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TERMO DE USO E PARCERIA

TERMO DE USO E PARCERIA

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a) A utilização do material - na íntegra, ou em partes - só será permitida desde que as informações não sejam distorcidas, manipuladas ou alteradas.

b) Não é necessário a identificação do Brasil 61 na hora da replicação do conteúdo. Mas toda e qualquer veiculação de áudios produzidos pelo Brasil 61 prevê o cadastro no site, com a disponibilização de dados que serão utilizados para a organização do mailing desta empresa,

2º - OBRIGAÇÕES DO BRASIL 61

a) O Brasil 61 se compromete, a partir deste termo de uso, a produzir conteúdo particularizado diariamente, trazendo informações de dia-a-dia e bastidores do Planalto Central, além de outras temáticas de relevância do noticiário nacional. 

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3º - OBRIGAÇÕES DOS COMUNICADORES PARCEIROS

Não alterar o sentido dos materiais, ou distorcer fala de entrevistados ou mudar a conotação das mensagens dos materiais. 

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a) O Brasil 61 poderá distribuir conteúdo patrocinado com ou sem assinatura dos clientes patrocinadores do boletim e sem aviso prévio ao comunicador. 

b) As rádios parceiras não vão ter participação financeira sobre o faturamento do Brasil 61.

c) Os comunicadores podem patrocinar os conteúdos do Brasil 61, desde que não alterem o sentido e a conotação dos conteúdos oferecidos. Nesses casos, o Brasil 61 não terá participação nos lucros conquistados pelos veículos parceiros. 

Ao clicar em ACEITO, a emissora aqui cadastrada afirma concordar e estar ciente de todas as condições apresentadas neste Termo de Utilização de Conteúdo.

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 Última atualização: 24 de dezembro de 2020 

Saúde mental

07/04/2021 00:00h

Pesquisa da Fiocruz indica exaustão e outros distúrbios mentais entre os profissionais de saúde, durante pandemia

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O Dia Mundial da Saúde é celebrado em 7 de abril para conscientizar as pessoas sobre a importância dos cuidados com a saúde física e mental. Em tempos de pandemia, a atenção ao bem-estar também precisa ser promovida entre os profissionais dessa área. Por isso, os Estados-membros da Organização das Nações Unidas (ONU) decidiram, por unanimidade, declarar 2021 como o Ano Internacional dos Trabalhadores de Saúde e Cuidados. A decisão é uma forma de reconhecer a dedicação e o sacrifício de milhões de profissionais que atuam na linha de frente do combate à Covid-19. 

Uma pesquisa feita pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta que, em um ano de enfrentamento à pandemia, os trabalhadores da saúde estão esgotados. Dos 25 mil entrevistados – entre médicos, enfermeiros, odontólogos, fisioterapeutas, farmacêuticos e outras categoriais da área da Saúde – 50% admitiram excesso de trabalho, com jornadas além das 40 horas semanais. Além disso, 45% afirmaram que precisam de mais de um emprego para sobreviver.

Os dados da pesquisa indicam que 43,2% dos profissionais de saúde não se sentem protegidos no enfrentamento da Covid-19 e o principal motivo – para 23% deles – é a falta e a inadequação do uso de EPIs (equipamentos de proteção individual). 

A pesquisa também mostra que 15,8% dos entrevistados relataram perturbação do sono; 13,6% irritabilidade, choro frequente, distúrbios em geral; 11,7% incapacidade de relaxar e estresse; 9,2% dificuldade de concentração ou pensamento lento; 9,1% perda de satisfação na carreira ou na vida, tristeza e apatia; 8,3% sensação negativa do futuro e pensamento suicida; e 8,1% relataram alteração de apetite ou de peso.

Arte- Brasil 61

Relatos da linha de frente

A enfermeira da Unidade de Pronto Atendimento de Planaltina (GO), Vera Trajano Ribeiro, comenta que a demanda de serviço triplicou.

“Ano passado o nosso público-alvo eram os idosos. Esse ano estamos atendendo grávidas, adultos, crianças. O serviço triplicou. Estamos cansados. Ontem mesmo fui para o enterro do tio do meu esposo. Nunca pensei que fosse ver uma coisa dessa”, relata.

A enfermeira chegou a se contaminar com o coronavírus, mas conseguiu se recuperar. 

“Não me prejudiquei tanto quanto o tio do meu esposo, que era tabagista. Perdi 9 quilos e perdi o olfato. Todos os meus colegas tiveram Covid-19. Muitos se salvaram. Muitos deles foram embora. Hoje mesmo um médico que trabalhava comigo aqui na UPA faleceu. E muitos ainda não têm consciência”, relata. 

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Cemitérios estimam aumento de até 60% de enterros com agravamento da pandemia

A médica infectologista do Hospital Regional da Asa Norte em Brasília, Joana D’arc Gonçalves, descreve uma sensação de impotência. 

“Estamos em um momento complexo. Presenciamos um número alto de pessoas morrendo e nos sentimos impotentes. Já não sabemos para quem gritar, o que falar, aonde ir. Tentamos todos os dias fazer um pouquinho, aquilo que está ao nosso alcance”, comenta.

O gastroenterologista do Hospital Universitário de Brasília, Gabriel Ravazzi dos Santos, diz que a sensação de desgaste físico e emocional começou desde o início da pandemia, quando os profissionais de saúde ainda não sabiam com o que estavam lidando.

Segundo ele, com o surgimento de testes e vacinas contra o coronavírus, a população relaxou em relação às medidas de proteção sanitária, o que levou ao aumento de casos graves, não apenas de idosos e pessoas com comorbidades, mas também de jovens e indivíduos sem doenças pré-existentes.

Para o doutor Gabriel Ravazzi dos Santos, isso sobrecarregou o trabalho dos profissionais de saúde, que são tratados como heróis pela população e pela mídia.
“É comum nos noticiários sermos tratados como heróis. Mas eu acho que nós não somos heróis, porque isso dá a falsa sensação de que somos infalíveis. E todos nós somos seres humanos; temos nossas fraquezas, nossas limitações, estamos cansados. Precisamos da população, nesse momento, do nosso lado. Cada um fazendo a sua parte”, afirma.

Atendimento Psicoterapêutico

Para a psicóloga do Hospital das Clínicas de Porto Alegre, Márcia Ramos, o crescimento da curva de casos da Covid-19 no país, em fevereiro de 2021, tem levado ao aumento da procura por serviços de psicoterapia, tanto por pacientes em geral, quanto por trabalhadores da saúde. 

“Existe algumas questões pontuais que trazem esse trabalhador para os atendimentos. Uma delas é a questão do cansaço e do esgotamento físico e mental. A outra é a questão do enlutamento. Muitos estão perdendo pessoas muito próximas a eles.” Segundo ela, os profissionais também relatam medo de levar o vírus para casa e contagiar os familiares.

A psicóloga aponta as principais demandas apresentadas nos consultórios de psicoterapia.

“Ansiedades, dificuldades para conciliar o sono, tristeza, depressão. Todas essas manifestações demonstram a vulnerabilidade do trabalhador, que conta com vários recursos de suporte para se manter trabalhando, mas que – pelo próprio envolvimento afetivo que tem com o trabalho – acaba ficando um pouco mais fragilizado nesse momento”, afirma.

Segundo Márcia Ramos, desde o ano passado, o Hospital das Clínicas de Porto Alegre oferece suporte psicológico individual e coletivo à equipe de trabalhadores da saúde.

Para o médico Gabriel Ravazzi dos Santos, apesar do cansaço, assistir a recuperação de um paciente é gratificante.

“Também temos momentos bons, de felicidade. Quando conseguimos vencer essa doença é gratificante; essa sensação de poder dar alta para um paciente, ver um sorriso no rosto dele, de um familiar, de agradecimento, de reconhecimento do nosso trabalho.”

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22/12/2020 00:00h

Ferramenta pode ser acessada pelo site do Ministério da Saúde

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O Ministério da Saúde disponibilizou um mapa interativo que mostra os estabelecimentos da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) que oferecem atendimento em saúde mental no País. Ao todo, segundo a pasta, estão listados na plataforma mais de 3,1 mil desses locais, que oferecem atendimento a pessoas com depressão, ansiedade e outros transtornos mentais. 

A plataforma aponta a localização dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Infantil (CAPSI) e para álcool e outras drogas (CAPS AD), das Equipes Multiprofissionais de Atenção em Saúde Mental (AMENT) nas unidades ambulatoriais, além dos serviços de referência em hospital geral e hospitais psiquiátricos. 

União, estados e municípios precisam trabalhar juntos na distribuição e vacinação contra Covid-19

No mapa, os serviços disponíveis estão separados por ícones, cores e regiões, facilitando a busca pelo cidadão. 

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03/11/2020 00:00h

Estudo conduzido por pesquisadores da Fiocruz tentou entender impacto da pandemia na saúde mental dos profissionais

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Durante a pandemia da Covid-19, sintomas de ansiedade e depressão afetam 47,3% dos trabalhadores de serviços essenciais, no Brasil e na Espanha. Mais da metade deles sofre de ansiedade e depressão ao mesmo tempo. Além disso, 44,3% dos entrevistados têm abusado de bebidas alcoólicas; e 42,9% sofreram mudanças nos hábitos de sono. 

São esses os principais resultados apresentados no artigo “Depressão e Ansiedade entre trabalhadores essenciais do Brasil e da Espanha durante a Pandemia de Covid-19”.  A pesquisa contou com a participação de pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz, no Brasil, do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e da Universidade de Valência, na Espanha. 

Cresce o número de brasileiros com depressão e ansiedade durante pandemia da Covid-19

MS lança estratégia para cuidados com a saúde mental durante a pandemia

Ao todo, o levantamento feito pela internet entrevistou 22.876 pessoas. Dessas, 16% eram trabalhadores de serviços essenciais, o principal foco da pesquisa. De acordo com o resultados preliminares, os sintomas de depressão e ansiedade são maiores entre os brasileiros, atingindo cerca de 55%, ante 23% dos profissionais espanhóis. 

A maior parte dos trabalhadores essenciais que respondeu à pesquisa no Brasil é de mulheres (72,2%), tem idade média de 39 anos e curso universitário (56,5%) ou mestrado/doutorado (28,5%). 

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26/09/2020 00:00h

MS investe na aquisição de medicamentos para saúde mental

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Com foco em amenizar os impactos causados pela pandemia da Covid-19, o Ministério da Saúde vai repassar aos municípios brasileiros R$ 650 milhões para aquisição de medicamentos para a saúde mental. Os repasses serão feitos em parcela única ao Fundo Municipal de Saúde e os valores destinados a cada localidade foram definidos com base no número de habitantes e no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM). 

A verba federal irá financiar a aquisição de medicamentos já ofertados no Sistema Único de Saúde (SUS) no âmbito do Componente Básico da Assistência Farmacêutica. Atualmente são ofertados 22 medicamentos, previstos na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais – Rename.



“Já estamos nos preparando para o enfrentamento da quarta onda da pandemia, como é conhecida. É um adoecimento mental da sociedade, quando uma série de doenças provocadas pelas mudanças bruscas e o medo da Covid-19 geram consequências na saúde mental. Isso pode envolver situações de estresse, ansiedade, transtorno bipolar, irritação, paranoia, insônia, várias condições”, destaca o secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde, Hélio Angotti Neto. 

Violência e abuso durante a pandemia: crianças e adolescentes recebem apoio

Os municípios terão de prestar contas dos medicamentos adquiridos com o repasse feito pelo Ministério da Saúde, como explica a coordenadora de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Maria Dilma Alves Teodoro. “A comprovação do uso dos recursos é feita por meio do Relatório Anual de Gestão. Esse relatório vai incluir todo esse recurso, comprovar que ele foi utilizado para esse fim. Ele (gestor) vai apresentar esse relatório no Conselho de Saúde até 30 de março do ano que vem”, diz. 



Para o especialista em Direito Constitucional, Renato Araújo, o Ministério da Saúde demorou em tomar medidas de auxílio à saúde mental. Na avaliação de Araújo, o cenário da pandemia poderia ser outro se o governo tivesse adotado ações preventivas no início da crise.

“O Governo Federal, em especial o Ministério da Saúde, tem adotado agora, de forma tardia, medidas e procedimentos de contenção à pandemia. Toda medida de enfrentamento à pandemia é bem-vinda, todavia se essas medidas tivessem sido adotadas no início, sem ceticismo, é possível que esse cenário de mortos fosse menor”, opina. 
 

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Saúde
16/09/2020 11:20h

Serviço fornece atendimento psicológico e psiquiátrico gratuito por meio da internet

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Professores, bombeiros, motoristas e cobradores de ônibus, policiais e outros profissionais de serviços essenciais agora também podem ter consultas psicológicas e psiquiátricas gratuitas pelo projeto TelePSI. O serviço é oferecido pelo Ministério da Saúde e pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) e inicialmente, abrangia apenas profissionais da área de saúde que estão na linha de frente contra a covid-19.

O atendimento é feito por meio de teleconsulta. Também é preparada uma plataforma virtual para que as consultas sejam melhor realizadas pela internet.

Atenção Primária à Saúde vai ser reforçada por todo o país pelos próximos três anos

Sete em cada dez pessoas que buscam o mesmo serviço de saúde vão à rede pública, aponta IBGE

O objetivo é atender aqueles profissionais que, durante a pandemia, podem estar sofrendo com ansiedade, depressão, irritabilidade e transtorno de estresse agudo.

Depois de fazer o primeiro contato por telefone, o participante do TelePSI precisa preencher um formulário digital. Depois, passam por tratamentos breves e podem continuar com até quatro sessões por videochamada.

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16/09/2020 00:00h

Iniciativa conta com participação de três ministérios e levará conteúdos gratuitos sobre saúde mental

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Setembro marca o mês da campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio. Com foco no tema, o Ministério da Saúde lançou as “Ações de Educação em Saúde em Defesa da Vida”, uma série de atividades educativas que contemplam a realização de quatro ciclos de promoção e prevenção em saúde. No primeiro ciclo, essas atividades são voltadas à prevenção do suicídio e da automutilação. 

“O Brasil é o primeiro país do mundo em incidência de ansiedade e o segundo em casos de depressão. Quando nós falamos de jovens na faixa entre 15 e 24 anos, o segundo maior número de mortes no país é causado por suicídio e agora tivemos aumento nos casos de automutilação. Temos como atuar nas escolas, salvando nossos jovens”, destaca Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde (SGTES).

A iniciativa conta com o apoio do Ministério da Educação e do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, e instituições como a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). As ações incluem cursos a distância, palestras e elaboração de materiais para ampliar o atendimento em saúde, a formação nas escolas e nas comunidades. O Executivo tem como objetivo qualificar o conhecimento de profissionais da área, conselheiros tutelares, professores, líderes sociais, religiosos e de entidades beneficentes. Como base para as ações, o Ministério da Saúde utiliza a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS).

A ABP classifica alguns fatores que aumentam o risco de suicídio. Entre eles estão doenças incapacitantes, impulsividade/agressividade, isolamento social e tentativa prévia. “Estamos diante de mais uma dificuldade para agravar esse tema. Estamos vivendo uma pandemia. A OMS recentemente alertou para aumento dos casos de doenças mentais que podem levar a suicídios e automutilações”, diz Mayra Pinheiro. 

Por outro lado, como fatores protetivos ao suicídio, a Associação Brasileira de Psiquiatria coloca o suporte familiar, capacidade de adaptação positiva, estar empregado, frequência de atividades religiosas, capacidade de resolução de problemas, entre outros. 

“Deve-se tentar minimizar os danos do distanciamento e o medo causado pela pandemia. Ligações, vídeos. Sentir que o outro encontra-se próximo, isso é extremamente importante. Tentar manter uma rotina. O isolamento limita muitas atividades. Não quer dizer que não podem ser criadas novas atividades em casa. Atividades e rotinas são fundamentais para manter nosso cérebro distraído e não termos tempo para se lembrar da pandemia e suas consequências”, avalia o psiquiatra e professor da Universidade de Brasília (UnB), Luan Diego Marques. 

“É importante oferecer ajuda ao outro, e quando precisar, pedir ajuda. É importante a gente se colocar tanto no lugar de força, mas também no local de fragilidade”, completa. 

Os conteúdos educativos, incluindo cartilhas e videoaulas, estão disponíveis no site prevencaoevida.com.br, onde as inscrições para as atividades já estão abertas e de forma gratuita. 



Mais temas

As Ações de Educação em Saúde em Defesa da Vida também vão abranger atividades educativas relacionadas a mais três assuntos: gravidez na adolescência, uso de drogas lícitas e ilícitas e ética relacionada à prevenção da violência contra crianças, mulheres e idosos. 
 

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25/08/2020 00:00h

Mentalize: Sinal Amarelo para Atenção à Saúde Mental. De acordo com a proposta, esse será um ponto de partida para uma série de Ações de Educação em Saúde em Defesa da Vida

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Nesta segunda-feira (24), o Ministério da Saúde divulgou uma nova estratégia para trazer mais cuidados à saúde mental dos brasileiros durante a pandemia da Covid-19. Se trata do Mentalize: Sinal Amarelo para Atenção à Saúde Mental. De acordo com a proposta, esse será um ponto de partida para uma série de Ações de Educação em Saúde em Defesa da Vida, que vai abordar temas como prevenção ao suicídio e da automutilação; prevenção da gravidez na adolescência; prevenção ao uso de drogas lícitas e ilícitas e ética da vida.

Essa estratégia é uma parceria com a Associação de Brasileira de Psiquiatria (ABP), e não vai gerar gastos para o Governo Federal. E é isso que explica o presidente da ABP, Antônio Geraldo da Silva. “Essa parceria não envolve um real sequer. É tudo feito voluntariamente pelos psiquiatras e psicólogos indicados pela ABP. É um projeto em que podemos mudar o futuro de crianças e adolescentes; melhorar a vida de adultos jovens, adultos em idade de trabalhar adequadamente e não ficar afastado do trabalho. E quando eu digo isso, quero explicar que cinco das dez causas de afastamento do trabalho são por doenças mentais”, destacou.

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Durante o lançamento desse projeto, o Ministério da Saúde fez uma atualização da Ação Estratégica “O Brasil Conta Comigo”, que é um esforço do governo para apoiar estados e municípios a terem profissionais de saúde aptos e em quantidade suficiente para atender as demandas relacionadas ao coronavírus.

A secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mayra Pinheiro, fez um detalhamento sobre as ações voltadas à capacitação destes profissionais, visando maior eficácia para combater a doença.  

“Mais de um milhão de profissionais de saúde, das 14 categorias, foram cadastrados no programa e, destes, 339.522 profissionais tiveram suas capacitações concluídas sobre todos os temas relacionados a Covid-19. Essas capacitações foram especificas para cada uma das categorias. É uma marca histórica e o Brasil passa a ser o único país no mundo que, durante uma pandemia, conseguiu recrutar e capacitar seus profissionais de saúde para atuação imediata no enfretamento à doença”, detalhou a secretária Mayra.

Por fim, o Ministério da Saúde divulgou os números relativos à pandemia da Covid-19 no Brasil. O país registrou 115.309 mortes por causa do coronavírus, o que representa um aumento de 565 óbitos nas últimas 24h. Entre a quantidade de pessoas infectadas pela doença, o país chegou à marca de 3.622.861 casos. O número de pacientes recuperados está em 2.778.709 e já representa 76% das pessoas que estiveram doentes. Permanecem em investigação, 2.889 casos suspeitos. Esses são dados baseados nas informações enviadas por estados e municípios.

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27/06/2020 00:00h

Diversos estudos têm mostrado que isolamento social contribui para agravar quadro de transtornos psíquicos

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O número de brasileiros com quadros de depressão e ansiedade cresceu desde o início da pandemia da Covid-19. A mais recente pesquisa do Ministério da Saúde sobre o quadro psiquiátrico dos brasileiros neste período revela que 32,6% dos entrevistados se sentiram para baixo ou deprimidos de março para cá.

Outro estudo, do Instituto de Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), aponta que o número de brasileiros com depressão praticamente duplicou nos primeiros dois meses de isolamento social. O percentual de pessoas com a doença passou de 4,2% para 8%. Já os casos de ansiedade saltaram de 8,7% para 14,9%. A pesquisa feita com 1.460 pessoas em 23 estados indica um aumento preocupante nos casos de pessoas com transtornos mentais.

Para especialistas, o isolamento social colabora para o aumento no número de casos de transtornos mentais. É o que explica o psiquiatra Luan Diego Marques. “Já era uma tendência desde 2019 o brasileiro ter quadros de alterações de humor e ansiedade. O isolamento, as mudanças abruptas e a quarentena só impulsionaram um maior desgaste e uma eliminação dos recursos de saúde mental, que é a liberdade, o lazer e a interação social.”

Ele também atribui à crise econômica papel importante nos indicadores. “A vulnerabilidade financeira prejudica o quadro emocional e essa também é uma das possibilidades da piora do nível de ansiedade aqui no Brasil”, complementa. 

Percepção médica

A percepção da maior ocorrência de quadros depressivos também ocorre entre os médicos. Um estudo da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) entrevistou profissionais da área. Quase 90% dos psiquiatras afirmaram que os quadros psiquiátricos de seus pacientes se agravaram com a pandemia da Covid-19.

Apesar do momento crítico e do confinamento, Marques afirma que é possível minimizar as chances de depressão. “A depressão pode sim ser evitada”, assegura. Segundo ele, uma das melhores ferramentas para a saúde mental é cultivar relacionamentos.

“Ter uma rede de apoio é uma das ferramentas para reduzir a chance dessa pessoa desenvolver depressão. Existem algumas pesquisas que mostram pessoas que possuem confidentes, que podem desabafar, têm menor risco de desenvolver depressão.”

Ampliação do atendimento

Há cidades que tentaram minimizar o impacto da suspensão de consultas com psicólogos e psiquiatras neste período. Em Teresina, por exemplo, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) se organizou para garantir o atendimento em saúde mental à população durante a pandemia do novo coronavírus. O órgão disponibilizou um telefone para quem precisar falar com um psicólogo gratuitamente. 

Além disso, a Rede de Atenção Psicossocial do município continua funcionando, de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h e das 14h às 17h. Ao todo, há sete Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) para pessoas com transtornos mentais graves. Teresina conta ainda com um ambulatório, o Provida, que atende pessoas que tentaram suicídio. 

Ações 

Preocupado com os efeitos das medidas de distanciamento social, sobretudo entre os jovens e adolescentes, o Governo Federal lançou recentemente uma ação de prevenção ao suicídio e automutilação com foco nesses grupos. A medida é uma forma de o país se antecipar à chamada “quarta onda da pandemia”, que se caracteriza pelo agravamento das doenças mentais entre a população. 

O objetivo do Ministério da Saúde é qualificar profissionais da saúde, educadores da rede pública e privada de ensino, líderes de associações religiosas, profissionais que atuam em conselhos tutelares, entidades beneficentes e movimentos sociais para que saibam abordar adolescentes entre 11 e 18 anos. 

RAPS

A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) é formada por diversos pontos de atenção à saúde mental, que atendem a pessoas com quadros psíquicos em diferentes níveis de complexidade. Os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) espalhados por municípios de todo o país constituem um dos principais pontos de atendimento para pacientes com sofrimento ou transtorno mental. Existem ainda os serviços de urgência e emergência, como o SAMU 192, a sala de estabilização, Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e prontos-socorros que integram a rede. 

Também fazem parte os Serviços Residenciais Terapêuticos (SRTs), que são moradias destinadas a cuidar de pacientes com transtornos mentais e que não possuem suporte social ou laços familiares. Além disso, a rede tem Unidades de Acolhimento (UA), ambulatórios multiprofissionais de saúde mental e comunidades terapêuticas. A ideia é que todos esses serviços funcionem de forma integrada. 

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