionados à Covid-19. De acordo com o estudo, desde de 2020, 71% dos casos de SRAG foram causados por vírus respiratórios no país e, entre eles, o SARS-CoV-2 responde por 96,6%.

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O resultado da pesquisa foi divulgado no Boletim InfoGripe na última quinta-feira (12). O documento aponta que o estado do Rio de Janeiro é o único a apresentar uma forte probabilidade (95%) no crescimento de casos de SRAG, quando são analisadas as últimas seis semanas. Essa é a primeira vez em que essa tendência é detectada no estado, que concentra o maior número de casos confirmados da variante Delta no Brasil.

Outros estados também apresentam tendência de crescimento nesse tipo de análise, como Mato Grosso do Sul, Acre, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo, mas com probabilidade menor. Já na Bahia e em Sergipe, observa-se sinal de queda no longo prazo, com sinal moderado de crescimento na tendência de curto prazo.

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11/08/2021 10:45h

Objetivo do estudo é entender melhor o contágio pelo vírus e avaliar as formas de prevenção contra a doença

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Pesquisadores estão testando um aparelho moderno com capacidade para capturar e medir a carga do vírus da Covid-19 em diversos ambientes, a partir de aerossóis presentes na atmosfera. O equipamento, chamado de CoronaTrap, foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Biologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), com o objetivo de coletar informações mais precisas sobre a concentração do coronavírus e sua capacidade de contágio.

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Segundo o coordenador do projeto, o biofísico Heitor Evangelista, “a maioria das pesquisas sobre risco de contágio está baseada em modelos teóricos”, explicou. Por isso, o grupo está tentando verificar isso na prática. As pesquisas levam em consideração que uma grande capacidade de contágio foi encontrada em hospitais, por isso, os pesquisadores querem realizar os testes em escolas públicas e na estação ferroviária Central do Brasil - todos locais de grande aglomeração.

O equipamento captura o vírus e armazena em um recipiente, assim eles são mantidos em baixas temperaturas para que não se degradem. O biofísico explicou, ainda, que a equipe identificou uma grande diferença entre a quantidade de vírus em ambientes fechados e abertos. Enquanto ao ar livre, o CoronaTrap fica praticamente sem vírus, em determinados locais fechados com aglomerações, com menos luz e temperatura mais baixa, a concentração de vírus pode ser maior.

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06/08/2021 10:50h

Entidades começaram a trabalhar juntas para criar condições de realizar a pesquisa de censo demográfico no país

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Com o objetivo de criar condições para realizar a pesquisa de censo demográfico no país, a Confederação Nacional de Municípios (CNM), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e entes locais começaram a trabalhar em cooperação. O pensamento comum entre todos os envolvidos é de que o levantamento dessas informações e a atualização da estimativa populacional são fundamentais para os municípios, pois impactam diretamente nos coeficientes utilizados na distribuição dos recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), principal fonte de receita das prefeituras.

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Durante reunião, feita por meio de videoconferência na última quarta-feira (04), os presidentes do IBGE e da CNM abordaram questões relacionadas a logística, planejamento de ações e desenvolvimento regional baseado nos dados colhidos pela pesquisa. A proposta é que o IBGE receba colaboração da CNM para atuar junto aos gestores na organização do Censo demográfico. Entre as ações, deverá haver apoio em logística e de conscientização da população para responder os questionários. Desta forma, o resultado do Censo pode ser apresentado no segundo semestre de 2022. 

Por lei, o Censo deve ser realizado a cada dez anos, sendo que o último ocorreu em 2010. Com o adiamento da pesquisa de 2020 devido à pandemia de Covid-19, o dinheiro foi usado no combate ao coronavírus. Mas no início deste ano, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Orçamento não teria recursos para o Censo e que a pesquisa não poderia ser realizada neste ano. 

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05/08/2021 11:20h

O Instituto Butantan lançou, na última quarta-feira (4), o projeto de laboratório itinerante com um veículo preparado para realizar testes por diversas cidades

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Para acelerar o processo de testagem dos casos suspeitos de Covid-19, o Instituto Butantan lançou, na última quarta-feira (4), o projeto de laboratório itinerante Lab Móvel. Além de agilizar os testes, o laboratório tem o objetivo de realizar o sequenciamento das variantes do vírus que circulam no estado de São Paulo. 

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De acordo com o instituto, as análises feitas neste laboratório móvel vão possibilitar um resultado em até 24 horas e, depois disso, começar o sequenciamento, que pode durar de três a seis dias. Atualmente todo o processo, entre a testagem e o sequenciamento de variantes, leva de 10 a 12 dias, informou o instituto.


O investimento total para o veículo foi de R$ 3 milhões de reais e o laboratório móvel, que possui mais de 12 metros de comprimento e quase 3 metros de altura, está equipado com três sequenciadores genéticos, centrífuga, seladora, geladeira e freezer para armazenamento de amostras, entre outros aparelhos. Além disso, os moradores das cidades que receberão o laboratório itinerante poderão acompanhar os trabalhos dos pesquisadores por uma parte de vidro pela qual é possível observar os procedimentos executados pelos cientistas.


O primeiro destino, nesta sexta-feira (6), será Aparecida do Norte, no interior paulista, onde o veículo deve permanecer inicialmente por uma semana, com previsão de realizar o diagnóstico de cerca de 500 amostras. 

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26/07/2021 03:00h

Segundo levantamento da CNI, atividade industrial teve quedas, mas continua em patamares semelhantes aos apresentados antes da pandemia

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Atividade industrial teve quedas em maio, mas se mantém em patamares observados antes da pandemia de Covid-19. De acordo com levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), houve retrações significativas nas horas trabalhadas na produção e na Utilização da Capacidade Instalada (UCI).

O deputado Vitor Lippi (PSDB-SP) afirma que os indicadores são favoráveis, se considerar o difícil período de 2020, quando a economia brasileira recuou cerca de 4 pontos. Ele ressalta uma série de medidas em discussão no Congresso para incentivar o mercado.

“Nós estamos iniciando a discussão de uma reforma tributária, que é muito importante para melhorar o ambiente de negócios. Algumas leis importantes foram aprovadas recentemente, quer seja a Lei de Saneamento, a Lei do Gás, e agora estamos discutindo também uma legislação que permita a utilização de debêntures para ampliar a capacidade de investimento no País.”

O conselheiro Lauro Chaves Neto, do Conselho Federal de Economia, ressalta que a atividade industrial no Brasil praticamente recuperou o patamar pré-pandemia.
“Isso se deve à reestruturação das cadeias de suprimento e logística e à retomada das cadeias de distribuição para o varejo, para o atacado e, principalmente, para algumas rotas de exportação. Nesse período da pandemia, a indústria brasileira conseguiu se reinventar e promoveu inovações muito importantes nos seus processos, o que gerou um ganho de produtividade que também explica essa retomada.”

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Indicadores Industriais

Segundo o levantamento da CNI, as horas trabalhadas na produção tiveram queda de 1,8% em maio, em relação a abril de 2021. Considerando os números de março e abril, o indicador mostra uma tendência de queda em 2021.

O faturamento aumentou 0,7% de abril para maio, mas vem oscilando entre altas e quedas desde o início do ano. Segundo os pesquisadores da CNI, o indicador apresenta uma tendência de queda, pois as altas não têm compensado as retrações.

Já a UCI teve uma pequena retração de 0,3 ponto percentual em maio, em comparação com abril, mas atingiu 81,6% – o terceiro mês consecutivo acima de 80% –, o que não ocorria desde o período entre novembro de 2014 e janeiro de 2015. 

Outros dados do levantamento apontam que o emprego na Indústria de Transformação reforçou a tendência de alta em maio, com crescimento de 0,5% em relação a abril. Já a massa salarial voltou a cair após dois meses de alta, com retração de 0,8% em maio, em comparação ao mês anterior. Além disso, o rendimento médio registrou queda de 2,5% no quinto mês de 2021.

Índice de Confiança

O levantamento mais recente da CNI mostra que o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) aumentou 0,3 ponto em julho de 2021, atingindo 62 pontos. Essa é a terceira alta consecutiva e mantém o indicador no patamar de confiança, acima dos 50 pontos. Desde maio, o ICEI acumula crescimento de 8,3 pontos.

Lauro Chaves Neto destaca as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) como razão para o aumento da confiança no setor produtivo.

“O setor produtivo e também o industrial retomam a confiança pela expectativa de crescimento do PIB acima de 4,5% em 2021 e a continuidade dessa retomada para 2022. E, sobretudo, pela retomada da agenda de reformas, a qual o setor produtivo imputa como prioritárias para a melhoria da produtividade e a redução do Custo Brasil”, observou o especialista. 

Segundo o deputado Vitor Lippi, a confiança dos empresários é fundamental para os investimentos. “Quando há um sentimento positivo de que o País deve melhorar sua economia, aumentar o consumo e movimentar as indústrias, cria-se um ciclo virtuoso de investimento e de geração de empregos.”

Economia dos Estados

No estado de São Paulo, a produção do setor industrial apresentou avanço de 8,9 pontos e encerrou o mês de maio com 52,5 pontos. O dado também é da CNI, divulgado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP). O resultado é o melhor para o estado desde novembro de 2020, quando ficou em 53,3 pontos.

A Utilização da Capacidade Instalada na indústria paulista fechou em 73% em maio, com crescimento de 3% em relação a abril. O indicador está 5,5 pontos acima da média histórica para o mês de maio no estado.

“Nós temos indicadores favoráveis esse ano. As expectativas são de que o Brasil cresça um pouco mais do que 5%. Em São Paulo há um cenário previsto para um crescimento acima de 7%”, comenta o deputado Vitor Lippi (PSDB-SP).

O economista Lauro Chaves Neto ressalta que os estados que criaram melhores condições de investimento e infraestrutura para os negócios, com redução de burocracias, conseguem se destacar com indicadores industriais melhores do que a média nacional. Ele também reforça a importância do debate do Pacto Federativo no Congresso Nacional.

“Nós precisamos fortalecer cada vez mais a distribuição de recursos para os estados e principalmente para os municípios, porque quando há essa descentralização, você promove a economia local; e só o desenvolvimento local vai ajudar a combater as desigualdades e a redução da pobreza extrema”, aponta Chaves.

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23/07/2021 04:00h

Retrações foram observadas nas horas trabalhadas e na Utilização da Capacidade Instalada, mas indicadores mantêm patamares pré-pandemia

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Atividade industrial teve quedas em maio, mas se mantém em patamares observados antes da pandemia de Covid-19. De acordo com levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), houve retrações significativas nas horas trabalhadas na produção e na Utilização da Capacidade Instalada (UCI).

A senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) afirma que o setor industrial é um dos maiores geradores de emprego no Brasil, mas foi fortemente afetado por toda a crise provocada pela pandemia da Covid-19.

“Com a vacinação em curso, percebemos uma retomada desses setores econômicos, que voltam com força, produzindo, gerando empregos e renda e fazendo a economia girar como deve ser”, observa a senadora. 

O conselheiro Lauro Chaves Neto, do Conselho Federal de Economia, ressalta que a atividade industrial no Brasil praticamente recuperou o patamar pré-pandemia.

“Isso se deve à reestruturação das cadeias de suprimento e logística e à retomada das cadeias de distribuição para o varejo, para o atacado e, principalmente, para algumas rotas de exportação. Nesse período da pandemia, a indústria brasileira conseguiu se reinventar e promoveu inovações muito importantes nos seus processos, o que gerou um ganho de produtividade que também explica essa retomada.”

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Indicadores Industriais

Segundo o levantamento da CNI, as horas trabalhadas na produção tiveram queda de 1,8% em maio, em relação a abril de 2021. Considerando os números de março e abril, o indicador mostra uma tendência de queda em 2021.

O faturamento aumentou 0,7% de abril para maio, mas vem oscilando entre altas e quedas desde o início do ano. Segundo os pesquisadores da CNI, o indicador apresenta uma tendência de queda, pois as altas não têm compensado as retrações.

Já a UCI teve uma pequena retração de 0,3 ponto percentual em maio, em comparação com abril, mas atingiu 81,6% - o terceiro mês consecutivo acima de 80%, o que não ocorria desde o período entre novembro de 2014 e janeiro de 2015. 

Outros dados do levantamento apontam que o emprego na Indústria de Transformação reforçou a tendência de alta em maio, com crescimento de 0,5% em relação a abril. Já a massa salarial voltou a cair após dois meses de alta, com retração de 0,8% em maio, em comparação ao mês anterior. Além disso, o rendimento médio registrou queda de 2,5% no quinto mês de 2021.

Índice de Confiança

O levantamento mais recente da CNI mostra que o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) aumentou 0,3 ponto em julho de 2021, atingindo 62 pontos. Essa é a terceira alta consecutiva e mantém o indicador no patamar de confiança, acima dos 50 pontos. Desde maio, o ICEI acumula crescimento de 8,3 pontos.

“O cenário de confiança na indústria é esperado e tenho certeza que as expectativas serão correspondidas e até superadas, pois todos os setores estão ansiosos por essa retomada da economia do nosso país”, comenta a senadora Soraya Thronicke.

Lauro Chaves Neto destaca as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) como razão para o aumento da confiança no setor produtivo. “O setor produtivo e também o industrial retomam a confiança pela expectativa de crescimento do PIB acima de 4,5% em 2021 e a continuidade dessa retomada para 2022. E, sobretudo, pela retomada da agenda de reformas, a qual o setor produtivo imputa como prioritárias para a melhoria da produtividade e a redução do Custo Brasil”, observou o especialista. 

Economia dos Estados

No estado do Mato Grosso do Sul, o índice de evolução da produção industrial encerrou o mês de maio com 52,5 pontos, sendo o melhor resultado para o mês em toda a série histórica. O dado também é da CNI, divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Mato Grosso do Sul (FIEMS). 

Já o percentual médio da Utilização da Capacidade Instalada na indústria sul-mato-grossense fechou em 72% em maio, com crescimento de 6 pontos percentuais em relação ao mesmo mês de 2020. O resultado é o melhor dos últimos sete anos para o quinto mês do ano.

A senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) comenta a relevância da indústria no estado do Mato Grosso do Sul. “A nossa história é mais voltada a setores que, de certa forma, são considerados essenciais e talvez alguns tenham até crescido nesse período. Os cinco maiores setores de atuação da indústria sul-mato-grossense são os serviços industriais de utilidade pública, celulose-papel, construção, alimentos e derivados de petróleo e biocombustível.”

O economista Lauro Chaves Neto ressalta que os estados que criaram melhores condições de investimento e infraestrutura para os negócios, com redução de burocracias, conseguem se destacar com indicadores industriais melhores do que a média nacional. Ele também reforça a importância do debate do Pacto Federativo no Congresso Nacional.

“Nós precisamos fortalecer cada vez mais a distribuição de recursos para os estados e principalmente para os municípios, porque quando há essa descentralização, você promove a economia local; e só o desenvolvimento local vai ajudar a combater as desigualdades e a redução da pobreza extrema”, destaca o especialista.

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23/07/2021 03:00h

No primeiro trimestre, atividade industrial do estado do Rio de Janeiro recuou

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A atividade industrial teve quedas em maio, mas se mantém em patamares observados antes da pandemia de Covid-19. De acordo com levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), houve retrações significativas nas horas trabalhadas na produção e na Utilização da Capacidade Instalada (UCI).O conselheiro Lauro Chaves Neto, do Conselho Federal de Economia, detalha os motivos que levaram a atividade industrial a recuperar os patamares pré-pandemia. 

“Isso se deve à reestruturação das cadeias de suprimento e logística e à retomada das cadeias de distribuição para o varejo, para o atacado e, principalmente, para algumas rotas de exportação. Nesse período da pandemia, a indústria brasileira conseguiu se reinventar e promoveu inovações muito importantes nos seus processos, o que gerou um ganho de produtividade que também explica essa retomada”, disse o especialista.

Para o deputado Paulo Ganime (Novo/RJ), um melhor desempenho da atividade industrial do País passa, necessariamente, pela realização de uma reforma tributária. “A gente precisa rever a estrutura tributária. A reforma tributária ampla do Brasil é fundamental, revendo todos os impostos sobre consumo: PIS, COFINS, ICMS, IPI e ISS”, defende. 

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Indicadores Industriais

Segundo o levantamento da CNI, as horas trabalhadas na produção tiveram queda de 1,8% em maio, em relação a abril de 2021. Considerando os números de março e abril, o indicador mostra uma tendência de queda em 2021.

O faturamento aumentou 0,7% de abril para maio, mas vem oscilando entre altas e quedas desde o início do ano. Segundo os pesquisadores da CNI, o indicador apresenta uma tendência de queda, pois as altas não têm compensado as retrações.

Já a UCI teve uma pequena retração de 0,3 ponto percentual em maio, em comparação com abril, mas atingiu 81,6% - o terceiro mês consecutivo acima de 80%, o que não ocorria desde o período entre novembro de 2014 e janeiro de 2015.

Arte: Brasil 61

Outros dados do levantamento apontam que o emprego na Indústria de Transformação reforçou a tendência de alta em maio, com crescimento de 0,5% em relação a abril. Já a massa salarial voltou a cair após dois meses de alta, com retração de 0,8% em maio, em comparação ao mês anterior. Além disso, o rendimento médio registrou queda de 2,5% no quinto mês de 2021.

Índice de Confiança

O levantamento mais recente da CNI mostra que o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) aumentou 0,3 ponto em julho de 2021, atingindo 62 pontos. Essa é a terceira alta consecutiva e mantém o indicador no patamar de confiança, acima dos 50 pontos. Desde maio, o ICEI acumula crescimento de 8,3 pontos.

Lauro Chaves Neto destaca as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) como razão para o aumento da confiança no setor produtivo. “O setor produtivo e também o industrial retomam a confiança pela expectativa de crescimento do PIB acima de 4,5% em 2021 e a continuidade dessa retomada para 2022. E, sobretudo, pela retomada da agenda de reformas, a qual o setor produtivo imputa como prioritárias para a melhoria da produtividade e a redução do Custo Brasil”.

Arte: Brasil 61

Economia dos estados

No estado do Rio de Janeiro, o índice de evolução da produção oscilou nos três primeiros meses do ano. O indicador fechou em 45,1 pontos em janeiro, 44,2 em fevereiro e atingiu os 48 pontos em março. Os dados são os mais recentes divulgados pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). No entanto, no quadro geral, a atividade industrial fluminense estava em queda no primeiro trimestre, o que ocorre quando os índices estão abaixo dos 50 pontos. 

A Utilização da Capacidade Instalada, por sua vez, apresentou estabilidade no primeiro trimestre, ao encerrar em 61% no mês de março. O indicador ficou 6,6 pontos percentuais acima do registrado no mesmo mês do ano passado (54,4%). No entanto, a UCI ficou abaixo da média histórica, que é de 64,2%. 

O deputado federal Paulo Ganime (Novo/RJ) destaca que o Rio de Janeiro passa por um processo de desindustrialização nas últimas décadas, sobretudo por conta da insegurança, expressa nos constantes roubos de cargas e devido à alta carga tributária. “O ICMS do Rio é o mais alto do Brasil. A gente acaba colocando o ICMS muito alto com o objetivo teórico de aumentar a arrecadação, mas que na prática afugenta quem investe aqui no Rio”, critica. 

Ganime acredita que investir em infraestrutura será fundamental para que a economia e, por consequência, a indústria local, voltem a crescer após a pandemia. “A gente precisa ter rodovias, inclusive ferrovias que consigam alimentar a indústria, como também servir de válvula para a distribuição das indústrias que estão aqui no Rio. Assim como também a questão da segurança. Não tem como a gente trazer mais indústrias, até mesmo manter as indústrias, se a gente não tratar devidamente a questão do roubo de carga e da segurança como um todo”, ressalta. 

O economista Lauro Chaves Neto ressalta que os estados que criaram melhores condições de investimento e infraestrutura para os negócios, com redução de burocracias, conseguem se destacar com indicadores industriais melhores do que a média nacional. Ele também reforça a importância do debate do Pacto Federativo no Congresso Nacional. “Nós precisamos fortalecer cada vez mais a distribuição de recursos para os estados e principalmente para os municípios, porque quando há essa descentralização, você promove a economia local; e só o desenvolvimento local vai ajudar a combater as desigualdades e a redução da pobreza extrema.”

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Brasil 61