Adolescente

25/05/2022 02:00h

Sociedade Brasileira de Pediatria aponta os riscos do consumo indiscriminado de energéticos por crianças e adolescentes

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Ao longo dos últimos anos o consumo de energéticos e bebidas esportivas se popularizou entre crianças e adolescentes. Uma pesquisa norte-americana, mostrou que 31% dos adolescentes com idades entre 12 e 17 anos consomem bebidas energéticas à base de cafeína. A título de comparação, na mesma pesquisa, mas com foco em jovens e adultos, de 18 a 24 anos, 34% desse público consome o mesmo tipo de bebida. 

As bebidas esportivas são os isotônicos, que possuem na sua composição carboidratos, minerais e eletrólitos. Já os energéticos são fabricados a base de estimulantes, como café e guaraná, além de substâncias como ginseng taurina, creatina e carnitina. 

O Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) elaborou um estudo acerca do consumo desses produtos pelos jovens. A médica Mônica Moretzsohn, membro do departamento, ressalta a importância dos pais e responsáveis estarem atentos a este tipo de bebida. 

“É importante que o pediatra e as famílias estejam atentas ao consumo de bebidas energéticas. No Brasil, essas bebidas são regulamentadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que determina um volume máximo de cafeína por porção, mas algumas bebidas além da cafeína tem o guaraná, que é um extrato rico em cafeína. E no Brasil não temos uma recomendação para idade mínima de consumo de cafeína, nem de bebidas energéticas”, salienta.

A Sociedade Brasileira de Pediatra alerta que estudos mais profundos e complexos sobre o consumo da cafeína ainda não foram feitos em crianças e adolescentes. Portanto, não se sabe se os efeitos buscados por adultos para o consumo da substância também são proporcionados em jovens. Além disso, vale ressaltar que entre os efeitos da cafeína no organismo estão: taquicardia, aumento da pressão arterial, insônia, alteração do humor e da atenção e ansiedade.

A educadora física, Maria Katia Chaves, mãe de dois filhos menores de idade, considera que o consumo de bebidas energéticas para crianças e adolescentes não é saudável. Ela não permite que seus filhos façam consumo da substância. “Eu, particularmente, não compro essa bebida para o meu filho de 17 anos. Não sou a favor de dar esse tipo de bebida para adolescente, criança, enfim… Devido a possibilidade de algum problema de saúde futuro. Não sou a favor”, opina.

Preocupações e regulamentações

De acordo com a Academia Americana de Pediatria, o consumo de bebidas esportivas deve ser evitado ou restringido para menores de 18 anos, por conta do alto conteúdo de carboidratos, que pode contribuir para o excesso de peso. Se forem consumidas, a ingestão deve ocorrer durante a prática de atividade física vigorosa, quando houver necessidade imediata de reposição de carboidratos e eletrólitos. No caso dos energéticos, devido ao seu conteúdo estimulante, a Academia não considera apropriado para crianças e adolescentes.

Em 2011, o Comitê de Nutrição da Academia Americana de Pediatria em conjunto com o Conselho de Medicina esportiva, publicou um relatório com base na preocupação com o aumento do consumo de bebidas energéticas por crianças e adolescentes. O documento mostrou que esse aumento ocorreu por vários motivos, entre eles o sabor agradável, a sede e desejo de energia extra para prática de esportes. 

Ainda existe uma preocupação quanto a mistura de bebidas energéticas e bebidas alcoólicas, principalmente destiladas, por adolescentes, devido a uma redução dos efeitos depressores do álcool, justamente pela ação da cafeína no córtex cerebral. 

No Brasil está em tramitação no Congresso Nacional o projeto de lei (PL 455/15) que proíbe a venda, a oferta e o consumo de bebidas energéticas para menores de 18 anos. Na proposta, os estabelecimentos que comercializam produtos energéticos ficam obrigados a informar sobre a proibição prevista na lei, caso ela entre em vigor. 

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26/04/2022 01:45h

Enquete da Unicef mostrou que 9 a cada 10 jovens acreditam que o voto tem o poder de transformar a realidade

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Entre janeiro e março deste ano, a Justiça Eleitoral registrou 1.144.481 novos eleitores de 15 a 18 anos. O número é maior que o registrado nas eleições de 2018 e 2014, quando os novos eleitores não ultrapassaram 900 mil. Apenas no mês de março, a procura cresceu 45%, segundo dados do TSE divulgados na última quarta-feira (20). 

Parte desse crescimento expressivo se dá por iniciativas como a da ONG Nossas com a campanha “Cada Voto Conta”. Por meio dessa ação, após tirar o título, o jovem eleitor pode se cadastrar na plataforma para participar do mutirão. O objetivo é estimular outros jovens a fazerem o alistamento eleitoral e, em troca, os multiplicadores podem ganhar prêmios. O último ranking parcial do projeto contabilizava que 2.523 adolescentes convenceram outros amigos a tirar o título. 

Ana Beatriz Diniz, de 16 anos, faz parte da iniciativa. A estudante do segundo ano do Ensino Médio é de São Luís, no Maranhão. Além de tirar o título, ela também estimulou outros adolescentes a fazê-lo. Montaram postos nas escolas para ajudar os colegas com o passo a passo para tirar o título. 

“Tem o site do TSE, mas, muitas vezes, não chega à mão de estudantes que têm falta de conectividade, não têm acesso à internet. O meu senso de votar é algo que se multiplica. Então eu sempre pensei em fazer ações para que esse meu direito de votar e tirar o título também chegasse a outros adolescentes”, pontua Bia Diniz. 

“Eu enxergo a política como uma ferramenta que a gente pode construir junto. Falar sobre política, de uma forma aberta. Votar para mostrar para os adolescentes que a gente pode começar esse processo de democracia e pode começar a desmistificar que política é só no Congresso. Política tem que estar na boca do povo: está na nossa comunidade, nosso dia a dia”, expõe a estudante que mora na periferia da capital maranhense. 

Uma enquete realizada pela Unicef ouviu 3 mil adolescentes de 15 a 17 anos.  A pesquisa  revelou que 9 em cada 10 acreditam que o voto tem poder de transformar a realidade. Entre os participantes, 64% pretendem votar neste ano. “Esse resultado revela um engajamento de adolescentes e jovens com a questão da participação eleitoral que é muito importante. Por que eles vivem o dia a dia das políticas públicas, sabem como é a qualidade da educação, como é a qualidade dos serviços públicos de saúde, como funcionam as políticas de assistência social”, considera o coordenador do programa Cidadania dos Adolescentes do Unicef no Brasil, Mário Volpi. 

Prazo para tirar título de eleitor

O prazo para tirar novo título ou fazer atualizações nas informações junto à Justiça Eleitoral se encerra em 4 de maio. Todo o procedimento pode ser feito pela internet por meio do site do Tribunal Superior Eleitoral. São necessários os seguintes documentos digitalizados (ou a foto deles): 

  • Documento oficial de identidade com foto (frente e verso).
  • Comprovante de residência recente (no caso de transferência, prazo mínimo de três meses de residência no novo endereço).
  • Comprovante de pagamento de débito com a Justiça Eleitoral (quando houver débito)
  • Comprovante de quitação do serviço militar, para o alistamento, sendo o requerente do sexo masculino (para homens com 19 anos que ainda não tenham título eleitoral);
  • Tirar uma selfie segurando, ao lado de sua face, o documento oficial de identificação.
     
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17/04/2022 03:40h

Uso prolongado de fones pode causar problemas auditivos e neurológicos em crianças e adolescentes

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Um ruído repetitivo, que deve ser ouvido com fones em alto volume, cuja duração média é de 30 minutos. A diferença de frequências entre os lados esquerdo e direito, chamado de som binaural, promete alterar as ondas cerebrais, o que pode causar diferentes sensações no usuário. Essa é uma explicação reduzida da prática de escuta que tem sido chamada de “droga digital”. 

A experiência tem se difundido pela internet. A plataforma que oferece os áudios tem quase 200 mil seguidores nas redes sociais e mais de 50 mil downloads na Google Store. O usuário precisa comprar o aplicativo para baixar em seu celular. Para ter acesso a todos os áudios, ainda é necessário desembolsar valores adicionais. 

O DJ Italo Guimarães (25) conta que experimentou a plataforma quando ainda era adolescente. “Eu deitei no meu quarto, vendei os olhos, coloquei o fone no máximo, encontrei a posição. Fiz tudo que eles estavam indicando para a gente a fazer, mas não cheguei a dar um barato”, relata. A opinião sobre a eficácia dos áudios para alterar estados emocionais é contraditória. Enquanto alguns usuários relatam ter percebido mudanças ocorridas a partir da escuta, outros são categóricos em dizer que não passa de placebo e efeito sugestionado. 

A despeito dos efeitos causados, a popularização do uso das drogas digitais tem preocupado a comunidade médica, especialmente em crianças e adolescentes. Por isso, a Sociedade Brasileira de Pediatria publicou uma nota técnica alertando para o risco do consumo de drogas digitais e os danos neurais e auditivos que podem causar. 

“A capacidade do cérebro para crescer, desenvolver e alterar a sua estrutura em função da estimulação externa é denominada como neuroplasticidade. A audição é um sentido da percepção fundamental para o desenvolvimento da linguagem oral e escrita e do aprendizado dos conceitos e das relações sociais. A estimulação exagerada e contínua pode ocasionar a perda da neuroplasticidade e assim, afetar as conexões necessárias para o desenvolvimento cerebral e mental saudável”, alerta a nota. 

A coordenadora do Grupo de Trabalho Saúde Digital da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), dra. Evelyn Eisenstein, argumenta que muitas vezes os pais não sabem o que os filhos estão fazendo no quarto. “Muitas vezes estão vendo nas telas conteúdos inapropriados e, nesse caso, áudios inapropriados. Então, é importante sempre prestar atenção na intensidade do som. Nada ultrapassando 60 e no máximo 70 decibéis para crianças e adolescentes. 

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Limites 

Especialista em atendimento de adolescentes, a psicóloga Raquel Tezelli alerta para a importância de se impor limites no uso de telas, especialmente porque os dispositivos podem ser levados a qualquer lugar e podem facilmente se tornar um vício. “O celular deixou de ser apenas pra fazer uma ligação ou pra receber uma mensagem. Hoje em dia ele é ferramenta de estudo, é ferramenta de trabalho, é ferramenta mesmo das relações sociais dos adolescentes, dos pré-adolescentes”, pondera. 

Para a psicóloga é preciso ficar atento a sinais que indicam o vício a partir do comprometimento social, da higienização e da alimentação. Muitas vezes, o jovem deixa de tomar banho ou escovar os dentes para permanecer na internet. Deixa de se alimentar ou dormir. “ Ele não sai mais do seu quarto para interagir com as pessoas e prejudica a que são as necessidades básicas”, alerta Tezelli. 

A pediatra Evelyn Eisenstein recomenda que os responsáveis fiquem atentos aos sinais de entendimento na comunicação, como o uso de expressões como o “o que?” ou “hein?”. "Existem vários estudos indicando o aumento dos problemas auditivos em crianças e adolescentes”, alerta. Ela recomenda que crianças abaixo de dez anos não devem ficar mais do que uma hora em celulares ou tablets. Já os adolescentes podem ficar no máximo 3 horas diárias. 

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17/04/2022 01:17h

Boletim da Fiocruz revela tendência de alta de doenças respiratórias entre a população de 0 a 19 anos

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A síndrome respiratória aguda grave (SRAG) tem tendência de alta entre crianças e jovens. É isso que revela o boletim da Fiocruz sobre casos de SRAG publicado nesta semana. O documento considera a notificação dos casos feita pelos estados até o dia 11 de abril. Desde fevereiro, os diversos estados têm demonstrado tendência de alta, especialmente entre crianças de 0 a 11 anos. 

Quase todo o país está classificado como epidêmico em decorrência do número de casos. O Distrito Federal, o Nordeste de Minas Gerais e o Noroeste do Mato Grosso do Sul foram as regiões que apresentaram maior incidência por 100 mil habitantes. “Nos menores de cinco anos esse cenário é um pouco mais acentuado. Porque, para essa faixa etária, ainda não tem vacina e, além disso, é uma faixa etária em que predomina a questão dos vírus respiratórios, sendo causa de mais de 35% dos casos de síndrome respiratória aguda”, analisa a infectologista Dra. Joana Darc. 

Apesar de o boletim também apontar a tendência de platô (estabilização), a médica indica que o momento é de cautela, uma vez que entre maio e setembro há maior circulação de vírus respiratórios no Brasil, como a influenza e a própria Covid-19. “Mais de 80% das crianças que morreram nessa faixa etária foram por Covid e não por outros vírus respiratórios. A gente tem que continuar mantendo certa cautela e cuidado com relação aos nossos filhos para evitar as infecções.”, considera Dra. Joana. 

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Para o infectologista Hemerson Luz, é fundamental avançar na vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19. “O aumento dos casos de SRAG em crianças relaciona-se com a baixa adesão à vacina pediátrica. “Muitos pais e responsáveis estão resistentes em vacinar seus filhos, tal fato associado com a volta às aulas presenciais, aumentaram a exposição das crianças ao SARS-CoV-2.”, considera o médico. 

Já entre a população adulta,  há uma tendência de queda nos registros de SRAG nas últimas seis semanas. Segundo a plataforma Our World in Data, 76,4% da população brasileira está com o esquema vacinal completo contra a Covid-19 até a segunda semana de abril. Foram cerca de 424 milhões de doses aplicadas. 

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07/04/2022 00:39h

Campanha do Ministério da Educação convida população a combater o abandono escolar

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O número de crianças e adolescentes fora da escola aumentou 171% durante a pandemia, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ao todo, 244 mil meninos e meninas de 6 a 14 anos não estavam matriculados no segundo trimestre de 2021, cerca de 154 mil a mais que em 2019.

Dados divulgados pelo Censo Escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) apontam que o número de matrículas de crianças entre 6 e 10 anos diminuiu entre os anos de 2019 e 2020. Em 2019, foram realizadas 13.995.683 matrículas. Já em 2020, o número caiu para 13.907.329. O mesmo ocorreu nas matrículas de 11 a 14 anos, com uma queda de 11.597.937 para 11.495.650 no mesmo período.

A professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB), Catarina de Almeida, explica como a pandemia evidenciou a importância da escola para grande parte dos alunos.

“Para grande parte dos estudantes, a escola tem mais importância ainda. Esses estudantes dependem da escola para ter professor ensinando. As residências não apresentam locais adequados para estudar. Eles dependem da escola para ter proteção. Dependem da escola para ter alimentação. Se a escola é o espaço em que essas condições são dadas, quando a pandemia vem, os estudantes ficam sem tudo isso.”

Segundo Catarina, além da dependência da infraestrutura da escola, o brasileiro não tem a cultura do ensino remoto, o que requer certa autonomia do estudante para estudar. “Então isso fez com que muitos estudantes se afastassem da escola”.

“A pandemia trouxe também condições de mais vulnerabilidade. Muitas famílias perderam renda, ficaram sem renda, sem trabalho. Muitas crianças entraram em trabalho infantil, que significa ir para as ruas pedir, ser explorado de todas as formas. Isso traz condições de violência nos espaços em que estão vivendo, sem ter a proteção da escola. Então esses elementos todos vão favorecer a evasão da escola”, acrescenta.

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Disque 100 - Brasil na Escola

Para combater o abandono e a evasão escolar, o Ministério da Educação (MEC) convida as famílias e toda a população para participar da campanha Disque 100 - Brasil na Escola. Desde o dia 28 de março, o telefone está disponível para receber ligações que informem sobre crianças e adolescentes não matriculados na rede de ensino ou que estejam sem frequentar a escola.

Segundo o secretário adjunto de Educação Básica do Ministério da Educação Helber Ricardo Vieira a campanha é uma parceria da pasta com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) e tem “o objetivo de engajar toda a sociedade em um processo ativo de busca daquelas crianças que estão indevidamente fora da escola.”

As ligações pelo Disque 100 podem ser feitas de todo o Brasil, gratuitamente, de qualquer telefone fixo ou celular, 24 horas por dia, inclusive aos sábados, domingos e feriados. Basta discar 100.

“O Disque 100 é um canal que foi colocado no ar, onde qualquer cidadão brasileiro vai poder ligar para notificar, trazer ao conhecimento das autoridades situações em que percebe-se que uma criança não está tendo o seu direito à educação contemplado por estar fora da escola. Uma vez que o cidadão disca para esse número, ele realiza a sua notificação e essa notificação é passada por uma rede de contatos de instituições do estado, como conselhos tutelares, por exemplo, onde nós faremos um monitoramento. Primeiro a situação é verificada e se há realmente uma situação de ausência do direito por parte da criança, nós asseguraremos que ela se reengaje na rede escolar”, explica o secretário.

Helber Ricardo Vieira destaca os que a Constituição Federal assegura que o direito à educação é um dever do Estado, da família e de toda a sociedade. 

“Há diversos relatos científicos que demonstram que a participação da família aumenta a probabilidade de aprendizagem das crianças. E nesse momento, nós estamos chamando famílias e toda a sociedade para nos engajarmos em uma estratégia realmente nacional de recuperação das aprendizagens da pandemia. Agora, essa recuperação das aprendizagens começa com o retorno das crianças na escola, com a sua permanência e com as aprendizagens ocorrendo.”

A professora Catarina de Almeida afirma que é preciso ir muito além da denúncia para ajudar os estudantes que estão fora da escola. 

“Para que esses estudantes estejam nas aulas presenciais, precisamos resolver as questões que fizeram com que esses estudantes se afastassem da escola. Se a situação de vulnerabilidade social não for revertida, eles continuarão nessa situação. Por mais que a gente leve de volta para a escola, a questão social, a questão da alimentação e de coisas básicas vão falar mais alto do que a própria própria educação”, ressalta.

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08/03/2022 03:00h

Serão destinados R$ 10 milhões do Fundo Nacional de Segurança Pública para ações de boas práticas desenvolvidas por forças estaduais e municipais

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública vai destinar R$ 10 milhões para financiar projetos voltados para a prevenção à violência contra mulheres, crianças, adolescentes e idosos. O edital de chamamento público foi divulgado nesta terça-feira (8) no Diário Oficial da União.
 
A ideia é selecionar projetos estaduais e municipais voltados para a prevenção à violência e à criminalidade contra vulneráveis. Os trabalhos de boas práticas deverão ser desenvolvidos e apresentados pelas Polícias Militares, Polícias Civis, Bombeiros Militares e Guardas Municipais de todo o país. O financiamento será por meio do Fundo Nacional de Segurança Pública.
 
O edital é uma das ações desenvolvidas pela Secretaria Nacional de Segurança Pública com foco na prevenção à violência e à criminalidade contra mulher, criança, adolescente e idoso. “O incentivo, o investimento e o trabalho integrado das forças de segurança do país no combate à violência, principalmente de grupos vulneráveis, irão auxiliar o Ministério na proposição de políticas ainda mais eficientes”, destacou o ministro Anderson Torres.
 
Para o financiamento, serão selecionados 50 projetos, sendo que somente cinco poderão ser contemplados com até R$ 2 milhões cada um. Os outros 45 ficarão em bancos de projetos da Senasp por até dois anos, sendo prorrogável por igual período. Se mais recursos forem realocados, mais projetos poderão ser selecionados.

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Imposto de Renda: saiba como doar parte do valor devido à fundos de apoio a crianças e idosos

O cadastramento das propostas deverá ser feito a partir do dia 22 de março, na Plataforma +Brasil, portal de convênios do Governo Federal. O prazo final de encaminhamento é 12 de abril. A partir disso, uma equipe técnica do Ministério da Justiça e Segurança Pública vai avaliar as propostas encaminhadas pelos órgãos. O resultado será anunciado no dia 24 de novembro de 2022.

Para mais informações, acesse o edital aqui
 

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03/03/2022 19:15h

O processo é feito por meio do preenchimento de uma guia dentro da declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física. Durante essa fase, o contribuinte vai se deparar com a opção “Doações Diretamente na Declaração”, onde poderá destinar o valor desejado

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Você sabia que, ao se fazer a declaração do Imposto de Renda, é possível destinar parte do imposto para fundos de apoio à criança e ao adolescente, e aos fundos de apoio aos idosos? Segundo o auditor-fiscal José Carlos Fonseca, supervisor nacional do Programa do Imposto de Renda 2022, essa destinação pode ser feita tanto no âmbito federal, quanto estadual e municipal. 

O processo é feito por meio do preenchimento de uma guia dentro da declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física. Durante essa fase, o contribuinte vai se deparar com a opção “Doações Diretamente na Declaração”, onde poderá destinar o valor desejado. 

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Essa guia só estará disponível na declaração de modelo completo, e não no simplificado. O valor máximo possível para destinar é de 3% do imposto devido para um tipo de fundo e outros 3% para outro tipo, ou seja, um total de 6%. O cálculo do limite máximo é feito automaticamente pelo sistema. 

“Digamos que, na sua declaração, você apurou um imposto devido de R$ 1.000,00. É possível que você destine R$ 30,00 para fundos da criança e do adolescente, e R$ 30,00 para fundos de apoio aos idosos”, detalha Fonseca. 

“Em vez de você pagar os R$ 1.000,00 em um DARF único, vão ser gerados três DARFs. Um no valor do imposto, de R$ 940,00; outro no valor que você destinou para o Fundo de apoio à criança e ao adolescente, de R$ 30,00; e outro para o Fundo de apoio ao Idoso, no valor de R$ 30,00. No final das contas, você estará pagando os mesmos R$ 1.000,00 que você pagaria em um DARF só. Mas, você optou por dizer que uma parte daquele valor deve ir para o Fundo de um determinado municípios ou estado”, complementa.

O contribuinte pode escolher mais de um fundo municipal. Neste caso, o valor correspondente aos 3% limitado ao fundo de apoio aos idosos pode ser dividido entre Manaus, Goiânia e Fortaleza, por exemplo. O mesmo vale para as instituições de apoio às crianças e adolescentes. 
 

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05/12/2021 16:25h

Na avaliação da pediatra Natália Bastos, as crianças são as maiores disseminadoras dos cuidados necessários para evitar a propagação do vírus

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A enfermeira Carla Bianka Morais tem 48 anos e mora em Brasília (DF). Mãe do Miguel, de 10 anos, ela acredita que o retorno das aulas presenciais é essencial para manter a qualidade de aprendizagem do filho. Mas, para isso, Bianka defende que as escolas cumpram protocolos de segurança para preservar a saúde das crianças. 

“Eu acredito que as crianças precisam dessa interação entre elas, porque a aula on-line trouxe alguns prejuízos para alguns alunos quanto à aprendizagem. Então, eu acho que existe uma grande importância do retorno das aulas presenciais. E que se não for o retorno absoluto, que fosse pelo menos intercalado”, considera. 

Já Maria Francisca Santos, de 48 anos, que também é do Distrito Federal, acredita que o país ainda não está preparado para o retorno das aulas presenciais. A estudante de arquivologia afirma que o fato de nem toda a população estar completamente imunizada contra a Covid-19 é um dos fatores para a opinião dela. 

“Nem todas as pessoas estão vacinadas. Ainda não temos respostas quanto a eficácia da vacina com relação à nova variante. Outra questão a se pensar são os ônibus coletivos que levam até o Campus, que estão sempre muito lotados. A também a questão da falta de logística da faculdade”, critica.

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Independentemente de uma decisão definitiva, a pediatra Natália Bastos considera que os pais também têm um papel fundamental na conscientização dos filhos que eventualmente se deslocam até às unidades escolares. 

“Para conseguirmos fazer um retorno escolar mais saudável, precisamos explicar para as crianças que elas têm necessidade de estar sempre passando álcool nas mãos, e manter o uso de máscara no ambiente escolar, quando estiverem em contato com os amiguinhos, e que têm que usar a máscara corretamente. No momento de fazer as refeições eles terão que sentar mais afastados, e precisam estar informados sobre quais vão ser os protocolos adotados, para já chegarem na escola com essa orientação”, destaca. 

Segundo ela, as mesmas orientações destinadas aos adultos também devem ser seguidas pelas crianças. Na avaliação dela, os pequenos são os maiores disseminadores dos cuidados necessários para evitar a propagação do vírus, pois não hesitam em cobrar os pais e os colegas. 

“Também devemos orientar as crianças, até para elas serem as maiores disseminadoras de informação. Quando elas verem que um amiguinho está passando álcool de maneira errada e não está lavando as mãos corretamente, orientar o amiguinho sobre o modo certo, para melhor uso de máscara, que cobre nariz e boca. E também informar os coleguinhas de que esse ritmo precisa ser mantido”, pontua. 

Volta às aulas nos estados e DF

Dados do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) apontam que a grande maioria dos estados brasileiros já deu início, em 2021, às atividades presenciais nas escolas, em algum nível. Confira:

  • ACRE - A partir de 4 de outubro, as escolas da rede estadual retomaram o ensino presencial e híbrido, de forma escalonada.
  • ALAGOAS - As aulas na rede estadual de ensino em Alagoas são 100% presenciais desde o dia 8 de novembro.
  • AMAPÁ - Desde 9 de agosto iniciou o retorno gradual com os estudantes para o início das aulas presenciais, com prioridade os estudantes do 2º, 5º e 9º anos do ensino fundamental, 3ª série do ensino médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA). 
  • AMAZONAS - No dia 23 de agosto, o Governo do Amazonas retornou com as aulas 100% presenciais em Manaus. Na época, 230 mil estudantes de 236 escolas da capital voltaram às atividades de segunda a sexta-feira, com a extinção dos grupos A e B.
  • BAHIA - A rede estadual de ensino iniciou as aulas 100% presenciais no dia 18 de outubro.
  • CEARÁ - O último decreto estadual (Nº34.279, de 02 de outubro de 2021) autoriza a transição do formato híbrido para o presencial integral. A Secretaria da Educação está adotando as providências para efetuar essa transição de forma gradual.
  • DISTRITO FEDERAL - O retorno 100% presencial nas escolas do Distrito Federal ocorreu em 3 de novembro.
  • ESPÍRITO SANTO - Desde o dia 11 de outubro, todos os alunos das escolas públicas estaduais voltaram ao ensino 100% presencial, exceto os que tiverem laudo médico. 
  • GOIÁS - O Estado de Goiás retomou as aulas presenciais no dia 2 de agosto de 2021, com a capacidade de 50% das unidades escolares em ensino híbrido.
  • MARANHÃO – O estado publicou portaria com as Diretrizes Pedagógicas para 2021, disponível no portal do órgão (www.educacao.ma.gov.br). O ano letivo iniciou no mês de fevereiro, em todas as escolas, de forma remota, e poderá ocorrer de forma híbrida durante o ano, conforme os indicadores epidemiológicos.
  • MATO GROSSO - O estado retomou as aulas 100% presenciais no dia 18 de setembro.
  • MATO GROSSO DO SUL - O retorno 100% presencial se deu a partir do dia 4 de outubro para todas as 347 unidades escolares da Rede Estadual de Ensino (REE).
  • MINAS GERAIS - Na rede pública estadual de ensino de Minas Gerais, o ano letivo de 2021 teve início no dia 8 de março, de forma remota. No dia 21 de junho, as atividades pedagógicas presenciais começaram a ser retomadas nas escolas estaduais.
  • PARÁ - O retorno 100% das aulas presenciais aconteceu no dia 1º de outubro, exceto para os alunos que estudam em unidades em que o prédio encontra-se em reforma e estudantes que comprovem casos excepcionais.
  • PARAÍBA - Em 23 de setembro de 2021, as atividades foram retomadas de forma híbrida e progressiva, com 70% de aulas remotas e 30% presenciais.
  • PARANÁ - A partir da última semana de setembro, todos os colégios da rede estadual passaram a ter ensino totalmente presencial, reservando o ensino remoto apenas para os estudantes com comorbidades.
  • PERNAMBUCO - A partir de 5 de abril de 2021 para Educação Infantil e Ensino Fundamental - Anos Iniciais. A partir de 12 de abril de 2021 para o Ensino Fundamental - Anos Finais e Ensino Médio. Já nas escolas estaduais, a retomada das aulas presenciais, de forma híbrida, foram autorizadas a partir de 19 de abril de forma escalonada. 
  • PIAUÍ - Em outubro foi decretado o retorno 100% presencial das aulas e no momento já retornaram ao ambiente escolar mais de 200 mil estudantes de todas as etapas e modalidades de ensino.
  • RIO DE JANEIRO - No dia 25 de outubro, as escolas da rede voltaram a oferecer o ensino 100% presencial, observados todos os protocolos sanitários definidos pela Secretaria Estadual de Saúde. O ensino remoto continua disponível apenas para alunos com comorbidade comprovada.
  • RIO GRANDE DO NORTE - O estado permitiu o retorno presencial com 100% da capacidade no dia 4 de outubro de 2021, iniciando esse processo em 19 de julho com o retorno presencial dos professores e no dia 26 de julho com o retorno de 30% dos estudantes.
  • RIO GRANDE DO SUL - O retorno presencial obrigatório da Educação Básica no Rio Grande do Sul nas redes públicas e privadas aconteceu no dia 8 de novembro.
  • RONDÔNIA - Estão sendo ofertadas aulas remotas por meio da plataforma digital Google Classroom. As aulas são planejadas e ministradas pelos professores da rede estadual que atuam na Mediação Tecnológica, disponibilizadas por meio da plataforma “Google classroom”.
  • RORAIMA - No dia 3 de novembro, o estado retornou com as aulas presenciais obrigatórias para o 9° ano do Ensino Fundamental, EJA (2° segmento) e Turmas de Correção de Fluxo (8°/9° ano). Para o Ensino Médio, que já havia retornado em setembro, também se tornaram obrigatórias as aulas presenciais. Os estudantes que possuem comorbidades devem apresentar laudo médico e continuam no ensino remoto, assim como as demais séries
  • SANTA CATARINA - Todos os alunos da rede estadual de Santa Catarina devem frequentar a escola presencialmente, com exceção dos estudantes que pertencem ao grupo de risco da Covid-19.
  • SÃO PAULO - Na rede estadual de São Paulo, os anos letivos de 2020/2021 foram considerados um ciclo contínuo de ensino. As escolas retomaram, ainda em 2020, as atividades presenciais em setembro. A liberação aconteceu para as escolas localizadas em regiões na fase amarela do Plano SP.
  • SERGIPE - O retorno 100% presencial da rede estadual ocorreu em 4 de novembro. Já os municípios estão liberados para definirem seus retornos.
  • TOCANTINS - Todas as unidades escolares, públicas e particulares, no território do Tocantins, ficam autorizadas a realizar aulas presenciais em formato híbrido e com revezamento de 50% das turmas.

Programa Saúde na Escola

Com a relevância do tema, o Programa Saúde na Escola (PSE) coordenou um evento on-line na última quinta-feira (2), ocasião em que pais, estudantes, profissionais de educação e de saúde tiraram dúvidas sobre o assunto. Intitulado “Reabertura das escolas públicas e prevenção à Covid-19”, o encontro foi promovido pela Secretaria de Atenção Primária (Saps), do Ministério da Saúde.

Com o objetivo de expandir o planejamento de reabertura das escolas, o PSE adotou medidas para auxiliar estados e municípios nessa temática, como a publicação do documento Orientações para Reabertura das Escolas da Rede Pública Básica de Ensino. Além disso, houve um repasse de R$ 454,3 milhões aos municípios. O dinheiro auxiliaria no processo de reabertura das escolas de educação básica, por meio da portaria nº 1.857, de 28 de julho de 2020.
 

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16/11/2021 18:25h

A Campanha Nacional de Multivacinação do Ministério da Saúde vai até dia 30 deste mês e pretende ampliar o número de imunizados deste grupo

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Em meio a Campanha Nacional de Multivacinação realizada pelo Ministério da Saúde, a Secretaria de Saúde de São Paulo revelou um dado preocupante: a cada dez crianças e adolescentes paulistas que compareceram aos postos de vacinação, seis estavam com as carteiras de imunização desatualizadas, em média. Já entre os menores de um ano, essa proporção aumenta para oito a cada dez.

Em outubro, primeiro mês da campanha, cerca de 840.950 crianças e adolescentes compareceram aos postos, de acordo com a secretaria. Destes, mais de 500 mil precisaram receber ao menos um tipo de imunizante. Em relação aos menores de um ano, 83,2% precisaram receber alguma vacina pendente do calendário de vacinação.

O grupo de 5 a 14 anos está com a melhor taxa vacinal, mais de 300 mil pessoas compareceram aos postos, das quais 48,5% tinham alguma vacina pendente. “A criança ou adolescente que estiver com a caderneta de vacinação atrasada, precisa procurar uma sala de vacina, em uma Unidade Básica de Saúde, para receber a vacina. É importante levar a caderneta para que seja avaliada a sua situação vacinal”, explica Maria Lígia Nerger, enfermeira da Divisão de Imunização da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo.

Clique aqui para descobrir a Unidade Básica de Saúde mais próxima em São Paulo.

Ministério da Saúde prorroga Campanha de Multivacinação até 30 de novembro

Crianças de até 9 anos estão adoecendo mais por vírus respiratórios

Baixa adesão

Em evento realizado na última quinta-feira (11) pela Pfizer Brasil, junto com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), o Dr. Juarez Cunha, presidente da SBIm, afirmou que o Brasil vem caindo na cobertura vacinal desde 2015. “A baixa cobertura já estava sendo observada e, com a Covid, [os números] caíram mais ainda. Isso coloca em risco a nossa população, especialmente as crianças. Sabemos as causas e os determinantes da baixa cobertura vacinal, suas consequências e também sabemos o que precisa ser feito”, pontua.

Em vista disso, é importante reforçar que todos os imunizantes disponibilizados gratuitamente integram o Programa Nacional de Imunizações (PNI), são seguros e estão registrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

A infectologista Ana Helena Germoglio explica que o baixo nível de vacinação pode trazer problemas de saúde para as futuras gerações. “Quando se tem uma taxa baixa de cobertura vacinal, essas doenças, que são consideradas quase que erradicadas, começam a surgir novamente. A gente vai ter doenças graves que podem acometer uma geração, que tenha muitas sequelas por essas doenças que são completamente evitáveis", afirma.

Prorrogação

Pretendendo ampliar o número de crianças e adolescentes com a caderneta atualizada, o Ministério da Saúde prorrogou a Campanha Nacional de Multivacinação para até dia 30 de novembro. Cerca de 45 mil postos de vacinação estarão abertos para disponibilizar as doses dos 18 agentes imunizantes que compõem o Calendário Nacional de Vacinação.

Além dos imunizantes contra meningite meningocócica, febre amarela e Pneumocócica, confira outras vacinas que estão disponíveis nos postos de saúde: 

  • BCG 
  • Hepatite A e B, Penta (DTP/Hib/Hep B)
  • VIP (Vacina Inativada Poliomielite)
  • VRH (Vacina Rotavírus Humano)
  • Meningocócica C (conjugada)
  • VOP (Vacina Oral Poliomielite)
  • Tríplice viral (Sarampo, rubéola e caxumba)
  • Tetraviral (Sarampo, rubéola, caxumba e varicela) 
  • DTP (tríplice bacteriana)
  • Varicela 
  • HPV quadrivalente (Papilomavírus Humano)
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13/11/2021 14:45h

O dinheiro deve ser investido em ações de prevenção à gravidez na adolescência e no combate ao uso de drogas lícitas e ilícitas

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O Ministério da Saúde oficializou nesta sexta-feira (12) um acordo de cooperação técnica junto ao Instituto da Primeira Infância (Iprede), entidade do Ceará sem fins lucrativos que promove ações de combate à desnutrição infantil em cidades do Nordeste e Norte do Brasil. O pacto estabelece um investimento de quase R$ 1 milhão em iniciativas de prevenção à gravidez na adolescência e combate ao uso de drogas lícitas e ilícitas.

A ação contará com disponibilidade de cursos de capacitação direcionados às temáticas. Segundo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o intuito é que haja uma qualificação de profissionais que atuam junto a esses grupos e que eles possam se tornar multiplicadores das ideias apresentadas.  

"Mostramos todas as possibilidades de atuarmos juntos para melhorar a qualidade de vida da infância e da adolescência nesse país. Ações como as que fazemos hoje têm como objetivo a prevenção da gestação na adolescência e também o combate ao uso de drogas. Temos que trabalhar fortemente para que consigamos mudar esse panorama que se quis restituir aqui, em um passado recente”, disse o ministro.

As ações educacionais fazem parte dos Ciclos Itinerantes de Promoção e Prevenção em Saúde, que compõem as Ações de Educomunicação em Saúde em Defesa da Vida, lançadas em setembro de 2020. 

No geral, a iniciativa conta com quatro ciclos. São eles:

  • Prevenção do Suicídio e da Automutilação;
  • Prevenção da Gravidez na Adolescência;
  • Prevenção do Consumo de Drogas Lícitas e Ilícitas;
  • Ética da vida, relacionada à prevenção da violência contra crianças, mulheres e idosos.

“Nós precisávamos, também utilizando diversas temáticas sociais extremamente relevantes para o país, fazer com que a sociedade tomasse conhecimento da necessidade que cada um de nós tem de trabalhar com esses temas, evitando os problemas relacionados a eles”, explicou a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde (SGTES), Mayra Pinheiro.

Referência internacional

O Iprede foi criado por profissionais que se sensibilizaram com a situação de pessoas desnutridas e que vivem num quadro de vulnerabilidade social. A ação contribuiu para a redução da taxa de desnutrição, que passou de 30% para 7% nas áreas de atuação. A informação é da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição (PNSN). 

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Em média, 950 famílias em situação de vulnerabilidade social são atendidas mensalmente. O Iprede também atua na elaboração de projetos voltados à capacitação profissional de mães e responsáveis pelas crianças. O projeto “TransforMaria”, por exemplo, ensina mulheres a cozinhar e entrar no mercado de trabalho.

O Iprede conta, ainda, com parcerias junto a instituições de ensino como Universidade Federal do Ceará, Universidade de Québec (Canadá), Harvard (EUA) e Academia de Ciências da China em pesquisas ligadas à neurociência e estimulação de crianças.
 

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